Exportações aos EUA surpreendem e crescem pela primeira vez após tarifaço do presidente Donald Trump

Vendas ao país subiram 3,7% em junho; China e UE ampliam compras

Da Redação (*)

Brasília – O valor das exportações brasileiras aos Estados Unidos cresceu 3,7% em junho de 2026, marcando a primeira alta desde julho de 2025, quando o governo do presidente Donald Trump impôs uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do ministério, Herlon Brandão, o avanço foi impulsionado pelo aumento médio de 11% dos preços dos produtos exportados, já que o volume embarcado para o mercado norte-americano ainda caiu 6,6%.

Estados Unidos

Em junho, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos apresentou equilíbrio, com leve superávit brasileiro.

Principais números:

  • Exportações: US$ 3,472 bilhões (+3,7% ante junho de 2025);
  • Importações: US$ 3,471 bilhões (-12,3%);
  • Saldo comercial: superávit de US$ 1 milhão

Apesar da recuperação em junho, o acumulado do primeiro semestre ainda registra queda nas vendas brasileiras para os Estados Unidos.

De janeiro a junho:

  • Exportações: US$ 17,428 bilhões (-13% ante o primeiro semestre de 2025);
  • Importações: US$ 18,950 bilhões (-12,5%);
  • Saldo comercial: déficit de US$ 1,522 bilhão.

China amplia liderança

A China manteve a posição de principal parceiro comercial do Brasil e registrou forte crescimento nas compras de produtos brasileiros.

Em junho:

  • Exportações: US$ 12,291 bilhões (+24,4%);
  • Importações: US$ 7,801 bilhões (+27,1%);
  • Superávit: US$ 4,490 bilhões.

No primeiro semestre:

  • Exportações: US$ 58,322 bilhões (+21,9%);
  • Importações: US$ 38,545 bilhões (+8%);
  • Superávit: US$ 19,777 bilhões.

União Europeia

O comércio com a União Europeia também apresentou expansão em junho, embora o governo ainda considere prematuro medir os impactos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco europeu, que entrou em vigor provisoriamente em maio.

Em junho:

  • Exportações: US$ 4,888 bilhões (+32,4%);
  • Importações: US$ 4,708 bilhões (+13,9%);
  • Superávit: US$ 180 milhões.

No primeiro semestre:

  • Exportações: US$ 26,906 bilhões (+12,8%);
  • Importações: US$ 24,263 bilhões (-0,4%);
  • Superávit: US$ 2,643 bilhões.

Segundo Herlon Brandão, já existem relatos de empresas que aproveitam os benefícios do acordo, mas ainda não há dados suficientes para medir seu impacto sobre o comércio exterior.

Argentina perde ritmo

As exportações para a Argentina recuaram em junho, reflexo da menor demanda do mercado vizinho por produtos brasileiros, segundo o Mdic.

Em junho:

  • Exportações: US$ 1,325 bilhão (-18,1%);
  • Importações: US$ 1,285 bilhão (+17,2%);
  • Superávit: US$ 40 milhões.

No primeiro semestre:

  • Exportações: US$ 7,352 bilhões (-19,4%);
  • Importações: US$ 6,401 bilhões (+3,8%);

(*) Com informações da Agência Brasil

O post Exportações aos EUA surpreendem e crescem pela primeira vez após tarifaço do presidente Donald Trump apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Empresárias do Rio de Janeiro vencem prêmio por inclusão racial no comércio exterior do MDIC e ApexBrasil

Acreditar na diversidade e na inclusão para o sucesso foi o que levou duas empresárias, no Rio de Janeiro, a vencer a 2ª edição do Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior.

Da Redação (*)

Brasília – A premiação é parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério da Igualdade Racial.

Sete empresas de diferentes regiões do país foram selecionadas pelo destaque na adoção de políticas e práticas voltadas para inclusão racial, diversidade e fortalecimento de profissionais negros em posições de liderança. No estado do Rio, duas empresas foram contempladas: a The Class Professional e a Dani Embalagens Plásticas.

“Quando decidimos trabalhar com cabelos crespos e cacheados, a gente não estava só falando de cabelo. Existia ali por trás a identidade, a representatividade, a autoestima, pertencimento. Então, por muitos anos, esse público recebeu pouca atenção da indústria”, diz a cosmetóloga e terapeuta capilar, Cátia Lins.

