Exportações em queda e recuo nas vendas no mercado interno impactam produção do setor automotivo em novembro

Alta nos emplacamentos desacelera para 1,4% no acumulado do ano

Da Redação (*)

Brasília – Os indicadores de desempenho do setor automotivo em novembro apresentaram uma série de recuos em relação ao mês anterior, que teve quatro dias úteis a mais, e a novembro do ano passado, de acordo com o balanço mensal apresentado pela Anfavea. Houve desaceleração no mercado interno e nos embarques para outros países, o que foi acompanhado por uma queda na produção. Embora a média diária de vendas de 12,6 mil autoveículos em novembro tenha sido a mais alta do ano, ela ficou abaixo de 2024 pelo quarto mês consecutivo.

Assim, o crescimento acumulado de janeiro a novembro de 2025 segue acima do registrado no mesmo período do ano passado, mas por uma margem bem pequena. No total, foram emplacadas 2,410 milhões de unidades, alta de apenas 1,4% em relação a janeiro-novembro de 2024.

Na prática, essa alta é sustentada por modelos importados, já que os emplacamentos de nacionais neste período subiram apenas 0,1%. Em novembro, foram vendidas 238,6 mil unidades, um recuo de 8,5% em relação a outubro e de 5,9% em relação ao mesmo mês de 2024. A situação mais preocupante segue sendo a dos caminhões, com queda acumulada de 8,7% no ano. Até mesmo os autoveículos importados, que vinham em alta, verificaram retração de 10% no mês.

Esse fenômeno, associado à chegada de novos lotes de fora do país, fez com que os estoques de importados subissem de 130 para 153 dias. Se o fluxo de importações subiu, o de exportações caiu em novembro. Apenas 35,7 mil veículos nacionais seguiram para outros mercados, o que representou o segundo pior mês do ano.

Alta nas vendas para a Argentina não se sustenta em novembro

A retração nas vendas da Argentina, o principal destino dos veículos fabricados no Brasil, explica o resultado. Apesar disso, devido especialmente aos bons resultados primeiro semestre, os embarques para o país vizinho ainda registram alta de 37,9% no acumulado deste ano.

O cenário de desaceleração levou a uma queda relevante na produção do mês de novembro. As 219 mil unidades fabricadas representaram volume 11,6% inferior ao de outubro, com a ressalva dos 4 dias úteis a menos do mês passado. Na comparação com novembro de 2024, no entanto, quando houve o mesmo número de dias, a redução foi de 8,2%.

“Ainda estamos com uma produção acumulada 4,1% mais alta do que nos primeiros onze meses de 2024, mas esse crescimento está muito abaixo do havíamos projetado para 2025, o que vem nos colocando em estado de alerta nos últimos meses”, afirmou Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

“Esperamos que dezembro traga um alento às vendas de automóveis e comerciais leves, após o sucesso estrondoso do Salão do Automóvel. Já o segmento de pesados, o mais impactado pelos juros elevados, precisa de um olhar mais atento para que retorne a patamares normais e o setor possa garantir a manutenção de empregos”, disse Calvet.

(*) Com informações da Anfavea

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Tendências 2026 na visão da eComex: comércio exterior brasileiro avança rumo à era da aduana inteligente

Tecnologia, dados e sustentabilidade redefinem o futuro do setor

Da Redação (*)

Brasília – O comércio exterior brasileiro vive um momento de virada histórica. Impulsionado por avanços tecnológicos, mudanças regulatórias e novas exigências de sustentabilidade, o setor se aproxima de um modelo mais integrado, inteligente e orientado por dados — movimento que deve reposicionar o Brasil no cenário global até o fim da década.

A avaliação é de Tiago Barbosa, um dos idealizadores do PUCOMEX enquanto atuava em tempo integral no MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) como Gerente do Portal Único do Comércio Exterior e Coordenador-Geral de Facilitação do Comércio, e de André Barros, CEO da eComex. Para ambos, a combinação entre inovação, governança e colaboração institucional marca o início de uma nova fase.

“O comércio exterior está entrando em uma nova arquitetura. Saímos da lógica documental para a lógica orientada por dados, interoperabilidade e inteligência artificial”, afirma Barbosa. “Setor público e privado estão, finalmente, alinhados, e esse alinhamento muda tudo”, complementa Barros.

Crescimento da corrente de comércio reforça maturidade do setor

Mesmo diante de um ambiente internacional desafiador, o Brasil deve manter superávits expressivos. Projeção mais recente para 2025, divulgada pelo Banco Central, é de cerca de US$62,9 bilhões, com estimativa de alta para US$65,7 bilhões em 2026. Em 2024, a corrente de comércio do país registrou um crescimento de 3,3%, ampliando também sua participação nas exportações globais.

Para Barbosa, o resultado reflete o efeito acumulado das iniciativas de facilitação do comércio: “A maturidade do setor privado e o ganho de eficiência trazido pelo Portal Único tornaram o processo com menos atrito e mais previsível. Isso se traduz diretamente em competitividade.”

Portal Único e DUIMP consolidam um dos maiores projetos de Estado do país

A consolidação da DUIMP representa o ponto alto de um ciclo iniciado em 2013 com o lançamento do Portal Único de Comércio Exterior. Barbosa destaca que o projeto, concebido como iniciativa de Estado, manteve continuidade, governança e orçamento ao longo de cinco governos, algo incomum na administração pública.

