Investigação do MDIC interrompe fraude em importações de alto-falantes que burlavam direito antidumping

Ação fortalece eficácia de medida de defesa comercial em vigor

Da Redação (*)

Brasília – Investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex-MDIC), com o objetivo de apurar indícios de falsa declaração de origem, identificou e interrompeu fraude na importação de alto-falantes que entravam no país burlando direito antidumping aplicado contra a China.

No caso específico, verificou-se que todos os insumos estruturais (bobina e magneto, por exemplo) utilizados na produção dos alto-falantes pela fábrica na Índia eram originários da China, país contra o qual há direito antidumping desde 2007, com aplicação de sobretaxa de 78,3%.

Diante das evidências identificadas, inclusive após verificação in loco no exterior, a Secex determinou que os produtos são, de fato, originários da China, e devem estar sujeitos à direito antidumping contra aquele país.

Compromisso com a defesa comercial

O histórico e a conclusão das investigações constam da Portaria Secex nº 475/2026, publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União. Os alto-falantes investigados correspondem aos subitens 8518.21.00, 8518.22.00, 8518.29.90 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

“O resultado desta investigação reafirma o compromisso da SECEX em assegurar a efetividade das medidas de defesa comercial”, afirma a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

Nos últimos três anos, o MDIC conduziu e concluiu 19 investigações sobre possíveis práticas de burla a medidas de defesa comercial. Como resultado, em 18 desses casos, foram adotadas providências para interromper fraudes identificadas ou concedidas aprovações parciais e condicionadas, quando cabível.

As investigações realizadas desde 2023 envolveram os seguintes produtos: ácido cítrico, aço GNO, alto-falantes, barras chatas de aço ligado, chapas off-set, escovas de cabelo, fios de náilon, laminados a frio de aço inoxidável, laminados de alumínio, objetos de louça para mesa, pneus agrícolas e pneus de carga.

As origens investigadas, nesses casos, foram Camboja, Hong Kong, Índia, Malásia, Taiwan, Turquia e Vietnã.

(*) Com informações do MDIC

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Importação do pistache em alta reforça importância da fiscalização agropecuária para segurança alimentar

Dia Mundial do Pistache, celebrado em 26 de fevereiro, destaca a popularidade crescente da oleaginosa e o trabalho dos auditores fiscais para garantir qualidade e segurança ao consumidor

Da Redação (*)

Brasília – Presença cada vez mais comum em sorvetes, doces, bolos, chocolates, cafés especiais e pratos da alta gastronomia, o pistache atravessa um momento de valorização no Brasil e no mundo. Conhecida como “ouro verde” pelo sabor marcante, pela cor vibrante e pelo alto valor agregado, a oleaginosa saiu do nicho gourmet e passou a ocupar espaço mais amplo na indústria alimentícia, na confeitaria e no varejo especializado.

Originário do Oriente Médio e hoje cultivado principalmente nos Estados Unidos, Irã e Turquia, o pistache reúne características que ajudam a explicar essa popularidade. Rico em gorduras saudáveis, proteínas, fibras, vitaminas e antioxidantes, entre eles a luteína, que é associada à saúde ocular, o alimento também aparece em estudos relacionados ao controle do colesterol, à saciedade e ao equilíbrio cardiovascular.

Importação segue em alta crescente e demanda cuidados

Sem produção comercial relevante no Brasil, o aumento da demanda tem ampliado as importações e intensificado a presença do ingrediente no mercado nacional. Esse movimento coloca em evidência o trabalho da fiscalização agropecuária, responsável por verificar se o produto atende aos padrões sanitários antes de chegar ao consumidor.

A auditora fiscal federal agropecuária Ludmilla Verona explica que o controle ocorre principalmente nos pontos de entrada do país. “A fiscalização do pistache ocorre por meio da coleta de amostras em portos, aeroportos e postos de fronteira. Essas amostras passam por análises laboratoriais para verificar a conformidade sanitária, especialmente quanto à presença de aflatoxinas, substâncias tóxicas que representam risco à saúde humana”, afirma.

Segundo ela, essas toxinas podem surgir quando há falhas na produção, secagem, armazenamento ou transporte. Por isso, a definição dos produtos fiscalizados e do número de amostras coletadas leva em conta critérios técnicos como volume consumido, histórico de conformidade e fluxo de importação.

Para o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários, Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, a ampliação do consumo de alimentos importados e de maior valor agregado exige atenção constante do sistema de fiscalização.

Importância da fiscalização

“O aumento da presença do pistache na alimentação dos brasileiros mostra como os hábitos alimentares estão mudando. A fiscalização agropecuária acompanha esse movimento para garantir que produtos cada vez mais presentes na mesa da população atendam aos padrões sanitários e ofereçam segurança ao consumidor.”

