Governo lança cartilha para ajudar pequenas empresas a solicitar devolução de 3% do valor exportado e ampliar vendas externas

Micro e pequenas empresas podem solicitar a devolução de 3% do valor exportado

Da Redação (*)

Brasília – O governo federal lançou, nesta sexta-feira (17), a Cartilha Acredita Exportação, que contém orientações simples e práticas para que micro e pequenas empresas possam requerer a restituição de tributos incidentes ao longo da cadeia produtiva de bens destinados à exportação. O material detalha o passo a passo para utilização do sistema e orienta sobre o acesso ao crédito de 3% sobre as receitas de exportação, com o objetivo de garantir que as empresas elegíveis possam acessar o benefício com facilidade

O Acredita Exportação é mais um incentivo do governo federal para impulsionar as exportações, com foco em pequenos negócios. O programa se soma a outras iniciativas voltadas a reduzir barreiras e promover o acesso das empresas brasileiras a novos mercados”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

A devolução de 3% do valor exportado poderá ser usada para compensar tributos federais vencidos ou vincendos ou para ressarcimento em dinheiro. O primeiro período de referência para solicitação do benefício abrangerá as exportações realizadas entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2025.

A cartilha foi apresentada pelo diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior da Secex/MDIC, Renato Agostinho, durante live conjunta com a Receita Federal.

Para operacionalizar a medida, o sistema PER/DCOMP da Receita Federal foi atualizado na última terça-feira (14/10) e já processa automaticamente os pedidos de compensação ou ressarcimento.

“A iniciativa garante que o empreendedor encontre, em um só material, todas as orientações necessárias para acessar o programa. Nosso foco é que o benefício chegue de forma simples, segura e efetiva a quem faz o Brasil exportar”, afirmou Renato Agostinho.

A publicação é fruto de parceria entre o MDIC, a Receita Federal do Brasil (RFB) e o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP).

Estiveram presentes na live o subsecretário substituto de Arrecadação, Cadastros e Atendimento da RFB/MF, Leandro Augusto Batista, e a auditora-fiscal da Receita Federal do Brasil, Ana Jandira Monteiro Soares.

Benefícios

Em 2024, o Brasil registrou 11.432 pequenas empresas exportadoras, o equivalente a 39,6% do total de empresas exportadoras do país. Em 2014, eram 5.381 (28,6%), o que demonstra o crescimento da presença dos pequenos negócios nas vendas externas.

O programa beneficia diretamente setores como alimentos processados, bebidas, moda, calçados e móveis.

“O Acredita Exportação vai permitir que os pequenos negócios compitam de forma mais justa no comércio internacional”, afirmou Daniela Baltazar, gestora de exportação no setor moveleiro desde 2006.

“Isso dá força, gera aprendizado e abre oportunidades para que realizem bons negócios dentro e fora do Brasil”, completou.

O Programa, anunciado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante a sanção do Programa Acredita Exportação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, integra a agenda de medidas do governo federal voltadas à redução do custo Brasil, à simplificação tributária e ao fortalecimento dos pequenos negócios como agentes do desenvolvimento produtivo e de inserção internacional do país.

(*) Com informações do MDIC

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Paquistão convida empresas brasileiras para a FoodAg 2025 e projeta dinamizar o comércio com o Brasil

Da Redação (*)

Brasília – O governo da República Islâmica do Paquistão, por meio do Setor Comercial da missão diplomática paquistanesa em São Paulo, lançou convite a empresas brasileiras do setor agroindustrial, exportadores, cooperativas e associações empresariais a participarem da FoodAg 2025 – Feira Internacional de Alimentos e Agricultura, que ocorrerá na cidade de Karachi, Paquistão, de 25 a 27 de novembro próximo.

A expectativa do governo paquistanês é de que a participação de empresas brasileiras exportadoras de produtos agroindustriais na mais importante mostra agroindustrial do país contribua para uma maior intensificação do comércio bilateral que nos últimos anos vem registrando expansões robustas e consistentes.

FoodAg é o principal evento do setor agroalimentar do Paquistão, e a próxima edição deverá reunir mais de 500 expositores e 850 importadores, exportadores, investidores e autoridades governamentais de mais de 80 países.

O encontro constitui uma plataforma privilegiada para o fortalecimento de parcerias comerciais, a exploração de novos mercados e o intercâmbio tecnológico entre os setores agrícolas e alimentares do Brasil e do Paquistão.

Com o objetivo de estreitar os laços comerciais bilaterais e ampliar as oportunidades de cooperação entre nossos países, o governo do Paquistão custeará integralmente a participação das delegações brasileiras selecionadas, incluindo:

  • Passagens aéreas de ida e volta Brasil–Paquistão;
  • Hospedagem durante o período do evento;
  • Transporte entre o aeroporto, hotel e local da feira.

De acordo com a Embaixada, essa iniciativa representa uma excelente oportunidade para explorar o mercado paquistanês, conhecer novas tecnologias agrícolas, estabelecer contatos empresariais diretos e participar de rodadas de negócios internacionais organizadas pela Trade Development Authority of Pakistan (TDAP).