Diretora executiva da The Class Professional, marca de produtos e capacitação voltada para cabelos com curvatura, ela conta que o negócio nasceu em 2016, a partir da dificuldade que ela própria tinha com a manutenção do próprio cabelo e às vezes precisava recorrer ao alisamento. “Então, a The Class nasce com a proposta de reunir ciência, educação, e valorizar a beleza nacional.”

Danielle Caldas, que lidera a Dani Embalagens, conta que seu pai criou uma pequena fábrica de embalagens na cozinha da garagem da avó, e essa foi a sua grande inspiração profissional.

“Nós nunca enxergamos as pessoas pela cor da pele, gênero, idade ou origem. Sempre olhamos para o caráter, para a vontade de aprender e para o potencial de crescimento”, disse.

“Outro orgulho que eu tenho é dizer que todos os nossos líderes começaram de baixo. Nenhum deles foi contratado para ocupar cargo de liderança. Todos cresceram internamente, foram preparados, treinados e desenvolvidos dentro da empresa”.

Práticas 

Cátia Lins resssalta que um dos pilares do seu negócio é estimular o empreendedorismo e ajudar na criação de novas organizações.

“O nosso modelo de negócios é baseado em três pilares: desenvolvimento de produtos, a educação profissional e a geração de oportunidade. Então, nós desenvolvemos produtos voltados para um público que historicamente foi pouco representado, mas a gente também investe fortemente em capacitação, formando profissionais de beleza.”

Para Danielle Caldas, um ponto muito valorizado na sua empresa é a atenção às necessidades dos funcionários, e as oportunidades reais de crescimento.

“Hoje temos igualdade de oportunidades para contratação, promoção e crescimento profissional. Programas de capacitação, desenvolvimento de lideranças, canais confidenciais para denúncias, e tolerância zero ao assédio. Tudo isso está formalizado no nosso regulamento interno e faz parte da rotina da empresa”, afirmou.

Programa 

O resultado da premiação foi divulgado no último dia 12, e os vencedores puderam optar por uma das modalidades de premiação oferecidas pela ApexBrasil: uma agenda de negócios personalizada para o mercado internacional, ou a participação em uma promoção comercial organizada pela agência.

O Programa Raízes Comex nasceu a partir de estudo que identificou a baixa presença de pessoas negras e mulheres em cargos de liderança nas empresas de importação e exportação. A iniciativa tem como objetivo promover a inserção desses grupos no setor.

A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou o empenho das esferas públicas no combate à desigualdade.

“É uma prioridade do Governo do Brasil essa atuação estruturante e transversal para um projeto de desenvolvimento econômico com justiça racial, que posicione o nosso país em melhores condições de desenvolvimento socioeconômico de forma mais justa e igualitária”, disse.

(*) Com informações do MEIC

O post Empresárias do Rio de Janeiro vencem prêmio por inclusão racial no comércio exterior do MDIC e ApexBrasil apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Balança comercial totaliza US$ 327,2 bilhões no ano com superávit de US$ 184,8 bilhões

No ano, as exportações totalizam US$ 184,8 bi e as importações, US$ 142,4 bi, com saldo positivo de US$ 42,4 bi e corrente de comércio de US$ 327,2 bi

Da Redação (*)

Brasília – No ano, as exportações totalizam US$ 184,8 bilhões e as importações, US$ 142,4 bilhões, com saldo positivo de US$ 42,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 327,2 bilhões. Esses, e outros dados, foram apresentados nesta sexta-feira (3/7), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Industria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Nas exportações, comparados o mês de junho / 2026 (US$ 36,28 bilhões) com junho / 2025 (US$ 29,04 bilhões), houve crescimento de 24,9%. Em relação às importações houve crescimento de 14,4% na comparação entre o mês de junho / 2026 (US$ 26,52 bilhões) com o mês de junho / 2025 (US$ 23,18 bilhões).

Assim, no mês de junho/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 62,8 bilhões e o saldo foi de US$ 9,76 bilhões. Comparando-se este período com o de junho/2025, houve crescimento de 20,3% na corrente de comércio.

