Exporta Mais Brasil Frutas traz 17 compradores internacionais de 16 países para agenda de negócios em São Paulo

Iniciativa da ApexBrasil  em parceria com Abrafrutas, CNA e Sebrae, reúne 39 empresas brasileiras e reforça expectativa de ampliar exportações após resultados positivos da edição inaugural em 2025

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil atualmente se consolida como um dos principais exportadores mundiais de frutas frescas, com amplo crescimento nos últimos anos. Para potencializar esses resultados, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realiza, de 23 a 27 de março, mais uma edição do programa Exporta Mais Brasil voltada ao setor de frutas frescas, em paralelo à Fruit Attraction São Paulo.

A iniciativa, feita em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), CNA e Sebrae, irá promover encontros estratégicos entre empresas brasileiras e compradores internacionais. O objetivo é reforçar o posicionamento do país como um dos principais fornecedores globais do segmento.

Nesta edição, o programa reúne 17 compradores internacionais, provenientes de 16 países, distribuídos por quatro continentes: África do Sul; Antigua e Barbuda; China; Eslováquia; Estados Unidos; Honduras; Índia; Israel; Itália; México; Omã; Países Baixos; Reino Unido; Romênia; Rússia; e Singapura. Esses participantes representam mercados relevantes e diversificados, com forte atuação na importação e distribuição de frutas frescas. Ao todo, 39 empresas brasileiras de diversas regiões participam das rodadas de negócios, incluindo cinco cooperativas, evidenciando a diversidade e a capilaridade da oferta exportadora nacional.

Programação inclui visitas técnicas e rodadas de negócios

A agenda do Exporta Mais Brasil Frutas inclui atividades voltadas à promoção comercial e ao fortalecimento de parcerias. Entre elas, estão o seminário de boas-vindas, participação na feira Fruit Attraction São Paulo e, principalmente, rodadas de negócios realizadas entre os dias 24 e 26. A abertura do evento terá a participação do gerente de Agronegócios da ApexBrasil, Laudemir Müller.

A programação também contempla visitas técnicas a fazendas de frutas da região, proporcionando aos compradores internacionais a oportunidade de conhecer, de forma prática, a produção brasileira, seus padrões de qualidade e a diversidade do setor. Além disso, estão previstos momentos de networking, fóruns temáticos e encontros institucionais, criando um ambiente propício para a geração de negócios e a troca de conhecimento entre os participantes.

Resultados positivos de 2025 impulsionam nova edição

A expectativa para 2026 é impulsionada pelos resultados da primeira edição do Exporta Mais Brasil Frutas, realizada em agosto de 2025, em Mossoró (RN). Na ocasião, o programa contou com 13 compradores de 12 países e a participação de 28 empresas brasileiras, representando nove estados. Durante o evento, foram realizadas 274 reuniões de negócios, com expectativa de geração de US$ 6,05 milhões (cerca de R$ 33,2 milhões). Os números reforçam a efetividade da iniciativa como ferramenta de promoção comercial e abertura de mercados.

Expectativas para 2026

Para este ano, a ampliação do número de compradores e empresas participantes, aliada à realização do evento em São Paulo, principal hub de negócios do país, deve potencializar ainda mais os resultados. A diversidade dos mercados representados e o perfil qualificado dos compradores indicam oportunidades concretas de expansão das exportações brasileiras de frutas.

Além disso, a integração com a Fruit Attraction São Paulo, amplia a visibilidade internacional do setor e fortalece o networking entre os principais players da cadeia produtiva. O evento internacional é um dos principais do setor de frutas e hortaliças no Hemisfério Sul. Organizada pela IFEMA Madrid em parceria com a Fiera Milano Brasil, a feira reúne produtores, exportadores, compradores, distribuidores e especialistas de toda a cadeia produtiva.

Setor de frutas segue em crescimento

O desempenho do setor de frutas brasileiras reforça o cenário promissor para iniciativas como o Exporta Mais Brasil. Em 2025, o Brasil consolidou-se como o terceiro maior produtor mundial de frutas, atrás apenas de China e Índia. As exportações atingiram US$ 1,45 bilhão e 1,29 milhão de toneladas, estabelecendo um novo recorde. O crescimento foi expressivo em relação a 2024, com alta de 12,03% em valor e 19,63% em volume. Entre os principais produtos exportados, destacam-se manga, melão, limão/lima e melancia. Já os principais destinos incluem Países Baixos, Reino Unido, Estados Unidos, Espanha e Portugal.

O setor também se destaca pelo impacto socioeconômico, com cerca de 5 milhões de empregos diretos e uma área plantada de aproximadamente 2,5 milhões de hectares no país. Diante desse cenário, o Exporta Mais Brasil Frutas Frescas se consolida como uma plataforma estratégica para conectar produtores brasileiros a mercados internacionais ao impulsionar a competitividade e ampliar a presença global das frutas nacionais.

(*) Com informações da ApexBrasil

 

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Três sinais do atual momento político brasileiro

Ives Gandra da Silva Martins (*)

Quero trazer aos amigos leitores algumas considerações sobre o atual momento político brasileiro.

A primeira delas diz respeito ao Partido dos Trabalhadores, que sempre afirma não ter relação alguma com os escândalos divulgados diariamente na imprensa, mas que se opõe ou procura obstruir a instalação das Comissões Parlamentares de Inquérito conduzidas pelo Poder Legislativo, não querendo, por exemplo, a CPMI do INSS nem a do Master, seja votando contra, seja criticando incisivamente.

Ora, se o PT e seus correligionários — deputados, senadores e o próprio governo — não estão envolvidos nos escândalos, não precisam ter receio da instalação de nenhuma CPMI, nem de seus desdobramentos, investigações e convocações. É extremamente curioso que eles afirmem não estar vinculados aos vergonhosos fatos que vêm sendo divulgados, mas não queiram que as investigações sejam aprofundadas.

