5 dicas para criar uma logo profissional para sua empresa

Brasília – Criar uma logo profissional é um dos primeiros grandes desafios de quem está começando um negócio. Antes mesmo de conhecer seus produtos ou serviços, o cliente entra em contato com a sua marca pelo visual. E a logo costuma ser o primeiro elemento a gerar percepção de confiança ou desconfiança.

O problema é que muita gente encara essa etapa de forma apressada. Copia referências sem critério, escolhe cores por gosto pessoal ou tenta resolver tudo em poucos minutos. O resultado, na maioria das vezes, é uma logo que não representa bem a empresa e envelhece rápido.

A seguir, você confere orientações práticas para criar uma logo mais profissional, mesmo sem ser designer.

5 dicas práticas para criar uma logo profissional

  1. Entenda o que sua marca precisa comunicar

Antes de pensar em forma, cor ou tipografia, é fundamental entender a mensagem da sua marca. Uma logo não existe apenas para “ficar bonita”, ela precisa comunicar posicionamento.

Pergunte-se:

  • Quem é meu público?
  • Quero transmitir algo mais sério ou mais acessível?
  • Minha empresa é tradicional ou inovadora?
  • Que sensação o cliente deve ter ao ver a logo?

Responder essas perguntas evita escolhas aleatórias e ajuda a construir uma identidade visual coerente desde o início.

  1. Aposte na simplicidade

Um dos erros mais comuns é tentar colocar informação demais na logo. Muitos símbolos, muitas cores e muitos detalhes costumam prejudicar a leitura e a aplicação prática da marca.

Logos profissionais costumam ser simples porque:

  • Funcionam melhor em tamanhos pequenos
  • São mais fáceis de memorizar
  • Se adaptam melhor a diferentes materiais
  • Envelhecem mais lentamente

Se a logo só funciona bem em tamanho grande ou depende de muitos detalhes, é um sinal de alerta.

  1. Escolha a tipografia com cuidado

A fonte usada na logo diz muito sobre a empresa. Uma tipografia mal escolhida pode transmitir amadorismo, mesmo que o símbolo seja bem desenhado.

Evite fontes difíceis de ler ou excessivamente decorativas. Prefira opções mais limpas e profissionais, que funcionem bem tanto no digital quanto no impresso.

Ferramentas que atuam como criador de logo com IA costumam ajudar bastante nesse ponto, sugerindo tipografias mais equilibradas de acordo com o segmento do negócio, o que reduz erros comuns de escolha.

  1. Use cores de forma estratégica

Cores despertam emoções e criam associações imediatas. Escolhê-las apenas por gosto pessoal pode comprometer a comunicação da marca.

Alguns cuidados importantes:

  • Use poucas cores principais
  • Garanta bom contraste
  • Pense na aplicação em fundo claro e escuro
  • Evite combinações que cansam visualmente

Uma paleta bem definida facilita a criação de materiais futuros e ajuda a manter consistência visual.

  1. Use a tecnologia como ponto de partida

Hoje, criar uma logo profissional ficou mais acessível. Plataformas online permitem testar ideias, visualizar estilos e sair do zero com mais rapidez.

Um criador de logo com IA é uma boa alternativa para quem:

  • Está começando o negócio
  • Tem orçamento limitado
  • Precisa validar uma ideia
  • Quer evitar improvisos visuais

Essas ferramentas ajudam a organizar o visual inicial da marca e dão mais clareza sobre o que funciona ou não, mesmo que ajustes futuros sejam necessários.

Outros pontos importantes para não errar na criação da logo

A logo precisa funcionar sem cor

Uma boa logo continua reconhecível mesmo em preto e branco. Testar a marca sem cores ajuda a identificar se ela depende demais de efeitos ou tonalidades para “existir”.

Pense na aplicação desde o início

A logo será usada em site, redes sociais, cartão de visita, assinatura de e-mail e possivelmente materiais impressos. Pensar nessas aplicações evita surpresas desagradáveis depois.

Evite seguir modismos

Tendências passam rápido. Uma logo muito baseada em modismos visuais pode parecer datada em pouco tempo. Priorizar clareza e coerência costuma ser uma escolha mais segura a longo prazo.

A logo pode evoluir com o tempo

Não é obrigatório acertar tudo na primeira versão. Muitas marcas evoluem sua identidade visual conforme crescem. O mais importante é começar com algo organizado e profissional.

Uma logo profissional é sobre clareza, não complexidade

Criar uma logo profissional não exige soluções mirabolantes. Exige clareza, boas escolhas e entendimento do que a marca representa.

Com atenção aos pontos certos e uso consciente da tecnologia, é possível construir uma identidade visual que transmita confiança desde o início e permita evoluções no futuro.

