Carta final de cúpula da COP30 reivindica que Belém marque a troca das palavras por novo ciclo de ação

Para presidente da COP30, momento é de implementar agenda de mudanças

Da Redação (*) – O presidente-designado da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), embaixador André Corrêa do Lago, divulgou hoje (9) sua décima e última carta à comunidade internacional, chamando os países para que Belém se torne “um ciclo de ação” no enfrentamento da crise climática global. No documento, divulgado às vésperas do início da Conferência das Partes, Corrêa do Lago faz um resumo das cartas anteriores e finaliza ressaltando que o processo de mudança deve acontecer conjuntamente.

“A COP30 pode marcar o momento em que a humanidade recomeça – restaurando nossa aliança com o planeta e entre gerações. Somos privilegiados por ter sido destinado a nós o dever de fazer história como aqueles que escolheram a coragem em vez da omissão, para virar o jogo na luta climática. Devemos abraçar esse privilégio como responsabilidade – pelas pessoas que amamos, pelas gerações que vieram antes e pelas que ainda virão”, escreveu.

Na carta, o presidente-designado da COP30 relembra a trajetória de discussões sobre a crise climática, iniciadas com a ECO-92, no Rio de Janeiro. “Em Belém, honraremos essa continuidade: a capacidade de nossa espécie de cooperar, renovar-se e agir em conjunto diante da incerteza”, escreveu

Para o embaixador, este é o momento de implementar uma agenda de mudanças focada na união e na cooperação

“À medida que nos aproximamos das negociações de Belém, tenho uma prioridade principal: garantir que nossa impressionante membresia [membros de um grupo, associação ou entidade] de quase 200 países e culturas vá além de grupos de negociação e Partes, evoluindo como uma equipe coesa. Uma equipe capaz de canalizar, para nosso trabalho, a inteligência coletiva da humanidade e o melhor que podemos oferecer individualmente em prol de nosso propósito comum: proteger nossas sociedades, economias e ecossistemas”, afirmou.

Defesa do multilateralismo e chamamento à ação

Corrêa do Lago fez um resumo das cartas anteriores, nas quais foram delineadas as prioridades centrais para a COP30: reforçar o multilateralismo e o regime climático; conectar o regime climático à vida real das pessoas e à economia real; e acelerar a implementação do Acordo de Paris.

“Com esta décima carta, concluo um ciclo de palavras para que o mundo abra um ciclo de ação; estamos quase lá”, disse o embaixador Corrêa do Lago.

Na carta, o embaixador conclamou as nações e os diversos atores a estarem “conscientes do privilégio e da oportunidade de transformar as negociações de um fórum de debate adversarial em um laboratório de soluções” — um mutirão global pelo progresso compartilhado”, acrescentou.

“Mas mais importante do que o que fazemos e como fazemos é termos clareza sobre por que o fazemos. A COP30 será a COP da Verdade. Ou decidimos mudar por escolha, juntos, ou seremos forçados a mudar pela tragédia. Temos uma escolha. Podemos mudar. Mas precisamos fazê-lo juntos”, diz o documento.

Nesta segunda-feira (10), tem início as negociações da COP 30, que girarão em torno das definições das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês). As NDCs são metas de mitigação, ou seja, compromissos adotados pelos países para redução de emissões de gases de efeito estufa.

O Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% suas emissões até 2035, abrangendo todos os gases de efeito estufa e todos os setores da economia. Até o momento 79 países já divulgaram suas NDCs. Eles são responsáveis por 64% das emissões. Os 118 restantes, são responsáveis por 36%. A expectativa é que a agenda de mitigação da crise climática avance com ações mais concretas de financiamento dos países em desenvolvimento.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Turkish Airlines registra lucro operacional de US$ 1,1 bilhão no 3º trimestre e mantém trajetória de crescimento

Da Redação (*)

Brasília – Mantendo seu ritmo consistente de crescimento alinhado às metas de 2033, a Turkish Airlines, reconhecida pelo Guinness World Record® como a companhia que voa para mais destinos no mundo, registrou um lucro operacional (Profit from Main Operations) de US$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre de 2025.

