Revisão em taxas de importação de eletrônicos mantém preço sem aumento, avalia secretário do MDIC

Da Redação (*)

Brasília – O governo federal decidiu revisar as tarifas de importação de smartphones e de produtos eletroeletrônicos. A medida foi aprovada nesta sexta-feira (27) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), vinculado à Câmara de Comércio Exterior (Camex).

O impacto da decisão sobre os preços ao consumidor é “praticamente nulo”, estimado em um aumento de 0,062%.

O cálculo é de Uallace Moreira Lima, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que acompanhou o vice-presidente Geraldo Alckmin em agenda neste sábado, em São Paulo.

Segundo ele, a produção de celulares no país já é majoritariamente nacional: cerca de 95% dos aparelhos comprados pelos brasileiros são fabricados no Brasil. Por isso, as mudanças têm impacto tão baixo para o consumidor.

O que mudou?

A decisão do governo envolve um conjunto de 120 produtos. Desse total:

– 105 itens tiveram o imposto de importação zerado;

– 15 produtos continuaram nos percentuais anteriores. Entre eles, notebooks, smartphones, roteadores, impressoras em braile e mesas digitalizadoras.

Esses 15 itens, segundo o secretário, seriam reajustados para 16% ou 20%, ou passariam de 12% para 16%, por possuírem similares produzidos no país.

Com a revisão, foram mantidas as alíquotas anteriores, como 10% ou 16%.

Na prática, a medida aprovada na sexta-feira mantém as condições anteriores para esses produtos e amplia a lista de itens com tarifa zerada.

Custos baixos

Segundo Uallace Moreira Lima, o objetivo central da decisão é defender a cadeia produtiva nacional e, ao mesmo tempo, manter baixos os custos de produção.

O secretário explicou que foi mantido o regime de ex-tarifário, que reduz praticamente a zero o imposto de importação para determinados bens.

“A lógica é garantir que as empresas continuem tendo acesso a insumos e equipamentos com menor custo, sem prejudicar a indústria nacional.”

A concessão de ex-tarifário, quando for solicitada pela indústria, será dada automaticamente, antes da análise de 150 dias para averiguar se o item tem produção nacional.

Para o governo, a calibragem das tarifas permite proteger a produção, o emprego e a renda, sem gerar aumento de preços para a população.

Diálogo

De acordo com o secretário, parte das críticas e da repercussão negativa iniciais ocorreu por uma “falta de leitura atenta” das resoluções que regulamentaram a mudança.

Ele ressaltou que ficou acordado com o setor que todos os produtos que estavam com alíquota zero e passariam para 7% poderiam ter o benefício restabelecido imediatamente, mediante pedido das empresas.

“Esse compromisso está sendo cumprido pelo governo”, destacou Uallace.

Para ele, à medida que o setor produtivo passa a compreender os detalhes da decisão, fica claro que a política foi formulada de forma criteriosa, preservando o incentivo à importação de insumos e, ao mesmo tempo, protegendo a produção nacional.

Como funciona

Pelas regras estabelecidas, as empresas que tiveram a alíquota elevada de 0% para 7% podem apresentar um pedido de revisão. A partir disso, o governo passa a analisar se o produto possui ou não similar nacional.

Se não houver produto equivalente fabricado no país, a alíquota permanece em 0%;

Se, ao final da análise, for constatado que há similar nacional, a tarifa volta para 7%.

O mesmo procedimento vale para novos investimentos. Caso uma empresa pretenda importar uma máquina ou equipamento que ainda não tenha o benefício da tarifa zero, poderá solicitar o enquadramento no ex-tarifário.

O governo, então, verificará se existe produção nacional equivalente antes de conceder o benefício.

Segundo o secretário, o regime continuará funcionando normalmente, reforçando o caráter técnico e dialogado da política de tarifas adotada pelo governo.

(*) Com informações da Agência Brasil

O post Revisão em taxas de importação de eletrônicos mantém preço sem aumento, avalia secretário do MDIC apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Acordo Mercosul-União Europeia deve entrar em vigor em maio, prevê Geraldo Alckmin

Da Redação (*)

Brasília – O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse hoje (27), na capital paulista, que o acordo comercial firmado entre o Mercoslu e a União Europeia deve entrar em vigor em maio.

Em entrevista a jornalistas, Alckmin disse que sua expectativa é que o acordo seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas, seguindo depois para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta semana, o acordo já foi aprovado pela Câmara dos Deputados..

“Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, disse.

União Europeia

Nesta sexta-feira, a Comissão Europeia anunciou que o bloco aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir que o bloco obtenha a vantagem do pioneirismo.

Normalmente, a União Europeia aguarda a aprovação de seus acordos de livre comércio pelos governos do bloco e pelo Parlamento Europeu. No entanto, os parlamentares, liderados por deputados franceses. Votaram no mês passado para contestar o acordo no tribunal superior do bloco europeu, o que pode atrasar sua implementação total em dois anos.

A aprovação pela assembleia da UE continua sendo necessária, mas a UE e o Mercosul podem começar a reduzir tarifas e aplicar outros aspectos comerciais do acordo antes disso.

Salvaguardas

Segundo Alckmin, hoje foi encaminhada uma proposta para a Casa Civil para que sejam regulamentadas as salvaguardas previstas no acordo, que são mecanismos que permitem suspender a redução das tarifas caso ocorra um surto de importações. Depois de passar pela Casa Civil, o texto ainda será levado ao Ministério da Fazenda e das Relações Exteriores, para então poder ser sancionado pelo presidente Lula.