Segundo o especialista, o maior impacto vai além da tecnologia: “A DUIMP é a expressão de uma mudança estrutural. O país revisou processos, atualizou marcos normativos e adotou um modelo de risco compatível com as melhores práticas internacionais. E, principalmente, consolidou um ambiente de colaboração entre governo e setor privado.”

Barros reforça: “Hoje existe diálogo real. Mudanças regulatórias são discutidas, planejadas e implementadas com previsibilidade. Esse nível de integração era impensável dez anos atrás.”

Reforma tributária inaugura novo paradigma para o fluxo financeiro das importações

A partir de 2027, a nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) será recolhida na entrega da carga — e não mais no registro da operação. A mudança aproxima o Brasil de modelos internacionais e reduz significativamente a exposição financeira das empresas.

“Desvincular tributo do registro dá liquidez ao processo e incentiva o despacho antecipado. É uma alteração silenciosa, mas estrutural”, afirma Barbosa.

Outro ponto transformador é o PL 215, que permitirá que empresas certificadas como OEA paguem tributos até o dia 20 do mês subsequente.

“É um ganho de caixa relevante, que premia conformidade com vantagem competitiva”, explica o especialista.

Aduana inteligente: IA eleva precisão e reduz burocracia

O avanço da inteligência artificial na Receita Federal já demonstra resultados. Entre 2016 e 2022, a taxa de seleção de cargas caiu de 8% para 2,8%, enquanto a arrecadação adicional subiu de R$170 milhões para R$370 milhões, reflexo de sistemas de análise de risco cada vez mais sofisticados.

“A aduana deixa de funcionar a partir de documentos e passa a operar a partir de dados. A capacidade de predição aumenta e a intervenção se torna mais precisa”, afirma Barbosa.

No setor privado, a automação segue o mesmo caminho. A eComex utiliza agentes digitais capazes de extrair dados, interpretar documentos e registrar informações em sistemas governamentais. “Isso libera o profissional para atividades estratégicas, diminui erros e aumenta a velocidade operacional”, explica Barros.

ESG ganha força regulatória e redefine cadeias exportadoras

A partir de 2027, empresas de capital aberto deverão reportar riscos climáticos com base nas normas IFRS S1 e S2, e a responsabilidade pelas informações passará a ser do CFO. Apesar de 95% das grandes empresas brasileiras publicarem relatórios de sustentabilidade, apenas 10% integram de fato os critérios às estratégias corporativas.

Para Barbosa, essa mudança encerrará definitivamente o greenwashing. “ESG passa a ser medido, auditado e comparável. Sem rastrear carbono — sobretudo o escopo 3 — será impossível competir em mercados exigentes como a União Europeia.”

“Não se trata apenas de divulgar dados, mas de rastrear toda a cadeia: fornecedor, modal, logística internacional, armazenagem. Exige tecnologia e planejamento de longo prazo”, ressalta Barros.

Tendências tecnológicas aceleram a transição para cadeias altamente automatizadas

Barbosa destaca que a próxima década será marcada pela incorporação de tecnologias que já começam a despontar em aduanas avançadas. Ele cita a interoperabilidade internacional de dados, que tende a reduzir ou substituir declarações tradicionais; a evolução da IA agêntica, capaz de executar operações ponta a ponta; e o uso crescente de robôs polifuncionais em portos e centros logísticos. O decision intelligence deve tornar decisões críticas mais rápidas e fundamentadas, enquanto a chamada “inteligência ambiental invisível” permitirá rastrear eventos logísticos em tempo real, sem intervenção humana.

Segundo o especialista, a convergência dessas tecnologias deve acelerar a automação da cadeia global e permitir a redução drástica da burocracia, alinhando o Brasil à agenda internacional.

A transformação humana será o eixo central da nova fase

Apesar dos avanços tecnológicos, ambos os especialistas concordam que o maior desafio dessa nova etapa é humano.

“A transformação digital já aconteceu. Agora é a transformação humana. O profissional precisa desenvolver pensamento analítico, visão sistêmica e mentalidade sustentável para liderar esse processo”, afirma Barros.

Com esse objetivo, a empresa lançou a Comex Pulse Comm, comunidade voltada ao desenvolvimento de líderes capazes de atuar nesse ambiente de alta complexidade.

“A tecnologia é o meio. Quem sustenta o futuro do comércio exterior são as pessoas”, conclui o executivo.

(*) Com informações da eComex

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Comissão aprova plano permanente para reforçar relação Brasil–EUA e ampliar presença institucional do Brasil nos EUA

Da Redação (*)

Brasília – A Comissão Temporária para interlocução sobre as relações econômicas bilaterais com os Estados Unidos (CTEUA) aprovou na última quarta-feira (3) o relatório final da senadora Tereza Cristina (PP-MS). O documento defende uma estratégia ativa de diplomacia econômica para proteger as exportações brasileiras e fortalecer as relações bilaterais e multilaterais do país.

