Estados Unidos devem ser a principal prioridade da agenda externa do próximo governo brasileiro, aponta Pesquisa Amcham

Levantamento ouviu 732 líderes empresariais de diversos setores da economia

Da Redação (*)

Brasília – A relação com os Estados Unidos desponta como a principal prioridade da política externa do próximo governo brasileiro, na avaliação de líderes empresariais ouvidos pela Pesquisa Amcham, divulgada nesta sexta-feira (30), durante evento realizado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo.

Quando questionados sobre as prioridades da política externa e comercial do próximo governo, os empresários apontam a relação com os Estados Unidos como o principal eixo estratégico, à frente de outros temas da agenda internacional.

As prioridades mais citadas foram:

  • Relação com os Estados Unidos (53%)
  • Atração de investimentos estrangeiros (46%)
  • Novos acordos de comércio (44%)
  • Acesso a mercados e redução de barreiras às exportações (35%)

“O empresariado associa cada vez mais a agenda externa à competitividade do país. A relação com os Estados Unidos aparece como prioridade por envolver a maior economia do mundo, a principal origem de investimentos estrangeiros no Brasil e um alto potencial em áreas como tecnologia, serviços e energia”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Apesar de estratégica, a relação com os Estados Unidos ainda é percebida como desafiadora por 44% dos empresários. Outros 38% avaliam o cenário como neutro, enquanto apenas 14% consideram o ambiente bilateral favorável.

Principais obstáculos para ampliar os negócios entre Brasil e Estados Unidos

As tarifas seguem sendo apontadas como o principal obstáculo para ampliar os negócios entre Brasil e Estados Unidos, citadas por 70% dos empresários. Trata-se de um fator que continua retirando competitividade dos produtos brasileiros e que reforça a necessidade de se avançar em um entendimento bilateral, especialmente em um momento de melhora no ambiente de diálogo e nas relações políticas entre os dois países.

Além disso, os empresários mencionam a taxa de câmbio (33%) e as barreiras não tarifárias (29%) como elementos que ampliam a complexidade do acesso ao mercado americano. Também aparecem desafios ligados à atuação das empresas, como escala e competitividade (25%), concorrência local (22%) e conhecimento do mercado dos Estados Unidos (20%).

Agenda Brasil–EUA: prioridades nas negociações

A pesquisa também identificou os temas que, na visão do setor privado, devem ser priorizados nas negociações atuais com os Estados Unidos:

  • Redução de barreiras comerciais (58%)
  • Redução de tarifas e ampliação do acesso a mercados (55%)
  • Combate ao crime organizado transnacional (42%)
  • Parcerias em investimentos (42%)
  • Minerais críticos e terras raras (36%)
  • Acordo para evitar a dupla tributação (35%)

Há uma agenda bem definida pelo setor empresarial. O desafio será transformar essas prioridades em avanços concretos, especialmente em um ano eleitoral no Brasil e diante da concorrência com outros temas no radar de prioridades do governo americano, destaca Abrão Neto.

O levantamento reúne a percepção do empresariado brasileiro sobre as eleições presidenciais de 2026, o ambiente de negócios e as agendas estratégicas que devem orientar o próximo ciclo de governo, com destaque para política externa, comércio e investimentos.

Eleições 2026: cautela e foco em economia e segurança

No plano doméstico, os empresários indicam como prioridades para o próximo presidente da República o equilíbrio fiscal (83%), o combate à corrupção (43%), a segurança pública (40%) e a redução das taxas de juros (37%).

O cenário eleitoral é percebido com cautela: 39% dos empresários classificam o cenário como neutro, enquanto 31% se dizem pessimistas e 16% otimistas em relação às eleições de 2026. Além disso, 9% se declaram muito pessimistas, 2% muito otimistas e 3% não souberam avaliar. O dado reflete a combinação de incerteza política, preocupação com a governabilidade e expectativas quanto à condução da agenda econômica no próximo mandato.

Há uma agenda bem definida pelo setor empresarial. O desafio será transformar essas prioridades em avanços concretos, especialmente em um ano eleitoral no Brasil e diante da concorrência com outros temas no radar de prioridades do governo americano, destaca Abrão Neto.

Perspectivas empresariais

A Pesquisa Amcham mostra que o empresariado mantém uma expectativa de crescimento em 2026. 84% das empresas projetam aumento de faturamento, sendo que 45% trabalham com a perspectiva de expansão superior a 11%. Menos de 3% anteveem retração de receitas.

Na avaliação dos empresários, esse crescimento tende a ser resultado de decisões concretas de negócio. Ele deve vir principalmente do aumento de vendas no mercado interno (65%), da redução de custos e ganhos de eficiência (55%) e de investimentos em transformação digital e inteligência artificial (38%).

Em relação ao ambiente de negócios durante o próximo governo (2027-2030), as percepções estão relativamente equilibradas: 35% dos empresários acreditam em melhora da economia e do ambiente de negócios, 26% projetam estabilidade e 25% esperam piora. Outros 14% não souberam avaliar.

