Anfavea comemora fim do pesadelo envolvendo fornecimento de chips da China que poderia paralisar produção de veículos no país

Da Redação (*)

Brasília – Após uma rápida ação do governo brasileiro junto ao governo da China, a indústria automobilística brasileira respira aliviada com o afastamento da possibilidade de interrupção da produção nas principais montadoras instaladas no país devido a uma eminente falta de chips, essenciais para a manutenção das atividades do setor.

Nesse contexto, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) comemorou neste sábado (01) a abertura de diálogo com a China para liberar as exportações de semicondutores ao Brasil. O governo chinês concordou em analisar a concessão de autorização especial às empresas brasileiras que estiverem com dificuldades para importar os chips.

A medida abre caminho para o fim do embargo às importações de semicondutores da Nexperia, que pode levar ao desabastecimento dos fornecedores de autopeças no país e a consequente paralisação da indústria automotiva.

China acena com licença de fornecimento de chips “caso a caso”

Segundo informe feito à Anfavea pelo Embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, as empresas brasileiras poderão solicitar exceção ao embargo por meio da Embaixada ou diretamente com o Ministério do Comércio da China. A China concederá a licença para importação a partir da análise de cada caso.

“A rápida resposta do governo brasileiro frente ao alerta feito pela Anfavea permitiu a abertura de canais de diálogo antes de o pior cenário se concretizar, que é o de paralisação de fábricas no país. Vamos acompanhar os desdobramentos nos próximos dias e dar suporte às empresas da cadeia de suprimentos para que possam reestabelecer as compras dos semicondutores o mais rápido possível e normalizar o envio de peças às fabricantes”, afirmou Igor Calvet, presidente da Anfavea.

A Associação fez também um agradecimento especial ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, pelo empenho e disponibilidade em atuar na busca de uma solução diante do quadro exposto pela Anfavea de riscos concretos ao setor automotivo.

ANTECEDENTES

Em outubro, o governo holandês assumiu o controle da Nexperia, subsidiária da fabricante de semicondutores chinesa Wingtech. Como resposta, a China bloqueou as exportações dos chips vendidos pela empresa. O efeito colateral desta medida foi a interrupção do fornecimento de semicondutores da Nexperia às empresas da cadeia de autopeças no Brasil.

Os chips da Nexperia são usados em peças que compõem os veículos de todas as fabricantes e, como há poucas fornecedoras globais de semicondutores, não há outras opções desses componentes no mercado.

As fabricantes notificaram as empresas brasileiras de que, se nada fosse feito, a produção de peças teria de ser interrompida em poucas semanas, levando à consequente paralisação das fábricas de veículos no país.

Em audiência na terça-feira passada, a Anfavea solicitou ao governo brasileiro que buscasse com a China uma forma de deixar o Brasil de fora do embargo.

(*) Com informações da Anfavea

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Missão empresarial brasileira vai à CIIE, maior feira de importações do mundo, para reforçar parceria entre industrias do Brasil e da China

Da Redação (*)

Brasília – A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), promovem a Missão Empresarial à China International Import Expo (CIIE) 2025, que será realizada de 3 a 7 de novembro, em Xangai.

Considerada a maior feira de importação promovida pela China, a CIIE reúne compradores e investidores de mais de 150 países e é um dos principais palcos mundiais para promoção de produtos, tecnologias e inovação.

A missão marca mais um capítulo da aproximação estratégica entre os setores industriais do Brasil e da China. Composta por pequenas e médias empresas, a delegação reúne participantes de mais de 20 empresas de seis estados, abrangendo diversos setores da indústria, com destaque para mineração e alimentos e bebidas, além de representantes da construção civil e do setor têxtil e de vestuário.

A coordenação da missão é da unidade da Federação de Minas Gerais da Rede de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), presentes em todas as federações de indústrias do país.

