Seguro-viagem, um item mais que essencial, é deixado de lado por um grande número de viajantes

Mesmo com alta de 6,73% em setembro, o seguro-viagem segue fora do planejamento de muitos viajantes – entenda benefícios

Da Redação (*)

Brasília – Com a chegada das férias de fim de ano, aeroportos e rodovias entram em ritmo acelerado. Passagens compradas, hospedagem reservada e roteiros definidos costumam dominar o planejamento. A mala também ganha atenção especial, com itens essenciais cuidadosamente separados — mas um detalhe importante ainda é esquecido por muitos viajantes: o seguro-viagem.

Mesmo em viagens curtas ou dentro do próprio país, imprevistos podem transformar momentos de lazer em dor de cabeça. Cancelamentos de passeios, atrasos em transfers, problemas com hospedagem, contratempos com documentação ou pequenas emergências de saúde são exemplos de situações que podem atrapalhar a experiência do viajante — especialmente durante a alta temporada, quando destinos turísticos ficam mais cheios e disputados.

É justamente para lidar com essas situações que o seguro-viagem se torna um aliado estratégico, embora ainda seja subestimado por parte dos viajantes. Dados do último boletim da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que o produto registrou crescimento nominal de 6,73% em setembro e avanço real de 1,71%, na comparação com o mesmo período de 2024.

Entre as principais coberturas estão a assistência médica e hospitalar, atendimento 24 horas, extravio ou danos a bagagem e suporte em casos de necessidade de retorno antecipado. Em viagens ao exterior, a proteção ganha ainda mais relevância, já que os custos com saúde podem ser elevados e, em alguns destinos, a apresentação do seguro é exigida para entrada no país.

Seguro é essencial no planejamento de uma viagem

Segundo Alessandra Monteiro, Diretora Técnica da Corretora de Seguros Bancorbrás, o seguro-viagem deve ser considerado parte do planejamento básico da viagem, assim como passagens e hospedagem. “Ter acesso a uma apólice protege a família de questões muito corriqueiras durante as férias. Entre elas atrasos ou cancelamentos de voos, extravio ou danos a bagagens, e até mesmo funciona como uma mão na roda para emergências médicas ou odontológicas”, descreve a especialista.

Muitos viajantes revisam a mala para garantir que nenhum item essencial ficou para trás; o seguro-viagem ainda costuma ser lembrado apenas quando algo sai do planejado — momento em que sua ausência pesa mais do que qualquer item esquecido. Monteiro destaca que, em determinados destinos, o seguro-viagem não é apenas recomendado, mas obrigatório. “Em países da Europa que fazem parte do Espaço Schengen, como Itália e França, a apresentação de seguro é uma exigência para a entrada do viajante. Já em destinos como os Estados Unidos, embora não haja obrigatoriedade formal, os altos custos médicos tornam a contratação indispensável”, alerta a especialista.

A escolha da cobertura adequada depende do destino, da duração da viagem e do perfil do viajante, incluindo idade e tipo de atividade prevista. Por isso, Monteiro sugere avaliar as opções com antecedência e contratar o seguro antes do embarque.

 

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As tendências de tecnologia que vão acelerar o Brasil em 2026

Rafael Leopoldo (*)

A aceleração da inteligência artificial nas empresas brasileiras em 2025 mudou o eixo das discussões sobre tecnologia. De acordo com levantamento da AWS, 9 milhões de empresas no país já utilizam IA de forma sistemática – um aumento de 29% em apenas um ano. Mas, enquanto a inteligência artificial concentra a atenção, outras tecnologias menos visíveis, porém decisivas, avançam em paralelo e preparam terreno para uma transformação estrutural.

Para entender quais serão as principais tendências que devem dominar a tecnologia de ponta no Brasil a partir do próximo ano, realizamos um levantamento no mercado nacional, cruzando dados de tendências já mapeadas pelo Gartner com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Os temas identificados refletem um novo ciclo de prioridades: mais integração, menos improviso; mais segurança, menos hype. E devem orientar as decisões de investimento de empresas privadas e órgãos públicos até o fim da década.

Das dezenas de apostas tecnológicas listadas anualmente por analistas globais, apenas uma fração tem aderência real à realidade brasileira. Fatores como infraestrutura, regulação, maturidade digital e prioridades setoriais moldam o que, de fato, pode ser escalado localmente. A seleção a seguir foca em tendências com aplicação prática e impacto direto sobre os desafios e oportunidades do país nos próximos três anos.

Plataformas de desenvolvimento nativas em IA

A forma como empresas desenvolvem software no Brasil está prestes a passar por uma transformação radical. As plataformas nativas em inteligência artificial, que permitem criar aplicações inteiras por meio de prompts em linguagem natural, vêm sendo rapidamente adotadas por startups e empresa de grande porte no país, oferecendo um caminho direto para contornar a escassez de desenvolvedores e acelerar a entrega de soluções digitais.

A tendência, listada pelo Gartner como uma das principais transformações estratégicas para os próximos anos, aponta para um cenário em que a maior parte do código corporativo será gerado, acelerado ou revisado por IA. Para um país com carência de profissionais especializados, mas alta demanda por digitalização, o salto de produtividade pode ser enorme.