“O empresariado segue comprometido com o crescimento e com os investimentos no país. O desempenho de 2026 estará diretamente ligado à capacidade de execução das empresas, aos ganhos de produtividade e ao uso de tecnologia, além da importância de previsibilidade, equilíbrio fiscal e integração internacional”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

(*) Com informações da Amcham

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Davos 2026: a natureza ao lado da economia e do turismo

Jaqueline Gil (*)

“Quem não se senta à mesa, provavelmente é o cardápio” foi uma das muitas aclamadas afirmações do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, há poucos dias, em Davos. Enquanto chefes de Estado e de governo, ministros e CEOs das maiores corporações globais se encontravam sob o tema “Espírito de Diálogo”, na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, preocupados principalmente com as rupturas e as incertezas na geopolítica, discussões aconteciam entre líderes convidados dos setores público e privado, cientistas e representantes da sociedade civil, em diversas arenas.

Neste ano, 3.000 profissionais de mais de 130 países priorizaram debates sobre investimentos em pessoas, novas formas de crescimento e prosperidade dentro dos limites planetários. O turismo não esteve alheio às discussões, e participei de seus principais debates. Nesse setor, apostas em oportunidades emergentes na economia da adaptação climática e da regeneração de ecossistemas, com riscos calibrados e caminhos a serem aprimorados, certamente farão a diferença para países, destinos e investidores, assim como definirão lucros e liderança, retirando os corajosos pioneiros do cardápio padronizado.

Estive em Davos pela primeira vez a convite do Basel Investor Forum, grupo suíço que conecta investidores globais a oportunidades de investimento a favor da saúde do planeta, em múltiplos setores. Participei de painéis e mesas-redondas científicas e econômicas e facilitei workshops sobre investimentos de impacto, da transição energética à economia regenerativa. A natureza e a biodiversidade estão, de forma crescente, no centro das análises, porque “sem natureza não há humanidade, não se fazem negócios, não há dividendos, não há investidores”, segundo André Hoffmann, do Fórum Econômico Mundial.

As temáticas econômicas aprofundaram-se, além da natureza e de maneira não excludente, na inteligência artificial a favor do bem-estar coletivo e na nova economia da regeneração dos ecossistemas. Como gerar e consolidar economias regenerativas lucrativas, a favor do planeta e do nosso futuro nele, foi a principal pergunta que investidores se faziam, em meio à neve dos Alpes suíços. Eles sabem, há longas décadas, que chegar primeiro e acertar nas apostas significa liderança econômica e poder de decisão à mesa, hoje e amanhã. Quem vai a Davos não quer ser cardápio — isso é certo.

Um debate coordenado pela Travalyst, organização sem fins lucrativos fundada pelo príncipe Harry, que reúne as maiores empresas de base tecnológica do mundo — como Google, Booking.com, Trip.com e Amadeus —, tratou do tema mais urgente no turismo atualmente: como crescer distribuindo fluxos e lucros, respeitando as pessoas e os ecossistemas, otimizando recursos e reduzindo as emissões de carbono. A resposta ainda está em construção, mas a percepção de que o Brasil deve sentar-se à mesa torna-se cada dia mais clara.

Ocupar a presidência da COP30 até novembro de 2026 nos torna responsáveis por liderar discussões, e há expectativas em relação a esse papel, ainda não plenamente realizadas. Vale destacar, também, nossas habilidades e históricos em múltiplos setores: a ampla capacidade de produção científica somada à valiosa biodiversidade — componentes da “fórmula” já conhecida na transformação da agricultura tropical (Embrapa, investimentos, natureza e empreendedores) — e as oportunidades para a geração de novas economias, como a dos combustíveis sustentáveis de aviação e a da regeneração, essenciais para o turismo do presente e do futuro.

Ao Brasil caberia liderar muitas discussões e propor encaminhamentos, inclusive em Davos, sobre a transição do turismo rumo à economia de baixo carbono. Sabe-se que, atualmente, as viagens são responsáveis por quase 9% das emissões totais de gases de efeito estufa e que não há sinais de redução sem programas intencionalmente desenhados para esse fim. As projeções indicam um robusto crescimento das viagens em todo o mundo e, paralelamente, sólidas oportunidades para a geração de uma nova economia de baixo carbono no turismo, até atingirmos a neutralidade dos gases.

O marco de 2050, quando as metas do Acordo de Paris determinam um mundo carbono neutro, indica que deveremos registrar mais de 4,7 bilhões de turistas internacionais — um volume preocupante, três vezes superior ao atual. Desde novembro de 2024, com a inserção do turismo na governança global do clima (COP29), crescer passou a ser o cardápio, e a despoluição sentou-se à mesa. O Brasil tem a oportunidade de consolidar-se como líder dessa transição, ocupando o assento da cabeceira: acelerar o combustível sustentável de aviação e as políticas para o turismo regenerativo pode ser o começo.

Sentar-se à mesa requer decisão, estratégia, investimento e contribuição — elementos que espero que ajustemos antes que nos consolidem como cardápio no turismo global pós-Acordo de Paris.

(*) Jaqueline Gil é CEO da Amplia Mundo, Doutoranda em Desenvolvimento Sustentável na Universidade de Brasília. Viajou a Davos a convite do Basel Investor Forum

 

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Exportações agressivas da China e tarifaço dos EUA geram “tempestade perfeita” para indústria brasileira de máquinas e equipamentos

Da Redação

Brasília – A China avança sobre o mercado brasileiro de máquinas e equipamentos, elevou para 32% sua participação no segmento, evidenciando um processo contínuo de perda de competitividade do produtor nacional, com impactos diretos sobre o nível de emprego qualificado e a capacidade do país de sustentar cadeias produtivas estratégicas no longo prazo.

