Datamar lança DatamarLab: novo hub de excelência em IA e pesquisa aplicada para o comércio exterior na América do Sul

Da Redação (*)

Brasília – A Datamar, líder em inteligência de dados de comércio marítimo, anuncia o lançamento do DatamarLab. Concebido como um braço estratégico de inovação, o laboratório nasce com a missão de ser o principal centro de excelência em pesquisa aplicada e formação de talentos no ecossistema de Inteligência de Cargas da América do Sul.

Em um cenário global marcado por disrupções logísticas e pela urgência da transição sustentável, o DatamarLab integra Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning à base histórica de dados da Datamar para transformar informações brutas em inteligência acionável.

Inovação com Rigor Acadêmico e Prática de Mercado

O laboratório conta com a consultoria do Prof. Dr. Walter Teixeira Lima Junior, pesquisador em Sistemas Cognitivos Artificiais e Robótica Social da UNIFESP. Um diferencial do projeto é a colaboração ativa de mestrandos e doutorandos vinculados a grupos de pesquisa acadêmica, o que assegura o compromisso da iniciativa em unir a vanguarda acadêmica à realidade prática do setor.

“Existe uma lacuna histórica entre o conhecimento científico e a prática corporativa. No DatamarLab, não buscamos IAs que entreguem respostas prontas, mas sim caminhos baseados em dados que sejam avaliados sob critérios de eficiência e contexto real”, afirma o professor Walter.

Eixos Estratégicos de Atuação

O DatamarLab estrutura suas atividades em eixos que abrangem desde a inovação disruptiva até a capacitação técnica:

  • P&D Experimental e Aplicado: Exploração de tecnologias disruptivas e desenvolvimento de soluções baseadas em IA/ML focadas em problemas reais do comércio exterior.
  • Agilidade em Prototipagem: Desenvolvimento de MVPs e provas de conceito para validar inovações com rapidez e eficiência.
  • Inteligência Estratégica: Análises aprofundadas de competitividade, participação de mercado e mapeamento de novas fronteiras comerciais na América do Sul.
  • Transferência de Conhecimento: Produção de relatórios técnicos, artigos científicos e estudos de caso que elevam o padrão de informação do setor.
  • Fomento ao Ecossistema: Construção de pontas entre a Datamar, o ambiente acadêmico (universidades/pesquisadores) e hubs de tecnologia.
  • Educação e Cultura: Formação de talentos especializados através de hackathons e treinamentos práticos de alto impacto.

Soluções para o Futuro do Setor

As soluções do DatamarLab focarão em áreas críticas, como a otimização de rotas, cálculo de custos logísticos e monitoramento de impactos ambientais, garantindo que exportadores, importadores e formuladores de políticas públicas tenham ferramentas de ponta para sua tomada de decisão.

Com o objetivo de expandir o impacto dessas frentes de atuação, o DatamarLab mantém um programa contínuo de colaboração com o mercado. Detalhes institucionais completos, bem como as diretrizes para parcerias estratégicas e cotas de patrocínio, estão disponíveis no portal oficial da iniciativa.

Organizações que buscam liderar a agenda de inovação no comércio internacional podem acessar benefícios exclusivos, incluindo participação em conselhos consultivos e acesso antecipado a pesquisas proprietárias. Maiores informações serão disponibilizadas diretamente através do website oficial da iniciativa.

(*) Com informações da Datamar

O post Datamar lança DatamarLab: novo hub de excelência em IA e pesquisa aplicada para o comércio exterior na América do Sul apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Estudo da ApexBrasil identifica 378  produtos com potencial de exportação para a Índia

Estudo mapeia setores estratégicos e identifica mais de 370 produtos brasileiros com potencial de exportação.

Da Redação (*)

Brasília – A ApexBrasil lançou o estudo Perfil de Comércio e Investimentos Índia 2026, que apresenta uma análise estratégica da relação econômica entre o Brasil e uma das maiores e mais dinâmicas economias do mudo. O material detalha o avanço do comércio bilateral, oportunidades para exportações brasileiras e o crescimento dos investimentos entre os países.

Com a maior população do planeta, estimada em 1,5 bilhão de habitantes, e um PIB de aproximadamente US$ 4,18 trilhões (o 5° maior do mundo), a Índia combina escala, crescimento acelerado e demanda crescente por alimentos, energia, infraestrutura e tecnologia. Esses fatores tornam o país um mercado prioritário para a estratégia de internacionalização das empresas brasileiras.

No campo do comércio exterior, o estudo aponta uma evolução significativa da presença brasileira no mercado indiano. Entre 2005 e 2025, a Índia passou da 23° para a 10° posição entre os principais destinos das exportações do Brasil, com crescimento médio anual de 9,4%, percentual superior à média global. Somente em 2025, as exportações brasileiras para o país alcançaram US$ 6,9 bilhões, valor seis vezes maior que o registrado em 2005.

A pauta exportadora brasileira para a Índia é liderada por produtos como petróleo, açúcares e melaços, óleos vegetais, minério de ferro e algodão em bruto, refletindo a forte demanda do país por matérias-primas e insumos essenciais ao seu crescimento econômico.

Diversificação da pauta exportadora brasileira, o grande desafio

Além do comércio tradicional, o estudo identifica oportunidades concretas para a diversificação das exportações brasileiras. Ao todo, foram mapeados 378 produtos com potencial de inserção no mercado indiano, com destaque para combustíveis minerais, ouro, minérios, celulose, máquinas e equipamentos industriais e de geração de energia, além de matérias-primas e commodities como soja e minério de ferro.

