Alckmin projeta forte alta no comércio Brasil-Índia com exportações e importações totalizando US$ 20 bilhões em 2025

cÀ frente de missão oficial a Nova Delhi, Geraldo Alckmin anuncia iniciativas com potencial de ampliar o intercâmbio comercial entre os dois países e com o Mercosul

Da Redação (*)

Brasília – O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, anunciou, na tarde desta quinta-feira (16), três resultados relevantes da missão oficial que lidera esta semana na Índia.

“O comércio entre Brasil e Índia está crescendo. O ano passado totalizou US$  12 bilhões  Este ano pode chegar a US$ 15 bilhões. A exportação da Índia para o Brasil cresce mais de 30% este ano e poderemos rapidamente chegar a US$ 20 bilhões”, afirmou Alckmin.

PREFERÊNCIAS TARIFÁRIAS

Alckmin e o ministro de Comércio e Indústria da Índia, Piyush Goyal, anunciaram a ampliação do Acordo de Preferências Tarifárias Mercosul-Índia. O vice-presidente explicou que a versão atual cobre em torno de 450 linhas tarifárias, mas chegou-se a um cronograma de ampliação para diversificar produtos com tarifa reduzida. A perspectiva de expansão é esperada pelas empresas brasileiras presentes no mercado indiano ou que exportam para ele.

US$ 20 BILHÕES, A META PARA O COMERCIO BILATERAL

“Hoje temos um acordo de preferência tarifária que cobre um número de linhas tarifárias pequeno. Então, podemos aprofundar, ampliar essas linhas tarifárias para ter preferência nas vendas”, disse Alckmin. “O comércio entre Brasil e Índia está crescendo. O ano passado foi 12 bilhões de dólares. Este ano pode chegar a 15 bilhões de dólares. A exportação da Índia para o Brasil cresce mais de 30% este ano e poderemos rapidamente chegar a 20 bilhões de dólares”, projetou.

VISTO ELETRÔNICO

O vice-presidente também anunciou que o Brasil passará a emitir visto eletrônico de negócios para a Índia. “Quero trazer uma boa notícia que é o visto eletrônico. Toda a área de negócios, consultoria terá visto eletrônico aqui na embaixada em Nova Delhi e no consulado em Mumbai”, anunciou Alckmin.

PETROBRAS

O vice-presidente também destacou a área de energia. “A Petrobras assina hoje um contrato para fornecimento de mais 6 milhões de barris de petróleo para a Índia. E está lançando 18 blocos offshore para a exploração de petróleo no Brasil, na Bacia de Santos e na Bacia de Campos. É recorde. Então são 18 blocos no ano que vem e um número muito maior ainda em onshore, em terra”, disse.

FIOCRUZ 

Alckmin ressaltou que será anunciado ainda acordo na área de saúde, com a chegada do ministro Alexandre Padilha a Nova Délhi. “Queremos ampliar a nossa parceria na saúde e na indústria ligada à saúde. E chega nesta sexta-feira o ministro da saúde do Brasil, porque podemos ampliar também na área da indústria farmacêutica e vacinas”, disse Alckmin.

(*) Com informações do MDIC

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Como o UPI indiano pode ajudar o Pix a se tornar um sucesso ainda maior

Sistema de pagamentos instantâneos que inspirou o Pix brasileiro, o Unified Payments Interface tem mais de 700 milhões de transações por dia e será aceito até em outros países

Juan Soto  (*)

Qual é o maior sistema gratuito de pagamentos instantâneos do mundo? Posso dar algumas dicas. No mês de agosto, bateu um recorde histórico ao processar 20 bilhões de transações financeiras. Criado pelo governo, foi adotado por bancos e fintechs. Simples, a ponto de permitir a escolha de chaves como email e número de telefone, fez a bancarização da população disparar – em especial, durante a pandemia. Última dica: seu nome tem três letras, entre elas P e I. Pix? Não exatamente.

Estamos falando do UPI — Unified Payments Interface, lançado na Índia em 2016 e que inspirou iniciativas no Brasil (Pix, em 2020), África do Sul (PayShap), México (DiMo) e Colômbia (SPI). Para o público brasileiro, observar a trajetória indiana é também vislumbrar o caminho que o Pix poderá seguir nos próximos anos.

O UPI não só transformou o comércio eletrônico e as transferências entre pessoas na Índia, como também abriu espaço para uma série de funcionalidades que, aos poucos, começam a aparecer em outros países. O Pix bebeu nessa fonte. A modalidade de pagamentos automáticos recorrentes, lançada no Brasil em 2025, já faz parte da realidade indiana desde 2020. Lá, usuários conseguem programar pagamentos regulares – de contas de serviços até assinaturas digitais – sem intervenção manual, algo que ainda engatinha por aqui.

Há também inovações indianas ainda inéditas no Brasil. Entre elas, o pagamento offline — pensado para regiões rurais sem conectividade — e o pagamento por comando de voz, que amplia a acessibilidade. Outro é o pagamento por comando de voz, que amplia a acessibilidade. Ambos apontam para uma direção em que os pagamentos instantâneos não são apenas mais rápidos, mas também mais inclusivos.

