Acordo comercial EUA-Argentina pode implodir o Mercosul e inviabilizar acordo com União Europeia, alerta AEB

Da Redação

Brasília – “Quando o presidente Donald Trump anuncia um Acordo de Comércio e Investimento Recíproco (ACIR) com a Argentina, sabendo que esse acordo fere as normas do Mercosul, ele está estimulando a falta de normas legais no mercado internacional e, sobretudo, cometendo uma ilegalidade. Um acordo dessa natureza teoricamente acaba com o Mercosul. Pode acabar também com o acordo entre o Mercosul e a União Europeia”. Essa avaliação foi feita pelo presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, em entrevista ao Comexdobrasil.com.

Para o executivo da AEB, “se a Argentina faz um acordo especial com os Estados Unidos e o Uruguai decida levar adiante a intenção de fazer a mesma coisa com a China, o Brasil poderá seguir esse caminho. Com isso, estaremos acabando não apenas com o Mercosul, mas também com os mercados do Mercosul. A Argentina é o segundo mercado mais importante para o Brasil nos produtos manufaturados, atrás apenas dos Estados Unidos. Com esse acordo vamos transferir esse mercado para os americanos. Os Estados Unidos estarão nos roubando o mercado da Argentina, que é um mercado brasileiro”.

E os efeitos da parceria entre os Estados Unidos e a Argentina não se restringem à esfera americana. Sua evolução trará efeitos colaterais para o recém-aprovado Acordo Mercosul-União Europeia. Para o presidente da AEB, “o acordo Estados Unidos-Argentina pode inviabilizar o Mercosul e se ocorrer a inviabilização do bloco do Cone Sul também se inviabilizará o acordo entre os blocos europeu e sul-americano. Se o Mercosul deixar de ser viabilizado por alguma razão, a União Europeia vai firmar um acordo com quem? Não terá com quem firmar um acordo. A implosão do Acordo Mercosul-União Europeia é tudo que Trump quer. Com a implosão desse acordo, ele encontraria uma porta aberta para entrar no Mercosul”.

Em sua análise, José Augusto de Castro identifica duas infrações graves em um acordo entre a Argentina e os Estados Unidos: “estão infringindo as normas do Mercosul, que não permitem que um Estado-membro assine acordos de forma isolada, sem envolver os demais integrantes do bloco, e causam ao Brasil a perda de um mercado importante para seus produtos industrializados”.

Transgressão às regras internacionais

O presidente da AEB vê  um conjunto de fatores ilegais no acordo aprovado pelos presidentes Trump e Milei  “trata-se de um tratado que não obedece às regras locais nem internacionais e gera incerteza e desconfiança. Podemos esperar muitos acordos dessa natureza a partir dessa decisão de Trump com a Argentina porque o presidente americano emite ao mundo um sinal indicando “faça o que eu faço” porque não sofrerá nenhuma penalidade. Vai chegar um momento em que o mundo entrará em choque e esse choque provocará uma ruptura no mundo comercial e o mundo terá que se reinventar. Esse é um cenário muito difícil”.

A desregulamentação e o desmantelamento do comércio internacional passarão de ameaças para a realidade se a Argentina avançar em direção a um acordo abrangente de livre comércio com os Estados, conforme anunciado pelo chanceler argentino, Pablo Quirino, na semana passada, ao assinar o ACIR.

“O que o presidente Donald Trump está fazendo nada mais é que usar seu poder de mandatário d maior potência econômica e militar do planeta para criar leis e normas próprias. Isso faz com que ele passe a ser a OMC, a ONU. O mundo está desmoronando em função dessas tomadas de decisões de Trump. Decisões sabidamente ilegais mas que ele continua tomando como se legais fossem”, concluir José Augusto de Castro.

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Demanda em alta leva Turkish Airlines a ampliar frequências no Aeroporto Internacional de Guarulhos

Mais voos para Santiago, aumento das operações para Istambul e manutenção da conexão com Buenos Aires

Da Redação (*)

Brasília – A rota São Paulo–Santiago–São Paulo (GRU–SCL–GRU) teve sua frequência elevada para seis voos semanais a partir de 6 de janeiro de 2026, em resposta à crescente demanda de brasileiros pela capital chilena e por outros destinos no país.

Dados recentes de turismo indicam que mais de 787 mil brasileiros visitaram o Chile em 2024, um recorde que representa crescimento de 62% em relação a 2023. A expectativa é que esse número ultrapasse 800 mil visitantes em 2025, consolidando o Brasil como um dos principais mercados emissores para o turismo chileno.

