MDIC reduz de 60 para menos de 30 dias prazo de análise de incentivo à exportação

De até 60 para menos de 30 dias, concessão fica mais ágil e simplifica acesso ao drawback

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) reduziu o prazo de análise dos pedidos de drawback suspensão e isenção, que são instrumentos de incentivo às exportações brasileiras. Com a mudança, o tempo de concessão, que podia chegar a até 60 dias, passa a ser inferior a 30 dias.

“A mudança moderniza procedimentos operacionais e, ao mesmo tempo, preserva o cumprimento das regras de concessão dos regimes, garantindo que as empresas possam usufruir do incentivo à exportação com maior rapidez”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

As alterações aperfeiçoam procedimentos previstos na Portaria Secex nº 44/2020, que disciplina a concessão dos regimes.

Com a nova sistemática, o processo deixa de ser sequencial e passa a ocorrer em etapa única. A partir da Portaria Secex nº 486, publicada nesta segunda-feira (27/4), passa a ser permitido o envio da documentação exigida já no momento da solicitação dos regimes, por meio de dossiê eletrônico no módulo de Anexação de Documentos do Portal Único Siscomex. Antes, os documentos eram solicitados apenas após análise inicial da Secex, o que prolongava o tempo total do processo.

Para orientar os operadores sobre os novos procedimentos, a Portaria Secex nº 487, também publicada nesta segunda, aprova versões atualizadas dos manuais operacionais dos regimes de drawback.

Sobre o drawback

Os regimes de drawback suspensão e isenção permitem a desoneração de tributos incidentes na importação ou na aquisição no mercado interno de insumos destinados à industrialização de produtos exportados ou a exportar.

Entre os tributos abrangidos estão o Imposto de Importação, o Imposto sobre Produtos Industrializados, a Contribuição para o PIS/Pasep-Importação, a Cofins-Importação, além do PIS/Pasep e da Cofins nas operações internas e do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante. Na modalidade suspensão, inclui-se também o ICMS incidente sobre as aquisições externas.

Em 2025, as exportações realizadas com o uso do drawback suspensão alcançaram US$ 72 bilhões, correspondendo a 20,8% das vendas externas brasileiras. Cerca de 1.800 empresas utilizam o regime, em setores como carne de frango, minério de ferro, carne bovina, automotivo e químico.

(*) Com informações do MDIC

 

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Acordo entre Mercosul e União Europeia deve impulsionar exportações de calçados, projeta Abicalçados

 

 

Da Redação (*)

Brasília – Maior produtora de calçados do Ocidente, tendo produzido mais de 847 milhões de pares no ano passado, a indústria calçadista brasileira está otimista para a entrada em vigor, mesmo de forma provisória, do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O pilar comercial do acordo começa a valer a partir do dia 1º de maio, abrangendo os blocos após a conclusão dos trâmites internos, ratificação e comunicação entre as partes.

Ressaltando o potencial do bloco europeu, que responde por cerca de 40% das importações de calçados do mundo, o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, destaca que o acordo comercial será benéfico para o setor, com ganhos de médio e longo prazos. “Em termos tarifários, ele abre espaço para ganhos competitivos ante a concorrência internacional, predominantemente asiática, ou equiparação tarifária – ao fim da desgravação – com países com os quais a União Europeia já tem acordo vigente, caso do Vietnã”, explica. No ano passado, conforme dados elaborados pela Abicalçados, a indústria brasileira exportou 17,4 milhões de pares de calçados para o bloco europeu, 5,2% mais do que em 2024.

Desgravação
A eliminação gradativa das tarifas sobre calçados importados de países do Mercosul pela União Europeia ocorrerá em até dez anos, dependendo da linha tarifária de cada produto. Atualmente, a tarifa de importação de calçados na União Europeia situa-se entre 3,5% e 17%, a depender do produto. A desgravação tarifária e as decorrentes vantagens competitivas para o Brasil, contudo, começam já no momento em que o acordo entra em vigor e se ampliam de forma progressiva.

