Irã, Ucrânia e Groenlândia: os limites entre a paz e a guerra

 

 Victor Missiato (*)

Os 55 anos do Fórum Econômico Mundial se desenrolam sob diversos horizontes, que deverão ser redefinidos nos próximos meses, anos e até décadas.

O retorno de Donald J. Trump ao poder reorientou o curso da ordem mundial e da globalização. Em pouco mais de 365 dias de mandato, Trump assumiu para si a tutela estratégica de algumas regiões sensíveis das Américas, como o Golfo do México, o Canal do Panamá e a pressão direta para a retirada do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela. Essas ações foram conduzidas com grande agilidade e refletem boa parte da estratégia geopolítica estadunidense.

Provavelmente, um dos últimos capítulos de caráter intervencionista em seu governo no continente americano será o aumento da presença dos Estados Unidos na Groenlândia, território semiautônomo sob jurisdição da Dinamarca. Diante do acelerado derretimento do Ártico, uma nova rota comercial tende a se abrir na região, criando um corredor estratégico para que Rússia e China escoem seus produtos pelo mundo. Muito próximas do território norte-americano, essas duas potências militares poderiam exercer uma pressão inédita sobre os Estados Unidos.

Em diálogo constante com representantes políticos da Groenlândia, da Dinamarca e da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o governo Trump pretende avançar sobre o território, ainda que sem uma estratégia formalmente definida. Apesar dessa indefinição, está claro que se trata de um “caminho sem volta”. A região coberta por gelo deverá integrar a logística do chamado “Domo de Ouro”, um sistema composto por satélites de vigilância e ataque capazes de interceptar mísseis inimigos. A proposta ganha força diante do desenvolvimento e da exibição de mísseis balísticos por China, Coreia do Norte e Rússia, armamentos com autonomia suficiente para alcançar o território americano.

Paralelamente a essas movimentações, Trump se aproxima de conquistar seu maior trunfo diplomático: um acordo de paz entre Ucrânia e Rússia, conflito que se arrasta de forma intermitente desde 2014, com a invasão da Crimeia. Em Moscou, diplomatas e representantes dos Estados Unidos mantêm negociações diretas com a equipe do presidente Vladimir Putin, buscando avançar nos termos finais do acordo — especialmente aqueles relacionados aos territórios que deverão permanecer sob controle russo, anteriormente pertencentes à Ucrânia. Torna-se cada vez mais evidente que o país liderado por Volodymyr Zelensky dificilmente conseguirá retomar integralmente suas regiões. Se a paz ainda é possível, o retorno ao status quo anterior parece cada vez mais improvável.

Enquanto uma paz frágil respira por aparelhos na Europa Oriental, uma iminente guerra, tanto interna quanto externa, ronda o Irã. Mergulhado em uma grave crise econômica, após ver antigos aliados serem derrubados pelos Estados Unidos e por Israel no Oriente Médio, e com sua capacidade nuclear abalada pelos ataques sofridos em 2025, o regime do aiatolá Ali Khamenei se mantém no poder principalmente por meio de uma repressão severa, exercida por forças militares leais à Revolução Islâmica, de 1979.

Ainda assim, durante uma viagem oficial, Trump anunciou o envio de um robusto aparato de vigilância e ataque para áreas próximas à nação persa. Como observado anteriormente no caso venezuelano, esse tipo de presença costuma sinalizar ações mais concretas nas semanas seguintes.

Diante das incertezas desse cenário, é possível constatar que Trump corre contra o tempo para conter a influência chinesa na geopolítica mundial. Ao mesmo tempo, busca salvaguardar suas zonas tradicionais de influência — como a América Latina e o Oriente Médio — e promover a pacificação da Europa, de modo que, nos próximos anos, governos mais alinhados a seus interesses consigam retomar um continente mais militarizado e preparado para atuar como aliado estratégico frente ao Oriente.

Sua grande ambição, com a ampliação dos Acordos de Abraão, é limitar ainda mais as possibilidades de expansão da Nova Rota da Seda chinesa. Assim, vislumbramos um cenário marcado por um equilíbrio frágil entre a possibilidade de uma paz duradoura e a consolidação de conflitos regionais constantes nesta nova fase da globalização.

