Firjan: tarifa adicional de 25% aplicada pelos EUA representa risco às exportações fluminenses e defende avanço nas negociações bilaterais

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro manifesta preocupação com a decisão preliminar do USTR e afirma que esta nova decisão contribui para o agravamento do cenário de imprevisibilidade e incerteza no relacionamento entre Brasil e EUA, impactando na geração de investimentos, empregos e renda em ambos os países

Da Redação (*)

Brasília – A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) manifesta preocupação com a decisão preliminar do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) em recomendar imposição de tarifa adicional de 25% às exportações brasileiras aos EUA. A decisão ocorre no âmbito das investigações da Seção 301 e poderá resultar em uma tarifa adicional de 25% sobre todos os bens do Brasil, com isenções para categorias e produtos em 1.690 linhas tarifárias e para produtos incluídos na Seção 232.

A Firjan se habilitou junto ao USTR como parte na investigação em curso em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e demais representantes setoriais. As negociações precisam ser objetivas em defesa da indústria, dos investimentos e do importante relacionamento econômico e parceria estratégica entre Brasil e Estados Unidos.

Ao longo das Consultas e Audiências Públicas, os representantes da indústria compartilharam insumos para reiterar os compromissos brasileiros com a justa concorrência, sustentabilidade e as melhores práticas de comércio internacional.

“Apesar de não ter efeito imediato, esta nova decisão contribui para o agravamento do cenário de imprevisibilidade e incerteza no relacionamento entre Brasil e EUA, impactando na geração de investimentos, empregos e renda em ambos os países”, afirma o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano. Dessa forma, a Firjan reitera a importância do diálogo técnico entre governos, com participação do setor empresarial, para a retomada das negociações e estabilidade no relacionamento bilateral.

Consulta pública e contribuições da indústria fluminense

No dia 6 de julho, será realizada uma audiência pública para debater o assunto, além de receber comentários, as empresas associadas impactadas pelas medidas podem solicitar informações para a Firjan Internacional através do e-mail: comex@firjan.com.br

(*) Com informações da Firjan

 

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Brasil é o país mais procurado pelo turista chinês na América do Sul, indica plataforma internacional

Liderança reforça medidas do Ministério do Turismo para atrair mais viajantes do país asiático

Da Redação (*)

Brasília – Brasília – O Brasil aparece como principal destino sul-americano na preferência de turistas chineses, desempenho que coloca o país como um dos mercados mais relevantes para a expansão internacional do setor.

Entre os destinos brasileiros mais procurados pelos chineses estão São Paulo, Rio de Janeiro, Guarulhos, Belo Horizonte, Foz do Iguaçu, Brasília, Porto Alegre, Manaus, Curitiba e Salvador.

O levantamento é da plataforma internacional Trip.com Group, controladora do Skyscanner, responsável por mais de 70% do mercado chinês entre operadores de turismo, e aponta o Brasil em primeiro lugar no ranking entre os dez destinos mais buscados da América do Sul pelos chineses, à frente de Argentina, Peru, Colômbia, Chile, Equador, Bolívia, Venezuela, Uruguai e Suriname.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, essa liderança reflete o comprometimento em consolidar o Brasil como destino prioritário para o público chinês. “Isso demonstra o potencial competitivo do Brasil, impulsionado pela diversidade e pela capacidade de oferecer experiências culturais, naturais e urbanas cada vez mais valorizadas pelo viajante internacional”.

Fluxo para o Brasil em alta

Durante a agenda do ministro em Xangai, foi formalizada a entrada do Brasil na plataforma Trip.com Group, o que representa um passo importante para aumentar a visibilidade do país junto aos turistas e operadores chineses, hoje um dos maiores mercados emissores de turismo no mundo.

O interesse de viajantes chineses pelo Brasil reforça as ações do Ministério do Turismo de intensificar sua atuação no mercado asiático. O Brasil recebeu 103.122 turistas chineses em 2025, alta de 35% em relação a 2024. Apenas no primeiro quadrimestre de 2026, foram 39.880 visitantes, crescimento de 33,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Participação no ITB China 2026

De 24 a 28 de maio, o ministro cumpriu agenda em Xangai para uma série de compromissos voltados à promoção dos destinos turísticos brasileiros. Entre eles, participou da ITB China 2026, uma das principais feiras do setor que reuniu companhias aéreas, operadoras, redes hoteleiras, empresas de tecnologia e especialistas para discutir tendências, inovação e oportunidades de negócios.