Um bom governo é aquele que procura saber tudo o que existe de irregular para corrigir. Este é, pois, o primeiro aspecto que quero trazer: a minha perplexidade diante do fato de o governo e seus apoiadores negarem qualquer envolvimento com os escândalos noticiados, mas, ao mesmo tempo, trabalharem e atuarem firmemente para evitar que as Casas Parlamentares convoquem, ouçam depoimentos, apurem e obtenham informações dos envolvidos, impedindo que o Poder Legislativo exerça sua função fiscalizadora.

A segunda reflexão que quero fazer é sobre a probabilidade de que tenhamos dois candidatos conservadores nas eleições à Presidência da República este ano: Flávio Bolsonaro e outro nome, sendo Ratinho Jr. o que apresenta mais chances no momento. Caso se confirmem duas candidaturas, será indispensável o estabelecimento de um pacto de não agressão entre ambos.

Um exemplo a ser seguido é o caso da eleição no Chile, onde quatro candidatos conservadores disputaram a presidência contra um único nome da esquerda, que acabou indo para o segundo turno. Naquela ocasião, os quatro conservadores firmaram um pacto: aquele que avançasse para o segundo turno receberia o apoio imediato dos demais.

Ora, no contexto brasileiro, este pacto de não agressão significa que, havendo dois candidatos conservadores, estes possuirão um único adversário comum: o presidente Lula.

Este pacto é fundamental para garantir que o candidato que avançar para o segundo turno conte não apenas com o apoio partidário e institucional do aliado, mas com a transferência da sua base de eleitores. Ao evitar a agressão mútua, preserva-se a imagem de ambos e impede-se a geração de ofensas e insultos que, no futuro, dificultariam uma aliança autêntica. Mais do que uma trégua, esse pacto assegura que as críticas permaneçam voltadas ao adversário comum, evitando que o eleitor se sinta confuso pela troca de ataques dentro do seu próprio espectro ideológico.

Diante do cenário de duas candidaturas de oposição ao presidente Lula, a estratégia mais eficaz seria a adoção desse modelo inspirado na experiência chilena em primeiro turno. O objetivo central é pavimentar o caminho para o segundo turno, garantindo que o candidato remanescente herde a totalidade do capital político e a confiança dos eleitores do outro candidato.

A terceira e última reflexão que gostaria de trazer aos amigos leitores é um dado extremamente relevante que circula no meio jornalístico: a informação de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão, no momento, decepcionados com o governo Lula. O movimento parece ser de autoproteção: os magistrados buscam se afastar de qualquer responsabilidade direta pelos rumos da gestão federal para preservar a imagem da Corte.

Essa percepção de distanciamento ganha força quando observamos que diversos dos escândalos divulgados estão sob o exame do STF, do Congresso Nacional e do ministro André Mendonça. A pressão se intensifica com a atuação da CPMI do INSS e as movimentações em torno do Banco Master. Não sou jornalista, mas a leitura que faço “nas entrelinhas” das colunas e painéis políticos é a de que o presidente Lula tenta se eximir de responsabilidades para não contaminar sua candidatura à reeleição.

Entretanto, há aqui uma contradição que não podemos ignorar. Em 2022, muitos analistas apontaram que o STF e o TSE garantiram o pleito que permitiu a eleição de Lula, inclusive restringindo a atuação de emissoras e veículos alinhados ao então presidente Bolsonaro — como a Gazeta do Povo, Brasil Paralelo, Rádio Jovem Pan e outros canais — que publicavam matérias críticas, baseadas em fatos, mas que foram proibidas de circular.

Naquela época, houve uma blindagem institucional; agora, nota-se uma tentativa de desvincular o Supremo de qualquer ligação com o Executivo.

Enfim, são três pontos a serem refletidos pelos protagonistas que formatarão o futuro das Instituições e do país.

Enfim, são três pontos a serem refletidos pelos protagonistas que formatarão o futuro das Instituições e do país. É imperativo que se compreenda a gravidade desse cenário, pois o equilíbrio entre os Poderes e a transparência das ações governamentais constituem os pilares de sustentação do Estado de Direito, sem os quais qualquer projeto de nação se torna frágil diante das crises.”

(*) Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

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Amcham promove evento para debater impacto das tarifas, eleições americanas, comércio e investimentos

Da Redação (*)

Brasília – No dia 07 de abril, a Amcham reúne lideranças empresariais, especialistas e representantes do setor público para discutir os impactos das sobretaxas, das eleições americanas e dos rearranjos globais sobre comércio, investimentos e estratégia.

Entre os nomes confirmados estão Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC, Luis Renato Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Ana Elena Sancho Calvino, diretora do Global Trade Alert, e Cila Schulman, CEO do Ideia Instituto de Pesquisa. Uma discussão essencial para quem atua ou acompanha oportunidades no eixo BR-US.

De acordo com a Amcham, o comércio entre Brasil e Estados Unidos vive um momento de desafios, com a política comercial americana fazendo uso intensivo de instrumentos tarifários e investigações. Dados do Monitor do Comércio Brasil–EUA mostram que, em fevereiro de 2026, as exportações brasileiras somaram US$ 2,5 bilhões, com queda de 20,3% na comparação anual e sete meses seguidos de retração. No acumulado do bimestre, as vendas recuaram 23,2%, para US$ 4,9 bilhões.

A queda mais acentuada das exportações ampliou o déficit brasileiro, que chegou a US$ 900 milhões no início de 2026 — alta de 142,3% em relação ao ano anterior. Ainda assim, a relação bilateral segue sólida: os Estados Unidos mantêm cerca de US$ 250 bilhões em investimentos no Brasil, sustentando um fluxo relevante de comércio e integração produtiva, e continuam sendo o 2º maior destino das exportações brasileiras.