(*) Victor Missiato, professor de História do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré. Analista político e Dr. em História

 

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O desafio não é rejeitar a China, mas evitar uma dependência irreversível

Márcio Coimbra (*)

O terceiro Policy Paper da China para a América Latina e o Caribe transcende o roteiro diplomático convencional: é um manifesto de poder suave que visa integrar a região a uma órbita econômica e política centrada em Pequim. Sob a retórica de uma “comunidade de destino compartilhado”, apresenta-se uma alternativa pragmática às ingerências ocidentais. Contudo, sob a superfície de uma cooperação técnica aparentemente neutra, desenha-se uma estratégia para expandir a hegemonia chinesa, tornando os países latino-americanos dependentes de sua economia e, por extensão, subalternos politicamente.

A arquitetura dessa dependência revela-se na discrepância entre o discurso e a prática. Embora a Nova Rota da Seda prometa industrialização, os dados de investimento entre 2024 e 2026 demonstram uma concentração maciça em setores extrativos e infraestruturas críticas. O foco no controle da cadeia de suprimentos de minerais estratégicos — como o lítio no Cone Sul — e na consolidação de redes elétricas no Brasil e Peru indica que Pequim busca, primordialmente, sua própria segurança energética, mantendo a América Latina como fornecedora de insumos primários sob uma nova roupagem tecnológica.

O risco à soberania nacional é nítido no “aprisionamento tecnológico”. Ao exportar ecossistemas de governança digital através de padrões chineses de 5G, inteligência artificial e o sistema de satélites BeiDou, Pequim cria uma dependência estrutural de longo prazo. Politicamente, o apoio econômico atua como um freio à autonomia diplomática, condicionando investimentos ao rigoroso cumprimento do “Princípio de Uma Só China” (ferindo a autonomia de Taiwan) e ao alinhamento com as Iniciativas de Segurança Global.

Paralelamente, a dependência financeira é reforçada por acordos de swap cambial e liquidação em Renminbi, que ancoram as reservas locais às políticas monetárias chinesas, configurando uma nova forma de vassalagem econômica.

Para evitar a passividade, os governos latino-americanos devem adotar diretrizes de negociação soberanas. É imperativo exigir transferência efetiva de tecnologia e transparência radical nos contratos, evitando o uso de recursos naturais como garantia de dívida. Além disso, a negociação deve ser coletiva, pois o fortalecimento de blocos regionais e frentes temáticas permitiria que a região negociasse a partir de uma posição de força, mantendo a diversidade de parceiros globais e utilizando a competição geopolítica em seu favor.

Por fim, a aprovação de projetos que instituam autoridades de avaliação de investimento estrangeiro (já em tramitação no parlamento brasileiro) seria uma ação estratégica essencial neste cenário. Em última análise, o documento chinês é a certidão de nascimento de uma nova ordem hegemônica nos trópicos. A América Latina não pode se dar ao luxo de trocar antigas tutelas por uma dependência tecnológica e financeira irreversível. O “destino compartilhado” só deixará de ser um eufemismo para a subalternidade se a região despertar para a necessidade de uma soberania ativa e coordenada. A escolha é inadiável: ou a América Latina se posiciona como um bloco estratégico e autônomo, ou será reduzida a um mero insumo nas ambições imperiais da China para o século XXI.

(*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal. 

 

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Carnaval deve movimentar R$ 18,6 bilhões e impulsionar o turismo em todo o Brasil, projeta o MTur

Principais beneficiados devem ser os segmentos de transporte aéreo e rodoviário, hospedagem, locação de veículos, alimentação e entretenimento

Da Redação (*)

Brasilia – O Carnaval de 2026 deve impulsionar fortemente a atividade turística no Brasil, com previsão de faturamento de R$ 18,6 bilhões apenas no mês de fevereiro — crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Caso a projeção se confirme, será o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2011, com base em dados do IBGE.

O desempenho reflete o momento positivo vivido pelo setor, sustentado pelo aumento da renda, pela geração de empregos e pela desaceleração da inflação, fatores que fortalecem o consumo e estimulam as viagens pelo país. Mesmo com o Carnaval sendo ponto facultativo, a data tradicionalmente movimenta intensamente a cadeia do Turismo, com destaque para os segmentos de transporte aéreo e rodoviário, hospedagem, locação de veículos, alimentação e entretenimento.

