ABEC e CNA divulgam nota expressando grave preocupação com imposição pela China de tarifas de 67% contra exportações da carne bovina brasileira

Da Redação (*)

Brasília – A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou hoje (31) comunicado expressando grave preocupação com a decisão do governo da China de impor medidas de salvaguardas que podem chegar a 67% contra as exportações de carne bovina brasileira para o país asiático. Segundo as duas instituições, a aplicação das medidas de salvaguarda pela China, no contexto da investigação conduzida sobre as importações de carne bovina, altera as condições de acesso ao seu mercado e impõe uma reorganização dos fluxos de produção e de exportação. Esses embarques dizem respeito a produtos com valor agregado e perfil distinto do consumo doméstico, associados à geração de emprego e renda no setor. A China permanece como o principal destino da carne bovina brasileira e um importante mercado para o funcionamento da pecuária nacional.

A medida passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026 e estabelece uma quota crescente nos três primeiros anos, iniciando em 1,106 milhão de toneladas no primeiro ano, com tarifa de 12% para os volumes dentro da quota e sobretaxa de 55% para os volumes excedentes, resultando em tarifa total de 67% fora da quota. Em 2025, as importações chinesas de carne bovina brasileira somaram cerca de 1,7 milhão de toneladas, o equivalente a 48,3% do volume exportado. Nesse cenário, passam a ser necessários ajustes ao longo de toda a cadeia, da produção à exportação, para evitar impactos mais amplos.

Relação comercial histórica baseada na previsibilidade e no cumprimento de requisitos sanitários elevados

A Associação e a CNA destacam que “as exportações brasileiras para a China são fruto de uma relação comercial construída ao longo de anos, baseada em fornecimento regular, previsibilidade e estrito cumprimento dos requisitos sanitários e técnicos acordados entre os dois países. A carne bovina brasileira, reconhecida por sua qualidade, exerce papel complementar no abastecimento do mercado chinês e contribui para a estabilidade da oferta ao consumidor”.

No comunicado, as duas instituições destacam que a cadeia da pecuária bovina tem papel central na economia brasileira, levando renda a milhares de municípios e sustentando cerca de 7 milhões de empregos diretos e indiretos. Aproximadamente 70% da carne bovina produzida no Brasil é destinada ao mercado interno, enquanto cerca de 30% é exportada, evidenciando o caráter complementar das exportações e sua importância para o equilíbrio e o funcionamento da cadeia pecuária nacional.

A ABIEC e a CNA concluem afirmando que seguirão acompanhando a implementação das medidas, atuando diretamente junto ao Governo Brasileiro e às autoridades chinesas para reduzir os danos que essa sobretaxa causará aos pecuaristas e exportadores brasileiros e para preservar o fluxo comercial historicamente praticado.

(*) Com informações da ABIEC e CNA

 

O post ABEC e CNA divulgam nota expressando grave preocupação com imposição pela China de tarifas de 67% contra exportações da carne bovina brasileira apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Prêmio Embratur Visit Brasil é lançado para reconhecer empresas que contribuem para fortalecer imagem do Brasil no exterior

Bruno Reis, Diretor da Embratur, explica prêmio inédito que vai reconhecer ações do trade para promover o Brasil no mundo

Iniciativa avalia diversidade, sustentabilidade, impacto social e governança e homenageia a atuação de empresas, destinos e personalidades que contribuíram com o turismo internacional

Inédito, o prêmio foi criado para celebrar os 60 anos da Embratur e elevar e inovar o padrão das ações de promoção do país

Da Redação (*)

Brasília – Em um cenário de consolidação do Brasil como destino competitivo no mercado internacional, a Embratur vem fortalecendo suas estratégias de promoção turística com foco em resultados concretos, inteligência de mercado e sustentabilidade. É nesse contexto que surge o Prêmio Embratur Visit Brasil, uma iniciativa inédita realizada em parceria com a Revista Exame para reconhecer destinos, empresas e lideranças que contribuem de forma efetiva para fortalecer a imagem do Brasil no exterior.

Ao valorizar boas práticas e experiências bem-sucedidas, o Prêmio Embratur Visit Brasil se consolida como um instrumento para elevar o padrão das ações de promoção internacional do país, estimular a inovação no setor e reforçar o compromisso do Brasil com um modelo de turismo cada vez mais competitivo, responsável e alinhado às tendências globais. É sobre esses objetivos, critérios e impactos esperados que o diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Bruno Reis, fala na entrevista a seguir.

O que é o Prêmio Embratur Visit Brasil?

O Prêmio Embratur Visit Brasil, em parceria com a EXAME, é uma iniciativa criada para reconhecer e valorizar os melhores projetos que contribuem de forma significativa e efetiva para a promoção do turismo brasileiro no exterior. A ideia é destacar ações que realmente fortalecem a chegada de turistas internacionais aos destinos brasileiros.

O que levou a Embratur a criar esse prêmio?

Ele surge em um momento de grande destaque do turismo internacional no Brasil, com recordes na entrada de visitantes estrangeiros. É uma iniciativa inédita, criada para celebrar os 60 anos da Embratur, mas também para elevar e inovar o padrão das ações de promoção do país e reconhecer as melhores estratégias desenvolvidas pelo trade.

Quem pode concorrer e como funcionam as inscrições?