Com a crescente e agressiva presença chinesa, as importações desses produtos cresceram 8,3% em 2025 sobre 2024 e somaram Us$ 32,2 bilhões, novo recorde histórico para o setor. Esse movimento ampliou o déficit da balança comercial da indústria, que ultrapassou US$ 18 bilhões no ano passado, mais de 120% acima da média registrada após as crises de 2015-2016 e da pandemia.

Esses dados compõem uma radiografia do setor divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) com ampla análise sobre o desempenho do setor no ano passado e uma projeção pouco animadora para o ano que acabou de se iniciar.

Segundo a Abimaq, “as importações de máquinas e equipamentos continuam exercendo forte pressão sobre a indústria nacional. As importações já representam 46% do consumo nacional, praticamente o dobro da participação observada antes de 2014”.

China e tarifaço dos EUA geram “tempestade perfeita” para o setor

Na percepção da Abimaq, a China é a grande responsável pelo desequilíbrio revelado pelo balanço do setor no ano passado. A Associação destaca com grave preocupação “a forte predominância da China como principal origem das máquinas importadas” e avalia que esse é um processo irreversível.

Aliado ao aumento descontrolado das importações oriundas da China, a Associação identifica outro fator igualmente relevante: a queda de mais de 9% nas exportações desses produtos para os Estados Unidos, principal destino das máquinas e equipamentos brasileiros no exterior.

Com isso, sublinha a entidade, “o ambiente externo tornou-se progressivamente mais desafiador ao longo de 2025. As medidas adotadas pelo governo Trump, com aumento de tarifas de importação sobre máquinas brasileiras, não só fizeram com que as vendas para o mercado recuassem, mas também contribuíram para a redução de sua participação no total exportado pelo setor. Esse cenário de maior protecionismo, combinado com a desaceleração do crescimento global, elevou a incerteza e limitou o potencial de expansão das vendas externas, exigindo das empresas brasileiras maior esforço de diversificação de mercados”.

O forte aumento das importações acabou minimizando os efeitos do aumento de 5% nas exportações no ano passado, após a retração observada em 2024, conforme destaca a Abimaq. De acordo com a Associação, o resultado foi sustentado pelo aumento do volume exportado e pela expansão das vendas para países da América Latina e da União Europeia, com destaque para máquinas destinadas à infraestrutura, agricultura e ao setor de petróleo. Esse movimento compensou a desaceleração do mercado norte-americano e a queda dos preços internacionais.

A entidade destaca ainda que a indústria brasileira de máquinas e equipamentos encerrou 2025 com sinais de perda de fôlego no segundo semestre, após um primeiro semestre mais dinâmico. Embora o resultado anual seja positivo, com crescimento disseminado na maioria dos segmentos o comportamento recente dos principais indicadores revela um movimento de desaceleração consistente, influenciado pela política monetária restritiva, pela maior concorrência de importados e por um ambiente internacional mais adverso.

Importância da diversificação de mercados

De acordo com o balanço da Abimaq, a receita líquida total da indústria de máquinas e equipamentos somou R$ 299 bilhões em 2025, crescimento de 7,3% frente ao ano anterior. Houve resultado positivo no acumulado do ano, mas o comportamento ao longo do segundo semestre foi marcado por desaceleração, com queda de 2,8% no último trimestre em comparação ao mesmo período de 2024. O mês de dezembro registrou o terceiro resultado negativo consecutivo na comparação interanual, refletindo o arrefecimento dos investimentos sobre impacto da política monetária restritiva

Para 2026, em relação às exportações, a Abimaq projeta uma certa estabilidade de desempenho, na medida em que o cenário externo segue marcado por elevada incerteza, com desaceleração do crescimento global, aumento de medidas protecionistas e aprofundamento da guerra tarifária, em especial a partir das novas tarifas adotadas pelos Estados Unidos.

Esse ambiente limita a expansão das vendas externas de máquinas e equipamentos brasileiros e reforça a importância de estratégias voltadas à diversificação de mercados e ao fortalecimento da indústria local como forma de mitigar riscos e sustentar o crescimento no médio e longo prazo, conclui a Associação.

 

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CNI lança consulta para mapear desafios das mulheres latino-americanas no comércio internacional

Da Redação (*)

Brasília – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lança esta semana uma consulta empresarial para identificar e entender os desafios que impedem o crescimento da participação feminina no comércio internacional, com foco na América Latina e Caribe. A iniciativa, idealizada pelo Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME), ocorre durante missão empresarial da CNI no Panamá e pretende ampliar um mapeamento similar realizado no ano passado durante o B20 Brasil.

“No Brasil, apenas 14% das empresas exportadoras são lideradas por mulheres. Aumentar essa participação é uma iniciativa fundamental para fortalecer a estratégia de competitividade e inovação na indústria”, destaca Janete Vaz, vice-presidente do FNME e presidente do Conselho de Administração do Grupo Sabin.

