Decisão da Corte Suprema dos EUA sobre tarifas não deve ser vista como retorno à normalidade, adverte especialista

Da Redação –

Brasília – A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos derrubando o tarifaço aplicado pelo presidente Donald Trump às exportações de uma série de países, entre eles o Brasil “dá um pouco de fôlego aos exportadores brasileiros” mas “não deve ser vista por ninguém no comércio exterior como um retorno à normalidade”.

A opinião é do especialista em Comercio Exterior, Jackson Campos, para quem “o que muda, na verdade, é o humor do comprador, que volta a falar sobre isso, fecha novos contratos” e sublinhou que a decisão abre novamente espaços para o Brasil em categorias de produtos onde somos competitivos, especialmente alimentos e produtos agroindustriais. Segundo Campos, “não há confiança no mercado de que novas tarifas não venham após essa derrota do presidente republicano”.

Para o especialista, “o risco não desaparece completamente, mas apenas se desloca para outro lugar. A questão é que as tarifas se tornaram uma ferramenta política e podem retornar sob outra justificativa legal a qualquer momento, de modo que os exportadores precisam, na verdade, trabalhar com o que pode acontecer. No que diz respeito à agenda, isso traz oportunidades ou carrega perigo. Isso criou uma oportunidade, pois com nossa estratégia de negócios em vigor, durante as tensões entre os EUA e outros parceiros, o Brasil pode ser um fornecedor alternativo e confiável em todas as linhas de comércio onde temos o escopo e a capacidade de entrega para fornecer. Risco porque um dos desempenhos recentes do Brasil é derivado da diversificação do comércio, e a diversificação pode ser reduzida se os EUA estabilizarem as regras em certos segmentos”.

Dependência da China e busca de novos mercados

Na avaliação de Jackson Campos, “isso tem um impacto direto na relação com a China. A China continua sendo uma âncora porque compra em volume e fornece a distribuição, mas a dependência excessiva é um ponto fraco. Se a geopolítica mudar para o lado negativo, ou a demanda diminuir, ou surgirem novas políticas, isso afeta o Brasil instantaneamente. O caminho a seguir é manter a força da China, mas abrir mais mercados e ampliar a agenda. E então a pressão sobre a política comercial brasileira. Este episódio reforça a ideia de que um acordo não é um debate teórico, mas sim um instrumento de competitividade e proteção. O Mercosul-União Europeia é imperativo porque desbloqueia o acesso preferencial, diminui barreiras e cria previsibilidade justamente quando o mundo está se tornando mais imprevisível”.

Jackson Campos considera de grande relevância que o Brasil procure seguir avançando na conquista de outros mercados na Ásia e no Oriente Médio.  Segundo ele, “as pessoas que têm mais portas abertas pagarão menos por tarifas, retaliações e mudanças de regras. O Brasil deve intensificar essa agenda e fazer sua lição de casa internamente, porque as oportunidades no comércio exterior não são descobertas em um discurso, elas ocorrem para aqueles que estão preparados para vender com conformidade, rastreabilidade e logística ágil. Mas é importante manter os pés no chão. A política comercial dos EUA continuará sendo usada como instrumento de pressão. O empresário brasileiro precisa trabalhar com cenário, diversificar mercados e reforçar a gestão de risco. O mundo está mais volátil e isso não vai mudar tão cedo”, analisa Campos.

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Fim das tarifas recíprocas nos EUA redesenha o cenário para commodities e comércio; StoneX considera decisão histórica

Decisão histórica limita uso de poderes emergenciais pelo Executivo e pode gerar ressarcimentos bilionários

Da Redação (*)

Brasília – A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (20) que as chamadas “tarifas recíprocas”, impostas de forma unilateral pela administração do presidente Donald Trump, são ilegais. Por seis votos a três, a mais alta instância do Judiciário americano entendeu que o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para justificar a medida extrapolou as atribuições constitucionais do presidente.

Segundo análise divulgada pela a StoneX, empresa global de serviços financeiros, a declaração de ilegalidade das chamadas “tarifas recíprocas” nos Estados Unidos tende a provocar uma reprecificação imediata no mercado internacional de commodities, reduzir distorções competitivas e trazer maior previsibilidade ao comércio global.

Conforme contextualiza Raphael Bulascoschi, analista de inteligência de mercado, as tarifas haviam sido anunciadas em abril do ano passado com base na IEEPA, legislação que concede ao chefe do Executivo poderes ampliados em situações classificadas como emergenciais. Governadores e empresas afetadas recorreram à Justiça, argumentando que a lei não autoriza a criação de tarifas comerciais e contestando a caracterização do chamado “estado de emergência” invocado pelo governo.