Podem concorrer empresas da cadeia produtiva do turismo, como aeroportos, Convention & Visitors Bureaux, hotéis, companhias aéreas e empresas de tecnologia, além de cidades, estados e regiões turísticas que realizam promoção internacional. Também entram iniciativas de turismo regenerativo sustentável e lideranças femininas do setor.

As inscrições estão abertas e devem ser feitas pelo site oficial do prêmio até 25 de janeiro de 2026.

Quais critérios orientaram a definição das categorias?

Nesta primeira edição, pensamos em categorias que reconhecem os atores com maior interação e visibilidade junto ao turista estrangeiro, que contribuem de forma direta para a promoção internacional do Brasil. Também demos atenção especial ao segmento MICE, aos projetos que fortalecem a reputação sustentável e inovadora do país e ao reconhecimento de lideranças femininas, incentivando a equidade de gênero no setor.

O prêmio traz requisitos transversais de sustentabilidade e diversidade. Como eles funcionam?

Esses critérios garantem que os vencedores representem o conceito de excelência responsável. Não basta ter bons números ou uma campanha criativa. É obrigatório demonstrar impacto social positivo e respeito à diversidade brasileira. A diversidade não é um checklist, mas um valor central. Ações alinhadas à preservação ambiental, à valorização cultural e ao respeito às diferenças fortalecem a imagem do Brasil no exterior e atraem turistas mais conscientes.

Por que criar uma categoria específica para mulheres no turismo?

Essa categoria nasce do reconhecimento do papel fundamental das mulheres no desenvolvimento, na inovação e na promoção do turismo brasileiro. Queremos dar visibilidade às lideranças femininas, valorizar suas trajetórias e incentivar a equidade de gênero no setor. Além dela, também destacamos categorias como Prática Sustentável e Turismo Regenerativo.

Para a Embratur, o que caracteriza uma ação de promoção internacional bem-sucedida?

Uma boa ação precisa estar alinhada ao Plano Brasis. Ela começa com inteligência de mercado e dados concretos, passa por uma atuação integrada entre os atores locais e chega à execução com foco em conversão e resultados mensuráveis. Para a Embratur, uma ação bem-sucedida é aquela que transforma estratégia em impacto real, baseada em evidências e em colaboração.

Existe uma conexão direta entre o prêmio e o Plano Brasis?

Sim. O prêmio reconhece empresas, destinos e personalidades que atuam alinhadas ao Plano Brasis, fortalecendo a imagem do Brasil no exterior e contribuindo para a geração de empregos e divisas no país.

Qual o impacto esperado do prêmio para o trade turístico nacional?

O Prêmio Embratur Visit Brasil funciona como um catalisador estratégico. Ele eleva o padrão de excelência, transforma vencedores em referência de mercado e unifica o discurso do trade com as diretrizes da Embratur. Além disso, fortalece a profissionalização do setor ao integrar diversidade e princípios ESG como requisitos centrais, consolidando um modelo de turismo mais competitivo, inovador e socialmente responsável.

(*) Com informações da Embratur

O post Prêmio Embratur Visit Brasil é lançado para reconhecer empresas que contribuem para fortalecer imagem do Brasil no exterior apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Brasileiros com 60 anos ou mais têm preferência pelo turismo religioso, mostra pesquisa do MTur

Pesquisa do Ministério do Turismo em parceria com a Nexus mostra entre esse público, o segmento só perde para turismo de sol e praia

Da Redação (*)

Brasília – Uma pesquisa do Ministério do Turismo em parceria com a Nexus aponta que os brasileiros com 60 anos ou mais são os que mais se interessam pelo turismo religioso e espiritual no Brasil. Enquanto a média nacional de interesse por essa modalidade é de 20%, o índice entre brasileiros da terceira idade sobe para 30%, a maior taxa entre todas as faixas etárias analisadas.

Para esse público, a fé é um fator decisivo na hora de planejar as férias. O turismo religioso ocupa o segundo lugar na preferência dos viajantes 60+, ficando atrás apenas dos destinos de Sol e Praia (34%). Em seguida vêm o turismo cultural/histórico (22%) e o turismo de bem-estar (14%).

O levamento mostra, ainda, que o interesse por roteiros de fé cresce proporcionalmente com a idade: entre os jovens de 18 a 24 anos, apenas 8% demonstraram preferência por esse tipo de turismo. Entre os quem têm 25 a 40 anos, a preferência alcança 16%, e chega a 26% nos brasileiros com idades entre 41 a 59 anos.

Destino preferido

Além das motivações de viagem, o documento traz também os destinos nacionais favoritos dos viajantes brasileiros com 60 anos ou mais. A Bahia lidera o ranking com 22% da preferência desse público. Em seguida, aparecem São Paulo (16%) e Santa Catarina (8%).

A liderança baiana reflete a união das duas maiores paixões dessa faixa etária: o estado é referência tanto no turismo religioso quanto no segmento de Sol e Praia — este último, apontado como o favorito por 34% dos idosos e por 45% da média geral dos entrevistados.

Embora a Bahia seja o destino escolhido, o grupo 60+ é o que menos viajou a turismo em comparação com as faixas etárias mais jovens. Apenas 30% dos maiores de 60 anos disseram terem saído de férias pelo Brasil ou exterior desde 2023. Entre todos os brasileiros, 42% viajaram a turismo nesses últimos dois anos.

