2026 será um ano estratégico no mercado de câmbio internacional

Luciano Carvalho (*)

O ano de 2026 se apresenta como um período de elevada complexidade no cenário internacional. A combinação entre tensões geopolíticas persistentes, revisões nas políticas monetárias globais, conflitos prolongados e reconfiguração das cadeias de comércio internacional impõe um ambiente de rápidas transformações. A realocação de capitais e o surgimento de novas rotas comerciais reforçam a volatilidade e ampliam a imprevisibilidade dos mercados cambiais.

Nesse contexto, a informação circula em ritmo acelerado, mas nem sempre acompanhada da necessária análise técnica e contextualização. Para a pessoa física que realiza operações internacionais, seja para pagamentos no exterior, manutenção de despesas globais ou investimentos fora do país, o desafio central passa a ser a adoção de método, disciplina e planejamento estratégico.

Em um mercado cada vez mais integrado, decisões cambiais deixaram de ser simples conversões de moeda e passaram a demandar leitura aprofundada de cenário. A exposição a riscos cambiais, regulatórios e fiscais exige maior sofisticação na tomada de decisão, especialmente em momentos de elevada volatilidade e sensibilidade aos movimentos globais.

No caso brasileiro, os desafios são ainda mais evidentes. A volatilidade do real permanece elevada, influenciada por ajustes fiscais, mudanças regulatórias e pela rápida evolução do ecossistema financeiro e tecnológico. A proximidade da eleição presidencial adiciona um componente adicional de incerteza, estimulando movimentos antecipados do mercado e aumentando a atenção aos riscos políticos e macroeconômicos.

Do ponto de vista regulatório, observa-se um reforço nos mecanismos de controle, ampliação das obrigações de reporte e maior exigência de transparência nas operações de câmbio. Nesse ambiente, o acesso a informações confiáveis deixa de ser diferencial competitivo e se torna requisito básico para operar com segurança. A falta de acompanhamento adequado do cenário pode levar a decisões desalinhadas com o perfil do investidor ou com seus objetivos financeiros.

Além disso, operações cambiais que antes eram consideradas simples passaram a envolver múltiplas camadas de análise. Variáveis como inflação, crédito, incidência de IOF, exigências documentais, prazos de liquidação, custos totais e eventuais mudanças normativas impactam diretamente quem movimenta recursos internacionais. Ignorar esses fatores pode resultar em perdas financeiras, inconsistências fiscais ou dificuldades de regularização futura.

Outro desafio relevante em 2026 é o excesso de informações disponíveis. A produção de conteúdo sobre economia e câmbio nunca foi tão intensa, porém marcada por grande disparidade de qualidade. Projeções conflitantes, análises superficiais e conteúdos baseados em opinião ou apelo viral criam um ambiente de ruído informacional. A ausência de curadoria adequada pode levar à interpretação equivocada da volatilidade natural do mercado ou à tomada de decisões em momentos desfavoráveis. Mais do que acompanhar cotações, torna-se essencial compreender o contexto e transformar dados em estratégia.

Apesar dos desafios, 2026 também se configura como um ano de oportunidades. A consolidação de plataformas digitais, o aumento da competitividade nas taxas de câmbio e o uso de tecnologia para automatização de processos ampliam a eficiência das operações internacionais. No entanto, esses ganhos só se concretizam quando acompanhados de planejamento técnico e governança adequada.

Despesas recorrentes em moeda estrangeira demandam políticas cambiais contínuas; investimentos internacionais exigem alinhamento entre estratégia, veículo de investimento e regime fiscal; e o ambiente tributário requer organização documental e acompanhamento especializado. Nesse cenário, o papel do especialista torna-se fundamental, integrando macroeconomia, compliance, gestão de riscos, tributação e estratégia patrimonial.

Em um ano marcado por elevada movimentação e transformações rápidas no comércio e no mercado internacional, o diferencial não está apenas em evitar erros, mas em identificar e aproveitar as janelas corretas. A combinação entre análise qualificada, disciplina e governança permite que a pessoa física navegue com mais segurança e eficiência no mercado de câmbio internacional ao longo de 2026.

(*) Luciano Carvalho, CEO do banco de câmbio Moneycorp

 

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Abicalçados leva a Alckmin apreensão com alta das importações, impactos de tarifas dos EUA e barreiras na Índia

Da Redação (*)

Brasília – A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), representada pelo seu presidente-executivo e pela economista e coordenadora de Inteligência de Mercado, Haroldo Ferreira e Priscila Linck, reuniu-se ontem, dia 29, com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, para atualizar as pautas do setor frente aos impactos da política tarifária dos Estados Unidos na indústria nacional.

Entre os temas, estavam a elevação das importações predatórias de calçados asiáticos, impulsionadas pela reorganização do comércio mundial após o tarifaço norte-americano; e as barreiras impostas pela Índia ao produto nacional. O encontro, que teve ainda as participações de Uallace Moreira (secretário do MDIC) e Tatiana Prazeres (secretária de Comércio Exterior da Secex), aconteceu em Brasília.