Virada tarifária nos EUA

O principal fator de pressão foi o aumento de tarifas ao longo de 2025, que chegaram a 40%–50% para diversos produtos brasileiros. Esse cenário mudou no fim de fevereiro de 2026, quando a Suprema Corte dos EUA considerou inadequado o instrumento legal utilizado, e o Executivo dos EUA revogou essas sobretaxas. Após a decisão, Trump adotou novas sobretaxas globais de 10% utilizando outro instrumento legal – a Seção 122.

A decisão reduziu significativamente o custo de acesso ao mercado americano e abre espaço para recuperação das exportações, ao menos temporariamente. Por outro lado, a política comercial dos EUA mantém incertezas e riscos de novas medidas e aumento das sobretaxas, na medida em que o país tem anunciado novas investigações sob a Seção 301, nas quais o Presidente detém autoridade para sua aplicação.

Contexto empresarial

Nesse contexto, a agenda empresarial passa a demandar uma atuação mais sofisticada, combinando advocacy, inteligência comercial e revisão de estratégias empresariais. A relação Brasil–EUA continua estratégica — mas cada vez mais dependente de agilidade, leitura regulatória e capacidade de adaptação.

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(*) Com informações da Amcham Brasil

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O investimento em IA e o conflito no Oriente Médio moldam as perspectivas do comércio global

Robert Staiger (*)

As perspectivas para o comércio mundial em 2026 serão moldadas por duas forças poderosas e opostas. Por um lado, o extraordinário ímpeto do investimento em inteligência artificial (IA) continua a impulsionar a demanda global por bens de alta tecnologia e serviços digitais. Por outro lado, o conflito no Oriente Médio — e o consequente aumento nos custos de energia e transporte — poderá afetar significativamente o comércio e a produção mundiais.

O mais recente relatório Perspectivas e Estatísticas do Comércio Global 2026, da Secretaria da OMC,  captura esse cenário em evolução, apresentando os dados mais recentes para 2025, bem como novas projeções para 2026 e 2027. Embora o comércio tenha se mostrado mais resiliente do que o esperado em 2025, alguns dos fatores que contribuíram para essa resiliência — como a antecipação de importações em função dos aumentos tarifários e o investimento em infraestrutura relacionada à inteligência artificial — devem estar ausentes ou reduzidos neste ano. Prevê-se que isso cause uma desaceleração no crescimento do volume do comércio global em 2026, antes de uma retomada em 2027.

Um desempenho comercial surpreendentemente forte em 2025, impulsionado por IA e antecipação de projetos.

O volume do comércio mundial de mercadorias expandiu 4,6% em 2025, quase o dobro do crescimento previsto para o ano anterior. Grande parte desse forte crescimento foi impulsionado pela “onda da IA”: investimentos crescentes em centros de dados, processadores, equipamentos semicondutores e outros produtos que viabilizam a inteligência artificial . Esses bens representaram quase metade do crescimento do comércio global em 2025, apesar de corresponderem a apenas um sexto do comércio total de mercadorias.

A Ásia foi, mais uma vez, o motor do comércio global. A região contribuiu com 71% do crescimento total do comércio de mercadorias, com resultados especialmente expressivos da China, Singapura, Taiwan e Tailândia. A América do Norte também registrou importações robustas no início do ano, em parte devido à antecipação das importações.

O setor de serviços também continuou sua normalização pós – pandemia. O crescimento do setor de viagens moderou com a redução da demanda reprimida , mas os serviços prestados digitalmente e outros serviços comerciais continuaram a apresentar um crescimento forte e constante.

Uma perspectiva mais amena, porém ainda positiva, para 2026.

O cenário base para o crescimento do comércio em nossas Perspectivas e Estatísticas do Comércio Global aponta para um crescimento mais lento do comércio de mercadorias, de 1,9% em 2026, antes de uma leve recuperação para 2,6% em 2027. Espera-se que o comércio de serviços se expanda um pouco mais rapidamente, em 4,8% em 2026, subindo para 5,1% em 2027.

Duas questões em aberto aumentam a incerteza sobre nossas previsões para 2026: a persistência dos altos preços do petróleo e a durabilidade do boom da IA.

Por um lado, o impacto persistente do conflito no Oriente Médio sobre os custos de energia e transporte pode ter implicações negativas importantes para a produção e o comércio globais. Se o aumento do preço do petróleo persistir ao longo de 2026, estimamos que o crescimento do comércio mundial de mercadorias poderá cair 0,5 ponto percentual, passando de 1,9% para cerca de 1,4%.

O comércio de serviços, especialmente o de transportes e viagens, ficaria ainda mais exposto ao impacto do conflito no Oriente Médio. O crescimento do setor de serviços poderia cair para 4,1%, em comparação com a projeção inicial de 4,8%, com a expectativa de contração do comércio de serviços no Oriente Médio devido ao cancelamento de voos, à interrupção de rotas marítimas e ao aumento dos custos de seguros.

Por outro lado, os gastos relacionados à IA continuaram a superar as expectativas no início de 2026. Se esse ritmo persistir e a demanda por bens que utilizam IA se mantiver nos níveis de 2025 ao longo do ano, o crescimento do comércio global de mercadorias poderá adicionar 0,5 ponto percentual, compensando potencialmente grande parte do impacto negativo relacionado ao setor de energia .

Mudanças persistentes nos padrões do comércio global

Para além dos choques de curto prazo, diversas mudanças estruturais continuam a remodelar o comércio global.

Produtos com inteligência artificial estão se tornando uma força determinante no comércio global.

A participação de bens que utilizam inteligência artificial no comércio mundial aumentou de cerca de 13% em 2023 para quase 17% no final de 2025. O comércio desses produtos cresceu 21,9% em relação ao ano anterior, em 2025.