Nas exportações, comparado o valor de janeiro/junho – 2026 (US$ 184,77 bilhões) com o de janeiro/junho – 2025 (US$ 165,72 bilhões) houve crescimento de 11,5%. Em relação às importações, houve crescimento de 5,1% entre o valor do período de janeiro/junho – 2026 (US$ 142,42 bilhões) com janeiro/junho – 2025 (US$ 135,53 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 327,19 bilhões e apresentou crescimento de 8,6% na comparação entre estes períodos.

Exportações e Importações por Setor

No mês de junho/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,24 bilhão (18,0%) em Agropecuária; crescimento de US$ 3,66 bilhões (58,4%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 2,31 bilhões (14,7%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 3,59 bilhões (9,2%) em Agropecuária; de US$ 9,06 bilhões (24,2%) em Indústria Extrativa e de US$ 6,29 bilhões (7,1%) em produtos da Indústria de Transformação.

No mês de junho/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,7 milhão (0,4%) em Agropecuária; de US$ 0,23 bilhões (25,0%) em Indústria Extrativa e de US$ 3,09 bilhões (14,3%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 7,41 bilhões (5,9%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 0,53 bilhão (16,3%) em Agropecuária; e de US$ 0,08 bilhão (1,3%) em Indústria Extrativa.

(*) Com informações da Agência Brasil

O post Balança comercial totaliza US$ 327,2 bilhões no ano com superávit de US$ 184,8 bilhões apareceu primeiro em Comex do Brasil.

“Brasil corre contra o tempo e não vai abandonar a mesa de negociações”, diz ministro do MDIC sobre taxação dos EUA

Da Redação (*)

Brasília – O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (2) que o Brasil corre contra o tempo e vai insistir na negociação com o governo dos Estados Unidos para evitar sofrer taxação extra de produtos brasileiros vendidos para os americanos. Segundo Márcio Elias, o governo tem que trabalhar com muita firmeza, seguindo a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Nunca abandone a mesa de negociação”, reproduziu a fala de Lula. “Quem defende o multilateralismo, como o Brasil, tem que saber lutar contra as barreiras que são impostas”, completou.

Márcio Elias, que assumiu a pasta em abril, após renúncia do vice-presidente e então ministro Geraldo Alckmin, passou a ser um dos nomes do governo na mesa de negociação com os americanos.

Nesta quinta-feira (2), ao lado de representantes do Ministério das Relações Exteriores e da assessoria especial da Presidência da República, ele participou de uma reunião virtual com a Representação Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês).

Questões eleitoreiras

Após o encontro, o ministro do MDIC conversou com jornalistas e manifestou preocupação com o prazo para se chegar a um acordo.

“O tempo corre contra porque o prazo é 15 de julho”, ressaltou, sobre o prazo para se iniciar a cobrança, acrescentando que algumas questões “poluem o debate”.

Perguntado sobre quais questões, Márcio Rosa respondeu, sem citar nomes, a articulação de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, aqui no Brasil e nos Estados Unidos.

“O exemplo pode ser também a publicação por quem estava nos Estados Unidos, um ex-deputado federal, se dizendo autor, patrocinador do tarifaço. Ao mesmo tempo, alguém aqui no Brasil celebrando nas redes sociais o fato de ter sido imposto”, citou.

A referência é aos filhos do ex-presidente, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

Para o ministro, eles não são “capazes de causar algum alvoroço, mas poluem o debate político ou colocam no debate, que é econômico e comercial, um componente político que não deveria estar”.

“Não cabe na mesa de negociação da economia, do comércio bilateral, questões ideológicas, eleitoreiras, pessoalmente oportunistas, isso não tem cabimento”, afirmou.

As declarações de Márcio Elias foram após participar do 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

Reunião de alto nível

O ministro chegou a atrasar o discurso dele no evento por causa da reunião com os americanos. Segundo ele, esta foi a quarta reunião de alto nível para tratar do tema com o governo estrangeiro. Houve outras oito de nível técnico.

Sobre a reunião virtual desta quinta-feira, o ministro Márcio Elias informou que foram tratados temas como a aproximação das polícias brasileiras e a americana “para combate ao crime organizado transnacional, lavagem de dinheiro e a questão de imigração”.

