Embratur amplia ações no mercado dos Estados Unidos para atrair eventos internacionais ao Brasil

Nova etapa da parceria com a PCMA reforça, nos EUA, a competitividade do Brasil no segmento MICE com destaque para capacidade de entrega e ecossistemas de conhecimento e negócios

Da Redação (*)

Brasília – A Embratur iniciou uma nova etapa da parceria com a Professional Convention Management Association (PCMA) voltada ao mercado de turismo de negócios e eventos dos Estados Unidos. A Agência lançou uma campanha direcionada a estrategistas de eventos profissionais e tomadores de decisão do segmento de Turismo de Negócios e Eventos. A divulgação apresenta um país que conecta eventos a setores estratégicos, comunidades profissionais, conhecimento e oportunidades de negócios.

O conteúdo é um artigo publicado no formato PCMA Engage, tem como título “A Leading Global Meeting Destination: Why Brazil Is Competing, and Winning, on the World Stage” (Um dos principais destinos globais para eventos: por que o Brasil compete – e vence- no cenário internacional). “Em um mercado global cada vez mais competitivo, o que faz um destino entrar no radar dos grandes eventos internacionais?” A campanha mostra como o Brasil responde a essa pergunta em três frentes: competitividade e diversidade de destinos; conectividade e capacidade de entrega; e ecossistemas de conhecimento e negócios.

Para o presidente da Embratur, Bruno Reis, a ação aproxima a oferta de destinos nacionais de um mercado relevante para o segmento de negócios e eventos. “Com essa ação, apresentamos ao mercado norte-americano informações concretas sobre a capacidade do Brasil para receber encontros internacionais, mostrando nossa conectividade, infraestrutura e experiência na realização de eventos de diferentes portes. É também uma oportunidade de aproximar os destinos e o trade brasileiro dos profissionais que participam das decisões sobre onde esses eventos vão acontecer”, afirma Reis.

Para Lucio Vaquero, Diretor Regional da PCMA, “a continuidade desta parceria com a Embratur é fundamental para ampliar a presença do Brasil junto aos profissionais que influenciam e decidem onde os grandes eventos internacionais acontecem. O país reúne atributos muito competitivos, como diversidade de destinos, infraestrutura, conectividade e uma indústria de eventos experiente e qualificada. Na PCMA, vemos um enorme potencial para que o Brasil continue fortalecendo seu posicionamento global e transformando essa visibilidade em novas oportunidades para todo o ecossistema de eventos e negócios.”

Eventos Internacionais

O Brasil alcançou a 13ª posição mundial no ranking da International Congress and Convention Association (ICCA), com 42 cidades brasileiras sediando eventos internacionais, em 2025, resultado que sinaliza um mercado experiente, com destinos preparados e capacidade comprovada para receber eventos de diferentes perfis e portes. A liderança latino-americana e o avanço no ranking reforçam a confiança no país como opção competitiva para novas oportunidades internacionais.

Conectividade

A facilidade de acesso é outra vantagem competitiva do Brasil. 19 aeroportos internacionais e 38 companhias aéreas conectam o país a 63 destinos no mundo. A partir dos Estados Unidos, há voos diretos de Nova York, Miami, Orlando, Atlanta, Houston, Dallas, Chicago e Los Angeles para destinos brasileiros como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campinas, Belém, Fortaleza e Recife. Esse dado demonstra a capacidade do Brasil para receber eventos internacionais com escala, frequência e diferentes alternativas de acesso.

Acesso aos destinos brasileiros

Como desdobramento do conteúdo, o artigo direciona os profissionais para o Showcase Visit Brasil de Turismo de Negócios e Eventos – 13 principais destinos brasileiros. O material reúne informações sobre hotelaria, lugares únicos, setores econômicos e experiências em diferentes cidades brasileiras, apoiando planejadores e associações na escolha do destino mais adequado para seus eventos.

(*) Com informações da Embratur

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Paraná pode ganhar espaço com o Acordo Mercosul-União Europeia

Lourdes Manzanares (*)

O Acordo de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio deste ano, depois de mais de duas décadas de negociações. Passados quatro meses de vigência, o que se percebe no Paraná não é ainda uma revolução nos números, mas um movimento estratégico. As empresas estão se organizando, buscando informação e se preparando para vender mais e melhor para um mercado de mais de 700 milhões de consumidores.

E o estado já chega a esse momento em vantagem. Em 2025, o Estado exportou US$ 2,46 bilhões para o bloco europeu, o equivalente a 10,4% de tudo o que vendeu ao exterior, mais do que embarcou para Argentina, Estados Unidos e México somados a cada um desses mercados isoladamente. Não é uma relação que começa agora, é um vínculo que o acordo vem potencializar.

Os setores com maior capacidade de aproveitar as novas condições são o agronegócio e a agroindústria, os mais competitivos globalmente, os mais resilientes a crises externas e os que mais pesam no PIB do Estado e do país. Não por acaso, farelo de soja, madeira trabalhada, carnes (especialmente frango), açúcares e melaços lideram a pauta paranaense para a Europa. Em 2025, só o farelo de soja somou US$ 950 milhões em vendas ao bloco, seguido pela madeira compensada (US$ 203 milhões) e pela carne de frango in natura (US$ 187 milhões).

