Inteligência Artificial: ameaça ou oportunidade para o futuro do trabalho?

Helena Fragomeni (*)

Será que a inteligência artificial veio para eliminar empregos ou para criar carreiras? Essa é, sem dúvida, a pergunta que mais escuto. Nunca se falou tanto sobre o futuro do trabalho quanto agora, e a inteligência artificial está no centro desse debate. A verdade é que ambas as coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. Sim, alguns postos de trabalho estão sendo substituídos, mas também estão surgindo novas profissões — e em uma velocidade maior do que podemos imaginar.

É fato que a IA já está transformando o mercado de trabalho, e não podemos ignorar esse impacto. Mas seria um erro olhar apenas para o risco de substituição: a tecnologia também amplia nossa capacidade produtiva e abre espaço para novas funções.

O Fórum Econômico Mundial estima que até 2030 cerca de 92 milhões de empregos atuais deixarão de existir. Ao mesmo tempo, pelo menos 170 milhões de novas vagas devem ser criadas. Ou seja, a balança tende a ser positiva.

Atualmente, empresas estão em busca de profissionais com qualificações ligadas à IA. De acordo com a PwC, os salários de programadores especializados cresceram, em média, 56% só em 2024, o dobro do ano anterior. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) reforça essa perspectiva: cerca de 25% dos empregos no mundo serão impactados pela IA generativa, mas apenas 3% estão realmente sob risco de substituição completa pelas máquinas.

Estando no mercado de tecnologia há mais de 20 anos, acompanho de perto esse movimento, assim como a necessidade de requalificação da força de trabalho. Profissões até então inexistentes começam a ganhar espaço. Entre elas estão o auditor de algoritmos, que avalia decisões automatizadas e garante a conformidade ética; o intérprete de IA, que traduz a lógica dos algoritmos para gestores e áreas de negócio; e o coordenador de qualidade em IA, responsável por verificar os resultados gerados por máquinas e assegurar padrões de excelência.

Neste contexto, também cresce a demanda por engenheiros de IA, capazes de criar e implementar sistemas de aprendizado, inclusive com soluções para combater deepfakes, e por engenheiros de prompt, especialistas em projetar comandos textuais que tornam chatbots mais eficientes e assertivos. Essas funções já aparecem em descrições de vagas e começam a ser discutidas em projetos de clientes e parceiros.

Eu não vejo a inteligência artificial como uma ameaça, e sim como aliada poderosa. É inevitável que algumas funções desapareçam, mas tantas outras vão surgir; e cabe a nós aproveitar esse movimento para trabalhar de forma mais inteligente e produtiva.

Acredito que o futuro do trabalho será sim moldado pelas máquinas, mas quem dará direção a essa transformação somos nós. No fim das contas, não é a tecnologia que dita o jogo, mas a forma como escolhemos usá-la. E é nessa escolha que mora o verdadeiro diferencial.

(*)  Helena Fragomeni é CEO e fundadora da Hands-on, edtech pioneira na criação de cursos online personalizados e automatizados por IA. Com mais de 20 anos de experiência nos setores de tecnologia, educação, e-learning e inovação, é formada em Inovação Corporativa pela Stanford Business School, sendo uma das líderes mais influentes e respeitadas no mercado de educação corporativa no Brasil.

 

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Olímpia reforça união empresarial e projeta expansão turística com estande coletivo na ABAV Expo 2025

Cidade paulista apresentou pela primeira vez o estande coletivo do Visit Olímpia, consolidando a força do trade local e anunciando novos investimentos no turismo e entretenimento

Da Redação

Brasília – De 8 a 10 de outubro, o Rio de Janeiro recebeu a ABAV Expo 2025, realizada no Riocentro, que reuniu, em dois pavilhões, profissionais de turismo do Brasil e do exterior. Nesta edição, Olímpia marcou presença com o primeiro estande coletivo do Visit Olímpia, reunindo os principais empreendimentos turísticos do destino sob uma mesma marca institucional. A iniciativa simbolizou a força da articulação local e consolidou uma frente unida para promover o turismo da cidade.

O espaço, resultado da parceria entre Thermas dos Laranjais, Enjoy Hotéis & Resorts, Hot Beach Parques & Resorts e Wyndham Olímpia Royal Hotels, contou com o apoio da Prefeitura Municipal, representada pelo prefeito Eugênio Zuliani e pelo secretário de Turismo, Beto Puttini, que estiveram presentes no evento ao lado dos empresários. A presença conjunta reforçou o compromisso de alinhar o poder público e a iniciativa privada em prol do fortalecimento do destino.

