Uruguai reforça promoção no Brasil com novo roadshow e aposta em experiências durante todo o ano

Campanha “Uruguay Sorprende” percorre capitais brasileiras destacando turismo de lazer, MICE e a diversidade de experiências em todas as estações

Com uma proposta que valoriza a diversidade de experiências ao longo de todo o ano, o Uruguai intensifica sua promoção no Brasil com mais uma edição do seu roadshow, dentro da campanha “Uruguai Surpreende”. A iniciativa percorre importantes capitais brasileiras ao longo do ano, fortalecendo o relacionamento com o trade e apresentando as novidades do destino.

Promovido em conjunto pelo Ministério de Turismo do Uruguai e pela Câmara Uruguaia de Turismo, o roadshow reforça o posicionamento do país como um destino completo, com forte apelo tanto para o lazer quanto para o segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions). Cidades como Montevidéu, Punta del Este e Colônia do Sacramento seguem como referências em infraestrutura para eventos, congressos e viagens de incentivo na região.

Além disso, o país se destaca pelo seu rico turismo histórico, especialmente em Colônia, com seu centro histórico reconhecido como Patrimônio da Humanidade, agregando ainda mais valor às experiências procuradas pelos viajantes brasileiros.

Foco na atração de turistas do Sul do Brasil

Um dos destaques desta edição é o fortalecimento dos laços com o Sul do Brasil, especialmente com Porto Alegre e o estado do Rio Grande do Sul, mercados historicamente conectados ao Uruguai. A proximidade geográfica e as excelentes rotas terrestres e aéreas favorecem o fluxo constante de visitantes, impulsionando experiências em destinos do norte uruguaio, com destaque para os segmentos patrimonial, de luxo, compras, turismo termal e de natureza, áreas estratégicas que vêm ganhando cada vez mais relevância entre os brasileiros.

Além disso, o roadshow reforça o conceito de turismo durante todo o ano. No inverno, o país convida a explorar suas vinícolas, a gastronomia de excelência, as compras e o charme de seus destinos. Já a partir de agosto, a campanha também passa a promover a primavera e o verão, ampliando as oportunidades de venda e reforçando a versatilidade do destino.

Outro diferencial é a facilidade de acesso: com voos diretos a partir de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e a recente conexão com Belo Horizonte, o Uruguai está a cerca de duas horas de viagem, ideal para escapadas curtas e viagens frequentes.

O evento conta com o apoio de importantes parceiros estratégicos, como a Azul Linhas Aéreas e a empresa de transporte rodoviário EGA, além da participação da LATAM Airlines no mês de agosto.

Em Porto Alegre, o roadshow acontece no âmbito da UGART, importante feira do setor onde o Uruguai contará com estande próprio e uma apresentação especial. A ação permitirá uma conexão ainda mais próxima com agências e operadores, por meio de treinamentos, networking e um espaço dedicado à geração de negócios, incluindo novos empreendimentos turísticos.

A iniciativa também se destaca pela presença de uma ampla delegação uruguaia, que reforça a diversidade da oferta turística do país. Participam do workshop empresas e instituições como Buquebus, Cynsa South America, Mowi, Enjoy Punta del Este, Solanas Punta del Este, Bodega Alto de la Ballena, Altos del Arapey, Hotel Royal, além da Associação de Turismo de Colonia, a Praça de Touros de Colonia, a SUTUR (Sociedade Uruguaia de Turismo Rural) e os escritórios de turismo de Maldonado e Montevidéu.

A delegação conta, ainda, com representantes institucionais e autoridades, como Monica Tognola e Dinora Bruno, do Ministério do Turismo do Uruguai, além de Maria Julia Fernández, da Câmara Uruguaia de Turismo, Edgard Silveira Diretor, do Turismo de Maldonado, Lia Fernández, Assessora de Turismo de Montevideo, Martin Alvarez, Diretor de Turismo de Colônia,  e a presença do Cônsul Marión Blanco.

Brasil se consolida como um dos principais emissores de turistas para o Uruguai

O Brasil mantém posição de destaque entre os mercados emissores para o Uruguai, tanto em volume quanto em impacto econômico. Ao longo de 2025, cerca de 490 mil brasileiros visitaram o país, gerando uma receita aproximada de US$ 336 milhões, de acordo com dados do Ministério do Turismo do Uruguai. Apenas no primeiro trimestre do ano, foram mais de 500 mil visitantes, evidenciando a consistência da demanda ao longo de todo o período.

Com permanência média de 7,4 noites e gasto per capita elevado, esse público se caracteriza por valorizar experiências de qualidade, como enogastronomia, compras e hospitalidade. Destinos como Montevidéu, Punta del Este e Colônia do Sacramento seguem entre os preferidos, reforçando o vínculo consistente e crescente entre os dois países ao longo de todo o ano.

