Alckmin lidera missão à Índia com 150 empresários visando fortalecer laços econômicos e comerciais bilaterais

Encontro vai reunir cerca de 150 empresas e entidades setoriais dos dois países para discutir oportunidades e buscar ampliar o comércio bilateral

Da Redação (*)

Brasília – Por ocasião da Missão Institucional e Empresarial à Índia, liderada pelo vice-presidente da República e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o MDIC e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), realizará, nos dias 16 e 17 de outubro, em Nova Deli, o Encontro Empresarial Brasil–Índia 2025. O evento terá transmissão ao vivo no canal da ApexBrasil no Youtube https://www.youtube.com/@ApexBrasil.

O Encontro vai reunir cerca de 150 empresas e entidades representativas brasileiras e indianas. As temáticas dos debates envolverão os setores de alimentos, bebidas, agronegócio, máquinas e equipamentos, casa e construção, tecnologia, química e saúde, moda e biocombustíveis dos dois países. A programação inclui seminários, reuniões bilaterais, mesas setoriais paralelas e painéis sobre investimentos, com o objetivo de ampliar a cooperação econômica e fortalecer o comércio bilateral entre Brasil e Índia – duas das maiores economias emergentes do Sul Global.

Ao lado de Alckmin, participam da Missão a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, o ministro de Comércio, Indústria e Serviços da Índia, Piyush Goyal, o presidente da Federation Of India Chambers of Commerce (FICCI), Harsha Vardhan Agarwal, e outras autoridades das duas nações.

Relação bilateral em expansão

Segundo o estudo Perfil de Comércio e Investimentos Índia-Brasil, da ApexBrasil, entre 2004 e 2024 a Índia avançou da 29ª para a 13ª posição entre os destinos das vendas externas brasileiras. Desde 2019, as exportações do Brasil para o mundo cresceram em média 7,3% ao ano, enquanto as vendas do país para a Índia cresceram 13,7%. A pauta exportadora, no entanto, segue altamente concentrada, com os três primeiros grupos de produtos representando 67,6% do total exportado.

Os principais produtos vendidos pelo Brasil ao país asiático incluem açúcar, petróleo bruto, óleos vegetais, algodão e metais, enquanto a Índia se destaca como fornecedora de produtos com maior valor agregado como medicamentos, insumos farmacêuticos, produtos químicos e autopeças.

Em 2024, o comércio entre Brasil e Índia somou US$ 12,1 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 5,3 bilhões e importações de US$ 6,8 bilhões.  O crescimento das vendas foi de 12,5% no período. Mesmo com um déficit comercial de US$ 1,6 bilhão, o cenário mostra potencial para diversificação e agregação de valor nas vendas do Brasil para a Índia, especialmente em setores como biocombustíveis, proteína animal, celulose, etanol e pedras preciosas.

Esta missão empresarial busca justamente adensar as cadeias produtivas entre as duas maiores democracias do Sul Global e ampliar as oportunidades de cooperação, fundamentais para a agenda de diversificação de mercados e de promoção de setores ligados à inovação. Em 2024, as vendas brasileiras para o mercado indiano cresceram 12,5%, e entre janeiro e setembro deste ano registramos um avanço de 27,5%. Ainda assim, entendemos que há espaço para fazermos mais”, destaca Ana Paula Repezza.

Cooperação estratégica

A missão ocorre em um momento global marcado por desafios e pela necessidade de diversificar mercados diante de medidas protecionistas internacionais. Para o Brasil, a Índia representa um mercado de 1,4 bilhão de habitantes, com uma classe média em expansão e crescente demanda por produtos agrícolas, energéticos e industriais.

Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou 385 oportunidades de exportação brasileiras para o mercado indiano, refletindo a complementaridade entre as duas economias. Entre os destaques estão: produtos do agronegócio, como proteína animal, milho, etanol e celulose; além de pedras preciosas e semipreciosas, que dialogam com a forte indústria indiana de joias.

Contexto tarifaço

Assim como o Brasil, a Índia também foi afetada pelas tarifas norte-americanas, com elevação de até 50% sobre alguns produtos exportados. A imposição incluiu, além das tarifas “recíprocas”, um “encargo adicional” aplicado devido às importações indianas de petróleo russo. As tarifas afetam vários setores exportadores indianos, como joias, têxteis, produtos químicos, frutos do mar e bens industriais. A Índia reagiu classificando as medidas como injustas, destacando sua estratégia de autonomia e buscando evitar retaliar formalmente por enquanto.

SERVIÇO

Encontro Empresarial Brasil–Índia

Local: Hotel The Imperial, em Nova Délhi, Índia

Data: 16 e 17 de outubro

 

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Mercosul e Canadá retomam negociações visando um acordo comercial moderno, equilibrado e mutuamente benéfico

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), participou nesta quinta-feira (9) de nova rodada de negociações do Acordo de Livre Comércio Mercosul-Canadá. A reunião, que prossegue nesta sexta-feira (10), busca atualizar os entendimentos entre representantes do bloco e o país norte-americano à luz do novo contexto internacional.

