Webinar gratuito  “Do básico ao avançado” abordará boas práticas para começar a exportar em 2026

O evento será realizado pela B2Gether de forma online na próxima quarta-feira, às 10 horas, e terá como palestrante a Nataly Santiago, especialista em comércio exterior

Da Redação (*)

Brasília – “Do básico ao avançado: Como começar a exportar em 2026?”. Esse é o tema do webinar gratuito que será realizado pela B2Gether na próxima quarta-feira (28/01), às 10 horas, com a especialista em comércio exterior Nataly Santiago. As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas até a hora marcada para o início do evento.

Criado para profissionais, gestores e empresários que desejam começar a exportar em 2026, o webinar faz parte do projeto da B2Gether de reunir grandes especialistas em comércio exterior para abordar temas relevantes dentro da comunidade de comex no Brasil.

O evento também é destinado para quem já exporta atualmente e tem interesse em melhorar as práticas de exportação este ano. A Nataly, que é a convidada especial para ministrar o webinar, é graduada em comércio exterior, tem mais de 20 anos de experiência em negociações internacionais e é head of international negotiations and sourcing da Global Conect.

“O processo de internacionalização das empresas brasileiras é uma etapa estratégica de alavancagem, principalmente pela vantagem cambial. Por isso, estamos muito felizes em receber a Nataly para abordar esse tema tão importante e abrir o nosso calendário de eventos em 2026”, afirmam Janaina Assis e Diego Zia, sócios-fundadores da B2Gether, empresa de câmbio especializada em operações de importação, exportação e pagamentos internacionais.

Mercado de exportação no Brasil

Em 2025, as exportações brasileiras alcançaram US$ 349 bilhões, um recorde histórico desde 1989. O número representa um aumento em valores de 3,5% em relação a 2024, que já havia alcançado resultados significativos. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Considerando que, em média, um dólar equivale a mais de cinco reais atualmente, a margem de lucro na operação de câmbio de exportação representa uma oportunidade importante para as empresas brasileiras. E se engana quem pensa que apenas grandes companhias conseguem fazer exportações no Brasil.

Segundo um levantamento do Sebrae, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a participação de negócios de pequeno porte cresceu de 28,6% para 39,6% nos últimos dez anos em relação ao total de exportadores nacionais.

Mais informações sobre o webinar

Evento: Do básico ao avançado: Como começar a exportar em 2026 com estratégia?

Data: 28 de janeiro de 2026

Horário: 10 horas

Formato: Online

Link para mais informações sobre como se inscrever: https://business2gether.com/webinar-como-comecar-a-exportar-em-2026/

(*) Com informações da B2Gether

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Turistas estrangeiros batem recorde histórico de gastos no Brasil em 2025: US$ 7,8 bilhões

Números refletem recorde de chegadas do ano passado, quando 9,3 milhões de visitantes internacionais desembarcaram no país

Da Redação (*)

BrasíliaO Brasil atingiu um novo patamar histórico no gasto de visitantes internacionais. Em 2025, os turistas estrangeiros que estiveram no país deixaram o montante de US$ 7,865 bilhões, o equivalente a R$ 41,7 bilhões (dólar atual). O valor representa um aumento de 7,1% em relação a 2024, quando o total foi de US$ 7,341 bilhões, cerca de R$ 38,9 bi (dólar atual). Somente em dezembro, os turistas deixaram no país US$ 688 milhões, o equivalente a R$ 3,65 bilhões.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central. Os números refletem os recordes históricos de chegadas em 2025. Foram 9,3 milhões de turistas internacionais desembarcando no país. Um total de 37,1% a mais que o previsto para o ano. O avanço consolida o Brasil como um destino cada vez mais competitivo e desejado no cenário global do turismo.

Setor responde por 8% do PIB nacional

presidente da Embratur, Marcelo Freixo, celebrou o novo recorde e enfatizou que o turismo representa um pilar estratégico e crescente na economia brasileira. O setor contribui com cerca de 8% do PIB nacional.