Ponto de atenção
Um ponto de atenção, segundo a Abicalçados, é o receio de que países da União Europeia possam ser utilizados como plataforma para exportações de produtores extra-bloco (triangulação), especialmente países asiáticos, que poderiam buscar aproveitar o benefício tarifário do acordo. Para mitigar esse risco e, ao mesmo tempo, criar oportunidades às exportações brasileiras, foram pactuadas regras de origem que visam coibir a triangulação e estimular o uso do conteúdo regional dos blocos. De forma simplificada, para calçados de menor valor, exige-se conteúdo regional mínimo de 60% (somando insumos nacionais e custos produtivos na área do acordo), sendo vedada a utilização de cabedais importados de países não participantes.

(*) Com informações da Abicalçados

 

 

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Sem dados, o navio não sai: como a inteligência de mercado virou essencial no comércio exterior, segundo especialista

Insights da Intermodal South America 2026 mostram como o uso estratégico de dados e inteligência artificial está redefinindo decisões no transporte marítimo e aumentando a previsibilidade das operações

Da Redação (*)

Brasília – Em um cenário de cadeias logísticas cada vez mais complexas, voláteis e pressionadas por custos, a capacidade de transformar dados em decisões deixou de ser diferencial para se tornar requisito básico no comércio exterior. Esse foi um dos principais insights da Intermodal South America 2026, maior evento de logística e transporte da América Latina, onde especialistas e empresas do setor destacaram o papel central da inteligência de mercado no dia a dia do shipping.

Ao longo dos debates e encontros realizados durante a feira, ficou evidente que o uso estruturado de dados já impacta diretamente decisões estratégicas – do direcionamento de cargas à definição de preços e análise de concorrência. Em um ambiente em que variáveis como frete, demanda global, capacidade portuária e instabilidades geopolíticas mudam rapidamente, a previsibilidade se tornou um ativo valioso.

Na prática, empresas que operam com inteligência de dados conseguem reduzir incertezas e aumentar a assertividade das operações. A leitura mais precisa do comportamento do mercado permite antecipar movimentos, ajustar rotas e identificar oportunidades comerciais com mais agilidade.

Especialista vê mudança estrutural

Para Marcos Silva, CIO da Datamar e especialista em tecnologia para logística marítima, o setor vive uma mudança estrutural. “O volume de informações disponíveis hoje exige uma nova forma de pensar a operação. Não basta ter acesso aos dados, é preciso transformá-los em inteligência aplicável, capaz de orientar decisões em tempo real”, afirma.

Segundo ele, a evolução do shipping passa diretamente pela maturidade analítica das empresas. “A previsibilidade virou um fator crítico. Quem consegue interpretar melhor os dados sai na frente, porque toma decisões mais rápidas e mais seguras, seja no planejamento de rotas, na negociação de fretes ou na definição de estratégias comerciais”, diz.

Outro ponto recorrente nas discussões da Intermodal foi o papel da inteligência de mercado no direcionamento de cargas. Com dados mais detalhados sobre fluxos comerciais, comportamento de importadores e exportadores e movimentações da concorrência, operadores logísticos conseguem identificar tendências e ajustar suas operações com maior precisão.

“A lógica mudou. Antes, muitas decisões eram baseadas em histórico e percepção. Hoje, são orientadas por dados concretos, atualizados constantemente. Isso impacta diretamente a competitividade das empresas”, explica Marcos.

A inteligência de dados também tem sido determinante nas estratégias de pricing. Em um mercado altamente dinâmico, acompanhar variações de demanda e oferta em tempo real permite ajustes mais rápidos e alinhados ao cenário global, evitando perdas financeiras e aumentando a eficiência operacional.

Apesar dos avanços, especialistas apontam que o setor ainda enfrenta desafios importantes. A qualidade e a estruturação das informações, além da integração entre diferentes fontes de dados, ainda são entraves para muitas empresas, especialmente em mercados emergentes.

Nesse contexto, a aplicação de inteligência artificial aparece como aliada, mas ainda em estágio de evolução. “A IA tem um enorme potencial, mas precisa ser aplicada com foco e contexto. Modelos genéricos não dão conta das especificidades do transporte marítimo. O ganho real está na combinação entre dados qualificados, conhecimento de mercado e tecnologia bem direcionada”, afirma Silva.

Os insights da Intermodal 2026 reforçam que o futuro do comércio exterior passa, inevitavelmente, pela inteligência de dados. Em um setor onde margens são pressionadas e riscos são constantes, a capacidade de prever cenários e agir com base em informações confiáveis deixou de ser tendência e se consolidou como condição para competir.

