EUA devem anunciar redução de tarifas contra o Brasil, aposta confiante o presidente Lula da Silva

Da Redação (*)

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na madrugada deste sábado (25), que espera se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump amanhã (26) em Kuala Lumpur, capital da Malásia. Os dois mandatários estão no país asiático para participar da 47ª cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). “Espero que ‘role’. Eu vim aqui e estou à disposição para que a gente possa encontrar uma solução.”

A declaração foi dada em entrevista coletiva aos jornalistas em frente ao hotel que hospeda a

“Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Então, pode ficar certo que vai ter uma solução.”

Aos jornalistas, Lula negou que tenham sido colocadas condições para negociação bilateral em torno do impasse gerado pelo aumento de 50% das tarifas de importação dos produtos brasileiros pelos Estados Unidos, a partir do início de agosto.

“Eu trabalho com otimismo para que a gente possa encontrar uma solução. Não tem exigência dele e não tem exigência minha ainda.”

Trump admite redução das tarifas

A caminho da Malásia, a bordo do avião Air Force One, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou aos jornalistas, pela primeira vez, que poderia considerar a redução das tarifas sobre as exportações do Brasil a seu país. “Sim, sob as circunstâncias certas, com certeza”, ponderou o líder norte-americano.

Além disso, confirmou que deve se encontrar com Lula neste domingo (26). “Acho que vamos ,

A expectativa é de que os dois presidentes se reúnam em Kuala Lumpur, capital da Malásia, neste domingo.

(*) Com informações da Agencia Brasil

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Brasil e Indonésia firmam acordo para projetos no Nordeste e investimentos poderão chegar a R$ 10 bilhões nos próximos anos

 

Investimentos iniciais de R$ 300 milhões em projetos-piloto no Rio Grande do Norte e na Bahia podem chegar a R$ 10 bilhões nos próximos anos_

Da Redação (*)

Brasília – Durante o Fórum Empresarial Indonésia-Brasil, realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil)em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), nesta quinta-feira (23) em Jacarta, foi assinada uma parceria entre a Indonesia Energy Corporation (IEC), a Aguila Energia e Participações e a ApexBrasil. O Memorando de Entendimento (MoU) firmado entre as partes estabelece cooperação para o desenvolvimento de dois projetos-piloto de geração híbrida de energia — combinando gás natural e energia solar — no Nordeste brasileiro, com investimentos imediatos estimados em R$ 300 milhões.

Os projetos serão implementados nas cidades de Mossoró (RN) e Araçás (BA), cada um com capacidade inicial de 10 MW, voltados ao fornecimento de energia para infraestrutura de datacenters e aplicações de alta densidade computacional, incluindo inteligência artificial e processamento digital. A tecnologia adotada combina energia solar renovável com gás natural “na boca do poço” (stranded gas), garantindo estabilidade no fornecimento e eficiência operacional.

De acordo com o MoU, o modelo é modular e escalável, podendo operar de forma off-grid, independente do sistema elétrico nacional. O documento também prevê que, face ao sucesso da fase-piloto, o investimento total poderá alcançar até R$ 10 bilhões nos próximos anos, com ampliação da capacidade instalada para até 400 MW e integração de novas tecnologias.

A Indonesia Energy Corporation será responsável por prover conhecimento técnico em ativos de energia e estruturação de financiamento internacional, enquanto a Aguila Energia coordenará as etapas de licenciamento, execução e engajamento de fornecedores locais. A ApexBrasil atuará como facilitadora institucional, fortalecendo a cooperação entre os dois países e apoiando a atração de investimentos para o setor energético brasileiro.

“Essa parceria reflete o novo momento do Brasil como protagonista na transição energética e na economia digital. A aproximação entre Brasil e Indonésia, duas grandes economias do Sul Global, abre caminho para projetos inovadores, sustentáveis e estratégicos, capazes de gerar empregos, desenvolvimento regional e tecnologia limpa”, afirmou Jorge Viana, presidente da ApexBrasil.

Fórum Empresarial Indonésia-Brasil

O acordo foi assinado durante o Fórum Empresarial Indonésia-Brasil que integrou a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no país. O evento integrou a missão presidencial liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reuniu 357 empresários — sendo 129 brasileiros e 228 indonésios —, além de autoridades, ministros e representantes de grandes companhias e associações empresariais.

Durante o encontro, foram celebrados ainda outros sete Memorandos de Entendimento (MoUs) entre entidades governamentais e do setor privado dos dois países, cobrindo áreas como agricultura e pecuária, minas e energia, ciência e tecnologia, geografia e estatística, e investimentos. Entre os acordos firmados, destacou-se o Memorando de Entendimento entre a ApexBrasil e a Câmara de Comércio e Indústria da Indonésia (Kadin), que estabelece um plano de cooperação para fortalecer a promoção comercial, a atração de investimentos, a inovação e a sustentabilidade. O documento também prevê ações de qualificação de pequenas e médias empresas e iniciativas voltadas ao empoderamento feminino no comércio internacional, além da criação de um Grupo de Trabalho Conjunto para coordenar as próximas etapas da parceria.