Alta das importações gera apreensão

Principal pauta do encontro, o aumento das importações de calçados, que tiveram incremento de 22,5% (em dólares) em 2025, alcançando o maior patamar de toda a série histórica – iniciada em 1997 – foi relatada para Alckmin. Segundo Ferreira, a concorrência desleal com esses produtos, cuja origem é predominantemente asiática, vem impactando diretamente a produção nacional e o nível de emprego na indústria de calçados.

“O crescimento das importações no setor, em 2025, mostra-se significativamente superior ao observado na indústria de transformação como um todo (8,6%, em dólares) e nas importações totais do País (6,7%), indicando que a indústria calçadista vem sendo impactada de maneira mais intensa do que a média da economia brasileira”, explicou Ferreira, acrescentando que o movimento deve ser acentuado em 2026.

Entre os motivos para o incremento vertiginoso das importações, segundo Ferreira, está o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos, não somente a produtos brasileiros, mas também asiáticos. “Dessa forma, os exportadores asiáticos acabam realocando maior parcela da sua produção para outros países que não os Estados Unidos, inclusive o Brasil, gerando um desequilíbrio concorrencial”, acrescentou o dirigente.

Dados compilados pela Abicalçados apontam que, após a aplicação das denominadas tarifas recíprocas, em abril passado – que abrangem, entre outros, a China, o Vietnã, a Indonésia e Bangladesh -, o crescimento das importações brasileiras originárias da Ásia foi intensificado. Entre abril e dezembro de 2025, o aumento das importações provenientes da Ásia foi de mais de 26%, mais que o dobro do observado anteriormente.

O dirigente calçadista destacou o duplo problema da nova política tarifária aplicada por Donald Trump. “Além da queda nas exportações, já que os Estados Unidos são nosso principal destino internacional, o setor é impactado pela invasão asiática no mercado doméstico brasileiro”.

Índia

Tendo em vista a possibilidade de fornecimento de subsídios à missão presidencial à Índia, prevista para o próximo mês, a Abicalçados também expôs as principais dificuldades que vêm inviabilizando o acesso da indústria calçadista brasileira ao mercado indiano, em um contexto internacional que se faz importante a abertura de mercados. O entrave se dá em razão da exigência da certificação BIS – certificação compulsória cuja complexidade operacional e custos do processo de certificação têm restringido as exportações brasileiras ao destino.

Segundo Ferreira, em 2025, os embarques para a Índia totalizaram apenas 160 mil pares, volume mais de 60% inferior ao registrado em 2022, período anterior à vigência da normativa BIS. “Apesar do elevado potencial consumidor do mercado, a barreira comercial tem limitado a inserção dos fabricantes e exportadores brasileiros na Índia. Como consequência, a balança comercial de calçados do Brasil com o país é desfavorável. No ano de 2024, as importações brasileiras originárias da Índia foram mais de vinte vezes superiores às exportações ao destino, resultando em um déficit de US$ 13,8 milhões”, acrescentou o executivo.

Proposta

Na oportunidade, a Abicalçados propôs que o Brasil avance em um Acordo de Reconhecimento Mútuo (MRA) com a Índia, permitindo o reconhecimento de laboratórios brasileiros homologados pelo Inmetro – iniciativa que pode encurtar prazos, reduzir custos e ampliar a previsibilidade para exportadores. “A certificação BIS tem sido um gargalo relevante para empresas brasileiras. Propusemos discutir um caminho técnico, com reconhecimento mútuo de laboratórios acreditados, para reduzir burocracia sem abrir mão dos requisitos de conformidade”, explicou Priscila.

(*) Com informações da Abicalçados

 

 

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Estados Unidos devem ser a principal prioridade da agenda externa do próximo governo brasileiro, aponta Pesquisa Amcham

Levantamento ouviu 732 líderes empresariais de diversos setores da economia

Da Redação (*)

Brasília – A relação com os Estados Unidos desponta como a principal prioridade da política externa do próximo governo brasileiro, na avaliação de líderes empresariais ouvidos pela Pesquisa Amcham, divulgada nesta sexta-feira (30), durante evento realizado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo.

Quando questionados sobre as prioridades da política externa e comercial do próximo governo, os empresários apontam a relação com os Estados Unidos como o principal eixo estratégico, à frente de outros temas da agenda internacional.

As prioridades mais citadas foram:

  • Relação com os Estados Unidos (53%)
  • Atração de investimentos estrangeiros (46%)
  • Novos acordos de comércio (44%)
  • Acesso a mercados e redução de barreiras às exportações (35%)

“O empresariado associa cada vez mais a agenda externa à competitividade do país. A relação com os Estados Unidos aparece como prioridade por envolver a maior economia do mundo, a principal origem de investimentos estrangeiros no Brasil e um alto potencial em áreas como tecnologia, serviços e energia”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Apesar de estratégica, a relação com os Estados Unidos ainda é percebida como desafiadora por 44% dos empresários. Outros 38% avaliam o cenário como neutro, enquanto apenas 14% consideram o ambiente bilateral favorável.

