“O Brasil não pode se limitar a ser exportador de minerais críticos”, afirma ministro do MDIC Márcio Elias Rosa

Titular do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços defende que exploração do minério esteja conectada ao desenvolvimento da indústria nacional. Acordos assinados com Espanha e Alemanha durante viagem do presidente Lula à Europa reforçam o entendimento

Da Redação (*)

Brasília – O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (24), durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, que o Brasil não pode se limitar a exportar minerais críticos como matéria-prima e deve usar essas reservas estratégicas para fortalecer a indústria nacional. Segundo ele, a política do Governo do Brasil para o setor busca agregar valor à produção mineral e transformar esses recursos em vetor de desenvolvimento econômico e soberania.

“É o tema da atualidade. Deixou de ser meramente econômico, comercial, e hoje é um tema geopolítico. O governo quer apresentar propostas e sugestões que, sobretudo, aperfeiçoem o dever de industrialização do mineral crítico no país. Não queremos ser um exportador de matéria-prima. Não vamos cometer o equívoco de imaginar que mineral crítico ou terra rara no país seja objeto de exportação. Não pode ser. Tem que ser de industrialização. É um grande insumo para a indústria”, ressaltou Márcio Elias Rosa.

Segundo o ministro Márcio Rosa, “o governo quer apresentar propostas e sugestões que, sobretudo, aperfeiçoem o dever de industrialização do mineral crítico no país. Não queremos ser um exportador de matéria-prima. Não vamos cometer o equívoco de imaginar que mineral crítico ou terra rara no país seja objeto de exportação. Não pode ser. Tem que ser de industrialização. É um grande insumo para a indústria”.

Minerais críticos são matérias-primas consideradas essenciais para a transição energética, a transformação industrial e a segurança econômica, por sua ampla aplicação em tecnologias como baterias, energias renováveis e sistemas digitais, além de sua oferta muitas vezes concentrada em poucos países.

Acordos com Espanha e Alemanha

Na semana passada, durante viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa, o Brasil assinou, com os governos da Espanha e da Alemanha, uma série de atos bilaterais que reforçam a cooperação em áreas centrais para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social.

Entre os destaques está a assinatura de acordos no campo de minerais críticos, firmados entre o Ministério de Minas e Energia do Brasil e os ministérios da Economia e da Transição Ecológica da Espanha, e da Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha.

Os acordos — que sucedem os assinados com a Índia e a Coreia do Sul em fevereiro — estabelecem bases para ampliar a cooperação bilateral em toda a cadeia produtiva desses insumos estratégicos.

“[O tema] está associado à nova indústria do mundo, porque aquilo que você pode aproveitar de minerais estratégicos, críticos ou das chamadas terras raras, é fundamental para o desenvolvimento, para a inovação tecnológica. Está associado muito mais à soberania dos países do que a uma questão meramente econômica. É por isso que está todo mundo querendo discutir o assunto. O Brasil talvez tenha a segunda maior reserva de terras raras, minerais críticos ou estratégicos no mundo. Então, temos um ativo muito importante”, lembrou o ministro.

(*) Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Porto de Santos amplia recordes e em três meses já alcança números anuais do século 20

No 1º trimestre de 2026, supera o resultado total de 1999 e fica perto do registrado no ano 2000

Da Redação (*)

Brasília – O Porto de Santos não para de registrar recordes. No mês de passado, a movimentação de cargas atingiu 16,9 milhões de toneladas, recorde para o mês de março e segunda melhor marca mensal da história. No acumulado deste ano, as cargas somaram 42,8 milhões de toneladas (também melhor marca acumulada histórica). Com essa marca, o primeiro trimestre de 2026 supera o total movimentado pelo Porto em todo o ano de 1999 (42,7 milhões de toneladas) e próximo do melhor resultado do século 20 (43,1 milhões), evidenciando o crescimento acelerado da maior estrutura portuária do hemisfério sul.