Sobre o estudo

A Nexus realizou 5.542 entrevistas domiciliares com cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs). A margem de erro no total da amostra é de 2 pp, com intervalo de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas entre 14 e 28 de outubro de 2024.

(*) Com informações do MTur

 

O post Brasileiros com 60 anos ou mais têm preferência pelo turismo religioso, mostra pesquisa do MTur apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Nordeste bate recorde de embarques e consolida 2025 como o ano de maior mobilidade aérea da história

Com 18,5 milhões de passageiros embarcados no acumulado do ano, melhor marca em 25 anos reflete o aquecimento da economia e a ampliação da oferta de voos

Da Redação (*)

Brasília – A aviação civil na região Nordeste vive seu melhor momento em duas décadas e meia. Impulsionada pelo aquecimento da economia regional e pela demanda de passageiros, a região registrou, de janeiro a novembro de 2025, a marca histórica de 18,5 milhões de passageiros transportados em voos com origem em seus aeroportos.

O volume é o maior já contabilizado na série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), iniciada no ano 2000. Os números indicam que esse será o melhor ano da região Nordeste na aviação doméstica e internacional.

Os dados revelam uma mudança de patamar na mobilidade da população e na conectividade dos estados nordestinos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando 17,6 milhões de pessoas embarcaram nos terminais da região, o crescimento é de quase 1 milhão de novos viajantes. O número indica que mais brasileiros estão tendo acesso ao transporte aéreo, seja para viagens de negócios, visitas familiares ou turismo.

Novembro recorde

O desempenho de novembro confirmou a tendência de alta e serviu como prévia para o fechamento do ano. Apenas no último mês, 1,69 milhão de passageiros iniciaram suas viagens a partir do Nordeste; um recorde histórico para o mês e um salto de cerca de 120 mil embarques em relação a novembro de 2024.

O resultado aponta para um dinamismo econômico que vai além da alta temporada tradicional, mostrando que a demanda por voos na região se mantém aquecida de forma consistente ao longo do ano.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números de 2025 refletem o sucesso das políticas de incentivo à aviação regional e a melhora no poder de compra da população. “Chegar ao final de 2025 com o melhor resultado em 25 anos é a prova de que a mobilidade aérea está sendo democratizada. Quando vemos 18,5 milhões de embarques a partir do Nordeste, estamos vendo uma economia que gira, ampliação do comercio e famílias se reencontrando. Nosso trabalho no Ministério é garantir infraestrutura para que esse crescimento continue. Nosso objetivo é ampliar a aviação à população e conectar o Nordeste a qualquer lugar do Brasil e do mundo com mais facilidade”, afirmou o ministro.

Conexão internacional

Outro fator determinante para o recorde é a internacionalização dos terminais. O Nordeste se consolidou como um hub de saída direta do Brasil, permitindo que passageiros voem para o exterior sem depender de conexões no Sudeste. De janeiro a novembro, mais de 771 mil passageiros decolaram da região rumo a destinos internacionais.

A ponte aérea histórica com a Europa lidera a preferência dos viajantes. Os voos com destino a Lisboa foram, isoladamente, os mais procurados, concentrando cerca de 40% de todo o fluxo internacional que partiu do Nordeste no período. O dado confirma a capital portuguesa como o principal ponto de conexão da região com o continente europeu. Além de Portugal, destinos como Paris, Buenos Aires e Miami também aparecem com força na malha aérea, conectando o Nordeste a grandes centros globais.

Entre os aeroportos, a liderança na emissão de passageiros ficou com Recife (PE), que somou 4,45 milhões de embarques no acumulado do ano (janeiro a novembro). Em seguida, aparecem Salvador (BA), com 3,56 milhões, e Fortaleza (CE), com 2,74 milhões.

Outros destaques regionais também são Maceió (AL) e Porto Seguro (BA), que superaram a barreira de 1 milhão de passageiros embarcados no ano, provando a capilaridade da aviação regional.

(*) Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos
 

O post Nordeste bate recorde de embarques e consolida 2025 como o ano de maior mobilidade aérea da história apareceu primeiro em Comex do Brasil.

DUIMP redefine estratégias de importação e eleva exigência operacional para 2026

Avanço do Portal Único e do Novo Processo de Importação exige preparo de dados e reorganização operacional das empresas

Da Redação

Brasília – Os showrooms de porcelanato nos Estados Unidos passam por uma transformação silenciosa para recuperar relevância diante do avanço do comércio digital. Em vez de competir por preço, o varejo físico investe em experiências sensoriais, ambientes modelo e sistemas de exposição que valorizam porcelanatos de grandes formatos, hoje um dos principais vetores de crescimento do setor.

Nesse ambiente, a consolidação do Novo Processo de Importação e o avanço da Declaração Única de Importação (DUIMP) passam a influenciar diretamente custos, prazos e o grau de risco das operações internacionais.

Para Thiago Oliveira, CEO da Saygo, especialista em comércio exterior, câmbio e estruturação de operações internacionais, a mudança marca um novo patamar de exigência. “O comércio exterior deixou de ser tolerante a falhas básicas. Hoje, um erro de classificação fiscal, uma descrição incompleta ou um cadastro inconsistente têm impacto imediato em prazo, custo e até na relação comercial com fornecedores e clientes”, afirma.

