Banco do Brasil lança Pix para compras na Argentina com pagamentos utilizando QR Code

Função permite pagar produtos fora do país com Código QR

Da Redação (*)

Brasília – Os correntistas do Banco do Brasil (BB) podem fazer pagamentos em lojas físicas na Argentina pelo Pix. Em parceria com o Banco Patagonia, o BB lançou o Pix no Exterior.

A solução estreia na Argentina e poderá ser usada por qualquer usuário do Pix, mesmo que não seja correntista do banco.

O pagamento funciona por meio da leitura de um Código QR exibido pelo comerciante, que pode estar em uma maquininha ou outro dispositivo. O cliente acessa o aplicativo da instituição financeira brasileira, escaneia o código, confere os dados e confirma a transação, sem necessidade de cadastro ou habilitação prévia.

Câmbio e IOF

Por trás da operação, há uma conversão automática de moeda realizada pelo banco. O valor da compra é pago em reais pelo cliente, enquanto o comerciante recebe na moeda local. Esse processo ocorre por meio de uma operação de câmbio integrada à transação.

Na prática, o débito sai diretamente da conta corrente ou da poupança do usuário no Brasil e aparece no extrato como um Pix comum. Sobre a transação incide o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tributo federal cobrado em operações de câmbio e crédito.

Segundo o banco, a conversão é viabilizada por meio de APIs, interfaces tecnológicas que conectam diferentes sistemas financeiros e permitem que a operação seja processada automaticamente em poucos segundos.

A solução foi desenvolvida em parceria com o Banco Patagonia, instituição financeira argentina que integra o conglomerado do Banco do Brasil. O sistema utiliza ainda a solução de cobranças Wapa e a infraestrutura tecnológica da Coelsa, empresa que atua no mercado de meios de pagamento na América Latina.

“O lançamento do Pix no exterior reforça a atuação internacional do Banco do Brasil e nosso compromisso com a inovação em meios de pagamentos voltada ao bem-estar das pessoas”, afirmou em nota Felipe Prince, conselheiro de administração do Banco Patagonia e vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Risco do Banco do Brasil.

O BB estuda a expansão do Pix no Exterior para outros países da América, Europa e Ásia, especialmente em regiões com grande presença de brasileiros. Segundo a instituição, a iniciativa faz parte da estratégia de ampliar a oferta de serviços financeiros digitais e simplificar pagamentos internacionais.

(*) Com informações da Agência Brasil

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MTur estrutura Programa de Segurança Turística e fixa metas anuais para ampliar a cultura de prevenção e proteção no setor

Portaria publicada detalha a iniciativa prevista no Plano Nacional de Turismo 2024-2027, que busca promover um ambiente turístico mais seguro, responsável e inclusivo no país

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Turismo publicou a portaria que regulamenta o Programa de Segurança Turística, previsto no Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027. A iniciativa tem como objetivo promover um ambiente turístico mais seguro, responsável e inclusivo em todo o país, contribuindo para o ordenamento, a estruturação e a competitividade sustentável dos destinos e produtos turísticos, com foco também na acessibilidade.

A norma estabelece objetivos, metas e ações estratégicas, além de definir diretrizes para a implementação e o monitoramento do programa. “Fortalecer a segurança é um passo essencial para o desenvolvimento do turismo no Brasil. Com esse programa, avançamos na proteção de viajantes, profissionais e destinos, garantindo experiências mais seguras, responsáveis e acolhedoras em todo o país”, afirma o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

Entre as ações previstas está a implementação anual de novas iniciativas de sensibilização, conscientização e divulgação de diretrizes, normas e protocolos de segurança turística, direcionadas a prestadores de serviços, gestores públicos, profissionais do setor, órgãos estaduais e municipais de turismo e turistas.

Entregas previstas

Até 2027, o Programa de Segurança Turística prevê a execução de um conjunto de ações voltadas à promoção do turismo responsável e sustentável. Entre os produtos a serem entregues estão iniciativas de sensibilização e capacitação para divulgação de normas e protocolos, com foco especial na proteção de mulheres viajantes e de turistas de aventura.

Uma das entregas é o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, que reúne dados, análises e orientações práticas para fomentar um turismo mais seguro, responsável e inclusivo. A publicação já está disponível no site do Ministério.