A América do Norte é atualmente o mercado de crescimento mais rápido para produtos relacionados à IA, mas a Ásia continua sendo o centro global, representando 62% do comércio total de produtos que impulsionam a IA.

As pressões de fragmentação se intensificaram.

Embora tenhamos observado alguma estabilização no comércio entre blocos comerciais geopoliticamente alinhados durante 2023 e 2024, o ano passado trouxe um novo aumento na disparidade entre o comércio intrabloco e interbloco . Grande parte disso foi impulsionada pelo maior distanciamento entre os Estados Unidos e a China.

As importações dos EUA provenientes da China caíram 29% em 2025, a maior queda em anos. Enquanto isso, a China redirecionou os fluxos de exportação para a Ásia, África e América Latina, levando a um forte crescimento das importações em muitos mercados emergentes.

A participação do comércio mundial realizado com base nas taxas da nação mais favorecida (NMF) caiu em 2025, mas continua sendo a forma dominante de comércio entre as economias.

Um capítulo analítico em nosso relatório Global Trade Outlook and Statistics mostra que a parcela do comércio mundial realizada sob o princípio da não discriminação da OMC, que rege o tratamento de Nação Mais Favorecida (NMF), caiu de 80% em 2024 para cerca de 72% no início de 2026, refletindo tanto a proliferação de ações tarifárias quanto o uso crescente de acordos preferenciais. Ainda assim, quase três quartos do comércio mundial de mercadorias ainda cruzam fronteiras sob tarifas de NMF.

Em conclusão, as principais questões para o comércio global em 2026 são:

  • Será que o crescimento da inteligência artificial continuará impulsionando o comércio no mesmo ritmo?
  • Qual será a persistência do choque energético decorrente do conflito no Oriente Médio?
  • As pressões de fragmentação do comércio irão se intensificar ou se estabilizar?

À medida que esses acontecimentos se desenrolam, a OMC continuará monitorando suas implicações para os fluxos comerciais, as cadeias de suprimentos e a economia global em geral.

(*) Robert Staiger – Economista-Chefe da OMC

 

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OMC projeta forte impacto da guerra no Oriente Médio sobre o comércio internacional

Da Redação (*)

Brasília – Relatório divulgado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta quinta-feira (19) projeta uma desaceleração do comércio internacional em 2026, após um crescimento mais forte do que o esperado em 2025, impulsionado pelo aumento do comércio de produtos que utilizam inteligência artificial. Economistas da OMC alertam que o conflito em curso no Oriente Médio pode reduzir ainda mais o crescimento do comércio se os preços da energia permanecerem elevados.

O relatório ” Global Trade Outlook and Statistics ” apresenta um cenário base de crescimento que exclui choques nos preços da energia, prevendo que o crescimento do comércio global de mercadorias desacelerará para 1,9% em 2026, ante 4,6% em 2025, à medida que o comércio se normaliza após um aumento nas demandas por produtos relacionados à inteligência artificial e a antecipação de importações para evitar novas tarifas.

O volume do comércio mundial de mercadorias deverá crescer 2,6% em 2027. O crescimento do comércio de serviços comerciais diminuirá para 4,8% em 2026, após o aumento de 5,3% deste ano, e voltará a acelerar para 5,1% em 2027. Juntos, o comércio de bens e serviços crescerá 2,7% em 2026, em comparação com 4,7% em 2025. O crescimento do PIB global deverá moderar ligeiramente, de 2,9% em 2025 para 2,8% tanto em 2026 quanto em 2027.

Segundo a Diretora-Geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, “a perspectiva reflete a resiliência do comércio global, impulsionada pelo comércio de produtos de alta tecnologia e serviços digitais, adaptações nas cadeias de suprimentos e a prevenção de retaliações tarifárias recíprocas. No entanto, essa previsão básica está sob pressão devido ao conflito no Oriente Médio. Aumentos contínuos nos preços da energia podem aumentar os riscos para o comércio global, com potenciais repercussões na segurança alimentar e pressões de custos sobre consumidores e empresas. Mesmo assim, os membros da OMC podem ajudar a amortecer o impacto e aliviar o fardo econômico sobre as pessoas em todo o mundo, mantendo políticas comerciais previsíveis e fortalecendo a resiliência da cadeia de suprimentos.”

O relatório destaca que além dos combustíveis, o bloqueio do Estreito de Ormuz interrompeu o fornecimento de fertilizantes essenciais para a agricultura global, visto que cerca de um terço das exportações mundiais de fertilizantes normalmente passam por essa hidrovia. Grandes produtores agrícolas como Índia, Tailândia e Brasil dependem do Golfo para 40%, 70% e 35% de suas importações de ureia, respectivamente. Os países do Golfo também enfrentam um desafio em relação à segurança alimentar, com uma dependência de importação que chega a 75% para o arroz e ultrapassa 90% para milho, soja e óleo vegetal – produtos que teriam custos mais elevados em rotas alternativas.

Economistas da OMC observam que também existe algum potencial de crescimento se o conflito for de curta duração e se os gastos relacionados à IA permanecerem fortes ao longo de 2026 e em 2027, caso em que o crescimento do comércio de mercadorias poderia ser impulsionado em 0,5 ponto percentual, levando a um crescimento de até 2,4% este ano e 2,7% no próximo ano.

Crescimento do comércio em 2025

Em 2025, o volume do comércio mundial de mercadorias aumentou 4,6%, com base em dados disponíveis até 10 de março, sujeitos a revisão. O crescimento do comércio no ano passado superou o aumento de 2,4% previsto na edição de outubro de 2025 do relatório Global Trade Outlook and Statistics, mas ficou próximo da projeção de referência que o fundamentou. O impacto negativo geral das tarifas em 2025 foi menor do que o previsto devido à suspensão de novas tarifas americanas até agosto, à limitada retaliação de outras economias e às numerosas isenções tarifárias.