Entre as recomendações a serem encaminhadas aos Ministérios de Relações Exteriores e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a relatora propõe ampliar a presença institucional do Brasil em Washington, intensificar o diálogo direto entre os dois Parlamentos, criar uma estrutura permanente para monitorar investigações tarifárias americanas e diversificar mercados internacionais para reduzir a vulnerabilidade externa.

O relatório lembra que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, com alíquotas de até 50% sobre uma ampla cesta de produtos brasileiros, representou uma mudança brusca na relação comercial entre os dois países. Para Tereza Cristina, o impacto imediato da medida revelou fragilidades na interlocução bilateral e exigiu resposta coordenada entre o governo, Congresso e o setor produtivo.

A comissão realizou missão oficial a Washington entre os dias 28 e 30 de julho, considerada o marco central de sua atuação. A articulação do Senado, segundo Tereza Cristina, complementou a atuação do Itamaraty e ajudou a abrir portas políticas nos EUA, reforçando a interlocução entre governos e setores produtivos dos dois países.

“O trabalho começou, de alguma forma, desacreditado por muitos, mas nós hoje temos certeza dos efeitos que causou quando chegamos aos Estados Unidos, quando fomos ao Congresso Americano conversar com senadores e d’eixamos lá boa impressão e abrimos um canal de conversação com o Parlamento americano” disse a senadora.

O presidente do grupo, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou que o “movimento se mostrou como uma aposta acertada” ao colocar os interesses nacionais acima de posicionamentos ideológicos.

Coordenação entre poderes e a sociedade civil

“No âmbito parlamentar, conseguimos pavimentar o caminho para os esforços coordenados e complementares de todos, Executivo, Legislativo, sociedade civil, empresariado. A retomada da interlocução com os Estados Unidos em meio a talvez a maior crise dos últimos séculos de relacionamento bilateral comprovou que, sozinho, seja quem for, não se chega à superação de obstáculos que talvez pareçam intransponíveis”, afirmou Tereza Cristina.

No parecer, a relatora afirma que a resposta à conjuntura pode passar por três eixos principais: engajamento direto com a administração norte-americana, buscando flexibilizações, exceções ou ajustes nas tarifas impostas; fortalecimento de canais parlamentares e uma articulação sistemática com o setor privado brasileiro e norte-americano.

Ela destacou que o momento exige uma estratégia de longo prazo, voltada não apenas à reversão das tarifas, mas à correção de assimetrias e à ampliação da influência brasileira nos processos decisórios dos EUA.

— A conjuntura de 2025 evidencia que o relacionamento Brasil– EUA precisa ser conduzido para além dos instrumentos tradicionais da diplomacia estatal, não para substituí-los, mas para complementá-los e reforçá-los. A complexidade do ambiente regulatório norte-americano, a sobreposição de instrumentos tarifários e a crescente fragmentação política nos EUA tornam indispensável o fortalecimento da presença institucional brasileira nos múltiplos pontos do processo decisório daquele país — complementou.

Dimensão geopolítica

No plano geopolítico, Tereza Cristina observa que o tarifaço afeta não apenas a relação bilateral, mas também o posicionamento internacional do Brasil. A crise, segundo o texto, abre espaço para o país intensificar relações com parceiros estratégicos — como Ásia, União Europeia e Brics ampliado — ao mesmo tempo em que pressiona Washington a rever políticas unilaterais. A relatora ressalta que a previsibilidade e a estabilidade são pilares essenciais para preservar investimentos, cadeias produtivas e acordos internacionais.

Recomendações 

No documento a relatora propõe um plano de ação com mais de 20 recomendações. Entre elas, destacam-se:

  • Ampliar a presença institucional do Brasil em Washington, com reforço técnico capaz de acompanhar investigações tarifárias e legislações norte-americanas;
  • Criar um mecanismo permanente de monitoramento do comércio bilateral, integrando Congresso, Itamaraty e setor privado;
  • Aprofundar a diplomacia parlamentar, com canal direto entre os dois Senados;
  • Diversificar mercados internacionais, reduzindo dependência de poucos parceiros;
  • Fortalecer a atuação brasileira em organismos multilaterais, como OMC e G20, defendendo previsibilidade e regras claras no comércio internacional;
  • Priorizar negociações que garantam competitividade a setores mais atingidos pelas tarifas.

A senadora ainda recomenda que a Comissão de Relações Exteriores (CRE) mantenha acompanhamento sistemático da crise e que o Senado continue atuando como ponte política entre os dois países. O objetivo é garantir que as negociações avancem e que o Brasil tenha posição de maior relevância em acordos, investigações e políticas tarifárias norte-americanas.

Impactos econômicos 

Segundo o relatório, os efeitos da tarifa de 50% foram imediatos e atingiram praticamente toda a pauta exportadora brasileira, com prejuízos estimados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em R$ 52 bilhões e risco de queda entre 0,2% e 0,6% do PIB. Setores como aeronáutica, máquinas, carne bovina, frutas, pescados e metalurgia enfrentam perda de competitividade, com estados como São Paulo, Ceará e Minas Gerais entre os mais afetados.

O relatório aponta ainda que a medida também deve gerar impactos negativos na economia norte-americana. A tarifa média ao consumidor quintuplicou nos últimos meses e pode acarretar retração de até 1,6% no PIB dos EUA nos próximos três anos, com desorganização de cadeias produtivas que dependem de fornecedores brasileiros.