“Essa união é um marco importante para Olímpia. O Visit Olímpia nasce para potencializar o investimento coletivo em promoção, marketing e visibilidade, colocando o destino acima de qualquer interesse individual. Estamos amadurecendo enquanto cidade turística e preparados para um novo patamar de divulgação, inclusive internacional”, destacou o prefeito.

Eugênio Zuliani, mais conhecido como Geninho, também ressaltou os avanços na infraestrutura e os investimentos estratégicos que devem ampliar ainda mais o fluxo turístico nos próximos anos. Entre os projetos em andamento estão o Aeroporto Internacional de Olímpia, com previsão de licitação pela Infraero até o fim de 2025 e inauguração estimada para 2027, e uma nova parceria público-privada para implantação de estacionamento público, roda-gigante, teleférico e centro de convenções – este último com capacidade modular para até 15 mil pessoas.

“Com o aeroporto internacional, Olímpia deve alcançar entre 7 e 8 milhões de visitantes por ano, conectando diretamente destinos da América do Sul como Buenos Aires e Santiago. Também vamos ampliar voos regionais e atrair novos públicos, consolidando o turismo como um dos pilares da economia local”, reforçou o prefeito.

Enjoy Hotéis & Resorts destaca otimismo e novos projetos

Durante o evento, o CEO da Enjoy Hotéis & Resorts, Alexandre Zubaran, celebrou os resultados obtidos pelo grupo e reforçou o papel da marca na consolidação de Olímpia como um dos destinos mais fortes do turismo nacional.

“Estamos supercontentes com os resultados de 2025. Não há nenhum alerta de dificuldade para o fechamento do orçamento dos resorts, e temos um ótimo volume de negócios na Arena Olímpia, lançada na edição passada da feira. Para 2026 e 2027, acreditamos que serão os melhores anos para o turismo de lazer da última década”, afirmou Zubaran.

Durante a realização da ABAV Expo, o executivo também anunciou o Festival de Verão da Arena Olímpia, que abrirá o calendário de 2026 com grandes nomes da música nacional, como Maiara & Maraísa, Jorge Aragão, Alceu Valença e Nando Reis. “A Arena, que tem capacidade para shows de até 5 mil pessoas, deve receber uma média de 3.500 a 4 mil espectadores por show, o que representa um impacto muito positivo para toda a cidade”, explicou Zubaran. Segundo ele, apenas os dois hotéis do grupo devem hospedar cerca de 7 mil pessoas por dia em janeiro, número que evidencia a importância do turismo de lazer para a economia local.

Alexandre Zubaran também destacou a relevância do Visit Olímpia para o futuro do destino. “O estande colaborativo foi um divisor de águas. Ele mostra que o destino alcançou maturidade comercial e entra em um novo patamar de promoção, com foco inclusive na inserção internacional, especialmente diante da futura inauguração do aeroporto de Olímpia. É assim que a cidade deve ser apresentada daqui para frente: de forma coletiva, estratégica e profissional”, concluiu.

Olímpia em destaque nacional

Com uma média de 5 milhões de visitantes anuais e 1,3 milhão de room nights em hospedagem, Olímpia se consolidou como um dos destinos mais visitados do Brasil, atraindo famílias de todo o país, especialmente de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. O turismo termal e de entretenimento responde por grande parte do PIB local, gerando empregos e estimulando novos investimentos em lazer, hospitalidade e eventos.

A participação na ABAV Expo 2025 reafirmou o protagonismo de Olímpia e o comprometimento dos empresários em seguir investindo em promoção, qualificação e inovação. Mais do que uma ação promocional, o estande coletivo representou um marco de integração entre o setor público e privado, evidenciando a visão compartilhada de que o destino Olímpia é maior do que qualquer empreendimento individual.

 

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China lidera o comércio mundial com sólida alta das exportações e importações em nove meses de 2025

Da Redação (*)

Brasília – O total das importações e exportações de bens da China, em termos denominados em yuan, chegou a 33,61 trilhões de yuans (US$ 4,73 trilhões) nos primeiros nove meses de 2025, alta anual de 4%, mostraram dados oficiais nesta segunda-feira (13). A taxa de crescimento se acelerou em relação ao aumento de 3,5% registrado nos primeiros oito meses do ano, segundo a Administração Geral das Alfândegas (AGA).