Com o apoio do escritório da CNI em Xangai, inaugurado neste semestre, a missão contará com uma programação diversificada que vai além da feira.

A comitiva brasileira terá reuniões com executivos e instituições chinesas e participará do programa executivo IEL Experience, realizado em uma universidade em Xangai  — iniciativa que reforça o compromisso com a inovação, o aprendizado e a cooperação tecnológica.

O objetivo é fortalecer o posicionamento internacional da indústria brasileira, estimulando parcerias estratégicas em inovação, sustentabilidade e digitalização industrial, além de ampliar o intercâmbio de conhecimento, investimentos e negócios entre empresas do Brasil e da China.

“A China é o maior parceiro comercial do Brasil e a participação dos empresários brasileiros na CIIE é uma oportunidade concreta de ampliar a presença de produtos nacionais em um dos mercados mais dinâmicos e estratégicos do mundo. Em 2024, a China foi o principal destino das exportações de 14 estados brasileiros e o segundo maior de outras quatro unidades da Federação, o que reforça a importância de ações de promoção como esta missão”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Maior parceira comercial do Brasil, China amplia aportes em energia, manufatura e minerais estratégicos  

Dados do Conselho Empresarial Brasil China (CEBC) mostram que desde 2009, a China é a principal parceira comercial do Brasil, e o país mantém superávit consistente nessa relação. Entre 2001 e 2024, a balança comercial brasileira apresentou déficit em apenas dois anos — 2007 e 2008.

As exportações brasileiras para a China permanecem concentradas em três grandes grupos de produtos — commodities agrícolas, minerais e energéticas, que representam mais de 70% do total exportado.

Já os investimentos chineses no Brasil vêm se diversificando: em 2024 o país recebeu 39 projetos, somando US$ 4,18 bilhões, o que colocou o Brasil como o terceiro maior destino global de capital chinês.

Os setores de energia elétrica (especialmente renovável), petróleo, manufaturas e minerais estratégicos se destacam entre os que mais atraem investimentos. Além disso, o número crescente de projetos, mesmo com valores médios menores, indica uma tendência de investimentos menos intensivos em capital, mas de alto valor estratégico e tecnológico — alinhados às prioridades nacionais de reindustrialização e sustentabilidade.

Ainda segundo informações do CEBC, a indústria de transformação brasileira vem ampliando sua presença no mercado chinês. Entre janeiro e setembro de 2025, as exportações do setor cresceram 19,5 por cento, somando 15,7 bilhões de dólares. Com isso, a participação da indústria de transformação nas exportações brasileiras para a China subiu para 20,8 por cento, um aumento de 3,6 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024.

(*) Com informações da CNI

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Novo núcleo do PEIEX em São Paulo qualificará 2.425 empresas do ABC e da Baixada Santista até 2027

Investimento é de R$ 21 milhões será direcionado para as regiões do ABC Paulista e da Baixada Santista

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a ApexBrasil e o Sebrae lançaram, nesta sexta-feira (31/10), o novo núcleo do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), voltado para as regiões do ABC Paulista e da Baixada Santista.

O objetivo do programa é promover a internacionalização de pequenas e médias empresas por meio de qualificação e preparação para o mercado global.

O lançamento do novo núcleo teve a presença do vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin. Ele destacou as ações do governo federal para aumentar a competitividade das MPEs no mercado externo.

“Enquanto a reforma tributária não estiver totalmente implantada, o governo está agindo para ajudar as empresas exportadoras. O Programa Acredita Exportação devolve parte dos tributos e garante crédito para micro, pequenas, médias e grandes empresas continuarem vendendo para o mundo, preservando empregos e competitividade”, afirmou Alckmin.

Atendimentos

O novo núcleo do programa será responsável pelo atendimento de 350 empresas, dentro do universo de mais de 2 mil empresas previstas no convênio firmado entre a ApexBrasil, o Sebrae-SP e a Faculdade Sebrae.

