MDIC e BID lançam parceria estratégica para ampliar exportações e facilitar atração de investimento estrangeiro

Geraldo Alckmin e Ilan Goldfajn lançam plataforma para investidores e programa de apoio a empresas no âmbito do Acordo Mercosul-UE

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) formalizaram nesta terça-feira (17) parcerias estratégicas para impulsionar as exportações brasileiras e os investimentos estrangeiros no país.

As iniciativas incluem o lançamento da Janela Única de Investimentos – plataforma que reúne tudo o que o investidor estrangeiro precisa saber para aportar recursos no Brasil – e um programa que visa ampliar o acesso de empresas brasileiras aos benefícios do Acordo Mercosul-União Europeia.

Os anúncios das novas parcerias foram feitos durante reunião entre o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, e o presidente do BID, Ilan Goldfajn, em Brasília.

“A Janela Única de Investimentos é o Poupatempo do investidor”, resumiu Alckmin após a reunião, fazendo uma analogia com o programa que funciona em São Paulo há 30 anos e que reúne em um mesmo lugar centenas de serviços para o cidadão.

“Esse Poupatempo é muito importante. É uma forma de trazer mais investimento privado para o Brasil”, comentou na sequência o presidente do BID. “A Janela Única reduz custo e a gente tem o prazer de ter contribuído desde o começo”.

Participaram da reunião, entre outras autoridades, o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp), Márcio França; a embaixadora Maria Laura da Rocha, secretária-geral do Ministérios das Relações Exteriores; Flávio José Roman, advogado-geral da União substituto; e os embaixadores da União Europeia, Marian Schuegraf, da Indonésia, Andhika Chrisnyudhanto, e da Arábia Saudita, Faisal Ghulam.

Parceria

O apoio geral do BID ao MDIC consiste em um pacote de até R$ 11,5 bilhões em financiamentos e até R$ 14,5 milhões em cooperação técnica. Em financiamentos, R$ 11 bilhões são direcionados aos esforços dos Estados em melhoria de ambiente de negócios e atração de investimentos; e R$ 526 milhões para reformas institucionais conduzidas pelo Ministério.

Na cooperação técnica, estão, entre outras iniciativas, a Janela Única de Investimentos, com R$ 2 milhões aportados pelo BID; melhorias na plataforma Monitor de Investimentos, com mais de R$ 2,5 milhões; e a incorporação do Novo Processo de Importação no Portal Único de Comércio Exterior, com R$ 5 milhões.

Abaixo, um resumo das ações anunciadas nesta terça:

Janela Única de Investimentos

Coordena e construída pela Camex, com apoio do BID e diversos órgãos públicos, a Janela Única de Investimentos facilitará a vida de investidores ao reunir em um só portal dados e informações antes dispersos em vários locais.

Trata-se de uma plataforma estruturada em três pilares: serviços, informações e promoção. Sua implantação será feita por módulos. Nesse primeiro módulo, já estão disponíveis gerais de abertura de empresas, vistos para investidores e auxílio ao investidor, e os serviços setoriais para quem deseja investir em biocombustíveis e infraestrutura.

Entre os serviços da Janela Única está a nova versão da Plataforma Monitor de Investimentos, que permite acompanhar projetos e fluxos, com destaque para soluções inovadoras, como um geoportal e avaliação de sustentabilidade de projetos de infraestrutura. O Monitor foi reformulado e, entre outras novidades, passará a incluir projetos dos estados e do Distrito Federal.

Para saber mais sobre a Janela Única de Investimentos, clique aqui

Para saber mais sobre o Monitor de Investimentos, clique aqui

Mercosul-União Europeia

Também durante a reunião desta terça, será assinado Protocolo de Intenções entre MDIC e BID para construção de um programa de apoio que visa ampliar e qualificar o acesso dos exportadores brasileiros aos benefícios do Acordo Mercosul-União Europeia, com foco em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

O plano de trabalho prevê, entre outras iniciativas, assistência para adaptação comercial; capacitação sobre normas de sustentabilidade da UE; apoio à adaptação de modelos de negócios a indicações geográficas; e estudo sobre certificações e normas técnicas para setores exportadores prioritários.

Esta ação é parte da cooperação técnica regional de US$ 850 mil (cerca de R$ 4,4 milhões) que inclui o governo brasileiro entre os beneficiários, e novas cooperações técnicas possam ser firmadas para esta ação.

Para saber mais sobre o Programa de Apoio, clique aqui

Mais competitividade

Por fim, foi lançada durante a reunião nova consulta pública para melhoria da competitividade no país, dentro da Redução do Custo Brasil – ciclo 2026–2027.

A consulta busca a colaboração da sociedade para identificar e eliminar obstáculos regulatórios, promover a desburocratização e a simplificação de processos. As propostas poderão ser enviadas pela plataforma Brasil Participativo, ambiente digital do governo federal voltado à participação social na formulação de políticas públicas.

Para saber mais sobre a consulta a Agenda, clique aqui

(*) Com informações do MDIC

 

 

O post MDIC e BID lançam parceria estratégica para ampliar exportações e facilitar atração de investimento estrangeiro apareceu primeiro em Comex do Brasil.

MTur amplia para 90 dias o prazo mínimo para municípios pedirem renovação no Mapa do Turismo Brasileiro

Portaria publicada em fevereiro ampliou de 60 para 90 dias prazo mínimo para solicitação

Da Redação (*)

Brasília – Quem faz a gestão do turismo nos municípios ganhou mais fôlego para se organizar. Com a atualização das diretrizes do Programa de Regionalização do Turismo (PRT) e do Mapa do Turismo Brasileiro no mês passado, o Ministério do Turismo ampliou de 60 para 90 dias o prazo mínimo para que os municípios solicitem a renovação do cadastro no Mapa.

Com a ampliação do prazo para 90 dias, o Ministério do Turismo busca apoiar uma gestão mais estratégica e planejada. O objetivo é garantir que os municípios estejam preparados para aproveitar as oportunidades do setor, mantendo o turismo como um importante vetor de desenvolvimento econômico e social nos territórios.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou o fortalecimento da política pública para construção de um setor mais estruturado. “Com a ampliação do prazo para 90 dias, queremos dar mais condições para que os municípios se organizem e façam uma gestão do turismo cada vez mais estratégica. O Mapa do Turismo Brasileiro é uma ferramenta fundamental para orientar políticas públicas, fortalecer a regionalização e garantir que o setor continue gerando emprego, renda e oportunidades de desenvolvimento em todo o país”, declarou.