Essa antecipação tecnológica não se limita às funcionalidades. A Índia também avançou na internacionalização do UPI. O sistema já pode ser utilizado em países como Butão, Nepal, Cingapura, Emirados Árabes Unidos, Sri Lanka e França, resultado de acordos diretos entre governos e instituições. O Pix, por sua vez, também inicia sua trajetória internacional, ainda em caráter piloto e conduzida principalmente por soluções privadas, a expansão brasileira ainda aguarda um movimento coordenado de governo.”.

Esse contraste não diminui a relevância do Pix no Brasil. Pelo contrário: no mês de estreia (novembro de 2020), o sistema movimentou R$ 25,8 bilhões. Em junho de 2025, já eram R$ 2,86 trilhões — mais de cem vezes mais. Os brasileiros adotaram os pagamentos instantâneos num ritmo mais acelerado do que os indianos.

A rapidez das liquidações, o custo baixo por transação e a conveniência de uso explicam por que o Pix já supera cartões de crédito e débito em volume de operações. Mais que um sucesso local, ele se tornou um caso de estudo internacional sobre como a regulação pode estimular a inovação.

Segundo o Guia de Expansão Global para Mercados de Alto Crescimento lançado pela Nuvei, empresa global de pagamentos com presença em mais de 200 mercados, a Índia deverá ver os pagamentos instantâneos saltarem de 53% para 57% do e-commerce entre 2023 e 2027, enquanto no Brasil o Pix deve crescer de 33% para 51% no mesmo período. A tendência é puxada por populações jovens e digitalizadas, que pressionam por meios de pagamento mais ágeis, acessíveis e seguros. O sucesso do UPI e do Pix reforça essa leitura: a demanda por alternativas instantâneas é estrutural, não conjuntural.

A trajetória indiana funciona como um espelho para o Brasil. Funcionalidades que aqui ainda parecem futuristas já fazem parte do cotidiano indiano — do pagamento recorrente à aceitação internacional. Ao mesmo tempo, o avanço do UPI no exterior lança uma questão estratégica para o Brasil.

Se o Pix deseja se consolidar como referência regional, será preciso pensar em sua internacionalização de forma coordenada, indo além das iniciativas privadas que hoje permitem apenas a brasileiros pagarem compras em alguns países vizinhos. A expansão regional tem um papel geopolítico: países que exportam suas infraestruturas financeiras fortalecem laços comerciais e digitais.

Há, portanto, um paradoxo interessante. O Brasil é vitrine de inovação com o Pix, mas também pode ser aluno atento da Índia. O UPI mostra que pagamentos instantâneos não são um ponto de chegada, e sim uma plataforma em constante expansão. A cada nova funcionalidade, mais consumidores são incluídos, mais empresas se beneficiam e mais fronteiras se abrem. O futuro do Pix, em grande medida, já pode ser observado nas ruas, mercados e celulares indianos.

No fim, tanto UPI quanto Pix confirmam: os pagamentos instantâneos deixaram de ser apenas conveniência. Eles reconfiguram consumo, negócios e até geopolítica. Se o presente do Brasil é o Pix, o futuro já está desenhado na Índia.

 

(*) Juan Soto é General Manager para América Latina da Nuvei

 

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O futuro da avicultura será digital e o Brasil precisa estar conectado

Ricardo Amaral (*)

O Brasil é o segundo maior produtor de carne de frango do mundo, com 14,8 milhões de toneladas, e o maior exportador, respondendo por mais de 30% da produção nacional. Também ocupa a quinta posição na produção de ovos, com uma média de 242 unidades por habitante.

Segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), a cadeia da avicultura gera cerca de quatro milhões de empregos diretos e indiretos. Desde 2000, a produção de carne quase triplicou e as exportações mais que quadruplicaram resultado de inovação em áreas como nutrição e aprimoramento genético.

Agora, a próxima fronteira é digital. Assim como em outros setores estratégicos, a inteligência artificial já redefine a produção de proteína animal. A análise de dados permite aprimorar a nutrição, prever doenças desde os primeiros sinais, algo crítico diante dos recentes casos de gripe aviária e monitorar em tempo real variáveis como temperatura, umidade e comportamento das aves. Essa capacidade de resposta imediata mostra que só a tecnologia será capaz de conciliar três demandas simultâneas: produzir mais, reduzir custos e diminuir o impacto ambiental.

A queda no custo de sensores e sistemas de monitoramento acelerou esse movimento. A chamada internet das coisas (IoT) já não é tendência, mas realidade consolidada. A IDC estima que, até 2025, o mundo terá 30 bilhões de dispositivos conectados, contra poucos bilhões de usuários humanos. A IoT tornou-se infraestrutura essencial para a digitalização global.

Outra transformação vem do transporte. Ganha espaço a prática de processar as aves diretamente nas propriedades e transportar apenas carcaças resfriadas, reduzindo riscos sanitários, custos logísticos e melhorando a qualidade da carne. O uso de blockchain garante rastreabilidade e transparência em toda a cadeia, fortalecendo a confiança do mercado.