Revés significativo para Donald Trump

Antes de chegar à Suprema Corte, o caso foi analisado por três instâncias judiciais, todas contrárias à aplicação da IEEPA para fins tarifários. A decisão final do Supremo confirma esse entendimento e determina a interrupção imediata da cobrança das tarifas.

“O julgamento era acompanhado com expectativa pelo mercado e por analistas políticos, uma vez que a composição atual da Suprema Corte tem maioria conservadora, o que alimentava a possibilidade de uma decisão favorável à administração Trump. O resultado, no entanto, representa um revés significativo para o presidente e reforça os limites institucionais do poder Executivo em matéria comercial”, apontou o analista.

Repercussões no comércio internacional e nas commodities

A suspensão das tarifas tende a reduzir o poder de barganha dos Estados Unidos frente a parceiros comerciais estratégicos, como a China. Segundo a analista de planejamento e suporte, Julia Viana, ainda assim, especialistas não esperam movimentos abruptos no curto prazo. “Pequim tem adotado um discurso mais conciliador e se comprometeu recentemente a ampliar de 12 para 20 milhões de toneladas a compra de soja americana na atual safra”, afirmou.

Bulascoschi complementa, pontuando que “a Índia, outro ator relevante nas negociações comerciais com Washington, também dificilmente revisará acordos recém-anunciados em razão da decisão judicial”.

No Brasil, setores que não haviam sido beneficiados pela derrubada parcial de tarifas ocorrida em novembro do ano passado podem ser favorecidos pelo novo cenário, especialmente em mercados nos quais as tarifas recíprocas afetavam a competitividade dos exportadores.

Ambos especialistas da StoneX destacam que a decisão da Suprema Corte marca um precedente importante sobre os limites do uso de poderes emergenciais e deve influenciar o desenho da política comercial americana nos próximos meses.

Impactos fiscais e possibilidade de ressarcimento

Com a declaração de ilegalidade das tarifas, empresas e demais agentes econômicos afetados poderão buscar o ressarcimento dos valores pagos junto à alfândega americana, conforme explica Bulascoschi. Estimativas preliminares indicam que o montante a ser devolvido pode ultrapassar US$ 130 bilhões, o que representaria uma pressão adicional sobre o orçamento federal dos Estados Unidos.

“O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo ainda avalia a possibilidade de novos recursos judiciais, o que pode postergar definições sobre os ressarcimentos. Caso a devolução se confirme, o impacto fiscal pode trazer implicações relevantes para as contas públicas do país”, destacou.

(*) Com informações da StoneX

 

 

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Decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos reduzirá sobretaxas às exportações brasileiras, avalia Amcham Brasil

Da Redação (*)

Brasília – Em nota divulgada hoje (20), a Amcham Brasil avalia que a decisão anunciada, pela Suprema Corte dos Estados Unidos — que considerou inadequado o uso de tarifas com base na legislação americana de emergência econômica (International Emergency Economic Powers Act – IEEPA) — reduzirá parcela relevante das sobretaxas atualmente aplicadas às exportações brasileiras.

Embora o alcance e os efeitos práticos da decisão ainda estejam em análise, ela tem potencial de melhorar as condições de competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano e ampliar a previsibilidade nas relações comerciais entre os dois países.

No documento, a Amcham Brasil ressalta que permanece a possibilidade de adoção de novas medidas tarifárias pelos Estados Unidos com base em instrumentos jurídicos distintos da legislação de emergência econômica. Seguem em vigor tarifas aplicadas às exportações brasileiras com fundamento em segurança nacional (Seção 232), incluindo setores como aço e alumínio. Também permanece em curso a investigação amparada na Seção 301, relativa a políticas e práticas comerciais brasileiras, que poderá resultar na adoção de novas medidas comerciais.

Diante desse cenário, a Amcham Brasil reforça que o momento exige intensificação do diálogo bilateral e avanço em negociações entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, com foco na redução de barreiras e na ampliação do comércio e dos investimentos entre as duas economias. Para a Amcham, o anúncio de um encontro próximo entre os presidentes dos dois países representa uma janela estratégica para avançar nesse objetivo.

