Conflito no Oriente Médio redesenha turismo global, altera rotas, seguros, decisões de consumo e impulsiona Europa

Crise já impacta o setor em US$ 600 milhões por dia e altera rotas, seguros e decisões de consumo de turistas em 2026

Da Redação (*)

Brasília – O agravamento do conflito no Oriente Médio, que já acontece há mais de um mês, começa a redesenhar o mapa global do turismo em 2026. Desde o início da crise, a região recebeu 56% menos voos, comparado com março de 2025, segundo a Cirium. O fechamento de espaços aéreos e aumento da percepção de risco pelos viajantes tem feito com que alternativas mais seguras voltem ao centro das viagens, como países da Europa Ocidental.

Um estudo do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) estima que a crise já esteja impactando o setor de viagens e turismo no Oriente Médio em pelo menos US$ 600 milhões por dia. Isso tem provocado uma mudança rápida no comportamento do turista global.

Dados internos da Coris, referência em assistência e seguro viagem com atendimento 24 horas em português, demonstram que países da Europa aparecem como principal alternativa, especialmente Espanha, França, Portugal, Itália e Grécia. A tendência é reforçada pelo histórico de atratividade do continente: a Europa segue como a região mais visitada do mundo, concentrando centenas de milhões de chegadas internacionais anuais e mantendo forte estrutura turística e conectividade aérea.

Busca de destinos mais próximos

“Existe um outro movimento de busca por viagens mais próximas, como América do Sul e Caribe, que passam uma sensação maior de segurança neste momento”, afirma Cláudia Brito, Sócia Diretora Comercial da Coris. Essa região combina menor tempo de deslocamento, menos conexões aéreas e menor exposição a áreas potencialmente afetadas por conflitos.

Em momentos de instabilidade, o viajante tende a buscar destinos mais previsíveis, com boa estrutura e facilidade de acesso. “Do ponto de vista operacional, tivemos aumento em casos de cancelamento de viagem e alterações de voos relacionados ao cenário atual, mostrando que o impacto não está só na intenção de viagem, mas também em quem já tinha planos definidos”, reforça Cláudia.

Para Mário Marques, professor de economia da SKEMA Business School,  escola global de negócios presente em 7 países, o fenômeno é uma resposta técnica à elasticidade-preço da demanda no setor.

“O QAV é fortemente atrelado à paridade internacional e ao dólar, o que tende a gerar um repasse relativamente rápido às tarifas aéreas. Já no transporte rodoviário, embora o Diesel S-10 também seja influenciado pelos preços internacionais, o repasse no Brasil nem sempre é integral ou imediato, o que pode suavizar os impactos no curto prazo. Estamos diante de um efeito substituição clássico: o consumidor não deixa de viajar, mas migra para modais de menor custo”, explica o professor.

Em um contexto de instabilidade, contar com informação atualizada, flexibilidade no planejamento e suporte humano em qualquer lugar faz toda a diferença para garantir uma experiência mais tranquila — independentemente do destino escolhido.

 

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Superávit elevado no comércio exterior esconde pressão sobre margens e exige nova estratégia das empresas

Resultado positivo nas exportações convive com alta de custos, volatilidade cambial e mudanças nas regras globais, forçando revisão das operações

Da Redação

Brasília – O Brasil mantém uma trajetória recente de superávits elevados na balança comercial, sustentada principalmente pelo desempenho do agronegócio e de commodities. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o país tem registrado resultados positivos consecutivos nos últimos anos.

Ainda assim, esse desempenho convive com uma pressão crescente sobre a rentabilidade das empresas, diante da alta de custos logísticos, da volatilidade cambial e de mudanças nas regras do comércio global.

Murillo Oliveira, especialista em investimentos e estruturação financeira internacional e Head of Treasury da Saygo, afirma que o resultado agregado esconde desafios operacionais relevantes. “O superávit não significa que as empresas estão ganhando mais. Muitas estão vendendo mais, mas com margens comprimidas por custos que não aparecem na leitura macro dos dados”, diz.

A combinação de fatores externos ajuda a explicar esse movimento. A manutenção de juros elevados em economias centrais, oscilações cambiais frequentes e o avanço de políticas protecionistas têm aumentado o custo das operações internacionais e reduzido a previsibilidade financeira.

Medidas como a imposição de tarifas adicionais sobre produtos importados, adotadas por grandes economias, afetam diretamente a competitividade de exportadores brasileiros.

CNI destaca peso dos custos logísticos e fiscais

Além disso, gargalos logísticos e tributários seguem pressionando as operações. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que custos logísticos e fiscais podem representar cerca de 30% das operações de comércio exterior no Brasil, impactando diretamente a margem das empresas.

Para o especialista, a diferença entre empresas que preservam resultado e aquelas que perdem competitividade está na forma como estruturam suas operações. “Hoje, margem não se protege só com preço ou volume. Ela depende de gestão financeira, estratégia cambial e eficiência operacional integrada”, afirma.

