Alckmin reivindica a embaixador da China continuidade das exportações de semicondutores para o Brasil

Presidente em exercício Geraldo Alckmin conversou com embaixador chinês no país solicitando a continuidade do fornecimento de chips

Da Redação (*)

Brasília – O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, deu início às tratativas com a China em busca de soluções para a crise global de semicondutores, que pode afetar o setor automotivo no Brasil.

Nesta terça-feira (28), Alckmin se reuniu com representantes dos setores automotivo, de autopeças e de trabalhadores, que estiveram no MDIC para pedir apoio do governo brasileiro na solução da crise internacional.

O problema, de natureza geopolítica, começou com a intervenção do governo holandês em uma empresa chinesa que opera na Holanda e detém 40% do mercado mundial de chips essenciais para carros flex. Em reação, o governo chinês suspendeu a exportação de semicondutores produzidos na fábrica localizada na China, o que também ameaça a indústria brasileira.

Em resposta imediata ao pedido do setor produtivo, Alckmin conversou com o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, para solicitar que o país tenha acesso aos semicondutores utilizados em veículos flex. O embaixador se comprometeu a levar a demanda ao governo chinês.

O ministro também conversou com o embaixador do Brasil na China, Marcos Bezerra Abbott Galvão, e afirmou que pode buscar diálogo por meio da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), da qual é presidente, para encontrar soluções favoráveis ao Brasil diante dessa crise internacional de semicondutores para veículos.

Diálogo em busca de solução

Em entrevista coletiva após a reunião, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, explicou que o objetivo do diálogo com a China é evitar que o Brasil seja incluído na suspensão do fornecimento e assegurar o acesso aos componentes essenciais para a produção de veículos.

“Há uma prioridade total por parte do vice-presidente, inclusive como representante do Brasil na Cosban, em ampliar e aprofundar esse diálogo para resolver a questão o mais rápido possível, defendendo as empresas e também os empregos”, explicou o secretário. Na negociação, o Brasil se compromete com o uso interno do produto, com garantia de rastreabilidade.

Ele informou que as empresas estimam ter insumos para cerca de duas semanas de produção. O setor automotivo representa 20% da indústria de transformação. De acordo com Moreira, “uma parada na produção impactaria diretamente 130 mil empregos diretos e 1,3 milhão indiretos”.

(*) Com informações do MDIC

O post Alckmin reivindica a embaixador da China continuidade das exportações de semicondutores para o Brasil apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Ministro Celso Sabino s reúne com embaixadora da Dinamarca para debater promoção turística

Durante o encontro, Sabino destacou a realização do Fórum Mundial do Turismo Gastronômico da ONU em 2026, no Brasil

Da Redação (*)

Brasília – O ministro do Turismo, Celso Sabino, reuniu-se nesta terça-feira (28), em Brasília, com a embaixadora da Dinamarca no Brasil, Eva Pedersen, para tratar da promoção turística entre os dois países. A pauta envolveu a ampliação da divulgação de destinos e atrativos aos viajantes brasileiros e dinamarqueses, além de oportunidades ligadas à COP30 de 2025, na cidade de Belém (PA).

Durante o encontro, foi ressaltada a importância do turismo gastronômico como forma de aproximar culturas e fortalecer destinos. O ministro Celso Sabino, que também preside o Conselho Executivo da ONU Turismo, destacou a realização do Fórum Mundial do Turismo Gastronômico da entidade em 2026, no Brasil.

“Seria interessante que pudéssemos fazer um intercâmbio para que o maior número possível de chefs de cozinha participem deste Fórum, que será realizado em Santarém, no Pará, inclusive os chefs dinamarqueses”, sugeriu Celso Sabino.

A embaixadora dinamarquesa lembrou que o turismo gastronômico também movimenta outros setores e declarou que o país europeu está aberto para o intercâmbio com o Brasil.

“Nós temos projetos na área de gastronomia na Dinamarca que queremos ampliar. Então, participar do Fórum será muito importante”, pontuou Eva Pedersen.

GASTRONOMIA E TURISMO

O Fórum Mundial do Turismo Gastronômico da ONU, em 2026, terá painéis, experiências gastronômicas e debates sobre inovação e sustentabilidade, reforçando a estratégia do Brasil de unir turismo, cultura e desenvolvimento regional e projetando a Amazônia no mapa global do turismo gastronômico.