O que muda com a DUIMP no dia a dia das empresas

A DUIMP é o instrumento central do despacho de importação no Portal Único de Comércio Exterior e substitui gradualmente etapas e declarações do modelo anterior. Segundo a Receita Federal, a implementação ocorre de forma faseada, por meio de cronogramas de ligamento e desligamento que variam conforme tipo de operação, órgãos anuentes e integrações com sistemas estaduais.

Na prática, a principal mudança não está apenas na declaração em si, mas na qualidade das informações exigidas. A DUIMP opera de forma integrada ao Catálogo de Produtos e aos atributos por NCM definidos no Siscomex. Isso significa que dados antes descritos de forma genérica passam a ser informados de maneira estruturada, padronizada e reutilizável, reduzindo margem para inconsistências e aumentando o nível de controle da fiscalização.

Por que 2026 tende a ser um ponto de inflexão

A experiência do próprio governo com o Portal Único indica que a digitalização reduz prazos quando as informações são inseridas corretamente desde o início. Avaliações oficiais mostram queda relevante no tempo médio de exportação e importação após a adoção de processos digitais, mas também apontam aumento de exigências quando há divergência de dados.

Esse histórico ajuda a entender por que 2026 tende a ser crítico. Com mais operações migrando para a DUIMP, empresas que não revisaram cadastros, NCMs e descrições comerciais correm maior risco de retenções, exigências complementares e atrasos logísticos. Além disso, a ampliação das integrações com secretarias estaduais da Fazenda fortalece o cruzamento de dados fiscais e aduaneiros, elevando o nível de fiscalização e reduzindo margem para correções tardias.

Como se preparar sem comprometer a operação

A adaptação à DUIMP exige encadeamento de ações, e não mudanças isoladas. O ponto de partida é o saneamento cadastral, com revisão de NCM, padronização de descrições e preenchimento correto dos atributos exigidos para cada mercadoria. Essa base alimenta o Catálogo de Produtos e sustenta toda a operação no novo modelo.

Na sequência, é fundamental acompanhar os cronogramas oficiais do Portal Único para identificar quando cada tipo de operação será impactado. Esse mapeamento permite priorizar produtos estratégicos, fornecedores críticos e rotas mais sensíveis, evitando que a obrigatoriedade interrompa o fluxo logístico.

Em paralelo, ganha relevância a definição de responsabilidades internas claras para validação de dados, controle documental e acompanhamento das declarações.

Por fim, a integração entre gestão aduaneira, logística e financeira se torna decisiva. Processos bem estruturados reduzem custos indiretos, melhoram o planejamento cambial e diminuem o risco de paralisações inesperadas. “A DUIMP não é apenas uma mudança de sistema. Ela exige que a empresa trate dados como ativo estratégico”, resume Oliveira.

DUIMP e comércio exterior em 2026 os ajustes que o importador precisa antecipar

Diante do avanço da DUIMP e do aumento do nível de exigência sobre dados e conformidade, especialistas recomendam que as empresas iniciem ainda em 2025 um processo estruturado de revisão interna. Entre os principais pontos de atenção estão:

  • A conferência de NCMs e a padronização das descrições comerciais de todos os produtos ativos;
    • A correta estruturação dos atributos exigidos no Catálogo de Produtos, garantindo aderência às regras do Siscomex;
    • O acompanhamento contínuo dos cronogramas de ligamento e desligamento do Portal Único, para evitar surpresas operacionais;
    • O mapeamento dos órgãos anuentes envolvidos em cada tipo de operação, com atenção às exigências específicas;
    • A definição clara de responsáveis internos por cadastro, validação e conferência documental;
    • A integração entre planejamento aduaneiro, logístico e cambial, de forma a reduzir impactos financeiros e atrasos.

Ao concentrar essas frentes de revisão, a empresa reduz o risco de travamentos operacionais e ganha previsibilidade em um ambiente que passa a cruzar dados de forma automática e em tempo real.

A consolidação da DUIMP tende a premiar quem antecipa ajustes, organiza informações e trata o processo de importação como parte da estratégia do negócio, e não apenas como uma etapa burocrática. Para 2026, a diferença entre atraso e fluidez estará menos no volume importado e mais na qualidade dos dados apresentados desde a origem da operação.

 

 

O post DUIMP redefine estratégias de importação e eleva exigência operacional para 2026 apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Expurgos em Pequim: quando a lealdade política substitui o mérito

Márcio Coimbra (*)

O que se testemunha nos últimos dias de 2025 na China não é o prometido “rejuvenescimento nacional” de Xi Jinping, mas um mergulho em uma paranoia autocrática que remete aos períodos mais sombrios da era Mao Tsé-Tung. O recente expurgo no alto escalão militar — o mais profundo em décadas — expõe as vísceras de um regime que, sob a fachada de força inabalável, parece corroído por uma insegurança interna crônica.

Em dezembro de 2025, a destituição dos generais Lin Xiangyang (Comando Leste) e Wang Qiang (Comando Central) selou um movimento de substituição técnica por lealdade ideológica. As trocas nas frentes sensíveis de Taiwan e da segurança da capital, Pequim, revelam que a competência militar foi relegada ao segundo plano. A remoção de figuras como He Weidong e Miao Hua sob acusações genéricas de “corrupção” confirma que a campanha iniciada em 2012 transmutou-se definitivamente em uma ferramenta de eliminação de rivais faccionais.

