Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo terá painel sobre relações comerciais entre Brasil e Rússia

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) participará, entre os dias 3 e 6 de junho, do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, na Rússia. A Agência será representada pelo diretor de Gestão Corporativa, Floriano Pesaro, em uma agenda voltada ao fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Rússia e à ampliação de oportunidades para empresas brasileiras no mercado eurasiático.

Considerado um dos principais encontros econômicos internacionais, o Fórum reúne autoridades, representantes de governos, empresários e instituições de diversos países para debater comércio, investimentos e cooperação econômica.

No dia 3 de junho, Pesaro representará a ApexBrasil no painel “Diálogos Rússia-Brasil”, principal debate do Fórum dedicado às relações bilaterais entre os dois países. A programação também prevê, no dia 4 de junho, participação em evento promovido pela Associação Russa dos Produtores de Fertilizantes e pelo Conselho Empresarial Rússia-Brasil.

Relação crescente em setores estratégicos

A missão ocorre em um momento de atenção crescente às relações comerciais com a região, especialmente em setores estratégicos para o Brasil, como alimentos, fertilizantes, bens industriais e produtos de maior valor agregado. Também estão previstas entrevistas com veículos da imprensa local, ainda em fase de agendamento.

Neste ano, o Fórum contará com a presença de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Também é esperada, em São Petersburgo, uma reunião de representantes do Mapa com autoridades sanitárias da Rússia.

Ao longo dos últimos anos, o Escritório Moscou tem atuado na promoção de bens industriais e produtos de alto valor agregado, além de manter iniciativas de aproximação entre empresas brasileiras e compradores da região. Mesmo diante do contexto geopolítico mais desafiador, a unidade tem realizado eventos B2B online para preservar o engajamento entre os setores produtivos brasileiro e eurasiático.

Em 2025, foram registrados 298 atendimentos diretos a empresas brasileiras em projetos apoiados pelo Escritório Moscou, além de número equivalente de compradores eurasiáticos, incluindo grandes distribuidores e varejistas da região.

(*) Com informações da ApexBrasil

 

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Brasil e Suriname vão negociar acordo para ampliar comércio bilateral e estimular negócios

Lula recebeu a presidente surinamesa Jennifer Geerlings-Simons

Da Redação (*)

Brasília – Brasil e Suriname vão iniciar negociações, a partir do segundo semestre, para ampliar o acordo de comércio entre os dois países e estimular novas oportunidades de negócios. A aproximação foi um dos focos do encontro bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente surinamesa, Jennifer Geerlings-Simons, ocorrido nesta quinta-feira (28), em Brasília. Eleita no ano passado e com mandato até 2030, Simon a primeira mulher a presidir o país vizinho.

“Nosso comércio ainda é muito pequeno e concentrado em poucos produtos. Em 2025, foi de apenas US$ 55 milhões, ou seja, quase nada. O único acordo comercial que temos é extremamente restrito. Com esta visita, conseguimos aprovar termos de referência para aumentar os fluxos entre Brasil e Suriname”, afirmou Lula em declaração conjunta à imprensa, no Palácio do Itamaraty.

O comércio bilateral inclui maquinários, material elétrico, produtos da indústria química e commodities, e quase a totalidade é composta por exportações brasileiras. Segundo Lula, as negociações devem ampliar as medidas de facilitação do comércio e incluir novos setores.

A programação da delegação do Suriname em Brasília prevê uma reunião empresarial de representantes de entidades brasileiras com empresas e representantes do setor produtivo surinamês, das áreas de energia, logística, transporte, agropecuária e comunicações.

Petróleo e minerais críticos

Nos últimos anos, o Suriname descobriu gigantescas reservas de petróleo offshore, na região conhecida como Bacia da Guiana, no Oceano Atlântico, o que deve impulsionar a economia do país nos próximos anos.

Em 2024, a Petrobras e a estatal surinamesa Staatsolie firmaram acordos para intercâmbios sobre petróleo, energias renováveis e segurança nas atividades de exploração de hidrocarbonetos. Lula lembrou também que, assim como o Brasil, o Suriname se sobressai pelo potencial em minerais críticos, fundamentais na fabricação de componentes eletrônicos de equipamentos de alta tecnologia.