A companhia aérea também expandiu suas operações entre São Paulo e Istambul (GRU–IST–GRU), passando a oferecer 13 voos semanais na rota. As frequências adicionais nas rotas para Santiago e Istambul são operadas com aeronaves Airbus A350-900, reforçando a conectividade entre o Brasil, a Europa e outros destinos da malha global da companhia, com alto padrão de conforto.

Além disso, a Turkish Airlines mantém voos regulares entre São Paulo (GRU) e Buenos Aires (EZE), preservando uma conexão estratégica na América do Sul e complementando sua malha aérea regional.

Detalhes da operação

Dias da semana Origem (horário) Destino (horário) Nº do voo Aeronave
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom EZE 23:55 GRU 02:30* TK 16 A350-900
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom GRU 04:10 IST 22:35 TK 16 A350-900
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom IST 10:00 GRU 17:45 TK 15 A350-900
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom GRU 19:20 EZE 22:25 TK 15 A350-900
Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom SCL 11:40 GRU 15:35 TK 216 A350-900
Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom GRU 17:10 IST 11:45* TK 216 A350-900
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex IST 20:30 GRU 04:10* TK 215 A350-900
Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom GRU 05:45 SCL 09:55 TK 215 A350-900

* Horário no dia seguinte.

A ampliação da oferta fortalece a conectividade sul-americana e europeia, ao mesmo tempo em que oferece alternativas competitivas para passageiros corporativos e de lazer.

Viajar com a Turkish Airlines vai além da conveniência das rotas. Por meio do programa Stopover em Istambul, passageiros podem transformar conexões longas em uma experiência completa na cidade. O benefício inclui até duas noites gratuitas em hotel cinco estrelas para clientes da Classe Executiva, uma noite em hotel quatro estrelas para passageiros da Classe Econômica, além de tour pela cidade sem custo adicional para conexões superiores a seis horas — tornando as viagens à Europa e à Ásia ainda mais confortáveis e atrativas.

O Chile é um dos destinos internacionais mais procurados pelos brasileiros, com crescimento consistente no número de visitantes, especialmente durante feriados prolongados e períodos de férias. Com paisagens naturais diversas, vida urbana vibrante e atrações sazonais, como esportes de montanha e neve, o país se mantém em alta — e a ampliação da conectividade da Turkish Airlines torna essa experiência ainda mais acessível.

(*) Com informações da Turkish Airlines

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Atividades turísticas no país crescem pelo quinto ano consecutivo em 2025 e atingem recorde

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil terminou 2025 no maior nível de atividade turística em 14 anos. O Índice de Atividades Turísticas (Iatur) fechou o ano com alta de 4,6% em relação a 2024. Com esse desempenho, o setor atingiu o patamar mais alto da série histórica, em dezembro de 2024.

O dado faz parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são ligadas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens, bufês e transporte aéreo de passageiros.

O desempenho de dezembro de 2025 coloca as atividades turísticas 13,8% acima do patamar pré-pandemia da covid-19, em fevereiro de 2020, quando a economia começou a enfrentar restrições sanitárias e comerciais.

O índice é calculado desde 2011. O do ano passado foi o quinto seguido com expansão nas atividades turísticas.

Comportamento do Iatur nos últimos anos:

  • 2020: -36,7%
  • 2021: 22,2%
  • 2022: 29,9%
  • 2023:7,2%
  • 2024: 3,6%
  • 2025: 4,6%

A retração de mais de 30% em 2020 é explicada pela pandemia. Mas o forte crescimento dos dois anos seguintes está relacionado à recuperação pós-crise sanitária e econômica.

Motores de 2025

De acordo com o IBGE, o crescimento em 2025 foi impulsionado pelos aumentos de receita obtidos por empresas de transporte aéreo de passageiros; serviços de bufê; serviços de reservas de hospedagens e hotéis.

Os pesquisadores apuram informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

Em 2025, 14 localidades apresentaram resultado de alta. O desempenho positivo no país foi puxado, na ordem, por São Paulo (3,9%), Paraná (5,5%), Bahia (6,6%), Rio de Janeiro (10,8%) e Rio Grande do Sul (11,4%).

Mesmo não tendo tido o maior crescimento nominal, São Paulo exerceu a maior influência por causa do peso do estado no cálculo do Iatur.

Minas Gerais (-4,4%), Mato Grosso (-1,2%) e Goiás (-0,4%) foram os estados com perdas em 2025.

COP30

Pará, estado que sediou em novembro a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), fechou o ano com expansão de 7,8%, acima da média nacional.