 

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ApexBrasil promove missão empresarial na África para ampliar presença brasileira em mercados estratégicos do continente

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realiza, entre 29 de janeiro e 7 de fevereiro, a Missão Empresarial Brasil–África, iniciativa que levará mais de 40 empresas brasileiras a países estratégicos do continente, com agendas de negócios, seminários empresariais, rodadas B2B, visitas técnicas e encontros institucionais. A programação contempla Benim, Quênia, Ruanda e Etiópia, com apoio do Ministério das Relações Exteriores (Ministério das Relações Exteriores) e das embaixadas do Brasil nos países visitados.

A missão integra a estratégia de reaproximação comercial do Brasil com a África, iniciada a partir do Encontro dos Setores de Promoção Comercial (SECOMs) das embaixadas brasileiras no continente. O primeiro marco foi o Fórum Empresarial Angola–Brasil, realizado durante a visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Angola, em 2023.

Em 2024, a ApexBrasil, em parceria com as agências de promoção comercial de Angola (AIPEX), África do Sul (DTIC), Moçambique (APIEX) e Tanzânia (TanTrade), realizou a Missão Brasil–África Solutions, em Joanesburgo, que movimentou R$ 104,8 milhões em negócios, considerando vendas imediatas e projeções para os 12 meses seguintes. No mesmo ano, a Agência retomou a presença brasileira nos grandes eventos comerciais africanos, com participação na Africa’s Big 7, na Feira Internacional de Luanda (FILDA) e na Feira Internacional de Moçambique (FACIM).

Ainda em 2024, em parceria com o MRE e a Câmara de Comércio Afro-Brasileira (AfroChamber), a ApexBrasil promoveu missão empresarial à Namíbia, Botsuana, Moçambique e Tanzânia, ampliando o alcance das ações brasileiras no continente. Já em 2025, a Agência iniciou o ano com a Missão à África Ocidental, com agendas na Nigéria, Gana, Costa do Marfim e Senegal, e deu continuidade à estratégia no Magrebe, com compromissos na Argélia, Tunísia e Marrocos.

Um mercado com mais de 6 mil oportunidades para o Brasil

“Em 2024, voltamos a marcar presença nos grandes eventos comerciais africanos e retomamos as ações no Sul da África. Em 2025, além de manter essa atuação, avançamos para outras regiões do continente”, destaca Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil.

Segundo estudo da Inteligência de Mercado da ApexBrasil, a África concentra mais de 6 mil oportunidades para produtos brasileiros, com destaque para alimentos e máquinas e equipamentos de transporte. Nigéria, Gana, Costa do Marfim e Senegal — países que integram a estratégia de atuação da Agência na África Ocidental — somam 740 oportunidades, evidenciando o potencial de expansão do comércio bilateral na região.

Com a Missão Empresarial Brasil–África, a ApexBrasil reforça o compromisso de diversificar destinos, ampliar a presença de empresas brasileiras em mercados estratégicos e estimular parcerias comerciais sustentáveis, alinhadas às demandas do continente africano e às capacidades competitivas do Brasil.

Perfis de Comércio e Investimentos

Etiópia

Em 2025, o Brasil exportou US$ 31,1 milhões para a Etiópia, dos quais 88,5% corresponderam apenas a óleos combustíveis — uma pauta ainda muito concentrada, mas com potencial de desenvolvimento. A Etiópia importou um total de US$ 8,9 bilhões em 2024, o que demonstra que a participação brasileira no mercado ainda é pequena, indicando amplo espaço para crescimento.

O país tem previsão de crescimento de 8,3% ao ano entre 2026 e 2030, impulsionado por investimentos e reformas internas. Mesmo enfrentando desafios estruturais, como escassez de divisas e baixa industrialização agrícola, a Etiópia vive um forte processo de abertura econômica, modernização e alinhamento regulatório — incluindo o objetivo de concluir o processo de acessão à OMC até março de 2026. Desde 2025, empresas estrangeiras passaram a poder importar e revender diretamente no país, ampliando as oportunidades de entrada.

O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou perto de 59 produtos com potencial de exportação para o mercado etíope, com destaque para: máquinas e equipamentos de transporte; produtos químicos; artigos manufaturados; e sementes para semeadura.

Quênia

O Quênia consolida-se como a maior economia da África Oriental e uma das mais dinâmicas da África Subsaariana, com crescimento projetado de 5,4% a partir de 2026, sustentado por reformas estruturais, maior integração regional e fortalecimento do setor de serviços, especialmente fintech e mobile money, área em que o país é referência continental.

Em 2025, o Brasil exportou US$ 122,7 milhões para o Quênia, com crescimento médio de 19,7% entre 2021 e 2025. Entre os principais produtos exportados estão açúcares e melaços, veículos rodoviários, trigo e partes e acessórios automotivos. O mercado queniano apresenta baixa concentração de produtos brasileiros, com espaço para

diversificação, principalmente para fio de cobre refinado e engrenagens. A ApexBrasil identificou oportunidades para 179 produtos, com destaque para: máquinas e equipamentos de transporte; artigos manufaturados; produtos alimentícios e animais vivos; e produtos químicos. Recentemente, o Quênia abriu mercado para o arroz e a carne bovina brasileiros.

