Embraer e a CIAC assinam memorando de entendimento para alavancar a indústria aeroespacial da Colômbia

Da Redação (*)

Brasília – A Embraer e a Corporação da Indústria Aeronáutica Colombiana (CIAC) assinaram hoje na FIDAE um Memorando de Entendimento (MoU, em inglês), para uma possível ampliação na cooperação industrial e técnica visando impulsionar a indústria aeroespacial da Colômbia.

“A assinatura deste MoU fortalece o relacionamento construído ao longo de anos com a CIAC e abre caminho para uma possível ampliação da cooperação técnica e industrial de todo o portfólio da Embraer, o que inclui o A-29 Super Tucano e o KC-390 Millennium”, afirma Fabio Caparica, Vice-Presidente de Contratos da Embraer Defesa & Segurança. “Nosso objetivo é fortalecer ainda mais a indústria aeroespacial colombiana e avaliar oportunidades para integrar a CIAC às cadeias produtivas globais da Embraer”.

“A assinatura deste Memorando de Entendimento com a Embraer representa um passo estratégico para fortalecer a indústria aeroespacial colombiana e consolidar a CIAC como um ator relevante em cenários internacionais. Esse acordo nos permite avançar na transferência de conhecimento, no desenvolvimento de capacidades técnicas e na integração às cadeias globais, contribuindo para o crescimento do setor e para o posicionamento da Colômbia como referência regional em manutenção, inovação e desenvolvimento aeronáutico”, afirma o Coronel Oscar Francisco Zúñiga Martin, Presidente da CIAC (E).

A Colômbia representa um importante mercado para a Embraer em todos os segmentos. Atualmente, a empresa possui uma frota de 50 aeronaves operando no país, atendendo clientes nas áreas de Defesa & Segurança, Aviação Comercial e Executiva. Isso inclui 24 A-29 Super Tucanos operados pela Força Aeroespacial Colombiana (FAC), entre outras.

(*) Com informações da Embraer

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China sinaliza novo impulso para um comércio exterior equilibrado entre exportações e importações

Da Redação (*)

Brasília – A China enviou novos sinais da promoção de um desenvolvimento mais equilibrado de importações e exportações para otimizar sua estrutura comercial e buscar um crescimento de alta qualidade.

Um artigo de opinião publicado recentemente na Revista Qiushi, uma publicação emblemática do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh), pediu medidas concretas para equilibrar o crescimento das importações e das exportações.

“Isso não é apenas uma exigência inevitável para expandir a abertura de alto padrão, mas também uma medida importante para alcançar um desenvolvimento de alta qualidade e atender à aspiração do povo por uma vida melhor”, diz o artigo.

Promover um desenvolvimento equilibrado entre importações e exportações é uma prioridade política chave para os próximos cinco anos, segundo o esboço do 15º Plano Quinquenal (2026-2030).

Nos últimos anos, os formuladores de políticas elaboraram importantes iniciativas para expandir as importações e promover o comércio equilibrado. Essas incluem a redução da taxa tarifária média da China para 7,3%, próxima aos níveis dos países desenvolvidos, e o uso de grandes exposições, como a Exposição Internacional de Importação da China (CIIE), para criar plataformas importantes para a abertura bidirecional.

Em 2025, as importações da China atingiram 18,48 trilhões de yuans (US$ 2,68 trilhões), tornando o país o segundo maior importador do mundo pelo 17º ano consecutivo.

Ainda assim, alguns políticos ocidentais insistem em focar no superávit comercial de bens da China, frequentemente retratando isso como uma ação deliberada e usando-o como uma desculpa para atritos comerciais. O artigo da Qiushi enfatizou que o superávit comercial não é movido por políticas.

O aumento do superávit comercial nos últimos anos é resultado de múltiplos fatores, incluindo cadeias de suprimentos mais fortes, maior competitividade na manufatura e inovação vigorosa, indica o texto.

“Promover o desenvolvimento equilibrado do comércio é um ajuste estratégico feito proativamente pelo Comitê Central do PCCh em resposta às mudanças no cenário do desenvolvimento econômico da China”, diz o artigo.

Integração plena da China ao comércio internacional

Desde que ingressou na Organização Mundial do Comércio, a China tem se integrado profundamente ao sistema de comércio multilateral e às cadeias globais de valor, expandindo constantemente as exportações e emergindo como o maior exportador mundial. Isso não apenas impulsionou a modernização industrial e o crescimento econômico, mas também proporcionou ao mundo uma vasta gama de produtos de qualidade e baixo custo.

No entanto, uma escala de exportação maior nem sempre é melhor. “Perseguir cegamente a expansão das exportações e os superávits comerciais traz riscos potenciais ao desenvolvimento econômico que não podem ser ignorados”, segundo o artigo.

As características inerentes da grande economia chinesa significam que o país não pode mais contar com o modelo orientado à exportação de sua fase anterior de recuperação, diz o artigo. O equilíbrio comercial é uma inevitabilidade, não uma escolha.

No âmbito doméstico, a alocação excessiva de recursos e fatores de produção para o setor exportador irá, em certa medida, afastar o desenvolvimento industrial relacionado à demanda interna. Internacionalmente, quanto maior a participação das exportações em uma economia, mais exposta ela fica às flutuações nos mercados globais. Um superávit comercial prolongado também pode tornar a economia um alvo de medidas protecionistas.