A ApexBrasil mantém atualmente sete projetos setoriais dedicados à exportação em setores como alimentos, construção, máquinas e equipamentos, moda, tecnologia e saúde. Projetos que reforçam o apoio institucional às empresas brasileiras interessadas em atuar no mercado indiano.

No que diz respeito ao acesso ao mercado, 2025 marcou avanços importantes na relação bilateral. Foram anunciadas aberturas para produtos brasileiros como limão tahiti, limão siciliano, tangerina e similares, além de derivados de ossos bovinos para produção de gelatina e chifres e cascos para uso industrial, ampliando as possibilidades de exportação do agronegócio e da indústria nacional.

O estudo também destaca o crescimento dos investimentos indianos no Brasil. Em 2024, o estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) da Índia no país alcançou US$ 2,1 bilhões, colocando o país asiático como o 6° maior investidor da Ásia no Brasil. A presença indiana é especialmente relevante no setor de motocicletas, com empresas como Bajaj, Hero MotoCorp, e Royal Enfield investindo na instalação e expansão de fábricas e redes de concessionárias em todo o território brasileiro.

Com base nesses dados, o Perfil de Comércio e Investimentos Índia reforça o potencial do país como parceiro estratégico do Brasil e pavimenta o caminho das empresas brasileiras com informações para ampliar a presença de empresas brasileiras em um dos mercados mais promissores da economia global.

Acesse o estudo

(*) Com informações da ApexBrasil

O post Estudo da ApexBrasil identifica 378  produtos com potencial de exportação para a Índia apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Fórum Empresarial Russo-Brasileiro debate oportunidades de negócios e parcerias em setores estratégicos

Evento busca abrir novas oportunidades de negócios e parcerias em setores estratégicos como segurança alimentar, agronegócio e inovação

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) promove nesta quinta-feira (5), às 14 horas, em Brasília–DF, o Fórum Empresarial Russo-Brasileiro, com a participação do vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Estarão presentes autoridades governamentais, lideranças empresariais e representantes dos setores produtivos dos dois países para discutir oportunidades de cooperação econômica, comercial, tecnológica e de investimentos.

O evento integra a agenda bilateral destinada a ampliar o diálogo estratégico entre Brasil e Rússia, fortalecendo laços históricos e abrindo novas perspectivas para empresas brasileiras em um cenário global em transformação.

“É um espaço para reafirmarmos o compromisso do Brasil com uma integração econômica que gere oportunidades concretas para nossas empresas”. Jorge Viana, presidente da ApexBrasil

A cerimônia de abertura do Fórum Empresarial Russo-Brasileiro contará ainda com a presença do primeiro-ministro da Federação da Rússia, Mikhail Mishustin; da chefe do Escritório da ApexBrasil em São Paulo, Marcia Nejaim; do presidente da FIBRA/CNI, Jamal Jorge Bittar; do presidente do Conselho Empresarial Rússia-Brasil, também presidente da parte russa do Conselho Empresarial dos BRICS e da Associação Russa de Produtores de Fertilizantes, Andrei Gurvey; e do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café e do Conselho Empresarial Brasil-Rússia, Pavel Cardoso.

Em 2025, o Brasil exportou para a Rússia por volta de US$ 1,5 bilhão, principalmente carne bovina, café não torrado e soja. Já nas importações, as vendas russas totalizaram US$ 9,4 bilhões, concdentradas principalmente petróleo e fertilizantes embarcados para o mercado brasileiro.

Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou 217 oportunidades de exportação de produtos nacionais para o mercado russo em segmentos como materiais de construção, couro, ferramentas, talheres, entre outros. A Agência tem sete projetos setoriais com foco no país nas áreas de alimentos e bebidas, agronegócio, saúde, máquinas e equipamentos. A demanda russa de alimentos converge com a oferta brasileira em setores estratégicos e amplia o potencial de crescimento na relação comercial.

Durante o evento, representantes de diversos segmentos da economia vão compartilhar experiências e discutir soluções para as cadeias produtivas. O objetivo é aproximar setores público e privado, explorar novas alternativas de comércio exterior, impulsionar parcerias voltadas ao desenvolvimento sustentável e identificar caminhos para expansão das exportações brasileiras. Os debates incluem a diversificação de mercados, segurança alimentar, inovação industrial, tecnologias emergentes e logística.

Serviço

Fórum Empresarial Russo-Brasileiro

Data: quinta-feira, dia 5 de fevereiro de 2026
Horário: 14h
Local: Palácio do Itamaraty – Sala San Tiago Dantas – Esplanada dos Ministérios – Bloco H – Brasília-DF

Credenciamento Fórum Econômico Brasil-Rússia Accreditation Brazil-Russia Economic Forum – Preencher o formulário

Perfil de Comércio de Investimentos – Rússia: clique aqui para acessar.

Programação:

14h00 – 15h00 – Welcome e credenciamento

15h00 -15h40 – Abertura do Fórum

15h45 – 16h30 – Painel I: Cooperação comercial e de investimento entre a Rússia e o Brasil: soluções para um futuro sustentável

16h30 – 17h15 – Painel II: Parceria entre a Rússia e o Brasil para garantir a segurança alimentar

17h15 – 18h00- Painel III: Perspectivas para o desenvolvimento do diálogo russo brasileiro no campo das tecnologias industriais e de TI

(*) Com informações da ApexBrasil

O post Fórum Empresarial Russo-Brasileiro debate oportunidades de negócios e parcerias em setores estratégicos apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Missão da ApexBrasil na África visa aprofundar cooperação e ampliar comércio bilateral com o continente

Iniciativa visa aprofundar a cooperação econômica, ampliar o comércio bilateral e aproximar empresas brasileiras de mercados estratégicos

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) anunciou, nesta segunda-feira (2), em Nairóbi, a estruturação de um programa de apoio às exportações brasileiras para o continente africano. O anúncio foi feito pelo presidente da Agência, Jorge Viana, durante a etapa queniana da Missão África 2026, iniciativa organizada pela ApexBrasil e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com o objetivo de aprofundar a cooperação econômica, ampliar o comércio bilateral e aproximar empresas brasileiras de mercados estratégicos da África.