Esse movimento tem levado companhias a rever processos, buscar novos mercados e investir em inteligência financeira. A diversificação geográfica tem sido uma resposta ao aumento de barreiras comerciais e à concentração em poucos destinos, enquanto cresce a demanda por soluções que integrem câmbio, logística e tributação em uma única visão de controle.

“A empresa que opera no exterior sem visibilidade de ponta a ponta está exposta. Pequenas variações de custo ou câmbio já são suficientes para transformar lucro em prejuízo”, afirma.

O especialista aponta cinco decisões para proteger margens no comércio exterior mesmo com pressão de custos

Na prática, companhias que conseguem sustentar rentabilidade adotam uma combinação de decisões estruturais que integram estratégia financeira, operação e inteligência de mercado.

  • Estruturar a gestão cambial
    A volatilidade do dólar segue como um dos principais riscos das operações internacionais. Instrumentos como hedge, contratos a termo e contas em moeda estrangeira permitem reduzir a exposição e trazer previsibilidade ao caixa. “O câmbio não pode ser tratado como uma variável passiva. Ele precisa fazer parte da estratégia”, afirma.
  • Diversificar mercados e moedas
    A dependência de poucos destinos amplia o risco comercial. A entrada em regiões como Europa e Ásia tem sido uma alternativa para diluir impactos de tarifas e instabilidade geopolítica, ainda que isso exija maior preparo operacional.
  • Revisar a estrutura de custos logísticos e tributários
    Frete internacional, armazenagem e impostos continuam entre os principais pontos de pressão. O uso de regimes especiais, como drawback, e estratégias fiscais regionais pode reduzir significativamente o custo final das operações.
  • Integrar dados financeiros e operacionais
    A fragmentação de informações dificulta a tomada de decisão. Plataformas que centralizam dados de câmbio, logística e compliance permitem antecipar riscos e ajustar rotas com mais agilidade.
  • Contar com assessoria especializada
    Empresas que operam com suporte técnico conseguem negociar melhores condições, acessar benefícios fiscais e estruturar operações mais eficientes. “Não é só sobre executar a operação, mas sobre desenhar a estratégia correta antes dela acontecer”, afirma.

Apesar dos desafios, a reorganização das cadeias globais tem criado novas oportunidades para países exportadores. O Brasil pode se beneficiar desse movimento, desde que consiga equilibrar volume e rentabilidade nas operações internacionais.

“A oportunidade existe, mas não é automática. Quem tiver controle, inteligência financeira e capacidade de adaptação vai capturar valor. Quem operar no automático tende a perder margem, mesmo com crescimento de vendas”, conclui.

 

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Exportações para a China batem recorde no 1º. trimestre impulsionadas por forte alta nos embarques e petróleo

Vendas da commodity alcançaram US$ 7,19 bilhões no primeiro trimestre, com forte presença de embarques do Rio de Janeiro. Do lado das importações, compras de carros híbridos plug-in e elétricos dispararam, somando US$ 1,23 bilhão

Da Redação (*)

Brasília – No primeiro trimestre do ano, as exportações de petróleo para a China tiveram uma alta de 94%, atingiram a cifra recorde de US$ 7,19 bilhões e contribuíram de forma relevante para o impulsionamento das vendas externas brasileiras ao gigante asiático, que somaram US$ 23,9 bilhões nos três primeiros meses deste ano, alta de 21,7% comparativamente com o mesmo período de 2025.

A marca corresponde à cifra recorde para um primeiro trimestre do ano na história do comércio sino-brasileiro.  Por outro lado, as importações originárias da China tiveram uma queda de 6% para US$ 17,9 bilhões. Os dados são do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC)

De acordo com o Conselho, a China foi o principal destino das exportações do Brasil no trimestre, com participação de 29%. Também foi o principal fornecedor de importados do país, com fatia de 26,3%.

Petróleo e veículos eletrificados lideram pautas exportadoras

Nesse contexto de números tão relevantes, as exportações brasileiras de petróleo para a China foram o grande destaque em um primeiro trimestre marcado por recordes expressivos. No período, os embarques de petróleo geraram a cifra US$ 7,19 bilhões, refletindo o volume recorde embarcado para o país asiático. O crescimento expressivo das exportações está associado a fatores geopolíticos que têm levado a China a diversificar seus fornecedores em meio à instabilidade no Oriente Médio.

A carne bovina foi outro produto de destaque na pauta exportadora para o gigante asiático. De janeiro a março, as vendas totalizaram US$ 1,8 bilhão, atingindo máxima histórica. Com a salvaguarda à importação de carne bovina imposta pela China no início do ano, os exportadores brasileiros aceleraram os embarques ao país para aproveitar a cota com a tarifa ainda reduzida.

Ao mesmo tempo em que as exportações estabeleceram recordes sucessivos, as importações com origem na China caíram 6% e totalizaram US$ 17,9 bilhões. E os veículos eletrificados, incluindo híbridos plug-in e modelos elétricos foram o grande destaque nas vendas chinesas ao Brasil. As exportações cresceram aproximadamente 7,5 vezes na comparação entre os primeiros trimestres de 2026 e 2025, totalizando US$ 1,23 bilhão.