Avanços 

O documento registra avanços recentes na agenda bilateral, incluindo: o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em evento da ONU, na Malásia e reuniões técnicas entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio. Além disso, a senadora cita o anúncio, em novembro, da redução de tarifas de 50% para 40% em diversos produtos brasileiros, além da retirada de sobretaxas de 40% sobre itens agrícolas, como cafés especiais, castanhas e algumas proteínas.

Início dos trabalhos 

A comissão temporária externa foi criada em julho, por iniciativa do senador Nelsinho Trad, e atuou por cinco meses. O grupo, de quatro senadores titulares e quatro suplentes, realizou, entre as atividades do colegiado, missão oficial a Washington entre 28 e 30 de julho, reunindo-se com oito senadores norte-americanos, membros da Câmara dos Representantes, think tanks (organizações que realizam pesquisas e análises para influenciar setores ou políticas), empresas e entidades como a U.S. Chamber of Commerce.

(*) Com informações da Agência Senado

 

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China, principal destino das exportações de 80 países e regiões, quer liderar comércio de produtos verdes e inteligentes

Da Redação (*)

Brasília –

Principal destino das exportações de quase 80 países e regiões em todo o mundo, entre eles o Brasil, que desde 2009 tem na China seu principal parceiro comercial, a China continuará a impulsionar vigorosamente o consumo e a ampliar sua abertura de alto padrão para sustentar o desenvolvimento de alta qualidade do país, e, dessa forma, contribuir para o fortalecimento do comércio mundial, disse o ministro do Comércio, Wang Wentao, em entrevista à Xinhua.

A iniciativa está alinhada às recomendações do 20º Comitê Central do Partido Comunista da China para a formulação do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), que identifica um mercado interno forte como apoio estratégico para a modernização chinesa.

Wang observou que a China possui a vantagem de um mercado ultragrande, com uma população superior a 1,4 bilhão de pessoas. As necessidades diversificadas da população na busca por uma vida de alta qualidade continuam a crescer, refletindo um enorme potencial de consumo.

Ele destacou esforços para construir um ambiente de consumo internacionalizado e ampliar a oferta de bens e serviços de alta qualidade, o que fornecerá forte apoio à construção de um mercado interno robusto e à promoção do desenvolvimento de alta qualidade.

Quanto ao consumo de serviços, o país se concentrará em flexibilizar o acesso ao mercado e integrar diferentes formatos de negócio, além de direcionar recursos para novos motores de consumo, como viagens de cruzeiro e eventos esportivos, disse o ministro.

Reforço do comércio de produtos verdes e inteligentes

No que diz respeito ao consumo de bens, a China continuará realizando atividades bem-sucedidas de promoção do consumo, garantindo que a população desfrute de benefícios tangíveis. O país incentivará o consumo de grandes bens duráveis, expandirá o consumo de automóveis ao longo de toda a cadeia industrial e promoverá o consumo de eletrodomésticos atualizados, afirmou Wang.

A China também desbloqueará o potencial de consumo em áreas como produtos verdes e inteligentes, acrescentou.

O país permanece comprometido em aperfeiçoar seus sistemas e mecanismos para promover o consumo e em delinear planos para cultivar novos cenários de consumo, adotando medidas de gestão adequadas a formas e modelos de negócio inovadores, disse Wang.

A China desenvolverá cidades-centro de consumo internacional e reunirá recursos globais de consumo de alta qualidade. Também implementará de forma eficaz sua política de reembolso de impostos na saída do país para ampliar o consumo inbound e fomentará a chamada economia de estreias, segundo o ministro.

Ao longo do período do 14º Plano Quinquenal (2021-2025), a China manteve a segunda maior escala de consumo de bens do mundo, e o consumo de serviços registrou crescimento robusto. A contribuição média anual do consumo para o crescimento econômico ficou em torno de 60%, reforçando seu papel como principal motor da economia, afirmou Wang.

Para atrair investimento estrangeiro, a China promoverá um ambiente institucional transparente, estável e previsível, disse ele. Os esforços também incluirão a implementação abrangente da estratégia de fortalecimento das zonas-piloto de livre comércio, a expansão de sua rede de áreas de livre comércio de alto padrão e a construção, em alto padrão, do Porto de Livre Comércio de Hainan.

A China adotará medidas proativas para expandir sua abertura de forma voluntária, alinhar-se às regras internacionais de economia e comércio de alto padrão, ampliar o acesso ao mercado e abrir mais setores, com foco no setor de serviços, afirmou Wang.

(*) Com informações da Agência Xinhua

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FebraTêxtil responde ao mercado passa para maio de 2026 e eleva potencial de negócios na cadeia têxtil e de confecção

Decisão responde ao mercado, amplia tempo de preparação dos expositores, integra-se à ENT Brasil e consolida a feira como polo latino-americano de inovação e tendências.

Da Redação

Brasília – A FebraTêxtil, feira voltada à cadeia têxtil e de confecção do Brasil, anuncia oficialmente a mudança de sua data para 5, 6 e 7 de maio de 2026, no Center Norte, em São Paulo. Antes prevista para fevereiro, a alteração busca alinhar o evento ao calendário de lançamentos e compras do setor, oferecendo mais tempo de preparação aos expositores e aproximando a feira do período estratégico de decisão comercial.

