A doutrina Delcy

Márcio Coimbra (*)

Se o Estreito de Ormuz retém hoje o fôlego da geopolítica global, o Palácio de Miraflores exige um olhar muito mais cirúrgico. Ali, testemunhamos uma metamorfose estrutural profunda: a saída de Nicolás Maduro e a ascensão de Delcy Rodríguez. A Venezuela deixou de ser um laboratório de resistência ideológica para se tornar o epicentro de um experimento de sobrevivência pragmática. Delcy é a arquiteta de uma “normalização autoritária” que desafia as leituras convencionais da diplomacia regional.

A demissão de Vladimir Padrino López do Ministério da Defesa e de Samuel Moncada da Embaixada nas Nações Unidas é o marco zero desta era. Ao remover a ponte entre o chavismo originário, as Forças Armadas e a diplomacia, os irmãos Rodríguez — Delcy e Jorge — consolidam um controle civil-repressivo, substituindo a lealdade ideológica por uma tecnocrática. O regime transmutou-se de monolito militar em corporação política. É a “Perestroika Tropical”: uma reestruturação econômica desenhada para garantir a longevidade do grupo no poder, sem qualquer concessão à transparência política.

A mudança mais radical reside na nova Lei de Hidrocarbonetos. Ao permitir que petroleiras estrangeiras operem com controle majoritário, Delcy transformou a PDVSA em um ativo de segurança nacional para potências externas. É o “Capitalismo de Estado” como escudo humano diplomático. Para o governo Trump, o realismo energético carrega o potencial de distensão. O petróleo fluindo com eficiência é a moeda de troca pelo silêncio internacional sobre o ainda déficit democrático interno, mesmo que esteja em processo de distensionamento.

A geopolítica venezuelana migrou do dogmático “Eixo da Resistência” para um pragmático “Eixo da Conveniência”. À China, mesmo que mais distante, Delcy oferece ordem operacional e previsibilidade de pagamentos. Paralelamente, os laços com Cuba e Irã sofreram uma mutação fria, com o subsídio ideológico cedendo espaço à eficiência pura. Havana agora é tratada como uma prestadora de serviços em declínio, enquanto a presença iraniana se enfraquece para sinalizar ao Ocidente a disposição do regime em mitigar influências indesejadas em troca de reconhecimento.

O triângulo com os EUA é estritamente transacional. Washington tende a preferir uma Venezuela estável e aberta a negócios do que uma democracia incerta. Assim, a libertação seletiva de prisioneiros políticos funciona como válvula de escape diplomática para arrefecer pressões sem que os Rodríguez renunciem ao controle absoluto.

A inovação de Delcy é o descarte da estética revolucionária em favor da gerencial. Ela compreendeu que a comunidade internacional, exausta de crises, aceita um autoritarismo funcional. Para o Brasil e a região, o desafio é complexo: lidamos com uma liderança que domina as ferramentas da política global. Delcy criou um ambiente onde o custo de derrubar o regime é maior do que o de mantê-lo. Se estabilizar a inflação e a produção petrolífera em 2026, ela terá inventado a autocracia do século XXI: aquela que não se isola, mas convida o mundo para ser sócio da sua própria permanência.

(*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

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Exporta Mais Brasil Frutas registra resultados expressivos e cresce expectativa em torno do Acordo Mercosul–União Europeia

Negócios gerados ultrapassaram R$ 60 milhões, cifra que representa um aumento de 81% em relação à primeira edição realizada em Mossoró no ano passado

Da Redação (*)

Brasília – A segunda edição Exporta Mais Brasil – Frutas Frescas, realizada durante a Fruit Attraction São Paulo, maior evento do setor no Hemisfério Sul, reforçou o protagonismo do Brasil no comércio internacional de frutas frescas ao reunir 47 empresas brasileiras em uma agenda qualificada de promoção comercial. O país é o terceiro maior produtor mundial de frutas, com um volume recorde total de exportações de US$ 1,45 bilhão em 2025.

As vendas para o exterior aumentaram 12% em relação ano anterior, o que sinaliza uma expansão do setor. A tendência é de continuidade no crescimento das exportações, especialmente com a entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia. Alguns produtos, como a uva, terão tarifas de importação zeradas em breve.

A ação contou com a participação de 17 compradores internacionais, de 16 países (África do Sul, Antigua e Barbuda, China, Eslováquia, Estados Unidos, Honduras, Índia, Israel, Itália, México, Omã, Países Baixos, Reino Unido, Romênia, Rússia e Singapura), distribuídos por quatro continentes (Europa, Ásia, Américas e África), selecionados pelos escritórios da ApexBrasil no exterior. Ao longo da programação, foram realizadas 282 reuniões de negócios, que resultaram em US$ 11,2 milhões (R$ 60,4 milhões) em negócios gerados. Este valor representa um crescimento de 81% em relação à primeira edição realizada no Rio Grande do Norte em 2025.