Comércio equilibrado

O artigo da Qiushi esclarece ainda que promover o desenvolvimento equilibrado de importações e exportações não significa buscar um equilíbrio estatístico, mas sim focar no aumento da capacidade.

Isso não significa desistir de “vender globalmente”, mas sim fomentar sinergia entre comprar e vender. Nem significa cortar exportações; em vez disso, significa reduzir moderadamente o superávit comercial expandindo as importações e otimizando a estrutura.

O artigo também sugeriu movimentos concretos para promover o equilíbrio do comércio, incluindo a otimização da estrutura exportadora do país enquanto se expandem as importações de tecnologia avançada, equipamentos-chave, energia e recursos, e bens de consumo de qualidade. Também pediu esforços para melhor conectar os mercados nacionais e estrangeiros e ampliar gradualmente a abertura institucional para se alinhar a regras internacionais de alto padrão.

Em Yiwu, Província de Zhejiang, no leste da China, uma cidade apelidada de supermercado mundial por sua excepcional capacidade de manufatura, a tendência de um comércio mais equilibrado já é evidente.

De acordo com os dados mais recentes da alfândega local, as exportações de Yiwu cresceram 52,9% nos dois primeiros meses de 2026, enquanto as importações saltaram 52,6%, sinalizando um forte impulso bidirecional.

Dados oficiais mostraram que o comércio exterior da China teve um início forte nos dois primeiros meses deste ano, com o comércio total de mercadorias subindo 18,3% ano a ano, para 7,73 trilhões de yuans. Tanto o crescimento das exportações quanto o das importações se recuperaram fortemente em relação ao ano anterior, com a aceleração do crescimento das importações ainda mais forte do que a das exportações.

“A China é a segunda maior economia do mundo e o segundo maior mercado de importação. À medida que a atualização industrial e o padrão de vida continuam a melhorar, a nova demanda do mercado está sendo lançada de forma constante, deixando um enorme potencial para importações”, disse He Yongqian, porta-voz do Ministério do Comércio.

O potencial do mercado chinês ainda não foi explorado, disse o ministro do Comércio, Wang Wentao, acrescentando que o país trará mais produtos agrícolas, produtos de consumo de qualidade, equipamentos de tecnologia avançada e componentes-chave. Enquanto isso, plataformas como a CIIE serão totalmente utilizadas para expandir os canais de importação, disse ele.

“Exportações e importações são como duas rodas de um veículo. Quanto mais equilibradas estiverem, mais suavemente e mais longe ele avançará”, disse Wang.

(*) Com informações da Agência Xinhua

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Oriente Médio sob Tensão e o Impacto na Logística e E-commerce Global

Luciano Furtado C. Francisco (*)

O conflito entre Estados Unidos e Irã tem resultado em grandes restrições na passagem de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Esse ambiente de segurança instável no Golfo Pérsico já aparece no preço do barril e, por tabela, no custo de mover mercadorias em navios, aviões e caminhões. Em operações globais, o efeito raramente fica contido no setor de energia. Acaba se espalhando pelo frete, pelo seguro, pelo prazo e, no fim das contas, no preço ao consumidor.

Desde quando o conflito entrou em uma fase mais aguda, as cotações internacionais do petróleo avançaram de forma brusca e analistas passaram a revisar projeções. Uma pesquisa da Reuters elevou a estimativa média do barril de petróleo do tipo Brent para 2026, e o próprio noticiário aponta uma alta de cerca de 60% nos benchmarks desde o início da guerra.

Para a logística, o petróleo é o primeiro empurrão, mas não é o único. O segundo é o seguro, que costuma ser invisível até ficar caro demais para ser ignorado. Com ataques e ameaças no entorno, o seguro de risco de guerra encareceu de maneira expressiva. A Euronews descreve um salto de prêmios que antes eram medidos em centésimos do valor do navio para patamares muito superiores, o que muda a conta de cada viagem e torna comum a decisão de adiar travessias, redesenhar rotas ou suspender escalas.

O terceiro empurrão é operacional. O Irã passou a formalizar um controle de passagem com exigências adicionais e, em alguns casos, cobrança para trânsito, o que reduz a previsibilidade e amplia o tempo de decisão de armadores e embarcadores.

Resultado que aparece nas redes de transporte como um todo. No marítimo, companhias têm sinalizado disrupção de rotas e custos mais altos, com reflexo em prazos e capacidade. A guerra vem transformando as redes de navegação, forçando desvios e ajustes que pressionam a eficiência do setor. No aéreo, o choque é ainda mais imediato, porque o combustível é um componente enorme do custo. O querosene de aviação praticamente dobrou desde o início do conflito, com reação na forma de sobretaxas de combustível e revisão de planos de capacidade.

Há ainda um detalhe pouco glamouroso, mas decisivo, que é o efeito do petróleo sobre insumos e embalagens. O Estreito de Ormuz não é corredor apenas de petróleo, mas também de produtos e matérias-primas ligadas à indústria petroquímica, e o encarecimento combinado de energia e transporte costuma impactar em plásticos, filmes, resinas e uma série de itens de apoio que a indústria consome o tempo todo.