Automação inteligente de processos (RPA/IPA)

A busca por eficiência operacional, a escassez de mão de obra qualificada e a pressão por escalabilidade são os principais fatores que levaram a automação de processos a ocupar um papel de destaque nas estratégias de transformação digital no Brasil. Neste ano, a tecnologia deu um salto qualitativo: o modelo clássico de automação robótica (RPA), antes limitado a fluxos fixos e tarefas repetitivas, foi incorporado a recursos de inteligência artificial, dando origem ao que o mercado já chama de IPA, ou Intelligent Process Automation. O conceito vai além de bots que replicam cliques: trata-se de sistemas que leem documentos, interpretam comandos em linguagem natural, tomam decisões com base em aprendizado de máquina e executam ações integradas entre plataformas.

Esse movimento não é novo, mas alcançou uma nova escala com a integração da IA generativa a ferramentas de automação. E o que antes era privilégio de grandes bancos e multinacionais tornou-se acessível para empresas de médio porte, graças à proliferação de soluções SaaS, plataformas low-code e orquestradores de automação em nuvem.

Plataformas de segurança para IA + cibersegurança preditiva

O conceito de cibersegurança preditiva, já mapeado pelo Gartner como tendência estratégica, pressupõe uma mudança de postura. Em vez de simplesmente detectar e reagir a incidentes após sua ocorrência, as empresas passam a atuar de forma antecipada, utilizando algoritmos de previsão, análise comportamental e automação inteligente para bloquear ameaças antes que causem impacto.

No Brasil, essa abordagem ainda é nova, assim como o uso estruturado de agentes de IA dedicados à segurança digital. A maior parte das empresas ainda opera com ferramentas reativas, baseadas em assinaturas e regras fixas. Mas essa realidade começa a mudar, puxada principalmente pelos setores financeiro, telecom e varejo, onde os primeiros projetos com arquiteturas preditivas já mostram resultados concretos em redução de tempo de resposta e mitigação de riscos complexos.

Cloud computing e soberania de dados: a nuvem como ativo estratégico

De acordo com o Panorama Cloud 2025, levantamento realizado pela TOTVS em parceria com a H2R Pesquisas Avançadas, 77% das empresas brasileiras já utilizam serviços em nuvem no dia a dia, e 61% adotam a nuvem como infraestrutura principal, com sistemas, dados e aplicações operando diretamente em ambientes cloud, e não apenas como suporte a servidores locais.

A tendência, mapeada pelo Gartner como uma das mais relevantes para os próximos anos, reflete um movimento global em resposta a riscos geopolíticos, legislações extraterritoriais e disputas por autonomia tecnológica.

No Brasil, um marco dessa inflexão foi a criação da Nuvem de Governo Soberana, infraestrutura oficial lançada pelo governo federal em setembro passado. Operada por estatais como Serpro e Dataprev, com data centers localizados no país, ela abriga sistemas sensíveis da administração pública e já conecta mais de 250 órgãos.

Arquiteturas modernas de dados (Lakehouse + Data Mesh)

A explosão do volume de dados nas empresas brasileiras, somada à pressão por agilidade e qualidade analítica, acelerou a adoção de novas arquiteturas capazes de romper com os modelos tradicionais de armazenamento e consumo de informação. Duas dessas abordagens, Data Lakehouse e Data Mesh, vêm ganhando espaço em organizações que enfrentam dificuldades com silos, duplicidade de dados e lentidão na entrega de insights.

Essa tendência também está no radar do Gartner, que aponta o lakehouse como parte de uma evolução natural das plataformas de dados e o Data Mesh como uma das abordagens organizacionais mais promissoras para escalar analytics com eficiência.

Análises em tempo real e inteligência de decisões

Tomar decisões com base em dados atualizados, no momento em que os fatos ocorrem, deixou de ser vantagem competitiva para se tornar exigência operacional em setores como finanças, varejo e logística.

No Brasil, bancos usam análises em tempo real para barrar fraudes em milissegundos, empresas de e-commerce ajustam ofertas conforme o comportamento de navegação, e operadoras de telecom monitoram anomalias na rede com respostas automatizadas.

Mas o movimento não para no tempo real. O passo seguinte é a adoção da chamada inteligência de decisões (Decision Intelligence), que estrutura a tomada de decisão a partir de modelos analíticos, regras de negócio e machine learning, muitas vezes de forma autônoma. O Gartner lista o Decision Intelligence como uma das tendências mais relevantes até 2026.

Modelos de linguagem específicos por domínio (DSLMs)

Com o avanço da inteligência artificial generativa, empresas brasileiras começaram a perceber uma limitação importante nos modelos de linguagem generalistas: eles respondem bem em tarefas amplas, mas falham quando o contexto exige conhecimento técnico, terminologia especializada ou nuances regulatórias. É nesse ponto que ganham relevância os modelos de linguagem específicos por domínio, ou DSLMs – modelos treinados ou ajustados com dados próprios de setores como jurídico, financeiro, saúde ou varejo.

O Gartner prevê que, até 2028, a maior parte das aplicações de IA generativa corporativa será baseada em modelos específicos por domínio — não em LLMs genéricos. No Brasil, esse movimento é reforçado por dois fatores: a necessidade de operar em português com precisão e o esforço por manter dados sensíveis dentro do perímetro da empresa. A criação de DSLMs é, portanto, uma etapa natural na profissionalização da IA corporativa, e uma estratégia de diferenciação real num mercado cada vez mais saturado por soluções genéricas.