Além do controle oficial, a recomendação aos consumidores é priorizar produtos com rotulagem adequada, origem identificada e comercialização regular, cuidados básicos especialmente no caso de alimentos importados.

A celebração do Dia Mundial do Pistache, em 26 de fevereiro, acaba funcionando também como um lembrete de que, antes de chegar à mesa, alimentos como a oleaginosa passam por uma cadeia de controle técnico que envolve ciência, regulação e fiscalização.

(*) Com informações do ANFFA Sindical

 

 

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Quem é Vladimir Okhotnikov? Um profissional que conecta pesquisa, negócios e responsabilidade

Brasilia – Vladimir Okhotnikov chama a atenção do meio empresarial pela forma como trabalha com a realidade. Ele é conhecido não apenas como empresário bem-sucedido, mas прежде de tudo como pesquisador e viajante que estrutura sua atuação a partir de uma relação responsável com o ambiente. Seu interesse situa-se na interseção entre processos culturais, ecologia e soluções aplicadas, nas quais cada ação é avaliada sob a ótica de suas consequências.

A pesquisa como base da compreensão

Vladimir Okhotnikov encara as viagens como uma forma de trabalho de campo. Ele estuda territórios por meio da vivência real: como se organizam pequenas comunidades na África, quais recursos são utilizados na Índia e onde se situam os limites aceitáveis de intervenção na natureza. A observação da coexistência entre ecossistemas locais e atividade econômica desempenha papel central em sua análise.

Diferentemente das pesquisas realizadas exclusivamente em gabinete, esse formato permite enxergar não apenas a realidade oficialmente documentada, mas também práticas informais. Isso é especialmente relevante na avaliação da carga ambiental e da sustentabilidade das decisões.

Princípios ecológicos e proteção da natureza

Uma vertente significativa da atuação de Vladimir Okhotnikov é sua participação em iniciativas de proteção florestal e de espécies raras. Ele entende a natureza como um sistema cuja ruptura inevitavelmente gera impactos sociais e econômicos.

Na seleção de projetos, são considerados aspectos como poluição atmosférica, preservação da biodiversidade e uso racional dos recursos. Iniciativas que impliquem danos ambientais irreversíveis não são vistas como aceitáveis. Essa postura estabelece parâmetros claros dentro dos quais as decisões empresariais são tomadas.

Idiomas e diálogos interculturais

O domínio de vários idiomas é, para Vladimir Okhotnikov, uma ferramenta prática. A linguagem é utilizada para interação direta com participantes dos processos — ambientalistas, representantes de comunidades locais e empreendedores. Isso permite esclarecer detalhes, evitar distorções e compreender com maior precisão as prioridades reais das pessoas.

O conhecimento linguístico também facilita o trabalho em iniciativas internacionais, onde diferenças culturais podem gerar equívocos. A precisão nas formulações reduz riscos e eleva a qualidade das interações.

A arte do chá como prática de disciplina

As cerimônias do chá ocupam um lugar especial em sua prática pessoal. Em determinado período, Vladimir estudou a arte do chá no Japão e na China. Hoje, ele a utiliza como exercício de atenção e autodisciplina, já que o preparo do chá exige sequência rigorosa, controle de parâmetros e máxima concentração.

Essa disciplina é transferida para outras áreas de sua atuação. O negócio é estruturado segundo os mesmos princípios: eliminação do supérfluo, clareza nas etapas-chave e controle de resultados.

Negócios sob a lógica da sustentabilidade

A atividade empreendedora de Okhotnikov é fundamentada em princípios ecológicos e investigativos. Projetos são avaliados quanto ao impacto ambiental e à possibilidade de desenvolvimento de longo prazo sem degradação ou destruição de ecossistemas.

Nesse contexto, o negócio torna-se instrumento para implementar modelos sustentáveis, nos quais o resultado econômico não é dissociado da responsabilidade pessoal.

Em síntese

Quem é Vladimir Okhotnikov?

Empresário reconhecido, pesquisador, pensador e viajante que atua na interseção entre processos culturais, ecológicos e aplicados.

Qual é a essência de sua abordagem?

Observação atenta da realidade, precisão linguística e responsabilidade ambiental.

Por que sua experiência é relevante?

Ele demonstra como é possível integrar desenvolvimento pessoal, proteção da natureza e decisões gerenciais estruturadas, sem comprometer o meio ambiente.

Leia mais em: https://itsupplychain.com/who-is-vladimir-okhotnikov-a-look-through-his-biography/.