Principais obstáculos para ampliar os negócios entre Brasil e Estados Unidos

As tarifas seguem sendo apontadas como o principal obstáculo para ampliar os negócios entre Brasil e Estados Unidos, citadas por 70% dos empresários. Trata-se de um fator que continua retirando competitividade dos produtos brasileiros e que reforça a necessidade de se avançar em um entendimento bilateral, especialmente em um momento de melhora no ambiente de diálogo e nas relações políticas entre os dois países.

Além disso, os empresários mencionam a taxa de câmbio (33%) e as barreiras não tarifárias (29%) como elementos que ampliam a complexidade do acesso ao mercado americano. Também aparecem desafios ligados à atuação das empresas, como escala e competitividade (25%), concorrência local (22%) e conhecimento do mercado dos Estados Unidos (20%).

Agenda Brasil–EUA: prioridades nas negociações

A pesquisa também identificou os temas que, na visão do setor privado, devem ser priorizados nas negociações atuais com os Estados Unidos:

  • Redução de barreiras comerciais (58%)
  • Redução de tarifas e ampliação do acesso a mercados (55%)
  • Combate ao crime organizado transnacional (42%)
  • Parcerias em investimentos (42%)
  • Minerais críticos e terras raras (36%)
  • Acordo para evitar a dupla tributação (35%)

Há uma agenda bem definida pelo setor empresarial. O desafio será transformar essas prioridades em avanços concretos, especialmente em um ano eleitoral no Brasil e diante da concorrência com outros temas no radar de prioridades do governo americano, destaca Abrão Neto.

O levantamento reúne a percepção do empresariado brasileiro sobre as eleições presidenciais de 2026, o ambiente de negócios e as agendas estratégicas que devem orientar o próximo ciclo de governo, com destaque para política externa, comércio e investimentos.

Eleições 2026: cautela e foco em economia e segurança

No plano doméstico, os empresários indicam como prioridades para o próximo presidente da República o equilíbrio fiscal (83%), o combate à corrupção (43%), a segurança pública (40%) e a redução das taxas de juros (37%).

O cenário eleitoral é percebido com cautela: 39% dos empresários classificam o cenário como neutro, enquanto 31% se dizem pessimistas e 16% otimistas em relação às eleições de 2026. Além disso, 9% se declaram muito pessimistas, 2% muito otimistas e 3% não souberam avaliar. O dado reflete a combinação de incerteza política, preocupação com a governabilidade e expectativas quanto à condução da agenda econômica no próximo mandato.

Há uma agenda bem definida pelo setor empresarial. O desafio será transformar essas prioridades em avanços concretos, especialmente em um ano eleitoral no Brasil e diante da concorrência com outros temas no radar de prioridades do governo americano, destaca Abrão Neto.

Perspectivas empresariais

A Pesquisa Amcham mostra que o empresariado mantém uma expectativa de crescimento em 2026. 84% das empresas projetam aumento de faturamento, sendo que 45% trabalham com a perspectiva de expansão superior a 11%. Menos de 3% anteveem retração de receitas.

Na avaliação dos empresários, esse crescimento tende a ser resultado de decisões concretas de negócio. Ele deve vir principalmente do aumento de vendas no mercado interno (65%), da redução de custos e ganhos de eficiência (55%) e de investimentos em transformação digital e inteligência artificial (38%).

Em relação ao ambiente de negócios durante o próximo governo (2027-2030), as percepções estão relativamente equilibradas: 35% dos empresários acreditam em melhora da economia e do ambiente de negócios, 26% projetam estabilidade e 25% esperam piora. Outros 14% não souberam avaliar.

“O empresariado segue comprometido com o crescimento e com os investimentos no país. O desempenho de 2026 estará diretamente ligado à capacidade de execução das empresas, aos ganhos de produtividade e ao uso de tecnologia, além da importância de previsibilidade, equilíbrio fiscal e integração internacional”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

(*) Com informações da Amcham

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Davos 2026: a natureza ao lado da economia e do turismo

Jaqueline Gil (*)

“Quem não se senta à mesa, provavelmente é o cardápio” foi uma das muitas aclamadas afirmações do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, há poucos dias, em Davos. Enquanto chefes de Estado e de governo, ministros e CEOs das maiores corporações globais se encontravam sob o tema “Espírito de Diálogo”, na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, preocupados principalmente com as rupturas e as incertezas na geopolítica, discussões aconteciam entre líderes convidados dos setores público e privado, cientistas e representantes da sociedade civil, em diversas arenas.

Neste ano, 3.000 profissionais de mais de 130 países priorizaram debates sobre investimentos em pessoas, novas formas de crescimento e prosperidade dentro dos limites planetários. O turismo não esteve alheio às discussões, e participei de seus principais debates. Nesse setor, apostas em oportunidades emergentes na economia da adaptação climática e da regeneração de ecossistemas, com riscos calibrados e caminhos a serem aprimorados, certamente farão a diferença para países, destinos e investidores, assim como definirão lucros e liderança, retirando os corajosos pioneiros do cardápio padronizado.