“É mais um resultado histórico que reafirma o poder do turismo como uma matriz econômica de geração de emprego e renda para o nosso país. Esse recorde se traduz em crescimento para os pequenos negócios e reforça o papel do turismo como modelo de desenvolvimento econômico compatível com as exigências do século XXI. O país vive um momento sem precedentes, com o maior volume de chegadas e de gastos de turistas internacionais já registrado. Os resultados comprovam a eficiência de uma gestão baseada em estratégia, que reposicionou o Brasil globalmente”, destaca Freixo.

De acordo com relatório da ONU Turismo, em 2025, o país cresceu quase dez vezes mais do que a média mundial. Enquanto as chegadas internacionais no mundo cresceram 4%, o Brasil apresentou ampliação de 37,1%. O desempenho brasileiro coloca o país no topo da lista de destinos com crescimento expressivo entre os dados já consolidados.

(*) Com informações da Embratur

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Lula vai à Índia para ampliar comércio e cooperação e buscar alternativas para minimizar efeitos do tarifaço dos EUA

Da Redação

Brasília – “Se me perguntarem onde que acho que está o maior potencial de crescimento do comércio exterior do Brasil, eu responderei sem medo de errar: Índia”. A frase do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, define com precisão a expectativa que o governo brasileiro deposita na viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará àquele país de 19 a 21 de fevereiro e o alto grau de interesse do governo brasileiro em intensificar as relações comerciais, políticas e de cooperação com os indianos e trabalhar para que ainda neste ano a corrente de comércio bilateral (exportação+importação) suba dos atuais US$ 15 bilhões para US$ 20 bilhões.

A missão também faz parte da estratégia que vem sendo implementada pelo governo brasileiro com o objetivo de estreitar as relações comerciais do Brasil com outros países e blocos econômicos e, com isso, reduzir os efeitos do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às exportações brasileiras. No caso específico da Índia, para este ano, se vislumbram grandes possibilidades de aumento das exportações de petróleo, minério de ferro e aviões. Entre especialistas em comércio exterior, a Índia é considerada “a nova China para o Brasil”, tamanhas e tantas são as oportunidades de parcerias e negócios entre os dois países.

É visando esses objetivos que a ApexBrasil vem cuidando com esmero da organização de uma missão que deverá levar mais de 200 empresários brasileiros a Nova Delhi para acompanhar o presidente Lula e prospectar novos negócios. Entre as empresas estarão a Petrobrás, a Vale e a Weg, que já têm a Índia em seus portfólios de negócios e vislumbram perspectivas bastante animadoras para o incremento das exportações para o mercado indiano.

Segundo Jorge Viana, “o presidente Lula está apostando muito nessa viagem”. Ele lembrou que no ano passado, o Brasil exportou US$ 6,9 bilhões para a Índia, com as vendas concentradas principalmente em petróleo (30%; açúcar e melaço (15%); gordura e óleos vegetais (14%) e minério de ferro (6%). “Queremos diversificar a nossa pauta exportadora e, além disso, o presidente Lula quer muito a participação da Embrapa e da pequena agricultura para ajudar os indianos a melhorarem a produtividade dos milhões de pequenos produtores rurais daquele país”.

Na quinta-feira passada (22), Viana já contabilizava quase 200 empresários inscritos para integrar a comitiva presidencial e, segundo ele, “o número final vai passar disso, pois o interesse do setor privado na missão é muito grande. Os executivos dessas empresas vão custear suas passagens e hospedagem e uma parte da agenda será com representantes das maiores empresas indianas que têm investimentos no Brasil e que anunciaram novos recursos a serem destinados ao Brasil para os próximos quatro ou cinco anos”. O presidente também anunciou que a ApexBrasil inaugurará seu escritório na capital indiana, o 20º. A integrar a rede no exterior.

Petróleo, o carro-chefe das exportações e Vale vislumbra alta nas vendas

Em 2025, o petróleo liderou a pauta das exportações brasileiras para a Índia, com vendas totais de US$ 1,9 bilhão (alta de 59,80% comparativamente com 2024, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) e há espaços para que neste ano as vendas sejam ainda mais expressivas.

