Mercosul-União Europeia: Tatiana Prazeres destaca papel da regulação na implementação do Acordo

Tatiana Prazeres abordou aspectos regulatórios e desafios relacionados à implementação do Acordo Mercosul-União Europeia

Da Redação (*)

Brasília – O papel da regulação na implementação do Acordo Mercosul-União Europeia esteve no centro dos debates do segundo dia do Encontro de Reguladores, realizado nos dias 9 e 10 de junho, em Brasília (DF).

A palestra foi conduzida pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (SECEX/MDIC), Tatiana Prazeres, e teve como tema os impactos do acordo para a regulação brasileira.

Moderado pelo secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo Sebba Ramalho, o painel focou nos desafios e oportunidades decorrentes do acordo comercial que entrou em vigor no último dia 1º de maio.

Durante sua apresentação, Tatiana destacou que o acordo foi concluído em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas, transformações econômicas e reconfiguração das cadeias globais de valor. Segundo ela, nesse cenário, a integração econômica ganha ainda mais relevância para ampliar oportunidades de comércio, investimentos e competitividade.

“O acordo criou oportunidades concretas para o Brasil, mas é fundamental que os reguladores conheçam seus dispositivos, compreendam seus impactos e se reconheçam como atores centrais na sua implementação”, afirmou.

A secretária apresentou dados que demonstram o potencial econômico do acordo para o Brasil. Estimativas do MDIC apontam efeitos positivos de longo prazo sobre diversos indicadores econômicos, incluindo aumento de 0,34% no Produto Interno Bruto (PIB), crescimento de 0,76% nos investimentos, elevação de 0,42% nos salários reais, expansão de 2,65% nas exportações e de 2,46% nas importações, além de redução de 0,56% nos preços ao consumidor.

Tatiana também ressaltou a dimensão estratégica da parceria entre os dois blocos. Juntos, Mercosul e União Europeia reúnem 31 países, cerca de 718 milhões de consumidores e um PIB combinado superior a US$ 22 trilhões. A corrente de comércio entre Brasil e União Europeia alcançou US$ 100 bilhões pela primeira vez em 2025.

A secretária observou ainda que as importações brasileiras provenientes da União Europeia são compostas majoritariamente por bens de capital, insumos e bens intermediários, enquanto parcela significativa das exportações brasileiras para o bloco é formada por produtos de média e alta tecnologia.

Eliminação das tarifas reforça Regulação

Ao longo da palestra, Tatiana enfatizou que a eliminação de tarifas é apenas uma das dimensões do acordo. “A eliminação das tarifas abre portas, mas a regulação é que define se é possível atravessá-las com facilidade”, afirmou.

Segundo a secretária, os custos ao comércio internacional também estão relacionados a exigências regulatórias, certificações, inspeções, requisitos técnicos e procedimentos administrativos.

Com a redução das tarifas para entrar no mercado europeu, Tatiana acredita que a transparência, a previsibilidade, a cooperação institucional e a qualidade regulatória tornam-se fatores ainda mais decisivos para que se possa usufruir plenamente dos benefícios do acordo.

Outro ponto destacado foi a necessidade de fortalecer a coordenação entre diferentes instituições públicas envolvidas na implementação do acordo.

De acordo com Tatiana, a efetividade dos compromissos assumidos dependerá da atuação articulada de reguladores, ministérios setoriais, órgãos de comércio exterior, autoridades sanitárias, organismos de acreditação, certificação e demais entidades responsáveis pela aplicação das normas.

“O sucesso da implementação não será determinado apenas pelas questões tarifárias, mas também pela capacidade dos reguladores de transformar compromissos internacionais em procedimentos, normas e práticas que reduzam custos, aumentem a previsibilidade e preservem os objetivos legítimos de interesse público”, destacou.

Promovido pela Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do MDIC, o Encontro de Reguladores reuniu representantes de órgãos reguladores federais, especialistas e gestores públicos para discutir boas práticas regulatórias, cooperação institucional e os desafios da competitividade brasileira.

(*) Com informações do MDIC

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OMC destaca protagonismo do Brasil por avanços no Portal Único de Comércio Exterior

Durante revisão do Acordo de Facilitação do Comércio, país reforça protagonismo na facilitação do comércio com soluções que reduzem burocracia, custos e prazos para empresas exportadoras e importadoras

Da Redação (*)

Brasília – Durante a 2ª revisão do Acordo de Facilitação do Comércio (AFC), realizada entre 10 e 12 de junho, o país compartilhou na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, os avanços do Portal Único de Comércio Exterior e outras iniciativas de modernização do comércio exterior brasileiro.