O estoque de IED no Quênia atingiu US$ 12,7 bilhões em 2024, o maior patamar da história. O país tornou-se um dos principais investidores da África Oriental, com US$ 4,6 bilhões investidos no exterior.

Os estudos fazem parte da série Perfil de Comércio e Investimentos, produzida pela ApexBrasil, que oferece análises de mercado e informações estratégicas para apoiar empresas brasileiras em sua inserção internacional e na diversificação de destinos comerciais. Acesse gratuitamente clicando abaixo:

Clique aqui – Etiópia

Clique aqui – Quênia

(*) Com informações da ApexBrasil

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Exportações de dispositivos médicos somam US$ 1 bilhão em 2025 e setor busca se adaptar ao cenário criado pelo tarifaço dos EUA

Mesmo com retração moderada no total exportado, setor amplia presença em novos mercados e redesenha sua estratégia internacional

Da Redação (*)

Brasília – O tarifaço imposto pelos Estados Unidos em 2025 redesenhou a estratégia internacional da indústria brasileira de dispositivos médicos. Principal destino das exportações do setor, o mercado americano impactou o desempenho global no ano, mas também acelerou um movimento de diversificação que permitiu ampliar a presença brasileira em novos mercados e evitar uma retração mais intensa nas vendas externas.

O setor — que engloba produtos médico-hospitalares, de odontologia, laboratório clínico e reabilitação — encerrou o período entre janeiro e dezembro com exportações de US$ 1,15 bilhão, queda de 2,83% em relação ao mesmo intervalo de 2024. O resultado reflete, sobretudo, as barreiras comerciais impostas pelos EUA, mas também evidencia a capacidade de adaptação da indústria diante de um cenário externo mais restritivo.

Apesar do impacto, os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações brasileiras de dispositivos médicos, somando US$ 289,68 milhões no período, crescimento de 4,61% em relação ao ano anterior. O desempenho positivo foi sustentado principalmente pelos embarques realizados entre janeiro e julho, antes da entrada em vigor das tarifas adicionais.

A resposta do setor às restrições comerciais foi a intensificação da diversificação de destinos ao longo de 2025. No acumulado até novembro, cresceram as exportações para o Oriente Médio (+30,29%), América Latina (+10,27%) e Europa (+0,34%). Também se destacaram avanços expressivos em países que vêm ganhando relevância na pauta exportadora brasileira, como Reino Unido (+ 61,19%), Colômbia (+39,46%), México (+18,69%), Alemanha (+ 28,93%), China (+ 29,75%) e Turquia (+52,03%).

“2025 foi um ano que testou a resiliência da nossa indústria. Mesmo diante de barreiras externas relevantes, conseguimos ampliar a presença do Brasil em mercados estratégicos e reduzir a dependência de poucos destinos. Esse movimento de diversificação é fundamental para fortalecer a competitividade do setor no longo prazo”, afirma Larissa Gomes, Gerente de Projetos e Marketing da ABIMO.

Conquista de espaços na cadeia global da saúde

Segundo Larissa, o avanço em mercados alternativos consolida uma tendência iniciada nos últimos anos e reforça a capacidade da indústria nacional de disputar espaço na cadeia global da saúde. A ampliação da presença brasileira em diferentes regiões também contribui para reduzir vulnerabilidades diante de oscilações tarifárias, políticas e geopolíticas.

Para 2026, a avaliação é de que o setor seguirá operando em um ambiente desafiador, marcado pela implementação da Reforma Tributária, por ajustes regulatórios e por um cenário político relevante, com eleições nacionais e internacionais capazes de influenciar políticas industriais e acordos comerciais. Diante desse contexto, a atenção à diplomacia econômica e às condições de competitividade permanece no centro da agenda.

“Entramos em 2026 com uma agenda clara: consolidar os mercados conquistados, aprofundar relações internacionais e ampliar a previsibilidade para as empresas. Esperamos avanços no diálogo comercial com os Estados Unidos e a abertura de novas frentes de negociação. Há espaço para um ambiente mais favorável às exportações brasileiras, e trabalharemos para isso”, conclui Larissa.

 

(*) Com informações da ABIMO

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Exportações crescem 8,4% na média diária até a 4° semana de janeiro/26; importações caem 3,6%

No mês, as exportações somam US$ 20 bi e as importações, US$ 16,17 bi, com saldo positivo de US$ 3,83 bi

Da Redação (*)

Brasília – A balança comercial registrou um superávit de US$ 3,836 bilhões nas quatro primeiras semanas de janeiro, resultado de US$ 20 bilhões em exportações e US$ 16,179 bilhões em importações. Apenas na 4ª semana de janeiro, as exportações somaram US$ 5,202 bi e as importações, US$ 4,95 bi, gerando um saldo positivo de US$ 252 milhões.

