Carros chineses dominam mercado mundial e exportações superam 5,6 milhões de veículos em 10 meses

Da Redação (*)

Brasília  – As exportações de automóveis da China subiram 15,7% em termos anuais nos primeiros 10 meses de 2025, de acordo com dados da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis. O país exportou mais de 5,6 milhões de carros durante o período, egundo dados divulgados hoje (19) pelo governo chinês.

Especificamente, cerca de 2,01 milhões de veículos de nova energia foram exportados, um aumento anual de 90,4%.

Somente em outubro, as exportações de automóveis da China cresceram 22,9% em relação ao mesmo período do ano passado e as exportações de veículos de nova energia dispararam 99,9%.

(*) Com informações da Agência Xinhua

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Portos do Sudeste batem recorde com destaque para embarques de petróleo e atingem 186,7 milhões de toneladas no 3º trimestre

Movimentação de granéis líquidos, liderada por petróleo, disparou 21,6%; Terminais Autorizados (TUPs) crescem 13,6% no período

Da Redação (*)

Brasília – A movimentação de cargas nos portos da Região Sudeste atingiu o recorde histórico de 186,7 milhões de toneladas no terceiro trimestre de 2025 (de julho a setembro), um crescimento expressivo de 9,10% em comparação com o mesmo período do ano anterior. De acordo com dados do estatístico da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o desempenho foi liderado pela operação dos Terminais Autorizados (TUPs) e pela forte demanda por commodities de granel, especialmente petróleo e minério de ferro.

O principal motor do crescimento foram os Terminais Autorizados (privados), que viram sua movimentação saltar 13,60%, atingindo 124,5 milhões de toneladas. Em contrapartida, os Portos Organizados (públicos) registraram um crescimento mais modesto de 1,09%, totalizando 62,2 milhões de toneladas.

O desempenho recorde da região foi ancorado por terminais especializados em commodities. O Terminal de Petróleo (TPET/TOIL) em Açu (RJ) foi o principal destaque, com um crescimento de 38,06%, atingindo 17,8 milhões de toneladas. O Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ) não ficou atrás, crescendo 25,34% (18,8 milhões de toneladas). Juntos, esses dois terminais, focados em petróleo bruto, foram os principais responsáveis pela alta no granel líquido.

Este crescimento representa uma aceleração significativa em relação aos últimos anos, superando um patamar que se mostrava estável. No terceiro trimestre de 2023, a movimentação foi de 170,9 milhões de toneladas, e no mesmo período de 2024, de 171,1 milhões de toneladas.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o recorde histórico é a prova de uma gestão voltada para a eficiência e a integração logística. “O crescimento no Sudeste, impulsionado pela performance dos terminais privados, mostra que a modernização e a confiança do investidor estão colocando o Brasil em um novo patamar de competitividade global”, destacou o ministro.

Desempenho dos Portos Públicos
Os Portos Organizados (públicos) mantiveram sua posição como pilares estratégicos para a economia nacional, movimentando um total de 62,2 milhões de toneladas no trimestre. O Porto de Santos (SP) continua sendo o maior complexo portuário da região, sendo responsável por 38,4 milhões de toneladas e registrando um crescimento de 2,68%.

O destaque em Santos foi o dinamismo no mercado interno, onde a movimentação de cabotagem cresceu expressivos 22,54%, impulsionada por contêineres e outras cargas. O Porto de Itaguaí (RJ), focado em minério de ferro, manteve seu patamar robusto com 17,3 milhões de toneladas, apresentando apenas uma leve variação negativa de -1,4% em relação ao forte desempenho do ano anterior.

(*) Com informações do MPor

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Vixtra capta R$150 milhões em oferta ancorada pelo Itaú e projeta triplicar volume de importações

Com operação, fintech dobra sua capacidade de fuding e mira triplicar volume de importações em comparação ao ano anterior

Da Redação (*)

Brasília – A  Vixtra, fintech especializada em soluções para o comércio exterior, acaba de levantar R$ 150 milhões para o seu FIDC — com o Itaú como investidor âncora da operação. O movimento dobra a capacidade de funding da empresa, que já havia captado R$ 150 milhões em emissões anteriores com Capitânia, Verde Asset, Credit Saison e Contea.