Confira a agenda do roadshow:

10 de abril – Porto Alegre

04 de agosto – Porto Alegre

05 de agosto – São Paulo

11 de agosto – Belo Horizonte

12 de agosto – Rio de Janeiro

(*) Com informações do Ministério de Turismo do Uruguai

O post Uruguai reforça promoção no Brasil com novo roadshow e aposta em experiências durante todo o ano apareceu primeiro em Comex do Brasil.

ApexBrasil assina convênios de R$ 813 milhões com entidades setoriais para apoio às exportações e atração de investimentos

Cerimônia reuniu a Diretoria Executiva da Agência, representantes de mais de 30 setores da economia e ministro da Agricultura; parcerias têm expectativa de apoiar R$ 650 bilhões em exportações em até 24 meses

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizou, na quarta-feira (1º), em Brasília, cerimônia de celebração de assinatura de convênios com entidades setoriais da indústria, de serviços e do agronegócio. O evento marcou uma nova etapa da atuação conjunta entre a Agência e representantes de 38 setores da economia brasileira, com foco na ampliação das exportações, na qualificação de empresas e na atração de investimentos para o país.

A cerimônia contou com a presença do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, da diretora de Negócios, Ana Repezza, e do diretor de Gestão Corporativa, Floriano Pesaro, além de lideranças setoriais e autoridades convidadas, entre elas o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Ao todo, os convênios assinados somam R$ 813 milhões, sendo R$ 404 milhões em recursos da ApexBrasil e R$ 409 milhões em contrapartidas das entidades parceiras. Desse total, R$ 736 milhões serão destinados a ações de promoção comercial, com expectativa de apoiar R$ 650 bilhões em exportações em até 24 meses.

Jorge Viana destaca dimensão estratégica da parceria

Durante a cerimônia, Jorge Viana destacou a dimensão estratégica da iniciativa e o esforço conjunto das áreas da Agência e das entidades parceiras para viabilizar os resultados esperados. “Hoje é o que a gente chama de assinaço. É uma soma de R$ 800 milhões. Boa parte dele vem das entidades, ou pelo menos a gente trabalha metade e metade”, afirmou. O presidente também ressaltou o trabalho das equipes envolvidas na construção dos convênios e o papel da Diretoria Executiva nesse processo. “Ninguém faz nada sozinho”, disse.

Ao comentar o impacto esperado das parcerias, Jorge Viana reforçou o alcance da iniciativa para o comércio exterior brasileiro. “R$ 650 bilhões devem ser a consequência desses convênios com esses diferentes setores de exportação do Brasil. Então, não é uma coisa pequena”, afirmou. As parcerias viabilizam iniciativas como participação em feiras internacionais, missões com compradores estrangeiros, ações de inteligência comercial e capacitação empresarial. A proposta é fortalecer a presença de produtos e serviços brasileiros no exterior, ampliar a competitividade das empresas e gerar novas oportunidades de negócios.

Presente na solenidade, o ministro Carlos Fávaro destacou o papel da ApexBrasil na transformação da abertura de mercados em resultados concretos para o país. “A ApexBrasil voltou com muita força”, afirmou. Segundo ele, o trabalho articulado entre governo e setor produtivo é o que permite converter acesso em negócios. “Abre o mercado, vira negócio, vira oportunidade. Aí vem a ApexBrasil, faz a promoção, isso vira negócio, vira oportunidade”, disse.

Qualificação para exportação

A programação também celebrou os convênios voltados à qualificação para exportação. Ao todo, 17 parcerias concentram investimento de R$ 69,6 milhões e têm meta de apoiar 5.040 empresas brasileiras nos próximos dois anos, ampliando a preparação de negócios para atuar no mercado internacional.

Na frente de atração de investimentos, os convênios somam R$ 7,5 milhões e têm como meta apoiar 70 investidores estrangeiros e gerar 10 anúncios de investimentos. A iniciativa reforça a estratégia da ApexBrasil de atuar de forma integrada na promoção das exportações brasileiras e na geração de oportunidades para diferentes cadeias produtivas.

A assinatura dos convênios reafirma o modelo de atuação da ApexBrasil em parceria com entidades representativas do setor produtivo. Ao unir esforços com diferentes segmentos da economia, a Agência busca ampliar a presença brasileira no mercado internacional, promover competitividade e fortalecer o Brasil como destino de negócios e investimentos.

(*) Com informações da ApexBrasil

 

O post ApexBrasil assina convênios de R$ 813 milhões com entidades setoriais para apoio às exportações e atração de investimentos apareceu primeiro em Comex do Brasil.