 

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Em Lisboa, Embratur firma parceria para promover destinos brasileiros com o selo Bandeira Azul no exterior

Acordo de cooperação técnica com o Instituto Ambientes em Rede atrai turistas conscientes e impulsiona o Brasil como referência global em sustentabilidade e gestão ambiental de praias e marinas

Da Redação (*)

Brasília – Na abertura da Galeria Visit Brasil Oceano, em Lisboa, Portugal, nesta terça-feira (24), a Embratur e o Instituto Ambientes em Rede (IAR) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para promover destinos turísticos brasileiros com o selo internacional Bandeira Azul. A parceria fortalece a imagem do Brasil no mercado global como destino comprometido com a sustentabilidade.

O ACT prevê ações cooperadas nos eixos de inteligência de mercado, promoção e apoio à comercialização e de fomento ao turismo responsável e sustentável, fomentando a atividade turística como ferramenta de conservação da biodiversidade, desenvolvimento social e econômico das comunidades e de fortalecimento da ação climática. Assinaram o documento a diretora presidente do IAR, Leana Bernardi, o diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Agência, Bruno Reis e o Diretor de Inovação da Agência, Roberto Gevaerd.

Também participaram da solenidade a secretária Executiva do Ministério do Turismo, Fernanda Norat, o embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carneiro, e o curador da exposição, Renato Imbroisi. A cooperação terá duração de 24 meses. A estratégia da Agência e do Instituto foca na inovação, promoção e divulgação do Brasil como destino detentor de produtos, serviços e experiências sustentáveis que sejam reconhecidos ou certificados por suas práticas ecológicas, contribuindo para o posicionamento e competitividade turística em âmbito internacional.

Conforme destaca o presidente da Agência, Marcelo Freixo, a iniciativa aumenta a presença dedestinos sustentáveis nos catálogos de operadoras de turismo receptivo que vendem o Brasil para estrangeiros. “A parceria com o IAR reforça nossa estratégia de atrair um turista internacional consciente e qualificado. O selo Bandeira Azul é um aval de excelência que diferencia nossos destinos competitivamente. Estamos mostrando que o Brasil une belezas naturais com responsabilidade ambiental e infraestrutura de qualidade”, afirmou Freixo.

Maneira inovadora de apresentar o Brasil aos portugueses

O diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, por sua vez, destacou a importância da galeria como forma de promover o Brasil. “A galeria é um projeto que surgiu para inovar na maneira de mostrar o país. A gente traz para galerias de arte no mundo inteiro uma experiência imersiva de Brasil e conseguimos, aí, mostrar esse Brasil potente e diverso de uma maneira inovadora. É daí que surge essa nova imagem do Brasil que a gente tem falado nesses últimos três anos com muito afinco”, disse Bruno Reis.

“No mercado português, de 2022 para 2025, a gente cresceu 82% o número de portugueses chegando no Brasil. Essa é uma mensagem muito clara, que as relações comerciais estabelecidas nos últimos três anos trouxeram, de fato, portugueses a lazer e a negócios para o nosso país”, completou.

Leana Bernardi exaltou a promoção internacional de praias e marinas do Brasil. “É uma alegria imensa estar na Galeria Visit Brasil para mostrar para um país irmão o país que eu sou apaixonada. Estou muito feliz de assinar esse acordo com a Embratur. Nosso litoral é fantástico, maravilhoso, e mostrá-lo para o mundo é um dos nossos objetivos. Mostrar um litoral com praias e marinas bem cuidadas, apaixonantes e seguras para todos”, ressaltou a diretora presidente do IAR

Já o embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carneiro parabenizou a Embratur e o IAR pela parceria. “Ao escolher o Oceano Atlântico como eixo desta exposição, a Embratur reforça o compromisso com a adesão do Brasil a padrões internacionais de qualidade ambiental e gestão responsável do seu litoral. Tudo isso se reflete na assinatura do acordo de cooperação que todos nós aqui testemunhamos”, disse.

“A realização da galeria no contexto da [feira internacional de turismo] BTL que vai homenagear o Brasil como país convidado confere ainda maior significado ao caráter estratégico do turismo na relação bilateral entre Brasil e Portugal. Que esta iniciativa e outras inspirem novas viagens, novos intercâmbios e novas parcerias, permitindo que cada visitante leve consigo um pouco do Brasil”, concluiu o embaixador.

Mesa de conversa

A programação em Portugal inclui, em 26 de fevereiro, o debate “Rotas do Atlântico: O mar como espaço de Conservação e Turismo Regenerativo – Bandeira Azul”. A mesa de conversa discutirá boas práticas de conservação e o uso do mar como ativo para o desenvolvimento social e econômico por meio do turismo.