(*) Com informações da Amcham

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Inteligência de dados amplia eficiência em logística marítima para viabilizar previsibilidade e competitividade no comércio exterior

Da Redação (*)

Brasília – Responsável por cerca de 80% do volume do comércio mundial, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), o transporte marítimo opera em um ambiente de alta complexidade e é sensível a oscilações geopolíticas e econômicas. Nesse contexto, a inteligência de dados tornou-se um diferencial competitivo.

A aplicação de bases estruturadas, análises preditivas e inteligência artificial permite antecipar movimentos de mercado, otimizar rotas, reduzir custos logísticos – que podem representar até 20% do valor da mercadoria, de acordo com o Banco Mundial – e mitigar riscos operacionais. No setor de shipping, a informação deixou de ser apenas registro histórico para se consolidar como ferramenta estratégica de decisão.

Foi a partir deste cenário que Marcos Silva, CIO da Datamar, liderou a transformação da empresa em uma plataforma internacional de inteligência de mercado para o comércio exterior.

Com 20 anos de experiência, o especialista, que é formado em administração e possui especializações em tecnologia e gestão, consolidou-se como um dos executivos responsáveis por integrar dados históricos de navegação, automação de processos e inteligência artificial aplicada ao setor de shipping – um mercado tradicionalmente marcado por baixa digitalização e forte dependência de informações fragmentadas.

Sob sua liderança, a Datamar estruturou um modelo robusto de coleta, tratamento e análise de dados de navegação, com bases consolidadas desde 1996. A empresa atende armadores globais, terminais portuários, tradings, indústrias exportadoras e instituições financeiras, fornecendo relatórios analíticos, plataformas proprietárias e APIs que permitem integração direta com sistemas corporativos.

Ambiente de alta complexidade

“O nosso papel é transformar dado bruto em inteligência estratégica. Não entregamos informação isolada, entregamos contexto, previsibilidade e apoio real à tomada de decisão”, explica Marcos, que complementa: “O comércio exterior é um ambiente de alta complexidade. Quem opera nesse mercado precisa de dados confiáveis, atualizados e estruturados. Nosso trabalho é garantir que essas informações gerem eficiência operacional e vantagem competitiva”, diz.

A estratégia inclui o uso de inteligência artificial, incluindo modelos generativos e ferramentas de apoio à decisão, aplicados à análise de fluxos de importação e exportação, movimentação portuária e dinâmica de mercado. A proposta é migrar de uma visão retrospectiva para uma abordagem cada vez mais preditiva. “A tecnologia só é relevante quando impacta no resultado. Aplicamos IA para reduzir incertezas, antecipar movimentos e apoiar decisões estratégicas em um setor altamente sensível a variáveis geopolíticas e econômicas”, afirma.

Além da frente tecnológica, Marcos Silva também lidera iniciativas voltadas à consolidação da Datamar como hub de conhecimento do setor, como o DatamarLab, que conecta tecnologia, logística e academia, e o Datamar Smart Shipping, conferência que reúne executivos e especialistas para discutir tendências e desafios da logística marítima.

“Existe um gap na integração de sistemas e na utilização estratégica de dados. O potencial de ganho em eficiência é enorme. Nosso compromisso é acelerar essa evolução com soluções práticas e escaláveis”, finaliza.

(*) Com informações da Datamar

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Carnaval Além da Folia: A Outra Face do Trabalho Informal no Brasil

Ricardo Dias (*)

Quando o Carnaval chega, o imaginário coletivo brasileiro se enche de cores, música, alegria e debates sobre turismo e movimentação econômica. Mas para além dos blocos, trios elétricos e abadás, existe um universo invisível de trabalhadores e trabalhadoras que não desfrutam da festa, mas dependem para sobreviver. Camarins vazios de reconhecimento formal, jornadas exaustivas sem direitos e remunerações muitas vezes abaixo da merecida, este é o retrato atual da informalidade no mercado de eventos.

A Realidade da Informalidade no Setor de Eventos

A demanda sazonal deve gerar um impacto relevante no mercado de trabalho, com a abertura de 39,2 mil vagas temporárias, número apresenta crescimento em relação a 2025, porém, mesmo com a expansão das admissões no período, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta uma tendência de menor retenção desses trabalhadores. Para 2026, a taxa de efetivação é estimada em 11%, abaixo dos 16% registrados no ano anterior. O movimento indica uma acomodação do setor após o processo de recomposição de vagas eliminadas no auge da crise sanitária, quando os índices de efetivação chegaram a 24% em 2021 e 2022.