Relações Econômicas Brasil-Indonésia

Segundo dados do Perfil de Comércio e Investimentos – Indonésia 2025 – https://apexbrasil.com.br/content/apexbrasil/br/pt/solucoes/inteligencia/estudos-e-publicacoes/perfil-de-comercio-e-investimentos/perfil-de-comercio-e-investimentos—indonesia—2025.html – , da ApexBrasil, em 2024 a corrente de comércio entre Brasil e Indonésia alcançou US$ 6,3 bilhões. Naquele ano, as exportações brasileiras ao país asiático somaram US$ 4,5 bilhões, o que posicionou o país como o 16º destino das vendas externas do Brasil.

Os principais produtos exportados foram: farelo de soja (US$ 1,6 bilhão), açúcares e melaços (US$ 1,65 bilhão) e algodão em bruto (US$ 296 milhões), que juntos representaram mais de 80% das exportações nacionais para o mercado indonésio. Em 2024, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou a abertura do mercado da Indonésia para a exportação da erva-mate brasileira.

Já da Indonésia, o Brasil importou no ano passado um total de US$ 1,9 bilhão, com destaque para o grupo de produtos Gorduras e óleos vegetais, constituído principalmente por óleo de palma e dendê, que somaram cerca de US$ 518 milhões.  Desde 2012 a balança comercial se apresenta favorável ao Brasil, tendo o maior superavit ocorrido em 2023 (US$ 2,6 bilhões).

Com relação aos investimentos, o fluxo entre os dois países vem ganhando destaque. O estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) da Indonésia no Brasil atingiu US$ 1,8 bilhão em 2023, o maior valor desde 2015, com destaque para o setor logístico, liderado pela empresa J&T Express. Por sua vez, empresas brasileiras como a Vale S.A. têm presença expressiva no país asiático, com investimentos em níquel e energia limpa, reforçando o compromisso bilateral com a transição energética e a sustentabilidade.

(*) Com informações da Agência Brasil

 

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A pandemia econômica das bets:  silenciosa, difusa e profundamente corrosiva

 (*) Hugo Garbe, professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM)

O crescimento explosivo das plataformas de apostas esportivas no Brasil deixou de ser um fenômeno marginal para se tornar um tema central de análise econômica. Longe de representar mera diversão, o mercado das bets já movimenta cifras gigantescas e produz efeitos diretos sobre o consumo, o endividamento e o equilíbrio financeiro das famílias.

Em 2023, o volume apostado no país foi estimado entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões, e, em 2024, as transferências via Pix para casas de apostas chegaram a R$ 21 bilhões por mês, segundo dados do Banco Central (BC).

Mais de 22 milhões de brasileiros, cerca de 13% da população adulta, apostaram nos últimos 30 dias, conforme levantamento do DataSenado. Esses números indicam uma pandemia econômica silenciosa: um volume colossal de dinheiro que não cria riqueza nova, não gera produção e não retorna integralmente à economia doméstica. Trata-se, em essência, de uma drenagem de liquidez do orçamento familiar para plataformas muitas vezes sediadas no exterior.

As consequências dessa distorção são perceptíveis em múltiplos níveis. No plano microeconômico, as famílias de baixa e média renda passam a destinar parte significativa de seus recursos às apostas, comprimindo o consumo cotidiano. Segundo estudo da PwC, para as classes D e E, as bets já representam 1,38% do orçamento familiar, podendo chegar a 5,5% dos gastos com alimentação. Isso significa menos dinheiro em circulação nos mercados locais, nas padarias, nos pequenos comércios e nos serviços que sustentam o varejo brasileiro.

A economia comportamental ajuda a explicar o fenômeno: o apostador médio é guiado por ilusões cognitivas como a falácia do controle e o otimismo ilusório, acreditando dominar o acaso e recuperar perdas.

O ciclo é autodestrutivo — ganhos eventuais reforçam a esperança, mas as perdas recorrentes geram endividamento e deterioram a capacidade de consumo. Como boa parte dessas operações ocorre fora do sistema financeiro formal, o impacto é de difícil mensuração, mas seus efeitos se manifestam gradualmente: aumento da inadimplência, retração do crédito produtivo e esvaziamento do varejo.