No fim das contas, a lógica é simples: em um mercado guiado por dados, navegar sem inteligência já não é uma opção.

(*) Com informações da Datamar

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Impulso das Exportações, da ApexBrasil, apresenta resultados recordes no início de 2026

Publicação traz dados do primeiro trimestre e destaca desempenho histórico do comércio exterior brasileiro e especial relações Brasil Alemanha

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou a 10ª edição do newsletter Impulso das Exportações, reunindo as principais análises e dados sobre o desempenho do comércio exterior brasileiro no primeiro trimestre de 2026. Nesta edição, o destaque é o resultado histórico alcançado pelo país, com recordes simultâneos em exportações, importações e corrente de comércio.

Segundo a publicação, as exportações brasileiras somaram US$ 82,3 bilhões entre janeiro e março de 2026, crescimento de 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações também avançaram, atingindo US$ 68,2 bilhões (+1,3%), o que levou a corrente de comércio a US$ 150,5 bilhões, alta de 4,4%. O superávit comercial foi de US$ 14,2 bilhões, resultado 47,6% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2025.

Entre os setores produtivos, a indústria extrativa apresentou o maior crescimento, com alta de 23%, seguida pela indústria de transformação (+3%) e pela agropecuária (+2%). No recorte por produtos, destacaram-se itens como óleos brutos de petróleo, soja, minério de ferro, carne bovina e café verde, que seguem entre os principais motores da pauta exportadora brasileira.

Observando a partir dos principais destinos, a Ásia manteve-se na liderança, somando US$ 35 bilhões (+15%), seguida pela Europa (US$ 16,2 bilhões, +12%) e pela América do Norte (US$ 11,4 bilhões, +10,9%). Entre os principais parceiros comerciais, destacam-se China, Estados Unidos, Argentina e Alemanha.

Destaque especial para relações Brasil-Alemanha

Para esta edição, a publicação traz um panorama especial das relações comerciais entre Brasil e Alemanha, um dos principais parceiros do país na Europa. O intercâmbio bilateral é marcado pela forte presença de produtos industriais, máquinas e equipamentos, além de insumos estratégicos, refletindo a complementaridade entre as economias. Em 2026, as relações entre os países ganham ainda mais destaque com a participação brasileira na Hannover Messe 2026.

A ApexBrasil esteve na linha de frente da organização da participação do Brasil como país parceiro nesta que foi a maior feira industrial do mundo. A presença brasileira no evento refletiu uma decisão estratégica da direção da Agência, que vinha construindo essa parceria há 2 anos, em sintonia com a retomada da política industrial do país promovida pelo presidente Lula, que recriou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), recolocando a indústria no centro do projeto de desenvolvimento nacional.

Com visual interativo e linguagem acessível, o Impulso das Exportações se consolida como um instrumento de referência para empresários, gestores públicos, acadêmicos e formadores de opinião interessados em acompanhar as dinâmicas do comércio exterior brasileiro e as ações de promoção da ApexBrasil.

Acesse a 10ª edição completa do Impulso das Exportações no portal da ApexBrasil e inscreva-se para receber a versão digital da publicação.

Acesse

(*) Com informações da ApexBrasil

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ApexBrasil lança estudo com dados atualizados do comércio bilateral entre Brasil e União-Europeia

Publicação apresenta oportunidades de negócio, dados de investimento e balança comercial com o bloco

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil) lança, nesta semana, um novo estudo de inteligência que analisa o cenário econômico e comercial entre o Brasil e a União Europeia, trazendo dados atualizados, tendências e oportunidades para empresas brasileiras interessadas em expandir sua atuação no mercado europeu.

A publicação destaca que a União Europeia segue como um dos principais parceiros econômicos do Brasil, com comércio bilateral que alcançou US$ 100 bilhões em 2025. Com uma população de 448,6 milhões de habitantes e um PIB agregado de US$ 21,2 trilhões, o bloco europeu representa um mercado altamente competitivo e com elevado poder de consumo.

Apesar da relevância já alcançada, o estudo destaca que a participação brasileira nas importações europeias, atualmente em 1,6%, revela um expressivo potencial de expansão. Esse cenário aponta oportunidades concretas para ampliar e diversificar as exportações brasileiras, Atualmente, a pauta exportadora brasileira permanece concentrada em commodities como petróleo bruto, café não torrado, soja, celulose e minérios.