Essa realidade reflete um problema estrutural mais amplo: um setor complexo, como o de eventos, que é altamente dependente de trabalho temporário e sazonal, resistente à formalização por meio da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e que, por isso, reproduz relações precárias mesmo em momentos de forte geração de renda.

Informalidade e Carnaval: Número e Condições de Trabalho

O próprio Carnaval evidencia, e até expõe, a precariedade dessas relações laborais. Fiscalizações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) durante o Carnaval de 2025 em Salvador resgataram mais de 300 vendedores ambulantes em condições análogas à escravidão, submetidos a jornadas extensas, falta de infraestrutura básica, alojamento improvisado e ausência de descanso adequado.

Embora este seja um caso extremo e esteja ligado a trabalho degradante, ele denuncia uma realidade comum no Carnaval: muitos ambulantes e operadores trabalham sem contrato formal, sem acesso a direitos básicos como descanso remunerado, alimentação decente e proteção social, configurações que se enquadram claramente na definição de trabalho informal ou precário.

Esses trabalhadores, mesmo sendo parte integral da cadeia produtiva que movimenta bilhões de reais durante o Carnaval, muitas vezes não têm acesso a benefícios que outros trabalhadores formais recebem, como seguro-desemprego, férias remuneradas, vale-transporte ou FGTS. Essa disparidade adiciona uma camada de injustiça social a uma celebração nacional de enorme significado cultural.

Projeções para 2026 e o Desafio da Formalização

De acordo com estimativa da CNC, o Carnaval deve gerar R$ 14,48 bilhões em receitas em todo o Brasil, representando um aumento de 3,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar da ausência da consolidação de dados para o ano atual, a Abrafesta indica que a informalidade continuará sendo um desafio central. A própria entidade tem articulado propostas regulatórias e políticas públicas para reforçar a necessidade de estrutura que promova formalização e proteção social para os trabalhadores da cadeia de eventos, inclusive em momentos de alta demanda, como o Carnaval.

Esse debate aponta para 2026 um cenário em que, mesmo com a expectativa de crescimento econômico e de consumo no setor de eventos, a precariedade laboral pode persistir se não houver mudanças estruturais profundas nas relações de trabalho.

(*) Ricardo Dias, presidente da Abrafesta

 

 

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Porto de Santos tem o melhor mês de janeiro da história em movimentação geral de cargas e de contêineres

Da Redação (*)

Brasília – Janeiro é, historicamente, o mês do ano menor movimentação no Porto de Santos, devido a fatores climáticos e mercadológicos. Mas 2026 começa já com marcas históricas: é o melhor início de ano da história.

Em janeiro de 2026, foram movimentadas 12,7 milhões de toneladas de cargas no Porto de Santos. O número é 9,5% maior que o de 2025 (11,6 milhões) e 6,8% maior que o recorde anterior (2024, quando foram 11,9 milhões).

Em contêineres, o resultado é também histórico: foram 467 mil TEU, marca 1,4% maior que em janeiro de 2024 e melhor resultado para o mês.

“É mais uma boa notícia, que confirma que os bons resultados alcançados até o momento não foram sorte, mas planejamento”, afirma o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini. “Acabamos de receber do governo do presidente Lula a aprovação da ampliação da área do Porto de Santos, o que vai garantir que os recordes continuem sendo quebrados”, completa Pomini.

Agronegócio segue liderando movimentação

Os recordes de janeiro de 2026 foram puxados mais uma vez pelo agronegócio. Os destaques foram o açúcar, que reverte a tendência de queda observada em 2025 e registra no mês crescimento de 36,8% em relação ao ano anterior, com embarque de 1,57 milhão de toneladas. O complexo soja (grãos e farelo), com disponibilidade do produto e demanda externa aquecida, teve aumento de 79,6% em relação a 2025, com embarque de 1,56 milhão de toneladas.

A movimentação de contêineres cresceu de 460.786 TEU em janeiro de 2024 para 467.223 neste ano. O número de atracações foi de 446, aumento de 2,5% em relação a janeiro de 2025 (quando foram 435 atracações). A participação de Santos na corrente comercial brasileira teve leve recuo em relação ao fechamento do ano de 2025, de 29,6% para 29,5%.

