Acordo Mercosul-União Europeia trará benefícios para ambos os blocos, dizem Lula e von der Leyen

Da Redação (*)

Brasília – A implementação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia terá como horizonte a redução de desigualdades e a prosperidade. Essa expectativa foi compartilhada nesta sexta-feira (16) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro.

Os dois se reuniram na sede do Ministério das Relações Exteriores na capital fluminense para tratar do acordo entre os blocos, que criará uma das maiores áreas de comércio do mundo, onde vivem aproximadamente 720 milhões de pessoas.

Lula destacou que “liberalização e abertura comerciais só fazem sentido se forem capazes de promover o desenvolvimento sustentável e reduzir as desigualdades”, disse ele, ao lembrar que comércio e investimento resultam em novos empregos e oportunidades.

“Diálogo político e cooperação vão garantir padrões elevados de respeito aos direitos trabalhistas e à defesa do meio ambiente”, disse Lula.

O presidente brasileiro reiterou também compromissos com meio ambiente, no enfrentamento à mudança do clima, com a igualdade de gênero e com os direitos dos povos indígenas e dos trabalhadores.

Valor agregado

Lula acrescentou que, diferentemente do passado, o Brasil não se restringirá ao fornecimento de commodities – em especial, produtos agropecuários – para a União Europeia.

“Não nos limitaremos ao eterno papel de exportador de commodities. Queremos produzir e vender bens industriais de maior valor agregado”, disse ele, que destacou que o acordo prevê incentivos para investimentos de empresas europeias no Mercosul, o que inclui cadeias de valor estratégicas para transição energética e transmissão digital.

“O melhor está por vir”

Chefe do poder executivo da União Europeia, Ursula von der Leyen disse que todos integrantes dos blocos deverão se beneficiar com novos empregos, e que surgirão muitas oportunidades para o setor empresarial dos dois lados.

“Sei que, entre nossas regiões e nossos povos, o melhor ainda está por vir”, disse ela ao iniciar o discurso.

“É assim que a gente cria a prosperidade verdadeira, que é a prosperidade compartilhada. Nós concordamos que o comércio internacional não é um jogo de zero a zero”, argumentou.

Ursula disse que a assinatura do acordo, que será oficializada no sábado (17), no Paraguai, é apenas o primeiro passo de algo muito positivo que está por vir.

“Toda história só será contada com êxito quando as empresas começarem a sentir os benefícios de nosso acordo. Algo que deve ocorrer rapidamente”, disse.

Ela afirmou que o acordo vai multiplicar oportunidades, com regras claras e previsíveis; e com padrões e cadeias de abastecimentos que, segundo ela, “servirão de rodovias para o investimento”.

Agradecimento e elogios

“Este acordo agora concluído é a conquista de uma geração inteira”, acrescentou a chefe europeia em meio a agradecimentos ao empenho de Lula para a consolidação do acordo.

“A liderança política, o compromisso pessoal e a paixão que o senhor mostrou nas últimas semanas e meses, meu caro presidente Lula, foram realmente enormes”, acrescentou ao elogiar o direcionamento do presidente brasileiro durante as negociações.

(*) Com informações da Agência Brasil

 

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Eve Air Mobility recebe financiamento do Private Export Funding Corporation e Export–Import Bank dos Estados Unidos

O valor agregado do empréstimo garantido pode chegar a até US$ 15 milhões, que serão utilizados para o pagamento de serviços de engenharia e componentes do eVTOL fornecidos por um fornecedor americano

Da Redação (*)

Brasília – A Eve Air Mobility (“Eve”) avançou em sua missão de revolucionar a mobilidade a urbana ao anunciar um acordo com o Export-Import Bank dos Estados Unidos (EXIM Bank, na sigla em inglês) e a Private Export Funding Corporation (PEFCO, na sigla em inglês) para viabilizar o financiamento de despesas junto a fornecedores americanos envolvidos no programa de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) da companhia.

Os recursos serão utilizados para a aquisição de baterias e serviços de engenharia do fornecedor norte-americano BAE Systems durante as fases de desenvolvimento e testes do eVTOL da Eve.

O acordo com o EXIM Bank representa um passo fundamental no processo de mitigação de riscos do programa da Eve, ao trazer novas fontes de financiamento com o apoio da agência oficial de crédito à exportação dos Estados Unidos. A iniciativa permitirá financiar despesas junto a fornecedores estratégicos dos EUA, oferecendo suporte adicional nas fases de desenvolvimento e testes e assegurando maior participação da cadeia de suprimentos norte-americana no programa do eVTOL da empresa.