Empresas interessadas em participar devem manifestar interesse por meio do formulário de contato disponível no site oficial do evento:
https://agro.tdap.gov.pk/

Para informações adicionais e apoio na inscrição, a Embaixada do Paquistão em Brasília coloca-se inteiramente à disposição por meio de seu Setor Comercial (TDO):

Raul Abreu
Trade Development Officer
Setor Comercial – Embaixada do Paquistão
contact.raulabreu@gmail.com | (11) 5505-1981

Comércio bilateral em expansão

A FoodAg 2025 acontece em um contexto marcado por forte expansão do intercâmbio comercial entre o Brasil e o Paquistão. De janeiro a setembro, as exportações brasileiras para o país tiveram uma expressiva alta de 199,3% e totalizaram US$ 1,3 bilhão, com uma participação de 0,5% nas exportações totais brasileiras no período. Com esses números, o Paquistão ocupou o trigésimo-sexto lugar no ranking dos principais destinos das exportações brasileiras.

Do outro lado, as vendas paquistanesas para o Brasil também cresceram, ainda que em um patamar bem menos expressivo, com uma alta de 16,2% nos nove primeiros meses deste ano, para um total de US$ 126 milhões, correspondentes a apenas 0,059% das importações brasileiras. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

É com o objetivo de contribuir para um maior dinamismo do comércio bilateral que o governo paquistanês espera atrair algumas das principais empresas agroindustriais brasileiras para participar da FoodAg 2025. Afinal, a pauta exportadora para o Paquistão é composta, quase essencialmente, pelos produtos embarcados pelo agronegócio brasileiro.

De janeiro a setembro, quatro dos cinco principais produtos embarcados pelo Brasil para o Paquistão tiveram altas expressivas, comparativamente com o mesmo período de 2024. A relação Top 5 das exportações envolveu os seguintes produtos: algodão em bruto (US$ 615 milhões e alta de 94,70%); soja em grãos (US$ 541 milhões e variação zero); especiarias (US$ 25 milhões, queda de 5,20%); produtos hortícolas (US$ 16 milhões e aumento de 351,50%); e gorduras e óleos vegetais (US$$ 14 milhões e fortíssima elevação de 3687580,50%).

Esses números já bastante expressivos deverão ganhar ainda maior realce caso mais empresas brasileiras aceitem no convite do governo paquistanês para participar da mostra programada para o final do próximo mês.

Os dados da Secex/MDIC relativos aos nove primeiros meses deste ano mostram um aumento significativo nas trocas brasileiro-paquistanesas, comparativamente com 2024. No ano passado, as exportações brasileiras totalizaram US 673 milhões (aumento de 91,0% em relação a 2023), enquanto as vendas paquistanesas aumentaram 12,50% para US$ 148 milhões. A corrente de comércio (exportações+importações) cresceu 69,6% totalizou US$ 821 milhões e o intercâmbio comercial gerou superávit de US$ 525 milhões em favor do Brasil.

No tocante ao Paquistão, a pauta exportadora também segue trajetória de alta e é marcada pela forte concentração em produtos manufaturados, de maior valor agregado. Assim, ao mesmo tempo em que mostra grande interesse em ampliar as compras de produtos básicos brasileiros, o Paquistão pretende incrementar suas exportações para o Brasil.

Localizado na Ásia Meridional, o país tem fronteiras com a Índia, o Afeganistão, o Irã e a China. Com uma população de mais de 251 milhões de habitantes (dados do Banco Mundial de 2024, de origem muçulmana em sua maioria, o Paquistão oferece atrativos para o Brasil num momento em que o governo brasileiro implementa uma série de ações visando conquistar novos mercados para enfrentar as perdas comerciais geradas pelas tarifas impostas ao país pelo governo dos Estados Unidos.

No momento, o Paquistão ocupa uma modesta 69ª. Posição entre os principais exportadores para o Brasil, respondendo por apenas 0,059% das importações totais brasileiras. Mas, ainda que modesta em termos de receita, a pauta embarcada para o Brasil é composta, integralmente, por produtos manufaturados.

Os principais itens embarcados para o Brasil nos nove primeiros meses deste ano foram: pneus de borracha (US$ 18 milhões e alta de 20,50% no período de nove meses); tecidos de algodão (US$ 13 milhões, queda de 17,00%); artigos confeccionados (US$ 13 milhões e alta de 15,00%); vestuário (US$ 10 milhões, aumento de 45,20%); e instrumentos e aparelhos para usos medicinais (US$ 10 milhões, majoração de 8,80%).

(*) Com informações da Embaixada do Paquistão

 

 

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Solução da eComex modernizada com tecnologia da Oracle é finalista do prêmio Oracle Partner Awards 2025 

Empresa brasileira concorreu na categoria ISV Application Innovation no Oracle Partner Awards 2025 com o Pulse Edition, nova versão de sua plataforma desenvolvida com base no Oracle APEX e em nuvem hyperscale da Oracle (OCI)

Da Redação (*)

Brasília – Pelo segundo ano consecutivo, a eComex, empresa brasileira pioneira no mercado de soluções de tecnologia para gestão, otimização e automatização de operações de comércio exterior e logística internacional, foi reconhecida pela Oracle por seus projetos em inovação.

Desta vez, a empresa foi uma das finalistas do Oracle Partner Award 2025, realizado durante o Oracle AI World 2025,  entre os dias 13 e 16 de outubro, em Las Vegas (EUA), com o Pulse Edition, nova versão de sua plataforma, que unifica todas as soluções da companhia em um único ambiente.