(*) Com informações da Autoridade Portuária de Santos

 

 

 

 

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Caso Banco Master mostra como a nova era da manipulação digital é impulsionada pela IA

Rico Araujo (*)

Por muito tempo, campanhas digitais negativas eram vistas como ações artesanais, dependentes de esforço humano intenso, coordenação manual e alcance limitado. Atualmente, a combinação de inteligência artificial e automação transformou esse cenário. Narrativas negativas podem ser escaladas com velocidade, precisão e personalização, tornando disputas de reputação operações de grande escala, quase industriais.

O caso recente envolvendo o Banco Master, atualmente objeto de investigações conduzidas pela Polícia Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal, trouxe à tona discussões relevantes sobre o uso de tecnologia e automação em campanhas coordenadas de influência no ambiente digital.

Mais do que uma questão jurídica específica, o episódio evidencia um problema estrutural: a combinação entre dados, automação e inteligência artificial permite moldar percepções e influenciar a opinião pública de forma altamente orquestrada, enquanto sociedade, empresas e instituições ainda enfrentam dificuldades para compreender, monitorar e responder a esse novo tipo de dinâmica digital.

Ferramentas de IA generativa permitem criar grandes volumes de conteúdo em minutos, como textos, roteiros, comentários e até vídeos, ajustados para diferentes públicos, plataformas e contextos emocionais. Uma mesma mensagem pode ser reescrita dezenas de vezes, com variações de tom e vocabulário, atingindo audiências distintas sem revelar coordenação centralizada. O resultado é que a percepção de consenso ou de opinião espontânea se torna artificial, minando a confiança pública em informações legítimas.

A automação funciona como o motor dessas operações: sistemas programados distribuem conteúdo estrategicamente, respondem interações, amplificam temas e mantêm presença constante. Para observadores externos, a narrativa parece natural, mas na prática é uma operação cuidadosamente orquestrada. Esse efeito é potencializado por deepfakes, textos sintéticos e perfis digitais simulados. Criar identidades online com histórico e padrões de interação realistas tornou-se trivial, tornando quase impossível detectar campanhas coordenadas.

Segundo o Identity Fraud Report 2025–2026, ataques envolvendo deepfakes cresceram 126% no Brasil em 2025, com 39% dos casos detectados na América Latina concentrados no país, afetando fintechs, bancos e plataformas de apostas online. O crescimento explosivo desses ataques evidencia que a manipulação digital não é um risco futuro, mas uma realidade que já impacta diretamente setores estratégicos e a confiança do público.

Mais do que volume, automação e IA oferecem eficiência estratégica. Algoritmos identificam discursos que geram engajamento, gatilhos emocionais mais efetivos e formatos mais compartilháveis. Assim, a narrativa é otimizada em tempo real, como qualquer campanha de marketing orientada a performance, mas com foco em influência e reputação, e com consequências que podem ser desastrosas para empresas, reguladores e sociedade.

Sete em cada 10 brasileiros já viram alguma notícia falsa, de acordo com pesquisa realizada pelo DataSenado. Quando perguntados sobre o motivo para a disseminação de notícias falsas, 31% acreditam que quem compartilha esse tipo de notícia quer mudar a opinião dos outros, enquanto 30% apontam desconhecimento sobre a veracidade da informação. Esses números mostram que a desinformação não é apenas tecnológica: ela se alimenta de comportamentos humanos, crenças e hábitos de consumo de conteúdo digital, tornando o impacto ainda mais difícil de conter.

Diante disso, organizações que ignoram essa dinâmica estão cometendo um erro estratégico grave. Não se trata apenas de subestimar ataques isolados ou “fake news”, mas de falhar em compreender um ecossistema tecnológico que manipula percepções em escala. A mesma tecnologia usada para engajar consumidores pode ser usada para desgastar marcas e instituições, criando um campo de batalha digital em que apenas quem domina as ferramentas, entende os algoritmos e age de forma estratégica terá vantagem.

No ambiente digital contemporâneo, narrativa deixou de ser apenas comunicação: tornou-se infraestrutura crítica. Casos como o do Banco Master mostram que empresas e instituições que não investirem em monitoramento avançado, inteligência digital e capacidade de resposta estruturada estarão permanentemente atrás de operações automatizadas. A pergunta não é se a IA já atua nesse campo, mas quem está preparado para enfrentar essa realidade e assumir responsabilidade ética e estratégica pelo impacto de suas ações digitais. Ignorar esse cenário não é neutralidade tecnológica, é abdicar de responsabilidade estratégica

(*) Rico Araújo – Especialista no desenvolvimento de projetos que integram marketing e inovação estratégica para transformar marcas em negócios altamente competitivos, Rico Araujo é CEO da PX/Brasil, agência especializada em marketing estratégico, posicionamento competitivo e geração de negócios, e conselheiro de Inovação.