Além disso, o aumento na demanda por bens que viabilizam a IA compensou o impacto negativo das tarifas mais altas e da incerteza no comércio global. Em termos de valor, o comércio de bens que viabilizam a IA cresceu 21,9% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 4,18 trilhões em 2025, ante US$ 3,43 trilhões no ano anterior. Esses produtos representaram 42% do crescimento total do comércio global em 2025, apesar de corresponderem a apenas um sexto do comércio mundial. Notavelmente, bens essenciais para a IA, como chips, semicondutores e equipamentos de transmissão de dados, estão isentos da maioria das novas tarifas.

Para 2026, os recentes desenvolvimentos tarifários representaram, em grande parte, ajustes de abordagem, e não mudanças fundamentais nas políticas. Em um capítulo analítico especial, economistas da OMC estimam que a parcela do comércio mundial conduzida com base no princípio da nação mais favorecida (NMF) atingiu 72% no final de fevereiro de 2026, após flutuar ao longo de 2025 em decorrência de mudanças políticas sem precedentes. A análise confirma que as tarifas NMF continuam sendo a estrutura dominante que rege o comércio internacional na maioria dos setores da economia global.

Projeções regionais do comércio de mercadorias

No cenário base, espera-se que a Ásia registre o crescimento mais rápido das importações de mercadorias em 2026 (3,3%), seguida pela África (3,2%), América do Sul (2,5%), Europa (1,3%) e Oriente Médio (1,0%). As importações de mercadorias da América do Norte permaneceriam estáveis ​​(0,3%) nesse cenário, enquanto as da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) contrairiam (-2,0%).

No lado das exportações de mercadorias, a Ásia apresentaria novamente o crescimento mais rápido entre todas as regiões (3,5%), assim como a América do Sul (3,5%), seguida pela América do Norte (1,4%), CEI (1,3%) e África (1,2%). Por outro lado, as exportações de mercadorias do Oriente Médio desacelerariam acentuadamente (0,6%), enquanto as da Europa continuariam estagnadas (0,5%).

Segundo o cenário base, os países menos desenvolvidos deverão registrar um crescimento de 4,5% nas importações de mercadorias e de 2,9% nas exportações de mercadorias em 2026.

No cenário de preços elevados de energia, as regiões importadoras líquidas de combustíveis, como a Ásia e a Europa, enfrentariam os maiores cortes no crescimento das importações de mercadorias entre os cenários de preços elevados de energia e o cenário base; as economias que são exportadoras líquidas de combustíveis e que ainda conseguem exportar, de forma geral, teriam mais renda e, portanto, maior crescimento das importações.

Comércio de serviços

Após um aumento de 5,3% em 2025, o volume do comércio global de serviços deverá crescer 4,8% em 2026 e 5,1% em 2027, de acordo com a previsão base. No entanto, no cenário ajustado com projeções de PIB revisadas que levam em consideração o impacto do conflito no Oriente Médio, o comércio de serviços apresentaria uma expansão um pouco menor (4,1%) em 2026 e se recuperaria em 2027, atingindo 5,2%. Isso corresponde a uma perda de 0,7 ponto percentual para 2026.

O conflito no Oriente Médio ameaça corredores de transporte globais cruciais, com o tráfego no Estreito de Ormuz caindo de 138 embarcações comerciais por dia para quase zero. A região responde por 7,4% das exportações globais de serviços de transporte e serve como um importante centro de conexão entre a Europa, a Ásia e a África, mas as interrupções já cancelaram mais de 40.000 voos e aumentaram os custos de transporte e seguro.

Embora um conflito de curta duração provavelmente resulte em interrupções temporárias com rápida recuperação, uma crise prolongada poderia desencadear custos estruturalmente mais altos de combustível e transporte, redução da atividade de transbordo e mudanças nos padrões globais de viagens e comércio em direção a rotas alternativas.

O relatório completo está disponível  aqui.

(*) Com informações da OMC

 

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Conheça as atrações e a magia de Serra Negra, uma joia do Circuito das Águas Paulista

Uma sugestão de passeios, gastronomia e hospedagem na cidade

Da Redação (*)

Brasília – Localizada a 175 kms  de São Paulo e integrante do tradicional Circuito das Águas Paulista, Serra Negra mantém uma das estruturas turísticas mais consolidadas da região. Conhecida pelas fontes de águas minerais, pelo comércio de malhas e pelo clima de montanha, a cidade também reúne uma combinação de experiências, gastronomia e hospedagem cada vez mais diversificada. Confira abaixo algumas das melhores opções que a cidade tem a oferecer.

Passeios entre trilhas e montanhas

Uma das formas mais interessantes de explorar Serra Negra é através dos passeios de jipe, que percorrem estradas de terra, propriedades rurais e mirantes com vistas panorâmicas da região. Esses roteiros guiados costumam incluir paradas em fazendas tradicionais, onde é possível conhecer plantações de café, alambiques e pequenas produções artesanais de queijos, doces e cachaças.

Outra opção bastante procurada são os passeios rurais autoguiados, feitos de carro pelas rotas do interior da cidade. Ao longo do caminho, o visitante encontra sítios familiares que preservam tradições agrícolas e abrem suas portas para degustações e visitas. O cenário é marcado por montanhas da Serra da Mantiqueira, cafezais, vinhedos e paisagens típicas do interior paulista.

Entre os pontos mais conhecidos está o Alto da Serra, mirante a mais de mil metros de altitude que oferece uma vista ampla das montanhas e é considerado um dos melhores lugares da região para apreciar o pôr do sol. O local também é ponto de saída de voos de parapente e reúne estrutura com mesas, bancos e food trucks.