Geração de novas oportunidades

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a expectativa é de que a festa consolide o bom momento do setor e gere oportunidades em todas as regiões do país. “Esses R$ 18,6 bilhões projetados mostram a força do Carnaval como indutor do turismo e do desenvolvimento econômico. É um período que movimenta milhões de brasileiros, gera emprego, renda e fortalece os pequenos e médios negócios, além de valorizar nossa cultura e os destinos nacionais”, destacou o ministro.

Além das grandes viagens, os deslocamentos regionais e de curta distância também contribuem de forma significativa para a economia local, beneficiando hotéis, pousadas, bares, restaurantes, guias de turismo e prestadores de serviços em destinos urbanos e litorâneos. “O empresário do Turismo pode se beneficiar do potencial aumento de receita nessa esteira do segmento de lazer, que começa em dezembro e se estende até o carnaval”, destacou o presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze.

A programação de blocos de rua, eventos culturais e festas em capitais e cidades turísticas amplia o fluxo de visitantes e aquece o comércio, reforçando o papel do Carnaval como um dos principais motores da temporada de verão.

PRINCIPAIS DESTINOS

Levantamento da plataforma Booking.com aponta que destinos como Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG) lideram as preferências dos viajantes, contemplando diferentes perfis de público — desde quem busca combinar praia, calor e grandes festas até aqueles que querem aproveitar intensamente a folia urbana. Entre os turistas internacionais, cidades como Florianópolis (SC) e São Paulo (SP) também figuram entre os destinos mais desejados para o período.

(*) Com informações do MTur

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Lula anuncia isenção de visto a cidadãos chineses em reciprocidade a medida adotada por Pequim

Da Redação (*)

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que concederá isenção de algumas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses, em reciprocidade à medida de isenção adotada pela China desde 2025.

Lula informou a decisão ao presidente da China, Xi Jinping, em conversa por telefone na noite desta quinta-feira (22).

Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira (23), o Palácio do Planalto explicou que a isenção ocorre no contexto da ampliação da cooperação em áreas da “fronteira do conhecimento”.

A política de isenção de visto da China passou a incluir os cidadãos brasileiros desde 1º de junho de 2025, com validade de um ano que posteriormente foi ampliada até 31 de dezembro de 2026.

A medida também inclui outros países sul-americanos (Argentina, Chile, Peru e Uruguai) no total de 45 nações que fazem parte da política unilateral chinesa.

O objetivo é facilitar o intercâmbio de pessoas entre o país asiático e outras regiões, no contexto de aproximação da China com a América Latina e outros blocos.

Brasil, Argentina e Chile estão entre as cinco maiores economias da região. Desde 2024, a maioria dos países europeus, bem como Japão e Coreia do Sul, não precisam de visto para viajar para a China.

Os portadores de passaportes comuns válidos desses países, são isentos da exigência de visto ao entrarem na China para fins de negócios, turismo, visita a familiares ou amigos, intercâmbios e trânsito. Eles podem permanecer no país por no máximo 30 dias sem visto.

Telefonema

O telefonema entre Lula e Xi Jinping durou cerca de 45 minutos. Os dois líderes conversaram sobre o adensamento das relações bilaterais desde a visita do presidente Xi ao Brasil e a formação da Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável, em novembro de 2024. A iniciativa eleva a pareceria estratégica entre os dois países.

“A esse respeito, destacaram as sinergias entre os respectivos projetos nacionais de desenvolvimento, em especial nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia”, diz a nota da presidência do Brasil sobre a conversa.

Com relação ao cenário global, segunda a nota, Lula destacou que Brasil e China são países que detêm “papel central na defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio”.

“Nesse contexto, os presidentes Lula e Xi reiteraram seu compromisso com o fortalecimento das Nações Unidas como caminho para a defesa da paz e da estabilidade no mundo.”

A agência de notícias estatal da China, a Xinhua, também divulgou informações sobre o telefonema e acrescentou que Xi Jinping disse a Lula que China e Brasil devem salvaguardar os interesses comuns do Sul Global e manter conjuntamente o papel central das Nações Unidas em meio à “situação internacional turbulenta”.

“A China está comprometida em ser sempre uma boa amiga e parceira dos países da América Latina e do Caribe (ALC), e em avançar juntos na construção da comunidade China-ALC com um futuro compartilhado, destacou [Xi]”, diz a Xinhua.