Financiamento inovador

“Temos muito orgulho de firmar essa parceria com o EXIM Bank para oferecer uma solução de financiamento inovadora”, afirma Eduardo Couto, CFO da Eve Air Mobility. “Este acordo reforça a confiança do EXIM Bank no modelo de negócios da Eve e no futuro promissor da mobilidade aérea urbana. Além disso, fortalece nossa cadeia de suprimentos nos Estados Unidos ao proporcionar a flexibilidade financeira essencial, acelerando a adoção global de um transporte aéreo mais sustentável.”

A BAE Systems será responsável pelo fornecimento dos sistemas de baterias do eVTOL da Eve, garantindo soluções de armazenamento de energia de alto desempenho, aliando confiabilidade e segurança, elementos fundamentais para operações eficientes e sustentáveis de mobilidade aérea urbana.

A inclusão das baterias da BAE Systems como parte integrante do pacote de venda e exportação do eVTOL da Eve simplifica o processo de aquisição para compradores internacionais, ao oferecer uma solução completa e integrada.

Eve na liderança da mobilidade aérea

A Eve Air Mobility segue fortalecendo sua posição como uma das líderes do ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) nos Estados Unidos. Com um ecossistema crescente de fornecedores, clientes e parceiros estratégicos, a companhia não apenas entrega soluções inovadoras, como também contribui ativamente para moldar o futuro da mobilidade aérea urbana. Como uma das principais fabricantes do setor, a abordagem colaborativa da Eve garante que suas tecnologias e serviços estejam integrados ao mercado norte-americano, criando uma base sólida para o crescimento sustentável e a prontidão operacional ao longo de toda a cadeia de valor da UAM.

(*) Com informações da Eve Air Mobility

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Plataforma digital lançada pelo MDIC identifica oportunidades de exportação no acordo Mercosul–União Europeia

Ferramenta aponta possibilidades de ganho no comércio com a União Europeia, a partir de recortes por produto, mercados e Unidade da Federação

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou nesta quinta-feira (15) o Painel de Oportunidades Mercosul–União Europeia, plataforma digital que reúne dados do comércio entre os dois blocos e permite identificar as oportunidades criadas pelo acordo comercial firmado entre Mercosul e União Europeia.

A ferramenta consolida informações sobre países compradores, produtos exportados pelo Brasil, distribuição regional das exportações, tarifas aplicadas e o cronograma de redução tarifária previsto no acordo, com o objetivo de apoiar a atuação de exportadores brasileiros e orientar políticas públicas de comércio exterior.

“O acordo com a União Europeia é o mais relevante já firmado pelo Mercosul. Para que ele alcance todo o seu potencial, é necessário transformar os compromissos assumidos em oportunidades concretas. O Painel representa uma primeira contribuição em um esforço contínuo de implementação do acordo a partir de sua assinatura. Ele organiza informações estratégicas e as coloca à disposição de quem decide, produz e exporta”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel funciona como instrumento de política pública para democratizar o acesso à informação, reduzir assimetrias e apoiar decisões de empresas, estados e entidades setoriais.

Inserção dos estados no mercado europeu

A visualização por Unidade da Federação, por exemplo, permite identificar como cada estado já se insere no mercado europeu e onde estão as novas possibilidades de expansão, alinhando a política comercial ao desenvolvimento regional.

“Ao dar transparência aos ganhos tarifários, aos prazos de eliminação das tarifas e aos fluxos comerciais, a ferramenta fortalece a implementação do acordo e orienta políticas públicas de apoio às exportações”, destacou a secretária.

Com filtros que cruzam estado e produto, o painel apoia o planejamento estratégico e contribui para decisões baseadas em dados.

🔗 Acesse: https://balanca.economia.gov.br/balanca/acordo_msc_ue/painel_mcs_ue.html

(*) Com informações do MDIC

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186,4 milhões de toneladas de cargas movimentadas, novo recorde batido pelo Porto de Santos em 2025

Crescimento foi de 3,6% em relação ao ano anterior; movimentação de contêineres também atinge marca histórica com 5,9 milhões de TEU

Da Redação (*)

Brasília – Conforme indicavam as estatísticas prévias, o Porto de Santos encerrou o ano de 2025 com o melhor resultado da sua história. A movimentação de cargas atingiu a marca de 186,4 milhões de toneladas, um crescimento de 3,6% sobre o recorde anterior, estabelecido em 2024 (179,8 milhões de toneladas).

O desempenho foi consolidado por um mês de dezembro robusto, que registou 14,7 milhões de toneladas; aumento de 16,0% em comparação com o mesmo mês do ano passado (12,7 milhões).

Para o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, os números refletem a eficiência operacional e a capacidade do complexo de atender a demanda crescente da logística nacional.