Segundo o gerente de Inteligência da ApexBrasil, Gustavo Ferreira, o novo contexto abre uma janela estratégica para o país.

Este estudo mostra que, embora o Brasil já tenha presença relevante no comércio com a União Europeia, ainda há um potencial significativo a ser explorado, especialmente em produtos de maior valor agregado. O acordo com o bloco europeu tende a ampliar o acesso ao mercado e estimular a diversificação das exportações brasileiras.

Gustavo Ferreira, gerente de Inteligência da ApexBrasil

O levantamento também evidencia oportunidades em setores como máquinas e equipamentos, produtos manufaturados, alimentos processados, higiene pessoal, materiais de construção e bens ligados à transição verde e digital, áreas em que a demanda europeia tem crescido de forma consistente.

A entrada em vigor do acordo entre o Mercosul e a União Europeia deve impulsionar ainda mais esse cenário, com a redução gradual de tarifas e ampliação de cotas para produtos estratégicos do agronegócio brasileiro, como suco de laranja, carnes, açúcar etanol, mel e frutas.

Investimentos

Outro destaque do estudo é o papel da União Europeia como principal investidor estrangeiro no Brasil. Em 2024, o estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) do bloco atingiu US$ 464,4 bilhões, equivalente a 40,7% do total no país, com forte presença em setores como indústria, energia, infraestrutura e tecnologia. A ApexBrasil atua ativamente no apoio à inserção de empresas brasileiras no mercado europeu, com 29 projetos setoriais que contam com o bloco como mercado-alvo, abrangendo áreas como agronegócio, economia criativa, tecnologia, saúde e indústria.

Acesse o estudo

Acesse também o estudo de oportunidades Acordo Mercosul – União Europeia

(*) Com informações da ApexBrasil

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Gastos dos turistas internacionais no Brasil crescem 12% no 1º. trimestre e receita soma US$ 3,2 bilhões

De janeiro a março deste ano, viajantes de outros países desembolsaram o valor recorde de US$ 3,2 bilhões em viagens ao Brasil; no ano passado, a marca tinha ficado em US$ 2,8 bi

Da Redação (*)

Brasília – Viajantes internacionais deixaram US$ 3,2 bilhões na economia brasileira no primeiro trimestre de 2026. O valor recorde supera em 11,8% a marca do mesmo período de 2025, de US$ 2,8 bi, que já era inédita. Em março, o valor da entrada de dólares do turismo internacional ficou em US$ 934 milhões, novamente, valor acima do período equivalente de 2025, em que o patamar ficou em US$ 930 milhões. Os dados são do Banco Central (BC).

Os valores gastos pelos visitantes internacionais no primeiro trimestre seguem a tônica do acumulado de 2025, em que o Brasil atingiu um patamar histórico de arrecadação do turismo estrangeiro. Nos 12 meses do ano passado, o registro de entradas ficou em US$ 10,4 bilhões, um aumento de 23,8% em relação a 2024, quando o total foi de US$8,4 bilhões.

O aumento na receita do turismo internacional no comparativo com o ano histórico de 2025 confirma a efetividade dos trabalhos da Embratur, em parceria com estados, municípios e setor privado, para consolidar e superar os bons resultados alcançados nos últimos anos. Para o presidente da Agência, Bruno Reis, a aplicação do Plano Brasis – Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027 – é um dos motores para a sedimentação dos patamares recordes que o país vem atingindo.

“O crescimento de quase 12% na entrada de divisas neste primeiro trimestre é o reflexo direto da maturidade que o setor vem alcançando. Estamos mostrando que o turismo é uma frente importante da balança comercial brasileira. Com o Plano Brasis, deixamos de atuar apenas na promoção genérica para operar com inteligência de dados, em sinergia com estados, municípios e todo o trade, criando um ambiente de negócios mais previsível e atraente. E o resultado é que o dinheiro do turista internacional gira na economia dos destinos, promovendo desenvolvimento, emprego e renda para a população”, afirmou Reis.

Chegadas internacionais

O crescimento na entrada de receitas do turismo acompanha o de chegada de turistas internacionais que entraram no Brasil. Em março deste ano, o número de desembarques foi 13% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado. O país recebeu, no terceiro mês de 2026, 1.053.098 viajantes de outros países contra 929.096 no período anterior.