A missão em Nairóbi reuniu 26 empresas brasileiras e cooperativas, além de instituições parceiras como Sebrae, Anvisa e Embrapa, e promoveu 230 reuniões de negócios. O foco desta etapa está na segurança alimentar, no desenvolvimento da cadeia agroindustrial queniana, no fortalecimento do complexo industrial da saúde e na transferência de tecnologia – áreas consideradas prioritárias para a cooperação entre Brasil e Quênia.

Ao anunciar a iniciativa, Jorge Viana destacou que a ação se alinha à retomada da cooperação econômica do Brasil com o continente africano, uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Viana ressaltou ainda a necessidade de unir forças para impulsionar o comércio com a região. “Algo que precisamos também, é retomar o financiamento para exportações. Já tivemos e foi um erro ter acabado, é uma iniciativa que traz benefícios para o Brasil e também aos países africanos”, comentou.

O programa contará com aporte de recursos, colaboração de parceiros como a Embrapa, Sebrae e Fiocruz e atuação regionalizada da Agência, apoiando-se nas representações nas diferentes regiões da África para compreender as especificidades de cada mercado, gerar melhores resultados para as empresas brasileiras e estreitar os laços com parceiros locais e institucionais.

Atuação estratégica 

Durante a abertura do encontro, Jorge Viana ressaltou que o continente africano ocupa posição estratégica na política externa e comercial brasileira, tanto pelo potencial de crescimento quanto pelas afinidades históricas, culturais e produtivas. O presidente da ApexBrasil destacou que a atuação da Agência na África é organizada de forma regionalizada, abrangendo Norte da África, África Ocidental, África Oriental e Sul da África e que, nos últimos três anos, a Agência realizou sete missões empresariais em 16 países africanos, além de participar de feiras e ações no Quênia, Angola, Moçambique, África do Sul e Egito.

Durante o seminário, a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, destacou que as áreas de saúde e segurança alimentar seriam prioritárias nos debates no Quênia. “Temos aqui um debate qualificado das duas partes e áreas com grande potencial de estabelecimento de parcerias, principalmente na transferência de tecnologia no setor agropecuário e no compartilhamento de experiências em toda a cadeia de valor de insumos farmacêuticos, desde a matéria prima ao produto finalizado”, afirmou.

A CEO da KEPROBA (Kenya Export Promotion and Branding Agency), Floyce Mukabana, ressaltou os fortes laços diplomáticos entre as duas nações. “O Brasil se destaca no cenário internacional na agricultura, energia e manufatura e podemos explorar essa parceria em prol de ambos os países”, disse Floyce.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação da encarregada de negócios da Embaixada do Brasil em Nairóbi, Daniella Araujo; do diretor do Departamento de Promoção Comercial, Investimentos e Agricultura do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Alex Giacomelli; do diretor de investimentos em infraestrutura da Invest Kenya, Rogers Amisi; da CEO da KEPROBA, Floice Mukabana; e do secretário principal para Promoção de Investimentos do Ministério de Investimentos, Comércio e Indústria do Quênia, Abubakar Hassan Abubakar.

Na sequência, foram realizadas apresentações sobre as conexões Brasil-Quênia, com contribuições de representantes do setor privado e institucional dos dois países, reforçando oportunidades de cooperação e investimento bilateral.

Programação 

A programação incluiu ainda dois painéis temáticos centrais. O painel sobre Saúde, Mobilidade e Tecnologia foi moderado pela diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, e reuniu Felipe Carvilhe, gerente de unidade de negócios da Fundação Butantan; Brenno Alves, diretor da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFIR); Moses Nderitu, diretor-geral da BasiGo; e o Dr. Eric Musau, presidente da Associação de Hospitais Privados do Quênia. O debate destacou o potencial de cooperação em inovação, mobilidade sustentável, equipamentos médicos e fortalecimento dos sistemas de saúde.

Já o painel sobre Segurança Alimentar foi moderado por Laudemir Muller, gerente de Agronegócios da ApexBrasil, e contou com a participação de Juan Lebrón, diretor da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu; Rayane Alvarenga, coordenadora da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq); José Ednilson Miranda, representante da Embrapa para a África Subsaariana; Marcos Brandalise, CEO da BrazAfric; e Tim Chesire, CEO da Makongi Agri Limited. O painel abordou soluções para o desenvolvimento agroindustrial, aumento da produtividade, mecanização agrícola e cooperação tecnológica para garantir segurança alimentar e crescimento sustentável.

A agenda em Nairóbi incluiu ainda sessões de networking, 230 reuniões de negócios e encontros institucionais, reforçando o papel da missão como plataforma concreta para geração de negócios e parcerias de longo prazo entre empresas brasileiras e africanas. Para as próximas etapas, a missão segue para Kigali, em Ruanda e em seguida Adis Abeba, na Etiópia.