(*) Com informações do MTur

O post Ministro Celso Sabino s reúne com embaixadora da Dinamarca para debater promoção turística apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Porto de Santos bate recordes de movimentação de cargas pelo terceiro trimestre consecutivo

A movimentação de contêineres em Santos também foi recorde

 Da Redação (*)

Brasília – O Porto de Santos registrou seu melhor movimento de cargas para setembro e também o recorde para o período de três semestres do ano. Estatísticas da Autoridade Portuária de Santos (APS) registraram 16,5 milhões de toneladas no mês e 138,7 milhões no período janeiro-setembro. O movimento de contêineres foi ainda mais produtivo e registrou aumentos de 6,6% no mês, marcando mais de 515,7 mil TEU, e também no acumulado do ano, com crescimento de 7,8% em relação a 2024, chegando a 4,37 milhões de TEU.

“Este novo registro de recorde no Porto de Santos, que é o principal equipamento logístico do Brasil, apenas confirma a necessidade de olhar o futuro; por isso a APS está trabalhando na ampliação da Poligonal, no aprofundamento do canal de navegação, no arrendamento do Tecon 10, nas perimetrais e no túnel Santos-Guarujá, dentre outras iniciativas”, afirma o presidente da APS, Anderson Pomini.

Com sua característica de porto multipropósito, o Porto de Santos bate novos recordes mesmo registrando queda na movimentação de granéis sólidos vegetais. Em setembro, as cargas de maior movimentação foram o açúcar (2,85 milhões de toneladas), o milho (2,61 milhões) e o complexo soja – grãos e farelo – (2,05 milhões).

Apenas a soja cresceu em relação ao mesmo mês do ano anterior (81,6%). Açúcar e milho registraram queda (4,9 e 21%, respectivamente). O aumento total em relação a setembro de 2024 foi de 3,7%.

No acumulado do ano, o aumento foi de 0,9% em relação aos nove primeiros meses do ano anterior. O maior movimento é do complexo soja (aumento de 9,9% em relação a 2024, total de 38,82 milhões de toneladas).

Seguem açúcar (17,09 milhões, queda de 17,8%), milho (7,6 milhões, redução de 14,5%) e adubo (5,62 milhões, queda de 4,1%).

(*) Com informações da Autoridade Portuária de Santos

 

O post Porto de Santos bate recordes de movimentação de cargas pelo terceiro trimestre consecutivo apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Mulheres empresárias defendem maior inserção da temática de gênero no contexto do Acordo Mercosul-UE

Brasília – Com o objetivo de contribuir para uma maior internacionalização de negócios liderados por mulheres em língua portuguesa no mundo de negócios que se abrirá com a entrada próxima em vigor do Acordo de Livre Comércio Mercosul-União Europeia, o Clube Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa  (CMNLP) dá início hoje (28), na Casa da América Latina, em Lisboa, a uma série de três eventos do Fórum Mulheres: Mercosul-UE, um encontro exclusivo para mulheres e uma iniciativa inédita que pretende inserir a perspectiva de gênero no acordo entre os blocos sul-americano e europeu. Ainda neste ano, serão realizadas edições do Fórum em Brasília e Fortaleza.

De acordo com a fundadora e presidente do CMNLP, Rijarda Aristóteles em entrevista exclusiva ao Comexdobrasil.com “o Fórum será um espaço permanente de diálogo, cooperação e negócios, reunindo lideranças empresariais, políticas, acadêmicas e da sociedade civil. O objetivo é garantir que os benefícios do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia sejam distribuídos de forma equitativa, promovendo inclusão, justiça social e fortalecimento econômico das mulheres”.

Na percepção da presidente do CMNLP, “O Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia, que deverá ser assinado em breve, possibilita que incluamos mais de 200 milhões de mulheres em idade produtiva e com capacidade empreendedora. Ora, estamos a falar em um universo de 780 milhões de pessoas e mais 20% do PIB Global. Esse é o cenário que o Clube vislumbra como algo objetivo, concreto, real e mensurável. Como nós vamos incluir mulheres nas mesas de decisão dos desdobramentos do Acordo? A questão que está posta é:  nós queremos ser visibilizadas nas decisões, dentro das nossas especificidades. Nós ainda temos as barreiras visíveis – que são comuns a todos – e as barreiras invisíveis, exclusivas nossas,  para acessar mercados internacionais; temos as assimetrias no crédito e na representação política e as soluções, quando chegam, são geralmente desconectadas das nossas realidades locais”.

Após reiterar sua confiança em que o acordo finalmente será concretizado nos próximos meses, Rijarda Aristóteles destaca que “nossa intenção nessa ação com o Fórum a partir do momento que entre em vigor, é posicionar o Clube como uma plataforma global com influência real em decisões estratégicas internacionais, indo além do networking, integrando o protagonismo político, econômico e institucional nos negócios liderados por mulheres em língua portuguesa”.