“Temos a oportunidade de cooperar em mineração sustentável, industrialização local e agregação de valor, contribuindo para superar modelos históricos baseados apenas na exportação de matérias-primas”, disse o presidente.

 

(*) Com informações da Agência Brasil

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Como otimizar custos e operações na logística?

André Pimenta (*)

Segundo o Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), os custos logísticos no Brasil ficam entre 15% e 18% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Os custos percorrem toda a cadeia, moldando decisões operacionais, estratégias de negócios e até a experiência de consumo.

No transporte de cargas, a digitalização e integração de sistemas, processos e pessoas pode ser uma grande dor. Afinal, cada falha eleva os custos operacionais, reduz a satisfação do cliente e diminui a produtividade. Pensando nisso, é essencial buscar soluções integradas que otimizem os investimentos e operações para atender às demandas do setor e garantir maior qualidade. Na prática, essas soluções envolvem o uso combinado de tecnologia, processos bem definidos e parcerias de negócio mais estratégicas.

O que faz uma solução logística funcionar de verdade?

Na fragmentação do transporte rodoviário, com o aumento de exigências e mudanças constantes, apenas recursos tecnológicos isolados ou processos desconectados não são suficientes. O que realmente faz uma solução logística funcionar é implementar um ecossistema integrado e otimizado.

Ao adotar tecnologias de automação, otimizar rotas, fortalecer parcerias estratégicas e centralizar a gestão financeira, a operação ganha mais eficiência, controle e agilidade. Algumas estratégias incluem:

Tecnologia e automação da operação:

Sistemas como ERP (Enterprise Resource Planning) e TMS (Transportation Management System), quando integrados, otimizam rotas, controlam estoques e automatizam processos, trazendo mais eficiência e reduzindo erros operacionais.

Roteirização inteligente e monitoramento de carga:

Com o uso estruturado de dados, algoritmos e sistemas de geolocalização (GPS) tornaram-se ferramentas essenciais para a eficiência operacional. Hoje, soluções baseadas em inteligência analítica consideram variáveis como trânsito em tempo real, janelas de entrega, restrições urbanas, capacidade de carga e perfil do cliente para definir rotas mais estratégicas. Com o sistema, é possível planejar melhor as entregas, aproveitar melhor as rotas, reduzir custos operacionais e acompanhar cada etapa do transporte com mais precisão.

Parcerias de negócio mais consolidadas e operação centralizada

Colaborar com operadores regionais permite adaptar a logística às realidades locais, garantindo mais agilidade, flexibilidade e assertividade nas entregas. No setor, esse modelo tem ganhado visibilidade, permitindo expansão acelerada, além de sistemas mais estruturados, completos e estratégicos.

Gestão financeira centralizada e suporte aos parceiros

Centralizar o controle financeiro e oferecer suporte estruturado aos parceiros melhora a organização da operação, reduz burocracias e fortalece toda a cadeia logística. A segurança financeira e fiscal é essencial para o bom funcionamento das operações, garantindo capilaridade no mercado e um melhor nível do serviço.

Mas como as soluções logísticas impulsionam resultados?

A digitalização não é apenas uma tendência passageira, mas uma realidade que precisa ser vista como consolidada já que é essencial para organização, eficiência e otimização das operações.

Soluções que eliminam retrabalhos, centralizam informações e aumentam a eficiência do controle logístico ajudam as empresas a operar com mais inteligência e previsibilidade. Consequentemente, a satisfação dos públicos estratégicos – nesse caso, motoristas parceiros e o cliente final – aumenta, já que as jornadas são melhoradas através do uso de tecnologias e a agilidade, centralização e previsibilidade dominam as operações.

Os próximos passos são digitais, inteligentes e conectados. Quando tecnologia e logística caminham juntas, o setor avança com mais eficiência, sustentabilidade e impacto positivo para todos. A modernização tecnológica pavimenta o futuro da logística, representando uma mudança estrutural na forma de planejar, operar e medir desempenho. Desta forma, conectamos pontos fundamentais: pessoas, processos e sistemas, de forma integrada em uma cadeia verdadeiramente inteligente.