Quênia – maior economia da África Oriental

O Quênia consolida-se como a maior economia da África Oriental, com crescimento projetado de 5,4% a partir de 2026, sustentado por reformas estruturais, maior integração regional e fortalecimento do setor de serviços. Em 2025, o Brasil exportou US$ 122,7 milhões para o Quênia, com crescimento médio anual de 19,7% entre 2021 e 2025.

De acordo com estudo da ApexBrasil, foram identificadas oportunidades para 179 produtos brasileiros no mercado queniano, com destaque para máquinas e equipamentos de transporte, artigos manufaturados, produtos alimentícios e animais vivos, além de produtos químicos. Com uma população em forte crescimento e jovem, com mais de 70% das pessoas com menos de 30 anos, o país apresenta um ambiente próspero e diverso para estabelecimento de negócios e parcerias.

(*) Com informações da ApexBrasil

O post Missão da ApexBrasil na África visa aprofundar cooperação e ampliar comércio bilateral com o continente apareceu primeiro em Comex do Brasil.

ApexBrasil visita empresa de torrefação de cafés especiais que vende o produto brasileiro nos Emirados Árabes

Empresa de Dubai esteve no Brasil em 2025 durante edição do programa Exporta Mais Brasil de Cafés Especiais que gerou R$ 134 milhões em negócios

Da Redação (*)

Brasília – Além de coordenar a delegação brasileira com 192 empresas na Gulfood 2026 – a maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio -, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) está com agenda intensa de prospecção e promoção da imagem do país na região.

Na sexta-feira (30), foi a vez de dar atenção ao setor de cafés especiais. O presidente da Agência, Jorge Viana, acompanhado do gerente de Agronegócio, Laudemir Muller, e da gerente geral do Escritório da ApexBrasil em Dubai (EA Dubai), Tatiana Riera, realizou visita técnica à Cypher Urban Roastery, empresa de cafés especiais fundada em Dubai em 2016. A Cypher conheceu os cafés especiais do Brasil em 2025, durante rodada do programa Exporta Mais Brasil voltado para o produto, e hoje vende cafés brasileiros especiais na região.

“Com a criação do Exporta Mais Brasil, focado em levar compradores do mundo inteiro para o Brasil, colocamos esses compradores de frente com o que temos para oferecer ao mundo, em diferentes regiões. Fizemos 25 eventos desses e temos uma programação para mais 40”, explicou Jorge Viana, destacando o importante papel dos escritórios internacionais da Agência que fazem a arregimentação desses compradores ao redor do mundo.

“Os escritórios da ApexBrasil pelo mundo estão cumprindo um papel extraordinário. Nos Emirados Árabes, nosso escritório viabilizou a ida de empresas que são hoje uma referência no mundo árabe, trabalham com foco em cafés especiais e tem um potencial enorme da vender os cafés do Brasil pra o mercado árabe”, destacou.

Tatiana Riera, gerente geral do EA Dubai, destacou o importante papel da ApexBrasil para o relacionamento do país com outros mercados e os exportadores brasileiros. “Esse é nosso principal papel, conectar o comprador internacional com o mercado local.

Somos essa ponte entre o Brasil e o mercado internacional – como fazemos aqui em Dubai”, afirmou. “Nossa parceria com os Emirados Árabes começou quando os convidamos para participar do Exporta Mais, esse projeto comprador o qual levamos todos ao Brasil para conhecer os produtos. Nesse caso da Cypher fomos às fazendas de café especial. Esse é um projeto muito especial”, reforçou.

Jommalyn Angeles foi a representante da Cypher Urban Roastery que participou das rodadas de negócios e visitas técnicas do Exporta Mais Brasil de Cafés Especiais no ano passado. O programa passou pelo Acre, Minas Gerais e Espírito Santo. Ao longo do percurso, cerca de 80 produtores brasileiros apresentaram seus produtos para 24 compradores internacionais de diferentes países, entre eles, Jommalyn. .

Ao longo da edição, eles participaram de degustações (cupping), visitas técnicas e rodadas de negócios com os produtores brasileiros, reforçando a conexão direta entre origem, qualidade e mercado. “Minha experiência no Brasil não tem paralelo. Foi incrível. Desde as pessoas, o solo, até a xícara. As histórias poderosas que os produtores brasileiros compartilharam com a gente foi incrível. A equipe da Apex é muito prestativa, têm muita paciência, pois receber um grupo grande não é fácil”, afirmou Jommalyn, parabenizando a Agência.

Na visita à Cypher, em Dubai, Jorge Viana e equipe da ApexBrasil foram recebidos pelo fundador e CEO da empresa, Mohamad Merhi, que apresentou toda a área de trabalho da empresa e reforçou o potencial do produto brasileiro na região. “O que vocês estão fazendo com esse programa é fantástico”, disse Mohamed. “Convidar as empresas de fora para conhecer e conversar diretamente com os produtores de café do seu país sobre o potencial deles, a história deles, é fantástico”, reforçou. “Aqui fazemos um blending de cafés de El Salvador, de Honduras, do Brasil, e assim termos um mix de diferentes países. Então essa é a vantagem que nós temos. A gente traz esses cafés para cá, prepara e vende”, explicou.

Expectativa de faturamento de US$ 3,5 bilhões na Gulfood

Enquanto isso, desde o dia 26 de janeiro, a delegação brasileira de empresas de diferentes segmentos, inclusive cafés especiais, seguem fazendo sucesso na Gulfood. Neste ano, a feira ocorre simultaneamente em dois locais: no Dubai World Trade Centre (DWTC) e no Dubai Exhibition Centre (DEC), na Expo City. A feira está dividida por setores, com carnes, proteínas e bebidas concentradas no DWTC, enquanto no DEC estão grãos, pulses, ‘world food’ e segmentos emergentes de alto valor agregado, como inovação alimentar, sustentabilidade, tecnologia para a indústria e startups.