Promovida pelo Febratex Group, a feira reúne fornecedores de insumos, maquinários, tecidos, aviamentos e tecnologia, e se posiciona como um polo relevante de negócios da cadeia têxtil latino-americana. Em 2026, acontece em sinergia com a ENT Brasil – Feira de Nãotecidos e Têxteis Técnicos, ampliando o alcance e reforçando o foco em inovação.

“A escolha por maio de 2026 responde à demanda do mercado e ao calendário real de lançamentos da confecção. A nova data dá mais tempo de preparação aos expositores e aproxima a feira do momento de decisão de compra. Nosso compromisso é realizar a FebraTêxtil na hora certa, gerando mais negócios e fortalecendo a cadeia têxtil.” afirma Hélvio Pompeo, presidente do Febratex Group.

Com foco em inovação e futuro, a edição promete experiências imersivas, lançamentos exclusivos e um ecossistema de conteúdo que destaca a força criativa e industrial do setor no Brasil.

A edição 2026 contará com Espaço Talks, podcast ao vivo, Startup Corner, Fashion Show e o Brasil Fashion Designers (BFD), que estreia nova fase temática inspirada na música brasileira.

BFD estreia nova fase com rebranding e tema ligado à música brasileira

Com a mudança de data da FebraTêxtil, o Brasil Fashion Designers (BFD), um dos principais eventos da feira, inicia um novo ciclo. O concurso passa a operar com cronograma estendido, garantindo maior tempo para pesquisa, criação de coleções e desenvolvimento técnico dos participantes.

Após 15 anos, o BFD adota a música brasileira como eixo criativo das próximas edições, movimento que reposiciona o projeto como um encontro entre moda, cultura e identidade nacional. A proposta amplia o escopo do concurso, estimula narrativas guiadas por ritmos e sonoridades do país e reforça seu papel como plataforma de descoberta de novos talentos e conexão direta com a indústria têxtil.

Os primeiros temas já estão definidos:

  • São Paulo 2026 – Na batida do funk, na rimada do Rap
    • Pernambuco 2026 – O choro da Bossa Nova embala a MPBA edição de São Paulo marca o início dessa nova fase com forte adesão: 110 pré-inscrições confirmadas, que agora seguem para o desenvolvimento dos looks alinhados ao tema musical.Cronograma atualizado
    04/11/2025 – Início das pré-inscrições e divulgação do regulamento
    28/11/2025 – Encerramento das pré-inscrições
    29/11/2025 a 05/02/2026 – Inscrições com envio dos projetos
    06 a 09/02/2026 – Ajustes de projeto
    10/02/2026 – Seleção dos finalistas em São Paulo
    11/02/2026 – Divulgação dos finalistas
    05/05/2026 – Desfile final e anúncio dos vencedores
    06 e 07/05/2026 – Exposição dos looks finalistas na FebraTêxtilO vencedor do primeiro lugar será premiado com vaga para desfilar no Expotextil Perú 2026, em Lima, com despesas de viagem custeadas, uma oportunidade de projeção internacional e conexão com polos têxteis latino-americanos.

Serviço
O quê: FebraTêxtil 2026
Quando: 5, 6 e 7 de maio de 2026
Onde: Expo Center Norte – Pavilhão Amarelo | São Paulo (SP)

 

 

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Entre o impulso e a estratégia, pular etapas profissionais pode custar o seu futuro

Cesar Silva (*)

Vivemos uma era em que tudo cabe na palma da mão: respostas, conexões, validações e, talvez, o mais perigoso: a ilusão do sucesso instantâneo. A geração Z cresceu cercada por tecnologia, agilidade e recompensas rápidas. Assim, não é surpresa que a ideia de “atalho” pareça tentadora. O problema é quando essa lógica do imediato é aplicada ao que, por natureza, exige processo: conhecimento, carreira, maturidade profissional e construção de competências.

Frases como “faculdade é perda de tempo”“empreender é melhor do que estudar” ou “basta coragem para vencer” viralizam facilmente. Mas, longe da timeline, o mercado é menos romântico e mais pragmático. É muito perigoso estimular a crença, desta geração, de que existem atalhos ou jornadas mais rápidas para se atingir objetivos.

Muitos jovens não sabem que é na jornada que se empreende, que se aprende a usar ferramentas de gestão, básicas e simples, mas fundamentais na organização dos dados e na tomada de decisão. A regra dos 80 – 20, lei da demanda e da oferta, ciclo PDCA (planejar = Plan, fazer = Do, verificar = Check e agir = Act) ou matriz SWOT (forças = Strengths, fraquezas = Weaknesses, oportunidades = Opportunities e ameaças = Threats).

Entender o kit de sobrevivência de quem precisa alocar capital, entender risco, definir prioridades e antecipar cenários não acontece ao acaso: exige tempo, repetição, reflexão e erro com contexto.  Quem ignora essas ferramentas tende a aprender no método mais caro de todos: o erro repetido.

Pular etapas pode parecer ousadia, mas, muitas vezes, é apenas inconsequência travestida de coragem. Quebrar a etapa de aprendizado leva esses jovens desta geração a não consumir energia boa, na hora certa, no momento de mais valor: o de aprendizagem.