A relevância do apoio prestado pelo MDIC, CNI e ApexBrasil

Em sua atuação à frente do CMNLP, a empresária sublinha a importância do apoio que o Clube tem recebido de instituições comoo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil), desde que lançou a ideia de promover o primeiro Fórum Mulheres Mercosul-UE: “ a CNI, não poderia estar de fora de qualquer projeto que tenha como princípio o desenvolvimento económico do Brasil. Assim, trocamos ideia com a nossa Embaixadora Honorária Mônica Monteiro, que é presidente do Fórum da Indústria da CNI, que entendeu a pertinência do tema, e em seguida envolvemos nossas Embaixadoras Masters de Brasília, em especial a nossa Líder Amanda Morais, que fez as articulações para que tivéssemos o apoio necessário para a realização do Fórum na capital do Brasil. Temos o total apoio físico, com a infraestrutura e divulgação, da instituição”.

Em relação ao apoio institucional do MDIC e da ApexBrasil, Rijarda Aristóteles afirmou que  “a Apex Brasil e o Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio do Governo do Brasil, assim como outros órgãos, têm se destacado nos últimos dois anos, por um trabalho consistente de expansão dos negócios liderados por mulheres para o exterior. Nós somos parceiros da Apex desde de 2023 com o Programa Mulheres e Negócios Internacionais, que é uma ação específica para as empresas lideradas por mulheres. À época, em nosso II Congresso Global, realizado em Lisboa, que contou com presença da Diretora de Negócios, Ana Paula Repezza, estreitamos os nossos laços, e já éramos signatárias do Compromisso ApexBrasil com a Equidade de Gênero”.

O Programa “Elas Exportam”, uma ferramenta lançada em parceria MDIC/ApexBrasil é mencionada pela presidente do CMNLP como outra importante fonte de apoio às iniciativas implementadas pelo Clube em sua atuação visando contribuir para uma maior presença feminina no comércio exterior brasileiro.

Segundo a executiva, “esse Programa já direcionada especialmente ao suporte de mentorias para as atividades que envolvem as exportações, nós somos divulgadores e estimuladoras das ações inerentes ao Programa. Estamos sempre atentas a todas as atividades que envolvam a expansão dos negócios liderados por mulheres, criando e executando ações que visem essa concretização, nos países nos quais temos representação. Agimos, por exemplo, durante o WebSummit quando ajudamos a receber em Lisboa, dezenas de empresárias de start-ups, e procuramos apresentar o ecossistema local, estabelecendo conexões importantes para o reconhecimento da cultura e das oportunidades”.

Ao promover eventos com foco na inclusão da temática de gênero na esfera do Acordo Mercosul-UE, o CMNLP busca também proporcionar às mulheres suporte para atuação no comercio exterior, sabidamente um dos segmentos predominantemente mais masculinos da economia brasileira.

Conquista de espaços pela mulher no mundo do comercio exterior

 “De fato, ainda há uma predominância masculina no segmento. Contudo, percebemos que como resultados dessas ações mais e mais mulheres empresárias e empreendedoras estão a ocupar os espaços internacionais. Os números ainda são aquém do que gostaríamos, entretanto eles estão em ascendência, e isso é relevante. O Clube MNLP tem como seu principal pilar, a internacionalização de negócios liderados por mulheres, em língua portuguesa. Temos um departamento específico direcionado à Moda, que por meio de Missões ou Experiências Empresariais, acolhe, entende e promove conhecimento, especialmente sobre a Cultura local e busca posicionar os produtos, com a maturidade exportadora, para mercados onde temos nossas Embaixadoras. Esse departamento responde, portanto, principalmente pelo entendimento da cultura empresarial local. Nos últimos quatro anos, buscamos entender, do ponto de vista da mulher empresária, um dos principais gargalos, que é o Conhecimento da Cultura do país destino. E focamos muito nesse quesito”.

Mas, na opinião de Rijarda Aristoteles, a questão de gênero nos negócios não é restrita ao ambiente empresarial brasileiro. Segundo ela, “o desafio é global,  com alguns países mais avançados e outros ainda bastante atrasados. Um dilema que vamos afrontando na medida em que nossas Embaixadoras, nos países, nos solicitam. O Clube é uma plataforma que congrega mulheres em língua portuguesa em 20 países. E a nossa intenção é expandir e chegarmos ao maior número de mulheres para que façam parcerias, criem sinergias e façam seus negócios prosperarem”, concluiu.

Programação de Eventos

Lisboa – 28 de outubro de 2025, na Casa da América Latina

Brasília – 27 de novembro de 2025, na Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Fortaleza – 03 de dezembro de 2025, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC)

O post Mulheres empresárias defendem maior inserção da temática de gênero no contexto do Acordo Mercosul-UE apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Um novo capítulo para o importador brasileiro: o comércio exterior na era da descentralização do dólar

José Esteban (*)

O Dia do Importador, celebrado em 29 de outubro, marca um ponto de reflexão sobre o novo momento do comércio exterior. O Brasil e o mundo vivem uma transição silenciosa, porém profunda, nas dinâmicas de câmbio e nas relações comerciais internacionais. A lógica das transações crossborder está mudando, e com ela o papel do importador.