(*) André Pimenta é CEO da Motz – O executivo tem 20 anos de experiência no setor, atuando em posições de liderança na área de supply chain e de negócio em empresas como Ambev e Votorantim Cimentos. Além de possuir 8 anos de experiência no cargo de CEO, trazendo sólido histórico nas áreas comerciais e de operações, com forte foco na entrega de resultados e estruturação de equipes.

 

 

 

 

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Transferências internacionais entram no centro da estratégia das empresas

Fernanda Anjoletto (*)

O perfil das transações internacionais mudou

O comércio exterior ficou mais dinâmico nos últimos anos. Empresas de diferentes portes passaram a operar globalmente com mais frequência, aumentando a necessidade de processos financeiros mais rápidos, simples e eficientes.

Com isso, muitas empresas começaram a repensar a forma como fazem pagamentos internacionais, fecham operações de câmbio e gerenciam suas rotinas financeiras no comércio exterior.

 

O que está motivando essa mudança

Durante muito tempo, bancos tradicionais concentraram grande parte das transações internacionais das empresas brasileiras. Mas a busca por mais agilidade e transparência abriu espaço para o crescimento das fintechs especializadas em câmbio e pagamentos internacionais.

Na prática, as empresas querem menos burocracia e mais controle sobre as transferências internacionais.

 

Agilidade passou a fazer diferença no comex

No comércio exterior, tempo impacta custo, negociação e competitividade. Processos demorados, aprovações manuais e falta de visibilidade podem afetar toda a cadeia operacional.

Por isso, empresas passaram a valorizar plataformas que permitam acompanhar transferências em tempo real, ter previsibilidade sobre taxas e centralizar a gestão financeira internacional em um ambiente mais simples.

 

Tecnologia se tornou aliada das transferências internacionais

Outro ponto importante é que a digitalização deixou de ser tendência e passou a fazer parte da rotina das empresas que atuam globalmente.

Hoje, muitas empresas buscam parceiros financeiros que entendam a dinâmica do comércio exterior e ofereçam soluções mais conectadas à velocidade das negociações internacionais.

Saiba mais sobre acessando aqui.

O foco não está apenas em custo

A mudança para fintechs não acontece somente por economia. Ela também está relacionada à experiência, autonomia e eficiência no dia a dia.

Nesse cenário, empresas especializadas em pagamentos internacionais passaram a ganhar relevância dentro do comércio exterior ao oferecer processos mais digitais, atendimento consultivo e maior transparência nas transferências internacionais.

A Remessa Online faz parte desse movimento ao apoiar empresas que atuam com importação, exportação e negócios globais, oferecendo soluções que ajudam a simplificar pagamentos internacionais e trazer mais eficiência para a gestão financeira no comércio exterior.

Saiba mais sobre acessando aqui.

(*) Fernanda Anjoletto – Copywriter da Remessa Online

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 Brasil lança nova etapa de promoção no mercado chinês com campanha publicitária inédita e presença digital

Trabalho acompanha ações do governo brasileiro para aproximar os dois países e acontece na esteira da isenção de visto para viajantes chineses, que amplia oportunidades de negócios e fortalece a promoção turística

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil inicia uma nova etapa da promoção internacional na China, ampliando sua presença e fortalecendo a agenda estratégica no país com ações inéditas voltadas ao público chinês. Para consolidar o país no imaginário, nas telas e nos planos de viagem desse público, a Embratur estreou oficialmente nas plataformas digitais chinesas, com lançamento de site e redes sociais próprias, além de uma campanha publicitária inédita, especialmente direcionada ao país, com o convite: “Venha viver um país extraordinário”.

As iniciativas foram lançadas no estande brasileiro, na última terça-feira (26) durante a ITB China, em Xangai, onde o país participa com uma agenda robusta voltada à promoção de destinos, relacionamento com o trade e geração de negócios. A campanha convida turistas chineses a conhecerem os destinos nacionais, o site visitbrasil.com.cn reúne conteúdos adaptados aos hábitos de consumo locais e os canais nas redes sociais conectam viajantes, operadores, influenciadores e parceiros a destinos, roteiros e produtos turísticos brasileiros.