A estratégia da petrolífera brasileira visa consolidar sua posição como fornecedora estratégica para os indianos, ocupando parte do vácuo criado com a redução das importações indianas de petróleo russo e com isso facilitar futuras negociações comerciais com o governo dos Estados Unidos. Com isso, a Indian Oil Corporation (IOC), principal refinaria do país, adquiriu recentemente 7 milhões de barris de Abu Dhabi, Angola e 2 milhões de barris da Petrobras, para carregamento em março.

Essas compras deverão reduzir ainda mais as importações de petróleo russo pela Índia, que em dezembro atingiram o nível mais baixo em dois anos. Essa redução ocorreu após a imposição, por países ocidentais liderados pelos Estados Unidos e pela União Europeia, de sanções comerciais rigorosas contra a Rússia, que afetaram suas capacidades de exportação.

O CEO da Vale, Gustavo Pimenta, deverá chefiar a comitiva que representará a companhia na missão empresarial à Índia. Ano passado, o minério de ferro foi o quarto principal item na pauta exportadora para a Índia e apesar da forte alta de 123,3% nas exportações, comparativamente com 2023, as vendas geraram pouco mais de US$ 442 milhões e a cúpula da empresa apostam num aumento expressivo dos embarques já a partir deste ano.  A commodity mineral responde por apenas 6,4% das vendas totais para os indianos, com grande margem de aumento neste e nos próximos anos.

Líder mundial no fornecimento de minérios de ferro para um modelo produtivo mais limpo, a mineradora brasileira quer globalizar seu plano de descarbonização e aposta na Índia como mercado importante para a expansão de seu plano de apoio ao chamado “aço verde”

Nesse contexto, a visita do presidente Lula procurará ampliar e diversificar a pauta exportadora para a Índia, na qual hoje apenas cinco produtos respondem por 70,6% dos embarques totais: petróleo (28,3%); açúcares e melaços (15,7%); gorduras e óleos vegetais (14,1%); minérios de ferro (6,4%); e algodão em bruto (6,1%). A ideia é aumentar a participação de produtos manufaturados na pauta exportadora brasileira, fortemente concentradas em produtos básicos, de baixo valor agregado.

Embraer busca parceria em segurança e aviação comercial

A menos de um mês da viagem do presidente Lula a Nova Delhi, a Embraer deverá anunciar nos próximos dias avanços importantes no fortalecimento de uma parceria destinada a montar aeronaves comerciais da empresa brasileira na Índia.

Ano passado, a Embraer abriu um escritório em Nova Déli e prevê que o país do Sul da Ásia precisará de pelo menos 500 aeronaves com capacidade entre 80 e 146 assentos nos próximos 20 anos. Nesse contexto, a parceria com o conglomerado indiano é vista como impulsionadora de futuros negócios naquele país, envolvendo os segmentos comercial e de defesa. Está no radar da Embraer a potencial instalação na Índia de linhas de montagem final não apenas de jatos comerciais quanto do cargueiro multifunções C-390.

 

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ESG: Porto de Santos avança para se tornar referência global em logística verde e conectada

Complexo investe em eletrificação do cais, sistema inteligente de tráfego (VTMIS) e rede 5G; meta é descarbonizar operações e aumentar segurança
Da Redação (*)

Brasília – O Porto de Santos vive um momento de transformação estratégica, que une inovação tecnológica e responsabilidade ambiental. Alinhada às diretrizes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para modernizar a infraestrutura nacional, a Autoridade Portuária de Santos (APS) está tirando do papel um pacote de projetos que inclui desde a implantação de redes 5G e Gêmeos Digitais (Digital Twin) até a oferta de energia limpa para navios atracados. O objetivo é posicionar o maior complexo portuário do hemisfério sul como um “Porto Inteligente” (Smart Port), seguindo as melhores práticas internacionais de eficiência logística e transição energética.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, as inovações em andamento provam ser possível alinhar desenvolvimento e responsabilidade ambiental. “O que estamos vendo em Santos é a materialização do conceito de ‘Porto do Futuro’. Não existe mais separação entre crescer e preservar. Ao investir em tecnologia de ponta, como o 5G e em energia limpa, o governo federal prova que é possível ter o maior porto do Hemisfério Sul operando com máxima eficiência logística e, ao mesmo tempo, liderando a agenda global de descarbonização”, disse.