Também houve conversa sobre a atração de data centers (servidores digitais que processam e armazenam dados) e proteção de patentes. “O Brasil já atua no padrão internacional”, sustentou.

(*) Com informações da Agência Brasil

O post “Brasil corre contra o tempo e não vai abandonar a mesa de negociações”, diz ministro do MDIC sobre taxação dos EUA apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Negociações Brasil-EUA: governos agendam nova reunião técnica e Brasil busca acordo antes de 15 de julho

O governo brasileiro confirmou nesta quinta-feira (2) uma nova etapa das negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.

Da Redação (*)

Brasília – Após reunião de alto nível entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, os dois países decidiram intensificar as tratativas com encontros técnicos já no início da próxima semana.

Segundo nota divulgada pelo MDIC, o diálogo foi considerado “construtivo”, mas ainda será necessário mais tempo para detalhar propostas e reduzir divergências. A expectativa é promover um novo encontro ministerial antes de 15 de julho, prazo estabelecido pelo governo americano para definir eventuais medidas comerciais.

Diálogo mantido

Esta foi a quarta reunião de alto nível entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer. Os encontros anteriores ocorreram em 19 e 28 de maio e 13 de junho, além de sucessivas reuniões técnicas entre as equipes dos dois países.

De acordo com o ministério, as negociações cumprem a orientação definida pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante encontro ocorrido em 7 de maio, com o objetivo de buscar uma solução negociada para o comércio bilateral.

Temas em debate

As conversas abordaram os seis eixos da investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Entre os temas discutidos estão:

  • comércio digital;
  • tarifas preferenciais;
  • combate à corrupção;
  • proteção à propriedade intelectual;
  • etanol;
  • desmatamento ilegal.

O governo brasileiro também apresentou argumentos para contestar críticas feitas por Washington em relação às políticas nacionais de comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico e decisões judiciais brasileiras.

Corrida contra o prazo

Márcio Elias Rosa afirmou que o governo trabalha para alcançar um consenso antes do prazo final.

“Estamos tentando construir um consenso. O tempo corre contra. O prazo é 15 de julho”, declarou o ministro, em evento no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, fatores externos têm dificultado o avanço das negociações.

“Toda vez que caminhamos positivamente surge um novo atropelo que precisamos superar.”

Críticas à politização

Sem citar nomes, Márcio Elias Rosa criticou brasileiros que, segundo ele, levam disputas políticas para uma negociação comercial. “Essas pessoas poluem o debate político, ou colocam num debate econômico comercial um debate político que não deveria estar”

O ministro também defendeu que o Brasil permaneça na mesa de negociação e reiterou o compromisso do governo com o multilateralismo.

“Se o Brasil sair da mesa técnica, vai cair no equívoco daqueles que patrocinam o unilateralismo.”

Próximos passos

Ao fim do encontro, Brasil e Estados Unidos determinaram que as equipes técnicas voltem a se reunir no início da próxima semana para aprofundar as discussões e preparar um novo encontro de alto nível antes de 15 de julho.

No comunicado, o Mdic informou que ambos os governos reconheceram o caráter construtivo das negociações e a necessidade de ampliar o diálogo para aproximar posições sobre os temas em disputa.

(*) Com informações da Agência Brasil

O post Negociações Brasil-EUA: governos agendam nova reunião técnica e Brasil busca acordo antes de 15 de julho apareceu primeiro em Comex do Brasil.

ACIEG entra para seleto grupo da Rede Blockchain Brasil e faz história com projeto inédito

Entidade passa a compor a governança da rede criada pelo BNDES e TCU e prepara implantar aplicações para rastreabilidade, certificação verificável e comprovação de origem_

Da Redação (*)

Brasília – A Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (ACIEG) foi oficialmente aprovada para integrar o seleto grupo de instituições e entidades que compõem a Rede Blockchain Brasil, infraestrutura público-permissionada do BNDES e TCU. A aprovação acontece na esteira do anúncio de um projeto inédito no Brasil para aplicações empresariais práticas baseadas em blockchain, elaborado pela Associação.

“A participação da ACIEG na RBB representa um avanço importante para o setor produtivo. Estar nessa rede reforça o compromisso com inovação, segurança e transformação digital, preparando o empresariado brasileiro para um novo cenário global. O futuro do comércio é baseado em confiança digital e este projeto vem para atender essa demanda”, destaca o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás, Rubens Fileti.