Destaques financeiros e operacionais:

  • A Receita Total aumentou 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando aproximadamente US$ 7 bilhões no terceiro trimestre de 2025. Nos primeiros nove meses do ano, a Receita Total ultrapassou US$ 17,8 bilhões.
  • O lucro operacional do terceiro trimestre foi de US$ 1,1 bilhão, totalizando US$ 1,7 bilhão no período de janeiro a setembro de 2025.
  • Os ativos consolidados atingiram US$ 43,2 bilhões, e o número total de colaboradores, incluindo subsidiárias, superou 101 mil profissionais.
  • Como parte das metas para 2033, o valor dos investimentos realizados nos primeiros nove meses do ano chegou a US$ 3,6.
  • Com resultados expressivos de tráfego em outubro — aumento de 19% no número de passageiros e de 16% no volume de carga — e com fortes tendências de reservas antecipadas, a margem EBITDAR (Earnings Before Interest, Tax, Depreciation, Amortization, and Rent) esperada para o final de 2025 permanece na faixa de 22% a 24%, alinhada ao objetivo de longo prazo da Companhia.

Ao divulgar seus resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025, a Turkish Airlines manteve seu crescimento contínuo em um período marcado por acontecimentos extraordinários no cenário global. Mesmo diante de incertezas causadas por interrupções no comércio internacional e desafios relacionados a motores na indústria de aviação, a Companhia transportou 27,2 milhões de passageiros no trimestre — o maior volume já registrado para um terceiro trimestre em sua história.

Mantendo crescimento por 18 trimestres consecutivos, a Companhia expandiu sua capacidade de passageiros em 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, ultrapassando em 43% os níveis pré-pandemia.

No período de julho a setembro de 2025, a Receita Total aumentou 4,9% em relação ao ano anterior, chegando a aproximadamente US$ 7 bilhões, impulsionada principalmente pelo desempenho das operações de passageiros. As receitas com passageiros cresceram 6,1% devido à demanda favorável frente ao aumento de capacidade. Apesar do avanço na receita, a redução nos yields e as pressões de custo ao longo do trimestre resultaram em uma queda de 21,3% no lucro operacional na comparação anual, fixado em US$ 1,1 bilhão.

Capacidade de adaptação em cenários diversos

Comentando os resultados, o Presidente do Conselho e do Comitê Executivo da Turkish Airlines, Prof. Ahmet Bolat, afirmou: “O lucro obtido no terceiro trimestre de 2025 reforça, mais uma vez, a capacidade da Turkish Airlines de se adaptar aos mais diversos cenários operacionais, graças à sua estrutura de receitas diversificada. Como a marca mais valiosa da Turquia no cenário internacional e uma das líderes globais do setor de aviação, continuaremos crescendo e investindo em linha com nossa estratégia para 2033. Nosso foco vai além da lucratividade — temos o compromisso de alcançar um sucesso sustentável e de longo prazo.”

No terceiro trimestre de 2025, o EBITDAR, indicador da capacidade de geração de caixa operacional, foi de US$ 2,1 bilhões, com margem de 29,6%. Refletindo as fortes reservas futuras, a margem EBITDAR prevista para o ano de 2025 deve permanecer dentro do intervalo estratégico de 22% a 24%.

A Turkish Airlines também seguiu ampliando suas parcerias comerciais ao longo do trimestre. Além de novos acordos de codeshare com companhias aéreas de diferentes regiões, a Companhia firmou um acordo para aquisição de participação minoritária na Air Europa, uma das principais companhias aéreas da Espanha. Com essa operação, a Turkish Airlines busca fortalecer sua conectividade global, expandir as redes de passageiros e carga entre Turquia e Espanha, aumentar o fluxo de turistas para Turquia e abrir novos mercados de turismo na América Latina, contribuindo ainda mais para a economia do país.

Com o objetivo de expandir sua frota para mais de 800 aeronaves até 2033, a companhia aérea nacional da Turquia aumentou sua frota em 8,4% na comparação anual, alcançando 506 aeronaves em setembro de 2025, apesar dos gargalos persistentes na cadeia de produção da indústria. Para ampliar eficiência operacional, flexibilidade e conforto aos passageiros, a Turkish Airlines concluiu negociações com a Boeing para pedidos firmes de 50 aeronaves B787-9/10 e 100 aeronaves B737-8/10 MAX, além de opções adicionais de 25 e 50 unidades, respectivamente.