Conectividade: a base invisível da transformação digital

Nenhuma tendência tecnológica se sustenta sem uma infraestrutura de conexão confiável, rápida e distribuída. Neste ano, o Brasil avançou significativamente nesse quesito. Já são mais de 1.500 municípios com cobertura ativa de 5G, e cerca de 70% da população tem acesso à nova geração de redes móveis, segundo dados da Anatel. Ao mesmo tempo, o número de conexões por fibra óptica ultrapassou 45 milhões, consolidando o país como líder em banda larga fixa na América Latina. Essa nova malha de conectividade viabiliza tudo: IA em tempo real, sensores no campo, edge computing, streaming de alta resolução e operações digitais fora dos grandes centros.

O país ainda enfrenta desafios em áreas rurais e periferias urbanas, mas a infraestrutura montada nos últimos dois anos mudou o patamar, e preparou terreno para o próximo salto da digitalização.

O que essas tendências dizem sobre o futuro

Mais do que apontar tecnologias promissoras, o conjunto dessas dez tendências revela um padrão claro: o Brasil está entrando em um novo estágio de maturidade digital, em que eficiência, autonomia, governança e confiabilidade substituem o improviso, a dependência e o hype vazio. A IA segue no centro, mas deixa de operar sozinha, ganha corpo ao se integrar a dados bem estruturados, redes mais ágeis, arquiteturas flexíveis e ambientes de nuvem sob controle.

Nos próximos três anos, serão essas camadas, menos visíveis, mas estruturantes, que vão separar as organizações que crescem de forma sustentável daquelas que apenas aderem a modismos. E é nesse terreno que se define o papel da tecnologia não como ferramenta de suporte, mas como eixo de transformação estratégica no Brasil.

(*) Rafael Leopoldo – Diretor de Growth e Tecnologia da Selbetti

 

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Mercosul  não deve desistir do Acordo com a União Europeia, defende especialista

Brasília – “O Mercosul não deve desistir do Acordo de Associação com a União Europeia mesmo se o documento não for assinado em janeiro próximo, conforme projetado. O Brasil deveria seguir trabalhando pela sua assinatura e, ao mesmo tempo, buscar outros acordos”. A opinião é de Jackson Campos, especialista em comércio exterior, que acompanha atentamente os desdobramentos das negociações do documento que se arrasta por mais de 25 anos.

Da parte do Mercosul, assegura o especialista, não existem obstáculos à assinatura do Acordo e o bloco dos países do Cone Sul estava pronto para concluir o processo por ocasião da reunião de cúpula do bloco, realizada no último dia 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu.

Entretanto, com a crescente oposição da França, liderada pelo presidente Emmanuel Macron e com o apoio declarado da primeiro-ministro da Italia, Giorgia Meloni, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, enviaram carta aos presidentes dos países-membros do Mercosul comunicando a impossibilidade de assinatura do acordo na reunião dia 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu, e  transmitindo o “firme compromisso em proceder com a assinatura do Acordo de Parceria e do Acordo Provisório de Comércio no início de janeiro”.

Em relação ao Brasil, o especialista destaca a determinação  com que o presidente Luiz Inacio Lula da Silva defende a importância da assinatura daquele que poderá vir a ser o maior acordo comercial já firmado por qualquer bloco ou país em todos os tempos.

Segundo ele, “acho que o presidente Lula vai aceitar qualquer coisa que Macron e Meloni peçam em termos de alteração do acordo porque sua assinatura será uma bandeira do governo {nas eleições presidenciais de 2026}. Se ele conseguir aprovar esse acordo, as pessoas em seu dia-a-dia não vão se preocupar em saber quais são os termos do Acordo. Em seu cotidiano, o brasileiro comum só vai saber que tem um acordo e vai ficar muito feliz se conseguir comprar alguma coisa mais barata da Europa. Por isso, ainda que venham com algumas exigências que não sejam boas para o Brasil, o nosso governo vai acabar aceitando com o objetivo de depois usar isso eleitoralmente. Esse é o motivo de eu estar otimista em relação à assinatura do Acordo, ainda que não ache que o tratado vai ser tão bom assim”.

Por outro lado, Jackson Campos acredita que, no contexto do Mercosul, nenhum país se posicionou ou virá a se posicionar contrariamente à assinatura do tratado: “não acredito que o presidente Javier Milei possa colocar obstáculos à conclusão do acordo. A Argentina só tem a ganhar com ele. As dificuldades ficam do lado europeu, por conta da França e Itália, que estão fazendo muita pressão para que se mudem alguns termos do acordo por causa de sua agricultura, com os seus produtores enfrentando custos muito altos e eles fazem uma pressão enorme sobre as autoridades de seus países. Mas a decisão no bloco europeu será tomada pelo voto e a maioria dos países europeus ganha com o acordo e tem muito interesse em sua assinatura”.

Não assinatura do Acordo e o futuro do Mercosul

Ceticismo é a palavra que mais bem define a posição do governo brasileiro em relação à assinatura do Acordo e se ela não acontecer em janeiro, fontes do governo acreditam que o Mercosul vai desistir definitivamente do tratado.

A possibilidade de a assinatura vir a acontecer em janeiro é considerada bastante reduzida pelo governo brasileiro, na medida em que persistem lacunas e divergências relevantes entre os membros da União Europeia e se não chegarem a um entendimento nas próximas semanas e a assinatura não se concretizar, mesmo os países do Mercosul que mais defendem a abertura de mercado, como a Argentina e o Paraguai, acabarão desistindo do acordo. Fontes do governo brasileiro também já não descartam essa possibilidade.