 

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Ministro do Turismo celebra sucesso do Carnaval 2026 e prevê maior fluxo de turistas da história

Expectativa de fluxo de turistas no período é a maior da história, favorecendo a geração de empregos e a inclusão social em todo o país. Representantes do setor confirmam resultados positivos

“Estamos celebrando um dos maiores e melhores carnavais da história, com expectativa recorde de foliões e de movimentação financeira, o que mostra o quanto o turismo contribui para o crescimento econômico e social do Brasil”. A avaliação é do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que percorreu os principais destinos da folia no Brasil – e comprovou os benefícios do período à população.

Segundo estimativas do Ministério do Turismo, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da FecomercioSP, as festas devem movimentar mais de R$ 18,6 bilhões no país, fruto da intensa procura por acomodação, alimentação e lazer no período. O resultado, 10% superior ao do Carnaval do ano passado, representa o melhor volume para o mês de fevereiro desde o início da série histórica, em 2011, e reflete o grande fluxo de visitantes registrado de norte a sul do país.

Expressiva alta de 22% no número de foliões em todo o País

A estimativa é de que mais de 65 milhões de pessoas curtiram nas ruas de todo o Brasil, um aumento expressivo de 22% na comparação com o mesmo período de 2025. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça que, além da valorização da identidade cultural brasileira, o Carnaval representa oportunidades de emprego para os brasileiros.

“O Carnaval de 2026 se consolida não apenas como a maior festa popular do planeta, mas como um motor fundamental para o crescimento econômico do Brasil e, consequentemente, a inclusão social de milhares de brasileiros. A festa move toda uma cadeia produtiva, gerando emprego e renda em diversos setores, desde a hotelaria ao pequeno empreendedor de rua”, observa.

As cidades do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Recife (PE), Olinda (PE) e Salvador (BA) – que mais atraem turistas nesse período – reuniram mais de 32 milhões de foliões, de acordo com as estimativas. São Paulo liderou em público, com 16,5 milhões de pessoas curtindo a folia e um impacto econômico de mais de R$ 7 bilhões. Já o Rio de Janeiro manteve alta rentabilidade por visitante impulsionado por eventos como a Sapucaí e os bloquinhos de rua, com cerca de 8 milhões de foliões, um impacto de aproximadamente R$ 5,7 bilhões e a ocupação hoteleira atingindo quase a capacidade máxima, com 98%.

No Nordeste, o polo Recife/Olinda reuniu uma multidão de mais de 7,6 milhões de foliões, com uma movimentação financeira de R$ 3,2 bilhões, e o estado projetando crescimento de 49% no fluxo de turistas internacionais. Em Salvador, mais de 8 milhões curtiram a folia e movimentaram R$ 2 bilhões na economia.

Reflexos na ponta

O grande movimento do período de Carnaval no Brasil é sentido por aqueles que ajudam a fazer o turismo acontecer na ponta, como meios de hospedagem, agências de viagens, bares e restaurantes. Alexandre Sampaio, diretor de Turismo da CNC e presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FHBA), confirma o impacto positivo das festas populares sobre a atividade produtiva.

“O Carnaval de 2026 foi um sucesso em todo o Brasil, com hotéis em todos os destinos turísticos lotados, inclusive em destinos de serra, e não somente de praia; restaurantes com alta demanda. Nesses destinos, registramos ocupações plenas e demanda elevada. Um sucesso que demonstra a intensa movimentação de brasileiros e consolida o país como um destino maduro”, avalia Sampaio.

Os benefícios da celebração são igualmente visíveis em outro segmento vital ao turismo: o de alimentação fora do lar, bastante usado por visitantes. “O forte crescimento do movimento de turistas pelo país, tanto de estrangeiros quanto de brasileiros, está movimentando de maneira inédita e muito positiva o faturamento dos bares e restaurantes no país”, aponta Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Além das ruas, a folia também leva prosperidade ao turismo náutico no Brasil. Um levantamento do Ministério do Turismo, em parceria com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil), mostra que, entre 13 e 23 de fevereiro, 10 navios de cruzeiro farão embarques e escalas pelos destinos brasileiros, consolidando o período como um dos mais movimentados para o turismo marítimo.