Mas há um obstáculo que precisa ser superado: a falta de conectividade no campo. Dados do IBGE mostram que apenas 27% das propriedades rurais contam com conexão digital de qualidade. Para muitos produtores, o custo dos equipamentos ainda é um entrave que limita a adoção das tecnologias capazes de ampliar produtividade e competitividade.

Reduzir esse déficit digital é condição para que a revolução tecnológica chegue plenamente ao agronegócio. Mais do que ampliar redes, trata-se de criar as bases para que o produtor incorpore automação, IoT e análise em tempo real às operações do dia a dia.

 O futuro já começou. Se o Brasil quiser manter sua liderança global na produção de alimentos, precisa assumir também a liderança na inclusão digital do campo. O país tem as condições técnicas e de mercado para ser referência internacional, mas só conseguirá se agir rápido, com visão de longo prazo e compromisso em oferecer ao agricultor as ferramentas que sustentarão a próxima revolução agrícola.

(*( Ricardo Amaral é Vice-Presidente de Vendas e Marketing de Enterprise da Hughes do Brasil

 

 

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Brasil e China estão entrando em uma nova fase de parceria, de cooperação econômica profunda”, diz especialista chinês

Para Henry Huiyao Wang, principal palestrante da Conferência Anual do Conselho Empresarial Brasil-China, relação futura será definida por mais investimentos chineses no país e pela transição para uma economia verde

Da Redação (*)

Brasília – A relação entre Brasil e China aprofunda-se em um contexto de rápidas transformações tecnológicas e geopolíticas. A China é o principal parceiro comercial do Brasil há mais de uma década, mas ainda há amplo espaço para novas sinergias que, ao mesmo tempo, ampliem a inserção chinesa na economia global e impulsionem a reindustrialização brasileira — sobretudo em infraestrutura, energias renováveis e mobilidade.

A avaliação é de Henry Huiyao Wang, um dos principais especialistas chineses em globalização e Presidente-fundador do Center for China and Globalization (CCG), que participou como keynote speaker da Conferência Anual do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), que teve como tema “Criando Sinergias em um Mundo em Transformação” e foi realizada em São Paulo, nesta segunda-feira (13). “Brasil e China estão entrando em uma nova fase de parceria, de cooperação econômica profunda”, afirmou Wang.

Um dos exemplos do novo momento são os crescentes investimentos chineses no país. Segundo Wang, desde o início de seu processo de abertura da economia para o mundo, há 47 anos, a China passou por fases. Na primeira, o foco era produzir internamente para consumo doméstico. Na segunda, era produzir na China para o mundo. Agora, chegou o momento de internacionalização das empresas, com produção em diversas partes do mundo, para o mundo. “A China está se globalizando e, se tiver que escolher um país para investir, o Brasil é grande, amistoso e temos uma excelente relação”, afirmou Wang.

Segundo ele, o valor total dos investimentos chineses no Brasil já é superior a US$ 79 bilhões, em áreas cada vez mais diversas. Durante sua apresentação, citou como exemplo linhas de transmissão, parques eólicos, a revitalização da antiga fábrica da Ford em Camaçari, na Bahia, e o investimento de R$ 50 bilhões anunciado pelo TikTok, em seu primeiro data center no Brasil, no Ceará.

“Brasil e China já provaram que a parceria entre grandes nações pode ser pragmática e visionária. Estamos construindo pontes digitais de inovação e corredores verdes de investimentos”, disse Wang. “Caminhamos para uma relação para além das trocas comerciais tradicionais, em que desenvolvemos e produzimos inovação, governança global e compartilhamos tecnologias”.

Entre as propostas apresentadas pelo palestrante para aprofundar a cooperação bilateral estão a expansão do uso de moedas locais no comércio bilateral, o fortalecimento da transição verde com investimentos em hidrogênio e biocombustíveis, o estímulo ao turismo chinês no Brasil com mais voos e facilitação de vistos, e o intercâmbio educacional e acadêmico. “A próxima fronteira será o hidrogênio verde, o armazenamento de carbono e as smart grids. Podemos tornar a colaboração Brasil-China em um modelo global”, disse.

Alinhamento Estratégico

A conferência contou ainda com a presença de autoridades brasileiras e chinesas, além de representantes de empresas. O Embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, reforçou o compromisso do gigante asiático com o multilateralismo e a construção de uma economia mundial aberta, em oposição ao movimento protecionista puxado por economias desenvolvidas.

“A China permanece firmemente ao lado certo da história e opõe-se resolutamente a práticas de hegemonismo e tendências de desglobalização. Estamos comprometidos com o desenvolvimento de uma economia verde e sustentável”, declarou.

Já o Embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, Presidente do CEBC, destacou o crescimento e a diversificação do comércio bilateral, ainda muito concentrado, do lado brasileiro, em commodities.

“Estamos assistindo ao aumento da participação de micro, pequenas e médias empresas, e à diversificação da pauta comercial. Os investimentos chineses têm sido direcionados a setores estratégicos, colocando a China como vetor da reindustrialização do Brasil”, afirmou.

Neste ano, até setembro, a corrente de comércio entre os dois países já supera os US$ 128,9 bilhões, com saldo positivo de US$ 22,1 bilhões para os brasileiros. O país exportou para a China no período US$ 75,5 bilhões, e importou US$ 53,4 bilhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). Os valores das importações, das exportações e da corrente de comércio foram recordes para o mês de setembro.