Estive em Davos pela primeira vez a convite do Basel Investor Forum, grupo suíço que conecta investidores globais a oportunidades de investimento a favor da saúde do planeta, em múltiplos setores. Participei de painéis e mesas-redondas científicas e econômicas e facilitei workshops sobre investimentos de impacto, da transição energética à economia regenerativa. A natureza e a biodiversidade estão, de forma crescente, no centro das análises, porque “sem natureza não há humanidade, não se fazem negócios, não há dividendos, não há investidores”, segundo André Hoffmann, do Fórum Econômico Mundial.

As temáticas econômicas aprofundaram-se, além da natureza e de maneira não excludente, na inteligência artificial a favor do bem-estar coletivo e na nova economia da regeneração dos ecossistemas. Como gerar e consolidar economias regenerativas lucrativas, a favor do planeta e do nosso futuro nele, foi a principal pergunta que investidores se faziam, em meio à neve dos Alpes suíços. Eles sabem, há longas décadas, que chegar primeiro e acertar nas apostas significa liderança econômica e poder de decisão à mesa, hoje e amanhã. Quem vai a Davos não quer ser cardápio — isso é certo.

Um debate coordenado pela Travalyst, organização sem fins lucrativos fundada pelo príncipe Harry, que reúne as maiores empresas de base tecnológica do mundo — como Google, Booking.com, Trip.com e Amadeus —, tratou do tema mais urgente no turismo atualmente: como crescer distribuindo fluxos e lucros, respeitando as pessoas e os ecossistemas, otimizando recursos e reduzindo as emissões de carbono. A resposta ainda está em construção, mas a percepção de que o Brasil deve sentar-se à mesa torna-se cada dia mais clara.

Ocupar a presidência da COP30 até novembro de 2026 nos torna responsáveis por liderar discussões, e há expectativas em relação a esse papel, ainda não plenamente realizadas. Vale destacar, também, nossas habilidades e históricos em múltiplos setores: a ampla capacidade de produção científica somada à valiosa biodiversidade — componentes da “fórmula” já conhecida na transformação da agricultura tropical (Embrapa, investimentos, natureza e empreendedores) — e as oportunidades para a geração de novas economias, como a dos combustíveis sustentáveis de aviação e a da regeneração, essenciais para o turismo do presente e do futuro.

Ao Brasil caberia liderar muitas discussões e propor encaminhamentos, inclusive em Davos, sobre a transição do turismo rumo à economia de baixo carbono. Sabe-se que, atualmente, as viagens são responsáveis por quase 9% das emissões totais de gases de efeito estufa e que não há sinais de redução sem programas intencionalmente desenhados para esse fim. As projeções indicam um robusto crescimento das viagens em todo o mundo e, paralelamente, sólidas oportunidades para a geração de uma nova economia de baixo carbono no turismo, até atingirmos a neutralidade dos gases.

O marco de 2050, quando as metas do Acordo de Paris determinam um mundo carbono neutro, indica que deveremos registrar mais de 4,7 bilhões de turistas internacionais — um volume preocupante, três vezes superior ao atual. Desde novembro de 2024, com a inserção do turismo na governança global do clima (COP29), crescer passou a ser o cardápio, e a despoluição sentou-se à mesa. O Brasil tem a oportunidade de consolidar-se como líder dessa transição, ocupando o assento da cabeceira: acelerar o combustível sustentável de aviação e as políticas para o turismo regenerativo pode ser o começo.

Sentar-se à mesa requer decisão, estratégia, investimento e contribuição — elementos que espero que ajustemos antes que nos consolidem como cardápio no turismo global pós-Acordo de Paris.

(*) Jaqueline Gil é CEO da Amplia Mundo, Doutoranda em Desenvolvimento Sustentável na Universidade de Brasília. Viajou a Davos a convite do Basel Investor Forum

 

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Exportações agressivas da China e tarifaço dos EUA geram “tempestade perfeita” para indústria brasileira de máquinas e equipamentos

Da Redação

Brasília – A China avança sobre o mercado brasileiro de máquinas e equipamentos, elevou para 32% sua participação no segmento, evidenciando um processo contínuo de perda de competitividade do produtor nacional, com impactos diretos sobre o nível de emprego qualificado e a capacidade do país de sustentar cadeias produtivas estratégicas no longo prazo.

Com a crescente e agressiva presença chinesa, as importações desses produtos cresceram 8,3% em 2025 sobre 2024 e somaram Us$ 32,2 bilhões, novo recorde histórico para o setor. Esse movimento ampliou o déficit da balança comercial da indústria, que ultrapassou US$ 18 bilhões no ano passado, mais de 120% acima da média registrada após as crises de 2015-2016 e da pandemia.

Esses dados compõem uma radiografia do setor divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) com ampla análise sobre o desempenho do setor no ano passado e uma projeção pouco animadora para o ano que acabou de se iniciar.

