eComex vê comércio exterior em momento de inflexão e projeta consolidação da IA no setor a partir deste ano


Empresa aponta que modelos especializados, automação documental e arquitetura agêntica devem redefinir eficiência e competitividade no setor

Da Redação

Brasília – A Inteligência Artificial deve marcar um novo ciclo de maturidade no comércio exterior a partir de 2026. Essa foi a análise apresentada pela eComex durante encontro realizado em um centro de inovação localizado em São Paulo, ocasião na qual a empresa discutiu como a combinação entre dados proprietários, modelos especializados e automação ponta a ponta podem transformar estruturalmente as operações de importação e exportação.

Segundo a avaliação, o setor vive um momento de inflexão: a IA deixa de ser ferramenta experimental para se tornar infraestrutura operacional crítica, com impacto direto em custo, produtividade e gestão de risco.

“O comércio exterior sempre foi intensivo em documentos, validações manuais e retrabalho. A Inteligência Artificial nos permite eliminar atritos históricos e transformar tempo operacional em inteligência estratégica”, afirma André Barros, CEO da eComex. “Não estamos falando de substituir pessoas, mas de ampliar a capacidade humana e elevar o nível das decisões.”

Eficiência acima de potência

Um dos principais pontos abordados foi a mudança na lógica de adoção de IA nos últimos anos. Em vez de depender exclusivamente de grandes modelos generalistas, empresas passam a adotar modelos menores e especializados — os chamados SLMs (Small Language Models) —, treinados com dados próprios e ajustados para tarefas específicas.

Para a eComex, no contexto do comércio exterior, essa abordagem é mais eficiente e economicamente sustentável. O diferencial competitivo deixa de estar no “modelo mais poderoso” e passa a estar na qualidade e na organização dos dados internos.

“Quando você especializa a IA no seu domínio e utiliza sua própria base histórica, o ganho é muito mais concreto. O foco precisa ser eficiência de custo e aplicação prática, não apenas capacidade máxima de processamento”, explica Barros.

Além disso, a execução local desses modelos fortalece a soberania de dados e reduz riscos regulatórios, um fator relevante em um setor altamente regulado e sensível a informações estratégicas.

Automação documental e redução de erros

A digitalização inteligente de documentos foi apontada como uma das frentes com maior impacto imediato. Sistemas baseados em IA já conseguem capturar, classificar, validar e normalizar automaticamente documentos como invoices, packing lists e conhecimentos de embarque, independentemente de layout ou idioma.

O resultado é a redução de falhas humanas, menor risco de multas e mais agilidade nos processos de desembaraço.

“O maior ganho não está apenas em fazer o processo mais rápido, mas em eliminar etapas que geram retrabalho e exposição ao risco. Quando você reduz o erro, reduz o custo invisível”, afirma o CEO.

Arquitetura agêntica e orquestração de fluxos

Outro avanço destacado foi a consolidação das arquiteturas agênticas — estruturas que combinam múltiplos agentes de IA especializados, cada um responsável por uma etapa do fluxo operacional.

Em vez de um único modelo centralizado, agentes distintos atuam como copilotos de atendimento, analistas de dados, validadores documentais e simuladores logísticos, operando de forma coordenada.

Essa orquestração permite equilibrar custo, latência e precisão, além de abrir caminho para fluxos de trabalho cada vez mais autônomos.

Interfaces conversacionais também ganham espaço, permitindo que profissionais consultem dados operacionais, prazos e custos por meio de perguntas em linguagem natural. A simplificação do acesso à informação reduz o tempo de busca e aumenta a produtividade.

Impacto financeiro e consolidação logística

A aplicação estratégica da IA também já apresenta reflexos financeiros. A empresa destacou projetos de consolidação logística em que algoritmos de simulação permitiram reduzir o número de embarques e documentos associados, impactando despesas operacionais como taxas portuárias e emissão de conhecimentos de embarque.

Em cenários analisados, a reorganização inteligente da cadeia resultou em economias anuais relevantes, ao mesmo tempo em que reduziu a exposição operacional.

“A IA precisa fechar a conta. Quando ela gera economia real, melhora previsibilidade e libera capital humano para decisões estratégicas, ela deixa de ser tendência e se torna parte da infraestrutura do negócio”, diz Barros.

2026: consolidação e vantagem competitiva

Para a eComex, 2026 será o ano da consolidação. O entusiasmo inicial dá lugar à cobrança por retorno financeiro mensurável, governança de dados estruturada e integração sistêmica.

A empresa avalia que organizações que estruturarem seus dados e adotarem IA de forma estratégica terão vantagem competitiva clara, especialmente diante de um ambiente regulatório cada vez mais automatizado.

“O setor já está sendo impactado por sistemas inteligentes do lado do governo, que cruzam dados com mais precisão e velocidade. As empresas que não evoluírem sua capacidade tecnológica vão operar em desvantagem”, conclui o CEO.