A Turkish Airlines segue avançando com confiança em sua trajetória de crescimento sustentável, progredindo firmemente em direção às metas estabelecidas em sua Estratégia do Centenário.

(*) Com informações da Turkish Airlines

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Interfaces de IA inauguram uma nova era de microassistentes e co-pilots

Por Fabio Seixas (*)

Vivemos um momento de transição paradigmática na forma como interagimos com a inteligência artificial. Os últimos anos foram dominados por chatbots e assistentes virtuais, que popularizaram a ideia de que a IA é algo com quem conversamos. Mas o futuro está caminhando em outra direção, em que interfaces invisíveis, que compreendem o contexto, antecipam intenções e agem sem precisar de comandos explícitos. Essa revolução silenciosa está transformando a experiência digital de forma mais profunda do que qualquer salto anterior.

Durante anos, a indústria investiu na simulação da conversa humana, com a Alexa, Siri, Google Assistant e ChatGPT consolidando o modelo de IA conversacional. Contudo, essa abordagem carrega um limite estrutural, pois exige formulação de perguntas, espera por respostas e ajustes sucessivos até chegar ao resultado desejado. Para tarefas simples e repetitivas, esse processo é mais lento do que produtivo. A próxima geração de interfaces, portanto, não quer conversar, quer resolver.

Segundo a Gartner, 85% dos líderes de atendimento vão usar ou testar soluções de IA generativa conversacional em 2025, e mais de 75% das lideranças de atendimento ao cliente afirmaram sentir pressão dos líderes executivos para implementar essa tecnologia, sendo um sinal claro de que o setor busca repensar a própria arquitetura da experiência do cliente. É nesse contexto que surgem os microassistentes, pequenos módulos de IA integrados a sistemas e aplicativos já existentes.

Diferentemente dos chatbots, eles operam de maneira silenciosa, oferecendo ajuda no momento exato em que é necessária. No Gmail, por exemplo, o recurso Smart Compose entende o padrão de escrita do usuário e completa frases automaticamente, enquanto o LinkedIn sugere reformulações de postagens para aumentar o engajamento. Essa abordagem representa uma mudança fundamental na filosofia de design, já que em vez de esperar comandos explícitos, a IA observa, aprende e age proativamente.

Paralelamente, os co-pilots especializados representam uma evolução ainda mais avançada dessa lógica, já que eles se integram a fluxos de trabalho específicos, com profundo entendimento das rotinas e processos de cada área. Imagine uma equipe de atendimento no Reclame Aqui que, ao abrir uma reclamação, recebe automaticamente três opções de resposta geradas pelo assistente com base no histórico do cliente, nas diretrizes da empresa e nas políticas regulatórias. Esse tipo de co-pilot não precisa de prompts ou de janelas de chat, ele atua no exato ponto onde a decisão precisa ser tomada. O resultado é um salto exponencial de produtividade, consistência e qualidade nas interações com o público.

Em vez de exigir atenção e esforço mental, a IA passa a reduzir a carga cognitiva do usuário. Em vez de abrir mais uma janela, ela desaparece dentro das que já existem. Essa integração invisível torna a tecnologia mais humana porque se adapta ao comportamento das pessoas, e não o contrário, e com isso estamos migrando de um modelo baseado em comando e resposta para um modelo de observação e antecipação, deixando de ser uma entidade com a qual interagimos e se tornando um sistema que compreende intenções, contexto e propósito.

Diferente dos comandos de voz tradicionais, as novas tecnologias vocais não dependem de ativações explícitas ou frases estruturadas. Elas compreendem nuances, contexto e intenção. Imagine um ambiente de trabalho onde dizer “preciso revisar os números do trimestre” faz com que o sistema reúna automaticamente relatórios, gráficos e dados relevantes, sem que o profissional precise abrir um único aplicativo. É o conceito de “zero atrito, 100% presença”, em que a tecnologia se integra tão perfeitamente ao ambiente que operar o sistema parece um ato natural de pensamento.