No último mês de março, a movimentação de contêineres chegou a 485 mil TEU em março de 2026, aumento de 5,4% em relação ao mesmo mês do ano passado e melhor marca histórica para março. No acumulado do trimestre, os 1,4 milhão de TEU representam um crescimento de 3,6% na comparação com 2025. TEU é a medida padrão para contêineres.

Os recordes não param por aí. A movimentação de granéis líquidos acumulou 5 milhões de toneladas nos três primeiros meses – um aumento de 11,6% comparado ao mesmo período de 2025 e melhor marca da história para um primeiro trimestre. Em março, foi movimentado 1,8 milhão de toneladas, com destaque para o aumento do embarque de gasolina, óleo combustível, diesel e gasóleo: +26,3%, +38,4% e +22,0%, respectivamente.

Os granéis sólidos chegaram ao acumulado de 20,5 milhões de toneladas no trimestre (+11,6%), um avanço de 5,2% em comparação ao mesmo período de 2025. No mês de março foram movimentadas 8,8 milhões de toneladas (-0,3%), destacando-se os embarques de açúcar (+9,1%) e farelo de soja a granel (+9,8%).

Importância do Porto de Santos para o Brasil

A participação do Porto de Santos na corrente comercial brasileira foi de 28% no acumulado dos primeiros três meses do ano. No período, a China consolidou-se como o principal parceiro comercial: cerca de 30,7% das transações comerciais nacionais com o exterior que passaram pelo Porto de Santos tiveram o país asiático como origem ou destino – o valor movimentado no primeiro trimestre chegou a US$ 12,98 bilhões (ante US$ 4,39 bilhões transacionados com os EUA, o segundo maior parceiro).

São Paulo foi o estado com maior participação nas transações comerciais com o exterior por meio do Porto de Santos no primeiro trimestre de 2026. Foram US$ 21,84 bilhões, correspondentes a 51,9% do total.

“Os números comprovam a força do Porto de Santos e o trabalho forte e responsável da comunidade portuária a da gestora pública deste gigante patrimônio do Brasil. Temos que nos orgulhar deste Porto e por isso trabalhamos para prepará-lo para os próximos 20 anos”, comemorou o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini.

(*) Com informações da Autoridade Portuária de Santos

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Investigações do MDIC e da Fazenda interrompem fraudes em 21 processos de importações de produtos diversos

Entre as irregularidades estão a subdeclaração de valores e a classificação indevida de mercadorias

Da Redação (*)

Brasília – Investigações conduzidas pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda (MF) interromperam, nos últimos meses, diversas operações de importação que burlavam regras de comércio exterior com práticas como subdeclaração de valor e classificação indevida de mercadorias.

Foram 50 denúncias recebidas entre agosto de 2024 e dezembro de 2025. Em 21 desses casos, as investigações confirmaram os indícios de irregularidades, que alcançavam empresas e produtos dos setores têxtil, siderúrgico, de linha branca, autopeças, químico, eletroeletrônicos e produtos esportivos, além de itens como pneus, secadoras de roupa, redes de pesca e vestuário, entre outros.

Para três dos 50 casos, as denúncias se mostraram improcedentes. Outras 26 denúncias ainda estão sob investigação.

“A atuação do governo busca coibir práticas indevidas na importação, que prejudicam empresas que cumprem as regras. Ao fortalecer os mecanismos de controle e fiscalização, ampliamos a previsibilidade e garantimos um ambiente mais equilibrado para quem atua de forma regular”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

Ação conjunta Secex e Receita Federal

Os dados sobre as investigações constam de relatório do Grupo de Inteligência de Comércio Exterior (GI-CEX), elaborado conjuntamente pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB).

Constatado o indicativo de conduta irregular, a Secex adota medida de controle prévio sobre as importações da empresa, em relação ao produto alvo da investigação. Conhecida como licenciamento não automático, a ação permite, com base em gestão de riscos, a verificação da autenticidade, veracidade e exatidão das informações prestadas pelos importadores antes do despacho aduaneiro.