Gastronomia saborosa e diversificada

A cena gastronômica de Serra Negra tem se destacado cada vez mais, com restaurantes que valorizam ingredientes regionais e receitas tradicionais com tradições europeias.

Um dos endereços mais comentados da cidade é o Central Pizza e Bar, localizado na movimentada rua Coronel Pedro Penteado. A casa trabalha com pizzas de fermentação natural e ingredientes selecionados, em receitas que unem tradição italiana e inovação. O talento da equipe ganhou reconhecimento internacional neste mês, quando o pizzaiolo Caio Mainente conquistou o 3º lugar na PanAm Pizza Cup – Etapa Brasil, competição que reúne profissionais de diversos países da América Latina.

Para quem aprecia culinária italiana, outra parada obrigatória é a Cantina e Ristorante Famiglia Schiavo 2. Instalada próxima à praça central, a casa apresenta um cardápio baseado em receitas clássicas, com massas artesanais e pratos tradicionais como lasanha, parmegiana e ravioli recheado.

No interior do município, o Sítio Família Olivotto oferece uma experiência completa que mistura gastronomia regional e tradição rural. Além do restaurante, o espaço abriga um alambique artesanal, onde os visitantes podem participar de degustações de cachaças e licores produzidos na propriedade. A comida é uma das mais saborosas da região, com opções como o famoso torresmo de rolo, tiras de tilápia, arroz e feijão bem temperados. O sítio possui ainda um lago para pesca esportiva e uma loja de móveis.

Outra sugestão para quem gosta de ambientes modernos é o Dortmund Gastrobar, instalado dentro da fábrica da cervejaria Dortmund Bier. O espaço reúne alta gastronomia, petiscos elaborados e chope artesanal servido diretamente da fonte. O cardápio inclui pratos criativos que harmonizam com as cervejas da casa, além de drinks autorais e uma atmosfera descontraída.

Centenas de opções de hospedagem

A rede hoteleira de Serra Negra é diversificada e atende diferentes perfis de visitantes, desde quem busca resorts completos até hotéis tradicionais no centro da cidade. Entre os destaques está o Grand Resort Serra Negra, instalado em um edifício histórico da década de 1940 e cercado por cerca de 40 mil m² de jardins. O empreendimento reúne mais de 100 acomodações, piscinas, sauna, academia, restaurantes, varanda panorâmica e centro de convenções.

No coração da cidade, o Serra Negra Palace Hotel se destaca pela localização em frente à réplica da Fontana di Trevi local e pela estrutura que inclui piscina, brinquedoteca, academia e restaurante com pratos típicos. Outra opção é o Rovi Plaza Hotel, que oferece lazer completo com piscina, sauna, brinquedoteca, sala de cinema e academia, sendo bastante procurado por famílias. Já o Shelton Hotel Serra Negra, a poucos passos do centro e da rodoviária, combina praticidade e conforto, com cerca de 50 quartos e restaurante com jardim de inverno que serve refeições em sistema buffet ou à la carte.

Outras alternativas no centro incluem o Cordilheira Hotel, conhecido pela piscina na cobertura com vista panorâmica da cidade. Já o tradicional Hotel Da Vinci, localizado em uma das avenidas mais movimentadas em meio ao comércio, preserva um ambiente clássico e acolhedor, com um café da manhã colonial bastante elogiado. Completa o roteiro o Hotel Firenze Serra Negra, conhecido pelo conforto das acomodações temáticas, infraestrutura de lazer com piscina, redário, ofurô e sala de massagens, além de restaurante com buffet variado e wine bar com música ao vivo.

Para quem prefere uma estadia em meio à natureza, o Biazi Paradise Hotel está cercado por áreas verdes e montanhas, oferecendo piscina natural com bar, piscina aquecida com jacuzzi, trilhas, bosque, sauna e restaurante, além de estrutura pet friendly.

Para mais informações sobre o destino além de dicas de hospedagem e restaurantes acesse: https://visiteserranegra.com.br e www.instagram.com/visiteserranegraoficial

(*) Com informações  do Visite Serra Negra

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Fortaleza sediará a 10ª edição do Salão do Turismo, maior feira do setor no Brasil, anuncia o MTur

Anúncio foi feito nesta quarta-feira (18) pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano; evento vai reunir representantes de todos os Estados brasileiros para promover a cadeia de turismo

Da Redação (*)

Brasília – A maior feira de turismo do país já tem data marcada. O 10º Salão do Turismo, organizado pelo Ministério do Turismo, será realizado de 7 a 9 de maio, no Centro de Eventos de Fortaleza, no Ceará. Com o tema “Salão do Turismo ao Lado do Povo Brasileiro”, a iniciativa irá reunir representantes estaduais e municipais de turismo e todo o trade turístico nacional para fortalecer a promoção de destinos brasileiros e incentivar as viagens pelo país.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (18) pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. “O Salão do Turismo simboliza um momento estratégico para o fortalecimento do turismo nacional. O evento é a grande vitrine do potencial que o Brasil tem para oferecer aos viajantes. Nesta décima edição, queremos aproximar ainda mais os destinos do público, estimular novas viagens pelo país e fortalecer toda a cadeia produtiva do turismo brasileiro”, destacou o ministro.

Inserido no calendário anual do setor, o Salão chega à sua décima edição reunindo atrações culturais, gastronômicas e as riquezas de cada Estado brasileiro em um único espaço. A estratégia do Ministério do Turismo é movimentar o setor ao longo de todo o ano, promovendo destinos e rotas turísticas também em períodos de menor demanda. A iniciativa busca estimular o turismo interno, impulsionar a economia e garantir maior estabilidade para os serviços turísticos.