Novos tempos com Acordo UE-Mercosul

Promovida pela ApexBrasil, a iniciativa foi realizada em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Sebrae, fortalecendo a articulação institucional e a competitividade internacional do setor. Para Paula Simões, coordenadora de Agronegócios da ApexBrasil, esta edição do Exporta Mais aconteceu em um momento propício para o produtor de frutas expandir negócios com o apoio da Agência.

“O Exporta Mais Brasil, edição Frutas Frescas, reforça o papel da ApexBrasil em apoiar as empresas brasileiras na diversificação de mercados e na ampliação do acesso a compradores internacionais. A ação acontece em um momento muito favorável para o setor, com o início do Acordo Mercosul–União Europeia, que traz ganhos concretos de competitividade para as frutas brasileiras, como a eliminação imediata de tarifas para a uva e a redução gradual para outras culturas. Esse novo cenário abre uma janela importante de oportunidades, e nosso trabalho é conectar produtores e exportadores a mercados estratégicos, transformando esse avanço comercial em negócios reais”, destacou.

Os resultados evidenciam a efetividade do modelo do Exporta Mais Brasil, que conecta diretamente empresas nacionais a compradores estratégicos, amplia o acesso a novos mercados e contribui para a diversificação e qualificação da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

(*) Com informações da ApexBrasil

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Márcio Elias Rosa assume o Ministério Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em substituição a Geraldo Alckmin

Novo titular da pasta assume após o exercício do cargo de Secretário Executivo do ministro e vice-presidente Geraldo Alckmin, cujos trabalhos terão plena continuidade.

Da Redação (*)

Brasília – O advogado e professor Márcio Fernando Elias Rosa, de 63 anos, é o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Ele foi nomeado na sexta-feire pelo presidente Luiz Inácio da Silva, em substituição ao vice-presidente Geraldo Alckmin, que se desincompatibilizou da pasta. A posse e o exercício ocorrerão nesta segunda-feira (6/4).

Márcio Elias já exercia o cargo de secretário-executivo do Ministério desde janeiro de 2023, tendo antes atuado na transição de governo, junto a coordenação jurídica. Ele assume o novo posto comprometido em dar continuidade ao trabalho e aos programas implementados por Alckmin nos últimos três anos.

“O vice-presidente teve uma atuação que eu classifico como histórica à frente do MDIC. Sob seu comando, não só reconstruímos um ministério extremamente importante para o país, e que havia sido extinto no governo anterior, como colocamos a política industrial no centro do debate sobre crescimento e desenvolvimento econômico, com a criação da Nova Indústria Brasil (NIB), sem dúvida a principal marca dessa gestão do MDIC e uma das principais do governo”, afirmou o novo ministro.

“Agradeço ao presidente Lula pela confiança. Será um grande desafio seguir com a mesma estratégia e buscar resultados concretos para o comércio exterior e para a política industrial, mas também será uma honra servir ainda mais ao seu governo ”.

Carreira

Natural de Ibiúna, SP, Márcio Elias Rosa é formado pela Instituição Toledo de Ensino (SP) de Bauru e tornou-se mestre e doutor em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Foi procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo por dois mandatos e Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de S.Paulo (2015-2018).

Também exerceu o magistério nas áreas de direito administrativo e tutela coletiva e foi membro do Ministério Público de São Paulo, onde atuou como promotor de Justiça de Direitos Difusos e Coletivos (2009/2012) e promotor de Justiça e Cidadania (1986-2009). Foi presidente da Fundação Casa.
É autor de livros nas áreas de direto administrativo e constitucional.

Em suas duas gestões como procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo (2012/2014 e 2014/2016), promoveu ações em prol do acesso à Justiça, dos direitos sociais, da defesa da mulher e de combate à violência doméstica, da defesa do consumidor, da aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), da tutela ambiental e da defesa do patrimônio público. Também criou as Promotorias de Justiça Regionais, com ênfase na atuação em saúde, educação e assistência social, e a Promotoria de Justiça de Enfrentamento à Violência Doméstica.

Como advogado, foi consultor jurídico, com atuação no Brasil e no exterior, na área de direito ambiental e responsabilidade civil, atuando como expert e consultor jurídico. Está licenciado da advocacia.