A exigência de licenciamento mais rigoroso tem se mostrado eficaz. De acordo com o relatório, entre 19% e 79% das licenças de importação, a depender da empresa e do produto, são canceladas pelo próprio importador ou indeferidas enquanto a medida está em vigor.

A atuação do Grupo de Inteligência também conta com o reforço da fiscalização aduaneira pela Receita Federal, com ações realizadas tanto antes quanto após o desembaraço das mercadorias. O grupo tem como atribuição identificar indícios de infração à legislação de comércio exterior, propor medidas para sua prevenção e repressão, além de articular cooperação com outros órgãos da administração pública federal.

“Com essa atuação coordenada, o GI-CEX contribui para assegurar isonomia competitiva, fortalecer o ambiente de negócios e coibir práticas irregulares no comércio exterior brasileiro, sem aumento de burocracia”, destaca Renato Agostinho da Silva, diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior da Secex.

(*) Com informações do MDIC

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ApexBrasil lança curso gratuito de capacitação em logística com conteúdo preventivo para exportação

Nova capacitação da Agência apresenta, em episódios curtos e material prático, os principais aspectos logísticos do comércio exterior para empresas que querem exportar com mais segurança

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Produtos e Investimentos (ApexBrasil) lançou o curso Guia de Logística para Exportação, que apresenta os principais aspectos logísticos do comércio exterior por meio de episódios curtos em animação. Ao se inscrever, a empresa também recebe gratuitamente o e-Book “Guia de Logística para Exportação”, material prático e de consulta rápida para apoiar o processo de exportação, do planejamento logístico à tomada de decisões ao longo de cada etapa. Para acessar o curso, basta acessar o portal Ead da ApexBrasil e realizar o cadastro na plataforma.

Curso com conteúdo preventivo e orientador na tomada de decisões

Para muitas empresas, a jornada de entrada no mercado internacional é cercada de dúvidas. Questões como atrasos, custos extras, falhas operacionais e de logística podem comprometer o processo exportador. Pensando nisso, a ApexBrasil desenvolveu o curso para ajudar empresas interessadas em exportar a compreenderem a operação de ponta a ponta, com mais previsibilidade, segurança e eficiência.

A proposta é oferecer um conteúdo preventivo, capaz de antecipar desafios e orientar decisões antes que os problemas aconteçam. Mais do que vender para o exterior, exportar exige planejamento logístico e atenção aos detalhes que impactam diretamente o sucesso da operação.

Os episódios do curso contam com personagens que representam diferentes perfis de empresas, que enfrentam e lidam com experiências comuns da jornada exportadora. A partir desses casos, o curso explica temas relevantes da logística internacional, como funcionamento da alfândega, habilitação da empresa para exportar, Incoterms, escolha do modal de transporte, documentos da exportação e formação do preço de exportação.

O conteúdo também traz orientações sobre exportação indireta, logística da carga, exportação via e-commerce e estratégias para acessar novos mercados internacionais. Ao concluir o curso, a empresa estará mais preparada para estruturar e executar as etapas do processo exportador com clareza e segurança, reduzindo riscos e ampliando suas chances de sucesso no mercado internacional. Acesse o curso e prepare sua empresa para exportar com mais segurança e eficiência!

(*) Com informações da ApexBrasil

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Sebrae vê com otimismo oportunidades de internacionalização para MPEs com acordo União Europeia-Mercosul

 Presidente da instituição, Rodrigo Soares, participou de painel na maior feira de tecnologia industrial do mundo, ao lado de empreendedores brasileiros

Da Redação (*)

Brasília – O acordo comercial entre União Europeia e Mercosul entra em vigor no próximo dia 1º de maio, facilitando o acesso para empresas brasileiras a um mercado com 450,4 milhões de habitantes em 27 países, que somam um PIB de US$ 19,99 trilhões. O Sebrae Nacional participou de painel, nesta quinta-feira (23), na Hannover Messe 2026, que discutiu as oportunidades que esse acordo abre para pequenos negócios brasileiros e como as micro e pequenas empresas do país estão se preparando para essa janela inédita de oportunidades.

O presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, conversou com empreendedores de pequenos negócios brasileiros, que participam do evento com o apoio a instituição. Participaram do painel Gabriel Bugança, fundador da Carbon Smart, de Santa Catarina, que oferece soluções para quem consome, vende, opera ou investe em energia limpa; Sílvio Corrêa, CEO da EasyPro Tech, do Rio Grande do Sul, que dispõe de soluções digitais para cronoanálise, qualidade e produtividade industrial; e Jeison Bastiani, CEO e cofundador da ForLogic Software, do Paraná, que apoia empresas na melhoria de qualidade, compliance e gestão.

Rodrigo Soares destacou a crescente projeção internacional do Brasil e o trabalho do Sebrae, integrado com órgãos do governo federal, para impulsionar as exportações das MPE brasileiras. “Nós conseguimos abrir nos últimos anos, graças à atuação do governo federal e da ApexBrasil, cerca de 544 novos mercados”, afirmou. Ele ressaltou o recorde histórico das exportações do Brasil em 2025, que somaram US$ 348 bilhões, superando em US$ 9 bilhões o recorde anterior, registrado em 2023.

Atração de investimentos e oportunidades de internacionalização

“Hoje o Brasil possui uma confiança internacional. Nós somos atualmente o quarto maior destino de investimento estrangeiro direto no mundo. Em 2025 foram cerca de US$ 77,6 bilhões, segundo o Banco Central”, ressaltou Rodrigo Soares. Nesse contexto, ele apontou o potencial de impacto do acordo UE-Mercosul.

“Daqui a alguns dias, o acordo estará valendo. Considerando os 27 países europeus e os do Mercosul – Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia –, os blocos somam um PIB de US$ 22,4 trilhões e 718 milhões de consumidores”, observou, questionando os empreendedores sobre as oportunidades da internacionalização.

“A gente aqui tem acesso a tecnologia de ponta, e é legal também poder observar que a nossa tecnologia também é de ponta”, ressaltou Jeison Bastiani, da ForLogic. “O que a gente faz no Brasil também ajuda o mercado alemão, por exemplo,” afirmou.

Ele mencionou a facilidade de gerar negócios e a possibilidade de se conectar com empresas italianas e consultorias alemãs, enxergando “ótimas promessas”. O empresário lembrou também do trabalho pós-feira: “Agora, voltando para casa, tem que fazer o dever de casa. Tem que pegar todos esses contatos, estudar e dar o prosseguimento”.

Silvio Correa, CEO da EasyPro, comentou a transição de sua empresa de visitante a expositor na Hannover Messe e ressaltou a importância do acesso a novos contatos e mercados. “O apoio do Sebrae foi muito importante para conseguir fazer essa junção, essa interação no atendimento a clientes e nas oportunidades para alavancar nosso negócio na Europa”, comentou.

O apoio do Sebrae para a internacionalização também foi destacado por Gabriel Bugança, da Carbon Smart, que faz sua primeira participação na Hannover Messe. “Conseguimos muitas parcerias com empresas brasileiras e da Europa, como Holanda, Inglaterra, e também chinesas”, celebrou.

(*) Com informações do Sebrae

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Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior recebe inscrições até 27 de abril

Empresas exportadoras podem participar da iniciativa que reconhece práticas de equidade racial e fortalece a inserção internacional

Da Redação (*)

Brasília – As inscrições para o Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior seguem abertas até 27 de abril de 2026. Empresas interessadas podem acessar o edital e realizar o cadastro por meio da página da ApexBrasil, onde estão disponíveis todas as orientações da iniciativa.