A expectativa do governo é que essas salvaguardas sejam regulamentadas já nos próximos dias. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, falou o vice-presidente.

De acordo com Alckmin, a lógica prevista para a abertura de mercados é de que haja ganhos para a sociedade, que poderá comprar produtos de melhor qualidade e com menor preço. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

O Mercosul zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

O acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional.

(*) Com informações da Agência Brasil

O post Acordo Mercosul-União Europeia deve entrar em vigor em maio, prevê Geraldo Alckmin apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Governo derruba alta de imposto para smartphones e eletrônicos após forte repercussão no Congresso

Camex zera tarifa de 105 itens e reverte alta de 15 bens informáticos

Da Redação (*)

Brasília – Após repercussão negativa no Congresso e nas redes sociais, o governo federal decidiu revogar parte do aumento do imposto de importação sobre produtos eletrônicos e bens de capital anunciado no início do mês.

A medida foi aprovada nesta sexta-feira (27) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), vinculado à Câmara de Comércio Exterior (Camex).

A decisão restabelece as alíquotas anteriores para 15 produtos de informática, incluindo smartphones e notebooks. A Camex também zerou a tarifa de importação para 105 itens classificados como bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) e produtos das áreas de informática e telecomunicações.

Nos dois casos, a redução de tarifas de importação ocorre por meio do mecanismo de ex-tarifário, que reduz alíquotas para itens sem produção de similar ou equivalente no Brasil.

Smartphones 

Com o recuo, a alíquota de importação de smartphones retorna a 16%. A proposta anterior previa elevação para 20%. Em alguns casos, o aumento poderia chegar a até 7,2 pontos percentuais.

Também tiveram as tarifas restabelecidas produtos como notebooks, que retornam à alíquota original de 16%; gabinetes com fonte de alimentação (10,8%); placas-mãe (10,8%); mouses e track-balls (10,8%); mesas digitalizadoras (10,8%) e unidades de memória SSD (10,8%).

Segundo o governo, as alterações passam a valer a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União. A lista completa de produtos beneficiados está disponível no site da Camex.

Desgaste político

O aumento inicial atingia cerca de 1,2 mil itens e gerou reação de parlamentares da oposição e de setores empresariais, que alertaram para possível impacto nos preços ao consumidor.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vinha defendendo a medida sob o argumento de proteção à indústria nacional e de correção de distorções no comércio exterior. Ele esclareceu que mais de 90% dos produtos afetados são produzidos no Brasil, e o aumento só atingia produtos importados.

No caso de eletrônicos produzidos ou montados no país com insumos importados, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) esclareceu que os componentes seriam beneficiados pelo mecanismo de drawback, que reduz o Imposto de Importação de insumos usados para fabricar produtos destinados à exportação.

O governo estimava arrecadar até R$ 14 bilhões em 2026 com a elevação das alíquotas. A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão consultivo do Senado, previa receita maior, de R$ 20 bilhões neste ano.

Pressão 

Diante da pressão política, o Executivo optou por um recuo parcial. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a decisão acolheu pedidos protocolados por empresas até 25 de fevereiro e já estava prevista nas regras de ex-tarifário, mecanismo que permite zerar imposto para produtos sem similar nacional. A pasta informou que as alíquotas mais altas anunciadas no início do mês não chegaram a entrar em vigor.

Os 105 produtos que tiveram a tarifa reduzida a zero permanecerão com isenção por 120 dias. Novas revisões poderão ocorrer nas próximas reuniões do Gecex, que delibera mensalmente sobre realinhamentos tarifários.

(*) Com informações da Agência Brasil

O post Governo derruba alta de imposto para smartphones e eletrônicos após forte repercussão no Congresso apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Tarifaço global entra em 2026, pressiona o comércio exterior e acelera a corrida por inteligência na logística marítima

Escalada de medidas protecionistas e maior volatilidade dos fretes marítimos elevam custos e reforçam o papel da análise de dados nas cadeias globais

Da Redação

Brasília – O comércio exterior inicia 2026 sob o impacto persistente de um novo ciclo de elevação tarifária em grandes economias, movimento que vem sendo classificado por analistas como um “tarifaço global”. A intensificação de políticas industriais defensivas, somada às tensões geopolíticas e à reorganização das cadeias produtivas, tem aumentado a complexidade operacional do transporte marítimo e pressionado custos ao longo da cadeia.

Projeções recentes da Organização Mundial do Comércio (OMC) indicam crescimento moderado do comércio de mercadorias após a desaceleração observada entre 2023 e 2024, enquanto o volume de medidas restritivas segue elevado em nível global. Relatórios da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) apontam que incertezas regulatórias, custos logísticos e gargalos portuários permanecem entre os principais fatores de risco para a fluidez das trocas internacionais.

No Brasil, dados do ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que a corrente de comércio continua em patamar historicamente alto, mas com maior volatilidade de preços e prazos logísticos, especialmente em rotas mais sensíveis a mudanças tarifárias.

Para Marcos Silva, CIO da Datamar e especialista em tecnologia para logística marítima, o impacto do tarifaço vai além do aumento direto de custos. “O tarifaço não afeta apenas a competitividade do produto, mas também altera fluxos comerciais, pressiona a previsibilidade das rotas e exige um nível muito maior de inteligência de dados para sustentar decisões operacionais”.