Com cerca de 8,5 mil expositores de 130 países, esta edição do evento deve receber mais de 150 mil visitantes. A expectativa da ApexBrasil é que os negócios gerados pelo Brasil no evento ultrapassem US$ 3,5 bilhões.

O post ApexBrasil visita empresa de torrefação de cafés especiais que vende o produto brasileiro nos Emirados Árabes apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Exportações do Nordeste somam US$ 24,8 bilhões em 2025, cifra recorde nos últimos 3 anos, mostra Data Nordeste

Montante é o maior valor em três anos. Produtos de origem vegetal, minerais e alimentos são os itens mais vendidos no mercado internacional. Informações estão disponíveis no Data Nordeste, que passa a exibir dois novos painéis sobre comércio exterior.

Da Redação (*)

Brasília – O Nordeste alcançou, em 2025, o maior volume de exportações dos últimos três anos. A região vendeu ao mercado internacional US$ 24,8 bilhões em produtos, equivalente a 7% de tudo o que o Brasil exportou no período. O resultado representa um avanço em relação a 2024, indicando redução da dependência do mercado externo, com queda nas importações. Além do crescimento das exportações, as importações nordestinas recuaram cerca de 5%, passando de US$ 28,7 bilhões em 2024 para US$ 27,2 bilhões em 2025. Os dados fazem parte dos novos painéis de comércio exterior do Data Nordeste, plataforma pública de informações econômicas desenvolvida pela Sudene, que reúne e organiza estatísticas estratégicas sobre a região.

Os produtos do reino vegetal lideraram as vendas externas do Nordeste, com US$ 6,9 bilhões. Em seguida aparecem os minerais, com US$ 4,6 bilhões, e os produtos das indústrias alimentares, que somaram US$ 2,1 bilhões. A China foi o principal destino das exportações nordestinas, (US$ 6,22 bilhões), seguida por Estados Unidos (US$ 2,89 bilhões) e Canadá (US$ 2,72 bilhões). Na América do Sul, a Argentina foi o principal parceiro comercial (US$ 1,62 bilhão). Na Europa, os Países Baixos concentraram o maior volume de compras (US$ 1,19 bilhão).

No mesmo período, o estado da Bahia liderou as exportações, com US$ 11,52 bilhões, seguido do Maranhão (US$ 5,49 bilhões) e Pernambuco, com US$ 2,36 bi. Ceará (US$ 2,30), Rio Grande do Norte (US$ 1,14 bi), Piauí (US$ 850 milhões), Alagoas (US$ 580 milhões), Sergipe (US$ 510 milhões) e Paraíba (US$ 140 milhões), completam a relação.

EUA lideram ranking das importações nordestinas

No panorama das importações nordestinas, produtos minerais lideram a pauta, com US$ 10,98 bilhões, valor que corresponde a quase 40% do total importado pela região. Em seguida aparecem os produtos químicos, que somaram US$ 4,56 bilhões, e o grupo formado por máquinas e aparelhos, material elétrico, aparelhos de gravação e reprodução de som e imagem e seus acessórios, com US$ 3,34 bilhões. Quanto à origem das compras externas, os principais parceiros comerciais do Nordeste foram Estados Unidos (US$ 7,71 bilhões) e China (US$ 5,19 bilhões), seguidos por Rússia (US$ 1,55 bilhão) e Argentina (US$ 1,42 bilhão).

Ainda do lado das importações, a Bahia concentrou o maior volume de importações, com US$ 12,83 bilhões, seguida por Maranhão (US$ 10,50 bilhões), Pernambuco (US$ 7,10 bilhões) e Ceará (US$ 6,50 bilhões). Na sequência aparecem Paraíba, com US$ 1,47 bilhão, e Alagoas, com US$ 1,31 bilhão. Sergipe (US$ 842 milhões), Rio Grande do Norte (US$ 658,49 milhões) e Piauí (US$ 362,41 milhões) completam o cenário. Para o economista e coordenador-geral de Estudos e Pesquisas da Sudene, José Farias, o desempenho reforça o papel das exportações como vetor de desenvolvimento. O comércio internacional é um fator importante para o desenvolvimento do Nordeste. Por um lado, as exportações são um canal comercial relevante. Por outro, a partir do cenário das importações, é possível identificar oportunidades e estruturar estratégias de abertura de novos negócios internacionais, agregação de valor aos produtos e geração de emprego, renda e melhoria de produtividade. A competitividade do cenário internacional não é simples, mas, neste contexto, o Nordeste tem potenciais interessantes que despertam cada vez mais o interesse internacional, a exemplo dos produtos que fazem parte da cadeia produtiva da bioeconomia. É um conjunto de fatores: identificar novas demandas e desenvolver estratégias para aumentar o valor agregado dos itens”, analisou o especialista.

A base de dados dos produtos exportados e importados pelo Nordeste exibidos no Data Nordeste utiliza o Sistema Harmonizado (SH), nomenclatura adotada internacionalmente desde 1988, sendo atualizado pela Organização Mundial das Aduanas. Os novos painéis do Data Nordeste permitem acompanhar a evolução histórica das exportações e importações desde 2010, com dados por estado e município, origem e destino dos produtos e valores agregados. As informações seguem padrões internacionais e estão disponíveis para consulta pública, ampliando a transparência e apoiando decisões de gestores, pesquisadores, investidores e da sociedade em geral.