Segundo a Abimaq, “as importações de máquinas e equipamentos continuam exercendo forte pressão sobre a indústria nacional. As importações já representam 46% do consumo nacional, praticamente o dobro da participação observada antes de 2014”.

China e tarifaço dos EUA geram “tempestade perfeita” para o setor

Na percepção da Abimaq, a China é a grande responsável pelo desequilíbrio revelado pelo balanço do setor no ano passado. A Associação destaca com grave preocupação “a forte predominância da China como principal origem das máquinas importadas” e avalia que esse é um processo irreversível.

Aliado ao aumento descontrolado das importações oriundas da China, a Associação identifica outro fator igualmente relevante: a queda de mais de 9% nas exportações desses produtos para os Estados Unidos, principal destino das máquinas e equipamentos brasileiros no exterior.

Com isso, sublinha a entidade, “o ambiente externo tornou-se progressivamente mais desafiador ao longo de 2025. As medidas adotadas pelo governo Trump, com aumento de tarifas de importação sobre máquinas brasileiras, não só fizeram com que as vendas para o mercado recuassem, mas também contribuíram para a redução de sua participação no total exportado pelo setor. Esse cenário de maior protecionismo, combinado com a desaceleração do crescimento global, elevou a incerteza e limitou o potencial de expansão das vendas externas, exigindo das empresas brasileiras maior esforço de diversificação de mercados”.

O forte aumento das importações acabou minimizando os efeitos do aumento de 5% nas exportações no ano passado, após a retração observada em 2024, conforme destaca a Abimaq. De acordo com a Associação, o resultado foi sustentado pelo aumento do volume exportado e pela expansão das vendas para países da América Latina e da União Europeia, com destaque para máquinas destinadas à infraestrutura, agricultura e ao setor de petróleo. Esse movimento compensou a desaceleração do mercado norte-americano e a queda dos preços internacionais.

A entidade destaca ainda que a indústria brasileira de máquinas e equipamentos encerrou 2025 com sinais de perda de fôlego no segundo semestre, após um primeiro semestre mais dinâmico. Embora o resultado anual seja positivo, com crescimento disseminado na maioria dos segmentos o comportamento recente dos principais indicadores revela um movimento de desaceleração consistente, influenciado pela política monetária restritiva, pela maior concorrência de importados e por um ambiente internacional mais adverso.

Importância da diversificação de mercados

De acordo com o balanço da Abimaq, a receita líquida total da indústria de máquinas e equipamentos somou R$ 299 bilhões em 2025, crescimento de 7,3% frente ao ano anterior. Houve resultado positivo no acumulado do ano, mas o comportamento ao longo do segundo semestre foi marcado por desaceleração, com queda de 2,8% no último trimestre em comparação ao mesmo período de 2024. O mês de dezembro registrou o terceiro resultado negativo consecutivo na comparação interanual, refletindo o arrefecimento dos investimentos sobre impacto da política monetária restritiva

Para 2026, em relação às exportações, a Abimaq projeta uma certa estabilidade de desempenho, na medida em que o cenário externo segue marcado por elevada incerteza, com desaceleração do crescimento global, aumento de medidas protecionistas e aprofundamento da guerra tarifária, em especial a partir das novas tarifas adotadas pelos Estados Unidos.

Esse ambiente limita a expansão das vendas externas de máquinas e equipamentos brasileiros e reforça a importância de estratégias voltadas à diversificação de mercados e ao fortalecimento da indústria local como forma de mitigar riscos e sustentar o crescimento no médio e longo prazo, conclui a Associação.

 

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CNI lança consulta para mapear desafios das mulheres latino-americanas no comércio internacional

Da Redação (*)

Brasília – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lança esta semana uma consulta empresarial para identificar e entender os desafios que impedem o crescimento da participação feminina no comércio internacional, com foco na América Latina e Caribe. A iniciativa, idealizada pelo Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME), ocorre durante missão empresarial da CNI no Panamá e pretende ampliar um mapeamento similar realizado no ano passado durante o B20 Brasil.

“No Brasil, apenas 14% das empresas exportadoras são lideradas por mulheres. Aumentar essa participação é uma iniciativa fundamental para fortalecer a estratégia de competitividade e inovação na indústria”, destaca Janete Vaz, vice-presidente do FNME e presidente do Conselho de Administração do Grupo Sabin.

Por meio da consulta, que será feita em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e a OCDE, serão identificados gargalos e demandas de suporte para orientar políticas públicas e investimentos.

O que é o Fórum Nacional da Mulher Empresária?

O FNME é uma iniciativa coordenada pela CNI para fomentar a liderança feminina, o empreendedorismo e a diversidade de gênero no setor industrial e empresarial brasileiro. Composto por conselheiras, o Fórum atua na formulação de políticas de igualdade, capacitação e apoio às mulheres em cargos de gestão.