O tarifaço imposto ao Brasil pelo presidente Donald Trump, apesar das mudanças que abrandaram a medida, o governo brasileiro e o empresariado nacional trabalham em busca de uma maior diversificação de mercados. Com o recuo da União Europeia, o Brasil -e também o Mercosul como bloco- se voltarão ainda mais para a Ásia.

Segundo Jackson Campos, para fugir do tarifaço, “desviou-se os canhões que estavam voltados para os Estados Unidos e foram dirigidos para outros lugares do mundo, da Europa e da Ásia principalmente e é preciso continuar assim. Já que funcionou, não faz muito sentido parar. Vamos continuar, mesmo que o tarifaço caia”

 

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A importância da rastreabilidade na consolidação das exportações brasileiras

Brasília – Anualmente, diversos produtos brasileiros são exportados para o exterior. A quantidade de itens varia entre alimentos, móveis, calçados, equipamentos de indústria, entre outras áreas de atuação da economia. Não faltam motivos para enviar para outros países o que é produzido por aqui, mas um dos principais, trata-se da rentabilidade que a venda gerada em dólar ou euro pode render às empresas do Brasil.

Para quem pretende iniciar a exportar seus produtos para destinos internacionais, um dos principais pontos de atenção se refere ao rastreio da carga. E neste texto, você vai entender por que é importante garantir rastreabilidade no envio.

Dados da exportação brasileira

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, dados consolidados  de 2024 indicam que óleos brutos de petróleo estão entre os itens mais exportados do Brasil, gerando mais de US$ 44,8 bilhões. Na segunda posição aparece o envio de soja, enquanto em terceiro está o minério de ferro, em quarto os açúcares, e em quinto lugar, os óleos combustíveis de petróleo.

Como exportar com o rastreio correto

Para empresas do ramo de alimentos, a rastreabilidade se torna fundamental para garantir a segurança alimentar e a saúde dos consumidores. Os exportadores precisam atender às exigências legais dos países que compram a carga, como por exemplo as nações da União Europeia, levando acesso a diferentes mercados.

Os exportadores precisam estar com uma documentação completa e precisa, com o rastreio que vai desde a origem do produto ou equipamento a ser exportado, até o momento em que chega ao consumidor final. É importante ter dados sobre todo o processo de desenvolvimento da carga enviada.

Pensando nisso, a área da segurança se torna essencial no ramo da exportação. Independente do seu ramo de atuação, um investimento necessário é para a aquisição de um sistema de controle de acesso, projetado para a entrada e saída de pessoas de maneira inteligente, para que apenas a equipe de colaboradores tenha acesso ao ambiente de trabalho. Além disso, este equipamento permite a integração com vídeo e outros sistemas, garantindo mais visibilidade e controle em toda a área de segurança das empresas.

Ainda se tratando da parte de segurança e tecnologia, existem outros instrumentos conectados à inteligência artificial e blockchain que devem ser priorizados, com o objetivo de realizar a coleta e o gerenciamento de dados de toda a produção. Isso permite que a sua carga siga as orientações internacionais.

Garantindo credibilidade

Empresas que exportam com toda a rastreabilidade adequada acabam se destacando no comércio global. Além disso, contribuem com o fortalecimento da imagem do Brasil como um país confiável no envio de produtos. Outro bom motivo é que, mesmo em situações de crise, um negócio que exporta pode manter sua boa reputação através do rastreio de carga, desde que aja de forma adequada com ações como recalls.

Quem exporta e prioriza o rastreio completo de carga também consegue garantir um importante diferencial competitivo no mercado internacional, de modo a agregar valor ao seu produto, através da valorização de itens feitos com qualidade.

Um produto exportado com o devido rastreio pode trazer mais um diferencial se atender a demandas sustentáveis. Hoje em dia, tem aumentado o público que se interessa por itens que não causam problemas no clima, desmatamento ou outros problemas no meio ambiente. E se sua empresa tem práticas que respeitam o meio ambiente, com a rastreabilidade sua reputação também pode aumentar.

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Uma cidade, três dias: descubra Bursa, na Turquia; sua história, cultura e suas belezas naturais

A uma curta viagem de Istambul, Bursa oferece a combinação ideal de espiritualidade, patrimônio histórico e bem-estar

Da Redação (*)

Brasilia – Aos pés das montanhas Uludağ, Bursa é uma cidade repleta de história, cultura e beleza natural, onde o antigo e o moderno se encontram de forma única. Poucas horas de Istambul (apenas 190 km de distância), esse destino convida os viajantes a conhecerem um rico patrimônio Otomano, uma vibrante vida cultural e seus tradicionais banhos termais.

Capital original do Império Otomano, Bursa continua sendo uma das cidades mais fascinantes da Turquia – ideal para um roteiro de três dias que combina espiritualidade, cultura e bem-estar.

Dia 1: o esplendor arquitetônico de Bursa

O amanhecer em Bursa é especial; banhada em tons de dourado pelo sol que surge atrás das montanhas Uludağ, que desperta lentamente. O ponto de partida é a imponente Grande Mesquita (Ulu Cami), construída no século XIV, e um marco da arquitetura otomana.

Ao entrar, o silêncio, os ecos das orações e os detalhes da caligrafia, que recobrem as paredes, criam uma atmosfera de respeito e contemplação. O Mihrab monumental e os azulejos que adornam o interior costumam encantar os visitantes.