Já o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, destaca o salto de qualidade operacional que as novas ferramentas trarão para a gestão do complexo. “A implementação do VTMIS e das ferramentas de Gêmeo Digital muda o patamar de gestão do Porto de Santos, trazendo previsibilidade e segurança para a navegação. Estamos dotando o principal ativo logístico do país com inteligência de dados e infraestrutura sustentável, alinhando nossas operações às práticas dos portos mais avançados da Europa e da Ásia”, avaliou.

Monitoramento digital e conectividade

Um dos pilares dessa modernização é a segurança e a fluidez da navegação. A APS está com o processo de contratação em andamento para a implantação do VTMIS (Vessel Traffic Management Information System). O sistema funciona como uma “torre de controle” para o mar: usando radares, câmeras e sensores, ele permite o monitoramento em tempo real do tráfego de embarcações, aumentando a segurança e a eficiência das manobras no canal de acesso.

Essa gestão de dados será potencializada por uma rede privativa 5G e pela tecnologia de Gêmeo Digital. A ferramenta cria uma réplica virtual dinâmica do porto, permitindo simular cenários operacionais, prever manutenções e otimizar o fluxo logístico com base em dados precisos, reduzindo gargalos e custos para o setor produtivo.

Logística de baixo carbono

A tecnologia caminha de mãos dadas com a sustentabilidade. O Porto de Santos avança no projeto de eletrificação do cais (o sistema Onshore Power Supply). A iniciativa permitirá que navios desliguem seus motores a combustão enquanto estiverem atracados, conectando-se à rede elétrica do porto. Isso reduz drasticamente a emissão de gases de efeito estufa e o ruído na região portuária.

O diferencial de Santos é a origem dessa energia: ela é 100% renovável, gerada pela histórica Usina Hidrelétrica de Itatinga, ativo gerido pela própria autoridade portuária. A usina passa por um processo de repotencialização, que inclui estudos para a produção de hidrogênio verde (H2V), combustível do futuro, que poderá abastecer máquinas e veículos no complexo.

Incentivo verde

Para estimular o mercado a aderir a essa nova realidade, o porto também aposta em incentivos econômicos. A APS prorrogou e ampliou a política de descontos tarifários para os chamados “navios verdes”; embarcações que possuem boa pontuação no Índice Ambiental de Navios (ESI, da sigla em inglês). A medida beneficia armadores que investem em frotas menos poluentes, reforçando o compromisso do governo federal com a descarbonização da cadeia logística.

Para o Ministério de Portos e Aeroportos, as iniciativas em Santos servem de modelo para o setor, provando que é possível conciliar o aumento da movimentação de cargas com a proteção ambiental e a inovação tecnológica.

(*) Com informações da Autoridade Portuária de Santos

 

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Irã, Ucrânia e Groenlândia: os limites entre a paz e a guerra

 

 Victor Missiato (*)

Os 55 anos do Fórum Econômico Mundial se desenrolam sob diversos horizontes, que deverão ser redefinidos nos próximos meses, anos e até décadas.

O retorno de Donald J. Trump ao poder reorientou o curso da ordem mundial e da globalização. Em pouco mais de 365 dias de mandato, Trump assumiu para si a tutela estratégica de algumas regiões sensíveis das Américas, como o Golfo do México, o Canal do Panamá e a pressão direta para a retirada do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela. Essas ações foram conduzidas com grande agilidade e refletem boa parte da estratégia geopolítica estadunidense.

Provavelmente, um dos últimos capítulos de caráter intervencionista em seu governo no continente americano será o aumento da presença dos Estados Unidos na Groenlândia, território semiautônomo sob jurisdição da Dinamarca. Diante do acelerado derretimento do Ártico, uma nova rota comercial tende a se abrir na região, criando um corredor estratégico para que Rússia e China escoem seus produtos pelo mundo. Muito próximas do território norte-americano, essas duas potências militares poderiam exercer uma pressão inédita sobre os Estados Unidos.