 

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Guerra no Oriente Médio pressiona o agronegócio e o milho deverá ser uma das commodities mais afetadas

Da Redação

Brasília – A intensificação do conflito entre os Estados Unidos, Irã e Israel já provoca ondas de choque nos mercados globais e impõe um novo patamar de risco para o agronegócio brasileiro. Petróleo em alta, moedas emergentes pressionadas, risco logístico no Estreito de Ormuz e possível impacto sobre fertilizantes e exportações de milho, colocam a safra 2026/27 sob um cenário de incerteza estratégica.

Do ponto de vista macroeconômico, os reflexos são imediatos. “Espera-se um cenário de volatilidade e incerteza sobre produtos produzidos ou relacionados à região. Já temos visto essas incertezas repercutirem sobre as bolsas globais, inclusive de commodities agrícolas, e sobre o mercado de câmbio”, afirma Enilson Nogueira, Coordenador de Estudos Econômicos da Céleres Consultoria.

O primeiro impacto direto recai sobre o petróleo, que já registra alta na semana. O efeito secundário é a pressão sobre combustíveis e inflação global. “O reflexo mais provável seria sobre os preços do petróleo. Como consequência, temos aumento nos preços de combustíveis e pressão inflacionária. Para o produtor rural brasileiro, se esse efeito for repassado, podemos ter um custo maior de combustíveis para a safra 2026/27”, destaca Nogueira.

Embora o Irã não seja fornecedor relevante de diesel ao Brasil, países do Oriente Médio representam cerca de 10% do valor importado em 2025, um fator que amplia a sensibilidade do mercado. No câmbio, a reação já é visível: na última semana o Real operava próximo de R$ 5,10 e, com a escalada do conflito, depreciou para a faixa de R$ 5,30. “As incertezas globais têm desvalorizado moedas emergentes, inclusive o Real. Se mantido ou intensificado, esse movimento pode sustentar, no curto prazo, a formação de preços de grãos no Brasil, especialmente o milho”, acrescenta o economista.

Logística e fertilizantes no centro da tensão

O ponto mais sensível da crise está na logística internacional. O Estreito de Ormuz é rota vital para petróleo e insumos agrícolas, e qualquer entrave pode gerar um efeito dominó nos custos globais. Segundo Maria Luisa Franzotti, Analista econômica e de geopolítica da Céleres, o impacto pode ser imediato e severo, especialmente no mercado de fertilizantes.

“O conflito terá um impacto imediato e severo no mercado de fertilizantes, com ênfase nos nitrogenados. O Irã responde por 10% das exportações globais de ureia, enquanto o Oriente Médio como um todo concentra 25% do fornecimento mundial”, explica a especialista.

No caso dos fosfatados, a dependência logística é igualmente crítica. “Grande parte da oferta vem da Arábia Saudita e países vizinhos, que dependem do Canal de Suez e do Estreito de Ormuz para escoamento. Uma interrupção cria gargalos que afetam a disponibilidade e custo final dos formulados, cita Maria.

Para o Brasil, o impacto pode ser expressivo: em 2025, Irã e países do Oriente Médio concentraram cerca de 35% das importações brasileiras de ureia, 17% dos fosfatados e 10% do Cloreto de Potássio (KCl). Os reflexos devem aparecer nas negociações da safra 2026/27, tanto para soja quanto para milho segunda safra, pressionando margens em um momento de maior disciplina financeira no campo.

Milho na linha de frente

Se pelo lado dos custos o alerta já está aceso, pelo lado da demanda o sinal também é de atenção máxima. O Irã consolidou-se como um dos principais destinos do milho brasileiro nos últimos cinco anos, liderando as importações em três deles. Em 2025, o país importou mais de 9 milhões de toneladas do cereal brasileiro. “A incerteza sobre demanda e condições logísticas de comércio com o Irã deve impactar a formação de preços ainda em 2026. Uma eventual interrupção nos embarques pode gerar represamento da oferta interna, elevar estoques e pressionar negativamente as cotações domésticas, sobretudo do milho”, alerta Nogueira.

Além disso, a substituição dessa demanda não é simples. “Não vemos outro consumidor com o mesmo potencial de absorção no curto prazo. Se a exportação para o Irã for menor, é um fator de atenção relevante para toda a cadeia do milho”, reforça o coordenador da Céleres.

Os impactos indiretos também se estendem à proteína animal, já que o Oriente Médio representou 26% das exportações brasileiras de carne de frango e 6% da carne bovina. Uma desaceleração pode afetar a demanda por ração, retroalimentando a pressão sobre o milho. Ainda, açúcar, soja, farelo de soja e celulose também possuem exposição relevante ao bloco regional.

Um componente adicional de incerteza envolve possíveis restrições comerciais dos Estados Unidos a parceiros do Irã, uma hipótese já mencionada pelo presidente Donald Trump no início do ano. Caso se concretize, o cenário pode abrir um novo capítulo de tensão geopolítica envolvendo o Brasil, ampliando a instabilidade no comércio internacional.

Volatilidade estrutural no radar 

Para a Céleres, o conflito eleva o grau de imprevisibilidade em um momento crucial de planejamento da safra 2026/27. Petróleo, fertilizantes, câmbio, logística e demanda externa passam a operar sob um regime de maior risco geopolítico. O agro brasileiro, altamente integrado ao comércio global, entra em um período de vigilância redobrada, em que estratégia, hedge e gestão de risco serão tão determinantes quanto produtividade no campo.

