Lula busca no Sudeste Asiático novos mercados para compensar perdas causadas pelo tarifaço de Trump

Viagem à Malásia e Indonésia pode ampliar exportações brasileiras

Da Redação (*)

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta terça-feira (21) para o Sudeste Asiático, onde visitará a Indonésia e Malásia. A programação inclui participações na cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e no encontro de líderes do Leste Asiático (EAS). Lula também participará de reuniões bilaterais com os países anfitriões e outros chefes de Estado visitantes, incluindo um possível encontro com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que ainda não está confirmado. O presidente retorna ao Brasil no dia 28.

Entre os principais objetivos da viagem, segundo o governo brasileiro, está uma aproximação política com os países da região e a possibilidade de expansão do comércio bilateral.

“É a primeira vez que um presidente brasileiro participa, como convidado, de uma cúpula da Asean”, destacou o embaixador Everton Frask Lucero, que é diretor do Departamento de Índia, Sul e Sudeste da Ásia do Palácio Itamaraty, em conversa com jornalistas para detalhar a viagem.

“É uma oportunidade de encontro e reunião com diversos líderes mundiais, já que todos os grandes países têm algum tipo relação com a Asean e participam da cúpula”, observou. Entre os encontros já confirmados, por exemplo, está o de Lula com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, previsto para domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia.

Fundada em 1967 pela Indonésia, Malásia, pelas Filipinas, por Singapura e Tailândia, a Asean é uma organização regional que promove a cooperação econômica, política, de segurança e sociocultural entre os seus membros. Além dos países fundadores, o bloco é composto também por Brunei, Laos, Mianmar, pelo Vietnã, Camboja e, durante esta próxima cúpula, receberá formalmente a adesão do Timor Leste, que se tornará o 11º membro.

“Do ponto de vista econômico, os 11 países, considerando o Timor Leste, que agora entra para a associação, eles somam mais de 680 milhões de habitantes com PIB [Produto Interno Bruto] agregado de cerca de US$ 4 trilhões. Considerados em conjunto, então, eles formariam o terceiro maior país em termos populacionais e a quarta maior economia do mundo”, apontou Lucero.

O embaixador ainda destacou que o comércio do Brasil com os países da Asean superou US$ 37 bilhões no ano passado e continua crescendo. Se fosse um único país, a Asean seria o quinto principal parceiro comercial do Brasil, atrás da China, União Europeia, dos Estados Unidos e da Argentina.

Em meio a uma conjuntura de imposição de tarifas unilaterais no comércio internacional, a Asean pode ampliar ainda mais as possiblidades de escoamento de produtos brasileiros exportados, já que os países do bloco responderam, no ano passado, por mais de 20% do superávit de comércio exterior global do Brasil, com um saldo favorável à balança nacional da ordem de US$ 15,5 bilhões, segundo informou o Itamaraty.

Programação na Indonésia

A primeira parada de Lula será Jacarta, capital da Indonésia, a maior economia da região, onde o presidente será recebido em visita de Estado para reafirmar a relação estratégica bilateral. É também uma retribuição da recente visita do presidente indonésio, Prabowo Subianto, ocorrida em julho deste ano, logo após a 17ª Cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro.

A chegada de Lula ao país está prevista para as 15h30 (horário local) desta quarta-feira (22), sem agenda oficial. O fuso horário de Jacarta é de 10 horas à frente do horário de Brasília. No dia seguinte, quinta-feira (23), a partir das 10h30 (0h30 em Brasília), está marcada a cerimônia oficial de recepção a Lula, à primeira-dama Janja da Silva e aos demais integrantes da comitiva brasileira no Palácio Presidencial da Indonésia, seguida de reunião privada entre Lula e Subianto.

Os dois presidentes se reúnem posteriormente com ministros dos dois lados, para assinatura de atos oficiais, que devem incluir ao menos um memorando de entendimento na área de energia renovável, segundo informações do Itamaraty. Por fim, fazem uma declaração à imprensa.

“A Indonésia é parceiro estratégico do Brasil desde 2008, é a terceira maior democracia do mundo, a quarta nação mais populosa e a principal economia da Asean. Os contatos de alto nível entre o Brasil e a Indonésia têm se intensificado nos últimos anos.

O ministro Mauro Vieira [chanceler] esteve lá em 2023, no primeiro ano do atual governo, quando foi firmado o plano de ação revitalizado da nossa parceria estratégica, que prevê a aproximação dos dois países em termos de diálogo e cooperação em diversas áreas tanto da pauta bilateral, quanto das negociações multilaterais”, afirmou o embaixador Lucero. Entre as áreas de interesse prioritário do Brasil e da Indonésia estão comércio agrícola, segurança alimentar, bioenergia, desenvolvimento sustentável e defesa.

Após almoço oferecido pelo presidente da Indonésia, Lula continua a tarde em Jacarta, onde participará do encerramento de um fórum empresarial com representantes dos dois países. Apenas entre os brasileiros, estão sendo esperados cerca de 100 empresários. Na sexta-feira (24), o presidente tem encontro marcado com o secretário-geral da Asean, o cambojano Kao Kim Hourn. A sede da entidade fica na capital da Indonésia. À tarde, Lula embarca para Kuala Lumpur, na Malásia.

