Importações em alta e desafios estruturais no radar da indústria têxtil e de confecções em 2026

Da Redação (*)

Brasília – A indústria têxtil e de confecção encerrou 2025 com sinais positivos, porém em desaceleração. O ano combinou crescimento da produção, geração líquida de empregos e contribuição relevante para o controle da inflação por parte da indústria, em um ambiente marcado por juros elevados, forte concorrência externa e elevada incerteza global.

“Mesmo diante de um cenário econômico desafiador, o setor conseguiu avançar. Chegamos a 2026 com ritmo menor que começamos 2025, cercados de desafios estruturais importantes, sobretudo, relacionados à competitividade e ao comércio internacional”, avalia Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

Os dados consolidados de 2025 mostram aumento de 6,8% na produção têxtil e avanço muito contido, de 0,7%, na confecção, na comparação entre janeiro e novembro frente ao mesmo período do ano anterior. No varejo de vestuário, as vendas cresceram 2% no acumulado do ano, refletindo a recuperação gradual do poder de compra das famílias e um ambiente inflacionário mais benigno.

O mercado de trabalho acompanhou essa trajetória. Entre janeiro e novembro de 2025, o setor têxtil e de confecção criou 21,9 mil postos formais de trabalho.

Desde o início do Plano Real, o vestuário contribui para o controle da inflação. “Enquanto itens essenciais como habitação, alimentação e transportes pressionaram o orçamento das famílias, o vestuário ajudou a conter a inflação geral. Isso reforça o papel do setor como amortecedor de preços para o consumidor”, observa Pimentel.

Perspectivas para o ano novo

Em 2026, a expectativa é de cautela. O eventual crescimento da produção deve ser sustentado pela retomada gradual do crédito interno, pela queda lenta dos juros e por um ambiente inflacionário mais controlado.

Por outro lado, persistem limitações estruturais relevantes, como o elevado custo de capital, que traz dificuldades para aceleração de novos investimentos produtivos e, sobretudo, a intensificação da concorrência externa, com destaque para produtos importados da Ásia, especialmente da China.

“O cenário macroeconômico e geopolítico adiciona novas camadas de incerteza”, pondera Pimentel. O ano eleitoral tende a elevar a volatilidade das expectativas, enquanto o ambiente internacional segue marcado por disputas comerciais, reconfiguração de cadeias globais e políticas industriais mais agressivas. No plano doméstico, a Copa do Mundo pode estimular muito pontualmente o consumo de vestuário, mas um calendário com número elevado de feriados tradicionalmente afeta a produtividade e o desempenho da econômico.

Comércio exterior e pressão das importações

Em 2025, a balança comercial da indústria têxtil e de confecção manteve seu caráter deficitário, apesar do avanço das exportações. No acumulado de janeiro a dezembro, o Brasil exportou US$ 951 milhões em produtos do setor (sem considerar a fibra de algodão), enquanto as importações somaram US$ 6,81 bilhões, resultando em um déficit comercial de US$ 5,86 bilhões.

Na comparação com 2024, as exportações apresentaram crescimento de 8%, com maior presença em mercados regionais como Argentina, Paraguai e Uruguai, além dos Estados Unidos. As importações, por sua vez, avançaram 5,2%, porém a de vestuário em toneladas cresceu 13,1% impulsionadas principalmente por produtos originários da Ásia, em especial da China, Índia, Bangladesh e Vietnã. Este percentual é mais de 6 vezes superior ao crescimento do varejo.

Esse diferencial crítico, pois indica que o mercado brasileiro vem absorvendo parte dos excedentes produtivos asiáticos, especialmente chineses. “Trata-se de uma concorrência muitas vezes assimétrica, baseada em subsídios relevantes, incentivos estatais e práticas que nem sempre seguem regras equivalentes às enfrentadas pela indústria brasileira”, afirma Pimentel.

No contexto global, o consumo mundial de vestuário foi estimado em US$ 1,8 trilhão em 2024 e deve alcançar US$ 2,3 trilhões até 2030, com crescimento médio anual de 4%. O comércio internacional de têxteis e vestuário somou cerca de US$ 875 bilhões em 2024, dominado por países asiáticos, o que intensifica a competição tanto nos mercados externos quanto no próprio mercado doméstico brasileiro.

Diante desse cenário, Pimentel avalia que “o Brasil precisa acelerar sua agenda doméstica para não perder espaço”. Para ele, é essencial avançar na redução do Custo Brasil, buscar equilíbrio fiscal, viabilizar uma queda mais consistente dos juros e fortalecer as políticas de apoio à indústria. “Em um ambiente de competição global mais dura, instrumentos de defesa comercial podem ser necessários para garantir isonomia competitiva”, destaca.

Agenda internacional, sustentabilidade e acordo Mercosul-União Europeia

A agenda internacional de 2026 também ganha contornos estratégicos com o avanço Mercosul-União Europeia. Além de ampliar o acesso a um mercado de alto valor agregado, o acordo tende a elevar a importância de pauta da sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade ambiental, temas centrais para o setor têxtil global. “A União Europeia já é um parceiro comercial relevante e uma das principais origens de máquinas e equipamentos têxteis. Com o acordo, sustentabilidade deixa de ser apenas um diferencial e passa a ser um requisito competitivo” observa Pimentel. Segundo ele, o desafio será alinhar essa agenda a políticas internas que ampliem a competitividade da indústria nacional, evitando assimetrias regulatórias.