Durante as reuniões, os membros da OMC compartilharam experiências e discutiram formas de simplificar processos, reduzir custos e aumentar a eficiência das operações de exportação e importação.

Nesse contexto, a delegação brasileira apresentou iniciativas concretas que não apenas cumprem os compromissos do AFC, mas avançam além deles, com foco em eficiência regulatória, digitalização e redução de custos operacionais para empresas.

A participação ativa do país reforça seu papel como referência internacional em facilitação do comércio e contribui para dar visibilidade aos avanços implementados no ambiente doméstico, com impactos diretos na competitividade das empresas brasileiras.

Avanços estruturantes

Nos últimos anos, o Brasil tem promovido uma agenda consistente de modernização do comércio exterior, baseada na integração e digitalização de processos e na gestão de riscos. Essas medidas vêm reduzindo prazos, eliminando redundâncias e aumentando a previsibilidade para operadores privados.

Destaques que já fazem diferença para as empresas e foram levados ao foro multilateral como boas práticas:

  • Integração dos órgãos intervenientes ao Portal Único de Comércio Exterior, permitindo a realização dos processos em um ambiente digital único, com maior coordenação, transparência e eficiência.

Atualmente há 17 órgãos intervenientes, e todos estão integrados ao Portal Único. Com isso, houve a redução da utilização de diversos sistemas por parte dos operadores. A anuência de produtos sujeitos ao controle da Anvisa, como exemplo, possuía protocolo de processo, pagamento de taxa de exercício de poder de polícia e relatório de inspeção de mercadorias efetuados em sistemas não integrados. Hoje todo o processo ocorre no Portal Único.

  • Pagamento Centralizado de Comércio Exterior, simplificando a arrecadação e a quitação de taxas e tributos por meio de uma plataforma unificada. Anvisa e MAPA possuem suas taxas integradas ao módulo PCCE, com redução média de 48 horas de tempo de análise. Exército e Inmetro estão em processo de integração de suas taxas ao PCCE.
  • Licenças Flex, proporcionando maior agilidade, previsibilidade e flexibilidade na gestão do tratamento administrativo das operações de comércio exterior. Com o novo tipo de licença já houve redução de 80% na quantidade de licenças emitidas pelos órgãos anuentes, quando comparado o primeiro trimestre de 2026 em relação ao ano anterior.
  • Despacho antecipado de mercadorias, permitindo a conclusão dos procedimentos aduaneiros antes da chegada da carga, com significativa redução dos tempos de permanência em portos.

O Despacho sobre Águas constitui importante medida de facilitação do comércio exterior ao permitir o processamento antecipado das formalidades aduaneiras durante o trânsito marítimo da mercadoria. Levantamento realizado pela Receita Federal demonstrou redução média de cerca de 70% no tempo decorrido entre a chegada da carga e sua efetiva entrega ao importador.

  • Nova modalidade de tratamento administrativo de monitoramento, com abordagem mais moderna e proporcional de controle estatal, sem intervenção direta do órgão no fluxo do comércio exterior.

Baseado em dados e gestão de riscos, o tratamento administrativo de monitoramento permite que os órgãos acompanhem as operações após seu registro, subsidiando decisões regulatórias futuras. Como resultado, a Agência Nacional de Energia Elétrica passou a atuar exclusivamente por monitoramento, enquanto o Ministério da Defesa reduziu aproximadamente 80% de suas licenças, concentrando suas exigências em um único LPCO.

Essas iniciativas se somam a esforços contínuos de integração entre órgãos governamentais, adoção de gestão de risco e simplificação normativa, criando um ambiente mais favorável ao comércio exterior.

Impactos para as empresas

Os avanços já se traduzem em benefícios concretos para o setor produtivo, incluindo:

  • Redução dos custos logísticos e administrativos associados às operações de comércio exterior.
  • Ampliação da previsibilidade e da segurança quanto aos prazos de liberação de mercadorias.
  • Simplificação de procedimentos, com eliminação de etapas burocráticas e exigências redundantes.
  • Fortalecimento da competitividade internacional das empresas brasileiras e melhoria do ambiente de negócios. O Novo Processo de Importação tem contribuído diretamente para o fortalecimento da competitividade internacional das empresas brasileiras e para a melhoria do ambiente de negócios ao reduzir custos, aumentar a previsibilidade das operações e simplificar procedimentos de comércio exterior.

Os resultados já são concretos: em fevereiro de 2026, o Portal Único de Comércio Exterior passou a processar mais da metade das importações brasileiras, proporcionando redução média de 19 horas no tempo de permanência das cargas nos portos.