A questão essencial, para quem opera logística e comércio online, é que crises no Golfo raramente são apenas sobre petróleo. Elas são sobre risco, e risco é preço. Quando o risco entra na tarifa do navio, no seguro, no combustível do avião e no caixa do varejista, o resultado é uma cadeia menos fluida e mais cara. E, enquanto o Estreito de Ormuz permanecer nesse regime de tensão, a logística global vai continuar trabalhando com um novo patamar de incerteza.
Vamos torcer  para que o conflito logo termine.

(*) Luciano Furtado C. Francisco é analista de sistemas, administrador e especialista em plataformas de e-commerce. É professor do Centro Universitário Internacional – Uninter, onde é tutor no curso de Gestão do E-Commerce e Sistemas Logísticos e no curso de Logística.

 

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Exportações para o Oriente Médio caem 26% desde início da guerra com retração nas vendas do agronegócio

Carnes e soja lideram recuo nas vendas para a região

Da Redação (*)

Brasília – As exportações brasileiras para o Oriente Médio caíram 26% em março, primeiro mês da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.  Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o valor exportado para os 15 países da região recuou de US$ 1,2 bilhão em março de 2025 para US$ 882 milhões neste ano.

A queda atingiu principalmente produtos do agronegócio. A exportação de carne suína recuou 59%. As vendas de frango, principal item vendido ao Oriente Médio, caíram cerca de 22%. As vendas de soja para a região diminuíram 25%.

Segundo o diretor de Estatísticas da pasta, Herlon Brandão, ainda é cedo para medir todos os efeitos do conflito sobre o comércio internacional.

“Para fazer uma afirmação de que o conflito está afetando o fluxo [comercial], é necessário esperar um pouco mais”, disse Brandão.

No fim de março, o Brasil fechou um acordo com a Turquia para a passagem e o armazenamento temporário de mercadorias do agronegócio exportadas para o Oriente Médio e a Ásia Central. Os efeitos, no entanto, só começarão a aparecer na balança comercial de abril.

Petróleo

O destaque positivo das exportações brasileiras foi o petróleo. As exportações de óleo bruto avançaram 70,4% em valor, alcançando US$ 4,7 bilhões. Em volume, o crescimento foi de 75,9%.

Segundo o governo, ainda não é possível afirmar que a alta esteja diretamente ligada ao conflito, embora a guerra já tenha afetado cerca de 20% do comércio global de petróleo e elevado significativamente o preço do barril no mercado internacional.

Para os próximos meses, a expectativa é de queda nas vendas do produto. Para compensar parte dos subsídios ao diesel, o governo introduziu, em meados de março, uma alíquota de 12% sobre as exportações brasileiras de petróleo.

Impacto global

Além do Oriente Médio, outros mercados importantes também reduziram compras de produtos brasileiros em março na comparação com o mesmo mês do ano passado.

As exportações para os Estados Unidos caíram 9,1%, enquanto houve recuos de 10% para o Canadá e de 5,9% para a Argentina.

No entanto, as vendas para a China cresceram 17,8% no mês, reforçando o papel do país asiático como principal parceiro comercial do Brasil.

Resultados

Em relação aos Estados Unidos, o Brasil registrou déficit comercial em março, com exportações de US$ 2,8 bilhões e importações de US$ 3,3 bilhões. Já com a China, houve superávit de US$ 3,8 bilhões no período.

As exportações para a União Europeia cresceram 7,3%, enquanto para a Argentina houve queda nas vendas, mas manutenção de saldo positivo na balança.

O cenário reflete os impactos iniciais da guerra sobre o comércio global, com efeitos variados entre regiões e produtos, especialmente nas cadeias ligadas a energia e alimentos.

Apesar das quedas pontuais, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 6,4 bilhões em março. As exportações totais somaram US$ 31,7 bilhões, alta de 10%, enquanto as importações cresceram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões.

(*) Com informações da Agência Brasil

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WTM Latin America: Embratur fortalece laços com operadores internacionais e incentiva geração de negócios

Agência aposta na qualificação de compradores de outros países para promover destinos nacionais no exterior e ampliar a presença do país no mercado global

Da Redação (*)

Brasília –  Embratur fará uma série de rodadas de negócios com compradores internacionais (hosted buyers) durante a WTM Latin America 2026, uma das principais feiras de turismo do continente. Tratam-se de profissionais que compram e organizam pacotes turísticos em um determinado destino e os vendem para viajantes internacionais. O evento acontece de 14 a 16 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo (SP).

Com foco na geração de negócios e em preparar esses compradores para venderem os destinos brasileiros lá fora, a Agência aposta na conexão direta e na ampliação da participação de micro e pequenas empresas brasileiras no mercado internacional, gerando novos negócios e posicionando o Brasil como um destino turístico competitivo e diversificado.

A WTM Latin America reúne anualmente cerca de 30 mil profissionais do setor e mais de 800 empresas expositoras de aproximadamente 49 países, consolidando-se como um dos principais hubs de negócios do turismo na América Latina. Em 2025, o evento bateu recorde de público, com 32.026 participantes e crescimento no número de reuniões e leads gerados, reforçando sua relevância estratégica para o setor.