Ao final de 2025, a indústria têxtil e de confecção mantém um papel expressivo na economia brasileira. Com faturamento superior a R$ 220 bilhões, cerca de 25,7 mil empresas e 1,34 milhão de empregos diretos, o setor figura entre os maiores do mundo, ocupando a quinta posição no ranking global. “Temos capilaridade regional, relevância social e potencial de crescimento. O desafio agora é transformar uma recuperação conjuntural em avanço estrutural, o que passa por estabilidade macroeconômica, reformas – como a administrativa – políticas industriais consistentes e inserção internacional competitiva”, conclui Pimentel.

(*) Com informações da ABIT

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Brasil Specialist Rewards: Embratur reconhece agentes que mais venderam o Brasil em mercados estratégicos

Com o Brasil Specialist Rewards, país fortalece a capacitação do trade para a geração de negócios aos destinos brasileiros e lança campanha internacional de incentivo a vendas na FITUR 2026

Da Redação (*)

Brasília –  Embratur lançou, nesta terça-feira (21), a campanha global Brasil Specialist Rewards, iniciativa inédita da Agência voltada ao incentivo direto à venda de viagens para o Brasil no mercado internacional. O lançamento aconteceu em Madri, na Espanha, durante a Feira Internacional de Turismo (FITUR).

O Brasil Specialist Rewards convida os agentes a irem além da promoção do destino, estimulando a vivência prática do Brasil como diferencial competitivo na comercialização de experiências turísticas.

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a iniciativa é uma campanha que vai além de vendas. “O Brasil Specialist Rewards é um reconhecimento da Embratur aos agentes que geram negócios para o turismo brasileiro, e uma forma de estímulo para que vendam ainda mais pacotes para o Brasil, de acordo com nossa estratégia de diversificação dos destinos”, destacou Freixo.

O presidente evidenciou ainda que a estratégia integra os esforços de promoção internacional da Embratur para fortalecer o posicionamento do Brasil como destino competitivo e diverso nos principais mercados emissores.

Sobre a campanha

O programa de incentivo ocorre entre janeiro e julho deste ano e tem como foco mercados da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México), América do Sul (Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Paraguai e Uruguai) e Europa (Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Espanha).

Os agentes participantes deverão registrar reservas qualificadas na plataforma Brasil Travel Specialist (BTS). Ao longo da campanha, os profissionais concorrem a vale-brindes, e aqueles que alcançarem o maior número de vendas serão reconhecidos com um famtour exclusivo ao Brasil, reforçando o vínculo entre capacitação, experiência e conversão comercial.

A campanha será divulgada por meio da plataforma Brasil Travel Specialist, ações de marketing digital, bem como de relacionamento com o trade global, ativações em feiras internacionais e newsletters segmentadas.

BTS

Desenhada para reconhecer e premiar agentes de viagens e operadores internacionais que mais converterem conhecimento em vendas efetivas, a campanha é baseada no sucesso da plataforma Brasil Travel Specialist (BTS), que atualmente conecta mais de três mil profissionais do trade em 53 países, oferecendo capacitação, conteúdos estratégicos e relacionamento institucional em quatro idiomas.

O Brasil Travel Specialist é a principal plataforma B2B de capacitação e relacionamento da Embratur com o trade internacional. Com índice de satisfação de 93,7% entre os usuários, o BTS atua como ponte entre operadores, agentes de viagens e a promoção oficial do Brasil no exterior, oferecendo conteúdos técnicos, experiências imersivas e campanhas de engajamento.

FITUR 2026

Considerada uma das maiores e mais relevantes feiras do setor no mundo, a FITUR acontece a partir desta quarta-feira (21), até 25 de janeiro, e deve reunir mais de 9,5 mil expositores de 156 países, além de profissionais com alto poder de decisão.A Embratur participa desta edição apresentando o Brasil por meio de um novo estande que traduz a diversidade cultural, criatividade e a força simbólica do país como diferencial competitivo no turismo global.

A presença brasileira ocorre em um momento histórico para o turismo internacional no país. Em 2025, o Brasil registrou o recorde de 9,3 milhões de turistas internacionais, resultado de uma estratégia integrada de promoção, ampliação da conectividade aérea e valorização da diversidade de experiências turísticas. Desse total, 21,79% dos visitantes vieram da Europa, consolidando o continente como mercado estratégico.

O país apresenta um estande com 30 coexpositores e a atuação da Agência na FITUR 2026 integra o Plano Brasis – Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027 e destaca projetos como o Feel Brasil, plataforma desenvolvida em parceria com o Sebrae Nacional que reúne 101 experiências imersivas distribuídas por todas as regiões do país.

(*) Com informações da Embratur

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Brasil se destaca no crescimento do turismo internacional no mundo, destaca Barômetro da ONU Turismo

País registra alta de 37% nas chegadas internacionais em 2025 e consolida posição de destaque no cenário global do setor

Da Redação (*)

Brasília – O crescimento do turismo internacional do Brasil em 2025 foi um dos destaques da mais recente edição do Barômetro Mundial do Turismo (World Tourism Barometer), relatório da ONU Turismo divulgado nesta terça-feira (20). O país apresentou o maior crescimento nas chegadas de visitantes estrangeiros entre os principais destinos internacionais.