Caso esteja pensando em largar a faculdade para “empreender” ou, até mesmo, não tentar o acesso ao caminho que leva a obtenção de um diploma, seja ele de Técnico Nível Médio ou de nível Superior pode ser a escolha mais errada em sua trajetória pessoal e profissional.

Os dados reforçam isso. Um diploma técnico pode aumentar o potencial de renda entre 18% e 58%. Um diploma superior pode elevar o salário em até 148%. No mundo das startups, que simboliza ruptura e ousadia, apenas 5% dos fundadores bem-sucedidos não tinham formação formal. Os outros 95% tinham currículo estruturado com graduação, especialização, mestrado ou doutorado. Até no universo da inovação radical, o conhecimento é o lastro.

A natureza também ensina essa lógica. Em física e química, nenhuma transformação ocorre sem energia de ativação. Nada simplesmente acontece, é necessário esforço. Não existe almoço grátis, nem nos átomos, nem no mercado. O esforço é parte do processo e a jornada forja caráter e competências, o perfil de quem a percorre.

É claro: estudar não garante sucesso. Mas abandonar a formação aumenta exponencialmente o risco do fracasso. Ou pior, se recai na mediocridade confortável, onde a pessoa nunca descobre seu verdadeiro potencial porque quis chegar antes de aprender a caminhar.

Isso não significa escolher entre diploma e empreendedorismo. Significa reconhecer que o diploma, seja técnico ou superior, não é o fim, mas o alicerce. A jornada acadêmica não é um obstáculo: é um acelerador. Até para empreender com sucesso é importante que se tenha trilhado uma jornada de formação formal cientifica, o tão falado (sonhado por uns e desprezado por outros) diploma é importante pelo que ele expressa na ciência e na vivência da jornada dos que os obtém.

Para cada Bill Gates que abandonou Harvard e se tornou ícone, há milhares de outros que só construíram empresas sólidas porque tiveram acesso às bases científicas, matemáticas, estratégicas e humanas necessárias para competir.

No final, a pergunta que a geração Z precisa responder é simples: você quer apostar sua vida na exceção ou construir seu futuro baseado no que funciona para 95% das pessoas? Audácia é bem-vinda. Impulsividade não é coragem, é risco mal calculado.

O caminho mais rápido raramente é o mais inteligente. E no mundo real, não no feed, quem chega mais longe não é quem apressou o processo, mas quem foi consistente o suficiente para merecer o resultado.

(*) César Silva é diretor Presidente da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT) e docente da Faculdade de Tecnologia de São Paulo – FATEC-SP há mais de 30 anos. Foi vice-diretor superintendente do Centro Paula Souza. É formado em Administração de Empresas, com especialização em Gestão de Projetos, Processos Organizacionais e Sistemas de Informação

 

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O que o sistema financeiro brasileiro precisa repensar para sanar vulnerabilidades de cibersegurança?

Felipe Negri (*)

O sistema financeiro brasileiro é uma referência global em inovação. O próprio Pix é um dos maiores exemplos de eficiência e inclusão que a tecnologia é capaz de proporcionar ao setor. Por outro lado, quanto mais digital e integrado esse ecossistema se torna, mais exposto a riscos cibernéticos ele fica. Por isso, precisamos pensar e repensar constantemente sobre como solucionar as vulnerabilidades da cibersegurança do segmento.

As maiores entidades do setor no país já demonstram essa preocupação. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos), por exemplo, divulgou, em agosto, que o BC (Banco Central) relatou uma possível “movimentação atípica” relacionada à criptomoeda Tether. O alerta ressalta à necessidade de ações dos bancos filiados da federação para evitar uma potencial investida criminosa ligada ao SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro).

Vale destacar que esse tipo de desafio é enfrentado por todo o mundo atualmente, então é natural que tenhamos muitos passos a percorrer nesse quesito — nem por isso eles deixam de ser urgentes. Tratando-se especificamente do Brasil, nossos modelos de proteção possuem algumas fragilidades estruturais que já podem ser identificadas e estão abrindo brechas para cibercriminosos cada vez mais sofisticados.

Vamos partir da base dessa pirâmide: o BC. A instituição financeira é um alicerce da digitalização do sistema financeiro nacional, que realiza um trabalho extremamente importante em reforçar a cibersegurança no país, especialmente em termos de regulação. No entanto, a exposição e a não fre sobre todos os passos desse processo por meio da documentação detalhada dos sistemas possui um efeito duplo: o de promover a transparência e, ao mesmo tempo, abrir muitas informações para agentes mal-intencionados, fazendo com que os documentos sirvam quase como um manual.

Além disso, a lentidão nas atualizações dos frameworks é outro ponto de atenção. Hoje, as mudanças tecnológicas acontecem praticamente a cada segundo, o que demanda esforços rápidos para acompanhá-las e transformar as soluções vigentes. Por essa razão, também seria fundamental para o BC contar com as ideias e a colaboração de outras instituições financeiras para reforçar suas defesas.

E por falar nelas, as empresas também não podem deixar esse assunto para depois. Muitas ainda não adotam ciclos ágeis de revisão dos sistemas de proteção, permanecendo com vulnerabilidades significativas por mais tempo do que deveriam. Rever e ampliar as camadas de segurança cibernética de forma frequente nos dias atuais é o que pode evitar golpes e fraudes no futuro.