Para o presidente e ex-diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Bruno Reis, “a participação da Embratur na WTM Latin America com o Programa de Hosted Buyers é estratégica porque permite dialogar diretamente com quem decide a venda do Brasil no exterior”. “Estamos mostrando a esses operadores internacionais para que conheçam melhor a diversidade dos nossos destinos e transformem isso em mais turistas internacionais chegando ao país”, afirmou.

Negócios

A Embratur atua ativamente na seleção desses compradores, obedecendo a critérios como o volume de vendas e a relevância das operadoras nos mercados de origem, além do alinhamento com os países definidos no planejamento da Embratur para os próximos anos. Os selecionados recebem uma capacitação exclusiva voltada à apresentação do Brasil como destino turístico diversificado e competitivo. Na ocasião, a Embratur promoverá aos operadores internacionais seu programa Brasil Specialist Rewards, que oferece incentivos aos agentes de viagem que vendem Brasil.

Para essa capacitação, a Agência contará com uma sala dedicada a treinamentos e apresentações de mercado, com capacidade para até 150 participantes. O trabalho de promoção do país inclui ações de comunicação e promoção dentro da feira, com aplicação da marca em espaços estratégicos, promovendo destinos, experiências e produtos turísticos brasileiros, e distribuindo materiais promocionais e estabelecendo conexões com operadores internacionais. A iniciativa amplia a visibilidade do Brasil junto a públicos estratégicos e potencializa a geração de negócios.

Histórico

A Embratur também se reuniu com compradores internacionais na edição de 2025. As ações da Agência à época incluíram, ainda, assinatura de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com entidades do setor, o lançamento do projeto Feel Brasil, em parceria com o SEBRAE e promoção de segmentos como turismo de natureza, com destaque para observação de aves e MICE (Reuniões, Incentivos, Conferências e Exposições/Eventos).

Conforme Reis, “a continuidade dessas ações em 2026 reforça o compromisso da Embratur com a promoção sustentável e inovadora do turismo brasileiro, alinhada às tendências globais e às demandas do mercado internacional”.​

WTM Latin Amer

A WTM Latin America é um dos principais eventos mundiais da indústria de viagens e turismo da América Latina. A iniciativa é voltada para profissionais de agências de turismo, operadoras de viagens, acomodações, companhias aéreas, cruzeiros, produtos de luxo e tecnologia, entre outros, e reúne mais de 27 mil profissionais do setor a cada edição.

(*) Com informações da Embratur

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Estudo da ApexBrasil destaca complementaridade econômica e identifica oportunidades no comércio Brasil-México

Publicação destaca complementaridade econômica e oportunidades para diversificação das exportações brasileiras

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atualizou o estudo Perfil de Comércio e Investimentos – México, com um panorama das relações comerciais entre os dois países até o ano de 2025. O levantamento mostra que o México se consolida como um dos principais parceiros do Brasil na América Latina, com uma corrente de comércio dinâmica e marcada pela forte presença de produtos industrializados.

De acordo com o estudo, o México é o sexto principal destino das exportações brasileiras, com destaque para bens de maior valor agregado. Entre os principais produtos exportados estão automóveis, autopeças, máquinas e equipamentos, produtos químicos e siderúrgicos. Com cerca de US$ 7,7 bilhões em vendas brasileiras para o país, o México figura entre os grandes parceiros comerciais do Brasil e como um dos mercados mais relevantes da América Latina, pela complementaridade entre as duas economias, especialmente no setor industrial.

A Inteligência de Mercado da ApexBrasil aponta que há amplo espaço para expansão das exportações brasileiras. O Mapa de Oportunidades identifica 505 produtos com potencial de crescimento no mercado mexicano, especialmente nos segmentos de máquinas e equipamentos, químicos, alimentos e bebidas, além de bens manufaturados. A ferramenta também aponta oportunidades para diversificação da pauta exportadora, com inserção em nichos de maior valor agregado.

Além do comércio, o México também se destaca como parceiro relevante em investimentos. O fluxo bilateral tem crescido nos últimos anos, com empresas brasileiras ampliando sua presença no mercado mexicano, especialmente nos setores de indústria, energia e serviços. Ao mesmo tempo, empresas mexicanas mantêm investimentos no Brasil, reforçando a integração produtiva entre os países. Com estoque de Investimento Estrangeiro Direto de aproximadamente US$ 13,1 bilhões, concentrado em setores como telecomunicações, alimentos e bebidas, energia, logística e varejo, empresas mexicanas têm ampliado sua presença por meio de projetos greenfield e operações de fusões e aquisições.

Integração regional e desafios comerciais

O fluxo comercial entre Brasil e México é influenciado pelos Acordos de Complementação Econômica nº 53 e nº 54 (ACE-53 e ACE-55), que regulam parte do comércio bilateral e estabelecem preferências tarifárias para diversos produtos.

Dentro desse escopo, ainda há espaço para aprofundamento das relações, especialmente com a ampliação do ACE-53, aumentando a redução das barreiras tarifárias e não tarifárias. O ACE-53 rege produtos não automotivos, enquanto o ACE-55 estrutura o comércio de veículos e autopeças, sendo fundamental para a presença brasileira no setor automotivo mexicano. Em 2025, cerca de 40,8% das exportações brasileiras ao México estavam amparadas por esses acordos, somando aproximadamente US$ 3,15 bilhões.