“O ano de 2025 registrou recordes na movimentação de contêineres em todos os meses, e de carga geral na maioria dos meses. O resultado demonstra a resiliência do Porto de Santos e a assertividade dos investimentos em infraestrutura, além de atestar o crescimento do Brasil no comércio global”, avalia Pomini.

Destaques

A carga geral conteinerizada foi um dos principais motores do crescimento. O Porto superou a barreira dos 5,9 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), uma alta de 7,7% em relação a 2024. Em peso, a modalidade somou 62,3 milhões de toneladas (+3,9%).

Nos granéis sólidos, o acumulado do ano somou 94,5 milhões de toneladas, um aumento de 4,2%. O destaque foi o complexo soja, que movimentou 44,9 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 18,9%. A celulose também teve um desempenho notável, com alta de 21,5%, atingindo 9,9 milhões de toneladas.

Em contrapartida, algumas cargas apresentaram recuo no acumulado anual, como o açúcar (-10,8%), o milho (-4,6%) e os granéis líquidos (-6,3%). Contudo, é importante notar a recuperação destas cargas no mês de dezembro, quando os granéis sólidos cresceram 36,7% e o milho disparou 44,9% em relação a dezembro de 2024.

Fluxo Comercial

As operações de embarque (exportação) totalizaram 137,4 milhões de toneladas no ano, um crescimento de 4,6%. Já os desembarques (importação) mantiveram-se estáveis com um leve aumento de 1%, somando 49 milhões de toneladas.

A participação do Porto de Santos na corrente comercial brasileira segue em expansão. Até dezembro de 2025, o complexo foi responsável por 29,6% de todas as transações comerciais do Brasil com o exterior (em valor US$ FOB), um aumento face aos 29,0% registados no mesmo período do ano anterior.

A China mantém-se como o principal parceiro comercial, sendo destino ou origem de 29,6% das transações. O fluxo de navios também acompanhou o crescimento da movimentação. Em 2025, 5,7 mil embarcações atracaram no Porto de Santos, um crescimento de 2,7% em comparação com o ano de 2024.

Resumo dos Números:

  • Total de cargas:186,4 milhões de toneladas (+3,6%)
  • Contêineres:5,9 milhões de TEU (+7,7%)
  • Exportações:137,4 milhões de toneladas (+4,6%)
  • Importações:49,0 milhões de toneladas (+1,0%)
  • Movimentação em dezembro:14,7 milhões de toneladas (+16,0%)

(*) Com informações da Autoridade Portuária de Santos (APS)

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Agro em risco: o avanço chinês sobre terras brasileiras acende alerta vermelho

Paula Cristiane Oliveira Braz (*)

O recente episódio em que uma gigante estatal chinesa autorizou a busca por terras agrícolas no Brasil para iniciar o plantio de grãos como soja, milho e algodão acendeu um alerta que ultrapassa a mera discussão econômica: trata-se de uma questão de soberania nacional, segurança alimentar e proteção do agricultor brasileiro.

A estatal chinesa Hulunbuir State Farm Group formalizou essa intenção em 2025 após reunião com a Sociedade Nacional de Agricultura. Em um contexto de crescente dependência da China pelos grãos brasileiros, o Brasil exportou para o país asiático cerca de US$ 49,7 bilhões em produtos agropecuários em 2024, mais de 30% do total da pauta agro do Brasil.

A proposta chinesa tem, em tese, pontos atraentes: tecnologia agrícola avançada, irrigação moderna e manejo que, supostamente, aumentariam a produtividade. No entanto, os riscos são profundos e multifacetados. Permitir que uma potência externa conquiste parcelas significativas de terras brasileiras, mesmo em áreas degradadas, pode minar o protagonismo do agricultor nacional, que construiu sua posição no mercado com trabalho, capital e riscos inerentes ao setor.

A entrada de uma gigante estatal com forte respaldo econômico pode inevitavelmente deslocar produtores familiares e médios, reforçando a concentração fundiária e a financeirização da agricultura. Esse fenômeno já vem sendo estudado e mostra que o avanço de capital internacional sobre áreas estratégicas pode intensificar a concentração de terras no Brasil, prejudicando os pequenos produtores e alterando estruturas locais de produção.

Outro ponto crítico refere-se à soberania. Terras agrícolas não são meros ativos; são recursos estratégicos que garantem segurança alimentar e autonomia produtiva. Ao permitir que atores externos dominem grandes extensões de solo, abre-se espaço para que decisões sobre o que, como e em que quantidade produzir sejam influenciadas por interesses estrangeiros, e não pelo equilíbrio das necessidades internas brasileiras. Imagine se, em um momento de crise global, esses agentes priorizarem a exportação de sua produção para outras regiões, o Brasil poderia enfrentar escassez interna justamente de itens que sempre produziu com excelência.