Durante décadas, o dólar norte-americano foi o principal eixo do comércio internacional. Ele segue dominante como moeda de referência, reserva e liquidação. No entanto, o que se observa hoje é um sistema menos centralizado. O protagonismo do dólar já não é absoluto: há um avanço gradual de acordos bilaterais e multilaterais que permitem o uso de moedas locais em transações comerciais, reduzindo custos e aumentando a autonomia financeira entre países.

Esse movimento é fruto de uma combinação de fatores: a digitalização das finanças globais, o fortalecimento de economias emergentes e o surgimento de novas infraestruturas de pagamentos internacionais. Países asiáticos e latino-americanos, incluindo o Brasil, têm ampliado o uso de moedas como o yuan, que ampliou seu mercado de uso no comércio exterior de 1% para 8,5% nos últimos anos – segundo dados do Banco Internacional de Compensações (BIS). Há também o iene, o peso chileno, dentre outras, que já aparecem bastante em transações. Isso não elimina o dólar, mas cria um ecossistema mais plural, com múltiplas rotas financeiras coexistindo.

Para o importador brasileiro, essa transformação exige uma nova visão estratégica. Não basta mais olhar apenas para a taxa de câmbio do dólar. É preciso compreender como diferentes moedas se comportam, como cada uma influencia o fluxo de caixa e quais instrumentos financeiros podem mitigar riscos. Nesse ambiente, a gestão de câmbio deixa de ser uma tarefa operacional e passa a ser uma ferramenta de competitividade.

O Ebury Bank tem acompanhado essa mudança de perto. Nossa missão é justamente simplificar o acesso a esse mundo multimoeda, oferecendo soluções que permitem às empresas brasileiras importar com eficiência, previsibilidade e segurança — seja em dólar, euro, libra ou yuan. Operar com múltiplas moedas não é apenas uma tendência: é uma vantagem estratégica em um comércio internacional cada vez mais dinâmico e digitalizado.

As plataformas crossborder modernas estão eliminando barreiras históricas. Hoje, é possível integrar fluxos de câmbio em tempo real, automatizar pagamentos internacionais e realizar operações com rastreabilidade e transparência antes restritas a grandes corporações. Essa democratização do acesso financeiro é um dos fatores mais transformadores do comércio exterior contemporâneo.

Mas com novas oportunidades vêm também novas responsabilidades. O importador do futuro precisa dominar práticas de gestão de risco, compliance regulatório e sustentabilidade da cadeia global. O que diferencia uma empresa competitiva é a capacidade de combinar agilidade e controle, conectividade e prudência, atributos cada vez mais essenciais no ambiente internacional.

Neste Dia do Importador, a mensagem é clara: o dólar segue sendo o idioma principal do comércio mundial, mas já não é o único. Vivemos uma era de descentralização inteligente, em que múltiplas moedas, tecnologias e parcerias redesenham a forma de fazer negócios entre fronteiras. O futuro das importações brasileiras será digital, diversificado e global. E o papel do importador, mais do que nunca, será o de construir pontes, não apenas entre países, mas entre sistemas, moedas e oportunidades.

(*) José Esteban, CEO do Ebury Bank Brasi

 

O post Um novo capítulo para o importador brasileiro: o comércio exterior na era da descentralização do dólar apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Jorge Viana destaca otimismo com resultado do encontro dos presidentes Lula e Trump na Malásia

Da Redação (*)

Brasília – O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, vê com otimismo os resultados do encontro oficial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último domingo (26) em Kuala Lumpur.

Viana, que integrou a comitiva do presidente Lula na Missão ao Sudeste Asiático, destacou a grande importância do encontro: “Eu estava ao lado do presidente Lula, e ele me disse: ‘O encontro com o presidente Trump foi muito bom’. Então, acho que isso é um momento histórico que estamos vivendo no mundo, quando o presidente do Brasil, da maneira correta, como um grande líder, também se reúne com o presidente dos Estados Unidos. Isso nos traz tranquilidade, porque é assim que acontece quando dois líderes se encontram”, disse durante a Cúpula Empresarial Brasil-Malásia, evento realizado pela ApexBrasil e Ministério das Relações Exteriores (MRE) que fez parte da programação da Missão.

O presidente da ApexBrasil também ressaltou que o diálogo direto entre os dois chefes de Estado representa um passo importante para restabelecer a previsibilidade e a confiança nas relações bilaterais, que são historicamente positivas. “Brasil e Estados Unidos são parceiros tradicionais.  Em 2024, eles foram o segundo principal destino das exportações brasileiras, com US$ 40,4 bilhões exportados, o que representou 12% da pauta exportadora. No campo dos investimentos, os norte-americanos figuram há mais de uma década entre os principais investidores estrangeiros no país. Os números reforçam a posição do governo brasileiro de que não há motivos econômicos que justifiquem essa medida adotada pelo governo Trump”, reforça Viana.