Sendo uma das economias mais abertas do mundo, com ampla rede de acordos comerciais — incluindo o tratado com Estados Unidos e Canadá (USMCA) —, o México possui uma estrutura de importações fortemente influenciada por esses acordos, o que eleva a competitividade entre fornecedores no mercado. Esse cenário aumenta a competitividade no mercado mexicano, exigindo das empresas brasileiras maior adaptação a padrões técnicos, regulatórios e logísticos.

Mesmo diante desses desafios, o México se mantém como um mercado estratégico, com mais de 120 milhões de consumidores e forte integração às cadeias globais de valor. A proximidade cultural e econômica com o Brasil, aliada ao dinamismo industrial mexicano, cria condições favoráveis para a ampliação das exportações brasileiras.

Atuação da ApexBrasil no México

A ApexBrasil tem atuado no mercado mexicano de maneira estratégica e diversificada, combinando ações de promoção comercial, inteligência de mercado e articulação institucional para promover as empresas brasileiras no país. O México foi um dos poucos países a receber visitas oficiais tanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto do vice-presidente Geraldo Alckmin. A Agência acompanhou as duas missões, realizando encontros entre empresários brasileiros e mexicanos que reforçam o diálogo de alto nível e a atração de investimentos.

A participação também se estendeu a feiras setoriais relevantes — como a Expotransporte, ANPIC, Expo Nacional Ferretera, Tecno Mueble Internacional, Expo ANTAD e Plastimagen —, evidenciando o esforço da Agência em ampliar a presença brasileira em segmentos-chave da economia local, como logística, couro e calçados, construção, varejo e indústria plástica.

Missões empresariais multissetoriais também contribuíram para qualificar a inserção internacional das empresas brasileiras, promover parcerias estratégicas e

ampliar o acesso a oportunidades em um dos mercados mais dinâmicos e abertos das Américas.

Clique aqui e acesse gratuitamente o estudo completo.

(*) Com informações da ApexBrasil

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Mercosul volta ao radar de empresas brasileiras e contribui para internacionalização de indústrias do interior

Integração regional e busca por diversificação de mercados colocam países vizinhos como alternativa estratégica para pequenas e médias empresas brasileiras

Da Redação

Brasília – O Mercosul voltou a ganhar espaço nas estratégias de internacionalização de empresas brasileiras. Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que o bloco respondeu por cerca de 7% a 8% das exportações do país em 2025, com corrente de comércio superior a US$ 40 bilhões anuais. A retomada ocorre em meio à busca por diversificação de mercados diante de tensões geopolíticas e disputas comerciais globais.

Além da proximidade geográfica, o perfil da pauta exportadora ajuda a explicar o movimento. Diferentemente de mercados como China, que concentram compras em commodities, os países do Mercosul são importantes compradores de produtos industrializados brasileiros, como veículos, máquinas, equipamentos e bens de maior valor agregado.

Primeiro passo para a internacionalização de empresas

Fábio Nascimento, contador e CEO do Grupo FN, afirma que o bloco regional costuma ser um primeiro passo natural para empresas que pretendem iniciar operações no comércio exterior. “O Mercosul reúne condições que facilitam a entrada de empresas brasileiras no comércio internacional. Há acordos tarifários, proximidade logística e uma demanda relevante por produtos industrializados”, afirma.

Entre os destinos regionais, a Argentina segue como um dos principais parceiros industriais do Brasil. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que mais de 85% das exportações brasileiras para o país são produtos manufaturados, incluindo automóveis, autopeças, máquinas e equipamentos industriais. O fluxo comercial tem peso relevante para cadeias produtivas brasileiras ligadas à indústria automotiva, metalmecânica e de tecnologia.

Esse cenário também abre espaço para empresas localizadas fora dos grandes centros industriais. Regiões como o Vale do Paraíba, que reúne polos de manufatura avançada, tecnologia e indústria aeroespacial, têm potencial para ampliar presença no comércio regional. Empresas instaladas na região produzem componentes, equipamentos e soluções tecnológicas que podem encontrar demanda crescente em países vizinhos.

Mercosul, caminho mais acessível

Segundo o especialista, muitas companhias de médio porte ainda não exploram o mercado regional por acreditarem que exportar exige uma estrutura complexa. “A internacionalização costuma ser vista como algo distante da realidade de empresas médias, mas o Mercosul pode ser um caminho mais acessível para iniciar esse processo”, aponta.

O avanço do comércio exterior também tem ampliado a presença de pequenas e médias empresas brasileiras nas exportações. Levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e do Ministério do Desenvolvimento mostra que mais de 40% das empresas exportadoras do país são pequenas ou médias, embora ainda representem uma parcela menor do valor total exportado.

Para o executivo, esse dado mostra que o comércio internacional deixou de ser exclusivo de grandes companhias. “Hoje existem programas de apoio, linhas de financiamento e estruturas de consultoria que ajudam pequenas e médias empresas a acessar mercados internacionais”, explica.

O especialista aponta cinco medidas para empresas se prepararem para exportar ao Mercosul

Especialistas apontam que a entrada em mercados regionais exige planejamento, organização e análise estratégica. Algumas medidas ajudam a reduzir riscos e aumentar a competitividade.