Apesar dos desafios, o Embaixador chinês no Brasil, Zhu Qingqiao, ressaltou o caráter estratégico da parceria entre os dois países. “Como os maiores países em desenvolvimento do Hemisfério Oriental e Ocidental, China e Brasil compartilham aspirações comuns pela paz, desenvolvimento, cooperação e beneficiamento mútuo”, afirmou.

Presidente do CEBC, Embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, reforçou relevância dos laços bilaterais: “Trata-se de uma relação que tem oferecido contribuições concretas para enfrentar os desafios de um mundo em transição acelerada”.

(*) Com informações do CEBC

 

 

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Campanha “O Fantástico Mundo Novo do Comex” é lançada pela eComex com um novo olhar para o comércio e logística internacionais

Iniciativa traduz em linguagem lúdica o novo momento do setor, marcado pela inovação tecnológica, transformação regulatória e uma nova geração de profissionais

Da Redação (*)

Brasília – A eComex, empresa brasileira pioneira no mercado de soluções de tecnologia para gestão, otimização e automatização de operações de comércio exterior e logística internacional, anuncia o lançamento da campanha “O Fantástico Mundo Novo do Comex”, que convida empresas e profissionais a explorarem uma nova era de oportunidades no setor.

Com inspiração lúdica e visual que remete ao espírito de descoberta, a campanha apresenta o comércio exterior como um espaço dinâmico, em que cada “porta aberta” revela inovações, soluções e experiências capazes de simplificar processos e impulsionar resultados.

O conceito nasce da convergência de três grandes forças que estão transformando o setor: a modernização regulatória conduzida pelo governo, a aceleração das tecnologias disruptivas e a chegada de uma nova geração de líderes e analistas ao mercado de trabalho.

“Estamos vivendo um ponto de inflexão histórico no comércio exterior. A convergência dessas forças cria um cenário fértil para a inovação, em que a tecnologia não substitui, mas potencializa as pessoas. É este mundo novo que queremos compartilhar com o mercado”, afirma André Barros, CEO da eComex.

Mote da campanha

A campanha não é apenas conceitual: ela se materializa em diversas iniciativas e soluções que a eComex tem colocado em prática para antecipar o futuro do setor. Entre elas estão o Digital Army, o exército de agentes autônomos de inteligência artificial desenvolvido pela companhia, representados pela ClaudIA (atendimento 24/7), Titan (automação de documentos), Intelia (monitoramento de normas oficiais), PopAI (otimização de embarques) e Atrix (gestão de classificação fiscal e Catálogo de Produtos integrado ao PUCOMEX).

Outro destaque é o Pulse Edition, nova versão da plataforma da eComex, em nuvem hyperscale da Oracle (OCI), que unifica todas as soluções da companhia em um único ambiente com usabilidade imediata e funcionalidades avançadas de rastreamento e visibilidade, diagnóstico logístico, automação de processos com AI e colaboração.

Além disso, há ainda a comunidade criada pela companhia, a Comex Pulse Comm, que oferece encontros, mentorias exclusivas e iniciativas de capacitação que aproximam profissionais e empresas do ecossistema, fomentando colaboração, troca de experiências e desenvolvimento de competências para a nova era do comércio exterior.

“A eComex reforça que o futuro do comércio exterior também passa por uma transformação humana, protagonizada por profissionais mais preparados para lidar com tecnologias disruptivas, ao mesmo tempo em que desenvolvem novas competências, como tomada de decisão estratégica, intuição e liderança colaborativa”, reitera André.

A campanha “O Fantástico Mundo Novo do Comex” foi lançada oficialmente no dia 25 de setembro, com vídeo, materiais digitais e ações voltadas a clientes, parceiros e ao mercado em geral.

Para conferir o vídeo da campanha, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=q_o_zYMHJvY

(*) Com informação da eComex

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ApexBrasil cria novo desk na Nigeria para apoiar empresas brasileiras e fortalecer presença na África

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) anuncia a abertura de um novo desk na Nigéria, fortalecendo sua presença estratégica no continente africano* e ampliando as oportunidades para empresas brasileiras que desejam expandir seus negócios internacionalmente.

O novo desk na Nigéria passa a oferecer o exclusivo serviço de Matchmaking on-Demand (MoD), uma solução personalizada da ApexBrasil que conecta exportadores brasileiros a potenciais parceiros internacionais por meio de reuniões individualizadas, que podem ser realizadas de forma virtual ou presencial.

O Matchmaking on-Demand é um atendimento sob medida, que inclui a possibilidade de estudos de mercado detalhados, conexão com players estratégicos do mercado local, visitas técnicas on-site e o agendamento de reuniões one-on-one.

O serviço é flexível, prático e econômico, funcionando no modelo de pagamento por uso, com um pacote inicial de 3 a 5 reuniões por região, e conta com subsídio da ApexBrasil, o que reduz significativamente os custos para as empresas brasileiras que buscam novos mercados.