Mais tempo para planejar e menos correria

Na prática, o novo prazo permite que os gestores municipais tenham mais tempo para reunir documentos, alinhar informações e planejar as ações do setor. A ideia é evitar improvisos e garantir que o turismo seja tratado como política pública estruturada, e não apenas como demanda pontual, dando mais previsibilidade, segurança jurídica e organização para o planejamento do turismo local.

Com regras mais claras e critérios objetivos, o Mapa do Turismo Brasileiro reforça seu papel como porta de entrada para políticas públicas, programas e investimentos federais voltados ao desenvolvimento do setor.

Governança regional ganha força

As novas diretrizes também fortalecem a atuação das Instâncias de Governança Regional (IGRs), que passam a ser reconhecidas oficialmente como representantes das regiões turísticas. Essas instâncias reúnem poder público, iniciativa privada e sociedade civil, promovendo decisões mais integradas e alinhadas à realidade dos territórios.

Para renovar o cadastro no Mapa, o município deverá comprovar participação ativa na IGR, por meio de uma declaração formal assinada pelo dirigente máximo da instância. Um ponto importante: a emissão da declaração não pode ter qualquer cobrança de taxa.

Conselho de Turismo em funcionamento

Outra exigência para manter o município regular no Mapa é a comprovação do funcionamento do Conselho Municipal de Turismo. Além disso, será necessário apresentar o plano de trabalho do conselho ou fórum, com ações previstas para todo o período de gestão.

E não se esqueça: o Ministério do Turismo recomenda que essas informações estejam disponíveis no site oficial da prefeitura, facilitando o acesso da população e ampliando a transparência sobre as ações do setor.

Contato direto com o MTUR

Com o compromisso de aprimorar a comunicação e garantir suporte mais rápido e eficiente aos parceiros do Programa de Regionalização do Turismo (PRT), o Ministério do Turismo lançou um canal exclusivo de atendimento via WhatsApp. A nova ferramenta, disponível no número (61) 2023-7261, vai centralizar informações e atender demandas relacionadas ao PRT, como o Mapa do Turismo Brasileiro, Categorização, Governanças e Planos de Desenvolvimento Territorial do Turismo.

O canal é destinado a interlocutores estaduais, Instâncias de Governança Regional (IGRs), Conselhos Municipais de Turismo, gestores municipais, representantes do trade turístico, organizações do terceiro setor e demais parceiros que atuam na implementação das políticas públicas do setor em todo o

(*) Com informações do MTur

O post MTur amplia para 90 dias o prazo mínimo para municípios pedirem renovação no Mapa do Turismo Brasileiro apareceu primeiro em Comex do Brasil.

ESG já é prioridade máxima para 85% das empresas brasileiras, aponta estudo da RSM

- Brasil está entre os países da região com maior alinhamento regulatório, impulsionado por normas da CVM e do Banco Central;

- Apesar da alta priorização estratégica, somente 40% das empresas na América Latina possuem liderança dedicada em sustentabilidade;

- Na região, a prioridade para mudanças climáticas e gestão de emissões aumentou 16 pontos percentuais em 2025, alcançando 47%;

Da Redação (*)

Brasília – A agenda ESG no Brasil consolidou-se definitivamente como um pilar de compliance e estratégia corporativa. De acordo com a nova pesquisa ESG Latin America Landscape 2025, 85% das empresas brasileiras afirmam que avançar em governança corporativa e/ou gestão de riscos ESG é sua prioridade máxima para este ano.

O levantamento, realizado por uma das maiores redes globais de Auditoria, Consultoria e Impostos, com mais de 250 organizações em 18 países, cobre 24 setores da economia — com destaque para Serviços Financeiros (20,1%) e Indústria. Sendo o Brasil a maior fatia da amostra, o estudo revela um mercado nacional maduro na intenção, mas ainda em desafio na execução.

Quando analisados individualmente, os dados mostram a força da regulação financeira no país: 76,1% das empresas brasileiras citam especificamente a Governança Corporativa como foco, enquanto 39,1% destacam a Gestão de Riscos ESG. Esse movimento é impulsionado diretamente pelo alinhamento regulatório com normas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e do Banco Central (BCB), que colocam o Brasil como referência técnica na região. Apesar de a governança estar no topo da pirâmide estratégica, o estudo aponta um descompasso estrutural. Em toda a América Latina, somente 40% das empresas possuem uma liderança dedicada à sustentabilidade.

“Isso gera um cenário onde a cobrança por conformidade é alta, mas a capacidade interna de entrega ainda está em formação. Sem uma liderança definida e dedicada nas empresas, muitas acabam tratando o tema apenas sob a ótica defensiva do risco e não da oportunidade de negócio”, analisa Marcelo Conti, sócio-líder de Consultoria e ESG da RSM no Brasil.

Esse gargalo se reflete nos desafios técnicos reportados: 50% das empresas brasileiras relatam dificuldades em medir KPIs ESG ou falta de capacidade técnica interna. Especificamente, 34,8% apontam a complexidade dos indicadores como barreira e 28,3% citam a falta de equipe qualificada.

Clima e IFRS

A pauta climática também ganhou tração significativa. No Brasil, 76% das companhias consideram prioritário reduzir as emissões de gases poluentes e no combate às consequências das mudanças climáticas. O foco prático é a mensuração: 34,8% das empresas nacionais já colocam a medição e redução de Gases de Efeito Estufa (GEE) como meta central. Esse dado nacional supera a média regional (28,4%).

Na América Latina, a prioridade para gestão climática subiu 16 pontos percentuais em 2025, alcançando 47% das empresas.

Outro ponto de atenção trazido pelo estudo é a preparação para as normas internacionais de reporte financeiro de sustentabilidade (IFRS S1 e S2). Apenas 13% das empresas brasileiras se consideram preparadas para essas diretrizes, evidenciando que, mesmo com a priorização da governança, há um longo caminho de adaptação técnica a ser percorrido.

 

O post ESG já é prioridade máxima para 85% das empresas brasileiras, aponta estudo da RSM apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Balança comercial acumula superávit de US$ 3,9 bilhões em duas semanas do mês de março

Em todo o mês corrente, as exportações somam US$ 14,7 bi e as importações, US$ 10,8 bi, com saldo positivo de US$ 3,9 bi e corrente de comércio de US$ 25,5 bi

Da Redação (*)

Brasília – Na segunda semana do mês de março, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 12,8 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,5 bilhões e importações de US$ 5,3 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 14,7 bilhões e as importações, US$ 10,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 25,5 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 65,6 bilhões e as importações, US$ 53,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 11,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 119,4 bilhões.