Para que essa nova geração de assistentes se torne realidade, será necessário repensar como aplicamos IA nas empresas. Modelos centralizados baseados em prompts e respostas dão lugar a sistemas distribuídos, com análise em tempo real e capacidade de aprendizado contínuo. O edge computing, por exemplo, ganha importância ao permitir que parte do processamento ocorra localmente, reduzindo latência e preservando privacidade. Além disso, a integração com APIs e sistemas legados é essencial, pois o verdadeiro valor dos microassistentes e co-pilots está em sua capacidade de operar dentro do ecossistema digital já existente, sem criar camadas adicionais de complexidade.

Estamos, portanto, diante de uma transformação silenciosa, mas profundamente impactante. O futuro da inteligência artificial não está em conversas mais sofisticadas, mas em ações mais inteligentes, em que microassistentes, co-pilots contextuais e interfaces de voz são os pilares dessa nova era, onde a IA se torna ubíqua, presente e invisível. Em vez de depender de comandos, ela entende intenções, e em vez de exigir atenção, ela devolve tempo. O resultado é um ecossistema tecnológico mais humano, no qual a máquina não substitui o raciocínio, mas o amplifica, tornando o trabalho mais fluido, eficiente e natural.

(*) Fábio Seixas – Com mais de 30 anos de experiência em tecnologia e negócios digitais, Fabio Seixas é empreendedor, mentor e especialista em desenvolvimento de software. Fundador e CEO da Softo, uma software house que introduziu o conceito de DevTeam as a Service, Fabio já criou e dirigiu oito empresas de internet e mentorou mais de 20 outras. Sua trajetória inclui expertise em modelos de negócios digitais, growth hacking, infraestrutura em nuvem, marketing e publicidade online.

 

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COP30: ApexBrasil realiza ações de promoção e visibilidade internacional de cafés especiais compatíveis com a floresta

Com experiências sensoriais de cafés especiais e apoio à infraestrutura da Conferência, Agência reforça seu compromisso com a promoção de produtos alinhados à socio bioeconomia do país

Da Redação (*)

Brasília – Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorre de 10 a 21 de novembro no coração da Amazônia, em Belém (PA), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) promoverá ações voltadas à valorização de produtos sustentáveis brasileiros e ao fortalecimento da imagem do Brasil como protagonista global na transição verde.

Em parceria com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), e com o apoio do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Associação Brasileira da Industria de Café (ABIC) e Associação Brasileira da Industria de Café Solúvel (ABICS), a Agência realizará degustações sensoriais de cafés especiais nos espaços oficiais da COP30 – Pavilhões Brasil, zonas Azul e Verde. A iniciativa faz parte do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation” que visa promover a internacionalização do setor e consolidar o país como líder global na produção de cafés especiais, destacando a sustentabilidade e a qualidade como pilares centrais do setor.

“A Amazônia passa a ter um papel de protagonista nos cafés especiais. Entramos de vez no mapa mundial desse setor e, na COP30, vamos mostrar isso para o mundo, levar café é também levar o sabor e a riqueza da Amazônia” afirmou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

Governo busca protagonismo e abertura de novos mercados

A COP30 Amazônia integra o esforço do Governo Federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de colocar o Brasil no centro das discussões globais. Desde 2023, o presidente já realizou mais de 18 missões internacionais em parceria com a ApexBrasil e o Itamaraty, resultando na abertura de mais de 450 novos mercados para os produtos brasileiros. Ao conectar a promoção comercial à agenda ambiental, a Agência reforça seu compromisso com um modelo de internacionalização que valoriza a bioeconomia, o comércio justo e a inclusão produtiva local, mostrando que o país pode crescer preservando e inovando.

“A COP30 é uma oportunidade histórica para o Brasil reafirmar seu papel como potência ambiental e produtiva. A Apex está presente para mostrar que a sustentabilidade pode e deve caminhar junto com o desenvolvimento econômico. Nossas ações demonstram que os produtos compatíveis com a floresta geram renda, fortalecem comunidades e abrem mercados no exterior”.