As demais empresas são atendidas pelos núcleos localizados em Campinas, São José dos Campos e Grande São Paulo. Em breve, haverá novos polos em Bauru, Sorocaba, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.

A meta é qualificar 2.425 empresas até 2027, o maior número da história do PEIEX no estado de São Paulo. O investimento total da ApexBrasil e do Sebrae para atingir essa meta é de R$ 21 milhões. O foco do atendimento está voltado principalmente para setores de alimentos e bebidas, moda, móveis, máquinas e equipamentos e tecnologia da informação.

Desde 2010, o programa já preparou mais de 3,9 mil empresas paulistas para o mercado internacional, com investimento acumulado de aproximadamente R$ 34 milhões, incluindo contrapartidas de parceiros locais.

(*) Com informações do MDIC

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Mexicanização Brasileira: facções ocupam espaços do Estado e avançam sobre serviços públicos e negócios legais

Márcio Coimbra (*)

O poderio do crime que motivou a ação policial no Rio de Janeiro não é um caso isolado. É a tradução de uma doença metastática que consome o Brasil. O que se vê no Rio hoje é apenas o ensaio geral, a prévia mais avançada do que todo o país experimentará amanhã se não acordarmos para a realidade brutal: o crime não mais opera à margem do Estado; ele se infiltrou em suas veias e diversificou seus negócios em escala industrial.

O conceito de crime organizado transcende em muito aquele já conhecido como ilícito comum. Estamos falando de um conglomerado infiltrado nas instituições públicas, com gestão corporativa, que sistematicamente corrompe e coopta o Estado para garantir a impunidade e expandir seus impérios. Esta não é uma teoria conspiratória. É a prática documentada de facções como o PCC e o Comando Vermelho, que hoje controlam cadeias inteiras do poder público. A infiltração é a nova arma, agora eficaz e silenciosa. As fraudes em concursos públicos, criminosos eleitos para parlamentos e um judiciário leniente são as provas cabais de êxito desta estratégia.

Além disso, é um erro reduzir o poder do crime apenas ao tráfico de drogas. Atualmente uma vasta e complexa teia econômica lava seus recursos e financia sua expansão. Facções dominam o contrabando de cigarros, comercialização de vapes, adulteração de combustíveis em escala nacional e, de forma mais visível, parcelas do lucrativo mundo das apostas que envolvem influenciadores. Segundo a Receita Federal, apenas 27 das 134 empresas do setor possuem registro regular, criando um ambiente fértil para lavagem de dinheiro.

Enquanto o Rio de Janeiro chama a atenção pela visibilidade, vastas regiões do Norte e Nordeste do país já vivem sob um silencioso e férreo controle das facções. Inúmeras cidades têm seu comércio, transporte e até a vida social ditados pelo crime. Prefeitos governam sob a tutela de grupos criminosos ou fazem parte deles, enquanto a população vive sob a lei do silêncio, sabendo que o Estado, quando aparece, é muitas vezes apenas uma extensão do poder do tráfico e das milícias. Segundo o Monitor da Violência, 15% dos municípios brasileiros relataram episódios de guerra entre facções em 2023, um aumento de 40% em relação a 2020. São batalhas pelo domínio territorial.

Este cenário é a materialização do que especialistas chamam de “mexicanização”. Não se trata de uma simples importação cultural, mas da adoção de um modus operandi onde os cartéis não apenas disputam mercados ilícitos, mas contestam o monopólio estatal da força e controlam porções significativas do território e da economia formal e informal. O destino lógico e aterrador deste caminho é o nascimento de um modelo de narcoestado, onde as decisões de política pública, as nomeações para cargos-chave e a agenda econômica são influenciadas pelos interesses escusos que, além do crime, controlam parcelas do comércio, política, entretenimento, energia e outros setores.

