ApexBrasil encerra em Dubai ciclo global de Encontros de SECOMs, SECTECs e adidos agrícolas iniciado em 2023

De 2 a 4 de outubro, o evento reunirá SECOMs, SECTECs e adidos agrícolas de países do Oriente Médio, Cáucaso, Ásia Central, parte do Sul da Ásia e Turquia. Com este encontro, a Agência completa ciclo de encontros com representantes de todos os continentes

Da Redação (*)

Brasília – Com o objetivo de fortalecer parcerias estratégicas e expandir o comércio internacional do Brasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Itamaraty, vem realizando, desde 2023, uma série de encontros com os Setores de Promoção Comercial e Investimentos (SECOMs), Setores de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTECs) e adidos agrícolas de diferentes países.

Até agora, nove encontros foram realizados. O próximo será em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, de 2 a 4 de outubro, e encerrará o ciclo global de articulação diplomática e comercial que percorreu todos os continentes, ampliando parcerias e abrindo novas portas para a inserção internacional do Brasil.

“Esses encontros mostram que o Brasil está preparado para competir globalmente, abrindo novos mercados e reforçando parcerias estratégicas. O ciclo de SECOMs é um marco na internacionalização de nossas empresas e na atração de investimentos para o país”, afirma Jorge Viana, presidente da ApexBrasil.

Desde a primeira edição, realizada em Joanesburgo, em junho de 2023, os encontros têm reunido diplomatas, representantes do governo e empresas brasileiras, com o objetivo de fortalecer o comércio exterior. A iniciativa consolidou-se como um espaço estratégico para alinhar políticas de promoção comercial, identificar oportunidades e ampliar a presença do Brasil em mercados prioritários.

O próximo encontro – o 10º do ciclo –, em Dubai, reunirá SECOMs, SECTECs e adidos agrícolas de países do Oriente Médio, Cáucaso, Ásia Central, parte do Sul da Ásia e Turquia. A abertura contará com a presença de Sidney Leon Romeiro, embaixador do Brasil nos Emirados Árabes Unidos; Laudemar Aguiar, secretário do Itamaraty; Marcel Moreira Pinto, secretário-adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA); Jorge Viana, presidente da ApexBrasil; Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil; e outras autoridades. Ao longo da programação, está confirmada a presença de representantes de entidades como ABPA, ABIT, BSCA e Abicalçados.

Além dos painéis sobre agronegócio, indústria e serviços, haverá apresentações da ApexBrasil e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), bem como exposições técnicas de SECOMs, SECTECs e adidos agrícolas que atuam em países da região. O encontro será concluído com um workshop de coordenação e estratégia, reforçando a integração das ações de promoção comercial, inovação e investimentos do Brasil nos mercados do Oriente Médio e da Ásia.

Histórico dos encontros

O primeiro Encontro do ciclo, realizado em Joanesburgo, na África do Sul, em 2023, foi o início dos esforços de retomada da presença brasileira no continente dentro da estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de reaproximar a África como parceira prioritária. “Da África viemos e para a África voltaremos”, disse Jorge Viana na ocasião, reforçando o desejo de impulsionar a diplomacia e os negócios com os países da região. Desde então, o Brasil intensificou sua agenda na África com missões em países como Angola, Moçambique, TanzâniaNigéria, Gana, Costa do Marfim e Senegal.

Em outubro daquele ano, a ApexBrasil levou a discussão à América Central e Caribe, com o Encontro no Panamá, que reforçou a urgência de redinamizar as relações comerciais do Brasil com a América Central, Caribe e México, uma região que oferece mais de 13 mil oportunidades de negócios, segundo estudos da inteligência de mercado da ApexBrasil. Ainda em 2023, o encontro seguinte foi com países da América do Sul, em Bogotá. O foco foi a reversão de um cenário em que o Brasil perdeu presença em mercados estratégicos do continente nos últimos anos. Segundo a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, “um novo mapa das oportunidades de investimento e de comércio na América do Sul começou a ser traçado a partir do encontro”.

Em 2024, a agenda incluiu América do Norte, com encontro realizado em Washington, nos Estados Unidos, com palestras e reuniões entre técnicos, diplomatas, parlamentares, adidos agrícolas, empresários e investidores norte-americanos e canadenses. Também foram realizadas reuniões no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Em seguida, os debates avançaram para a Ásia com o Encontro com países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) – integrada por Brunei, Camboja, Singapura, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Tailândia e Vietnã – e da Oceania, realizado em Bangkok. “O Brasil quer estar presente em toda a Ásia”, afirmou Jorge Viana durante encontro que buscou explorar as mais de 2.700 oportunidades de exportação para produtos brasileiros mapeadas pela ApexBrasil no bloco asiático e na Oceania, em mercados que somam US$ 322,2 bilhões.

Ainda na Ásia, em Tóquio, no Japão, mais um encontro reforçou o compromisso brasileiro de estar presente nos principais polos econômicos do continente. O objetivo foi debater cenários e estratégias para o fortalecimento das relações com países do Leste Asiático. “A Ásia tem mais de 1/3 da população do planeta e um PIB reunido de 30 trilhões de dólares. Ou seja, o Brasil tem um potencial enorme de crescimento no continente”, ressaltou Viana durante a missão.