Entre as iniciativas de destaque da Agência nessa direção está o programa Exporta Mais Amazônia, que teve sua terceira edição realizada em outubro deste ano em Rio Branco (AC). O evento reuniu 25 compradores internacionais de 18 países e 76 empresas amazônicas de setores como açaí, café robusta amazônico, castanha-do-Brasil, frutas processadas, carnes e artesanato.

Ao todo, foram 337 reuniões bilaterais e uma expectativa de negócios de R$ 101,5 milhões — somando-se aos R$ 85 milhões movimentados nas duas edições anteriores. O estado recebeu ainda, em novembro, a fase “Robusta Amazônico” do Exporta Mais Brasil: Cafés Especiais, que contou com 9 compradores, 34 produtores rurais vendedores, 47 amostras de café e R$ 14 milhões em negócios gerados. Deste valor, R$ 4,4 milhões foram realizados no evento e R$ 9,4 milhões estão previstos para os próximos 12 meses.

(*) Com informações da ApexBrasil

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Participação do Brasil na CIIE mostra força da parceria com a China no agronegócio, diz gerente da ApexBrasil

Da Redação (*)

Brasília – – O Brasil tem as mais altas expectativas sobre às relações com a China, que atravessam o melhor momento da história, afirmou Laudemir André Müller, gerente de agronegócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na última quarta-feira (5), em Shanghai.

Müller fez essas observações no subfórum de agricultura do Fórum Econômico Internacional de Hongqiao durante a 8ª Exposição Internacional de Importação da China (CIIE), realizada de 5 a 10 de novembro na megalópole chinesa

O subfórum, que teve como tema “Resiliência e inovação: Comércio agrícola internacional de alta qualidade em meio a incertezas externas”, foi organizado pelos ministérios da Agricultura e Assuntos Rurais e do Comércio da China.

“As empresas chinesas têm realizado inúmeros investimentos no Brasil, e as brasileiras também vêm ampliando sua presença na China. O comércio, as relações e a amizade entre os dois países continuam crescendo e se fortalecendo”, destacou Müller ao falar sobre a cooperação agrícola entre China e Brasil.

Segundo ele, o Brasil enviou uma grande delegação à CIIE deste ano, com dois pavilhões. Essa ampla participação, afirmou, reflete o excelente nível das relações entre os dois países.

Müller explicou que a China é o principal destino das exportações agrícolas brasileiras, ao mesmo tempo, a China é o maior importador dos produtos agrícolas brasileiros. Por isso, disse ele, o país participa regularmente do evento para apresentar a força e os avanços da agricultura brasileira, além de compartilhar conhecimento e trocar experiências com outros países, especialmente com a China, que tem avançado na agricultura moderna e sustentável.

ApexBrasil destaca força e diversidade do agronegócio brasileiro

Questionado sobre os produtos de destaque nesta edição, além da soja e da carne bovina, Müller lembrou que o Brasil é um dos países com maior diversidade agrícola do mundo, exportando para mais de 200 países e regiões.

“Somos líderes globais em suco de laranja, açúcar, café e carne bovina”, disse o gerente de agronegócios, acrescentando que, este ano, o Brasil também se tornou o principal exportador de algodão e que possui outros produtos típicos, como castanhas produzidas por pequenas propriedades familiares, demonstrando ao mundo a verdadeira força e diversidade da agricultura brasileira e os produtos que o país pode oferecer.

Em relação à cooperação entre China e Brasil na abordagem das mudanças climáticas, Müller observou que se trata de um desafio comum a ser enfrentado conjuntamente.

O executivo da ApexBrasil destacou também a ampla experiência e as tecnologias do Brasil na agricultura tropical, enquanto a China oferece oportunidades de intercâmbio tecnológico e investe em infraestrutura e logística, áreas que precisam ser aprimoradas para se garantir um desenvolvimento sustentável.

(*) Com informações da Agência Xinhua

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Comércio exterior da China resiste ao tarifaço de Trump, cresce 3,6% em 12 meses e soma US$ 5,27 trilhões

Da Redação (*)

Brasília– O comércio exterior de mercadorias da China manteve um crescimento estável nos primeiros 10 meses de 2025, apesar dos ventos contrários da economia global, mostraram dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (7). A corrente de comércio (exportações+importações) do país totalizou US$ 5,27 trilhões (37,31 trilhões de yuans) de janeiro a outubro, um aumento anual de 3,6%, de acordo com a Administração Geral das Alfândegas (AGA).