Esses e outros resultados, foram divulgados nesta segunda-feira (16/3), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de março/2026 (US$ 1,471 bi) com a de março/2025 (US$ 1,512 bi), houve queda de -2,7%. Em relação às importações houve queda de -1,9% na comparação entre as médias até a 2ª semana de março/2026 (US$ 1,083 bi) com a do mês de março/2025 (US$ 1,104 bi).

Assim, até a 2ª semana de março/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.554 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 386,72 milhões. Comparando-se este período com a média de março/2025, houve queda de -2,4% na corrente de comércio.

Exportações e Importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de março/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores: pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 54,55 milhões (19,2%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 42,2 milhões (-9,8%) em Agropecuária e de US$ 55,18 milhões (-7,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 2ª semana do mês de março/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 8,5 milhões (17,1%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 6,44 milhões (-21,3%) em Agropecuária e de US$ 22,38 milhões (-2,2%) em produtos da Indústria de Transformação.

(*) Com informações da Secex/MDIC

O post Balança comercial acumula superávit de US$ 3,9 bilhões em duas semanas do mês de março apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Populismo não gera produtividade

Ives Gandra da Silva Martins (*)

O Brasil é um dos países com menor produtividade entre as economias emergentes mais importantes e as nações desenvolvidas, razão pela qual se discute como poderemos alavancar o crescimento do Estado. Em tecnologia e no campo da inteligência artificial, por exemplo, estamos muito aquém da evolução dos grandes mercados em ascensão e dos blocos industrializados, enquanto estudos indicam que, nas próximas duas décadas, cerca de 60% da força de trabalho humana atual poderá ser substituída pela automação e por sistemas inteligentes. Diante dessa rápida evolução tecnológica, o papel do ensino torna-se ainda mais vital para o desenvolvimento global.

O que me impressionou em recente palestra do embaixador Rubens Barbosa no Conselho de Assuntos Estratégicos da Fiesp — órgão presidido pelo ex-presidente da República Michel Temer e do qual sou conselheiro — foi a constatação de que, embora o Brasil seja uma potência na agricultura e no agronegócio, o País ainda está muito aquém do esperado no desenvolvimento industrial e no campo da inteligência artificial.

O apoio do governo à jornada 6×1 como modelo único é um equívoco: grande parte dos setores já adota a escala 5×2 — como na área de serviços e na advocacia. Há, contudo, setores específicos, como o de restaurantes, onde o maior volume de trabalho ocorre aos fins de semana, tornando a manutenção do esquema 6×1 justificável. É interessante notar a insistência nessa jornada como regra geral, ignorando que os setores com viabilidade para a escala 5×2 já a conquistaram por negociações coletivas, e não por imposição nacional que desconsidera as necessidades de segmentos distintos na indústria, no comércio ou serviços.

O apoio do governo à jornada 6×1 como modelo único é um equívoco: grande parte dos setores já adota a escala 5×2 — como na área de serviços e na advocacia. Há, contudo, setores específicos, como o de restaurantes, onde o maior volume de trabalho ocorre aos sábados e domingos, tornando a manutenção do esquema 6×1 justificável. É interessante notar a insistência nessa jornada como regra geral, ignorando que os setores com viabilidade para a escala 5×2 já a conquistaram por negociações coletivas, e não por imposição nacional que desconsidera as necessidades de segmentos distintos na indústria, no comércio ou nos serviços.

O Congresso não deve ceder a essa proposta populista, cabendo a cada setor definir a jornada mais adequada. A imposição de um modelo único, além de demagógica, ignora princípios básicos da economia; a padronização rígida é inviável para o desenvolvimento do País. É preciso alertar que este modelo retardará o progresso nacional e, conforme previsões de economistas e federações — incluindo a Faesp —, a medida deve gerar um impacto de 6,2% na inflação. Esse aumento no “Custo Brasil” prejudica nossa competitividade, já fragilizada pela baixa produtividade e pelo déficit na educação, áreas onde o governo deveria concentrar seus maiores investimentos.

A falta de projetos claros em educação impede nossa evolução tecnológica; afinal, diante de um mercado global ágil, o ensino é o único caminho para acompanhar o desenvolvimento moderno. Certas atitudes populistas, embora eficazes para vencer eleições, trazem mais prejuízos do que benefícios reais ao País, pois o sucesso nas urnas não se traduz, necessariamente, em prosperidade para a nação.

Há uma necessidade premente de um projeto de País que nunca tivemos com o presidente Lula, pois falta-nos o pragmatismo do modelo chinês, a determinação demonstrada pela Índia e a clareza de propósito que permitiu à Europa evoluir com um norte definido. Diante da ausência de uma agenda de projetos estratégicos, e em vez de priorizarmos o interesse da nação, estamos imersos em um embate de cunho estritamente ideológico, onde a retórica política sobrepõe-se ao projeto para o País. Sabemos e conhecemos o valor daqueles que antecipam o futuro: para quem possui visão estratégica, a economia é um tabuleiro de xadrez, onde cada movimento é calculado; já para quem carece de discernimento, ela não passa de uma mesa de pôquer, onde o blefe tenta mascarar a falta de competência.

A substituição de um planejamento estratégico de longo prazo por propostas de caráter imediatista, eleitoreiro e visando à reeleição desvirtua a função do Executivo. Ao priorizar o debate populista em detrimento das reformas essenciais, o governo converte a gestão pública em um instrumento de campanha, esvaziando a agenda de desenvolvimento do País e a criação de projetos que coloquem o Brasil no radar da competitividade mundial. Enquanto o mundo discute e avança tecnologicamente, ainda desperdiçamos na área da educação muito do nosso potencial, apesar da abundância de recursos hídricos, campos produtivos e sol o a no todo. O que não temos, no momento, é um projeto que transforme todas as nossas vantagens em riqueza real para o povo e para o País.(*) Ives Gandra da Silva

Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

O post Populismo não gera produtividade apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Nos EUA, Brasil debate desafios comerciais ao café e busca evitar novas tarifas sobre exportações

Cecafé participou da NCA Convention, onde realizou alinhamentos sobre as tarifas ainda vigentes ao café solúvel e o risco de novas taxações devido a investigações da Seção 301

Da Redação (*)

Brasília – O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou, entre 12 e 14 de março, da “2026 NCA Convention”, em Tampa, Flórida, nos Estados Unidos, evento que reuniu aproximadamente 800 profissionais da cafeicultura global, entre líderes do setor e tomadores de decisão de toda a cadeia produtiva para networking, troca de informações e interação.