Por meio da consulta, que será feita em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e a OCDE, serão identificados gargalos e demandas de suporte para orientar políticas públicas e investimentos.

O que é o Fórum Nacional da Mulher Empresária?

O FNME é uma iniciativa coordenada pela CNI para fomentar a liderança feminina, o empreendedorismo e a diversidade de gênero no setor industrial e empresarial brasileiro. Composto por conselheiras, o Fórum atua na formulação de políticas de igualdade, capacitação e apoio às mulheres em cargos de gestão.

Além de Janete Vaz, participam da comitiva da CNI no Panamá as empresárias e conselheiras do FNME Elisa Kovalski, consultora da Dom Cabral; Laura Oliveira, CEO do Grupo Levvo; Marianne Feldmann, CEO da FIB Assessoria em Negócios Internacionais; e Glória Guimarães, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS).

Missão no Panamá

A CNI lidera, entre os dias 27 e 30 de janeiro, a Missão Empresarial ao Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe (ALC), no Panamá. A iniciativa, que leva mais de 100 empresários brasileiros ao país, quer reforçar a presença e o protagonismo do setor produtivo do Brasil em um dos principais espaços de diálogo regional sobre crescimento sustentável, inclusão e competitividade.

(*) Com informações da CNI

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Carnaval e férias consolidam fevereiro como um dos meses-chave para o turismo nas redes sociais

Levantamento da mLabs aponta crescimento consistente do engajamento no segundo mês do ano e revela uma janela estratégica para marcas de Turismo e Hotelaria

Da Redação

Brasília – O mês de fevereiro vem se consolidando como um mês decisivo para o setor de Turismo e Hotelaria, tanto no desempenho digital quanto nos resultados de negócio. É o que revela um levantamento da mLabs, plataforma de gestão inteligente de mídias sociais, que analisou o comportamento de engajamento no Instagram ao longo dos últimos três anos.

De forma consistente, os perfis do segmento registraram taxas de engajamento mais altas em fevereiro do que em janeiro nos anos de 2023, 2024 e 2025. O padrão indica um efeito claro de sazonalidade, impulsionado por fatores como férias de verão, Carnaval e o aumento da intenção de viagem logo no início do ano, período em que o interesse do consumidor se intensifica e se manifesta de forma mais ativa nas redes sociais.

Esse movimento digital ocorre em paralelo a um cenário econômico amplamente favorável para o turismo. Segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e do Ministério do Turismo, o Carnaval de 2026 deve movimentar R$ 18,6 bilhões em faturamento apenas no mês de fevereiro, o que representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Caso a projeção se confirme, será o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2011, com base em dados do IBGE.

Termômetro antecipado do consumo no setor

Na prática, os números indicam que o aumento do interesse vai além da inspiração e se traduz em consumo efetivo. Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostram que, durante o período carnavalesco de 2025, o faturamento do varejo cresceu 13,1%, com destaque para supermercados e hipermercados, que avançaram mais de 25%. O desempenho reflete o consumo imediato e a preparação para festas, viagens e encontros sociais — comportamento que também impulsiona a busca por informações, ofertas e experiências relacionadas ao turismo nas plataformas digitais.

Nesse contexto, o crescimento do engajamento em fevereiro deixa de ser apenas um indicador de visibilidade e passa a funcionar como um termômetro antecipado do consumo no setor de Turismo e Hotelaria, conectando intenção, interação e decisão de compra.

A análise histórica da mLabs reforça essa leitura. Em 2023, o engajamento médio do setor avançou de aproximadamente 4,47% em janeiro para 4,49% em fevereiro, dando início a uma curva de crescimento que culminou no pico anual em maio. Em 2024, o avanço foi ainda mais expressivo, com fevereiro registrando cerca de 5,05%, acima dos 4,85% observados no mês anterior. Mesmo em 2025, ano marcado por um patamar geral mais baixo de interações, fevereiro voltou a superar janeiro, subindo de cerca de 3,9% para 4,1%.

“Fevereiro deixou de ser apenas um mês de transição e passou a representar um ponto de aceleração real para o turismo, tanto nas redes sociais quanto no consumo. Os dados mostram que a intenção de viagem se transforma em engajamento concreto, o que muda completamente a lógica de planejamento para quem atua nesse mercado”, afirma Rafael Kiso, fundador e CMO da mLabs.

O estudo foi realizado com apoio do mLabs Índice, ferramenta gratuita que reúne métricas agregadas de desempenho no Instagram por segmento de mercado. A análise considerou exclusivamente o setor de Turismo e Hotelaria, sem recorte por marcas específicas, com o objetivo de identificar padrões estruturais de comportamento, e não resultados pontuais de campanhas.

Para Kiso, os dados reforçam a importância de alinhar as estratégias de comunicação ao calendário real de interesse do consumidor, e não apenas às datas tradicionais de campanha.“No turismo, o interesse do público se antecipa e se concentra em janelas muito específicas. Quem entende esse ritmo consegue transformar engajamento em decisão de compra. Quem ignora, acaba falando com a audiência no momento errado”, conclui o executivo.