A ação no Rio é um sintoma de uma guerra civil assimétrica, um conflito armado onde o Estado reage à superfície do problema, mas perde a guerra silenciosa nos corredores do poder e no campo econômico. Enquanto não houver uma estratégia nacional, unindo inteligência, investigação financeira, combate implacável à lavagem de dinheiro e, sobretudo, a desinfecção da máquina pública cooptada por essas milícias e facções, estaremos apenas enxugando gelo. O Brasil está caminhando a passos largos para se tornar o que o Rio já é: a tradução de um Estado falido.

(*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

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Donald Trump e a perigosa escalada nuclear no mundo

Victor Missiato (*)

O governo de Donald J. Trump firmou um acordo relevante com a China, voltado à melhoria das relações comerciais entre os dois países. Em troca da redução das tarifas impostas a Pequim, Washington busca recuperar espaço na venda de soja e no acesso aos minerais de terras raras do país asiático — elementos estratégicos para diversas indústrias de alta tecnologia. Trata-se de uma negociação crucial para a frágil estabilidade do comércio global, marcada por tensões e dificuldades de consenso entre as grandes potências.

Entretanto, no mesmo dia em que anunciou o entendimento com a China, Trump declarou a intenção de retomar os testes nucleares, prática abandonada desde o fim do século XX. Diante das incertezas geradas pela guerra entre Ucrânia e Rússia, pelos avanços tecnológicos de Pequim e pelas pesquisas nucleares iranianas, os Estados Unidos se preparam novamente para a hipótese de uma guerra total no século XXI.

Único país a lançar bombas atômicas contra outro, Washington conhece bem os dilemas éticos, políticos e estratégicos que esse tipo de decisão acarreta à complexa arena geopolítica internacional. O cenário poderia ser amenizado com novos tratados que visassem restringir o uso e os testes de armas nucleares. Contudo, tais iniciativas parecem inviáveis enquanto as três maiores potências militares — Estados Unidos, Rússia e China — mantiverem-se em estado de tensão ou conflito iminente.

Assim, enquanto Moscou se sentir ameaçada pela expansão da OTAN e Pequim interpretar o apoio norte-americano a Taiwan como provocação direta, a dissuasão nuclear continuará a ser um pilar estratégico na manutenção do equilíbrio global. Na pior hipótese, porém, esse mesmo equilíbrio pode se transformar em um gatilho para uma catástrofe de proporções apocalípticas

(*) Victor Missiato, professor de História do Colégio Presbiteriano Mackenzie, Tamboré. Analista político e Dr. em História

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Fernando de Noronha se consolida como principal destino para turistas argentinos no Nordeste brasileiro

Da Redação (*)

Brasília – A Associação das Pousadas de Fernando de Noronha (APFN) celebra os dados divulgados pelo governo de Pernambuco, que apontam um crescimento estrondoso no fluxo de turistas argentinos.

Com um aumento de 234,75% no número de desembarques em Recife no acumulado de janeiro a setembro de 2025 (totalizando 23.349 visitantes), o mercado argentino se torna o principal emissor de estrangeiros para o estado. Os dados foram divulgados pelo  governo de Pernambuco recentemente.

Este crescimento reforça um potencial já mapeado. De acordo com o estudo Destinos Indutores 2023 da EMPETUR, que analisa a residência permanente no exterior dos turistas, a Argentina já representava 15,56% dos visitantes de Fernando de Noronha. Isso colocava os argentinos como a segunda principal nacionalidade a escolher Noronha como destino indutor em Pernambuco, atrás apenas de Ipojuca (Porto de Galinhas).

“A liderança argentina em 2025 não é uma surpresa, é a confirmação de um potencial histórico. O estudo da EMPETUR já mostrava que o argentino que vem a Pernambuco prioriza Noronha, afirma Lúcia Smith, presidente da APFN.