Em diálogo constante com representantes políticos da Groenlândia, da Dinamarca e da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o governo Trump pretende avançar sobre o território, ainda que sem uma estratégia formalmente definida. Apesar dessa indefinição, está claro que se trata de um “caminho sem volta”. A região coberta por gelo deverá integrar a logística do chamado “Domo de Ouro”, um sistema composto por satélites de vigilância e ataque capazes de interceptar mísseis inimigos. A proposta ganha força diante do desenvolvimento e da exibição de mísseis balísticos por China, Coreia do Norte e Rússia, armamentos com autonomia suficiente para alcançar o território americano.

Paralelamente a essas movimentações, Trump se aproxima de conquistar seu maior trunfo diplomático: um acordo de paz entre Ucrânia e Rússia, conflito que se arrasta de forma intermitente desde 2014, com a invasão da Crimeia. Em Moscou, diplomatas e representantes dos Estados Unidos mantêm negociações diretas com a equipe do presidente Vladimir Putin, buscando avançar nos termos finais do acordo — especialmente aqueles relacionados aos territórios que deverão permanecer sob controle russo, anteriormente pertencentes à Ucrânia. Torna-se cada vez mais evidente que o país liderado por Volodymyr Zelensky dificilmente conseguirá retomar integralmente suas regiões. Se a paz ainda é possível, o retorno ao status quo anterior parece cada vez mais improvável.

Enquanto uma paz frágil respira por aparelhos na Europa Oriental, uma iminente guerra, tanto interna quanto externa, ronda o Irã. Mergulhado em uma grave crise econômica, após ver antigos aliados serem derrubados pelos Estados Unidos e por Israel no Oriente Médio, e com sua capacidade nuclear abalada pelos ataques sofridos em 2025, o regime do aiatolá Ali Khamenei se mantém no poder principalmente por meio de uma repressão severa, exercida por forças militares leais à Revolução Islâmica, de 1979.

Ainda assim, durante uma viagem oficial, Trump anunciou o envio de um robusto aparato de vigilância e ataque para áreas próximas à nação persa. Como observado anteriormente no caso venezuelano, esse tipo de presença costuma sinalizar ações mais concretas nas semanas seguintes.

Diante das incertezas desse cenário, é possível constatar que Trump corre contra o tempo para conter a influência chinesa na geopolítica mundial. Ao mesmo tempo, busca salvaguardar suas zonas tradicionais de influência — como a América Latina e o Oriente Médio — e promover a pacificação da Europa, de modo que, nos próximos anos, governos mais alinhados a seus interesses consigam retomar um continente mais militarizado e preparado para atuar como aliado estratégico frente ao Oriente.

Sua grande ambição, com a ampliação dos Acordos de Abraão, é limitar ainda mais as possibilidades de expansão da Nova Rota da Seda chinesa. Assim, vislumbramos um cenário marcado por um equilíbrio frágil entre a possibilidade de uma paz duradoura e a consolidação de conflitos regionais constantes nesta nova fase da globalização.

(*) Victor Missiato, professor de História do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré. Analista político e Dr. em História

 

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O desafio não é rejeitar a China, mas evitar uma dependência irreversível

Márcio Coimbra (*)

O terceiro Policy Paper da China para a América Latina e o Caribe transcende o roteiro diplomático convencional: é um manifesto de poder suave que visa integrar a região a uma órbita econômica e política centrada em Pequim. Sob a retórica de uma “comunidade de destino compartilhado”, apresenta-se uma alternativa pragmática às ingerências ocidentais. Contudo, sob a superfície de uma cooperação técnica aparentemente neutra, desenha-se uma estratégia para expandir a hegemonia chinesa, tornando os países latino-americanos dependentes de sua economia e, por extensão, subalternos politicamente.

A arquitetura dessa dependência revela-se na discrepância entre o discurso e a prática. Embora a Nova Rota da Seda prometa industrialização, os dados de investimento entre 2024 e 2026 demonstram uma concentração maciça em setores extrativos e infraestruturas críticas. O foco no controle da cadeia de suprimentos de minerais estratégicos — como o lítio no Cone Sul — e na consolidação de redes elétricas no Brasil e Peru indica que Pequim busca, primordialmente, sua própria segurança energética, mantendo a América Latina como fornecedora de insumos primários sob uma nova roupagem tecnológica.