A resposta necessária é de natureza institucional e exige política pública articulada. A regulamentação estabelecida pela Lei 14.790/2023 é um passo inicial, mas insuficiente diante da magnitude do problema. É preciso ir além da arrecadação tributária e do controle formal do setor, promovendo ações de educação financeira, prevenção ao vício em jogos e restrição publicitária, especialmente em canais voltados a jovens e classes vulneráveis. Assim como ocorreu com o tabaco e o álcool, o país precisa reconhecer o caráter destrutivo das apostas digitais e tratar o tema como questão de saúde e estabilidade econômica.

Em síntese, o avanço das bets não simboliza prosperidade nem inovação financeira; representa a substituição do consumo produtivo por uma forma de especulação improdutiva, que corrói silenciosamente a base do crescimento nacional.

O dinheiro que antes sustentava a economia real, o comércio, os serviços e a produção, agora, é absorvido por uma engrenagem digital que concentra riqueza e dispersa miséria. O Brasil vive, portanto, uma pandemia econômica das bets: silenciosa, difusa e profundamente corrosiva, que ameaça o tecido social e o dinamismo do próprio capitalismo brasileiro.

(*) Hugo Garbe, professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM)

 

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Reunião entre Lula e Trump poderá marcar o início do degelo nas relações Brasil-EUA, avalia especialista

Da Redação

Brasília – A dois dias do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o americano Donald Trump, ainda não confirmado mas previsto para acontecer no final da tarde do próximo domingo (26), em Kuala Lumpur (Malásia), Daniel Cassetari, CEO da HKTC Brasil e especialista em comércio exterior, aguarda com otimismo prudente os resultados da cúpula que poderá marcar um ponto de inflexão no clima tenso que reina nas relações entre o Brasil e os Estados Unidos desde o dia 30 de julho passado, quando o presidente americano assinou um decreto executivo que oficializou a tarifa de 50% sobre os produtos exportados pelo Brasil ao mercado estadunidense.

Com uma vasta trajetória profissional no comércio exterior, Daniel Cassetari acompanha os momentos que antecedem o encontro presidencial na capital malaia com uma apreciável dose de pragmatismo. Para ele, “já é possível não só pensar no abrandamento das tarifas mas, sim, avançar nessa direção, até mesmo por falta de alternativas”.

O especialista ressalta que “num primeiro momento, os governos brasileiro e americano travavam uma queda de braço, com troca de declarações ásperas, deixando-se levar pela questão política e sem que o governo brasileiro se atentasse para aquilo que o governo americano estava se apegando. Essa situação somente começou a se modificar com o encontro do chanceler Mauro Vieira com o secretário de Estado americano, Marco Rúbio, no último dia 16 de outubro, quando foram aparadas algumas arestas, permitindo-se a criação de um ambiente propício ao encontro presidencial do próximo domingo”.

Segundo Daniel Cassetari, no encontro entre Vieira e Rubio, “o governo brasileiro passou a entender melhor as pretensões do governo americano em termos de comércio internacional em relação aos países em geral e ao Brasil em especial. Nesse sentido, a reunião permitiu que se avançasse na direção da cúpula presidencial, que efetivamente possibilitará o início das negociações envolvendo não apenas tarifas, mas também outros temas cruciais do relacionamento bilateral”.

Concessões recíprocas, essenciais para um acordo

Para que as negociações avancem, destaca o CEO da HKTC Brasil, é fundamental que os dois lados façam concessões: “se fizermos uma avaliação bastante simples veremos que, se por um lado as tarifas demasiadamente elevadas causam severos prejuízos aos exportadores brasileiros, a medida prejudica muito mais imediatamente o povo americano. No momento em que os preços ao consumidor americano de produtos importantes como a carne bovina, o café e o suco de laranja, entre outros, vêm subindo de forma exacerbada e alguns desses bens começam a desaparecer nas gôndolas dos supermercados, o grande prejudicado é o consumidor americano. Se o Brasil tem esses produtos a oferecer a preços altamente competitivos e a demanda existe, as duas partes precisam se ajustar profissionalmente para chegarem a um acordo”.

E se o Brasil acredita que os Estados Unidos poderão mencionar a possibilidade de um abrandamento, ou até mesmo a retirada das tarifas impostas aos produtos brasileiros, para Daniel Cassetari parece óbvio que o presidente Lula da Silva terá que fazer alguns acenos em relação a temas vitais, como por exemplo o acesso americano ao vasto estoque brasileiro das chamadas terras raras, que despertam grande interesse do governo Trump.

Na visão do CEO, “com certeza, o tema terras raras deverá ser colocado em pauta visando uma normatização do acesso a esses minerais considerados sensíveis e essenciais para a indústria moderna não só dos Estados Unidos, mas de todo o mundo. É importante ressaltar que os presidentes Lula e Trump tratarão desse tema sob o aspecto político, deixando as competências técnica e comercial, assim como os entraves existentes a cargo dos técnicos, devidamente capacitados para debaterem o tema em profundidade”.