Asean e Honoris Causa

Na Malásia, a programação de Lula começa sábado (25), com a visita oficial ao país e reunião com o primeiro-ministro malaio Anwar Ibrahim. Os dois líderes vêm desenvolvendo uma aproximação política nos últimos anos, especialmente por compartilharem visões comuns em temas globais como a questão Palestina, a guerra na Ucrânia, o combate à fome e a necessidade de reforma no sistema de governança global.

“O que é interessante notar é que já  somos um parceiro comercial da Malásia de longa data, tradicional, mas nunca tínhamos chegado no ponto de elevar essa parceria para um nível que fosse, digamos, mais político, mais visível politicamente. Então, a viagem à Malásia agora é uma afirmação de que estamos ampliando a nossa presença, estamos com voz ativa e interesses concretos num país que é central na dinâmica de crescimento da região do Sudeste Asiático, uma das mais dinâmicas economicamente deste século”, argumentou o embaixador Everton Frask Lucero.

Na parte de cooperação bilateral, Brasil e Malásia devem assinar memorandos relacionados à produção de semicondutores, segmento em que o país asiático é uma potência, e também em outras matérias de ciência, tecnologia e energia renovável.

Ainda no próximo sábado (25), Lula receberá o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Nacional da Malásia, ocasião que um fará um discurso sobre a visão brasileira das relações sociais, culturais e políticas com a Ásia.

No domingo (26), o presidente participa da sessão de abertura da 47ª Cúpula da Asean, na parte da manhã, horário local. Nesse dia, ele deve participar de dois eventos com empresários brasileiros e malaios e outro com o fórum de empresários da Asean.

Encontros bilaterais

O período da tarde deste dia está reservado para encontros bilaterais com outros líderes. Até o momento, só há a confirmação da reunião com Narendra Modi, da Índia, mas outros encontros deverão ser confirmados.

Há ainda a expectativa de uma possível reunião, nesse dia, entre Lula e Trump, em meio a tratativas de reaproximação entre o Brasil e os Estados Unidos desde a imposição de tarifas comerciais pelo governo americano, em agosto. Trump é um dos líderes estrangeiros aguardados na Cúpula da Asean e da Cúpula do Leste Asiático, que ocorrerá em seguida.

A viagem de Lula prossegue na segunda-feira (27), com a participação do presidente na 20ª Cúpula do Leste Asiático, a EAS (na sigla em inglês), também em Kuala Lumpur. Nesse encontro, ele fará um discurso aos demais líderes presentes.

A EAS é um fórum que reúne 18 países da Ásia e da Oceania, incluindo os membros da própria Asean, além da Rússia, dos EUA, da Coreia do Sul, Austrália, Índia, China, do Japão e da Nova Zelândia. Os encontros costumam ser anuais, normalmente após as cúpulas da Asean.

(*) Com informações da Agência Brasil

 

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O Brasil tem uma única cidade entre as 50 vilas mais bonitas do mundo segundo a revista Forbes. Saiba qual é

A revista Forbes divulgou a lista “The World’s 50 Most Beautiful Villages 2025, According to Experts”, que reúne destinos reconhecidos internacionalmente por sua relevância histórica, paisagens naturais e preservação cultural. Paraty é a única cidade brasileira presente no ranking.

Da Redação

Brasília – O centro histórico de Paraty mantém traçado urbano original do período colonial, com circulação exclusivamente de pedestres. As construções preservadas e a relação direta com o mar mantêm ativos elementos que consolidam sua reputação internacional no turismo cultural e histórico.

Localizada na Costa Verde do Rio de Janeiro, Paraty reúne baía, ilhas, praias e áreas de Mata Atlântica em um mesmo território. A integração entre patrimônio arquitetônico, natureza e identidade local está entre os critérios que reforçaram sua presença na lista divulgada pela Forbes.

O sítio cultural e natural “Paraty & Ilha Grande – Cultura e Biodiversidade”, já reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO, reforça a projeção global do destino e amplia seu valor para visitantes e para o trade de turismo.

“Paraty está em um momento de reconhecimento internacional que reforça nossa responsabilidade em manter a autenticidade do destino, preservando sua história ao mesmo tempo em que recebemos viajantes do mundo inteiro com excelência”, afirmou Sandi Adamiu, proprietário do Sandi Hotel.

O que fazer em Paraty

Paraty oferece experiências que conectam história, natureza e cultura em um mesmo percurso. Além da vivência no centro histórico, o visitante pode explorar por barco mais de 50 ilhas e cerca de 100 praias acessíveis na Baía de Paraty, além de seguir por trilhas que conduzem a áreas de Mata Atlântica com cachoeiras e mirantes. A jornada inclui ainda a produção local ligada à gastronomia, à cerâmica e a diferentes formas de expressão artística presentes na cidade.

Onde se hospedar e visitar

O destino reúne hospedagens, experiências culturais e espaços gastronômicos que fortalecem a vocação de Paraty para receber visitantes nacionais e internacionais. Entre as opções, estão o Sandi Hotel, referência por sua localização no centro histórico, além de iniciativas como o Shambhala Spa Paraty, a Gelateria Miracolo, o restaurante Fugu Japanese Food, a Nectar Experience Paraty, a Galeria ao Quadrado, a Cerâmica Foz, o Pupus Panc Party e a Villa Bom Jardim, que representam a diversidade de propostas em hospitalidade e cultura na cidade.

Com a presença na lista da Forbes e a variedade de experiências que o destino oferece, Paraty consolida sua posição global no turismo cultural, natural e de hospitalidade. A combinação entre patrimônio preservado, natureza e protagonismo local sustenta a escolha da cidade como referência internacional para viajantes em busca de experiências completas e conscientes.