Com a implementação integral do programa, estima-se uma economia superior a R$ 40 bilhões anuais para o setor privado, decorrente da diminuição de custos logísticos e administrativos, do aumento da eficiência operacional e da maior integração entre os órgãos governamentais, fatores essenciais para ampliar a inserção competitiva do Brasil no comércio internacional.

Nesse contexto, o Brasil se destaca na vanguarda da modernização do comércio exterior, implementando soluções reconhecidas internacionalmente e contribuindo para o aperfeiçoamento dos modelos de facilitação do comércio em âmbito global.

(*) Com informações do MDIC

 

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Setor têxtil enfrenta concorrência asiática, balança comercial deficitária e gargalos logísticos para alavancar exportações

Da Redação (*)

Brasília – Uma das maiores e mais completas cadeias produtivas do Brasil, o setor têxtil emprega milhões de trabalhadores direta e indiretamente, principalmente mulheres, e é responsável por um faturamento de mais de R$ 200 bilhões. Mas, apesar de números tão representativos, o setor enfrenta desafios importantes.

Um deles diz respeito à balança comercial. A indústria têxtil importa muito mais do que exporta, resultando em déficit. O último levantamento, realizado em 2024 pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, a ABIT, demonstrou que o setor somou US$ 908 milhões em exportações, mas US$ 6,6 bilhões em importações.

Dificuldades de logística na indústria têxtil hoje

A importação de materiais como tecidos, principalmente, é responsável pela maior parte do montante das importações. Os custos dos materiais vindos de fora, principalmente da Ásia, são menores, o que, além de diminuir os custos para os produtores nacionais, ainda permite uma margem maior de lucratividade.

Toda essa produção abastece tanto o mercado interno quanto o externo. O ritmo de exportação tem crescido, inclusive. Porém muitas varejistas asiáticas têm investido bastante e ganhado espaço no cenário internacional, aumentando a competitividade, por conta de seus processos mais modernos e sustentáveis.

Outro problema enfrentado pelo Brasil é a própria dificuldade logística. Abastecer o mercado é um grande desafio, afinal, as coleções precisam ser produzidas e chegar a tempo às lojas e suas vitrines e araras. É mais sério ainda quando se trata de abastecer o mercado internacional.

Levantamento da CNI, a Confederação Nacional da Indústria, aponta que o custo do transporte é um dos principais agravantes para a logística para o exterior. Depois vem a ineficiência dos portos para manuseio e embarque de cargas, as limitações de rotas de navegação marítima e a disponibilidade de espaço em contêineres.

Oportunidades para o enfrentamento dos entraves

A ABIT, por sua vez, tem sido otimista com o acordo fechado entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo a associação, a eliminação de barreiras tarifárias deve aumentar os investimentos e, consequentemente, a exportação, bem como a geração de empregos e o parque tecnológico brasileiro.

A aproximação entre os dois blocos, além de investimentos governamentais para a solução de entraves estruturais, burocráticos e tributários, com maior coordenação entre setor público e privado, são ações que podem contribuir para melhorar o escoamento da produção nacional e uma maior abertura e aceitação dos mercados externos.

As empresas também precisam se estruturar. Para tanto, o investimento em tecnologia é fundamental. Buscar soluções como um ERP para indústria têxtil pode ser a chave para melhorar a integração entre os sistemas de compras, vendas, estoque, e-commerce, produção e, claro, logística.

Com um melhor gerenciamento, é possível escalar muito mais a produção e seu alcance. Ainda que o cenário internacional sofra com reveses, ajustar a empresa com tecnologia é a melhor maneira de se ter mais controle operacional e logístico para estar preparado para o mercado nacional e internacional.

 

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A volatilidade do petróleo e seus impactos na operação das empresas

Cristian Bazaga (*)

Nos últimos meses, o mercado global de petróleo tem mostrado como pequenas oscilações nos estoques e na oferta conseguem gerar impactos relevantes em toda a cadeia logística. A recente revisão das projeções para o mercado de óleo em 2026 pela Agência Internacional de Energia (IEA), diante de um cenário de maior volatilidade geopolítica e incerteza econômica, reforça um contexto que exige atenção das empresas. Em paralelo, analistas apontam que os estoques globais seguem pressionados por mudanças rápidas entre oferta, demanda e produção da OPEP+.