Isoladamente em outubro, as importações e exportações de bens da China subiram 0,1% ano a ano, para 3,7 trilhões de yuans. As exportações caíram 0,8% em termos anuais, mas as importações subiram 1,4%, marcando o quinto mês consecutivo de expansão.

Lyu Daliang, diretor do Departamento de Estatísticas e Análise da AGA, disse que, apesar dos choques externos, o comércio exterior da China demonstrou forte resiliência este ano, mantendo sua expansão estável e constante, resultado alcançado com grande esforço.

ASEAN e UE, os dois principais parceiros

Nos primeiros 10 meses, a ASEAN foi o maior parceiro comercial da China. O valor do comércio entre os dois lados aumentou 9,1% ano a ano e representou 16,6% do valor total do comércio exterior da China.

A China permanece como o maior parceiro comercial da ASEAN por 16 anos consecutivos, enquanto a ASEAN tem sido o maior parceiro comercial da China por cinco anos consecutivos.

Durante o período de 10 meses, o comércio da China com a UE cresceu 4,9%, enquanto o comércio sino-americano caiu 15,9%. Os dados também destacaram um aumento de 5,9% no comércio chinês com os países do Cinturão e Rota.

As empresas privadas demonstraram dinamismo significativo como principal motor do comércio, com seus valores de importação e exportação crescendo 7,2%, para 21,28 trilhões de yuans, representando 57% do total do país e 1,9 ponto percentual acima do mesmo período do ano passado.

O comércio exterior da China continuou a sofrer uma mudança estrutural, com as exportações de produtos mecânicos e elétricos crescendo 8,7%, respondendo por 60,7% do total das exportações, impulsionadas pelo forte crescimento em circuitos integrados e automóveis, enquanto os produtos de mão de obra intensiva tiveram um declínio de 3%.

“O comércio exterior ainda enfrenta algumas pressões no quarto trimestre, mas fatores positivos estão se acumulando”, disse Bao Xiaohua, professora titular da Universidade de Finanças e Economia de Shanghai.

Com várias políticas de apoio entrando em vigor, a pressão descendente sobre as exportações da China é geralmente administrável no quarto trimestre, e deve se registrar um crescimento estável para o ano inteiro, acrescentou Bao.

(*) Com informações da Agência Xinhua

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eComex anuncia tecnologia capaz de estruturar os dados para o uso de IA no comércio exterior

Chamada Comex Statistics, sua principal função é fornecer uma visão geral e confiável da operação de comércio exterior, com dados organizados e acessíveis de forma rápida e fácil.

Da Redação (*)

Brasília – Com o objetivo de ajudar as organizações que atuam com comércio exterior e logística internacional a estruturar seus dados tanto para geração de insights como para viabilizar o uso de Inteligência Artificial, a D2P (startup pertencente à eComex) acaba de anunciar o lançamento do Comex Statistics. Sua principal função é fornecer uma visão geral e confiável da operação de comércio exterior, com dados organizados, acessíveis de forma rápida e fácil.

Plug and play e integrada aos principais ERPs do mercado e ao sistema de Comex do governo, o Comex Statistics atua como um BI (business intelligence) automatizado, que captura, padroniza e analisa diferentes dados das operações de comércio exterior e logística internacional de seus clientes, sem necessidade de digitação, consolidando as informações geradas em dashboards inteligentes.

“Segundo dados da Câmara de Comércio Internacional, aproximadamente 4 bilhões de documentos são transacionados diariamente entre todos os participantes do comércio global. Esse vasto volume de informações, somado ao uso de sistemas legados e também à falta de padronização, dados duplicados e a dependência de fontes externas ou planilhas, como as do Excel — altamente suscetíveis a perdas ou erros — pode representar obstáculos para a otimização das operações atuais e, consequentemente, para o crescimento dos negócios”, explica André Barros, CEO da eComex e D2P.

Ainda segundo Barros, outro benefício do Comex Statistics é a sua capacidade de estruturar dados de diferentes fontes para o uso de Inteligência Artificial.