De janeiro a dezembro de 2025, o Brasil registrou um aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2024. Com o desempenho, o país superou destinos que também tiveram forte expansão, como Egito (20%), Marrocos (+14%) e as Ilhas Seychelles (+13%).

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destaca a consolidação do Brasil como um destino protagonista nas viagens de turistas estrangeiros. “O Brasil tem atrativos como nenhum outro destino no mundo e isso atrai o desejo do turista de fora, de conhecer as nossas belezas, a nossa cultura, nossa gastronomia e o nosso povo. O Brasil está pronto para receber ainda mais visitantes neste ano”, celebra o ministro.

Globalmente, segundo o relatório, mais de 1,5 bilhão de turistas viajaram internacionalmente em 2025, quase 60 milhões a mais do registrado em 2024. No último ano, o Brasil registrou o recorde na chegada de turistas estrangeiros, com 9,3 milhões de visitantes desembarcando no território nacional, superando a meta anual de 6,9 milhões prevista no Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027.

Crescimento de 37% nas chegadas internacionais

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, os números da ONU Turismo confirmam que a estratégia de reposicionamento da imagem do Brasil no exterior é um sucesso sem precedentes. “Hoje o turismo é um dos maiores motores de desenvolvimento e geração de empregos e o mundo olha para o Brasil com desejo e confiança. Crescer quase dez vezes mais que a média mundial é fruto de um trabalho técnico focado em conectividade aérea, sustentabilidade e na diversidade dos nossos destinos. Reposicionamos o país no mundo, valorizando nossa diversidade, sustentabilidade e experiências únicas”, afirmou.

“De acordo com o Barômetro Mundial da ONU Turismo, enquanto as Américas cresceram 1% e a América do Sul avançou 7% em 2025, o Brasil se destacou com um crescimento de 37% nas chegadas internacionais. Esse resultado não é episódico: reflete um posicionamento consistente do país, apoiado pela ampliação de rotas, qualificação de produtos e alinhamento com políticas de turismo sustentável”, destaca, Heitor Kadri, diretor do Escritório Regional da ONU Turismo para as Américas no Brasil.

O desempenho recorde brasileiro confirma o protagonismo do turismo como vetor de desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento da imagem do Brasil no exterior, além de sinalizar um cenário promissor para os próximos anos, em linha com as diretrizes do Plano Nacional de Turismo.

(*) Com informações do MTur

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LGPD e pagamentos digitais: o desafio da proteção de dados

Melissa Halasz (*)

A digitalização acelerada dos serviços financeiros no Brasil tem ampliado o papel das instituições de pagamento como facilitadoras do consumo, crédito e transações eletrônicas. Esse movimento traz consigo um imperativo regulatório e de mercado: a necessidade de proteger os dados pessoais dos usuários, especialmente aqueles considerados sensíveis, sob a égide da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD — Lei nº 13.709/2018). A LGPD representa um marco legal fundamental para garantir privacidade, segurança e confiança no tratamento de informações pessoais por empresas e organizações de todos os portes.  

Para instituições de pagamento, que lidam diariamente com dados que revelam hábitos de consumo, histórico de transações, comportamento financeiro e informações cadastrais dos clientes, a conformidade com a LGPD deixa de ser apenas uma exigência legal e passa a ser um diferencial competitivo. Embora a lei não enumere explicitamente dados financeiros como “sensíveis”, categoria que inclui, por exemplo, origem racial, convicções religiosas e dados de saúde, a interpretação teleológica adotada por especialistas e pela prática do mercado aponta que certas informações transacionais e comportamentais podem demandar cuidados equivalentes aos exigidos para dados sensíveis, dada sua capacidade de discriminar e impactar direitos do titular.

A LGPD estabelece princípios rígidos para o tratamento de dados pessoais, como finalidade específica, necessidade, transparência, limitação de uso e segurança adequada. Qualquer instituição que colete, armazene e processe informações de clientes deve, portanto, basear suas operações em uma das bases legais previstas na lei, como consentimento explícito do titular, execução de contrato, cumprimento de obrigação legal ou legítimo interesse e assegurar que os titulares tenham plena compreensão de como seus dados serão utilizados.  

No setor de pagamentos, isso significa adotar práticas de governança e compliance robustas: mapeamento de dados, políticas claras de privacidade, termos de uso acessíveis, infraestrutura de segurança da informação, controle de acesso e monitoramento constante de riscos. Ferramentas de criptografia, autenticação multifatorial, auditorias regulares e planos de resposta a incidentes tornam-se medidas essenciais para mitigar ameaças e demonstrar conformidade.

Outro aspecto central da LGPD é a proteção dos direitos dos titulares de dados. Usuários devem ter acesso facilitado às informações coletadas sobre eles, podendo solicitar retificação, eliminação, portabilidade ou mesmo a revogação de consentimento. Isso impõe às instituições de pagamento a necessidade de processos internos bem estruturados para atender a esses pedidos de forma ágil e transparente, fortalecendo a relação de confiança com o consumidor.

A atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também tem evoluído, com diretrizes mais claras sobre o papel do controlador e do operador de dados, exigindo governança contínua e a presença de profissionais qualificados, como encarregados de proteção de dados, os chamados DPOs (Data Protection Officers), que orientem e fiscalizem práticas internas.