Segundo ele, a principal mudança em curso é estrutural: o comércio marítimo passa a operar – de forma mais sistemática – sob um ambiente de incertezas. “O transporte marítimo entrou definitivamente na era da volatilidade. Sem visibilidade de fretes e capacidade e desempenho portuário, as empresas ficam expostas a ineficiências que antes eram diluídas pelo crescimento do comércio”, aponta Marcos.

Volatilidade nos fretes e nas rotas

Indicadores internacionais de frete, como o Shanghai Containerized Freight Index (SCFI) e o Drewry World Container Index, registraram oscilações relevantes ao longo de 2024 e 2025, refletindo ajustes de capacidade das grandes alianças marítimas e choques geopolíticos em rotas estratégicas.

Na avaliação de analistas, a elevação de tarifas tende a amplificar esse movimento ao provocar redirecionamento de cargas, mudança de origens produtivas e maior desequilíbrio na reposição global de contêineres. “Quando as tarifas sobem, o efeito não é linear. Há redistribuição de demanda entre rotas, o que pressiona a gestão de equipamentos e a formação de fretes”, explica o CIO da Datamar. “Isso torna o planejamento logístico muito mais dependente de modelos preditivos.”

Dados da Datamar confirmam reconfiguração dos fluxos

A leitura dos dados consolidados de 2025 já evidencia, na prática, os efeitos dessa reconfiguração do comércio global. Segundo análises da Datamar – empresa brasileira especializada em inteligência de mercado para o comércio exterior e a logística marítima – a partir do DataLiner, plataforma de inteligência de comércio marítimo, o Brasil encerrou o ano com crescimento moderado nas exportações conteinerizadas (+2%) e com avanço um pouco mais robusto nas importações (+4,4%).

O desempenho sugere estabilidade, mas a análise detalhada revela movimentos estruturais relevantes ao longo do ano. As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 12,1% em 2025, refletindo diretamente mudanças tarifárias que impactaram os fluxos comerciais, sobretudo no segundo semestre. Em contrapartida, os embarques para outros mercados cresceram 4,1%, compensando parcialmente essa retração.

Mesmo nesse contexto, o último trimestre do ano indicou uma inflexão positiva, com crescimento de 6% em relação ao quarto trimestre de 2024, sinalizando ajustes de rota e recomposição gradual da demanda internacional.

A segmentação por produto reforça o cenário de assimetria: cadeias como carnes, tabaco e produtos vegetais apresentaram crescimento, enquanto café, açúcar e madeira registraram quedas relevantes. “O número consolidado importa, mas ele esconde histórias muito diferentes por produto, mercado e momento do ano. É nesse nível de detalhe que estão os sinais que orientam decisões futuras”, destaca Marcos Silva.

Segundo o CIO da Datamar, esse tipo de leitura só é possível com bases históricas robustas e modelos analíticos capazes de capturar mudanças estruturais. “O tarifaço acelera a necessidade de inteligência aplicada. Ferramentas como o DataLiner permitem enxergar não apenas o que aconteceu, mas antecipar tendências em um ambiente de incerteza crescente”.

Digitalização ganha urgência

Esse cenário tem acelerado investimentos em plataformas de inteligência logística, integração de dados portuários e análise preditiva. Estudos da McKinsey e da UNCTAD já vinham apontando a digitalização do transporte marítimo como um dos principais vetores de eficiência da década – tendência que ganha tração adicional com o ambiente mais protecionista.

Para Marcos, empresas que tratarem dados como ativo estratégico terão vantagem competitiva clara. “O tarifaço funciona como um catalisador da transformação digital no setor de shipping. Quem conseguir antecipar movimentos de mercado com base em dados terá mais resiliência operacional e melhor gestão de custos”, conclui o especialista.

 

 

O post Tarifaço global entra em 2026, pressiona o comércio exterior e acelera a corrida por inteligência na logística marítima apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Taiwan: Alianças que protegem a ordem liberal

Lin Chia-lung (*)

Escrevo este artigo sob a sombra do autoritarismo chinês, mas com a convicção de quem lidera uma nação que transformou o compromisso com a liberdade, a democracia e os direitos humanos em sua própria identidade. Ao completar 30 anos desde nossa primeira eleição presidencial direta, Taiwan consolidou-se como uma democracia vibrante e um parceiro global indispensável. No entanto, o valor que oferecemos ao mundo hoje vai além dos ideais compartilhados, ele é profundamente estratégico e prático.

Como Ministro das Relações Exteriores, tenho promovido uma transição fundamental em nossa estratégia: passamos da “diplomacia baseada em valores” para a “diplomacia de valor agregado”. Meu objetivo é mostrar que a solidariedade com Taiwan não é apenas um ato moral, mas um motor de prosperidade para nossos aliados. Taiwan funciona como um fosso que salvaguarda o Indo-Pacífico, uma região por onde circulam 50% dos navios de contêineres do mundo. Qualquer instabilidade aqui, provocada pelo expansionismo autoritário, colocaria em risco o comércio global e a ordem internacional baseada em regras.

Enfrentamos diariamente táticas de coerção econômica, infiltração e ameaças militares. Por isso, transformamos nossos desafios em expertise. Em 2025, intensificamos nossa defesa contra a sabotagem de cabos submarinos e combatemos ativamente a desinformação gerada por Inteligência Artificial (IA). Essa resiliência é um bem público que compartilhamos através de plataformas como o GCTF (Estrutura de Cooperação e Treinamento Global), ajudando outras democracias a fortalecerem sua própria segurança.