“Temos sincera gratidão à National Coffee Association (NCA) por organizar um evento excepcional, que destacou o melhor da indústria cafeeira americana. O Brasil teve um espaço de destaque, em posicionamentos e no estande na convenção. Estivemos com centenas de profissionais de todo o setor, promovendo discussões, networking e compartilhamento de conhecimento. Foi uma oportunidade fantástica para alinhar estratégias e explorar novas oportunidades”, destaca o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, que participou presencialmente junto com o presidente da entidade, Márcio Ferreira.

Mais do que estar no evento, a participação brasileira focou em conversas e alinhamentos com os pares americanos a respeito de desafios atuais à cafeicultura, como as taxas impostas pelo governo dos EUA sobre cafés a serem importados do Brasil, a investigação da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, aberta pelo escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, em inglês), e outras investigações.

Segundo o diretor-geral do Cecafé, atualmente, os cafés verdes, torrados e torrados e moídos do Brasil estão isentos de taxas, mas o solúvel permanece com tarifas de 10% para ingressar nos EUA, que é superior, por exemplo, na comparação com o México, que possui tributo zero, é o maior fornecedor do produto aos americanos e vem tomando espaço do produto brasileiro naquele mercado.

“Há, ainda, os riscos que as investigações embasadas na Lei do Comércio e as denúncias relacionadas a questões trabalhistas feitas junto à Justiça norte-americana contra trazem aos cafés do Brasil. Por isso, em parceria com a NCA, em especial o staff de Washington, a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), com participação da Associação Brasileira da Indústria de Café ( ABIC), estamos sendo proativos na defesa do nosso setor cafeeiro para nos anteciparmos aos riscos e trabalhar para que consigamos evitar que o produto receba novas tarifas”, completa Matos.

Esse alinhamento, focado em estratégias, desafios e oportunidades, conforme ele, ocorreu em oportunidades durante a NCA Convention e, principalmente, em uma reunião agendada pelo Cecafé com a NCA e seu time de Washington, com participação de ABICS e ABIC, em 12 de março, e em um encontro das entidades globais, no dia 14.

Cafés do Brasil
Na convenção, a delegação nacional contou com um estande, em espaço de destaque, onde expôs o inovador conceito “ESG+T”, que marca o reposicionamento setorial e a atualização da marca “Cafés do Brasil”, evidenciando a tecnologia como elemento central da tradição e da transformação com sustentabilidade da cafeicultura brasileira, por meio do respeito a meio ambiente e pessoas, e enaltece que essa tecnologia é a força motriz para a cafeicultura brasileira cultivar inovação e colher desenvolvimento.

“Nosso estande, que teve o Museu do Café como parceiro e patrocinador, foi um centro de atividades, com visitantes ansiosos para conhecer as inovações dos cafés do Brasil e, claro, provar nossos cafés excepcionais. Sua localização estratégica ao lado do salão principal, onde foram debatidos os temas-chave do evento, como economia, sustentabilidade e tendências de mercado, tornou o espaço brasileiro um local ideal para conexões”, revela Matos.

O trabalho de reposicionamento da marca “Cafés do Brasil” foi realizado pela agência Design Bridge and Partners e contou com contribuições de toda a cadeia produtiva, por meio de ABIC, ABICS, Cecafé, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Conselho Nacional do Café (CNC), Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

(*) Com informações do Cecafé

O post Nos EUA, Brasil debate desafios comerciais ao café e busca evitar novas tarifas sobre exportações apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Exportações de móveis e colchões abrem 2026 em queda de 41,8% ainda sob efeitos do Tarifaço de Trump

 

Atualizações do Tarifaço americano, ratificação e entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia, conflitos no Oriente Médio e outros assuntos movimentam o comércio exterior no 1º trimestre

Da Redação (*)

Brasília – As exportações brasileiras de móveis e colchões entraram em 2026 no vermelho. Em janeiro, os embarques somaram US$ 39,0 milhões, queda de 41,8% em relação a dezembro (US$ 66,9 milhões) e recuo de 13,7% na comparação com janeiro de 2025 (US$ 45,1 milhões).

O primeiro mês do ano costuma, de fato, ser um período de menor ritmo de embarques; ainda assim, a intensidade do recuo e, sobretudo, o contexto em que ele ocorre, sugere que o dado não é apenas sazonal. Ele funciona como termômetro de um ambiente em que a previsibilidade virou ativo raro para exportadores, especialmente após o choque tarifário imposto pelos Estados Unidos no início do segundo semestre de 2025.

O pano de fundo é, portanto, mais amplo do que contêineres a menos no porto. A indústria brasileira de móveis encerrou 2025 com queda de 1,2% no volume produzido, um sinal de que o setor já vinha ajustando processos diante de um ambiente externo mais hostil e de um mercado doméstico pressionado por juros altos e crédito restrito. As informações são da “Conjuntura de Móveis – Edição Fevereiro/2026”, estudo publicado pela Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel) a partir de levantamento do IEMI junto a fontes oficiais.

Os sinais de janeiro: 2025 não ficou para trás

Desde o anúncio do tarifaço, que entrou em vigor em agosto do ano passado, empresas relataram um roteiro repetido: cancelamentos, renegociações, contratos encurtados e pedidos “em espera”. A virada para 2026 testaria se o mercado voltaria a respirar com ajustes jurídicos e rearranjos institucionais em Washington. Não voltou. Janeiro chega como prova estatística de que o problema não foi pontual: o importador compra quando consegue fechar custo total e risco; sem clareza, posterga ou muda de fornecedor.

A reconfiguração aparece no mapa de destinos. Em janeiro, os EUA responderam por “apenas” 19,3% do total de móveis e colchões prontos exportados pelo Brasil, bem abaixo de 28,3% em janeiro de 2025 e de 34,7% em janeiro de 2024. Na sequência, ganharam peso relativo parceiros recorrentes como Uruguai (12,2%), Chile (8,0%), Peru (7,7%) e Reino Unido (6,0%). A Argentina, que vinha crescendo em participação, cedeu no início do ano, ainda que mantenha um patamar de compra superior ao observado em anos anteriores.

Dessa forma, o “Top 10” concentrou 73,5% das exportações do mês: sinal de uma pauta mais defensiva, ancorada em mercados conhecidos quando o destino central entra em modo de cautela.

Afinal, qual a situação tarifária para o mobiliário brasileiro nos EUA? Entre as principais novidades relativas às tarifas americanas, a Suprema Corte dos EUA afirmou que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não autoriza o presidente a impor tarifas amplas, derrubando, por 6 votos a 3, as tarifas globais ancoradas nessa lei. O mercado, porém, olhou menos para a sentença e mais para a resposta: o governo Trump agiu rápido, utilizando-se de novas ferramentas para sobretaxação. A principal delas foi a Seção 122, apresentada como sobretaxa temporária, com tarifa anunciada em 10% e sinalização de elevação para 15%, em geral com duração de até 150 dias, salvo extensão legislativa.