“Esse reconhecimento por mais um ano consecutivo representa  um momento muito importante da nossa história”, afirma André Barros, CEO da eComex. “Empresas de tecnologia com décadas de mercado enfrentam o desafio de modernizar suas soluções sem comprometer sua base sólida. O Pulse Edition representa justamente essa virada — uma evolução estruturada sobre o nosso legado, com tecnologia moderna, ágil e integrada à inteligência artificial”, completa.

Modernização com Oracle APEX e IA integrada

Desenvolvido com base no Oracle APEX, tecnologia low-code com recursos de inteligência artificial nativa, e em nuvem hyperscale da Oracle (OCI), a nova versão do Pulse Edition nasceu de uma decisão estratégica de modernizar a plataforma da eComex de forma gradual, segura e eficiente.

“Estamos falando de um sistema com 14 módulos e milhares de componentes. Reescrever tudo do zero seria inviável. Por isso, optamos por uma abordagem evolutiva, aproveitando a base sólida do nosso legado e construindo sobre ela uma nova camada moderna com Oracle APEX”, explica Barros.

A tecnologia APEX, uma solução low-code com suporte a IA, permitiu aumentar a produtividade em até 10 vezes, reduzir a complexidade do código e diminuir a curva de aprendizado da equipe.

“Com o APEX, fazemos mais com menos código, mantendo qualidade e entregando valor rapidamente. Além disso, ao adotar o Oracle Cloud Infrastructure (OCI) como base do Pulse Edition, também conseguimos incorporar à sua arquitetura serviços de IA e automação, como o OCI Document Understanding, que potencializa o processamento inteligente de documentos e otimiza etapas críticas de importação e exportação”, completa o executivo.

Entre os principais diferenciais desta nova versão do Pulse Edition estão usabilidade imediata e funcionalidades avançadas de rastreamento e visibilidade, diagnóstico logístico e automação de processos com inteligência artificial.

Parceria de longa data com a Oracle

Com 40 anos de mercado, a eComex é uma das principais fornecedoras de soluções para o comércio exterior brasileiro e parceira Oracle há quase três décadas.

“Adotar a tecnologia Oracle há 30 anos foi uma decisão estratégica que continua trazendo resultados hoje”, reforça Barros. “Com OCI e APEX, estamos construindo uma nova geração de soluções que automatizam processos complexos, reduzem custos e permitem que nossos clientes se concentrem no que realmente importa: gerar valor e inovação em seus negócios”, conclui.

(*) Com informações da eComex

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No voo mais ousado de sua história, Embraer firma aliança com Grupo Mahindra para introduzir o C-390 Millenium no mercado indiano

Parceria reflete os laços crescentes entre Índia e Brasil

um Da Redação (*)

Brasília – Em um importante passo em direção à visão de autossuficiência indiana, denominada “Atmanirbhar Bharat”, a Embraer Defesa & Segurança e o Grupo Mahindra assinaram um Acordo de Cooperação Estratégica para avançar com a proposta do C-390 Millennium como solução para o programa de Aeronaves de Transporte Médio (MTA), da Força Aérea Indiana (IAF). Este acordo foi firmado simultaneamente à inauguração do novo escritório da Embraer hoje (17), no Aerocity, em Nova Delhi.

O acordo se baseia no Memorando de Entendimento assinado em fevereiro de 2024 na Embaixada do Brasil no país, aprofundando o escopo da cooperação para incluir a comercialização conjunta, a industrialização e o desenvolvimento da Índia como um hub para o C-390 Millennium. Desde a assinatura, a aeronave C-390 Millennium ampliou ainda mais sua base de operadores globalmente.

A Embraer e o Grupo Mahindra trabalharão em estreita colaboração com as partes interessadas e se envolverão com o ecossistema militar e aeroespacial da Índia para identificar oportunidades de fabricação local, instalações de montagem, cadeia de suprimentos e atividades de manutenção, reparo e revisão (MRO). A objetivo de longo prazo é posicionar a Índia como um centro de fabricação e suporte para a aeronave C-390 Millennium, atendendo às necessidades do país e da região.

Acordo fortalece parceria estratégica bilateral

Esta parceria une a reconhecida inovação aeroespacial do Brasil com a capacidade de fabricação da Índia, contribui para o fortalecimento dos laços entre as duas nações e posiciona a Índia como um potencial centro para a aeronave C-390 Millennium na região.

“O acordo é um marco significativo em nosso relacionamento com o Grupo Mahindra. A indústria aeroespacial da Índia é dinâmica, de alto nível e buscamos entregar uma solução conjunta de transporte militar mais avançada e confiável para a Força Aérea Indiana”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Esta parceria é mais do que um acordo aeroespacial. Ela reflete nosso compromisso com o ‘Atmanirbhar Bharat’ e a crescente amizade entre o Brasil e a Índia.”