 

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Efeito dominó de Ormuz: Por que o crédito chinês pode ser a principal saída para importadores brasileiros

Icaro Moro (*)

O bloqueio do Estreito de Ormuz representa um risco sistêmico que transcende a barreira geográfica. Mais do que a interrupção física de uma rota, o evento desencadeia um aumento nos preços do petróleo e grande impacto nos fretes globais, com atrasos e aumento dos custos. Esse ‘efeito dominó’ desestabiliza cadeias de suprimentos mesmo em rotas que não cruzam a região — como o fluxo comercial entre China e Brasil —, e impacta severamente o planejamento e os ciclos de receita dos importadores. Todo esse cenário evidencia a vulnerabilidade logística e financeira dos importadores diante da instabilidade no Oriente Médio.

Somados aos desafios logísticos, os preços dos produtos chineses exportados também tendem a sofrer reajustes significativos, ocasionados pela crise energética que este bloqueio pode desencadear no país. Como a China é a maior importadora global de petróleo e depende amplamente do fluxo proveniente do Golfo Pérsico, qualquer bloqueio em Ormuz eleva os custos de manufatura e de eletricidade no país. Esse contexto força os exportadores a repassarem a inflação de custos aos preços finais das mercadorias, encarecendo, desta forma, a maioria das importações brasileiras – visto que a China é nosso maior parceiro comercial.

Considerando este contexto, pequenas e médias empresas (PMEs), que carecem de contratos de longo prazo com preços prefixados, devem ser as mais afetadas e expostas à essa volatilidade. O impacto logístico vai além do simples atraso; navios podem ser retidos em portos aguardando autorização, elevando custos operacionais que levam fornecedores chineses a priorizar grandes compradores. Para o pequeno e médio importador, isso cria uma barreira de entrada e perda de competitividade, forçando-o a recorrer ao mercado nacional, muitas vezes mais caro. 

Para mitigar esses impactos e garantir a continuidade das operações, o seguro de crédito da Sinosure (China Export & Credit Insurance Corporation) surge como uma ferramenta de resiliência financeira indispensável. Além de permitir prazos de pagamento estendidos (90 a 120 dias), preservando o capital de giro para absorver fretes inflacionados, a Sinosure oferece ao importador brasileiro uma alavancagem estratégica nas negociações: diferente de ordens de compra não asseguradas, que ficam vulneráveis a revisões constantes e alterações de preços por parte dos fornecedores diante da volatilidade, as operações com Sinosure garantem o pagamento ao exportador chinês, fazendo com que o importador ganhe maior poder de barganha para discutir preços, volumes e termos comerciais, mesmo em tempos de crise. Assim, a Sinosure deixa de ser apenas uma garantia financeira para se tornar um pilar de sustentação para parcerias de longo prazo, protegendo a liquidez e a viabilidade competitiva das empresas brasileiras frente à volatilidade global.

(*) Icaro Moro, gerente nacional de crédito à importação na Axton Global

 

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Guerra no Irã pressiona fretes e exige revisão urgente na estratégia de compras das empresas, alerta especialista 

Da Redação

Escalada militar reacende risco no Estreito de Ormuz e impacta energia, seguros e cadeias globais.  A ofensiva militar iniciada em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã, culminou no fechamento do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano, dessa forma bloqueando a rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial e gerando um engarrafamento de petroleiros na região.

A reação do mercado foi imediata: principalmente na alta no preço do barril de petróleo e aumento dos prêmios de seguro marítimo. Para empresas com operações internacionais, o impacto vai além da energia e atinge, por exemplo, diretamente fretes, rotas logísticas e custos totais de importação.

Segundo Mateus Botelhos, especialista e sócio-diretor na Level Trade, empresa da Level Group dedicada a operações de Global Sourcing, o momento exige ação preventiva. “Conflitos como esse alteram rotas, encarecem seguros e expõem fragilidades contratuais que passam despercebidas em períodos de estabilidade”, afirma. “O risco maior não está apenas na interrupção imediata das cadeias, mas na falta de preparação estratégica”.

Impacto atinge frete, fornecedores, navios 

Além da volatilidade no preço do barril, o conflito pressiona prêmios de seguro de cargas marítimas; custos de frete internacional; disponibilidade de navios em rotas sensíveis; e provoca oscilações cambiais.

Dessa forma, empresas com operações internacionais precisam revisar rapidamente seus contratos e estruturas de custo para evitar surpresas no chamado landed cost — o custo total da operação com a mercadoria nacionalizada.

“O gestor não pode olhar apenas para o câmbio. Às vezes, antecipar um embarque pagando um frete um pouco mais caro hoje pode ser mais barato do que absorver um aumento explosivo do combustível na semana seguinte”, explica o especialista, que aponta três frentes críticas para empresas em cenários de guerra:

Gestão de fornecedores em zona de risco: 

Então, o primeiro passo é realizar um mapeamento logístico detalhado. , não basta saber onde está o fornecedor, é preciso entender por onde a carga transita. Botelhos recomenda:

  • Mapear rotas críticas imediatamente;
  • Entender a logística da cadeia completa, ao menos para itens críticos;
  • Avaliar alternativas fora da zona de influência do conflito;
  • Estruturar estratégias de dual-sourcing fora da zona de influência;
  • Revisar cláusulas de “força maior” em contratos internacionais de fornecimento.