Para o setor de móveis, contudo, a 122 tende a ter efeito limitado quando comparada à Proclamação de 29 de setembro de 2025, que ampliou o escopo da Seção 232 para abranger madeira, derivados e itens transformados que utilizam madeira como insumo relevante. Com isso, móveis de madeira no Capítulo 94 do HTSUS — com destaque para estofados, armários de cozinha e gabinetes de banheiro — passaram a ser tratados como “derivative products” de timber e lumber, sujeitos a tarifa adicional de 25%, além da tarifa NMF regular.

Em regra geral, produtos enquadrados na 232 não acumulam com a sobretaxa da 122, o que exige leitura técnica por código tarifário. Soma-se a isso a investigação sob a Seção 301, que pode resultar em tarifas seletivas no futuro. Resultado: o custo, para o importador, não é apenas o percentual da tarifa, mas especialmente o grau de confiança de que aquela regra vai se manter tempo suficiente para um pedido ser fechado, produzido, embarcado e vendido.

Isso significa, então, que o ponto de partida é entender que não existe uma única taxa aplicável a todo o mobiliário brasileiro. O que existe é um regime tarifário por camadas, que depende do código HTSUS de 10 dígitos, do material predominante (madeira, metal, plástico, entre outros), do tipo de produto (peça pronta, componente, parte…) e do enquadramento (ou não) em instrumentos específicos de política comercial dos EUA.

Na prática, o exportador brasileiro enfrenta atualmente o seguinte cenário:

  • Tarifa NMF regular: 0% a 6% (variável conforme o HTS);
  • Tarifa adicional (Seção 232): 25% (segurança nacional – madeira e derivados);
  • Possível exposição futura (Seção 301): Investigação em curso;
  • Eventuais medidas adicionais: Seção 122, antidumping ou compensatórias, se
  • aplicáveis.
  • Cai a tarifa IEEPA

Os impactos do ‘tarifaço’ na indústria brasileira de móveis

O setor estima que o impacto acumulado desde o anúncio das tarifas represente perdas entre US$ 70 milhões e US$ 90 milhões. Recuperar parte desse volume é possível, mas não acontece de forma imediata. Envolve tempo de prateleira — quando um fornecedor sai, outro ocupa —, capacidade financeira para absorver custo e preservar cliente, ciclos sazonais e de projetos, além do comportamento da concorrência internacional.

“Mesmo que haja melhora regulatória, não há volta instantânea. O pipeline leva meses para recompor”, explica Cândida Cervieri, diretora-executiva da Abimóvel e gerente do Projeto Brazilian Furniture, iniciativa de internacionalização mantida pela entidade moveleira em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Além disso, em polos altamente expostos ao mercado americano, como os do Sul e do Sudeste, os impactos se manifestam de forma ainda mais sistêmica. Ou seja, não se trata apenas de “queda de exportação”, estamos falando de reprogramação industrial, ajuste de turnos, renegociação de contratos, aumento de estoques, perda de previsibilidade e até suspensão total da produção. Esse cenário encurta o horizonte de decisão e afeta toda a cadeia, do fornecedor ao transportador e, em seguida, a dinâmica econômica local.

Em emprego, a estimativa é que cerca de 10 mil desligamentos já tenham sido influenciados pelos efeitos do tarifaço. Projetos de modernização e expansão também foram revisados ou postergados, com os investimentos em máquinas e equipamentos caindo drasticamente ao longo do segundo semestre de 2025, chegando também no vermelho (-28,8%) em janeiro de 2026.

“Entendemos que há um choque assimétrico: para os Estados Unidos, o Brasil tem participação pequena no total importado, menos de 1%; já para diversas empresas brasileiras, o mercado americano representava parcela central da pauta externa, chegando a até 100% da produção. Essa assimetria explica por que o dano se concentra em determinados perfis empresariais e se irradia rapidamente para polos e microeconomias regionais”, ressalta a diretora-executiva da Abimóvel.

A entidade defende a exclusão do setor das sobretaxas ou redução para patamares inferiores a 15%, como condição mínima de recomposição de competitividade nos EUA.

Exportações de móveis e colchões abrem 2026 em queda e refletem nova geografia do comércio global

Atualizações do Tarifaço americano, ratificação e entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia, conflitos no Oriente Médio e outros assuntos movimentam o comércio exterior no 1º trimestre

As exportações brasileiras de móveis e colchões entraram em 2026 no vermelho. Em janeiro, os embarques somaram US$ 39,0 milhões, queda de 41,8% em relação a dezembro (US$ 66,9 milhões) e recuo de 13,7% na comparação com janeiro de 2025 (US$ 45,1 milhões).

O primeiro mês do ano costuma, de fato, ser um período de menor ritmo de embarques; ainda assim, a intensidade do recuo e, sobretudo, o contexto em que ele ocorre, sugere que o dado não é apenas sazonal. Ele funciona como termômetro de um ambiente em que a previsibilidade virou ativo raro para exportadores, especialmente após o choque tarifário imposto pelos Estados Unidos no início do segundo semestre de 2025.

O pano de fundo é, portanto, mais amplo do que contêineres a menos no porto. A indústria brasileira de móveis encerrou 2025 com queda de 1,2% no volume produzido, um sinal de que o setor já vinha ajustando processos diante de um ambiente externo mais hostil e de um mercado doméstico pressionado por juros altos e crédito restrito. As informações são da “Conjuntura de Móveis – Edição Fevereiro/2026”, estudo publicado pela Abimóvel, a partir de levantamento do IEMI junto a fontes oficiais.

Os sinais de janeiro: 2025 não ficou para trás

Desde o anúncio do tarifaço, que entrou em vigor em agosto do ano passado, empresas relataram um roteiro repetido: cancelamentos, renegociações, contratos encurtados e pedidos “em espera”. A virada para 2026 testaria se o mercado voltaria a respirar com ajustes jurídicos e rearranjos institucionais em Washington. Não voltou. Janeiro chega como prova estatística de que o problema não foi pontual: o importador compra quando consegue fechar custo total e risco; sem clareza, posterga ou muda de fornecedor.

A reconfiguração aparece no mapa de destinos. Em janeiro, os EUA responderam por “apenas” 19,3% do total de móveis e colchões prontos exportados pelo Brasil, bem abaixo de 28,3% em janeiro de 2025 e de 34,7% em janeiro de 2024. Na sequência, ganharam peso relativo parceiros recorrentes como Uruguai (12,2%), Chile (8,0%), Peru (7,7%) e Reino Unido (6,0%). A Argentina, que vinha crescendo em participação, cedeu no início do ano, ainda que mantenha um patamar de compra superior ao observado em anos anteriores.