Segundo o especialista, “o presidente Trump deverá colocar essa questão na pauta das conversas, da mesma forma que o Brasil também fará as suas colocações e apresentará as suas exigências visando algum tipo de acordo em relação à carne bovina, o café, o suco de laranja, os derivados do leite e às nossas frutas. Acredito que os dois presidentes tentarão fazer um alinhamento das respectivas posições diante dessa agenda abrangente. Brasil e Estados Unidos são, por exemplo, os maiores produtores e exportadores de soja e esse assim como outros assuntos ligados ao agronegócio deverão ser abordados. Da mesma forma, a questão do comércio de produtos industrializados também deve ser tratada pelos dois presidentes em um contexto em que, espera-se, ambos os lados venham a buscar um alinhamento de posições entre dois parceiros importantes e com economias complementares sob diversos aspectos “.

Daniel Cassetari acredita que o encontro presidencial, por si só, evidencia que algumas barreiras ao diálogo, que há pouco tempo pareciam intransponíveis, poderão começar a ser removidas a partir das conversas entre os dois presidentes na capital da Malásia. Em sua percepção, “a relação de uma certa cordialidade entre os dois governos e entre os dois presidentes em particular, deverá ser bem maior daqui para a frente”.

 

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Sazonalidade aquece comércio exterior e especialista projeta alta da corrente comercial na reta final do ano

Entre setembro e dezembro, importações e exportações brasileiras atingem o auge com o consumo de fim de ano. Setores como eletrônicos, brinquedos e moda impulsionam o comércio, exigindo gestão preditiva e logística ágil

Da Redação

Brasília – Dois dados recentes reforçam que o período entre setembro e dezembro exerce papel central no balanço do comércio exterior brasileiro. De um lado, estatísticas da Receita Federal mostram que importações e exportações concentram intensa movimentação nos últimos quatro meses do ano, quando empresas repõem estoques e atendem à demanda natalina. Do outro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) destaca que muitos dos indicadores industriais atingem picos nesse momento, em função das cadeias produtivas que servem ao varejo.

Segundo o Ministério d Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no mês de setembro, as exportações brasileiras totalizaram US$ 30,5 bilhões (FOB) e as importações somaram US$ 27,5 bilhões, configurando uma corrente de comércio de US$ 58,1 bilhões. Esses números indicam que o trimestre final, historicamente mais ativo, poderá elevar ainda mais essas cifras.

Na visão de Thiago Oliveira, especialista em câmbio, CEO da Saygo, essa reta final do ano impõe desafios logísticos e pressões nos custos.  “Quem não antecipa gargalos como frete marítimo, demoras aduaneiras ou prorrogações cambiais, pode sofrer atraso de prateleira ou margens comprimidas”, pontua.

Setores que impulsionam a sazonalidade

Os segmentos que mais se beneficiam da alta sazonalidade de comércio exterior costumam ser aqueles com forte presença importadora ou que dependem de cadeias globais: eletrônicos, brinquedos, bebidas importadas e moda. No setor eletrônico, por exemplo, componentes e semicondutores já registram importações com crescimento contínuo nos primeiros meses de 2025, segundo dados do Comex Stat.

Embora não haja uma cifra recente publicada que isole o trimestre set-dez, registros históricos apontam que entre outubro e dezembro a fatia de importações do setor concentra entre 25% a 30% do total anual. Essa concentração decorre da antecipação da produção voltada para datas promocionais (Black Friday) e festividades.

No segmento de brinquedos, os importadores costumam intensificar compras entre agosto e outubro, justamente para proteger-se de aumentos cambiais ou colapsos logísticos nos meses finais. Em 2024, dados de declarações de importação mostraram que mais de 50% dos volumes destinados ao mercado infantil foram declarados entre agosto e novembro. Essa sazonalidade é amplificada pela dependência de fornecedores asiáticos.

Para bebidas importadas, vinhos, espumantes e destilados, a procura refresca no quarto trimestre, quando o varejo eleva seu mix premium para as celebrações de final de ano. Embora o volume ainda represente parcela menor das importações totais, o efeito sobre preço e margem é mais sensível à variação cambial, dada a carga tributária e custos logísticos associados.

No âmbito da moda, mesmo com maior produção nacional, muitos insumos (tecidos, aviamentos, fios especiais) são importados, o que submete o segmento às mesmas pressões externas. A CNI, em suas análises industriais, verifica que muitos dos índices de uso de capacidade e faturamento tendem a subir no auge do segundo semestre, puxados justamente pela demanda de reposição.