A presença brasileira na ITB China contou com representação institucional e empresarial, incluindo estandes de estados brasileiros. “O Brasil apresentou um portfólio robusto e diversificado, capaz de dialogar com diferentes perfis de demanda do mercado chinês, do turismo cultural ao ecoturismo, passando por experiências de bem-estar e segmentos premium”, disse o ministro.

(*) Com informações do MTur

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Asfixia do crime: cresce a pressão global contra facções

Márcio Coimbra (*)

A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as maiores facções brasileiras — o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) — como organizações terroristas internacionais representa um divisor de águas geopolítico. Longe de ser um formalismo burocrático, essa medida constitui uma oportunidade histórica e soberana para o Brasil golpear o coração do crime organizado, algo que as forças de segurança pública domésticas não conseguem consolidar sozinhas no plano global.

O grande mérito prático dessa dupla classificação é deslocar o combate à criminalidade da tradicional e inócua guerra de atrito nas favelas, periferias e fronteiras para uma guerra financeira de alta intensidade contra o topo da pirâmide criminosa. O crime organizado brasileiro há muito tempo deixou de ser questão paroquial de segurança pública para se transformar em um problema corporativo transnacional.

O diagnóstico do Ministério Público brasileiro ilustra a gravidade do cenário atual: uma única ação da Operação Carbono Oculto revelou que apenas seis fintechs, operando como bancos paralelos e ocultos para o PCC, movimentaram a impressionante cifra de R$ 26 bilhões.

Esse volume astronômico de recursos não permanece estático e passa a inundar o sistema financeiro e o comércio nacional ao custear esquemas de corrupção, fraudar licitações, controlar prefeituras, financiar campanhas eleitorais e destruir a livre iniciativa através de uma concorrência desleal imbatível baseada no fluxo infinito do narcotráfico.

A legitimidade dessa classificação norte-americana encontra eco na própria realidade factual do Brasil. Embora PCC e CV tenham nascido como quadrilhas de narcotráfico, a evolução de suas estratégias operacionais incorporou o terrorismo instrumental como método de coerção e demonstração de poder.

O crime organizado brasileiro não hesita em utilizar o terror psicológico coletivo, destruição de infraestruturas públicas e pânico em massa para subjugar o Estado e a sociedade civil, encaixando-se perfeitamente no conceito sociológico e jurídico de atos terroristas.

Ao contrário das narrativas que enxergam nessa medida uma violação da soberania ou pretexto para intervenções estrangeiras, a ação americana ajuda, fundamentalmente, a devolver à sociedade o direito de ocupar seu próprio território e suas instituições. Quem verdadeiramente viola a soberania nacional hoje são as facções, que impõem um poder paralelo armado.

O Brasil não perde sua autonomia territorial ou jurídica, uma vez que o monopólio da força operacional e as decisões judiciais dentro de nossas fronteiras permanecem estritamente sob o controle das autoridades brasileiras.

Argumentos que insistem na tese de “intromissão” distorcem os fatos para fins puramente políticos, ignorando que a soberania real se protege asfixiando os criminosos que subjugam o país, e não isolando o Brasil dos mecanismos globais de justiça financeira.
A cooperação internacional e o uso desses novos instrumentos de asfixia econômica são o único caminho viável para estancar o banho de sangue nas metrópoles brasileiras. Retirar o oxigênio financeiro do PCC e do CV significa esvaziar a capacidade de compra de fuzis, blindados, drones e tecnologia de criptografia que hoje desafiam abertamente as estruturas do Estado. O grande trunfo das facções não é a droga em si, é a capacidade de lavar o dinheiro. Bloqueado o circuito global, o império criminoso começa a ser desmontado por dentro.

(*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

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Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo terá painel sobre relações comerciais entre Brasil e Rússia

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) participará, entre os dias 3 e 6 de junho, do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, na Rússia. A Agência será representada pelo diretor de Gestão Corporativa, Floriano Pesaro, em uma agenda voltada ao fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Rússia e à ampliação de oportunidades para empresas brasileiras no mercado eurasiático.