O diálogo ocorre após a visita ao Brasil do ministro de Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, em agosto de 2025, quando se reuniu com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Na ocasião, as partes reforçaram o interesse mútuo em aprofundar o diálogo econômico e reativar a agenda de negociações.

Na avaliação da Secex, o novo diálogo reflete o compromisso do Mercosul em buscar acordos modernos, equilibrados e mutuamente benéficos — a exemplo dos recentemente concluídos com Singapura, União Europeia e EFTA. Esses resultados têm servido de referência para a atualização dos compromissos negociados, reforçando o papel do bloco como ator relevante no comércio internacional.

O encontro reúne chefes negociadores e equipes técnicas dos quatro Estados Partes do Mercosul e do Canadá para fazer um balanço das negociações e revisar avanços, pendências e prioridades nos diferentes capítulos temáticos e institucionais do acordo.

Entre os temas em pauta estão: acesso a mercados, regras de origem, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias, serviços e investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual e meio ambiente. Também serão discutidos capítulos voltados à concorrência, micro e pequenas empresas, trabalho, comércio e gênero e povos indígenas, entre outros.

Comércio bilateral

O Canadá é um importante parceiro comercial do Brasil, com a corrente de comércio bilateral alcançando US$ 9,1 bilhões em 2024. O país é o 19º destino mais importante das exportações brasileiras.

As exportações brasileiras ao Canadá em 2024 somaram US$ 6,3 bilhões, com a indústria de transformação sendo responsável por 91% desse total. Dentre os principais produtos exportados destacam-se alumínio, ouro, aço, máquinas e equipamentos, aeronaves e café.

(*) Com informações do MDIC

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Alta nas vendas para países vizinhos contribui para setor calçadista enfrentar forte queda nas exportações para os EUA

 

Da Redação (*)

Brasília – De janeiro a setembro, as exportações de calçados somaram 76,7 milhões de pares que geraram uma receita de US$ 736,4 milhões, alta de 7,1% em volume e estabilidade em receita em relação ao mesmo período do ano passado. Já no recorte de setembro, as exportações somaram 9,2 milhões de pares e US$ 85,3 milhões, incrementos de 18,4% e de 4,8%, respectivamente, ante o mesmo mês de 2024.  Os dados foram divulgados hoje (9) pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

Segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, as exportações de calçados, no mês, foram sustentadas pelo crescimento dos embarques para destinos latino-americanos, em especial no segmento de calçados de material sintético, o que atenuou o impacto da queda nas exportações para os Estados Unidos decorrente da tarifa adicional em vigência.

“Estaríamos registrando resultados melhores sem os impactos da retração no mercado estadunidense. Os calçados de couro, produzidos sob encomenda e com a marca do cliente local, encontram maior dificuldade na busca por mercados alternativos no curto prazo”.

No mês de setembro, a Argentina, apesar da queda nas suas importações de calçados brasileiros, ultrapassou os Estados Unidos como o principal destino do produto verde-amarelo no exterior. No mês nove, os hermanos importaram 1,6 milhão de pares por US$ 19,27 milhões, quedas tanto em volume (-25,9%) quanto em receita (-24,8%) em relação ao mesmo mês de 2024. Já no acumulado do ano, a Argentina segue atrás dos Estados Unidos, tendo importado a soma de 10,97 milhões de pares por US$ 154,96 milhões, incrementos de 22% em volume e de 0,5% em receita na relação com o ínterim correspondente de 2024.

O segundo destino de setembro foram os Estados Unidos. No mês, os americanos importaram 566,63 mil pares por US$ 15,56 milhões, quedas tanto em volume (-23,5%) quanto em receita (-10,4%) em relação a setembro de 2024. Já no acumulado, os Estados Unidos, que seguem como o principal destino do produto nacional no exterior, somam a importação de 8,26 milhões de pares por US$ 171,87 milhões, incrementos de 7,4% e de 4,1%, respectivamente, ante o mesmo intervalo do ano passado.

No terceiro posto entre os destinos internacionais do calçado brasileiro apareceu o Paraguai, que importou 1 milhão de pares por US$ 6 milhões em setembro, altas tanto em volume (+109%) quanto em receita (+49,4%) em relação ao mês nove de 2024. Entre janeiro e setembro, as exportações brasileiras para o Paraguai somaram 7 milhões de pares e US$ 33,77 milhões, incrementos de 17,4% e de 4,7%, respectivamente, ante o mesmo período do ano passado.

Estados

Principal exportador do setor no Brasil, o Rio Grande do Sul embarcou, em setembro, 3,28 milhões de pares por US$ 44,6 milhões, incrementos de 13% e de 5,1%, respectivamente, no comparativo com o mesmo mês de 2024. No acumulado do ano, partiram das fábricas gaúchas rumo ao exterior 24,75 milhões de pares, que geraram US$ 359,7 milhões, incremento de 2,5% em volume e queda de 2,9% em receita na relação com o mesmo intervalo do ano passado.