Uma iniciativa do Conduzido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da ApexBrasil, com apoio do Ministério da Igualdade Racial (MIR), o prêmio reconhece empresas brasileiras que promovem a diversidade racial em sua estrutura e ampliam a presença de profissionais negros em posições estratégicas no comércio exterior.

Para a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, a iniciativa destaca que a iniciativa integra o Programa Raízes Comex, lançado pelo MDIC em 2024, para ampliar a diversidade e a inclusão no comércio exterior brasileiro.

“Ampliar a diversidade nas empresas que atuam no comércio exterior é uma agenda de desenvolvimento. O Brasil ganha quando mais empresas refletem a diversidade da nossa sociedade e conseguem competir com mais qualidade e inovação no mercado internacional”, afirmou.

Podem participar empresas que já atuam no comércio exterior e desenvolvem ações concretas de promoção da equidade racial. Ao todo, até dez empresas serão selecionadas e receberão certificado oficial de reconhecimento do Governo Federal.

As vencedoras poderão escolher entre duas modalidades de premiação: uma agenda de negócios personalizada em mercado internacional ou a participação em ação de promoção comercial organizada pela ApexBrasil.

Reconhecimento que gera resultado

Na primeira edição, realizada em 2025, 20 empresas foram reconhecidas por práticas consistentes de inclusão racial. Entre elas, a INPUT Post Production, vencedora na categoria Liderança Global, voltada a empresas brasileiras já inseridas no mercado internacional.

Com atuação em pós-produção sonora e finalização de som, a empresa participa de projetos para grandes plataformas globais e tem ampliado o alcance internacional de serviços criativos desenvolvidos no Brasil.

O reconhecimento abriu espaço para novas oportunidades. A empresa integrou missão internacional no South by Southwest (SXSW), em Austin, nos Estados Unidos, com agenda estruturada de encontros e articulações voltadas à expansão de negócios.

“É uma chance incrível de expandir o network, conhecer mais gente, aprender e contar com suporte não só logístico, mas principalmente de contatos e articulações, que são o grande valor em um evento desse porte”, afirmou o representante da empresa, Mário de Poy.

“Tivemos uma agenda toda curada para a nossa empresa, com possibilidade de conhecer parceiros e abrir novas frentes de atuação”, acrescentou.

“Mesmo depois de mais de 20 anos de atuação, dá para sentir a diferença de ter o seu país jogando ao seu lado”, completou.

Confira o edital.

 

(*) Com informações do MDIC

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B4 homologa ESGreen como principal infraestrutura de dados ESG e climáticos do Brasil

Plataforma chega para preencher maior lacuna do mercado atual, operando como uma camada essencial para o sistema financeiro naciona

Da Redação (*)

Brasília – A B4 (Bolsa de Ação Climática) anuncia a homologação da ESGreen, que passa a figurar como a principal infraestrutura brasileira de dados voltada ao ecossistema ESG e climático. A plataforma chega para preencher a maior lacuna do mercado atual: a escassez de dados confiáveis, contínuos e auditáveis em larga escala, operando como uma camada essencial de Monitoramento, Reporte e Verificação (MRV) para o sistema financeiro nacional.

Diferente de soluções convencionais, a ESGreen oferece uma estrutura analítica profunda, com integração via API a sistemas de crédito, compliance e gestão de risco. A plataforma é totalmente aderente à Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), operando com mais de 700 critérios de avaliação que garantem conformidade com as normas do Banco Central, CVM e SUSEP.

A robustez tecnológica da plataforma é sustentada por modelagem de risco climático via NVIDIA Earth-2 e processamento de dados via inteligência artificial, sendo a ESGreen uma das empresas selecionadas pelo programa de aceleração da Alper Seguros. O Score ESGreen já é uma autoridade reconhecida, validado por mais de 50 instituições financeiras que utilizam a ferramenta para monitorar uma base superior a 85 mil empresas.

