Malásia ganha força como  destino estratégico e porta de entrada para o Sudeste Asiático para turistas sul-americanos

Com isenção de visto, boa conectividade aérea e excelente custo-benefício, o país se consolida como destino estratégico para viajantes latino-americanos

Com uma malha aérea cada vez mais eficiente e isenção de visto para a maioria dos países latino-americanos, a Malásia se consolida como a porta de entrada mais acessível para o Sudeste Asiático.

Sob o slogan “Malaysia, Truly Asia”, o país faz jus à proposta. Trata-se de um verdadeiro mosaico cultural, único no mundo, onde comunidades malaia, chinesa, indiana e indígena convivem em harmonia. A Malásia proporciona uma imersão autêntica na diversidade asiática em um único destino: dos vibrantes mercados de rua de Kuala Lumpur aos templos históricos de Penang, passando por uma gastronomia rica, moldada por gerações de intercâmbio cultural.

No contexto da campanha Visit Malaysia 2026, o país reforça sua estratégia de atração do viajante internacional com infraestrutura moderna, custos competitivos e ampla conectividade aérea – fatores que tornam a viagem mais prática e acessível para o público da América Latina.

Kuala Lumpur: a principal porta de entrada para a Ásia

O Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur (KLIA) é um dos principais hubs do Sudeste Asiático e o ponto de chegada natural ao país. A partir dele, é fácil se conectar a destinos icônicos como Penang, Langkawi, Bornéu (Sabah e Sarawak) e Malaca, por meio de voos domésticos curtos.

Mas Kuala Lumpur vai além de um ponto de conexão – é um destino completo. Cosmopolita e cheia de contrastes, a cidade combina arranha-céus emblemáticos, como as Torres Gêmeas Petronas, com bairros tradicionais, mercados de rua e uma das cenas gastronômicas mais diversas da Ásia – tudo com preços mais competitivos em comparação a outros destinos da região.

Como chegar saindo da América Latina

Embora ainda não haja voos diretos, Kuala Lumpur é acessível por três principais rotas, com tempo total de viagem entre 20 e 26 horas:

Via Europa: conexões por Paris (Air France), Amsterdã (KLM), Londres (British Airways), Frankfurt ou Munique (Lufthansa), Roma (ITA Airways) e Madri (Iberia). Muitas dessas rotas permitem incluir stopovers, agregando valor à viagem. Destaque para a nova rota Frankfurt–Kuala Lumpur da Lufthansa, prevista para outubro de 2026.

Via Oriente Médio: conexões por Dubai (Emirates), Doha (Qatar Airways) e Istambul (Turkish Airlines), três dos hubs mais bem conectados do mundo, com voos diários para Kuala Lumpur.

Via Ásia: para quem deseja ampliar o roteiro, conexões por Singapura (Singapore Airlines) ou Bangkok (Thai Airways) permitem combinar a Malásia com outros destinos do Sudeste Asiático.

Os principais pontos de partida na América Latina – Cidade do México, Bogotá, São Paulo e Buenos Aires – têm acesso a essas rotas, com destaque para São Paulo e Buenos Aires, que oferecem maior variedade de combinações.

Penang: um dos destinos imperdíveis de 2026

Entre os destaques da Malásia, Penang se posiciona como um dos destinos mais relevantes do ano. A região foi incluída na lista “52 Places to Go in 2026”, do The New York Times, recomendada pela CNN Travel e apontada pela AFAR como um destino em ascensão.

O motivo é claro: George Town, capital de Penang e Patrimônio Mundial da UNESCO, é uma cidade compacta e ideal para explorar a pé. Em poucos quarteirões, o visitante transita entre templos chineses, mesquitas, murais de arte urbana e barracas tradicionais de char kway teow com décadas de história. Não à toa, Penang é considerada a capital do street food do Sudeste Asiático – uma experiência gastronômica que, por si só, já justifica a viagem.

Um destino multicultural, seguro e pronto para receber o mundo

Além da conectividade, a Malásia se destaca pela estabilidade e segurança. Em um cenário global desafiador, o país se posiciona como um destino confiável, com infraestrutura turística de alto nível, hospitalidade reconhecida e excelentes padrões de serviço.

Sua diversidade cultural também é um diferencial marcante: malaios, chineses, indianos e comunidades indígenas convivem em harmonia, refletindo-se na gastronomia, nos festivais, na arquitetura e no estilo de vida local.

Com isenção de visto, custos acessíveis, conexões aéreas eficientes e crescente reconhecimento internacional, a Malásia reúne todos os atributos para conquistar o viajante latino-americano. Das ruas vibrantes de Kuala Lumpur às praias de Langkawi, passando pela selva de Bornéu e pela cena gastronômica de Penang, o destino oferece a diversidade de um continente inteiro em uma única viagem – e, hoje, chegar lá está mais fácil do que nunca.

Para descobrir mais sobre a Malásia, acesse: https://www.malaysia.travel/

(*) Com informações da Turismo da Malásia

 

O post Malásia ganha força como  destino estratégico e porta de entrada para o Sudeste Asiático para turistas sul-americanos apareceu primeiro em Comex do Brasil.