Com o novo ecossistema, a Associação é a primeira entidade empresarial de todo o território nacional apta tecnologicamente para atender às exigências globais de exportação e importação. Buscando impulsionar negócios do Brasil com o mundo, o projeto prepara as empresas brasileiras para atender a exigências de compliance e rastreabilidade, incluindo regulamentações internacionais como o Regulamento Europeu Anti-Desmatamento (EUDR).

Toda a cadeia do produto

A adesão da ACIEG à RBB é pela modalidade partícipe-associado, compondo a rede, ajudando na sua manutenção e funcionamento e a integrando a governança. A entidade também terá direito a voto em decisões relacionadas à entrada de novos membros, regras de funcionamento e regulamentação da plataforma.

A rede é aberta para consulta, por também ter caráter público, mas somente os permissionados, como a ACIEG, podem operá-la. Com a permissão para operação, a entidade vai inserir aplicações como o selo associado, a certificação, a validação do certificado de formação e o selo Feito em Goiás, que trata da cadeia de custódia de todo um produto, desde a origem das matérias-primas até a comercialização.

A aplicação poderá ser utilizada por diferentes setores, como agronegócio, indústria e artesanato. “Isso significa que abrange, por exemplo, uma cultura desde a semente até chegar à prateleira ou de onde vêm as matérias-primas de um produto de artesanato ou produção industrial e assim por diante”, detalha o head de Inovação da ACIEG, Renan Santana.

De rastreabilidade a validação

O projeto desenvolvido pela ACIEG cria um ecossistema colaborativo, conectando associações comerciais, federações, empresas e entidades empresariais de diversos estados do Brasil. O ecossistema foi elaborado com apoio institucional da Faciest e anunciado pela primeira vez na FICOMEX 2026, maior feira de comércio exterior do Brasil, que teve sua primeira edição internacional em Lisboa, Portugal, entre maio e junho deste ano.

As aplicações empresariais do projeto da Associação foram desenvolvidas já no contexto da RBB e abrangem:

* rastreabilidade de commodities;

* certificação digital verificável;

* validação de documentos;

* comprovação de origem;

* arquitetura de confiança aplicada ao comércio internacional.

“Estamos vivendo uma transformação histórica no comércio internacional. O mundo deixou de exigir apenas produtos e passou a demandar rastreabilidade, transparência e conformidade global. Essa infraestrutura desenvolvida pela ACIEG amplia o acesso a ferramentas que geram confiança nas relações comerciais, fortalecendo a competitividade das empresas brasileiras”, ressalta Fileti.

(*) Com informações da ACIEG

 

O post ACIEG entra para seleto grupo da Rede Blockchain Brasil e faz história com projeto inédito apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Brasil critica restrições da UE ao aço, cobra compensações e diz que medidas restringem acesso ao mercado europeu

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil criticou as novas medidas adotadas pela União Europeia (UE) para restringir as importações de produtos siderúrgicos. Em nota conjunta, os Ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) afirmaram que as mudanças reduzem o acesso ao mercado europeu e não representam uma solução para o excesso de capacidade na indústria mundial do aço.

Segundo o governo brasileiro, a UE passou a adotar novas restrições quantitativas para a entrada de produtos siderúrgicos e elevou as tarifas cobradas sobre importações que ultrapassarem as cotas estabelecidas.

Na avaliação brasileira, as medidas atingem a maior parte dos parceiros comerciais do bloco e ampliam as barreiras às exportações, mesmo após o fim do sistema de salvaguardas criado em 2018.

O Brasil também afirmou que é afetado pelo excesso de produção mundial de aço e continuará defendendo soluções multilaterais para o problema em fóruns internacionais. A nota acrescenta que restringir o comércio de países que não são responsáveis pela sobreoferta global não resolve a questão e pode provocar uma escalada de medidas de defesa comercial.

O governo informou ainda que não houve acordo com a União Europeia sobre compensações pelas novas tarifas, conforme previsto no Artigo XXVIII do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT). Segundo o Executivo, o novo sistema de cotas é uma medida unilateral e não pode ser considerado uma compensação ao Brasil.