(*) Com informações da Agencia Brasil

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Província chinesa tem comércio exterior duas vezes maior que o do Brasil. Saiba qual é e veja os números impactantes

Da Redação (*)

Brasília – A Província de Guangdong, no sul da China, viu seu comércio exterior atingir um recorde de 9,49 trilhões de yuans (US$ 1,36 trilhão) em 2025, aumentando 4,4% ano a ano, informaram autoridades locais. Para se ter uma ideia da grandiosidade desse número, no ano passado, a corrente de comércio do Brasil (exportação+importação) somou US$ 629 bilhões, menos da metade registrada pela província chinesa.

A cifra recorde garantiu a posição de Guangdong como a principal região provincial da China em termos de volume total de comércio pelo 40º ano consecutivo, segundo a filial provincial da Administração Geral da Alfândega da China.

As exportações de Guangdong subiram 2,5%, para 6,03 trilhões de yuan, no ano passado, enquanto suas importações aumentaram 7,8%, para 3,46 trilhões de yuans.

O comércio exterior de Guangdong representou aproximadamente um quinto do total nacional, contribuindo com 24,1% para o crescimento do comércio exterior total da China.

Zhang Ke, vice-diretor da filial, disse que a estrutura de exportação de Guangdong se otimizou, voltando para produtos de alto padrão, mais inteligentes e mais verdes.

Em 2025, suas exportações de produtos eletromecânicos totalizaram 4,15 trilhões de yuans, um aumento de 7,3%. Esses produtos representaram 68,7% do valor total das exportações da província, um aumento de 3,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Notavelmente, as exportações de produtos verdes e inteligentes como drones, impressoras 3D e robôs industriais dispararam 40,9%, 37,1% e 33,9%, respectivamente, e as exportações de máquinas agrícolas dobraram.

Importações cresceram em ritmo de dois dígitos

Zhang observou ainda que a demanda por importações em Guangdong continuou a se expandir no ano passado. A província importou circuitos integrados no valor acumulado de 1,3 trilhão de yuans, um aumento anual de 15,5%, o que correspondeu a 37,5% do valor total de suas importações.

As importações de bens de consumo essenciais, como grãos, laticínios, produtos aquáticos e óleo comestível, todas alcançaram crescimento de dois dígitos.

Em 2025, o número de empresas em Guangdong que reportaram desempenho em importações e exportações subiu 17,6% ano a ano, chegando a 172 mil.

Dessas empresas, 148 mil eram privadas, um crescimento de 20%, com valor combinado de importações e exportações subindo 4,9%, para 6,07 trilhões de yuans.

Enquanto isso, o volume de importações e exportações das empresas com investimento estrangeiro atingiu 3,03 trilhões de yuans, um aumento de 6,5%, indicando uma tendência contínua de recuperação positiva.

(*) Com informações da Agência Xinhua

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Turkish Airlines lança tarifas especiais do Brasil para a Turquia e outros destinos na Europa, Ásia e Oriente Médio

Da Redação (*)

Brasília – A Turkish Airlines, companhia aérea que voa para mais países no mundo, anuncia tarifas promocionais especiais para passageiros partindo do Brasil, oferecendo novas oportunidades para explorar destinos na Europa, Ásia e Oriente Médio por meio de seu hub global em Istambul.

Disponíveis por tempo limitado, as passagens poderão ser adquiridas entre 14 e 26 de janeiro de 2026, para viagens realizadas de 14 de janeiro a 30 de abril de 2026 (conforme disponibilidade).

Como parte da promoção, os viajantes podem encontrar passagens de ida e volta a partir de US$ 999 para Istambul (IST) e Beirute (BEY), além de tarifas atrativas para outros destinos internacionais, como Tóquio (TYO), Cairo (CAI), Bangkok (BKK) e Xangai (PVG). As ofertas reforçam o papel da Turkish Airlines como uma importante conectora global, ligando o Brasil a cidades estratégicas ao redor do mundo, com conforto e conveniência via Istambul.

Passageiros que realizarem conexão em Istambul também poderão aproveitar o Programa de Stopover da Turkish Airlines, que oferece hospedagem gratuita para clientes elegíveis. Passageiros da Classe Econômica partindo do Aeroporto de Guarulhos têm direito a uma noite em hotel 4 estrelas, enquanto passageiros da Classe Executiva podem usufruir de até duas noites em hotel 5 estrelas, permitindo que os viajantes conheçam a rica cultura, história e gastronomia de Istambul antes de seguirem para seu destino final. Checar regras no portal da Turkish Airlines.