Segundo o IBGE, “a COP foi um evento importante, mas de duração relativamente curta”, o que explica o Iatur do estado ter apresentado crescimento abaixo do de 2024 (9,7%).

Serviços

Ao considerar o setor de serviços como um todo, o que inclui 166 atividades pesquisadas, o IBGE identificou que o setor cresceu 2,8% em 2025, quinto ano seguido de expansão.

Entre os segmentos com maiores influências figuram portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; transporte aéreo de passageiros; rodoviário de carga; publicidade; e desenvolvimento e licenciamento de programas de computador.

Com o desempenho de dezembro, os serviços estão 0,4% abaixo do maior nível já registrado, em novembro de 2025, e 19,6% acima do patamar pré-pandemia da covid-19.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Comércio entre Brasil e Reino Unido cresce 10,5% em 2025 com superávit britânico de US$ 3,5 bilhões

Da Redação (*)

Brasília – O comércio entre o Brasil e o Reino Unido cresceu 10,5% e somou US$ 17,3 bilhões de setembro de 2025 a setembro de 2024.. As exportações do Reino Unido para o Brasil alcançaram cerca de US$ 10,4 bilhões, enquanto as exportações brasileiras chegaram a US$ 6,9 bilhões, um avanço de 13,3% em 12 meses. Os números fazem parte do relatório Brazil–UK Trade and Investment Factsheet.

De acordo com a Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham), o resultado reflete a combinação de maior exportação de serviços do Reino Unido ao mercado brasileiro e a expansão das importações britânicas de bens e serviços brasileiros.

Como resultado dessa dinâmica, o Reino Unido manteve um superavit comercial com o Brasil estimado em cerca de US$3,5 bilhões, refletindo o peso dos serviços britânicos na balança bilateral.

Serviços respondem por mais da metade das exportações britânicas

Na avaliação da Britcham, apesar de o Brasil ocupar a 26ª posição entre os parceiros comerciais do Reino Unido, o ritmo recente de crescimento indica uma intensificação das trocas e maior diversificação da pauta comercial.

Segundo o documento, o setor de serviços respondeu por pouco mais da metade do total exportado pelo Reino Unido e avançou 10,9% em 12 meses, com destaque para serviços empresariais e técnicos, além de serviços financeiros, de transporte e viagens. As exportações de bens cresceram em ritmo mais moderado, de 6,5%.

Em relação às exportações brasileiras, o crescimento foi puxado principalmente pelos bens, cujas vendas aumentaram 15,4%, com destaque para bebidas e tabaco, carnes e produtos cárneos e máquinas e equipamentos industriais intermediários. As importações de serviços brasileiros também cresceram, em torno de 9,2%, contribuindo para a expansão do comércio total.

O presidente da Britcham Fabio Caldas destaca que também houve avanço nos estoques de investimento direto entre Brasil e Reino Unido, indicando que a expansão do comércio ocorre em paralelo a um maior compromisso de longo prazo das empresas, especialmente em setores de maior valor agregado.

“Esse crescimento consistente reflete uma mudança importante na relação entre os dois países. O comércio deixou de ser focado apenas em bens tradicionais e passou a incorporar cada vez mais serviços, que têm maior valor agregado e criam vínculos mais duradouros entre as empresas brasileiras e britânicas”, avalia Caldas.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Anfavea é apoiada por 19 centrais e sindicatos de trabalhadores pela não renovação do incentivo à importação de kits CKD e SKD

Entidades que representam trabalhadores da indústria automotiva enviaram cartas ao Presidente da República e aos Ministérios pedindo o fim das cotas para importação de veículos desmontados

Da Redação (*)

Brasília – Centrais sindicais e sindicatos de metalúrgicos de várias regiões do país se mobilizaram para defender a indústria automotiva nacional, pedindo ao governo federal a não renovação das cotas isentas de Imposto de Importação para veículos desmontados (CKD) ou semidesmontados (SKD).

Após seis meses de vigência do regime que concedeu isenção total do Imposto de Importação para kits de veículos elétricos e híbridos desmontados, a Anfavea defende que o encerramento do benefício, ocorrido em 31 de janeiro, seja definitivo. O tema poderá ser rediscutido nas próximas reuniões da Câmara de Comércio Exterior (Camex), mas a entidade que representa os fabricantes de veículos já manifestou às autoridades, aos órgãos federais de comércio exterior e ao público os riscos de se incentivar uma industrialização de baixa complexidade em altos volumes.