Vinod Sahay, Membro do Conselho Executivo do Grupo Mahindra, afirmou: “O C-390 Millennium é incomparável em capacidade, eficiência e versatilidade. Ao aprofundar nossa colaboração com a Embraer, garantiremos que o C-390 Millenium apresentado para a campanha MTA da IAF, não apenas contribua para a segurança e as aspirações da Índia, mas também apoie a filosofia ‘Make in India’ e aumente ainda mais a nossa autossuficiência”

O executivo indiano disse ainda que ”O C-390 Millennium é a aeronave de transporte militar mais moderna de sua classe, podendo transportar mais carga útil (26 toneladas) em comparação com outras aeronaves de transporte militar de médio porte, além de voar mais rápido (470 nós) e por distâncias maiores. Ele pode realizar uma ampla gama de missões, incluindo transporte de carga e tropas, lançamentos aéreos, evacuação médica, busca e salvamento, combate a incêndios e operações humanitárias. Pode operar em pistas temporárias ou não pavimentadas”.

A aeronave também pode ser configurada para reabastecimento em voo, tanto como para abastecer ou ser reabastecido. A frota atual, em operação, demonstrou uma taxa de conclusão de missão superior a 99%, destacando uma produtividade excepcional em sua categoria.

Já selecionado pelas forças aéreas do Brasil, Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, Coreia do Sul, República Tcheca, Suécia, Eslováquia, Lituânia e um cliente não divulgado, o C-390 Millennium tem a capacidade, a versatilidade e o desempenho para atender às necessidades estratégicas da Índia.

(*) Com informações da Embraer

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Diálogo Empresarial: Brasil e Índia reforçam parceria estratégica em comércio, inovação e sustentabilidade

Organizado pela ApexBrasil, evento liderado pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckimin fortalece as relações comerciais entre as duas maiores economias do Sul Global

Da Redação (*)

Brasília – O Diálogo Empresarial Índia-Brasil 2025 teve início hoje (16), em Nova Délhi, marcando um novo capítulo nas relações econômicas entre as duas maiores democracias do Sul Global. Organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federation of Indian Chambers of Commerce and Industry (FICCI), o evento integra a missão institucional e empresarial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), realizada por ocasião da visita oficial do vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, à Índia.

Brasil e Índia compartilham uma visão comum de desenvolvimento sustentável e inclusivo. Este diálogo é essencial para ampliar investimentos, fortalecer a integração produtiva e consolidar novas oportunidades entre nossos países”, destacou o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin durante a cerimônia.

Segundo Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, que também participou do evento, o Diálogo Empresarial marca um avanço nas relações econômicas entre os dois países, com foco em inovação e sustentabilidade.

A Índia é hoje um dos mercados mais dinâmicos do mundo e um parceiro prioritário para o Brasil. As exportações brasileiras para o país cresceram 27,5% entre janeiro e setembro deste ano, impulsionadas por setores altamente complementares. Nosso propósito é transformar esse dinamismo em novos investimentos, inovação e geração de empregos qualificados”, afirmou.

A comitiva contou também com a presença do ministro da Defesa, José Múcio, que ressaltou o potencial da relação bilateral no setor de defesa e tecnologia. “A Índia é um aliado estratégico para o Brasil nessa área. Compartilhamos desafios e objetivos semelhantes, e essa parceria cria oportunidades concretas de desenvolvimento conjunto e intercâmbio tecnológico”, destacou o ministro.

A programação reuniu autoridades e mais de 100 representantes de empresas e instituições brasileiras e indianas, que participaram de painéis, reuniões bilaterais e sessões temáticas sobre investimentos, sustentabilidade e inovação.

A agenda busca ampliar o comércio atrair investimentos, gerar empregos e fortalecer a cooperação entre os dois países. Ademais, foram também debatidas as possibilidades de ampliação do Acordo Mercosul-Índia para inclusão de mais setores beneficiados.

Compromisso conjunto

Durante o evento, a FICCI realizou a entrega do Green Certificate” ao vice-presidente Geraldo Alckmin e ao ministro do Comércio e Indústria da Índia, Piyush Goyal, em reconhecimento ao compromisso conjunto de ambos os países com o desenvolvimento sustentável. A entrega do prêmio reforça a atuação conjunta de ambas as nações no grupo BASIC (Brasil, África do Sul, Índia e China). Formado em 2009, durante a COP 15, o grupo busca cooperar em questões de mudança climática, com foco em desenvolvimento sustentável e a necessidade de transições justas para sociedades de baixo carbono.

Também na ocasião, foi assinado o Termo de Referência do Fórum Empresarial de Líderes Brasil–Índia, iniciativa da CNI e da FICCI que visa estreitar o diálogo entre o setor privado dos dois países e fortalecer a agenda de cooperação econômica e industrial.

O segundo dia do evento, nesta sexta-feira (17), será dedicado a visitas técnicas a relevantes players do mercado indiano, com a presença de representantes de governos e empresas brasileiras.

Brasil e Índia: economias complementares e em expansão

Em 2024, o comércio bilateral entre os dois países alcançou US$ 12,1 bilhões, com destaque para as exportações brasileiras de açúcar, petróleo bruto, óleos vegetais e algodão. Já a Índia se consolidou como um dos principais fornecedores de diesel, produtos farmacêuticos e químicos para o Brasil.

O estudo Perfil de Comércio e Investimentos – Índia 2025, elaborado pela ApexBrasil, identifica 385 oportunidades de exportação para empresas brasileiras em setores como proteína animal, celulose, etanol, pedras preciosas e máquinas agrícolas, refletindo o alto potencial de complementaridade entre as duas economias.