No campo econômico, nossa posição é única: produzimos 60% dos semicondutores do mundo e 90% dos chips avançados e servidores de IA. Países que buscam diversificar suas cadeias de suprimentos para longe da dependência chinesa encontram em Taiwan uma alternativa segura e transparente. Diferente de modelos que geram armadilhas de dívida, nossa abordagem foca na sustentabilidade e no desenvolvimento mútuo. Estamos implementando projetos como o navio de emissão zero em Palau, o Parque Tecnológico Inteligente no Paraguai e parcerias de medicina digital no Reino de Essuatíni, na África.

Nossa aliança com os Estados Unidos é um exemplo prático dessa “diplomacia de valor agregado”. Recentemente, firmamos o compromisso de investir 250 bilhões de dólares   nas indústrias de semicondutores e tecnologia americanas, com outros 250 bilhões em garantias de crédito para apoiar nossas empresas nessa expansão. Juntos, através da Declaração Pax Silica, estamos assegurando que as cadeias de suprimentos de IA permaneçam estáveis e protegidas.

A exclusão de Taiwan de organizações como a OMS e o CPTPP (Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica) não é apenas uma injustiça contra nosso povo, mas uma perda para a comunidade internacional. Nossa experiência no combate à COVID-19 e nossos altos padrões de governança comercial poderiam fortalecer a segurança sanitária e econômica global.

O mundo livre precisa de Taiwan porque, ao trabalhar conosco, as nações ganham o que não podem encontrar em nenhum outro lugar: segurança reforçada, prosperidade técnica e o conhecimento vital para resistir à pressão autoritária. Seja pelo prisma dos valores ou dos interesses, Taiwan está pronto para ajudar a proteger o futuro de todos.

(*) Lin Chia-lung é Ministro de Relações Exteriores de Taiwan.

 

O post Taiwan: Alianças que protegem a ordem liberal apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Especialista projeta alta nas importações para 2026 com consolidação da China como principal fornecedor

Especialista explica como funciona o processo e destaca que preços mais baixos e maior variedade de itens impulsionam o crescimento do setor

Da Redação (*)

Brasília – De acordo com dados recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as importações brasileiras devem variar entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões em 2026. Os números refletem um movimento mais amplo: em um cenário de cadeias globais mais integradas e de maior pressão por eficiência de custos, importar passou a fazer parte da estratégia de empresas que buscam competitividade, previsibilidade de abastecimento e ampliação de portfólio.

Esse avanço se conecta diretamente ao fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e China, principal origem das importações nacionais. Em 2025, as compras brasileiras provenientes do país asiático somaram US$ 70,9 bilhões, alta de 11,5% comparativamente com o ano anterior, e recorde histórico, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Na avaliação de Luis Muller, fundador da Asia Source Brasil, primeira franquia de importação do Brasil, esse movimento acompanha uma mudança de mentalidade. A rede atua conectando empresas brasileiras a fornecedores globais e estruturando operações de comércio exterior de ponta a ponta. Segundo o executivo, o crescimento das importações está ligado à busca por preços mais competitivos e maior variedade, mas, principalmente, à profissionalização do processo.

À medida que o volume importado cresce, também aumenta o interesse de empresários por entender como, de fato, funciona o processo. Apesar de ser uma prática consolidada no comércio internacional, dúvidas relacionadas à tributação, à burocracia e aos riscos logísticos ainda são recorrentes, especialmente entre empresas que nunca importaram ou que tiveram experiências pontuais sem planejamento adequado.

Processo de importação e previsibilidade

Nesse ponto, Muller observa que boa parte das incertezas nasce da falta de compreensão sobre as etapas envolvidas. Ele explica que a importação segue um fluxo técnico previsível, composto por fases interligadas, que começam muito antes da compra do produto. “O primeiro passo é a análise de viabilidade, etapa em que são avaliados custos de aquisição, tributos, despesas logísticas, câmbio e preço final nacionalizado. Sem essa análise, a operação perde referência de custo e margem”, esclarece o profissional.

A correta classificação fiscal da mercadoria aparece como um dos pilares do processo, pois define a carga tributária incidente. Para Muller, erros nessa etapa comprometem toda a operação. “A classificação fiscal não é um detalhe burocrático. Ela determina imposto, margem e conformidade. Quando o NCM é definido sem critério técnico, o risco deixa de ser exceção e passa a ser regra”, afirma.

Superada essa fase, entram as decisões contratuais e logísticas, como a escolha do Incoterm, do modal de transporte e do fornecedor internacional. Aqui, a validação do parceiro na origem se torna decisiva. A Asia Source, por exemplo, atua com auditorias de fábrica, verificação de capacidade produtiva e análise de histórico de exportação, práticas que reduzem significativamente a exposição ao risco. Muller costuma resumir esse ponto de forma direta: “não é o preço que define uma boa importação, mas a segurança da cadeia”.

Com o fornecedor homologado, a operação avança para a formalização contratual, contratação do frete internacional e do seguro de carga, além da emissão dos documentos de embarque. O acompanhamento logístico garante rastreabilidade da mercadoria até a chegada ao Brasil. Segundo o fundador da Asia Source, quando existe controle da carga do início ao fim, com seguro e documentação alinhados, o risco operacional se torna residual.