 

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BRICS e a mudança na ordem comercial global: avaliações, tarifas e onda de desdolarização

Sandeep Wasnik (*)

O ano de 2025 marca um ponto de inflexão no comércio global. Washington agora depende em grande parte de avaliações e tarifas como suas principais ferramentas econômicas, remodelando o comércio internacional. O regime de sanções da OFAC foi ampliado para atingir a Rússia, o Irã, a Síria, a Coreia do Norte, a Venezuela, a Bielorrússia e outros países, punindo não apenas os governos, mas também exercendo empresas globais e países terceiros a cumprir ou correr o risco de serem excluídos das redes financeiras controladas pelos EUA.

Essa estratégia agressiva alimentou o que muitos chamam de realinhamento econômico global. Juntamente com as avaliações, as tarifas foram níveis elevados a níveis nunca vistos em décadas: 50% sobre produtos chineses e indianos e entre 25% e 50% sobre aço, automóveis e metais provenientes do México, Brasil e Índia. Embora o objetivo seja proteger a indústria americana, os custos para os consumidores aumentaram, fragmentando as cadeias de abastecimento e dividindo o comércio global em blocos rivais.

BRICS: De coalizão a contrapeso 

Nesse contexto, os BRICS passaram de um clube econômico informal para um sistema estratégico. A expansão do grupo em 2025 para incluir Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Indonésia lhe confere um peso crítico: uma comunidade que representa quase metade da humanidade e uma proporção cada vez maior do PIB global. A Arábia Saudita, agora à beira de adesão, acrescentaria um peso extraordinário graças ao seu poder energético.

Essa expansão não é simbólica. Os fluxos comerciais destacam a influência do BRICS. Em 2024, a China ultrapassou os Estados Unidos como principal parceiro comercial da América do Sul, representando 28% de suas exportações, contra 16% dos EUA. Só o Brasil inveja bens no valor de US$50 bilhões para a Ásia — evidência de uma reorientação econômica mais profunda entre o Oriente e o Sul, que transforma os BRICS no núcleo de uma nova geografia comercial não ocidental.

Redes de pagamento digital: construindo barreiras financeiras

Diante da pressão das avaliações e tarifas, os membros do BRICS redobraram sua aposta na soberania financeira digital. A UPI da Índia processou agora quase 675 milhões de transações diárias, tornando-se a espinha dorsal do comércio nacional e transfronteiriço, incluindo ligações formais com os Emirados Árabes Unidos e o Sudeste Asiático. O Pix do Brasil bateu recordes em 2024, gerando mais de 6 bilhões de pagamentos mensais, superando até mesmo as transações com cartão.

O sistema Mir e o rublo digital da Rússia oferecem uma capacidade de pagamento à prova de avaliações. O CIPS da China já ultrapassou os 24 trilhões de dólares em liquidações anuais e continua a adicionar mais instituições globais. Juntos, esses projetos estão tecendo uma arquitetura integrada chamada “BRICS Pay”, projetada especificamente para contornar os sistemas dominados pelo dólar e evitar as vulnerabilidades expostas pelos controles do OFAC.

BRICS Pay: Finanças sem um guardião

Em essência, o BRICS Pay é uma rede baseada em blockchain, o que significa que nenhuma nação — e certamente não Washington — pode suspender ou monitorar unilateralmente os fluxos. Contratos inteligentes e conexões API permitem a conversibilidade fluida entre sistemas locais como UPI e Pix. O efeito: comércio em moedas locais, sem recorrer ao dólar ou ao SWIFT.

De acordo com estimativas atuais, o BRICS Pay já gerencia um comércio no valor aproximado de US$10 trilhões por ano, o que representa cerca de 21% do volume global, com uma projeção de atingir US$15 trilhões até 2030. Até 2025, cerca de 90% do comércio intra-BRICS já será realizado em moedas nacionais, uma mudança drástica em relação ao sistema centrado no dólar de uma década atrás.

Fugindo da gravidade do dólar

A China e o Brasil estão trabalhando para reduzir sua dependência do dólar americano, liquidando o comércio em suas respectivas moedas, o yuan chinês e o real brasileiro. Em março de 2023, eles chegarão a um acordo que permitirá negociar em suas moedas locais, em vez de usar o dólar. Posteriormente, em maio de 2025, o Banco Central do Brasil anunciou sua intenção de formalizar um acordo de swap cambial com o Banco Central da China, permitindo uma troca de até 157 bilhões de reais (US$27,69 bilhões).

Em 2015, o dólar representava aproximadamente 67,8% das reservas mundiais de moeda estrangeira alocadas, mas no primeiro trimestre de 2025, essa proporção havia diminuído para aproximadamente 57,7%, refletindo uma queda de cerca de 10 pontos percentuais em uma década.

Os BRICS estão despertando, novas rotas comerciais estão surgindo e o declínio gradual do dólar americano como moeda de reserva deixa Washington com um controle de juros limitado.

(*) Sandeep Wasnik, Consultor de negócios internacionais com vasta experiência na promoção de relações comerciais entre a Ásia, o Oriente Médio e a América Latina. Especialista em negócios internacionais e relações comerciais com a América Latina, oferecendo expertise em entrada em novos mercados, compliance local, estratégias de go-to-market e desenvolvimento de negócios.