“Muitas empresas descobrem tarde demais que a carga passa por uma rota vulnerável. O mapeamento precisa ser preventivo, não reativo”, alerta.

Internacionalização e negociação em ambiente de crise: 

Em momentos de instabilidade, ter atenção aos custos relacionados a seguros de carta marítima – em conflitos no Oriente Médio, eles costumam sofrer sobretaxas imediatas. Segundo o especialista, é fundamental:

  • Monitorar sobretaxas de risco aplicadas por seguradoras
  • Reavaliar Incoterms utilizados nas operações. Nessas condições, quanto mais próxima do fornecedor for a transferência de título da mercadoria, melhor;
  • Priorizar condições em que o importador tenha controle sobre frete e seguro

“Em momentos de instabilidade, ter o controle do frete e do seguro – comprar em termos onde o importador domina a logística – pode ser mais seguro do que deixar na mão do fornecedor estrangeiro”, afirma.

Moedas, petróleo e efeito cascata nos fretes: 

Desde que o conflito no Irã começou a pressionar o preço do petróleo, as empresas de navegação já buscam alternativas ao Estreito de Ormuz por conta de ataques, o que impacta diretamente o custo do transporte global. Assim, para mitigar riscos financeiros, Botelhos recomenda:

  • Uso estruturado de hedge cambial
  • Monitoramento do preço do barril
  • Simulações de cenários de aumento de frete
  • Revisão do landed cost em tempo real

“A gestão de supply chain precisa atuar de forma integrada com a área financeira. Guerra é risco geopolítico, mas o impacto final é econômico e operacional”, destaca Botelhos.

Preparação é vantagem competitiva 

Para o sócio-diretor na Level Trade, empresas que tratam compras e supply chain como áreas estratégicas conseguem reagir com mais velocidade e menor impacto.

“Crises geopolíticas são inevitáveis. O que diferencia as empresas resilientes é a capacidade de antecipar cenários, renegociar contratos e ajustar rotas antes que o mercado inteiro entre em pânico”, conclui Botelhos.

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Conheça as medidas adotadas pelas empresas aéreas para as viagens ao Oriente Médio com o conflito entre EUA, Israel e Irã

Escalada das tensões no Oriente Médio leva companhias aéreas a suspender voos e alterar rotas; clientes têm direito a reembolso integral e remarcação sem custo

Da Redação

Brasília – A escalada das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já provoca reflexos diretos no tráfego aéreo internacional. Países do Oriente Médio operam com espaço aéreo fechado ou sob restrições, enquanto companhias aéreas anunciam suspensões, remarcações e políticas especiais para passageiros impactados.

Diante do cenário, a Biosfera Copastur, empresa com mais de 50 anos em gestão de viagens e eventos corporativos na América Latina, consolidou as principais atuações das companhias que operam na região e reforça a importância de acompanhamento contínuo, seja para pessoas físicas ou empresas com colaboradores em deslocamento internacional.

Entenda as principais medidas anunciadas pelas companhias (informações atualizadas para o dia 03/03):

Emirates: retomada parcial das operações. Voos seguem cancelados para Iraque, Jordânia, Líbano e Irã. Previsão de normalização total ainda indefinida.

Qatar Airways: hub de Doha permanece fechado; companhia com operações totalmente suspensas. Retomada condicionada à reabertura do espaço aéreo.

Turkish Airlines: suspensão estendida para Irã, Iraque, Síria, Líbano e Jordânia até 06/03/2026.

Etihad Airways: todos os voos comerciais de/para Abu Dhabi suspensos até 05/03/2026.

flydubai: retomada parcial desde 03/03; seguem cancelados voos para Irã, Iraque, Jordânia e Líbano.

Lufthansa Group: suspensões para Tel Aviv, Beirute, Amã, Dubai, Erbil, Dammam e Teerã até 08/03/2026.

Air France/KLM: voos suspensos para Tel Aviv, Beirute, Dubai, Riyadh e Dammam entre 05/03 e 09/03/2026.

British Airways: voos suspensos para Abu Dhabi, Amã, Doha, Dubai, Tel Aviv e Larnaca até 15/03/2026.

El Al: operações impactadas com fechamento do Aeroporto Ben Gurion; novas reservas suspensas até 21/03/2026.

Air Arabia: voos suspensos para EAU até 03/03; Jordânia, Líbano, Síria e Iraque suspensos até 04/03.

Segundo Edmar Mendoza, CEO da Biosfera Copastur, o momento exige atenção redobrada por parte de empresas e passageiros. “Estamos diante de um cenário geopolítico que impacta diretamente a mobilidade global. Não se trata apenas de cancelamentos pontuais, mas de um ambiente dinâmico, que pode mudar ao longo do dia. Por isso, monitoramento constante e comunicação ativa são fundamentais.”