“A consolidação do mercado argentino, impulsionada pelos novos voos diretos e tarifas competitivas, é uma excelente notícia para todo o trade turístico pernambucano. Noronha é a joia que todo visitante busca ao chegar a Pernambuco, e estamos prontos para oferecer a eles uma experiência única de conexão com a natureza e de alto padrão em hospedagem”, afirma Lúcia.

O sucesso da nova malha aérea, com 30 voos planejados em setembro partindo de Buenos Aires (Aeroparque e Ezeiza) e Córdoba, torna o acesso a Pernambuco mais fácil do que nunca.

A APFN ressalta que Fernando de Noronha é o complemento ideal para a viagem do turista argentino, oferecendo um contraste de beleza natural inigualável após a chegada à capital.

“Queremos que o turista argentino, ao pousar em Recife, saiba que seu paraíso o espera a poucas horas de voo. Noronha representa a excelência do turismo brasileiro, e é um destino imperdível para quem vem ao Nordeste. Temos a melhor estrutura de hospitalidade e serviços para que a estadia deles seja inesquecível”, conclui Manuela Fay, diretora executiva da APFN.

(*) Com informações da APFN

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Quais são as maiores empresas de petróleo do mundo? Petrobras ocupa a sétima posição

Conheça as principais empresas do ramo do petróleo e gás natural que influenciam diretamente a economia global

Da Redação

Brasília – As grandes empresas do ramo do petróleo são conhecidas por toda a população e desempenham importante papel na economia global. Isso porque estão diretamente ligadas à manipulação do petróleo e do gás natural, o que envolve a sua extração, o refino e a produção de derivados.

O impacto que essas empresas têm não se resume apenas ao seu setor de atuação, mas se estende para temas como segurança energética, preservação ambiental, alianças geopolíticas e decisões na economia. Por isso, elas são alvo de interesse dos grandes investidores.

Elas possuem o poder de influenciar diretamente a oferta e demanda do setor e os preços da energia. Assim, as grandes empresas no Brasil e no mundo, como Petrobrás (PETR4), ExxonMobil, Saudi Aramco e outras, são de grande relevância no cenário econômico e de investimentos.

Conheça as principais empresas no ramo petrolífero

O petróleo é um componente importante da nossa civilização, pois é usado para diferentes finalidades. Pela sua ampla aplicação, ele se tornou indispensável no nosso cotidiano. Está presente nas produções de:

  • Plástico;
  • Borracha;
  • Tintas;
  • Corantes;
  • Solventes;
  • Produtos farmacêuticos;
  • Produtos cosméticos.

Com a sua importância vem também a relevância das empresas que atuam nesse ramo. Afinal, são elas que possibilitam a obtenção e comercialização desses produtos e seus derivados.

Saudi Aramco

Considerada a principal empresa no ramo de óleo e gás natural no mundo, a estatal saudita apresentou lucro líquido de US$ 27,2 bilhões no primeiro trimestre de 2024. Ela é comandada pelo príncipe da Arábia Saudita.

A companhia lidera em primeira posição e é a mais valiosa do mundo na área petrolífera. Suas atividades tiveram início na Arábia Saudita e, depois, expandiram-se para outros países. Hoje, está presente nos principais mercados de energia: América do Norte, Ásia e Europa. Suas atividades envolvem:

  • Exploração de petróleo em diversos campos petrolíferos ao redor do globo;
  • Refino de petróleo para gerar gasolina, querosene, diesel e outros derivados;
  • Distribuição e marketing;
  • Pesquisa e desenvolvimento no setor.

ExxonMobil

A empresa listada como a segunda maior possui valor de mercado de U$ 510 bilhões. A ExxonMobil surgiu nos Estados Unidos, mas se faz presente em outros países, como o Brasil. É uma empresa que investe em tecnologia e inovação, e entre as suas operações estão:

  • Exploração e produção de gás e petróleo;
  • Fabricação e comercialização de combustíveis e lubrificantes;
  • Extração de minerais e carvão;
  • Geração de energia elétrica.