IA avança na logística marítima, que movimenta 80% do comércio global, e pode reduzir custos operacionais em até 15%

Uso de algoritmos para prever demanda, otimizar rotas e evitar congestionamentos portuários aumenta eficiência, melhora prazos e amplia competitividade no transporte internacional

Da Redação (*)

Brasília – A inteligência artificial começa a redesenhar a logística marítima, responsável por cerca de 80% do comércio global, ao permitir ganhos de eficiência que podem reduzir custos operacionais em até 15%, segundo estimativas do setor. Com aplicação crescente em previsão de demanda, roteirização de navios e gestão portuária, a tecnologia vem ajudando empresas a lidar com gargalos históricos, como atrasos, ociosidade e baixa previsibilidade, ao mesmo tempo em que aumenta a visibilidade e a capacidade de resposta ao longo da cadeia.

A aplicação da IA permite, por exemplo, a análise de grandes volumes de dados em tempo real, incluindo condições climáticas, tráfego portuário e disponibilidade de embarcações, para otimizar rotas e evitar gargalos. Com isso, as empresas conseguem reduzir o tempo de viagem, economizar combustível e minimizar impactos ambientais.

Outro avanço relevante está na previsão de demanda e na gestão de estoques. Algoritmos de aprendizado de máquina são capazes de identificar padrões de mercado e antecipar oscilações, permitindo um planejamento mais assertivo e evitando tanto a ociosidade quanto a sobrecarga nos portos.

Além disso, a automação de processos operacionais tem ganhado espaço nos terminais portuários. Sistemas inteligentes auxiliam no gerenciamento de contêineres, no agendamento de cargas e descargas e na coordenação de equipamentos, tornando as operações mais ágeis e seguras.

IA cada vez mais essencial para tomada de decisões da cadeia marítima

Para Marcos Silva, CIO da Datamar e especialista em tecnologia para logística marítima, a inteligência artificial tem papel estratégico na modernização do setor. “A IA permite transformar dados em decisões mais rápidas e precisas, o que é essencial em uma cadeia logística tão complexa quanto a marítima. Isso se traduz em ganhos de eficiência, redução de custos e maior previsibilidade para todos os agentes envolvidos”, afirma.

Segundo o especialista, outro benefício importante está na capacidade de antecipar riscos. “Com modelos preditivos, conseguimos identificar possíveis atrasos, congestionamentos e até impactos climáticos antes que eles ocorram, possibilitando ações preventivas e uma gestão muito mais proativa”, destaca.

A digitalização também contribui para maior transparência nas operações. Plataformas integradas com IA permitem o acompanhamento em tempo real das cargas, oferecendo mais visibilidade para embarcadores, operadores logísticos e clientes finais.

Apesar dos avanços, a adoção da inteligência artificial ainda enfrenta desafios, como a necessidade de infraestrutura tecnológica adequada e a integração entre diferentes sistemas e atores da cadeia. Ainda assim, a tendência é de crescimento contínuo, impulsionada pela busca por maior competitividade e sustentabilidade no comércio global.

(*) Com informações da Datamar

O post IA avança na logística marítima, que movimenta 80% do comércio global, e pode reduzir custos operacionais em até 15% apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Jorge Viana conduz transição, anuncia mudanças e apresenta nova Diretoria Executiva da ApexBrasil

Em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, presidente anuncia mudanças na liderança da Agência e indica Laudemir Müller e Maria Paula Veloso para a nova etapa da gestão

Da Redação (*)

Brasília – O presidente Jorge Viana anunciou, em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que irá deixar o cargo de presidente da Agência. Na mesma ocasião, Jorge também comunicou a saída de Ana Paula Repezza, atual diretora de Negócios, que irá deixar a casa em breve, em razão de novos compromissos assumidos. Para a nova composição da Diretoria Executiva, Jorge apresentou os nomes de Laudemir Müller, indicado para a Presidência, e Maria Paula Veloso, para a Diretoria de Negócios — ambos pertencentes ao quadro de funcionários da ApexBrasil e com trajetória construída na Agência.

Ao detalhar a mudança, Jorge Viana destacou que a sucessão foi organizada para preservar o ritmo de trabalho da Agência e garantir uma transição estruturada entre as equipes. “Vamos deixar organizado, ainda no dia de hoje, toda a sucessão aqui na Apex”, afirmou. Ao falar sobre sua relação com a Agência, resumiu: “Saio hoje da Apex, mas não tenho dúvida de que a Apex não vai sair de mim”. Jorge deixará o cargo a partir de 2 de abril, após receber do presidente Lula a missão de concorrer ao Senado pelo Acre.

Os novos dirigentes da Agência

Indicado para assumir o cargo de presidente da Agência, Laudemir André Müller integra o quadro da ApexBrasil desde 2010 e, desde 2023, é gerente de Agronegócios da Agência. Economista e mestre em desenvolvimento e agricultura, também tem trajetória no Governo Federal, com passagens pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e pela Secretaria-Geral da Presidência da República.