Paradoxalmente, essa instabilidade ocorre enquanto a China acelera sua expansão nuclear. Relatórios indicam que o arsenal chinês saltou para 600 ogivas em 2024, com projeção de ultrapassar 1.000 até 2030. A construção de silos de mísseis estratégicos próximo à Mongólia funciona como um escudo de intimidação: um aviso ao mundo para que não interfira nos expurgos internos de Xi. Contudo, essa combinação de comando político instável e poder de destruição sem precedentes aumenta o risco de erros de cálculo globais.

A narrativa oficial da corrupção esconde falhas sistêmicas que afetam a eficácia do Exército de Libertação Popular. Investigações apontam desde a venda de postos até falhas graves na aquisição de equipamentos, incluindo mísseis defeituosos. Ao priorizar oficiais “vermelhos e experts”, Xi Jinping sacrifica a expertise em prol do controle absoluto. O resultado é um ambiente pautado pelo medo e pela paralisia burocrática, onde oficiais evitam iniciativas por receio de serem o próximo alvo da “purificação” partidária.

Essa incerteza estratégica força o Ocidente e os vizinhos asiáticos a recalibrarem suas defesas. Analistas debatem se a purga é um prelúdio para uma ação militar contra Taiwan ou se Xi Jinping, ao descobrir a fragilidade de suas próprias tropas, está apenas tentando evitar um colapso interno. De qualquer forma, a instabilidade no topo do comando chinês reduz a previsibilidade do regime, transformando crises domésticas em riscos de segurança global permanentes.

O isolamento de Xi Jinping no topo do Politburo o torna dependente de um círculo cada vez menor de lealistas, incapazes de confrontá-lo com a realidade. O expurgo de 2025 é o testemunho de um sistema que prioriza a sobrevivência da facção no poder acima da eficácia do Estado. A China de hoje projeta-se como um colosso armado, mas sua estrutura interna revela fissuras profundas: um gigante cuja harmonia é mantida apenas pela força bruta.

(*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

O post Expurgos em Pequim: quando a lealdade política substitui o mérito apareceu primeiro em Comex do Brasil.

CEO da eComex compartilha no Linkedin post do Comexdobrasil.com sobre a maior DUIMP da história do Comex brasileiro

Da Redação (*) (**)

Brasília – O CEO da eComex, André Barros, compartilhou em sua página no Linkedin matéria publicada pelo Comexdobrasil.com informando que a eComex registrou a maior Declaração Única de Importação (DUIMP) da história do comércio exterior brasileiro, numa operação conjunta entre a Toyota, a eComex e o governo brasileiro, viabilizando a transmissão inédita de cerca de 8 mil linhas e estabelecendo um novo patamar de protagonismo das empresas que operam no comércio exterior do país.

Em seu post, André Barros afirmou que “eu não poderia deixar de compartilhar uma matéria que saiu hoje (26 de dezembro) {no portal Comexdobrasil.com} e é um grande marco para a nossa companhia, um grande marco para o governo federal e um grande marco para a Toyota, um grande cliente da eComex e uma das maiores indústrias automotivas do mundo”.

O executivo da eComex ressaltou que “juntos, nossas empresas e o governo federal registramos uma Declaração Única de importação de 8 mil linhas. Isso aponta algumas coisas. Primeiro, a robustez, a flexibilidade e o grau de inovação qe o Portal Único de Comércio Exterior tem trazido para as indústrias”.

André Barros afirmou também que “vale lembrar que a versão anterior, a Declaração de Importação no Siscomex antigo, tinha um limite de 999 linhas e isso trazia um custo operacional maior para as empresas que importam em grande volume”.

Além disso, afirmou o CEO da eComex, “isso mostra também a robustez e flexibilidade de nossa solução, que automatiza uma operação de missão crítica, que é missão crítica para a indústria, e isso destaca o emprenho e a grandiosidade da operação da Toyota, seu time de comércio de exterior, seu time de tecnologia. Juntas, as nossas companhias e o governo federal foram pioneiros nesse marco aqui no Brasil e isso é motivo de grande orgulho”, concluiu André Ribeiro.

 

O que é a DUIMP

A Declaração Única de Importação (DUIMP) é um documento utilizado no Brasil que centraliza informações e procedimentos relacionados à importação de mercadorias. Através da DUIMP, os importadores fazem a comunicação de dados necessários para a Receita Federal e outros órgãos anuentes, simplificando e padronizando o processo de importação.

Quando se menciona uma DUIMP de 8 mil linhas, isso se refere ao grande volume de informações que podem estar contidas nesse documento, que pode incluir detalhes sobre mercadorias, remetentes, destinatários, valores, taxa de imposto, entre outros dados relevantes. Essa extensão pode ser decorrente da complexidade e diversidade das operações de importação, especialmente para empresas que importam uma grande variedade de produtos.