  • Mapear a demanda nos países do bloco
    Estudos de mercado ajudam a identificar quais produtos possuem maior potencial de venda em Argentina, Paraguai e Uruguai.
  • Adequar produtos e documentação
    Mesmo com integração regional, cada país possui normas técnicas e exigências regulatórias específicas.
  • Planejar logística e transporte
    A proximidade geográfica facilita rotas rodoviárias e reduz custos logísticos, mas planejamento é essencial para manter prazos e competitividade.
  • Estruturar planejamento tributário e cambial
    Operações internacionais exigem análise de regimes tributários, contratos de exportação e gestão de câmbio.
  • Buscar apoio especializado
    Consultorias de comércio exterior e despachantes aduaneiros ajudam a estruturar a operação e evitar erros comuns.

De acordo com o CEO do Grupo FN, empresas que se organizam antes de iniciar exportações aumentam as chances de sucesso. “Exportar exige planejamento financeiro, logístico e jurídico. Quando a empresa estrutura esses pilares, o processo tende a ser muito mais seguro”, destaca.

Vantagens e alertas para empresas que pretendem exportar

A expansão para mercados regionais pode trazer ganhos relevantes para companhias brasileiras. Entre os benefícios estão a ampliação de mercado consumidor, diversificação de receitas e possibilidade de ganho de escala na produção.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que a internacionalização exige atenção a fatores como variações cambiais, diferenças regulatórias e gestão de contratos internacionais. Avaliar capacidade produtiva, logística e estrutura financeira antes de assumir novos compromissos comerciais é considerado essencial.

Segundo o executivo, empresas que adotam uma estratégia gradual de internacionalização tendem a consolidar presença regional e ampliar competitividade. “Começar pelo Mercosul permite que a empresa aprenda a operar no comércio exterior, desenvolva processos internos e construa experiência para acessar mercados mais distantes no futuro”, conclui.

Em um cenário global marcado por instabilidade geopolítica e reorganização das cadeias produtivas, a integração regional volta a ganhar importância estratégica. Para indústrias instaladas fora dos grandes centros econômicos, o fortalecimento do comércio dentro do Mercosul pode representar uma oportunidade concreta de ampliar exportações e reduzir a dependência de poucos mercados internacionais.

 

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Plataforma Paresi apresenta glossário e ajuda a decifrar o estrangeirismo no universo ESG

Glossário ESG tem os principais termos usados por grandes, pequenas e médias corporações no Brasil

Da Redação (*)

Brasília – Há muito tempo que palavras estrangeiras como networking, follow-up, briefing stakeholder e benchmarking foram incorporadas ao vocabulário corporativo brasileiro. Entretanto, novos estrangeirismos estão sendo introduzidos no universo empresarial, especialmente na área de ESG, que também é a sigla em inglês de Environmental, Social and Governance, que significa Ambiental, Social e Governança e representa um conjunto de critérios usados para avaliar o compromisso das empresas com práticas sustentáveis e responsáveis.

Para auxiliar pequenas e médias empresas a entender melhor todo esse novo vocabulário, a startup Paresi.Social colocou em sua Plataforma Paresi um glossário com as principais siglas, termos e palavras usadas no mundo ESG. Aqui, apresentamos algumas dessas siglas estrangeiras que precisam ser conhecidas por quem busca sustentabilidade nos seus negócios.

ESRS (European Sustainability Reporting Standards) 

Padrões europeus de relatórios de sustentabilidade exigidos pela CSRD. Definem como empresas devem reportar informações ESG, incluindo questões climáticas, sociais, de governança e da cadeia de valor. São compatíveis com padrões GRI, facilitando a transição para empresas que já utilizam esse framework.

CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive) 

Diretiva europeia que expande significativamente os requisitos de relatórios de sustentabilidade para empresas que operam na União Europeia. Exige o uso dos padrões ESRS (European Sustainability Reporting Standards) e afeta empresas de toda a cadeia de fornecimento global, incluindo PMEs brasileiras que exportam para a Europa.

Greenwashing 

Prática de transmitir uma falsa impressão de responsabilidade ambiental que não corresponde à realidade das ações da empresa. Pode incluir comunicação enganosa sobre produtos “verdes”, metas ambientais vagas sem plano de ação ou destaque desproporcional a iniciativas pequenas. A utilização de indicadores padronizados como GRI e dados verificáveis é uma forma de evitar greenwashing.

GRI (Global Reporting Initiative) 

Organização internacional que estabelece o padrão mais utilizado no mundo para relatórios de sustentabilidade. Os GRI Standards são adotados por mais de 10 mil organizações em 100 países e cobrem temas como energia (GRI 302), emissões (GRI 305), resíduos (GRI 306), diversidade (GRI 405), saúde e segurança (GRI 403) e envolvimento comunitário (GRI 413). A Plataforma Paresi incorpora 153 indicadores GRI.

SASB (Sustainability Accounting Standards Board) 

Organização que desenvolveu padrões de divulgação de sustentabilidade focados em questões ESG financeiramente relevantes, organizados por setor de atuação. Diferente do GRI, que tem uma abordagem multi-stakeholder ampla, o SASB foca nas informações mais relevantes para investidores e mercados financeiros. Atualmente faz parte da IFRS Foundation, que está consolidando os padrões de divulgação de sustentabilidade globais através do ISSB (International Sustainability Standards Board).