Na etapa final, ocorre o desembaraço aduaneiro, momento em que a mercadoria é nacionalizada. Embora essa fase seja frequentemente associada à burocracia, ela segue procedimentos padronizados. “A burocracia assusta quem não conhece o fluxo. Para quem trabalha com cronograma e planejamento tributário, ela é apenas mais uma etapa do projeto”, conclui Muller.

(*) Com informações da Asia Source Brasil

 

 

O post Especialista projeta alta nas importações para 2026 com consolidação da China como principal fornecedor apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Pressão por ESG cresce após casos globais de não conformidade na cadeia de fornecedores

Plataformas integradas, como o CIAL360 Supplier, surgem como resposta à necessidade de governança mais robusta nas organizações

Da Redação (*)

Brasília – Com o avanço das exigências de ESG e compliance no Brasil e no mundo, cresce também o escrutínio sobre como as empresas gerenciam riscos para além de suas operações internas. Casos recentes, como a ação movida em agosto de 2025 por organizações de direitos humanos contra a Tesla nos Estados Unidos (que acusam a empresa de trabalho forçado e “greenwashing” em sua cadeia de fornecimento de cobalto) evidenciam que falhas na gestão de fornecedores podem rapidamente se transformar em crises reputacionais e jurídicas. Nesse contexto, a governança corporativa, que antes se limitava à conformidade documental e à responsabilização interna, passa a exigir uma visão ampliada e contínua de toda a cadeia de valor.

Mesmo com políticas formalizadas e departamentos de compliance estruturados, muitas companhias ainda enfrentam dificuldades para mapear riscos ESG (ambientais, sociais e de governança) ao longo da sua rede de terceiros. A desconexão entre o discurso e a execução revela um ponto cego que pode comprometer não apenas a imagem institucional, mas também a saúde financeira do negócio.

“Há uma expectativa cada vez maior de investidores, consumidores e órgãos reguladores por mais transparência e responsabilidade em todas as etapas da operação. No entanto, a gestão de fornecedores ainda é vista por muitos como uma tarefa administrativa, quando, na verdade, trata-se de um eixo estratégico de governança”, comenta Carlos Butori, Country Manager e CCO da CIAL Dun & Bradstreet no Brasil.

Um novo paradigma para a gestão de riscos

A exposição a fornecedores com baixa conformidade ou histórico negativo pode acarretar desde multas regulatórias até crises reputacionais graves. Casos de envolvimento indireto com trabalho análogo à escravidão, uso de matéria-prima ilegal ou emissões irregulares de carbono são exemplos de situações que já levaram empresas a enfrentar investigações e perder contratos importantes.

Nesse cenário, a análise de riscos na cadeia de suprimentos passa a exigir mais do que planilhas ou processos isolados. É necessário integrar informações, automatizar processos e aplicar critérios consistentes e auditáveis, especialmente em empresas com uma rede ampla e complexa de fornecedores.

Segundo Pedro Vieira Maciel, COO Brasil e Head de Produtos Latam, “o verdadeiro desafio não é apenas coletar dados sobre os fornecedores, mas sim transformá-los em insights confiáveis, acionáveis e em conformidade com as políticas internas da empresa. É isso que diferencia uma gestão de riscos reativa de uma gestão estratégica e preventiva.”

Tecnologia como aliada da governança

Para responder a essa nova realidade, soluções como o CIAL360 Supplier vêm ganhando espaço nas áreas de compliance, compras e governança. A plataforma reúne funcionalidades de homologação, avaliação de riscos e due diligence contínua, integrando informações financeiras, jurídicas, reputacionais e ambientais em um único ambiente.

Além de dados próprios, o sistema da CIAL é alimentado por informações da base global da Dun & Bradstreet, a maior base de dados comerciais do mundo, com mais de 500 milhões de empresas monitoradas, incluindo listas de sanções, PEPs, ESG scores e mídia adversa.

ESG e Compliance como prática contínua

Com a crescente complexidade do ambiente regulatório e a consolidação dos critérios ESG como exigência de mercado, a gestão de fornecedores precisa evoluir para acompanhar essa transformação.

A centralização de dados, o uso de indicadores de risco padronizados e a automação de processos de homologação e avaliação de fornecedores tornam-se, portanto, pilares essenciais para uma gestão ESG eficiente e escalável.

Segundo Pedro Vieira Maciel, “não basta saber quem é seu fornecedor. É preciso saber com quem ele se relaciona, qual sua exposição a riscos e como ele impacta os seus próprios compromissos de governança. Essa visibilidade é o que garante a integridade da cadeia.”

(*) Com informações da CIAL Dun & Bradstreet

 

 

O post Pressão por ESG cresce após casos globais de não conformidade na cadeia de fornecedores apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Exportação de cosméticos brasileiros para o Canadá avança e setor identifica nova janela de oportunidades

Com exportações brasileiras em alta e um mercado canadense em expansão, empresas apoiadas pelo projeto Beautycare Brazil internacionalizam suas marcas

Da Redação (*)

Brasília – Empresários brasileiros do setor de cosméticos e cuidados pessoais encontraram no Canadá um mercado promissor para seus produtos. A relação comercial ganhou tração a partir de missão empresarial organizada pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) e com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), no âmbito do projeto Beautycare Brazil, realizada em 2023. Desde então, as exportações vêm registrando crescimento consistente. As projeções da CCBC indicam que, até o fim de 2026, o Brasil poderá alcançar cerca de US$ 5 milhões em vendas.