Os resultados da balança comercial preliminar foram divulgados nesta segunda-feira (26) pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

As exportações cresceram 8,4% na comparação entre a média diária até a 4ª semana de janeiro/2026 (US$ 1,25 bi) com a de janeiro/2025 (US$ 1,15 bi). Em relação às importações, houve queda de 3,6% na comparação entre a média diária até a 4ª semana de janeiro/2026 (US$ 1,01 bi) com a do mês de janeiro/2025 (US$ 1,04 bi).

Até a 4ª semana de janeiro/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,26 bi. Já o saldo, também por média diária, foi de US$ 239,77 milhões. Comparando-se este período com a média de janeiro/2025, houve crescimento de 2,7% na corrente de comércio.

Exportações e importações por Setor

Na comparação do acumulado até a 4ª semana de janeiro/2026 com janeiro do ano passado, o desempenho dos setores exportadores, pela média diária, foi o seguinte: crescimento de US$ 27,89 milhões (16,2%) em Agropecuária; crescimento de US$ 38,57 milhões (11,6%) em Indústria Extrativa; e crescimento de US$ 29,51 milhões (4,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

Já na mesma comparação dos setores importadores, o desempenho pela média diária foi o seguinte: queda de US$ 6,88 milhões (24,6%) em Agropecuária; queda de US$ 6,06 milhões (12,1%) em Indústria Extrativa; e queda de US$ 24,71 milhões (-2,6%) em produtos da Industria de Transformação.

(*) Com informações da Secex/MDIC

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Na Fitur, em Madri, Brasil consolida posição de destaque no turismo mundial

Durante participação na Fitur, ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, assumiu presidência do Conselho Executivo da ONU Turismo, se reuniu com líderes de países e tratou da atração de novos investidores para o Brasil

Da Redação (*)

Brasília – A Feira Internacional de Turismo de Madri (Fitur) encerrou sua edição de 2026 neste domingo (25), marcada por corredores cheios e intensa promoção dos países participantes. O Brasil marcou presença de forma expressiva, com um estande que apresentou aos visitantes toda a diversidade de destinos que o país tem a oferecer para os mais diversos perfis de turistas. Localizado no Pavilhão das Américas, o espaço de 315 m2 valorizou a cultura brasileira com elementos de artesanato e uma gastronomia única.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, participou da abertura oficial do estande e destacou o bom momento vivido pelo turismo brasileiro. “Acabamos de celebrar um recorde histórico na entrada de estrangeiros no Brasil em 2025: nove milhões e duzentos mil. E esse número é o resultado de ações concretas do Governo do presidente Lula em prol do turismo, que virou pauta prioritária em sua gestão, e também de um trabalho incansável da Embratur e do Ministério do Turismo. Provamos que, com seriedade, diálogo e promoção estratégica, o mundo está, de fato, desembarcando em solo brasileiro”, comentou.

O estande do Brasil contou com 32 expositores entre destinos e empresas. O país também foi representado por seis estados brasileiros com estandes próprios: Rio Grande do Norte, Bahia, São Paulo, Paraná, Ceará e Pernambuco. “Nosso estande é um convite para o mundo vir conhecer o nosso país. Aqui mostramos alguns dos nossos principais destinos, destacando a variedade e diversidade de nossos atrativos turísticos, bem como a hospitalidade do nosso povo, sempre de braços abertos para receber bem”, avaliou o ministro.

ONU TURISMO

Durante o evento, o ministro se reuniu com a nova secretaria-geral da ONU Turismo, Shaikha Al Nowais, e tomou posse como presidente do Conselho Executivo da Entidade durante o ano de 2026. No encontro, Gustavo Feliciano elencou como pautas prioritárias a sustentabilidade e a democratização do acesso às viagens, com foco no incentivo ao turismo rodoviário e ferroviário para que mais pessoas descubram o Brasil.

O ministro se reuniu, ainda, na sede da ONU Turismo, como os diretores da entidade para discutir possibilidade de ações e parcerias conjuntas para desenvolver ainda mais a atividade no país. “O Brasil apresentou um crescimento surpreendente na chegada de turistas internacionais, com 37%, e essa conversa foi fundamental para que possamos verificar onde podemos atuar em conjunto a fim de garantir que esse crescimento se mantenha. E a ONU Turismo é parceira do Brasil nesta missão”, destacou o diretor regional do escritório da entidade no Brasil, Heitor Kadri.

REUNIÕES BILATERAIS

A agenda na Fitur também foi marcada por reuniões bilaterais com os ministros da Argentina, Daniel Scioli, e do Chile, Verónica Pardo, para tratar do fortalecimento do destino América do Sul nos mercados internacionais. Argentina e Chile foram os países que mais enviaram turistas para o Brasil em 2025: 4.188.744 milhões de visitantes. “O desenvolvimento integrado de toda nossa região é fundamental para alcançarmos mercados mais distantes como o asiático, ampliamos nossa competitividade frente a outros destinos”, avaliou Feliciano.