Maria Paula Veloso passa a compor a nova Diretoria Executiva da ApexBrasil à frente da Diretoria de Negócios. Gerente de Indústria e Serviços da Agência, ela lidera hoje uma das áreas mais estratégicas da Casa, responsável pela articulação e execução de convênios com entidades brasileiras representativas da indústria e de serviços. Na ApexBrasil desde 2007, construiu sua trajetória em iniciativas voltadas à exportação, à qualificação empresarial, ao design e à inovação.

Ao comentar a nova composição, Jorge Viana ressaltou que a escolha busca preservar o ritmo de trabalho e dar continuidade ao fortalecimento institucional da Agência. Na mesma oportunidade, Laudemir Müller destacou sua ligação de longa data com a Agência e o compromisso de dar continuidade ao trabalho construído nos últimos anos. “Eu sou da ApexBrasil, essa é a minha casa”, afirmou. Ele ressaltou também que a Agência vive hoje “o seu melhor momento”, resultado direto, segundo ele, da capacidade de Jorge Viana e Ana Paula Repezza de fortalecer institucionalmente a Casa, ampliar sua articulação e projetar a atuação da ApexBrasil durante o governo Lula. Ao agradecer a confiança, reforçou ainda que pretende seguir nessa mesma direção: “Coloco-me à disposição, junto com a Maria Paula e com o Floriano, para seguir o trabalho que vem sendo feito pela atual gestão”.

(*) Com informações da ApexBrasil

 

 

O post Jorge Viana conduz transição, anuncia mudanças e apresenta nova Diretoria Executiva da ApexBrasil apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Intermodal chega à 30ª. edição com foco em inovação e desafios da logística global

Evento terá a participação de mais de 500 marcas expositoras e summit em quatro auditórios simultâneos

Da Redação (*)

Brasília – A duas semanas de sua abertura, a Intermodal South America, principal ponto de encontro dos setores de logística, transporte de cargas, tecnologia e comércio exterior da América Latina, intensifica os preparativos para sua 30ª edição, que acontece de 14 a 16 de abril de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento reunirá mais de 500 marcas expositoras com soluções integradas para toda a cadeia de suprimentos.

A edição deste ano contará com a presença de empresas líderes em todos os modais — aéreo, rodoviário, ferroviário e marítimo —, entre elas a MRS Logística, MSC, VLI Logística, LATAM Cargo, FedEx, CMA CGM, COSCO Shipping, Hapag-Lloyd, Maersk, Porto de Santos, BYD, Porto de Itapoá, Portos Paraná e Azul Cargo.

Intralogística

Entre as novidades, o Projeto Smart Intralogística ganha destaque ao reunir soluções voltadas à eficiência das operações dentro de armazéns, centros de distribuição e plantas industriais. O espaço apresenta tecnologias para movimentação, armazenagem, automação e sistemas WMS, com participação de empresas como: TASKR Robotics, Tecnodock, Rentank Macrogalpões, Loadsmart, Baterias Moura, Cartonale e Trelleborg.

Um dos destaques é a TASKR Robotics, hub de robótica aplicada do grupo AESA, que apresentará robôs móveis autônomos (AMRs) para movimentação de cargas e soluções de limpeza industrial totalmente automatizadas.

Já a Tecnodock levará tecnologias para otimização de docas — um dos pontos críticos da operação logística — com equipamentos que aumentam a segurança e a produtividade nos processos de carga e descarga.

Interlog Summit

Outro ponto alto da programação é a 4ª edição do Interlog Summit, que integra o Congresso Intermodal Internacional e a XXVIII Conferência Nacional de Logística (CNL), sob curadoria da Associação Brasileira de Logística (Abralog).

Ao longo dos três dias, das 11h às 16h, o summit reunirá cerca de 100 palestrantes em quatro auditórios simultâneos, com tradução em tempo real e participação de executivos do setor, especialistas, operadores logísticos e representantes do setor público.

Entre os principais temas dos painéis estão inteligência artificial, digitalização da supply chain, intralogística, integração modal, eficiência portuária, cabotagem e descarbonização do transporte de cargas.

A agenda também incorpora temas que vêm ganhando centralidade no setor, como a escassez de mão de obra qualificada, os impactos de modelos de jornada — como a escala 6×1 — e as mudanças trazidas pela reforma tributária, que devem redesenhar fluxos logísticos e decisões de armazenagem no país.

No cenário internacional, a programação aborda os efeitos de um ambiente mais instável, com tensões geopolíticas e a reconfiguração das relações comerciais, incluindo o acordo entre Mercosul e União Europeia.