Além de Janete Vaz, participam da comitiva da CNI no Panamá as empresárias e conselheiras do FNME Elisa Kovalski, consultora da Dom Cabral; Laura Oliveira, CEO do Grupo Levvo; Marianne Feldmann, CEO da FIB Assessoria em Negócios Internacionais; e Glória Guimarães, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS).

Missão no Panamá

A CNI lidera, entre os dias 27 e 30 de janeiro, a Missão Empresarial ao Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe (ALC), no Panamá. A iniciativa, que leva mais de 100 empresários brasileiros ao país, quer reforçar a presença e o protagonismo do setor produtivo do Brasil em um dos principais espaços de diálogo regional sobre crescimento sustentável, inclusão e competitividade.

(*) Com informações da CNI

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Carnaval e férias consolidam fevereiro como um dos meses-chave para o turismo nas redes sociais

Levantamento da mLabs aponta crescimento consistente do engajamento no segundo mês do ano e revela uma janela estratégica para marcas de Turismo e Hotelaria

Da Redação

Brasília – O mês de fevereiro vem se consolidando como um mês decisivo para o setor de Turismo e Hotelaria, tanto no desempenho digital quanto nos resultados de negócio. É o que revela um levantamento da mLabs, plataforma de gestão inteligente de mídias sociais, que analisou o comportamento de engajamento no Instagram ao longo dos últimos três anos.

De forma consistente, os perfis do segmento registraram taxas de engajamento mais altas em fevereiro do que em janeiro nos anos de 2023, 2024 e 2025. O padrão indica um efeito claro de sazonalidade, impulsionado por fatores como férias de verão, Carnaval e o aumento da intenção de viagem logo no início do ano, período em que o interesse do consumidor se intensifica e se manifesta de forma mais ativa nas redes sociais.

Esse movimento digital ocorre em paralelo a um cenário econômico amplamente favorável para o turismo. Segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e do Ministério do Turismo, o Carnaval de 2026 deve movimentar R$ 18,6 bilhões em faturamento apenas no mês de fevereiro, o que representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Caso a projeção se confirme, será o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2011, com base em dados do IBGE.

Termômetro antecipado do consumo no setor

Na prática, os números indicam que o aumento do interesse vai além da inspiração e se traduz em consumo efetivo. Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostram que, durante o período carnavalesco de 2025, o faturamento do varejo cresceu 13,1%, com destaque para supermercados e hipermercados, que avançaram mais de 25%. O desempenho reflete o consumo imediato e a preparação para festas, viagens e encontros sociais — comportamento que também impulsiona a busca por informações, ofertas e experiências relacionadas ao turismo nas plataformas digitais.

Nesse contexto, o crescimento do engajamento em fevereiro deixa de ser apenas um indicador de visibilidade e passa a funcionar como um termômetro antecipado do consumo no setor de Turismo e Hotelaria, conectando intenção, interação e decisão de compra.

A análise histórica da mLabs reforça essa leitura. Em 2023, o engajamento médio do setor avançou de aproximadamente 4,47% em janeiro para 4,49% em fevereiro, dando início a uma curva de crescimento que culminou no pico anual em maio. Em 2024, o avanço foi ainda mais expressivo, com fevereiro registrando cerca de 5,05%, acima dos 4,85% observados no mês anterior. Mesmo em 2025, ano marcado por um patamar geral mais baixo de interações, fevereiro voltou a superar janeiro, subindo de cerca de 3,9% para 4,1%.

“Fevereiro deixou de ser apenas um mês de transição e passou a representar um ponto de aceleração real para o turismo, tanto nas redes sociais quanto no consumo. Os dados mostram que a intenção de viagem se transforma em engajamento concreto, o que muda completamente a lógica de planejamento para quem atua nesse mercado”, afirma Rafael Kiso, fundador e CMO da mLabs.

O estudo foi realizado com apoio do mLabs Índice, ferramenta gratuita que reúne métricas agregadas de desempenho no Instagram por segmento de mercado. A análise considerou exclusivamente o setor de Turismo e Hotelaria, sem recorte por marcas específicas, com o objetivo de identificar padrões estruturais de comportamento, e não resultados pontuais de campanhas.

Para Kiso, os dados reforçam a importância de alinhar as estratégias de comunicação ao calendário real de interesse do consumidor, e não apenas às datas tradicionais de campanha.“No turismo, o interesse do público se antecipa e se concentra em janelas muito específicas. Quem entende esse ritmo consegue transformar engajamento em decisão de compra. Quem ignora, acaba falando com a audiência no momento errado”, conclui o executivo.

 

 

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Turkish Airlines Hollidays: plataforma lança nova concepção e forma de viajar em escala global

Plataforma reúne voos, hospedagem e experiências locais em mais de 200 destinos, ampliando a atuação da Turkish Airlines no turismo global – e ainda conta com atendimento multilíngue 24 horas

Da Redação (*)

Brasília – Enquanto o turismo evolui e se torna mais integrado, a Turkish Airlines amplia seu papel além do transporte aéreo. Com o Turkish Airlines Holidays, a companhia propõe uma abordagem mais completa, baseada em fluidez, confiança e continuidade.