A ação integra o Plano Brasis – Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027 – da Embratur, que foca na promoção de nichos com alta demanda global e valorização da biodiversidade. O compartilhamento de dados e inteligência entre as instituições servirá para monitorar os resultados das ações de promoção e sensibilizar prestadores de serviços sobre o atendimento ao público do turismo sustentável.

Bandeira Azul

O selo Bandeira Azul é uma premiação global coordenada no Brasil pelo IAR. A premiação exige o cumprimento de 34 critérios rigorosos de gestão ambiental, qualidade da água, segurança e educação. Para a temporada 2025/2026, o Brasil registrou o recorde de 60 aprovações, sendo 50 praias e 10 marinas reconhecidas pela Foundation for Environmental Education (FEE).

(*) Com informações da Embratur

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Anuga Select Brasil terá fórum pioneiro dedicado a produtos halal e oportunidades do mercado muçulmano

Anuga Select Brazil apresenta oportunidades no segmento no momento em que o país figura entre os três maiores exportadores deste mercado

Da Redação

Brasília – O Brasil vem consolidando sua presença como um player estratégico no comércio internacional de produtos halal, aqueles permitidos segundo a lei islâmica. Reflexo do agronegócio e da forte integração comercial com os países da Organização da Cooperação Islâmica (OIC).

Segundo a última edição do State of the Global Islamic Economy Report 2024/25, o país figura entre os principais exportadores de produtos comercializados dentro do mercado halal, com US$ 26,9 bilhões em exportações, evidenciando a sua relevância no abastecimento do grupo e sua inserção consistente nas cadeias globais, especialmente de alimentos.

O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores exportadores para os países da OIC, ficando atrás apenas da China (US$ 32,5 bilhões) e da Índia (US$ 28,9 bilhões), e à frente da Rússia (US$ 20,6 bilhões) e dos Estados Unidos (US$ 20,2 bilhões). Esse desempenho está diretamente ligado à exportação de proteínas halal, especialmente carne de frango e bovina, além de produtos como açúcar, grãos e café, que cumprem as rigorosas exigências de certificação exigidas pelos mercados muçulmanos.

Halal: um grande mercado em plena ascensão

“Mais do que atender a um requisito religioso, a certificação halal hoje dialoga com demandas globais por sustentabilidade, transparência e boas práticas, alinhando-se inclusive aos princípios ESG”, explica Ali Zoghbi, vice-presidente da FAMBRAS Halal Certificadora. “E as perspectivas são bastante positivas. O mercado global halal movimenta trilhões de dólares e, com o aumento constante da população muçulmana, a tendência é que ele cresça ainda mais nos próximos anos”, acrescenta.

Segundo o porta-voz, o Brasil reúne atributos estruturais que sustentam esse crescimento, como a credibilidade internacional de sua certificação, a escala produtiva do agronegócio e a capacidade logística de atender mercados exigentes. Esses fatores posicionam o país de forma competitiva mesmo em um cenário de oscilações no comércio global, garantindo previsibilidade e segurança aos parceiros comerciais.

“Hoje, além das proteínas animais, o Brasil também avança na exportação de produtos de maior valor agregado, como alimentos processados, ingredientes, açúcar, café e grãos – todos com certificação halal, o que amplia a sua presença em mercados estratégicos do Oriente Médio, Sudeste Asiático e África”, reforça Ali.

O relatório também aponta que além de estar entre os maiores exportadores, o Brasil lidera o fornecimento de alimentos à OIC em termos de valor monetário, com destaque para cereais, óleos animais e vegetais, e açúcar – categorias estratégicas para a segurança alimentar dos países integrantes do bloco.

É nesse contexto que a Anuga Select Brazil, principal ponto de encontro da indústria de alimentos e bebidas da América Latina, resolveu viabilizar uma vitrine global para alimentos e bebidas produzidos no país, conectando empresas brasileiras a compradores, distribuidores e investidores de mercados muçulmanos dessas regiões. No evento, a International Halal Academy, primeiro instituto privado de qualificação de pessoas para o mercado Halal, em parceria com a FAMBRAS Halal Certificadora e o Sebrae, será mentora do 1º Fórum Halal Anuga Select Brazil 2026, com o tema “Aumento da conscientização do consumidor, multiculturalismo e globalização”, que reunirá especialistas em palestras e painéis. O fórum vai apresentar conteúdos exclusivos, abordando as últimas tendências, inovações e questões regulatórias.