(*) Com informações do MDIC

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A guerra não fica onde começa

Marcio Pimenta (*)

A guerra não começa quando o primeiro tiro é disparado e não termina quando o último cessa. A guerra, vista de longe, do conforto do sofá, costuma parecer organizada. Há mapas, briefings, palavras que soam técnicas o suficiente para sugerir algum grau de controle.

Fala-se em operações limitadas, em respostas proporcionais, em objetivos claros, precisos. A impressão é de que alguém, em algum lugar, sabe exatamente o que está fazendo. De perto, essa impressão não se sustenta por muito tempo.

Estive no norte do Iraque entre 2016 e 2017, acompanhando a ofensiva contra o Estado Islâmico. Havia uma linha de frente, como sempre há. Ela podia ser traçada, discutida, atualizada. Era o tipo de coisa que aparece bem em relatórios. Mas a guerra não estava ali. Ou melhor, não estava apenas ali.

Lembro-me de entrar em casas recém-abandonadas, em cidades que haviam acabado de ser retomadas. As portas abertas, como se ninguém tivesse tido tempo de fechá-las. Sobre as mesas, pratos ainda dispostos, a coreografia interrompida de uma refeição comum. Em alguns quartos, roupas dobradas com cuidado. Em outros, brinquedos espalhados, como se alguém fosse voltar para buscá-los.

E havia os sinais de combate, inevitáveis. Paredes marcadas, perfuradas, superfícies quebradas, o tipo de dano que não deixa dúvidas sobre o que aconteceu. Mas não era isso que mais chamava atenção. Era a convivência entre esses sinais e o que permanecia. A tentativa quase teimosa da vida de continuar ali, mesmo depois de já não ser possível.

Essas casas não eram exceção. Eram padrão. Repetiam-se de cidade em cidade, com pequenas variações, como se a guerra tivesse desenvolvido um método próprio de interromper as coisas.

Com o tempo, fica claro que a guerra não apaga o que existia antes dela. Ela se deposita sobre o que já estava ali. Camadas sucessivas de conflito, perda e adaptação. Uma casa abandonada não é apenas o resultado de um combate recente. Ela carrega histórias anteriores, outras rupturas, outros deslocamentos. A guerra atual se soma às anteriores, e dificilmente será a última. É assim que ela persiste.

Não apenas nos escombros, mas na memória. No modo como as pessoas passam a ver o mundo, a desconfiar do futuro, a ajustar suas expectativas ao que é possível sobreviver, não ao que seria desejável viver. Crianças crescem nesse ambiente e aprendem cedo o que evitar, em quem não confiar, como reconhecer sinais de perigo. Mais tarde, carregam isso consigo, mesmo quando o cenário muda.

A guerra, nesse sentido, não termina. Ela se transfere. Passa de uma geração para outra, menos como lembrança do que como disposição. Como forma de interpretar o outro, de reagir ao desconhecido, de antecipar ameaças. Ressentimentos encontram abrigo, narrativas se consolidam, versões do passado tornam-se verdades inquestionáveis. E, a partir daí, novos conflitos encontram terreno fértil.

Ainda assim, insistimos em descrevê-la como algo que pode ser contido. Talvez porque seja mais fácil acreditar que existem limites. Talvez porque seja necessário para justificar decisões que, de outra forma, pareceriam imprudentes. Ou talvez porque reconhecer a natureza real da guerra exigiria admitir que seus efeitos não podem ser previstos, nem controlados, nem encerrados de forma clara.

O problema é que a guerra não se organiza segundo essas expectativas. Ela começa com objetivos e rapidamente passa a ignorá-los. Absorve o que encontra pelo caminho, incorpora tensões anteriores, produz outras novas. O que era para ser uma intervenção torna-se um estado prolongado de instabilidade. E, quando finalmente se declara que acabou, descobre-se que ela apenas mudou de forma.

Anos depois dos combates mais intensos, a guerra ainda estava presente nas regiões por onde passei. Não como lembrança, mas como rotina. Em cidades que funcionavam pela metade. Em famílias que haviam aprendido a viver com ausências. Em jovens que nunca tinham experimentado algo que pudesse ser chamado de normalidade.

A guerra, nesse ponto, já não era um acontecimento. Era o contexto. Talvez o erro esteja em tratá-la como instrumento. A ideia de que ela pode ser usada, direcionada, encerrada. Instrumentos pressupõem controle. A guerra não oferece isso. Uma vez iniciada, ela segue adiante, indiferente às intenções que a colocaram em movimento.

A linha de frente, tão frequentemente apresentada como o centro do conflito, é apenas a parte mais visível. E, de certa forma, a mais simples de compreender. O que realmente define a guerra acontece fora dela. Nos lugares onde não há câmeras. Nas decisões que não são registradas. Nas vidas que não retomam o curso anterior. E, sobretudo, no que permanece depois.