Executivo destaca importância de dados para IA

“De acordo com o estudo Gartner CIO Agenda 2025, 72% dos CIOs em todo o mundo afirmam que a Inteligência Artificial está entre as prioridades estratégicas da área de tecnologia. Porém, fato é que sem dados, não há IA, e a IA só gera resultados quando os dados estão organizados, Conectados e governados. Cientes disso, desenvolvemos essa solução que visa automatizar processos para estruturação de Dados, gerando ainda insights valiosos para tomadas de decisões mais ágeis e assertivas”, ressalta o executivo.

Entre alguns indicadores fornecidos pelo Comex Statistics estão, por exemplo, tempo médio de desembaraço, desembaraço por modal, prazos, distribuição geográfica, custos e despesas.

A solução ainda fornece indicadores ao nível de cada item em poucos cliques, bem como a comparação entre diferentes importações relativas a um mesmo produto.

“Diante de um histórico recente marcado por pandemia, tensões geopolíticas, disputas tarifárias e avanço das agendas ESG e de descarbonização no comércio internacional, cada vez mais as tecnologias emergentes, como a IA, se tornam imperativas para as empresas que buscam se manterem competitivas no mercado. Por isso, precisamos nos atentar sobre a importância da estruturação de dados como pré-requisito vital não só para uma gestão estratégica eficiente, como para o uso da própria Inteligência Artificial”, conclui Barros.

A eComex alcançou um marco significativo em 2023 com a aquisição da D2P, startup especializada em logística internacional. Avaliada em R$ 20 milhões, essa aquisição permitiu a fusão de tecnologias e experiências, impulsionando ainda mais a inovação como oferta para o mercado. Com a aquisição da D2P, a eComex inicia um processo de transformação da tecnologia para o comércio exterior no Brasil.

(*) Fonte: Infor Channel

 

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Enaex 2025: Firjan leva ações e serviços para as empresas fluminenses que atuam no comércio exterior

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro participa do evento, em 12 e 13 de novembro, considerado o maior e mais relevante ponto de encontro e de debates do setor de comércio exterior no país

Da Redação (*)

Brasília – A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) participa, nos dias 12 e 13 de novembro, do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) 2025, considerado o maior e mais relevante ponto de encontro e de debates do setor de comércio exterior no país. O Enaex ocorre no centro de exposições ExpoRio, na cidade do Rio, reunindo especialistas e oportunidades de conexão entre as empresas, entidades e poder público.

Interessados em participar do Enaex devem se inscrever pelo site do evento https://enaex.com.br/

Serviços para empresas fluminenses

Durante os dois dias de evento, a assessoria técnica da Firjan estará à disposição para atender e tirar dúvidas dos interessados em atuar no comércio exterior. Por meio da Firjan Internacional (https://www.firjan.com.br/firjan/empresas/competitividade-empresarial/firjan-internacional/default.htm), a Federação realiza o acompanhamento do ambiente normativo e legislativo de comércio exterior, promove a defesa da indústria fluminense, colaborando para resolução de pleitos e dificuldades das empresas associadas em questões de comércio internacional.

No estande da Federação, as empresas terão acesso também a informações sobre o Certificado de Origem, documento emitido pela Firjan, com reconhecimento da ICC (International Chamber of Commerce), comprovando a origem da mercadoria exportada. O documento permite que produtos brasileiros ingressem em alguns países com o imposto de importação reduzido ou nulo, tornando o produto mais competitivo no mercado internacional.

Além disso, a Firjan emite o Atestado de não similaridade, documento exigido pela Secretaria da Fazenda do estado do Rio de Janeiro. Seu objetivo é gerar benefícios fiscais relacionados ao ICMS sobre a operação de importação ou aquisição interestadual.

Os participantes do Enaex também poderão conhecer as ações promovidas pela Federação para promoção e valorização dos produtos fluminenses no exterior, como apoio na participação de empresas em feiras internacionais e visitas de compradores estrangeiros. Tais ações permitem ao empresário fluminense e brasileiro expandir seus negócios internacionais. A Firjan apresenta ainda o Boletim Rio Exporta, com um dashboard interativo de dados mensais que apresenta análises sobre o comércio exterior fluminense.