Disponível em holidays.turkishairlines.com, a plataforma oferece pacotes para mais de 200 destinos a partir de mais de 60 países, incluindo São Paulo, que tem 11 voos semanais direto a Istambul.

Em um único ambiente é possível encontrar opções para todas as etapas da viagem: voos, hospedagem, traslados, atividades e experiências locais. Tudo pode ser planejado em um só lugar, tornando o processo tão simples quanto a própria viagem.

A experiência se apoia em uma das redes mais amplas do mundo, a companhia é reconhecida como a que voa para mais países pelo Guinness World Record ®, e reflete a busca contínua por consistência e qualidade. Mais do que um serviço, a iniciativa apresenta uma nova forma de pensar a mobilidade internacional: organizada, segura e centrada no viajante.

Confiança como base da viagem

Um dos diferenciais do Turkish Airlines Holidays é o compromisso com transparência. Políticas de preços claras e condições de reserva flexíveis reforçam a segurança do viajante. O Best Price Guarantee acompanha essa linha ao garantir tranquilidade em todas as etapas.

Além dessas garantias, o suporte humano permanece fundamental. A plataforma oferece atendimento multilíngue 24 horas por dia, antes, durante e depois da viagem. Em um cenário dominado por plataformas automatizadas, essa presença contínua reforça que atenção e agilidade seguem como parte central da identidade da Turkish Airlines.

Redefinindo o significado da descoberta

Com o Turkish Airlines Holidays, a companhia amplia a experiência de viajantes. Ao integrar transporte, hospedagem e atividades locais, promove um turismo em que a descoberta ocorre de forma natural em cada fase do trajeto. O foco não é aumentar ofertas, mas apoiar um modo de viajar mais fluido, consciente e conectado ao que realmente importa.

Membros do programa Miles&Smiles contam com continuidade entre voo e estadia: cada reserva acumula milhas adicionais, fortalecendo a relação entre preferência e a experiência de viajar.

Turquia no centro de uma narrativa global

A iniciativa também traz uma dimensão cultural. Fiel ao seu papel de ponte entre continentes, a Turkish Airlines coloca a Turquia no centro de sua narrativa global. De Istambul e seu patrimônio milenar às praias de Antália e às paisagens da Capadócia, o Turkish Airlines Holidays convida viajantes a explorar um país marcado pela diversidade e pela hospitalidade.

A abordagem está alinhada à estratégia de turismo nacional da Turquia, que valoriza sustentabilidade e autenticidade. Ao incentivar experiências que respeitam comunidades e ambientes locais, a plataforma contribui para um turismo mais equilibrado e responsável.

O toque humano em um mundo digital

A tecnologia facilita reservas e gestão de viagens, mas não substitui a atenção humana. A interface é simples e funcional, mas o atendimento e a escuta ativa são os fatores que realmente fazem diferença.

O Turkish Airlines Holidays apresenta uma nova forma de entender a mobilidade — mais integrada, mais conectada e sustentada por uma cultura genuína de hospitalidade. Ao unir inovação, confiabilidade e abertura cultural, a companhia projeta um modelo de viagem em que a tecnologia tem um único propósito: aproximar pessoas e mundos.

(*) Com informações da Turkish Airlines

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Inovação no Comex: MDIC lança painel inédito com informações sobre comércio exterior de serviços

Ferramenta amplia a transparência e fortalece a formulação de políticas públicas para inserção internacional do Brasil

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou nesta quarta-feira (28/1), em comemoração ao Dia do Comércio Exterior, o Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), ferramenta oficial que reúne informações estatísticas inéditas e interativas sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e do mundo.

Iniciativa da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel amplia a transparência, qualifica o debate público e fortalece a formulação de políticas públicas voltadas à competitividade do setor de serviços no comércio exterior. Por meio da ferramenta, é possível consultar os valores anuais mais recentes de exportações e importações de serviços, acompanhar a evolução dos fluxos ao longo do tempo e analisar a distribuição por setores e parceiros comerciais.

Para o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, a nova ferramenta responde a uma demanda crescente por dados desse setor.

“Os serviços constituem uma fronteira cada vez mais relevante do comércio exterior. Segundo a OCDE, cerca de 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados brasileiros corresponde a serviços embutidos. A plataforma atende à demanda crescente por dados estruturados, comparáveis e acessíveis sobre o comércio internacional”, afirmou.

Os dados brasileiros apresentados no painel têm como base as informações primárias do Banco Central e passam a integrar o conjunto de estatísticas oficiais divulgadas pela Secex. A ferramenta também se soma ao ecossistema digital que inclui o Comex Stat e o Comex Vis, com gráficos, indicadores e análises interativas para facilitar a compreensão do desempenho do comércio exterior brasileiro.

Importância dos serviços na pauta exportadora brasileira

“Os serviços têm participação crescente no comércio internacional e são fundamentais para a competitividade da economia brasileira. O painel reúne, em um formato inédito, informações estatísticas oficiais que apoiam a formulação de políticas públicas e ajudam empresas e gestores a identificarem oportunidades em diferentes mercados”, ressaltou a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.