Porque é ali, nesse acúmulo quase invisível de perdas, memórias e adaptações, que a próxima guerra começa.

(*) Marcio Pimenta é explorador da National Geographic. Doutor em Relações Internacionais e membro do The Explorers Club, esteve no Iraque entre 2016 e 2017, onde documentou a guerra contra o ISIS e o renascimento das mulheres yazidis, grupo étnico do norte do país.

 

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A IA está redefinindo a gestão de custos nas empresas

Fabio Seixas (*)

A indústria de software vive uma transição relevante em seus modelos de negócio. Especialmente no ecossistema de Software as a Service (SaaS), cresce o movimento de migração de contratos baseados exclusivamente em licenças ou volume de uso para formatos orientados a resultados, nos quais a cobrança passa a considerar métricas concretas de desempenho e geração de valor.

Esse avanço dialoga diretamente com esse conceito, no qual serviços passam a ser estruturados com previsibilidade, mensuração contínua e lógica de produto. Se soluções digitais são cada vez mais avaliadas pelo efeito que produzem, seja em aumento de receita, ganho de eficiência operacional ou melhoria da experiência do cliente, torna-se natural que o modelo de remuneração acompanhe essa lógica.

Essa transformação, antes concentrada no SaaS, começa a alcançar também o desenvolvimento de software sob demanda, pressionando empresas a repensarem contratos baseados exclusivamente em horas trabalhadas ou escopo fechado. Esse debate ganha ainda mais relevância em um ambiente no qual a inteligência artificial amplia significativamente a produtividade, automatiza etapas do processo e reduz o esforço operacional necessário para gerar resultados. Quando a tecnologia permite entregar mais valor em menos tempo, a lógica de cobrança por esforço tende a se tornar desalinhada com o impacto efetivamente produzido.

Portanto, a IA não apenas transforma a execução técnica, mas cria as condições para que modelos orientados a resultados se tornem viáveis e sustentáveis. As projeções da Gartner reforçam a dimensão estratégica dessa transição. Segundo a consultoria, até o final de 2026, cerca de 40% das aplicações empresariais deverão incorporar agentes de IA específicos, frente a menos de 5% em 2025.

A mesma instituição projeta que, até 2028, 90% das compras B2B serão iniciadas, avaliadas ou concluídas por agentes de IA. Os números indicam que a adoção será estrutural, alterando fluxos decisórios e modelos de negócio.

Com isso, ganha força a discussão sobre a evolução dos modelos de precificação em desenvolvimento de software. Tradicionalmente baseados em horas trabalhadas ou escopo fechado, esses modelos tendem a perder aderência em um ambiente no qual a IA amplia significativamente a produtividade e automatiza etapas do processo. Se a tecnologia permite entregar mais valor em menos tempo, a lógica de cobrança por esforço pode se tornar desalinhada com o impacto gerado.

A proposta de migrar para modelos orientados a resultados dialoga diretamente com esse novo contexto, pois, ao invés de remunerar exclusivamente a execução técnica, a precificação passaria a considerar indicadores concretos de negócio, como aumento de receita, redução de custos operacionais, ganho de eficiência ou melhoria na experiência do cliente. A IA, ao elevar o potencial de geração de valor, cria as condições para essa mudança estrutural.

Entretanto, escalar iniciativas de IA exige investimento em infraestrutura, governança de dados, segurança da informação e capacitação de equipes. Há também a complexidade de integrar novas soluções a sistemas legados e de estabelecer métricas claras para mensurar resultados. Para CIOs, o equilíbrio entre inovação, controle orçamentário e mitigação de riscos torna-se um exercício contínuo de priorização estratégica.

Desse modo, mais do que adotar IA por tendência, a questão central passa a ser como utilizá-la para transformar tecnologia em vetor direto de performance empresarial. Organizações que conseguirem alinhar eficiência operacional, inteligência de dados e modelos contratuais orientados a resultados tendem a consolidar uma posição competitiva mais robusta em um mercado cada vez mais automatizado e orientado por agentes inteligentes.

(*) Fabio Seixas, especialista em desenvolvimento de sofware e IA, e CEO da Softo*

 

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Soberania em risco: a influência chinesa e os desafios para o Brasil

Ismael Almeida (*)

O avanço da influência chinesa no Brasil não pode mais ser tratado apenas como uma questão comercial. Trata-se, cada vez mais, de um tema de soberania nacional. A relação com a China, embora relevante para o crescimento econômico, revela sinais preocupantes de dependência que ultrapassam o campo econômico e alcançam a política, a segurança e até o processo democrático.