Capital humano

Quando falamos de cibersegurança, outro ponto crítico é a confiança. E isso depende dos maiores ativos que o mercado financeiro — e qualquer outro — possui: as pessoas. Profissionais que estão inseridos em uma cultura de governança e integridade precisam ser incorruptíveis e capacitados a evitar quebras nas defesas cibernéticas do país.

Alguns casos recentes demonstram que esse é um aspecto a ser colocado na lista de prioridades dessa discussão. Um dos exemplos mais concretos é o ataque reportado pela C&M Software ao BC, que é considerado o maior do sistema financeiro brasileiro e causou um prejuízo milionário. Nesta situação, um funcionário da empresa chegou a ser preso por suspeita de vazar dados para hackers, impactando várias instituições financeiras.

Vale lembrar que, em um ecossistema tão interconectado quanto o nosso, falhas como essas podem comprometer toda a cadeia do setor. Não estamos falando apenas de perdas pontuais, mas de riscos que podem gerar um efeito dominó, impactando desde pequenos negócios até grandes instituições. Basta um ataque bem-sucedido a um agente relevante para que a confiança de milhões de pessoas seja colocada em xeque.

Inovação e segurança

Apesar dos sinais de alerta, já é possível ver algumas empresas se movimentando para reduzir riscos e garantir a continuidade dos negócios em um ambiente cada vez mais complexo. Isso vem acontecendo, principalmente, com a incorporação de algumas tecnologias disruptivas, como:

  • ZTA (Zero Trust Architecture): com autenticação contínua e microsegmentação, elimina a dependência de perímetros fixos;
  • XDR (Extended Detection and Respons): ao integrar dados de endpoints, redes, servidores, e-mails e nuvem, reduz a complexidade operacional e garante visibilidade unificada contra ataques sofisticados;
  • Identidade descentralizada (Blockchain + SSI): permite autenticação sem senhas, reduzindo fraudes e eliminando pontos únicos de falha;
  • Deception technology: cria armadilhas digitais com inteligência artificial para enganar atacantes, dificultando a ação criminosa;
  • UEBA (User and Entity Behavior Analytics): analisa padrões de usuários e dispositivos, identificando desvios que regras fixas não capturam;
  • Confidential computing: utiliza enclaves de hardware para proteger dados em uso, complementando a segurança de informações em trânsito e em repouso;
  • CSMA (Cybersecurity Mesh Architecture): modelo arquitetural que conecta e integra diferentes ferramentas de segurança em ambientes híbridos e multi-nuvem via APIs e identidade central, garantindo maior coesão na defesa corporativa.

Vale frisar: nenhuma das vantagens dessas inovações significa que temos que agir por impulso. Não existe uma fórmula pronta para lidar com a situação, ou um modelo “one size fits all”, como as regras normativas que os manuais de hoje impõem. No entanto, a reflexão crítica é absolutamente necessária. Precisamos melhorar para atuar de forma mais responsável, colaborativa e dinâmica diante das ameaças cibernéticas ao sistema financeiro brasileiro.

Não podemos esperar o próximo grande ataque para mudar. Devemos nos antecipar e começar a nos movimentar hoje.

(*) Felipe Negri, CEO do PinbankEngenheiro graduado pelo Instituto Mauá de Tecnologia e com atuação no segmento por mais de 8 anos, Felipe migrou para o setor de inovação e finanças ao assumir a gerência de inovação na B2W Digital, onde ao longo de quase 5 anos foi responsável pelo planejamento de investimentos, estudos de viabilidade e análise de redução de custo.

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Velocidade é a nova lógica da economia digital

Juan Soto (*)

A economia digital vive um fenômeno curioso: quanto mais eficiente se torna, menor é a nossa tolerância à espera. Em um mundo em que três a oito segundos definem se um consumidor permanece ou abandona uma interação, velocidade deixou de ser atributo — virou expectativa básica. Nesse contexto, o crescimento explosivo do e-commerce nos últimos anos não é apenas uma expansão natural do consumo online, é a consequência direta da adoção massiva de métodos de pagamento instantâneos.

Em oito mercados analisados em um novo estudo da fintech Nuvei, nos mercados da Colômbia, dos Emirados Árabes Unidos, Brasil, África do Sul, México, Hong Kong, Chile e Índia, o comércio eletrônico alcançou US$ 908,4 bilhões em 2025 e deve praticamente dobrar até 2027. Mas esse número, por si só, não conta a história completa. O que realmente transforma essas economias é o impacto comportamental da Geração Z e dos millennials, que já dominam a base de consumo nessas regiões.

Esse novo perfil é mobile-first, compra diariamente em ambientes digitais e enxerga pagamentos instantâneos não como inovação, mas como padrão mínimo de experiência. Isso explica por que sistemas nacionais — como o Pix, no Brasil, e o UPI, na Índia, inspiram iniciativas semelhantes em outros países e porque carteiras digitais seguem ganhando terreno: eles conversam com a urgência emocional de uma geração que não aceita fricção.