 

 

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Turkish Airlines Hollidays: plataforma lança nova concepção e forma de viajar em escala global

Plataforma reúne voos, hospedagem e experiências locais em mais de 200 destinos, ampliando a atuação da Turkish Airlines no turismo global – e ainda conta com atendimento multilíngue 24 horas

Da Redação (*)

Brasília – Enquanto o turismo evolui e se torna mais integrado, a Turkish Airlines amplia seu papel além do transporte aéreo. Com o Turkish Airlines Holidays, a companhia propõe uma abordagem mais completa, baseada em fluidez, confiança e continuidade.

Disponível em holidays.turkishairlines.com, a plataforma oferece pacotes para mais de 200 destinos a partir de mais de 60 países, incluindo São Paulo, que tem 11 voos semanais direto a Istambul.

Em um único ambiente é possível encontrar opções para todas as etapas da viagem: voos, hospedagem, traslados, atividades e experiências locais. Tudo pode ser planejado em um só lugar, tornando o processo tão simples quanto a própria viagem.

A experiência se apoia em uma das redes mais amplas do mundo, a companhia é reconhecida como a que voa para mais países pelo Guinness World Record ®, e reflete a busca contínua por consistência e qualidade. Mais do que um serviço, a iniciativa apresenta uma nova forma de pensar a mobilidade internacional: organizada, segura e centrada no viajante.

Confiança como base da viagem

Um dos diferenciais do Turkish Airlines Holidays é o compromisso com transparência. Políticas de preços claras e condições de reserva flexíveis reforçam a segurança do viajante. O Best Price Guarantee acompanha essa linha ao garantir tranquilidade em todas as etapas.

Além dessas garantias, o suporte humano permanece fundamental. A plataforma oferece atendimento multilíngue 24 horas por dia, antes, durante e depois da viagem. Em um cenário dominado por plataformas automatizadas, essa presença contínua reforça que atenção e agilidade seguem como parte central da identidade da Turkish Airlines.

Redefinindo o significado da descoberta

Com o Turkish Airlines Holidays, a companhia amplia a experiência de viajantes. Ao integrar transporte, hospedagem e atividades locais, promove um turismo em que a descoberta ocorre de forma natural em cada fase do trajeto. O foco não é aumentar ofertas, mas apoiar um modo de viajar mais fluido, consciente e conectado ao que realmente importa.

Membros do programa Miles&Smiles contam com continuidade entre voo e estadia: cada reserva acumula milhas adicionais, fortalecendo a relação entre preferência e a experiência de viajar.

Turquia no centro de uma narrativa global

A iniciativa também traz uma dimensão cultural. Fiel ao seu papel de ponte entre continentes, a Turkish Airlines coloca a Turquia no centro de sua narrativa global. De Istambul e seu patrimônio milenar às praias de Antália e às paisagens da Capadócia, o Turkish Airlines Holidays convida viajantes a explorar um país marcado pela diversidade e pela hospitalidade.

A abordagem está alinhada à estratégia de turismo nacional da Turquia, que valoriza sustentabilidade e autenticidade. Ao incentivar experiências que respeitam comunidades e ambientes locais, a plataforma contribui para um turismo mais equilibrado e responsável.

O toque humano em um mundo digital

A tecnologia facilita reservas e gestão de viagens, mas não substitui a atenção humana. A interface é simples e funcional, mas o atendimento e a escuta ativa são os fatores que realmente fazem diferença.

O Turkish Airlines Holidays apresenta uma nova forma de entender a mobilidade — mais integrada, mais conectada e sustentada por uma cultura genuína de hospitalidade. Ao unir inovação, confiabilidade e abertura cultural, a companhia projeta um modelo de viagem em que a tecnologia tem um único propósito: aproximar pessoas e mundos.

(*) Com informações da Turkish Airlines

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Inovação no Comex: MDIC lança painel inédito com informações sobre comércio exterior de serviços

Ferramenta amplia a transparência e fortalece a formulação de políticas públicas para inserção internacional do Brasil

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou nesta quarta-feira (28/1), em comemoração ao Dia do Comércio Exterior, o Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), ferramenta oficial que reúne informações estatísticas inéditas e interativas sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e do mundo.

Iniciativa da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel amplia a transparência, qualifica o debate público e fortalece a formulação de políticas públicas voltadas à competitividade do setor de serviços no comércio exterior. Por meio da ferramenta, é possível consultar os valores anuais mais recentes de exportações e importações de serviços, acompanhar a evolução dos fluxos ao longo do tempo e analisar a distribuição por setores e parceiros comerciais.

Para o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, a nova ferramenta responde a uma demanda crescente por dados desse setor.

“Os serviços constituem uma fronteira cada vez mais relevante do comércio exterior. Segundo a OCDE, cerca de 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados brasileiros corresponde a serviços embutidos. A plataforma atende à demanda crescente por dados estruturados, comparáveis e acessíveis sobre o comércio internacional”, afirmou.

Os dados brasileiros apresentados no painel têm como base as informações primárias do Banco Central e passam a integrar o conjunto de estatísticas oficiais divulgadas pela Secex. A ferramenta também se soma ao ecossistema digital que inclui o Comex Stat e o Comex Vis, com gráficos, indicadores e análises interativas para facilitar a compreensão do desempenho do comércio exterior brasileiro.