Em 2024, o Brasil exportou US$ 4,1 milhões em produtos do setor para o mercado canadense. Em 2025, o valor avançou para US$ 4,7 milhões, mais que o dobro dos US$ 2,1 milhões registrados em 2023. Ainda assim, os dados revelam um movimento particularmente robusto no segmento de preparações capilares. As exportações dessa categoria passaram de US$ 511 mil, em 2023, para US$ 676 mil, em 2024, e atingiram US$ 932 mil em 2025. A alta acumulada no período é de 82,5%. Apenas entre 2024 e 2025, o avanço foi de 38%.

Hoje, os produtos capilares já representam cerca de 20% de toda a pauta exportadora do setor para o Canadá, configurando o segundo principal grupo embarcado. O desempenho sugere um crescimento mais distribuído e estrutural, com indícios de diversificação de empresas e consolidação gradual nesse nicho do mercado canadense, segundo análise da CCBC.

Setor aposta em alta crescente das exportações

expectativa do setor é sustentar a trajetória de crescimento em 2026, acompanhando também o recorde histórico das exportações totais brasileiras no setor — que superaram US$ 1,061 bilhão no ano passado. Os números são da ABIHPEC com base na Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).  A entidade projeta também que as vendas serão diversificadas em destinos para além da América Latina já que a indústria nacional avançou 20,1% em 2025 na produção de itens.

O ambiente de negócios no Canadá reforça essa leitura estratégica. Dados da Statista indicam que a receita do mercado canadense de cosméticos naturais alcançou aproximadamente C$ 95 milhões em 2025 e pode atingir cerca de C$ 138 milhões até 2030, refletindo a demanda crescente por produtos do âmbito sustentável, orgânico e de origem vegetal.

A preferência por marcas cruelty-free e por embalagens ambientalmente responsáveis também se consolida: entre 62% e 73% dos consumidores canadenses afirmam estar dispostos a pagar mais por soluções sustentáveis, um indicativo de espaço competitivo para empresas brasileiras que combinam biodiversidade, inovação e atributos ESG.

Além disso, o avanço do consumo masculino, especialmente em cuidados com a pele, higiene e produtos com posicionamento neutro em termos de gênero, amplia o leque de categorias com potencial de entrada. No contexto global, o mercado de cosméticos foi avaliado em US$ 354,7 bilhões em 2025 e deve manter crescimento médio anual próximo de 6,6% até 2032, reforçando a estratégia de internacionalização em mercados regulados e de alto padrão como o canadense.

Missão empresarial ao Canadá

Em 2023, a missão ao Canadá organizada pelo setor, com apoio da CCBC, marcou a primeira investida estruturada do projeto setorial Beautycare Brazil, da ABIHPEC, ao país norte-americano. Ao todo, nove empresas brasileiras participaram de agendas de negócios em Toronto, com apoio institucional da CCBC. Além das reuniões individuais, foi organizado um showroom coletivo para apresentação de portfólio a fabricantes e distribuidores locais, ampliando a visibilidade das marcas junto a potenciais compradores.

O retorno das participantes sinaliza efeitos de médio prazo. A equipe de comunicação da marca Sarah K, por exemplo, relatou à nossa reportagem que clientes captados em ações anteriores seguem realizando pedidos, ainda que em volumes moderados, indicando a demanda recorrente e construção gradual de presença no mercado.

Ambiente de negócios estável e previsível

Em 2022, as exportações brasileiras de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC) para o Canadá somaram US$ 3,6 milhões, com destaque para higiene oral, produtos capilares e cuidados com a pele. Entre as empresas apoiadas pelo projeto, o Canadá representava US$ 298 mil em negócios naquele período, ocupando posição secundária no ranking de destinos. O movimento recente, no entanto, aponta para um reposicionamento estratégico.

Segundo Arminio Calonga, consultor de negócios da CCBC, o mercado canadense exige preparação técnica e adaptação regulatória, mas oferece um ambiente estável e previsível para expansão. “Foi uma missão desafiadora por conta do próprio setor, que é altamente regulado, mas também muito produtiva”, afirma. “Organizamos um showroom de produtos brasileiros no Canadá”, emendou.

De acordo com ele, o papel da Câmara foi estruturar a aproximação comercial. “Fomos responsáveis por arregimentar compradores, convidá-los a conhecer as empresas brasileiras e organizar o mini showroom, fazendo a ponte entre vendedor e comprador.”

A estratégia para 2026 da ABIHPEC está centrada na redução de barreiras não tarifárias e na harmonização de normas técnicas. A entidade, segundo informações de sua assessoria de imprensa, pretende intensificar o diálogo institucional e as ações de promoção comercial para consolidar a presença brasileira em destinos estratégicos, como o Canadá, e avançar em novas frentes internacionais.

(*) Com informações da CCBC

O post Exportação de cosméticos brasileiros para o Canadá avança e setor identifica nova janela de oportunidades apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Observatório da Amcham: nova sobretaxa global dos EUA reduz tarifas para US$ 14,9 bilhões de exportações brasileira

Avanço nas negociações entre Brasil e EUA segue fundamentais para minimizar riscos de novas restrições comerciais e explorar oportunidades bilaterais

Da Redação (*)

Brasília – A Amcham Brasil divulga a mais recente edição do Observatório da Política Comercial dos EUA, relatório voltado a empresas, com análises sobre a política tarifária norte-americana e seus impactos para o comércio bilateral.