O turismo internacional também cresceu no primeiro trimestre. De janeiro a março, os destinos nacionais receberam 3,74 milhões de viajantes de outros países. O Rio de Janeiro ficou em primeiro lugar entre os estados que mais receberam turistas internacionais no primeiro trimestre de 2026. Foram 884.535 chegadas no período, seguido por São Paulo (866.751), Rio Grande do Sul (764.598), Santa Catarina (478.039) e Paraná (395.574).

(*) Com informações da Embratur

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Toyota e eComex Revolucionam o Comércio Exterior com a Maior DUIMP do Brasil

Da Redação (*)

Brasília – Você já se perguntou como otimizar suas importações e reduzir processos fragmentados? A eComex apresenta, com entusiasmo, o webinar “Como foi transmitida a maior DUIMP do Brasil”. Neste encontro, que acontecerá em 08 de maio, às 11h, André Barros (CEO da eComex e da D2P) e Tiago Barbosa (consultor do BID e FMI) vão demonstrar, de forma prática, os bastidores do registro da maior Declaração Única de Importação do país. Clique aqui para se inscrever: http://linklist.bio/kjhgqqam9y.

Desafios e Inovações

Anteriormente, empresas que realizavam operações de grande volume enfrentavam limitações significativas. Por exemplo, elas dividiam as declarações em blocos de até 999 linhas, o que elevava o tempo e os riscos operacionais. Em contrapartida, a Toyota, em parceria com a eComex, implementou um novo modelo que unificou todo o processo em um único registro. Assim, superaram as barreiras e demonstraram uma nova forma de aproveitar o Portal Único de Comércio Exterior.

Vantagens da Nova Abordagem

Além disso, a nova estratégia promove diversos benefícios:

  • Agilidade e eficiência: A transmissão de aproximadamente 8 mil linhas em um documento único simplifica o fluxo operacional.
  • Redução de custos: A modernização dos processos elimina etapas desnecessárias e diminui os gastos.
  • Segurança aprimorada: A integração tecnológica assegura a conformidade e a integridade das informações.

Por outro lado, essa mudança representa um avanço decisivo para o país, pois o Portal Único agora suporta operações de alta complexidade e grandes volumes de dados.

Depoimentos e Resultados

Erica Watanabe, gerente de Logística da Toyota, enfatiza que a parceria com a eComex foi crucial para modernizar o sistema: “Nós discutimos e implementamos uma solução que atendeu às necessidades reais do mercado.” Além disso, Tiago Vendemiatti, gerente de TI da Toyota, destaca o impacto positivo: “Registrar uma DUIMP com 8 mil linhas comprova nossa robustez tecnológica e capacidade de operar em grande escala.” Dessa forma, a operação não só registrou um marco, mas também pavimentou o caminho para futuras inovações.

O Futuro das Operações de Importação

Portanto, essa iniciativa abre novas possibilidades para empresas que buscam modernizar seus processos. Se você deseja transformar suas operações e se posicionar de forma competitiva no comércio exterior, este webinar é uma oportunidade imperdível.

Inscreva-se Agora!

Não perca a chance de aprender com profissionais renomados e especialistas do setor. Inscreva-se gratuitamente para participar deste evento que promete revolucionar a maneira de importar no Brasil. Acesse: http://linklist.bio/kjhgqqam9y.

(*) Com informações da eComex

 

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Como otimizar custos e operações na logística?

André Pimenta (*)

Segundo o Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), os custos logísticos no Brasil ficam entre 15% e 18% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Os custos percorrem toda a cadeia, moldando decisões operacionais, estratégias de negócios e até a experiência de consumo.

No transporte de cargas, a digitalização e integração de sistemas, processos e pessoas pode ser uma grande dor. Afinal, cada falha eleva os custos operacionais, reduz a satisfação do cliente e diminui a produtividade. Pensando nisso, é essencial buscar soluções integradas que otimizem os investimentos e operações para atender às demandas do setor e garantir maior qualidade. Na prática, essas soluções envolvem o uso combinado de tecnologia, processos bem definidos e parcerias de negócio mais estratégicas.

O que faz uma solução logística funcionar de verdade?