Importância dos serviços na pauta exportadora brasileira

“Os serviços têm participação crescente no comércio internacional e são fundamentais para a competitividade da economia brasileira. O painel reúne, em um formato inédito, informações estatísticas oficiais que apoiam a formulação de políticas públicas e ajudam empresas e gestores a identificarem oportunidades em diferentes mercados”, ressaltou a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.

Entre os principais destaques da ferramenta, observa-se que as exportações brasileiras de serviços atingiram o valor recorde de US$ 51,8 bilhões em 2025, dos quais 65% correspondem a serviços entregues digitalmente, evidenciando o avanço da digitalização e o potencial competitivo do Brasil nesse segmento.

“O comércio de serviços é um componente estratégico da economia mundial e tem apresentado crescimento consistente nas últimas décadas. Ao consolidar e disponibilizar essas informações de forma simples, visual e interativa, o novo painel contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e reforça o papel do Brasil na promoção o comércio de serviços, bem como no apoio a empresários e associações na identificação de novas oportunidades de negócio”, concluiu Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior da Secex/MDIC.

(*) Com informações do MDIC

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Conheça 8 tendências de turismo de experiência para 2026 segundo o estudo Experiential Travel Trends 2026

Um estudo divulgado pela ALL Accor revela quais experiências serão mais procuradas por viajantes

Da Redação (*)

Brasília – Para o turista de hoje, viajar é muito mais do que apenas visitar um lugar, é sobre sentir, viver e se transformar com o destino. Uma pesquisa da TRVL Lab, realizada em parceria com o Sebrae com 902 brasileiros de todas as regiões, confirma essa mudança de comportamento: para 86% dos viajantes, as experiências vivenciadas são, hoje, o aspecto mais importante de uma viagem.

Esse movimento é liderado, principalmente, pelas gerações Millennials (pessoas nascidas entre 1981 e 1996) e Z (pessoas nascidas entre 1997 e 2010) que buscam roteiros dinâmicos e personalizados, que unam entretenimento, esportes, cultura e gastronomia.

De olho nesse cenário, o estudo “Experiential Travel Trends 2026”, divulgado pela ALL Accor, mapeou o que será tendência para o turismo neste ano. O levantamento aponta que a busca por conexão humana, bem-estar coletivo e autenticidade moldará as decisões dos turistas. Confira abaixo as oito principais tendências que prometem transformar o setor:

  1. Economia da Endorfina –As experiências ao vivo assumem o protagonismo, impulsionadas pela busca por emoções intensas. Shows, eventos esportivos e festivais estão no topo da lista de desejos, com 89% dos viajantes afirmando que a participação nesses eventos torna a viagem mais gratificante.
  2. Hyper Playgrounds –A necessidade de fugir de uma rotina hiperprodutiva aumenta a procura por experiências lúdicas e divertidas. O estudo aponta que mais de 30% dos viajantes buscam hotéis com design arrojado e divertido, enquanto 43% se sentem atraídos por restaurantes conceituais e performáticos que oferecem entretenimento além da gastronomia.
  3. Estilos de Vida Portáteis –Viajar sem abrir mão da rotina pessoal consolidou-se como prioridade. Para 95% dos viajantes, é essencial manter seus hábitos durante a jornada, o que inclui a facilidade do trabalho remoto, a manutenção de rotinas de bem-estar e a possibilidade de viajar na companhia de seus animais de estimação.
  4. Bem-estar Social –O conceito de autocuidado deixa de ser solitário e torna-se coletivo. A pesquisa revela que 84,5% dos viajantes buscam conexões humanas mais profundas durante suas estadias, e 59% associam a sensação de bem-estar diretamente a momentos de convivência e experiências compartilhadas com outras pessoas.
  5. Memórias e Nostalgia –Em reação ao excesso de estímulos digitais, 87% dos viajantes relatam sentir nostalgia de tempos mais simples. Além disso, 64,5% dizem sentir-se sobrecarregados por notificações e redes sociais, o que os leva a priorizar experiências tangíveis e imersivas que permitam a desconexão e o prazer das coisas simples.
  6. Sincronização com a Terra –A reconexão com a natureza ganha ainda mais força em 2026. Cerca de 59% dos entrevistados relatam sentir-se desconectados dos ritmos naturais, motivando 69% deles a planejarem viagens especificamente para vivenciar fenômenos sazonais e naturais.
  7. Jornadas Sem Filtro –A autenticidade vence a “perfeição” das redes sociais. A saturação de imagens editadas leva 63,5% dos viajantes a evitarem destinos superexpostos na internet. Em contrapartida, 82% preferem confiar em recomendações de moradores locais ou de pessoas que encontram pelo caminho para descobrir roteiros genuínos.
  8. Pontos Maximizados –Os programas de fidelidade estão evoluindo para se tornarem portais de experiências exclusivas. Atualmente, 72% dos viajantes valorizam o acesso a momentos únicos como o principal benefício desses programas, e um em cada três membros já utiliza seus pontos para viver experiências excepcionais em vez de apenas resgatar diárias.

Para conferir o relatório completo “Experiential Travel Trends 2026” e saber mais detalhes, clique aqui.