(*) Com informações da Ascom/Sudene

O post Exportações do Nordeste somam US$ 24,8 bilhões em 2025, cifra recorde nos últimos 3 anos, mostra Data Nordeste apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Exportações de serviços batem recorde, somam US$ 51,8 bilhões em 2025 mas setor acumula déficit de US$ 52,94 bilhões

MDIC lançou painel com estatísticas do setor

Da Redação (*)

Brasília – As exportações brasileiras de serviços alcançaram o valor recorde de US$ 51,83 bilhões em 2025, dos quais 65% referentes a serviços digitais. O valor consta no Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), lançado na última quarta-feira (28) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A ferramenta reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e do mundo. Diferentemente da balança comercial, que reflete as exportações e as importações de mercadorias, o comércio de serviços não tinha estatísticas detalhadas no país.

Embora as transações de serviços componham as contas externas do Banco Central (BC), divulgadas todos os meses, a autoridade monetária compila os dados de forma agregada, sem o destrinchamento dos números.

Os dados apresentados no painel têm como base as informações primárias do Banco Central e passam a integrar o conjunto de estatísticas oficiais divulgadas pela Secex. O ComexVis Serviços também se soma ao ecossistema digital do ministério, que inclui ferramentas como o Comex Stat e o Comex Vis, com gráficos, indicadores e análises interativas.

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel tem como objetivo ampliar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas voltadas à competitividade do setor de serviços na inserção internacional do país. A plataforma permite consultar valores atualizados de exportações e importações, acompanhar a evolução histórica dos fluxos e analisar a distribuição por setores e parceiros comerciais.

Importância do segmento para o comércio exterior brasileiro

Segundo o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, a iniciativa responde a uma demanda crescente por informações estruturadas sobre o setor. Ele ressaltou que os serviços constituem uma fronteira cada vez mais relevante do comércio exterior e destaca que cerca de 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados brasileiros corresponde a serviços embutidos, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico,

“A plataforma atende à demanda por dados comparáveis e acessíveis sobre o comércio internacional”, afirmou Alckmin em nota.

De acordo com a Secex, a iniciativa contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e apoiar o setor produtivo. Segundo a secretaria, ao disponibilizar as informações de maneira simples e visual, o painel permite que governo, empresários e associações identifiquem oportunidades de negócios, fortalecendo a promoção do comércio de serviços.

Dependência de capitais externos

Apesar das exportações recordes de serviços em 2025, o Brasil tem um déficit crônico na balança do setor. No ano passado, o país importou US$ 104,77 bilhões em serviços, com o saldo ficando negativo em US$ 52,94 bilhões. Somado ao alto volume de remessas de lucros para o exterior em 2025, o país fechou o ano passado com déficit de US$ 68,791 bilhões nas contas externas.

O déficit nas contas externas poderia ser o dobro não fosse o superávit de US$ 68,293 bilhões na balança comercial no ano passado. Na prática, rombos nas contas externas indicam dependência de recursos financeiros, como o da bolsa de valores, e de investimentos diretos de empresas estrangeiras no Brasil para o país fechar o balanço de pagamentos, aumentar as reservas internacionais e impedir a desvalorização do real.

No ano passado, o déficit das contas externas foi compensado, com sobra, pelo investimento estrangeiro direto, que somou US$ 77,676 bilhões, o melhor resultado desde 2014. O aumento das exportações de serviços ajudaria a reduzir a dependência de capitais externos do Brasil.

(*) Com informações da Agência Brasil

O post Exportações de serviços batem recorde, somam US$ 51,8 bilhões em 2025 mas setor acumula déficit de US$ 52,94 bilhões apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Acordo UE-Mercosul pode acarretar cinco mudanças para o agronegócio brasileiro segundo especialista

Da Redação

Brasília -A entrada em vigor provisória do acordo entre União Europeia e Mercosul, prevista para 2026, marca uma nova etapa nas relações comerciais do Brasil com um dos maiores mercados consumidores do mundo. Após mais de duas décadas de negociações, o tratado promete ampliar o acesso de produtos agrícolas brasileiros ao mercado europeu, ao mesmo tempo em que impõe desafios regulatórios, ambientais e concorrenciais ao setor do agronegócio nacional.

De acordo com Igor Fernandez de Moraes, sócio do Silva Nunes Advogados e especialista em Direito do Agronegócio, o acordo deve ser interpretado como um divisor de águas. “Estamos diante de uma reconfiguração das regras do jogo para exportadores brasileiros. O agronegócio ganha oportunidades concretas de expansão, mas precisará lidar com um nível de exigência jurídica e sanitária muito mais elevado”, avalia.

Entre os impactos imediatos está a ampliação de cotas para produtos como carne bovina, aves, açúcar, arroz e mel, que poderão entrar na União Europeia com tarifas reduzidas. Contudo, essas concessões vêm acompanhadas de mecanismos de proteção aos produtores europeus, como cláusulas de salvaguarda. “Isso significa que, diante de um aumento brusco de exportações brasileiras, a UE poderá suspender benefícios tarifários, o que gera insegurança comercial para produtores”, explica o advogado.

Outro ponto sensível diz respeito às exigências ambientais e sanitárias, que não serão flexibilizadas com o acordo. A União Europeia mantém padrões rigorosos sobre rastreabilidade, uso de defensivos agrícolas e sustentabilidade da produção. “Quem não se adaptar a essas exigências ficará fora do mercado europeu, enquanto quem investir em conformidade jurídica e ambiental terá vantagem competitiva relevante”, alerta Fernandez.