Entre os keynote speakers confirmados está Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e protagonista nas negociações do acordo Mercosul–União Europeia. A programação também traz Thiago Pereira, ex-nadador olímpico, Ricardo Cappra, cientista de dados e fundador do Cappra Institute, além de Milton Pimenta, Managing Director LATAM da CEVA Logistics, e Eduardo Camargo, CEO da Motiva Rodovias e vice-presidente da ABCR.

Como participar?

Os ingressos para visitantes e congressistas estão disponíveis no site oficial do evento. Nesta edição, o credenciamento será pago, com valores de R$ 150 (inteira) e R$ 75 (ingresso solidário mediante doação de 1 kg de alimento não perecível), reforçando o foco em um público qualificado e orientado a negócios.

Para facilitar o acesso, haverá transfer gratuito a partir da estação Portuguesa-Tietê (Linha 1 – Azul), das 10h às 22h, com desembarque direto no evento. O acesso principal ao estacionamento do evento será realizado pelos Portões 19 e 29 do Sambódromo. Outra opção alternativa é pelos portões 10 (Av. Otto Baumgart) e 16 (Rua Miguel Mentem), com distância de 4km do Distrito Anhembi e transfer gratuito até o evento das 12h30 às 21h30.

Serviço:

Intermodal South America – 30ª Edição

Data: 14 a 16 de abril de 2025.

Local: Distrito Anhembi – São Paulo

Horário: das 13 às 21h.

Mais informações: Clique aqui

(*) Com informações da Intermodal

O post Intermodal chega à 30ª. edição com foco em inovação e desafios da logística global apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Amcham Brasil promove Encontro Empresarial BR-US 2026 em momento delicado das relações bilaterais

Da Redação (*)

Brasília – Lideranças empresariais, especialistas e representantes do setor público envolvidos na relação bilateral participarão no próximo dia 7 de abril do Encontro Empresarial BR-US 2026, promovido pela Amcham Brasil. De acordo com a Amcham, “o encontro acontece em um momento de mudanças relevantes no ambiente internacional: revisões tarifárias nos Estados Unidos, debates sobre reshoring industrial, eleições americanas e rearranjos nas cadeias globais de valor têm impacto direto sobre decisões de comércio, investimentos e estrutura de operações entre os dois países”.

Nesse contexto, compreender os possíveis desdobramentos regulatórios e geopolíticos tornou-se parte do planejamento estratégico das empresas que atuam no eixo Brasil-Estados Unidos.

Recentemente, a Amcham divulgou o Monitor do Comércio BR-EUA de fevereiro, com uma série de dados negativos sobre as relações comerciais bilaterais. Segundo o informe, em fevereiro, as exportações brasileiras para os EUA atingiram US$ 2,5 bilhões, uma queda de 20,3% em relação ao mesmo mês de 2025. Foi o sétimo mês consecutivo de queda, embora em um ritmo inferior àquele registrado nos meses anteriores.

A queda nas vendas brasileiras para o mercado americano foi impulsionada sobretudo por petróleo bruto e combustíveis derivados, com redução, respectivamente, de 80,7% e 42,2%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O café não torrado foi outro produto que sofreu queda importante nos embarques, da ordem de 40%.

No bimestre janeiro-fevereiro de 2026, as exportações para os Estados Unidos atingiram o menor valor dos últimos três anos e somaram US$ 4,9 bilhões, com uma retração de 23,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ao mesmo tempo, as importações brasileiras de produtos americanos também recuaram em fevereiro, para US$ 2,79 bilhões. O recuo foi de 16,5% frente ao mesmo período de 2025 (US$ 3,33 bilhões). Com estes resultados, a balança comercial com os EUA registrou um déficit de US$ 265 milhões no segundo mês de 2026.

AGENDA

09:00 ─ Abertura

Palestrante: Abrão Neto, Presidente da Amcham Brasil – (Confirmado)

09:40 ─ Keynote: O presente e o futuro da política comercial dos EUA

Painelista: Ana Elena Sancho Calvino, Diretora Associada do Global Trade Alert – (Confirmado)

10:00 ─ Brasil-Estados Unidos: construindo uma agenda econômica de resultados

Moderador: Fabrizio Panzini, Diretor de Políticas Públicas da Amcham Brasil – (Confirmado)

Painelista: Luis Renato Rua, Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) – (Confirmado)

Painelista: Tatiana Prazeres, Secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) – (Confirmado)

10:40 ─ Bate-papo: uma visão sobre comércio e investimentos Brasil-EUA

Moderador: Abrão Neto, Presidente da Amcham Brasil – (Confirmado)

11:05 ─ Intervalo

11:20 ─ As eleições de midterms nos Estados Unidos

Painelista: Cila Schulman, CEO do Ideia Instituto de Pesquisa – (Confirmado)

Painelista: Anya Prusa, Sócia do Allbright Stonebridge Group – (Confirmado)

11:45 ─ Oportunidades para cooperação Brasil-Estados Unidos

Moderador: Camila Moura, Diretora de Negócios Internacionais da Amcham Brasil – (Confirmado)

12:25 ─ Encerramento

(*) Com informações da Amcham Brasil

O post Amcham Brasil promove Encontro Empresarial BR-US 2026 em momento delicado das relações bilaterais apareceu primeiro em Comex do Brasil.