Também estão previstas a ampliação das ações de divulgação do Código de Conduta Brasil e do Movimento Turismo que Protege, além do mapeamento e da disseminação de novas boas práticas no Mapa do Turismo Responsável até 2027.

Resultados esperados

Entre os resultados projetados estão a ampliação da difusão de boas práticas por meio do Mapa do Turismo Responsável, a consolidação da articulação interinstitucional no âmbito da Câmara Temática de Segurança Turística do Conselho Nacional de Turismo e a sensibilização e capacitação de 2,7 mil integrantes do público-alvo na temática de segurança turística.

A iniciativa também prevê apoio a projetos voltados à segurança em atividades como ecoturismo e turismo de aventura, com estímulo ao cumprimento de normas técnicas.

(*) Com informações do MTur

 

 

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Minidocumentário revela como o mar molda identidades, gera renda e posiciona o país como destino regenerativo e diverso

Da Redação (*)

Brasília – Som que embala cidades, sal que tempera histórias e horizonte que ensina sobre liberdade. No Brasil, o mar nunca foi apenas paisagem. Ele sustenta comunidades, inspira fé, movimenta economias e desenha futuros. Para celebrar essa conexão profunda, a Embratur lança o novo episódio da série audiovisual Turismo Transforma: A Magia do Oceano. O documentário mergulha em histórias reais de brasileiros que têm suas vidas esculpidas pelas marés e mostra como o Atlântico é vetor de transformação social, cultural e econômica.

Percorrendo os cenários icônicos de Salvador (BA) e Florianópolis (SC), a produção destaca o conceito de Brasil Azul. O vídeo explora como a conservação ambiental e a economia azul, um modelo de desenvolvimento baseado no uso sustentável dos recursos marinhos, se fundem para criar um destino turístico que vai além da contemplação, oferecendo cura, renovação e consciência ambiental aos visitantes.

Galeria Visit Brasil

Como parte da estratégia de promoção do Brasil no exterior, a primeira exibição pública do episódio ocorreu durante a Galeria Visit Brasil, em Lisboa, Portugal, quando a capital sediava a Bolsa de Turismo de Lisboa, feira internacional lusitana. O espaço, que serviu como uma vitrine imersiva da cultura e dos destinos brasileiros na Europa, proporcionou aos visitantes internacionais um mergulho sensorial na nossa economia azul.

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, “o Brasil Azul mostra que nossas praias não são apenas espaços de lazer”. “São territórios de conservação, de fé e de sobrevivência. Quando promovemos o mar brasileiro, estamos promovendo a nossa história e a nossa capacidade de inovar com sustentabilidade. É o turismo na prática, aquele que deixa legado para quem recebe e memórias transformadoras para quem visita,” afirmou.

Em Salvador, o documentário captura a essência mística da relação entre o soteropolitano e o mar. Através do olhar de pescadores veteranos e devotos de Iemanjá, a obra ilustra como o oceano é um espaço de respeito e ancestralidade.

A narrativa destaca a tradicional Festa de Iemanjá como um epicentro de cultura que atrai turistas do mundo inteiro, transformando devoção em uma potente alavanca de negócios e turismo cultural. É na capital baiana que o mar é descrito como um lugar de acolhimento materno onde as energias renovam e a identidade se fortalece. O documentário mostra como o turismo fortalece patrimônios imateriais, combate invisibilidades históricas e transforma tradição em oportunidade.

Sustentabilidade

O episódio também desembarca em Florianópolis para apresentar a face moderna e produtiva da costa brasileira e revela que o nosso litoral é o escritório do futuro.

A gastronomia aparece como extensão. Histórias de chefs que cresceram entre mergulhos e pescarias reforçam que a qualidade do prato começa no oceano. Reconhecida como Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO, Florianópolis se consolida como um destino onde cultura alimentar e território caminham juntos.

A capital catarinense também surge como símbolo das novas dinâmicas do turismo global. A combinação entre natureza conservada, infraestrutura urbana e segurança transformou a cidade em polo para nômades digitais. Hostels adaptados ao trabalho remoto, aulas de surf para estrangeiros e profissionais de tecnologia que trocam escritórios fechados pela vista do mar ilustram um novo perfil de visitante que busca qualidade de vida, conexão com a natureza e experiências autênticas.

Nesse contexto, o litoral brasileiro deixa de ser apenas destino de férias e passa a ser espaço de permanência, produtividade e bem-estar.