O Brasil passou a estruturar boa parte de sua balança comercial em função do mercado chinês. Exportamos commodities e importamos tecnologia, repetindo um padrão histórico que enfraquece nossa capacidade industrial. Esse modelo não apenas limita o crescimento sustentável, mas cria um vínculo assimétrico: quando um país depende excessivamente de outro, sua autonomia deixa de ser plena.

A defesa da soberania nacional, da livre iniciativa e da independência institucional exige cautela diante de qualquer potência estrangeira que amplie sua influência de forma silenciosa e progressiva. A China não atua apenas como parceira comercial, opera estrategicamente, expandindo presença em setores críticos como energia, infraestrutura e telecomunicações — áreas que, em qualquer nação séria, são tratadas como pilares de segurança nacional.

Mais do que investimentos, há uma clara tentativa de construção de influência política indireta. Países altamente dependentes tendem a suavizar críticas, alinhar votos em organismos internacionais e evitar posições que contrariem seus principais parceiros comerciais. Isso não é teoria, é prática recorrente no cenário global.

No contexto brasileiro, esse movimento se torna ainda mais delicado em ano eleitoral. O debate público corre o risco de ser contaminado por interesses externos de forma sutil, seja por meio de narrativas econômicas, seja pela influência indireta em setores estratégicos da comunicação e tecnologia. Não se trata de afirmar interferência direta no processo eleitoral, mas de reconhecer que ambientes de dependência criam condições propícias para pressões e alinhamentos que nem sempre são transparentes ao eleitor.

Além disso, há um fator ideológico que não pode ser ignorado. A China é governada por um regime autoritário, com valores profundamente distintos daqueles que fundamentam uma democracia liberal. A aproximação sem critérios claros pode gerar uma normalização perigosa de práticas e visões incompatíveis com as liberdades individuais, a transparência institucional e o Estado de Direito.

Isso não significa romper relações ou adotar uma postura hostil. O Brasil deve, sim, manter relações comerciais com a China — como faz com qualquer outra potência. Mas precisa fazê-lo com estratégia, limites e, sobretudo, consciência de seus próprios interesses nacionais.
O ponto central é simples: parceria não pode significar dependência. Um país soberano diversifica seus mercados, fortalece sua indústria e protege seus setores estratégicos. Mais do que isso, preserva sua capacidade de decidir sem amarras externas.

Se o Brasil deseja, de fato, ocupar um papel relevante no cenário internacional, precisa agir como protagonista — e não como coadjuvante de interesses alheios. O desafio está posto: ou o país reequilibra essa relação, ou corre o risco de ver sua autonomia sendo, pouco a pouco, negociada sem o devido debate nacional — inclusive nas urna.

(*) Ismael Almeida, Diretor de Relações Institucionais do Instituto Monitor da Democracia, é cientista político e analista legislativo com mais de 20 anos de experiência no Congresso Nacional. 

 

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Embraer promove KC-390 Millennium e A-29 Super Tucano na FIDAE 2026, em Santiago do Chile

Além das aeronaves, a Embraer promoverá todo o seu portfólio de defesa e segurança durante a tradicional feira aeroespacial bienal da América Latina

Da Redação (*)

Brasília – A Embraer apresentará pela primeira vez na América Latina o KC-390 Millennium de demonstração com a sua nova pintura na FIDAE (Feria Internacional del Aire y del Espacio), que acontece de 7 a 12 de abril na Base Aérea Pudahuel, em Santiago, no Chile. Além da aeronave de transporte multimissão de médio porte, o A-29 Super Tucano, líder global em missões de ataque leve, reconhecimento armado e treinamento tático, também estará em exposição.

“A FIDAE é um dos eventos mais importantes na indústria de defesa da América Latina. Nossa participação reforça nosso compromisso com a região, pois esta é uma grande oportunidade para promover nosso portfólio de soluções integradas e fortalecer o relacionamento com nossos clientes atuais e potenciais”, afirma Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

KC-390 e A-29 Super Tucano, destaques no portfólio da Embraer

O KC-390 Millennium, construído e projetado no século XXI, é a aeronave de transporte militar mais moderna de sua classe. Ele pode transportar mais carga útil (26 toneladas) em comparação com outras aeronaves de transporte militar de porte médio, e voar mais rápido (470 nós) e mais longe. Ele pode realizar uma ampla gama de missões, como transporte e lançamento de carga e tropas, evacuação médica, busca e salvamento (SAR), combate a incêndios e missões humanitárias operando em pistas temporárias ou não pavimentadas. A aeronave, quando configurada com equipamentos de reabastecimento aéreo (AAR) de instalação rápida, pode operar tanto como reabastecedora quanto como receptora.