Halal Zone, pavilhão exclusivo para o segmento

Além disso, a FAMBRAS Halal Certificadora também será responsável pela Halal Zone, um pavilhão exclusivo, dedicado a alimentos e bebidas certificados. O espaço, que dobrou de tamanho nesta edição, será um ponto de encontro estratégico para networking, novos negócios e aprendizado, reunindo fornecedores, compradores e especialistas em um ambiente que conecta oportunidades comerciais a conhecimento aprofundado sobre o mercado halal.

“Mais do que educar o setor, essa parceria busca revelar oportunidades concretas de expansão de negócios, conectando a indústria brasileira a um mercado em evidente ascensão e com alto valor agregado. A cada edição, o projeto evolui em escala, na diversidade de produtos certificados espalhados pela feira e na profundidade dos conteúdos”, afirma Polliana Claudino, gerente de projetos da Anuga Select Brazil.

Ao reunir tendências de consumo, rodadas de negócios e players internacionais, a feira contribui para ampliar o entendimento sobre exigências regulatórias e culturais do halal, além de estimular a entrada de novos produtos nacionais, como alimentos processados, ingredientes, bebidas e soluções plant-based, nesse mercado.

“Este é um momento único para o Brasil mostrar sua liderança, estreitar relacionamentos com compradores internacionais e transformar leads em negócios concretos. A expectativa é que a edição de 2026 ajude a ampliar ainda mais a presença de produtos certificados no mercado e gere novas oportunidades para toda a cadeia produtiva nacional”, conclui.

 

Serviço

ANUGA SELECT BRAZIL

Dias: 7,8 e 9 de abril de 2026

Horário: 10 às 19h

Local: Distrito Anhembi

Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana, São Paulo – SP, 02001-900

Mais informações: https://anuga-brazil.com.br/

 

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Reforma tributária muda lógica da importação e mantém janela estratégica com ICMS até 2029

Transição para o IVA dual altera crédito e formação de preço, mas regimes estaduais ainda oferecem vantagem competitiva no curto prazo

Da Redação

Brasília – O Brasil importou US$ 280,4 bilhões em mercadorias em 2025, segundo dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Parte relevante desse volume corresponde a bens intermediários utilizados pela indústria nacional, o que amplia o alcance das mudanças introduzidas pela Emenda Constitucional 132/2023, que instituiu a reforma tributária sobre o consumo.

Embora o novo modelo de IVA dual, composto pela CBS federal e pelo IBS estadual e municipal, tenha início gradual a partir de 2026, o ICMS permanece vigente até 2029, preservando espaço para estratégias fiscais regionais no curto prazo.

Murillo Oliveira, Head of Treasury da Saygo, holding brasileira especializada em comércio exterior, câmbio e estruturação financeira internacional, afirma que o impacto da reforma ultrapassa o campo jurídico. “A reforma altera a lógica de creditamento e a forma como o imposto se distribui ao longo da cadeia. Quem não revisar sua formação de preço pode perder margem sem perceber. O custo invisível tende a aparecer primeiro na importação”, diz.

Durante o período de transição, empresas terão de conviver com o regime atual e o modelo futuro. Isso amplia a complexidade operacional, sobretudo para importadores que operam com múltiplos estados e cadeias longas de suprimento. A incidência por destino e a ampliação do princípio da não cumulatividade exigem controle mais rigoroso de créditos, contratos e fluxo financeiro.

Regimes especiais seguem válidos até 2029

Ao mesmo tempo, a permanência do ICMS até 2029 mantém válidos regimes especiais estaduais que podem gerar ganhos relevantes de competitividade. Estados como Alagoas e Santa Catarina oferecem incentivos estruturados para importadores, com redução de carga efetiva e diferimentos que impactam diretamente o capital de giro. “Enquanto o ICMS estiver em vigor, há uma janela estratégica para utilizar regimes estaduais com ótimo custo benefício. Ignorar isso é abrir mão de eficiência fiscal em um momento de transição”, afirma.

Segundo o executivo, a discussão sobre reforma tributária precisa ser tratada de forma integrada ao câmbio e à tesouraria. A carga tributária influencia diretamente a necessidade de capital de giro, a exposição cambial e a precificação internacional. “A empresa que importa paga tributo, fecha câmbio e estrutura caixa ao mesmo tempo. Se essas áreas não conversarem, o risco é assumir custo maior ou descasamento financeiro”, explica.

Setores como autopeças, tecnologia, farmacêutico e bens de capital, intensivos em insumos importados, estão entre os mais sensíveis às mudanças. A revisão contratual com fornecedores estrangeiros, a reestruturação de cláusulas de precificação e a análise da cadeia de crédito tornam se etapas prioritárias.