“O Carnaval brasileiro é uma celebração plural, vivida de diferentes formas em todo o país. Os cruzeiros se somam a esse movimento ao possibilitar que o passageiro conheça mais de um destino durante o feriado. Brasileiros e estrangeiros celebram o Carnaval a bordo dos navios e também em terra, ampliando o alcance do turismo e contribuindo para movimentar a economia e gerar oportunidades em diversas cidades”, afirma Marco Ferraz, presidente executivo da CLIA Brasil.

(*) Com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

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Lula visita a Índia para tratar de comércio, multilateralismo e reforma da governança global

Da Redação (*)

Brasília O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou na manhã desta terça-feira (17) para visitar  a Índia entre os dias 18 e 21 de fevereiro, a convite do primeiro-ministro Narendra Modi. A comitiva presidencial fará uma escala em Túnis, capital da Tunísia, prevista para 23h20, no horário de Brasília.

Nos dias 19 e 20, o presidente Lula participará, em Nova Delhi, da cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA) e de eventos relacionados à temática.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a cúpula dará sequência ao chamado ‘processo de Bletchley’, série de reuniões intergovernamentais sobre segurança e governança de IA.

Multilateralismo

No dia 21, o Itamaraty confirma que o mandatário brasileiro será recebido em visita de Estado pelo primeiro-ministro indiano.

Na reunião, Lula e Narendra Modi devem tratar dos atuais desafios ao multilateralismo e da necessidade de reforma abrangente da governança global, como a já debatida reforma do Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU).

Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões.

Os dois líderes ainda terão a oportunidade de aprofundar a cooperação bilateral nas áreas de comércio, investimentos, defesa, aviação, tecnologias digitais, inteligência artificial, economia e finanças, transição energética, minerais críticos, saúde, acesso a medicamentos e indústria farmacêutica e cooperação espacial, entre outras.

Comitiva

O presidente brasileiro viaja à Índia acompanhado de uma comitiva de ministros de Estado, representes de instituições públicos e por uma missão de empresários brasileiros.

Antes de embarcar, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse em sua rede social, que serão priorizados acordos no setor farmacêutico para atrair investimentos, acesso a novos medicamentos e pesquisa pelo Brasil para garantir o acesso à população brasileira a medicamentos e à tecnologia da Saúde.

“Nossa missão na Índia, essa potência farmacêutica, terá três grandes focos: trazer cada vez mais produtos e tecnologias para o Brasil, vamos assinar várias parcerias [na área], conhecer a medicina tradicional indiana e visitar os hospitais inteligentes”, adiantou ministro da Saúde.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Exportações para os principais parceiros do Brasil caíram em janeiro e China foi a grande exceção, destaca FGV/IBRE

Da Redação (*)

Brasília – O superávit da balança comercial de janeiro foi de US$ 4,3 bilhões, um aumento de US$ 2 bilhões em relação a janeiro de 2025. A principal contribuição para esse aumento foi o saldo da balança comercial da China, que passou de um déficit de US$ 536,6 milhões em janeiro de 2025 para um saldo positivo de US$ 717,7 milhões no mesmo mês de 2026. A segunda principal contribuição foi da União Europeia, com um superávit de US$ 308,4 milhões em 2026, enquanto em janeiro de 2025 o saldo positivo foi de US$ 98,5 milhões. Os dados são do Índice de Comércio Exterior (ICOMEX) da FGV/IBRE>

Os demais mercados registraram redução do superávit (América do Sul e Ásia, exclusive China) ou aumento do déficit (Estados Unidos). O déficit nas trocas com os Estados Unidos passou de US$ 221,6 milhões para US$ 668,4 milhões. Observa-se que na América do Sul a queda foi causada pela redução do superávit com a Argentina, pois para o resto da região o saldo positivo aumentou de US$ 448 milhões para US$ 521 milhões.

De acordo com o estudo, a melhora do superávit de janeiro é explicada pela queda das importações, que recuaram, em valor, -9,8%, entre os meses de janeiro de 2025 e 2026, pois as importações ficaram estagnadas. Em volume, a variação das exportações foi de -0,7% e das importações de -12,0%, enquanto os preços sobem +2,6% para as importações e caem -0,2% para as importações. Uma desaceleração das importações no início do ano é esperada, mesmo com um câmbio valorizado. Em adição, a expectativa é de um crescimento menor em 2026 em relação ao de 2025.