 

 

 

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Exportações brasileiras mostram resiliência ao tarifaço dos Estados Unidos 

 Hugo Garbe (*)

As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reacenderam o debate sobre a vulnerabilidade externa da nossa economia. A reação inicial foi de preocupação, e com razão. Em um cenário global marcado por tensões comerciais e disputas geopolíticas, cada medida protecionista representa não apenas uma barreira tarifária, mas também um teste à capacidade de adaptação do país.

Ao analisar os dados recentes de exportação, percebo que parte dos setores mais atingidos conseguiu reagir de forma mais eficiente do que se esperava. Cinco dos dez produtos que sofreram com o aumento das tarifas conseguiram redirecionar suas exportações para outros mercados, reduzindo o impacto das perdas. É um dado relevante porque mostra que, apesar das dificuldades logísticas e das barreiras comerciais, algumas empresas brasileiras estão desenvolvendo flexibilidade estratégica — um ativo cada vez mais valioso em tempos de incerteza.

Nos setores de ferro, aço e carnes bovinas, o redirecionamento de vendas foi particularmente notável. As exportações que antes tinham forte dependência do mercado americano encontraram novos compradores, especialmente em países da Ásia e da América Latina. Essa capacidade de adaptação reflete não apenas competitividade de preço, mas também o esforço de diversificação que parte das empresas já vinha fazendo nos últimos anos.

Ainda assim, é importante reconhecer que nem todos os setores têm essa mesma agilidade. Exportadores de produtos altamente especializados ou sujeitos a regulamentações técnicas encontram mais obstáculos para reposicionar suas vendas. Além disso, o custo de abrir novos mercados é elevado: envolve certificações, adequações logísticas e negociações demoradas. Isso significa que, enquanto alguns segmentos conseguem compensar rapidamente a perda de um parceiro, outros sofrem quedas prolongadas na produção e no faturamento.

No agregado, o impacto sobre o PIB brasileiro tende a ser limitado, algo em torno de 0,2 ponto percentual até o final de 2026. Mas essa média esconde diferenças profundas entre setores e regiões. Polos industriais com forte vocação exportadora para os Estados Unidos sentirão os efeitos mais intensamente, com risco de desaceleração no emprego e no investimento local.
A experiência recente reforça uma convicção que tenho há anos: o Brasil precisa reduzir sua dependência de poucos mercados e adotar uma política de diversificação mais sólida.

Isso envolve ampliar acordos comerciais, investir em inteligência de mercado, apoiar a internacionalização das empresas e fortalecer a diplomacia econômica. O mundo está cada vez mais fragmentado, e a previsibilidade das relações comerciais diminuiu. Só sobreviverão com estabilidade os países e setores capazes de operar em múltiplos mercados.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos não devem ser vistas apenas como uma perda conjuntural, mas como um alerta estrutural. Elas expõem o quanto ainda dependemos de poucos destinos para escoar nossa produção. A resposta que precisamos construir vai além da reação imediata: deve ser estratégica, coordenada e orientada para o longo prazo.

O comportamento das exportações nos últimos meses mostra que há capacidade de reação, mas ela é desigual. Transformar essa resiliência pontual em uma característica permanente exige planejamento público e visão empresarial. O futuro do comércio brasileiro dependerá menos da sorte nos mercados externos e mais da nossa capacidade interna de antecipar riscos e agir com estratégia.

(*) Hugo Garbe, professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM)

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9ª edição do maior evento de Corporate Venture Capital da América Latina começa amanhã em São Paulo

Da Redação (*)

Brasília – Nos dias 21 e 22 de outubro, em São Paulo, o Corporate Venture (CV) in Brasil 2025 vai reunir investidores corporativos e líderes globais de inovação para promover conexões e oportunidades. Executivos do iFood e da IBM estão entre os nomes de destaque_

A “9ª edição do Corporate Venture (CV) in Brasil” (https://www.cvinbrasil.com/), o maior evento de Corporate Venture Capital (CVC) da América Latina, *ocorrerá nos dias 21 e 22 de outubro, no Hotel Unique, em São Paulo* , reunindo executivos, investidores e líderes de inovação do mundo para discutir as tendências, oportunidades e desafios do setor. O evento é realizado pela Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Global Corporate Venturing (GCV).

O CV in Brasil é reconhecido por promover negócios inovadores e fortalecer a comunidade de CVC no país. O evento já reuniu, ao longo de oito edições, mais de 4 mil participantes, promoveu mais de mil reuniões e trouxe ao Brasil 140 CVCs internacionais que investiram mais de US$ 750 milhões em fundos e startups nacionais.

Na última edição, em 2024, (https://apexbrasil.com.br/content/apexbrasil/br/pt/conteudo/noticias/Corporate-Venture-in-Brasil-8-Edicao-reune-grandes-corporacoes-e-discute-inovacao-sustentabilidade-e-inteligencia-artificial-no-ambiente-de-negocios-brasileiro.html) o evento teve recorde no número de investidores estrangeiros participantes, incluindo representantes dos EUA, Japão, Europa, Singapura e de diversos países da América Latina. Foram 214 CVCs brasileiros e internacionais presentes, mais de 350 reuniões entre fundos e startups do Brasil facilitadas pela ApexBrasil, além de um público que ultrapassou 700 pessoas.