Forte impacto das tarifas nas exportações para os EUA

Segundo a mais recente publicação da newsletter Impulso das Exportações da ApexBrasil, as barreiras tarifárias americanas tiveram impacto principalmente nos resultados do terceiro trimestre, quando os embarques brasileiros recuaram de US$ 3,8 bilhões, em julho, para US$ 2,6 bilhões em setembro, queda de 28%. No acumulado do ano, as vendas externas para os Estados Unidos, apresentaram queda de 0,6%, totalizando US$ 29,2 bi. O desempenho contrasta também com o mesmo trimestre de 2024, quando os valores permaneceram estáveis acima de US$ 3,2 bilhões, evidenciando o impacto imediato das novas barreiras comerciais sobre a pauta exportadora brasileira.

Desde o anúncio do tarifaço, a ApexBrasil vem atuando tanto em inteligência de mercado – identificando novas oportunidades – quanto na realização de ações de promoção comercial por meio de projetos e programas que conectam empresas brasileiras a compradores internacionais dos mais diversos países. Recentemente, a Agência publicou o estudo “Diversificação de Mercados por Estados Brasileiros”, que analisou o impacto dessas tarifas nos principais setores afetados e apresentou potenciais destinos alternativos aos Estados Unidos.

O estudo apontou que, das regiões, o Sudeste aparece na primeira colocação entre as mais dependentes dos Estados Unidos. Cerca de 17% do valor dos produtos exportados pela região teve os EUA como destino, em 2024. O Nordeste ficou em segundo lugar, com 11%, seguido das regiões Sul (9%), Norte (4%) e Centro-Oeste (3%). Analisando por estado, o Ceará foi o mais dependente das exportações para os EUA em 2024: dos US$ 1,5 bilhão exportados pelo estado naquele ano, US$ 659,1 milhões (45%) tiveram o país como destino.

(*) Com informações da ApexBrasil

 

 

 

O post Jorge Viana destaca otimismo com resultado do encontro dos presidentes Lula e Trump na Malásia apareceu primeiro em Comex do Brasil.

O Prêmio Nobel da Paz e a democracia

Ives Gandra da Silva Martins (*)

Recentemente, a candidata que foi impedida de concorrer às eleições presidenciais na Venezuela em 2024 e líder da oposição naquele país, María Corina Machado, venceu o Prêmio Nobel da Paz. Quase todos os países do mundo a cumprimentaram. O Presidente Lula não o fez, o que, mais uma vez, demonstra que ele é favorável ao governo do farsante Nicolás Maduro, que preside a Venezuela, não obstante o fato de ele ter perdido as eleições com apenas um terço do eleitorado a seu favor e dois terços contrários, de acordo com as legítimas atas de todas as zonas eleitorais. O governo brasileiro, entretanto, silenciou diante dos resultados.

María Corina Machado teve um papel tão extraordinário na luta incansável para que a Venezuela volte a ser um país democrático que, apesar de muitos esperarem que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fosse o laureado – por estar conseguindo um acordo entre palestinos e israelenses -, foi ela quem mereceu a honraria.

Nessa esteira, impressiona-me muito a relação do Presidente Lula com a corrupção no Peru: trouxe uma condenada por esse crime naquele país para o Brasil em avião da FAB. Na Argentina, visitou outra condenada por corrupção, criticando o sistema jurídico e o judiciário daquele país. Outro ponto é a relação com a ditadura de Cuba, para a qual o Brasil emprestou dinheiro e ainda não recebeu de volta. Há, ainda, a relação com a Venezuela, a ponto de mandar a embaixadora brasileira à posse, considerada absolutamente ilegítima de Maduro, que fraudou as eleições, jamais mostrando o resultado das urnas. Lembremo-nos de que a Venezuela também deve dinheiro ao Brasil.

Por outro lado, o Brasil, o Presidente Lula e o Itamaraty não tiveram a coragem de cumprimentar María Corina Machado pelo recebimento do Prêmio Nobel da Paz; ela que, sendo considerada a principal representante da oposição democrática na Venezuela, é a voz da democracia e da liberdade. Ora, inúmeros países do mundo civilizado a cumprimentaram.

Trata-se, pois, da primeira mulher da América do Sul a receber um Prêmio Nobel, algo que é muito significativo para todas as mulheres, em especial as latino-americanas, para o Brasil e, enfim, para quem tem procurado valorizar as mulheres. Contudo, repito, não foi cumprimentada pelo governo brasileiro.