Murillo recomenda cinco frentes imediatas para importadores.

  1. Mapear toda a cadeia de importação e identificar pontos de incidência tributária.
  2. Revisar o aproveitamento de créditos à luz do novo modelo não cumulativo.
  3. Recalcular a formação de preço considerando incidência por destino e impacto cambial.
  4. Avaliar o uso de regimes especiais estaduais enquanto o ICMS estiver vigente.
  5. Integrar gestão tributária, cambial e de tesouraria para evitar distorções no fluxo de caixa.

Apesar da complexidade inicial, a reforma pode gerar ganhos estruturais no médio prazo, com maior transparência e redução de litígios, caso a regulamentação mantenha coerência com o texto constitucional. O benefício, no entanto, não é automático. “A simplificação prometida só vira vantagem competitiva para quem se organiza antes. Reforma tributária não é apenas tema fiscal. É tema de estratégia financeira e posicionamento internacional”, conclui.

Em um ambiente global ainda marcado por volatilidade cambial, tensões comerciais e revisão de cadeias produtivas, a reforma adiciona uma camada doméstica de reorganização. Para importadores, o desafio está em transformar o período de transição em vantagem competitiva, aproveitando incentivos vigentes e estruturando a operação para o novo modelo tributário que se consolida a partir de 2026.

 

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ApexBrasil celebra três anos do Programa Mulheres e Negócios Internacionais com anúncio de Plano de Ação 2026–2031

Da Redação (*)

Brasília – A ApexBrasil convida empresárias, lideranças institucionais e parceiros estratégicos para o Encontro Mulheres e Negócios Internacionais: inserção, empoderamento e impacto, que será realizado nos dias 19 e 20 de março, na sede da Agência, em Brasília (DF). O evento marca a celebração dos três anos do Programa Mulheres e Negócios Internacionais e reforça o compromisso da Agência com a ampliação da participação feminina no comércio exterior.

Inscreva-se

Criado com o objetivo de promover a internacionalização de empresas lideradas por mulheres, o programa alcançou resultados expressivos em apenas três anos. O número de empresas mobilizadas saltou de 1.000 para mais de 5.200, demonstrando que políticas estruturadas de inclusão e acesso a mercados geram impacto concreto para os negócios, para a economia e para o desenvolvimento sustentável do país.

O Encontro será um momento de celebração, mas, sobretudo, de projeção para o futuro. A programação inclui oficinas práticas, apresentação dos principais resultados do Programa, painéis temáticos com especialistas e lideranças empresariais, além da divulgação do Plano de Ação 2026–2031, que estabelecerá as diretrizes estratégicas para a próxima fase da iniciativa. Também estão previstos lançamentos de novas ações da ApexBrasil e de seus parceiros institucionais.

Ao fortalecer a inserção internacional de empresas lideradas por mulheres, a ApexBrasil contribui para a diversificação da pauta exportadora brasileira, o aumento da competitividade e a geração de emprego e renda. A iniciativa integra os esforços da Agência para ampliar a presença do Brasil no comércio internacional com foco em inovação, sustentabilidade e inclusão.

Serviço
Celebração de três anos do Programa Mulheres e Negócios Internacionais
Data: 19 e 20 de março
Local: Sede da ApexBrasil – SGAS 903, Brasília (DF)

A inscrição será realizada em duas etapas. Após informar o e-mail na página inicial, o participante receberá uma mensagem automática para concluir o preenchimento.

(*) Com informações da ApexBrasil

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Força, Ucrânia

Quatro anos de agressão: o custo do terror russo e a resiliência de uma nação

Márcio Coimbra (*)

Neste 24 de fevereiro a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia completa quatro anos de horror e desafio à ordem global. O que o Kremlin planejou como uma “operação relâmpago” transformou-se na maior prova de resiliência democrática do século XXI. Sob o fogo de uma autocracia imperialista, a Ucrânia não apenas defende seu solo, atua como o último baluarte dos valores ocidentais e da integridade territorial na Europa.

O rastro deixado pela agressão russa é uma mancha indelével na história recente. Estima-se que as baixas totais — entre mortos e feridos — já superem a marca de 2 milhões de pessoas, com um custo humano civil dilacerante. Mais de 100 mil crimes de guerra foram documentados, incluindo as execuções sumárias em Bucha, o cerco medieval a Mariupol e o sequestro sistemático de milhares de crianças ucranianas — um ato de genocídio tipificado pelo Direito Internacional.