Apesar das divergências, o governo afirmou que continuará negociando com a União Europeia para buscar uma solução considerada aceitável para ambas as partes.

Novas regras

A Comissão Europeia anunciou que o volume de aço que poderá entrar no bloco sem pagar tarifas será reduzido em 47%, passando para 18,3 milhões de toneladas por ano.

Caso esse limite seja ultrapassado, será aplicada uma tarifa de 50% sobre o excedente em 26 categorias de produtos siderúrgicos. Na prática, os exportadores poderão vender uma quantidade menor de aço sem custos adicionais e pagarão uma tarifa maior caso excedam a cota.

Metade das cotas será destinada a países que têm acordos de livre comércio com a União Europeia. A outra metade ficará disponível para todos os parceiros comerciais, enquanto alguns países terão limites específicos definidos com base no histórico de exportações.

UE alega que medida protege indústria siderúrgica do bloco

Segundo a Comissão Europeia, as mudanças são necessárias para proteger a indústria siderúrgica do bloco diante do excesso de produção mundial de aço, que aumenta a oferta e pressiona os preços internacionais.

O órgão também cita práticas de dumping, exportação de produtos abaixo do preço de custo, e afirma que as medidas buscam elevar a utilização da capacidade das siderúrgicas europeias para cerca de 80%, ante os atuais 65%.

As novas regras substituem o sistema de salvaguardas adotado pela UE em 2018. Até agora, as importações de aço pelo bloco que ultrapassavam as cotas estavam sujeitas a uma tarifa de 25%. Com o novo modelo, a cobrança sobe para 50%, ao mesmo tempo em que o volume permitido sem tarifas é reduzido quase pela metade.

A Comissão Europeia afirma que o setor siderúrgico perdeu cerca de 100 mil empregos desde 2008 e que as restrições são necessárias para conter os efeitos da sobreoferta global e fortalecer a indústria do bloco. Em 2025, os principais fornecedores de aço para a União Europeia foram Turquia, Coreia do Sul, Indonésia, China, Índia, Ucrânia e Taiwan.

(*) Com informações da Agência Brasil

O post Brasil critica restrições da UE ao aço, cobra compensações e diz que medidas restringem acesso ao mercado europeu apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Guia da ICC Brasil orienta empresa após EUA designarem PCC e Comando Vermelho como Organizações Terroristas

Documento apresenta recomendações para que o setor corporativo reforce a gestão de riscos a partir de novas implicações jurídicas e criminais sob a legislação norte-americana

Da Redação (*)

Brasília – No dia 5 de junho deste ano, o governo dos Estados Unidos anunciou que decidiu classificar formalmente as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (Foreign Terrorist Organizations – FTOs), deixando uma série de dúvidas em diversos setores da sociedade brasileira.

Por esse motivo, a Câmara Internacional de Comércio (ICC Brasil) anunciou o lançamento do Guia “Designação do PCC e do CV como FTOs pelos EUA: como as empresas podem se preparar para as consequências”, documento orientador estratégico para ajudar as empresas que atuam no país a se adaptarem a um novo e complexo cenário de conformidade.

Guia mostra como avaliar e mitigar riscos

O documento da ICC Brasil, disponível neste link, tem caráter não vinculante e o objetivo de ajudar a operação de companhias que buscam fortalecer seus controles internos. O guia orienta as lideranças corporativas a identificar, avaliar e mitigar com precisão os riscos de contrapartes, sejam eles clientes, fornecedores e parceiros.

Com base no novo cenário, as empresas devem ter a capacidade de tratar de forma adequada possíveis exposições a essas organizações. O risco não é mais apenas reputacional ou ligado à prevenção à lavagem de dinheiro, ele pode envolver também implicações penais corporativas sob a legislação extraterritorial dos Estados Unidos.

“Como instituição que representa uma séria de empresas que realizam comércio internacional, o risco representado pelas mais diversas facções é um assunto que atualmente não pode deixar de ser abordado. E podemos dizer que esse manual é uma continuidade do Guia para Empresas sobre Gestão de Riscos Associados às Organizações Criminosas, que lançamos recentemente sobre os cuidados que as companhias devem ter para evitar a infiltração do crime organizado em suas estruturas, no qual detalhamos todos os cuidados e precauções que podem ser tomados’, explica Gabriella Dorlhiac, diretora-executiva da ICC Brasil.