A não conformidade com a LGPD expõe as instituições de pagamento a sanções que variam de advertências e multas administrativas, que podem alcançar milhões de reais, até danos reputacionais relevantes, em um mercado onde confiança e segurança são diferenciais de mercado. Além disso, incidentes de vazamento ou uso indevido de dados sensíveis podem gerar responsabilidade civil e ações judiciais por danos materiais e morais.

Nesse sentido, a proteção de dados pessoais não pode ser vista como um custo operacional, mas como um valor estratégico inerente às operações de pagamentos. Investir em conformidade com a LGPD não apenas reduz riscos jurídicos, como também fortalece a confiança do cliente, impulsiona a inovação segura e contribui para a maturidade digital do setor financeiro nacional.

Em um ambiente cada vez mais competitivo e regulado, instituições de pagamento que incorporam a proteção de dados ao seu DNA organizacional estarão melhor posicionadas para competir, inovar e ganhar a preferência de consumidores cada vez mais conscientes de seus direitos.

(*) Melissa Halasz, Head de Risco e Compliance da Pagsmile

 

 

 

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Upskilling e Reskilling: como preparar equipes para a próxima onda tecnológica

Guilherme Pereira (*)

A revolução tecnológica que vivemos hoje vai muito além de máquinas, algoritmos e sistemas inteligentes — ela é, acima de tudo, sobre pessoas e sobre a capacidade de adaptação necessária para acompanhar e protagonizar essa nova era. Segundo a pesquisa mais recente da McKinsey, até 2030, milhões de trabalhadores em todo o mundo precisarão mudar de ocupação ou desenvolver novas competências para permanecerem relevantes no mercado. Trata-se de uma mudança estrutural, que não apenas redefine funções e carreiras, mas que deve se intensificar de forma decisiva nos próximos cinco anos.

Mais do que um alerta sobre o impacto da automação, esses dados reforçam a urgência de se adotar estratégias estruturadas de upskilling e reskilling. Ambas têm se consolidado como pilares de sustentação para empresas de tecnologia que desejam se manter competitivas em um cenário em que inteligência artificial, computação em nuvem, automação de processos e análise de dados redefinem constantemente as funções e exigências do mercado.

O upskilling foca no aperfeiçoamento das competências existentes, ajudando profissionais a dominar novas ferramentas e linguagens tecnológicas que potencializam sua produtividade. É o caso, por exemplo, de desenvolvedores que aprendem novas stacks de programação, analistas de dados que passam a utilizar plataformas de machine learning ou profissionais de marketing que se aprofundam em automação e análise preditiva. Esse processo permite que as equipes evoluam junto com a tecnologia, sem perder sua base de especialização.

Já o reskilling está ligado à requalificação profissional, isto é, preparar colaboradores para novas funções dentro da própria empresa, muitas vezes em áreas completamente diferentes. Em um setor de tecnologia em constante mutação, essa estratégia se tornou crucial. Funções tradicionais estão sendo redesenhadas ou substituídas por novas posições, como engenheiros de IA, especialistas em cibersegurança, arquitetos de nuvem ou analistas de dados éticos. Requalificar profissionais internos reduz o tempo e o custo de contratação externa e, ao mesmo tempo, fortalece a cultura de aprendizado e retenção de talentos.

Empresas que compreendem essa lógica e tratam o desenvolvimento de competências como parte de sua estratégia central tendem a se destacar. Quando o upskilling é conduzido de forma contínua e planejada, ele amplia a produtividade e fortalece a autonomia dos times. O reskilling torna-se decisivo para mitigar a escassez de talentos especializados, sendo esse um desafio crescente no ecossistema tecnológico global.

Essa visão também redefine o papel das lideranças. Mais do que conduzir projetos pontuais de treinamento, líderes precisam consolidar o aprendizado como prática cotidiana, incorporando o desenvolvimento de competências ao próprio fluxo de trabalho. Afinal, as transformações mais duradouras não acontecem de fora para dentro, mas de dentro para fora, a partir das pessoas, de suas atitudes e exemplos.

Líderes que compreendem essa dinâmica tendem a criar times mais engajados, colaborativos e inovadores. Colaboradores que enxergam o aprendizado como parte da jornada profissional constroem um ambiente mais ágil e preparado para a mudança constante. E essa mentalidade, mais do que qualquer tecnologia, é o que diferencia as organizações que evoluem daquelas que apenas reagem.

O impacto das tecnologias emergentes dependerá menos do avanço das máquinas e mais da capacidade humana de acompanhá-las. Upskilling e Reskilling são, portanto, estratégias seguras para garantir que a inovação tecnológica caminhe lado a lado com o desenvolvimento humano — e para que a próxima onda tecnológica seja impulsionada não apenas por códigos, mas por pessoas preparadas para reinventá-los.

(*) Guilherme Pereira é diretor de Inovação da Alura + FIAP Para Empresas, solução de educação corporativa que apoia organizações de todos os tamanhos e segmentos na transformação de carreiras e negócios.

 

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Brasil consolida protagonismo no audiovisual internacional e celebra resultados do convênio ApexBrasil-SIAESP

Projeto setorial Cinema do Brasil, fruto da parceria entre as entidades, ajuda filmes brasileiros a cruzarem fronteiras, ganharem mercado, visibilidade e reconhecimento internacional

Da Redação (*)

Brasília – O audiovisual brasileiro inicia 2026 em evidência no cenário internacional. O reconhecimento recente no Golden Globes (Globo de Ouro), com duas premiações para O Agente Secreto, um ano depois de Ainda Estou Aqui conquistar o Oscar, reforça a potência criativa do Brasil e mostra a força de uma indústria que vem se consolidando globalmente por meio de estratégias estruturadas de promoção internacional.