Riscos da montagem de kits em larga escala

Levantamento da Anfavea indica que o setor automotivo remunera, em média, o dobro do restante da indústria da transformação, tem mais que o dobro de tempo de permanência no emprego e demanda um grau de escolaridade muito maior do que outros setores industriais, sem falar de seu caráter indutor de pesquisa e desenvolvimento, e de conhecimento estratégico. “Todas essas características se perderiam num modelo de fabricação que envolvesse apenas a montagem de kits em larga escala”, alerta o presidente Igor Calvet.

Outras entidades da cadeia automotiva, como o Sindipeças, que representa os fornecedores, já vinham fazendo coro com a Anfavea, assim como os CEOs das fabricantes de veículos, congressistas, governadores e federações industriais dos 9 estados com fábricas de veículos e/ou motores: FIESP, FIEMG, FIRJAN, FIERGS, FIEG, FIEPE, FIEP e FIESC.

“A adesão inequívoca de todos os sindicatos e centrais que representam o chão de fábrica é uma sinalização do quanto a simples montagem de veículos importados pode afetar os empregos em toda a cadeia automotiva brasileira, com enormes impactos econômicos e sociais para o país”, afirmou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Assinam a carta às autoridades federais a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), a Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fit Metal) e outros 14 sindicatos das principais regiões do país com fábricas de automóveis, entre eles o célebre Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

“A renovação dessas cotas, especialmente em alto volume, implicará em impactos negativos ao processo de reindustrialização do país, ameaçando empregos qualificados em toda a cadeia automotiva e reduzindo os efeitos do programa Nova Indústria Brasil (NIB)”, destaca um dos trechos da Carta dos representantes de trabalhadores.

(*) Com informações da Anfavea

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Estive na China e entendi por que os ciclos de inovação lá são medidos em meses — e não em anos como no Brasil

 

Gabriel Henrique (*)

Quando pisei na China, não encontrei um país tentando “alcançar” o Ocidente em inteligência artificial; encontrei um ecossistema que já decidiu não depender dele.

Estamos falando de um país que já contribuiu com mais de 1.500 grandes modelos de linguagem (LLMs) lançados globalmente, superando qualquer outro país e demonstrando a escala do seu desenvolvimento local de inteligência artificial, representando uma parte significativa do total de cerca de 3.755 modelos públicos no mundo.

O país concentra mais de 5.000 empresas dedicadas exclusivamente à inteligência artificial e, para sustentar esse ecossistema, projeta alcançar uma capacidade computacional superior a 1.460 EFLOPS (unidade que mede a capacidade de processamento) em 2026, impulsionando desde grandes centros de dados até aplicações industriais de alta complexidade. A China construiu algo que poucas nações no mundo têm: a autossuficiência tecnológica real.

Essa constatação muda tudo, especialmente para quem, como eu, vive de tecnologia, dados, automação e comunicação entre empresas e clientes.

Participei da última Missão China realizada pelo Programa Madurar Internacional, uma iniciativa do Hub Goiás (CEEI) em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás (SECTI-GO), para inserir startups brasileiras já maduras, em tração ou scale-up, dentro de um dos ecossistemas de inovação mais sofisticados e agressivos do planeta.

Tive a oportunidade de apresentar a Poli Digital no HICOOL, um dos maiores eventos de inovação da Ásia. O ambiente não se parece com feiras de tecnologia no Ocidente. Lá, não se fala de “provas de conceito”. Fala-se de aplicações em produção e velocidade de crescimento.

Enquanto no Brasil ainda discutimos se a IA vai substituir pessoas, na China ela já substituiu processos inteiros e abriu espaço para novos modelos de negócios.

E o que encontrei foi um mercado onde a mensageria deixou de ser apenas comunicação para se tornar infraestrutura econômica, conectando vendas, pagamentos, atendimento e dados em um único fluxo.

Nesse ambiente, a informação é tratada como ativo estratégico, alimentando modelos que aprendem e se ajustam em tempo real, enquanto empresas e plataformas operam em ciclos de inovação medidos em semanas, não em anos, criando uma velocidade competitiva.

Talvez o maior choque cultural tenha sido entender que, por lá, inteligência artificial não é vista como uma “ferramenta”. É vista como infraestrutura, como energia elétrica, como telecomunicações. As empresas não perguntam: “Isso usa IA?”, elas perguntam: “Isso escala? Isso reduz custo? Isso aumenta conversão?”

Foi exatamente esse tipo de conversa que tivemos ao apresentar a Poli Digital. A nossa plataforma, que automatiza interações, entende contexto, aprende com dados e melhora a performance comercial das empresas, não foi vista como “inovação”. Foi vista como uma engrenagem essencial de um modelo de negócios moderno.