De acordo com o CEBC, esse avanço fora da curva se explica, em parte, pela estratégia dos importadores de antecipar embarques antes do aumento gradual das tarifas sobre veículos eletrificados. As alíquotas devem atingir 35% em julho deste ano, ante os atuais 28% para híbridos plug-in e 25% para veículos elétricos.

(*) Com informações do CEBC

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Natura lidera ranking de responsabilidade ESG no Brasil pelo 12º ano consecutivo

Companhia reafirma o protagonismo ao liderar ranking geral e também os três pilares do Ranking Merco de Responsabilidade ESG 2025: Meio Ambiente, Âmbito Social e Governança

Da Redação (*)

Brasília – A Natura lidera, pelo 12º ano consecutivo, o Ranking Merco de Responsabilidade ESG, reafirmando seu protagonismo em práticas ambientais, sociais e de governança no Brasil. Além do resultado consolidado, a companhia ocupa a primeira colocação nas três categorias que compõem a avaliação: Meio Ambiente (E); Âmbito Interno, Clientes e Sociedade (S); e Ética e Governança Corporativa (G).

Para Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da Natura, essa conquista reforça a responsabilidade e o compromisso socioambiental da companhia. “Na Natura, a sustentabilidade se manifesta na nossa forma de fazer negócios, não sendo o ESG uma agenda paralela. Este reconhecimento prova que a nossa atuação, desde o desenvolvimento de bioativos amazônicos até o fomento da nossa rede de Consultoras de Beleza, é sustentada por uma governança inegociável, onde a ética e a transparência guiam cada decisão”, afirma.

O Ranking Merco Responsabilidade ESG utiliza uma metodologia reconhecida internacionalmente, construída a partir de múltiplas fontes e diferentes perspectivas. O processo tem início com a avaliação de membros da alta direção de empresas que faturam mais de R$ 200 milhões por ano no Brasil, responsáveis por eleger as cinco companhias mais responsáveis em cada dimensão do ESG.

Na etapa seguinte, são incorporadas as percepções de diversos públicos especializados, como profissionais de responsabilidade social corporativa, analistas financeiros, ONGs, sindicatos, associações de consumidores, jornalistas, representantes do governo e gestores de mídias sociais.

A análise também considera indicadores consolidados de outros monitores da Merco – como Merco Sociedade, Merco Digital e Merco Talento – além de dados objetivos fornecidos pelas próprias empresas. O resultado é uma visão integrada, consistente e robusta da responsabilidade corporativa no país.

Regeneração como visão de futuro

A Natura possui uma trajetória pioneira na construção de um modelo de negócio que gera impacto socioeconômico positivo de forma sistêmica, integrando pessoas, comunidades e natureza. Há mais de 25 anos, a companhia tomou a decisão histórica de desenvolver cadeias da sociobiodiversidade na Amazônia, contribuindo atualmente para a conservação de 2,2 milhões de hectares de floresta em parceria com mais de 10,5 mil famílias agroextrativistas.

No ano passado, a Natura lançou sua Visão 2025-2050, elevando sua ambição para um modelo de negócio 100% regenerativo, com metas de zerar as emissões líquidas de escopos 1 e 2 até 2030 e do escopo 3 até 2050, ampliar a sociobioeconomia amazônica e garantir impacto socioambiental positivo. A estratégia também reforça compromissos como renda digna para consultoras e comunidades, mais diversidade em cargos de liderança e fortalecimento da resiliência climática das suas operações. Esse conjunto de avanços levou a Natura a ser reconhecida como a marca mais sustentável do mundo pela Kantar.

Nesse mesmo ano, a Natura consolidou sua liderança em ação climática ao conquistar nota A em Clima pelo CDP, principal plataforma internacional que avalia a transparência e as ações das empresas diante das mudanças climáticas. Essa conquista reflete avanços concretos na agenda ESG. Para mensurar essa evolução, a Natura adota a metodologia proprietária Integrated Profit and Loss (IP&L), que atribui valor monetário aos impactos gerados pelo negócio nos capitais social, humano e ambiental. Os resultados indicam um saldo positivo: para cada R$1 de receita, a empresa gera, atualmente, R$2,50 em impacto socioambiental positivo em suas operações na América Latina.

(*) Com informações da Natura

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Pagamentos internacionais ainda travam a América Latina e o problema não é tecnologia

Carlos Henrique (*)

A América Latina vive um ponto de inflexão no tema dos pagamentos internacionais. A região avança rapidamente na adoção de meios digitais, mas ainda enfrenta uma série de barreiras estruturais quando o objetivo é pagar ou receber além das fronteiras. Atualmente, temos uma população altamente conectada, um ecossistema financeiro em transformação e, simultaneamente, uma das maiores barreiras para transações entre países vizinhos do mundo.

Não à toa, a região tem como principal gargalo a falta de integração entre os sistemas de pagamento entre os países. Cada nação opera com sua própria regulação, infraestrutura tecnológica e padrões operacionais, resultando em altos custos, baixa previsibilidade e prazos pouco competitivos. Para empresas e consumidores, isso significa menos fluidez, mais burocracia e perda de competitividade econômica.