Na fragmentação do transporte rodoviário, com o aumento de exigências e mudanças constantes, apenas recursos tecnológicos isolados ou processos desconectados não são suficientes. O que realmente faz uma solução logística funcionar é implementar um ecossistema integrado e otimizado.

Ao adotar tecnologias de automação, otimizar rotas, fortalecer parcerias estratégicas e centralizar a gestão financeira, a operação ganha mais eficiência, controle e agilidade. Algumas estratégias incluem:

Tecnologia e automação da operação:

Sistemas como ERP (Enterprise Resource Planning) e TMS (Transportation Management System), quando integrados, otimizam rotas, controlam estoques e automatizam processos, trazendo mais eficiência e reduzindo erros operacionais.

Roteirização inteligente e monitoramento de carga:

Com o uso estruturado de dados, algoritmos e sistemas de geolocalização (GPS) tornaram-se ferramentas essenciais para a eficiência operacional. Hoje, soluções baseadas em inteligência analítica consideram variáveis como trânsito em tempo real, janelas de entrega, restrições urbanas, capacidade de carga e perfil do cliente para definir rotas mais estratégicas. Com o sistema, é possível planejar melhor as entregas, aproveitar melhor as rotas, reduzir custos operacionais e acompanhar cada etapa do transporte com mais precisão.

Parcerias de negócio mais consolidadas e operação centralizada

Colaborar com operadores regionais permite adaptar a logística às realidades locais, garantindo mais agilidade, flexibilidade e assertividade nas entregas. No setor, esse modelo tem ganhado visibilidade, permitindo expansão acelerada, além de sistemas mais estruturados, completos e estratégicos.

Gestão financeira centralizada e suporte aos parceiros

Centralizar o controle financeiro e oferecer suporte estruturado aos parceiros melhora a organização da operação, reduz burocracias e fortalece toda a cadeia logística. A segurança financeira e fiscal é essencial para o bom funcionamento das operações, garantindo capilaridade no mercado e um melhor nível do serviço.

Mas como as soluções logísticas impulsionam resultados?

A digitalização não é apenas uma tendência passageira, mas uma realidade que precisa ser vista como consolidada já que é essencial para organização, eficiência e otimização das operações.

Soluções que eliminam retrabalhos, centralizam informações e aumentam a eficiência do controle logístico ajudam as empresas a operar com mais inteligência e previsibilidade. Consequentemente, a satisfação dos públicos estratégicos – nesse caso, motoristas parceiros e o cliente final – aumenta, já que as jornadas são melhoradas através do uso de tecnologias e a agilidade, centralização e previsibilidade dominam as operações.

Os próximos passos são digitais, inteligentes e conectados. Quando tecnologia e logística caminham juntas, o setor avança com mais eficiência, sustentabilidade e impacto positivo para todos. A modernização tecnológica pavimenta o futuro da logística, representando uma mudança estrutural na forma de planejar, operar e medir desempenho. Desta forma, conectamos pontos fundamentais: pessoas, processos e sistemas, de forma integrada em uma cadeia verdadeiramente inteligente.

(*) André Pimenta, CEO da Motz – O executivo tem 20 anos de experiência no setor, atuando em posições de liderança na área de supply chain e de negócio em empresas como Ambev e Votorantim Cimentos. Além de possuir 8 anos de experiência no cargo de CEO, trazendo sólido histórico nas áreas comerciais e de operações, com forte foco na entrega de resultados e estruturação de equipes. Atualmente está como CEO da Motz, transportadora digital que conecta cargas e destinos, facilitando a jornada da cadeia logística.

 

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Acordo UE–Mercosul ganha 10 pontos chave com foco em indústria e infraestrutura, diz KPMG

Da Redação (*)

Brasília – Autoridades e líderes empresariais da União Europeia (UE) e do Mercosul colocaram em pauta, hoje (27), o acordo UE–Mercosul, apresentado como um amplo pacto comercial preferencial baseado em regras e centrado em parcerias industriais. A proposta busca reduzir tarifas, simplificar normas e ampliar a previsibilidade para empresas, com possibilidade de aplicação provisória rápida e geração de ganhos imediatos para os dois blocos.