A legislação brasileira já impõe restrições à compra de terras por estrangeiros, justamente para evitar tais riscos, mas há sempre o perigo de que estruturas societárias complexas barram esse controle legal e permitem a aquisição indireta por meio de empresas interpostas.  Essa manobra jurídica fragiliza ainda mais o controle das riquezas territoriais do país.

Além disso, a entrada massiva de capital externo pode cronificar dependências econômicas. Já hoje o agronegócio brasileiro exporta milhões de toneladas de soja para a China, e essa forte dependência comercial expõe o país a choques externos e à vulnerabilidade frente às decisões do parceiro comercial. Inserir um agente estrangeiro diretamente no processo produtivo pode aprofundar esse desequilíbrio, tornando o Brasil ainda mais dependente de quem já é seu maior comprador.

É preciso, portanto, uma discussão transparente, ampla e voltada ao longo prazo: qual o papel do agricultor brasileiro no futuro do país? Como proteger a soberania sobre nossas terras? Investimentos e tecnologia são bem-vindos, desde que apoiem e fortaleçam o produtor nacional, e não o suplantem.

Permitir que uma potência estrangeira se estabeleça como produtora de grãos em solo brasileiro sem garantias claras de reciprocidade, proteção legal e respeito ao setor interno é um risco que o Brasil não pode correr. O desenvolvimento deve estar atrelado à autonomia, à justiça econômica e à preservação da identidade produtiva que nos tornou um dos maiores líderes do agronegócio mundial.

(*) Paula Cristiane Oliveira Braz é administradora, especialista em Agronegócios e tutora dos cursos de pós-graduação na área de Agronegócios do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

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Turismo no Rio: do improviso à gestão sistêmica

Gerir o Rio de Janeiro exige coragem política para planejar a cidade além do próximo feriado

Wagner Siqueira (*)

O Rio de Janeiro vive hoje um paradoxo. Enquanto a cidade atrai fluxos massivos de turistas, a estrutura de gestão pública parece atônita diante da exploração criminosa que ocorre à luz do dia. Para o Administrador profissional, o problema não é a sazonalidade do “verão” ou o volume de “turistas”, mas a crônica ausência de um projeto específico, técnico e permanente para o setor.

A proposta de tabelar preços para conter a extorsão é uma medida paliativa que ataca a consequência, não a causa. O tabelamento é uma ferramenta limitada, pois os comerciantes ilegais — os verdadeiros autores das extorsões — simplesmente ignoram normas escritas. Por isso, a gestão municipal deve priorizar o fortalecimento de quem atua na legalidade e a repressão severa ao clandestino, com uma ação governamental forte e ativa fiscalização. A Guarda Municipal e a Secretaria de Ordem Pública não podem ser apenas espectadores da desordem.

A gestão eficaz exige indicadores de desempenho e presença ostensiva para garantir o direito de ir e vir, sem os quais o turismo se torna uma “armadilha” que destrói a imagem da cidade a longo prazo, pois, mais uma vez, o Rio é “surpreendido” pelo verão e, mais uma vez, não estamos preparados.

Esse fluxo contínuo de turistas, que muito bem faz à nossa economia e deve ser explorado, requer que a gestão pública dimensione serviços públicos (limpeza, segurança, transporte) para o pico da demanda, e não para a média anual; e, é claro, entender que o turista explorado hoje é o detrator da cidade amanhã, o que afeta diretamente o futuro e a arrecadação pública.

A exploração denunciada, gravada e postada — como por exemplo cadeiras de praia e vagas de carros a 100 reais, caipirinhas a 150 reais, camarões a 500 reais e por aí vai — é o resultado da omissão gerencial. Gerir o Rio de Janeiro exige coragem política para enfrentar o ilegalismo e competência técnica para planejar a cidade além do próximo feriado. Não basta o bom humor do carioca; é preciso o rigor do Administrador.

(*) Wagner Siqueira – Presidente do CRA-RJ e do Fórum de Conselhos e Ordens Profissionais do RJ, ex-secretário de Administração da Cidade do Rio de Janeiro, Vogal da Junta Comercial do Rio de Janeiro, membro acadêmico da Academia Brasileira de Ciência da Administração (ABCA) e da Academia Nacional de Economia (ANE), além de ser autor de livros sobre gestão. 