China e “Demais países da América do Sul” registraram aumento das exportações em volume, +14,1% e +15,2% e valor, +17,4% e +14,3%, respectivamente. Para os demais mercados analisados todos registraram queda no volume e no valor exportado. Para os Estados Unidos, o recuo foi de 22,4%, volume, e de 25,5%, valor. Exceto “Demais América do Sul”, as importações caem para todos os mercados. Em termos da variação no volume, as maiores quedas foram para União Europeia (-25,9%) e Estados Unidos (-23,7%). Observa-se que para a China o recuo foi de 2,6% em volume e -4,9%, em valor. O aumento do superávit para a China foi puxado, principalmente, pelo crescimento das exportações, destaca o ICOMEX.

No tocante às exportações de commodities, o ICOMEX sublinha que ficaram quase estagnadas em termos de volume e, junto com a queda nos preços, recuaram 4,2%, em valor. As não commodities recuaram em volume (-2,5%) mas, com o aumento nos preços em 8,3%, cresceram em valor (+5,6%). A cesta de commodities do ICOMEX abrange itens da indústria de transformação como carnes, alguns produtos siderúrgicos, suco de laranja, celulose, entre outros. Nos dados de janeiro, o ouro não monetário que faz parte da indústria de transformação foi o quarto principal produto exportado pela indústria, com variações em valor de +102,9%, volume de +15,4% e preços de +75,8%. O ouro não monerário não está classificado na cesta de commodities do ICOMEX, pois não tinha peso expressivo nos anos anteriores. Aeronaves foi a 10ª principal exportação da indústria de transformação, com variações em valor de +63,6%, volume de +22,0% e preços de +34,1%. O aumento nos preços das não commodities pode ter tido a influência, em especial, da variação do ouro não monetário.

Exportação por setor

A exportação por setor de atividade mostra a liderança da agropecuária em temos de valor (9,8%), puxada pelo aumento de preços (+7,1%) e pelo avanço no volume de 3,1%. O principal produto exportado, café, com participação de 26,2% no total das exportações da agropecuária, registrou um aumento de 32,6%, mas teve queda de 42,4% no volume exportado. Milho e soja, que representaram juntos 45,75% das exportações, aumentaram o volume em +18,2% e 75,5%, respectivamente.

A indústria extrativa teve aumento de volume (5,6%), queda de preços (-8,3%) e recuo no valor (-3,5%). O petróleo bruto, que explica 61% das exportações da extrativa, registrou queda de preços (-18,2%) e aumento no volume (13,3%), enquanto o minério de ferro, com participação de 26%, registrou quedas em preço e volume. Por último, na indústria de transformação, houve queda no valor (-1,9%) e no volume (-2,3%), e nos preços um aumento de +0,4%. É uma pauta diversificada e os 10 principais produtos exportados em janeiro explicaram 52,7% das vendas externas da indústria.

Exceto aeronaves e o ouro não monetário, todos os outros pertencem a cesta de commodities, sendo que a carne bovina foi o principal produto exportado, com aumento de preços (+10,8%) e volume (+28,6%) – representa 9,1% das exportações da transformação. Ressalta-se que a queda no volume só ocorreu na indústria de transformação.

As importações de bens de capital e de bens intermediários caem para a indústria de transformação e para a agropecuária, o que ainda não é suficiente para afirmar que essa será a tendência, reflexo de uma desaceleração da economia.

Os fluxos de comércio são influenciados por renda doméstica (importações), demanda externa (exportações) e câmbio real. O efeito Trump fica nítido com a queda do câmbio em 2025, após um período de desvalorização. O anúncio em abril do tarifaço provocou uma grande queda e, embora observada uma recuperação, o índice não ultrapassa a base de janeiro de 2023. Ressalta-se que o cálculo do câmbio efetivo mostra apenas tendências de valorização ou desvalorização em relação a um determinado período, mas não tem como referência um câmbio de equilíbrio.

No mundo atual, além das variáveis tradicionais para avaliar possíveis tendências dos fluxos de comércio, temas variados da geopolítica, e o unilateralismo de Trump, os acordos preferenciais tornam mais imprevisíveis e incertas essas tendências. Começamos 2026 com a “certeza” de que a imprevisibilidade e as incertezas continuarão a fazer parte do cenário mundial. No curto prazo, o possível encontro entre Trump e o presidente Lula, agendado para março, poderá ou não resultar na retirada dos produtos afetados, em especial manufaturas, que ainda estão com o tarifaço de 50%. Em adição, espera-se a aprovação da parte comercial do acordo Mercosul-União Europeia pelo Conselho Europeu, finaliza o estudo.

(*) Com informações da FGV/IBRE

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