O acordo também tende a estimular mudanças estruturais no campo brasileiro, com maior profissionalização da cadeia produtiva. “O produtor deixa de ser apenas agricultor e passa a ser também gestor de risco jurídico, regulatório e comercial”, afirma o especialista. Esse movimento pode impulsionar investimentos em tecnologia, certificações internacionais e governança corporativa no setor rural.

Apesar dos desafios, a avaliação é que o tratado abre espaço para diversificação de mercados e redução da dependência comercial de poucos parceiros. “O Brasil pode se posicionar como fornecedor estratégico de alimentos para a Europa, desde que esteja preparado juridicamente para cumprir os compromissos assumidos”, conclui o advogado.

Conheça 5 impactos do acordo UE-Mercosul para o agronegócio brasileiro:

  1. Ampliação de cotas agrícolas com tarifas reduzidas
    Produtos como carne e açúcar ganham acesso facilitado ao mercado europeu, mas dentro de limites quantitativos rigorosos, o que exige planejamento exportador.
  2. Aumento das exigências sanitárias e ambientais
    O acordo não flexibiliza regras da UE. Pelo contrário, reforça a necessidade de rastreabilidade e sustentabilidade jurídica da produção brasileira.
  3. Cláusulas de salvaguarda comercial
    A União Europeia poderá suspender benefícios se considerar que suas cadeias produtivas foram prejudicadas, reforçando a necessidade de planejamento e análise mercadológica internacional para manter competitividade e longevidade internacional para exportadores brasileiros, para que tenham maior previsibilidade e invistam com mais segurança.
  4. Maior concorrência interna e externa
    Produtores brasileiros enfrentarão tanto a competição europeia quanto a pressão por preços e qualidade superiores.
  5. Valorização da governança e da segurança jurídica no campo
    O produtor que investir em compliance, certificações e assessoria jurídica terá mais chances de se manter no mercado internacional.

 

O post Acordo UE-Mercosul pode acarretar cinco mudanças para o agronegócio brasileiro segundo especialista apareceu primeiro em Comex do Brasil.

2026 será um ano estratégico no mercado de câmbio internacional

Luciano Carvalho (*)

O ano de 2026 se apresenta como um período de elevada complexidade no cenário internacional. A combinação entre tensões geopolíticas persistentes, revisões nas políticas monetárias globais, conflitos prolongados e reconfiguração das cadeias de comércio internacional impõe um ambiente de rápidas transformações. A realocação de capitais e o surgimento de novas rotas comerciais reforçam a volatilidade e ampliam a imprevisibilidade dos mercados cambiais.

Nesse contexto, a informação circula em ritmo acelerado, mas nem sempre acompanhada da necessária análise técnica e contextualização. Para a pessoa física que realiza operações internacionais, seja para pagamentos no exterior, manutenção de despesas globais ou investimentos fora do país, o desafio central passa a ser a adoção de método, disciplina e planejamento estratégico.

Em um mercado cada vez mais integrado, decisões cambiais deixaram de ser simples conversões de moeda e passaram a demandar leitura aprofundada de cenário. A exposição a riscos cambiais, regulatórios e fiscais exige maior sofisticação na tomada de decisão, especialmente em momentos de elevada volatilidade e sensibilidade aos movimentos globais.

No caso brasileiro, os desafios são ainda mais evidentes. A volatilidade do real permanece elevada, influenciada por ajustes fiscais, mudanças regulatórias e pela rápida evolução do ecossistema financeiro e tecnológico. A proximidade da eleição presidencial adiciona um componente adicional de incerteza, estimulando movimentos antecipados do mercado e aumentando a atenção aos riscos políticos e macroeconômicos.

Do ponto de vista regulatório, observa-se um reforço nos mecanismos de controle, ampliação das obrigações de reporte e maior exigência de transparência nas operações de câmbio. Nesse ambiente, o acesso a informações confiáveis deixa de ser diferencial competitivo e se torna requisito básico para operar com segurança. A falta de acompanhamento adequado do cenário pode levar a decisões desalinhadas com o perfil do investidor ou com seus objetivos financeiros.

Além disso, operações cambiais que antes eram consideradas simples passaram a envolver múltiplas camadas de análise. Variáveis como inflação, crédito, incidência de IOF, exigências documentais, prazos de liquidação, custos totais e eventuais mudanças normativas impactam diretamente quem movimenta recursos internacionais. Ignorar esses fatores pode resultar em perdas financeiras, inconsistências fiscais ou dificuldades de regularização futura.

Outro desafio relevante em 2026 é o excesso de informações disponíveis. A produção de conteúdo sobre economia e câmbio nunca foi tão intensa, porém marcada por grande disparidade de qualidade. Projeções conflitantes, análises superficiais e conteúdos baseados em opinião ou apelo viral criam um ambiente de ruído informacional. A ausência de curadoria adequada pode levar à interpretação equivocada da volatilidade natural do mercado ou à tomada de decisões em momentos desfavoráveis. Mais do que acompanhar cotações, torna-se essencial compreender o contexto e transformar dados em estratégia.

Apesar dos desafios, 2026 também se configura como um ano de oportunidades. A consolidação de plataformas digitais, o aumento da competitividade nas taxas de câmbio e o uso de tecnologia para automatização de processos ampliam a eficiência das operações internacionais. No entanto, esses ganhos só se concretizam quando acompanhados de planejamento técnico e governança adequada.