Shell

Em terceiro lugar, a empresa apresentou um lucro líquido de US$ 7,73 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Localizada em Londres, ela possui estrutura organizacional dividida em:

  • Gás integrado: que envolve a produção de gás, seu transporte e sua venda;
  • Upstream: atividades ligadas à exploração e à extração de petróleo bruto, gás natural e líquidos naturais;
  • Downstream: fabricação de produtos no ramo petrolífero e químico.

Chevron

A gigante americana apresentou lucro líquido de US$ 5 bilhões no primeiro trimestre de 2024. Sua atuação se dá principalmente na área de exploração e refino de petróleo e gás natural.

Em seu último balanço, a petrolífera anunciou a ampliação mundial de 12% no primeiro trimestre, com avanço de 35% apenas nos EUA, graças à compra da PDC Energy.

TotalEnergies

A TotalEnergies está presente em mais de 130 países e possui produção diária de 2,8 milhões de barris de petróleo. Sua estratégia integra todas as fases, desde a extração até a comercialização, a saber:

  • Exploração e produção de energia, gás e hidrocarbonetos;
  • Refino, petroquímica e produção de produtos químicos;
  • Marketing e serviços.

Petrobras

A empresa brasileira ficou em 6º lugar com maior lucro líquido no primeiro trimestre deste ano. Entre as estatais, ela ficou em 2º lugar como a mais lucrativa. A empresa teve resultado líquido de 20,2% do total arrecadado no primeiro trimestre, ficando atrás apenas da Saudi Aramco.

 

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Bagagem de mão: IATA e ALTA classificam Projeto de Lei como retrocesso histórico que ameaça a conectividade aérea e encarece as passagens

Da Redação (*)

Brasília – A Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA) e a Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA) consideram um verdadeiro retrocesso a aprovação do Projeto de Lei Nº 5.041/2025 pela Câmara dos Deputados do Brasil. De acordo com as associações, a medida proposta, que torna obrigatórios o despacho e o transporte gratuito de bagagem de mão e restringe outras práticas comerciais padrão, representa uma séria ameaça à conectividade, competitividade e ao acesso do transporte aéreo no Brasil.

Se promulgada, a lei aplicará restrições rígidas de preço e operação, tanto para voos domésticos quanto para voos internacionais que tenham o Brasil como origem e destino, minando a eficiência e a flexibilidade essenciais para um sistema de transporte aéreo sustentável. O texto aprovado também pode violar as disposições de liberdade tarifária em acordos bilaterais de serviços aéreos, colocando o Brasil em não conformidade com seus compromissos internacionais.

“Este projeto de lei faz o Brasil retroceder em um momento em que a aviação deveria estar ajudando a impulsionar o crescimento econômico e a integração regional do país. Ao reintroduzir regras desatualizadas e uniformes sobre bagagem e assentos, a proposta corre o risco de limitar a concorrência e o acesso a tarifas acessíveis e, em última análise, prejudicar os próprios consumidores que pretende proteger. É como ir ao cinema e ser forçado a pagar pela pipoca como parte do seu ingresso”, explica Peter Cerdá, vice-presidente regional da IATA para as Américas e diretor-executivo e CEO da ALTA.

Retrocesso para passageiros e para a economia

Na última década, a desregulamentação e os modelos de preços competitivos permitiram que o setor de aviação do Brasil expandisse o acesso às viagens aéreas, conectando mais comunidades e apoiando o turismo, o comércio e a criação de empregos. O novo projeto de lei, no entanto, restabelece restrições que foram globalmente comprovadas por reduzir o acesso e limitar a escolha do consumidor.

De acordo com o texto aprovado, as companhias aéreas seriam obrigadas a:

  • Fornecer uma bagagem despachada gratuita de até 23 kg em voos domésticos e internacionais;
  • Oferecer bagagem de mão gratuita de até 12 kg em voos domésticos, independentemente do tipo de aeronave ou rota;
  • Proibir cobranças pela seleção de assentos padrão;
  • Proibir o cancelamento automático de voos de volta se o passageiro perder o voo de ida, a menos que haja autorização expressa;
  • Fornecer até dois assentos adicionais sem custo para passageiros que necessitem de assistência especial.