(*) Com informações da ApexBrasil

 

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Mauro Vieira prevê para breve encontro entre Lula e Trump e considera “produtiva” reunião com Marco Rubio

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil e os Estados Unidos devem realizar uma nova reunião em novembro, dando continuidade à retomada do diálogo entre os dois países após meses de tensão diplomática, disse nesta quinta-feira (16) o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A declaração foi feita após encontro com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, na Casa Branca, em Washington.

Segundo o chanceler, o encontro — que durou cerca de uma hora — ocorreu em clima de “excelente descontração e troca de ideias”, com foco principal nas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

“Foi muito produtivo, com muita disposição para trabalhar em conjunto e traçar uma agenda bilateral de comércio”, disse Vieira em entrevista a jornalistas.

A reunião teve duas etapas: uma conversa privada entre os dois ministros e, em seguida, a participação de diplomatas e representantes comerciais de ambos os governos. Vieira confirmou que as equipes técnicas devem começar a negociar “em breve” medidas para tentar reverter as tarifas de 50% aplicadas por Washington desde agosto.

Possível encontro

Vieira também afirmou que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump devem se encontrar nos próximos meses, embora a data e o local ainda não estejam definidos.

“Está mantido o objetivo de que os líderes se reúnam proximamente. Há interesse de ambas as partes para que isso aconteça o quanto antes”, declarou o ministro.

Inicialmente, a expectativa era de que o encontro pudesse ocorrer durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, no fim de outubro. No entanto, segundo o chanceler, as agendas dos presidentes devem determinar o momento mais adequado para a reunião.

Contexto

As relações entre Brasil e Estados Unidos atravessam um período de instabilidade desde que o governo Trump decidiu impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi justificada pela Casa Branca como uma resposta a uma suposta “politização” do Judiciário brasileiro e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Além do tarifaço, Washington também aplicou sanções financeiras e consulares a autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. As ações foram vistas em Brasília como retaliação política.

O encontro entre Vieira e Rubio é o primeiro de alto nível desde que Trump reassumiu a Presidência dos Estados Unidos, em janeiro. A reunião sinaliza um esforço de reaproximação entre os dois países, iniciado após uma breve conversa entre Lula e Trump durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, em Nova York.

Próximos passos

De acordo com o Itamaraty, Mauro Vieira e Marco Rubio devem manter contato direto nas próximas semanas para definir a agenda de reuniões técnicas. A expectativa é que, até novembro, sejam traçadas as bases para uma negociação ampla sobre tarifas e cooperação comercial.

“O importante é que prevaleceu uma atitude construtiva, com aspectos práticos para a retomada das negociações entre os dois países”, destacou o chanceler. “Há boa química entre os governos, e o diálogo está aberto.”

(*) Com informações da Agência Brasil

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Turismo brasileiro cresce 6% até agosto e chega a 15 meses seguidos de aumentos, diz MTur

Também houve alta de 4,6% na comparação entre agosto de 2025 e o mesmo mês de 2024. Dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Da Redação (*)

Brasília – O turismo nacional manteve, em agosto, o ritmo de resultados expressivos de 2025. No acumulado de oito meses do ano, o índice de atividades turísticas cresceu 6% na comparação com o mesmo período de 2024. O resultado foi impulsionado principalmente por aumentos de receita obtidos nos setores de transporte aéreo de passageiros; serviços de reservas relacionados a hospedagens; hotéis; serviços de bufê e restaurantes.

Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também mostram que o índice aumentou 4,6% no recorte exclusivo de agosto ante igual mês do ano passado – o 15º resultado positivo seguido. Regionalmente, 14 dos 17 locais avaliados registraram avanços, com destaque para São Paulo (5,9%), Rio de Janeiro (12,6%), Bahia (7,9%), Rio Grande do Sul (11,7%), Paraná (5,8%) e Ceará (8,0%).

O ministro do Turismo, Celso Sabino, celebra o crescimento e destaca esforços pela manutenção da trajetória de alta. “Recebemos mais um resultado do turismo brasileiro com grande satisfação. É mais um crescimento

expressivo, movimentando setores importantes da economia e gerando oportunidade, emprego e renda para os brasileiros. Vamos continuar investindo para assegurar, cada vez mais, que o turismo siga como um dos motores do desenvolvimento do Brasil”, enfatiza Sabino.

A Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE oferece um panorama detalhado da atividade turística no Brasil e do setor de serviços como um todo. As informações levantadas são fundamentais para a formulação de políticas públicas que impulsionam o segmento no país.

RECORDE

O Brasil celebrou, no último mês de setembro, o maior número de chegadas de turistas internacionais da série histórica para o mês: 570.934 visitantes, um crescimento de 28,2% em relação ao mesmo período de 2024. Com o resultado, o acumulado de janeiro a setembro totaliza 7.099.237 turistas estrangeiros, volume 45% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.

O desempenho fez o país ultrapassar a meta anual estabelecida no Plano Nacional de Turismo 2024-2027, que previa a chegada de 6,9 milhões de turistas internacionais ao longo de 2025. O objetivo foi superado em 2,9% ainda no nono mês do ano, estabelecendo um novo recorde histórico para o período.