Esse avanço acontece em um momento favorável para a relação entre Brasil e China. Desde 11 de maio, turistas chineses com passaportes comuns podem entrar no Brasil sem visto para estadias de curta duração. Os resultados recentes confirmam o potencial desse novo ciclo. Em 2025, a chegada de visitantes chineses ao Brasil cresceu 34,8% em relação ao ano anterior, alcançando o melhor desempenho da série histórica. E no primeiro quadrimestre de 2026, a China registrou alta de 33,6% e 39.880 visitantes. A conectividade aérea também favorece esse cenário: além da operação da Air China para São Paulo, com escala em Madri, os viajantes contam com alternativas via Doha, Dubai, Addis Ababa, Frankfurt e Istambul.

“O interesse dos viajantes chineses pelo Brasil continua crescendo. No primeiro quadrimestre deste ano, registramos alta de 33,65% no desembarque desse público, resultado que reforça a importância de estarmos mais presentes em um dos mercados mais estratégicos para o turismo global. Na ITB, damos mais um passo com foco em geração de novos negócios nessa agenda, aproximando o país do trade e apresentando destinos que combinam natureza exuberante, cultura vibrante e serviços de excelência”, afirmou Bruno Reis, presidente da Embratur.

“Queremos transformar a curiosidade do público em viagem. A recente isenção de visto torna o Brasil mais acessível, enquanto a campanha publicitária, a parceira com operadoras de turismo e OTAs, e as redes sociais do Visit Brasil levam nossas experiências para a tela, o imaginário e os planos de viagem dos chineses”, acrescentou Reis.

Campanha inédita

A Embratur retoma a promoção publicitária do Brasil no mercado chinês com uma campanha pensada para inspirar viajantes e reposicionar os destinos brasileiros em um dos mercados mais estratégicos da Ásia. As peças serão veiculadas até 26 de junho.

Com o conceito “Venha viver um país extraordinário. Brasil”, a campanha tem a arara-azul como protagonista visual. Referência da biodiversidade nacional, a ave conduz o público por paisagens grandiosas, manifestações culturais, sabores e encontros que revelam um país acolhedor, vibrante e preparado para receber o turista estrangeiro.

Nessa narrativa, a força e a diversidade dos biomas Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Pantanal ganham forma em destinos como Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Lençóis Maranhenses e territórios pantaneiros, apresentados como portas de entrada para a pluralidade de experiências oferecidas ao viajante chinês. O convite é para atravessar fronteiras e descobrir um território onde natureza, cultura e hospitalidade se encontram em vivências únicas.

A comunicação também dialoga com o comportamento bleisure, que combina viagens de negócios com roteiros de lazer e ganha força entre os chineses. A abordagem acompanha a ampliação das relações comerciais bilaterais, o interesse crescente por cenários naturais e a busca por itinerários mais exclusivos, originais e transformadores.

Redes: Visit Brasil na China

A estreia institucional do Visit Brasil no ambiente digital chinês abre novos canais de diálogo com viajantes, operadores, influenciadores, empresas e parceiros locais, reunindo o site visitbrasil.com.cn e perfis oficiais nas plataformas WeChat, Xiaohongshu e Weibo.

Nas redes sociais, a comunicação apresentará destinos, roteiros, produtos turísticos e oportunidades de viagem, aproximando a oferta brasileira da forma como o público chinês se inspira, pesquisa e planeja suas viagens. Para atuar nesse ecossistema, a Embratur conta com o apoio de uma parceira especializada em marketing turístico, com estrutura operacional própria no país. Além da gestão dos canais, a atuação inclui inteligência de mercado baseada em dados sobre comportamento do consumidor, jornada de viagem, percepção da América Latina e tendências de conteúdo.

(*) Com informações da Embratur

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Mercado de serviços globais é tema de webinar promovido pela Ales em parceria com AEB

Da Redação (*)

Brasília – “Brasil como mercado em serviços globais” é o tema do Market Talks, evento promovido pela Asociação Latino-americana de Exportadores de Serviços (Ales) em parceria com a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), nesta sexta-feira (29), às 12 horas, em formato online e gratuito. O webinar destaca o Brasil como um mercado estratégico, considerando sua dimensão geográfica, potencial de crescimento, liderança regional e diversificação das atividades ligadas à tecnologia, inovação e serviços especializados.