O conflito no Irã como novo atoleiro para os EUA no Oriente Médio

Fernanda Brandão (*)

O envolvimento recente dos Estados Unidos no Oriente Médio tem sido marcado pela dificuldade de realização dos interesses apresentados para o início de intervenções e ataques na região. No início dos anos 2000, a “Guerra ao Terror”, com a invasão do Iraque e do Afeganistão, drenaram recursos financeiros e humanos dos Estados Unidos e implicaram em uma longa presença de tropas americanas na região. A guerra foi responsável pelo aumento expressivo do endividamento público do país. Ao mesmo tempo, a perda de soldados numa guerra longa e que não entregou os objetivos esperados deixou na população americana uma rejeição ao envio de suas tropas para a região.

O conflito no Irã já tem se mostrado mais complexo do que o esperado pelo governo americano. O regime dos Aiatolás tem se mostrado resiliente e sua capacidade de manter o estreito de Ormuz fechado frente às ameaças do Presidente Trump revelam que provavelmente houve um erro de cálculo ao se pensar a estratégia para o conflito. A princípio, o presidente americano afirmou que esta seria uma incursão rápida e que haveria rápida capitulação do regime iraniano. Contudo, o conflito já tem mais de um mês e o estreito de Ormuz continua fechado pela Guarda Revolucionária Iraniana.

O conflito e o fechamento do estreito de Ormuz trazem impactos importantes sobre a economia global, sobretudo sobre o mercado de energia. Passam pelo estreito de Ormuz cerca de 20% do petróleo global, além de outros produtos químicos e minerais importantes para a produção de fertilizantes, por exemplo. Nas últimas semanas, o preço do barril do petróleo tem flutuado de acordo com as perspectivas de manutenção do fechamento do estreito. O aumento do preço do petróleo tem impactos sobre o comércio internacional com aumento do frete causando elevação de preços generalizada sobre produtos importados.

Além da crise energética causada pela falta de abastecimento em decorrência do fechamento do estreito de Ormuz, a escassez de fertilizantes resultante do fechamento do estreito levante preocupações sobre a segurança alimentar uma vez que afeta a potencialidade de plantio durante a primavera no hemisfério norte e no hemisfério sul no segundo semestre deste ano.

As Nações Unidas têm trabalhado para criar uma iniciativa diplomática que garanta a livre passagem de navios carregados de fertilizantes e produtos químicos utilizados na produção de fertilizantes. O conflito também tem impacto sobre os gastos públicos americanos. A previsão do orçamento para o setor de defesa é de que ultrapasse US$ 1 trilhão de dólares, um aumento de 13% em relação ao orçamento previamente determinado. O uso de mísseis, aeronaves e porta-aviões no combate no Irã
tem um custo elevado.

O governo americano tem feito sucessivas ameaças para que haja a abertura do estreito, inclusive ameaçando a “destruição de uma civilização inteira em uma noite” caso as demandas americanas não fossem atendidas. Nesse tempo, as ameaças americanas em atacar infraestrutura importante de energia no Irã tem sido respondida pelo governo iraniano convocando sua população a criar escudos humanos em torno dessas instalações. Apesar do fim do prazo estabelecido, o governo americano estendeu mais uma vez por duas semanas a data supostamente final para a abertura do estreito.

Segundo Trump, há um cessar-fogo em vigor para continuidade das negociações com o Irã. Contudo, a continuidade dos ataques israelenses sobre o Líbano tem sido interpretada pelo Irã como uma violação do cessar-fogo e mantém o estreito de Ormuz fechado.

No meio tempo, o Paquistão tem se mostrado um ator mediador e no fim de semana foram realizadas conversas em Islamabad com o objetivo de que um acordo entre as partes fosse alcançado. O Irã tem como suas principais demandas a suspensão dos ataques ao Líbano, o descongelamento dos recursos iranianos, e demanda que o acordo final contemple pagamentos para a reconstrução do país, reconhecimento de sua soberania sobre o estreito, seu direito de enriquecer urânio seja garantido e o fim das agressões militares. Esses termos contradizem os interesses americanos no país que envolvem o fim total do programa de enriquecimento nuclear do país.

A não disposição das partes em ceder em suas demandas resultou na declaração por parte dos Estados Unidos de que as negociações realizadas no Paquistão não foram bem-sucedidas, levando Donald Trump a declarar um fechamento do Estreito de Ormuz para navios com destino ou de origem de portos iranianos. A manutenção da passagem de navios oriundos do Irã carregados de petróleo é um dos principais meios de sobrevivência econômica do regime iraniano. Ao mesmo tempo, a ação americana pode ser interpretada como ato de guerra por Teerã e contribuir para o escalonamento do conflito.