Apesar do terror, a resiliência ucraniana é absoluta. O país converteu cada cidadão em um bastião de resistência. No entanto, o preço social é imenso: 6,5 milhões de ucranianos permanecem refugiados, compondo o maior êxodo europeu desde 1945. É uma nação que luta enquanto sangra, mantendo sua identidade viva sob bombardeios deliberados a escolas e hospitais.

A economia ucraniana foi alvo de uma estratégia de terra arrasada. Com a perda de cerca de 30% do PIB e a destruição de infraestruturas vitais, o custo estimado para a reconstrução ultrapassa os US$ 524 bilhões. Especialistas são enfáticos: mesmo com apoio internacional massivo, a Ucrânia precisará de pelo menos duas décadas para recuperar seus níveis de desenvolvimento pré-guerra. A reconstrução não será meramente física, mas uma reestruturação total para desvincular-se de vez da órbita de um vizinho agressor.

Neste cenário de clareza moral, a postura do Brasil nos últimos governos revela uma preocupante erosão de princípios. Sob o pretexto de uma “neutralidade” que beira a conivência, Brasília tem evitado condenar a Rússia de forma enfática e pública. Essa ambiguidade é uma afronta direta aos Direitos Humanos e ao Direito Internacional, pilares que o Brasil outrora defendeu com brio.

Tal posicionamento é, acima de tudo, um desrespeito à vibrante comunidade ucraniana no Brasil, composta por mais de 600 mil descendentes, concentrados majoritariamente no Paraná. Ignorar a agressão russa em fóruns internacionais, como o BRICS, em troca de pragmatismo comercial ou alinhamento ideológico, diminui a estatura diplomática brasileira e ignora o sofrimento de famílias que veem a terra de seus antepassados ser massacrada.

Ao longo desses 1.460 dias, a Ucrânia não apenas sobreviveu, o país se tornou o escudo da Europa, resistindo com sangue de seus filhos nos campos de batalha. A Ucrânia ensina ao mundo que a liberdade não se negocia. Para o Brasil, resta a urgência de realinhar sua política externa com a ética e a justiça. Não há equidistância possível entre agressor e vítima. Reconhecer a soberania ucraniana e condenar o imperialismo russo não é uma escolha política, é um imperativo moral. Por isso, quatro anos depois seguimos com a mesma mensagem: Força, Ucrânia.

(*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

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Ano Novo Chinês pressiona cadeias globais e exige estratégia antecipada das empresas brasileiras

Com China respondendo por 25,3% das importações do Brasil paralisação sazonal em fevereiro impacta estoques contratos e fluxo de caixa

Da Redação

Brasília -A China respondeu por 25,3% de todas as importações brasileiras em 2025, somando cerca de US$ 70,9 bilhões em mercadorias, segundo dados consolidados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Principal fornecedora de insumos industriais, componentes eletrônicos e bens intermediários ao Brasil, o país asiático reduz drasticamente o ritmo de produção e embarques durante o Ano Novo Chinês, celebrado entre janeiro e fevereiro.

A paralisação parcial de fábricas, portos e transportadoras pressiona cadeias produtivas globais e impõe riscos diretos a empresas brasileiras dependentes desse fluxo.

Para Murillo Oliveira, especialista em investimentos e Head of Treasury da Saygo, holding brasileira de comércio exterior e câmbio, o impacto vai além do calendário cultural. “O Ano Novo Chinês é previsível, mas o efeito financeiro costuma ser subestimado. Quando a empresa não antecipa compras nem estrutura capital de giro, o atraso no embarque vira ruptura de estoque e pressão sobre contratos locais”, afirma.

O feriado oficial dura cerca de uma semana, mas o efeito operacional pode se estender por até três semanas, considerando a retomada gradual das atividades e o acúmulo de pedidos.

Indústrias que trabalham com estoques enxutos ou produção sob demanda tendem a sentir o impacto com mais intensidade, especialmente em um cenário de fretes ainda elevados e maior disputa por espaço em navios e portos. “Não é só a fábrica que fecha. A cadeia inteira desacelera, do fornecedor de matéria-prima ao operador logístico”, diz.

Planejamento transforma risco em vantagem

Segundo o executivo, empresas mais organizadas utilizam o período como instrumento estratégico. “Quem entende o ciclo chinês negocia volumes antes do feriado, diversifica fornecedores e trava câmbio com antecedência. Isso reduz volatilidade e transforma risco em vantagem competitiva”, explica.

Ele destaca que a gestão de tesouraria precisa estar alinhada ao calendário internacional. “Se a companhia sabe que haverá interrupção em fevereiro, precisa revisar projeções de caixa ainda no último trimestre do ano anterior. É uma decisão estratégica, não apenas operacional”, pontua.