Os viajantes interessados em aproveitar essas tarifas especiais podem encontrar informações detalhadas, incluindo períodos de viagem aplicáveis e condições da campanha, no site oficial da Turkish Airlines.

(*) Com informações da Turkish Airlines

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Importações em alta e desafios estruturais no radar da indústria têxtil e de confecções em 2026

Da Redação (*)

Brasília – A indústria têxtil e de confecção encerrou 2025 com sinais positivos, porém em desaceleração. O ano combinou crescimento da produção, geração líquida de empregos e contribuição relevante para o controle da inflação por parte da indústria, em um ambiente marcado por juros elevados, forte concorrência externa e elevada incerteza global.

“Mesmo diante de um cenário econômico desafiador, o setor conseguiu avançar. Chegamos a 2026 com ritmo menor que começamos 2025, cercados de desafios estruturais importantes, sobretudo, relacionados à competitividade e ao comércio internacional”, avalia Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

Os dados consolidados de 2025 mostram aumento de 6,8% na produção têxtil e avanço muito contido, de 0,7%, na confecção, na comparação entre janeiro e novembro frente ao mesmo período do ano anterior. No varejo de vestuário, as vendas cresceram 2% no acumulado do ano, refletindo a recuperação gradual do poder de compra das famílias e um ambiente inflacionário mais benigno.

O mercado de trabalho acompanhou essa trajetória. Entre janeiro e novembro de 2025, o setor têxtil e de confecção criou 21,9 mil postos formais de trabalho.

Desde o início do Plano Real, o vestuário contribui para o controle da inflação. “Enquanto itens essenciais como habitação, alimentação e transportes pressionaram o orçamento das famílias, o vestuário ajudou a conter a inflação geral. Isso reforça o papel do setor como amortecedor de preços para o consumidor”, observa Pimentel.

Perspectivas para o ano novo

Em 2026, a expectativa é de cautela. O eventual crescimento da produção deve ser sustentado pela retomada gradual do crédito interno, pela queda lenta dos juros e por um ambiente inflacionário mais controlado.

Por outro lado, persistem limitações estruturais relevantes, como o elevado custo de capital, que traz dificuldades para aceleração de novos investimentos produtivos e, sobretudo, a intensificação da concorrência externa, com destaque para produtos importados da Ásia, especialmente da China.

“O cenário macroeconômico e geopolítico adiciona novas camadas de incerteza”, pondera Pimentel. O ano eleitoral tende a elevar a volatilidade das expectativas, enquanto o ambiente internacional segue marcado por disputas comerciais, reconfiguração de cadeias globais e políticas industriais mais agressivas. No plano doméstico, a Copa do Mundo pode estimular muito pontualmente o consumo de vestuário, mas um calendário com número elevado de feriados tradicionalmente afeta a produtividade e o desempenho da econômico.

Comércio exterior e pressão das importações

Em 2025, a balança comercial da indústria têxtil e de confecção manteve seu caráter deficitário, apesar do avanço das exportações. No acumulado de janeiro a dezembro, o Brasil exportou US$ 951 milhões em produtos do setor (sem considerar a fibra de algodão), enquanto as importações somaram US$ 6,81 bilhões, resultando em um déficit comercial de US$ 5,86 bilhões.

Na comparação com 2024, as exportações apresentaram crescimento de 8%, com maior presença em mercados regionais como Argentina, Paraguai e Uruguai, além dos Estados Unidos. As importações, por sua vez, avançaram 5,2%, porém a de vestuário em toneladas cresceu 13,1% impulsionadas principalmente por produtos originários da Ásia, em especial da China, Índia, Bangladesh e Vietnã. Este percentual é mais de 6 vezes superior ao crescimento do varejo.

Esse diferencial crítico, pois indica que o mercado brasileiro vem absorvendo parte dos excedentes produtivos asiáticos, especialmente chineses. “Trata-se de uma concorrência muitas vezes assimétrica, baseada em subsídios relevantes, incentivos estatais e práticas que nem sempre seguem regras equivalentes às enfrentadas pela indústria brasileira”, afirma Pimentel.