Bandeira Azul

O episódio incorpora ainda a perspectiva técnica da certificação Bandeira Azul, selo internacional concedido a praias e marinas que cumprem critérios rigorosos de qualidade ambiental, segurança e gestão sustentável. Ao apresentar essas iniciativas, o documentário reforça que o turismo pode ser ferramenta de adaptação e mitigação climática, em um turismo que protege o território.

(*) Com informações da Embratur

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Portal Único já responde pela metade das importações brasileiras e pode gerar economia anual superior a R$ 40 bilhões

Sistema do governo federal deve concentrar todas as operações até o fim do ano e pode gerar economia superior a R$ 40 bilhões anuais

Da Redação (*)

Brasília – O Portal Único de Comércio Exterior registrou, em fevereiro, participação diária acima de 50% das operações de importação realizadas no Brasil, o que representa um marco no processo de implementação da plataforma digital do governo federal.

“O Portal Único respondeu, em fevereiro, pela primeira vez, por mais da metade das importações do país. A expectativa é que o sistema esteja totalmente implementado até o fim do ano”, afirmou o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.

Quando estiver operando integralmente, o sistema poderá gerar economia superior a R$ 40 bilhões por ano para empresas, resultado da simplificação de procedimentos, da integração de sistemas e da redução de prazos nas operações de comércio exterior.

Economia e agilidade no processo de importação

Segundo cálculo adotado internacionalmente e utilizado pelo MDIC, cada dia de carga parada representa custo equivalente a 0,8% do valor da mercadoria. A pasta calcula que já há redução de 19 horas na permanência média da carga na zona portuária para as operações realizadas por meio da Declaração Única de Importação (DUIMP), em comparação com a Declaração de Importação (DI). A mudança gera economia imediata para o operador de comércio exterior que opta pelo novo processo de importação, nos casos em que o uso do sistema ainda é facultativo.

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, explica que o Portal Único é central na estratégia de comércio exterior brasileira e que alcançar os 50% de operações em fevereiro é um marco histórico porque consolida o novo modelo de importações.

“O Brasil avança na desburocratização do comércio exterior com a simplificação de processos e redução de tempo e custo. Nosso objetivo é tornar o comércio exterior, e seus benefícios, mais acessível a todos”, afirmou.

Coordenado pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC e pela Receita Federal, com a participação de quase 20 órgãos públicos, que atuam como anuentes nas operações de comércio exterior, o Portal Único já processa 100% das exportações brasileiras. A previsão é que todas as importações passem a ser realizadas pela plataforma até o final deste ano.

(*) Com informações do MDIC

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Balança comercial tem superávit de US$ 4,208 bilhões no quarto melhor resultado para fevereiro da série histórica

Da Redação (*)

Brasília – Beneficiada pela queda das importações e pelo crescimento das vendas de petróleo, a balança comercial registrou o quarto maior superávit para meses de fevereiro desde o início da série histórica, divulgou nesta quinta-feira (5) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 4,208 bilhões, contra déficit de US$ 467 milhões no mesmo mês de 2025.

Em fevereiro do ano passado, o déficit registrado deve-se à importação de uma plataforma de petróleo. A operação não se repetiu em fevereiro deste ano, fazendo a balança voltar a ficar no positivo.

O resultado da balança comercial para meses de fevereiro só perde para 2024 (superávit recorde de US$ 5,13 bilhões), 2022 e 2017.

O valor das exportações e das importações ficou o seguinte:

  • Exportações: US$ 26,306 bilhões, alta de 15,6% em relação a fevereiro do ano passado;
  • Importações: US$ 22,098 bilhões, queda de 4,8% na mesma comparação.

No caso das exportações, o montante é o maior para meses de fevereiro desde o início da série histórica, em 1989. As importações registraram o segundo melhor fevereiro da série, só perdendo para o mesmo mês do ano passado.

Acumulado

Nos dois primeiros meses do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 8,023 bilhões. O valor é 329% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, influenciado pela importação de plataforma de petróleo, e o segundo mais alto para o período, só perdendo para janeiro e fevereiro de 2024.

A composição ficou a seguinte:

  • Exportações: US$ 50,922 bilhões, alta de 5,8% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado;
  • Importações: US$ 42,898 bilhões, queda de 7,3% na mesma comparação.

Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em janeiro variaram da seguinte forma:

  • Agropecuária: +6,1%, com alta de 1,7% no volume e de 4,4% no preço médio;
  • Indústria extrativa: +55,5%, puxado pelo petróleo, com alta de 63,6% no volume e queda de 3,5% no preço médio;
  • Indústria de transformação: +6,3%, com alta de 4% no volume e de 0,8% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pela alta das exportações em janeiro foram os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+15,5%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+33,9%); e milho não moído (+8%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+76,5%); minério de ferro e concentrados (+20,9%); e minérios de cobre e concentrados (+131,2%);
  • Indústria de transformação: carne bovina (+41,8%); produtos semiacabados de ferro ou aço (+89,7%); e ouro não monetário, excluindo minérios de ouro (+71,9%).

Em relação ao petróleo bruto, a alta nas exportações chega a US$ 1,622 bilhão em relação a fevereiro de 2025. Tradicionalmente, as vendas de petróleo registram forte variação mensal por causa da manutenção programada de plataformas.

No que se refere às importações, a queda está vinculada ao gás natural e à desaceleração da economia, com a diminuição dos investimentos.

Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:

  • Agropecuária: trigo e centeio não moídos (-65,5%); e látex e borracha natural (-38,9%);
  • Indústria extrativa: gás natural (-50,8%); e outros minérios de minerais em base (-15,8%);
  • Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-70,5%); plataformas e embarcações (-8,3%); e inseticidas (-44,5%).

Projeções

Para este ano, o Mdic projeta superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões. As exportações deverão encerrar o ano entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões; e as importações, entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril. No ano passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 68,3 bilhões. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.

As estimativas do Mdic estão mais otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 68,63 bilhões.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Plataforma Brasil Exportação apresenta mais de 100 eventos internacionais da ApexBrasil e parceiros para 2026

Empresários podem se organizar com antecedência usando o Calendário e o Mapa de Eventos, ferramentas exclusivas da ApexBrasil na Plataforma Brasil Exportação

Da Redação (*)

Brasília – A ApexBrasil e entidades parceiras, por meio da Plataforma Brasil Exportação, já disponibilizaram os principais eventos internacionais para o primeiro semestre de 2026. Para facilitar o acesso dos empresários brasileiros às melhores oportunidades de negócios, a plataforma oferece duas ferramentas exclusivas: o Calendário de Eventos e o Mapa de Eventos.

O Calendário permite buscar eventos por país, data, tipo, valor e outros filtros, otimizando o planejamento com base nas necessidades específicas de cada empresa. Já o Mapa oferece uma visualização interativa dos eventos por localização, ideal para quem busca uma leitura geográfica das oportunidades.

Fortalecimento das empresas brasileiras no mercado global

A disponibilização antecipada de mais de 100 eventos internacionais para o primeiro semestre de 2026 na Plataforma Brasil Exportação representa um passo estratégico para fortalecer a presença das empresas brasileiras no mercado global. Ao obter informação qualificada, organizada e acessível, o empresário tem a possibilidade de planejar com antecedência, estruturar sua agenda internacional e participar de feiras, missões e rodadas de negócios de forma mais eficiente e competitiva.

Com mais de 190 mil usuários únicos, a Plataforma Brasil Exportação reforça seu papel como hub estratégico para quem deseja exportar, prospectar clientes internacionais ou expandir sua atuação no mercado global. Vale destacar que o acesso e cadastro na Plataforma são gratuitos.

Acesse agora:

A iniciativa liderada pela ApexBrasil conta também com a parceria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Confederação Brasileira da Agricultura e Pecuária (CNA).

As feiras, missões e rodadas de negócios disponibilizados no site contam com a participação/organização da ApexBrasil ou de entidades parceiras, sendo dinâmicas, ou seja, praticamente todos os dias são cadastradas novas oportunidades de negócios na Plataforma.

(*) Com informações da ApexBrasil

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eComex vê comércio exterior em momento de inflexão e projeta consolidação da IA no setor a partir deste ano


Empresa aponta que modelos especializados, automação documental e arquitetura agêntica devem redefinir eficiência e competitividade no setor

Da Redação

Brasília – A Inteligência Artificial deve marcar um novo ciclo de maturidade no comércio exterior a partir de 2026. Essa foi a análise apresentada pela eComex durante encontro realizado em um centro de inovação localizado em São Paulo, ocasião na qual a empresa discutiu como a combinação entre dados proprietários, modelos especializados e automação ponta a ponta podem transformar estruturalmente as operações de importação e exportação.