Considerado um dos principais encontros econômicos internacionais, o Fórum reúne autoridades, representantes de governos, empresários e instituições de diversos países para debater comércio, investimentos e cooperação econômica.

No dia 3 de junho, Pesaro representará a ApexBrasil no painel “Diálogos Rússia-Brasil”, principal debate do Fórum dedicado às relações bilaterais entre os dois países. A programação também prevê, no dia 4 de junho, participação em evento promovido pela Associação Russa dos Produtores de Fertilizantes e pelo Conselho Empresarial Rússia-Brasil.

Relação crescente em setores estratégicos

A missão ocorre em um momento de atenção crescente às relações comerciais com a região, especialmente em setores estratégicos para o Brasil, como alimentos, fertilizantes, bens industriais e produtos de maior valor agregado. Também estão previstas entrevistas com veículos da imprensa local, ainda em fase de agendamento.

Neste ano, o Fórum contará com a presença de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Também é esperada, em São Petersburgo, uma reunião de representantes do Mapa com autoridades sanitárias da Rússia.

Ao longo dos últimos anos, o Escritório Moscou tem atuado na promoção de bens industriais e produtos de alto valor agregado, além de manter iniciativas de aproximação entre empresas brasileiras e compradores da região. Mesmo diante do contexto geopolítico mais desafiador, a unidade tem realizado eventos B2B online para preservar o engajamento entre os setores produtivos brasileiro e eurasiático.

Em 2025, foram registrados 298 atendimentos diretos a empresas brasileiras em projetos apoiados pelo Escritório Moscou, além de número equivalente de compradores eurasiáticos, incluindo grandes distribuidores e varejistas da região.

(*) Com informações da ApexBrasil

 

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Brasil e Suriname vão negociar acordo para ampliar comércio bilateral e estimular negócios

Lula recebeu a presidente surinamesa Jennifer Geerlings-Simons

Da Redação (*)

Brasília – Brasil e Suriname vão iniciar negociações, a partir do segundo semestre, para ampliar o acordo de comércio entre os dois países e estimular novas oportunidades de negócios. A aproximação foi um dos focos do encontro bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente surinamesa, Jennifer Geerlings-Simons, ocorrido nesta quinta-feira (28), em Brasília. Eleita no ano passado e com mandato até 2030, Simon a primeira mulher a presidir o país vizinho.

“Nosso comércio ainda é muito pequeno e concentrado em poucos produtos. Em 2025, foi de apenas US$ 55 milhões, ou seja, quase nada. O único acordo comercial que temos é extremamente restrito. Com esta visita, conseguimos aprovar termos de referência para aumentar os fluxos entre Brasil e Suriname”, afirmou Lula em declaração conjunta à imprensa, no Palácio do Itamaraty.

O comércio bilateral inclui maquinários, material elétrico, produtos da indústria química e commodities, e quase a totalidade é composta por exportações brasileiras. Segundo Lula, as negociações devem ampliar as medidas de facilitação do comércio e incluir novos setores.

A programação da delegação do Suriname em Brasília prevê uma reunião empresarial de representantes de entidades brasileiras com empresas e representantes do setor produtivo surinamês, das áreas de energia, logística, transporte, agropecuária e comunicações.

Petróleo e minerais críticos

Nos últimos anos, o Suriname descobriu gigantescas reservas de petróleo offshore, na região conhecida como Bacia da Guiana, no Oceano Atlântico, o que deve impulsionar a economia do país nos próximos anos.

Em 2024, a Petrobras e a estatal surinamesa Staatsolie firmaram acordos para intercâmbios sobre petróleo, energias renováveis e segurança nas atividades de exploração de hidrocarbonetos. Lula lembrou também que, assim como o Brasil, o Suriname se sobressai pelo potencial em minerais críticos, fundamentais na fabricação de componentes eletrônicos de equipamentos de alta tecnologia.

“Temos a oportunidade de cooperar em mineração sustentável, industrialização local e agregação de valor, contribuindo para superar modelos históricos baseados apenas na exportação de matérias-primas”, disse o presidente.

 

(*) Com informações da Agência Brasil

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Como otimizar custos e operações na logística?