Já selecionado pelas forças aéreas do Brasil, Portugal, Hungria, República da Coreia, Holanda, Áustria, República Tcheca, Suécia, República do Uzbequistão, Eslováquia e Lituânia, o C-390 Millennium oferece capacidade, confiabilidade, versatilidade e desempenho incomparáveis para atender às necessidades táticas e estratégicas das forças aéreas em todo o mundo.

O A-29 Super Tucano, líder global em sua categoria, foi selecionado por 22 forças aéreas no mundo. Na América Latina, compõe a frota das Forças Aéreas do Brasil, Chile, Equador, Colômbia, República Dominicana e mais recentemente, Paraguai, Uruguai e Panamá. Com mais de 600.000 horas de voo acumulado, tem despertado o interesse de diversas outras nações devido à sua combinação incomparável de capacidades, tornando-o a opção mais eficiente do mercado.

Para forças aéreas que buscam uma solução comprovada, abrangente, eficiente, confiável e econômica em uma única plataforma, juntamente com grande flexibilidade operacional, o A-29 Super Tucano oferece uma ampla gama de missões, que incluem Treinamento Avançado de Pilotos, CAS, Patrulha Aérea, Interdição Aérea, Treinamento JTAC, IVR Armado, Vigilância de Fronteiras, Reconhecimento, Escolta Aérea, e mais recentemente, combate a drones.

O A-29 é capaz de operar em pistas não pavimentadas, em ambientes austeros e com pouca infraestrutura. Além disso, tem requisitos de manutenção reduzidos, oferece altos níveis de confiabilidade, disponibilidade e integridade estrutural, com baixos custos operacionais.

(*) Com informações da Embraer

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Uruguai reforça promoção no Brasil com novo roadshow e aposta em experiências durante todo o ano

Campanha “Uruguay Sorprende” percorre capitais brasileiras destacando turismo de lazer, MICE e a diversidade de experiências em todas as estações

Com uma proposta que valoriza a diversidade de experiências ao longo de todo o ano, o Uruguai intensifica sua promoção no Brasil com mais uma edição do seu roadshow, dentro da campanha “Uruguai Surpreende”. A iniciativa percorre importantes capitais brasileiras ao longo do ano, fortalecendo o relacionamento com o trade e apresentando as novidades do destino.

Promovido em conjunto pelo Ministério de Turismo do Uruguai e pela Câmara Uruguaia de Turismo, o roadshow reforça o posicionamento do país como um destino completo, com forte apelo tanto para o lazer quanto para o segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions). Cidades como Montevidéu, Punta del Este e Colônia do Sacramento seguem como referências em infraestrutura para eventos, congressos e viagens de incentivo na região.

Além disso, o país se destaca pelo seu rico turismo histórico, especialmente em Colônia, com seu centro histórico reconhecido como Patrimônio da Humanidade, agregando ainda mais valor às experiências procuradas pelos viajantes brasileiros.

Foco na atração de turistas do Sul do Brasil

Um dos destaques desta edição é o fortalecimento dos laços com o Sul do Brasil, especialmente com Porto Alegre e o estado do Rio Grande do Sul, mercados historicamente conectados ao Uruguai. A proximidade geográfica e as excelentes rotas terrestres e aéreas favorecem o fluxo constante de visitantes, impulsionando experiências em destinos do norte uruguaio, com destaque para os segmentos patrimonial, de luxo, compras, turismo termal e de natureza, áreas estratégicas que vêm ganhando cada vez mais relevância entre os brasileiros.

Além disso, o roadshow reforça o conceito de turismo durante todo o ano. No inverno, o país convida a explorar suas vinícolas, a gastronomia de excelência, as compras e o charme de seus destinos. Já a partir de agosto, a campanha também passa a promover a primavera e o verão, ampliando as oportunidades de venda e reforçando a versatilidade do destino.

Outro diferencial é a facilidade de acesso: com voos diretos a partir de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e a recente conexão com Belo Horizonte, o Uruguai está a cerca de duas horas de viagem, ideal para escapadas curtas e viagens frequentes.

O evento conta com o apoio de importantes parceiros estratégicos, como a Azul Linhas Aéreas e a empresa de transporte rodoviário EGA, além da participação da LATAM Airlines no mês de agosto.

Em Porto Alegre, o roadshow acontece no âmbito da UGART, importante feira do setor onde o Uruguai contará com estande próprio e uma apresentação especial. A ação permitirá uma conexão ainda mais próxima com agências e operadores, por meio de treinamentos, networking e um espaço dedicado à geração de negócios, incluindo novos empreendimentos turísticos.