Segundo a avaliação, o setor vive um momento de inflexão: a IA deixa de ser ferramenta experimental para se tornar infraestrutura operacional crítica, com impacto direto em custo, produtividade e gestão de risco.

“O comércio exterior sempre foi intensivo em documentos, validações manuais e retrabalho. A Inteligência Artificial nos permite eliminar atritos históricos e transformar tempo operacional em inteligência estratégica”, afirma André Barros, CEO da eComex. “Não estamos falando de substituir pessoas, mas de ampliar a capacidade humana e elevar o nível das decisões.”

Eficiência acima de potência

Um dos principais pontos abordados foi a mudança na lógica de adoção de IA nos últimos anos. Em vez de depender exclusivamente de grandes modelos generalistas, empresas passam a adotar modelos menores e especializados — os chamados SLMs (Small Language Models) —, treinados com dados próprios e ajustados para tarefas específicas.

Para a eComex, no contexto do comércio exterior, essa abordagem é mais eficiente e economicamente sustentável. O diferencial competitivo deixa de estar no “modelo mais poderoso” e passa a estar na qualidade e na organização dos dados internos.

“Quando você especializa a IA no seu domínio e utiliza sua própria base histórica, o ganho é muito mais concreto. O foco precisa ser eficiência de custo e aplicação prática, não apenas capacidade máxima de processamento”, explica Barros.

Além disso, a execução local desses modelos fortalece a soberania de dados e reduz riscos regulatórios, um fator relevante em um setor altamente regulado e sensível a informações estratégicas.

Automação documental e redução de erros

A digitalização inteligente de documentos foi apontada como uma das frentes com maior impacto imediato. Sistemas baseados em IA já conseguem capturar, classificar, validar e normalizar automaticamente documentos como invoices, packing lists e conhecimentos de embarque, independentemente de layout ou idioma.

O resultado é a redução de falhas humanas, menor risco de multas e mais agilidade nos processos de desembaraço.

“O maior ganho não está apenas em fazer o processo mais rápido, mas em eliminar etapas que geram retrabalho e exposição ao risco. Quando você reduz o erro, reduz o custo invisível”, afirma o CEO.

Arquitetura agêntica e orquestração de fluxos

Outro avanço destacado foi a consolidação das arquiteturas agênticas — estruturas que combinam múltiplos agentes de IA especializados, cada um responsável por uma etapa do fluxo operacional.

Em vez de um único modelo centralizado, agentes distintos atuam como copilotos de atendimento, analistas de dados, validadores documentais e simuladores logísticos, operando de forma coordenada.

Essa orquestração permite equilibrar custo, latência e precisão, além de abrir caminho para fluxos de trabalho cada vez mais autônomos.

Interfaces conversacionais também ganham espaço, permitindo que profissionais consultem dados operacionais, prazos e custos por meio de perguntas em linguagem natural. A simplificação do acesso à informação reduz o tempo de busca e aumenta a produtividade.

Impacto financeiro e consolidação logística

A aplicação estratégica da IA também já apresenta reflexos financeiros. A empresa destacou projetos de consolidação logística em que algoritmos de simulação permitiram reduzir o número de embarques e documentos associados, impactando despesas operacionais como taxas portuárias e emissão de conhecimentos de embarque.

Em cenários analisados, a reorganização inteligente da cadeia resultou em economias anuais relevantes, ao mesmo tempo em que reduziu a exposição operacional.

“A IA precisa fechar a conta. Quando ela gera economia real, melhora previsibilidade e libera capital humano para decisões estratégicas, ela deixa de ser tendência e se torna parte da infraestrutura do negócio”, diz Barros.

2026: consolidação e vantagem competitiva

Para a eComex, 2026 será o ano da consolidação. O entusiasmo inicial dá lugar à cobrança por retorno financeiro mensurável, governança de dados estruturada e integração sistêmica.

A empresa avalia que organizações que estruturarem seus dados e adotarem IA de forma estratégica terão vantagem competitiva clara, especialmente diante de um ambiente regulatório cada vez mais automatizado.

“O setor já está sendo impactado por sistemas inteligentes do lado do governo, que cruzam dados com mais precisão e velocidade. As empresas que não evoluírem sua capacidade tecnológica vão operar em desvantagem”, conclui o CEO.