ApexBrasil lança em São Paulo PEIEX com maior número de vagas de capacitação para exportação da história

Iniciativa amplia atuação do PEIEX para cobertura em todo o estado e reforça apoio à internacionalização de empresas paulistanas

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizou, na última sexta-feira (27), em São Paulo (SP), o lançamento de novos núcleos do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) no estado. O evento contou com a presença do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin; do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana; do diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro; do secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, Uallace Moreira; da gerente de Competitividade da ApexBrasil, Clarissa Furtado; e do gerente da Unidade de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae São Paulo, José Alexandre Pereira Araújo.

A iniciativa marca a ampliação da atuação do PEIEX em São Paulo, com a expansão da cobertura do programa para todo o estado e o fortalecimento da estratégia de preparação de empresas brasileiras para o mercado internacional. Ao todo, foram contemplados núcleos nas regiões da Grande São Paulo, Bauru, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Sorocaba, consolidando a presença da ApexBrasil em um dos principais polos produtivos do país.

O presidente Jorge Viana destacou a longevidade do programa, criado em 2004 e mantido até hoje: “Esse programa foi criado no primeiro governo do presidente Lula, que criou tanto a Apex quanto o PEIEX, visando qualificar empresas para que elas possam exportar. Não é uma coisa simples ser exportador: você precisa vencer muita burocracia, muitas regras, e o programa vem fortalecer os que buscam seguir esse caminho com mais confiança e previsibilidade”.

Com as novas vagas, a ApexBrasil amplia significativamente a oferta de capacitação para empresas interessadas em exportar, reforçando o papel do PEIEX como porta de entrada para a internacionalização. A iniciativa permitirá que um número ainda maior de negócios tenha acesso a atendimento técnico especializado, diagnóstico empresarial e elaboração de planos de exportação.

“Exportem bastante, conquistem mercados. A Apex existe para isso: ajudar vocês a conquistarem mercados e trazer investimentos para o Brasil. São duas missões: vender mais e atrair mais investimentos. Empresa que exporta dá um upgrade, muda de patamar. Alguns tipos de empresa não existiriam se não exportassem”, destacou o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Importante instrumento de apoio à internacionalização das empresas

Atualmente, 486 empresas já estão em atendimento pelo PEIEX na região, o que representa 27% da meta inicial dos cinco primeiros núcleos em operação desde julho de 2025. Desse total, 226 empresas já concluíram o processo, com a entrega do Plano de Exportação, enquanto 260 seguem em atendimento. Entre as empresas assistidas, 388 são produtoras de bens e 98 atuam no setor de serviços.

Durante o evento, os presentes também tiveram a oportunidade de ouvir depoimentos de quem já exportou por meio do programa. André Benvenuti, proprietário da Benvenuti Comércio de Frutas, falou um pouco da sua experiência e destacou o apoio da ApexBrasil. “Sabemos das dificuldades que é exportar. Quando nós iniciamos, há um ano e meio, esse era o meu objetivo desde o começo. Mas a gente sabe que existem várias barreiras e vários acordos para que isso aconteça. E a gente precisa de uma base, que é a formação, a educação, a capacitação. O PEIEX nos dá esse suporte, essa parceria de nos fortalecer por meio de rodadas de negócio e do incentivo à capacitação”, concluiu.

Executado em parceria com o Sebrae-SP e a Faculdade Sebrae, no período de 2024 a 2027, o programa alcança mais de 100 municípios paulistas, com destaque para setores como alimentos e bebidas, moda, cosméticos, artesanato e máquinas e equipamentos. O fortalecimento do PEIEX em São Paulo integra a estratégia da ApexBrasil de ampliar a base exportadora brasileira, com foco na qualificação de empresas e na diversificação da pauta exportadora, promovendo maior inserção internacional dos negócios nacionais.

(*) Com informações da ApexBrasil

O post ApexBrasil lança em São Paulo PEIEX com maior número de vagas de capacitação para exportação da história apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Mercado estratégico: MTur abre seleção de agências para receber turistas chineses no Brasil

Iniciativa busca qualificar a oferta turística nacional para atender mercado estratégico

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Turismo abriu, nesta segunda-feira (30), novo cadastramento para agências interessadas em atender turistas chineses. A iniciativa acontece no momento em que o Brasil estuda adotar a política de reciprocidade de exigência de visto. Desde o ano passado, a China não exige o visto de turistas brasileiros.