Com o novo aporte, a Vixtra mira R$ 1,2 bilhão em importações financiadas em 2025, triplicando o volume movimentado em 2024, quando atingiu R$ 400 milhões. “O novo fundo nos dá a musculatura necessária para acelerar nossa expansão e atender uma demanda crescente por crédito ágil e competitivo no comércio exterior. Ver um banco como o Itaú ancorando a operação é uma sinalização clara de confiança no nosso modelo de negócio”, afirma Leonardo Baltieri, cofundador e Co-CEO da Vixtra.

Diferentemente de bancos tradicionais, a Vixtra atua com uma proposta digital e integrada, oferecendo o que chama de Trade Banking: uma plataforma digital que une serviços financeiros, software e soluções logísticas em uma única jornada, com forte uso de inteligência artificial na análise de risco, gestão documental e visibilidade operacional. A empresa atende principalmente PMEs importadoras, que muitas vezes ficam à margem dos grandes bancos na hora de financiar suas operações internacionais.

“Nossa visão é consolidar a Vixtra como a principal referência em soluções financeiras e de tecnologia para o comércio exterior. Com os investimentos que estamos realizando, e os que ainda virão, principalmente em AI, temos convicção de que podemos transformar a experiência de importação para milhares de empresas,” afirma Leonardo, acrescentando que “a Vixtra construiu AI agents que automatizam tarefas complexas e bastante específicas, como o processamento de documentos internacionais e o acompanhamento de processos aduaneiros, o que nos permitiu criar soluções altamente escaláveis e com baixíssimo cost to serve”. Isso permite à Vixtra servir uma base muito maior de clientes que possuem tickets mais baixos, hoje fora do radar dos grandes bancos.

O mercado de importações no Brasil é gigantesco e segue em expansão: em 2024, o país importou mais de US$ 262 bilhões em bens, com destaque para setores como maquinário, eletrônicos, insumos industriais e químicos. Apesar do tamanho, o crédito especializado para importadores ainda é escasso, sobretudo para PMEs, que representam mais de 80% das empresas importadoras, mas enfrentam barreiras de acesso ao financiamento tradicional.

Além do FIDC, a Vixtra já captou US$ 13 milhões em equity, em rodadas seed lideradas por Valor Capital, QED Investors, NXTP, Endeavor e investidores anjo do mercado de comércio exterior brasileiro. A Vixtra se destaca como uma das fintechs mais promissoras no segmento de comércio exterior, unindo tecnologia, acesso a capital e profundo conhecimento do setor.

(*) Com informações da Vixgtra

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Inclusão racial: MDIC lança novo eixo do Raízes Comex com foco em empregabilidade

Iniciativa busca abrir vagas e fortalecer inclusão racial nas empresas que trabalham com comércio exterior

Da Redação (*)

Brasília No Mês da Consciência Negra, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), lança um novo eixo do Programa Raízes Comex, focado em fortalecer a empregabilidade e a inclusão racial nas cadeias do comércio exterior brasileiro.

Foi publicado nesta segunda-feira (17) o extrato do edital para seleção das Empresas Embaixadoras do Raízes Comex, que buca atrair empresas brasileiras comprometidas com a diversidade racial e a promoção de oportunidades de trabalho no comércio exterior.

A iniciativa estimula a contratação de profissionais negros formados nas capacitações do Raízes Comex e promove o reconhecimento das empresas que já adotam boas práticas de diversidade racial no comércio exterior.

Economia mais inclusiva, inovadora e produtiva

Para o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, o programa simboliza uma nova etapa na construção de uma economia mais inclusiva, inovadora e produtiva.

“O comércio exterior é vetor estratégico da neoindustrialização e de geração de empregos qualificados no Brasil. Com o Raízes Comex, unimos inclusão social e desenvolvimento econômico. Esse é o Brasil que queremos — um país que cresce com justiça e oportunidades para todos”, afirmou Alckmin.