 

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Guerra no Oriente Médio pressiona o agronegócio e o milho deverá ser uma das commodities mais afetadas

Da Redação

Brasília – A intensificação do conflito entre os Estados Unidos, Irã e Israel já provoca ondas de choque nos mercados globais e impõe um novo patamar de risco para o agronegócio brasileiro. Petróleo em alta, moedas emergentes pressionadas, risco logístico no Estreito de Ormuz e possível impacto sobre fertilizantes e exportações de milho, colocam a safra 2026/27 sob um cenário de incerteza estratégica.

Do ponto de vista macroeconômico, os reflexos são imediatos. “Espera-se um cenário de volatilidade e incerteza sobre produtos produzidos ou relacionados à região. Já temos visto essas incertezas repercutirem sobre as bolsas globais, inclusive de commodities agrícolas, e sobre o mercado de câmbio”, afirma Enilson Nogueira, Coordenador de Estudos Econômicos da Céleres Consultoria.

O primeiro impacto direto recai sobre o petróleo, que já registra alta na semana. O efeito secundário é a pressão sobre combustíveis e inflação global. “O reflexo mais provável seria sobre os preços do petróleo. Como consequência, temos aumento nos preços de combustíveis e pressão inflacionária. Para o produtor rural brasileiro, se esse efeito for repassado, podemos ter um custo maior de combustíveis para a safra 2026/27”, destaca Nogueira.

Embora o Irã não seja fornecedor relevante de diesel ao Brasil, países do Oriente Médio representam cerca de 10% do valor importado em 2025, um fator que amplia a sensibilidade do mercado. No câmbio, a reação já é visível: na última semana o Real operava próximo de R$ 5,10 e, com a escalada do conflito, depreciou para a faixa de R$ 5,30. “As incertezas globais têm desvalorizado moedas emergentes, inclusive o Real. Se mantido ou intensificado, esse movimento pode sustentar, no curto prazo, a formação de preços de grãos no Brasil, especialmente o milho”, acrescenta o economista.

Logística e fertilizantes no centro da tensão

O ponto mais sensível da crise está na logística internacional. O Estreito de Ormuz é rota vital para petróleo e insumos agrícolas, e qualquer entrave pode gerar um efeito dominó nos custos globais. Segundo Maria Luisa Franzotti, Analista econômica e de geopolítica da Céleres, o impacto pode ser imediato e severo, especialmente no mercado de fertilizantes.

“O conflito terá um impacto imediato e severo no mercado de fertilizantes, com ênfase nos nitrogenados. O Irã responde por 10% das exportações globais de ureia, enquanto o Oriente Médio como um todo concentra 25% do fornecimento mundial”, explica a especialista.

No caso dos fosfatados, a dependência logística é igualmente crítica. “Grande parte da oferta vem da Arábia Saudita e países vizinhos, que dependem do Canal de Suez e do Estreito de Ormuz para escoamento. Uma interrupção cria gargalos que afetam a disponibilidade e custo final dos formulados, cita Maria.

Para o Brasil, o impacto pode ser expressivo: em 2025, Irã e países do Oriente Médio concentraram cerca de 35% das importações brasileiras de ureia, 17% dos fosfatados e 10% do Cloreto de Potássio (KCl). Os reflexos devem aparecer nas negociações da safra 2026/27, tanto para soja quanto para milho segunda safra, pressionando margens em um momento de maior disciplina financeira no campo.

Milho na linha de frente

Se pelo lado dos custos o alerta já está aceso, pelo lado da demanda o sinal também é de atenção máxima. O Irã consolidou-se como um dos principais destinos do milho brasileiro nos últimos cinco anos, liderando as importações em três deles. Em 2025, o país importou mais de 9 milhões de toneladas do cereal brasileiro. “A incerteza sobre demanda e condições logísticas de comércio com o Irã deve impactar a formação de preços ainda em 2026. Uma eventual interrupção nos embarques pode gerar represamento da oferta interna, elevar estoques e pressionar negativamente as cotações domésticas, sobretudo do milho”, alerta Nogueira.

Além disso, a substituição dessa demanda não é simples. “Não vemos outro consumidor com o mesmo potencial de absorção no curto prazo. Se a exportação para o Irã for menor, é um fator de atenção relevante para toda a cadeia do milho”, reforça o coordenador da Céleres.