O risco à soberania nacional é nítido no “aprisionamento tecnológico”. Ao exportar ecossistemas de governança digital através de padrões chineses de 5G, inteligência artificial e o sistema de satélites BeiDou, Pequim cria uma dependência estrutural de longo prazo. Politicamente, o apoio econômico atua como um freio à autonomia diplomática, condicionando investimentos ao rigoroso cumprimento do “Princípio de Uma Só China” (ferindo a autonomia de Taiwan) e ao alinhamento com as Iniciativas de Segurança Global.

Paralelamente, a dependência financeira é reforçada por acordos de swap cambial e liquidação em Renminbi, que ancoram as reservas locais às políticas monetárias chinesas, configurando uma nova forma de vassalagem econômica.

Para evitar a passividade, os governos latino-americanos devem adotar diretrizes de negociação soberanas. É imperativo exigir transferência efetiva de tecnologia e transparência radical nos contratos, evitando o uso de recursos naturais como garantia de dívida. Além disso, a negociação deve ser coletiva, pois o fortalecimento de blocos regionais e frentes temáticas permitiria que a região negociasse a partir de uma posição de força, mantendo a diversidade de parceiros globais e utilizando a competição geopolítica em seu favor.

Por fim, a aprovação de projetos que instituam autoridades de avaliação de investimento estrangeiro (já em tramitação no parlamento brasileiro) seria uma ação estratégica essencial neste cenário. Em última análise, o documento chinês é a certidão de nascimento de uma nova ordem hegemônica nos trópicos. A América Latina não pode se dar ao luxo de trocar antigas tutelas por uma dependência tecnológica e financeira irreversível. O “destino compartilhado” só deixará de ser um eufemismo para a subalternidade se a região despertar para a necessidade de uma soberania ativa e coordenada. A escolha é inadiável: ou a América Latina se posiciona como um bloco estratégico e autônomo, ou será reduzida a um mero insumo nas ambições imperiais da China para o século XXI.

(*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal. 

 

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Carnaval deve movimentar R$ 18,6 bilhões e impulsionar o turismo em todo o Brasil, projeta o MTur

Principais beneficiados devem ser os segmentos de transporte aéreo e rodoviário, hospedagem, locação de veículos, alimentação e entretenimento

Da Redação (*)

Brasilia – O Carnaval de 2026 deve impulsionar fortemente a atividade turística no Brasil, com previsão de faturamento de R$ 18,6 bilhões apenas no mês de fevereiro — crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Caso a projeção se confirme, será o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2011, com base em dados do IBGE.

O desempenho reflete o momento positivo vivido pelo setor, sustentado pelo aumento da renda, pela geração de empregos e pela desaceleração da inflação, fatores que fortalecem o consumo e estimulam as viagens pelo país. Mesmo com o Carnaval sendo ponto facultativo, a data tradicionalmente movimenta intensamente a cadeia do Turismo, com destaque para os segmentos de transporte aéreo e rodoviário, hospedagem, locação de veículos, alimentação e entretenimento.

Geração de novas oportunidades

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a expectativa é de que a festa consolide o bom momento do setor e gere oportunidades em todas as regiões do país. “Esses R$ 18,6 bilhões projetados mostram a força do Carnaval como indutor do turismo e do desenvolvimento econômico. É um período que movimenta milhões de brasileiros, gera emprego, renda e fortalece os pequenos e médios negócios, além de valorizar nossa cultura e os destinos nacionais”, destacou o ministro.

Além das grandes viagens, os deslocamentos regionais e de curta distância também contribuem de forma significativa para a economia local, beneficiando hotéis, pousadas, bares, restaurantes, guias de turismo e prestadores de serviços em destinos urbanos e litorâneos. “O empresário do Turismo pode se beneficiar do potencial aumento de receita nessa esteira do segmento de lazer, que começa em dezembro e se estende até o carnaval”, destacou o presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze.