A iniciativa também se destaca pela presença de uma ampla delegação uruguaia, que reforça a diversidade da oferta turística do país. Participam do workshop empresas e instituições como Buquebus, Cynsa South America, Mowi, Enjoy Punta del Este, Solanas Punta del Este, Bodega Alto de la Ballena, Altos del Arapey, Hotel Royal, além da Associação de Turismo de Colonia, a Praça de Touros de Colonia, a SUTUR (Sociedade Uruguaia de Turismo Rural) e os escritórios de turismo de Maldonado e Montevidéu.

A delegação conta, ainda, com representantes institucionais e autoridades, como Monica Tognola e Dinora Bruno, do Ministério do Turismo do Uruguai, além de Maria Julia Fernández, da Câmara Uruguaia de Turismo, Edgard Silveira Diretor, do Turismo de Maldonado, Lia Fernández, Assessora de Turismo de Montevideo, Martin Alvarez, Diretor de Turismo de Colônia,  e a presença do Cônsul Marión Blanco.

Brasil se consolida como um dos principais emissores de turistas para o Uruguai

O Brasil mantém posição de destaque entre os mercados emissores para o Uruguai, tanto em volume quanto em impacto econômico. Ao longo de 2025, cerca de 490 mil brasileiros visitaram o país, gerando uma receita aproximada de US$ 336 milhões, de acordo com dados do Ministério do Turismo do Uruguai. Apenas no primeiro trimestre do ano, foram mais de 500 mil visitantes, evidenciando a consistência da demanda ao longo de todo o período.

Com permanência média de 7,4 noites e gasto per capita elevado, esse público se caracteriza por valorizar experiências de qualidade, como enogastronomia, compras e hospitalidade. Destinos como Montevidéu, Punta del Este e Colônia do Sacramento seguem entre os preferidos, reforçando o vínculo consistente e crescente entre os dois países ao longo de todo o ano.

Confira a agenda do roadshow:

10 de abril – Porto Alegre

04 de agosto – Porto Alegre

05 de agosto – São Paulo

11 de agosto – Belo Horizonte

12 de agosto – Rio de Janeiro

(*) Com informações do Ministério de Turismo do Uruguai

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ApexBrasil assina convênios de R$ 813 milhões com entidades setoriais para apoio às exportações e atração de investimentos

Cerimônia reuniu a Diretoria Executiva da Agência, representantes de mais de 30 setores da economia e ministro da Agricultura; parcerias têm expectativa de apoiar R$ 650 bilhões em exportações em até 24 meses

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizou, na quarta-feira (1º), em Brasília, cerimônia de celebração de assinatura de convênios com entidades setoriais da indústria, de serviços e do agronegócio. O evento marcou uma nova etapa da atuação conjunta entre a Agência e representantes de 38 setores da economia brasileira, com foco na ampliação das exportações, na qualificação de empresas e na atração de investimentos para o país.

A cerimônia contou com a presença do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, da diretora de Negócios, Ana Repezza, e do diretor de Gestão Corporativa, Floriano Pesaro, além de lideranças setoriais e autoridades convidadas, entre elas o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Ao todo, os convênios assinados somam R$ 813 milhões, sendo R$ 404 milhões em recursos da ApexBrasil e R$ 409 milhões em contrapartidas das entidades parceiras. Desse total, R$ 736 milhões serão destinados a ações de promoção comercial, com expectativa de apoiar R$ 650 bilhões em exportações em até 24 meses.

Jorge Viana destaca dimensão estratégica da parceria

Durante a cerimônia, Jorge Viana destacou a dimensão estratégica da iniciativa e o esforço conjunto das áreas da Agência e das entidades parceiras para viabilizar os resultados esperados. “Hoje é o que a gente chama de assinaço. É uma soma de R$ 800 milhões. Boa parte dele vem das entidades, ou pelo menos a gente trabalha metade e metade”, afirmou. O presidente também ressaltou o trabalho das equipes envolvidas na construção dos convênios e o papel da Diretoria Executiva nesse processo. “Ninguém faz nada sozinho”, disse.

Ao comentar o impacto esperado das parcerias, Jorge Viana reforçou o alcance da iniciativa para o comércio exterior brasileiro. “R$ 650 bilhões devem ser a consequência desses convênios com esses diferentes setores de exportação do Brasil. Então, não é uma coisa pequena”, afirmou. As parcerias viabilizam iniciativas como participação em feiras internacionais, missões com compradores estrangeiros, ações de inteligência comercial e capacitação empresarial. A proposta é fortalecer a presença de produtos e serviços brasileiros no exterior, ampliar a competitividade das empresas e gerar novas oportunidades de negócios.