A agenda contemplou ainda encontros com o ministro da Indústria e Turismo da Espanha, Jordi Hereu i Boher, e dos Emirados Árabes Unidos,Abdulla bin Touq Al Marri, para discutir ampliação da conectividade aérea e promoção dos países, incluindo grandes eventos. Entre as ações apresentadas pelo ministro, a promoção dos festejos juninos brasileiros como produto turístico.

(*) Com informações do MTur

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Webinar gratuito  “Do básico ao avançado” abordará boas práticas para começar a exportar em 2026

O evento será realizado pela B2Gether de forma online na próxima quarta-feira, às 10 horas, e terá como palestrante a Nataly Santiago, especialista em comércio exterior

Da Redação (*)

Brasília – “Do básico ao avançado: Como começar a exportar em 2026?”. Esse é o tema do webinar gratuito que será realizado pela B2Gether na próxima quarta-feira (28/01), às 10 horas, com a especialista em comércio exterior Nataly Santiago. As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas até a hora marcada para o início do evento.

Criado para profissionais, gestores e empresários que desejam começar a exportar em 2026, o webinar faz parte do projeto da B2Gether de reunir grandes especialistas em comércio exterior para abordar temas relevantes dentro da comunidade de comex no Brasil.

O evento também é destinado para quem já exporta atualmente e tem interesse em melhorar as práticas de exportação este ano. A Nataly, que é a convidada especial para ministrar o webinar, é graduada em comércio exterior, tem mais de 20 anos de experiência em negociações internacionais e é head of international negotiations and sourcing da Global Conect.

“O processo de internacionalização das empresas brasileiras é uma etapa estratégica de alavancagem, principalmente pela vantagem cambial. Por isso, estamos muito felizes em receber a Nataly para abordar esse tema tão importante e abrir o nosso calendário de eventos em 2026”, afirmam Janaina Assis e Diego Zia, sócios-fundadores da B2Gether, empresa de câmbio especializada em operações de importação, exportação e pagamentos internacionais.

Mercado de exportação no Brasil

Em 2025, as exportações brasileiras alcançaram US$ 349 bilhões, um recorde histórico desde 1989. O número representa um aumento em valores de 3,5% em relação a 2024, que já havia alcançado resultados significativos. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Considerando que, em média, um dólar equivale a mais de cinco reais atualmente, a margem de lucro na operação de câmbio de exportação representa uma oportunidade importante para as empresas brasileiras. E se engana quem pensa que apenas grandes companhias conseguem fazer exportações no Brasil.

Segundo um levantamento do Sebrae, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a participação de negócios de pequeno porte cresceu de 28,6% para 39,6% nos últimos dez anos em relação ao total de exportadores nacionais.

Mais informações sobre o webinar

Evento: Do básico ao avançado: Como começar a exportar em 2026 com estratégia?

Data: 28 de janeiro de 2026

Horário: 10 horas

Formato: Online

Link para mais informações sobre como se inscrever: https://business2gether.com/webinar-como-comecar-a-exportar-em-2026/

(*) Com informações da B2Gether

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Turistas estrangeiros batem recorde histórico de gastos no Brasil em 2025: US$ 7,8 bilhões

Números refletem recorde de chegadas do ano passado, quando 9,3 milhões de visitantes internacionais desembarcaram no país

Da Redação (*)

BrasíliaO Brasil atingiu um novo patamar histórico no gasto de visitantes internacionais. Em 2025, os turistas estrangeiros que estiveram no país deixaram o montante de US$ 7,865 bilhões, o equivalente a R$ 41,7 bilhões (dólar atual). O valor representa um aumento de 7,1% em relação a 2024, quando o total foi de US$ 7,341 bilhões, cerca de R$ 38,9 bi (dólar atual). Somente em dezembro, os turistas deixaram no país US$ 688 milhões, o equivalente a R$ 3,65 bilhões.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central. Os números refletem os recordes históricos de chegadas em 2025. Foram 9,3 milhões de turistas internacionais desembarcando no país. Um total de 37,1% a mais que o previsto para o ano. O avanço consolida o Brasil como um destino cada vez mais competitivo e desejado no cenário global do turismo.

Setor responde por 8% do PIB nacional

presidente da Embratur, Marcelo Freixo, celebrou o novo recorde e enfatizou que o turismo representa um pilar estratégico e crescente na economia brasileira. O setor contribui com cerca de 8% do PIB nacional.

“É mais um resultado histórico que reafirma o poder do turismo como uma matriz econômica de geração de emprego e renda para o nosso país. Esse recorde se traduz em crescimento para os pequenos negócios e reforça o papel do turismo como modelo de desenvolvimento econômico compatível com as exigências do século XXI. O país vive um momento sem precedentes, com o maior volume de chegadas e de gastos de turistas internacionais já registrado. Os resultados comprovam a eficiência de uma gestão baseada em estratégia, que reposicionou o Brasil globalmente”, destaca Freixo.