Outro ponto crítico é a experiência do usuário. Hoje, enviar ou receber um pagamento internacional ainda exige lidar com intermediários, tarifas caras e processos que não conversam com a realidade digital da região. Para que a América Latina avance, eu penso que será necessário construir soluções mais simples, acessíveis e intuitivas, rompendo com a lógica de que fronteiras necessariamente significam complexidade.

Mas tecnologia não é o único vetor. Essa evolução dependerá de cooperação regulatória entre países, alinhamento operacional e vontade política para promover um ambiente mais integrado de inovação financeira. A criação de pontes digitais entre as nações latino-americanas será tão importante quanto a modernização dos sistemas tecnológicos.

Brasil é protagonista da economia digital da região

Nos últimos anos, o Brasil se destacou ao desenvolver um dos sistemas financeiros mais modernos do planeta. A arquitetura de pagamentos instantâneos, o PIX, já consolidado no país, mostrou que é possível combinar eficiência, segurança e escala em um modelo público de alto desempenho. Esse avanço nos coloca em posição única para influenciar uma nova geração de soluções financeiras regionais que sejam mais integradas, interoperáveis e centradas no usuário final.

A evolução natural desse movimento está nos pagamentos internacionais em tempo real, capazes de reduzir drasticamente custos e eliminar etapas que historicamente tornaram transações cross-border lentas. A região precisa avançar para modelos que permitam receber e enviar pagamentos na hora, câmbio transparente e integração entre sistemas nacionais, reduzindo barreiras que afetam desde turistas até pequenas e médias empresas que dependem de operações entre fronteiras para crescer.

Temos a oportunidade de nos tornar protagonistas na próxima onda de inovação em pagamentos globais. O conhecimento acumulado, a maturidade digital dos consumidores e a capacidade tecnológica já presente em alguns mercados apontam para esse caminho.

O desafio é grande, mas a possibilidade de construir um ecossistema verdadeiramente integrado, eficiente e competitivo nunca esteve tão próxima.

(*) Carlos Henrique é CEO da Sttart Pay, fintech especializada em payment service provider (PSP) com atuação consolidada em países da América Latina. Além disso, possui 25 anos de experiência no mercado financeiro, Formado em Direito e Administração, é Mestre em Planejamento e Controle Societário, pela FAAP, Mestre em  Direito Penal, pela Damásio Educacional, e certificado ABT2 pela Associação Brasileira de Câmbio.

 

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Geopolítica redefine o jogo: conflito no Oriente Médio muda eixo das commodities no 2º trimestre de 2026, diz a Stonex

Relatório trimestral da StoneX mostra inflexão nas expectativas, com energia no epicentro e efeitos em fertilizantes, câmbio e alimentos

Da Redação (*)

Brasília – A escalada da guerra entre EUA-Israel e Irã não apenas adicionou mais uma camada de complexidade a mercados financeiros e de commodities que já operavam sob elevada imprevisibilidade, ela redefiniu o mapa de riscos para este trimestre. Este é o ‘pano de fundo’ da 35ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, lançado nesta terça-feira (14): a volta do risco como variável central, com transbordamentos que conectam geopolítica, energia, logística, custos de produção e, por fim, preços de matérias-primas e alimentos. O relatório pode ser baixado gratuitamente aqui.

De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, a combinação entre tensões comerciais, escalada militar no Oriente Médio e ruídos macroeconômicos redesenhou os fundamentos de oferta e demanda e elevou a volatilidade em diferentes mercados. Desde abril de 2025, a economia global passou a conviver com uma política comercial mais incisiva e imprevisível dos Estados Unidos, que contribuiu para rearranjos nas relações internacionais e nas cadeias de suprimento, ampliando custos de produção e gerando impactos heterogêneos entre setores.

Paralelamente, o conflito no Oriente Médio extrapolava as fronteiras de Gaza e se converteu, mais recentemente, em uma guerra aberta envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, com ataques devastadores ao Líbano e a outros alvos na região, incluindo instalações petrolíferas e siderúrgicas.

Nesse contexto, o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde transitam cerca de 20% da oferta global de petróleo e de GNL e parte expressiva das exportações de fertilizantes do Golfo Pérsico, desencadeou choques severos sobre a oferta de energia, logística marítima e custos da produção agrícola ao redor do mundo. O cessar-fogo de duas semanas, anunciado em 8 de abril, trouxe algum alívio imediato, mas o relatório observa que o acordo permanece frágil, o que limita as expectativas por uma resolução rápida do conflito e das projeções sobre a reabertura efetiva do Estreito e a normalização da navegação.

“O segundo trimestre de 2026 começa com uma mudança estrutural de premissas: o choque geopolítico não afeta apenas o petróleo; ele se espalha por fretes, fertilizantes, custos industriais e, no limite, por preços de alimentos. Isso recoloca a gestão de risco no centro das decisões e exige leitura integrada dos complexos de commodities”, afirma Vitor Andrioli, gerente de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil.