Antecipação é imperativa diante de gargalos logísticos

Oliveira sustenta que além da proteção cambial, a preparação logística é tão decisiva quanto. Ele recomenda que as empresas adotem sistemas de análise preditiva para antecipar atrasos e custos extras, especialmente em rotas marítimas congestionadas ou portos sob pressão. “Uma simples curva de previsão de desembaraço aduaneiro permite realocar estoques e evitar reajustes repentinos”, afirma.

Ele acrescenta que plataformas digitais voltadas ao comércio exterior permitem simular cenários de atraso, custo de capital e impacto cambial integrado. Com essas ferramentas, importadores podem escalonar desembaraços e até ajustar mix de produtos conforme a disponibilidade real no período crítico.

Outra recomendação é escalonar compras cambiais: não esperar para comprar todo o dólar em um só momento, mas segmentar as aquisições para “capturar” oscilações favoráveis e reduzir risco de picos danosos. A lógica se estende ao planejamento tributário: regimes como drawback, regimes especiais aduaneiros e uso correto da classificação fiscal ajudam a reduzir sobrecarga tributária e evitar multas ou devoluções inesperadas.

O “gap” entre demanda e capacidade

Mesmo com projeções otimistas para o Natal, vários elos da cadeia enfrentam restrições reais: o custo do frete internacional segue elevado, o tempo de espera em navios porta-contêineres nos portos americanos (exportadores) e chineses é imprevisível, e o desembaraço aduaneiro no Brasil sofre com sobrecarga regulatória e fiscalização. A Receita Federal disponibiliza dados de tempos e quantidades de despacho aduaneiro nos sistemas de dados abertos, confirmando que em diversos períodos o tempo para liberação de importações ultrapassou prazos usuais. 

Para muitos importadores, isso significa risco de ruptura de estoque ou necessidade de “prorrogações cambiais”, que elevam custos financeiros. Empresas que se blindam com planejamento antecipado, margem de contingência e visibilidade digital tendem a minimizar surpresas.

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Risco Chinês – Estratégia chinesa amplia riscos para o comércio mundial

 Márcio Coimbra (*)

O Quarto Plenário do 20º Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCCh), que teve início a portas fechadas no Hotel Jingxi, em Pequim, não é apenas um evento rotineiro do ciclo político nacional. É um momento de engenharia estratégica de alto risco que visa redefinir o caminho do país num cenário global crescentemente hostil. Reunindo mais de 350 dirigentes, o foco central não é a governança partidária, mas a sobrevivência econômica e segurança nacional, materializada nas propostas para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030).

O teor central do Plenário, realizado em um momento de acentuada desaceleração econômica (com PIB abaixo das expectativas) e de colapso no investimento estrangeiro, foi a mudança brusca de prioridade: do crescimento a todo custo para segurança e autossuficiência. Sob a liderança de Xi Jinping, o Partido Comunista busca construir uma China menos vulnerável às pressões externas.

O objetivo passa por investimentos massivos em inteligência artificial, tecnologia quântica, semicondutores e energia limpa, enquanto a modernização de indústrias tradicionais busca competitividade global. Contudo, a alocação seletiva de recursos para setores estratégicos, em detrimento de uma recuperação econômica ampla, repete os erros de planos passados, que frequentemente sacrificaram resiliência em favor de prioridades políticas. A crise da dívida local e o colapso do setor imobiliário, problemas herdados do 14º Plano, continuam a desafiar a estabilidade chinesa, e a insistência do regime em soluções centralizadas revela uma incapacidade real de promover reformas estruturais profundas, sufocando a inovação genuína.

Ao fim e ao cabo, vemos que longe da retórica de “modernização socialista”, a estratégia adotada esconde riscos sistêmicos e geopolíticos de longo prazo que merecem uma análise crítica no Brasil e no mundo. O redirecionamento massivo de crédito dos setores tradicionais (como a construção civil, em crise) para a manufatura avançada, sem um consumo interno que absorva essa produção, pode simplesmente transferir e agravar a sobrecapacidade industrial, desestabilizando os mercados globais.

Além disso, ao forçar a autossuficiência em tecnologias sensíveis, a China acelera a fragmentação dos padrões tecnológicos globais. Isso não apenas dificulta o comércio, mas também pode forçar empresas estrangeiras a escolherem entre o mercado chinês e o resto do mundo, dividindo as cadeias de valor e aumentando os custos logísticos e de produção para todos os países, incluindo o Brasil.