Foi numa das primeiras edições do CV in Brasil que a multinacional alemã BASF Venture Capital decidiu expandir sua operação para a América do Sul. “A história do CV in Brasil se confunde com a de muitas multinacionais que iniciaram suas atividades no país. A dedicação da Apex junto com o Global Corporate Venturing colocaram o ecossistema brasileiro de empreendedorismo no radar global, demonstrando toda a capacidade de inovação de startups e de financiamento por investidores e fundos locais”, afirma a sênior Investment Manager da BASF Venture Capital, Karime Hajar.

“Hoje, o CV in Brasil não é apenas palco de divulgação da existência do ecossistema brasileiro, mas sim um ambiente que promove a evolução de CVCs locais e de multinacionais, por meio de trocas de experiências, erros e aprendizados”, completa Karime. A BASF será uma das CVCs presentes nesta edição de 2025.

CV in Brasil 2025

Na programação desta edição, além de palestras, haverá workshops, mesas redondas e oportunidades exclusivas de networking. Os participantes terão a oportunidade de interagir com especialistas renomados e com os principais nomes do CVC mundial, acompanhar as últimas tendências do mercado, identificar potenciais oportunidades de parceria e investimentos, além de conhecer startups inovadoras que estão revolucionando seus setores por meio de sessões pitch.

Entre os keynotes confirmados nesta edição estão Diego Barreto, CEO do iFood, e Thomas Whiteaker e Alexandre Pfeifer, executivos da IBM. Barreto vai abordar a jornada do iFood e a estratégia de investimentos em startups brasileiras, enquanto os representantes da IBM trarão reflexões sobre o futuro da computação quântica e suas aplicações no ambiente corporativo global.

“Os Keynotes trazem perspectivas de como os grandes players do mercado estão executando suas atividades, inspirando o público presente”, destaca Helena Brandão, gerente de Investimentos da ApexBrasil. “Temáticas como investimentos em inovação, computação quântica e o papel do CVC como motor de transformação serão centrais nesta edição”, reforça.

Confira aqui a programação completa: https://www.cvinbrasil.com/agenda

Crescimento mútuo

O Corporate Venture Capital (CVC) vem se consolidando como uma das principais estratégias de inovação das grandes empresas. Nesse modelo, corporações investem diretamente em startups com o propósito de acelerar novas tecnologias, produtos e modelos de negócio que contribuam para o fortalecimento e a modernização das suas operações. Mais do que retorno financeiro, o CVC busca parcerias estratégicas, conectando a solidez e o alcance das grandes companhias à agilidade e criatividade das startups. O resultado é um ecossistema em que inovação, capital e estratégia caminham juntos, impulsionando o surgimento de soluções que moldam o futuro da economia.

“Ao investir em iniciativas externas, as corporações ampliam sua capacidade de acesso a tecnologias emergentes, novos modelos de negócio e tendências de mercado, ao mesmo tempo em que oferecem às startups apoio financeiro, acesso a mercado e mentoria especializada. É um modelo de ganha-ganha porque cria valor tanto para as grandes corporações quanto para as startups. Essa troca estratégica impulsiona o crescimento mútuo”, explica o especialista da Coordenação de Investimentos da ApexBrasil, Jayme Queiroz.

Como exemplo, Jayme usa o caso de uma empresa de alimentos que pode investir em startups de tecnologia voltadas à sustentabilidade ou à otimização da cadeia de suprimentos e, assim, se manter próxima das inovações que estão moldando o futuro do seu setor. Por sua vez, as startups que estão desenvolvendo essas tecnologias ganham acesso a recursos e ao mercado para acelerar seu crescimento.

CVC no Brasil e no mundo

De acordo o GCV Institute, os fundos de CVC brasileiros constituem a maior comunidade da América Latina. Apesar da rápida expansão, os CVCs brasileiros ainda são relativamente jovens: 71% foram criados nos últimos três anos, e três quartos deles administram menos de US$ 50 milhões em ativos sob gestão. Ainda de acordo com o instituto, 10,7% das rodadas de captação de venture capital (VC) no Brasil contam com a participação de investidores corporativos (CVCs), que estão presentes em negócios que representam 18,4% do valor total investido.

Ainda de acordo com o GCV, globalmente, o número de empresas que investem em startups mais que triplicou na última década, chegando a 2.344 investidores corporativos ativos em 2024. O valor das rodadas com participação corporativa cresceu 20% no ano passado, somando US$ 133 bilhões. Regiões como a América Latina e a Ásia registraram um crescimento acelerado no número de unidades de CVC nos últimos anos.

Serviço

Evento:* Corporate Venture in Brasil – 9ª Edição

Data:* 1 e 22 de outubro de 2025

Local:*Hotel Unique – São Paulo

Mais informações para ingressos e inscrições: https://www.cvinbrasil.com/

(*) Com informações da ApexBrasil

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Associação das Pousadas de Fernando de Noronha anuncia alta de 18% na demanda e de 8% no ticket médio em 2025

Da Redação (*)

Brasília – A Associação das Pousadas de Fernando de Noronha (APFN) divulga os resultados de performance de seu projeto promocional “Noronha te Aguarda” e confirma uma robusta qualificação do fluxo de turistas para o arquipélago no ano de 2025. Os dados obtidos nas pousadas associadas demonstram um retorno expressivo e sustentável. A análise dos indicadores de desempenho, realizada nesta semana, reforça a eficácia da estratégia da APFN em atrair o turista de alto  valor agregado.