No caso de viagens pessoais ou corporativas organizadas por agências, Edmar orienta que os passageiros mantenham comunicação constante com a empresa gestora. “São em momentos críticos como esse, que todo custo ou expectativa relacionado a uma viagem pode rapidamente se converter em prejuízo ou frustração, que ter o acompanhamento de uma equipe profissional faz a diferença“, reforça o especialista.

Além das atualizações operacionais, a Copastur destaca os direitos garantidos aos passageiros em situações de cancelamento ou suspensão:

  • Reembolso integral (tarifas + taxas);
  • Remarcação sem custo adicional;
  • Assistência material, como alimentação, hospedagem e comunicação;
  • Reacomodação em outra companhia aérea, quando aplicável.

“Muitos passageiros não sabem que, em situações como essa, têm direito à remarcação sem custo ou ao reembolso total. Nosso papel é assegurar que esses direitos sejam respeitados e que o cliente tenha clareza sobre as alternativas disponíveis”, afirma Mendoza.

A companhia também reforça que mantém suas equipes em regime de plantão permanente. “Nossos consultores estão atuando 24 horas por dia, 7 dias por semana, em contato direto com clientes impactados. Enviamos comunicados frequentes com atualizações do cenário e orientamos que nenhum passageiro se dirija ao aeroporto sem confirmação prévia sobre o status do voo. Em momentos de instabilidade internacional, o suporte especializado faz toda a diferença”, afirma Edmar.

Para a Biosfera Copastur, o atual contexto também reforça a importância de que empresas estejam preparadas para reagir rapidamente a movimentos geopolíticos que afetam rotas, conexões e segurança de colaboradores em viagem. “Esse tipo de evento mostra como a gestão estratégica de viagens corporativas precisa estar integrada à análise de risco global. A mobilidade executiva hoje depende de inteligência, agilidade e acompanhamento contínuo”, conclui o CEO.

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Conflito no Irã traz riscos macroeconômicos e possíveis oportunidades para o comércio exterior brasileiro

Especialistas apontam alta do petróleo, impacto cambial e encarecimento logístico como riscos imediatos, ao mesmo tempo em que veem oportunidades em energia, agro e minerais

Da Redação

Brasília – A escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã deve produzir efeitos relevantes sobre a economia brasileira, combinando riscos macroeconômicos e possíveis oportunidades comerciais. A avaliação é de dois especialistas que analisam o cenário sob as perspectivas tributária e de comércio internacional.

Para o tributarista Luís Garcia, sócio do Tax Group, o Brasil é estruturalmente vulnerável às consequências do conflito. A principal preocupação está no mercado de energia, especialmente diante de eventuais tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento global de petróleo.

“O aumento do valor do barril gera pressão inflacionária imediata no Brasil, encarece combustíveis, eleva o frete e impacta os alimentos. Isso pode interromper a trajetória de queda dos juros e até pressionar por novas altas”, afirma.

Segundo ele, embora possa haver ganho pontual para a Petrobras com a valorização do petróleo no mercado externo, o efeito líquido para a economia tende a ser negativo. A alta do diesel e de outros derivados pressiona cadeias produtivas, reduz o ritmo da atividade econômica e pode afetar a arrecadação em um momento de necessidade de ajuste fiscal.

No comércio exterior, Garcia destaca três vetores de encarecimento: aumento do frete marítimo, elevação dos prêmios de seguro em razão do risco geopolítico e maior rigor no compliance bancário internacional com o avanço de sanções. “O Brasil depende do transporte marítimo e é sensível à valorização do dólar, o que encarece importações e amplia a volatilidade”, explica.

Cenário revela riscos e necessidade de reposicionamento estratégico

Sob a ótica do comércio internacional, Ricardo Inglez de Souza, sócio do IW Melcheds Advogados, vê um cenário de riscos, mas também de reposicionamento estratégico. Ele aponta que, em momentos de instabilidade, países tendem a diversificar fornecedores e priorizar parceiros considerados estáveis.

“O Brasil pode ocupar espaços deixados por fornecedores afetados direta ou indiretamente pelo conflito, especialmente em petróleo, minerais e alimentos”, afirma. Como exportador relevante de ferro, níquel, cobre, carne e soja, o país pode ampliar sua presença em mercados que busquem alternativas mais seguras.

Inglez ressalta, contudo, que o ganho potencial não elimina os desafios. A alta do petróleo encarece combustíveis no mercado interno e impacta transporte rodoviário, setor aéreo e cadeias logísticas. No agronegócio, fertilizantes e insumos importados de regiões afetadas também podem registrar aumento de preço.

No plano financeiro, ele chama atenção para a política monetária dos Estados Unidos. Caso os juros permaneçam elevados ou sofram nova pressão, o fluxo de capitais para economias emergentes pode diminuir, pressionando o câmbio brasileiro.

Para ambos os especialistas, o conflito expõe fragilidades estruturais da economia nacional, como dependência energética, exposição cambial e custos logísticos, mas também coloca o Brasil diante de uma encruzilhada estratégica.