(*) Com informações do MTur

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5 dicas para criar uma logo profissional para sua empresa

Brasília – Criar uma logo profissional é um dos primeiros grandes desafios de quem está começando um negócio. Antes mesmo de conhecer seus produtos ou serviços, o cliente entra em contato com a sua marca pelo visual. E a logo costuma ser o primeiro elemento a gerar percepção de confiança ou desconfiança.

O problema é que muita gente encara essa etapa de forma apressada. Copia referências sem critério, escolhe cores por gosto pessoal ou tenta resolver tudo em poucos minutos. O resultado, na maioria das vezes, é uma logo que não representa bem a empresa e envelhece rápido.

A seguir, você confere orientações práticas para criar uma logo mais profissional, mesmo sem ser designer.

5 dicas práticas para criar uma logo profissional

  1. Entenda o que sua marca precisa comunicar

Antes de pensar em forma, cor ou tipografia, é fundamental entender a mensagem da sua marca. Uma logo não existe apenas para “ficar bonita”, ela precisa comunicar posicionamento.

Pergunte-se:

  • Quem é meu público?
  • Quero transmitir algo mais sério ou mais acessível?
  • Minha empresa é tradicional ou inovadora?
  • Que sensação o cliente deve ter ao ver a logo?

Responder essas perguntas evita escolhas aleatórias e ajuda a construir uma identidade visual coerente desde o início.

  1. Aposte na simplicidade

Um dos erros mais comuns é tentar colocar informação demais na logo. Muitos símbolos, muitas cores e muitos detalhes costumam prejudicar a leitura e a aplicação prática da marca.

Logos profissionais costumam ser simples porque:

  • Funcionam melhor em tamanhos pequenos
  • São mais fáceis de memorizar
  • Se adaptam melhor a diferentes materiais
  • Envelhecem mais lentamente

Se a logo só funciona bem em tamanho grande ou depende de muitos detalhes, é um sinal de alerta.

  1. Escolha a tipografia com cuidado

A fonte usada na logo diz muito sobre a empresa. Uma tipografia mal escolhida pode transmitir amadorismo, mesmo que o símbolo seja bem desenhado.

Evite fontes difíceis de ler ou excessivamente decorativas. Prefira opções mais limpas e profissionais, que funcionem bem tanto no digital quanto no impresso.

Ferramentas que atuam como criador de logo com IA costumam ajudar bastante nesse ponto, sugerindo tipografias mais equilibradas de acordo com o segmento do negócio, o que reduz erros comuns de escolha.

  1. Use cores de forma estratégica

Cores despertam emoções e criam associações imediatas. Escolhê-las apenas por gosto pessoal pode comprometer a comunicação da marca.

Alguns cuidados importantes:

  • Use poucas cores principais
  • Garanta bom contraste
  • Pense na aplicação em fundo claro e escuro
  • Evite combinações que cansam visualmente

Uma paleta bem definida facilita a criação de materiais futuros e ajuda a manter consistência visual.

  1. Use a tecnologia como ponto de partida

Hoje, criar uma logo profissional ficou mais acessível. Plataformas online permitem testar ideias, visualizar estilos e sair do zero com mais rapidez.

Um criador de logo com IA é uma boa alternativa para quem:

  • Está começando o negócio
  • Tem orçamento limitado
  • Precisa validar uma ideia
  • Quer evitar improvisos visuais

Essas ferramentas ajudam a organizar o visual inicial da marca e dão mais clareza sobre o que funciona ou não, mesmo que ajustes futuros sejam necessários.

Outros pontos importantes para não errar na criação da logo

A logo precisa funcionar sem cor

Uma boa logo continua reconhecível mesmo em preto e branco. Testar a marca sem cores ajuda a identificar se ela depende demais de efeitos ou tonalidades para “existir”.

Pense na aplicação desde o início

A logo será usada em site, redes sociais, cartão de visita, assinatura de e-mail e possivelmente materiais impressos. Pensar nessas aplicações evita surpresas desagradáveis depois.

Evite seguir modismos

Tendências passam rápido. Uma logo muito baseada em modismos visuais pode parecer datada em pouco tempo. Priorizar clareza e coerência costuma ser uma escolha mais segura a longo prazo.

A logo pode evoluir com o tempo

Não é obrigatório acertar tudo na primeira versão. Muitas marcas evoluem sua identidade visual conforme crescem. O mais importante é começar com algo organizado e profissional.

Uma logo profissional é sobre clareza, não complexidade

Criar uma logo profissional não exige soluções mirabolantes. Exige clareza, boas escolhas e entendimento do que a marca representa.

Com atenção aos pontos certos e uso consciente da tecnologia, é possível construir uma identidade visual que transmita confiança desde o início e permita evoluções no futuro.

 

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ApexBrasil promove missão empresarial na África para ampliar presença brasileira em mercados estratégicos do continente

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realiza, entre 29 de janeiro e 7 de fevereiro, a Missão Empresarial Brasil–África, iniciativa que levará mais de 40 empresas brasileiras a países estratégicos do continente, com agendas de negócios, seminários empresariais, rodadas B2B, visitas técnicas e encontros institucionais. A programação contempla Benim, Quênia, Ruanda e Etiópia, com apoio do Ministério das Relações Exteriores (Ministério das Relações Exteriores) e das embaixadas do Brasil nos países visitados.