Empresas que aderirem ao edital e comprovarem a contratação de egressos do Raízes Comex, conforme os critérios do edital, receberão o título de Empresa Embaixadora, de caráter honorífico, e terão destaque na comunicação institucional do programa, além de acesso gratuito à treinamento em letramento racial.

“O Raízes Comex nasceu como um projeto pioneiro e agora avança para uma nova etapa, consolidando-se como uma política capaz de gerar impacto real na vida dos participantes e no setor”, comenta a De acordo com a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres. “Ao reconhecer as empresas que contratam egressos, ampliamos o engajamento com a diversidade racial no comércio exterior”, destacou.

Podem participar empresas de todos os portes, desde que constituídas no Brasil e com atuação em cadeias do comércio exterior, além de comprovarem regularidade fiscal, trabalhista e jurídica. As inscrições devem ser feitas por meio de formulário eletrônico e envio do Termo de Adesão, ambos disponíveis no site do MDIC. Após a confirmação da contratação de egressos, as empresas são reconhecidas como Embaixadoras do Raízes Comex.

Desde sua criação, o Raízes Comex já ofereceu mais de 1.100 vagas em cursos de qualificação, em parceria com instituições como a ONG Vocação, o Instituto Aliança Procomex, o Senac e o Sindasp. Entre as formações disponíveis estão:

  • Formação em Comércio Exterior (online, 90h): voltada a jovens negros de 17 a 29 anos, com conteúdo sobre importação, exportação, logística e modais de transporte;
  • Qualificação Profissional em Assistente de Serviços de Comércio Exterior (presencial, 160h): oferecida pelo Senac em dez municípios, com foco em operações de transporte, armazenagem e liberação aduaneira;
  • Capacitação contínua em Comércio Exterior: promovida pelo Sindasp, com acesso gratuito à plataforma EduComex.

“O lançamento reforça o compromisso do MDIC com uma política de comércio exterior mais diversa, inclusiva e comprometida com o desenvolvimento social”, concluiu Tatiana.

Acesse o edita completo

Extrato do edital

Adesão das empresas

Programa Raízes Comex

Lançado em novembro de 2024, o Programa Raízes Comex tem como objetivo promover a inclusão racial e ampliar a presença de empresas lideradas por pessoas negras no comércio exterior brasileiro. A iniciativa também investe na formação e qualificação de profissionais negros para atuar nas diferentes etapas das operações de exportação e importação.

Estudo inédito da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, que apoiou a criação do programa, mostrou que os trabalhadores pretos e pardos estão sub-representados em empresas exportadoras e importadoras, especialmente em cargos de liderança.

Confira o estudo na íntegra

(*) Com informações do MDIC

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Do PIX às stablecoins: por que o Brasil virou o laboratório financeiro do mundo

Alessandro Buonopane (*)

Há dez anos, o Brasil enfrentava um sistema financeiro concentrado, caro e excludente. Hoje, o país figura entre os três maiores mercados de pagamentos digitais do mundo, atrás apenas da China e da Índia. Não se trata de coincidência, mas do resultado de uma combinação rara entre inovação tecnológica, regulação progressiva e compromisso com a inclusão. O chamado “Brazil Stack” – que integra o PIX, o Open Finance, a identidade digital Gov.br, e infraestrutura baseada em blockchain e Inteligência Artificial (IA) – transformou o Brasil em um dos principais laboratórios de inovação financeira global. E esse modelo, construído em larga escala, está se tornando exportável.

O país não é mais apenas um mercado em crescimento: ele se estabeleceu como um laboratório global de inovação financeira. Chegamos a 2025 com a bancarização atingindo impressionantes 90% – um salto de 22 pontos percentuais desde 2015 –, 63 bilhões de transações pelo PIX em 2024, mais de 42 milhões de clientes conectados ao Open Finance e 71,5 milhões de brasileiros incluídos no sistema financeiro formal. Esses feitos não são apenas um marco social; são a fundação para a próxima grande revolução: a das finanças programáveis e da economia tokenizada.

Embora esses números façam parecer que vivemos o ápice da transformação, eles são na verdade um novo ponto de partida. A economia global vive o seu “momento iPhone” da tokenização, e as stablecoins – já movimentando mais de US$ 27 trilhões anuais, superando as duas maiores operadoras de cartões de crédito do mundo — se consolidam como infraestrutura base de uma nova camada financeira.