“A combinação entre redução de tarifas, simplificação regulatória e previsibilidade cria um ambiente mais propício para investimentos de longo prazo, especialmente em setores intensivos em infraestrutura. No entanto, o real impacto dependerá da capacidade de execução — tanto na implementação ágil quanto na superação de entraves estruturais — para que os ganhos potenciais se traduzam em competitividade concreta e integração efetiva das cadeias produtivas”, explica a sócia de Industrial Markets da KPMG no Brasil, Flavia Spadafora.

Para Denis Redonnet, vice-diretor-geral de Comércio e Segurança Econômica da Comissão Europeia, o acordo tem caráter “transformador”, tanto pelo tamanho do mercado quanto pelo nível de integração proposto. Segundo ele, a eliminação de tarifas para a maior parte das exportações europeias, aliada à facilitação de investimentos e à simplificação regulatória — incluindo a redução de monopólios e exigências de preços mínimos — tende a impulsionar cadeias produtivas mais integradas e competitivas.

“O acordo UE–Mercosul reforça o papel da infraestrutura como vetor crítico para transformar ganhos comerciais em resultados concretos. A ampliação do comércio e a integração das cadeias produtivas vão demandar investimentos relevantes em logística, energia e conectividade, além de maior eficiência regulatória. Para o Brasil, isso abre uma janela importante para acelerar projetos estruturantes alinhados à agenda de sustentabilidade e competitividade global”, aponta a sócia líder de infraestrutura da KPMG, Tatiana Gruenbaum.

Pontos-chave do debate

  1. O pacto busca diversificar e preservar as cadeias de suprimentos, especialmente de matérias-primas críticas, incorporando compromissos sociais, ambientais e climáticos.
  2. Priorização do desenvolvimento industrial com valor agregado: o Brasil foca na industrialização local; a UE apoia criação compartilhada de valor.
  3. A abertura de compras públicas no Mercosul amplia oportunidades para empresas europeias.
  4. O acordo fortalece a redução de tarifas
  5. PMEs e investidores se beneficiam de regras claras, menos barreiras e cadeias mais resilientes.
  6. A aplicação gera ganhos imediatos, mas o sucesso depende de execução rápida e comunicação eficaz.
  7. Áreas com maior potencial: automotivo, energia, manufatura, biocombustíveis/SAF, tecnologias verdes, descarbonização, e economia circular.
  8. Persistem desafios: complexidade tributária brasileira e juros elevados
  9. Ferramentas de apoio incluem financiamento à exportação (principalmente nacional) e
  10. Platataforma Access2Markets.   –  (*)  Com informações da KPMG

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IBP alerta parlamentares sobre riscos e impactos do imposto de 12% sobre exportação de petróleo no mercado brasileiro

Da Redação (*)

Brasília – O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) vai promover, no dia 29 de abril, às 8h, em Brasília, um encontro com lideranças da Câmara e do Senado para discutir os impactos do conflito no Oriente Médio, com destaque para a volatilidade nos preços de petróleo e as medidas adotadas pelo Governo para conter a alta dos preços dos combustíveis no Brasil, especialmente o imposto sobre a exportação de petróleo bruto.

Além de lideranças da Câmara e do Senado, confirmaram presença CEOs de grandes empresas em atuação no Brasil e outras associadas ao IBP. O Instituto apresentará dados das projeções que demonstram o resultado positivo da arrecadação da União em face do aumento do preço do brent no mercado internacional, bem como os impactos negativos para a arrecadação dos Estados, se mantida cobrança do Imposto de Exportação.

Além disso, juntos com os especialistas do setor de O&G, o IBP discutirá os riscos à competitividade do petróleo brasileiro no mercado global e impropriedades jurídicas, em um momento em que o país se apresenta como um supridor confiável de energia em um cenário geopolítico de conflito no Oriente Médio. A taxação também gera instabilidade e insegurança jurídica para futuros investimentos em uma indústria de maturação longa e intensiva em capital.

SERVIÇO

Evento: Conversa com IBP: MP 1340/26 e os cenários para a indústria de O&G

Data: 29 de abril

Horário: 08h

Local: BHotel, Setor HoteleiroNorte (SHN), Quadra 05, Lote L, Bloco J, Eixo Monumental – Brasília/DF

Credenciamento de imprensa: Deve ser realizado até o dia 28 de abril, às 18h, neste formulário.

(*) Com informações do IBP

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