(*) Com informações do MTur

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Os sistemas alimentares podem impulsionar soluções climáticas

Por Gilberto Tomazoni (*)

É inevitável refletir sobre o papel essencial da comida em nossas vidas neste Dia Mundial da Alimentação. Vivemos um paradoxo: a agricultura produz comida suficiente para alimentar a população mundial, mas 2,4 bilhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar. O setor representa cerca de 10% do PIB global e um terço dos empregos, mas muitos produtores rurais vivem em situação de vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, os sistemas alimentares respondem por quase um terço das emissões de gases de efeito estufa e dois terços do consumo de água no mundo.

Essa combinação de abundância e escassez torna a alimentação parte do problema climático e parte essencial de sua solução. Por anos, o tema ficou à margem das negociações climáticas. No entanto, sem transformar a forma como produzimos, será impossível cumprir a meta de limitar o aquecimento global a 1,5ºC.

A COP30, em Belém, representa uma oportunidade histórica. Pela primeira vez, uma grande economia agrícola sediará uma conferência do clima, dando voz a agricultores, pecuaristas e produtores nas discussões globais. É o momento de colocar os sistemas alimentares no centro das estratégias climáticas.

A transformação já começou. Da integração lavoura-pecuária-floresta na América Latina à irrigação eficiente na Ásia e à agrofloresta na Europa, produtores adotam práticas de conservação. Iniciativas como o Soil and Water Outcomes Fund nos EUA e a Great Green Wall na África mostram que é possível regenerar terras e reduzir emissões.

Com força agrícola e compromisso ambiental, o Brasil pode liderar a transição global. Segundo a Embrapa, sistemas integrados de lavoura já ocupam 17 milhões de hectares, permitindo que fazendas colham até três safras anuais e recuperando solos com mais produtividade e resiliência.

A pecuária também pode ser parte da solução. Um estudo da FGV e da consultoria OCBio mostrou que quase um terço das fazendas analisadas removeu mais carbono do que emitiu, resultado de manejo adequado, ganhos de produtividade e ausência de desmatamento. Um exemplo é a Fazenda Roncador, no Mato Grosso, onde áreas degradadas foram restauradas com sistemas integrados.

O desafio agora é ampliar o alcance dessas soluções. Para isso, são necessários três movimentos. Primeiro, um marco global baseado na ciência, com métricas claras, simples e adaptáveis, com resultados verificáveis que orientem políticas e investimentos. Segundo, ampliar a produtividade com inclusão, garantindo que pequenos produtores tenham acesso à tecnologia, capacitação e crédito. Terceiro, expandir mecanismos financeiros de proteção a pequenos produtores, que recompensem serviços ambientais, como a captura de carbono, a conservação da biodiversidade e a proteção dos recursos hídricos.

Iniciativas como os Escritórios Verdes da JBS mostram como isso pode acontecer na prática. Esses centros oferecem assistência técnica gratuita a produtores, ajudando-os a cumprir requisitos ambientais, recuperar áreas degradadas e melhorar a produtividade. Desde 2021, mais de 20 mil propriedades já foram atendidas.

Como chair do grupo de trabalho de sistemas alimentares da Sustainable Business COP (SBCOP), coalizão global que reúne empresas e instituições dedicadas à sustentabilidade, tenho acompanhado o avanço de soluções como essas. Nosso papel é dar visibilidade a bons exemplos e incentivar sua replicação.

A sustentabilidade não é um objetivo para o futuro, é um desafio do presente. Governos, empresas, produtores e a sociedade precisam agir juntos. As oportunidades são imensas, as evidências estão à vista e os exemplos já existem. Falta vontade coletiva para aplicar boas práticas e fazer da produção sustentável de alimentos a nova norma global.

A comida sempre nos conectou. Agora, deve nos unir em torno de um propósito maior: alimentar o mundo sem esgotar o planeta.

(*) Gilberto Tomazoni é líder da força-tarefa de Sistemas Alimentares da Sustainable Business COP-30 (SBCOP) e CEO global da JBS

 

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O que o cessar-fogo entre Israel e Palestina ensina sobre negociação nas empresas

Giovanna Gregori Pinto (*)

  1. O recente cessar-fogo entre Israel e Palestina mostra como negociações complexas exigem diálogo, concessões e mediação. O que o mundo corporativo pode aprender com negociações tão delicadas em contextos de crise?

A negociação sob tensão exige canais abertos, ou seja, mesmo entre adversários, o diálogo contínuo evita colapso total. Nas empresas, cortar comunicação em crise só agrava o impasse.

As concessões mútuas também sustentam a paz, não a vitória unilateral. No trabalho, ceder parcialmente preserva relações e mantém aprendizado ativo.

Por fim, a mediação neutra é força, não fraqueza. Um líder ou RH que atua como facilitador, e não como juiz, destrava impasses com mais rapidez e legitimidade.

O objetivo real é estabilidade, não unanimidade. Nem toda negociação precisa gerar consenso, mas deve gerar convivência produtiva.

  1. No contexto corporativo, o que é mais importante em uma negociação: dados racionais ou construção de confiança emocional?

A prioridade depende do contexto, mas em relações frágeis, a confiança vem antes. Isso acontece porque sem segurança psicológica, ninguém escuta dados.