 

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Abertura de mercados foi decisiva para o Brasil bater recordes de exportação e de corrente de comércio, afirma Alckmin

Em entrevista nesta quinta-feira (15/1) no programa Bom Dia, Ministro, vice-presidente e titular da pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços frisou a força das exportações brasileiras e falou sobre os impactos positivos que a Reforma Tributária e a isenção do Imposto de Renda trarão para o país

Da Redação (*)

Breasília – O ano de 2025 foi histórico para as exportações brasileiras, apesar de um cenário global marcado pela taxação a produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos e pela instabilidade na geopolítica internacional. O Brasil encerrou o ano passado com exportações da ordem de US$ 348,7 bilhões, superando em US$ 9 bilhões o recorde anterior, que era de 2023.

Entrevistado nesta quinta-feira (15) no programa Bom Dia, Ministro, o vice-presidente e titular da pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o recorde nas exportações não foi atingido por acaso, mas gerado por força de um trabalho muito articulado do Governo do Brasil.

“Como é que nós batemos recorde de exportação exatamente no ano que teve o tarifaço nos Estados Unidos? O Brasil bateu recorde de exportação, com US$ 348,7 bilhões, e de corrente de comércio, que é exportação e importação, com US$ 629 bilhões, porque abriu e conquistou novos mercados”, ressaltou Alckmin.

Desde o início de 2023, o Brasil abriu, segundo o levantamento mais recente, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, 525 novos mercados, em 82 destinos (países, blocos ou territórios). “Você conquistar novos mercados te dá mais segurança. Você não tem todos numa cesta só, você distribui melhor. Então, a abertura de novos mercados foi essencial”, reforçou Alckmin.

ACREDITA EXPORTAÇÃO

Segundo o vice-presidente, o Governo do Brasil trabalha agora para permitir que as micro e pequenas empresas brasileiras possam aproveitar a abertura desses novos mercados e passem a exportar seus produtos. “Nós temos a exportação brasileira concentrada em grandes empresas. Nós queremos que as micro e pequenas empresas também exportem. A Itália é um bom exemplo de micro e pequena empresa que exporta muito. A China também, muita pequena empresa exporta. Então, fizemos um programa chamado Acredita Exportação. A micro e pequena empresa, na hora que ela exporta, o governo deposita 3,1% do valor exportado de crédito tributário. Isso vai dar muita competitividade às micro e pequenas empresas”, explicou.

Ele lembrou que a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) tem um importante papel neste sentido. “A Apex está apoiando as pequenas empresas, através do Peiex (Programa de Qualificação para Exportação), que capacita as pequenas empresas para que elas possam exportar mais”.

AUMENTO NAS EXPORTAÇÕES

Geraldo Alckmin afirmou que a Reforma Tributária vai, também, impulsionar as exportações. “Queria destacar a importância da Reforma Tributária para a exportação. O Brasil não tributa a exportação. Quando exporto um automóvel, eu não pago imposto. Mas quando eu exporto um automóvel, eu já paguei imposto quando eu comprei o aço para fazer o carro, quando eu comprei o vidro, quando eu comprei o pneu. Então, o governo tem que devolver esse imposto. Isso se chama crédito tributário. O ICMS, por exemplo, os estados demoram muito para devolver. Isso tira a nossa competitividade. Com a reforma tributária, acaba. Ela desonera totalmente o investimento”, detalhou.

“Há um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que mostra que as exportações brasileiras, em 15 anos, depois da Reforma Tributária, devem aumentar 17%, e 14% nos investimentos, porque ela desonera totalmente o investimento. Hoje, quem investe no Brasil paga imposto. Isso vai ser totalmente desonerado com a Reforma Tributária. Desonera o investimento e desonera a exportação”, prosseguiu.

(*) Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Exportações de carne bovina para países árabes avançam 2%, têm segundo recorde consecutivo e receita soma US$ 1,79 bilhão

Receitas de exportação do produto avançam 2% em 2025, em segundo crescimento consecutivo

Da Redação (*)

Brasília – As vendas brasileiras de carne bovina para os países árabes fecharam 2025 com alta de 1,91% sobre o ano anterior, para US$ 1,79 bilhão, resultado que foi o segundo recorde consecutivo de receitas com o bloco, informou a Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, que acompanha o comércio com a região de 22 nações.

As vendas do derivado bovino cresceram em mercados tradicionais, como Egito (US$ 375,35 mi, + 24,53%) e Arábia Saudita (US$ 333,10 mi, +29,90%), os dois maiores compradores do produto, mas também nas frentes recém-abertas pela indústria frigorífica, especialmente na Argélia, que, desde 2024, vem intensificando as compras do Brasil, só no ano passado avançou 40,56% nas aquisições e gerou receitas de US$ 286,58 milhões.

Na avaliação da entidade, o resultado decorre tanto da atuação mais intensa dos frigoríficos brasileiros, como da disposição dos países árabes em reforçar estoques, especialmente os de gêneros alimentícios, temendo desabastecimentos decorrentes de desorganização de cadeias de suprimentos por conta do tarifaço americano imposto a diferentes fornecedores, entre eles o Brasil, que fornece metade dos alimentos adquiridos no exterior pelos árabes.