O comunicado final consolida diretrizes inquestionáveis, mas a visão do PCCh, ancorada em controle rígido, levanta sérias dúvidas sobre sua sustentabilidade. A centralização excessiva, que reprime vozes dissidentes e inovações não sancionadas, contrasta com a promessa de prosperidade e expõe a fragilidade de um sistema que teme a abertura. Comparado aos planos quinquenais do passado, que, apesar de falhas, beneficiaram-se de um ambiente global mais favorável, o 15º Plano enfrenta um mundo mais hostil, onde a desconfiança gerada pelo autoritarismo do PCCh mina a cooperação internacional. O custo dessa abordagem — isolamento econômico, tensões geopolíticas e erosão da coesão social interna — pode superar as ambições do regime, revelando um modelo que, sob a fachada de força, camufla profundas vulnerabilidades, aquilo que se transformou no verdadeiro risco chinês.

((*)  Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

 

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Sua empresa busca acesso ao mercado exterior? Veja caminhos e oportunidades para exportação em 175 países

Ferramenta de Inteligência de Mercado da Agência identifica 45 mil oportunidades para produtos brasileiros em 175 países e apoia empresas na busca por novos mercados. O assunto é um dos temas da nova webserie Destino Exportação

Da Redação (*)

Brasília – As recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos estrangeiros acenderam o alerta sobre os desafios do comércio internacional e a importância de diversificar mercados para exportação. “Buscar novos destinos comerciais deixou de ser apenas uma opção de crescimento e passou a ser uma estratégia essencial de resiliência e competitividade”, destaca Igor Celeste, gerente Regional da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Ele reforça que, ao atuar em diferentes mercados, as empresas reduzem riscos e aumentam sua competitividade.

Criado em 2015, o Mapa de Oportunidades da ApexBrasil permite analisar o desempenho das exportações em 175 países – representando 98,8% do comércio global. A ferramenta cruza dados de importações mundiais com informações sobre a competitividade brasileira, mostrando oportunidades e tarifas aplicadas aos produtos, além de comparar resultados com concorrentes. Em 2024, a ferramenta teve mais de 6.500 acessos.

Neste mês, o Mapa foi atualizado apresentando 45 mil oportunidades de exportação para produtos brasileiros. Entre os destaques, está a região da América do Sul com cerca de 14 mil oportunidades. Para a União Europeia, foram identificadas 6.700 oportunidades, especialmente na Espanha, Alemanha e França. Já a China reúne 385 oportunidades.

“O Mapa permite identificar mercados alternativos com base em dados concretos, apoiando decisões estratégicas e contribuindo para a resiliência e expansão dos negócios no mercado internacional”, afirma Gustavo Ribeiro, gerente de Inteligência da ApexBrasil.

“Ao utilizar a ferramenta, uma empresa brasileira do setor de alimentos, por exemplo, que sempre exportou o seu produto para um determinado mercado, pode identificar uma crescente demanda pelo mesmo produto em países do Oriente Médio, no Canadá ou na Ásia, por exemplo, com condições competitivas de entrada. Assim, ela pode traçar uma nova estratégia de atuação e passar a exportar também para aquela região ou país, ampliando suas receitas e reduzindo sua dependência de mercados específicos”, completa Gustavo.

Destino Exportação

Exportar é um passo fundamental para empresas que buscam crescimento e competitividade. Mas diante de 190 países no mundo, como identificar o destino certo? Quais mercados têm interesse em determinados produtos e onde há espaço para crescer? Essas e outras dúvidas, que são comuns entre empresários e empresárias interessados em atuar no mercado internacional, motivaram a criação da websérie Destino Exportação, uma iniciativa da ApexBrasil em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) que já está no ar.

Além de abordar as vantagens de quem exporta, o primeiro episódio destaca, por exemplo, de forma simples e didática, a importância de identificar o melhor destino para cada produto e mostra como ferramentas e programas da ApexBrasil auxiliam empresas nesse processo.

“Para definir o melhor país para exportar, a empresa deve considerar algumas coordenadas”, explica Igor Celeste que é o convidado do primeiro episódio da websérie. “A principal delas é a demanda: entender qual país tem demanda por determinados produtos e quais países não são adequados”. Como exemplo, Igor cita o mercado asiático, países como Japão e Coréia do Sul, que possuem grande demanda pelo setor de cosméticos. Como o Brasil produz muitos cosméticos naturais, então estes são vistos como mercados estratégicos.  “Outra coisa é a competitividade: a empresa precisa entender as barreiras que ela pode enfrentar, que tipo de logística é a mais adequada e os preços que ela pode aplicar nos diferentes países para ser competitiva”, completa Igor.

Ele lembra que a ApexBrasil oferece diversas ferramentas para ajudar nesse mapeamento. “A Apex tem milhões de dados de países e mercados internacionais, acessíveis na ferramenta Mapa de Oportunidades, além de estudos como o Perfil País de diversos mercados, e programas como o Exporta Mais Brasil”. Ele destaca que todas essas ferramentas estão disponíveis de forma gratuita no portal da Agência, na área de Inteligência de Mercado, e que atendem tanto empresas que querem começar a exportar como aquelas que já exportam, mas buscam novas oportunidades para expandir.