Dessa forma, o “Top 10” concentrou 73,5% das exportações do mês: sinal de uma pauta mais defensiva, ancorada em mercados conhecidos quando o destino central entra em modo de cautela.

Afinal, qual a situação tarifária para o mobiliário brasileiro nos EUA?

Entre as principais novidades relativas às tarifas americanas, a Suprema Corte dos EUA afirmou que a IEEPA não autoriza o presidente a impor tarifas amplas, derrubando, por 6 votos a 3, as tarifas globais ancoradas nessa lei. O mercado, porém, olhou menos para a sentença e mais para a resposta: o governo Trump agiu rápido, utilizando-se de novas ferramentas para sobretaxação. A principal delas foi a Seção 122, apresentada como sobretaxa temporária, com tarifa anunciada em 10% e sinalização de elevação para 15%, em geral com duração de até 150 dias, salvo extensão legislativa.

Para o setor de móveis, contudo, a 122 tende a ter efeito limitado quando comparada à Proclamação de 29 de setembro de 2025, que ampliou o escopo da Seção 232 para abranger madeira, derivados e itens transformados que utilizam madeira como insumo relevante. Com isso, móveis de madeira no Capítulo 94 do HTSUS — com destaque para estofados, armários de cozinha e gabinetes de banheiro — passaram a ser tratados como “derivative products” de timber e lumber, sujeitos a tarifa adicional de 25%, além da tarifa NMF regular.

Em regra geral, produtos enquadrados na 232 não acumulam com a sobretaxa da 122, o que exige leitura técnica por código tarifário. Soma-se a isso a investigação sob a Seção 301, que pode resultar em tarifas seletivas no futuro. Resultado: o custo, para o importador, não é apenas o percentual da tarifa, mas especialmente o grau de confiança de que aquela regra vai se manter tempo suficiente para um pedido ser fechado, produzido, embarcado e vendido.

Isso significa, então, que o ponto de partida é entender que não existe uma única taxa aplicável a todo o mobiliário brasileiro. O que existe é um regime tarifário por camadas, que depende do código HTSUS de 10 dígitos, do material predominante (madeira, metal, plástico, entre outros), do tipo de produto (peça pronta, componente, parte…) e do enquadramento (ou não) em instrumentos específicos de política comercial dos EUA.

Na prática, o exportador brasileiro enfrenta atualmente o seguinte cenário:

  • Tarifa NMF regular: 0% a 6% (variável conforme o HTS);
  • Tarifa adicional (Seção 232): 25% (segurança nacional – madeira e derivados);
  • Possível exposição futura (Seção 301): Investigação em curso;
  • Eventuais medidas adicionais: Seção 122, antidumping ou compensatórias, se
  • aplicáveis.
  • Cai a tarifa IEEPA

Os impactos do ‘tarifaço’ na indústria de móveis brasileira

O setor estima que o impacto acumulado desde o anúncio das tarifas represente perdas entre US$ 70 milhões e US$ 90 milhões. Recuperar parte desse volume é possível, mas não acontece de forma imediata. Envolve tempo de prateleira — quando um fornecedor sai, outro ocupa —, capacidade financeira para absorver custo e preservar cliente, ciclos sazonais e de projetos, além do comportamento da concorrência internacional.

“Mesmo que haja melhora regulatória, não há volta instantânea. O pipeline leva meses para recompor”, explica Cândida Cervieri, diretora-executiva da Abimóvel e gerente do Projeto Brazilian Furniture, iniciativa de internacionalização mantida pela entidade moveleira em parceria com a ApexBrasil.

Além disso, em polos altamente expostos ao mercado americano, como os do Sul e do Sudeste, os impactos se manifestam de forma ainda mais sistêmica. Ou seja, não se trata apenas de “queda de exportação”, estamos falando de reprogramação industrial, ajuste de turnos, renegociação de contratos, aumento de estoques, perda de previsibilidade e até suspensão total da produção. Esse cenário encurta o horizonte de decisão e afeta toda a cadeia, do fornecedor ao transportador e, em seguida, a dinâmica econômica local.

Em emprego, a estimativa é que cerca de 10 mil desligamentos já tenham sido influenciados pelos efeitos do tarifaço. Projetos de modernização e expansão também foram revisados ou postergados, com os investimentos em máquinas e equipamentos caindo drasticamente ao longo do segundo semestre de 2025, chegando também no vermelho (-28,8%) em janeiro de 2026.

“Entendemos que há um choque assimétrico: para os Estados Unidos, o Brasil tem participação pequena no total importado, menos de 1%; já para diversas empresas brasileiras, o mercado americano representava parcela central da pauta externa, chegando a até 100% da produção. Essa assimetria explica por que o dano se concentra em determinados perfis empresariais e se irradia rapidamente para polos e microeconomias regionais”, ressalta a diretora-executiva da Abimóvel. A entidade defende a exclusão do setor das sobretaxas ou redução para patamares inferiores a 15%, como condição mínima de recomposição de competitividade nos EUA.

(*) Com informações da Abimóvel

O post Exportações de móveis e colchões abrem 2026 em queda de 41,8% ainda sob efeitos do Tarifaço de Trump apareceu primeiro em Comex do Brasil.

China critica investigação comercial dos EUA contra 16 economias, entre elas o Brasil, e vê ato típico de unilateralismo

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Comércio da China declarou nesta sexta-feira (13) que a investigação comercial da Seção 301 dos Estados Unidos, direcionada a 16 economias -entre elas, o Brasil- sob o pretexto de “excesso de capacidade”, é um ato típico de unilateralismo que prejudica severamente a ordem econômica e comercial internacional.

Em comunicado, um porta-voz do ministério afirmou que um painel da Organização Mundial do Comércio (OMC) já decidiu há muito tempo que as tarifas impostas com base em investigações da Seção 301 violam as regras da OMC.

A China deixou clara sua posição em várias ocasiões sobre a chamada alegação de “excesso de capacidade” dos Estados Unidos, disse o porta-voz, observando que a economia mundial há muito tempo é um todo inseparável, com produção e consumo sendo de natureza global.

“Não haveria comércio transfronteiriço se a produção em cada país apenas atender à demanda do mercado interno”, disse o porta-voz, instando os Estados Unidos a não definirem de forma restrita a capacidade de produção que excede a demanda interna como “excesso de capacidade” e rotulá-la assim.