A mudança de status dessas duas facções se deu em duas etapas rápidas: em maio de 2026, ambas foram designadas como Terroristas Globais Especialmente Designados (Specially Designated Global Terrorists – SDGTs). Na sequência, em 5 de junho de 2026, a classificação definitiva como FTOs entrou em vigor, elevando drasticamente o nível de exigência de compliance e a exposição jurídica de empresas com negócios no Brasil.

(*) Com informações da ICC

O post Guia da ICC Brasil orienta empresa após EUA designarem PCC e Comando Vermelho como Organizações Terroristas apareceu primeiro em Comex do Brasil.

EUA sancionam dois brasileiros e três empresas nacionais alegando vínculo com organização criminosa PCC

Sanção é 1ª após EUA designarem facções do Brasil como terroristas

Da Redação (*)

Brasília – O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos (EUA) sancionou, nesta quarta-feira (1º), dois brasileiros e três empresas do Brasil acusando-as de supostos vínculos com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Uma empresa portuguesa também foi bloqueada, acusada de suposta relação com lavagem de dinheiro do PCC na Flórida (EUA). Esta é a primeira sanção de Washington contra brasileiros ou empresas do Brasil após o governo Donald Trump classificar facções do país como organizações terroristas.

“Essa designação é mais um passo do governo dos EUA para abordar e reconhecer a crescente presença da geração de receita ilícita do Primeiro Comando da Capital dentro de nossas fronteiras”, disse Gene Lange, subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira.

O Departamento de Tesouro dos EUA argumenta que a decisão foi resultado de uma investigação da Força-Tarefa de Segurança Interna (HSTF), em parceria com o Escritório de Campo do FBI em Miami e a Seção de Lavagem de Dinheiro, Narcóticos e Confisco do Departamento de Justiça norte-americano.

“Essa abordagem unificada e abrangente do governo garante a coordenação operacional para maximizar o impacto contra as redes criminosas transnacionais”, diz comunicado do Escritório de Controle de Ativos de Estrangeiros (Ofac).

Quem são os alvos das sanções

Os alvos das sanções são dois brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada (Shimada) e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira (Stella).

Os EUA acusam Shimada de ser o “elo fundamental” do PCC com membros da facção na Flórida, que teria lavado mais de US$ 30 milhões em “diversas cidades” dos EUA. Ele seria o dono da empresa Victory Trading, também sancionada pelo Ofac.

Stella é acusada pelos EUA de ter trabalhado como “secretária” de Shimada, sendo ainda sua parente.

A Ofac aplicou sanções ainda a quatro empresas supostamente ligadas a Shimada – a Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda; a Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda; a Wave Construções Inteligentes Ltda; e a Avenidas Flutuantes Unipessoal Ltda.

A Victory Trading e a Pixwave são empresas de serviços financeiros; a Wave é uma construtora; e a Avenidas Flutuantes é uma empresa de transporte e armazenagem com sede perto de Lisboa, Portugal.

Como resultado das sanções, estão bloqueados todos os bens das pessoas e empresas alvos, que estejam nos EUA ou sob controle de pessoas do país.

“Além disso, instituições financeiras e outras pessoas podem estar sujeitas a sanções por se envolverem em certas transações ou atividades envolvendo pessoas designadas ou bloqueadas”, diz comunicado da Ofac.

(*) Com informações da Agência Brasil

O post EUA sancionam dois brasileiros e três empresas nacionais alegando vínculo com organização criminosa PCC apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Acordo Mercosul-União Europeia gera novos negócios para os setores de transporte e logística brasileiros

Santa Catarina foi o primeiro estado a antecipar informações e consultas sobre as normas estabelecidas no novo bloco comercial e para discutir as oportunidades e desafios do acordo, os principais players do comércio internacional e logística se reunirão na Logistique 2026, em agosto.

Da Redação (*)

Brasília – Com a estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que prevê que o Brasil pode ampliar em até US$ 1 bilhão as exportações para a UE (União Europeia) nos próximos 12 meses, com o início do acordo entre Mercosul e o bloco europeu, a redução gradual das barreiras tarifárias deve impulsionar diversos setores, como o agronegócio, automotivo e de bens de consumo, assim como impactos diretos para o de transporte.