André Pimenta (*)

Segundo o Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), os custos logísticos no Brasil ficam entre 15% e 18% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Os custos percorrem toda a cadeia, moldando decisões operacionais, estratégias de negócios e até a experiência de consumo.

No transporte de cargas, a digitalização e integração de sistemas, processos e pessoas pode ser uma grande dor. Afinal, cada falha eleva os custos operacionais, reduz a satisfação do cliente e diminui a produtividade. Pensando nisso, é essencial buscar soluções integradas que otimizem os investimentos e operações para atender às demandas do setor e garantir maior qualidade. Na prática, essas soluções envolvem o uso combinado de tecnologia, processos bem definidos e parcerias de negócio mais estratégicas.

O que faz uma solução logística funcionar de verdade?

Na fragmentação do transporte rodoviário, com o aumento de exigências e mudanças constantes, apenas recursos tecnológicos isolados ou processos desconectados não são suficientes. O que realmente faz uma solução logística funcionar é implementar um ecossistema integrado e otimizado.

Ao adotar tecnologias de automação, otimizar rotas, fortalecer parcerias estratégicas e centralizar a gestão financeira, a operação ganha mais eficiência, controle e agilidade. Algumas estratégias incluem:

Tecnologia e automação da operação:

Sistemas como ERP (Enterprise Resource Planning) e TMS (Transportation Management System), quando integrados, otimizam rotas, controlam estoques e automatizam processos, trazendo mais eficiência e reduzindo erros operacionais.

Roteirização inteligente e monitoramento de carga:

Com o uso estruturado de dados, algoritmos e sistemas de geolocalização (GPS) tornaram-se ferramentas essenciais para a eficiência operacional. Hoje, soluções baseadas em inteligência analítica consideram variáveis como trânsito em tempo real, janelas de entrega, restrições urbanas, capacidade de carga e perfil do cliente para definir rotas mais estratégicas. Com o sistema, é possível planejar melhor as entregas, aproveitar melhor as rotas, reduzir custos operacionais e acompanhar cada etapa do transporte com mais precisão.

Parcerias de negócio mais consolidadas e operação centralizada

Colaborar com operadores regionais permite adaptar a logística às realidades locais, garantindo mais agilidade, flexibilidade e assertividade nas entregas. No setor, esse modelo tem ganhado visibilidade, permitindo expansão acelerada, além de sistemas mais estruturados, completos e estratégicos.

Gestão financeira centralizada e suporte aos parceiros

Centralizar o controle financeiro e oferecer suporte estruturado aos parceiros melhora a organização da operação, reduz burocracias e fortalece toda a cadeia logística. A segurança financeira e fiscal é essencial para o bom funcionamento das operações, garantindo capilaridade no mercado e um melhor nível do serviço.

Mas como as soluções logísticas impulsionam resultados?

A digitalização não é apenas uma tendência passageira, mas uma realidade que precisa ser vista como consolidada já que é essencial para organização, eficiência e otimização das operações.

Soluções que eliminam retrabalhos, centralizam informações e aumentam a eficiência do controle logístico ajudam as empresas a operar com mais inteligência e previsibilidade. Consequentemente, a satisfação dos públicos estratégicos – nesse caso, motoristas parceiros e o cliente final – aumenta, já que as jornadas são melhoradas através do uso de tecnologias e a agilidade, centralização e previsibilidade dominam as operações.

Os próximos passos são digitais, inteligentes e conectados. Quando tecnologia e logística caminham juntas, o setor avança com mais eficiência, sustentabilidade e impacto positivo para todos. A modernização tecnológica pavimenta o futuro da logística, representando uma mudança estrutural na forma de planejar, operar e medir desempenho. Desta forma, conectamos pontos fundamentais: pessoas, processos e sistemas, de forma integrada em uma cadeia verdadeiramente inteligente.

(*) André Pimenta é CEO da Motz – O executivo tem 20 anos de experiência no setor, atuando em posições de liderança na área de supply chain e de negócio em empresas como Ambev e Votorantim Cimentos. Além de possuir 8 anos de experiência no cargo de CEO, trazendo sólido histórico nas áreas comerciais e de operações, com forte foco na entrega de resultados e estruturação de equipes.