Com a revogação das sobretaxas aplicadas com base na legislação de emergência econômica (International Emergency Economic Powers Act – IEEPA), o governo dos Estados Unidos passou a adotar, a partir de 24 de fevereiro, uma sobretaxa global de 10% sobre suas importações, com possibilidade de elevação para até 15%.

Para o Brasil, a mudança gera impacto imediato relevante. Produtos que representaram 34,9% das exportações brasileiras aos EUA tiveram suas sobretaxas reduzidas de 40% ou 50% para 10% — ou mesmo eliminadas, em casos como aeronaves. Ao todo, a medida alcança US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras, trazendo alívio tarifário no curto prazo.

A nova sobretaxa global de 10% tem como base jurídica a Seção 122 (Trade Act de 1974), instrumento voltado ao enfrentamento de desequilíbrios no balanço de pagamentos, com vigência temporária de até 150 dias. As tarifas aplicadas por razões de segurança nacional no âmbito da Seção 232 — incluindo setores como aço, alumínio e autopeças — permanecem inalteradas.

Como fica a nova distribuição das sobretaxas

Segundo o Observatório, as mudanças podem ser resumidas em quatro pontos:

  • Produtos antes sobretaxados em 40% ou 50% passam a ter alíquota adicional reduzida para 10%, com algumas exceções totalmente isentas;
  • A participação das exportações brasileiras sem sobretaxas aumenta de 37,5% para 45,6% (+US$ 3,5 bilhões);
  • A parcela de exportações brasileiras sujeita à sobretaxas de 10% cresce de 13,2% para 40,0%;
  • Produtos afetados pela Seção 232 permanecem estáveis, representando 14,4% da pauta exportadora brasileira para os EUA.

Entre os itens com redução relevante de alíquotas estão bens de diversos setores, como máquinas e equipamentos, açúcar, madeira processada, transformadores elétricos, tratores agrícolas, tabaco, granito, café solúvel, álcool etílico industrial, derivados proteicos e diversos produtos manufaturados.

Além das aeronaves, outros produtos passaram a ficar totalmente excetuados de sobretaxas,

como nióbio, metais industriais, turbinas, geradores, instrumentos automáticos e partes de aeronaves, que somaram US$ 1,07 bilhão em exportações brasileiras aos EUA em 2024.

Entre os produtos que passam a ficar sujeitos à sobretaxa de 10% destacam-se ferro-gusa (US$ 1,5 bilhão), pedras de construção (US$ 369 milhões), minério de ferro (US$ 322 milhões), pasta química de madeira (US$ 207 milhões) e óleos essenciais de laranja (US$ 187 milhões).

Já no âmbito da Seção 232, continuam sujeitos a tarifas elevadas produtos como semiacabados de aço (US$ 1,7 bilhão), aço ligado (US$ 517 milhões), caminhões basculantes, peças automotivas, pneus, chapas metálicas e tubos para petróleo e gás, entre outros.

Alívio no curto prazo, mas riscos permanecem

Apesar da redução imediata das tarifas para parcela relevante das exportações brasileiras, a Amcham ressalta que a nova sobretaxa global tem caráter temporário e que o ambiente tarifário nos EUA continua sujeito a ajustes e novas decisões.

Após a decisão da Suprema Corte, o governo americano reafirmou o compromisso de dar continuidade à sua política tarifária, sinalizando a possibilidade de abertura de novas investigações com base na Seção 232 e na Seção 301, além da conclusão da investigação já em curso envolvendo o Brasil no âmbito da Seção 301.

“A redução das sobretaxas traz impacto imediato ao melhorar as condições de competitividade das exportações brasileiras. No entanto, o avanço das negociações entre os governos do Brasil e dos EUA continua sendo fundamental para evitar novas restrições comerciais e explorar oportunidades para ampliar o comércio e os investimentos bilaterais”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Diante desse cenário, a Amcham destaca que a perspectiva de um encontro próximo entre os presidentes do Brasil e dos EUA representa uma oportunidade relevante para alcançar esses objetivos.

(*) Com informações da Amcham Brasil

O post Observatório da Amcham: nova sobretaxa global dos EUA reduz tarifas para US$ 14,9 bilhões de exportações brasileira apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Com chegadas de europeus em alta, Brasil reforça protagonismo internacional na BTL, em Portugal

Com chegadas de europeus em alta, Brasil reforça protagonismo internacional na BTL, em Portugal

País é o “Destino Internacional Convidado” da feira. Somente em janeiro de 2026, Portugal enviou mais de 28 mil turistas ao Brasil, um crescimento de 35% em relação ao mesmo mês de 2025.

Da Redação (*)

Brasília –  Entre 25 de fevereiro e 1º de março, o Brasil participa como Destino Internacional Convidado da Bolsa de Turismo de Lisboa 2026 (BTL). O objetivo da Embratur é consolidar o país como parceiro estratégico do mercado europeu e ampliar oportunidades de negócios, conectividade e promoção turística durante a feira, que acontece em Lisboa, Portugal, reunindo profissionais do turismo de todo o mundo.

Além do posto de destino convidado, o Brasil chega a esta edição da BTL em um momento de destaque no mercado europeu. Em janeiro de 2026, houve um expressivo aumento de 35% na chegada de turistas portugueses ao Brasil. Foram 28.678, ante 21.299 do primeiro mês de 2025. Considerando toda a Europa, o crescimento na emissão de turistas para o Brasil no último janeiro foi de 19%.