No Brasil, esse movimento ganha velocidade: o país já contabiliza cerca de US$ 1 bilhão em ativos tokenizados, 70% dos fundos de venture capital expostos a ativos digitais e uma participação dominante das stablecoins no mercado cripto local, representando 90% das operações de câmbio digital.

A ascensão das stablecoins não é somente um fenômeno de mercado, mas um marco de eficiência. Empresas que adotaram esses ativos reportam economias superiores a 10% em pagamentos internacionais, enquanto grandes players globais – da tecnologia ao mercado financeiro – avançam em integrações e emissões próprias.

Na América Latina, o USDC ultrapassou o Bitcoin como o ativo digital mais comprado, enquanto no Brasil Tether (USDT) e USD Coin (USDC) já respondem por 71% de todo o volume declarado à Receita Federal no primeiro semestre de 2025. A demanda é estrutural: eficiência, liquidez 24/7, menor fricção regulatória e acesso facilitado a dólares em economias instáveis.

Esse avanço ganha contornos ainda mais relevantes com a decisão deste mês do Banco Central de desligar a infraestrutura inicial do DREX. Longe de representar um retrocesso, o movimento abre espaço para que stablecoins privadas – inclusive emitidas por bancos brasileiros – prosperem como alternativa regulatória e tecnológica mais ágil.

É uma inflexão que acompanha a tendência global: nos EUA, o GENIUS Act e a ordem executiva que afastou o projeto de uma CBDC reforçaram o protagonismo do setor privado, enquanto Europa e Ásia seguem fortalecendo modelos híbridos. Para o Brasil, a mensagem é clara: a tokenização seguirá adiante, mas com liberdade para que o mercado lidere seu desenho.

Paralelamente, outro vetor reforça a posição estratégica do país: o crescimento explosivo do SaaS impulsionado pelo PIX. A América Latina lidera o mundo em expansão do setor, com 23% ao ano, e o Brasil desempenha papel central nesse avanço. O PIX já gerou economia de R$ 106,7 bilhões para consumidores e empresas desde seu lançamento, com projeção de R$ 40,1 bilhões anuais até 2030.

O comércio digital brasileiro deve atingir US$ 586 bilhões até 2027, com o PIX representando 40% dos pagamentos online e sendo usado por 76,4% dos brasileiros. A chegada do PIX Automático tende a acelerar ainda mais esse ciclo, conectando pagamentos recorrentes a modelos de fintechs, plataformas digitais e soluções verticais que integram finanças, crédito e gestão.

Mais do que eficiência, o que está em jogo é a democratização do acesso ao sistema financeiro e a construção de uma economia mais transparente, ágil e inclusiva. E essa sinergia alimenta a também digitalização de PMEs – mais de 98% das empresas da região – que ainda operam majoritariamente entre Excel e WhatsApp.

A incorporação de finanças programáveis em softwares verticais cria um salto de produtividade tão significativo quanto o da bancarização acelerada da última década. É a junção entre o que o Brasil já domina (pagamentos instantâneos, infraestrutura aberta, adesão em massa) e aquilo que está despontando (tokenização de ativos, liquidação programável, crédito automatizado).

O que se forma diante de nós é um ecossistema em que inclusão não é um efeito colateral, mas uma construção intencional. A digitalização financeira brasileira reduziu custos, abriu o mercado, diminuiu spreads e democratizou acesso, como reconhece o FMI em sua última avaliação. E, ao mesmo tempo, preparou o país para liderar a próxima fronteira da inovação: a que transforma ativos em código, pagamentos em APIs e sistemas financeiros em redes globais interoperáveis.

Se o PIX mostrou ao mundo que é possível reinventar a maneira de pagar, as stablecoins e a tokenização mostram que é possível reinventar a própria infraestrutura do dinheiro. O Brasil já provou que sabe liderar movimentos que pareciam improváveis. Agora, diante da economia tokenizada, surge uma nova oportunidade: exportar não apenas tecnologia, mas um modelo de transformação financeira capaz de influenciar mercados emergentes e grandes economias.