As exportações de bens lideraram a expansão geral no período de janeiro a setembro, avançando 7,1% anualmente, para 19,95 trilhões de yuans, enquanto as importações ficaram em 13,66 trilhões de yuans, uma ligeira queda de 0,2%.

Apenas em setembro, as importações e exportações de bens da China aumentaram 8% anualmente, para 4,04 trilhões de yuans, marcando o maior aumento mensal até agora neste ano.

Balança comercial reflete ganhos com a diversificação

Desde o início de 2025, o comércio exterior da China manteve uma tendência de desenvolvimento estável e positiva em meio a um ambiente externo complexo, disse Wang Jun, vice-chefe da AGA, em uma coletiva de imprensa.

A expansão do comércio de bens da China se acelerou em termos trimestrais, com a taxa de crescimento atingindo 6% no terceiro trimestre deste ano, após aumentos de 1,3% e 4,5% no primeiro e segundo trimestres, respectivamente, afirmou Wang. Além disso, Wang destacou que o mercado de comércio exterior da China tornou-se mais diversificado.

Nos primeiros nove meses de 2025, o comércio de bens da China com países parceiros da Iniciativa Cinturão e Rota totalizou 17,37 trilhões de yuans, uma alta anual de 6,2%, mostraram dados da AGA.

O comércio da China com a ASEAN, a América Latina, a África e a Ásia Central aumentou, respectivamente, 9,6%, 3,9%, 19,5% e 16,7% em termos anuais, enquanto o comércio com outras economias da APEC cresceu 2%.

(*) Com informações da Agência Xinhua

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Agronegócio em foco: como eventos proprietários geram inovação e conexões

Vanessa Chiarelli Schabbel (*)

O agronegócio consolida-se não apenas como um dos pilares da economia brasileira, mas também como um campo fértil para a inovação. Seja por meio de tecnologias de ponta aplicadas no campo ou por novas estratégias de mercado, o setor demonstra uma crescente maturidade. Neste contexto, a comunicação deixa de ser uma função auxiliar e assume um papel estratégico, e os eventos proprietários emergem como uma poderosa ferramenta para construir narrativas, engajar públicos-chave e potencializar conexões dentro da cadeia produtiva.

Os eventos proprietários funcionam como catalisadores de inovação na comunicação do agronegócio, gerando impacto econômico, alto potencial de personalização e sendo fundamentais para criar valor por meio da construção de relacionamentos duradouros e fortalecimento da autoridade da marca.

Para além da participação, a liderança da experiência

Diferentemente de feiras tradicionais ou eventos de terceiros, onde as marcas são participantes em um ambiente alheio, os eventos proprietários são concepções próprias das empresas. Investir em eventos no Agro é fortalecer relacionamentos, impulsionar conhecimento e projetar o setor como protagonista da transformação econômica e social do país.

A grande vantagem reside na personalização total. A empresa detém o controle sobre a narrativa, a seleção de temas estratégicos, o formato, a ambientação e as ativações. Isso permite criar uma experiência imersiva e completamente alinhada aos valores e objetivos da marca, resultando em um engajamento mais profundo e uma clara diferenciação em um mercado competitivo.

Impacto econômico e potencial de geração de negócios

O poder de geração de negócios do setor é evidente em grandes feiras. A Agrishow 2025, por exemplo, registrou R$14,6 bilhões em intenções de negócios, um crescimento de 7% em relação ao ano anterior, com um público de 197 mil visitantes.

Eventos proprietários, embora often mais segmentados, focam na qualidade do networking em detrimento da quantidade. Eles reúnem atores selecionados e estratégicos da cadeia – produtores, investidores, formadores de opinião e parceiros – em torno de pautas relevantes. Essa curadoria possibilita a criação de oportunidades de negócio mais qualificadas e eficientes, maximizando o retorno sobre o investimento (ROI) e gerando um impacto econômico significativo, como demonstrado pelo impacto de R$395 milhões da Festa do Peão de Barretos no turismo local.

O valor de um evento proprietário transcende o financeiro. Ele é um investimento em capital relacional e reputacional. Ao oferecer conteúdo de valor, conhecimento setorial e um ambiente privilegiado para troca, a marca constrói autoridade e se posiciona como uma líder de pensamento (thought leader).