Os reflexos desse cenário vão muito além do setor de energia. A alta do petróleo afeta diretamente a economia global e o dia a dia das empresas, impactando desde combustíveis e fretes até alimentos, energia e custos industriais. Isso acontece porque o petróleo continua sendo uma das principais bases da economia mundial, influenciando praticamente toda a cadeia produtiva.

Para quem depende de combustível como parte estratégica da operação, a consequência é um ambiente cada vez menos previsível. O impacto vai muito além do preço na bomba. Quando o mercado oscila, o custo operacional aumenta, o planejamento logístico perde previsibilidade, as margens ficam mais pressionadas e as decisões precisam ser tomadas mais rápido.

É justamente nesse cenário que a gestão deixa de ser apenas controle e passa a ser inteligência operacional. Empresas que conseguem monitorar o consumo em tempo real, identificar desvios rapidamente e trabalhar com dados confiáveis reduzem a exposição à volatilidade e ganham capacidade de resposta. O mercado pode continuar instável, mas a previsibilidade operacional não precisa depender dele, e sim de estratégia, tecnologia e gestão eficiente.

(*) Cristian Bazaga é CEO da Excel

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Agro bate recorde histórico e responde por 50,2% das exportações totais brasileiras em maio

Setor registra alta de 8,2% no mês; no acumulado do ano, exportações somam US$ 70,5 bilhões e alcançam recorde histórico para o período

Da Redação (*)

Brasília – As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. O desempenho garantiu ao setor participação de 50,2% nas exportações totais do Brasil no período.

No acumulado de janeiro a maio, as vendas externas do agronegócio alcançaram US$ 70,5 bilhões, crescimento de 4,6%, também recorde para os cinco primeiros meses do ano.

Em relação a maio do ano passado, o volume exportado pelo setor cresceu 3,6%, enquanto o preço médio dos produtos vendidos ao exterior registrou alta de 4,4%. As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,6 bilhão, recuo de 3,6% na mesma comparação, resultando em um superávit de US$ 14,4 bilhões no mês, aumento de 9,7%.

China lidera compras do agro brasileiro

A China manteve a liderança entre os destinos das exportações do agronegócio brasileiro, com aquisições de US$ 6,3 bilhões em maio e participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor. O valor representa crescimento de 12,8% em relação a maio de 2025.

A União Europeia ocupou a segunda posição, com importações de US$ 2,4 bilhões, equivalentes a 15% das exportações do agro brasileiro no mês, e alta de 5,4% na comparação anual. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com US$ 837 milhões exportados e participação de 5,2%, apesar da retração de 28% em relação ao mesmo período do ano passado.

Também se destacaram mercados como Bangladesh, Tailândia, Vietnã, Paquistão, Turquia e Jordânia, que ampliaram significativamente suas compras de produtos agropecuários brasileiros no mês.

Soja e proteínas animais impulsionam resultado

A soja em grãos permaneceu como principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro. As vendas externas alcançaram US$ 6,3 bilhões, aumento de 14,6% em relação a maio de 2025. O volume exportado chegou a 14,8 milhões de toneladas, crescimento de 5,1% na comparação anual.

As três principais proteínas animais exportadas pelo Brasil – bovina, de frango e suína – registraram recordes de valor e volume para o mês de maio.

As exportações de carne bovina in natura somaram US$ 1,7 bilhão, avanço de 50,2%, e embarques de 262 mil toneladas, com crescimento de 20,2% na comparação anual. A China permaneceu como principal destino do produto, com compras de US$ 1 bilhão, equivalentes a 61,4% das exportações brasileiras da proteína no período.

A carne de frango in natura alcançou US$ 883 milhões em exportações, crescimento de 40%, enquanto o volume embarcado atingiu 442 mil toneladas, aumento de 32,3%. O resultado, com embarques para mais de 135 destinos em maio, reflete a manutenção da confiança internacional na proteína brasileira.

Já a carne suína in natura registrou exportações de US$ 278 milhões, alta de 1,4%, e embarques de 111 mil toneladas, crescimento de 5%, também estabelecendo recorde para o período.

Segmentos entre os destaques

Entre os segmentos de maior destaque nas exportações do agronegócio em maio, o complexo soja somou US$ 7,5 bilhões, crescimento de 16,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

As proteínas animais alcançaram US$ 3,2 bilhões, avanço de 38%, enquanto fibras e produtos têxteis totalizaram US$ 483 milhões, alta de 39,6%.

Também registraram desempenho recorde para o mês o óleo de milho, com US$ 28,5 milhões exportados e crescimento de 798%; o algodão, com US$ 450 milhões e alta de 45,3%; e as miudezas de frango, que alcançaram US$ 62,5 milhões, aumento de 20,5%.