Mas o Paraná não exporta só commodity. Máquinas de terraplanagem, partes de motores para veículos e produtos químicos também aparecem entre os itens de maior valor agregado que já circulam para a Europa, e são justamente os setores com espaço para crescer com a redução de tarifas prevista no acordo.

Hoje, o impacto do acordo é mais estratégico do que estatístico. As empresas paranaenses estão concentradas em entender como exportar e como aplicar as novas regras, sobretudo em proteína animal, café, azeites vegetais, alimentos processados, máquinas e componentes industriais. Esse interesse já se traduz em mais investimento em expansão produtiva, puxado pela maior previsibilidade comercial e pelo acesso ampliado ao mercado europeu.

Como consequência direta, cresce a corrida por certificações fitossanitárias, ambientais e de rastreabilidade compatíveis com as normas europeias, um movimento que afeta com força a agroindústria, o setor de alimentos, moda, design e produtos com indicação de origem.

Nem todas as empresas estão prontas, mas os gargalos são conhecidos

Contudo, seria ingênuo dizer que todas as empresas paranaenses, ou brasileiras, já estão preparadas para o mercado europeu. As que trabalham com produtos de maior valor agregado, acostumadas a exportar para vários países do bloco, largam na frente. Já os elos mais primários da cadeia, como o setor agrário, precisam se adaptar, e a procura por informação técnica tem crescido exatamente por isso.

Os desafios são de duas ordens. Do lado estrutural, o Paraná ainda esbarra em gargalos logísticos conhecidos, como a necessidade de renegociar concessões de pedágio, ampliar a capacidade do Porto de Paranaguá e destravar a Ferroeste. O transporte rodoviário segue predominante no Brasil, e o custo disso é real. Muitas vezes é mais barato embarcar uma carga por navio até a Europa do que transportá-la de caminhão entre estados do próprio país.

Do lado regulatório, pesa o Regulamento europeu de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que passa a valer a partir de 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas e exige comprovação de origem, lote a lote, de commodities como soja, madeira e carne, um processo de rastreabilidade complexo e caro, mas sem o qual não há acesso ao mercado europeu. Some-se a isso a criação do IVA l (Imposto sobre Valor Agregado) pela reforma tributária brasileira, que, na prática, obrigará as empresas a operar dois sistemas tributários em paralelo por um bom tempo, encarecendo a gestão em um momento que pedia justamente o contrário.

O que falta para o Paraná aproveitar a janela

Nada disso é automático. Redução de tarifa não é sinônimo de venda garantida, é uma condição a mais em um jogo que ainda exige investimento em rastreabilidade, adequação regulatória e, sobretudo, infraestrutura logística à altura do potencial produtivo do Estado. As empresas de maior porte, mais acostumadas ao mercado europeu, já vêm se movimentando. O desafio agora é levar essa mesma preparação para as médias e pequenas, que respondem por boa parte da produção primária e são as que mais sentirão o peso das novas exigências.

O acordo Mercosul-União Europeia abre uma janela real de oportunidade para o Paraná. Cabe ao Estado, ao setor produtivo e às cadeias de apoio técnico transformar essa previsibilidade comercial em resultado concreto, antes que outros concorrentes globais o façam primeiro.

(*) Lourdes Manzanares é Diretora da Câmara de Indústria e Comércio Brasil-Alemanha do Paraná e Diretora Geral da Interprint do Brasil

 

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Exportações aos EUA crescem em agosto, mas acumulam queda relevante no ano nos 3 grandes setores

Em agosto, as exportações brasileiras ao país cresceram 12,1% em valor na comparação com o mesmo mês de 2025; Aumento é acompanhado por queda na quantidade vendida

Da Redação (*)

Brasília – As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 24,1 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, queda de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O recuo representa cerca de US$ 2,6 bilhões a menos em vendas e levou as exportações brasileiras ao mercado norte-americano ao menor valor para o período desde 2023. Os dados são da mais recente edição do Monitor do Comércio Brasil–EUA, elaborado pela Amcham Brasil com base em dados do Comexstat.

“O comércio bilateral permanece em trajetória de retração em 2026, com queda tanto das exportações quanto das importações. Brasil e Estados Unidos comercializaram cerca de US$ 5,2 bilhões a menos no ano, com perdas para ambas as economias. Esse quadro reforça a importância de buscar soluções que reduzam barreiras e contribuam para fortalecer o comércio bilateral”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Em agosto, as exportações brasileiras aos Estados Unidos cresceram 12,1% em valor na comparação com o mesmo mês de 2025. O avanço, no entanto, foi acompanhado por queda de 17,3% na quantidade exportada, que atingiu o menor nível para um mês de agosto desde 2021. O crescimento em valor foi sustentado pelo aumento dos preços médios, embora produtos como carne bovina, semimanufaturados de ferro ou aço, aeronaves e café também tenham registrado altas relevantes em quantidade.