Nesse contexto, ganham ainda mais relevância os resultados do novo convênio “Cinema do Brasil”, firmado há dois anos entre a ApexBrasil e o Sindicato da Indústria Audivisual do Estado de São Paulo (SIAESP). A iniciativa tem sido fundamental para ampliar a presença, a competitividade e o acesso das empresas brasileiras aos principais mercados e festivais internacionais.

“Com ótimos resultados em negócios, reconhecimento artístico e fortalecimento institucional, o Brasil reafirma seu papel como uma potência criativa global, ampliando sua presença tanto nos grandes festivais quanto nos principais mercados internacionais. Essa parceria segue como um instrumento estratégico para a internacionalização do setor e a valorização da identidade nacional”, destaca Jorge Viana, presidente da ApexBrasil.

Um dos grandes destaques desse período foi a missão de 2025 ao Festival de Cannes ao Marché du Film, que marcou um momento histórico para o setor audiovisual brasileiro. Pela primeira vez, o Brasil foi homenageado como País de Honra do Marché du Film, reconhecimento que integrou as celebrações dos 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e França.

A delegação brasileira contou com mais de 120 empresas, sendo 99 associadas ao Cinema do Brasil, reunindo produtoras, distribuidoras, agentes de vendas, festivais, film commissions e prestadoras de serviços. O estande do Cinema do Brasil, localizado no Palais des Festivals, funcionou como um verdadeiro hub de negócios e articulação institucional, com intensa programação de reuniões, encontros estratégicos, sessões de mercado, painéis temáticos e eventos de relacionamento.

Para André Sturm, presidente do SIAESP, os prêmios no Globo de Ouro consolidam a importância do cinema brasileiro no mundo. “São dois anos seguidos de premiações no Globo de Ouro, mostra o reconhecimento do mundo ao cinema brasileiro. Isso tem muito a ver com o trabalho que o Cinema do Brasil tem feito há quase vinte anos em parceria com a ApexBrasil da promoção do cinema no exterior. Agradeço muito a ApexBrasil por ter visto que o cinema brasileiro tinha potencial e representa tanto para o Brasil.”

Balanço das atividades e dos resultados

Os resultados alcançados, trazendo um incremento da ordem de 25% com relação ao ano anterior, evidenciam o impacto direto das ações de promoção comercial internacional:

  • 93 empresas brasileiras associadas ao Cinema do Brasil integraram a delegação
  • 864 reuniões realizadas ao longo do mercado
  • 31 encontros promovidos no estande do Cinema do Brasil
  • US$ 14.7 milhões em volume de negócios gerado durante o evento
  • US$ 44.2 milhões em expectativas de negócios para os 12 meses seguintes

Também no âmbito artístico e cultural, a presença brasileira em Cannes foi histórica. O país teve um filme selecionado na Competição Oficial, outros três em mostras oficiais paralelas, além da realização de um showcase de curtas-metragens e outro dedicado a filmes de gênero em finalização. Ao todo, cinco premiações foram conquistadas, evidenciando a diversidade estética, a pluralidade de narrativas e a vitalidade criativa da produção audiovisual nacional.

Essa visibilidade inédita potencializou as ações de promoção comercial coordenadas pelo Cinema do Brasil, que liderou uma articulação multissetorial envolvendo instituições das três esferas de governo. As ações contaram com o apoio da Spcine e da RioFilme, no âmbito municipal; da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, no âmbito estadual; e do Ministério da Cultura e da Secretaria do Audiovisual, no âmbito federal. Essa atuação conjunta foi determinante para a realização de uma agenda ampla, estratégica e qualificada, reforçando o compromisso coletivo com o fortalecimento do audiovisual brasileiro no mercado internacional.

Outro marco relevante de 2025 foi o retorno do BrBoutique, iniciativa estratégica dedicado à promoção de obras brasileiras em ambiente fechado colocando as principais agências de sales do mercado internacional em contato direto com os produtores nacionais. A retomada do BrBoutique foi um sucesso, e um dos filmes exibidos na edição de 2025 integrará a programação da Berlinale 2026, na seção Generation, reafirmando a capacidade do projeto de gerar visibilidade, circulação e oportunidades concretas para as produções nacionais Ao longo do biênio, o convênio Cinema do Brasil, parceria entre ApexBrasil e SIAESP, viabilizou uma presença consistente e estratégica do audiovisual brasileiro em importantes plataformas internacionais.

Ações internacionais do biênio:

  • Marché du Film – Festival de Cannes
  • European Film Market e Berlinale
  • Festival de Guadalajara
  • Festival de Locarno e Industry Pro
  • Festival e Indústria de San Sebastián
  • Festival de Rotterdam e Cinemart
  • Festival de Busan e Asian Contents Film Market
  • Ventana Sur
  • BAM – Bogotá Audiovisual Market
  • Conecta Fiction & Entertainment

Ações nacionais do biênio:

  • Festival de Gramado e Gramado Film Market
  • BrLab
  • SAPI
  • Nordeste Lab
  • BrBoutique2

(*) Com informações da ApexBrasil

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Acordo Mercosul-União Europeia: Brasil tem muito mais a ganhar além da redução de tarifas. Saiba o quê aqui

Da Redação (*)

Brasília – O acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado no sábado (17), prevê benefícios que ultrapassam a redução de tarifas, com transformação do comércio bilateral, criação de empregos e estímulo a investimentos. O acordo é considerado o mais moderno e abrangente já firmado pelo bloco sul-americano.