Presença nacional e eixo público

Com uma capilaridade que alcança 16 estados e mais de 100 municípios, a ESGreen também consolida sua presença no setor público. A empresa firmou uma parceria estratégica com o Governo do Estado de Santa Catarina por meio do Sapiens Parque e avança em acordos no Rio de Janeiro, onde já possui um Memorando de Entendimento (MOU) com a Invest Rio para atuação no hub de inovação MaraValley, na região do Porto.

“A chegada da ESGreen ao ecossistema da B4 marca um novo patamar de maturidade para o mercado de ação climática no Brasil. Ao integrarmos a principal infraestrutura de dados ESG do país, entregamos aos investidores e empresas a segurança jurídica e a transparência necessárias para que a sustentabilidade deixe de ser apenas um relatório e se torne, de fato, um ativo financeiro auditável e estratégico”, afirma Odair Rodrigues, CEO da B4.

Para a ESGreen, o momento representa a consolidação de um legado técnico a serviço do mercado. “O Brasil construiu o marco legal. Criou o mercado de carbono, definiu o reporte obrigatório, aprovou a Taxonomia Sustentável. Mas entre a lei e o mercado funcionando existe uma lacuna crítica: infraestrutura de dados. A ESGreen é essa infraestrutura — e a homologação pela B4 é a validação de que operamos no padrão que o mercado exige.”, comenta Mauricio Rodrigues, CEO da ESGreen.

A nova gramática do risco e convergência regulatória

Com o avanço do SBCE (Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões) e a Resolução 193 da CVM, o mercado brasileiro entra em um ciclo de obrigatoriedade. A partir de 2027, o reporte nos padrões IFRS S1/S2 será exigido para companhias abertas, tornando 2026 o “ano-base” crítico para a coleta de dados.

Neste cenário, a ESGreen se posiciona como uma infraestrutura “em produção”, e não apenas uma promessa tecnológica. A plataforma é aderente à Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB) e utiliza modelagem de risco climático via NVIDIA Earth-2 , integrando-se via API a sistemas de crédito e compliance para transformar sustentabilidade em um insumo de decisão financeira.

(*) Com informações da ESGreen

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Exportações de frutas têm o melhor primeiro trimestre da história e totalizam US$ 351 milhões em 2026

Da Redação

Brasília – As exportações brasileiras de frutas iniciaram 2026 em trajetória de crescimento. No primeiro trimestre, o setor movimentou US$ 351,1 milhões em valor, com embarques de 330,6 milhões de quilos, o que representa um aumento de 25% em valor (US$) e 13% em volume (kg) na comparação com o mesmo período de 2025.

O avanço foi puxado principalmente por frutas com forte demanda internacional. A manga registrou crescimento de 69% em valor (US$) e 40% em volume (kg), enquanto a melancia avançou 40% e 12%. Os melões também contribuíram para o desempenho positivo, com alta de 15% e 3%.

A Europa permanece como principal destino das exportações, absorvendo cerca de 60% da produção enviada ao exterior. No entanto, o setor busca diversificar mercados, com foco estratégico na Ásia, considerada o maior polo consumidor de frutas tropicais até 2030. Países como Índia e China têm ganhado relevância, com abertura recente para produtos brasileiros como limão, maçã e avocado. A participação em feiras internacionais e ações promocionais, em parceria com a ApexBrasil, têm sido fundamentais para ampliar a presença nesses mercados.

Entre os destaques, a maçã apresentou um salto expressivo de 215% em valor (US$) e 228% em volume (kg), refletindo ganho de mercado. Já o abacate cresceu 18% e 38%, enquanto a banana teve alta de 32% e 14%. O mamão (papaya) também avançou, com 19% e 11%.

Por outro lado, algumas culturas registraram retração, como as uvas que tiveram queda de 16% em valor (US$) e 18% em volume (kg), refletindo fatores como condições climáticas e dinâmica de mercado.