O mundo está observando e, mais uma vez, aprendendo com o Brasil. O desafio agora é manter o ritmo da inovação, garantir que os ganhos cheguem a todos os estratos da sociedade e consolidar o país não apenas como laboratório, mas como exportador de soluções para o futuro das finanças digitais – hoje ele é programável e está sendo escrito em português.

(*) Alessandro Buonopane é CEO Latam e Brasil da GFT Technologies

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Porto de Santos cresce 11,6% em movimentação de contêineres em outubro e registra recorde histórico

Já a movimentação total de cargas saltou 8% frente a outubro do último ano

Da Redação (*)

Brasília – O Porto de Santos registrou o melhor mês da série histórica em movimentação de contêineres em outubro deste ano. Os dados, da Gerência de Inteligência e Estatística da Autoridade Portuária de Santos, revelam um crescimento de 11,6% ante outubro de 2024, chegando a 550,8 mil TEU (unidade padrão de contêineres).

Já a movimentação total de cargas saltou 8% frente a outubro do último ano. Embarques e desembarques somaram 16,7 milhões de toneladas, galgando o segundo lugar na série histórica, atrás apenas de julho de 2025 (17,4 milhões).

O crescimento se reflete na participação de Santos na corrente comercial brasileira, que chegou a 29,6% diante dos 29% do mesmo período em 2024. Granéis sólidos (10,3%), carga geral conteinerizada (15,4%) e carga geral solta (5,5%) impulsionaram a alta, com destaque para os embarques de soja (94,9%), carnes (5,6%), açúcar (3,5%) e celulose (2,6%).

O acumulado do ano até outubro também é recorde, com crescimento de 8,2% em contêineres (4,9 milhões de TEU) e de 1,7% na movimentação total de cargas (155,5 milhões de toneladas).

“Estamos colhendo os frutos de uma gestão focada em resultados, com investimentos recordes do setor público e de atores privados. Os números nos dão confiança para avançar em projetos estruturantes, como o megaterminal STS10 e o aprofundamento do canal de navegação”, avalia Júlio Cezar Alves de Oliveira, diretor de Administração e Finanças e presidente interino da APS.

(*) Com informações da Autoridade Portuária de Santos

 

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FIEMG celebra avanço, mas defende cautela após redução parcial de tarifas pelos EUA

Presidente da FIEMG, afirma que “é um passo importante, mas ainda insuficiente”

Da Redação (*)

Brasília – A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) considera positiva, mas ainda limitada, a redução parcial das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Embora represente um avanço inicial, persistem dúvidas relevantes entre exportadores mineiros sobre a manutenção da sobretaxa de 40%, o que continua afetando a competitividade de setores como carnes e café, essenciais para a competitividade da indústria mineira.

A Federação reforça que a medida não esclarece integralmente o alcance da revisão tarifária, e que seu impacto prático permanece incerto, sobretudo para produtos em que o Brasil é fornecedor essencial ao mercado americano.

Flávio Roscoe, presidente da FIEMG, afirma que “é um passo importante, mas ainda insuficiente. A decisão mostra disposição ao diálogo, porém é necessário avançar mais para remover todas as barreiras adicionais e restabelecer condições adequadas de competitividade para a indústria mineira”.

A FIEMG destacou que continuará acompanhando o tema e defendendo esforços contínuos de negociação entre os dois países.

(*) Com informações da FIEMG

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Alckmin: corte tarifário dos EUA é positivo, mas distorções persistem  e precisam ser corrigidas

Trump retirou taxa global de 10% para cerca de 200 produtos

Da Redação (*)

Brasília – A decisão dos Estados Unidos de reduzir tarifas de importação sobre cerca de 200 produtos alimentícios é “positiva” e representa “um passo na direção correta”, disse neste sábado (15) o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Ele, no entanto, destacou que a permanência da sobretaxa de 40%, aplicada exclusivamente ao Brasil, cria distorções e continua um obstáculo relevante para as exportações nacionais.