No contexto global, o consumo mundial de vestuário foi estimado em US$ 1,8 trilhão em 2024 e deve alcançar US$ 2,3 trilhões até 2030, com crescimento médio anual de 4%. O comércio internacional de têxteis e vestuário somou cerca de US$ 875 bilhões em 2024, dominado por países asiáticos, o que intensifica a competição tanto nos mercados externos quanto no próprio mercado doméstico brasileiro.

Diante desse cenário, Pimentel avalia que “o Brasil precisa acelerar sua agenda doméstica para não perder espaço”. Para ele, é essencial avançar na redução do Custo Brasil, buscar equilíbrio fiscal, viabilizar uma queda mais consistente dos juros e fortalecer as políticas de apoio à indústria. “Em um ambiente de competição global mais dura, instrumentos de defesa comercial podem ser necessários para garantir isonomia competitiva”, destaca.

Agenda internacional, sustentabilidade e acordo Mercosul-União Europeia

A agenda internacional de 2026 também ganha contornos estratégicos com o avanço Mercosul-União Europeia. Além de ampliar o acesso a um mercado de alto valor agregado, o acordo tende a elevar a importância de pauta da sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade ambiental, temas centrais para o setor têxtil global. “A União Europeia já é um parceiro comercial relevante e uma das principais origens de máquinas e equipamentos têxteis. Com o acordo, sustentabilidade deixa de ser apenas um diferencial e passa a ser um requisito competitivo” observa Pimentel. Segundo ele, o desafio será alinhar essa agenda a políticas internas que ampliem a competitividade da indústria nacional, evitando assimetrias regulatórias.

Ao final de 2025, a indústria têxtil e de confecção mantém um papel expressivo na economia brasileira. Com faturamento superior a R$ 220 bilhões, cerca de 25,7 mil empresas e 1,34 milhão de empregos diretos, o setor figura entre os maiores do mundo, ocupando a quinta posição no ranking global. “Temos capilaridade regional, relevância social e potencial de crescimento. O desafio agora é transformar uma recuperação conjuntural em avanço estrutural, o que passa por estabilidade macroeconômica, reformas – como a administrativa – políticas industriais consistentes e inserção internacional competitiva”, conclui Pimentel.

(*) Com informações da ABIT

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Brasil Specialist Rewards: Embratur reconhece agentes que mais venderam o Brasil em mercados estratégicos

Com o Brasil Specialist Rewards, país fortalece a capacitação do trade para a geração de negócios aos destinos brasileiros e lança campanha internacional de incentivo a vendas na FITUR 2026

Da Redação (*)

Brasília –  Embratur lançou, nesta terça-feira (21), a campanha global Brasil Specialist Rewards, iniciativa inédita da Agência voltada ao incentivo direto à venda de viagens para o Brasil no mercado internacional. O lançamento aconteceu em Madri, na Espanha, durante a Feira Internacional de Turismo (FITUR).

O Brasil Specialist Rewards convida os agentes a irem além da promoção do destino, estimulando a vivência prática do Brasil como diferencial competitivo na comercialização de experiências turísticas.

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a iniciativa é uma campanha que vai além de vendas. “O Brasil Specialist Rewards é um reconhecimento da Embratur aos agentes que geram negócios para o turismo brasileiro, e uma forma de estímulo para que vendam ainda mais pacotes para o Brasil, de acordo com nossa estratégia de diversificação dos destinos”, destacou Freixo.

O presidente evidenciou ainda que a estratégia integra os esforços de promoção internacional da Embratur para fortalecer o posicionamento do Brasil como destino competitivo e diverso nos principais mercados emissores.

Sobre a campanha

O programa de incentivo ocorre entre janeiro e julho deste ano e tem como foco mercados da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México), América do Sul (Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Paraguai e Uruguai) e Europa (Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Espanha).

Os agentes participantes deverão registrar reservas qualificadas na plataforma Brasil Travel Specialist (BTS). Ao longo da campanha, os profissionais concorrem a vale-brindes, e aqueles que alcançarem o maior número de vendas serão reconhecidos com um famtour exclusivo ao Brasil, reforçando o vínculo entre capacitação, experiência e conversão comercial.

A campanha será divulgada por meio da plataforma Brasil Travel Specialist, ações de marketing digital, bem como de relacionamento com o trade global, ativações em feiras internacionais e newsletters segmentadas.

BTS

Desenhada para reconhecer e premiar agentes de viagens e operadores internacionais que mais converterem conhecimento em vendas efetivas, a campanha é baseada no sucesso da plataforma Brasil Travel Specialist (BTS), que atualmente conecta mais de três mil profissionais do trade em 53 países, oferecendo capacitação, conteúdos estratégicos e relacionamento institucional em quatro idiomas.