 

 

 

 

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Transferências internacionais entram no centro da estratégia das empresas

Fernanda Anjoletto (*)

O perfil das transações internacionais mudou

O comércio exterior ficou mais dinâmico nos últimos anos. Empresas de diferentes portes passaram a operar globalmente com mais frequência, aumentando a necessidade de processos financeiros mais rápidos, simples e eficientes.

Com isso, muitas empresas começaram a repensar a forma como fazem pagamentos internacionais, fecham operações de câmbio e gerenciam suas rotinas financeiras no comércio exterior.

 

O que está motivando essa mudança

Durante muito tempo, bancos tradicionais concentraram grande parte das transações internacionais das empresas brasileiras. Mas a busca por mais agilidade e transparência abriu espaço para o crescimento das fintechs especializadas em câmbio e pagamentos internacionais.

Na prática, as empresas querem menos burocracia e mais controle sobre as transferências internacionais.

 

Agilidade passou a fazer diferença no comex

No comércio exterior, tempo impacta custo, negociação e competitividade. Processos demorados, aprovações manuais e falta de visibilidade podem afetar toda a cadeia operacional.

Por isso, empresas passaram a valorizar plataformas que permitam acompanhar transferências em tempo real, ter previsibilidade sobre taxas e centralizar a gestão financeira internacional em um ambiente mais simples.

 

Tecnologia se tornou aliada das transferências internacionais

Outro ponto importante é que a digitalização deixou de ser tendência e passou a fazer parte da rotina das empresas que atuam globalmente.

Hoje, muitas empresas buscam parceiros financeiros que entendam a dinâmica do comércio exterior e ofereçam soluções mais conectadas à velocidade das negociações internacionais.

Saiba mais sobre acessando aqui.

O foco não está apenas em custo

A mudança para fintechs não acontece somente por economia. Ela também está relacionada à experiência, autonomia e eficiência no dia a dia.

Nesse cenário, empresas especializadas em pagamentos internacionais passaram a ganhar relevância dentro do comércio exterior ao oferecer processos mais digitais, atendimento consultivo e maior transparência nas transferências internacionais.

A Remessa Online faz parte desse movimento ao apoiar empresas que atuam com importação, exportação e negócios globais, oferecendo soluções que ajudam a simplificar pagamentos internacionais e trazer mais eficiência para a gestão financeira no comércio exterior.

Saiba mais sobre acessando aqui.

(*) Fernanda Anjoletto – Copywriter da Remessa Online

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 Brasil lança nova etapa de promoção no mercado chinês com campanha publicitária inédita e presença digital

Trabalho acompanha ações do governo brasileiro para aproximar os dois países e acontece na esteira da isenção de visto para viajantes chineses, que amplia oportunidades de negócios e fortalece a promoção turística

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil inicia uma nova etapa da promoção internacional na China, ampliando sua presença e fortalecendo a agenda estratégica no país com ações inéditas voltadas ao público chinês. Para consolidar o país no imaginário, nas telas e nos planos de viagem desse público, a Embratur estreou oficialmente nas plataformas digitais chinesas, com lançamento de site e redes sociais próprias, além de uma campanha publicitária inédita, especialmente direcionada ao país, com o convite: “Venha viver um país extraordinário”.

As iniciativas foram lançadas no estande brasileiro, na última terça-feira (26) durante a ITB China, em Xangai, onde o país participa com uma agenda robusta voltada à promoção de destinos, relacionamento com o trade e geração de negócios. A campanha convida turistas chineses a conhecerem os destinos nacionais, o site visitbrasil.com.cn reúne conteúdos adaptados aos hábitos de consumo locais e os canais nas redes sociais conectam viajantes, operadores, influenciadores e parceiros a destinos, roteiros e produtos turísticos brasileiros.

Esse avanço acontece em um momento favorável para a relação entre Brasil e China. Desde 11 de maio, turistas chineses com passaportes comuns podem entrar no Brasil sem visto para estadias de curta duração. Os resultados recentes confirmam o potencial desse novo ciclo. Em 2025, a chegada de visitantes chineses ao Brasil cresceu 34,8% em relação ao ano anterior, alcançando o melhor desempenho da série histórica. E no primeiro quadrimestre de 2026, a China registrou alta de 33,6% e 39.880 visitantes. A conectividade aérea também favorece esse cenário: além da operação da Air China para São Paulo, com escala em Madri, os viajantes contam com alternativas via Doha, Dubai, Addis Ababa, Frankfurt e Istambul.

