Conheça as medidas adotadas pelas empresas aéreas para as viagens ao Oriente Médio com o conflito entre EUA, Israel e Irã

Escalada das tensões no Oriente Médio leva companhias aéreas a suspender voos e alterar rotas; clientes têm direito a reembolso integral e remarcação sem custo

Da Redação

Brasília – A escalada das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já provoca reflexos diretos no tráfego aéreo internacional. Países do Oriente Médio operam com espaço aéreo fechado ou sob restrições, enquanto companhias aéreas anunciam suspensões, remarcações e políticas especiais para passageiros impactados.

Diante do cenário, a Biosfera Copastur, empresa com mais de 50 anos em gestão de viagens e eventos corporativos na América Latina, consolidou as principais atuações das companhias que operam na região e reforça a importância de acompanhamento contínuo, seja para pessoas físicas ou empresas com colaboradores em deslocamento internacional.

Entenda as principais medidas anunciadas pelas companhias (informações atualizadas para o dia 03/03):

Emirates: retomada parcial das operações. Voos seguem cancelados para Iraque, Jordânia, Líbano e Irã. Previsão de normalização total ainda indefinida.

Qatar Airways: hub de Doha permanece fechado; companhia com operações totalmente suspensas. Retomada condicionada à reabertura do espaço aéreo.

Turkish Airlines: suspensão estendida para Irã, Iraque, Síria, Líbano e Jordânia até 06/03/2026.

Etihad Airways: todos os voos comerciais de/para Abu Dhabi suspensos até 05/03/2026.

flydubai: retomada parcial desde 03/03; seguem cancelados voos para Irã, Iraque, Jordânia e Líbano.

Lufthansa Group: suspensões para Tel Aviv, Beirute, Amã, Dubai, Erbil, Dammam e Teerã até 08/03/2026.

Air France/KLM: voos suspensos para Tel Aviv, Beirute, Dubai, Riyadh e Dammam entre 05/03 e 09/03/2026.

British Airways: voos suspensos para Abu Dhabi, Amã, Doha, Dubai, Tel Aviv e Larnaca até 15/03/2026.

El Al: operações impactadas com fechamento do Aeroporto Ben Gurion; novas reservas suspensas até 21/03/2026.

Air Arabia: voos suspensos para EAU até 03/03; Jordânia, Líbano, Síria e Iraque suspensos até 04/03.

Segundo Edmar Mendoza, CEO da Biosfera Copastur, o momento exige atenção redobrada por parte de empresas e passageiros. “Estamos diante de um cenário geopolítico que impacta diretamente a mobilidade global. Não se trata apenas de cancelamentos pontuais, mas de um ambiente dinâmico, que pode mudar ao longo do dia. Por isso, monitoramento constante e comunicação ativa são fundamentais.”

No caso de viagens pessoais ou corporativas organizadas por agências, Edmar orienta que os passageiros mantenham comunicação constante com a empresa gestora. “São em momentos críticos como esse, que todo custo ou expectativa relacionado a uma viagem pode rapidamente se converter em prejuízo ou frustração, que ter o acompanhamento de uma equipe profissional faz a diferença“, reforça o especialista.

Além das atualizações operacionais, a Copastur destaca os direitos garantidos aos passageiros em situações de cancelamento ou suspensão:

  • Reembolso integral (tarifas + taxas);
  • Remarcação sem custo adicional;
  • Assistência material, como alimentação, hospedagem e comunicação;
  • Reacomodação em outra companhia aérea, quando aplicável.

“Muitos passageiros não sabem que, em situações como essa, têm direito à remarcação sem custo ou ao reembolso total. Nosso papel é assegurar que esses direitos sejam respeitados e que o cliente tenha clareza sobre as alternativas disponíveis”, afirma Mendoza.

A companhia também reforça que mantém suas equipes em regime de plantão permanente. “Nossos consultores estão atuando 24 horas por dia, 7 dias por semana, em contato direto com clientes impactados. Enviamos comunicados frequentes com atualizações do cenário e orientamos que nenhum passageiro se dirija ao aeroporto sem confirmação prévia sobre o status do voo. Em momentos de instabilidade internacional, o suporte especializado faz toda a diferença”, afirma Edmar.

Para a Biosfera Copastur, o atual contexto também reforça a importância de que empresas estejam preparadas para reagir rapidamente a movimentos geopolíticos que afetam rotas, conexões e segurança de colaboradores em viagem. “Esse tipo de evento mostra como a gestão estratégica de viagens corporativas precisa estar integrada à análise de risco global. A mobilidade executiva hoje depende de inteligência, agilidade e acompanhamento contínuo”, conclui o CEO.