O principal objetivo do MoD é apoiar a internacionalização das empresas brasileiras, facilitando a identificação de parceiros comerciais, a construção de redes estratégicas e a exploração de oportunidades de negócios que impulsionem seu crescimento global.

Além da Nigéria, a ApexBrasil já oferece o serviço em mercados que cobrem importantes regiões como o Sul da África, Américas, Ásia, Europa, Oriente Médio/Norte da África e Eurásia, consolidando sua atuação global para conectar o Brasil com o mundo.

Por que a Nigéria?

A África, composta por 54 países e com uma população de 1,4 bilhão de habitantes, é o segundo continente mais populoso do mundo e apresenta uma das maiores taxas de crescimento demográfico e econômico globais. Em 2024, o continente foi o terceiro maior destino das exportações brasileiras, consolidando-se como parceiro estratégico para o comércio exterior do Brasil.

A Nigéria, maior economia e país mais populoso da África (com 237 milhões de habitantes), é também novo membro dos BRICS, grupo que reúne as principais economias emergentes do mundo. O país busca diversificar fornecedores e ampliar sua abertura comercial, intensificando as relações bilaterais com o Brasil — evidenciadas pelo Diálogo Estratégico Bilateral Brasil–Nigéria e pela Missão Empresarial liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

Entre os setores de maior potencial para exportadores brasileiros estão aeronaves, máquinas e equipamentos, alimentos e produtos químicos. Com o novo desk da ApexBrasil, empresas desses e de outros segmentos ganham suporte local para identificar compradores qualificados, estabelecer parcerias e desenvolver negócios sustentáveis na região.

Principais serviços oferecidos pelo Desk Nigéria:

-Estudos de mercado e inteligência comercial;

-Matchmaking on-Demand: reuniões personalizadas com compradores qualificados;

-Conexão com players estratégicos e parceiros institucionais;

-Organização de visitas técnicas on-site;

-Empresas interessadas em explorar oportunidades no mercado africano podem se inscrever no serviço Matchmaking on-Demand diretamente no portal da ApexBrasil.

Oportunidades  de negócios apesar do comércio bilateral estagnado

Embora Brasil e Nigéria mantenham relações históricas, a corrente de comércio entre os dois países caiu nos últimos anos. Em 2014, as trocas chegaram a US$ 10 bilhões; em 2024, ficaram em US$ 2,1 bilhões. O dado faz parte do estudo *Perfil de Comércio e Investimentos da Nigéria* (https://apexbrasil.com.br/content/apexbrasil/br/pt/solucoes/inteligencia/estudos-e-publicacoes/perfil-de-comercio-e-investimentos/perfil-de-comercio-e-investimentos-nigeria-2024.html), publicado pela ApexBrasil em janeiro de 2025. O desafio é recuperar o dinamismo comercial e diversificar a pauta exportadora, hoje concentrada em açúcar e melaços, que representaram 73,5% das vendas brasileiras no último ano

O estudo aponta ainda 183 oportunidades de exportação para a Nigéria em áreas como combustíveis minerais, máquinas e equipamentos e alimentos. A entrada do país africano no grupo dos BRICS reforça a perspectiva de maior abertura e cooperação econômica.

(*) Com informações da ApexBrasil

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Estudo da ApexBrasil identifica mais de 5,6 mil oportunidades de exportação de Minas Gerais em 200 mercados

Publicação identifica 5.642 oportunidades de exportação em 122 setores e aponta caminhos estratégicos para atrair investimentos estrangeiros no estado.

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou o estudo “Oportunidades de Exportação e Investimentos – Minas Gerais”, destacando o papel estratégico do estado no comércio internacional e sua diversidade produtiva. Minas Gerais se consolida como o terceiro maior exportador do Sudeste e do Brasil, com US$ 42,1 bilhões em vendas externas em 2024.

Entre os principais setores exportadores, sobressaem produtos característicos da cultura mineira, como o café não torrado, reconhecido mundialmente e com crescimento expressivo em mercados como Alemanha, Japão, Bélgica e Itália. Outros destaques da tradição mineira incluem o queijo, doces típicos, cachaça, carnes bovinas, além de ferro-gusa, minério de ferro, ouro, soja, açúcares e melaços.

Para saber mais sobre as oportunidades de diversificação de mercado, acesse nosso estudo completo de diversificação por Unidade Federativa (UF), disponível no portal da ApexBrasil. O conteúdo reúne análises sobre o panorama econômico de cada estado, informações de comércio exterior, setores com potencial exportador, panorama de investimentos e oportunidades de atração de IED, sendo estratégico para governos estaduais, entidades empresariais e empresas locais que desejam expandir seus negócios internacionalmente.

Oportunidades para produtos mineiros

O estudo identificou 5.642 oportunidades tradicionais de exportação para Minas Gerais, distribuídas em 122 setores e 309 produtos, abrangendo 200 mercados. Entre as oportunidades de diversificação de mercado, destacam-se setores como barras de ferro e aço, obras de metais comuns, tubos e perfis metálicos, elementos químicos inorgânicos, motores de pistão, celulose, partes e acessórios automotivos, além de carnes salgadas e defumadas, instrumentos de medição e controle, materiais de borracha, aparelhos elétricos para ligação e proteção de circuitos e equipamentos de telecomunicações.