De acordo com relatório da ONU Turismo, em 2025, o país cresceu quase dez vezes mais do que a média mundial. Enquanto as chegadas internacionais no mundo cresceram 4%, o Brasil apresentou ampliação de 37,1%. O desempenho brasileiro coloca o país no topo da lista de destinos com crescimento expressivo entre os dados já consolidados.

(*) Com informações da Embratur

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Lula vai à Índia para ampliar comércio e cooperação e buscar alternativas para minimizar efeitos do tarifaço dos EUA

Da Redação

Brasília – “Se me perguntarem onde que acho que está o maior potencial de crescimento do comércio exterior do Brasil, eu responderei sem medo de errar: Índia”. A frase do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, define com precisão a expectativa que o governo brasileiro deposita na viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará àquele país de 19 a 21 de fevereiro e o alto grau de interesse do governo brasileiro em intensificar as relações comerciais, políticas e de cooperação com os indianos e trabalhar para que ainda neste ano a corrente de comércio bilateral (exportação+importação) suba dos atuais US$ 15 bilhões para US$ 20 bilhões.

A missão também faz parte da estratégia que vem sendo implementada pelo governo brasileiro com o objetivo de estreitar as relações comerciais do Brasil com outros países e blocos econômicos e, com isso, reduzir os efeitos do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às exportações brasileiras. No caso específico da Índia, para este ano, se vislumbram grandes possibilidades de aumento das exportações de petróleo, minério de ferro e aviões. Entre especialistas em comércio exterior, a Índia é considerada “a nova China para o Brasil”, tamanhas e tantas são as oportunidades de parcerias e negócios entre os dois países.

É visando esses objetivos que a ApexBrasil vem cuidando com esmero da organização de uma missão que deverá levar mais de 200 empresários brasileiros a Nova Delhi para acompanhar o presidente Lula e prospectar novos negócios. Entre as empresas estarão a Petrobrás, a Vale e a Weg, que já têm a Índia em seus portfólios de negócios e vislumbram perspectivas bastante animadoras para o incremento das exportações para o mercado indiano.

Segundo Jorge Viana, “o presidente Lula está apostando muito nessa viagem”. Ele lembrou que no ano passado, o Brasil exportou US$ 6,9 bilhões para a Índia, com as vendas concentradas principalmente em petróleo (30%; açúcar e melaço (15%); gordura e óleos vegetais (14%) e minério de ferro (6%). “Queremos diversificar a nossa pauta exportadora e, além disso, o presidente Lula quer muito a participação da Embrapa e da pequena agricultura para ajudar os indianos a melhorarem a produtividade dos milhões de pequenos produtores rurais daquele país”.

Na quinta-feira passada (22), Viana já contabilizava quase 200 empresários inscritos para integrar a comitiva presidencial e, segundo ele, “o número final vai passar disso, pois o interesse do setor privado na missão é muito grande. Os executivos dessas empresas vão custear suas passagens e hospedagem e uma parte da agenda será com representantes das maiores empresas indianas que têm investimentos no Brasil e que anunciaram novos recursos a serem destinados ao Brasil para os próximos quatro ou cinco anos”. O presidente também anunciou que a ApexBrasil inaugurará seu escritório na capital indiana, o 20º. A integrar a rede no exterior.

Petróleo, o carro-chefe das exportações e Vale vislumbra alta nas vendas

Em 2025, o petróleo liderou a pauta das exportações brasileiras para a Índia, com vendas totais de US$ 1,9 bilhão (alta de 59,80% comparativamente com 2024, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) e há espaços para que neste ano as vendas sejam ainda mais expressivas.

A estratégia da petrolífera brasileira visa consolidar sua posição como fornecedora estratégica para os indianos, ocupando parte do vácuo criado com a redução das importações indianas de petróleo russo e com isso facilitar futuras negociações comerciais com o governo dos Estados Unidos. Com isso, a Indian Oil Corporation (IOC), principal refinaria do país, adquiriu recentemente 7 milhões de barris de Abu Dhabi, Angola e 2 milhões de barris da Petrobras, para carregamento em março.

Essas compras deverão reduzir ainda mais as importações de petróleo russo pela Índia, que em dezembro atingiram o nível mais baixo em dois anos. Essa redução ocorreu após a imposição, por países ocidentais liderados pelos Estados Unidos e pela União Europeia, de sanções comerciais rigorosas contra a Rússia, que afetaram suas capacidades de exportação.

O CEO da Vale, Gustavo Pimenta, deverá chefiar a comitiva que representará a companhia na missão empresarial à Índia. Ano passado, o minério de ferro foi o quarto principal item na pauta exportadora para a Índia e apesar da forte alta de 123,3% nas exportações, comparativamente com 2023, as vendas geraram pouco mais de US$ 442 milhões e a cúpula da empresa apostam num aumento expressivo dos embarques já a partir deste ano.  A commodity mineral responde por apenas 6,4% das vendas totais para os indianos, com grande margem de aumento neste e nos próximos anos.