Esses eventos fortalecem o senso de comunidade e conexão, indo além de uma transação comercial. Eles criam laços de confiança e lealdade que geram valor de longo prazo, transformando clientes em embaixadores e parceiros em colaboradores ativos no crescimento mútuo.

Em um cenário econômico onde o agronegócio é incontestavelmente protagonista, os eventos proprietários surgem como uma estratégia sofisticada e eficaz para as marcas que desejam liderar, e não apenas acompanhar, as transformações do setor.

Mais do que uma tendência, essa prática representa uma evolução na comunicação do agro. Ao criar seus próprios espaços de diálogo, as empresas investem diretamente na inovação, na construção de sua reputação e no fortalecimento de todo o ecossistema do agronegócio. Portanto, adotar eventos proprietários é afirmar-se como agente central no contínuo processo de desenvolvimento econômico e social impulsionado pelo campo brasileiro.

(*) Vanessa Chiarelli Schabbel é diretora executiva da Bop Comunicação Integrada e uma das idealizadoras do Oasis Connection, evento que visa transformar o setor de eventos no Brasil por meio de inovação, autenticidade e conexões genuínas. Com mais de 15 anos de experiência em eventos, é Especialista em Diagnóstico e Planejamento, Employer Branding, Branding, Criação e Design, Marketing Digital e Eventos, acumula quatro Prêmios Caio e já realizou projetos para marcas como Cyrela, Elopar, SulAmérica e Bexs.

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Exportações do agro voltam a bater recordes e têm o melhor setembro da história: US$ 14,95 bilhões de receita

Valor exportado soma US$ 14,95 bilhões. Café mantém patamar acima de US$ 1 bilhão e pescados apresentam 6,1% de aumento em volume exportado

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil registrou, em setembro o maior valor de exportações do agronegócio para esse mês desde o início da série histórica. Foram exportados US$ 14,95 bilhões, alta de 6,1% na comparação com setembro de 2024. O setor respondeu por 49,0% de todas as exportações brasileiras no mês. O avanço foi sustentado, sobretudo, pelo aumento dos volumes embarcados (+7,4%), em um cenário de leve recuo dos preços médios internacionais (-1,1%).

No acumulado do ano, as exportações brasileiras do agronegócio registraram incremento de 0,7%, tendo sido exportados, de janeiro a setembro, US$ 126,6 bilhões. Por sua vez, as importações de produtos do setor registraram aumento de 7,3% no mês de setembro e de 5,4% no acumulado do ano. O agro tem trazido ao país mais de US$ 111 bilhões no acumulado do ano de superávit comercial, contribuindo para o equilíbrio das contas externas do Brasil.

Fávaro destaca resiliência e diversificação de mercados

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o desempenho confirma a resiliência do setor na economia. “Os resultados de setembro mostram, mesmo diante de um cenário externo desafiador, a competitividade do agronegócio brasileiro e o acerto na estratégia reforçada a partir de 2023 de abertura, ampliação e diversificação de mercados e produtos. Até o momento, foram abertas 444 novas oportunidades para os produtores e exportadores brasileiros.”

Destacaram-se, em setembro, itens como a carne bovina in natura, com US$ 1,77 bilhão (+55,6%); a carne suína in natura, que alcançou marca histórica de US$ 346,1 milhões (+28,6%) e quase dobrou o volume embarcado (+78,2%); e o milho, com US$ 1,52 bilhão (+23,5%). Já entre os produtos potencialmente mais afetados pelo tarifaço, destaque para o café, com US$ 1,3 bilhão (+9,3%), e os pescados, cujas exportações somaram US$ 38,7 milhões, com aumento de 6,1% em volume.

Além dos itens mais tradicionais da pauta exportadora, o governo brasileiro tem trabalhado intensamente na diversificação da pauta e no acesso a nichos com maior valor agregado. A estratégia reúne abertura e ampliação de mercados, promoção comercial e suporte às cadeias produtivas, para ganhar presença especialmente em destinos da Ásia, Europa e América do Norte.

Entre os itens menos tradicionais da pauta, setembro também registrou recordes históricos em volume na série, reforçando a diversificação das vendas externas: sementes de oleaginosas (exceto soja) (+92,3%), melancias frescas (+65%), feijões (+50,8%) e lácteos (+13,7%). No geral, os produtos menos tradicionais incrementaram 9,2% em setembro e 19,1% no acumulado do ano.