Os impactos indiretos também se estendem à proteína animal, já que o Oriente Médio representou 26% das exportações brasileiras de carne de frango e 6% da carne bovina. Uma desaceleração pode afetar a demanda por ração, retroalimentando a pressão sobre o milho. Ainda, açúcar, soja, farelo de soja e celulose também possuem exposição relevante ao bloco regional.

Um componente adicional de incerteza envolve possíveis restrições comerciais dos Estados Unidos a parceiros do Irã, uma hipótese já mencionada pelo presidente Donald Trump no início do ano. Caso se concretize, o cenário pode abrir um novo capítulo de tensão geopolítica envolvendo o Brasil, ampliando a instabilidade no comércio internacional.

Volatilidade estrutural no radar 

Para a Céleres, o conflito eleva o grau de imprevisibilidade em um momento crucial de planejamento da safra 2026/27. Petróleo, fertilizantes, câmbio, logística e demanda externa passam a operar sob um regime de maior risco geopolítico. O agro brasileiro, altamente integrado ao comércio global, entra em um período de vigilância redobrada, em que estratégia, hedge e gestão de risco serão tão determinantes quanto produtividade no campo.

 

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Efeito dominó de Ormuz: Por que o crédito chinês pode ser a principal saída para importadores brasileiros

Icaro Moro (*)

O bloqueio do Estreito de Ormuz representa um risco sistêmico que transcende a barreira geográfica. Mais do que a interrupção física de uma rota, o evento desencadeia um aumento nos preços do petróleo e grande impacto nos fretes globais, com atrasos e aumento dos custos. Esse ‘efeito dominó’ desestabiliza cadeias de suprimentos mesmo em rotas que não cruzam a região — como o fluxo comercial entre China e Brasil —, e impacta severamente o planejamento e os ciclos de receita dos importadores. Todo esse cenário evidencia a vulnerabilidade logística e financeira dos importadores diante da instabilidade no Oriente Médio.

Somados aos desafios logísticos, os preços dos produtos chineses exportados também tendem a sofrer reajustes significativos, ocasionados pela crise energética que este bloqueio pode desencadear no país. Como a China é a maior importadora global de petróleo e depende amplamente do fluxo proveniente do Golfo Pérsico, qualquer bloqueio em Ormuz eleva os custos de manufatura e de eletricidade no país. Esse contexto força os exportadores a repassarem a inflação de custos aos preços finais das mercadorias, encarecendo, desta forma, a maioria das importações brasileiras – visto que a China é nosso maior parceiro comercial.

Considerando este contexto, pequenas e médias empresas (PMEs), que carecem de contratos de longo prazo com preços prefixados, devem ser as mais afetadas e expostas à essa volatilidade. O impacto logístico vai além do simples atraso; navios podem ser retidos em portos aguardando autorização, elevando custos operacionais que levam fornecedores chineses a priorizar grandes compradores. Para o pequeno e médio importador, isso cria uma barreira de entrada e perda de competitividade, forçando-o a recorrer ao mercado nacional, muitas vezes mais caro. 

Para mitigar esses impactos e garantir a continuidade das operações, o seguro de crédito da Sinosure (China Export & Credit Insurance Corporation) surge como uma ferramenta de resiliência financeira indispensável. Além de permitir prazos de pagamento estendidos (90 a 120 dias), preservando o capital de giro para absorver fretes inflacionados, a Sinosure oferece ao importador brasileiro uma alavancagem estratégica nas negociações: diferente de ordens de compra não asseguradas, que ficam vulneráveis a revisões constantes e alterações de preços por parte dos fornecedores diante da volatilidade, as operações com Sinosure garantem o pagamento ao exportador chinês, fazendo com que o importador ganhe maior poder de barganha para discutir preços, volumes e termos comerciais, mesmo em tempos de crise. Assim, a Sinosure deixa de ser apenas uma garantia financeira para se tornar um pilar de sustentação para parcerias de longo prazo, protegendo a liquidez e a viabilidade competitiva das empresas brasileiras frente à volatilidade global.

(*) Icaro Moro, gerente nacional de crédito à importação na Axton Global

 

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Guerra no Irã pressiona fretes e exige revisão urgente na estratégia de compras das empresas, alerta especialista 

Da Redação

Escalada militar reacende risco no Estreito de Ormuz e impacta energia, seguros e cadeias globais.  A ofensiva militar iniciada em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã, culminou no fechamento do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano, dessa forma bloqueando a rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial e gerando um engarrafamento de petroleiros na região.