Presença crescente das frutas brasileiras no mercado internacional

Para o presidente da Abrafrutas, Waldyr Promicia, o desempenho do período reflete um movimento consistente do setor.

“Os resultados do primeiro trimestre mostram um avanço consistente das exportações brasileiras de frutas. O país vem ampliando sua presença no mercado internacional com produtos de qualidade e regularidade de oferta. Com o acordo que deve ser firmado agora no início de maio, nossa competitividade tende a aumentar, o que abre espaço para ampliar ainda mais as exportações brasileiras”, afirma o presidente.

O crescimento acompanha o movimento de expansão da fruticultura brasileira no exterior, impulsionado pela abertura de mercados, ganhos de competitividade e maior organização da cadeia produtiva.

Neste contexto, uma comitiva de produtores brasileiros intensificou a agenda internacional. O grupo participa da Macfrut 2026, uma das principais feiras globais do setor, realizada na Itália, e, na sequência, seguirá para o Canadá em missão de prospecção de mercado, com foco na ampliação das exportações de frutas brasileiras.

 

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Exportadores brasileiros veem com apreensão dependência de EUA e China e especialista aponta cinco estratégias para reduzir riscos

Concentração em poucos mercados amplia vulnerabilidade a tarifas e crises comerciais, enquanto diversificação ganha espaço como caminho para proteger receita e ampliar competitividade

Da Redação

Brasília – A concentração das exportações brasileiras em poucos destinos voltou ao centro das discussões do setor produtivo. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que China e Estados Unidos concentram cerca de 40% das exportações do país, o que amplia a exposição a oscilações políticas, tarifárias e cambiais.

Para Murillo Oliveira, especialista em investimentos e estruturação financeira internacional e head de tesouraria da Saygo, a dependência desses mercados deixou de ser apenas uma característica do comércio exterior brasileiro e passou a representar um risco direto à previsibilidade das empresas.

“A dependência excessiva de poucos mercados expõe as empresas a decisões que estão fora do controle delas, como tarifas, embargos ou mudanças regulatórias. Diversificar não é apenas crescer, é proteger receita”, afirma.

Movimentos recentes no comércio global reforçam essa percepção. A adoção de tarifas entre grandes economias, além de restrições sanitárias e ajustes em cadeias de suprimento, tem redirecionado fluxos comerciais e aberto janelas pontuais para novos fornecedores. Ao mesmo tempo, aumenta a instabilidade para quem opera de forma concentrada.

Busca de mercados fora dos polos tradicionais

Na prática, empresas brasileiras já começam a direcionar esforços para regiões como Sudeste Asiático, Oriente Médio e países europeus fora dos polos tradicionais. A mudança exige adaptação, mas amplia o potencial de crescimento. “Existe demanda global fora do eixo tradicional, mas ela exige preparo técnico, inteligência comercial e leitura de risco. Não é um movimento automático”, diz.

A diversificação também impacta diretamente a gestão financeira. Operar com diferentes moedas e ambientes regulatórios aumenta a complexidade, mas reduz a dependência de um único ciclo econômico. “Quem atua em mais de um mercado consegue equilibrar melhor receita e risco. Isso traz mais estabilidade no médio prazo”, explica.

Apesar do avanço do tema, a expansão internacional ainda esbarra em desafios operacionais. Falta de conhecimento sobre novos mercados, entraves logísticos e ausência de estrutura interna estão entre os principais obstáculos. “Muitas empresas entendem o risco de concentração, mas não têm clareza de como executar essa mudança. Sem estrutura, a diversificação pode gerar mais problema do que solução”, afirma.

A entrada em novos destinos exige planejamento e apoio técnico. Mais do que abrir canais comerciais, é necessário adaptar produto, atender exigências regulatórias e estruturar a operação financeira.