A missão integra a estratégia de reaproximação comercial do Brasil com a África, iniciada a partir do Encontro dos Setores de Promoção Comercial (SECOMs) das embaixadas brasileiras no continente. O primeiro marco foi o Fórum Empresarial Angola–Brasil, realizado durante a visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Angola, em 2023.

Em 2024, a ApexBrasil, em parceria com as agências de promoção comercial de Angola (AIPEX), África do Sul (DTIC), Moçambique (APIEX) e Tanzânia (TanTrade), realizou a Missão Brasil–África Solutions, em Joanesburgo, que movimentou R$ 104,8 milhões em negócios, considerando vendas imediatas e projeções para os 12 meses seguintes. No mesmo ano, a Agência retomou a presença brasileira nos grandes eventos comerciais africanos, com participação na Africa’s Big 7, na Feira Internacional de Luanda (FILDA) e na Feira Internacional de Moçambique (FACIM).

Ainda em 2024, em parceria com o MRE e a Câmara de Comércio Afro-Brasileira (AfroChamber), a ApexBrasil promoveu missão empresarial à Namíbia, Botsuana, Moçambique e Tanzânia, ampliando o alcance das ações brasileiras no continente. Já em 2025, a Agência iniciou o ano com a Missão à África Ocidental, com agendas na Nigéria, Gana, Costa do Marfim e Senegal, e deu continuidade à estratégia no Magrebe, com compromissos na Argélia, Tunísia e Marrocos.

Um mercado com mais de 6 mil oportunidades para o Brasil

“Em 2024, voltamos a marcar presença nos grandes eventos comerciais africanos e retomamos as ações no Sul da África. Em 2025, além de manter essa atuação, avançamos para outras regiões do continente”, destaca Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil.

Segundo estudo da Inteligência de Mercado da ApexBrasil, a África concentra mais de 6 mil oportunidades para produtos brasileiros, com destaque para alimentos e máquinas e equipamentos de transporte. Nigéria, Gana, Costa do Marfim e Senegal — países que integram a estratégia de atuação da Agência na África Ocidental — somam 740 oportunidades, evidenciando o potencial de expansão do comércio bilateral na região.

Com a Missão Empresarial Brasil–África, a ApexBrasil reforça o compromisso de diversificar destinos, ampliar a presença de empresas brasileiras em mercados estratégicos e estimular parcerias comerciais sustentáveis, alinhadas às demandas do continente africano e às capacidades competitivas do Brasil.

Perfis de Comércio e Investimentos

Etiópia

Em 2025, o Brasil exportou US$ 31,1 milhões para a Etiópia, dos quais 88,5% corresponderam apenas a óleos combustíveis — uma pauta ainda muito concentrada, mas com potencial de desenvolvimento. A Etiópia importou um total de US$ 8,9 bilhões em 2024, o que demonstra que a participação brasileira no mercado ainda é pequena, indicando amplo espaço para crescimento.

O país tem previsão de crescimento de 8,3% ao ano entre 2026 e 2030, impulsionado por investimentos e reformas internas. Mesmo enfrentando desafios estruturais, como escassez de divisas e baixa industrialização agrícola, a Etiópia vive um forte processo de abertura econômica, modernização e alinhamento regulatório — incluindo o objetivo de concluir o processo de acessão à OMC até março de 2026. Desde 2025, empresas estrangeiras passaram a poder importar e revender diretamente no país, ampliando as oportunidades de entrada.

O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou perto de 59 produtos com potencial de exportação para o mercado etíope, com destaque para: máquinas e equipamentos de transporte; produtos químicos; artigos manufaturados; e sementes para semeadura.

Quênia

O Quênia consolida-se como a maior economia da África Oriental e uma das mais dinâmicas da África Subsaariana, com crescimento projetado de 5,4% a partir de 2026, sustentado por reformas estruturais, maior integração regional e fortalecimento do setor de serviços, especialmente fintech e mobile money, área em que o país é referência continental.

Em 2025, o Brasil exportou US$ 122,7 milhões para o Quênia, com crescimento médio de 19,7% entre 2021 e 2025. Entre os principais produtos exportados estão açúcares e melaços, veículos rodoviários, trigo e partes e acessórios automotivos. O mercado queniano apresenta baixa concentração de produtos brasileiros, com espaço para

diversificação, principalmente para fio de cobre refinado e engrenagens. A ApexBrasil identificou oportunidades para 179 produtos, com destaque para: máquinas e equipamentos de transporte; artigos manufaturados; produtos alimentícios e animais vivos; e produtos químicos. Recentemente, o Quênia abriu mercado para o arroz e a carne bovina brasileiros.

O estoque de IED no Quênia atingiu US$ 12,7 bilhões em 2024, o maior patamar da história. O país tornou-se um dos principais investidores da África Oriental, com US$ 4,6 bilhões investidos no exterior.

Os estudos fazem parte da série Perfil de Comércio e Investimentos, produzida pela ApexBrasil, que oferece análises de mercado e informações estratégicas para apoiar empresas brasileiras em sua inserção internacional e na diversificação de destinos comerciais. Acesse gratuitamente clicando abaixo:

Clique aqui – Etiópia

Clique aqui – Quênia

(*) Com informações da ApexBrasil

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