Despesas recorrentes em moeda estrangeira demandam políticas cambiais contínuas; investimentos internacionais exigem alinhamento entre estratégia, veículo de investimento e regime fiscal; e o ambiente tributário requer organização documental e acompanhamento especializado. Nesse cenário, o papel do especialista torna-se fundamental, integrando macroeconomia, compliance, gestão de riscos, tributação e estratégia patrimonial.

Em um ano marcado por elevada movimentação e transformações rápidas no comércio e no mercado internacional, o diferencial não está apenas em evitar erros, mas em identificar e aproveitar as janelas corretas. A combinação entre análise qualificada, disciplina e governança permite que a pessoa física navegue com mais segurança e eficiência no mercado de câmbio internacional ao longo de 2026.

(*) Luciano Carvalho, CEO do banco de câmbio Moneycorp

 

O post 2026 será um ano estratégico no mercado de câmbio internacional apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Abicalçados leva a Alckmin apreensão com alta das importações, impactos de tarifas dos EUA e barreiras na Índia

Da Redação (*)

Brasília – A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), representada pelo seu presidente-executivo e pela economista e coordenadora de Inteligência de Mercado, Haroldo Ferreira e Priscila Linck, reuniu-se ontem, dia 29, com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, para atualizar as pautas do setor frente aos impactos da política tarifária dos Estados Unidos na indústria nacional.

Entre os temas, estavam a elevação das importações predatórias de calçados asiáticos, impulsionadas pela reorganização do comércio mundial após o tarifaço norte-americano; e as barreiras impostas pela Índia ao produto nacional. O encontro, que teve ainda as participações de Uallace Moreira (secretário do MDIC) e Tatiana Prazeres (secretária de Comércio Exterior da Secex), aconteceu em Brasília.

Alta das importações gera apreensão

Principal pauta do encontro, o aumento das importações de calçados, que tiveram incremento de 22,5% (em dólares) em 2025, alcançando o maior patamar de toda a série histórica – iniciada em 1997 – foi relatada para Alckmin. Segundo Ferreira, a concorrência desleal com esses produtos, cuja origem é predominantemente asiática, vem impactando diretamente a produção nacional e o nível de emprego na indústria de calçados.

“O crescimento das importações no setor, em 2025, mostra-se significativamente superior ao observado na indústria de transformação como um todo (8,6%, em dólares) e nas importações totais do País (6,7%), indicando que a indústria calçadista vem sendo impactada de maneira mais intensa do que a média da economia brasileira”, explicou Ferreira, acrescentando que o movimento deve ser acentuado em 2026.

Entre os motivos para o incremento vertiginoso das importações, segundo Ferreira, está o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos, não somente a produtos brasileiros, mas também asiáticos. “Dessa forma, os exportadores asiáticos acabam realocando maior parcela da sua produção para outros países que não os Estados Unidos, inclusive o Brasil, gerando um desequilíbrio concorrencial”, acrescentou o dirigente.

Dados compilados pela Abicalçados apontam que, após a aplicação das denominadas tarifas recíprocas, em abril passado – que abrangem, entre outros, a China, o Vietnã, a Indonésia e Bangladesh -, o crescimento das importações brasileiras originárias da Ásia foi intensificado. Entre abril e dezembro de 2025, o aumento das importações provenientes da Ásia foi de mais de 26%, mais que o dobro do observado anteriormente.

O dirigente calçadista destacou o duplo problema da nova política tarifária aplicada por Donald Trump. “Além da queda nas exportações, já que os Estados Unidos são nosso principal destino internacional, o setor é impactado pela invasão asiática no mercado doméstico brasileiro”.

Índia

Tendo em vista a possibilidade de fornecimento de subsídios à missão presidencial à Índia, prevista para o próximo mês, a Abicalçados também expôs as principais dificuldades que vêm inviabilizando o acesso da indústria calçadista brasileira ao mercado indiano, em um contexto internacional que se faz importante a abertura de mercados. O entrave se dá em razão da exigência da certificação BIS – certificação compulsória cuja complexidade operacional e custos do processo de certificação têm restringido as exportações brasileiras ao destino.

Segundo Ferreira, em 2025, os embarques para a Índia totalizaram apenas 160 mil pares, volume mais de 60% inferior ao registrado em 2022, período anterior à vigência da normativa BIS. “Apesar do elevado potencial consumidor do mercado, a barreira comercial tem limitado a inserção dos fabricantes e exportadores brasileiros na Índia. Como consequência, a balança comercial de calçados do Brasil com o país é desfavorável. No ano de 2024, as importações brasileiras originárias da Índia foram mais de vinte vezes superiores às exportações ao destino, resultando em um déficit de US$ 13,8 milhões”, acrescentou o executivo.

Proposta

Na oportunidade, a Abicalçados propôs que o Brasil avance em um Acordo de Reconhecimento Mútuo (MRA) com a Índia, permitindo o reconhecimento de laboratórios brasileiros homologados pelo Inmetro – iniciativa que pode encurtar prazos, reduzir custos e ampliar a previsibilidade para exportadores. “A certificação BIS tem sido um gargalo relevante para empresas brasileiras. Propusemos discutir um caminho técnico, com reconhecimento mútuo de laboratórios acreditados, para reduzir burocracia sem abrir mão dos requisitos de conformidade”, explicou Priscila.

(*) Com informações da Abicalçados

 

 

O post Abicalçados leva a Alckmin apreensão com alta das importações, impactos de tarifas dos EUA e barreiras na Índia apareceu primeiro em Comex do Brasil.