“Não estamos no centro do conflito, mas estamos no centro das consequências econômicas dele”, resume Garcia. Já Inglez conclui: “A forma como o Brasil se posicionar institucionalmente e estruturar suas cadeias produtivas será determinante para transformar instabilidade global em ganho estratégico”.

 

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NTT DATA lança IA que automatiza leitura de documentos de comércio exterior e reduz multas por erros

Guepardo AI BL Scan, novo módulo do Guepardo Global Trade, atua como assistente inteligente para extrair e validar dados de transportes marítimos, mitigando riscos aduaneiros

Da Redação (*)

Brasília – Para mitigar o risco de multas alfandegárias e acelerar o processo de importação e exportação no Brasil, a NTT DATA, uma das principais companhias de tecnologia do mundo, anuncia o lançamento do Guepardo AI BL Scan. O novo módulo de inteligência artificial atua de forma nativa dentro do Guepardo Global Trade (GGT), sistema de gestão líder de mercado para o comércio exterior. A solução tem como objetivo principal eliminar as falhas humanas na digitação de grandes volumes de documentos, cujas inconsistências frequentemente resultam em severas penalidades financeiras no cruzamento de dados com o governo federal.

O foco inicial da nova tecnologia é o processamento do Bill of Lading (BL), o principal documento do transporte marítimo global. Por ser um formulário complexo, muitas vezes contendo letras pequenas, carimbos sobrepostos e layouts que variam entre os armadores, a inserção manual desses dados nos sistemas das empresas e do governo é um dos maiores gargalos burocráticos do setor.

A inteligência artificial da NTT DATA atua como uma assistente do analista de Comex. A ferramenta extrai, padroniza e transcreve as informações do BL de forma automática e em segundos. O sistema valida os dados extraídos, mas não substitui o fator humano: a decisão final de aprovar a entrada das informações no sistema permanece com o operador, que ganha tempo para focar em tarefas analíticas e estratégicas em vez de digitação mecânica.

“No processo de importação e exportação, se um documento for digitado incorretamente e houver dados inconsistentes na prestação de contas para o governo, a empresa paga multa. O objetivo do Guepardo AI BL Scan é justamente blindar nossos clientes contra essas falhas de digitação, reduzindo riscos e acelerando a operação”, explica Fabio Gomes, coordenador de pesquisa e inovação da NTT DATA.

Modelo por créditos e ciclo de inovações

Diferente de sistemas que exigem licenciamentos complexos e custosos, o novo módulo do GGT foi desenhado para se adequar ao volume de cada operação. O cliente adquire pacotes de créditos proporcionais à sua demanda mensal (como pacotes de 500 documentos, por exemplo). A utilização não é obrigatória para a base atual de usuários do GGT, funcionando como um add-on para quem deseja escalar a operação com segurança.

“O Guepardo AI BL Scan é a primeira entrega de um cronograma robusto de inovações da NTT DATA para o setor. A companhia já confirmou que, ao longo do ano, um novo ciclo de lançamentos de ferramentas baseadas em inteligência artificial e automação será incorporado ao Guepardo Global Trade, estendendo a capacidade de leitura inteligente para outros módulos e documentos essenciais do comércio exterior”, finaliza Gomes.

(*) Com informações da NTT Data

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Exportações de tabaco totalizaram US$ 3,3 bilhões em 2025, com recorde da série histórica

Vendas externas cresceram 13,85% em comparação com o ano anterior. Resultado foi puxado pelo aumento de 23% do volume embarcado.

Da Redação (*)

Brasília -Brasil alcançou, em 2025, o maior valor já registrado em divisas com exportações de tabaco. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat), o setor somou US$ 3,389 bilhões, resultado 13,85% superior ao obtido em 2024 (US$ 2,977 bilhões). O desempenho supera, inclusive, o recorde anterior, de 2012, quando as exportações haviam gerado US$ 3,272 bilhões.

O crescimento da receita foi impulsionado, principalmente, pelo forte aumento do volume embarcado. Em 2025, o Brasil exportou 561.052 toneladas de tabaco para 121 países, volume 23,23% superior ao registrado em 2024 (455.221 toneladas).

A diferença entre o avanço do volume (+23,23%) e o crescimento da receita (+13,85%) é explicada pela redução do preço médio por tonelada. Em 2024, o valor médio foi de aproximadamente US$ 6.540 por tonelada, enquanto em 2025 ficou em torno de US$ 6.040 por tonelada, uma queda estimada de 7,6%.

“Os números mostram um crescimento muito consistente das exportações em 2025, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo de volume. Por outro lado, o preço médio por tonelada apresentou redução em relação a 2024, o que explica o fato de a receita ter crescido em ritmo inferior ao volume embarcado. Vendemos mais, porém a um valor médio menor”, avalia o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing.

De acordo com o dirigente, o desempenho reafirma a posição do Brasil como maior exportador mundial de tabaco. “Nos últimos cinco anos, temos mantido uma média anual de embarques em torno de 515 mil toneladas e cerca de US$ 2,6 bilhões em divisas. Essa estabilidade está diretamente ligada ao nosso Sistema Integrado de Produção de Tabaco”, destaca.