Esses produtos encontram demanda em mercados da América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e África, evidenciando o potencial de diversificação e consolidação das exportações mineiras em setores de diferentes níveis de complexidade produtiva e tecnológica.

Além dos setores tradicionais, o estudo aponta oportunidades potenciais em segmentos com estrutura produtiva local, mas baixa inserção internacional, como fabricação de estruturas metálicas e obras de caldeiraria pesada, artefatos de concreto, cimento, fibrocimento e gesso, malharia e tricotagem, artigos para viagem e artefatos de couro. Esses setores apresentam capacidade de oferta e potencial de geração de emprego e renda, reforçando o papel de Minas Gerais como polo de inovação e diversificação industrial.

Investimentos estrangeiros

No campo dos investimentos, Minas Gerais recebeu US$ 3,9 bilhões em anúncios entre 2019 e 2024, com destaque para setores como construção, transporte, carga e armazenamento, agricultura, serviços empresariais, comércio atacadista, metais e produtos metálicos, têxteis e vestuário, bancos e serviços financeiros, madeira, móveis e papel, fabricação de transportes, mineração, gestão de resíduos, imobiliário e hardware de computadores. Os principais países investidores são Estados Unidos, Espanha, Itália, Alemanha, Coreia do Sul, Reino Unido, Suíça, Japão, Países Baixos, China e França.

(*) Com informações da ApexBrasil

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Missão multissetorial à Índia busca ampliar comércio, investimentos e cooperação em áreas estratégicas

Da Redação (*)

Brasília – O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, inicia nesta quarta-feira (15) missão oficial à República da Índia, com foco em aumentar o fluxo bilateral de comércio e investimentos, além de gerar empregos em ambos os países.

A missão ocorrerá em Nova Delhi entre 15 e 17 de outubro de 2025 e implementará os objetivos traçados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi, durante visita de Estado ao Brasil, em 8 de julho passado. Também marca uma nova etapa da Parceria Estratégica Brasil-Índia, estabelecida em 2006, e ocorre em contexto de forte crescimento do intercâmbio comercial.

“Estou indo à Índia com o espírito de abrir mercados e aumentar o comércio. Nós podemos ter muita complementaridade econômica e investimentos recíprocos”, disse Alckmin. “Vamos também preparar a visita do presidente Lula à Índia, prevista para fevereiro do ano que vem”, completou.

“Estou indo à Índia com o espírito de abrir mercados e aumentar o comércio. Nós podemos ter muita complementaridade econômica e investimentos recíprocos. Vamos também preparar a visita do presidente Lula à Índia, prevista para fevereiro do ano que vem”, disse Alckmin.
De janeiro a maio deste ano, as exportações brasileiras para a Índia aumentaram 14,8% (atingindo US$ 2,395 bilhões), enquanto as importações cresceram 31,8%, quando comparadas ao mesmo período do ano passado.

A Índia já é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Ocupa posição estratégica como 11º destino das exportações brasileiras e sexto fornecedor ao Brasil em 2024. “O objetivo é expandir ainda mais o fluxo de comércio bilateral, que já é o sétimo maior do Brasil”, disse Alckmin.

DIÁLOGO EMPRESARIAL BRASIL-ÍNDIA

Nesta quinta-feira (16), está prevista a participação do vice-presidente no Diálogo Empresarial Brasil-Índia, fórum coordenado pelo Departamento de Promoção Comercial, Investimentos e Agricultura do Itamaraty, com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Participam do evento a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia (FICCI).

Do lado brasileiro, participarão empresários dos setores de alimentos, bebidas, agronegócio, construção, tecnologia, química e saúde, máquinas e equipamentos, energia e moda. “É uma missão de trabalho para abrir comércio, investimentos e gerar emprego em ambos os países. O Brasil está de portas abertas para fazer mais, melhor e mais rápido com a Índia”, disse Alckmin.

No âmbito da programação, a CNI e a FICCI celebrarão a assinatura de Memorando de Entendimento para a criação do Fórum Empresarial de Líderes Brasil-Índia. O novo mecanismo permanente de diálogo entre os setores privados dos dois países terá como propósito aprofundar as relações econômicas e comerciais, estimular parcerias estratégicas e apresentar recomendações conjuntas aos governos em temas prioritários, como inovação, transição energética, infraestrutura e facilitação de investimentos. A primeira reunião das empresas integrantes do mecanismo será organizada em 2026, por ocasião da visita presidencial à Índia.

DECISÃO POLÍTICA DE APROFUNDAR PARCERIA ESTRATÉGICA

Este ano, Brasil e Índia celebram 76 anos de relações diplomáticas. Ambos mantêm, desde 2006, uma Parceria Estratégica e cooperam intensamente em fóruns como BRICS, G20 e IBAS (fórum de diálogo e cooperação trilateral entre Índia, Brasil e África do Sul).