Dentre as vantagens para o setor, destacam-se a redução de custos operacionais com a eliminação de tarifas sobre peças e veículos pesados europeus, que estimulam a renovação de frotas com tecnologia de ponta, o aumento no fluxo de cargas com o crescimento no volume de mercadorias transitando entre portos e as malhas rodoviárias do Mercosul, e a padronização de normas técnicas, que simplifica e agiliza os processos de conferência e liberação de cargas nas fronteiras.

A nova rota internacional também deve estimular benefícios indiretos, como acesso facilitado a tecnologias europeias, líderes em normas de emissão e segurança veicular, e redução de tarifas para componentes e máquinas que possibilitam as transportadoras brasileiras acelerar a modernização de suas operações.

Santa Catarina, com seu posicionamento e crescimento estratégico como referência no ecossistema de transporte e logística brasileiro, foi o primeiro estado a sediar um debate sobre o tratado e também o primeiro a emitir licenças de exportação no âmbito do acordo, segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Catalisador de inovações

Com esse cenário pioneiro e busca por novas oportunidades na relação Brasil-Europa, o estado também irá sediar um dos principais ambientes de negócios dos setores de transporte, logística e comércio exterior, no próximo mês de agosto, a Logistique 2026 – Feira de Logística, Intralogística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional.

Em sua 7ª. edição, o evento que se consolida como um dos principais catalisadores de inovações, com áreas de exposição de produtos, serviços e soluções, debates, atualização técnica e rodadas de negócios, engloba fornecedores dos setores de transporte multimodal, tecnologia, intralogística, armazenagem, supply chain, comércio exterior e serviços especializados.

A proposta, segundo Leonardo Rinaldi, diretor da Logistique 2026, é “oferecer uma oportunidade de negócios dinâmica e prospectiva, aproximando as principais demandas do mercado para promover eficiência e competitividade com fornecedores que são referência em seus segmentos de atuação”, esclarece Rinaldi.

“Ao oferecer, em um único espaço, maior agilidade e assertividade de negócios para o setor, a Logistique 2026 torna-se um evento obrigatório para os profissionais que buscam atualização tecnológica, networking e parcerias estratégicas para crescer e ganhar  novos mercados no competitivo segmento de transporte, logística e comércio internacional”, completa o executivo.

Atrações da Logistique 2026

Uma das mais relevantes feiras de negócios dos segmentos de logística e transporte do país, a Logistique 2026 acontece no período de 11 a 13 de agosto, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

A feira contará com a participação de mais de 150 empresas e 16 mil profissionais do setor. Frente às diferentes necessidades dos respectivos modais brasileiros, irá oferecer pela primeira vez, em sua 7ª edição, áreas temáticas que visam estimular parcerias, conhecimento e networking para agilizar e potencializar os contatos dos profissionais visitantes:

  • Área de exposição: Logística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional, Intralogística, Automação & Eficiência Operacional
  • Fórum de Intralogística: debates sobre tendências, estratégias e cases reais de sucesso
  • Logistique Innovation Hub: vitrine da Logística 5.0
  • Logistique Summit 2026: mais de 60 horas de conteúdo especializado sobre geopolítica, macroeconomia, infraestrutura, estratégica, comércio, gestão e tecnologia
  • Logistique Arena Talks: espaço aberto e gratuito que reunirá visitantes, marcas e especialistas em uma programação dinâmica, com palestras, painéis e apresentações conduzidas por executivos e lideranças do mercado.

 

SERVIÇO: LOGISTIQUE 2026

Data: de 11 a 13 de agosto

Local: Expocentro Balneário Camboriú

Endereço: Av. Marginal Oeste – Nova Esperança, Balneário Camboriú – SC

Horário de visitação: das 13h às 20h

Rodadas de Negócios (com agendamento prévio): dia 12 de agosto

Organização: ZOOM Promoção de Feiras & Eventos

Informações e inscrições: https://logistique.com.br/

(*) Com informações da Logistique 2026

O post Acordo Mercosul-União Europeia gera novos negócios para os setores de transporte e logística brasileiros apareceu primeiro em Comex do Brasil.