Produtos menos tradicionais também ampliaram sua participação na pauta exportadora brasileira. Entre os destaques estão sementes de gergelim, rações para animais domésticos, amendoim, óleo de milho, arroz, pães, biscoitos, produtos de pastelaria e erva-mate, todos com resultados recordes em valor ou volume exportado.

DDG amplia presença internacional

Entre os produtos com maior potencial de expansão no mercado internacional está o DDG (Dried Distillers Grains, ou grãos secos de destilaria), subproduto da indústria de biocombustíveis à base de milho utilizado principalmente na alimentação animal.

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras do produto somaram US$ 130 milhões, crescimento de 37,7%, enquanto o volume embarcado alcançou 555 mil toneladas, alta de 30,5%. Os números representam recordes históricos para o período.

O desempenho acompanha a estratégia de abertura e ampliação de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Desde 2023, foram abertos 21 novos mercados para o DDG brasileiro.

Nos cinco primeiros meses de 2026, os principais destinos do produto foram China (US$ 63,2 milhões), Turquia (US$ 31 milhões), Vietnã (US$ 11,5 milhões) e Nova Zelândia (US$ 7,5 milhões).

Confiança internacional e diversificação de mercados

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o desempenho demonstra a relevância do setor para a economia nacional. “Quando o agronegócio responde por metade das exportações brasileiras em um mês, estamos falando de renda no campo, emprego na indústria, fortalecimento das cooperativas e mais presença do Brasil no mundo. Esse resultado nasce do trabalho dos produtores, da agroindústria, dos exportadores e de uma atuação permanente do governo para abrir caminhos e ampliar mercados”, destacou.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, o resultado reflete a capacidade do Brasil de atender à crescente demanda global por fornecedores confiáveis e competitivos.

“Em um contexto global marcado por incertezas geopolíticas, reorganização de fluxos comerciais e maior exigência dos mercados consumidores, o Brasil tem conseguido se posicionar como um fornecedor previsível, competitivo e capaz de atender diferentes demandas. O resultado de maio mostra não apenas a força de grandes complexos, como soja e proteínas animais, mas também o avanço de produtos que vêm ganhando espaço na pauta exportadora. Desde 2023, já foram registradas 639 aberturas de mercado e mais de 250 ampliações, resultado de uma agenda estratégica que amplia destinos, reduz dependências, fortalece cadeias produtivas e transforma a capacidade do agro brasileiro em presença concreta no comércio internacional”.

(*) Com informações do Mapa

 

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Muito além das tarifas: pragmatismo supera discursos

Márcio Coimbra (*)

O tabuleiro do comércio global sofreu um realinhamento profundo, e o Brasil agiu tarde demais diante de Washington. A confirmação de que o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) concluiu a investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, recomendando tarifa punitiva de 25% sobre produtos brasileiros, é um revés severo. Representa o ápice do protecionismo técnico da administração Trump e expõe fragilidades crônicas na nossa diplomacia corporativa e governamental. Como alguém que dirigiu a promoção de exportações da Apex-Brasil, posso garantir que o anúncio traz lições amargas sobre nossa incapacidade de antecipar o risco regulatório global.

Diferente do açodado tarifaço de 2025, derrubado nos tribunais americanos por seu caráter político, a investida de Jamieson Greer possui blindagem técnica sofisticada. Ao ancorar as penalidades nas conclusões da Seção 301, os EUA ergueram barreiras de difícil reversão. O USTR apontou seis práticas injustas: barreiras ao comércio digital, assimetrias em pagamentos eletrônicos, distorções em tarifas preferenciais, morosidade na propriedade intelectual, disputas no etanol e desmatamento ilegal. Ao usar a pauta ambiental como dumping ecológico, Washington desarmou a retórica de Brasília, provando que a defesa de seus interesses não tem amarras ideológicas, mas objetivos práticos.

O desenho cirúrgico das sobretaxas revela a realpolitik americana destes tempos. Ao poupar setores estratégicos como aeroespacial (preservando a Embraer), combustíveis fósseis, minerais críticos, café e carne bovina, Washington protegeu sua indústria e eleitores da inflação. Onde o Brasil tem indispensabilidade estrutural, o pragmatismo prevaleceu; onde somos substituíveis, houve revés. O governo brasileiro tem sua parcela de culpa, uma vez que alimentou a retórica antiamericana e falhou em deter o processo nos bastidores, escancarando que nossa diplomacia perdeu densidade técnica e interlocução com o poder americano.