Estas condições levam à incerteza regulatória e a custos operacionais significativos. Em uma indústria com margens já estreitas, tais custos obrigatórios se traduzirão inevitavelmente em tarifas mais elevadas, frequências reduzidas e menos rotas, impactando particularmente as operações regionais e de baixo custo, que democratizaram as viagens aéreas no Brasil.

“A medida compromete a viabilidade de muitas rotas e companhias aéreas, especialmente aquelas que servem cidades menores e destinos regionais. Em vez de promover o bem-estar do consumidor, corre-se o risco de isolar comunidades e reduzir a conectividade que é essencial para o desenvolvimento do Brasil”, afirma Cerdá.

Sendo o Brasil o maior mercado de aviação da América Latina, os efeitos em cascata desta legislação se estenderiam para além das suas fronteiras. As associações apontam que as restrições às operações internacionais introduzem complexidade adicional para as transportadoras que voam de e para o Brasil, enfraquecendo a atratividade do país como um hub regional.

“Este projeto de lei envia uma mensagem errada aos investidores e parceiros internacionais. A América Latina precisa de estabilidade regulatória e competitividade para crescer, e medidas como esta apenas adicionam custos, reduzem a eficiência e desencorajam novas conectividades em um contexto no qual deveríamos expandi-las”, aponta Cerdá.

Apelo à reconsideração

A IATA e a ALTA reforçam a necessidade do Senado Federal reconsiderar o projeto de lei, além de estabelecer um diálogo aberto com a indústria da aviação para garantir que a proteção do consumidor seja equilibrada com a sustentabilidade econômica e a viabilidade operacional.

“Apelamos aos legisladores para que priorizem o que realmente beneficia os passageiros — conectividade aérea acessível, segura e sustentável. Uma legislação restritiva que aumenta os custos prejudicará a todos: passageiros, comunidades e a economia em geral”, declararam as associações em conjunto.

O transporte aéreo é um pilar da economia brasileira: em 2023, gerou mais de 1,9 milhão de empregos e contribuiu com US$ 46,4 bilhões para o PIB, o equivalente a 2,1% do total nacional. Em 2025, o tráfego aéreo tem crescido fortemente — 9,2% nas rotas domésticas e 17,7% nas rotas internacionais —, mas medidas como esta poderiam reverter essa tendência, aumentando as tarifas e desencorajando o investimento num país que já enfrenta elevados níveis de contencioso no setor.

(*) Com informações da IATA/ALTA

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Na Europa, halal brasileiro supera alimento islâmico local em credibilidade, diz executivo

Marcelo Siegmann, da Seara, afirma que o Brasil tem condições de ter mesma preferência em outras categorias

Da Redação

Brasília –  Fora do mundo islâmico, não há país cuja certificação halal — de produção em conformidade com as tradições culturais e religiosas muçulmanas — tenha credibilidade equiparável à do Brasil.

A afirmação é de Marcelo Siegmann, diretor de exportação da Seara Alimentos, que participou nesta terça-feira (27), em São Paulo, do Global Halal Brazil Business Forum 2025, evento voltado a negócios em mercados consumidores muçulmanos.

De acordo com Siegmann, o selo halal brasileiro é mais respeitado, inclusive, do que as certificações europeias de conformidade islâmica — o que confere ao Brasil uma vantagem competitiva. Nos países islâmicos, a Seara comercializa derivados de aves com certificação halal, obrigatória para produtos de origem animal.