“Os árabes intensificaram as aquisições, e o Brasil foi particularmente beneficiado na carne bovina porque tinha maior disponibilidade do produto. O reforço dos estoques, no entanto, limitou o espaço para outros alimentos e produziu um recuo no total das exportações. Mesmo assim, o resultado foi muito positivo. Tivemos o segundo melhor ano da série histórica em exportações e superávit comercial. Os árabes seguem extremamente relevantes para os exportadores”, destacou Mohamad Mourad, secretário-geral da entidade.

Considerando toda a pauta, as exportações brasileiras para os países árabes recuaram 9,81% em 2025, para US$ 21,34 bilhões, em comparação com as receitas de 2024, quando as vendas cresceram 22% sobre 2023. Além da ação para reforçar estoques, o recuo de 2025 é creditado à desvalorização das commodities e ao foco de gripe aviária no Rio Grande do Sul no primeiro trimestre do ano, que impactaram as vendas de frango, embora todos os produtos tenham sido adquiridos em volumes expressivos.

A pauta foi liderada por açúcar (US$ 4,63 bi, -29,89%), frango (US$ 3,34 bi, -6,40%), milho (US$ 3,07 bi, +24,94%), minério de ferro (US$ 2,65 bi, -12,70%) e carne bovina (US$ 1,79 bi, +1,91%). Emirados Árabes Unidos (US$ 3,78 bi, -16,90%), Egito (US$ 3,73 bi, -6,20%), Arábia Saudita (US$ 3,13 bi, -0,10%), Argélia (US$ 2,33, -9,20%) e Iraque (US$ 1,49 bi, -21,3%) foram os principais parceiros.

Agronegócio

As exportações do agro tiveram recuo de 11,19%, para US$ 15,91 bilhões, resultado que ainda, sim, foi 72,51% do total exportado pelo Brasil. Os produtos do setor encontraram seus melhores clientes no Egito (US$ 2,93 bi, -6,61%), Arábia Saudita (US$ 2,73 bi, +2,61%), Emirados Árabes Unidos (US$ 2,44 bi, -21,65%), Argélia (US$ 2,00 bi, +11,91%) e Iraque (US$ 1,35 bi, – 24,30%).

Chama atenção nas estatísticas o desempenho dos insumos usados para produzir proteínas animais, alimento que os países árabes têm se esforçado para disponibilizar localmente com incentivos produtivos. As vendas de gado vivo para abate, por exemplo, avançaram 18,10% no ano, para US$ 695,09 milhões. As de milho destinado à criação de aves subiram 24,93%, para US$ 3,07 bilhões.

Mourad também destaca que, mesmo com os incentivos à produção local, a proteína brasileira, ainda sim, encontrou espaço na região. A Arábia Saudita, onde foram anunciados os principais investimentos produtivos, e que vinha buscando reduzir compras brasileiras, foi o mercado que mais adquiriu frango do Brasil, ampliando aquisições em 15,14%, para o total de US$ 942,39 milhões.

Os Emirados Árabes Unidos, outro mercado que historicamente compra bastante frango do Brasil, principalmente para operações de reexportação para nações com comunidades muçulmanas na África e na Ásia, fez aquisições no ano passado em níveis equiparáveis às de 2024: US$ 937,43 milhões, apenas 0,97% menos, e com avanço nos volumes.

Para Mourad, num ano em que teve sua resiliência testada, o comércio Brasil-Países Árabes conseguiu registrar desempenho satisfatório e deve ter recuperação em 2026. Segundo ele, no último trimestre do ano, as vendas ganharam tração, superando em 8,2% o resultado do mesmo trimestre de 2024, indicando reaquecimento.

“Em 2026, teremos Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, que é um feriado flutuante, iniciando em 17 de fevereiro. A intensificação de embarques vista no fim de 2025 é um esforço de formação de estoques para a data festiva, mas também acreditamos que seja reflexo da normalização do comércio neste momento pós-tarifaço”, destaca.

(*) Com informações da CCAB

 

 

 

 

 

 

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Acordo Mercosul-UE significa integração possível, mas desenvolvimento incerto

Nailia Aguado Ribeiro Franco (*)

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia representa um dos movimentos mais relevantes do comércio internacional atual, não apenas por sua dimensão econômica, mas por seu significado político e geopolítico. Após mais de 25 anos de negociações, o avanço recente do tratado ocorre em contexto global marcado pela fragmentação de cadeias produtivas, aumento de medidas protecionistas, mediante a retomada de práticas unilaterais no comércio internacional. Em conjunto, os dois blocos abrangem 31 países, mais de 700 milhões de pessoas e correspondem a quase 25% do Produto Interno Bruto global.