A emoção define se o outro percebe o dado como argumento ou ataque. Quando há confiança, até más notícias são negociáveis. Entretanto, em times maduros, onde já existe confiança implícita, dados podem vir primeiro, pois a base emocional já está sólida.

Dados convencem e confiança compromete. Negociações sustentáveis combinam ambos, nesta sequência contextual: ouvir, validar, informar e decidir.

  1. O cessar-fogo é muitas vezes um “acordo temporário” até que se avance em um diálogo mais profundo. No ambiente de trabalho, faz sentido construir acordos parciais ou temporários antes de chegar à solução definitiva?

Sim, e é prática recomendada. Inspirado no “cessar-fogo”, um acordo temporário reduz a tensão e cria espaço para reflexão, permite testar hipóteses antes de formalizar mudanças e dá tempo para reconstruir confiança.

As  condições de sucesso são: ter prazo definido (ex.: 30 dias), ter critérios de revisão (comportamentos, entregas, feedbacks) e ter propósito claro e testar o que é reversível e não adiar o inevitável.

  1. Quais são os principais erros que líderes cometem ao tentar “forçar a paz” em suas equipes sem tratar as causas do conflito?

Erros recorrentes:

  • Confundir silêncio com alinhamento: A ausência de conflito aparente não significa harmonia.
  • Impor soluções sem tratar causas: Resolver “o quê” sem investigar “por quê”.
  • Deslegitimar emoções: Ao dizer “vamos ser profissionais”, o líder invalida sentimentos legítimos.
  • Premiar quem cede rápido: Gera cultura de conformismo e ressentimento.

Para que isso não aconteça, abaixo deixo alguns antídotos:

  • Estimular conversas corajosas.
  • Mapear as dores reais (reconhecimento, poder, medo).
  • Reforçar comportamentos colaborativos, não apenas performance técnica.
  • Estruturar o conflito, não suprimi-lo: tensão saudável produz aprendizado, não ruptura.
  1. Em guerras, há perdas de confiança ao longo do tempo. Quando a confiança dentro de um time é quebrada, é possível reconstruí-la? Como?

Sim, mas exige tempo e coerência, não apenas discurso. Os passos para reconstruir a confiança de um time são: reconhecer o dano publicamente, cumprir microacordos de forma consistente, mostrar vulnerabilidade, recompensar comportamentos cooperativos e narrar os gestos.

Um exemplo disso foram os passos seguintes após a crise cultural da Uber em 2017. O novo CEO focou 12 meses em reconstruir confiança via novos valores e escuta ativa, antes de mudar a estratégia.

  1. Como adaptar estratégias de negociação a diferentes culturas organizacionais ou perfis profissionais?

Para startup builder, que preza velocidade e inovação, a estratégia são microacordos rápidos e decisões reversíveis. O desafio está nas discussões sem fechamento. No corporativo, que tem uma cultura hierárquica e de risco, a estratégia é baseada em dados, precedentes e consenso. O ideal é evitar um conflito direto. Na área técnica / engenharia, dá para usar critérios objetivos e clareza lógica, ignorando as emoções. E por fim, no setor criativo ou de produto, utilizamos narrativa e propósito, sem perder o foco prático.

Antes de negociar, observe como a organização reage ao erro e ao conflito. A cultura verdadeira aparece nas reações, não nos valores de parede.

  1. Que habilidades um líder precisa ter hoje para ser um bom negociador em tempos de pressão e escassez de recursos?

Top 5 competências:

  • Escuta sob pressão: manter calma mesmo em conversas difíceis.
  • Regulação emocional: controlar reatividade e empatia simultaneamente.
  • Storytelling de propósito: reenquadrar conflito em algo maior que o ego das partes.
  • Decisão incremental: avançar por testes e aprendizados, não por decretos.
  • Autenticidade estratégica: dizer a verdade com cuidado, não com dureza.

Duas dimensões:

  • Tática: regular emoções e ouvir.
  • Estratégica: redefinir o jogo para que todos possam vencer de forma sustentável.

(*) Giovanna Gregori Pinto – Graduada em psicologia pela PUC-Campinas, com MBA em gerenciamento de projetos pela FGV, Giovanna Gregori Pinto é fundadora da People Leap e referência em estruturar áreas de RH em startups de tecnologia em crescimento. Com duas décadas de experiência em empresas de cultura acelerada, construiu uma trajetória sólida em gigantes como iFood e AB InBev (Ambev). No iFood, como Head de People – Tech, liderou a expansão do time de tecnologia de 150 para 1.000 pessoas em menos de quatro anos, acompanhando o salto de 10 para 50 milhões de pedidos mensais. Já na AB InBev, como Diretora Global de RH, triplicou o time antes do prazo, elevou o NPS de People em 670%, aumentou o engajamento em 21% e reduziu o turnover de tecnologia ao menor nível da história da companhia.

 

 

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Royal Air Maroc e Embratur promovem visita de jornalistas marroquinos ao Brasil para ampliar divulgação internacional do país

Iniciativa no âmbito do Programa de Aceleração do Turismo Internacional (PATI), com apoio do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, reforça a conectividade entre Brasil e Marrocos

Da Redação (*)

Brasília – Doze dos principais jornalistas, editores e dirigentes da imprensa no Marrocos visitam o Brasil este mês a convite da Royal Air Maroc (RAM) e da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo). A iniciativa inclui uma série de experiências turísticas e culturais com objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o mercado brasileiro e ampliar a visibilidade internacional do país. A ação, realizada em duas etapas, conta com o apoio do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, pela sua concessionária GRU Airport.