“Vou falar mais do frango, que é a minha área. Não existe hoje, no mundo, um país não muçulmano que tenha o reconhecimento no mercado internacional do seu selo halal como o Brasil [tem]. E vou dar exemplos: em um país europeu hoje, o halal brasileiro é mais respeitado do que o produto local [que se posiciona como produto halal]”, afirmou o executivo.

O diretor de exportação da Seara destacou ainda que o selo halal brasileiro possui credibilidade superior à certificação de países ocidentais com populações muçulmanas muito maiores que a do Brasil. Segundo o último Censo, pessoas de fé islâmica representam menos de 1% da população brasileira.

Entre os exemplos, ele citou Estados Unidos, Rússia, Ucrânia e Tailândia — países que, apesar de abrigarem milhões de muçulmanos, não contam, segundo o executivo, com selos tão respeitados quanto o brasileiro para certificar derivados avícolas produzidos em seus territórios.

Alimentos e outros produtos halal

“O Brasil se tornou o maior exportador de proteína animal halal do mundo, graças a um trabalho muito forte no halal, que começou lá atrás. Hoje a gente tem esse trabalho muito consolidado e, principalmente, reconhecido no mundo todo”, afirmou Siegmann.

O executivo acredita que, além dos alimentos, o Brasil tem condições de ampliar a produção de bens halal e conquistar novos mercados em países muçulmanos — incluindo setores como cosméticos e medicamentos, que também exigem certificação halal.

“[Seria necessário] o envolvimento de autoridades do exterior para que venham ao Brasil e vejam como são produzidos [nossos produtos halal] e a seriedade das empresas envolvidas”, afirmou. “É um trabalho que tem que ser setorial [… e] envolve muita dedicação”, finalizou.

Realizado pela Câmara Árabe-Brasileira e pela Fambras Halal, o Global Halal Brazil Business Forum 2025 tem patrocínio de MBRF, Modon, Seara Alimentos, Eco Halal, Emirates, Grupo MHE9, Prime Company, Carapreta Carnes Nobres e SGS.

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COP30: Programa Origem Sustentável mostra como o ESG está transformando a indústria calçadista brasileira

Da Redação (*)

Brasília – O Origem Sustentável, único programa de certificação ESG voltado exclusivamente para empresas da cadeia produtiva do calçado, será um dos destaques da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontecerá entre os dias 10 e 21 de novembro na cidade de Belém, capital do Pará. A participação do programa acontece na Green Zone, dentro da programação do pavilhão da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a partir das 14 horas do dia 17 de novembro.

Responsável pela apresentação, Cristian Schlindwein, gerente de Estratégia e Marketing da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), estará no painel “Origem Sustentável: Como o ESG transforma a cadeia calçadista brasileira”. Ele conta que o evento será uma oportunidade para apresentar o modelo brasileiro de certificação setorial em ESG para a cadeia calçadista, seus resultados e casos práticos.

“O Origem Sustentável consolida uma agenda ESG com efeitos práticos de inovação, rastreabilidade e valor compartilhado em toda a cadeia calçadista. Levar essa experiência à COP30 é uma oportunidade de conectar a indústria brasileira à economia de baixo carbono”, avalia o gerente, ressaltando que mais do que metas, o programa apresenta resultados e um modelo replicável para outros setores e países.

Avanços

Uma pesquisa realizada pela Abicalçados e publicada no Relatório Indústria de Calçados – Brasil 2025, levantou, entre outros pontos, que 93% das empresas do setor realizam a destinação ambientalmente adequada dos seus resíduos sólidos industriais, que 71% delas realizam verificações periódicas de fornecedores regulares para verificação de conformidade legal, ambiental e social, e que 78% delas executam programas de controle das substâncias restritas nos seus produtos.

“Os avanços da indústria calçadista são notáveis e o programa Origem Sustentável tem papel fundamental nesse processo, pois além de certificar, serve como um guia de sustentabilidade para empresas que desejam ingressar nessa jornada”, explica Schlindwein.

(*) Com informações da Abicalçados

 

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