A atuação brasileira na edição deste ano combina agenda de negócios, lançamentos estratégicos, experiências imersivas e articulação com o trade internacional. A presença reforça a posição de Portugal como um dos principais emissores de turistas europeus para o Brasil e integra a estratégia da Agência de fortalecer mercados prioritários com alto potencial emissivo.

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a condição de país convidado garante ao Brasil protagonismo institucional, visibilidade ampliada junto ao trade internacional, além de representar o fortalecimento da relação histórica entre Brasil e Portugal.

“O Brasil vem assumindo protagonismo em novas tendências no turismo internacional. Essa visibilidade nos permite lançar, com orgulho, uma campanha que fala ao coração do público europeu, que convida à pausa, ao reencontro com a natureza e ao bem viver, viajar com propósito. Levamos para Lisboa um país que pulsa diversidade, que emociona com suas paisagens e inspira com suas histórias. Um Brasil que quer, e pode, ser vivido com todos os sentidos. Nesse contexto, acredito que será uma feira de muito sucesso e com muitas oportunidades de novos negócios”, afirma.

Estande Brasil 

O Brasil leva ao evento seu novo estande, com conceito imersivo e sensorial, voltado à promoção da diversidade de destinos e experiências turísticas. O espaço reunirá 24 coexpositores, incluindo representantes de destinos como Pernambuco, Amazonas, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Sebastião, Mato Grosso do Sul, Porto Alegre e Foz do Iguaçu, ampliando as oportunidades de negócios e o relacionamento com operadores, agentes e parceiros internacionais.

O espaço terá ainda ações institucionais, ativações culturais, experiências gastronômicas e uma área dedicada ao relacionamento com o trade, reforçando o posicionamento do Brasil como destino diverso, competitivo e preparado para diferentes perfis de viajantes.

Campanha internacional 

Na BTL, a Embratur apresenta, ainda, a campanha publicitária com o conceito “Para se renovar, não há lugar como o Brasil”, destacando turismo regenerativo, bem-estar e conexão com a natureza. A ação será veiculada em dez países europeus e promove destinos alinhados às tendências globais de sustentabilidade. Além disso, haverá o lançamento do Programa Turismo Transforma Favela.

Conectividade 

Outro destaque da programação é a promoção de soluções que ampliam o acesso do turista europeu ao Brasil, como a apresentação do Azul Air Pass, produto voltado à facilitação de deslocamentos domésticos para visitantes internacionais.

Atualmente, 16 rotas diretas ligam Lisboa e Porto a 14 destinos brasileiros, operadas pelas companhias TAP, Azul e LATAM. Durante a BTL 2026, serão anunciadas duas novas rotas da TAP, conectando Lisboa ao Paraná e a São Luís, ampliando a presença brasileira na malha europeia e facilitando o acesso a novos territórios e experiências.

“A iniciativa permite que viajantes estrangeiros adquiram pacotes de voos internos com tarifas e condições especiais, favorecendo a combinação de múltiplos destinos brasileiros em uma mesma viagem. A ação reforça a estratégia da Embratur de estimular a diversificação de roteiros, aumentar o tempo de permanência no país e ampliar a distribuição do fluxo turístico entre diferentes regiões”, explica o presidente da Embratur.

Mercado europeu 

Em 2025, o Brasil alcançou um marco histórico ao receber 9,3 milhões de turistas internacionais, resultado que consolida o país entre os destinos mais dinâmicos do cenário global. A Europa foi responsável por parte significativa desse avanço, com crescimento de 20% no número de viajantes em relação ao ano anterior. Portugal se destaca nesse contexto como um dos principais emissores europeus, reforçando laços históricos, culturais e econômicos que impulsionam o intercâmbio turístico entre os dois países.

Em 2025, o país recebeu 273,5 mil turistas portugueses, um crescimento de 25,25% em relação a 2024. É o melhor resultado dos últimos 18 anos, confirmando a retomada consistente do mercado português e a força da ligação histórica, cultural e linguística entre Brasil e Portugal.

Com forte presença institucional no estande, agenda de lançamentos e ampla articulação com o trade, a Embratur reforça o compromisso de posicionar o Brasil como destino de referência para o turista europeu e ampliar a competitividade do país no turismo internacional.

“O Brasil foi escolhido como Destino Internacional Convidado em reconhecimento à sua relevância no turismo global e ao papel histórico de conexão com Portugal e a Europa. A participação inclui visibilidade ampliada da marca Brasil nos materiais oficiais do evento, presença de autoridades de alto nível e uma programação voltada à geração de negócios e promoção de destinos brasileiros”, destaca Freixo.

Entre os benefícios estratégicos da participação estão a ampliação do relacionamento com compradores internacionais, reuniões comerciais e ações de promoção da diversidade da oferta turística brasileira, com foco em sustentabilidade, conectividade aérea e experiências autênticas.

BTL 2026

A Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL) é considerada a maior feira de turismo de Portugal e uma das mais relevantes da Europa. O evento reúne mais de 1,5 mil expositores nacionais e internacionais e conta com programação voltada tanto para profissionais do setor, nos primeiros dias, quanto para o público geral no fim de semana, consolidando-se como uma plataforma estratégica de negócios, inovação e promoção turística.

(*) Com informações da Embratur

O post Com chegadas de europeus em alta, Brasil reforça protagonismo internacional na BTL, em Portugal apareceu primeiro em Comex do Brasil.