A missão de Alckmin à Índia continua a implementação do que foi decidido entre o presidente Lula e o primeiro-ministro Narendra Modi durante a visita de Estado do líder indiano ao Brasil, em 8 de julho passado. A essa visita, seguiu-se um telefonema entre os dois líderes, em 7 de agosto passado, quando acertaram sobre a missão de Alckmin à Índia e reforçaram a meta de elevar o comércio bilateral para US$ 20 bilhões até 2030. Também concordaram em iniciar negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial Mercosul-Índia ainda este ano.

A missão brasileira buscará aprofundar a cooperação ao longo dos cinco eixos estratégicos definidos pelos líderes brasileiro e indiano: defesa e segurança; segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança do clima; transformação digital e tecnologias emergentes; e parcerias industriais em áreas estratégicas.

EXPANSÃO DO ACORDO MERCOSUL-ÍNDIA

Um dos pontos centrais da agenda é a ampliação do acordo de preferências tarifárias Mercosul-Índia, que hoje cobre apenas cerca de 450 linhas tarifárias. A Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) já aprovou o mandato para a negociação de um cronograma de ampliação dessas preferências, permitindo maior diversificação de produtos com redução de tarifas. Brasil e Índia têm ingredientes essenciais para a transição energética: tecnologia, escala e inclusão. Podemos crescer juntos e de forma sustentável”, destacou o vice-presidente.

DESTAQUES DA AGENDA:

Complexo Industrial da Saúde: reforço da cooperação com a indústria farmacêutica indiana, especialmente na produção de genéricos e insumos médicos, para fortalecer o SUS e diversificar fornecedores.

Biocombustíveis e transição energética: Brasil e Índia, ao lado dos Estados Unidos, lideram o potencial global de produção de combustível sustentável de aviação (SAF). A Índia busca atingir 20% de etanol na gasolina, e o Brasil já tem experiência consolidada com etanol e biodiesel.

Defesa e indústria aeronáutica: a Embraer inaugura seu escritório regional em Nova Delhi durante a missão, abrindo espaço para novas parcerias em tecnologia e produção conjunta.

Agroindústria e segurança alimentar: ampliação das exportações de proteínas e produtos agroindustriais brasileiros para o mercado indiano.

Transformação digital: cooperação em infraestruturas públicas digitais e data centers, inspirada nas soluções tecnológicas indianas.

COMÉRCIO BILATERAL

Em 2024, o comércio com a Índia totalizou US$ 12 bilhões, um acréscimo de 4,7% em relação a 2023, o que manteve a Índia na posição de 10º maior parceiro comercial do Brasil. As exportações foram de US$ 5,26 bilhões, sendo a Índia o 13º destino de exportações brasileiras. As importações foram de US$ 6,8 bilhões, o que fez da Índia a 6ª maior origem de importações pelo Brasil

Em 2024, os principais produtos exportados para a Índia foram: açúcares e melaço (31%), petróleo bruto (23%), gorduras e óleos vegetais (14%), e algodão (3,5%). Na pauta de importações, predominaram compostos químicos (18%), combustíveis derivados de petróleo (6,8%), inseticidas (6,6%) e medicamentos (6,3%). Entre setembro de 2023 e setembro de 2025, foram realizadas cerca de 90 missões brasileiras de promoção comercial e de investimentos à Índia, buscando oportunidades de negócios, notadamente nas áreas de defesa, agricultura e energia.

(*) Com informações do MDIC

 

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Comex Tech Awards premia empresas que enfrentaram crise tarifária e cenário adverso e cresceram em 2025

Enquanto setores sofreram retração, gigantes como Berrygood, Vibra e Multilog economizaram milhões e aumentaram a eficiência — conquistas reconhecidas no Comex Tech Awards

Da Redação (*)

Brasília – O comércio exterior brasileiro atravessou 2025 sob forte pressão. Tarifas adicionais impostas pelos EUA, restrição de crédito, gargalos crônicos em portos e a volatilidade dos fretes internacionais criaram um ambiente de incerteza. Ainda assim, de janeiro a agosto, as exportações alcançaram US$ 227,5 bilhões — levemente acima do ano anterior — e as importações cresceram 7%, para US$ 184,7 bilhões.

A contradição é clara: se os números gerais resistiram, muitas empresas só conseguiram sobreviver e prosperar porque recorreram à tecnologia e inteligência de dados. Foi nesse contexto que a Logcomex, líder em tecnologia para o comércio exterior, realizou, em 17 de setembro, o Comex Tech Awards 2025, uma premiação criada para reconhecer o uso estratégico da inovação no setor.

Parte do Comex Tech Forum, maior evento de tecnologia e inteligência para o comércio exterior da América Latina, a iniciativa recebeu mais de 100 cases inscritos e contou com duas modalidades de reconhecimento: a premiação de cases, voltada a empresas que aplicam as soluções da Logcomex em suas operações, e o Comex Tech Awards, que reconheceu organizações que se destacaram pelo avanço contínuo em inovação, colaboração entre áreas e impacto positivo na cadeia logística e de comércio exterior, mesmo sem inscrição de cases formais.

Entre os grandes vencedores da noite estiveram Vibra, Multilog e Berrygood, que conquistaram o prêmio na categoria Innovator Case, reconhecimento máximo da edição. As três empresas submeteram cases que mostraram, na prática, como a combinação entre tecnologia, dados e inteligência artificial pode transformar o comércio exterior, gerando ganhos de escala, eficiência e competitividade em cenários desafiadores.