Missões internacionais alavancam conquistas de novos mercados

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, Luís Rua, destacou a importância das missões internacionais para sustentar o ritmo das vendas. “Setembro demonstra o esforço da presença internacional do agro brasileiro em um contexto global desafiador. A combinação de sanidade, qualidade e competitividade, somada ao diálogo com o setor privado e às ações de promoção comercial, consolida o país como parceiro confiável para a segurança alimentar do mundo. Apenas em 2025, foram mais de 60 missões internacionais promovidas pelo Mapa, além de feiras internacionais e ações, como a Caravana do Agro Exportador, que apoiam a inserção do nosso agro no cenário internacional, sempre em conjunto com a ApexBrasil e o MRE”, afirmou.

A expansão das exportações, com manutenção da oferta interna, gera emprego e renda, atrai divisas e reduz riscos ao diversificar mercados e produtos. Também estimula investimentos em inovação e sustentabilidade e fortalece relações estratégicas no comércio internacional.

Os avanços são resultado do trabalho conjunto entre governo e setor privado, com foco em habilitações, equivalências e requisitos sanitários, além de ações de promoção comercial para ampliar a presença do Brasil nas principais cadeias globais de alimentos.

(*) Com informações do Mapa

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Importação de plataformas e embarcações cresce 82,8% em setembro; veja o top-10 das importações no Brasil

Pesquisa realizada pela B2Gether com base nos dados da plataforma Comex Stat, do Governo Federal, revela quais são os produtos mais importados pelo Brasil no ano. Os resultados parciais trazem informações sobre a participação percentual e o valor FOB de cada categoria

Da Redação (*)

Brasília – As plataformas, embarcações e demais estruturas flutuantes foram os importados que mais cresceram em volume financeiro entre os meses de julho e setembro de 2025. No acumulado do ano até o momento, o valor FOB (Free On Board) dessa categoria de produtos totaliza 5,3 bilhões de dólares.

É o que mostra o ranking dos produtos mais importados pelo Brasil em 2025, organizado pela B2Gether, empresa referência em operações de câmbio, com base nos dados da plataforma Comex Stat, do Governo Federal, disponibilizados até setembro.

Em julho, essas mercadorias apresentaram o valor FOB acumulado de 2,9 bilhões de dólares, crescendo US$ 2,4 bilhões em setembro, uma alta de 82,8%. O valor FOB representa o preço de uma mercadoria, medido na moeda norte-americana. Ele é útil para saber o valor exportado ou importado de um produto por um país ou uma empresa.

Trazendo para o dia a dia, as plataformas e embarcações são estruturas projetadas para operar sobre a água. Alguns exemplos são plataformas de petróleo, navios, balsas e embarcações de transporte ou pesca.

Os 10 produtos mais importados pelo Brasil até setembro

No ranking dos 10 produtos mais importados pelo Brasil no ano até o mês de setembro, a categoria que engloba as plataformas e embarcações ocupa a décima posição.

Os adubos e fertilizantes lideram as importações no país, seguidos pelos óleos combustíveis refinados, motores e máquinas não elétricos, bem como pelas partes e acessórios de veículos automotivos.

Confira, a seguir, o top-10 produtos mais importados pelo país até o momento, incluindo a informação da participação percentual em relação ao total de importações e do valor FOB de cada categoria:

  1. Adubos ou fertilizantes químicos – Participação: 5,4% (US$ 11,6 bilhões)
  2. Óleos combustíveis (refinados) – Participação: 5,3% (US$ 11,2 bilhões);
  3. Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) – Participação: 3,9% (US$ 8,2 bilhões);
  4. Partes e acessórios dos veículos automotivos – Participação: 3,3% (US$ 7 bilhões);
  5. Medicamentos e produtos farmacêuticos (exceto veterinários) – Participação: 3,2% (US$ 6,7 bilhões);
  6. Compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas – Participação: 2,9% (US$ 6,2 bilhões);
  7. Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos e transitores – Participação: 2,7% (US$ 5,7 bilhões);
  8. Outros medicamentos, incluindo veterinários – Participação: 2,7% (US$ 5,6 bilhões);
  9. Veículos automóveis de passageiros – Participação: 2,5% (US$ 5,3 bilhões);
  10. Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes – Participação: 2,5% (US$ 5,3 bilhões).