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Conflito no Irã traz riscos macroeconômicos e possíveis oportunidades para o comércio exterior brasileiro

Especialistas apontam alta do petróleo, impacto cambial e encarecimento logístico como riscos imediatos, ao mesmo tempo em que veem oportunidades em energia, agro e minerais

Da Redação

Brasília – A escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã deve produzir efeitos relevantes sobre a economia brasileira, combinando riscos macroeconômicos e possíveis oportunidades comerciais. A avaliação é de dois especialistas que analisam o cenário sob as perspectivas tributária e de comércio internacional.

Para o tributarista Luís Garcia, sócio do Tax Group, o Brasil é estruturalmente vulnerável às consequências do conflito. A principal preocupação está no mercado de energia, especialmente diante de eventuais tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento global de petróleo.

“O aumento do valor do barril gera pressão inflacionária imediata no Brasil, encarece combustíveis, eleva o frete e impacta os alimentos. Isso pode interromper a trajetória de queda dos juros e até pressionar por novas altas”, afirma.

Segundo ele, embora possa haver ganho pontual para a Petrobras com a valorização do petróleo no mercado externo, o efeito líquido para a economia tende a ser negativo. A alta do diesel e de outros derivados pressiona cadeias produtivas, reduz o ritmo da atividade econômica e pode afetar a arrecadação em um momento de necessidade de ajuste fiscal.

No comércio exterior, Garcia destaca três vetores de encarecimento: aumento do frete marítimo, elevação dos prêmios de seguro em razão do risco geopolítico e maior rigor no compliance bancário internacional com o avanço de sanções. “O Brasil depende do transporte marítimo e é sensível à valorização do dólar, o que encarece importações e amplia a volatilidade”, explica.

Cenário revela riscos e necessidade de reposicionamento estratégico

Sob a ótica do comércio internacional, Ricardo Inglez de Souza, sócio do IW Melcheds Advogados, vê um cenário de riscos, mas também de reposicionamento estratégico. Ele aponta que, em momentos de instabilidade, países tendem a diversificar fornecedores e priorizar parceiros considerados estáveis.

“O Brasil pode ocupar espaços deixados por fornecedores afetados direta ou indiretamente pelo conflito, especialmente em petróleo, minerais e alimentos”, afirma. Como exportador relevante de ferro, níquel, cobre, carne e soja, o país pode ampliar sua presença em mercados que busquem alternativas mais seguras.

Inglez ressalta, contudo, que o ganho potencial não elimina os desafios. A alta do petróleo encarece combustíveis no mercado interno e impacta transporte rodoviário, setor aéreo e cadeias logísticas. No agronegócio, fertilizantes e insumos importados de regiões afetadas também podem registrar aumento de preço.

No plano financeiro, ele chama atenção para a política monetária dos Estados Unidos. Caso os juros permaneçam elevados ou sofram nova pressão, o fluxo de capitais para economias emergentes pode diminuir, pressionando o câmbio brasileiro.

Para ambos os especialistas, o conflito expõe fragilidades estruturais da economia nacional, como dependência energética, exposição cambial e custos logísticos, mas também coloca o Brasil diante de uma encruzilhada estratégica.

“Não estamos no centro do conflito, mas estamos no centro das consequências econômicas dele”, resume Garcia. Já Inglez conclui: “A forma como o Brasil se posicionar institucionalmente e estruturar suas cadeias produtivas será determinante para transformar instabilidade global em ganho estratégico”.

 

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NTT DATA lança IA que automatiza leitura de documentos de comércio exterior e reduz multas por erros

Guepardo AI BL Scan, novo módulo do Guepardo Global Trade, atua como assistente inteligente para extrair e validar dados de transportes marítimos, mitigando riscos aduaneiros

Da Redação (*)

Brasília – Para mitigar o risco de multas alfandegárias e acelerar o processo de importação e exportação no Brasil, a NTT DATA, uma das principais companhias de tecnologia do mundo, anuncia o lançamento do Guepardo AI BL Scan. O novo módulo de inteligência artificial atua de forma nativa dentro do Guepardo Global Trade (GGT), sistema de gestão líder de mercado para o comércio exterior. A solução tem como objetivo principal eliminar as falhas humanas na digitação de grandes volumes de documentos, cujas inconsistências frequentemente resultam em severas penalidades financeiras no cruzamento de dados com o governo federal.