Presente na solenidade, o ministro Carlos Fávaro destacou o papel da ApexBrasil na transformação da abertura de mercados em resultados concretos para o país. “A ApexBrasil voltou com muita força”, afirmou. Segundo ele, o trabalho articulado entre governo e setor produtivo é o que permite converter acesso em negócios. “Abre o mercado, vira negócio, vira oportunidade. Aí vem a ApexBrasil, faz a promoção, isso vira negócio, vira oportunidade”, disse.

Qualificação para exportação

A programação também celebrou os convênios voltados à qualificação para exportação. Ao todo, 17 parcerias concentram investimento de R$ 69,6 milhões e têm meta de apoiar 5.040 empresas brasileiras nos próximos dois anos, ampliando a preparação de negócios para atuar no mercado internacional.

Na frente de atração de investimentos, os convênios somam R$ 7,5 milhões e têm como meta apoiar 70 investidores estrangeiros e gerar 10 anúncios de investimentos. A iniciativa reforça a estratégia da ApexBrasil de atuar de forma integrada na promoção das exportações brasileiras e na geração de oportunidades para diferentes cadeias produtivas.

A assinatura dos convênios reafirma o modelo de atuação da ApexBrasil em parceria com entidades representativas do setor produtivo. Ao unir esforços com diferentes segmentos da economia, a Agência busca ampliar a presença brasileira no mercado internacional, promover competitividade e fortalecer o Brasil como destino de negócios e investimentos.

(*) Com informações da ApexBrasil

 

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IA avança na logística marítima, que movimenta 80% do comércio global, e pode reduzir custos operacionais em até 15%

Uso de algoritmos para prever demanda, otimizar rotas e evitar congestionamentos portuários aumenta eficiência, melhora prazos e amplia competitividade no transporte internacional

Da Redação (*)

Brasília – A inteligência artificial começa a redesenhar a logística marítima, responsável por cerca de 80% do comércio global, ao permitir ganhos de eficiência que podem reduzir custos operacionais em até 15%, segundo estimativas do setor. Com aplicação crescente em previsão de demanda, roteirização de navios e gestão portuária, a tecnologia vem ajudando empresas a lidar com gargalos históricos, como atrasos, ociosidade e baixa previsibilidade, ao mesmo tempo em que aumenta a visibilidade e a capacidade de resposta ao longo da cadeia.

A aplicação da IA permite, por exemplo, a análise de grandes volumes de dados em tempo real, incluindo condições climáticas, tráfego portuário e disponibilidade de embarcações, para otimizar rotas e evitar gargalos. Com isso, as empresas conseguem reduzir o tempo de viagem, economizar combustível e minimizar impactos ambientais.

Outro avanço relevante está na previsão de demanda e na gestão de estoques. Algoritmos de aprendizado de máquina são capazes de identificar padrões de mercado e antecipar oscilações, permitindo um planejamento mais assertivo e evitando tanto a ociosidade quanto a sobrecarga nos portos.

Além disso, a automação de processos operacionais tem ganhado espaço nos terminais portuários. Sistemas inteligentes auxiliam no gerenciamento de contêineres, no agendamento de cargas e descargas e na coordenação de equipamentos, tornando as operações mais ágeis e seguras.

IA cada vez mais essencial para tomada de decisões da cadeia marítima

Para Marcos Silva, CIO da Datamar e especialista em tecnologia para logística marítima, a inteligência artificial tem papel estratégico na modernização do setor. “A IA permite transformar dados em decisões mais rápidas e precisas, o que é essencial em uma cadeia logística tão complexa quanto a marítima. Isso se traduz em ganhos de eficiência, redução de custos e maior previsibilidade para todos os agentes envolvidos”, afirma.

Segundo o especialista, outro benefício importante está na capacidade de antecipar riscos. “Com modelos preditivos, conseguimos identificar possíveis atrasos, congestionamentos e até impactos climáticos antes que eles ocorram, possibilitando ações preventivas e uma gestão muito mais proativa”, destaca.

A digitalização também contribui para maior transparência nas operações. Plataformas integradas com IA permitem o acompanhamento em tempo real das cargas, oferecendo mais visibilidade para embarcadores, operadores logísticos e clientes finais.

Apesar dos avanços, a adoção da inteligência artificial ainda enfrenta desafios, como a necessidade de infraestrutura tecnológica adequada e a integração entre diferentes sistemas e atores da cadeia. Ainda assim, a tendência é de crescimento contínuo, impulsionada pela busca por maior competitividade e sustentabilidade no comércio global.

(*) Com informações da Datamar

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