“Há uma distorção que precisa ser corrigida. Todo mundo teve 10% [pontos percentuais] a menos. Só que, no caso do Brasil, que tinha 50%, ficou com 40%, que é muito alto. Você teve um setor muito atendido que foi o suco de laranja. Era 10% e zerou. Isso é US$ 1,2 bilhão [a mais nas exportações]. Então zerou, ficou sem nenhum imposto”, declarou Alckmin.

Ele destacou, entretanto, que alguns produtos de países concorrentes, como o café do Vietnã, obtiveram reduções mais amplas. “O café também reduziu 10% [pontos percentuais], mas tem concorrente que reduziu 20% [pontos percentuais]. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade”, acrescentou o vice-presidente.

A declaração, no Palácio do Planalto, ocorreu após o governo norte-americano anunciar, na noite de sexta-feira (14), a retirada da tarifa global, conhecida como “taxa de reciprocidade”, criada em abril deste ano. Para os países latino-americanos, essa tarifa estava em 10%. No entanto, como a alíquota adicional de 40% aplicada em julho aos produtos brasileiros continua em vigor, tarifas sobre itens como café, carne bovina, frutas e castanhas caíram de 50% para 40%.

Avanços

Segundo Alckmin, a medida reflete avanços diplomáticos recentes, incluindo conversas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente Donald Trump, em outubro, e reuniões entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

“A última ordem executiva do presidente Trump foi positiva e na direção correta. Foi positiva. Vamos continuar trabalhando. A conversa do presidente Lula com Trump foi importante no sentido da negociação e, também, a conversa do chanceler Mauro Vieira com o secretário Marco Rubio”, comentou.

O vice-presidente também ressaltou que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial bilateral, exportando mais do que compra do Brasil.

“O Brasil não é problema, é solução”, declarou.

Impacto nas exportações

Com a retirada da tarifa global, informou Alckmin, aumentou de 23% para 26% o volume das exportações brasileiras para os Estados Unidos isentas de sobretaxas, o equivalente a aproximadamente US$ 10 bilhões. A mudança ocorre após os meses seguintes ao chamado “tarifaço”, período em que o déficit brasileiro na balança comercial com os EUA cresceu 341% entre agosto e outubro.

Os efeitos variam por setor:

  • Suco de laranja: teve a tarifa de 10% zerada, beneficiando um setor de US$ 1,2 bilhão.
  • Café: alíquota caiu de 50% para 40%. O Brasil exportou US$ 1,9 bilhão em 2024, mas as vendas recuaram 54% em outubro na comparação anual.
  • Carne bovina e frutas: tarifas reduziram de 50% para 40%; ganho considerado limitado devido à sobretaxa remanescente.

Posição dos Estados Unidos

O governo americano justifica a redução tarifária como parte de um esforço para conter a inflação de alimentos e equilibrar a oferta interna. Em pronunciamento, Trump disse que o ajuste foi “um pequeno recuo” e afirmou não considerar necessárias novas reduções de tarifas no curto prazo. Ele declarou ainda esperar queda nos preços de produtos como o café.

Outros avanços

Alckmin também lembrou progressos recentes nas negociações comerciais. O vice-presidente citou a retirada da tarifa global de 10% e da sobretaxa de 40% sobre o ferro-níquel e a celulose, em setembro. Também destacou a redução de 50% para 40% em madeira macia e serrada e de 50% para 25% para armário, móveis e sofá, decidida no início de outubro.

No caso da madeira e dos móveis, os Estados Unidos decidiram reduzir a alíquota com base na Seção 232 da Lei de Comércio local,  sob o argumento de que pretendem proteger a segurança comercial do país. Nesse caso, as reduções abrangeram todo o planeta, não alterando a competitividade entre os países.