O foco inicial da nova tecnologia é o processamento do Bill of Lading (BL), o principal documento do transporte marítimo global. Por ser um formulário complexo, muitas vezes contendo letras pequenas, carimbos sobrepostos e layouts que variam entre os armadores, a inserção manual desses dados nos sistemas das empresas e do governo é um dos maiores gargalos burocráticos do setor.

A inteligência artificial da NTT DATA atua como uma assistente do analista de Comex. A ferramenta extrai, padroniza e transcreve as informações do BL de forma automática e em segundos. O sistema valida os dados extraídos, mas não substitui o fator humano: a decisão final de aprovar a entrada das informações no sistema permanece com o operador, que ganha tempo para focar em tarefas analíticas e estratégicas em vez de digitação mecânica.

“No processo de importação e exportação, se um documento for digitado incorretamente e houver dados inconsistentes na prestação de contas para o governo, a empresa paga multa. O objetivo do Guepardo AI BL Scan é justamente blindar nossos clientes contra essas falhas de digitação, reduzindo riscos e acelerando a operação”, explica Fabio Gomes, coordenador de pesquisa e inovação da NTT DATA.

Modelo por créditos e ciclo de inovações

Diferente de sistemas que exigem licenciamentos complexos e custosos, o novo módulo do GGT foi desenhado para se adequar ao volume de cada operação. O cliente adquire pacotes de créditos proporcionais à sua demanda mensal (como pacotes de 500 documentos, por exemplo). A utilização não é obrigatória para a base atual de usuários do GGT, funcionando como um add-on para quem deseja escalar a operação com segurança.

“O Guepardo AI BL Scan é a primeira entrega de um cronograma robusto de inovações da NTT DATA para o setor. A companhia já confirmou que, ao longo do ano, um novo ciclo de lançamentos de ferramentas baseadas em inteligência artificial e automação será incorporado ao Guepardo Global Trade, estendendo a capacidade de leitura inteligente para outros módulos e documentos essenciais do comércio exterior”, finaliza Gomes.

(*) Com informações da NTT Data

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Exportações de tabaco totalizaram US$ 3,3 bilhões em 2025, com recorde da série histórica

Vendas externas cresceram 13,85% em comparação com o ano anterior. Resultado foi puxado pelo aumento de 23% do volume embarcado.

Da Redação (*)

Brasília -Brasil alcançou, em 2025, o maior valor já registrado em divisas com exportações de tabaco. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat), o setor somou US$ 3,389 bilhões, resultado 13,85% superior ao obtido em 2024 (US$ 2,977 bilhões). O desempenho supera, inclusive, o recorde anterior, de 2012, quando as exportações haviam gerado US$ 3,272 bilhões.

O crescimento da receita foi impulsionado, principalmente, pelo forte aumento do volume embarcado. Em 2025, o Brasil exportou 561.052 toneladas de tabaco para 121 países, volume 23,23% superior ao registrado em 2024 (455.221 toneladas).

A diferença entre o avanço do volume (+23,23%) e o crescimento da receita (+13,85%) é explicada pela redução do preço médio por tonelada. Em 2024, o valor médio foi de aproximadamente US$ 6.540 por tonelada, enquanto em 2025 ficou em torno de US$ 6.040 por tonelada, uma queda estimada de 7,6%.

“Os números mostram um crescimento muito consistente das exportações em 2025, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo de volume. Por outro lado, o preço médio por tonelada apresentou redução em relação a 2024, o que explica o fato de a receita ter crescido em ritmo inferior ao volume embarcado. Vendemos mais, porém a um valor médio menor”, avalia o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing.

De acordo com o dirigente, o desempenho reafirma a posição do Brasil como maior exportador mundial de tabaco. “Nos últimos cinco anos, temos mantido uma média anual de embarques em torno de 515 mil toneladas e cerca de US$ 2,6 bilhões em divisas. Essa estabilidade está diretamente ligada ao nosso Sistema Integrado de Produção de Tabaco”, destaca.

O Sistema Integrado é amparado pela Lei da Integração, que rege os contratos entre indústria e produtores, definindo volumes, tipo de tabaco a ser produzido e orientações técnicas de manejo. “A integração permite alinhar o plantio às demandas globais, tanto em quantidade quanto em qualidade de produto, o que nos diferencia como fornecedor mundial. O Brasil é o maior exportador mundial desde 1993 e temos um futuro promissor, desde que mantenhamos o Sistema Integrado fortalecido”, conclui o presidente do SindiTabaco.