O Brasil Travel Specialist é a principal plataforma B2B de capacitação e relacionamento da Embratur com o trade internacional. Com índice de satisfação de 93,7% entre os usuários, o BTS atua como ponte entre operadores, agentes de viagens e a promoção oficial do Brasil no exterior, oferecendo conteúdos técnicos, experiências imersivas e campanhas de engajamento.

FITUR 2026

Considerada uma das maiores e mais relevantes feiras do setor no mundo, a FITUR acontece a partir desta quarta-feira (21), até 25 de janeiro, e deve reunir mais de 9,5 mil expositores de 156 países, além de profissionais com alto poder de decisão.A Embratur participa desta edição apresentando o Brasil por meio de um novo estande que traduz a diversidade cultural, criatividade e a força simbólica do país como diferencial competitivo no turismo global.

A presença brasileira ocorre em um momento histórico para o turismo internacional no país. Em 2025, o Brasil registrou o recorde de 9,3 milhões de turistas internacionais, resultado de uma estratégia integrada de promoção, ampliação da conectividade aérea e valorização da diversidade de experiências turísticas. Desse total, 21,79% dos visitantes vieram da Europa, consolidando o continente como mercado estratégico.

O país apresenta um estande com 30 coexpositores e a atuação da Agência na FITUR 2026 integra o Plano Brasis – Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027 e destaca projetos como o Feel Brasil, plataforma desenvolvida em parceria com o Sebrae Nacional que reúne 101 experiências imersivas distribuídas por todas as regiões do país.

(*) Com informações da Embratur

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Brasil se destaca no crescimento do turismo internacional no mundo, destaca Barômetro da ONU Turismo

País registra alta de 37% nas chegadas internacionais em 2025 e consolida posição de destaque no cenário global do setor

Da Redação (*)

Brasília – O crescimento do turismo internacional do Brasil em 2025 foi um dos destaques da mais recente edição do Barômetro Mundial do Turismo (World Tourism Barometer), relatório da ONU Turismo divulgado nesta terça-feira (20). O país apresentou o maior crescimento nas chegadas de visitantes estrangeiros entre os principais destinos internacionais.

De janeiro a dezembro de 2025, o Brasil registrou um aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2024. Com o desempenho, o país superou destinos que também tiveram forte expansão, como Egito (20%), Marrocos (+14%) e as Ilhas Seychelles (+13%).

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destaca a consolidação do Brasil como um destino protagonista nas viagens de turistas estrangeiros. “O Brasil tem atrativos como nenhum outro destino no mundo e isso atrai o desejo do turista de fora, de conhecer as nossas belezas, a nossa cultura, nossa gastronomia e o nosso povo. O Brasil está pronto para receber ainda mais visitantes neste ano”, celebra o ministro.

Globalmente, segundo o relatório, mais de 1,5 bilhão de turistas viajaram internacionalmente em 2025, quase 60 milhões a mais do registrado em 2024. No último ano, o Brasil registrou o recorde na chegada de turistas estrangeiros, com 9,3 milhões de visitantes desembarcando no território nacional, superando a meta anual de 6,9 milhões prevista no Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027.

Crescimento de 37% nas chegadas internacionais

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, os números da ONU Turismo confirmam que a estratégia de reposicionamento da imagem do Brasil no exterior é um sucesso sem precedentes. “Hoje o turismo é um dos maiores motores de desenvolvimento e geração de empregos e o mundo olha para o Brasil com desejo e confiança. Crescer quase dez vezes mais que a média mundial é fruto de um trabalho técnico focado em conectividade aérea, sustentabilidade e na diversidade dos nossos destinos. Reposicionamos o país no mundo, valorizando nossa diversidade, sustentabilidade e experiências únicas”, afirmou.

“De acordo com o Barômetro Mundial da ONU Turismo, enquanto as Américas cresceram 1% e a América do Sul avançou 7% em 2025, o Brasil se destacou com um crescimento de 37% nas chegadas internacionais. Esse resultado não é episódico: reflete um posicionamento consistente do país, apoiado pela ampliação de rotas, qualificação de produtos e alinhamento com políticas de turismo sustentável”, destaca, Heitor Kadri, diretor do Escritório Regional da ONU Turismo para as Américas no Brasil.