A poucos minutos dali está a Cidadela de Bursa (Hisar). Suas muralhas, erguidas no período bizantino e reforçadas pelos Otomanos, oferecem uma vista privilegiada da cidade. Caminhar por seus muros é como viajar no tempo. Ainda na região, a Mesquita Verde (Yesil Cami) é um verdadeiro refúgio de paz. Construída no século XV, é famosa pelos azulejos verdes e turquesa que iluminam o espaço em contraste com a luz natural que entra pelas janelas.

Dia 2: relaxamento e descobertas culturais

A segunda manhã em Bursa começa no Museu da Cidade. Instalado em um edifício do século XIX cuidadosamente restaurado, seu acervo inclui desde tecidos de seda até ferramentas antigas, traçando um panorama da importância de Bursa como centro da indústria da seda e berço do Império Otomano.

Depois da imersão cultural, é hora de relaxar nos famosos banhos termais da cidade, cujas águas minerais são conhecidas desde os tempos romanos. Os Hammams oferecem uma experiência de bem-estar única, perfeita para revitalizar corpo e A mente.

Dia 3: a alma de Bursa

O terceiro é dedicado ao Grande Bazar de Bursa, um dos mais antigos e maiores da Turquia, datado do século XV. Suas vielas cobertas abrigam uma infinidade de lojas onde se encontram tapetes, especiarias, joias e os tão famosos e cobiçados lenços seda de Bursa, proporcionando uma experiência de compra autêntica.

Para encerrar, nada melhor do que subir novamente às montanhas Uludağ, com um rápido passeio no teleférico que transporta os visitantes a um cenário de florestas exuberantes e picos nevados. O contraste com a agitação urbana é marcante, e a tranquilidade das montanhas convida à contemplação. E, em falar em neve, este é um dos destinos mais requisitados para os amantes de esportes de neve como o esqui e o snowboard – tendo aqui um local repleto de entretenimento, hotelaria típica e outros atrativos dedicados especificamente aos simpatizantes desta fria estação (muito procurada entre os meses de dezembro a março).

Como chegar a Bursa a partir de São Paulo

Turkish Airlines, reconhecida pelo Guinness World Record® como a companhia aérea que voa para mais destinos no mundo, conecta o Brasil à Turquia com voos diretos de São Paulo (GRU) para Istambul (IST), operados diariamente.

Ao desembarcar na Turquia, os viajantes podem aproveitar para explorar Istambul antes de seguir para Bursa, seja em um voo doméstico da própria Turkish Airlines, seja por outros meios de transporte como ônibus, trem ou transfer privado.

(*) Com informações da Turkish Airlines

 

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Inovaçao no Comex: novo marco do Portal Único impulsiona a modernização do comércio exterior

Etapa da transição integra os controles do Mapa e amplia a padronização dos procedimentos administrativos

Da Redação (*)

Brasília – Dezembro se consolidou como um mês de virada para o comércio exterior brasileiro. O Portal Único deu mais um passo relevante ao avançar na transição para um modelo mais simples, integrado e eficiente de controle das operações de importação e exportação no país.

Nessa etapa, foram migrados para o Portal Único, por meio da Declaração Única de Importação (Duimp), novos tipos de operações que antes eram realizados pelo antigo módulo de Licença de Importação e Declaração de Importação (LI/DI), instrumentos utilizados no modelo anterior, conforme o cronograma oficial divulgado no Siscomex, o Sistema Integrado de Comércio Exterior do governo federal.

Ao mesmo tempo, todos os modelos de LPCOs, que abrangem licenças, permissões, certificados e outros documentos exigidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram integrados ao Novo Portal Único. Com isso, o Tratamento Administrativo conduzido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) passa a ser realizado de forma praticamente integral dentro da nova plataforma.

O vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou que as iniciativas modernizam a forma como o Brasil importa e refletem o compromisso do governo federal com a execução do cronograma de transição para o novo modelo do comércio exterior, de forma segura, gradual e planejada.

Guichê único do comércio exterior

“É mais um marco na transformação do comércio exterior brasileiro, com benefícios para o setor público, para as empresas e para a sociedade. O Portal Único se consolida como o guichê único do comércio exterior brasileiro, trazendo mais segurança e agilidade e menos burocracia para todos os operadores”, afirmou Alckmin.

Na prática, a mudança significa menos sistemas distintos, maior integração entre os órgãos públicos e regras mais padronizadas para quem opera no comércio exterior. A centralização das autorizações, a troca automática de informações e a uniformização dos procedimentos geram ganhos diretos de eficiência, reduzem incertezas e custos e tornam os processos mais previsíveis para empresas e operadores logísticos.

O avanço também melhora a comunicação entre os sistemas governamentais, diminui retrabalhos e contribui para um ambiente de negócios mais transparente, moderno e alinhado às boas práticas internacionais de facilitação do comércio.

A etapa, observadas as exceções estabelecidas, incluiu ainda o desligamento de operações específicas do modelo antigo. Entre elas estão aquelas relacionadas ao regime de Drawback Suspensão, que permite a suspensão de tributos para insumos usados na produção de bens exportados, quando realizadas no modal de transporte marítimo. Da mesma forma, as operações dos regimes Recof e Repetro, utilizados por setores industriais e de petróleo e gás, foram descontinuadas no modal de transporte aéreo. Também foram desativadas as operações sob controle do Decex que envolvem importação de material usado e exame de similaridade, tanto no transporte marítimo quanto no aéreo.