O Market Talks contará com as palestras de Lisandro Vieira, CEO da WTM Brasil, empresa associada AEB, e de Rodrigo Martins, CEO da ITH Brasil.  A moderação será do secretário-geral da Ales, Javier Pena Capobianco; e a abertura do presidente do Conselho de Administração da AEB, Arthur Pimentel.

A proposta é promover uma troca de experiências e análises sobre tendências globais, oportunidades de negócios e os desafios enfrentados pelas empresas que atuam no comércio internacional de serviços, com o objetivo de colaborar para a ampliação da competitividade do Brasil no segmento.

“Esse evento integra uma importante iniciativa da Ales de promover encontros nos países da América Latina, o Brasil é o primeiro pela sua relevância na região. A AEB entende como fundamental esse debate. O nosso setor de serviços é muito forte, mas as exportações vêm caindo ao longo de décadas. Precisamos fomentar a internacionalização das nossas empresas e ampliar a inserção do serviço brasileiro no mercado global”, salienta Pimentel.

(*) Com informações da AEB

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SIAL Canadá 2026 impulsiona relações comerciais com grande espaço para o Brasil

SIAL Canadá confirma avanço brasileiro no mercado norte-americano e amplia protagonismo da CCBC nas conexões comerciais entre os dois países

Da Redação (*)

Brasília – Em meio à reorganização do comércio internacional, a SIAL Canadá 2026 evidenciou o avanço das empresas brasileiras no mercado norte-americano e consolidou um novo momento nas relações comerciais entre Brasil e Canadá. A combinação entre guerra comercial, mudanças nas rotas logísticas globais e a necessidade canadense de reduzir a dependência dos Estados Unidos tem levado o país a buscar novos fornecedores — cenário que vem abrindo espaço para produtos brasileiros.

A participação brasileira na edição de 2026 foi organizada pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Invest Paraná, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Em três dias de evento, a delegação brasileira realizou 215 reuniões de negócios e projetou US$ 4,6 milhões em negociações para os próximos meses. Mais do que os números, o evento revelou uma mudança no perfil das negociações e no interesse dos compradores canadenses.

Segundo a gerente executiva de Desenvolvimento de Negócios e Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, Beatriz Calegare, o Canadá vive um momento de diversificação comercial, e o Brasil passou a ser visto como parceiro estratégico nesse processo. “O canadense entendeu que não pode ter dependência dos Estados Unidos e que precisa se diversificar”, afirmou. “O Brasil ganha espaço com isso”, emendou.

Empresas brasileiras aumentam participação e representatividade

A avaliação é de que as empresas brasileiras chegaram mais preparadas para discutir exigências regulatórias, logística, distribuição e adaptação de produtos ao mercado canadense. O cenário também tem favorecido pequenos e médios exportadores, especialmente dos setores de alimentos, bebidas e produtos ligados à biodiversidade.

O crescimento da presença brasileira na SIAL reforça essa transformação. Em 2022, o pavilhão nacional tinha 18 metros quadrados e reunia cerca de cinco empresas. Em 2026, o espaço chegou a 100 metros quadrados, concentrando mais de 50 companhias. Entre os destaques estiveram marcas como Natural One e Forno de Minas, além de cooperativas e produtores de cafés, frutas, castanhas e alimentos processados.

A executiva da CCBC também avalia que o atual cenário internacional impulsionou novamente as discussões em torno do acordo entre Mercosul e Canadá, tema que voltou a ganhar força nas negociações comerciais deste ano.

“O acordo ficou parado por muito tempo. Agora existe uma expectativa real de avanço, e isso impacta diretamente o ambiente de negócios.”

Além do agronegócio, setores industriais brasileiros também ampliaram presença nas agendas promovidas pela CCBC paralelamente ao evento. Máquinas, equipamentos, metalmecânico, química e farmacêutica estiveram entre os segmentos participantes das rodadas de negócios e encontros institucionais realizados durante a feira.

CCBC na missão da FIEMG

O fortalecimento das relações entre Brasil e Canadá também passou pela Missão Canadá 2026, organizada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), em parceria com Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil).