A resiliência do Irã diante do conflito coloca o presidente dos Estados Unidos em uma situação complexa. Domesticamente, sua popularidade tem sido negativamente afetada pelo envolvimento em um conflito que não é consenso entre a sua população. Para a maior parte da população americana, o envolvimento no conflito com o Irã atende mais aos interesses israelenses do que aos interesses americanos. Essa insatisfação pode se refletir nas eleições de meio de mandato que devem acontecer em novembro levando à perda da maioria republicana nas casas do Congresso americano.

Além disso, a imposição de ultimatos e a prorrogação desses prazos no último minuto podem acabar enfraquecendo a percepção internacional sobre a disposição do presidente americano em cumprir sua palavra. A elevação do tom contra o Irã cria a expectativa de que ou o governo iraniano terá que ceder e aceitar os termos impostos pelos EUA ou haverá uso mais intenso da força levando ao escalonamento do conflito. Ao não
cumprir suas ameaças, Trump deixa a impressão de que os Estados Unidos não cumprem suas promessas.

Assim, o conflito no Irã pode se tornar outro atoleiro, no sentido de que os Estados Unidos se envolveram em um conflito e não conseguiram alcançar seus interesses políticos, drenando recursos econômicos e militares do país. O envolvimento em um conflito sem perspectiva de fim no Oriente Médio também contraria as críticas feitas por Donald Trump a seus antecessores por terem se envolvido em conflitos na região. O contexto marcado pelo aumento dos gastos públicos e a inflação resultante do fechamento do Estreito de Ormuz pode dificultar o cenário para as eleições de meio termo e para a eleição de um sucessor ligado ao trumpismo.

(*) Fernanda Brandão, coordenadora do curso de Relações Internacionais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio

O post O conflito no Irã como novo atoleiro para os EUA no Oriente Médio apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Embratur e Turismo de Portugal estreitam laços no Fórum Atlântico de Turismo em São Paulo

Agência brasileira apresentou indicadores recordes e discutiu a diversificação da oferta turística em segmentos de bem-estar e cultura para atrair mais portugueses ; voos entre as nações devem somar 6,4 mil operações este ano

Bruno Reis apresentou indicadores de crescimento do turismo internacional no Brasil, recorde em 2025 com 9,3 milhões de chegadas de viajantes de outros países

Da Redação (*)

Brasíia – A Embratur participou, nesta segunda-feira (13), do Fórum Atlântico de Turismo Brasil-Portugal, em São Paulo (SP). O encontro aconteceu no Tivoli Mofarrej São Paulo Hotel e debateu promoção internacional, fluxo turístico, o fortalecimento das relações entre os dois países, conectividade aérea e investimentos.

O diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Bruno Reis, foi convidado para integrar o painel de abertura da conferência, com o tema “Portugal & Brasil: Viagens Que Nos Ligam”, ao lado da vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal, Lídia Monteiro, e moderação da jornalista especializada em turismo, Nathalia Molina, do Estadão.

Para estreitar o diálogo bilateral, o evento em formato de summit reuniu lideranças públicas e privadas dos dois países. A participação do Secretário de Estado do Turismo e Comércio de Portugal, Pedro Machado, marcou a reunião. Organizado pela Fundação Luso-Brasileira, o fórum também contou com a presença de mais de 90 participantes do setor de turismo brasileiro, além da imprensa.

A programação contou com cinco painéis de especialistas que discutiram o desenvolvimento de fluxos de viagens entre os destinos. Os debates também abordaram a diversificação da oferta brasileira em segmentos de alto valor agregado como inovação, bem-estar e cultura.

Bruno Reis destaca a Importância da aproximação Brasil-Portugal

Durante a conferência, Bruno Reis apresentou indicadores de crescimento do turismo internacional no Brasil, que foi recorde em 2025 com 9,3 milhões de chegadas de viajantes de outros países, um crescimento expressivo de mais de 37% em relação ao ano anterior, e estratégias para atrair mais europeus ao território nacional. Entre outras ações, a Embratur atuou para solidificar a imagem dos destinos brasileiros no exterior e ampliar rotas de voo em parceria com estados, municípios e o setor privado.

Para Bruno Reis, a aproximação entre os dois países se reflete nos bons números no turismo internacional. “Participamos de um painel com o Turismo de Portugal, para falar sobre esse crescimento de portugueses no território brasileiro nos últimos três anos e, também, nos dois primeiros meses de 2026, em que Portugal virou o nosso primeiro mercado emissor da Europa. Discutimos como a gente consegue crescer ainda para esse ano, falando sobre a atração de conectividade aérea e novos empreendimentos hoteleiros, para ampliar as relações comerciais entre os dois países”, explicou.

A representante do Turismo de Portugal destacou que “a cooperação entre o Turismo de Portugal e Embratur tem sido muito frutífera para os dois países”. “É certo que os portugueses gostam de visitar o Brasil, mas também os brasileiros são muito bem recebidos em Portugal. Temos que aprender juntos. Temos dois países extraordinários, raízes em comum e, por isso, eu acredito que é na cooperação que nós vamos conseguir crescer juntos”, afirmou Lídia Monteiro.