Maior integração

O Portal Único de Comércio Exterior é uma iniciativa do governo federal voltada à redução da burocracia, do tempo e dos custos nas exportações e importações brasileiras. Implementado de forma modular desde 2014, o sistema substitui gradualmente o antigo Siscomex, já processa 100 por cento das exportações e passa a contemplar também as importações.

A adoção da Duimp e de novas tecnologias desenvolvidas com o apoio do Serpro amplia a integração entre órgãos públicos e privados, permite o preenchimento único de informações, agiliza fiscalizações e pagamentos e reduz em até 99 por cento o uso de papel, tornando os processos mais rápidos, transparentes e previsíveis, com ganhos diretos de eficiência e competitividade para o comércio exterior brasileiro.

(*) Com informações do MDIC

 

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Investir para competir: o desafio inadiável da indústria brasileira

Fernando Valente Pimentel (*)

Um estudo elaborado pelo Departamento de Economia da Fiesp, divulgado em setembro de 2023 e baseado em dados da PIA/IBGE, permanece extremamente atual para se compreender o momento crítico vivido pela indústria de transformação brasileira. Suas conclusões ajudam a iluminar uma realidade conhecida do setor produtivo: o País convive há anos com um nível de investimento insuficiente para renovar seu parque industrial, sustentar ganhos de produtividade e preservar competitividade no médio e longo prazo.

Os investimentos industriais seguem próximos aos patamares observados em meados dos anos 2000 e mantêm comportamento fortemente pró-cíclico, sensível a choques macroeconômicos e a ambientes prolongados de incerteza. Além disso, houve mudança relevante em sua composição, com menor intensidade na aquisição de máquinas e equipamentos, justamente o componente que moderniza o parque produtivo, viabiliza saltos tecnológicos e sustenta ganhos estruturais de eficiência.

O dado mais preocupante é a trajetória do estoque de capital industrial, indicador que traduz a capacidade produtiva efetiva do País. Após um crescimento moderado até meados da década passada, o Brasil passou a registrar, desde 2015, um processo contínuo de retração desse estoque. Na prática, isso significa um parque industrial que envelhece, se deprecia e perde densidade tecnológica, acumulando um passivo que compromete diretamente o futuro da produtividade.

Ainda assim, é fundamental reconhecer um ponto muitas vezes ignorado no debate público: a indústria brasileira não deixou de investir. Mesmo operando com níveis de investimento inferiores aos necessários para uma renovação plena do capital, o setor segue alocando recursos, mantendo operações, modernizando processos de modo incremental e disputando mercados, dentro do nosso próprio país e no exterior, com vários concorrentes internacionais altamente subsidiados e tecnologicamente avançados.

Essa disputa ocorre em condições assimétricas. Enquanto competidores globais operam com crédito abundante, juros baixos, políticas industriais agressivas e proteção estratégica de suas cadeias produtivas, a indústria brasileira enfrenta um dos mais altos custos de capital do mundo, elevada volatilidade cambial e um ambiente de negócios ainda marcado por incertezas. Em setores como o têxtil e de confecção, por exemplo, cerca de 80% dos investimentos em máquinas e equipamentos são de origem importada, o que amplia muito o risco cambial e encarece decisões de modernização.

O próprio estudo da Fiesp evidencia que investimentos, produtividade e escala caminham juntos. Sem renovação de máquinas, digitalização de processos e incorporação de novas tecnologias, o setor manufatureiro perde competitividade de maneira quase inevitável. O hiato de produtividade é expressivo: embora o potencial da indústria brasileira permita alcançar cerca de 55% da produtividade da norte-americana (nível de 1970), o patamar efetivo permanece próximo de apenas 20%. É um reflexo direto de décadas de subinvestimento.

Para recolocar o País em uma trajetória sustentável de crescimento, o levantamento aponta a necessidade de investimentos industriais da ordem de 4,6% do PIB ao ano por um período prolongado. Hoje, esse índice gira em torno de 2,6%, nível insuficiente até mesmo para repor a depreciação natural do capital. Essa distância entre o investimento necessário e o realizado reforça a urgência de uma resposta nacional estruturada.

​O custo de capital ocupa posição central nesse desafio. Nenhum empresário amplia capacidade produtiva de modo consistente convivendo com juros reais elevados por longos períodos, como os que o Brasil ainda pratica. Mesmo com a inflação em processo de convergência, as taxas reais seguem em patamar incompatível com a rentabilidade típica das atividades industriais, desestimulando decisões de longo prazo.

É verdade que houve avanços recentes, como a reforma tributária sobre o consumo, cujos efeitos vão aparecer em cerca de sete anos, a Nova Indústria Brasil (NIB), os mecanismos de depreciação acelerada e programas de estímulo à produtividade. Cabe salientar, ainda, o empenho do BNDES e da Finep na liberação de crédito mais favorável para o setor, como a Linha Indústria 4.0, lançada recentemente, com recursos das duas instituições, de R$ 10 bilhões e R$ 2 bilhões, respectivamente.

São passos importantes, mas ainda insuficientes diante da magnitude do desafio. O mundo vive uma nova onda de políticas industriais, liderada por Estados Unidos, China e União Europeia, com forte foco em reindustrialização, inovação, transição energética e digitalização. O Brasil não pode dar-se ao luxo de ficar à margem desse movimento.