Destinos do tabaco brasileiro

Em 2025, a Europa manteve-se como principal destino do tabaco brasileiro, respondendo por 41% do valor exportado. O Extremo Oriente representou 36% dos embarques, seguido por África/Oriente Médio (8%), América do Norte (6%), América Latina (6%) e Leste Europeu (3%). Entre os principais países importadores estão Bélgica, China e Indonésia.

Principais países importadores 2025

1º Bélgica (US$ 733,4 milhões)

2° China (US$ 576,5 milhões)

3° Indonésia (US$ 280,4 milhões)

4° Estados Unidos (US$ 195,3 milhões)

5° Vietnã (US$ 148,7 milhões)

6° Emirados Árabes Unidos (US$ 139,4 milhões)

7° Turquia (US$ 123 milhões)

Sul do Brasil responde por 98% das exportações

Na Região Sul do Brasil, que concentra 96% da produção brasileira de tabaco, as exportações de tabaco em 2025 foram de US$ 3,315 bilhões, superando o ano de 2024 em 14,91%. Do total das divisas do ano passado, 98% é oriundo da Região Sul. Os embarques nos portos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná foram de 555.222 toneladas, 24,34% superiores ao ano anterior.

(*) Com informações do SindiTabaco

 

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Impacto do tarifaço de Trump é tema de estudo da ApexBrasil sobre comércio Brasil-Estados Unidos em 2025

Publicação mostra impactos do tarifaço na corrente de comércio entre os países, além de oportunidades para produtos brasileiros

Da Redação (*)

Brasília -A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos acaba de lançar o estudo Perfil de Comércio e Investimentos – Estados Unidos, com um diagnóstico das relações comerciais entre os dois países no ano de 2025, marcado pelo tarifaço. O estudo aponta que, apesar das tarifas, os Estados Unidos seguem como o segundo principal destino das exportações brasileiras, absorvendo aproximadamente 10,8% das vendas externas do país, sendo um destino relevante para produtos industrializados e de maior valor agregado. Entre os principais itens exportados estão petróleo bruto, aeronaves, ferro e aço, café, celulose e sucos de frutas.

Segundo a Inteligência de Mercado da ApexBrasil, ainda há espaço para a inserção de produtos brasileiros nesse mercado. O Mapa de Oportunidades da Apex identifica 992 oportunidades comerciais para produtos brasileiros no mercado norte-americano, com destaque para máquinas e equipamentos, combustíveis minerais, alimentos e bebidas, químicos e bens manufaturados. Há também potencial de diversificação em segmentos como máquinas elétricas, equipamentos de processamento de dados, derivados de cacau e alimentos processados, ampliando a inserção do Brasil em cadeias globais de maior valor agregado.

Para Gustavo Ribeiro, gerente de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, “o mercado americano segue sendo altamente estratégico para o Brasil, pois oferece oportunidades concretas para produtos de maior valor agregado. O Mapa de Oportunidades mostra que há espaço para diversificação da pauta exportadora, especialmente em segmentos industriais e de alimentos processados, o que permite ao Brasil avançar em cadeias globais mais sofisticadas. Nosso foco é apoiar as empresas na identificação de nichos estratégicos, na adequação a padrões técnicos e regulatórios e na construção de parcerias duradouras, transformando potencial em negócios efetivos.”

Os EUA também lideram o estoque de investimento estrangeiro direto no Brasil, estimado em US$ 246,6 bilhões em 2024, com presença significativa nos setores industrial, energético, tecnológico e de saúde. Além disso, os Estados Unidos são fornecedores estratégicos de insumos industriais, incluindo motores, turbinas, equipamentos aeronáuticos, combustíveis e medicamentos, evidenciando forte interdependência produtiva entre as economias.

Tarifaço e tensões comerciais: impactos e respostas

O atual ambiente comercial bilateral é influenciado por medidas tarifárias adotadas pelos EUA, tarifas adicionais sobre aço, alumínio e outros produtos estratégicos impactaram diretamente a competitividade brasileira, elevando custos e reduzindo a previsibilidade para exportadores. O Brasil está entre os países afetados por medidas de defesa comercial norte-americanas, o que exige monitoramento constante e atuação diplomática para mitigar impactos e preservar o acesso ao mercado. Ao mesmo tempo, negociações recentes ampliaram a lista de produtos brasileiros excluídos de tarifas específicas, demonstrando espaço para diálogo e ajustes técnicos.