De forma simplificada, o acordo prevê redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação de produtos nos quais cada um dos blocos possui maior especialização, seja por questões tecnológicas ou vantagens comparativas associadas à região de cada bloco, além do estabelecimento de regras comuns em temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Na prática, o Mercosul vai zerar tarifas sobre cerca de 91% dos bens europeus em até 15 anos, enquanto a União Europeia vai eliminar tarifas sobre aproximadamente 95% dos bens originários do Mercosul em até 12 anos. Indicação de elevado grau de liberalização comercial entre as partes.

Em 9 de janeiro, a Comissão Europeia aprovou o texto, com o apoio de 21 dos 27 Estados-membros,  número suficiente para alcançar o quórum exigido, tanto em quantidade de países quanto em representatividade populacional, que deve ser de, no mínimo, 65% da população europeia. Com isso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está autorizada a assinar o acordo, que deve ocorrer ainda em janeiro.

O processo, no entanto, ainda está longe de concluído. De um lado, o Parlamento Europeu precisa aprová-lo, etapa prevista para os próximos meses, com expectativa entre abril e maio. Já no âmbito do Mercosul, o acordo somente entrará em vigor após aprovação pelos Congressos nacionais do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, o que adiciona um componente político interno relevante e potencialmente heterogêneo. Atualmente, a Bolívia ainda não é membro pleno, mas se encontra em processo de adesão, e a Venezuela está suspensa do bloco desde 2016 por questões democráticas.

Embora o acordo vá além do agronegócio, esse setor foi, ao longo de toda a negociação, o ponto sensível. O texto prevê eliminação de tarifas de importação sobre 77% dos produtos agropecuários exportados pelo Mercosul à União Europeia, com prazos de transição entre quatro e dez anos. Alimentos considerados sensíveis pelos europeus, como aves, suínos, açúcar, etanol, arroz, mel e milho, estarão sujeitos a cotas de exportação, justamente por competirem diretamente com a produção local. Essas cotas operam como mecanismo de liberalização controlada, mantendo tarifas aplicáveis acima dos volumes estabelecidos, evitando abertura irrestrita e imediata do mercado europeu. Ao todo, cerca de 82% das exportações agrícolas dos países do Mercosul serão beneficiadas pela redução.

O acordo também reconhece cerca de 350 indicações geográficas para impedir a imitação de certos alimentos tradicionais da UE. Assim, por exemplo, o termo “Parmigiano Reggiano” (Queijo Parmesão), “Prosciutto di Parma” (Presunto de Parma), Champagne, vinhos de Bordeaux, queijos franceses (Roquefort, Camembert), ficam reservados exclusivamente para os produtos específicos produzidos nas regiões correspondentes.

Além disso, o acordo incorpora mecanismos de salvaguarda que permitem à União Europeia suspender temporariamente benefícios tarifários em caso de impacto relevante sobre seu mercado interno. Na prática, se importações de determinado produto agrícola sensível aumentarem mais de 5% na média de três anos, a UE poderá abrir investigação e avaliar a suspensão desses benefícios. Para países do Mercosul, essas cláusulas representam ponto de atenção, pois introduzem grau adicional de incerteza quanto à previsibilidade do acesso ao mercado europeu e reforçam, além de evidenciar, a assimetria de poder regulatório entre os blocos.

Do ponto de vista sul-americano, a crítica recorrente e relevante é que o acordo ainda reflete uma lógica estrutural de “Norte x Sul Global”. O Mercosul permanece majoritariamente posicionado como exportador de commodities agrícolas, como soja, café e carnes, enquanto a UE amplia o acesso para produtos industriais, ou seja, de maior valor agregado, como automóveis, medicamentos, máquinas, produtos químicos, chocolates, queijos e vinhos. Soma-se a isso a preocupação com exigências ambientais e regulatórias rigorosas, que podem impor custos adicionais de adaptação aos produtores do Mercosul, especialmente às pequenas e médias empresas.

O acordo também avança sobre comércio de serviços e investimentos, ao reduzir discriminações regulatórias contra investidores estrangeiros e ampliar compromissos em setores como serviços financeiros, telecomunicações, transporte e serviços empresariais. Embora esse capítulo tenha potencial de ampliar a integração produtiva e aumentar a previsibilidade regulatória, seus efeitos concretos dependerão da capacidade dos países do Mercosul de transformar abertura formal em inserção competitiva efetiva.

Outro ponto relevante é a abertura de compras públicas, permitindo que empresas do Mercosul participem de licitações na UE sob regras mais transparentes e previsíveis. Trata-se de um avanço institucional relevante, mas cujo aproveitamento prático exigirá elevada capacitação técnica e organizacional das empresas sul-americanas.