Parceria MTur, Governo do Estado e Prefeitura

O Salão do Turismo é organizado pelo Ministério do Turismo em parceria com o Governo do Estado do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza. Durante os três dias de programação, o Salão do Turismo reunirá experiências culturais, apresentações regionais, gastronomia típica e espaços de promoção de destinos, consolidando-se como um grande encontro para quem trabalha com turismo e para quem deseja descobrir novas viagens pelo Brasil.

“O Ceará estará preparado para receber todos os Estados brasileiros com nosso característico calor humano, nossa infraestrutura, nossa rede hoteleira e toda nossa diversidade cultural”, enfatizou o governador do Ceará, Elmano de Freias. “Teremos expositores e atrações de todo o Brasil, e tudo está sendo cuidadosamente preparado para receber o trade turístico dos principais destinos do país, além de representantes institucionais dessas localidades”, destacou o secretário estadual de Turismo, Eduardo Bismarck.

O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, comemorou a realização do evento na capital cearense. “Fortaleza já está de braços abertos. Nossa capital, que é um dos destinos mais visitados do Brasil, se preparou muito para receber os visitantes e os profissionais do setor. Queremos que todos vivenciem nossa gastronomia, nossa orla e as belezas de Fortaleza”, celebrou. “Estamos muito felizes em receber o Brasil para o 10º Salão do Turismo. Será um grande momento para o setor e para nossos viajantes”, afirmou a secretária de Turismo da capital cearense, Denise Sá Vieira Carrá.

Estrutura com incontáveis atrativos turísticos

Além da tradicional estrutura dedicada à exposição dos atrativos turísticos dos estados, o Salão do Turismo deste ano será organizado em oito setores temáticos, ampliando a experiência dos participantes e fortalecendo a integração do setor. Entre os destaques estão espaços voltados ao Fungetur, à rodada de negócios, à inclusão e diversidade, além de uma área exclusiva para a reunião anual do Conselho Nacional de Turismo. A programação contará ainda com o Núcleo do Conhecimento, com palestras e debates com importantes lideranças, e com o encontro das Instâncias de Governança Regionais (IGRs).

(*) Com informações do MTur

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Exportações de café solúvel crescem 13,9% e somam 7,4 mil toneladas em fevereiro

Embarques se recuperaram no mês passado, crescendo 13,9% ante fevereiro de 2025; no acumulado do ano, contudo, tarifas dos EUA ainda impactam desempenho

Da Redação (*)

Brasília – Diferentemente do desempenho negativo registrado nos embarques dos cafés verde, torrado e torrado e moído em fevereiro, as exportações brasileiras de café solúvel somaram 7,409 mil toneladas – equivalentes a 321.129 sacas de 60 kg – e cresceram 13,9% na comparação com as 6,504 mil toneladas (281.880 sacas) registradas no mesmo mês de 2025. Em receita cambial, o incremento foi de 10,8%, com os ingressos chegando a US$ 90,289 milhões no mês passado. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).

“Esse resultado é o melhor para os meses de fevereiro nos últimos cinco anos e não deixa de surpreender diante do contexto de mercado que temos vivido com as taxas impostas pelos Estados Unidos. O fato de os próprios norte-americanos terem ampliado as aquisições em fevereiro também demonstra a necessidade dos produtos brasileiros”, comenta o diretor executivo da Abics, Aguinaldo Lima. “Vimos a performance em fevereiro minimizar a queda das exportações aos EUA no ano, embora a redução do tarifaço de 50% para novas taxas de 10% venha a surtir efeito somente a partir deste mês de março. Isso pode ser um sinal positivo aos embarques nos próximos meses”, analisa Lima.

Ele completa que a ratificação do acordo Mercosul-União Europeia deve permitir que o tratado entre em vigor nos próximos meses, gerando redução gradativa das tarifas de 9% que o café solúvel brasileiro sofre para entrar no bloco europeu.

“A Europa é nosso segundo principal destino como bloco e o ajuste entre UE e Mercosul nos dá esperança e abre oportunidades ao Brasil para ampliar os embarques”, anota.

Principais importadores
No primeiro bimestre de 2026, os EUA, reforçando a importância do café solúvel brasileiro a esse mercado, foram os principais compradores do produto, com a importação de 1,769 mil toneladas (76.766 sacas), montante 2,5% menor do que o apurado nos mesmos dois meses em 2025.

Fechando o top 3, aparecem Rússia, que adquiriu 1,161 mil toneladas (50.300 sacas) do produto, registrando crescimento de 18,5% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado, e Argentina, com 1,090 mil toneladas (47.245 sacas), o que representou queda de 2,6% no comparativo anual.

(*) Com informações da Abics

 

 

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Protagonismo feminino e tendências do comércio exterior são temas do evento “Mulheres do Comex 2026”

Organizado pela B2Gether, o evento será realizado no dia 24 de março, a partir das 9 horas, com a proposta de oferecer conteúdo de alto nível técnico sobre comércio exterior

Da Redação

Brasília – Com o objetivo de destacar a força feminina no comércio exterior, a B2Gether, empresa especializada em câmbio, realizará a 2ª edição do “Mulheres do Comex” no dia 24 de março, a partir das 9 horas.

Trata-se de um evento de conteúdo totalmente online e gratuito, criado em homenagem ao Mês da Mulher e que visa destacar, valorizar e inspirar a participação feminina em um setor fundamental para a economia brasileira.

O encontro reunirá mulheres especialistas para discutir temas técnicos e relevantes no campo do comércio exterior, como processos de importação, DUIMP, logística marítima internacional, incentivos às exportações brasileiras e métricas no desembaraço aduaneiro.

“O Mulheres do Comex não é apenas uma celebração referente ao 8 de março, mas sim um espaço de troca técnica, estratégica e prática. Queremos dar visibilidade às vozes que movem o comércio exterior brasileiro todos os dias, com a proposta de oferecer um conteúdo de alto nível”, afirma Janaina Assis, sócia-fundadora da B2Gether.