“Para os portugueses, o Brasil é sempre um país que significa alegria, boa comida, boa disposição, boa música e naturalmente um clima extraordinário. Os portugueses gostam de visitar o Brasil, gostam da cultura brasileira e gostam de viver junto com os brasileiros”, completou.

E na visão do presidente da Fundação Luso Brasileira, Paulo Campos Costa, “Portugal e Brasil, unidos pela história e pela língua, têm no turismo uma oportunidade única de crescimento conjunto, valorizando suas riquezas naturais, culturais e humanas”.

Os portugueses em números

A participação no fórum ocorre em um cenário de resultados históricos na chegada dos lusos ao país. Em 2025, o Brasil recebeu 273.483 turistas de Portugal, alta de 25% em relação ao período anterior. Esse volume posicionou a nação ibérica como o sétimo maior emissor global de visitantes para os destinos brasileiros.

Dados iniciais de 2026 indicam a continuidade da expansão, com aumento de quase 30% nas chegadas lusitanas nos primeiros meses. Para sustentar esse fluxo, a malha aérea prevê a operação de 6.460 voos e 15 rotas de conexão este ano. O gasto médio desses viajantes em solo brasileiro é elevado, atingindo a marca de US$ 1.955,30.

(*) Com informações da Embratur

O post Embratur e Turismo de Portugal estreitam laços no Fórum Atlântico de Turismo em São Paulo apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Conflito no Irã derruba exportações para países do Golfo em março, mas trimestre segue positivo, informa Câmara Árabe Brasileira

Vendas ao bloco recuam 31%, enquanto acumulado do ano avança 8,14% e soma US$ 2,41 bilhões

Da Redação (*)

Brasília – O conflito no Oriente Médio, iniciado no fim de fevereiro, já impacta as exportações brasileiras para os países árabes do Golfo, importantes mercados para produtos do agronegócio e minerais.

As vendas para Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Omã — que formam o bloco econômico conhecido como Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) — caíram 31,47% em março na comparação anual, para US$ 537,11 milhões, segundo dados da Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

Apesar do recuo no mês, o desempenho no trimestre ainda é positivo. De janeiro a março, as exportações para o CCG cresceram 8,14%, somando US$ 2,41 bilhões. Considerando todos os 22 países acompanhados pela entidade, incluindo as nações árabes do Levante e as africanas, a alta foi de 3,90%, para US$ 5,13 bilhões.

Segundo a Câmara Árabe, o fechamento do Estreito de Ormuz, que restringiu o acesso a portos estratégicos do Golfo, interrompeu uma trajetória de alta nas vendas brasileiras. O impacto ainda não compromete o resultado agregado, mas pode se intensificar ao longo do ano, dependendo da evolução do conflito.

Exportações caem com guerra no Irã

“As vendas para o CCG, que concentra os maiores mercados árabes e responde por 47% das exportações para o bloco de países, vinham em alta em janeiro e fevereiro na comparação com 2025, segundo melhor ano da série histórica”, afirma o secretário-geral da Câmara Árabe-Brasileira, Mohamad Mourad. “O recuo de março decorre do conflito e, por ora, não afeta o acumulado, mas ainda pode trazer impactos”.

No agronegócio, que responde por cerca de 75% das vendas, as exportações para o CCG recuaram 25,38% em março, mas acumulam alta de 6,8% no trimestre, de US$ 1,44 bilhão, graças a ganhos em produtos importantes, contrabalançados por perdas em outros itens. Principal item da pauta agropecuária, o frango recuou 13,80% no mês, para US$ 185,50 milhões, mas só 2,32% no acumulado, para US$ 619,12 milhões.

O açúcar, segundo principal produto, recuou 43,37% em março, para US$ 54,07 milhões, mas avançou 26,41% no ano, para US$ 363,11 milhões. A carne bovina destoou, com alta de 23,87% no mês mais intenso do conflito, para US$ 47,75 milhões, além de avanço de 65,29% no trimestre, para US$ 194,56 milhões.

O milho praticamente deixou de ser embarcado ao CCG em março, com queda de 99,96%, para US$ 0,03 milhão, embora o recuo no acumulado ainda seja limitado a 5,8%, no total de US$ 61,22 milhões. Já o café registrou alta de 34,24% no mês de março, para US$ 9,97 milhões, e de 64,3% no trimestre, para US$ 49,58 milhões.

Outro ponto de atenção é o recuo nas importações brasileiras de fertilizantes provenientes do CCG, que caíram 51,35% no primeiro trimestre. A região responde por cerca de 10% do fertilizante adquirido pelo agronegócio brasileiro no exterior.

“Esse é um ponto que preocupa tanto o nosso agro quanto os países árabes, que dependem da capacidade do Brasil de disponibilizar alimentos excedentes”, pontua Mourad. “É preciso buscar formas de minimizar esses impactos”, finaliza.

Baixe a íntegra dos dados aqui.