No campo ambiental, as cláusulas assumem caráter vinculante, condicionando benefícios tarifários ao cumprimento de compromissos ambientais, incluindo vedação à comercialização de produtos associados a desmatamento ilegal, e suspender o acordo em caso de violação do Acordo de Paris. Embora esse desenho responda a demandas legítimas de sustentabilidade, ele também reforça o uso de exigências ambientais como instrumento de política comercial.

Regras sanitárias e fitossanitárias permanecem rigorosas, sem flexibilização por parte da UE, preservando barreiras técnicas relevantes. Isso exige investimentos contínuos em adequação regulatória por parte dos exportadores do Mercosul.

O avanço do acordo ocorre, ainda, em um momento de tensão no comércio internacional. O recente aumento de tarifas adotado pelos Estados Unidos, conhecido como “tarifaço”, também afetou a União Europeia e foi fator relevante para que países como Alemanha e Espanha passassem a defender o tratado, apesar da oposição liderada pela França. No caso francês, a resistência está fortemente ligada à pressão do setor agrícola e à fragilidade política do governo minoritário.

Para destravar as negociações, a UE impôs o reforço de salvaguardas ao seu setor agrícola e sinalizou redução de tarifas sobre fertilizantes, diminuindo custos de produção a agricultores locais. Para ambos os lados, o acordo oferece a oportunidade de diversificar parceiros comerciais, ampliar exportações industriais e reduzir a dependência da China em cadeias estratégicas, especialmente no setor de minerais.

Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e tende a gerar impactos que vão além do agronegócio, alcançando segmentos relevantes da indústria e estimulando investimentos bilaterais.

Em um cenário global cada vez mais fragmentado, o acordo sinaliza uma aposta no multilateralismo e na integração econômica como instrumentos de estabilidade e crescimento. Do ponto de vista analítico, embora os ganhos econômicos potenciais sejam relevantes para ambos os blocos, a efetiva distribuição desses benefícios dependerá da capacidade dos países do Mercosul de formular políticas públicas não protecionistas, em especial do Brasil, industriais e comerciais capazes de evitar a perpetuação de assimetrias, reduzir a dependência de commodities e promover maior agregação de valor no longo prazo.

(*) Nailia Aguado Ribeiro Franco é advogada corporativa da Andersen Ballão Advocacia.

 

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Embratur e Ministério do Turismo alinham estratégia para ampliar conexão do Brasil com o mundo em 2026

Integração institucional, inteligência de dados, presença em feiras e conectividade aérea foram temas de encontro entre ministro Gustavo Feliciano e presidente da Agência, Marcelo Freixo

Da Redação (*)

Brasília – O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, realizou nesta terça-feira (13) uma visita ao ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. O encontro deu início ao alinhamento para ampliar a presença do Brasil internacionalmente ao longo de 2026 e para debater ações conjuntas com foco no planejamento, na inteligência de dados, na conectividade aérea e também na participação em feiras internacionais.

A reunião ocorre em momento histórico para o turismo internacional brasileiro. Em 2025, o país recebeu 9,3 milhões de visitantes estrangeiros, resultado que, segundo Freixo, reflete um trabalho consistente de planejamento e posicionamento internacional. Durante o encontro, o presidente da Embratur apresentou os principais eixos do Plano Brasis, o Plano de Marketing Internacional da Agência, lançado em 2025.

“Temos atuado de forma direcionada na articulação com os mercados emissores, na valorização da diversidade dos destinos brasileiros e na construção de uma imagem internacional do Brasil associada à sustentabilidade, à cultura, à natureza e à economia criativa”, explicou.

Entre os pilares da estratégia, ele destacou a participação do Brasil em feiras internacionais, com ações adaptadas ao perfil de cada mercado emissor, e o uso da inteligência de dados como base para a formulação das políticas de promoção turística.

MTur e Embratur em perfeita sintonia

O ministro Gustavo Feliciano, que tem experiência prévia como secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba, destacou a importância da atuação conjunta entre MTur e Embratur para potencializar resultados, atrair investimentos e ampliar o impacto do turismo no desenvolvimento regional. “A aproximação institucional fortalece a capacidade do país de competir internacionalmente e quem ganha é o brasileiro”.

Ao final da reunião, ficou reforçado o compromisso das duas instituições em atuar de forma integrada para consolidar o Brasil como um destino competitivo, diverso, capaz de ampliar a sua presença em mercados internacionais, gerar emprego e renda e promover o desenvolvimento dos destinos em todas as regiões do país.

(*) Com informações da Embratur

 

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