Líder mundial no fornecimento de minérios de ferro para um modelo produtivo mais limpo, a mineradora brasileira quer globalizar seu plano de descarbonização e aposta na Índia como mercado importante para a expansão de seu plano de apoio ao chamado “aço verde”

Nesse contexto, a visita do presidente Lula procurará ampliar e diversificar a pauta exportadora para a Índia, na qual hoje apenas cinco produtos respondem por 70,6% dos embarques totais: petróleo (28,3%); açúcares e melaços (15,7%); gorduras e óleos vegetais (14,1%); minérios de ferro (6,4%); e algodão em bruto (6,1%). A ideia é aumentar a participação de produtos manufaturados na pauta exportadora brasileira, fortemente concentradas em produtos básicos, de baixo valor agregado.

Embraer busca parceria em segurança e aviação comercial

A menos de um mês da viagem do presidente Lula a Nova Delhi, a Embraer deverá anunciar nos próximos dias avanços importantes no fortalecimento de uma parceria destinada a montar aeronaves comerciais da empresa brasileira na Índia.

Ano passado, a Embraer abriu um escritório em Nova Déli e prevê que o país do Sul da Ásia precisará de pelo menos 500 aeronaves com capacidade entre 80 e 146 assentos nos próximos 20 anos. Nesse contexto, a parceria com o conglomerado indiano é vista como impulsionadora de futuros negócios naquele país, envolvendo os segmentos comercial e de defesa. Está no radar da Embraer a potencial instalação na Índia de linhas de montagem final não apenas de jatos comerciais quanto do cargueiro multifunções C-390.

 

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ESG: Porto de Santos avança para se tornar referência global em logística verde e conectada

Complexo investe em eletrificação do cais, sistema inteligente de tráfego (VTMIS) e rede 5G; meta é descarbonizar operações e aumentar segurança
Da Redação (*)

Brasília – O Porto de Santos vive um momento de transformação estratégica, que une inovação tecnológica e responsabilidade ambiental. Alinhada às diretrizes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para modernizar a infraestrutura nacional, a Autoridade Portuária de Santos (APS) está tirando do papel um pacote de projetos que inclui desde a implantação de redes 5G e Gêmeos Digitais (Digital Twin) até a oferta de energia limpa para navios atracados. O objetivo é posicionar o maior complexo portuário do hemisfério sul como um “Porto Inteligente” (Smart Port), seguindo as melhores práticas internacionais de eficiência logística e transição energética.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, as inovações em andamento provam ser possível alinhar desenvolvimento e responsabilidade ambiental. “O que estamos vendo em Santos é a materialização do conceito de ‘Porto do Futuro’. Não existe mais separação entre crescer e preservar. Ao investir em tecnologia de ponta, como o 5G e em energia limpa, o governo federal prova que é possível ter o maior porto do Hemisfério Sul operando com máxima eficiência logística e, ao mesmo tempo, liderando a agenda global de descarbonização”, disse.

Já o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, destaca o salto de qualidade operacional que as novas ferramentas trarão para a gestão do complexo. “A implementação do VTMIS e das ferramentas de Gêmeo Digital muda o patamar de gestão do Porto de Santos, trazendo previsibilidade e segurança para a navegação. Estamos dotando o principal ativo logístico do país com inteligência de dados e infraestrutura sustentável, alinhando nossas operações às práticas dos portos mais avançados da Europa e da Ásia”, avaliou.

Monitoramento digital e conectividade

Um dos pilares dessa modernização é a segurança e a fluidez da navegação. A APS está com o processo de contratação em andamento para a implantação do VTMIS (Vessel Traffic Management Information System). O sistema funciona como uma “torre de controle” para o mar: usando radares, câmeras e sensores, ele permite o monitoramento em tempo real do tráfego de embarcações, aumentando a segurança e a eficiência das manobras no canal de acesso.

Essa gestão de dados será potencializada por uma rede privativa 5G e pela tecnologia de Gêmeo Digital. A ferramenta cria uma réplica virtual dinâmica do porto, permitindo simular cenários operacionais, prever manutenções e otimizar o fluxo logístico com base em dados precisos, reduzindo gargalos e custos para o setor produtivo.

Logística de baixo carbono

A tecnologia caminha de mãos dadas com a sustentabilidade. O Porto de Santos avança no projeto de eletrificação do cais (o sistema Onshore Power Supply). A iniciativa permitirá que navios desliguem seus motores a combustão enquanto estiverem atracados, conectando-se à rede elétrica do porto. Isso reduz drasticamente a emissão de gases de efeito estufa e o ruído na região portuária.

O diferencial de Santos é a origem dessa energia: ela é 100% renovável, gerada pela histórica Usina Hidrelétrica de Itatinga, ativo gerido pela própria autoridade portuária. A usina passa por um processo de repotencialização, que inclui estudos para a produção de hidrogênio verde (H2V), combustível do futuro, que poderá abastecer máquinas e veículos no complexo.