Além de aumentar a previsibilidade e a estabilidade na relação econômica entre os blocos, é visto como importante instrumento para aprofundar a integração em um contexto de crescentes tensões globais. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o pacto é uma virada estratégica para a indústria brasileira.

Com base no texto do acordo, a CNI elencou 10 benefícios para os países-membros do Mercosul e da UE:

  1. Facilitação de comércio: ampliação da transparência e a previsibilidade dos procedimentos aduaneiros, com publicação prévia de novas medidas e consultas públicas, e estabelece cooperação para o reconhecimento mútuo dos programas de Operador Econômico Autorizado (OEA), além de um comitê específico de acompanhamento. Isso reforça a confiança entre as aduanas, reduz custos e torna o comércio entre os blocos mais ágil e seguro.
  2. Medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS): modernização do comércio ao adotar mecanismos como o pre-listing de estabelecimentos e a regionalização sanitária, reduzindo inspeções caso a caso, dando mais previsibilidade aos exportadores e facilitando o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu.
  3. Avaliação de conformidade: aproximação dos sistemas de certificação do Mercosul e da União Europeia, incentivando padrões internacionais e o reconhecimento mútuo de certificados. Isso reduz burocracia, facilita o acesso a mercados e diminui custos para as empresas exportadoras.
  4. Compras governamentais: garantia ao Brasil acesso preferencial ao amplo mercado de compras públicas da UE, cobrindo mais de 1.470 entidades dos 27 estados-membros, ao mesmo tempo em que preserva políticas domésticas estratégicas, como a exclusão das compras do SUS e a possibilidade de aplicar margens de preferência de até 25% para bens e serviços nacionais e de utilizar offsets sem restrições temporais.
  5. Desenvolvimento sustentável: implementação de um marco inédito ao integrar comércio, meio ambiente e direitos trabalhistas, com compromissos claros com o Acordo de Paris e as convenções da OIT, além de incorporar temas inovadores como empoderamento feminino e o papel de povos indígenas e comunidades locais. Isso reforça uma abordagem moderna, abrangente e alinhada às melhores práticas internacionais.
  6. Pequenas e médias empresas (PMEs): criação de um capítulo específico para facilitar a inserção das PMEs no comércio internacional, com a obrigação de disponibilizar portais públicos claros e acessíveis, reunindo tarifas, regras de origem, exigências alfandegárias e regulatórias em bases pesquisáveis. Isso reduz custos de informação e amplia o acesso das empresas às oportunidades do acordo.
  7. Regras de origem (expedição direta x não alteração): a introdução do critério de “não alteração” moderniza as regras de transbordo ao permitir o uso de centros de distribuição globais sob controle aduaneiro, ampliando a flexibilidade logística das empresas e facilitando o aproveitamento das preferências tarifárias sem comprometer a segurança das operações.
  8. Indicações geográficas: promoção do reconhecimento mútuo de 338 IGs da União Europeia e 195 do Mercosul, sendo 37 brasileiras, como cachaça, queijo canastra e os vinhos do Vale dos Vinhedos, valorizando produtos tradicionais, agregando valor às exportações e fortalecendo a identidade e a competitividade dos produtores nacionais.
  9. Salvaguardas bilaterais: estabelecimento de um mecanismo robusto e equilibrado que permite ao Mercosul e à União Europeia adotar salvaguardas de forma individual ou em bloco no caso de surtos de importação decorrentes da liberalização tarifária que causem ou ameacem causar prejuízo grave à indústria doméstica, com cenários específicos no setor Automotivo.  As salvaguardas podem ser aplicadas durante o período de transição do acordo, em regra por até 12 anos, ou até 18 anos para produtos com cronogramas de desgravação mais longos, e consistem na suspensão temporária do cronograma de redução tarifária ou na diminuição da preferência concedida. As medidas têm duração inicial de até dois anos, prorrogável uma única vez por igual período, e o acordo também prevê a possibilidade de aplicação provisória de salvaguardas por até 200 dias, garantindo um instrumento ágil e previsível de proteção aos setores sensíveis.
  10. Mecanismo de reequilíbrio: criação de mecanismo para resolver disputas sobre equilíbrio das concessões do acordo, especialmente diante de medidas unilaterais que possam prejudicar benefícios comerciais.

(*) Com informações da CNI

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Brasil inicia 2026 com expressivo fortalecimento da malha aérea internacional, destaca o MTur

 

Estão previstos, até setembro de 2026, 64 novos voos e 16 frequências adicionais já confirmados e autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pelas empresas aéreas

Da Redação (*)

Brasília – O turismo brasileiro inicia 2026 com a malha aérea internacional fortalecida para a nova temporada de viagens estrangeiras no país. Isso porque estão previstos, até setembro de 2026, 64 novos voos e 16 frequências adicionais já confirmados e autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pelas diferentes empresas aéreas. A medida é fruto, dentre outras ações, do intenso trabalho do Ministério do Turismo com as companhias aéreas para a expansão de novas rotas.