Estudos estratégicos

A ApexBrasil também disponibiliza estudos estratégicos para apoiar empresas brasileiras na expansão internacional, como os Perfis de Comércio e Investimentos de diferentes países e blocos comerciais, além de análises específicas sobre cenários relevantes para o país.

Um exemplo recente é o estudo Diversificação de Mercados por Estados Brasileiros, lançado em setembro, que analisa o impacto das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e identifica mercados alternativos para os itens e estados mais afetados. A publicação oferece dados práticos que ajudam os empresários a planejar a diversificação de destinos, reduzir riscos e ampliar competitividade no comércio exterior.

Websérie Destino Exportação 

Criada para apoiar empresários brasileiros que desejam iniciar sua jornada no mercado internacional, a websérie Destino Exportação foi lançada este mês e terá dois episódios por semana. Apresentada pela atriz e influenciadora Luana Xavier, que recebe convidados especialistas em cada episódio, a websérie foi desenvolvida a partir das perguntas mais frequentes que a ApexBrasil recebeu ao longo do ano pelas redes sociais e pela Central de Atendimento ao Cliente, de empresários interessados em exportar, mas que ainda não sabem por onde começar. As respostas foram transformadas nesta série de conteúdos práticos e acessíveis, que conversam diretamente com empreendedores que desejam iniciar sua jornada rumo ao mercado internacional.

(*) Com informações da ApexBrasil

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Às vésperas de encontro com Donald Trump, Lula reitera defesa do uso de moedas locais para comércio Brasil-Indonésia

Da Redação (*)

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, em dois momentos, durante a visita que faz à capital da Indonésia, Jacarta, a possibilidade de uso de moedas locais no comércio entre os dois países.

A primeira delas, durante declaração à imprensa, na madrugada desta quinta-feira (23). Hoje de manhã, Lula disse que tanto o Pix quanto o sistema similar indonésio têm condições de facilitar não só o comércio entre os dois países, mas, também, entre os países que integram o Brics – grupo formado por 11 países-membros e dez parceiros, entre eles o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul,

“No âmbito do Brics, o Pix brasileiro e o Qris indonésio oferecem modelos de sistemas de pagamentos eficazes e acessíveis, que podem inspirar medidas que facilitarão o comércio em moedas locais entre os países do bloco”, disse o presidente durante evento com empresários brasileiros e indonésios.

Segundo Lula, esse movimento faz parte de uma “estratégia mais ampla do Brasil de diversificar parcerias e facilitar o comércio”.

Liberdade para uso da própria moeda

Mais cedo, durante declaração conjunta de Lula e do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, à imprensa, Lula já havia reiterado seu posicionamento favorável ao uso de moedas locais para o comércio entre os dois países.

“Nós queremos comércio livre. E, mais ainda: tanto a Indonésia quanto o Brasil têm interesse em discutir a possibilidade de a comercialização entre nós dois ser com as nossas moedas”, disse, mais cedo, o presidente brasileiro – ao enfatizar que esse tipo de “liberdade de uso das próprias moedas” é algo que já deveria ter acontecido.

“O século XXI exige que tenhamos a coragem que não tivemos no século XX. Exige que a gente mude alguma forma de agir comercialmente para não ficarmos dependentes de ninguém”, acrescentou ao defender o multilateralismo, em vez do unilateralismo.

Posteriormente, no encontro com empresários, reiterou que, “como a Indonésia, o Brasil se opõe a medidas unilaterais e coercitivas que distorcem o comércio e limitam a integração econômica”.

Segundo ele, “ é o setor privado, com parcerias e projetos conjuntos, que transformará a afinidade diplomática em prosperidade compartilhada para os dois países”.

“Indonésia e Brasil seguirão parceiros na construção de um futuro compartilhado de cooperação, desenvolvimento e justiça social”, completou.

(*) Com informações da Agência Brasil

 

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Diversificação de mercados é foco da oitava edição da newsletter “Impulso das Exportações” lançada pela ApexBrasil

Publicação traz dados consolidados do comércio exterior brasileiro até o terceiro trimestre, além de um consolidado das ações do tarifaço

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil) lançou a oitava edição da newsletter Impulso das Exportações, publicação que reúne as principais análises e dados sobre o desempenho do comércio exterior brasileiro. Nesta edição, o destaque é o impacto do tarifaço americano nas exportações do Brasil e as estratégias de diversificação de mercados que vêm sendo desenvolvidas para mitigar seus efeitos e ampliar a presença internacional do país.