SROI (Social Return on Investment) 

Metodologia que mede o valor social, ambiental e econômico gerado por um programa ou investimento em relação aos recursos aplicados. Expressa o retorno em termos monetários, por exemplo, “para cada R$ 1 investido, foram gerados R$ 4,50 em valor social”. O SROI envolve mapeamento de stakeholders, definição de resultados, valoração de impactos e cálculo da razão custo-benefício social. É amplamente utilizado por organizações do terceiro setor, investidores de impacto e empresas com programas de investimento social.

TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures) 

Grupo de trabalho criado pelo Financial Stability Board (FSB) que desenvolveu recomendações para divulgação de riscos e oportunidades financeiras relacionados ao clima. Estruturada em quatro pilares: governança, estratégia, gestão de riscos e métricas/metas, a TCFD orienta empresas a comunicarem como as mudanças climáticas afetam seus negócios. Suas recomendações foram incorporadas pelos padrões ISSB e ESRS, tornando-se referência global para divulgação climática corporativa.

Confira o glossário completo de ESG na Plataforma Paresi.

(*) Com informações da Plataforma Paresi

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Alta do diesel pressiona custos logísticos e pode impactar importações e preços finais dos produtos

Oscilações no preço do combustível impactam fretes, cadeias de suprimento e o custo final de produtos no Brasil

Da Redação

Brasília – O diesel é um dos principais insumos da logística global. Ele abastece o transporte rodoviário, marítimo e parte das operações portuárias, o que faz com que qualquer variação de preço tenha efeito direto sobre o custo de movimentação de mercadorias. Quando o combustível sobe, o impacto se espalha por toda a cadeia de suprimentos, atingindo desde o transporte interno até o frete internacional e o preço final dos produtos.

O aumento recente desse recurso no Brasil está ligado a uma combinação de fatores. Oscilações no preço do petróleo no mercado internacional, decisões de política energética, variações cambiais e ajustes internos na política de preços contribuem para pressionar o valor do combustível. Além disso, medidas pontuais para conter impactos no curto prazo podem gerar distorções temporárias, afetando a previsibilidade do mercado e a formação de preços.

Na prática, esse movimento já gera reflexos no cenário atual. Empresas que dependem de transporte intensivo passam a operar com margens mais pressionadas, enquanto operadores logísticos ajustam valores de frete e revisam contratos. O efeito é cumulativo e atinge diferentes setores, especialmente aqueles que dependem de cadeias globais de suprimento, como a indústria e o comércio exterior.

Diesel: de 30% a 40% do custo do transporte

Dados recentes do setor logístico brasileiro mostram que o diesel é um dos principais componentes de custo do transporte. Estudos indicam que o combustível pode representar entre 30% e 40% dos custos operacionais do transporte rodoviário no país, e pequenas variações já impactam diretamente o valor do frete. Em alguns casos, cada aumento de R$ 0,10 no litro pode elevar o custo do transporte em até 1,5%, efeito que se espalha rapidamente por toda a cadeia de suprimentos e pressiona o preço final de produtos no mercado.

Márcio Buteri, proprietário da GX5 Import, formado em Administração em Comércio Exterior e com mais de 27 anos de experiência em operações internacionais, explica que o diesel funciona como um indicador sensível da dinâmica logística. Segundo ele, mudanças no custo do combustível alteram rapidamente o equilíbrio financeiro das operações de importação e exigem ajustes constantes por parte das empresas.

Na prática, a elevação do diesel influencia diferentes etapas da importação. O transporte terrestre nos países de origem se torna mais caro, operações portuárias passam a ter custos maiores e o frete internacional sofre reajustes. Além disso, seguros logísticos e contratos de transporte tendem a incorporar essas variações, ampliando o custo total da operação.

Para o empresário, o principal desafio está na previsibilidade. “O diesel é um dos primeiros custos a reagir a mudanças no mercado. Quando ele sobe, toda a logística é impactada em sequência. Isso exige das empresas uma leitura constante do cenário internacional para evitar surpresas no custo final”, afirma.

Outro ponto relevante é a forma como muitas empresas estruturam suas decisões de importação. A análise costuma se concentrar no preço da mercadoria no exterior, enquanto variáveis logísticas recebem menos atenção. “O valor do produto é apenas uma parte da operação. O frete, o seguro e as condições de transporte podem mudar rapidamente. Quando isso não é considerado, a margem da empresa fica exposta”, explica.

Reflexos sobre prazos

O aumento do diesel também afeta os prazos. Com custos mais altos, transportadoras e operadores logísticos podem precisar reorganizar rotas, priorizar determinadas cargas ou ajustar cronogramas, o que reduz a previsibilidade das entregas. Esse efeito tende a ser mais percebido em cadeias que dependem de múltiplos modais ou longas distâncias.

Empresas que trabalham com importação já incorporam esse tipo de variável em seus planejamentos. A necessidade de acompanhar custos logísticos em tempo real e estruturar operações com maior controle tornou-se parte da rotina. A gestão mais próxima de fornecedores, contratos e rotas passa a ser decisiva para manter a competitividade.

Com os custos cada vez mais voláteis, a logística deixa de ser apenas uma etapa operacional e assume papel estratégico. O comportamento do diesel, nesse contexto, funciona como um dos principais indicadores para decisões de importação, influenciando diretamente preços, prazos e a sustentabilidade financeira das operações.