(*) Com informações da Firjan

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Amcham Brasil cobra urgência nos avanços das negociações para combater forte queda nas exportações do Brasil para os EUA

Da Redação (*)

Brasília – As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 37,9% em outubro, a mais acentuada queda desde a entrada em vigor das tarifas adicionais de 40% sobre produtos brasileiros, em agosto deste ano.

Essa retração, a terceira consecutiva, evidencia a intensificação dos efeitos negativos das tarifas sobre o fluxo comercial entre os dois países, impactando cadeias produtivas integradas, investimentos e empregos em ambas as economias. Esses efeitos se somam à menor demanda nos Estados Unidos e à redução de preços internacionais para alguns produtos, como petróleo e derivados.

“A forte contração nas exportações brasileiras para o mercado americano em outubro reforça a urgência de uma solução para normalizar o comércio bilateral. É essencial que o valioso impulso político gerado pelo recente encontro entre os presidentes Lula e Trump seja aproveitado para alavancar avanços concretos nas negociações entre os dois países”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

A Amcham Brasil reafirma seu compromisso em colaborar com os governos e o setor privado na busca de soluções que fortaleçam a parceria econômica Brasil–Estados Unidos, com foco na competitividade, na previsibilidade e na geração de oportunidades mútuas.

(*) Com informações da Amcham

 

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Exportações  para a Ásia e Europa têm forte alta em outubro e compensam queda para os EUA com tarifaço de Trump

Da Redação (*)

Brasília – A diversificação das exportações para a Ásia e a Europa compensou os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos, três meses após a retaliação comercial do governo de Donald Trump. As vendas do Brasil para o exterior cresceram 9,1% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, batendo recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1989.

O crescimento ocorreu mesmo com a forte queda de 37,9% nas vendas para os Estados Unidos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo o levantamento, as exportações somaram US$ 31,97 bilhões no mês passado, enquanto as importações atingiram US$ 25,01 bilhões, resultando em superávit comercial de US$ 6,96 bilhões.

A retração nas exportações para os Estados Unidos, impactadas pelo tarifaço implementado pelo governo americano, levou a uma queda de 24,1% nas vendas para a América do Norte. Essa foi a única região com redução nas exportações em outubro.

O principal fator do encolhimento das vendas para a América do Norte foi a queda de 82,6% nos embarques de petróleo, equivalente a perda de US$ 500 milhões. Também recuaram as vendas de celulose (43,9%), óleos combustíveis (37,7%) e aeronaves e partes (19,8%).

“Mesmo produtos que não foram tarifados, como óleo combustível e celulose, sofreram queda”, informou o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão.

Outros mercados

O recuo nas exportações para os Estados Unidos foi compensado pelo aumento das vendas para outras regiões, especialmente a Ásia, que teve alta de 21,2%, impulsionada pela China (33,4%), Índia (55,5%), Cingapura (29,2%) e Filipinas (22,4%).

Entre os produtos, destacaram-se os aumentos nas exportações de soja (64,5%), óleos brutos de petróleo (43%), minério de ferro (31,7%) e carne bovina (44,7%).

Na Europa, as vendas cresceram 7,6%, com forte avanço de minérios de cobre (823,6%), carne bovina (73,4%) e celulose (46,8%). Já a América do Sul apresentou alta de 12,6%, puxada pelos embarques de óleos brutos de petróleo (141,1%).

Segundo Brandão, as exportações brasileiras para os Estados Unidos têm registrado redução constante nos últimos 3 meses. A queda foi de 16,5% em agosto, 20,3% em setembro e 37,9% em outubro.

“Temos observado taxas de variação negativa cada vez maiores, na comparação com o mesmo mês do ano anterior”, explicou Brandão.

O diretor do MDIC destacou ainda que o movimento reflete não apenas os efeitos diretos das tarifas, mas também uma possível redução da demanda americana.

“A principal queda em termos absolutos foi no petróleo bruto, que não foi tarifado. Isso indica que há efeitos diversos influenciando a retração das exportações aos EUA”, completou.

(*) Com informações da SECEX/MDIC

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