Para agravar, enfrentamos a contaminação de agendas, aquilo que chamo de linkage diplomacy. A classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas internacionais por Washington fundiu a governança econômica à segurança nacional dos EUA. O comércio virou moeda de troca geopolítica, um tabuleiro onde Brasília tem dificuldade de se mover.

Diante disso, o Brasil precisa redesenhar sua defesa comercial, devolvendo o protagonismo à diplomacia corporativa privada e aos setores produtivos. Se o canal intergovernamental falha por saturação ideológica, o empresariado deve assumir a liderança, como fizemos em 2025. Como sempre ressaltei, o setor privado precisa ir a Washington demonstrar, com dados econômicos, como a taxa de 25% afetará a competitividade das próprias indústrias e consumidores americanos que dependem de nossos insumos. Foi assim que derrubamos centenas de tarifas em nossa mais recente incursão nos corredores da capital americana. A partir de agora, o jogo recomeça.

A lição da Seção 301 é clara: a inserção internacional do país não pode depender de voluntarismos políticos. O protecionismo contemporâneo não se combate com notas de repúdio, mas com inteligência comercial, previsibilidade e presença ativa onde as regras são escritas. Sem eficiência interna e estabilidade regulatória, perderemos mercados que levamos décadas para conquistar.

(*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

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Especialistas apontam classificação fiscal como eixo estratégico das empresas na reforma tributária

Da Redação (*)

Brasília – O novo modelo da reforma tributária impõe uma mudança de paradigma que vai além da adaptação burocrática à simplificação de impostos. Nesta dinâmica, a classificação fiscal de mercadorias e serviços migra do campo operacional para o eixo estratégico das companhias. Segundo Kleber Martins, especialista em Desenvolvimento de Negócios da RGC Consultoria, o erro na tipificação de um item não resulta mais apenas em autuações isoladas, mas em um efeito cascata sobre a carga tributária.

“As consequências foram redefinidas: falhas no cadastro geram distorções prolongadas que afetam diretamente o compliance, a formação de preços e a margem de lucro, comprometendo a competitividade da empresa no longo prazo”, afirma.

Com a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o modelo de apurações consolidadas — que permitia o uso de tributos postergados como capital de giro — dá lugar ao split payment. Este mecanismo prevê o recolhimento do imposto no ato da transação, conferindo ao Governo Federal capacidade de fiscalização a cada transação.

Diante dessa transição, o cruzamento de dados torna-se imediato, e a digitalização total de processos, como a DUIMP e o Catálogo de Produtos, reduz drasticamente a possibilidade de interpretações ambíguas da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), transformando a classificação fiscal em um dos principais alvos de auditoria.

Para atender a esse novo padrão de conformidade, Roberto Feitosa, head de Soluções de Tecnologia e Inovação da RGC, destaca que a tecnologia será a única saída para gerenciar o volume de dados exigido. “Hoje é impossível monitorar milhares de itens sem suporte sistêmico robusto. A inteligência artificial passa a ser um assistente essencial para garantir a acurácia, mas a palavra final deve ser sempre do especialista em classificação fiscal”, explica Feitosa.

Riscos no mercado interno e harmonização

Mas afinal, onde está o maior risco? Um dos maiores pontos de atenção para os gestores é o mercado nacional. Tradicionalmente, as empresas em geral constroem governança para classificação fiscal somente para as importações com pouca revisão para produtos fabricados ou comercializados internamente. Com a reforma, a exposição a riscos nestas operações no mercado local aumenta significativamente.

A falta de harmonização nas classificações fiscais entre fornecedores e clientes é outro desafio na revenda de produtos de fornecimento local. Se um parceiro de negócio classificar um item de forma distinta, essa divergência ficará muito mais evidente com o novo modelo e, consequentemente, mais fácil de ser identificada em fiscalização. A empresa compradora pode, então, enfrentar dificuldades para justificar sua tributação ou até ser penalizada por irregularidades na cadeia.

Para mitigar riscos, Martins defende que a revisão de processos e cadastros precisa ser imediata, pois o avanço do cronograma da reforma deixa pouco espaço para adaptações tardias. Mais que uma obrigação fiscal, a antecipação torna-se uma medida de sobrevivência para garantir a eficiência do negócio no novo sistema.

(*) Com informações da RGC Consultoria

 

 

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Transferências internacionais entraram no centro da estratégia comercial

René Abe (*)

O comércio exterior brasileiro está mudando de forma silenciosa. Durante muito tempo, eficiência significava discutir porto, frete, armazenagem, desembaraço e prazo de entrega. Tudo isso continua relevante. Mas já não explica sozinho a competitividade de uma operação internacional.