“O interesse dos viajantes chineses pelo Brasil continua crescendo. No primeiro quadrimestre deste ano, registramos alta de 33,65% no desembarque desse público, resultado que reforça a importância de estarmos mais presentes em um dos mercados mais estratégicos para o turismo global. Na ITB, damos mais um passo com foco em geração de novos negócios nessa agenda, aproximando o país do trade e apresentando destinos que combinam natureza exuberante, cultura vibrante e serviços de excelência”, afirmou Bruno Reis, presidente da Embratur.

“Queremos transformar a curiosidade do público em viagem. A recente isenção de visto torna o Brasil mais acessível, enquanto a campanha publicitária, a parceira com operadoras de turismo e OTAs, e as redes sociais do Visit Brasil levam nossas experiências para a tela, o imaginário e os planos de viagem dos chineses”, acrescentou Reis.

Campanha inédita

A Embratur retoma a promoção publicitária do Brasil no mercado chinês com uma campanha pensada para inspirar viajantes e reposicionar os destinos brasileiros em um dos mercados mais estratégicos da Ásia. As peças serão veiculadas até 26 de junho.

Com o conceito “Venha viver um país extraordinário. Brasil”, a campanha tem a arara-azul como protagonista visual. Referência da biodiversidade nacional, a ave conduz o público por paisagens grandiosas, manifestações culturais, sabores e encontros que revelam um país acolhedor, vibrante e preparado para receber o turista estrangeiro.

Nessa narrativa, a força e a diversidade dos biomas Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Pantanal ganham forma em destinos como Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Lençóis Maranhenses e territórios pantaneiros, apresentados como portas de entrada para a pluralidade de experiências oferecidas ao viajante chinês. O convite é para atravessar fronteiras e descobrir um território onde natureza, cultura e hospitalidade se encontram em vivências únicas.

A comunicação também dialoga com o comportamento bleisure, que combina viagens de negócios com roteiros de lazer e ganha força entre os chineses. A abordagem acompanha a ampliação das relações comerciais bilaterais, o interesse crescente por cenários naturais e a busca por itinerários mais exclusivos, originais e transformadores.

Redes: Visit Brasil na China

A estreia institucional do Visit Brasil no ambiente digital chinês abre novos canais de diálogo com viajantes, operadores, influenciadores, empresas e parceiros locais, reunindo o site visitbrasil.com.cn e perfis oficiais nas plataformas WeChat, Xiaohongshu e Weibo.

Nas redes sociais, a comunicação apresentará destinos, roteiros, produtos turísticos e oportunidades de viagem, aproximando a oferta brasileira da forma como o público chinês se inspira, pesquisa e planeja suas viagens. Para atuar nesse ecossistema, a Embratur conta com o apoio de uma parceira especializada em marketing turístico, com estrutura operacional própria no país. Além da gestão dos canais, a atuação inclui inteligência de mercado baseada em dados sobre comportamento do consumidor, jornada de viagem, percepção da América Latina e tendências de conteúdo.

(*) Com informações da Embratur

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Mercado de serviços globais é tema de webinar promovido pela Ales em parceria com AEB

Da Redação (*)

Brasília – “Brasil como mercado em serviços globais” é o tema do Market Talks, evento promovido pela Asociação Latino-americana de Exportadores de Serviços (Ales) em parceria com a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), nesta sexta-feira (29), às 12 horas, em formato online e gratuito. O webinar destaca o Brasil como um mercado estratégico, considerando sua dimensão geográfica, potencial de crescimento, liderança regional e diversificação das atividades ligadas à tecnologia, inovação e serviços especializados.

O Market Talks contará com as palestras de Lisandro Vieira, CEO da WTM Brasil, empresa associada AEB, e de Rodrigo Martins, CEO da ITH Brasil.  A moderação será do secretário-geral da Ales, Javier Pena Capobianco; e a abertura do presidente do Conselho de Administração da AEB, Arthur Pimentel.