Andrioli ressalta que esses choques se somam a um ambiente macroeconômico já marcado por incertezas relevantes. As preocupações com a independência do Federal Reserve, que ganham tração com a aproximação do encerramento do mandato de Jerome Powell em maio e a expectativa de um sucessor mais alinhado à Casa Branca, adicionam uma dimensão extra de risco aos mercados globais de câmbio e renda fixa. Para o Brasil, em ano eleitoral e com vulnerabilidades fiscais próprias, a leitura do relatório é de que esse conjunto de fatores pode a amplificar a volatilidade cambial e tornar ainda mais desafiadora a administração de riscos nas cadeias de commodities.

“Quando a incerteza se espalha por juros, câmbio e energia ao mesmo tempo, o efeito sobre margens e decisões de compra e venda é imediato. Para o Brasil, o cenário exige ainda mais disciplina em estratégia comercial, hedge e planejamento”, complementa Andrioli.

Um breve olhar sobre as commodities

No complexo de grãos, o início do plantio no Hemisfério Norte coloca o clima dos Estados Unidos no centro da formação de preços, mas agora sob a conjuntura de custos mais elevados. A alta de energia e fertilizantes oferece suporte às cotações, ao mesmo tempo em que pressiona as margens dos produtores. Já no mercado de fertilizantes, o que tradicionalmente seria uma janela de compras mais favorável no segundo trimestre passa a conviver com riscos relevantes de oferta e encarecimento logístico, diretamente influenciados pela instabilidade no Golfo.

Para as commodities energéticas, o componente geopolítico permanece como força dominante de curto prazo. As consequências da guerra sobre a capacidade produtiva e as rotas comerciais dificilmente serão dissipadas rapidamente, mantendo o mercado sensível a qualquer novo desdobramento. “Mesmo em cenários de trégua, os efeitos estruturais sobre logística e custos tendem a persistir, prolongando restrições de oferta”, destaca Andrioli.

Entre as soft commodities, Andrioli destaca que o algodão caminha para um rebalanceamento com redução da sobreoferta, enquanto o café pode enfrentar pressão adicional com a entrada da safra brasileira em ano de bienalidade positiva. No cacau, a recomposição da oferta global, especialmente na África Ocidental, sugere continuidade na trajetória de acomodação dos preços.

Nos metais, o início do ano trouxe sinais mistos. A restrição de oferta sustenta parte das cotações dos metais de base, mas o ambiente de política monetária mais apertada e a busca global por liquidez em dólar, intensificada pelo conflito, contribuíram para a recente correção em metais preciosos como ouro e prata.

Em relação ao câmbio, o real brasileiro tem demonstrado resiliência, apoiado pela posição exportadora líquida de petróleo do país. “Ainda assim, a moeda segue exposta à combinação entre diferencial de juros, dinâmica eleitoral doméstica e evolução do conflito no Oriente Médio, fatores que devem compor a conjuntura para o par real/dólar nos próximos meses”, finaliza Andrioli.

Serviço:

Produzido desde 2015 pela Inteligência de Mercado StoneX, com insights elaborados por analistas do Brasil, em parceria com analistas no Reino Unido, Paraguai, Argentina, China e Estados Unidos, o Relatório Trimestral de Commodities traz análises objetivas e de abrangência global, destacando fatores que podem influenciar, no curto prazo, os mercados de produtos agrícolas, energia, metais e moedas emergentes. A publicação reflete a amplitude da cobertura global da StoneX e as capacidades da área de Inteligência de Mercado em apoiar decisões estratégicas com informação relevante e acionável.

(*) Com informações da StoneX

 

 

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Brasil tem melhor primeiro primeiro trimestre da história nas chegadas de turistas internacionais

1,05 milhão desembarcaram no país no terceiro mês do ano e 3,74 mi visitaram os destinos nacionais no trimestre; por estados, o Rio de Janeiro assumiu a dianteira entre os que mais receberam viajantes de outros países

Da Redação (*)

Brasília – O número de turistas internacionais que entraram no Brasil em março de 2026 é 13% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado. O país recebeu, nesses 31 dias, 1.053.098 viajantes de outros países contra 929.096 registrados no período anterior. O bom resultado dá continuidade à série de recordes que o país acumulou de janeiro a dezembro de 2025. Os números são da Embratur com o Ministério do Turismo e a Polícia Federal.

O turismo internacional também cresceu no Brasil no primeiro trimestre de 2026. No acumulado de janeiro a março deste ano, os destinos nacionais receberam 3,74 milhões de viajantes de outros países. O Rio de Janeiro ficou em primeiro lugar entre os estados que mais receberam turistas internacionais no primeiro trimestre de 2026. Foram 884.535 chegadas no período, seguido por São Paulo (866.751), Rio Grande do Sul (764.598), Santa Catarina (478.039) e Paraná (395.574).

Diante de mais um resultado histórico, o diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Bruno Reis, destacou o fortalecimento e qualificação do turismo internacional no país e o papel fundamental do Plano Brasis, Plano Internacional de Marketing Turístico, para os avanços que o mercado turístico brasileiro tem alcançado.