(*) Com informações da Câmara Árabe-Brasileira

O post Conflito no Irã derruba exportações para países do Golfo em março, mas trimestre segue positivo, informa Câmara Árabe Brasileira apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Wine South America 2026 será realizada no mês de maio em Bento Gonçalves com expressiva participação internacional

A presença internacional cresce nesta edição, com países como Itália, Portugal, França, Espanha, Chile e Argentina

Da Redação (*)

Brasília – Em contagem regressiva: falta um mês para a Wine South America 2026, que acontece de 12 a 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS), na Serra Gaúcha, maior polo produtor de vinhos do Brasil. Consolidada como uma plataforma de negócios do setor vitivinícola na América Latina, a feira reunirá mais de 400 marcas nacionais e internacionais, com rótulos de mais de 20 pWine South Americaaíses.

Ao longo de três dias, o evento deve concentrar milhares de conexões comerciais e reforçar seu papel como hub de negócios do vinho, reunindo produtores, compradores e especialistas em um ambiente voltado à geração de oportunidades e à troca de conhecimento. Tudo isso em um destino enoturístico que permite que compradores visitem in loco vinícolas e produtores, ampliando conexões e facilitando a geração de negócios.

A presença internacional cresce nesta edição, com países como Itália, Portugal, França, Espanha, Chile e Argentina, além de estreias como Nova Zelândia e Alemanha, ampliando a diversidade de origens e reforçando o interesse global pelo mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, a feira evidencia a evolução da vitivinicultura nacional, reunindo vinícolas de diferentes regiões do país: além da Serra Gaúcha, ganham espaço novos terroirs como Santa Catarina, Bahia, Goiás, Espírito Santo e Pernambuco, refletindo a expansão e a diversidade do vinho brasileiro.

O credenciamento para a WSA 2026 está disponível no site da feira – winesa.com.br, bem como a programação completa.

Wine South America 2026 em números

+ de 400 marcas nacionais e internacionais,

+ de 20 países participantes,

+ de 5.000 rótulos de vinhos e espumantes,

+ de 2.000 reuniões de negócios.

(*) Com informações da Wine South America

O post Wine South America 2026 será realizada no mês de maio em Bento Gonçalves com expressiva participação internacional apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Carros chineses invadem o mercado brasileiro e já são o principal item na pauta exportadora da China para o Brasil

Da Redação

Brasília – No primeiro trimestre deste ano, as exportações de automóveis da China para o Brasil cresceram ao ritmo alucinante de 582,00%, totalizaram US$ 771 milhões e responderam por 68,5% das exportações totais chinesas para o Brasil. Pela primeira vez na história do comércio sino-brasileiro, os veículos automotivos lideraram a pauta exportadora chinesa para o país.

Os números são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e constituem motivo de grave preocupação para a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que acompanha com apreensão a crescente presença dos veículos chineses nas ruas e rodovias de todo o país.

Os dados elaborados pelo Comex Vis são mesmo preocupantes. Em igual período do ano passado, a China respondia por 44,3% das importações brasileiras de veículos e neste primeiro trimestre esse percentual cresceu mais de 24%. A China desbancou com ampla margem a Argentina, que durante muitos anos foi o principal exportador de veículos para o Brasil. Neste ano, as vendas argentinas totalizaram apenas US$ 106 milhões, com uma queda de 21,90% e uma parcela de 9,4% nas importações totais de veículos pelo Brasil. Em quanto as vendas argentinas seguiram trajetória de queda, os embarques chineses se multiplicaram quase seis vezes, mais precisamente 58200% em apenas três meses.

Somados, os quatro principais exportadores de veículos para o Brasil (Argentina, México, Alemanha e Estados Unidos) tiveram uma participação de apenas 24,6%, pouco mais de um terço dos embarques realizados pela poderosa indústria automobilística chinesa.

Recorde de exportações chinesas deve ser batido

Mantida essa tendência altista, em 2026, a China deverá suplantar os números já bastante expressivos nas vendas de veículos de passageiros para o Brasil. No ano passado, as importações brasileiras totalizaram US$ 7,4 bilhões, correspondentes a 9,4% das importações totais do país. Desse total, US$ 3,3 bilhões (ou 44,3%) foram exportados pelas produtoras chinesas, que registraram uma alta de 41,40% em todo o ano passado.

Enquanto as vendas chinesas explodiam, as exportações argentinas tiveram uma queda de 27,09%, somaram US$ 1,7 bilhão e responderam por uma fatia de 23,4% do volume global importado pelo Brasil.

Apesar desses números, o avanço consistente e incontornável da sólida e azeitada indústria automobilística chinesa no mercado brasileiro ainda não resultou em perdas significativas para a montadoras brasileiras em sua vizinhança. Pelo menos por enquanto. Até quando não se sabe.