A comparação ocorre sobre uma base já impactada pelas tarifas adicionais de 40% e 50%, implementadas pelos Estados Unidos a partir de agosto do ano passado. Apesar do crescimento das exportações em valor em agosto deste ano, os produtos atualmente sujeitos às sobretaxas mais elevadas, de 25% a 37,5%, registraram queda de 10,5%.

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações dos produtos sujeitos às sobretaxas de 25% a 37,5% tiveram retração ainda mais acentuada, de 29,1%, passando de US$ 5,1 bilhões para US$ 3,6 bilhões. Considerando todos os bens com sobretaxas, a queda foi de 11,4%, enquanto os produtos sem sobretaxas recuaram 8,3%.

Entre os dez principais produtos submetidos às tarifas de 25% a 37,5%, nove registraram queda nas exportações ao mercado norte-americano no acumulado do ano. Entre as maiores retrações estão madeira de coníferas (-55,3%), fumo não manufaturado (-39,9%), sebo bovino (-39,4%) e granitos trabalhados (-37,4%).

Do lado das importações, agosto marcou o segundo mês consecutivo de crescimento, após sete meses de retração. As compras brasileiras de produtos norte-americanos avançaram 1,1% no mês. No acumulado do ano, porém, permanecem em queda.

Exportações aos Estados Unidos caem nos três grandes setores

O Monitor da Amcham Brasil mostra que a retração das vendas brasileiras aos Estados Unidos no acumulado do ano alcança os três grandes setores da economia, em contraste com o desempenho das exportações brasileiras para os demais mercados, que registraram crescimento em todos eles.

Entre janeiro e agosto, as exportações da indústria de transformação aos Estados Unidos caíram 4,9%, enquanto as vendas do setor para o restante do mundo cresceram 6,6%. Na indústria extrativa, as exportações para os Estados Unidos recuaram 28,9%, enquanto avançaram 19,6% para os demais mercados. Na agropecuária, os embarques para os Estados Unidos caíram 26,7%, enquanto cresceram 9,5% para o restante do mundo.

Na indústria de transformação, responsável por 83,3% das exportações brasileiras aos Estados Unidos, a queda de 4,9% representa a primeira retração das vendas ao mercado norte-americano desde 2020. Mesmo com o recuo, os Estados Unidos permanecem como o principal destino das exportações industriais brasileiras, respondendo por 15,5% do total.

Entre os dez principais produtos exportados aos Estados Unidos no acumulado do ano, seis registraram queda. Em quatro deles, a retração no mercado norte-americano ocorreu em contraste com o crescimento das vendas para o restante do mundo: petróleo bruto (-31,5% para os Estados Unidos), semimanufaturados de ferro ou aço (-4,3%), ferro-gusa (-8,1%) e celulose (-1,9%).

Principais números | Jan.-Ago. de 2026:Brasil → Estados Unidos:US$ 24,1 bilhões | -9,7%

  • Importações Estados Unidos → Brasil:US$ 27,3 bilhões | -8,6%
  • Déficit brasileiro:US$ 3,2 bilhões
  • Bens sem sobretaxa:US$ 13,1 bilhões | -8,3%
  • Bens com sobretaxa:US$ 11,0 bilhões | -11,4%
  • Produtos sujeitos a sobretaxas de 25%-37,5%:US$ 3,6 bilhões | -29,1%

As análises do Monitor consideram a estrutura tarifária vigente após as medidas que entraram em vigor em 22 e 24 de julho, relacionadas às investigações da Seção 301 sobre o Brasil e sobre trabalho forçado, além das sobretaxas aplicadas no âmbito da Seção 232.

 

(*) Com informações da Amcham Brasil

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Comércio exterior da China cresce impressionantes 17,6% e balança comercial supera US$ 5,13 trilhões de janeiro a agosto

Da Redação (*)

Brasília – O comércio exterior da China manteve um crescimento rápido nos primeiros oito meses de 2026, com exportações e importações registrando ganhos sólidos, e o crescimento das importações continuando a superar o das exportações, segundo dados oficiais nesta terça-feira (8).

As importações e exportações totais de bens do país aumentaram 17,6% ano a ano, para 34,78 trilhões de yuans (cerca de US$ 5,13 trilhões) no período de janeiro a agosto, segundo a Administração Geral das Alfândegas.

A taxa de crescimento foi 0,3 ponto percentual mais rápida do que a registrada nos primeiros sete meses do ano.

As exportações aumentaram 14,6% ano a ano, para 20,17 trilhões de yuans, enquanto as importações cresceram 22%, para 14,61 trilhões de yuans, revelaram os dados.

Somente em agosto, o comércio de bens da China totalizou 4,65 trilhões de yuans, um aumento de 19,8% em relação ao ano anterior e permanecendo acima da marca de 4 trilhões de yuans pelo sexto mês consecutivo.

As exportações cresceram 18,6% ano a ano em agosto, enquanto as importações cresceram 21,7%.

Tanto as exportações quanto as importações registraram crescimento de dois dígitos pelo quarto mês consecutivo, e o crescimento das importações superou o das exportações pelo sexto mês consecutivo.

(*) Com informações da Agência Xinhua

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