“A inovação não acontece em laboratórios isolados, mas no dia a dia das operações — quando uma equipe decide usar dados para resolver gargalos reais. É uma forma de dar visibilidade a quem está liderando a transformação do setor. A maturidade digital começa quando dados e inteligência passam a guiar decisões”, afirma Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex.

Casos que transformaram a operação logística

Um exemplo emblemático vem do setor de hortifrúti. Enquanto o mercado de frutas importadas enfrentava dificuldades em 2025 — com um aumento médio de 1,6% nos preços e redução de 4% no volume importado —, a Berrygood navegou na contramão da crise. Utilizando a plataforma de inteligência de mercado da Logcomex, a empresa analisou preços em tempo real, renegociou contratos e alcançou economia superior a R$ 580 mil em 12 meses. Na prática, usou dados para neutralizar a pressão inflacionária e aumentar sua competitividade, comprando melhor enquanto o mercado comprava menos e mais caro.

Para exportadores de commodities, como a Vibra, a falta de visibilidade sobre o trajeto de um contêiner se tornou um risco estratégico. A empresa respondeu implementando um sistema de monitoramento preditivo baseado em inteligência artificial, que passou a prever a data de chegada das cargas com 98% de assertividade.

Isso permitiu à companhia se antecipar a desvios de rota — como os registrados durante a crise do Mar Vermelho — antes mesmo dos comunicados oficiais dos armadores. A gestão, antes reativa, tornou-se preditiva, transformando incerteza logística em um diferencial competitivo e em confiança junto aos clientes.

Já na logística, o desafio foi a eficiência. Com os portos brasileiros operando no limite e registrando recordes sucessivos de movimentação — o primeiro semestre fechou com 653 milhões de toneladas, segundo a ANTAQ —, o tempo de liberação de cargas tornou-se um gargalo crítico.

A Multilog, que opera 13 recintos alfandegados, automatizou o processo de averbação de Declarações de Importação com tecnologia de integração da Logcomex. O resultado foi uma redução drástica no tempo médio de liberação, de duas horas para apenas 30 minutos, e uma economia projetada de R$ 53 milhões em sete anos.

A automação também contribuiu para aliviar a pressão sobre a infraestrutura portuária, liberando cargas mais rapidamente e aumentando o giro de contêineres em um sistema sobrecarregado.

Reconhecimento à inovação no comércio exterior

A premiação mostrou que a inovação no comércio exterior não está restrita a casos pontuais — ela permeia toda a cadeia. Entre as empresas que não submeteram cases, mas foram homenageadas pela atuação contínua em transformação digital, estiveram gigantes como Raízen S.A. (Intelligence Award), JBS S.A. e Electrolux do Brasil S.A. (Visibility Award); além de players logísticos estratégicos, como Asia Shipping e Craft (Movement Award), e Santos Brasil e Aeroporto de Viracopos (Efficiency Award).

A diversidade dos premiados reforça que a busca por eficiência e inovação é um movimento consolidado no comércio exterior. Os resultados são concretos: reduções de até 40% no tempo de gestão de importações, eliminação de 70% dos erros manuais e aumento de até 65% na produtividade — números que evidenciam o impacto da transformação digital no setor.

“Essa é a maior edição da história do Comex Tech Forum — e também a maior do Comex Awards. Apesar de organizada pela Logcomex, essa premiação pertence à comunidade do comércio exterior. Ver essas histórias ganharem palco no Comex Tech Awards mostra que essa mudança já é realidade e que o Brasil tem papel de protagonismo nesse avanço”, finaliza Hofstatter.

(*) Com informações da Logcomex

 

 

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BNDES agiliza concessão de crédito de R$ 1,6 bilhão para empresas afetadas pelo tarifaço buscarem novos mercados no exterior

Os setores de café, açúcar e equipamentos elétricos foram os destaques, além de novos destinos como Suíça, Canadá e França

Da Redação (*)

Brasília – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 1,6 bilhão em crédito para que empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos busquem novos mercados. Em média, o tempo entre análise e aprovação de projetos no Plano Brasil Soberano foi de 18 dias, abaixo dos 60 dias usuais na instituição.

Foram aprovadas 47 operações na linha Giro Diversificação (busca de novos mercados), com destaque para exportação de café (R$ 108,9 milhões), açúcar (R$ 220 milhões), equipamentos elétricos (R$ 191,1 milhões), outros alimentos (R$ 249,7 milhões) e utensílios (R$ 79,5 milhões).

As operações têm como destino Suíça, Reino Unido, Canadá, França, Argentina, Bolívia, Equador, Chile, Paraguai, República Dominicana e Uruguai.

“A agilidade na aprovação de projetos para que as empresas busquem novos mercados é resultado do empenho dos empregados do BNDES em atender ao chamado do presidente Lula de não deixar nenhuma empresa para trás. E o trabalho não para. Outras 66 operações, na mesma linha, estão em análise no Banco, somando mais R$ 2 bilhões em projetos”, revela o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

(*) Com informações do BNDES

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