(*) Com informações da B2Gether

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AEB promove em novembro a 43ª. edição do Enaex com tema centrado na reindustrialização

O fórum de comércio exterior da AEB será em novembro no Rio de Janeiro, em formato híbrido

Da Redação (*)

Brasília – O Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) reunirá, nos dias 12 e 13 de novembro, no Expo Rio, Centro do Rio de Janeiro, empresários, executivos, acadêmicos e autoridades em torno do tema Reindustrializar para gerar produtividade na indústria e competitividade no comércio exterior. Um dos maiores e mais tradicionais eventos da América Latina sobre as transações comerciais do Brasil com outros países, o Enaex chega à 43ª edição. A realização é da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) disponibilizarão despacho executivo individual para as empresas. O Enaex contará ainda com painéis de palestras e debates, estandes de exposição de produtos e serviços, workshops e, destacando um dos grandes sucessos da última edição, o Centro de Capacitação com cursos técnicos gratuitos.

Entre os palestrantes confirmados, estão o diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX) da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Renato Agostinho; o CEO da WTM, Lisandro Vieira, e o diretor-presidente do Instituto de Infraestrutura (IBI), Mario Povia.

“Em um cenário de constante transformação global, torna-se ainda mais urgente repensar e fortalecer a base produtiva, para garantir uma inserção internacional mais robusta e sustentável. O compromisso da AEB é fomentar o debate e assegurar que as demandas do setor privado sejam ouvidas e traduzidas em ações efetivas que beneficiem toda a cadeia de negócios com o exterior”, ressalta José Augusto de Castro, presidente-executivo da AEB.

Painéis sobre temática diversificada

O Enaex contará com os seguintes painéis: Reforma tributária, um novo cenário para o comércio exterior brasileiro; O Papel dos Serviços no Comércio Exterior com o Novo Cenário Tributário; Os Impactos da Atual Geopolítica Mundial sobre a Nova Ordem Econômica e o Comércio Exterior; Como a Nova Ordem Econômica Mundial Impactará nos Custos de Logística de Transporte; Transformações Geoeconômicas e o Avanço das Barreiras nas Relações Comerciais Internacionais; Transformações Geoeconômicas e o Avanço das Barreiras nas Relações Comerciais Internacionais; Mercado Externo como Estratégia para Fortalecer os Negócios das PMEs; Como a Inteligência Artificial Está Redefinindo o Comércio Mundial; e Como Preservar Mercados Internacionais (EUA) e Conquistar Novos Mercados num Mundo em Instabilidade Geopolítica?

As inscrições são gratuitas e estão disponíveis no site do Enaex. Quem não puder comparecer presencialmente, podem acompanhar o Encontro pelo YouTube da AEB. A expectativa de público é de 1.500 pessoas presencialmente e 2.500 no formato online.

(*) Com informações da AEB

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Tarifas dos EUA: impactos e caminhos para o agro brasileiro

André Bertolino (*)

A decisão dos Estados Unidos de aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros, como carne bovina, café e aço, evidencia a instabilidade presente no comércio global. Para o agronegócio brasileiro, que enfrenta desafios como mudanças climáticas e questões logísticas internas, essas medidas representam um novo fator a ser considerado nas relações comerciais internacionais.

Por um lado, as tarifas podem incentivar a diversificação de mercados e a busca por novos parceiros comerciais, reduzindo a dependência de um número limitado de países. Elas também reforçam a necessidade de incorporar o risco externo nas estratégias de médio e longo prazo do setor.

Por outro lado, há impactos imediatos. Estima-se que a tarifa sobre a carne bovina possa comprometer cerca de R$ 890 milhões em exportações. Além disso, a medida gera incertezas, como revisões contratuais e atrasos em embarques.

A ampliação das tarifas, no entanto, deixou de fora alguns produtos brasileiros de peso, como petróleo, suco de laranja, aviões, celulose e determinados itens têxteis. Esses segmentos seguem isentos das novas medidas, preservando sua competitividade no mercado norte-americano e ajudando a atenuar, ainda que parcialmente, o impacto sobre outros setores.

Ainda assim, mesmo fora da atual linha de impacto, são cadeias produtivas que não estão imunes a futuras reavaliações e, por isso, também devem estar atentas ao cenário de crescente imprevisibilidade nas relações comerciais.

Decisões como essas, tomadas fora do Brasil, têm efeitos em toda a cadeia produtiva — da produção à logística, afetando desde pequenos produtores até grandes exportadores. Esses impactos, apesar de difíceis de prever, influenciam diretamente a operação e o desempenho do setor.