(*) Com informações da Agência Brasil

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ApexBrasil leva discussão sobre terras raras e minerais estratégicos para evento da União Europeia

Durante a Raw Materials Week 2025, Brasil se apresenta como parceiro estratégico do bloco europeu para mineração sustentável e responsável_

Da Redação (*)

Brasília – De 17 a 21 de novembro, acontece em Bruxelas a Raw Materials Week 2025, evento organizado pela Comissão Europeia que anualmente reúne representantes de instituições, indústrias, governos, academia e sociedade civil da Europa para discutir avanços nas políticas e inovações relacionadas às matérias-primas. Nesta edição, o Brasil se fará presente compondo painel oficial do evento e promovendo sessão paralela organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

Intitulada “O Brasil como Parceiro Estratégico para Cadeias de Valor Sustentáveis em Matérias-Primas Críticas”, a sessão paralela será realizada no dia 19 de novembro, das 15h às 19h, no Marivaux Hotel, e contará com presença de autoridades, representantes de empresas, instituições financeiras e especialistas do setor mineral como: Ministério de Minas e Energia (MME), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Universidade Federal de Catalão (UFCAT), FGV Europe, Brazilian Nickel, Comissão Europeia (DG INTPA), AMG Group e German Trade and Invest (GTAI). As *inscrições estão abertas para o público interessado.:* https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScWNqD-bmZ4irQ7kRGOg_9a2pbknyNxtAfsHtagZbkvYN1KOQ/viewform

Além da sessão paralela, o governo brasileiro também marcará presença na programação dedicada à América Latina. O secretário adjunto de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Osório Coelho Guimarães Neto, participa da abertura da sessão. Na sequência, o Coordenador-Geral de Minerais Estratégicos e Transição Energética no Setor Mineral do MME, Gustavo Santos Masili, integra o Painel II, sobre lítio, enquanto o gerente de Mineração e Transformação Mineral do BNDES, Pedro Paulo Dias, participa do Painel III, dedicado aos elementos de terras raras.

Brasil como parceiro confiável e estratégico

O tema dos minerais críticos e estratégicos tem ganhado relevância global à medida que países buscam garantir segurança no fornecimento de insumos essenciais para a transição energética e a indústria de alta tecnologia. O Brasil se destaca nesse cenário por possuir algumas das maiores e mais ricas reservas do planeta, além de um histórico consolidado de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à inovação industrial, como a Nova Indústria Brasil e a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), documento em processo de formalização.

Com matriz energética predominantemente renovável e ambiente político estável, o Brasil se apresenta como parceiro confiável e estratégico para o bloco europeu, especialmente com os avanços do Acordo Mercosul–União Europeia que deverá abrir novas oportunidades de cooperação econômica e tecnológica.

“O Brasil tem um papel fundamental no cenário global da transição energética, não apenas pela abundância de seus recursos naturais, mas pela forma como tem buscado desenvolver uma mineração cada vez mais sustentável, tecnológica e responsável. Ao promover esse diálogo em Bruxelas, a Apex reforça o compromisso do país em atrair investimentos que agreguem valor às nossas cadeias produtivas e consolidem o Brasil como parceiro estratégico da Europa em minerais críticos”, afirma Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, que estará presente no evento.

Para Aloysio Nunes, responsável pelo Escritório da ApexBrasil em Bruxelas, “a presença do Brasil na Raw Materials Week 2025 é uma oportunidade de reafirmar que somos um país comprometido com o futuro verde e com a segurança das cadeias globais de suprimentos. Bruxelas é o espaço certo para mostrar o avanço das nossas políticas públicas e a disposição do setor produtivo brasileiro em cooperar com a União Europeia em projetos de inovação, investimento e transição energética.”

Confira aqui a programação completa do Raw Materials Week 2025: *Agenda of Raw Materials Week 2025* : https://single-market-economy.ec.europa.eu/sectors/raw-materials/week/agenda_en

Mineração sustentável e atração de investimento estrangeiro

O Brasil dispõe de uma base regulatória sólida e de um ambiente de negócios favorável ao investimento estrangeiro. O país conta atualmente com cerca de 50 projetos ativos em minerais e procura expandir o processamento local de minerais com maior valor acrescentado, em concordância com as diretrizes políticas nacionais.

O país está avançando na consolidação de uma política integrada voltada ao fortalecimento da cadeia de minerais críticos e estratégicos, alinhando desenvolvimento econômico, inovação e sustentabilidade. Essa política busca articular ações entre diferentes ministérios e instituições brasileiras para promover desde a pesquisa geológica até o beneficiamento e a transformação mineral, garantindo maior agregação de valor aos produtos nacionais. Com foco na transição energética e na soberania tecnológica, o país aposta em mecanismos de estímulo ao investimento, incentivos à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico e na criação de condições favoráveis à industrialização sustentável.