“O projeto “Noronha te Aguarda” gerou um aumento médio de 18% nas reservas oriundas das cidades onde os roadshows foram realizados. Este resultado valida a eficácia das ações promocionais diretas na conversãode vendas e no ganho incremental de mercado”, informa Lúcia Smith,presidente da APFN.

Além disso, também foi identificado aumento do ticket médio por hóspede. “O crescimento variou entre 5,5% e 8% em comparação com 2024. O aumento é atribuído à comunicação focada em experiências, hospitalidade e serviços premium, alinhada à melhoria na conectividade aérea, que tem atraído um público com maior poder aquisitivo”, acrescenta a representante.

Qualidade e sustentabilidade

A vice-presidente da entidade, Fabiana De Sanctis reforça ainda o compromisso da Associação com clientes e associados.
“Buscamos oferecer um produto de alta qualidade e sustentabilidade, trabalhando em conjunto com o trade para elevar a lucratividade do
destino. Os resultados obtidos no Noronha Te Aguarda 2025 são resultado de um trabalho individualizado, de troca e escuta com trade de emissores de muita importância”, afirma Fabiana

A diretora executiva, Manuela Fay, destaca o alcance do projeto. “As ações desenvolvidas ao longo de 2025 foram essenciais e contaram com a valiosa parceria da Empetur. Percorremos mais de 20.000 quilômetros em nosso circuito nacional de roadshows, visitando 15 cidades estratégicas e capacitando mais de 500 agentes de viagem, multiplicando a força de vendas do nosso destino”, declara.

Consolidação e Expansão Internacional

Com a performance positiva de 2025, a APFN anuncia uma estratégia de crescimento em duas frentes para 2026, visando maximizar a rentabilidade do trade parceiro:
Consolidação de mercados: Foco na fidelização do turista de alto valor agregado e no fortalecimento da presença em mercados nacionais-chave, onde já há público consolidado.

Expansão Estratégica Internacional:

Ampliação do projeto para novos mercados emissores sul-americanos com conectividade crescente e alto potencial de gasto, como Buenos Aires, Santiago e Rosário. A escolha visa atrair um público que já demonstrou maior tempo médio de estadia e disposição para investir em serviços premium.

“Os resultados de 2025 são uma validação clara da nossa estratégia: Noronha atrai e converte o turista que busca excelência. Nossa expansão para o Cone Sul em 2026 é um convite estratégico aos nossos parceiros do trade para capitalizarem sobre um público que comprovadamente investe em qualidade, exclusividade e sustentabilidade”, finaliza Lúcia Smith.

(*) Com informações da APFN

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Nova York lidera buscas no Natal e Réveillon por brasileiros; veja as gírias e expressões idiomáticas para se virar na cidade

Levantamento da ViajaNet mostra que Nova York concentrou 5% das buscas de brasileiros para as festas de fim de ano em 2024. Entre as atrações estão o Bryant Park, ambiente para toda a família, com opções de comida, compras e a pista de patinação, vitrines natalinas e o Réveillon na Times Square. Especialistas dão dicas de gírias e expressões locais que ajudam a tornar a experiência ainda mais completa e reforçam a importância de aprender inglês para vivenciar tudo com mais autonomia.

Da Redação

Brasília – Uma pesquisa realizada pela agência online de turismo ViajaNet mostrou que Nova York, nos Estados Unidos, foi o destino internacional mais buscado pelos brasileiros para passar as festas de final de ano, em 2024, respondendo por 5% do volume de buscas de pacotes que incluem passagens aéreas e hospedagem para viagens entre 23 de dezembro e 1º de janeiro.

Com temperaturas baixas e cenários iluminados, entre as atrações mais cobiçadas nesta época do ano estão a patinação no gelo, visitar as vitrines natalinas de lojas famosas, passeio no Bryant Park, ambiente para toda a família, com opções gastronômicas e pista de patinação, além de viver a experiência do Réveillon na Times Square. Com seus painéis luminosos e a contagem regressiva mais famosa do mundo, a celebração reúne milhares de pessoas todos os anos.

Para aproveitar ao máximo essas experiências, além de dominar o inglês básico, conhecer as gírias e expressões comuns de Nova York é essencial para se sentir parte da cidade. Especialistas da KNN Idiomas, uma das maiores redes de cursos de inglês do Brasil, explicam que a metrópole é dividida em cinco boroughs (“distritos”) e que, para circular entre eles, uma opção são os famosos yellow cabs (“táxis amarelos”). Para pedir um táxi, basta sinalizar com a mão, gesto conhecido como hail a cab (“chamar um táxi”). Dentro do carro, dá para impressionar ao pedir uma travessia pela Willy B. (“Williamsburg Bridge” ou “Ponte Williamsburg”), que conecta Manhattan ao Brooklyn em um trajeto chamado crosstown (“atravessar a cidade de leste a oeste”). Já quem segue para o norte, ouve com frequência a expressão uptown (“parte alta da cidade” ou “ir para o norte de Manhattan”).

Um jeito muito especial e novaiorquino de se expressar

Especialistas explicam que os nova-iorquinos têm até um jeito próprio de falar sobre filas. Enquanto a maior parte dos americanos usa a expressão stand in line (“ficar em uma fila”), em Nova York eles trocam a preposição e dizem stand on line (“ficar na fila”). Assim, para puxar conversa, você pode arriscar um Are you standing on the line for too long? (“Você está esperando na fila há muito tempo?”). Já para matar a fome, nada mais típico do que pedir um frank (“cachorro-quente”), vendido nos famosos hot dog carts (“barracas de cachorro-quente”) espalhados pelas ruas.