Parece-me que quem fala tanto de democracia deve ser coerente com seus gestos, pois democratas são aqueles que defendem a democracia e cumprimentam aqueles que lutam por ela.

Ora, no Brasil muito se fala de um golpe que nunca houve — é apenas uma narrativa -, pois é importante lembrar que as pessoas que estão presas não tinham uma arma sequer no dia 8 de janeiro. Por outro lado, tenho absoluta convicção de que os comandantes das três Forças (pelo menos do Exército, que detém dois terços dos contingentes armados no Brasil) jamais dariam um golpe. Falo como professor emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, onde ministrei aulas sobre a Constituição brasileira para aqueles que seriam gene

Ainda assim, o que vemos é que, no exterior, os amigos do Presidente Lula são grandes ditadores. As relações com Israel estão praticamente interrompidas, pois ele protege sempre o grupo terrorista Hamas, que tudo faz para que não haja paz na Palestina.

A impressão que tenho é que há um discurso pela democracia, mas uma prática de imensa cordialidade com os ditadores. Esse silêncio sepulcral em relação à concessão do Prêmio Nobel da Paz para quem luta pela democracia contra a ditadura de um fraudador como Nicolás Maduro demonstra, efetivamente, que o discurso presidencial não corresponde à prática.

Entendo que o Brasil é um país que ama a democracia, tanto que vemos pessoas lutando pela liberdade de expressão, algo que caracteriza uma democracia autêntica, e temos que continuar nessa luta.

Sendo assim, o Presidente Lula poderia, analisando melhor suas relações internacionais, demonstrar que também é favorável a que tenhamos democracia na América Latina e, portanto, cumprimentar María Corina Machado.

(*) Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

O post O Prêmio Nobel da Paz e a democracia apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Camex renova punição à China por dumping: país entrega no Brasil por US$ 8,75/kg escovas que vende por US$ 17,24/kg em seu mercado interno

 

Da Redação (*)

Brasília – O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) decidiu prorrogar por mais cinco anos a cobrança de alíquotas extras para a importação de escovas para cabelo, cadeados e pigmentos de dióxido de titânio produzidos na China.

A medida também se aplica, pelos mesmos cinco anos, às importações brasileiras de etanolaminas adquiridas na Alemanha e nos Estados Unidos. Derivadas do óxido de eteno, as etanolaminas são usadas na produção de defensivos agrícolas; cosméticos; produtos de limpeza; cimento e concreto e na indústria petrolífera.

Segundo o comitê, o objetivo das medidas é proteger os produtores brasileiros, evitando que concorrentes estrangeiros pratiquem o chamado dumping – ou seja, que vendam seus produtos para importadores brasileiros por preços inferiores aos que cobram dos consumidores chineses.

No caso das escovas para cabelo, por exemplo, cada quilo do produto proveniente da China pagará, além da tarifa do Imposto de Importação, uma taxa extra de US$ 8,78 para ingressar em território brasileiro, conforme estabelece a Resolução Gecex nº 801, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (24).

A taxa extra vem sendo cobrada das escovas para cabelo chinesas desde junho de 2007, a pedido do Sindicato da Indústria de Móveis de Junco, Vime, autor do pedido de investigação que levou a Gecex a concluir a prática de dumping pelos exportadores chineses.

Prorrogada em 2012 e em 2019, a medida ajudou as indústrias brasileiras, embora, segundo os próprios técnicos da Camex, não tenha sido suficiente para impedir que as escovas chinesas continuassem chegando ao Brasil por um valor inferior ao cobrado dos consumidores chineses.

Um caso explícito de dumping praticado pela China

Durante a terceira e mais recente revisão, os técnicos concluíram que, entre abril de 2023 e março de 2024, os exportadores chineses conseguiam entregar suas escovas no Brasil por, em média, US$ 8,47/kg, enquanto, na China, os mesmos produtos eram vendidos por, em média, US$ 17,24/kg. Disputando um mercado que, segundo o Simvep, movimentou cerca de R$ 204 milhões em 2024.

“A gente aplica a medida contra os produtores chineses, eles pegam e transferem suas vendas para o Vietnã, para Hong Kong. E não temos como promover muitos processos como este, pois eles são caros, detalhistas e consomem entre um ano e meio e dois anos de análises. E as medidas, quando aprovadas, vigoram por apenas cinco anos, quando têm que ser revisadas, se for o caso”, afirmou o presidente do Simvep, Manoel Miguez, referindo-se especificamente à taxa extra imposta às escovas.

No caso das importações brasileiras de pigmentos de dióxido de titânio comercializados por exportadores chineses, as alíquotas adicionais vão de US$ 1.148,72 a US$ 1.267,74 por tonelada do produto, conforme o fabricante. O pigmento de dióxido de titânio serve para diversos fins industriais, incluindo a produção de tintas e revestimentos e também em alguns produtos farmacêuticos.