Contribuições da DUIMP para Agilizar o Comércio Exterior:

  1. Centralização de Informações: A DUIMP unifica diferentes informações em um único documento, facilitando o registro e a análise por parte dos órgãos governamentais.
  2. Redução de Burocracia: A implementação da DUIMP tem como objetivo reduzir a burocracia envolvida no processo de importação, tornando-o mais ágil e menos suscetível a erros.
  3. Integração de Sistemas: A DUIMP é integrada ao sistema da Receita Federal e outros órgãos, o que permite a consulta e validação imediata das informações, acelerando a liberação das mercadorias.
  4. Acompanhamento em Tempo Real: Importadores podem acompanhar o status da sua declaração em tempo real, o que proporciona maior transparência e capacidade de planejamento.
  5. Melhoria na Compliance: Facilita o cumprimento das normas e regulamentos, uma vez que o sistema é projetado para verificar automaticamente a conformidade com as exigências legais.
  6. Agilidade na Liberação de Cargas: Ao permitir que informações sejam enviadas e processadas eletronicamente, a DUIMP acelera a liberação de cargas nos portos e aeroportos.

Com esses benefícios, a DUIMP tende a melhorar a eficiência das operações de comércio exterior no Brasil, ajudando a simplificar procedimentos e reduzir o tempo necessário para a conclusão de operações de importação.

A diferença entre uma Declaração Única de Importação (DUIMP) de 999 linhas e uma de 8 mil linhas está principalmente relacionada ao volume e à complexidade das informações contidas em cada uma delas.

Principais Diferenças:

  1. Quantidade de Mercadorias:
    • DUIMP de 999 Linhas: Geralmente, uma DUIMP com um número menor de linhas indica uma operação de importação com menos mercadorias ou produtos. Isso pode incluir importações simples, onde a empresa está adquirindo um número limitado de itens ou uma única categoria de produtos.
    • DUIMP de 8 Mil Linhas: Uma DUIMP tão extensa sugere que a operação de importação envolve uma grande quantidade de mercadorias, possivelmente abrangendo diversas categorias e tipos de produtos. Isso é comum em empresas que importam grandes volumes de produtos ou que operam em setores com uma ampla variedade de itens.
  2. Complexidade da Operação:
    • DUIMP de 999 Linhas: Normalmente, operações mais simples e diretas, possivelmente com menos necessidade de documentação e análises detalhadas.
    • DUIMP de 8 Mil Linhas: Pode envolver operações mais complexas, necessitando de muitos detalhes, como informações de vários fornecedores, diferentes sistemas tarifários, e considerações regulatórias específicas que exigem uma documentação mais extensa.
  3. Implicações para a Análise Aduaneira:
    • DUIMP de 999 Linhas: A análise por parte das autoridades aduaneiras pode ser mais rápida, dada a menor quantidade de informações a serem verificadas.
    • DUIMP de 8 Mil Linhas: Pode exigir um tempo maior para a análise devido à complexidade e ao volume de dados, o que pode impactar o tempo de liberação de mercadorias nas alfândegas.
  4. Dependência de Erros:
    • DUIMP de 999 Linhas: Estudos e dados mostram que menos linhas podem significar menos oportunidades para erros ou inconsistências.
    • DUIMP de 8 Mil Linhas: A possibilidade de erros aumenta com a quantidade de dados, tornando essencial um controle rigoroso para evitar complicações durante o processo de importação.

Em resumo, a principal diferença reside na escala e complexidade da operação de importação, refletindo variações nas quantidades de mercadorias, na diversidade de produtos importados e nas necessidades específicas de documentação e conformidade.

(*) Com informações da eComex (**) Texto redigido com uso da IA

 

O post CEO da eComex compartilha no Linkedin post do Comexdobrasil.com sobre a maior DUIMP da história do Comex brasileiro apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Os desafios quando o assunto é direito marítimo

Baudilio Gonzalez Regueira (*)

A navegação de longo curso, a cabotagem e a navegação interior vêm registrando desempenho histórico, segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Entre janeiro e setembro, os portos brasileiros movimentaram 1,04 bilhão de toneladas de cargas, um aumento de 3,25% em relação ao mesmo período de 2024. Somente em setembro, o volume alcançou 120,4 milhões de toneladas. Esse crescimento do setor evidencia a necessidade de maior atenção à legislação e à formação de profissionais, especialmente na área jurídica.

O Brasil ainda se encontra em estágio inicial no alinhamento de seu ordenamento jurídico às normas internacionais que regem o Direito Marítimo. Persistem desafios relevantes para a harmonização entre a legislação interna e os padrões globais. Temas como a limitação de responsabilidade e a regulação do setor, evidenciam a necessidade de atualização e modernização.

Com a evolução dos estudos sobre o tema e o crescente interesse de operadores do Direito e do setor marítimo, há uma tendência de maior integração normativa, com a incorporação de modelos internacionais. Esse movimento tende a fortalecer a segurança jurídica, a previsibilidade das decisões e a competitividade das operações marítimas no país.

A expansão das operações portuárias e logísticas aumentou significativamente o número de contratos e disputas envolvendo transporte marítimo, armazenagem, frete e avarias, o que exige maior qualificação dos profissionais. Empresas de navegação, agentes marítimos, terminais e importadores passaram a buscar assessoria jurídica especializada para garantir segurança nas operações e prevenir litígios.

Nesse contexto, é importante a constante atualização dos profissionais diante das novas demandas trazidas pela modernização do setor portuário e pela expansão do comércio exterior. A globalização e o aumento do fluxo de mercadorias exigiram profissionais capazes de lidar com normas internacionais, seguros marítimos, transporte multimodal, questões aduaneiras e regulatórias, o que impulsionou a valorização da área.