Resultados históricos

“O turismo internacional brasileiro mostra sua força e resiliência, mesmo diante de instabilidades no contexto geopolítico mundial. Reposicionamos o país no mercado global e isso nos levou aos resultados históricos de 2025 e a este movimento de consolidação com o melhor primeiro trimestre da história em 2026. Seguiremos o trabalho com uma estratégia de promoção norteada pelo Plano Brasis, baseada em dados e inteligência de mercado. Sustentar esse crescimento e ampliar nossa competitividade significa também manter aquecida essa grande cadeia produtiva que gera receitas, emprego e renda para o país”, afirmou Reis.

Já para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os números indicam que o Brasil deve, facilmente, atingir a meta definida no Plano Nacional de Turismo 2024-2027, que ordena e orienta ações governamentais e a utilização de recursos públicos para o desenvolvimento do setor. “Só no primeiro trimestre já atingimos a metade da meta. O presidente Lula sabe da importância do turismo na geração de renda para o país, e por isso, o governo tem apoiado todas as ações que visam transformar nossas belezas naturais, nossa diversidade, culinária e cultura, em riqueza para os nossos cidadãos”, acrescentou o ministro.

Principais emissores

A Argentina segue em primeiro lugar na lista dos países que mais enviam turistas internacionais para o Brasil. No primeiro trimestre deste ano, os argentinos foram responsáveis por 1.648.213 de chegadas. Na sequência, vem o Chile (324.193), os Estados Unidos (231.767), o Uruguai (230.498), o Paraguai (222.474) e Portugal (114.572).

(*) Com informações da Embratur

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ApexBrasil promove Cúpula Empresarial Espanha-Brasil com presença do presidente Lula e de líderes empresariais em Barcelona

Evento promove o fortalecimento das relações econômicas bilaterais e a geração de oportunidades em setores-chave como energia, agronegócio e serviços financeiros

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e a Confederación Española de Organizaciones Empresariales (CEOE), promove, nesta sexta-feira (17), às 18 horas, em Barcelona, na Espanha, a Cúpula Empresarial Espanha-Brasil. O encontro será realizado no Hotel Melia Torre Melina e reunirá autoridades, lideranças empresariais e representantes de setores estratégicos dos dois países, com as presenças confirmadas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller.

O evento integra a agenda de fortalecimento das relações bilaterais entre Brasil e Espanha, com foco na construção de parcerias sustentáveis e na diversificação das trocas comerciais em um cenário global dinâmico. Buscando aproximar os ecossistemas empresariais e estimular a cooperação em áreas prioritárias para o desenvolvimento econômico, o evento visa ampliar o diálogo econômico e fomentar novas oportunidades de negócios, comércio e investimentos.

“A Cúpula Empresarial Espanha-Brasil reafirma o compromisso do governo Lula com o fortalecimento de parcerias internacionais, promovendo uma agenda de desenvolvimento econômico e ampliação do comércio bilateral que impacta na geração de emprego e renda par ao nosso país. A Espanha é a nossa segunda principal parceira na União Europeia e a quinta no ranking global, um mercado que precisamos cultivar e estimular”, destaca o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller.

A programação contará com a participação de representantes dos setores de alimentos, bebidas e agronegócios; telecomunicações; máquinas e equipamentos; transportes; energia; seguros; e serviços financeiros e relacionados. A diversidade setorial reforça o potencial de complementaridade entre as economias brasileira e espanhola, abrindo espaço para iniciativas conjuntas em inovação, infraestrutura, transição energética e integração produtiva.

Durante a cúpula, serão debatidos temas estratégicos voltados à ampliação do comércio bilateral, à atração de investimentos e à identificação de oportunidades em cadeias produtivas prioritárias. O encontro também será um espaço para troca de experiências, apresentação de casos de sucesso e articulação entre empresas e instituições, com vistas à consolidação de parcerias de longo prazo.

A realização da Cúpula Empresarial Espanha-Brasil reafirma o compromisso da ApexBrasil em apoiar a internacionalização das empresas brasileiras, promover a inserção competitiva do país no mercado global e fortalecer a presença do Brasil em mercados estratégicos.

Relações comerciais Brasil e Espanha

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Espanha alcançou US$ 12,6 bilhões, com superávit de US$ 5,0 bilhões para o Brasil. As exportações brasileiras somaram US$ 8,8 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 3,8 bilhões, consolidando a Espanha como um parceiro estratégico no contexto europeu. A Espanha foi, no período, o 5º principal destino das exportações brasileiras no mundo e o 2º na União Europeia, representando 2,5% das vendas externas do Brasil. Já nas importações, ocupou a 13ª posição global e a 4ª entre os países europeus. Sob a ótica espanhola, o Brasil figura como o 13º fornecedor, com participação de 2,0% em seu mercado.

Em relação aos produtos, destacam-se óleos brutos de petróleo (36,8%), soja (18,2%), farelos e outros alimentos para animais (7,2%) e minérios de cobre e seus concentrados (7,2%), evidenciando o peso da indústria extrativa e do agronegócio. Do lado das importações brasileiras, predominam produtos da indústria de transformação, que representam cerca de 96% da pauta, com destaque para medicamentos (15,3%), óleos combustíveis (11,2%), compostos químicos (5,8%) e partes e peças de veículos (3,6%).