Outro fator estrutural é a ausência de acordo comercial preferencial entre os países. Atualmente, mais de um terço das importações dos EUA provém de parceiros com acordos preferenciais — como Canadá e México — o que reduz a competitividade relativa dos produtos brasileiros.

Apesar do tarifaço e das tensões comerciais, o mercado norte-americano continua sendo o maior importador do mundo e seu consumo é equivalente a cerca de 18% do consumo global, mantendo elevada demanda por energia, alimentos, minerais e bens industriais.

Atuação da ApexBrasil nos Estados Unidos

Atualmente, a ApexBrasil possui três escritórios nos Estados Unidos, em Miami, New York e São Francisco, além de uma representação em Washington. A Agência também promove ações em solo norte-americano, como participação em feiras B2B, rodadas de negócios e auxilia empresas que desejam estabelecer representação no país.

Durante o mês de março, por exemplo, com apoio da ApexBrasil, 43 empresas brasileiras marcarão presença em dois dos principais eventos voltados a negócios nos Estados Unidos: a Expo West e a SXSW. De 4 a 7 de março, empresas de alimentos e bebidas participarão da Expo West, considerada a principal feira do maior mercado do mundo de produtos naturais e orgânicos e uma importante plataforma de negócios para os países da América e do mundo. A última edição do evento atraiu mais de 85.000 operadores do setor e mais de 3.600 expositores.

“Quando comparada a outras feiras internacionais do setor, a Expo West se destaca por sua escala, diversidade de segmentos e forte conexão com o varejo e o mercado consumidor. Enquanto outros eventos globais possuem foco em aspectos específicos, como o regulatório, a Expo West congrega inovação, negócios e visibilidade global em um único ambiente”, afirma Igor Brandão, General Manager do Escritório da ApexBrasil na América do Norte.

Missão Empresarial SXSW 2026 é um dos destaques na agenda

Na sequência, de 8 a 15 de março, 20 empresas brasileiras dos setores de economia criativa e tecnologia participarão da Missão Empresarial SXSW 2026, em Austin, durante o South by Southwest — um dos maiores e mais influentes encontros globais de tecnologia, criatividade, música e cultura. Em sua última edição, o evento reuniu cerca de 500 mil participantes de diversos países, consolidando-se como uma das principais vitrines de tendências em inovação, interatividade, comportamento e consumo no mercado norte-americano.

A iniciativa da ApexBrasil oferecerá uma jornada estruturada de preparação e imersão internacional, com mentorias prévias, capacitações, agendas de negócios e programação personalizada no evento. Voltada especialmente a empresas não exportadoras ou em estágio inicial de internacionalização, a missão tem como objetivo fortalecer a competitividade dos empreendedores brasileiros e ampliar sua inserção em ecossistemas globais de inovação.

“O SXSW é uma plataforma estratégica para posicionar o Brasil como fornecedor de soluções criativas e tecnológicas de alto valor agregado. Estamos mobilizando empresas que representam a nova economia brasileira, conectando-as a investidores, parceiros e formadores de opinião em um ambiente que concentra tendências e oportunidades reais de negócios”, afirma Brandão.

A edição de 2026 marca também a retomada da presença institucional da ApexBrasil no evento, após a interrupção das ações realizadas até 2019 — período em que a Agência foi responsável pela Casa Brasil no festival. A participação brasileira no SXSW é historicamente uma das maiores delegações estrangeiras, reforçando o protagonismo do país nos setores de inovação e economia criativa. A participação brasileira no SXSW é historicamente forte, sendo atualmente a maior delegação estrangeira, reforçando o protagonismo do país nos setores de inovação e economia criativa.

Clique aqui e acesse o estudo gratuitamente

(*) Com informações da ApexBrasil

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Conselho Empresarial Brasil-China promove webinar para debater futuro do comércio bilateral

Da Redação (*)

Brasília – Em um contexto de transformações estruturais na economia chinesa, reorganização das cadeias globais de produção, maior protecionismo e intensificação das tensões geopolíticas, o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) promoverá, no próximo dia 12 de março, das 10h às11h15, o webinar “O Futuro do Comércio Brasil-China”. O evento será aberto ao público e as inscrições poderão ser feitas no link https://bit.ly/4l0aAoI . O objetivo do evento é discutir as perspectivas do comércio sino-brasileiro nos próximos anos.

De acordo com o Conselho, a corrente comercial entre Brasil e China atingiu recorde de US$ 171 bilhões em 2025, consolidando o país asiático como o principal eixo do comércio exterior brasileiro. A dinâmica bilateral reflete, por um lado, a elevada demanda chinesa por produtos agropecuários, minerais e petróleo e, por outro, a crescente relevância das importações nacionais de bens industriais chineses, como veículos eletrificados, produtos químicos e insumos estratégicos.