Sem a forte concorrência chinesa, as fabricantes nacionais seguem ocupando lugar de destaque entre os principais fornecedores de automóveis para o mercado sul-americano, o principal para a indústria brasileira em todo o mundo. As vendas para a Colômbia no trimestre encerrado em março somaram US$ 576 milhões (alta de 20,50%) e participação de 10,1% nas exportações brasileiras.  Outro parceiro importante, o México, importou US$ 563 milhões,  (queda de 21,20% e participação de 9,6%). Já o Uruguai realizou importações no total de US$ 126 milhões no período (queda de 4,4% e participação de 4,0% nos embarques brasileiros). Finalizando o ranking dos cinco principais importadores dos carros nacionais, o Chile comprou US$ 185 milhões, com uma alta de 35,90% sobre o mesmo período de 2025 e participação de 3,1% nas vendas brasileiras.

 

 

O post Carros chineses invadem o mercado brasileiro e já são o principal item na pauta exportadora da China para o Brasil apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Terceira República Islâmica: Regime troca ideologia por estabilidade

Márcio Coimbra (*)

O sistema internacional, habituado a crises cíclicas no Oriente Médio, assiste agora a algo sem precedentes: um cessar-fogo de 14 dias entre Washington e Teerã, selado com precisão cirúrgica pelo Paquistão. O chamado Acordo de Islamabad não é apenas um hiato nos bombardeios, mas o reconhecimento formal de que a República Islâmica transmutou-se radicalmente.

O Irã de hoje não é mais governado por clérigos em busca do martírio, mas por generais em busca de sobrevivência. Este desfecho é realpolitik em estado puro. Enquanto analistas românticos previam uma “Primavera Persa”, o cenário que se confirmou foi a conversão do regime em uma estrutura puramente pretoriana. O “Estado profundo” iraniano utilizou o caos das ruas para remover o clero ineficiente e consolidar o poder sob o cano das armas.

A morte de Ali Khamenei serviu como o catalisador final para esse processo, fazendo emergir das cinzas a consolidação definitiva do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como o verdadeiro senhor do Estado. Embora Mojtaba Khamenei ocupe o trono nominal, ele governa sob a tutela de figuras como Mohammad Baqir Qalibaf, Presidente do Parlamento do Irã.

Entramos, assim, na era da “Terceira República Islâmica”, onde a ideologia se tornou um mero adereço para a manutenção de privilégios econômicos de generais-empresários que gerenciam um conglomerado militar-industrial massivo e extremamente pragmático. Esse pragmatismo permitiu o cessar-fogo quando a Guarda Revolucionária compreendeu que a ameaça de Trump de destruir a infraestrutura física do país atingiria sua própria base de riqueza e controle social.

O regime parece agora abraçar um modelo híbrido: por um lado, a face externa de uma “venezuelização”, com uma liderança que negocia o alívio de sanções para manter o fluxo financeiro da cúpula, por outro, o “modelo egípcio” de estabilidade autoritária, que troca o fervor revolucionário pela gestão previsível de ativos estratégicos, como o Estreito de Ormuz. Do outro lado da mesa, o cálculo de Donald Trump reflete uma mudança drástica, abandonando o papel de polícia global.

Com a independência energética dos EUA, Ormuz deixou de ser uma prioridade direta de segurança nacional para Washington, tornando-se um problema dos aliados europeus e asiáticos. Ao exigir que o Irã reabra o estreito em troca da suspensão de sanções, Trump está, na prática, terceirizando a segurança marítima. É a diplomacia transacional levada ao limite, onde o isolacionismo estratégico encontra a extorsão diplomática.

A mediação do Paquistão, liderada por Shehbaz Sharif e o Marechal Asim Munir, foi o pilar de equilíbrio que evitou o abismo. Islamabad prefere um Irã sob a tutela de generais pragmáticos do que um Estado falido exportando instabilidade para as fronteiras do Baluchistão. Contudo, esse otimismo é frágil. A interconexão entre os teatros de guerra da Ucrânia e do Irã criou um monstro logístico difícil de desmantelar, onde os drones que atingem Kiev são os mesmos que garantem ao IRGC sua alavanca de dissuasão no Golfo.

O que assistimos neste momento é o experimento de converter uma teocracia revolucionária em uma autocracia mercantilista. O futuro do Irã repousa na capacidade de generais cínicos e de um presidente americano transacional de encontrarem um preço comum para a estabilidade, enquanto a população iraniana aguarda para ver se a República das Fardas será mais duradoura — ou apenas mais violenta — que a República dos Turbantes.

 (*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

O post Terceira República Islâmica: Regime troca ideologia por estabilidade apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Exportações aos EUA atingem menor participação histórica no trimestre e respondem por apenas 9,5% das vendas externas brasileiras

Da Redação (*)

Brasília – As exportações somaram US$ 7,8 bilhões no período, redução de 18,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Com isso, os Estados Unidos passaram a responder por 9,5% das exportações brasileiras — o menor nível da série histórica iniciada em 1997

“A mínima histórica da participação dos Estados Unidos na pauta exportadora brasileira neste primeiro trimestre reforça a importância de avançar no diálogo bilateral. Há espaço para reverter essa tendência, como indica a desaceleração da queda das exportações em março, mas isso dependerá de entendimentos que evitem novas restrições ao comércio entre os dois países”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Desempenho contrasta com outros mercados

O resultado no trimestre contrasta com o crescimento das exportações brasileiras para o mundo (+3,5%) e para parceiros relevantes, como China e União Europeia. A corrente de comércio bilateral somou US$ 17 bilhões, queda de 14,8%, refletindo a retração tanto das exportações quanto das importações. Apesar do recuo, os EUA seguem como o segundo principal parceiro comercial do Brasil.