As eleições de 2026 oferecem uma oportunidade decisiva para reforçar a posição da indústria no centro da estratégia de desenvolvimento. É fundamental que os programas de governo dos candidatos à presidência da República assumam compromissos claros com a modernização do parque produtivo nacional, incluindo a redução estrutural do custo de capital, mecanismos estáveis de financiamento competitivo, instrumentos de mitigação de risco cambial, políticas robustas de digitalização industrial, qualificação de pessoas, inovação, sustentabilidade e fortalecimento das cadeias produtivas.

A indústria brasileira segue competindo, investindo e gerando valor, mesmo em condições adversas. Por isso, é imperativo acelerar a marcha dos aportes de recursos em bens de capital, processos, tecnologia e pessoas. Sem investimento consistente, contínuo e orientado à inovação, não há futuro industrial possível. O momento exige visão estratégica e coragem para reposicionar o setor como ativo central do crescimento, geração de empregos qualificados e prosperidade nacional.

(*) Fernando Valente Pimentel é o diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Viagens corporativas mantêm crescimento e reforçam papel estratégico do turismo de negócios no Brasil

Entre janeiro e novembro deste ano, o setor movimentou R$ 12,7 bilhões, de acordo com o estudo mensal da Abracorp

Da Redação (*)

Brasília – O mercado de viagens corporativas segue apresentando desempenho positivo no acumulado de 2025, consolidando o turismo de negócios como um dos vetores de dinamização da atividade turística no país. Entre janeiro e novembro deste ano, o setor movimentou R$ 12,7 bilhões, crescimento de 0,3% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com o estudo mensal da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), que acompanha o comportamento de 11 segmentos do mercado.

Somente no mês de novembro, o faturamento do setor alcançou R$ 1,11 bilhão, com movimentos distintos entre os principais produtos que compõem as viagens corporativas. Os Serviços Aéreos permaneceram como o principal segmento, somando R$ 611,3 milhões no período e concentrando 55% do faturamento total, o que evidencia a relevância do transporte aéreo para a conectividade e a competitividade dos destinos brasileiros.

A hotelaria apresentou crescimento expressivo de 16,39% em novembro, avançando de R$ 310,7 milhões para R$ 361,6 milhões. Com esse resultado, o segmento ampliou sua participação no total de despesas, passando de 26,39% para 32,53%, o que reforça a importância da hospedagem na estrutura de custos das viagens corporativas e indica maior tempo de permanência e investimento em serviços nos destinos.

Outro destaque do mês foi o segmento de Cruzeiros, que registrou o maior crescimento percentual, com alta de 236,59%, saltando de R$ 144,4 mil para R$ 486,2 mil. Já o transporte Rodoviário manteve desempenho estável, totalizando R$ 5,18 milhões, praticamente em linha com o resultado do mesmo período anterior. O modal segue sendo um importante meio de deslocamento, especialmente em viagens regionais e de curta distância.

Os dados da Abracorp indicam que, apesar das oscilações mensais, o mercado de viagens corporativas mantém trajetória de crescimento em 2025, sustentado pelo desempenho acumulado no ano e pela expansão do transporte aéreo, da hotelaria e dos modais terrestres. O cenário abre espaço para novas estratégias, investimentos e oportunidades em toda a cadeia do turismo, fortalecendo o papel do setor como indutor do desenvolvimento econômico e da geração de negócios no Brasil.

(*) Com informações do MTur

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Brasil alcança marca histórica de 9 milhões de turistas estrangeiros em 2025. Em 2024 foram 6,77 milhões de visitantes internacionais

Da Redação (*)

Brasília – A poucos dias de fechar o ano, o Brasil já registrou a chegada de 9 milhões de turistas estrangeiros em 2025. Recorde histórico, o número supera em 30% a previsão para este ano, que era de 6,9 milhões, segundo o Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027. O marco foi celebrado pela Agência com uma ação realizada nesta sexta-feira (19), no Turistômetro do Rio de Janeiro (RJ), na orla de Copacabana.

A comemoração foi comandada pelo presidente da Embratur, Marcelo Freixo, e contou com a presença de pequenos empresários do setor do turismo, diretamente impactados com os números alcançados. Além disso, ritmistas da Escola de Samba Mangueira deram som e ritmo ao momento histórico.

Na oportunidade, Freixo apresentou as projeções de crescimento do turismo no Rio de Janeiro em 2026, com dados sobre o aumento de emissão de passagens para a capital fluminense no verão de 2026, e também da malha aérea internacional que chega ao Aeroporto do Galeão.

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, esse resultado é fruto de um trabalho consistente de promoção internacional do Brasil, de reposicionamento da nossa imagem no exterior e de uma atuação estratégica junto ao trade e aos mercados prioritários.

“Alcançar a marca de 9 milhões de turistas internacionais em 2025 mostra que o Brasil voltou definitivamente ao mapa do turismo mundial. É um número histórico, que gera emprego, renda e desenvolvimento em todas as regiões do país, além de reforçar o turismo como uma das grandes alavancas da nossa economia”, destacou Freixo.