Serviço

Sessão: O Brasil como Parceiro Estratégico para Cadeias de Valor Sustentáveis em Matérias-Primas Críticas

Data: 19 de novembro de 2025

Horário: 15h às 19h (horário de Bruxelas)

Local: Raw Materials Week 2025 – Comissão Europeia, Bruxelas

Organização: ApexBrasil e IBRAM

(*) Com informações da Apex Brasil

 

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Agronegócio segue acumulando recordes e exportações somam US$ 15,49 bilhões em outubro, melhor marca para o mês

Alta de 8,5% em relação a outubro de 2024 é puxada por maior volume embarcado; soja, carnes, açúcar, café, produtos florestais e milho lideram

Da Redação (*)

Brasília As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 15,49 bilhões em outubro de 2025, o maior valor já registrado para o mês na série histórica, com crescimento de 8,5% em relação a outubro de 2024. As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,79 bilhão, resultando em superávit de aproximadamente US$ 13,7 bilhões.

O desempenho foi sustentado pelo aumento de 10,1% no volume embarcado, em um cenário de recuo de 1,4% nos preços médios internacionais. Outubro mantém a sequência de resultados elevados observada no segundo semestre: em julho, as exportações do agro somaram US$ 15,6 bilhões, e em setembro, US$ 14,95 bilhões, sinalizando patamar próximo de US$ 15 bilhões mensais.

Entre os destaques, soja em grãos, carne bovina, café, açúcar, milho, celulose, carne de frango e carne suína registraram recordes de valor e/ou volume para meses de outubro.

A China segue como principal destino, com US$ 4,95 bilhões (32% do total exportado pelo agro no mês), impulsionada principalmente por soja em grãos e carne bovina. Em seguida aparecem União Europeia e Estados Unidos, além de mercados como Egito, Índia e Irã, que reforçam a diversificação geográfica das exportações brasileiras, especialmente na Ásia, Oriente Médio e Norte da África.

NICHOS EM ALTA: OPORTUNIDADES ALÉM DA PAUTA TRADICIONAL

O mês de outubro também trouxe recordes em produtos menos tradicionais da pauta exportadora, que sinalizam novas oportunidades para empresas de diferentes portes:

  • Amendoim: recorde em volume, com 33 mil toneladas (+85,3%);
  • Rações para animais de estimação: recorde em valor, com US$ 43,2 milhões (+42,7%);
  • Café solúvel: recorde em valor (US$ 101 milhões; +32,8%) e volume (8 mil toneladas; +11,3%);
  • Sementes de oleaginosas (exceto soja): recordes de valor (US$ 69,8 milhões; +41,8%) e quantidade (68,6 mil toneladas; +77%);
  • Pimenta piper seca, triturada ou em pó: recorde em valor, com US$ 435,7 milhões;
  • Miudezas bovinas: recorde em quantidade, com 25,2 mil toneladas (+29,6%);
  • Sebo bovino: recorde em valor (US$ 431,03 milhões) e quantidade (390,41 mil toneladas);
  • Feijões secos: recorde em valor (US$ 379,73 milhões) e quantidade (452,88 mil toneladas).

Esses itens vêm ganhando espaço no mercado internacional graças à estratégia de abertura e ampliação de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Em outubro, essa iniciativa resultou na abertura de 28 novos mercados, o equivalente a quase uma nova oportunidade por dia para empresas que buscam diversificar sua atuação internacional.

No geral, os produtos menos tradicionais da pauta exportadora incrementaram 9,1% em outubro e 17,9% no acumulado do ano (janeiro a outubro), em relação a igual período de 2024.

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, as exportações do agronegócio somaram US$ 141,97 bilhões, crescimento de 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 17 bilhões, alta de 4,9% na comparação com 2024, resultando em superávit de US$ 124,97 bilhões, ligeiramente acima do registrado em igual intervalo do ano passado.

(*) Com informações do Mapa

 

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