Nesse contexto, é inevitável reconhecer o papel estratégico do setor de seguros na sustentação das exportações brasileiras. Diante de um cenário internacional cada vez mais instável, a proteção contra riscos comerciais e logísticos deixa de ser acessório e passa a ser elemento central na tomada de decisões.

Soluções como o seguro de crédito à exportação não apenas oferecem respaldo em casos de inadimplência ou interrupções operacionais, como também funcionam como instrumentos de confiança para quem negocia em um ambiente sujeito a tensões políticas e medidas tarifárias inesperadas. Em tempos como este, antecipar riscos é tão importante quanto saber enfrentá-los — e o seguro pode ser um aliado decisivo nesse processo.

O agronegócio brasileiro apresenta eficiência, competitividade e modernização, mas enfrenta a necessidade de refletir sobre a segurança comercial. A preparação para lidar com alterações frequentes nas regras do comércio internacional, a existência de alternativas de mercado e o fortalecimento da diplomacia econômica são pontos relevantes para a continuidade das exportações.

O setor agropecuário brasileiro já enfrentou diferentes momentos de instabilidade ao longo de sua trajetória e mostrou capacidade de adaptação. Ainda assim, a recorrência de tensões externas, como a atual política tarifária dos Estados Unidos, sugere a necessidade de um planejamento mais estruturado e contínuo.

Diversificação de mercados, fortalecimento das relações institucionais e maior compreensão das dinâmicas políticas de parceiros comerciais são caminhos que podem contribuir para reduzir vulnerabilidades e dar mais previsibilidade à cadeia produtiva. Mais do que reagir a eventos pontuais, trata-se de incorporar essa lógica ao modelo de atuação do setor.

O agronegócio tende a manter seu protagonismo na economia brasileira, mas, diante de um cenário internacional cada vez mais volátil, a antecipação de riscos pode ser tão relevante quanto a capacidade de produção. O momento atual reforça a necessidade de definir o posicionamento do Brasil no comércio global para os próximos anos.

(*) André Bertolino é Diretor Executivo na Avla Brasil

 

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Alckmin lidera missão à Índia com 150 empresários visando fortalecer laços econômicos e comerciais bilaterais

Encontro vai reunir cerca de 150 empresas e entidades setoriais dos dois países para discutir oportunidades e buscar ampliar o comércio bilateral

Da Redação (*)

Brasília – Por ocasião da Missão Institucional e Empresarial à Índia, liderada pelo vice-presidente da República e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o MDIC e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), realizará, nos dias 16 e 17 de outubro, em Nova Deli, o Encontro Empresarial Brasil–Índia 2025. O evento terá transmissão ao vivo no canal da ApexBrasil no Youtube https://www.youtube.com/@ApexBrasil.

O Encontro vai reunir cerca de 150 empresas e entidades representativas brasileiras e indianas. As temáticas dos debates envolverão os setores de alimentos, bebidas, agronegócio, máquinas e equipamentos, casa e construção, tecnologia, química e saúde, moda e biocombustíveis dos dois países. A programação inclui seminários, reuniões bilaterais, mesas setoriais paralelas e painéis sobre investimentos, com o objetivo de ampliar a cooperação econômica e fortalecer o comércio bilateral entre Brasil e Índia – duas das maiores economias emergentes do Sul Global.

Ao lado de Alckmin, participam da Missão a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, o ministro de Comércio, Indústria e Serviços da Índia, Piyush Goyal, o presidente da Federation Of India Chambers of Commerce (FICCI), Harsha Vardhan Agarwal, e outras autoridades das duas nações.

Relação bilateral em expansão

Segundo o estudo Perfil de Comércio e Investimentos Índia-Brasil, da ApexBrasil, entre 2004 e 2024 a Índia avançou da 29ª para a 13ª posição entre os destinos das vendas externas brasileiras. Desde 2019, as exportações do Brasil para o mundo cresceram em média 7,3% ao ano, enquanto as vendas do país para a Índia cresceram 13,7%. A pauta exportadora, no entanto, segue altamente concentrada, com os três primeiros grupos de produtos representando 67,6% do total exportado.

Os principais produtos vendidos pelo Brasil ao país asiático incluem açúcar, petróleo bruto, óleos vegetais, algodão e metais, enquanto a Índia se destaca como fornecedora de produtos com maior valor agregado como medicamentos, insumos farmacêuticos, produtos químicos e autopeças.