Entre os principais destaques da ferramenta, observa-se que as exportações brasileiras de serviços atingiram o valor recorde de US$ 51,8 bilhões em 2025, dos quais 65% correspondem a serviços entregues digitalmente, evidenciando o avanço da digitalização e o potencial competitivo do Brasil nesse segmento.

“O comércio de serviços é um componente estratégico da economia mundial e tem apresentado crescimento consistente nas últimas décadas. Ao consolidar e disponibilizar essas informações de forma simples, visual e interativa, o novo painel contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e reforça o papel do Brasil na promoção o comércio de serviços, bem como no apoio a empresários e associações na identificação de novas oportunidades de negócio”, concluiu Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior da Secex/MDIC.

(*) Com informações do MDIC

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Conheça 8 tendências de turismo de experiência para 2026 segundo o estudo Experiential Travel Trends 2026

Um estudo divulgado pela ALL Accor revela quais experiências serão mais procuradas por viajantes

Da Redação (*)

Brasília – Para o turista de hoje, viajar é muito mais do que apenas visitar um lugar, é sobre sentir, viver e se transformar com o destino. Uma pesquisa da TRVL Lab, realizada em parceria com o Sebrae com 902 brasileiros de todas as regiões, confirma essa mudança de comportamento: para 86% dos viajantes, as experiências vivenciadas são, hoje, o aspecto mais importante de uma viagem.

Esse movimento é liderado, principalmente, pelas gerações Millennials (pessoas nascidas entre 1981 e 1996) e Z (pessoas nascidas entre 1997 e 2010) que buscam roteiros dinâmicos e personalizados, que unam entretenimento, esportes, cultura e gastronomia.

De olho nesse cenário, o estudo “Experiential Travel Trends 2026”, divulgado pela ALL Accor, mapeou o que será tendência para o turismo neste ano. O levantamento aponta que a busca por conexão humana, bem-estar coletivo e autenticidade moldará as decisões dos turistas. Confira abaixo as oito principais tendências que prometem transformar o setor:

  1. Economia da Endorfina –As experiências ao vivo assumem o protagonismo, impulsionadas pela busca por emoções intensas. Shows, eventos esportivos e festivais estão no topo da lista de desejos, com 89% dos viajantes afirmando que a participação nesses eventos torna a viagem mais gratificante.
  2. Hyper Playgrounds –A necessidade de fugir de uma rotina hiperprodutiva aumenta a procura por experiências lúdicas e divertidas. O estudo aponta que mais de 30% dos viajantes buscam hotéis com design arrojado e divertido, enquanto 43% se sentem atraídos por restaurantes conceituais e performáticos que oferecem entretenimento além da gastronomia.
  3. Estilos de Vida Portáteis –Viajar sem abrir mão da rotina pessoal consolidou-se como prioridade. Para 95% dos viajantes, é essencial manter seus hábitos durante a jornada, o que inclui a facilidade do trabalho remoto, a manutenção de rotinas de bem-estar e a possibilidade de viajar na companhia de seus animais de estimação.
  4. Bem-estar Social –O conceito de autocuidado deixa de ser solitário e torna-se coletivo. A pesquisa revela que 84,5% dos viajantes buscam conexões humanas mais profundas durante suas estadias, e 59% associam a sensação de bem-estar diretamente a momentos de convivência e experiências compartilhadas com outras pessoas.
  5. Memórias e Nostalgia –Em reação ao excesso de estímulos digitais, 87% dos viajantes relatam sentir nostalgia de tempos mais simples. Além disso, 64,5% dizem sentir-se sobrecarregados por notificações e redes sociais, o que os leva a priorizar experiências tangíveis e imersivas que permitam a desconexão e o prazer das coisas simples.
  6. Sincronização com a Terra –A reconexão com a natureza ganha ainda mais força em 2026. Cerca de 59% dos entrevistados relatam sentir-se desconectados dos ritmos naturais, motivando 69% deles a planejarem viagens especificamente para vivenciar fenômenos sazonais e naturais.
  7. Jornadas Sem Filtro –A autenticidade vence a “perfeição” das redes sociais. A saturação de imagens editadas leva 63,5% dos viajantes a evitarem destinos superexpostos na internet. Em contrapartida, 82% preferem confiar em recomendações de moradores locais ou de pessoas que encontram pelo caminho para descobrir roteiros genuínos.
  8. Pontos Maximizados –Os programas de fidelidade estão evoluindo para se tornarem portais de experiências exclusivas. Atualmente, 72% dos viajantes valorizam o acesso a momentos únicos como o principal benefício desses programas, e um em cada três membros já utiliza seus pontos para viver experiências excepcionais em vez de apenas resgatar diárias.

Para conferir o relatório completo “Experiential Travel Trends 2026” e saber mais detalhes, clique aqui.

(*) Com informações do MTur

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