“A cidade de Nova York é um dos destinos mais emblemáticos do mundo para passar as festas de final de ano. Além da grandiosidade dos eventos, como a contagem regressiva na Times Square e o clima natalino das vitrines iluminadas, vivenciar essa experiência exige preparo cultural e linguístico.

Dominar o inglês vai além do básico: é entender as expressões do dia a dia, as gírias locais e até mesmo a forma como os nova-iorquinos se comunicam. Esse conhecimento facilita a interação e também faz com que o turista se sinta integrado à cidade, vivencie cada momento como se fosse um morador. Para isso, investir em cursos de inglês de qualidade é o caminho para se tornar fluente em inglês e aproveitar ao máximo cada detalhe da viagem”, destaca Reginaldo Kaeneêne Santos, CEO da KNN Idiomas.

 

 

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Você está treinando a IA para o seu negócio ou o seu negócio para a IA?

Filippo Di Cesare (*)

Você investe em IA, contrata softwares modernos e monta alguns protótipos. Três meses depois descobre que os resultados não estão à altura. Isso soa familiar? Não é que a tecnologia falhou. É que talvez você tenha treinado a IA para o seu negócio, mas ainda não treinou o seu negócio para a IA.

  • Treinar a IA para o negócio é partir de casos de uso claros: reduzir custos, acelerar processos, melhorar atendimento. Funciona, mas é limitado ao “aqui e agora”.
  • Treinar o negócio para a IA é outro jogo: envolve preparar cultura, dados, processos e até o modelo de valor da empresa para que a IA não apenas responda às dores atuais, mas permita reinventar produtos, serviços e até a forma de competir no mercado. É aceitar que o problema do cliente pode mudar e que o verdadeiro diferencial será a capacidade de se adaptar.

No Brasil, os investimentos em inteligência artificial (IA) devem ultrapassar US$ 1 bilhão até 2026, segundo a consultoria International Data Corporation (IDC). Um estudo recente da Gartner revela que 64% dos executivos de tecnologia em todo mundo planejam implementar IA agêntica nos próximos dois anos. Já no Brasil, até o momento, poucos projetos nesse sentido foram efetivamente iniciados. Ainda assim, o mesmo estudo indica que mais de 68% das empresas brasileiras pretendem desenvolver iniciativas com IA agêntica no mesmo período, superando a projeção de outros países.

Mas a pergunta central não é quanto se investe, é como se investe. Estamos apenas alimentando algoritmos e automatizando tarefas, ou estamos preparando organizações para absorver e multiplicar o impacto da IA?

É necessário olhar todos aspectos para preparar uma companhia para essa novidade e esse treino envolve várias dimensões:

  • Dados como ativo estratégico (governança e confiabilidade antes de tudo);
  • Integração aberta (APIs, interoperabilidade, evitar silos);
  • Mindset de aprendizado contínuo (errar rápido, ajustar rápido);
  • Ética e governança (IA como vetor de confiança, não de risco);
  • Talento e cultura (profissionais que pensem com a IA, não apenas sobre ela).

E por onde começar?

O primeiro passo não é comprar tecnologia. É mapear um problema estratégico e relevante, no qual o impacto da IA pode ser percebido claramente e, ao mesmo tempo, preparar dados e pessoas em torno desse problema. Pequeno o suficiente para aprender rápido, mas grande o suficiente para mostrar valor.

Esse é o “ponto de entrada”: um caso de uso com valor real que, além do resultado imediato, ajude a criar a cultura, os dados e os aprendizados para escalar a IA dentro da organização.

A pergunta então permanece: você quer apenas treinar modelos para os problemas de hoje ou preparar sua empresa para os desafios que ainda nem existem? Porque, no fim, a IA não vai apenas responder ao negócio, ela vai redefini-lo.

(*) Filippo Di Cesare é CEO LATAM do grupo Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação e Consultoria especializada em Transformação Digital. Formado em Ciências Econômicas e Estatísticas pela Universidade de Bolonha, na Itália, o executivo atua há mais de duas décadas nas áreas de estratégia e operação digital e já liderou projetos nos principais players do mercado, como TIM, Claro, Sabesp, Eletrobras, Nestlé, Volvo e Pfizer, entre outros.

 

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Mercopar 2025: uma feira como só os gaúchos sabem fazer, se consolida como maior mostra de inovação industrial da AL

Da Redação (*)

Brasília – Com milhares de conexões de negócios entre empresas de todos os portes, a 34ª  Mercopar, realizada pelo Sebrae RS e pelo Sistema FIERGS de 14 a 17 de outubro em Caxias do Sul (RS), chegou a expectativas de negócios de R$ 1,014 bilhão e atingiu a marca de mais de 44 mil visitantes.

Os resultados reforçam a vocação do evento como a maior feira de inovação industrial da América Latina. Neste ano, foram 528 expositores – entre os quais, 60 startups – de 12 estados e da China, dos segmentos metalmecânico, automação, borracha, plástico, movimentação e armazenagem, tecnologia da informação, energia e meio ambiente.

“Mais uma vez a Mercopar se mostrou um marco para a indústria gaúcha, brasileira e latino-americana, levando ao público as mais recentes inovações em diversos segmentos, promovendo networking entre micro, pequenas, médias e grandes empresas e gerando milhões de reais em negócios, que é o principal foco do evento”, diz o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae RS, Luiz Carlos Bohn.