China critica decisões unilaterais dos EUA

O porta-voz acrescentou que os Estados Unidos também não têm o direito de determinar unilateralmente, por meio de investigações da Seção 301, se seus parceiros comerciais possuem “excesso de capacidade”, nem de impor medidas restritivas unilaterais.

No comunicado, o porta-voz disse que a China também observou o início pelos EUA de investigações da Seção 301 em 60 economias, incluindo a China, em relação ao que alegou serem falhas em proibir a importação de bens produzidos por meio de “trabalho forçado”, acrescentando que a China está atualmente analisando e avaliando esse desenvolvimento.

“A China insta os EUA a corrigirem suas práticas errôneas e a retomar o caminho certo na resolução de questões por meio do diálogo e da consulta”, disse o porta-voz, acrescentando que a China monitorará de perto o andamento da situação e reserva-se o direito de tomar todas as medidas necessárias para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos.

(*) Com informações da Agência Xinhua

O post China critica investigação comercial dos EUA contra 16 economias, entre elas o Brasil, e vê ato típico de unilateralismo apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Hospitalidade de luxo: BLTA abre seleção de novos associados e reforça critérios de admissão de hotéis e operadores

Associação amplia seu portfólio de hotéis, pousadas, resorts e DMCs e aprimora o processo de verificação com avaliação independente da experiência do cliente, consolidando padrões internacionais no turismo de alto padrão

Da Redação (*)

Brasíia – Em linha com seu propósito de reunir os mais representativos protagonistas da hospitalidade de alto padrão no país, a Brazilian Luxury Travel Association (BLTA) anuncia a abertura das inscrições para novos associados. A entidade, que atualmente reúne 63 hotéis, pousadas e resorts e 8 Destination Management Companies (DMCs), segue ampliando seu portfólio com o objetivo de fortalecer a presença do Brasil no cenário internacional do turismo de luxo. Segundo a CEO da associação, Camilla Barretto, a expansão do quadro de membros acompanha a evolução do setor e a crescente demanda por experiências sofisticadas, autênticas e sustentáveis.

“Em 2026 seguimos em expansão, mantendo rigor, credibilidade e foco absoluto na excelência da experiência. Ampliar o quadro de associados significa também fortalecer a presença da BLTA em novas regiões do país, valorizando a diversidade de destinos e ampliando a competitividade internacional do turismo brasileiro. Nosso posicionamento é claro: luxo é sinônimo de excelência, hospitalidade genuína, experiências transformadoras, sustentabilidade e valorização das pessoas. Por meio de uma promoção contínua no Brasil e no exterior, consolidamos uma referência sólida em hospitalidade de alto padrão, impulsionando toda a cadeia produtiva do setor”, afirma.

Processo de candidatura evolui e inclui avaliação independente

Em 2026, o processo de candidatura passou por um aprimoramento relevante. Além dos critérios já reconhecidos no segmento de hotelaria e turismo de luxo, os empreendimentos passam agora por uma etapa adicional de verificação da experiência do cliente por meio da metodologia de Cliente Oculto. Nesse processo, um avaliador especializado vivencia a jornada completa como hóspede ou cliente real e realiza uma análise detalhada da operação com base em um checklist exclusivo desenvolvido para a associação.

“Nosso objetivo é garantir, de forma objetiva e imparcial, que os padrões exigidos estejam plenamente incorporados à operação. Essa etapa é conduzida pela OnYou Cliente Oculto, referência nacional em avaliação de experiência”, explica Camilla.

Processo de admissão
Para empreendimentos em operação há pelo menos um ano, o processo de admissão contempla duas etapas principais:

  1. Avaliação interna da BLTA
    Análise documental que considera práticas de sustentabilidade, relações comerciais, participação em feiras nacionais e internacionais e outros critérios técnicos alinhados às melhores práticas do setor.
  2. Validação independente por Cliente Oculto
    Por meio de um questionário com cerca de 250 itens, são avaliados todos os momentos da jornada do hóspede, desde a reserva até o check-out. A análise contempla gastronomia, infraestrutura, serviços, experiências, atendimento da equipe e práticas de sustentabilidade. Para ser aprovado, o candidato deve atingir pontuação mínima de 80%, assegurando aderência aos padrões internacionais da hotelaria de luxo.

“Esse modelo reforça nosso compromisso com transparência, credibilidade e aprimoramento contínuo, consolidando o posicionamento da BLTA como uma referência global em hospitalidade de alto padrão”, conclui a CEO.

Benefícios de se tornar um associado

Entre os principais benefícios para os membros da associação estão:

  • Integração a um grupo de referência no turismo de luxo brasileiro
  • Maior visibilidade junto a agentes de viagens e operadores especializados
  • Participação em eventos comerciais e feiras internacionais do setor
  • Exposição em ações de marketing e materiais promocionais
  • Acesso a debates estratégicos e fóruns sobre turismo de luxo
  • Ampliação de networking com associados e parceiros do setor
  • Promoção conjunta de iniciativas de sustentabilidade
  • Divulgação em newsletter e mailing com mais de 12 mil contatos entre agentes, operadores e imprensa
  • Acesso a informações estratégicas relacionadas a pautas institucionais do turismo
  • Certificação e auditoria que garantem padrões elevados de qualidade
  • Representação internacional na Europa por meio da Lumirani Collectio

(*) Com informações da BLTA

 

 

Sobre a BLTA

 

O post Hospitalidade de luxo: BLTA abre seleção de novos associados e reforça critérios de admissão de hotéis e operadores apareceu primeiro em Comex do Brasil.

Mato Grosso do Sul e Foz do Iguaçu são destaques na exposição Turismo do Amanhã, que traz destinos e operadores para o TurisMall

O Rio de Janeiro marca presença explorando as belezas de todo o estado e o potencial da Cidade Maravilhosa como hub do Brasil e do mundo na emissão e recepção de viajantes

Da Redação

Brasília –  Com foco na promoção do turismo e na atração de visitantes, o TurisMall criou a exposição Turismo do Amanhã, com seis destinos apresentando seus atrativos e novidades para receber visitantes do país e do mundo. Mato Grosso do Sul, Foz do Iguaçu, Niterói, Petrópolis, São Paulo e Rio de Janeiro estão entre os destaques dos cerca de 20 expositores, que incluem também representantes de associações, do esporte e até da Canton Fair — a maior feira multissetorial de negócios do mundo, que ganhará ainda este ano, no Rio de Janeiro, uma versão pocket assinada pelo TurisMall.