Em um ambiente comercial mais dinâmico, o fluxo financeiro passou a influenciar diretamente a capacidade de uma empresa de fechar negócios e preservar prioridade junto ao fornecedor. O ponto não é fazer o dinheiro correr mais rápido que a carga. A carga seguirá o seu tempo físico. O que mudou foi a velocidade da decisão comercial.

Hoje, em muitas relações internacionais, especialmente com fornecedores asiáticos, quem consegue transmitir capacidade de pagamento com rapidez, previsibilidade e menor atrito, tende a ganhar prioridade. Se o comprador demora para organizar o pagamento, esclarecer a operação ou concluir a execução financeira, o fornecedor pode simplesmente atender antes quem executa primeiro.

É nesse momento que a transferência internacional deixa de ser apenas uma etapa operacional e passa a ocupar posição estratégica. Quando o fluxo financeiro introduz hesitação, retrabalho ou incerteza, a perda não é apenas administrativa. Ela aparece em condição comercial pior, menor previsibilidade e, em alguns casos, perda efetiva de prioridade na operação.

Esse tema ganha ainda mais peso porque o restante do comércio exterior já começou a acelerar. A digitalização documental, o uso de inteligência artificial e a evolução do Portal Único com a DUIMP apontam para fluxos menos manuais, menos sequenciais e mais coordenados. O vetor é claro: reduzir atrito e encurtar a distância entre decisão e execução.

Nesse contexto, o financeiro não pode continuar funcionando como uma instância que reabre incerteza quando a operação já deveria estar resolvida. Ele precisa operar como infraestrutura de execução. Isso exige rigor regulatório, leitura documental consistente e capacidade de liquidação compatível com a dinâmica atual do comércio internacional.

Durante anos, a competitividade no comércio exterior foi pensada sobretudo a partir da infraestrutura física e da burocracia estatal. Esse debate continua importante. Mas uma nova variável ganhou peso estratégico: a qualidade da execução financeira. Em mercados mais dinâmicos, pagar com previsibilidade e sem atrito passou a influenciar a própria capacidade de negociar bem.

No comércio internacional contemporâneo, transferência internacional eficiente já não é detalhe de backoffice. É parte da estratégia comercial.

(*)  René Abe é CEO Brasil da Tensec, fintech global de serviços financeiros cross-border

 

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Exportações para os EUA caem pelo 10.o mês consecutivo. E podem cair ainda mais com novas tarifas anunciadas por Trump

Maio de 2026 registra o décimo mês consecutivo de queda das exportações para os EUA; cenário reforça importância de avanços nas negociações bilaterais em curso

Da Redação (*)

Brasília – O comércio entre Brasil e Estados Unidos segue em desaceleração em 2026, segundo a mais recente edição do Monitor do Comércio Brasil-EUA, elaborado pela Amcham Brasil. Nos cinco primeiros meses do ano, a corrente de comércio bilateral somou US$ 29,5 bilhões, queda de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo a retração simultânea das exportações e importações.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos totalizaram US$ 14,0 bilhões entre janeiro e maio, recuo de 16% em relação ao mesmo período do ano passado e o menor valor para o período desde 2022. As importações brasileiras de produtos norte-americanos também registraram queda, de 12,6%, somando US$ 15,5 bilhões. Como resultado, o déficit brasileiro no comércio bilateral aumentou 43,3%, alcançando US$ 1,5 bilhão.

Entre os principais fatores que explicam a retração das exportações estão as quedas nas vendas de petróleo bruto, café não torrado, semiacabados de ferro ou aço e celulose. Do lado das importações, destacam-se as reduções nas compras de motores e máquinas, aeronaves e partes, e óleos brutos de petróleo.

Exportações e importações seguem trajetória de queda

Em maio, as exportações brasileiras para os Estados Unidos atingiram US$ 3,1 bilhões, queda de 14,0% em relação ao mesmo mês de 2025, marcando o décimo mês consecutivo de retração. As importações recuaram 11,0%, registrando o sexto mês seguido de queda.

O comércio bilateral continua operando abaixo do seu potencial. Os resultados no acumulado de 2026 reforçam a importância de avançar nas negociações em curso para evitar novas tarifas e criar condições para a retomada do comércio entre Brasil e Estados Unidos”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

O levantamento mostra ainda que as vendas brasileiras para os Estados Unidos apresentaram desempenho significativamente inferior ao das exportações brasileiras para o mundo. Enquanto as exportações totais do Brasil cresceram 8,7% entre janeiro e maio, as vendas para o mercado norte-americano recuaram 16% no mesmo período. Os produtos sujeitos a sobretaxas adicionais registraram retração ainda mais intensa, de 22,6%.