O CEBC destaca que o webinar reúne especialistas de setores-chave para analisar as perspectivas do comércio bilateral nos próximos anos, considerando as transformações estruturais da economia chinesa, as mudanças na demanda do mercado brasileiro e a reorganização das cadeias globais de produção em um contexto de maior protecionismo, fortalecimento de políticas industriais e intensificação das tensões geopolíticas. O debate buscará identificar oportunidades, riscos e vetores para o aprofundamento e a diversificação da relação comercial bilateral.

(*) Com informações do CEBC

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O crepúsculo dos aiatolás: Reconfiguração impulsiona Acordos de Abraão

Márcio Coimbra (*)

O dia 28 de fevereiro de 2026 consolida-se como um divisor de águas na história contemporânea do Oriente Médio. A confirmação da morte de Ali Khamenei — o Líder Supremo que personificou a República Islâmica com inabalável rigidez desde 1989 — em decorrência de uma operação cirúrgica e coordenada entre Estados Unidos e Israel, transcende o êxito tático-militar.

Trata-se do colapso do pilar central de uma teocracia que, por quase meio século, fundamentou sua política externa na exportação da instabilidade e sua política interna na opressão sistemática. A vacância deste centro de gravidade impõe à comunidade internacional a necessidade de gerir um vácuo de poder com rara clareza moral e pragmatismo analítico.

A decisão por um ataque de “decapitação” contra o complexo de Khamenei em Teerã não foi um evento isolado, mas o desfecho inevitável do esgotamento da paciência estratégica ocidental. Durante décadas, o regime iraniano operou sob a égide da defesa avançada, terceirizando conflitos através de proxies como Hezbollah, Hamas e Houthis, mantendo o ônus da guerra longe de suas fronteiras.

Ao atingir o ápice da hierarquia, Washington e Jerusalém alteraram a gramática do conflito, atingindo diretamente os arquitetos da desestabilização. Diante de um ator que interpreta o diálogo como oportunidade de rearmamento, a ação direta revelou-se como o único recurso capaz de prevenir uma catástrofe nuclear e a hegemonia de um Estado pária no Golfo Pérsico.

Embora o objetivo imediato fosse a neutralização de capacidades nucleares, a inteligência aliada compreendeu que a destruição física de centrífugas é insuficiente se o “software” ideológico do regime permanecer operante. A eliminação de Khamenei ataca esta frente, ou seja, a vontade política que alimentava o programa.

Sem seu principal fiador teológico, o projeto atômico perde a aura de missão divina e torna-se um ativo oneroso para uma estrutura focada agora apenas na própria sobrevivência. Os espasmos finais do sistema, como as tentativas de bloqueio ao Estreito de Ormuz, apenas solidificaram a percepção de que a República Islâmica era uma ameaça existencial à estabilidade econômica global, disposta a qualquer jogada no xadrez global.

Com a eliminação de Ali Khamenei, a Guarda Revolucionária (IRGC) entra em fase de cálculo pragmático, onde a oferta de imunidade por parte dos EUA visa transformar um exército ideológico em uma força preocupada com a própria preservação. Ao mesmo tempo, os aiatolás, acuados, perdem força no tabuleiro de poder enquanto o país ainda tenta se manter funcional. A queda final do regime, entretanto, exige convergência de pressão externa esmagadora, deserção das forças de segurança e uma alternativa política organizada.

Regionalmente, o colapso redesenha o mapa de forma sísmica. Proxies ficam órfãs de financiamento, permitindo uma limpeza de enclaves terroristas, enquanto os Acordos de Abraão tendem a uma expansão sem precedentes alcançando a Arábia Saudita. Para evitar erros do passado, a intervenção priorizou a decapitação seletiva em detrimento de ocupações terrestres massivas, preservando burocracias essenciais e removendo apenas a asfixia ideológica. A queda da teocracia permite que o Irã retorne ao concerto das nações, abrindo espaço para que a luz da soberania popular enfim emerja sobre o planalto iraniano como o maior dividendo de paz do século XXI.