Queda disseminada das exportações

A retração foi disseminada entre os setores, com os seguintes impactos:

  • Indústria de transformação: -14,2%
  • Indústria extrativa: -39,1%
  • Agropecuária: -34,4%

As exportações industriais totalizaram US$ 6,6 bilhões, pressionadas sobretudo pelas tarifas que incidem sobre produtos de maior valor agregado.

Março traz sinais de desaceleração

Apesar do desempenho negativo no trimestre, os dados de março indicam desaceleração da queda. As exportações recuaram 9,1% no mês (vs. -18,7% no trimestre), sendo que 7 dos 10 principais produtos exportados registraram crescimento, com destaque para petróleo bruto (+321%), aeronaves (+85,8%) e máquinas elétricas (+73,4%).

Além disso, as exportações de produtos sem sobretaxas cresceram 15,1% no mês. A melhora está associada, ainda que parcialmente, à redução das tarifas após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos no final de fevereiro.

Tarifas seguem no centro da atenção

As sobretaxas continuam sendo fator determinante para o desempenho das exportações, especialmente bens industriais. Atualmente, cerca de 45% das exportações brasileiras ingressam no mercado americano sem sobretaxas, enquanto o restante ainda enfrenta tarifas adicionais.

Levantamento da Amcham indica que 86% das empresas seguem apreensivas sobre o risco de novas restrições comerciais, indicando nível considerável de incerteza nos negócios bilaterais

Importações recuam, com concentração em poucos itensAs importações brasileiras provenientes dos EUA somaram US$ 9,2 bilhões no trimestre, queda de 11,1%, concentrada principalmente em máquinas e petróleo. Excluindo esses itens, o fluxo de importações permanece resiliente.

Perspectivas: incerteza no curto prazo e espaço para recuperação

O cenário para os próximos meses permanece incerto, diante da possibilidade de novas medidas tarifárias nos EUA, bem como da imprevisibilidade na conjuntura internacional. Por outro lado, a moderação na queda das vendas observada em março, combinada com o aumento na participação de produtos sem sobretaxas na pauta exportadora brasileira e à demanda americana consistente, indica a possibilidade de recuperação gradual ao longo de 2026.

(*) Com informações da Amcham Brasil

 

O post Exportações aos EUA atingem menor participação histórica no trimestre e respondem por apenas 9,5% das vendas externas brasileiras apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Já vi esse filme da NASA antes…

Daniel Guimarães Tedesco (*)

Todo mundo feliz vendo a Artemis II, que decolou no famoso dia da mentira levando quatro astronautas rumo à Lua, ou melhor, perto da Lua. Mas qualquer pessoa que conhece a história da NASA, agência espacial americana, vai notar um fato que a cobertura festiva preferiu não enfatizar, pois iria estragar a festa, com certeza. O escudo térmico da cápsula Orion é feito de um material projetado para se consumir de forma controlada na reentrada, quando a superfície externa ultrapassa 2.700 °C. No único teste em velocidade real em voo não tripulado de 2022, mais de cem pedaços racharam e se soltaram inteiros, arrancados pela pressão de gases presos no material porque a estrutura era densa demais para deixá-los escapar.

A NASA investigou durante dois anos, identificou o mecanismo, e em vez de trocar o escudo, que já estava integrado à nave, decidiu mudar a trajetória de reentrada para evitar as condições que produziram a falha. Até que é engenhoso, mas nunca foi testado em voo. O que preocupa não é a decisão técnica, mas o quanto ela se parece com decisões anteriores que terminaram em tragédia.

O ex-astronauta Charles Camarda, com 45 anos de NASA e 22 de pesquisa em proteção térmica, afirmou publicamente que a agência está repetindo o mesmo tipo de raciocínio que resultou na destruição da Challenger em 1986 e da Columbia em 2003. A socióloga Diane Vaughan viu esse padrão nos anos 1990: um problema é detectado e documentado, mas como os voos seguintes não terminam em catástrofe, a percepção de risco vai se ajustando, o inaceitável vira manejável, o manejável vira rotina, e a margem de segurança encolhe em silêncio até o dia em que não existe mais.

Os anéis de vedação do ônibus espacial se desgastavam havia nove anos quando a Challenger explodiu; pedaços de espuma atingiam o revestimento térmico em voo após voo quando a Columbia se desintegrou.

Infelizmente, o escudo da Artemis II se encaixa nesse molde. O defeito é conhecido, a correção foi na trajetória e não no escudo, e as simulações usadas para validar a nova rota pertencem à mesma família de modelos que não previu o problema. E o escudo sob os quatro astronautas foi fabricado com estrutura ainda mais densa que a do anterior, para facilitar uma inspeção de fábrica, o que significa que a característica responsável pela falha foi piorada, mas não corrigida.