O cenário ocorre em meio aos relatórios divulgados no âmbito das investigações da Seção 301 conduzidas pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Caso sejam confirmadas as medidas propostas nesses relatórios, determinados produtos brasileiros poderão enfrentar tarifas adicionais de até 37,5%, reduzindo sua competitividade no mercado norte-americano em relação a concorrentes de outros países.

(*) Com informações da Amcham Brasil

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Dados, algoritmos e futebol: o que muda na Copa do Mundo de 2026

Rodrigo Cabot (*)

A Copa do Mundo de 2026 deve marcar uma mudança de patamar no uso da tecnologia no futebol. Durante muito tempo, ela esteve presente mais como apoio. Agora, passa a influenciar de forma mais direta o desempenho físico, a análise tática, a arbitragem e a experiência de quem acompanha o torneio ao redor do mundo.

Essa mudança aparece em diferentes frentes. A FIFA vem avançando no uso de Inteligência Artificial e análise de dados para apoiar rendimento, leitura tática e assistência arbitral. Ao mesmo tempo, sensores integrados, reconstruções em 3D e sistemas automatizados voltados a detectar trajetórias e apoiar decisões em tempo real mostram que a tecnologia já não atua apenas depois do lance: ela passa a interferir mais diretamente na forma como o jogo é analisado e administrado.

No Brasil, a implantação do impedimento semiautomático nos 19 estádios da Série A ajuda a ilustrar esse movimento. A tecnologia entra agora em nova fase, com integração ao VAR, softwares complementares, testes finais e treinamento dos árbitros antes da liberação para uso. Ou seja: mais do que colocar uma ferramenta em campo, a mudança depende de integração entre sistemas, preparação operacional e capacidade de fazer a tecnologia funcionar com precisão em tempo real.

Mas o que muda em 2026 vai além do jogo em si. A Copa também deve expor o tamanho da infraestrutura tecnológica necessária para sustentar um evento global dessa magnitude. Serão 48 seleções, 104 partidas, milhões de pessoas nos estádios e bilhões de espectadores interagindo simultaneamente com plataformas digitais, aplicativos móveis, transmissões ao vivo e sistemas de informação em tempo real. Em uma operação assim, tecnologia deixa de ser apoio e passa a ser parte da própria entrega.

É por isso que a discussão fica mais ampla. Por trás de cada transmissão, credenciamento, sistema de ingressos, plataforma de streaming ou decisão arbitral, existe uma arquitetura tecnológica que precisa funcionar com margem mínima para erro. Quando falha, o impacto deixa de ser técnico e passa a afetar experiência, reputação e continuidade. Em eventos desse porte, qualidade de software, testing automatizado, monitoramento contínuo e cibersegurança deixam de ser temas de bastidor e ganham papel estratégico.

Essa transformação também muda a lógica de gestão do esporte. A IA já não serve apenas para analisar o que aconteceu em uma partida, mas para identificar padrões, antecipar cenários e apoiar decisões antes que um problema apareça. É uma dinâmica que aproxima o futebol de setores como saúde, logística, banca e finanças, onde o uso de dados em tempo real já ajuda a otimizar operações, reduzir riscos e melhorar a tomada de decisões.

Nesse contexto, a vantagem competitiva tende a depender menos da simples presença da tecnologia e mais da capacidade de usá-la com precisão, integração e inteligência. No fundo, é isso que a Copa de 2026 deve deixar mais visível: a mudança não está só em gerar mais dados, mas em conseguir transformá-los em decisões úteis, respostas rápidas e operações mais consistentes em tempo real. Essa lógica já atravessa empresas de diferentes setores e ajuda a explicar por que o futebol passa a funcionar, cada vez mais, como uma vitrine de transformações que vão muito além do esporte.

(*) Rodrigo Cabot é Gerente de P&D da Ecosistemas Global. Engenheiro de Computação pela UNLAM, possui pós-graduações em Administração de Organizações Financeiras (UBA) e em Gestão Estratégica de Inteligência Artificial (UCEMA). Atualmente lidera iniciativas de inovação tecnológica da empresa em diversos países, incluindo Argentina, Brasil, Chile, Espanha, México e Estados Unidos. Com mais de 25 anos de experiência em TI, coordenou projetos de transformação digital, automação e melhoria contínua em setores como bancos, seguros, energia e saúde.

(*) Rodrigo Cabot, Gerente de P&D – Ecosistemas Global

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