 

 

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Missão empresarial à China destaca presença feminina no mercado de locação de máquinas e equipamentos

Delegação reúne 30 líderes do setor rental e reforça intercâmbio tecnológico entre Brasil e China

Da Redação

Brasília – Um grupo formado por 30 executivas brasileiras do mercado rental de máquinas e equipamentos embarcará para a China entre 12 e 18 de abril em uma missão empresarial inédita que reflete o avanço da liderança feminina no setor. A Expedição China 2026 reunirá fundadoras, CEOs e gestoras de locadoras de diferentes regiões do país em uma agenda de intercâmbio tecnológico na cidade de Changsha, um dos principais polos industriais chineses de equipamentos para construção.

O grupo representa empresas de um setor que cresce rapidamente no Brasil. Hoje, o país reúne mais de 30 mil locadoras de equipamentos, que atendem principalmente os segmentos de construção civil, infraestrutura e indústria. Embora não exista um levantamento oficial sobre a presença feminina no mercado rental, a participação de mulheres em funções de liderança vem aumentando gradualmente, acompanhando uma tendência observada também na construção civil – onde cerca de 11% da força de trabalho já é composta por mulheres, segundo dados do IBGE.

“Não é apenas uma viagem técnica, mas uma missão de alta gestão”, afirma Helen Záccaro, fundadora do Gestoras BR, movimento que reúne mulheres líderes do mercado de locação no Brasil e responsável pela organização da expedição em parceria com a fabricante global de plataformas elevatórias Sinoboom.

Segundo ela, o grupo reúne executivas responsáveis por decisões estratégicas em suas empresas. “São mulheres que lideram com dados, autoridade e visão estratégica, gerenciando frotas que somam bilhões de reais em ativos. O objetivo é fortalecer essa rede de liderança feminina e ampliar a presença do rental brasileiro no cenário internacional”, diz.

Entre as participantes está Fernanda Espechit, gerente de Inovação da Orguel. Para ela, uma expedição internacional formada exclusivamente por mulheres evidencia o avanço do protagonismo feminino no setor. “A China tem uma cultura milenar, mas também é um dos lugares onde a inovação acontece de forma muito intensa. Estar lá é uma oportunidade de observar, aprender e trazer novos insights”, acredita.

Para Fernanda, a viagem também carrega um significado pessoal. “Quero representar as mulheres com quem trabalho diariamente, que constroem essa jornada junto comigo. Levo esse senso de responsabilidade e também muito orgulho de fazer parte de um movimento que está abrindo caminhos e mostrando que é possível ocuparmos cada vez mais espaço”, enfatiza.

A executiva destaca ainda a ampliação da presença feminina em eventos ligados ao ecossistema de inovação. “O GestorasBR, que está promovendo o evento com a Sinoboom, é um exemplo de como a força da conexão entre mulheres pode nos levar cada vez mais longe”, complementa Fernanda.

Mulheres na linha de frente

Ao seu lado, estará Bruna Diniz, coordenadora de vendas da Mecan, unidade fabril da Orguel especializada na produção de andaimes, fôrmas, escoramentos metálicos e componentes metalmecânicos para aplicações industriais. “Nossa expectativa é muito positiva, principalmente para conhecer de perto tecnologias inovadoras e práticas do mercado internacional, além de observar como a liderança feminina atua em um ambiente industrial altamente tecnológico”, afirma.

Na avaliação dela, a presença crescente de mulheres no setor tem sido impulsionada por iniciativas de troca de experiências e desenvolvimento profissional. “Nos últimos anos tenho participado de eventos voltados ao fortalecimento da atuação feminina no mercado. Esses encontros ampliam conexões, incentivam o desenvolvimento profissional e reforçam a presença das mulheres em áreas ligadas à tecnologia e à inovação”, diz Bruna.

Intercâmbio tecnológico no maior mercado de equipamentos do mundo

A programação da missão será realizada na sede da Sinoboom, em Changsha, e inclui visitas técnicas à fábrica da empresa, além de debates sobre tendências globais do mercado rental e inovação industrial. A agenda também terá a primeira edição internacional do Summit Rental Gestoras – China, evento tradicionalmente realizado no Brasil para discutir gestão, tecnologia e liderança no setor.

A iniciativa surgiu após a participação de Susan Xu, CEO global da Sinoboom, em uma edição do Summit no Brasil. Durante o encontro, a executiva chinesa se impressionou com a presença e a atuação das lideranças brasileiras.

Para Helen, a missão também simboliza uma mudança gradual na estrutura do setor. “O rental ainda é majoritariamente masculino, mas a presença dessas executivas em uma missão internacional mostra que o protagonismo feminino começa a ganhar reconhecimento global”, afirma.

Orguel e Mecan

A Orguel é referência nacional no desenvolvimento de soluções customizadas de engenharia, com foco na locação de equipamentos de acesso para os mais diversos setores, como mineração, construção civil, petróleo e gás. Integrante do mesmo grupo, a Mecan se destaca como uma das principais fabricantes da América Latina, atuando na produção de andaimes, fôrmas, escoramentos metálicos e componentes metalmecânicos para aplicações industriais. Juntas, as marcas oferecem tecnologia, segurança e eficiência para obras de grande porte em todo o país.

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