O desempenho recorde brasileiro confirma o protagonismo do turismo como vetor de desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento da imagem do Brasil no exterior, além de sinalizar um cenário promissor para os próximos anos, em linha com as diretrizes do Plano Nacional de Turismo.

(*) Com informações do MTur

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LGPD e pagamentos digitais: o desafio da proteção de dados

Melissa Halasz (*)

A digitalização acelerada dos serviços financeiros no Brasil tem ampliado o papel das instituições de pagamento como facilitadoras do consumo, crédito e transações eletrônicas. Esse movimento traz consigo um imperativo regulatório e de mercado: a necessidade de proteger os dados pessoais dos usuários, especialmente aqueles considerados sensíveis, sob a égide da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD — Lei nº 13.709/2018). A LGPD representa um marco legal fundamental para garantir privacidade, segurança e confiança no tratamento de informações pessoais por empresas e organizações de todos os portes.  

Para instituições de pagamento, que lidam diariamente com dados que revelam hábitos de consumo, histórico de transações, comportamento financeiro e informações cadastrais dos clientes, a conformidade com a LGPD deixa de ser apenas uma exigência legal e passa a ser um diferencial competitivo. Embora a lei não enumere explicitamente dados financeiros como “sensíveis”, categoria que inclui, por exemplo, origem racial, convicções religiosas e dados de saúde, a interpretação teleológica adotada por especialistas e pela prática do mercado aponta que certas informações transacionais e comportamentais podem demandar cuidados equivalentes aos exigidos para dados sensíveis, dada sua capacidade de discriminar e impactar direitos do titular.

A LGPD estabelece princípios rígidos para o tratamento de dados pessoais, como finalidade específica, necessidade, transparência, limitação de uso e segurança adequada. Qualquer instituição que colete, armazene e processe informações de clientes deve, portanto, basear suas operações em uma das bases legais previstas na lei, como consentimento explícito do titular, execução de contrato, cumprimento de obrigação legal ou legítimo interesse e assegurar que os titulares tenham plena compreensão de como seus dados serão utilizados.  

No setor de pagamentos, isso significa adotar práticas de governança e compliance robustas: mapeamento de dados, políticas claras de privacidade, termos de uso acessíveis, infraestrutura de segurança da informação, controle de acesso e monitoramento constante de riscos. Ferramentas de criptografia, autenticação multifatorial, auditorias regulares e planos de resposta a incidentes tornam-se medidas essenciais para mitigar ameaças e demonstrar conformidade.

Outro aspecto central da LGPD é a proteção dos direitos dos titulares de dados. Usuários devem ter acesso facilitado às informações coletadas sobre eles, podendo solicitar retificação, eliminação, portabilidade ou mesmo a revogação de consentimento. Isso impõe às instituições de pagamento a necessidade de processos internos bem estruturados para atender a esses pedidos de forma ágil e transparente, fortalecendo a relação de confiança com o consumidor.

A atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também tem evoluído, com diretrizes mais claras sobre o papel do controlador e do operador de dados, exigindo governança contínua e a presença de profissionais qualificados, como encarregados de proteção de dados, os chamados DPOs (Data Protection Officers), que orientem e fiscalizem práticas internas.

A não conformidade com a LGPD expõe as instituições de pagamento a sanções que variam de advertências e multas administrativas, que podem alcançar milhões de reais, até danos reputacionais relevantes, em um mercado onde confiança e segurança são diferenciais de mercado. Além disso, incidentes de vazamento ou uso indevido de dados sensíveis podem gerar responsabilidade civil e ações judiciais por danos materiais e morais.

Nesse sentido, a proteção de dados pessoais não pode ser vista como um custo operacional, mas como um valor estratégico inerente às operações de pagamentos. Investir em conformidade com a LGPD não apenas reduz riscos jurídicos, como também fortalece a confiança do cliente, impulsiona a inovação segura e contribui para a maturidade digital do setor financeiro nacional.

Em um ambiente cada vez mais competitivo e regulado, instituições de pagamento que incorporam a proteção de dados ao seu DNA organizacional estarão melhor posicionadas para competir, inovar e ganhar a preferência de consumidores cada vez mais conscientes de seus direitos.

(*) Melissa Halasz, Head de Risco e Compliance da Pagsmile

 

 

 

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