 (*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

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O peso da História no atual conflito entre EUA e Irã

Victor Missiato (*)

Por volta do século V a.C., uma guerra no Mediterrâneo Oriental alteraria profundamente aquilo que, mais tarde, viríamos a chamar de Ocidente e Oriente. Categorias não apenas geográficas, mas sobretudo políticas e culturais, essas divisões foram consolidadas pelo lado vencedor do conflito. Quando os gregos impediram o avanço de Dario I e, posteriormente, derrotaram Xerxes, seu filho, estabeleceram um paradigma civilizacional: de um lado, o racionalismo e a liberdade política atribuídos à cultura grega — até então fragmentada em cidades-estados —; de outro, um Oriente descrito como exótico, despótico e movido por interesses arbitrários.

Em 2026, a leitura que o “Ocidente” faz do “Oriente” não se alterou substancialmente. O Irã — herdeiro histórico da antiga Pérsia — ainda é frequentemente enquadrado como parte de um suposto “Eixo do Mal”, embora, em diferentes momentos do século XX, tenha sido aliado estratégico de potências ocidentais. Estruturado sob um regime teocrático xiita e marcado por forte retórica antiamericana e anti-israelense, o governo iraniano também reforça essa clivagem simbólica ao sustentar tensões regionais e apoiar grupos armados no Oriente Médio.

Evidentemente, o atual conflito envolvendo Israel, Estados Unidos, Irã e países árabes não pode ser analisado apenas à luz do passado clássico. O componente religioso — judaísmo, cristianismo e islamismo — exerce influência significativa na formação das identidades e das animosidades contemporâneas. Além disso, fatores geopolíticos são decisivos: a aproximação do Irã com China e Rússia, a disputa por zonas de influência e a centralidade estratégica do petróleo ajudam a explicar por que cada movimento militar é cuidadosamente calibrado de acordo com interesses políticos e econômicos de longo alcance.

Diante desse cenário, o peso da História torna-se incontornável. A questão central reside em saber se o “Ocidente” conseguirá reaproximar o Irã de sua esfera de influência — hoje enfraquecida — ou se prevalecerá a manutenção de um regime firmemente antiocidental, liderado pelos aiatolás e sustentado por parcelas significativas da população, além do aparato da poderosa Guarda Revolucionária.O Irã não é a Venezuela, país com menor densidade estratégica e capacidade de projeção regional. Tampouco é o Iraque ou o Afeganistão,

marcados por intervenções externas e fragmentações políticas duradouras. O Irã ocupa posição singular na história da civilização: foi protagonista das Guerras Médicas e elemento constitutivo da própria divisão simbólica entre Oriente e Ocidente. Compreender a trajetória persa e a centralidade do xiismo na cultura político-religiosa iraniana implica reconhecer que a simples derrubada de uma liderança não produz, necessariamente, transformação ideológica profunda no longo prazo.

Após derrotarem os persas, os gregos mergulharam em conflitos internos que contribuíram para sua própria decadência histórica. Resta indagar se uma eventual vitória ocidental no atual embate não poderia assumir contornos de “vitória de Pirro”, revelando novas fraturas e acelerando um processo de fragmentação diante da ascensão de potências orientais, em especial a China.

A História não se repete em círculos, tampouco desaparece. Ela impõe seu peso sobre o presente e impacta nos horizontes do futuro.

(*) Victor Missiato, professor de História do Colégio Presbiteriano Mackenzie, Tamboré. Dr. em História e analista político

 

 

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Embratur abre edital de chamamento para empresas interessadas em participar da ITB China 2026

Com alta de 75% no fluxo de turistas chineses para o Brasil em janeiro de 2026, Agência seleciona parceiros para a maior feira de turismo B2B do país asiático, que acontece em maio; inscrições vão até 11 de março

Da Redação (*)

Brasília – A Embratur abriu inscrições para empresas e instituições interessadas em integrar o estande brasileiro na ITB China 2026, em Xangai. O edital de chamamento vai selecionar coexpositores para a principal feira de negócios B2B do mercado de viagens chinês, que acontece entre 26 e 28 de maio. O período para submeter propostas termina em 11 de março, com resultado previsto para 20 de março. As inscrições devem ser realizadas por meio do Sistema de Inscrição de Eventos Internacionais (SIEI).

A China é um mercado estratégico e ocupa o topo do ranking global de emissão de turistas, com previsão de enviar 200 milhões de viajantes ao mundo até 2028. No Brasil, o fluxo de visitantes chineses cresceu 74,8% em janeiro de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, passando de 5 mil para quase 9 mil visitantes. No consolidado do ano passado em relação ao período anterior, o aumento foi de 34,7%. O país asiático figura entre os 20 maiores emissores para os destinos brasileiros desde 2023.