“Chegar a 9 milhões de turistas internacionais no Brasil é mais do que um recorde, é um sinal de confiança no destino Brasil. E realizar a cerimônia na Orla de Copacabana reforça o papel do Rio como palco internacional desse movimento. A Orla Rio tem orgulho de contribuir para essa entrega com serviços que elevam a experiência do visitante e também do carioca. Esse marco fortalece a agenda de colaboração entre poder público e iniciativa privada e aumenta ainda mais nossa responsabilidade com qualidade, sustentabilidade e excelência na orla”, afirmou João Marcello Barreto, presidente da Orla Rio.

Turistômetros

Os Turistômetros do Rio e de Brasília foram inaugurados no último 24 de novembro, quando o país atingiu o total de 8 milhões de turistas internacionais. Junto ao contador digital, foi lançada a campanha nacional com o tema “O recorde no turismo estrangeiro é o orgulho de um país inteiro”. As peças da campanha contam histórias de pessoas reais, que trabalham em diferentes atividades do setor turístico no Brasil, destacando o impacto do turismo internacional para o desenvolvimento social e para a economia do país, gerando emprego e renda para milhares de famílias.

Principais emissores

Em 2025, a Argentina se destacou como o maior país emissor de turistas para o Brasil. Em 11 meses, os destinos brasileiros registraram a chegada de 3,1 milhões de hermanos, total 82,1% maior que no mesmo período de 2024. O segundo lugar entre os maiores emissores fica com o Chile, com 721.497 entradas entre janeiro e novembro de 2025. Em termos percentuais, o registro aponta um crescimento de 24,4%. Em terceiro lugar estão os Estados Unidos, com 677.888 chegadas e crescimento de 5,8%, seguido pelo Uruguai, com 487.514 turistas e 37,2% de aumento em relação ao período de janeiro a novembro de 2024. Na quinta posição está o Paraguai, com 454.327 desembarques estrangeiros, aumento de 14,4%.

Portões de entrada

São Paulo se manteve como o estado brasileiro que mais recebeu turistas internacionais em 2025, com quase 2,5 milhões (2.494.632) de chegadas de janeiro a novembro de 2025. O Rio de Janeiro vem logo depois, com 1.972.928 de turistas estrangeiros. Rio Grande do Sul ocupa o terceiro lugar e registrou 1.431.795 chegadas. Cerca de 958 mil visitantes internacionais chegaram ao Brasil pelo Paraná entre janeiro e novembro deste ano, colocando o estado como o quarto maior portão de entrada e Santa Catarina completa as cinco primeiras posições, com 651.980 chegadas.

(*) Com informações da Embratur

 

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Porto de Santos deverá estabelecer em 2025 novo recorde de movimentação de cargas

Faltam apenas 7,4 milhões de toneladas para superar a marca histórica de 2024

Da Redação (*)

Brasília – O Porto de Santos manteve, em novembro, o ritmo de crescimento consolidado ao longo de 2025 e voltou a registrar recordes históricos de movimentação de cargas. O mês encerrou com 16,13 milhões de toneladas, a maior marca já registrada para um mês de novembro, enquanto o acumulado do ano atingiu 171,62 milhões de toneladas, também recorde para o período.

Com esse desempenho, faltam apenas 7,4 milhões de toneladas para que o Porto supere o recorde anual de 2024, quando foram movimentadas 179,8 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de um novo marco histórico até o fechamento do ano.

A movimentação de contêineres também apresentou crescimento expressivo. O acumulado de 2025 já alcança 5,4 milhões de TEU, avanço de 8% em relação a 2024 e novo recorde histórico. (TEU é a unidade padrão equivalente a um contêiner de 20 pés.)

“É um resultado esperado, mas extremamente significativo. Ele confirma a urgência da ampliação da Poligonal do Porto de Santos, cuja formalização ocorrerá em janeiro, além do reforço contínuo nas infraestruturas de acesso, como o aprofundamento do canal e as obras das avenidas perimetrais”, afirma o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini.

Desempenho mensal

Na comparação com novembro de 2024, o crescimento total foi de 13,9%.

  •      Embarques: passaram de 10,01 milhões para 11,57 milhões de toneladas (+15,6%).
  •      Desembarques: cresceram 11,1%, de 4,10 milhões para 4,56 milhões de toneladas.

Entre as cargas embarcadas, açúcar, milho e soja ultrapassaram 2 milhões de toneladas cada, liderando o desempenho do mês. Nos desembarques, o destaque foi o adubo, com volume superior a 1 milhão de toneladas.

Em contêineres, novembro também foi o melhor da história do Porto, com 489,15 mil TEU, crescimento de 5,3% em relação ao mesmo mês de 2024 (464,7 mil TEU).

Movimento acumulado em 2025

Entre janeiro e novembro, o complexo portuário de Santos movimentou mais de 171,2 milhões de toneladas, alta de 2,7% na comparação com o mesmo período de 2024.

  •      Embarques: 126,68 milhões de toneladas (+3%).
  •      Desembarques: 44,95 milhões de toneladas (+1,8%).

No segmento de contêineres, o volume acumulado chegou a 5,4 milhões de TEU, consolidando crescimento de 8% e novo recorde histórico.

Mais uma vez, o agronegócio teve papel central no desempenho do Porto. As cargas com maior participação foram:

  •      Soja em grãos: 33,83 milhões de toneladas
  •      Açúcar: 22,45 milhões de toneladas
  •      Milho: 12,65 milhões de toneladas

Destaque ainda para a celulose, que apresentou crescimento de 20,3% em 2025, alcançando 8,9 milhões de toneladas movimentadas.

(*) Com informações da Autoridade Portuária de Santos

 

 

 

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