Nesse processo, o suporte especializado tende a reduzir erros e acelerar a tomada de decisão. “Não é só vender para outro país. É preciso entender a legislação, a logística e a dinâmica de cada mercado. Quando isso é feito com método, o ganho de competitividade é relevante”, diz.

Ao mesmo tempo, o avanço precisa ser criterioso. Expandir sem análise pode comprometer margem e operação. “Diversificar não significa atuar em qualquer mercado. É escolher destinos com aderência ao produto e capacidade operacional real”, alerta.

O especialista aponta cinco estratégias para reduzir riscos na exportação

A diversificação de destinos exige disciplina e execução estruturada. Especialistas apontam caminhos práticos para empresas que querem reduzir a dependência de poucos mercados e ganhar previsibilidade:

  • Mapear mercados com demanda aderente
    Antes de expandir, é essencial identificar países com potencial real para o produto, considerando consumo, concorrência e barreiras de entrada.
  • Estruturar gestão cambial e financeira
    Operar em múltiplas moedas exige controle. Estratégias como hedge e contas internacionais ajudam a proteger margens e evitar perdas.
  • Adequar produto e certificações
    Cada mercado possui exigências específicas. Ajustes técnicos e regulatórios evitam bloqueios e aumentam a competitividade.
  • Investir em logística e parceiros locais
    Eficiência logística impacta diretamente custo e prazo. Ter operadores confiáveis reduz riscos operacionais.
  • Contar com assessoria especializada
    Empresas com suporte técnico estruturam melhor a entrada em novos mercados e reduzem erros estratégicos.

Para Murillo Oliveira, a vantagem está na antecipação. “As empresas que começarem a diversificar agora tendem a ganhar espaço enquanto o comércio global se reorganiza. Esperar estabilidade pode significar perder competitividade”, afirma.

A reorganização das cadeias globais e o aumento das tensões comerciais indicam que a dependência de poucos mercados deve se tornar cada vez mais arriscada. Nesse ambiente, diversificar destinos deixa de ser apenas uma estratégia de expansão e passa a ser um fator determinante para a sustentabilidade das exportações brasileiras.

 

 

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Corrente de comércio chega a US$ 184 bilhões até a 3ª. semana de abril e superávit se aproxima de US$ 22 bilhões

No mês, as exportações somam US$ 21,2 bi e as importações, US$ 13,7 bi, com saldo positivo de US$ 7,5 bi e corrente de comércio de US$ 34,9 bi

Da Redação (*)

Brasília – Na 3ª semana de abril, a balança comercial registrou superávit de US$ 0,878 bilhão e corrente de comércio de US$ 12 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 21,2 bilhões e as importações, US$ 13,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 7,5 bilhões e corrente de comércio de US$ 34,9 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 103,6 bilhões e as importações, US$ 81,86 bilhões, com saldo positivo de US$ 21,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 185,4 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta quarta-feira (22/4), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de abril/2026 (US$ 1,770 bilhão) com a de abril/2025 (US$ 1,494 bilhão), houve crescimento de 18,5%. Em relação às importações houve crescimento de 2,7% na comparação entre as médias até a 3ª semana de abril/2026 (US$ 1,141 bilhão) com a do mês de abril/2025 (US$ 1,111 bilhão).

Assim, até a 3ª semana de abril/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.911,46 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 628,67 milhões. Comparando-se este período com a média de abril/2025, houve crescimento de 11,7% na corrente de comércio.

Exportações e importações por Setor

No acumulado até a 3ª semana do mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 63,95 milhões (16,1%) em Agropecuária; de US$ 105,12 milhões (29,9%) em Indústria Extrativa e de US$ 106,11 milhões (14,4%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 3ª semana do mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 11,88 milhões (21,8%) em Indústria Extrativa e de US$ 30,47 milhões (3,0%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 9,06 milhões (32,0%) em Agropecuária.

(*) Com informações da Secex/MDIC

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