Sim, a China é gigantesca em infraestrutura, chips, data centers, superapps e modelos de linguagem. Mas o que realmente a diferencia é o modo de pensar.

Existe ali uma lógica de longo prazo, sustentada por uma execução disciplinada que transforma estratégia em resultado concreto, combinada a uma colaboração quase orgânica entre governo, startups e grandes empresas, todos alinhados a um mesmo projeto de desenvolvimento. Tudo isso é atravessado por uma obsessão cultural por eficiência, onde tempo, recursos e dados são tratados como ativos preciosos, e cada decisão é pensada para maximizar impacto, escala e competitividade global.

Essa imersão na cultura chinesa me fez repensar muitas certezas sobre inovação, crescimento e competitividade global. A sensação não é de ameaça; vejo como um chamado à realidade.

Estar na China, apresentar nossa solução em um palco asiático e ver o interesse genuíno do mercado reforça que estamos construindo algo global desde o Brasil para ajudar empresas a usar tecnologia, dados, mensageria e IA para criar relacionamentos mais eficientes, escaláveis e inteligentes entre marcas e pessoas. E isso é, talvez, o maior aprendizado dessa jornada.

(*) Gabriel Henrique, CPO e co-founder da Poli

 

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Mercosul-UE: Alckmin destaca potencial do acordo para economia, agropecuária, indústria e serviços

Em reunião com senadores, Vice-presidente e ministro do MDIC garante que o governo federal irá colaborar com o Grupo de Trabalho do Senado sobre o Mercosul – UE

Da Redação (*)

Brasília – Reforçar a articulação entre Executivo e Legislativo para acelerar a tramitação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia no Congresso Nacional foi o objetivo da reunião realizada nesta quarta-feira (11) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, com os senadores Nelsinho Trad (PSD/MS) e Tereza Cristina (PP/MS).

Durante o encontro, foram alinhadas as estratégias do Grupo de Trabalho da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado Federal para acompanhamento da implementação. A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, também esteve no encontro.

O encontro integrou a articulação entre Executivo e Legislativo para assegurar acompanhamento técnico da implementação do acordo, considerado estratégico para ampliar o acesso do Brasil a um dos maiores mercados consumidores do mundo. O vice-presidente manifestou otimismo quanto à aprovação do acordo pela Câmara dos Deputados até o fim de fevereiro.

Alckmin destaca dimensão e oportunidades do acordo

Durante a reunião, Alckmin contextualizou a dimensão econômica do acordo:

“Estamos falando do maior acordo entre blocos do mundo, com um mercado de US$ 22 trilhões e 720 milhões de pessoas. É uma enorme oportunidade de vender produtos brasileiros, agregar valor e atrair investimento. Comércio exterior é emprego e renda”, destacou.

O vice-presidente também explicou que o acordo prevê cronogramas graduais de desgravação tarifária, permitindo adaptação dos setores produtivos nacionais às novas condições de mercado e garantindo mecanismos de salvaguarda, que podem ser acionados caso necessário.

“A desgravação é lenta, não é imediata. Na maior parte dos casos, a eliminação do imposto de importação ocorrerá ao longo de dez anos, podendo ir a 18 anos, como no caso de veículos eletrificados. Estamos trabalhando juntos para assegurar todas as salvaguardas necessárias”, garantiu.

De acordo com a Secex, os instrumentos previstos para lidar com eventuais desafios associados à implementação incluem o capítulo de salvaguardas bilaterais, as salvaguardas de investimentos para o setor automotivo, as regras de defesa comercial, como antidumping e medidas compensatórias, o mecanismo de reequilíbrio das concessões comerciais e o capítulo de solução de controvérsias.

O longo prazo de transição até a implementação completa foi negociado considerando as sensibilidades de setores produtivos brasileiros, tanto do agro quanto da indústria.

A senadora Tereza Cristina avaliou que, embora o acordo represente avanço estrutural para o Brasil e amplie a inserção internacional do agronegócio, alguns segmentos exigem atenção específica.

“O acordo eleva a régua e será bom para o Brasil no médio prazo. Precisamos trabalhar para que segmentos que possam vir a ter problemas não sejam fortemente atingidos”, disse.

Já o senador Nelsinho Trad ressaltou que o texto encaminhado ao Congresso Nacional não comporta emendas, cabendo ao Parlamento aprová-lo ou rejeitá-lo. Diante disso, explicou que foi estruturado um grupo de trabalho técnico para acompanhar a fase de implementação.

“O que se tem que fazer é votar sim ou votar não. Não dá mais para emendar. Por isso criamos um grupo de trabalho envolvendo técnicos legislativos e consultores para mitigar qualquer situação sensível que possa surgir durante a implementação”, afirmou.