Considerando o potencial de diversificação de mercado, o Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identifica 418 produtos com potencial de exportação para o mercado espanhol, incluindo itens como polietileno de alta densidade, abacates frescos ou secos, partes para motores e carne bovina desossada.

A relação bilateral também se destaca pela forte presença de investimentos espanhóis no Brasil, especialmente nos setores de energia, telecomunicações, infraestrutura e indústria. A Espanha é o 3º maior investidor da União Europeia no país, com estoque de US$ 56,5 bilhões.

No campo setorial, há convergência de interesses em áreas estratégicas como energia e transição energética — com protagonismo do petróleo nas exportações brasileiras — e agronegócio, com potencial de ampliação em produtos como frutas e carne bovina. Esse cenário reforça as oportunidades de aprofundamento da parceria econômica e de expansão do comércio bilateral.

Serviço

Cúpula Empresarial Espanha-Brasil

Data: 17 de abril de 2026
Horário: 18h
Local: Hotel Melia Torre Melina – Av. Diagonal, 671, Les Corts, 08028 Barcelona, Espanha

(*) Com informações da ApexBrasil

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Embratur aposta no fortalecimento do mercado turístico brasileiro e na geração de na WTM Latin America 2026

Com agenda estratégica, articulações internacionais e foco em sustentabilidade, Agência apresenta resultados recordes e projeta o futuro do turismo brasileiro no cenário global
Da Redação (*)

Da Redação (*)

Brasília – A Embratur marca presença, a partir desta terça-feira (14), na 12ª edição da WTM Latin America, realizada até 16 de abril no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). Em um dos principais encontros do setor na região, a Agência chega com uma atuação estratégica, com o lançamento da plataforma Desbrava, em parceria com o Sebrae, para democratizar o acesso do setor turístico brasileiro ao mercado internacional, e com o Hosted Buyers, que prepara operadores internacionais para venderem destinos brasileiros no exterior. A programação também conta com palestras e assinaturas de acordos de cooperação técnica (ACTs) que fortalecem o protagonismo do Brasil no mercado global.

De acordo com o diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Bruno Reis, a participação na WTM Latin America projeta o Brasil no cenário internacional com uma narrativa alinhada às transformações globais do turismo. “Nossa presença na WTM Latin America, com um conjunto de ações, reforça esse novo posicionamento que traduz o Brasil como um destino a ser vivido de forma consciente e regenerativa. Estamos mostrando ao mundo um país diverso e competitivo, que valoriza experiências que respeitam os territórios, as culturas locais e a biodiversidade. Trabalhamos para transformar nosso potencial em resultados concretos, ampliando conexões, atraindo investimentos e gerando oportunidades para todo o setor”, afirma.

Bruno Reis destaca momento excepcional do turismo brasileiro

Ainda conforme Bruno Reis, a presença da Agência ocorre em um momento particularmente positivo para o turismo brasileiro em que o país trabalha para diversificar mais e mais destinos nas prateleiras internacionais e alcançou, em 2025, a marca de 9,3 milhões de turistas internacionais, um crescimento expressivo de mais de 37% em relação ao ano anterior. As receitas com visitantes estrangeiros atingiram US$ 7,8 bilhões, o maior valor da série histórica.

“Os números refletem uma combinação de fatores, como a gestão por dados, geração de negócios, ampliação da conectividade aérea, o fortalecimento das ações de promoção internacional e o reposicionamento estratégico do Brasil no exterior, seguindo as diretrizes do Plano Brasis. Um trabalho que a Embratur vem fazendo em parceria com o Sebrae, com estados, municípios e o setor privado”, diz.

A feira, que reúne cerca de 29 mil profissionais e quase 800 empresas expositoras de mais de 40 países, consolida-se como um dos principais encontros B2B (empresas negociando com empresas) do setor, promovendo negócios, criação de redes de contato e troca de conhecimento entre os principais atores da indústria. Neste ano, o tema “Regenerar. Restaurar. Reconectar: Viajar com propósito” dialoga diretamente com a agenda que a Embratur constrói internacionalmente, posicionando o Brasil como destino alinhado às novas demandas de um turista mais consciente, exigente e conectado.

Participação

Neste primeiro dia de evento a Embratur e o Sebrae lançam o Desbrava, a primeira plataforma de internacionalização do turismo brasileiro, que foi pensada para democratizar o acesso de toda a cadeia turística nacional ao mercado internacional. O projeto acelera a profissionalização do setor turístico brasileiro e assegura que os usuários da plataforma atuem em uma única direção estratégica, com governança compartilhada e excelência no atendimento. Disponível via web e aplicativo, o sistema atuará simultaneamente como comunidade corporativa, rede social de negócios e ambiente de aprendizagem.