Este é mais um movimento de aproximação entre Brasil e Marrocos, o qual vem se fortalecendo desde o retorno, há dez meses, da rota direta São Paulo-Casablanca operada pela Royal Air Maroc.

“Nosso voo vem mostrando resultados consistentes, com taxas de ocupação superiores a 80%, e há espaço para crescer. O brasileiro descobre no Marrocos um ponto de acesso estratégico para a África, Ásia e a Europa, e os marroquinos e africanos encontram no Brasil um destino vibrante, diverso e acolhedor”, afirma Othman Baba, diretor regional da RAM na América do Sul.

A press trip integra o PATI (Programa de Aceleração do Turismo Internacional), iniciativa da Embratur que tem como objetivo fortalecer a conectividade aérea e ampliar o fluxo de turistas estrangeiros para o Brasil por meio de ações cooperadas com o trade internacional. O termo de colaboração, firmado durante a FITUR 2025, em Madri, tem como proponentes a Royal Air Maroc e o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (GRU Airport), reforçando a parceria estratégica entre os três atores na promoção conjunta do Brasil como destino turístico e na consolidação da rota.

O fortalecimento dessa parceria também foi reafirmado durante a WTM Latin America 2025, em São Paulo, com a assinatura de um Protocolo de Intenções entre a Embratur e a Royal Air Maroc, que prevê a realização de novas campanhas internacionais, missões comerciais e iniciativas para expansão da conectividade aérea entre os dois países.

“Avançamos ao estabelecer a conectividade com o Marrocos e agora é o momento de gerar oportunidades de negócios, promover os destinos brasileiros e atrair cada vez mais visitantes desta região da África. A ação, em parceria com a Royal Air Maroc, é uma importante ferramenta de promoção do país, pois estes profissionais vão levar, através dos meios de comunicação, as impressões e encantos que o Brasil proporciona a quem nos visita. Serão mais estrangeiros sendo impactados por essas mensagens, mais turistas chegando por aqui e mais emprego e renda sendo gerados através do turismo”, comenta opresidente da Embratur, Marcelo Freixo.

O Aeroporto Internacional de São Paulo, maior hub aeroportuário e principal porta de entrada e saída do Brasil, participa do PATI por meio de parceria e incentivos junto à RAM, fortalecendo ainda mais a conectividade Brasil-Marrocos.

“Estamos focados e comprometidos em contribuir com o fomento do turismo brasileiro, estimulando a oferta de voos internacionais por meio de ações de divulgação e iniciativas que incrementem o fluxo de turistas estrangeiros. A parceria com a RAM é mais uma conquista na nossa missão de mostrar ao mundo as belezas de São Paulo e do Brasil como destino turístico”, declara Claudio Ferreira, diretor comercial da GRU Airport.

Imprensa marroquina se encanta com o Brasil

O primeiro grupo da missão esteve no Brasil entre 9 e 14 de outubro e o segundo faz a visita entre 23 e 28 do mesmo mês. A agenda combina experiências turísticas, culturais e gastronômicas, voltadas a destacar a infraestrutura aérea, o potencial de demanda e a diversidade do portfólio de destinos brasileiros, com ênfase em São Paulo – capital e litoral – como porta de entrada para o país.

A expectativa é que a presença dos líderes editoriais, que representam os principais canais de TV, plataformas digitais e jornais de referência do Marrocos, contribua para posicionar o Brasil em destaque na imprensa do norte da África, fortalecendo a imagem do país como destino atraente e estratégico.

“Fiquei muito impressionado com o enorme potencial turístico de São Paulo e Maresias. O contraste entre a energia urbana e o charme litorâneo é realmente notável. Também fiquei tocado pela hospitalidade e gentileza do povo brasileiro, que nos recebeu calorosamente e tornou a experiência ainda mais significativa. Para a imprensa marroquina, essa oportunidade oferece percepções valiosas que permitem uma cobertura mais precisa e culturalmente sensível sobre o Brasil. Ao compartilhar essas experiências com o público marroquino, podemos inspirar maior interesse pelo Brasil como destino turístico e parceiro econômico. Trocas como essa ajudam a construir laços culturais e diplomáticos mais fortes entre os países, promovendo compreensão mútua e futuras colaborações”, afirma Adil Chquiry, diretor de Marketing e Digital da 2M TV.

Conectividade em expansão

Com a operação atual de três voos semanais entre São Paulo e Casablanca – uma viagem de cerca de nove horas em aeronave moderna -, e um quarto voo a ser iniciado em dezembro, a Royal Air Maroc vem consolidando sua presença no mercado brasileiro. A companhia, que tem planos para abrir em breve um voo direto também para o Rio de Janeiro, oferece passagens a preços competitivos, duas malas de 23 kg sem custo extra na classe econômica e três de 32 Kg na executiva, além de permitir stopover gratuito no Marrocos, entre outras vantagens para os passageiros.

(*) Com informações da Embratur

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