A medida busca qualificar a oferta turística nacional de olho nesse mercado estratégico. O chamamento público é voltado a agências de viagens e turismo que desejam atuar no planejamento e na recepção de grupos vindos da China. As inscrições podem ser realizadas exclusivamente de forma online até o dia 17 de abril.

Para participar, as empresas devem estar devidamente cadastradas e regularizadas no Cadastur, sistema oficial do Ministério do Turismo, além de concordar com os termos do acordo bilateral firmado entre os países. Também é necessário aceitar o Termo de Responsabilidade e solicitar a inscrição no sistema ADS China, que regulamenta o envio de grupos turísticos chineses ao exterior.

O resultado da seleção está previsto para ser divulgado no dia 27 de abril, tanto no Diário Oficial da União (DOU) quanto no portal do Ministério do Turismo na internet. As empresas habilitadas terão validade de um ano para atuação, enquanto aquelas já aprovadas em chamamento anterior recente estarão dispensadas de nova inscrição.

“O fortalecimento das relações turísticas entre Brasil e China ganha mais um impulso com a abertura dessa nova frente de atuação para o setor privado”, afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que ressaltou a celebração do Ano Cultural Brasil-China em 2026.

“A iniciativa representa mais um passo na estratégia de internacionalização do turismo brasileiro, ao criar condições para ampliar a presença de visitantes chineses no país e fortalecer a cooperação bilateral. Ao incentivar a qualificação e a organização do setor, o Ministério do Turismo contribui para tornar o Brasil ainda mais preparado para receber turistas de diferentes partes do mundo”, afirmou o ministro.

Serviço

* Quem pode participar: agências de viagens e turismo
* Link: Clique aqui
* Requisito obrigatório: situação regular no Cadastur
* Inscrições: 30 de março a 17 de abril de 2026
* Forma de inscrição: exclusivamente online
* Resultado: 27 de abril, no DOU e no site do MTur
* Validade da habilitação: 1 ano

(*) Com informações do MTur

O post Mercado estratégico: MTur abre seleção de agências para receber turistas chineses no Brasil apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Associações defendem manutenção da tributação de encomendas até US$ 50 para evitar graves danos à economia nacional

Da Redação (*)

Brasília – A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) divulgaram hoje (31) nota oficial expressando profunda preocupação com a possibilidade de revisão da tributação incidente sobre remessas internacionais de até US$ 50. Segundo as duas associações, se confirmada, a medida representará um grave retrocesso para a indústria e o varejo nacionais.

A implementação, em agosto de 2024, de mecanismos de tributação sobre essas encomendas buscou corrigir uma distorção histórica no ambiente concorrencial brasileiro. Durante anos, produtos importados ingressaram no País com carga tributária significativamente inferior à aplicada à produção nacional, criando uma assimetria incompatível com os princípios de isonomia e concorrência leal.

Segundo a Abit e a ABVTEX, “a eventual eliminação dessa tributação recolocaria o Brasil em uma situação de desequilíbrio competitivo. Tal desigualdade seria ainda mais grave neste momento em que diversas economias ao redor do mundo vêm reforçando instrumentos de defesa comercial e políticas industriais para proteger suas cadeias produtivas, preservar empregos e estimular o desenvolvimento interno”.

Defesa da igualdade tributária e regulatória

As duas entidades consideram “fundamental” reforçar que a indústria e o varejo brasileiros demandam igualdade tributária e regulatória. Não se trata de restringir o acesso do consumidor a produtos importados, mas de assegurar que todos os agentes que atuam no mercado brasileiro estejam submetidos às mesmas regras, encargos e padrões de conformidade. Qualquer exceção nesse sentido aprofunda distorções e penaliza quem produz, investe e emprega no País.

Ao mesmo tempo, consideram importante destacar que o caminho adequado para ampliar a competitividade do Brasil não é reduzir a tributação sobre produtos importados, mas sim avançar na redução da carga tributária e do custo sistêmico que recaem sobre a indústria e o varejo nacionais. Promover um ambiente de negócios mais eficiente, com menor carga tributária, melhor logística e menor custo de capital, é a forma estrutural e sustentável de beneficiar o consumidor e fortalecer a economia.

A nota destaca ainda que “a indústria têxtil e de confecção brasileira, com uma trajetória de quase dois séculos, construiu uma base produtiva ampla, diversificada e capilarizada, capaz de atender a todos os perfis de consumidores, do básico ao sofisticado, com qualidade, escala e crescente compromisso com práticas sustentáveis. O varejo nacional, por sua vez, complementa esse ecossistema, garantindo acesso democrático a esses produtos em todas as regiões do País”.