Segundo o senador, a iniciativa busca oferecer suporte técnico ao Parlamento durante a tramitação e garantir que o processo ocorra com segurança jurídica e equilíbrio institucional.

Os participantes destacaram que a coordenação entre governo federal e Congresso Nacional será determinante para assegurar que o acordo avance com responsabilidade, proteção aos setores estratégicos e pleno aproveitamento das oportunidades de mercado para o Brasil.

Grupo de Trabalho na CRE

No Senado, o acordo vem sendo acompanhado por um Grupo de Trabalho no âmbito da Comissão de Relações Exteriores (CRE), presidida pelo senador Nelsinho Trad. O GT analisa os 23 capítulos e anexos do tratado, avaliando impactos regulatórios, prazos de desgravação e cláusulas que ampliam a segurança jurídica, como a cláusula de “standstill”, que impede aumento de tarifas acima da alíquota-base.

(*) Com informações do MDIC

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Mercosul e União Europeia: o impacto real do acordo sobre margens, custos e rotas logísticas

André Barros (*)

A aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia representa um avanço relevante na agenda de integração comercial do Brasil com um dos mercados mais importantes e exigentes do mundo. Ainda assim, é fundamental alinhar expectativas: os efeitos deste acordo não serão imediatos nem automáticos. Embora aprovado, o texto ainda passa por processos de ratificação e ajustes, e sua implementação ocorrerá de forma gradual, ao longo de alguns anos.

Esse intervalo entre a decisão política e a entrada em vigor prática é justamente o período mais estratégico para as empresas brasileiras. O impacto real do acordo dependerá menos do que está escrito no papel e mais da capacidade das organizações de se prepararem para atender às exigências que ele impõe.

Do ponto de vista do Comércio Exterior, o principal benefício está no ganho tarifário. A redução ou eliminação de alíquotas e a ampliação de cotas para determinados produtos tendem a tornar as exportações brasileiras mais competitivas e a ampliar o acesso ao mercado europeu. Isso cria espaço para aumento de volume, diversificação de mercados e fortalecimento da indústria nacional.

No entanto, esse benefício potencial só se materializa para quem consegue executar. O mercado europeu é rigoroso em compliance, qualidade, regras de origem, classificação fiscal, rastreabilidade e gestão de dados. Empresas que não conseguem comprovar a origem de seus produtos, manter documentação consistente ou atender às exigências regulatórias correm o risco de não acessar o benefício tarifário ou, em casos mais graves, de não conseguir exportar.

O acordo não favorece um porte específico de empresa. Ele favorece quem tem capacidade de execução com precisão. Grandes grupos e multinacionais normalmente partem com alguma vantagem, pois já possuem estruturas de governança, compliance e dados mais organizados. Por outro lado, empresas médias, já estruturadas em Comércio Exterior, tendem a ser mais ágeis na tomada de decisão e na priorização de portfólio, o que pode permitir que capturem oportunidades relevantes em menos tempo. No fim, o fator decisivo não é tamanho, mas maturidade operacional.

Hoje, muitos dos gargalos que podem impedir empresas brasileiras de transformar o acordo em exportações efetivas estão no dia a dia da operação. Dados mal estruturados ainda são comuns: classificações fiscais inconsistentes, descrições genéricas de produtos, falta de controle sobre insumos importados e ausência de trilhas de auditoria são alguns exemplos. Soma-se a isso a fragmentação dos processos, com excesso de planilhas, e-mails e múltiplos intervenientes desconectados, o que afeta a previsibilidade logística, formação de custos e competitividade.

As exigências ambientais e de rastreabilidade ampliam ainda mais esse desafio. O mercado europeu já demanda comprovação de conformidade ambiental, e mecanismos como o controle de carbono na fronteira tendem a impactar diretamente os exportadores brasileiros. Essas exigências não podem ser tratadas como projetos paralelos ou pontuais. Elas precisam ser incorporadas à rotina operacional, com controle por lote, vínculo com documentos de exportação e processos internos capazes de demonstrar conformidade de forma contínua.

É nesse ponto que a tecnologia passa a ser um fator decisivo ao apoiar empresas em operações complexas de Comércio Exterior, maximizando a capacidade de orquestrar processos, estruturar dados mestres, automatizar a gestão de classificação fiscal, regras de origem e documentação, além de manter rastreabilidade e integração com sistemas corporativos e governamentais. Condições essas fundamentais para que o acordo gere resultados concretos. Sem essa base operacional, o ganho tarifário tende a ficar apenas no potencial.