O Sistema Integrado é amparado pela Lei da Integração, que rege os contratos entre indústria e produtores, definindo volumes, tipo de tabaco a ser produzido e orientações técnicas de manejo. “A integração permite alinhar o plantio às demandas globais, tanto em quantidade quanto em qualidade de produto, o que nos diferencia como fornecedor mundial. O Brasil é o maior exportador mundial desde 1993 e temos um futuro promissor, desde que mantenhamos o Sistema Integrado fortalecido”, conclui o presidente do SindiTabaco.

Destinos do tabaco brasileiro

Em 2025, a Europa manteve-se como principal destino do tabaco brasileiro, respondendo por 41% do valor exportado. O Extremo Oriente representou 36% dos embarques, seguido por África/Oriente Médio (8%), América do Norte (6%), América Latina (6%) e Leste Europeu (3%). Entre os principais países importadores estão Bélgica, China e Indonésia.

Principais países importadores 2025

1º Bélgica (US$ 733,4 milhões)

2° China (US$ 576,5 milhões)

3° Indonésia (US$ 280,4 milhões)

4° Estados Unidos (US$ 195,3 milhões)

5° Vietnã (US$ 148,7 milhões)

6° Emirados Árabes Unidos (US$ 139,4 milhões)

7° Turquia (US$ 123 milhões)

Sul do Brasil responde por 98% das exportações

Na Região Sul do Brasil, que concentra 96% da produção brasileira de tabaco, as exportações de tabaco em 2025 foram de US$ 3,315 bilhões, superando o ano de 2024 em 14,91%. Do total das divisas do ano passado, 98% é oriundo da Região Sul. Os embarques nos portos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná foram de 555.222 toneladas, 24,34% superiores ao ano anterior.

(*) Com informações do SindiTabaco

 

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Impacto do tarifaço de Trump é tema de estudo da ApexBrasil sobre comércio Brasil-Estados Unidos em 2025

Publicação mostra impactos do tarifaço na corrente de comércio entre os países, além de oportunidades para produtos brasileiros

Da Redação (*)

Brasília -A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos acaba de lançar o estudo Perfil de Comércio e Investimentos – Estados Unidos, com um diagnóstico das relações comerciais entre os dois países no ano de 2025, marcado pelo tarifaço. O estudo aponta que, apesar das tarifas, os Estados Unidos seguem como o segundo principal destino das exportações brasileiras, absorvendo aproximadamente 10,8% das vendas externas do país, sendo um destino relevante para produtos industrializados e de maior valor agregado. Entre os principais itens exportados estão petróleo bruto, aeronaves, ferro e aço, café, celulose e sucos de frutas.

Segundo a Inteligência de Mercado da ApexBrasil, ainda há espaço para a inserção de produtos brasileiros nesse mercado. O Mapa de Oportunidades da Apex identifica 992 oportunidades comerciais para produtos brasileiros no mercado norte-americano, com destaque para máquinas e equipamentos, combustíveis minerais, alimentos e bebidas, químicos e bens manufaturados. Há também potencial de diversificação em segmentos como máquinas elétricas, equipamentos de processamento de dados, derivados de cacau e alimentos processados, ampliando a inserção do Brasil em cadeias globais de maior valor agregado.

Para Gustavo Ribeiro, gerente de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, “o mercado americano segue sendo altamente estratégico para o Brasil, pois oferece oportunidades concretas para produtos de maior valor agregado. O Mapa de Oportunidades mostra que há espaço para diversificação da pauta exportadora, especialmente em segmentos industriais e de alimentos processados, o que permite ao Brasil avançar em cadeias globais mais sofisticadas. Nosso foco é apoiar as empresas na identificação de nichos estratégicos, na adequação a padrões técnicos e regulatórios e na construção de parcerias duradouras, transformando potencial em negócios efetivos.”

Os EUA também lideram o estoque de investimento estrangeiro direto no Brasil, estimado em US$ 246,6 bilhões em 2024, com presença significativa nos setores industrial, energético, tecnológico e de saúde. Além disso, os Estados Unidos são fornecedores estratégicos de insumos industriais, incluindo motores, turbinas, equipamentos aeronáuticos, combustíveis e medicamentos, evidenciando forte interdependência produtiva entre as economias.

Tarifaço e tensões comerciais: impactos e respostas

O atual ambiente comercial bilateral é influenciado por medidas tarifárias adotadas pelos EUA, tarifas adicionais sobre aço, alumínio e outros produtos estratégicos impactaram diretamente a competitividade brasileira, elevando custos e reduzindo a previsibilidade para exportadores. O Brasil está entre os países afetados por medidas de defesa comercial norte-americanas, o que exige monitoramento constante e atuação diplomática para mitigar impactos e preservar o acesso ao mercado. Ao mesmo tempo, negociações recentes ampliaram a lista de produtos brasileiros excluídos de tarifas específicas, demonstrando espaço para diálogo e ajustes técnicos.

Outro fator estrutural é a ausência de acordo comercial preferencial entre os países. Atualmente, mais de um terço das importações dos EUA provém de parceiros com acordos preferenciais — como Canadá e México — o que reduz a competitividade relativa dos produtos brasileiros.