A CCBC atuou como parceira estratégica da missão, apoiando a organização das agendas, a conexão com empresas canadenses e a realização das rodadas de negócios em Toronto e Montreal.

A iniciativa reuniu empresários de setores como alimentos e bebidas, automotivo, metalmecânico, máquinas e equipamentos, química, farmacêutica e mobiliário. Ao longo da programação, foram promovidas reuniões B2B, fóruns empresariais e visitas técnicas, reforçando o papel da CCBC como facilitadora da aproximação entre empresas brasileiras e o mercado canadense.

(*) Com informações da CCBC

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Curso gratuito do Programa Raízes Comex oferece mais 250 vagas para mulheres e negros

Parceria entre MDIC e Sindasp é voltada para qualificação pessoas com conhecimentos básicos sobre a área

Da Redação (*)

Brasília – Estão abertas as inscrições para a terceira turma de cursos online gratuitos da plataforma EduComex, iniciativa conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, Campinas e Guarulhos (Sindasp). Os cursos fazem parte Programa Raízes Comex e são voltados para mulheres e pessoas negras com conhecimentos básicos da área.

Nessa fase, serão disponibilizados 250 acessos gratuitos à plataforma. As inscrições tiveram início nesta terça-feira (26/5) e vão até 18 de junho. Eventuais vagas remanescentes serão destinadas ao público geral.

Programa diverso e inclusivo

“Com a abertura desta terceira turma, o curso se consolida como uma importante iniciativa do Programa Raízes Comex, que lançamos em 2024 para ampliar oportunidades para pessoas negras no comércio exterior. Estou certa de que um comércio exterior mais diverso e inclusivo é também mais forte e mais competitivo e é por isso que seguimos apostando na consolidação e ampliação do Raízes”, destacou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

A EduComex é a plataforma de ensino a distância do Sindasp voltada à capacitação contínua de profissionais de comércio exterior. Com mais de 180 horas de aulas gravadas, o ambiente reúne cursos que vão desde os fundamentos da área até tópicos avançados, organizados em trilhas temáticas e desenvolvidos por especialistas do setor. Ao final dos cursos, os participantes recebem certificado de conclusão reconhecido pelo mercado.

Cronograma da 3ª turma de cursos online

  • Período de inscrição: 26 de maio a 18 de junho de 2026
    • Publicação dos resultados: 26 de junho de 2026
    • Validação e liberação dos acessos: 30 de junho de 2026
    • Período de realização do curso: 1º de julho a 30 de setembro de 2026, com possibilidade de renovação por mais três meses condicionada ao desempenho do estudante

(*) Com informações do MDIC

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Acordos comerciais ampliam mercados e fortalecem indústria brasileira, destaca o MDIC

Tatiana Prazeres, da Secex, falou no Senado sobre a importância dos tratados assinados com Singapura, EFTA e Mercosul

Da Redação (*)

Brasília – Ampliação de mercados, atração de investimentos, fortalecimento da indústria nacional e agregação valor às exportações brasileiras estão entre os objetivos dos acordos de livre comércio firmados pelo Mercosul nos últimos anos, segundo avaliação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), Tatiana Prazeres, durante debate realizado no Senado nesta terça-feira (26/5).

“Os acordos com Singapura, União Europeia e EFTA representam a maior expansão da rede de acordos comerciais do Brasil e uma mudança histórica no perfil da inserção internacional brasileira. Em conjunto, ampliam de 12,2% para 30,8% a parcela da corrente de comércio do país coberta por acordos comerciais”, afirmou Tatiana.

Durante a apresentação, que ocorreu na Comissão de Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, ela lembrou que o acordo com Singapura, assinado em 2023, foi o primeiro firmado pelo bloco em mais de dez anos, ressaltando ainda o potencial estratégico da parceria para ampliar mercados. Singapura é o sétimo principal destino das exportações brasileiras.

No caso do acordo entre Mercosul e EFTA, o entendimento prevê ampla cobertura tarifária e abertura gradual de mercado, incluindo a eliminação de tarifas para produtos industriais e pesqueiros exportados pelo Mercosul.

Esforço de neoindustrialização

Tatiana também relacionou os acordos à estratégia de neoindustrialização conduzida pelo governo federal e ao fortalecimento da competitividade da indústria brasileira, com reflexos diretos sobre o perfil das exportações do país.