Iniciativas públicas, como painéis governamentais de dados e inteligência comercial, cumprem um papel importante ao oferecer uma visão macro do comércio entre Brasil, Mercosul e União Europeia. Elas ajudam a identificar produtos mais transacionados, países compradores e o cronograma de redução tarifária. No entanto, essa visão precisa ser traduzida para a realidade de cada empresa. É no nível do produto, do SKU (sigla em inglês para Unidade de Manutenção de Estoque) e da operação específica que se entende o impacto real do acordo sobre margens, custos e rotas logísticas.

Também é importante considerar que o acordo é bilateral. A redução de tarifas não afeta apenas as exportações brasileiras, mas também aumenta a competitividade de produtos europeus no mercado nacional. Setores como alimentos e bebidas, automotivo, máquinas, equipamentos e farmacêutico podem sentir maior pressão. Nesse cenário, dados e tecnologia tornam-se fundamentais para entender onde se perde e onde se ganha competitividade, ajustar estratégias e buscar compensações por meio de eficiência operacional, melhoria de qualidade e expansão das exportações.

O acordo Mercosul–União Europeia deve ser visto como um processo de transformação, e não como um evento isolado. O tempo entre a aprovação e a plena vigência precisa ser usado para estruturar dados, revisar processos, fortalecer compliance e preparar as empresas para um mercado mais exigente e competitivo. Quem agir agora estará mais bem posicionado para transformar uma vantagem potencial em resultado concreto. No Comércio Exterior, oportunidades não se concretizam apenas com boas notícias, mas com preparo, consistência e execução.

(*) André Barros, CEO da eComex e D2P, empresa brasileira especializada em soluções de alta tecnologia para gestão, otimização e automatização de operações de comércio exterior e logística internacional

 

 

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Exportações caem pelo sexto mês consecutivo e Brasil tem déficit de US$ 700 milhões no comércio com os EUA em janeiro

Monitor do Comércio Brasil–EUA aponta retração nas vendas brasileiras ao mercado americano, pressionadas por tarifas e queda do petróleo

Brasília – Da Redação (*)

O início de 2026 trouxe um cenário mais desafiador para o comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos. A nova edição do Monitor do Comércio Brasil–EUA, elaborada pela Amcham Brasil, mostra que as exportações brasileiras ao mercado americano atingiram US$ 2,4 bilhões em janeiro, com queda de 25,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, marcando o sexto recuo consecutivo.

No mesmo período, as importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos também registraram retração, recuando 10,9%. Como a queda nas exportações foi mais intensa, o déficit mensal do Brasil na balança bilateral se aprofundou para cerca de US$ 0,7 bilhão, mais que o triplo do observado em janeiro de 2025.

Tarifas e commodities puxam o desempenho negativo

Os dados indicam que a queda nas exportações foi fortemente influenciada pelo desempenho dos óleos brutos de petróleo, que registraram retração de 39,1% na comparação anual. Além disso, produtos sujeitos a tarifas adicionais tiveram queda média de 26,7%, com destaque para bens impactados pela Seção 232, que recuaram 38,3%. Entre os produtos com maior impacto negativo no mês estão os semiacabados de ferro ou aço, sucos, elementos químicos inorgânicos e combustíveis derivados de petróleo.

“Os dados de janeiro confirmam que o início de 2026 segue marcado por pressões relevantes sobre o comércio bilateral. A combinação entre a queda das exportações brasileiras e a manutenção de tarifas elevadas, especialmente sobre bens industriais, tem aprofundado o desequilíbrio na balança comercial entre Brasil e Estados Unidos”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Produtos sobretaxados ampliam retração do comércio

A análise do universo de bens afetados por tarifas adicionais mostra que as exportações desses produtos caíram acima da média geral em janeiro. Itens sujeitos às sobretaxas de 40% e 50% registraram retração expressiva, assim como produtos vinculados à Seção 232, com destaque para cobre e produtos siderúrgicos.

O desempenho reforça a tendência já observada nos meses anteriores, indicando que a manutenção de barreiras tarifárias segue pressionando o fluxo comercial bilateral.

Desempenho setorial mostra resiliência em parte da pauta exportadora

Apesar do cenário desafiador, parte da pauta exportadora brasileira manteve desempenho relativamente mais forte. Entre os dez produtos mais exportados para os Estados Unidos em janeiro, seis apresentaram performance melhor do que as vendas brasileiras ao resto do mundo, incluindo café não torrado, carne bovina, aeronaves, celulose e equipamentos de engenharia.