A proposta é promover uma troca de experiências e análises sobre tendências globais, oportunidades de negócios e os desafios enfrentados pelas empresas que atuam no comércio internacional de serviços, com o objetivo de colaborar para a ampliação da competitividade do Brasil no segmento.

“Esse evento integra uma importante iniciativa da Ales de promover encontros nos países da América Latina, o Brasil é o primeiro pela sua relevância na região. A AEB entende como fundamental esse debate. O nosso setor de serviços é muito forte, mas as exportações vêm caindo ao longo de décadas. Precisamos fomentar a internacionalização das nossas empresas e ampliar a inserção do serviço brasileiro no mercado global”, salienta Pimentel.

(*) Com informações da AEB

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SIAL Canadá 2026 impulsiona relações comerciais com grande espaço para o Brasil

SIAL Canadá confirma avanço brasileiro no mercado norte-americano e amplia protagonismo da CCBC nas conexões comerciais entre os dois países

Da Redação (*)

Brasília – Em meio à reorganização do comércio internacional, a SIAL Canadá 2026 evidenciou o avanço das empresas brasileiras no mercado norte-americano e consolidou um novo momento nas relações comerciais entre Brasil e Canadá. A combinação entre guerra comercial, mudanças nas rotas logísticas globais e a necessidade canadense de reduzir a dependência dos Estados Unidos tem levado o país a buscar novos fornecedores — cenário que vem abrindo espaço para produtos brasileiros.

A participação brasileira na edição de 2026 foi organizada pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Invest Paraná, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Em três dias de evento, a delegação brasileira realizou 215 reuniões de negócios e projetou US$ 4,6 milhões em negociações para os próximos meses. Mais do que os números, o evento revelou uma mudança no perfil das negociações e no interesse dos compradores canadenses.

Segundo a gerente executiva de Desenvolvimento de Negócios e Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, Beatriz Calegare, o Canadá vive um momento de diversificação comercial, e o Brasil passou a ser visto como parceiro estratégico nesse processo. “O canadense entendeu que não pode ter dependência dos Estados Unidos e que precisa se diversificar”, afirmou. “O Brasil ganha espaço com isso”, emendou.

Empresas brasileiras aumentam participação e representatividade

A avaliação é de que as empresas brasileiras chegaram mais preparadas para discutir exigências regulatórias, logística, distribuição e adaptação de produtos ao mercado canadense. O cenário também tem favorecido pequenos e médios exportadores, especialmente dos setores de alimentos, bebidas e produtos ligados à biodiversidade.

O crescimento da presença brasileira na SIAL reforça essa transformação. Em 2022, o pavilhão nacional tinha 18 metros quadrados e reunia cerca de cinco empresas. Em 2026, o espaço chegou a 100 metros quadrados, concentrando mais de 50 companhias. Entre os destaques estiveram marcas como Natural One e Forno de Minas, além de cooperativas e produtores de cafés, frutas, castanhas e alimentos processados.

A executiva da CCBC também avalia que o atual cenário internacional impulsionou novamente as discussões em torno do acordo entre Mercosul e Canadá, tema que voltou a ganhar força nas negociações comerciais deste ano.

“O acordo ficou parado por muito tempo. Agora existe uma expectativa real de avanço, e isso impacta diretamente o ambiente de negócios.”

Além do agronegócio, setores industriais brasileiros também ampliaram presença nas agendas promovidas pela CCBC paralelamente ao evento. Máquinas, equipamentos, metalmecânico, química e farmacêutica estiveram entre os segmentos participantes das rodadas de negócios e encontros institucionais realizados durante a feira.

CCBC na missão da FIEMG

O fortalecimento das relações entre Brasil e Canadá também passou pela Missão Canadá 2026, organizada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), em parceria com Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil).

A CCBC atuou como parceira estratégica da missão, apoiando a organização das agendas, a conexão com empresas canadenses e a realização das rodadas de negócios em Toronto e Montreal.

A iniciativa reuniu empresários de setores como alimentos e bebidas, automotivo, metalmecânico, máquinas e equipamentos, química, farmacêutica e mobiliário. Ao longo da programação, foram promovidas reuniões B2B, fóruns empresariais e visitas técnicas, reforçando o papel da CCBC como facilitadora da aproximação entre empresas brasileiras e o mercado canadense.

(*) Com informações da CCBC

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