Ele ressalta a relevância da feira, que é realizada há 34 anos ininterruptos, fruto de uma iniciativa do Sebrae RS e que, desde 2019, também tem como correalizador o Sistema FIERGS. “É um dos mais importantes eventos do calendário para o setor industrial, que oferece aos participantes ferramentas para qualificação dos negócios, promovendo melhores resultados”, afirma Bohn.

FIERGS: feira mostra força da indústria e capacidade de inovação

Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, a feira, mais uma vez, foi um marco de grande expressão para o Rio Grande do Sul e para o Brasil, mostrando a força da indústria nacional e sua capacidade de inovação.

“A Mercopar reafirma, ano após ano, a força da nossa indústria e o quanto ela é capaz de se reinventar e inovar. O que mais nos orgulha é ver o protagonismo das pequenas e microempresas, que aqui têm a oportunidade de acessar grandes indústrias, apresentar seus produtos, firmar parcerias e conquistar novos mercados. Essa conexão é essencial para fortalecer toda a cadeia produtiva e impulsionar o desenvolvimento industrial do Rio Grande do Sul e do Brasil”, avalia.

As Rodadas de Negócios foram, mais uma vez, as grandes protagonistas do evento. O Projeto Comprador, em suas quatro vertentes (Digitais, Regional, Nacional e Internacional), realizou 8.799 agendas que conectaram micro e pequenas empresas a grandes indústrias nacionais e internacionais (com participação de Angola, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai).

Também houve como novidade o Painel de Oportunidades da Cadeia Automotiva, com participação das montadoras Ford, Renault, Hyundai e BYD, que apresentaram suas demandas e necessidades, promovendo diálogo direto com os empreendedores locais. As Rodadas deste ano geraram R$ 260 milhões em negócios.

De acordo com pesquisa interna, para 97,3% dos visitantes a feira atingiu totalmente as expectativas, e a próxima edição da Mercopar, a de número 35, já tem data para acontecer: de 20 a 23 de outubro de 2026.

(*) Com informações da Mercopar

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MDIC lança Chatbot Comex, ferramenta gratuita com inteligência artificial para facilitar acesso a informações oficiais de comércio exterior

Ferramenta gratuita com inteligência artificial orienta cidadãos e empresas com respostas baseadas na legislação e em portais oficiais, 24 horas por dia, diretamente na página do Siscomex.

Da Redação (*)

Brasília – A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lança o Chatbot Comex, assistente virtual criado para tornar rápido, simples e seguro o acesso a informações oficiais sobre importação e exportação.

A solução funciona 24 horas por dia, com acesso aberto e sem necessidade de login, e oferece respostas fundamentadas na legislação e em portais e manuais oficiais do governo federal. Caso o usuário precise, o sistema direciona o atendimento para o serviço Comex Responde, que conta com suporte humano.

A iniciativa do Chatbot Comex prevê integrar órgãos anuentes e usuários dos sistemas de comércio exterior, oferecendo uma experiência mais transparente, ágil e assertiva, ao mesmo tempo em que reduz consultas recorrentes de atendimento, contribuindo para a otimização da gestão pública.

“Estamos aproximando o governo das pessoas e reduzindo barreiras para quem quer empreender e exportar. É uma ação que traz mais tecnologia para o setor público e amplia a nossa capacidade de atender mais brasileiros que desejam participar do comércio exterior”, afirmou a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.

Enquete para escolha do nome

O público poderá ajudar a escolher o nome da assistente virtual entre quatro opções em votação nas redes sociais do MDIC, no Instagram e LinkedIn:

Tai – generosidade e sociabilidade;

Elisa – associado a sensibilidade, fé e elegância.

Duda – Em espanhol, “duda” (substantivo feminino) significa “dúvida”.

Lina – Em grego, “mensageira” ou “portadora de luz”.

  • Votação: 16 e 17 de outubro
  • Resultado: 20 de outubro

Como funciona o Chatbot Comex

  • Interação livre por texto: o usuário digita a dúvida e recebe a orientação, sempre baseada em fontes oficiais;
  • Sem jargões: linguagem clara, empática e acessível, priorizando o passo a passo e a orientação prática;
  • Encaminhamento para atendimento humano: quando necessário, o chatbot indica o Comex Responde;
  • Disponibilidade: o acesso é feito diretamente na página do Siscomex, sem necessidade de login, 24 horas por dia.

 Identidade e experiência do usuário

Para aproximar o serviço do público, o Chatbot Comex ganhou um avatar moderno, acolhedor e confiável, com traços suaves que transmitem empatia e humanizam a experiência digital. A personagem adota um tom cordial e educativo, com linguagem clara e objetiva, evitando jargões técnicos e facilitando o entendimento de usuários com diferentes níveis de familiaridade com o comércio exterior.

“A base de conhecimento do chatbot é composta por normas, manuais e sistemas oficiais utilizados no dia a dia pelos profissionais de comércio exterior. Isso faz com que as respostas sejam mais precisas e seguras, mas em formato mais ágil e acessível”, explicou Janaína Batista, diretora do Departamento de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio da Secex.

A Secex atua para ampliar a competitividade e a inserção internacional das empresas brasileiras, promovendo a facilitação do comércio, a transparência regulatória e a expansão das exportações, com foco em inclusão e inovação.

(*) Com informações do MDIC

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