Atualmente, a conectividade aérea entre os dois países conta com a rota Pequim-Guarulhos, além de opções de conexão como Emirados Árabes Unidos, Catar, França, Espanha, Alemanha e Reino Unido. A presença estratégica em Xangai faz parte do Plano Brasis – Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027 – e aproveita o aumento na oferta de voos e o interesse crescente pelo Brasil.

Conforme destaca o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, ao participar da feira, coexpositores têm a oportunidade de fechar novos negócios, criar redes de contato e fortalecer a presença de turistas asiáticos no Brasil. “Participar da ITB China fortalece nossa presença em um mercado de alto potencial e extrema competitividade. Trabalhamos em conjunto com estados, municípios e o setor privado para mostrar que o Brasil está pronto para receber o turista chinês com infraestrutura e produtos qualificados”, disse.

“O resultado final é o aumento no número de turistas chineses no Brasil e mais dinheiro rondando na economia dos municípios para gerar novos negócios e ampliar a entrada de divisas em nosso país”, acrescentou Freixo.

Mas, atenção…

Podem participar instituições públicas, associações e o setor privado, como meios de hospedagem e companhias aéreas. Para empresas privadas, é exigido registro regular no Cadastur e credenciamento no Programa ADS China, do Ministério do Turismo. A iniciativa oferece participação isenta de taxas no espaço brasileiro, permitindo que destinos e operadores nacionais se conectem com os principais compradores da China.

O edital valoriza candidatos que apresentem experiências focadas em sustentabilidade, ações climáticas e afroturismo. Os participantes também assumem o compromisso de cumprir ao menos 70% da agenda de reuniões durante o evento.

ITB China

O Brasil retornou à ITB China em maio de 2025. Para marcar o retorno estratégico, a Embratur preparou diversas ações de reaproximação do mercado chinês, reinserindo os destinos nacionais nas prateleiras turísticas do país e fortalecendo a Marca Brasil e o desejo dos chineses em conhecerem a nossa diversidade.

A ITB China é reconhecida como um dos principais eventos B2B (Business to Business) do setor, reunindo fornecedores globais e compradores chineses em um ambiente de negócios altamente qualificado. Focada exclusivamente para o mercado chinês, a feira é uma das principais plataformas para conectar fornecedores globais de turismo com compradores do país, promovendo parcerias estratégicas e oportunidades de negócios.

Inscreva-se neste link.

(*) Com informações da Embratur

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Guerra EUA-Israel x Irã se reflete nos custos dos fretes internacionais e impacta comércio exterior brasileiro

Da Redação

Brasília – A expansão do conflito iniciado com os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã terá efeitos sobre o comércio exterior brasileiro e a dimensão desses eventos vai depender da duração e intensidade do conflito. De imediato, a guerra já se reflete nos preços dos fretes marítimos e aéreos e pode se agravar caso o Irã concretize a ameaça de fechar o  Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural consumidos no planeta.

Segundo o especialista em comércio exterior, Jackson Campos, “o desvio de navios para o Cabo da Boa Esperança e a suspensão de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz e o Canal de Suez têm impacto direto e quase imediato no custo do frete internacional. Quando os armadores deixam de utilizar as rotas mais curtas e passam a contornar a África, o tempo de trânsito aumenta significativamente, o consumo de combustível sobe e isso é repassado ao valor final do frete. Além disso, começam a ser aplicadas sobretaxas de risco de guerra e adicionais emergenciais, o que eleva ainda mais os custos logísticos em escala global”.

Em relação ao transporte aéreo, Campos destaca que “a suspensão de voos e o fechamento de espaços aéreos no Oriente Médio geram um efeito em cadeia. Há acúmulo de cargas, redução de oferta de espaço e aumento das tarifas, não apenas para a região afetada, mas também em outras rotas internacionais, já que a malha aérea é interligada. Esse tipo de interrupção costuma levar semanas para ser totalmente normalizado”.

Na percepção do especialista, para o Brasil, o reflexo serão fretes mais caros tanto na exportação quanto na importação. Segundo ele, “o exportador perde competitividade porque o custo logístico encarece o produto final. O importador, por sua vez, enfrenta aumento de preços e maior risco de atrasos no recebimento de insumos, componentes e mercadorias acabadas. Setores que trabalham com estoques reduzidos podem sentir dificuldade de abastecimento ou necessidade de repassar custos ao consumidor. Mesmo distante geograficamente do conflito, o comércio exterior brasileiro passa a operar com prazos mais longos, maior volatilidade e pressão sobre margens”.

 

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