Já de alguns tipos de cadeados chineses será cobrada, também pelos próximos cinco anos, uma alíquota de US$ 10,11/kg, além da taxa de importação [https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=24/10/2025&jornal=515&pagina=66&totalArquivos=388~], enquanto as etanolaminas originárias da Alemanha e dos Estados Unidos pagarão, adicionalmente, entre 7,4% e 59,3% do valor unitário da mercadoria. Neste caso, a cobrança extra para inibir o dumping vem sendo cobrada desde 2014 – com uma breve interrupção relativa ao produto alemão.

(*) Com informações do MDIC

O post Camex renova punição à China por dumping: país entrega no Brasil por US$ 8,75/kg escovas que vende por US$ 17,24/kg em seu mercado interno apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Soja brasileira quebra recorde e fortalece posição estratégica em meio à guerra tarifária

Angela Cristina Kochinski Tripoli (*)

Em um cenário global marcado por tensões comerciais e disputas tarifárias, o Brasil surpreende ao alcançar um marco histórico: a exportação de 102,2 milhões de toneladas de soja entre janeiro e outubro de 2025. O feito supera os recordes de 2023 e 2024 e rompeu, com três meses de antecedência, a barreira simbólica do recorde anual, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Este desempenho revela não apenas a força do agronegócio brasileiro, mas também a capacidade do país de se posicionar estrategicamente em meio a uma guerra comercial entre duas das maiores economias do mundo: China e Estados Unidos. Em um contexto de reconfiguração das cadeias globais de suprimentos, o Brasil soube ocupar um espaço privilegiado, aproveitando a conjuntura internacional para fortalecer sua presença no comércio agrícola global.

Com base nos dados mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o ritmo diário de exportações de soja em outubro cresceu 31,1% em relação ao mesmo mês de 2024, saltando de 214 mil para 280 mil toneladas por dia. Em apenas 13 dias úteis, o Brasil embarcou 3,6 milhões de toneladas, com tendência de encerrar o mês acima das 4,7 milhões registradas no ano anterior.

O principal vetor desse crescimento foi a combinação entre uma safra recorde e a demanda extraordinária da China. Segundo a Anec, o Brasil colheu mais de 170 milhões de toneladas de soja em 2025, o que garantiu oferta suficiente para atender à crescente demanda internacional.

A China, envolvida em uma guerra tarifária com os Estados Unidos, reduziu drasticamente suas compras da soja americana — uma queda de 78% entre janeiro e agosto de 2025. Com tarifas de até 34% sobre o produto dos EUA, o país asiático voltou-se ao Brasil, que oferece soja com tarifa zero. No mês de setembro, 93% das exportações brasileiras de soja tiveram como destino a China, consolidando uma participação média de 79,9% ao longo do ano. Esse percentual supera a média histórica de 74% registrada entre 2021 e 2024, evidenciando o fortalecimento da parceria comercial sino-brasileira.

Esse movimento não apenas impulsionou os embarques brasileiros, como também reafirmou o Brasil como fornecedor estratégico em meio à instabilidade comercial global. A projeção da Anec é que até dezembro o país exporte cerca de 110 milhões de toneladas de soja, consolidando um novo recorde absoluto e reafirmando o protagonismo brasileiro no comércio agrícola global.

O recorde antecipado das exportações brasileiras de soja em 2025 é mais do que um número impressionante, é um reflexo da resiliência, da competitividade e da capacidade de adaptação do Brasil frente aos desafios globais. Mesmo diante de barreiras tarifárias e disputas geopolíticas, o país soube aproveitar uma janela de oportunidade criada pela guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Contudo, é preciso refletir sobre a sustentabilidade desse crescimento. A demanda chinesa, embora intensa, pode ser temporária. Caso haja uma reaproximação comercial entre China e EUA, ou mudanças nas políticas tarifárias, o Brasil poderá enfrentar uma retração.

Assim, o desafio futuro será diversificar mercados, investir em infraestrutura logística, ampliar acordos comerciais multilaterais e agregar valor à produção por meio de industrialização e certificações sustentáveis, garantindo que o sucesso de hoje não seja apenas um ponto fora da curva, mas o início de uma nova era para o comércio exterior brasileiro.

(*) Angela Cristina Kochinski Tripoli é graduada em Administração com Habilitação em Gestão de Negócios Internacionais, mestre e doutora em Administração e coordenadora de cursos no Centro Universitário Internacional – UNINTER.