Um exemplo desse desenvolvimento é o Núcleo 4.0 de Direito Marítimo, sediado em Santos (SP), que reúne competência especializada para julgar questões marítimas, portuárias e aduaneiras. A iniciativa garante decisões mais técnicas, uniformes e seguras, fortalecendo a eficiência e a previsibilidade do Judiciário no setor.

É preciso considerar que o Direito Marítimo caminha lado a lado com a transição ecológica e a inovação tecnológica. Questões como redução da emissão de carbono, uso de combustíveis alternativos, compliance ambiental e digitalização de processos portuários já são pautas obrigatórias. O setor jurídico tem papel decisivo na criação de contratos e políticas que incorporem essas novas exigências. A chegada de navios autônomos e inteligência artificial na gestão de cargas indica que a advocacia marítima precisará se adaptar continuamente, e isso abre espaço para um novo perfil de advogado, mais técnico, conectado e global.

(*) Baudilio Gonzalez Regueira é advogado, sócio da Reis, Braun e Regueira Advogados Associados, com 25 anos de experiência em direito marítimo e direito dos transportes. Possui pós-graduação em processo civil e especialização em direito marítimo na Universidade Católica de Santos. Formado também em Comunicação pela PUC-SP.

 

O post Os desafios quando o assunto é direito marítimo apareceu primeiro em Comex do Brasil.

A partir de junho de 2026, Selo Verde valorizará produtos brasileiros em mercados nacionais e internacionais

Conclusão das diretrizes gerais pela ABNT garante avanço do programa para certificação de produtos pilotos até junho do ano que vem.

Da Redação (*)

Brasília – Criado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa Selo Verde acaba de ganhar diretrizes gerais da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estabelece as bases para a certificação de produtos brasileiros sustentáveis. Com a conclusão dessa etapa do projeto no último dia 18, o programa segue para ser implementado até junho de 2026.

Entre os vários benefícios oferecidos pelo Selo Verde, destaca-se a possibilidade de um melhor posicionamento de produtos e serviços sustentáveis brasileiros em mercados nacionais e internacionais, uma vez que certificações dessa natureza tendem a contar com maior confiança em cenários marcados por barreiras comerciais e crises climáticas cada vez mais severas.

Nos próximos meses, comitês técnicos deverão elaborar normas específicas para os dois produtos selecionados para encabeçar o lançamento do Selo Verde: chapas laminadas de alumínio e polímeros de eteno renovável, estes últimos base para produção de sacolas, filmes e outros produtos fabricados com plástico convencional.

Selo Verde: fundamental para a política industrial

“Esse trabalho nos permitirá sair da fase de discussão para a implementação do Selo Verde, de modo a vermos os impactos dessa política pública na ponta, fomentando a sustentabilidade e reconhecendo as empresas que caminham nesse sentido”, afirmou a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz.

Para o presidente da ABNT, Mário William Esper, o Selo Verde será uma peça fundamental para a política industrial. “É uma norma estratégica, que busca minimizar impactos negativos e maximizar impactos positivos nas dimensões ambientais, sociais e econômicas, com critérios claros e verificáveis de sustentabilidade e que também fortalecem as compras públicas sustentáveis, ampliando impactos positivos em toda a cadeia produtiva”, resumiu.

O Selo Verde tem como objetivo a criação de diretrizes nacionais que promovam a certificação e normalização de produtos e serviços sustentáveis, de modo a oferecer um referencial para que empresas de qualquer porte, localização e segmento econômico possam demonstrar seu compromisso com a sustentabilidade. Entre suas diretrizes, estão o fortalecimento da agenda ASG (Ambiental, Social e Governança) e da economia circular, além de promover a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).

(*) Fonte: Gov.br/publicada por eComex

O post A partir de junho de 2026, Selo Verde valorizará produtos brasileiros em mercados nacionais e internacionais apareceu primeiro em Comex do Brasil.

eComex  registra maior DUIMP da história através da Toyota e abre caminho para operações de grande escala no comércio exterior

Operação conjunta entre Toyota, eComex e Governo Federal foi pioneira no mercado, viabilizando a transmissão inédita de cerca de 8 mil linhas e estabelecendo o novo patamar de protagonismo das empresas que operam no Comércio Exterior no Brasil

Da Redação (*)

O comércio exterior brasileiro alcançou um marco histórico com o registro da maior DUIMP (Declaração Única de Importação) já realizada no país, com aproximadamente 8 mil linhas, em uma operação conduzida pela Toyota, com suporte tecnológico da eComex e acompanhamento direto do Governo Federal, por meio da Receita Federal e do Serpro.

Mais do que um recorde nacional, a iniciativa representa uma mudança de paradigma no uso do Portal Único de Comércio Exterior. Ao viabilizar pela primeira vez a transmissão de um volume dessa magnitude em um único documento, a operação abre caminho para que outras empresas brasileiras deixem de fragmentar seus processos e passem a operar grandes lotes de DUIMP de forma mais eficiente, segura e alinhada ao modelo originalmente concebido pelo governo.

Desafio com operações de grande volume

Até então, empresas com operações de grande volume vinham adaptando seus processos internos às limitações percebidas do sistema governamental, fracionando declarações em blocos de até 999 linhas, o que aumentava o tempo, risco operacional e complexidade.