A programação de blocos de rua, eventos culturais e festas em capitais e cidades turísticas amplia o fluxo de visitantes e aquece o comércio, reforçando o papel do Carnaval como um dos principais motores da temporada de verão.

PRINCIPAIS DESTINOS

Levantamento da plataforma Booking.com aponta que destinos como Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG) lideram as preferências dos viajantes, contemplando diferentes perfis de público — desde quem busca combinar praia, calor e grandes festas até aqueles que querem aproveitar intensamente a folia urbana. Entre os turistas internacionais, cidades como Florianópolis (SC) e São Paulo (SP) também figuram entre os destinos mais desejados para o período.

(*) Com informações do MTur

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Lula anuncia isenção de visto a cidadãos chineses em reciprocidade a medida adotada por Pequim

Da Redação (*)

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que concederá isenção de algumas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses, em reciprocidade à medida de isenção adotada pela China desde 2025.

Lula informou a decisão ao presidente da China, Xi Jinping, em conversa por telefone na noite desta quinta-feira (22).

Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira (23), o Palácio do Planalto explicou que a isenção ocorre no contexto da ampliação da cooperação em áreas da “fronteira do conhecimento”.

A política de isenção de visto da China passou a incluir os cidadãos brasileiros desde 1º de junho de 2025, com validade de um ano que posteriormente foi ampliada até 31 de dezembro de 2026.

A medida também inclui outros países sul-americanos (Argentina, Chile, Peru e Uruguai) no total de 45 nações que fazem parte da política unilateral chinesa.

O objetivo é facilitar o intercâmbio de pessoas entre o país asiático e outras regiões, no contexto de aproximação da China com a América Latina e outros blocos.

Brasil, Argentina e Chile estão entre as cinco maiores economias da região. Desde 2024, a maioria dos países europeus, bem como Japão e Coreia do Sul, não precisam de visto para viajar para a China.

Os portadores de passaportes comuns válidos desses países, são isentos da exigência de visto ao entrarem na China para fins de negócios, turismo, visita a familiares ou amigos, intercâmbios e trânsito. Eles podem permanecer no país por no máximo 30 dias sem visto.

Telefonema

O telefonema entre Lula e Xi Jinping durou cerca de 45 minutos. Os dois líderes conversaram sobre o adensamento das relações bilaterais desde a visita do presidente Xi ao Brasil e a formação da Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável, em novembro de 2024. A iniciativa eleva a pareceria estratégica entre os dois países.

“A esse respeito, destacaram as sinergias entre os respectivos projetos nacionais de desenvolvimento, em especial nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia”, diz a nota da presidência do Brasil sobre a conversa.

Com relação ao cenário global, segunda a nota, Lula destacou que Brasil e China são países que detêm “papel central na defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio”.

“Nesse contexto, os presidentes Lula e Xi reiteraram seu compromisso com o fortalecimento das Nações Unidas como caminho para a defesa da paz e da estabilidade no mundo.”

A agência de notícias estatal da China, a Xinhua, também divulgou informações sobre o telefonema e acrescentou que Xi Jinping disse a Lula que China e Brasil devem salvaguardar os interesses comuns do Sul Global e manter conjuntamente o papel central das Nações Unidas em meio à “situação internacional turbulenta”.

“A China está comprometida em ser sempre uma boa amiga e parceira dos países da América Latina e do Caribe (ALC), e em avançar juntos na construção da comunidade China-ALC com um futuro compartilhado, destacou [Xi]”, diz a Xinhua.

(*) Com informações da Agencia Brasil

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Província chinesa tem comércio exterior duas vezes maior que o do Brasil. Saiba qual é e veja os números impactantes

Da Redação (*)

Brasília – A Província de Guangdong, no sul da China, viu seu comércio exterior atingir um recorde de 9,49 trilhões de yuans (US$ 1,36 trilhão) em 2025, aumentando 4,4% ano a ano, informaram autoridades locais. Para se ter uma ideia da grandiosidade desse número, no ano passado, a corrente de comércio do Brasil (exportação+importação) somou US$ 629 bilhões, menos da metade registrada pela província chinesa.