Principal destino de ecoturismo do Brasil, Mato Grosso do Sul está presente no evento ressaltando a importância das belezas naturais e da conexão com o meio ambiente quando o assunto é exclusividade no turismo. Para Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, o TurisMall é essencial para ampliar a exposição do destino, promover a atração turística e fortalecer a conexão com fornecedores, o trade e a geração de negócios.

“O Mato Grosso do Sul vem numa pegada muito forte em eventos como o TurisMall nos últimos quase dez anos. Nosso stand é o principal aqui do evento, a gente entende que exposições como essa são muito importantes. Além de estar com a presença do nosso trade, eu espero que a gente possa conectar com novos empreendedores, operadoras e agências. A gente está aproveitando o espaço também para capacitar os agentes operadores”, conta Wendling.

Turismo ecológico: as jóias de Bonito, Pantanal e Foz do Iguaçu

Bonito e Pantanal são os principais destinos explorados no Mato Grosso do Sul, com foco no turismo ecológico, na conexão com a natureza e na aventura. O estado tem como diferencial ser um destino de alto padrão, com ticket médio elevado, buscando proporcionar uma experiência exclusiva. O público do Rio de Janeiro é de grande interesse para o estado, que trabalha na possibilidade de um voo direto para aumentar a atratividade do destino, especialmente considerando que a cidade é um hub internacional.

“A gente recebe aproximadamente um milhão de turistas nacionais e internacionais. Nós não temos turismo de massa, e nem queremos. Nós somos um destino de turismo altamente exclusivo, segmentado para a natureza e a aventura. Nosso posicionamento é ticket médio e procedência e, claro, permanência de turistas. Então a gente vem crescendo ao longo dos anos, Bonito que é o principal destino”, diz.

Quando o assunto são belezas naturais, o Paraná se destaca com Foz do Iguaçu. Localizada na fronteira com a Argentina, a cidade é conhecida por abrigar o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu, que formam o maior conjunto de quedas d’água do mundo em extensão, com cerca de 2,7 km de largura e 275 quedas — quando somadas ao lado que pertence ao país vizinho.

Petterson Gherlandi, diretor de Promoção, Marketing e Eventos da Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu, destacou como grande diferencial do evento as conexões entre grandes nomes do planejamento público do turismo, grandes marcas de diferentes nichos turísticos e representantes das indústrias audiovisual e de tecnologia.

“Para Foz é gratificante poder fazer parte da primeira edição de um evento como esse, que agrega diferentes setores que impactam o turismo. Estar presente em exposições e poder fazer capacitação com agentes qualificados é um trabalho constante do destino e que foi muito bem oferecido pelo TurisMall”, acredita.

“Poder compartilhar nossos projetos e expor nossas ideias para quem está fazendo o turismo brasileiro e o internacional crescerem não tem preço. Voltaremos para casa com nossa marca reforçada, com mais gente conhecendo os produtos do nosso destino, mas principalmente com grandes ideias, projetos e parcerias para o desenvolvimento do setor”, completa.

Rio de Janeiro como porta de entrada do Brasil e potencial turístico de cidades vizinhas

Na região Sudeste, o Rio de Janeiro marca presença explorando as belezas de todo o estado e da Cidade Maravilhosa como hub do Brasil na emissão e recepção de viajantes. Porta de entrada do turismo no país, o Rio é vitrine por seus cartões-postais e eventos mundialmente conhecidos.

“O turismo do Rio de Janeiro vive um dos melhores momentos da sua história. No último ano, ultrapassamos a marca de 2,2 milhões de turistas internacionais, um resultado histórico em três décadas. Participar de eventos como o TurisMall é fundamental para fortalecer o diálogo com o trade, apresentar nossos destinos e ampliar ainda mais a presença do estado do Rio nos principais mercados emissores de turistas”, destaca o secretário de Estado de Turismo, Gustavo Tutuca.

Vindo diretamente da Região Serrana do estado, o secretário de Turismo de Petrópolis, Nei Carvalho, destacou a importância do evento na atração de turistas para cidades próximas ao Rio de Janeiro, funcionando como complemento entre o turismo de serra e o de praia.

Petrópolis está a cerca de uma hora da capital e se destaca pelo turismo histórico, cultural, gastronômico e por eventos especiais, como o Natal Imperial e a festa de colonização alemã Bauernfest. A rede hoteleira conta com cerca de seis mil leitos, o calendário de eventos está consolidado e a cidade já foi considerada, por três vezes, a mais segura do estado do Rio de Janeiro.

“Petrópolis é uma cidade muito acolhedora, então a atratividade de turistas com essa associação por proximidade é o que a gente procura promover em eventos como esse do TurisMall, que recebe grande público do Brasil e de fora dele, para que possamos oferecer Petrópolis como um destino que se destaca por uma experiência turística diferenciada, com história, gastronomia, eventos e natureza”, declara o secretário.

Ainda dentro do estado do Rio, a cidade de Niterói enviou como representante a assessora da Neltur, Erica Assis. Ela destacou a importância do TurisMall para o fortalecimento do trade e para a promoção de conexões que ampliem a visibilidade da cidade, permitindo apresentar atrativos que vão além da conhecida vista para o Rio de Janeiro.

Niterói vem se destacando por iniciativas voltadas ao reforço da sustentabilidade, com programas destinados às pessoas com deficiência, investimentos no receptivo turístico, o legado arquitetônico de Oscar Niemeyer e seus 13 km de ciclovias.

“Niterói está muito feliz em participar e contribuir com esse alavancamento que o TurisMall tem feito aqui para a gente no Rio de Janeiro”, conta. “A gente pode dizer que 98% dos nossos atrativos são gratuitos, pensando na questão da acessibilidade para todas as pessoas. Atualmente, Niterói desenvolve um programa chamado Circuito da Cidade, que é para trabalhar o turismo local com os munícipes, além de muitas iniciativas para alavancar cada vez mais as potências que Niterói tem, que não é somente a vista para o Rio de Janeiro”, diz.

Já o Estado de São Paulo, que abriga a maior cidade do país, destaca o fortalecimento do turismo de negócios como um dos pilares da economia.“A primeira edição do TurisMall já nasce com uma programação qualificada e uma proposta muito interessante ao ocupar diferentes espaços emblemáticos do Rio de Janeiro e da região.

Essa dinâmica valoriza o destino e cria um ambiente inspirador para troca de ideias e negócios. Eventos assim fortalecem o turismo nacional e ampliam as conexões com destinos como São Paulo”, finaliza Fernanda Chiavone, consultora da InvestSP na Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo.

 

O post Mato Grosso do Sul e Foz do Iguaçu são destaques na exposição Turismo do Amanhã, que traz destinos e operadores para o TurisMall apareceu primeiro em Comex do Brasil.