Outro ponto central da atuação da Embratur na WTM é preparar o mercado internacional para receber os destinos brasileiros. A Agência apresenta destinos estratégicos aos compradores estrangeiros, os chamados hosted buyers, além de disponibilizar espaços exclusivos para reuniões e ações de promoção do destino Brasil, fortalecendo o ambiente de negócios e ampliando oportunidades comerciais.
Além disso, a agenda focará na promoção do Brasil como um destino multiprodutos, capaz de oferecer experiências diversas que vão do turismo de natureza ao segmento de negócios, cultura, gastronomia e eventos. A estratégia também passa pelo fortalecimento do relacionamento com operadores, companhias aéreas, investidores, imprensa internacional e formadores de opinião, além da integração com estados e municípios para potencializar a oferta turística brasileira.A agenda da Agência inclui reuniões bilaterais com autoridades internacionais, encontros com empresas globais do setor e participação em painéis que discutem inovação, inteligência de dados e tendências do turismo. Um dos destaques é a

articulação institucional que envolve o Ministério do Turismo do Brasil e representantes de outros países para o fortalecimento da América Latina.

Afroturismo

Outra importante programação para a feira é a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Embratur e a Associação Brasileira de Afroturismo (ABRAFRO). A solenidade acontece durante a entrega do 4º Prêmio de Afroturismo, que tem patrocínio da Agência. O acordo estabelece a execução de ações conjuntas voltadas à promoção, no mercado internacional, de produtos e experiências que refletem a identidade afro-brasileira.

(*) Com informações da Embratur

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Importações crescem com invasão dos calçados chineses, acumulam altas desde 2021  e são pesadelo para indústria nacional 

Da Redação (*)

Brasília – Em crescimento desde 2021, as importações de calçados, em especial asiáticos, têm ampliado os desafios competitivos para a indústria nacional. O alerta é da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Dados elaborados pela entidade, com base nos números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apontam que, no trimestre, as importações somaram 15 milhões de pares e US$ 164,9 milhões, incrementos tanto em volume (+16,9%) quanto em receita (+15,9%) em relação ao mesmo período de 2025. No recorte de março, foram embarcados 5,36 milhões de pares por US$ 55,6 milhões, altas de 7% e 23,8%, respectivamente, ante o mês três do ano passado. Nos últimos cinco anos, as importações do setor já acumularam alta de 90%, em volume.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que os números vêm preocupando a entidade. “Em um cenário pouco aquecido no consumo doméstico, o incremento das importações de sapatos, principalmente aquelas realizadas com prática de dumping – com valores artificialmente mais baixos do que os praticados no mercado interno de origem -, em especial provenientes da Ásia, se torna ainda mais preocupante”, comenta.

Em março, a principal origem dos calçados importados foi a China, que embarcou ao Brasil 2,95 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 6,78 milhões, altas tanto em volume (+15,7%) quanto em receita (+46,3%) em relação ao mesmo mês de 2025. O preço médio foi de US$ 2,29 por par (em torno de R$ 11,60). Na sequência aparece o Vietnã, com embarque de 1,16 milhão de pares por US$ 27,38 milhões (altas de 35% e 57,8%, respectivamente).

No acumulado do trimestre, os dois países asiáticos também aparecem como destaques nas origens das importações. Entre janeiro e março, foram importados da China 6,13 milhões de pares por US$ 14,88 milhões, incrementos de 17% e 7%, respectivamente, no comparativo com o período correspondente de 2025. Na sequência, aparece o Vietnã (3,67 milhões de pares e US$ 85,64 milhões, altas de 9,8% e 26,6%).

Exportações em queda
O quadro para a indústria calçadista nacional se torna mais preocupante quando se verificam os números das exportações. Entre janeiro e março, foram exportados 26,32 milhões de pares por US$ 210,9 milhões, quedas tanto em volume (-16,6%) quanto em receita (-21,8%) em relação ao mesmo ínterim do ano passado. No recorte de março, as exportações somaram 9,23 milhões de pares e US$ 75,57 milhões, quedas de 12% e 21%, respectivamente, ante o mesmo intervalo de 2025.

Conforme a Abicalçados, os números negativos são reflexos das instabilidades na macroeconomia internacional, em especial nos Estados Unidos e na Argentina, os dois principais destinos das exportações brasileiras. No primeiro trimestre, foram embarcados para os Estados Unidos 2,96 milhões de pares por US$ 39,78 milhões, incremento de 1,2% em volume e queda de 27,1% em receita no comparativo com o mesmo período do ano passado. Já para a Argentina, foram exportados 1,54 milhão de pares por US$ 23,68 milhões, quedas de 57,1% e de 61,1%, respectivamente, em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Estados
O principal exportador brasileiro do setor é o Rio Grande do Sul. No trimestre, partiram das fábricas gaúchas para o exterior 8,18 milhões de pares por US$ 105,77 milhões, quedas tanto em volume (-4,6%) quanto em receita (-15,9%) em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na sequência, aparecem o Ceará e São Paulo. O primeiro, no trimestre, embarcou 8,15 milhões de pares por US$ 42 milhões, quedas tanto em volume (-32,9%) quanto em receita (-32,9%), enquanto o segundo exportou 1,3 milhão de pares por US$ 19,15 milhões, reveses de 26% e 24,4%, respectivamente, ante o mesmo intervalo de 2025.

(*) Com informações da Abicalçados

 

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