Mais do que inclusão financeira, esses meios transformaram o varejo digital em fluxo contínuo. Nos mercados analisados, pagamento é sinônimo de continuidade da jornada, não de etapa final. É isso que explica o salto de conversão e o aumento da participação digital na renda. A infraestrutura de pagamentos se tornou, de fato, um motor econômico.

Esse movimento expõe um recado inequívoco: a corrida não é mais entre empresas — é entre empresas e a velocidade do consumidor.

E o consumidor já está bem à frente.

O desafio agora é saber se as empresas, especialmente as que operam globalmente, estão preparadas para atender a um público que toma decisões em segundos, transita entre canais com fluidez total e considera o pagamento instantâneo como parte natural da experiência.

Quem entender essa nova lógica terá vantagem competitiva. Quem insistir nas antigas camadas de fricção ficará para trás não por falta de relevância, mas por falta de ritmo.

(*) Juan Soto é General Manager para América Latina da Nuvei

 

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“O dólar se valorizou devido a fatores externos impactando negativamente o real”, diz Moneycorp

Economista do banco de câmbio Moneycorp discute a valorização do dólar em relação ao real, impulsionada pela divulgação dos dados de inflação nos EUA e o aumento das expectativas de remessas de dividendos ao exterior

Da Redação

Brasília -“Pela manhã {da sexta-feira}, o mercado iniciou com leve queda do dólar, à espera dos dados de inflação e consumo nos Estados Unidos. No entanto, ao longo do dia, a divisa passou a sustentar valorização consistente, impulsionada pela divulgação do PCE nos EUA, cenário eleitoral brasileiro e aumento das expectativas de remessas de dividendos ao exterior”, afirmou  Carolina Hackmann, economista do banco de câmbio Moneycorp.

O Bureau of Economic Analysis (BEA) divulgou hoje o PCE Price Index, principal indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve (FED). O índice avançou 0,3% em setembro, em linha com as expectativas. No núcleo, que exclui alimentos e energia, a alta foi de 0,2%. Em relação a setembro de 2024, o PCE acumula aumento de 2,8%. Os dados indicam leve melhora no quadro inflacionário, fortalecendo o dólar globalmente.

No cenário doméstico, a declaração do ex-presidente Jair Bolsonaro, indicando seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), como candidato à Presidência em 2026, trouxe incertezas. O mercado teme divisão na direita e uma candidatura menos competitiva contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), elevando a percepção de risco e pressionando ativos locais. Esse movimento se soma à visão de fragilidade fiscal do governo atual.

Além disso, o dólar foi impulsionado pelo aumento das expectativas das remessas internacionais após empresas anunciarem antecipação do pagamento de dividendos. A medida busca evitar a tributação prevista para 2026, quando entra em vigor a reforma do Imposto de Renda, que estabelece alíquota mínima de até 10% para rendimentos acima de R$ 50 mil mensais e passa a tributar lucros e dividendos. Apenas proventos aprovados até 31/12/2025 permanecerão isentos, o que levou companhias a antecipar anúncios e pagamentos.

A valorização do dólar frente ao real refletiu a convergência entre fatores externos, que sustentaram o fortalecimento da moeda americana no mercado global, e elementos domésticos, que provocaram um viés depreciativo específico sobre o real, resultando em seu descolamento em relação a outras moedas emergentes.”

 

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Webinar da B2Gether abordará as mudanças da Reforma Tributária na rotina financeiras das importadoras e exportadoras

Organizado pela B2Gether, empresa referência em operações de câmbio no Brasil, o evento online será realizado na próxima terça-feira, dia 9 de dezembro, às 10 horas

Da Redação

Brasília – A partir de 1º de janeiro de 2026, começa o período de transição da Reforma Tributária no Brasil. Na prática, o sistema tributário atual coexistirá com o novo e todas as empresas serão afetadas, incluindo as que atuam no Comércio Exterior.

Mas, afinal, o que as importadoras e exportadoras devem fazer? Como se preparar para esse período de mudanças tributárias? Quais serão os benefícios e desafios desse novo sistema, que será concluído em 2033?

Essas e outras questões serão abordadas no webinar “Reforma Tributária 2026: o que muda para as importadoras e exportadoras?”, organizado pela B2Gether, empresa referência em operações de câmbio no Brasil.

O evento online, que será realizado na próxima terça-feira (09/12), às 10 horas, receberá o convidado Edson Silva, que é head de planejamento tributário da Tributo Certo, e uma das maiores autoridades intelectuais do país no assunto.

“Organizamos esse evento pensando nos empresários, gestores e profissionais operacionais e financeiros que atuam no comércio exterior. A Reforma Tributária começará já em janeiro de 2026 e há muitas empresas que ainda não estão preparadas para essa transição. O webinar é para quem precisa, justamente, se preparar o quanto antes e evitar problemas”, observam os sócios-fundadores da B2Gether, Janaina Assis e Diego Zia.

Para se inscrever gratuitamente no evento, basta acessar o link: https://lp.business2gether.com/webinar-reforma-tributaria-2026

Serviço

Evento: Webinar gratuito “Reforma Tributária 2026: o que muda para as importadoras e exportadoras?

Data e horário: 9 de dezembro, às 10 horas

Formato: online

Link de inscrição: https://lp.business2gether.com/webinar-reforma-tributaria-2026

 

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