Segundo a publicação, as exportações brasileiras atingiram US$ 257,8 bilhões de janeiro a setembro de 2025, o maior valor já registrado para o período, mesmo em um cenário global adverso. As importações também cresceram, somando US$ 212,3 bilhões (+8,2%), o que elevou a corrente de comércio para US$ 470,1 bilhões, alta de 4,2% em relação a 2024.

Entre os setores produtivos, a indústria de transformação liderou com US$ 138,2 bilhões exportados (+3,7%), seguida pela agropecuária (US$ 59,6 bilhões, +2,1%). Já a indústria extrativa recuou 5,7%, totalizando US$ 58,5 bilhões, refletindo a volatilidade dos preços internacionais.

Tarifaço de Trump é destaque da edição

A edição dedica atenção especial ao chamado tarifaço dos Estados Unidos, que elevou em até 50% as tarifas sobre produtos brasileiros. A publicação reúne tudo o que o exportador precisa saber sobre as medidas de taxação aplicadas ao Brasil, seus impactos no comércio exterior e as alternativas que estão sendo desenvolvidas para superá-los. Além da análise da balança comercial com os Estados Unidos, que apresentou queda de cerca de 28% nas exportações ao mercado americano no terceiro trimestre.

O boletim também destaca os investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil, que passaram a representar 46,6% do PIB em 2024, a maior proporção da série histórica, e o avanço das ferramentas de inteligência comercial da ApexBrasil, como o Mapa de Oportunidades de Exportações Brasileiras, atualizado recentemente com 45 mil oportunidades em 175 países.

Com visual interativo e linguagem acessível, o Impulso das Exportações tem se consolidado como um instrumento de referência para um público diverso: empresários, acadêmicos, e formadores de opinião, interessados em compreender as dinâmicas do comércio exterior brasileiro e as ações de promoção da ApexBrasil.

Acesse a oitava edição completa do Impulso das Exportações no portal da ApexBrasil e inscreva-se para receber a versão digital da publicação.

(*) Com informações da ApexBrasil

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Pesquisa mostra encantamento dos turistas internacionais com a hospitalidade, hospedagem e gastronomia do Brasil

Estudo revela que fatores como hospitalidade, hospedagem e gastronomia foram determinantes para a avaliação positiva

Da Redação (*)

Além de ter batido o recorde histórico de entrada de turistas internacionais em setembro de 2025, o Brasil também proporcionou um alto grau de satisfação para estes visitantes. Segundo uma pesquisa inédita realizada pela Embratur, em parceria com a Visa e o Instituto Ipsos, 94% dos estrangeiros que vieram ao país nos últimos 12 meses avaliaram a experiência como boa ou muito boa.

Entre os principais fatores para a percepção positiva estão a hospitalidade, a qualidade da hospedagem e a gastronomia. O estudo ouviu mais de 8 mil viajantes de Argentina, Chile, Estados Unidos, Portugal e Uruguai, mercados responsáveis por quase 60% do fluxo internacional para o Brasil em 2025.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, avalia que a pesquisa reflete o bom momento do setor no país. “Esse alto número de satisfação dos turistas estrangeiros é fruto do trabalho que estamos desenvolvendo em parceria com toda a cadeia turística no Brasil e dos investimentos em infraestrutura, ampliação da malha aérea, capacitação de profissionais e ações estratégicas de promoção internacional. A presença do Brasil está cada vez mais forte no cenário global”, destacou Sabino.

Do total de turistas consultados, 94% estiveram no Brasil para uma viagem pessoal, enquanto 6% desembarcaram no país por razões profissionais. Já em relação aos destinos, praias (mencionadas por 75%) e natureza (63%) permanecem como as grandes motivadoras da escolha.

O tempo de permanência dos visitantes também revela a crescente importância do Brasil no turismo global: em média, visitantes provenientes dos mercados citados passam 12 noites no país, um período considerado elevado.

GASTOS COM A VIAGEM

Quanto a gastos, o estudo identifica que o turista estrangeiro dos cinco mercados pesquisados desembolsa, em média, US$ 175 (R$ 942) por dia no Brasil. Os norte-americanos lideram com uma despesa média diária de US$ 308,21 (R$ 1.659,00), quase o triplo dos uruguaios, que gastam US$ 114,73 (R$ 617,72). O PIX foi utilizado por 16% dos visitantes internacionais entrevistados, destacando-se os argentinos: quase um terço deles utilizou o meio de pagamento em sua viagem ao Brasil.

ANO HISTÓRICO

De janeiro a setembro de 2025, o Brasil já recebeu mais de 7 milhões de turistas  internacionais,uma marca inédita na história nacional. Com o desempenho, em apenas nove meses, o país ultrapassou o recorde anual anterior, de 2024, de 6.773.619 viajantes estrangeiros.

(*) Com informações do MTur
 

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