“O esforço de neoindustrialização conduzido pelo governo federal busca promover uma indústria mais competitiva, inovadora e preparada para disputar mercados internacionais”, destacou.

A embaixadora Paula Barboza, diretora do Departamento de Negociações Extrarregionais e Governança Econômica do Ministério das Relações Exteriores (MRE), também participou do debate, conduzido pelo deputado Arlindo Chinaglia, e ressaltou o caráter estratégico dos acordos para a diversificação comercial brasileira.

Relação comercial e impactos econômicos

No caso de Singapura, o país asiático possui PIB de US$ 547 bilhões e importações de US$ 457 bilhões. A corrente de comércio entre Brasil e Singapura alcançou US$ 10,7 bilhões em 2025, com exportações brasileiras de US$ 7,4 bilhões. Estudos apresentados pelo MDIC estimam, até 2040, impacto positivo de R$ 28 bilhões sobre o PIB brasileiro, aumento de R$ 11 bilhões em investimentos e crescimento de US$ 40 bilhões na corrente de comércio com a implementação do acordo.

Já o Mercosul-EFTA envolve Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, mercado com cerca de 15 milhões de consumidores e PIB combinado de US$ 1,5 trilhão. O comércio do Brasil com esses países movimentou US$ 7,8 bilhões em 2025. A Suíça é atualmente o 11º maior investidor direto no Brasil, com estoque de US$ 30,5 bilhões. Estudos apresentados pelo MDIC estimam, até 2044, impacto positivo de R$ 2,7 bilhões sobre o PIB brasileiro, aumento de R$ 660 milhões em investimentos e crescimento de US$ 5,9 bilhões na corrente de comércio com a implementação do acordo.

(*) Com informações do MDIC

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MTur apresenta atrações turísticas do Brasil para mais de 3 mil agências de turismo da China

Iniciativa faz parte da agenda do ministro Gustavo Feliciano para consolidar o país como destino prioritário para viajantes chineses

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Turismo intensificou sua estratégia internacional para atrair turistas chineses ao Brasil. Em missão em Xangai, o ministro Gustavo Feliciano se reuniu, nesta terça-feira (26), com a Associação das Agências de Viagem da China, entidade que conta com mais de 3 mil agências de turismo. A iniciativa faz parte de uma articulação do Ministério para consolidar o país como destino prioritário para viajantes daquele país.

A agenda ocorre em um momento em que o Brasil dispensou a exigência de visto para cidadãos chineses que desejam visitar o país, medida em vigor desde 11 de maio e que é considerada estratégica para impulsionar a entrada de turistas vindos da China. O objetivo do Ministério do Turismo é ampliar a visibilidade dos destinos brasileiros e facilitar a conexão com operadores capazes de promover o Brasil para o público chinês.

Como parte dessa preparação, o ministério já credenciou, somente neste ano, 325 agências brasileiras aptas a receber turistas chineses, garantindo estrutura para atender às especificidades desse mercado.

Segundo Gustavo Feliciano, as ações adotadas pelo governo já começam a fortalecer a presença do Brasil no mercado chinês. “As medidas adotadas estão criando um ambiente favorável para atrair turistas chineses e posicionar o Brasil como destino competitivo no cenário internacional”, afirmou o ministro.

Mercado chinês em expansão

A diversidade natural, a riqueza cultural e a oferta de destinos têm sido apresentadas como diferenciais na promoção do Brasil no mercado chinês. Entre os locais mais procurados por visitantes do país estão a Amazônia, o Pantanal e os Lençóis Maranhenses, além de Rio de Janeiro, São Paulo e as Cataratas do Iguaçu.

Durante o encontro, o ministro destacou que o Brasil está estruturando uma política permanente de aproximação com o setor turístico chinês. A meta é estimular a inclusão de roteiros brasileiros nos catálogos das principais operadoras asiáticas.

“Nosso foco é tornar o país cada vez mais desejado por esse público. Esperamos que essas trocas resultem em aumento do fluxo desses turistas, consolidando o Brasil como uma das principais apostas do turismo internacional”, concluiu Gustavo Feliciano.

(*) Com informações do MTur

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