 

O post Soja brasileira quebra recorde e fortalece posição estratégica em meio à guerra tarifária apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Paraná consolida sua força como potência industrial brasileira

Evanio do Nascimento Felippe (*)

A indústria paranaense vive um dos momentos mais positivos de sua trajetória recente. Com um crescimento de 4,2% na produção industrial acumulada em 2025, até o último dado disponível (agosto), o Paraná lidera o avanço industrial entre os estados mais relevantes do país, na frente de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Embora outras federações, como Pará e Espírito Santo, também apresentem crescimento, o protagonismo paranaense se confirma quando o critério é o peso industrial no contexto nacional.

Esse desempenho é fruto de uma série de fatores que vêm se consolidando ao longo dos anos e que se manifestam de forma bastante clara neste momento. O primeiro deles é o dinamismo do mercado de trabalho. Enquanto a taxa de desemprego nacional gira em torno de 5,8%, no Paraná ela está abaixo dos 4%. Isso significa mais pessoas empregadas, mais renda circulando, maior consumo e, portanto, demanda mais elevada por bens produzidos localmente, o que impulsiona diretamente o setor industrial.

Outro ponto relevante é o crescimento consistente dos setores de comércio e serviços, que respondem por cerca de 70% do PIB nacional. À medida que esses setores crescem, demandam mais produtos da indústria, gerando uma retroalimentação positiva para o setor produtivo. Esse movimento é observado não apenas em nível estadual, mas em todo o território nacional.

Do ponto de vista setorial, alguns segmentos se destacam de forma significativa no Paraná. A produção de máquinas e equipamentos, categoria que compõe os chamados bens de capital, tem puxado a fila do crescimento industrial, acompanhada por setores como o automotivo, papel e celulose, produtos químicos e aparelhos elétricos. Tais segmentos, com forte capacidade de gerar inovação, emprego qualificado e valor agregado, têm sido motores da expansão industrial paranaense.

Esse desempenho, porém, não surge de forma isolada. Ele está diretamente relacionado à capacidade empreendedora da sociedade paranaense, que tem se mostrado perspicaz na identificação e materialização de oportunidades. Isso, aliado a investimentos consistentes ao longo dos últimos anos tanto por parte do setor privado quanto de iniciativas públicas, tem criado um ambiente favorável para o avanço da indústria. Um exemplo é o investimento da Klabin nos projetos Puma I e II, que gerou não apenas crescimento na produção de papel e celulose, mas uma série de externalidades positivas que beneficiam todo o estado.

Também é importante citar os novos investimentos internacionais que vêm sendo atraídos. Um caso emblemático é a instalação de uma fábrica chinesa de pneus no estado, movimento que demonstra a atratividade do Paraná no cenário global. Embora a indústria de alimentos ainda represente cerca de 30% da matriz industrial local, apoiada pela força do setor agropecuário paranaense, há uma clara diversificação do parque fabril, o que amplia ainda mais a resiliência e a capacidade de expansão do estado.

Naturalmente, existem desafios. A infraestrutura é um deles, e não se restringe apenas a rodovias ou ferrovias. Estamos falando de logística integrada, conectividade digital (como 5G e, em breve, 6G) e modernização da estrutura energética. Investir em infraestrutura é investir em competitividade. Quando o custo logístico diminui, o produto chega mais barato ao consumidor. Isso contribui para o controle inflacionário, estimula o consumo e retroalimenta a produção, um ciclo virtuoso que precisa de base sólida para se sustentar.

Nesse cenário, a atuação da FIEP, associada da AHK Paraná, tem sido estratégica. Por meio dos Fóruns Regionais da Indústria, implementados em 2024, a Federação vem promovendo uma escuta ativa em todas as regiões do estado. Esses encontros identificaram quatro eixos prioritários: energia, infraestrutura, empregabilidade e parques industriais. A partir daí, foram criadas oficinas regionais, que buscam soluções concretas com a participação de empresários, sociedade civil e poder público.

Mais do que representar a indústria, a FIEP tem sido catalisadora de ações e propostas que fomentam o desenvolvimento sustentável e competitivo da indústria paranaense. Hoje, o Paraná é a quarta maior economia industrial do país e, dependendo do recorte, ocupa o terceiro lugar, considerando apenas a indústria de transformação. É um estado que gera empregos qualificados, produz riqueza, recolhe impostos e, sobretudo, melhora a qualidade de vida das pessoas.

O papel da indústria vai além dos números, ela está presente na rotina de milhares de famílias, nos mais diversos municípios do estado. A atividade industrial transforma, desenvolve, conecta e proporciona bem-estar. E é com essa convicção que seguimos trabalhando para consolidar o Paraná como um dos melhores locais do Brasil, e da América Latina, para se produzir, inovar e crescer.

(*) Evanio do Nascimento Felippe é economista da FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).

 

O post Paraná consolida sua força como potência industrial brasileira apareceu primeiro em Comex do Brasil.