A reação do mercado foi imediata: principalmente na alta no preço do barril de petróleo e aumento dos prêmios de seguro marítimo. Para empresas com operações internacionais, o impacto vai além da energia e atinge, por exemplo, diretamente fretes, rotas logísticas e custos totais de importação.

Segundo Mateus Botelhos, especialista e sócio-diretor na Level Trade, empresa da Level Group dedicada a operações de Global Sourcing, o momento exige ação preventiva. “Conflitos como esse alteram rotas, encarecem seguros e expõem fragilidades contratuais que passam despercebidas em períodos de estabilidade”, afirma. “O risco maior não está apenas na interrupção imediata das cadeias, mas na falta de preparação estratégica”.

Impacto atinge frete, fornecedores, navios 

Além da volatilidade no preço do barril, o conflito pressiona prêmios de seguro de cargas marítimas; custos de frete internacional; disponibilidade de navios em rotas sensíveis; e provoca oscilações cambiais.

Dessa forma, empresas com operações internacionais precisam revisar rapidamente seus contratos e estruturas de custo para evitar surpresas no chamado landed cost — o custo total da operação com a mercadoria nacionalizada.

“O gestor não pode olhar apenas para o câmbio. Às vezes, antecipar um embarque pagando um frete um pouco mais caro hoje pode ser mais barato do que absorver um aumento explosivo do combustível na semana seguinte”, explica o especialista, que aponta três frentes críticas para empresas em cenários de guerra:

Gestão de fornecedores em zona de risco: 

Então, o primeiro passo é realizar um mapeamento logístico detalhado. , não basta saber onde está o fornecedor, é preciso entender por onde a carga transita. Botelhos recomenda:

  • Mapear rotas críticas imediatamente;
  • Entender a logística da cadeia completa, ao menos para itens críticos;
  • Avaliar alternativas fora da zona de influência do conflito;
  • Estruturar estratégias de dual-sourcing fora da zona de influência;
  • Revisar cláusulas de “força maior” em contratos internacionais de fornecimento.

“Muitas empresas descobrem tarde demais que a carga passa por uma rota vulnerável. O mapeamento precisa ser preventivo, não reativo”, alerta.

Internacionalização e negociação em ambiente de crise: 

Em momentos de instabilidade, ter atenção aos custos relacionados a seguros de carta marítima – em conflitos no Oriente Médio, eles costumam sofrer sobretaxas imediatas. Segundo o especialista, é fundamental:

  • Monitorar sobretaxas de risco aplicadas por seguradoras
  • Reavaliar Incoterms utilizados nas operações. Nessas condições, quanto mais próxima do fornecedor for a transferência de título da mercadoria, melhor;
  • Priorizar condições em que o importador tenha controle sobre frete e seguro

“Em momentos de instabilidade, ter o controle do frete e do seguro – comprar em termos onde o importador domina a logística – pode ser mais seguro do que deixar na mão do fornecedor estrangeiro”, afirma.

Moedas, petróleo e efeito cascata nos fretes: 

Desde que o conflito no Irã começou a pressionar o preço do petróleo, as empresas de navegação já buscam alternativas ao Estreito de Ormuz por conta de ataques, o que impacta diretamente o custo do transporte global. Assim, para mitigar riscos financeiros, Botelhos recomenda:

  • Uso estruturado de hedge cambial
  • Monitoramento do preço do barril
  • Simulações de cenários de aumento de frete
  • Revisão do landed cost em tempo real

“A gestão de supply chain precisa atuar de forma integrada com a área financeira. Guerra é risco geopolítico, mas o impacto final é econômico e operacional”, destaca Botelhos.

Preparação é vantagem competitiva 

Para o sócio-diretor na Level Trade, empresas que tratam compras e supply chain como áreas estratégicas conseguem reagir com mais velocidade e menor impacto.

“Crises geopolíticas são inevitáveis. O que diferencia as empresas resilientes é a capacidade de antecipar cenários, renegociar contratos e ajustar rotas antes que o mercado inteiro entre em pânico”, conclui Botelhos.

O post Guerra no Irã pressiona fretes e exige revisão urgente na estratégia de compras das empresas, alerta especialista  apareceu primeiro em Comex do Brasil.