A cifra recorde garantiu a posição de Guangdong como a principal região provincial da China em termos de volume total de comércio pelo 40º ano consecutivo, segundo a filial provincial da Administração Geral da Alfândega da China.

As exportações de Guangdong subiram 2,5%, para 6,03 trilhões de yuan, no ano passado, enquanto suas importações aumentaram 7,8%, para 3,46 trilhões de yuans.

O comércio exterior de Guangdong representou aproximadamente um quinto do total nacional, contribuindo com 24,1% para o crescimento do comércio exterior total da China.

Zhang Ke, vice-diretor da filial, disse que a estrutura de exportação de Guangdong se otimizou, voltando para produtos de alto padrão, mais inteligentes e mais verdes.

Em 2025, suas exportações de produtos eletromecânicos totalizaram 4,15 trilhões de yuans, um aumento de 7,3%. Esses produtos representaram 68,7% do valor total das exportações da província, um aumento de 3,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Notavelmente, as exportações de produtos verdes e inteligentes como drones, impressoras 3D e robôs industriais dispararam 40,9%, 37,1% e 33,9%, respectivamente, e as exportações de máquinas agrícolas dobraram.

Importações cresceram em ritmo de dois dígitos

Zhang observou ainda que a demanda por importações em Guangdong continuou a se expandir no ano passado. A província importou circuitos integrados no valor acumulado de 1,3 trilhão de yuans, um aumento anual de 15,5%, o que correspondeu a 37,5% do valor total de suas importações.

As importações de bens de consumo essenciais, como grãos, laticínios, produtos aquáticos e óleo comestível, todas alcançaram crescimento de dois dígitos.

Em 2025, o número de empresas em Guangdong que reportaram desempenho em importações e exportações subiu 17,6% ano a ano, chegando a 172 mil.

Dessas empresas, 148 mil eram privadas, um crescimento de 20%, com valor combinado de importações e exportações subindo 4,9%, para 6,07 trilhões de yuans.

Enquanto isso, o volume de importações e exportações das empresas com investimento estrangeiro atingiu 3,03 trilhões de yuans, um aumento de 6,5%, indicando uma tendência contínua de recuperação positiva.

(*) Com informações da Agência Xinhua

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Turkish Airlines lança tarifas especiais do Brasil para a Turquia e outros destinos na Europa, Ásia e Oriente Médio

Da Redação (*)

Brasília – A Turkish Airlines, companhia aérea que voa para mais países no mundo, anuncia tarifas promocionais especiais para passageiros partindo do Brasil, oferecendo novas oportunidades para explorar destinos na Europa, Ásia e Oriente Médio por meio de seu hub global em Istambul.

Disponíveis por tempo limitado, as passagens poderão ser adquiridas entre 14 e 26 de janeiro de 2026, para viagens realizadas de 14 de janeiro a 30 de abril de 2026 (conforme disponibilidade).

Como parte da promoção, os viajantes podem encontrar passagens de ida e volta a partir de US$ 999 para Istambul (IST) e Beirute (BEY), além de tarifas atrativas para outros destinos internacionais, como Tóquio (TYO), Cairo (CAI), Bangkok (BKK) e Xangai (PVG). As ofertas reforçam o papel da Turkish Airlines como uma importante conectora global, ligando o Brasil a cidades estratégicas ao redor do mundo, com conforto e conveniência via Istambul.

Passageiros que realizarem conexão em Istambul também poderão aproveitar o Programa de Stopover da Turkish Airlines, que oferece hospedagem gratuita para clientes elegíveis. Passageiros da Classe Econômica partindo do Aeroporto de Guarulhos têm direito a uma noite em hotel 4 estrelas, enquanto passageiros da Classe Executiva podem usufruir de até duas noites em hotel 5 estrelas, permitindo que os viajantes conheçam a rica cultura, história e gastronomia de Istambul antes de seguirem para seu destino final. Checar regras no portal da Turkish Airlines.

Os viajantes interessados em aproveitar essas tarifas especiais podem encontrar informações detalhadas, incluindo períodos de viagem aplicáveis e condições da campanha, no site oficial da Turkish Airlines.

(*) Com informações da Turkish Airlines

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