Por outro lado, os produtos com maior queda nas exportações ao mercado americano mostraram desempenho superior quando direcionados a outros destinos, evidenciando uma mudança na dinâmica geográfica das vendas externas brasileiras.

Contexto internacional e perspectiva

Mesmo com o aumento do déficit dos Estados Unidos no comércio global de bens, o Brasil permanece entre os poucos países com os quais os americanos mantêm superávit comercial relevante, posição que se fortaleceu recentemente. “O comércio entre Brasil e Estados Unidos é sustentado por cadeias produtivas integradas, investimentos cruzados e geração de empregos nos dois países. Avançar no diálogo econômico de alto nível é essencial para restaurar previsibilidade, reduzir barreiras e criar condições para a retomada do fluxo comercial ao longo de 2026”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

(*) Com informações da Amcham

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Ações do setor de cafés especiais em Dubai podem gerar US$ 254 milhões em receita, diz BSCA

Projeto “Brazil. The Coffee Nation” levou 24 empresários à World of Coffee 2026, que realizaram 702 contatos comerciais, fecharam US$ 58 mi presencialmente e prognosticam mais US$ 196 mi aos próximos 12 meses

Da Redação (*)

Brasília – Levantamento da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) revela que a participação de 24 empresários nacionais do setor em ações comerciais entre os dias 16 e 22 de janeiro e na World of Coffee 2026, de 18 a 20 do mesmo mês, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, pode render US$ 254,4 milhões ao país.

As iniciativas, incluindo a presença na principal feira de cafés especiais do Oriente Médio, ocorreram através do projeto “Brazil. The Coffee Nation”, desenvolvido pela entidade em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A ação envolveu a presença de 24 empresários do país na feira e na missão comercial, que rendeu US$ 58,151 milhões presencialmente e a projeção para mais US$ 196,272 milhões ao longo dos próximos 12 meses. Se confirmado, o total da iniciativa representará um crescimento de 33% na comparação com os US$ 191,689 milhões obtidos com a participação de 23 empresários em 2025.

Emirados Árabes, mercado especial para os cafés brasileiros

De acordo com o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, o Oriente Médio, em especial Dubai, há alguns anos, apresentou-se com um potencial incrível para cafés especiais e isso vem se concretizando com o tempo.

“Os Emirados são um dos mercados-alvo do nosso projeto. Intensificar a presença dos cafés especiais do Brasil na região é crucial, pois possibilita contato direto com compradores relevantes e entender a cena local, conhecendo dificuldades e aproveitando oportunidades para consolidar nosso setor como importante fornecedor a esse mercado”, explica.

Ele completa que a BSCA, enquanto representante da comunidade dos cafés especiais do Brasil, tem sido uma ponte direta entre os participantes do “Brazil. The Coffe Nation” e compradores internacionais.

“Isso tem ampliado o acesso não apenas aos Emirados, mas também aos mercados do Golfo Pérsico e, inclusive, do Leste Europeu, além de fortalecer a leitura estratégica sobre Marrocos e Egito, que também apresentam um crescimento representativo no setor de cafés especiais”, comenta.

Na World of Coffee, o Brasil marcou presença com estande posicionado como um hub gerador de oportunidades e de promoção dos cafés especiais brasileiros. A estrutura contou com salas de degustação e reuniões, brew bar e bancadas para os integrantes do projeto realizarem ações comerciais, institucionais e promoverem os cafés especiais.

Durante o evento, foram realizadas sessões de cupping de cafés especiais “Destaques BSCA”, certificados pela entidade com pontuação acima de 86 pontos (escala de zero a 100); cafés dos participantes do projeto, também certificados e com pontuação mínima de 84 pontos; e o top 5 das três categorias do Cup of Excellence (CoE), principal concurso de qualidade do mundo para cafés especiais.

“Essas sessões apresentaram a diversidade e a qualidade sensorial da produção dos cafés especiais produzidos no Brasil, que foram conhecidas pelo público da feira. Isso ajuda a enaltecer a heterogeneidade de nossos cafés, a excelência produtiva e os processos de certificação, reforçando a rastreabilidade e a transparência inatas do setor brasileiro de cafés especiais”, aponta Estrela.

Já as iniciativas nos quatro dias das missões comerciais envolveram visitas técnicas a torrefações e cafeterias locais para aprofundar a leitura do mercado do Oriente Médio, além de sessões de cupping a compradores estratégicos para posicionar os cafés especiais brasileiros de forma alinhada ao objetivo da BSCA, com foco em qualidade, diversidade sensorial, sustentabilidade, rastreabilidade e complexidade de sabores.

(*) Com informações da BSCA

 

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