As inscrições para o Mulheres do Comex 2026 podem ser feitas pelo site da B2Gether.

Serviço

Evento: Mulheres do Comex 2026

Data: 24 de março

Horário: a partir das 9 horas

Formato: Online

Inscrições: https://business2gether.com/mulheres-do-comex/

 

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Frigoríficos de Mato Grosso que exportam para a União Europeia não cumprem lei do bloco contra o desmatamento

Nenhuma das 15 plantas frigoríficas analisadas pelo Radar Verde apresenta evidências robustas de controle sobre fazendas fornecedoras indiretas. Regulamentação europeia exigirá rastreabilidade completa.

Da Redação (*)

Brasília – Um levantamento do Radar Verde revela que plantas frigoríficas da Amazônia Legal autorizadas a exportar carne bovina para a União Europeia apresentam baixo nível de controle sobre o desmatamento em suas cadeias de fornecimento. A análise conclui que nenhuma das unidades avaliadas apresentou evidências públicas suficientes para demonstrar que atendem aos requisitos da nova regulamentação europeia contra o desmatamento e também nenhuma respondeu ao questionário enviado pelo Radar Verde para apresentar comprovações sobre o controle socioambiental de suas cadeias de fornecimento. A norma europeia deverá exigir rastreabilidade completa da produção nos próximos anos.

O estudo avaliou 15 plantas frigoríficas pertencentes a oito empresas, todas localizadas em Mato Grosso e habilitadas a exportar para o mercado europeu em 2025. Juntas, essas unidades possuem capacidade de abate de 11.250 animais por dia. Segundo a análise, 13 apresentam baixo controle e duas plantas frigoríficas apresentam controle muito baixo da cadeia, de acordo com os critérios de avaliação do Radar Verde.

As empresas frigoríficas analisadas foram:

  • Marfrig (Várzea Grande)
  • JBS (Diamantino, Confresa, Colíder, Araputanga, Pedra Preta, Barra do Garças, Pontes e Lacerda)
  • Minerva (Mirassol d’Oeste e Paranatinga)
  • Frialto – Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos S/A (Matupá)
  • Naturafrig Alimentos LTDA (Barra do Bugres)
  • Agra Agroindustrial de Alimentos (Rondonópolis)
  • Pantaneira Indústria e Comércio de Carnes e Derivados (Várzea Grande)
  • Fortunceres S.A (Tangará da Serra)

Monitoramento limitado e risco elevado de desmatamento

O estudo aponta, ainda, que o risco de novo desmatamento dentro das zonas potenciais de compra de gado desses frigoríficos varia de 31 mil a 2,8 milhões de hectares. A pesquisa identificou que 12 plantas frigoríficas demonstram algum nível de controle sobre fornecedores diretos, que são as fazendas que vendem animais diretamente às indústrias. No entanto, nenhuma empresa apresentou evidências robustas, como auditorias independentes, de monitoramento de fornecedores indiretos, que são as fazendas onde o gado nasce ou é criado antes da fase final de engorda.

De acordo com a análise, essa lacuna cria espaço para a chamada “lavagem de gado”, quando animais provenientes de áreas com desmatamento passam por propriedades intermediárias antes de serem vendidos aos frigoríficos, dificultando a rastreabilidade ambiental da produção.

O relatório também analisa iniciativas brasileiras voltadas à rastreabilidade da cadeia da carne, incluindo plataformas públicas e programas nacionais de identificação animal. Segundo o estudo, embora existam avanços institucionais, nenhuma dessas iniciativas oferece atualmente uma solução completa e imediata para atender às exigências da regulamentação europeia, especialmente no monitoramento de fazendas fornecedoras indiretas.

Regulamentação europeia exigirá rastreabilidade completa

A União Europeia está adotando novas regras para impedir a entrada de produtos associados ao desmatamento em seu mercado. A chamada Regulamentação Europeia contra o Desmatamento (EUDR) exigirá que empresas comprovem, com dados e geolocalização, que commodities como carne bovina não foram produzidas em áreas desmatadas.

A norma deverá entrar em vigor a partir de 30 de dezembro de 2026 para grandes empresas e de 30 de junho de 2027 para pequenas e microempresas, exigindo sistemas de rastreabilidade capazes de identificar todas as propriedades por onde o gado passou ao longo da cadeia produtiva.

Embora represente uma parcela menor das exportações brasileiras de carne bovina, a União Europeia vem ganhando importância como destino comercial. Em 2025, o bloco importou 128,9 mil toneladas de carne bovina brasileira, movimentando cerca de US$ 1,06 bilhão e registrando crescimento de 132,8% em relação a 2024. Nesse contexto, o relatório destaca que o acesso ao mercado europeu tende a depender cada vez mais da capacidade das empresas de demonstrar, com evidências verificáveis, cadeias de fornecimento livres de desmatamento.

Recomendações da análise

O próprio estudo aponta caminhos para avançar na rastreabilidade da cadeia da carne bovina. Segundo o relatório, uma estratégia seria priorizar a integração de bases de dados já existentes, como os registros de movimentação de gado (GTA), os cadastros de propriedades rurais (CAR) e informações sobre desmatamento e áreas embargadas, permitindo aproximar a análise do risco de desmatamento ao nível das transações e ampliar a visibilidade sobre fazendas fornecedoras indiretas.

A análise também sugere que avaliações comparativas entre empresas, como o próprio Radar Verde, podem ajudar a orientar ações de fiscalização, acordos de compartilhamento de dados e incentivos de mercado, direcionando esforços para as regiões e empresas onde os riscos são mais elevados e as melhorias podem gerar maior impacto.

(*) Com informações do Radar Verde

 

 

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