Incentivo verde

Para estimular o mercado a aderir a essa nova realidade, o porto também aposta em incentivos econômicos. A APS prorrogou e ampliou a política de descontos tarifários para os chamados “navios verdes”; embarcações que possuem boa pontuação no Índice Ambiental de Navios (ESI, da sigla em inglês). A medida beneficia armadores que investem em frotas menos poluentes, reforçando o compromisso do governo federal com a descarbonização da cadeia logística.

Para o Ministério de Portos e Aeroportos, as iniciativas em Santos servem de modelo para o setor, provando que é possível conciliar o aumento da movimentação de cargas com a proteção ambiental e a inovação tecnológica.

(*) Com informações da Autoridade Portuária de Santos

 

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Irã, Ucrânia e Groenlândia: os limites entre a paz e a guerra

 

 Victor Missiato (*)

Os 55 anos do Fórum Econômico Mundial se desenrolam sob diversos horizontes, que deverão ser redefinidos nos próximos meses, anos e até décadas.

O retorno de Donald J. Trump ao poder reorientou o curso da ordem mundial e da globalização. Em pouco mais de 365 dias de mandato, Trump assumiu para si a tutela estratégica de algumas regiões sensíveis das Américas, como o Golfo do México, o Canal do Panamá e a pressão direta para a retirada do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela. Essas ações foram conduzidas com grande agilidade e refletem boa parte da estratégia geopolítica estadunidense.

Provavelmente, um dos últimos capítulos de caráter intervencionista em seu governo no continente americano será o aumento da presença dos Estados Unidos na Groenlândia, território semiautônomo sob jurisdição da Dinamarca. Diante do acelerado derretimento do Ártico, uma nova rota comercial tende a se abrir na região, criando um corredor estratégico para que Rússia e China escoem seus produtos pelo mundo. Muito próximas do território norte-americano, essas duas potências militares poderiam exercer uma pressão inédita sobre os Estados Unidos.

Em diálogo constante com representantes políticos da Groenlândia, da Dinamarca e da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o governo Trump pretende avançar sobre o território, ainda que sem uma estratégia formalmente definida. Apesar dessa indefinição, está claro que se trata de um “caminho sem volta”. A região coberta por gelo deverá integrar a logística do chamado “Domo de Ouro”, um sistema composto por satélites de vigilância e ataque capazes de interceptar mísseis inimigos. A proposta ganha força diante do desenvolvimento e da exibição de mísseis balísticos por China, Coreia do Norte e Rússia, armamentos com autonomia suficiente para alcançar o território americano.

Paralelamente a essas movimentações, Trump se aproxima de conquistar seu maior trunfo diplomático: um acordo de paz entre Ucrânia e Rússia, conflito que se arrasta de forma intermitente desde 2014, com a invasão da Crimeia. Em Moscou, diplomatas e representantes dos Estados Unidos mantêm negociações diretas com a equipe do presidente Vladimir Putin, buscando avançar nos termos finais do acordo — especialmente aqueles relacionados aos territórios que deverão permanecer sob controle russo, anteriormente pertencentes à Ucrânia. Torna-se cada vez mais evidente que o país liderado por Volodymyr Zelensky dificilmente conseguirá retomar integralmente suas regiões. Se a paz ainda é possível, o retorno ao status quo anterior parece cada vez mais improvável.

Enquanto uma paz frágil respira por aparelhos na Europa Oriental, uma iminente guerra, tanto interna quanto externa, ronda o Irã. Mergulhado em uma grave crise econômica, após ver antigos aliados serem derrubados pelos Estados Unidos e por Israel no Oriente Médio, e com sua capacidade nuclear abalada pelos ataques sofridos em 2025, o regime do aiatolá Ali Khamenei se mantém no poder principalmente por meio de uma repressão severa, exercida por forças militares leais à Revolução Islâmica, de 1979.

Ainda assim, durante uma viagem oficial, Trump anunciou o envio de um robusto aparato de vigilância e ataque para áreas próximas à nação persa. Como observado anteriormente no caso venezuelano, esse tipo de presença costuma sinalizar ações mais concretas nas semanas seguintes.

Diante das incertezas desse cenário, é possível constatar que Trump corre contra o tempo para conter a influência chinesa na geopolítica mundial. Ao mesmo tempo, busca salvaguardar suas zonas tradicionais de influência — como a América Latina e o Oriente Médio — e promover a pacificação da Europa, de modo que, nos próximos anos, governos mais alinhados a seus interesses consigam retomar um continente mais militarizado e preparado para atuar como aliado estratégico frente ao Oriente.

Sua grande ambição, com a ampliação dos Acordos de Abraão, é limitar ainda mais as possibilidades de expansão da Nova Rota da Seda chinesa. Assim, vislumbramos um cenário marcado por um equilíbrio frágil entre a possibilidade de uma paz duradoura e a consolidação de conflitos regionais constantes nesta nova fase da globalização.

(*) Victor Missiato, professor de História do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré. Analista político e Dr. em História

 

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