“A ampliação da conectividade da malha aérea internacional é estratégica para que o Brasil consolide e amplie o desempenho histórico alcançado em 2025 na recepção de turistas estrangeiros. Em 2026, essa expansão será decisiva para sustentar o crescimento do setor, intensificar o fluxo de visitantes, atrair investimentos e impulsionar a geração de emprego e renda em todo o país”, destaca a ministra substituta do Ministério do Turismo, Fernanda Câmara Norat.

Os novos voos e as frequências adicionais serão operados pela Aerolíneas Argentinas, Flybondi, Gol, Latam, Turkish Airlines, Jetsmart, Air Transat, American Airlines, Copa, Qatar, Air France, TAP e Ibéria.

Os destaques são para o aumento de três frequências adicionais semanais, a partir de fevereiro, para o trajeto entre Doha, capital do Catar, e São Paulo; o aumento de cinco novos voos no trajeto entre Punta Cana, na República Dominicana, e São Paulo, a partir de julho; e o aumento de sete novos voos no trajeto Bariloche, na Argentina, e São Paulo, também a partir de julho deste ano.

Maior presença em outros continentes

A previsão de novos voos e frequências adicionais também contempla outros continentes. Na Europa, por exemplo, as previsões são para trajetos de países como França, Bélgica, Holanda, Portugal e Espanha para as cidades de Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Curitiba (PR). Na América do Sul, a expectativa de novos voos e frequências adicionais é para trajetos entre Argentina, Paraguai e Chile e as cidades de Cabo Frio (RJ), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Florianópolis (SC) e Maceió (AL).

Já na América do Norte, a previsão é para os Estados Unidos e Canadá nos trajetos com a cidade do Rio de Janeiro (RJ). Na América Central, além da República Dominicana, a previsão de novos voos também contempla o Panamá, no trajeto entre Cidade do Panamá e Salvador (BA).

Na África, a previsão de novos voos fica no trajeto entre a Cidade do Cabo, na África do Sul, e São Paulo (SP). Na Ásia, além do Catar, existe a previsão de frequências adicionais para o trajeto entre Istambul, na Turquia, e São Paulo (SP).

Em 2025, o turismo internacional no Brasil foi um dos grandes destaques do setor. O país encerrou o ano com o recorde histórico na chegada de turistas estrangeiros, com 9,3 milhões visitantes de outros países.

Dados de Dezembro

No último mês do ano, o Brasil superou em 36,7% a capacidade da malha aérea internacional registrada em outubro de 2019, ou seja, antes da pandemia. Somente no recorte de dezembro, foram 6.811 voos, um aumento de 10% em relação a dezembro de 2024. A América Latina concentra a maior parte desses voos, com 60,14% do total. A Europa aparece na sequência, com 21,39%.

No recorte da América Latina, a Argentina registrou a maior parte dos voos, com 24,50% do total das conectividades internacionais no Brasil. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 14,66%, e o Chile, com 11,74% das conectividades.

Em relação às cidades brasileiras que registraram o maior número de voos internacionais, São Paulo lidera o ranking com 51,37% dos voos, de diversos países. Em seguida aparece o Rio de Janeiro com 22,56%. Na terceira colocação, está Florianópolis, com 6,44% das conectividades.

Em 2025, o Brasil teve 75.361 voos e mais de 17 milhões de assentos disponibilizados pelas empresas aéreas oriundas de vários países, um aumento de, aproximadamente, 13% quando comparado a 2024.

(*) Com informações do MTur

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Embratur abre inscrições para seleção de coexpositores em feiras internacionais dos segmentos MICE e Náutico em 2026

Da Redação (*)

Brasília – A Embratur publicou, nesta segunda-feira (19), dois editais de chamamento público para a seleção de coexpositores em feiras internacionais. Os aprovados integrarão estandes do Brasil em eventos dos segmentos náutico e de turismo de negócios e eventos (MICE) no primeiro semestre de 2026. Gratuitas, as inscrições seguem abertas até 30 de janeiro e devem ser realizadas por meio do Sistema de Inscrição de Eventos Internacionais (SIEI).

O primeiro edital é voltado ao segmento náutico e trata da seleção de coexpositores para o estande brasileiro na Seatrade Cruise Global, principal evento mundial da indústria de cruzeiros. A feira será realizada de 13 a 16 de abril de 2026, em Miami, nos Estados Unidos, reunindo companhias marítimas e fluviais, destinos turísticos, autoridades portuárias e fornecedores. O evento é referência mundial no debate sobre tendências, inovação, sustentabilidade e eficiência operacional e um dos principais espaços para a promoção do turismo náutico e fluvial brasileiro.

Já o segundo edital é direcionado ao segmento MICE (Reuniões, Incentivos, Conferências e Exposições/Eventos) e contempla a participação do Brasil em duas das mais relevantes feiras internacionais sendo a IMEX Frankfurt, que acontece de 19 a 21 de maio, na Alemanha, e a FIEXPO Latin America, marcada para o período de 8 a 11 de junho, em San José, na Costa Rica.

A IMEX se destaca pelo modelo de reuniões de negócios pré-agendadas com compradores qualificados, garantindo maior efetividade comercial. Já a FIEXPO é uma vitrine para a captação de congressos, feiras e viagens de incentivo, conectando destinos da América Latina a organizadores internacionais de eventos.