Em 2024, o comércio entre Brasil e Índia somou US$ 12,1 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 5,3 bilhões e importações de US$ 6,8 bilhões.  O crescimento das vendas foi de 12,5% no período. Mesmo com um déficit comercial de US$ 1,6 bilhão, o cenário mostra potencial para diversificação e agregação de valor nas vendas do Brasil para a Índia, especialmente em setores como biocombustíveis, proteína animal, celulose, etanol e pedras preciosas.

Esta missão empresarial busca justamente adensar as cadeias produtivas entre as duas maiores democracias do Sul Global e ampliar as oportunidades de cooperação, fundamentais para a agenda de diversificação de mercados e de promoção de setores ligados à inovação. Em 2024, as vendas brasileiras para o mercado indiano cresceram 12,5%, e entre janeiro e setembro deste ano registramos um avanço de 27,5%. Ainda assim, entendemos que há espaço para fazermos mais”, destaca Ana Paula Repezza.

Cooperação estratégica

A missão ocorre em um momento global marcado por desafios e pela necessidade de diversificar mercados diante de medidas protecionistas internacionais. Para o Brasil, a Índia representa um mercado de 1,4 bilhão de habitantes, com uma classe média em expansão e crescente demanda por produtos agrícolas, energéticos e industriais.

Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou 385 oportunidades de exportação brasileiras para o mercado indiano, refletindo a complementaridade entre as duas economias. Entre os destaques estão: produtos do agronegócio, como proteína animal, milho, etanol e celulose; além de pedras preciosas e semipreciosas, que dialogam com a forte indústria indiana de joias.

Contexto tarifaço

Assim como o Brasil, a Índia também foi afetada pelas tarifas norte-americanas, com elevação de até 50% sobre alguns produtos exportados. A imposição incluiu, além das tarifas “recíprocas”, um “encargo adicional” aplicado devido às importações indianas de petróleo russo. As tarifas afetam vários setores exportadores indianos, como joias, têxteis, produtos químicos, frutos do mar e bens industriais. A Índia reagiu classificando as medidas como injustas, destacando sua estratégia de autonomia e buscando evitar retaliar formalmente por enquanto.

SERVIÇO

Encontro Empresarial Brasil–Índia

Local: Hotel The Imperial, em Nova Délhi, Índia

Data: 16 e 17 de outubro

 

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Mercosul e Canadá retomam negociações visando um acordo comercial moderno, equilibrado e mutuamente benéfico

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), participou nesta quinta-feira (9) de nova rodada de negociações do Acordo de Livre Comércio Mercosul-Canadá. A reunião, que prossegue nesta sexta-feira (10), busca atualizar os entendimentos entre representantes do bloco e o país norte-americano à luz do novo contexto internacional.

O diálogo ocorre após a visita ao Brasil do ministro de Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, em agosto de 2025, quando se reuniu com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Na ocasião, as partes reforçaram o interesse mútuo em aprofundar o diálogo econômico e reativar a agenda de negociações.

Na avaliação da Secex, o novo diálogo reflete o compromisso do Mercosul em buscar acordos modernos, equilibrados e mutuamente benéficos — a exemplo dos recentemente concluídos com Singapura, União Europeia e EFTA. Esses resultados têm servido de referência para a atualização dos compromissos negociados, reforçando o papel do bloco como ator relevante no comércio internacional.

O encontro reúne chefes negociadores e equipes técnicas dos quatro Estados Partes do Mercosul e do Canadá para fazer um balanço das negociações e revisar avanços, pendências e prioridades nos diferentes capítulos temáticos e institucionais do acordo.

Entre os temas em pauta estão: acesso a mercados, regras de origem, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias, serviços e investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual e meio ambiente. Também serão discutidos capítulos voltados à concorrência, micro e pequenas empresas, trabalho, comércio e gênero e povos indígenas, entre outros.

Comércio bilateral

O Canadá é um importante parceiro comercial do Brasil, com a corrente de comércio bilateral alcançando US$ 9,1 bilhões em 2024. O país é o 19º destino mais importante das exportações brasileiras.

As exportações brasileiras ao Canadá em 2024 somaram US$ 6,3 bilhões, com a indústria de transformação sendo responsável por 91% desse total. Dentre os principais produtos exportados destacam-se alumínio, ouro, aço, máquinas e equipamentos, aeronaves e café.

(*) Com informações do MDIC

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