Já em abril de 2025, a rota dos Encontros de SECOMs, SECTECs e adidos agrícolas incluiu a Europa, passando por Lisboa, Varsóvia e Bruxelas, em um importante momento de avanço no diálogo sobre o acordo Mercosul-União Europeia. Presente durante toda a missão, Jorge Viana disse ao final: “A realização desses encontros é uma resposta estratégica em um cenário global marcado por incertezas. Saio desta missão mais otimista do que cheguei. O Mercosul é uma oportunidade, uma solução e um caminho nesse novo contexto global”.

O próximo evento será o de Dubai, em outubro, completando o ciclo de encontros em todos os continentes. A diretora de Negócios da Agência, Ana Paula Repezza, destaca a importância dos eventos: “Essas iniciativas reforçam o papel do Brasil como parceiro estratégico em temas de comércio e investimentos, ampliando perspectivas de cooperação com mercados altamente relevantes”.

Segundo ela, o fechamento do ciclo em Dubai – um dos mais importantes hubs globais de comércio e inovação – simboliza não apenas o alcance geográfico da iniciativa, mas também a capacidade do Brasil de dialogar em pé de igualdade com diferentes regiões do mundo.

Linha do tempo dos Encontros de SECOMs, SETECs e Adidos Agrícolas promovidos pela ApexBrasil e Itamaraty

  • 2023
    • Joanesburgo (junho)
    • Panamá (18 a 20 de outubro)
    • Bogotá (23 a 25 de outubro)
  • 2024
    • Washington – América do Norte (12 a 15 de março)
    • Bangkok – ASEAN (30 de outubro a 1º de novembro)
    • Tóquio (4 a 6 de novembro)
  • 2025
    • Lisboa, Varsóvia e Bruxelas (23 a 29 de abril)
    • Dubai (próximo mês)

SERVIÇO

10º Encontro SECOMs, SETECs e Adidos Agrícolas

Data: 2 a 4 de outubro de 2025

Local: Emirados Árabes Unidos, Dubai

Mais informações/imprensa: imprensa@apexbrasil.com.br

(*) Com informações da ApexBrasil

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Brasil é visto pelo BCG como ator central na descarbonização do transporte marítimo global

Relatório apresentado no Brazil Climate Summit, em Nova York, destaca que o Brasil pode atender 15% da demanda de transporte marítimo global com biocombustíveis, reduzir 170 Mt de CO2e e atrair investimento de US$ 90 bilhões

Da Redação (*)

Brasília – O  Boston Consulting Group (BCG) apresentou, durante o Brazil Climate Summit, realizado em Nova York, um estudo que retrata o Brasil como um ator central na descarbonização do transporte marítimo global. O relatório, intitulado “Seizing Brazil’s Potential for Low-Emission Marine Fuels: Unlocking Opportunities in Biofuels Under the IMO Net Zero Framework“, destaca as vantagens intrínsecas do país e seu papel na transição energética do setor.

De acordo com a pesquisa, o país já é considerado o segundo maior produtor de etanol e biodiesel do mundo e pode alavancar sua liderança em biocombustíveis para atender às exigências da estrutura regulatória do IMO Net Zero (IMO NZF) – definição da Organização Marítima Internacional para atingir emissões líquidas zero no transporte marítimo – em vigor a partir de 2028.

“Com as embarcações necessitando reduzir drasticamente a intensidade de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), com penalidades que variam de US$ 100 a US$ 380 por tonelada de dióxido de carbono equivalente (CO2e) para o não cumprimento, haverá uma crescente demanda por combustíveis marítimos de baixa emissão. Neste cenário, os biocombustíveis brasileiros, como o biodiesel e etanol, oferecem alternativas de rápida implementação, competitivas em custo e escaláveis, cujo aumento da oferta será apoiado na restauração de terras degradadas”, afirma Arthur Ramos, diretor executivo e sócio do BCG.

Vantagens do etanol brasileiro

Segundo a consultoria, o biodiesel brasileiro (B100) apresenta um custo de abatimento de US$ 220-230/tCO2e em portos brasileiros e US$ 280-300/tCO2e em portos como Roterdã e Singapura, ambos significativamente menores que as penalidades da IMO. Da mesma forma, o etanol brasileiro mostra custos de abatimento de US$ 205-210/tCO2e em portos brasileiros e US$ 265-275/tCO2e em portos globais, reforçando sua atratividade econômica.

“Esta vantagem pode gerar uma redução de aproximadamente 170 Mt de CO2e por ano e atender a 15% da demanda de energia do transporte marítimo até 2050, com uma oportunidade de investimento estimada em cerca de US$ 90 bilhões especificamente para a cadeia de valor de biocombustíveis marítimos”, reforça Ramos.

No entanto, o relatório aponta que a consolidação do arcabouço regulatório da IMO, a efetividade de mecanismos de incentivo claros (com a IMO visando finalizar as recompensas até março de 2027) e os avanços tecnológicos, especialmente para motores a metanol compatíveis com etanol, são cruciais.

O relatório completo está disponível, em inglês, no site do BCG.

(*) Com informações

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