Apesar do tarifaço e das tensões comerciais, o mercado norte-americano continua sendo o maior importador do mundo e seu consumo é equivalente a cerca de 18% do consumo global, mantendo elevada demanda por energia, alimentos, minerais e bens industriais.

Atuação da ApexBrasil nos Estados Unidos

Atualmente, a ApexBrasil possui três escritórios nos Estados Unidos, em Miami, New York e São Francisco, além de uma representação em Washington. A Agência também promove ações em solo norte-americano, como participação em feiras B2B, rodadas de negócios e auxilia empresas que desejam estabelecer representação no país.

Durante o mês de março, por exemplo, com apoio da ApexBrasil, 43 empresas brasileiras marcarão presença em dois dos principais eventos voltados a negócios nos Estados Unidos: a Expo West e a SXSW. De 4 a 7 de março, empresas de alimentos e bebidas participarão da Expo West, considerada a principal feira do maior mercado do mundo de produtos naturais e orgânicos e uma importante plataforma de negócios para os países da América e do mundo. A última edição do evento atraiu mais de 85.000 operadores do setor e mais de 3.600 expositores.

“Quando comparada a outras feiras internacionais do setor, a Expo West se destaca por sua escala, diversidade de segmentos e forte conexão com o varejo e o mercado consumidor. Enquanto outros eventos globais possuem foco em aspectos específicos, como o regulatório, a Expo West congrega inovação, negócios e visibilidade global em um único ambiente”, afirma Igor Brandão, General Manager do Escritório da ApexBrasil na América do Norte.

Missão Empresarial SXSW 2026 é um dos destaques na agenda

Na sequência, de 8 a 15 de março, 20 empresas brasileiras dos setores de economia criativa e tecnologia participarão da Missão Empresarial SXSW 2026, em Austin, durante o South by Southwest — um dos maiores e mais influentes encontros globais de tecnologia, criatividade, música e cultura. Em sua última edição, o evento reuniu cerca de 500 mil participantes de diversos países, consolidando-se como uma das principais vitrines de tendências em inovação, interatividade, comportamento e consumo no mercado norte-americano.

A iniciativa da ApexBrasil oferecerá uma jornada estruturada de preparação e imersão internacional, com mentorias prévias, capacitações, agendas de negócios e programação personalizada no evento. Voltada especialmente a empresas não exportadoras ou em estágio inicial de internacionalização, a missão tem como objetivo fortalecer a competitividade dos empreendedores brasileiros e ampliar sua inserção em ecossistemas globais de inovação.

“O SXSW é uma plataforma estratégica para posicionar o Brasil como fornecedor de soluções criativas e tecnológicas de alto valor agregado. Estamos mobilizando empresas que representam a nova economia brasileira, conectando-as a investidores, parceiros e formadores de opinião em um ambiente que concentra tendências e oportunidades reais de negócios”, afirma Brandão.

A edição de 2026 marca também a retomada da presença institucional da ApexBrasil no evento, após a interrupção das ações realizadas até 2019 — período em que a Agência foi responsável pela Casa Brasil no festival. A participação brasileira no SXSW é historicamente uma das maiores delegações estrangeiras, reforçando o protagonismo do país nos setores de inovação e economia criativa. A participação brasileira no SXSW é historicamente forte, sendo atualmente a maior delegação estrangeira, reforçando o protagonismo do país nos setores de inovação e economia criativa.

Clique aqui e acesse o estudo gratuitamente

(*) Com informações da ApexBrasil

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Conselho Empresarial Brasil-China promove webinar para debater futuro do comércio bilateral

Da Redação (*)

Brasília – Em um contexto de transformações estruturais na economia chinesa, reorganização das cadeias globais de produção, maior protecionismo e intensificação das tensões geopolíticas, o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) promoverá, no próximo dia 12 de março, das 10h às11h15, o webinar “O Futuro do Comércio Brasil-China”. O evento será aberto ao público e as inscrições poderão ser feitas no link https://bit.ly/4l0aAoI . O objetivo do evento é discutir as perspectivas do comércio sino-brasileiro nos próximos anos.

De acordo com o Conselho, a corrente comercial entre Brasil e China atingiu recorde de US$ 171 bilhões em 2025, consolidando o país asiático como o principal eixo do comércio exterior brasileiro. A dinâmica bilateral reflete, por um lado, a elevada demanda chinesa por produtos agropecuários, minerais e petróleo e, por outro, a crescente relevância das importações nacionais de bens industriais chineses, como veículos eletrificados, produtos químicos e insumos estratégicos.

O CEBC destaca que o webinar reúne especialistas de setores-chave para analisar as perspectivas do comércio bilateral nos próximos anos, considerando as transformações estruturais da economia chinesa, as mudanças na demanda do mercado brasileiro e a reorganização das cadeias globais de produção em um contexto de maior protecionismo, fortalecimento de políticas industriais e intensificação das tensões geopolíticas. O debate buscará identificar oportunidades, riscos e vetores para o aprofundamento e a diversificação da relação comercial bilateral.

(*) Com informações do CEBC

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