Desvantagens estruturais

Permitir a entrada de produtos estrangeiros com tratamento tributário favorecido amplia ainda mais as desvantagens estruturais enfrentadas pelo setor, que já convive com elevados custos tributários, logísticos, trabalhistas e financeiros. Os impactos recaem diretamente sobre o emprego, a renda e a sustentabilidade de milhares de empresas brasileiras.

Além disso, a medida compromete o próprio varejo nacional, igualmente sujeito à carga tributária integral e às obrigações regulatórias vigentes. Trata-se, portanto, não apenas de uma questão industrial, mas de defesa do comércio formal brasileiro.

Também cabe ressaltar que a experiência recente demonstrou que a tributação das remessas internacionais não inviabilizou o acesso do consumidor a produtos importados, tampouco reduziu significativamente o volume de compras. Ao contrário, evidenciou que há espaço para equilíbrio entre acesso ao consumo e justiça tributária.

Diante desse cenário, a Abit e a ABVTEX reforçam que o debate não deve ser conduzido sob uma ótica de curto prazo ou de apelo conjuntural, mas sim com base em seus impactos estruturais sobre a economia brasileira. A construção de um ambiente competitivo equilibrado é condição essencial para o aumento da produtividade, a geração de empregos e o crescimento sustentável.

As entidades reiteram seu compromisso com o diálogo institucional e com a busca de soluções que promovam igualdade tributária e regulatória, concorrência leal e valorização da produção nacional.

(*) Com informações da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit)

 

O post Associações defendem manutenção da tributação de encomendas até US$ 50 para evitar graves danos à economia nacional apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Decisão do STF sobre reimportação eleva custos das empresas com operações globais e exige revisão logística

Entendimento da Corte fecha brechas usadas por empresas para reduzir impostos e reforça um novo nível de rigor sobre planejamentos tributários no Brasil.

Da Redação

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou, por unanimidade, um entendimento que promete redesenhar as planilhas de custos de empresas com operações globais. Ao julgar a ADPF 400, a Corte decidiu que produtos brasileiros exportados e posteriormente reimportados devem ser tributados pelo Imposto de Importação (II). A decisão encerra uma disputa relevante sobre a natureza dessas operações e, na prática, fecha uma brecha que vinha sendo utilizada por empresas em estratégias de planejamento tributário. A partir de agora, estruturas que envolvem a saída e o retorno de mercadorias ao país passam a exigir mais cautela, já que o custo da reentrada deixa de ser uma exceção e passa a ser regra, com impacto direto na margem e na competitividade.

Para o STF, o retorno de um produto ao território nacional, ainda que de fabricação brasileira, configura um novo fato gerador. Ou seja, mesmo sendo o mesmo bem, ele passa a ser tratado como uma nova operação econômica, sujeita às regras de importação. A tese vencedora afasta o argumento de que a mercadoria manteria sua “nacionalidade” para fins fiscais e reforça o entendimento de que a saída do país rompe esse vínculo. Na prática, a decisão também busca coibir distorções de mercado, como exportações realizadas apenas para reduzir a carga tributária na volta, criando vantagens artificiais frente a empresas que atuam exclusivamente no mercado interno.

Novo tratamento à reimportação

De acordo com Victor Hugo Rocha, sócio da Rocha & Rocha Advogados e especialista em Direito Tributário, o impacto é imediato para empresas que utilizam entrepostos internacionais ou realizam ajustes técnicos em produtos fora do país. “O STF emitiu um sinal claro: operações que visam apenas o ganho tributário através da circularidade de mercadorias perderam o amparo jurídico. A reimportação agora é tratada como uma transação autônoma, o que eleva o custo de reentrada e exige uma revisão minuciosa de contratos, cadeias logísticas e estruturas internacionais”, afirma.

A decisão também reforça uma mudança mais ampla no ambiente tributário brasileiro, em que o foco deixa de ser apenas o cumprimento formal das regras e passa a exigir coerência econômica das operações. Segundo Victor Hugo, o cenário atual demanda uma integração maior entre as áreas jurídica, financeira e operacional das empresas. “Não é mais suficiente estruturar uma operação apenas do ponto de vista tributário. É preciso garantir que ela faça sentido econômico e operacional. Esse tipo de decisão do STF aumenta o nível de exigência e reduz o espaço para planejamentos frágeis”, explica.

Na avaliação do tributarista, o movimento do STF está alinhado a uma tendência de maior rigor na análise de estruturas empresariais, especialmente em um momento de transição para a Reforma Tributária. “O recado é claro: o ambiente está mais técnico e menos tolerante a distorções. Empresas que atuam no comércio exterior precisam revisar suas estratégias agora, sob risco de ver o custo tributário comprometer a viabilidade de operações que antes eram consideradas eficientes”, conclui.

 

O post Decisão do STF sobre reimportação eleva custos das empresas com operações globais e exige revisão logística apareceu primeiro em Comex do Brasil.