O especialista mostra cinco medidas estratégicas para proteger margens e evitar rupturas no Ano Novo Chinês

Antes de listar as recomendações, Murillo reforça que o erro mais comum é tratar o evento como imprevisto. Para ele, a integração entre compras, logística e finanças é o que define o nível de exposição ao risco.

  1. Antecipação de pedidos e revisão de estoques
    Ao programar compras com antecedência, a empresa reduz o risco de ruptura e evita contratações emergenciais de frete, que tendem a custar mais caro após o feriado.
  2. Diversificação de fornecedores internacionais
    Buscar alternativas em outros países asiáticos ou até em fornecedores regionais diminui a dependência exclusiva da China e amplia poder de negociação.
  3. Proteção cambial estruturada
    Oscilações do dólar em períodos de incerteza podem corroer margens. Instrumentos como hedge e contratos a termo ajudam a manter previsibilidade financeira.
  4. Revisão de cláusulas contratuais
    Inserir previsões sobre atrasos logísticos e prazos de embarque reduz risco jurídico e facilita renegociações quando há impacto no cronograma.
  5. Contratação de assessoria especializada
    Empresas de comércio exterior e consultorias financeiras conseguem mapear riscos, organizar documentação e alinhar estratégia cambial à operação logística.

“Contratar uma empresa especializada não é custo, é seguro operacional. Ela ajuda a prever gargalos, organizar capital de giro e evitar que o calendário internacional comprometa resultados”, afirma.

Murillo lembra que o ambiente internacional segue marcado por tensões geopolíticas, políticas protecionistas e reconfiguração de rotas comerciais. Nesse contexto, qualquer interrupção sazonal amplia seus efeitos. “Em um cenário de disputa por espaço logístico e volatilidade cambial, o empresário que depende da China precisa enxergar o Ano Novo como parte do planejamento anual”, diz.

Ele acrescenta que o período também pode gerar oportunidade. Empresas que se antecipam conseguem negociar melhores condições antes do pico de demanda global. “Planejamento é o que separa quem sofre impacto de quem ganha mercado”, conclui.

Com a China concentrando mais de um quarto das importações brasileiras, o Ano Novo Chinês deixa de ser apenas uma data cultural e passa a integrar a agenda estratégica das companhias.

Em um comércio internacional sensível a prazos, custos e previsibilidade financeira, antecipação e inteligência na gestão tornam-se ativos decisivos para preservar competitividade e proteger margens.

 

 

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Trump sem tarifas: e agora?

Hugo Garbe (*)

A Suprema Corte dos Estados Unidos declarou ilegais as tarifas emergenciais impostas por Donald Trump. A decisão expõe uma fragilidade recorrente de sua estratégia econômica: a substituição de política pública estruturada por voluntarismo executivo.

Trump, ao tentar utilizar uma legislação concebida para situações excepcionais como atalho para impor tarifas amplas, tensionou os limites institucionais da política comercial americana.

Ao restabelecer a prerrogativa do Congresso sobre matéria tributária e comercial, a Corte não apenas corrigiu uma distorção jurídica, mas também reforçou um princípio central da economia política moderna: decisões que alteram preços relativos, cadeias produtivas e relações internacionais não podem ser fruto de discricionariedade individual.

Do ponto de vista econômico, as tarifas emergenciais representaram um choque artificial nos termos de troca, elevando custos para empresas e consumidores sob a justificativa simplista de “proteção nacional”. A literatura empírica é clara ao demonstrar que tarifas amplas tendem a gerar perda líquida de bem-estar, aumento de preços domésticos e ineficiências alocativas.

A tentativa de concentrar no Executivo a capacidade de impor tais medidas amplia o risco de políticas erráticas, guiadas por ciclos eleitorais ou disputas geopolíticas conjunturais. Ao recolocar o Congresso no centro do processo decisório, a decisão judicial fortalece a deliberação democrática, amplia a transparência e reduz a probabilidade de choques unilaterais que desorganizem expectativas empresariais.

Mais do que um embate jurídico, trata-se de um episódio emblemático sobre governança econômica. O Congresso, como instância representativa e deliberativa, oferece maior previsibilidade e responsabilidade na formulação de política comercial.

A centralização tarifária no Executivo, como a ensaiada por Trump, cria incentivos à volatilidade normativa e à instrumentalização política do comércio exterior. Economias complexas exigem instituições que limitem impulsos personalistas e preservem regras estáveis. Ao reafirmar o papel do Legislativo, a Suprema Corte contribui para restaurar racionalidade institucional em um tema que impacta diretamente investimento, inflação e inserção internacional dos Estados Unidos.

(*) Hugo Garbe, professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM)

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