Plano de marketing internacional

Segundo o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a presença do Brasil nessas feiras amplia a geração de negócios e fortalece o posicionamento do país no cenário global. “A participação em eventos estratégicos permite contato direto com compradores internacionais, tomadores de decisão e formadores de opinião, além de reforçar a promoção integrada da Marca Brasil, em linha com as diretrizes do Plano Brasis”, afirmou.

O Plano Brasis, Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027, é um instrumento que orienta a estratégia de promoção internacional do país e norteia a atuação da Embratur na priorização de mercados emissores, segmentos turísticos e nichos de maior valor agregado, em consonância com o Plano Nacional de Turismo 2024–2027.

As ações dialogam com os eixos estruturantes do Plano Brasis, como sustentabilidade, ação climática, afroturismo, diversidade e valorização de experiências autênticas, além da integração com iniciativas como o Projeto Feel Brasil, curadoria que apresenta ao mercado internacional vivências alinhadas à identidade e à diversidade cultural do país.

Inscrições

Podem se inscrever órgãos públicos, entidades representativas de destinos e empresas do setor turístico, desde que atendam aos critérios estabelecidos em cada edital, incluindo registro regular no Cadastur e apresentação de material promocional em idioma internacional.

O resultado do processo seletivo será divulgado em 20 de fevereiro.

Os coexpositores selecionados atuarão diretamente nos estandes do Brasil, com acesso à infraestrutura, participação em reuniões de negócios e integração às ações de promoção internacional da Embratur. As despesas com deslocamento, hospedagem e alimentação são de responsabilidade dos participantes.

Ao selecionar coexpositores para feiras internacionais a Embratur reforça a promoção integrada do Brasil no exterior, amplia a competitividade dos destinos nacionais e estimula a geração de negócios, posicionando o país como um destino autêntico, sustentável e competitivo no mercado global. Mais informações, incluindo regras de participação, critérios de seleção e acesso ao sistema de inscrições, estão disponíveis nos editais.

Edital 01: Seatrade

Edital 02: Feiras MICE
(*) Com informações da Embratur

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Indústria brasileira da beleza conquista o mundo: exportações passam de US$ 1 bilhão em recorde da série histórica de 30 anos

Desempenho do setor representa crescimento de 20% em 2025 comparado ao ano anterior; valor registrado foi o maior em quase 30 anos, desde o início da série histórica

Da Redação (*)

Brasília – O setor de Beleza e Cuidados Pessoais, que representa cerca de 2% do PIB nacional e posiciona o Brasil como o 3º maior mercado consumidor do mundo, alcançou em 2025 um marco histórico ao ultrapassar pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão em exportações, reforçando o papel estratégico do país no cenário global. O resultado, que foi o melhor desde o início da série histórica em 1997, ocorre no mesmo ano em que o setor lança seu novo posicionamento voltado ao cuidado integral (físico, mental e social) dos consumidores.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/MDIC) compilados pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o total exportado somou US$ 1,061 bilhão no acumulado de janeiro a dezembro de 2025.

O desempenho do setor representa um crescimento expressivo de 20,1% em comparação ao ano anterior, quando as exportações somaram US$ 884 milhões. Esse salto reforça a resiliência da indústria nacional de Beleza e Cuidados Pessoais diante dos desafios globais, além de demonstrar a crescente aceitação da tecnologia e da biodiversidade brasileira no exterior.

“É fundamental ressaltar as ações contínuas do setor junto ao governo brasileiro para evidenciar a força e a importância da nossa indústria para o comércio exterior. Trabalhamos com o objetivo de reduzir obstáculos técnicos e buscar a efetiva desoneração de tributos sobre exportações. Além disso, a melhoria na infraestrutura logística é vital para elevar a competitividade dos nossos produtos”, afirma Ricardo de Nóbrega, Gerente de Comércio Exterior da ABIHPEC.

Sucesso respaldado pela inovação e sustentabilidade

Para o futuro, a ABIHPEC planeja intensificar as negociações para a redução de barreiras não tarifárias e a harmonização de normas técnicas, visando expandir a presença brasileira em outros mercados, garantindo que o recorde de 2025 seja apenas o primeiro de muitos para o setor.

A indústria brasileira de Beleza e Cuidados Pessoais fundamenta seu sucesso internacional em pilares de inovação e sustentabilidade. A diversidade da flora brasileira, aliada a investimentos robustos em Pesquisa e Desenvolvimento, permite a criação de fórmulas exclusivas que atendem aos rigorosos padrões internacionais de qualidade.

Em 2025, os produtos brasileiros de beleza e cuidados pessoais chegaram a quase 200 países. A América Latina segue como o principal destino, respondendo por cerca de 80% do total exportado. A proximidade geográfica e a similaridade de hábitos de consumo favorecem a penetração das marcas nacionais. A Argentina lidera o ranking com 20,9% nas importações de produtos brasileiros.

Cabelos na Liderança

O segmento de produtos para cabelos reafirmou sua soberania nas exportações, sendo o grande motor do crescimento em 2025. A categoria atingiu US$ 301 milhões em vendas externas, um incremento de 29,8%. O Brasil é reconhecido mundialmente pela expertise em tratamentos capilares. Outras categorias que apresentaram desempenho robusto foram sabonetes, com US$ 170 milhões (+17,0%), e produtos de higiene oral, que somaram US$ 115 milhões (+6,7%).

(*) Com informações da ABIHPEC

 

 

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