O caso da Toyota mostrou que era possível seguir um caminho diferente: não adaptar o negócio às restrições do sistema, mas protagonizar um avanço, em parceria com a eComex, a fim de evoluir o sistema governamental a partir do uso real e do diálogo estruturado entre diferentes frentes.

“A DUIMP é obrigatória e foi criada para simplificar. Ao identificarmos uma necessidade que pendia de uma modernização do sistema do governo, nós em parceria com a eComex entendemos que era o momento de nos posicionar e discutir a evolução do sistema”, afirma Erica Watanabe, gerente de Logística da Toyota.

O sucesso da operação confirmou que o Portal Único agora está preparado para processar cargas de alta complexidade e grandes volumes de dados, o que representa um passo decisivo para a modernização e competitividade do Brasil no cenário global.

“Registrar uma DUIMP com cerca de 8 mil linhas mostra nossa robustez tecnológica, maturidade de processos e capacidade de operar em grande escala. É um marco importante para a Toyota e para o comércio exterior brasileiro”, explica Tiago Vendemiatti, gerente de TI da Toyota.

Para a companhia, que exporta veículos produzidos no Brasil para 22 países da América Latina e depende da importação contínua de insumos, o sucesso da operação era estratégico para evitar paradas produtivas e impactos financeiros.

“Foram quase dois anos de preparação, organização de dados e adequação de sistemas. Esse resultado traz segurança para operações futuras e reforça o quanto a tecnologia é essencial para garantir a fluidez no comércio exterior”, ressalta Erica.

Colaboração decisiva entre empresa, tecnologia e governo

Nos testes iniciais, Toyota e eComex identificaram desafios de performance durante a transmissão de grandes volumes de dados ao Portal Único. A partir de uma análise técnica conjunta, foi necessário ampliar o alinhamento com os órgãos responsáveis para garantir a estabilidade, a escalabilidade e a fluidez da operação

A partir desse ponto, profissionais da Toyota, eComex e Serpro passaram a atuar como um único time, monitorando cada etapa da operação.

“Houve um momento em que ficou claro que precisávamos do apoio direto do governo. Quando os três lados passaram a trabalhar juntos, tudo começou a avançar”, relata Tiago.

O esforço conjunto resultou em ajustes no Portal Único, preparando o sistema governamental para receber DUIMPs com volumes significativamente maiores. A partir desse marco, outras empresas passam a ter a possibilidade de transmitir grandes quantidades de linhas em um único documento, reduzindo retrabalho, riscos e tempo operacional.

Atuação da eComex e evolução tecnológica

A eComex estruturou uma operação dedicada, com engenharia, produto e operação trabalhando de forma integrada e em tempo real, em coordenação com o Serpro, para diagnosticar gargalos, medir performance e promover os ajustes técnicos necessários no Portal Único, garantindo a sustentação da maior DUIMP já transmitida no Brasil

“Já esperávamos que alguma empresa avançasse para volumes desse porte, e quando a Toyota trouxe o caso, sabíamos que seria um marco nacional. Trabalhamos em conjunto com a SINDASP, Procomex e Serpro, e isso trouxe resultados concretos.”, explica Izabela Pitoli, supervisora de Produto da eComex.

Além de apoiar a Toyota, o processo impulsionou melhorias na solução da  eComex tanto no eComex Suite quanto no eComex Pulse Edition (principal solução da eComex para a gestão dos processos de Comércio Exterior) e abriu caminho para novas funcionalidades que serão disponibilizadas aos clientes.

“Esse marco acelera nossa agenda de evolução: cálculos prévios, consultas automáticas em segundo plano e mais inteligência no processamento de alto volume. Saber que contribuímos para evoluir o comércio exterior brasileiro gera orgulho para todo o time. Estamos construindo um patamar totalmente novo, preparados para operações ainda maiores”, avalia Carlo Romano, diretor de Produtos da eComex.

Superação de riscos e consolidação de uma referência nacional

Para Erica, a experiência deixa um aprendizado claro para todo o setor. “Com o apoio da tecnologia, precisamos como empresas ampliar cada vez mais o diálogo com o mercado a fim de melhorar processos e contribuir para o aprimoramento não só de nossos próprios sistemas, como de todo nosso ecossistema”, conclui.

Impacto para o setor e próximos passos

A operação se torna referência para empresas que ainda não adotaram  a DUIMP, mostrando que processos muito grandes podem, sim, ser realizados com segurança quando há alinhamento entre importador, software e governo.

“Esse avanço fortalece a confiança de todo o setor e mostra que o Brasil está pronto para operar o novo modelo. A colaboração é o caminho para uma evolução contínua”, reforça Izabela.

Com o desligamento definitivo da DI se aproximando, Toyota e eComex já se preparam para DUIMPs ainda maiores — incluindo operações planejadas para até 10 mil linhas.

“O próximo passo é tornar tudo mais inteligente e menos repetitivo. A tecnologia deve atuar a favor das pessoas, permitindo decisões mais estratégicas”, conclui Tiago.

(*) Com informações da eComex

 

 

O post eComex  registra maior DUIMP da história através da Toyota e abre caminho para operações de grande escala no comércio exterior apareceu primeiro em Comex do Brasil.