Tudo isso em uma NASA que perdeu mais de 20% da força de trabalho, ficou quase um ano sem administrador confirmado, enfrenta um corte orçamentário de 24% e opera sob pressão para chegar à Lua antes da China. O detalhe mais chato de tudo isso é que a missão poderia ter voado sem tripulação, já que desde fevereiro existe uma Artemis III em órbita baixa para 2027, eliminando a necessidade de sobrevoo tripulado antes do pouso. Um voo não tripulado teria testado tudo sem risco, mas a NASA decidiu que não era necessário.

A missão provavelmente vai dar certo, e espero sinceramente que dê. Mas Danny Olivas, ex-astronauta que integrou a equipe de revisão e que apoia a decisão de voar, disse algo que não me sai da cabeça: “às vezes temos sorte, e quando temos sorte, trocamos isso por competência, e nos convencemos de que somos melhores do que somos”. É o tipo de frase que aparece nos relatórios pós-acidente da NASA. Espero que desta vez fique restrita a uma coluna de jornal.

(*) Daniel Guimarães Tedesco é Doutor em Física pela UERJ, Professor da Escola Superior de Educação, Humanidades e Línguas e do Programa de Pós-Graduação em Educação e Novas Tecnologias no Centro Universitário Internacional UNINTER.

 

O post Já vi esse filme da NASA antes… apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Maior feira de logística da América Latina, Intermodal chega à 30ª. edição com inovações e programação ampliada

A feira ocorrerá entre a próxima terça (14) e quinta-feira (16), com inovações no formato, presença internacional e novas tecnologias

Foto: Reprodução/Freepik

Da Redação (*)

Brasília – A Intermodal South America 2026, maior feira de logística da América Latina e segundo maior evento do mundo nos setores de transporte de carga, logística, intralogística e comércio exterior será realizada entre a próxima terça (14) e quinta-feira (16), no Distrito Anhembi, em São Paulo. Com o tema “Conexões que movem o Brasil: logística e infraestrutura rumo ao protagonismo global”, a edição deste ano terá programação ampliada, reforço do conteúdo técnico e maior presença internacional.

O evento chegará à 30ª edição com uma agenda voltada aos principais gargalos e transformações da cadeia logística. Entre os temas confirmados estão a integração de corredores logísticos, multimodalidade, avanço da cabotagem e da rodocabotagem, transformação dos portos em hubs mais digitais e sustentáveis, além dos desafios da intralogística diante da volatilidade dos e-commerces.

Interlog Summit: dois congressos em um

Um dos maiores destaques da programação é o Interlog Summit, congresso estratégico da feira que engloba dois congressos em um, o Congresso Intermodal e a Conferência Nacional de Logística, realizada pela Associação Brasileira de Logística, em estrutura com cinco trilhas de conteúdo. A proposta é discutir os três eixos que hoje sustentam a competitividade do setor: infraestrutura e multimodalidade, inovação e automação, geopolítica e neoindustrialização.

Neste ano, o formato será diferente com a mudança para outro período, das 11 às 16 horas, com tradução simultânea em todos os painéis e atividades distribuídas ao longo dos três dias de evento. A mudança busca liberar a parte final do dia para a circulação dos congressistas pela feira e ampliar as oportunidades de networking e negócios.

A Intermodal 2026 também ganhará força com a presença de keynotes ligados a áreas estratégicas da economia e infraestrutura. Entre os nomes anunciados estão Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, Luciana Costa, Diretora de Infraestrutura, Transição e Mudança Climática do BNDES, Anderson Pomini, diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos, Juliana Michelin, do Mercado Livre, Cláudio Pena, da Mondelez Brasil, além de executivos ligados aos portos de Barcelona e Antuérpia-Bruges.

As discussões previstas envolvem inovação, sustentabilidade, eficiência operacional e impactos da geopolítica sobre cadeias de suprimentos. Além disso, o evento deste ano ampliará as atrações aos visitantes. A Arena Intermodal retorna com programação gratuita de palestras e painéis, enquanto a Arena TI Innovations reunirá empresas e soluções tecnológicas para toda a cadeia logística.

Edição de 2025 contou com público recorde

A última edição reuniu mais de 500 expositores e ultrapassou a marca de 49 mil visitantes, consolidando o evento como uma das principais vitrines da logística multimodal, segundo o portal especializado Modal Connection.

O balanço destaca a entrada de 53 novas empresas, a presença de agentes de carga da América Latina, Sudeste Asiático, Europa e Estados Unidos e o fortalecimento de debates sobre inteligência artificial, ESG, automação, eletrificação, portos, terminais e infraestrutura ferroviária.

 

O post Maior feira de logística da América Latina, Intermodal chega à 30ª. edição com inovações e programação ampliada apareceu primeiro em Comex do Brasil.