O segundo principal exportador de calçado do Brasil seguiu sendo o Ceará, de onde foram exportados, em setembro, 2,87 milhões de pares por US$ 14,57 milhões, incrementos tanto em volume (+53%) quanto em receita (+33,8%) em relação ao mês correspondente do ano passado. No acumulado do ano, as exportações cearenses somaram 24,2 milhões de pares e US$ 142,3 milhões, incremento de 12,3% em volume e queda de 2,1% em receita no comparativo com o mesmo período de 2024.

Fechando o ranking de exportadores de calçados brasileiros, São Paulo embarcou, em setembro, 518,42 mil pares por US$ 8,13 milhões, quedas de 10,5% e de 7,9%, respectivamente, no comparativo com o mesmo mês do ano passado. No acumulado, as fábricas paulistas somaram 5,25 milhões de pares exportados, o que gerou US$ 76,33 milhões, incrementos de 21,6% e de 15,1%, respectivamente, ante o mesmo intervalo de 2024.

Importações
No acumulado do ano, as importações somaram 33,53 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 437,77 milhões, altas tanto em volume (+24,3%) quanto em receita (+24,3%) em relação ao mesmo período do ano passado.

As principais origens foram o Vietnã (10,9 milhões de pares e US$ 212,8 milhões, altas de 22,1% e de 27,9%, respectivamente, ante 2024), China (8,77 milhões de pares e US$ 34,22 milhões, altas de 10,4% e de 13,4%) e Indonésia (7 milhões de pares e US$ 108,1 milhões, altas de 49,8% e de 40,2%).

Em setembro, as importações somaram US$ 49,74 milhões e 3,4 milhões de pares, incremento de 5,2%, em volume, em relação ao mesmo mês de 2024. Neste recorte, preocupa a China, que, mais uma vez, registrou um incremento de quase 70% nas suas exportações para o Brasil, em pares. “Com a tarifa de 30% aplicada ao produto chinês nos Estados Unidos, os fabricantes locais vêm intensificando suas exportações para outros países, entre eles o Brasil”, alerta Ferreira.

Em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, palmilhas etc – as importações de janeiro a setembro foram equivalentes a US$ 34,6 milhões, 29,5% mais do que no mesmo período do ano passado. As principais origens foram China, Paraguai e Vietnã.

(*) Com informações da Abicalçados

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Tarifas impactam e desequilibram comércio Brasil-EUA e elevam para US$ 5,1 bilhões superávit americano em nove meses

Da Redação (*)

Brasília— A nova edição do Monitor do Comércio Brasil–EUA, da Amcham Brasil, mostra que as tarifas impostas pelos Estados Unidos estão acentuando o desequilíbrio comercial entre os dois países.

Em setembro, as exportações brasileiras caíram 20,3%, com retração de 25,7% nos produtos sujeitos às sobretaxas e crescimento de 12,3% nos itens isentos. No acumulado de janeiro a setembro, as vendas brasileiras recuaram 0,6%, enquanto as importações de produtos americanos aumentaram 11,8%, elevando o superávit dos EUA para US$ 5,1 bilhões.

“Os dados de setembro reforçam o impacto das tarifas sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos. Produtos sujeitos às sobretaxas registraram uma retração de 26%, que pode se intensificar nos próximos meses. Nesse cenário, o avanço das negociações entre os dois governos será fundamental para reequilibrar o comércio bilateral”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

A entidade ressalta que o diálogo recente entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrido em 6 de outubro, representa um passo relevante para buscar soluções negociadas e mitigar os efeitos das tarifas sobre o comércio bilateral.

“O comércio Brasil–EUA é sustentado por uma ampla rede de empresas, investimentos e interesses mútuos. Esperamos que o diálogo entre os presidentes abra caminho para negociações que devolvam previsibilidade e permitam preservar e expandir o comércio e os investimentos bilaterais”, completa Abrão Neto.

A íntegra do Monitor do Comércio Brasil–EUA – setembro/2025 está disponível [aqui].

(*) Com informações da Amcham Brasil

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Brasil e EUA devem buscar o abrandamento das sanções e aparar arestas, diz CEO da HKTC do Brasil

Da Redação

Brasília – O telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump permite pensar não apenas no abrandamento das tarifas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos a uma vasta gama de produtos exportados pelo Brasil para o mercado americano, mas criar uma expectativa de que isso aconteça, até porque não existe outra opção. A opinião é de Daniel Cassetari, CEo da HKTC do Brasil e com mais de 25 anos atuando como especialista em comércio exterior.

Criada no ano 2.000, a empresa é uma multinacional com sede em Hong Kong – China, onde opera com o nome de HKTC and Business Limited. No Brasil, a companhia possui quatro unidades instaladas: a matriz em São Paulo; duas filiais em Garuva e em Itajaí (Santa Catarina); e uma quarta unidade em Pouso Alegre (Minas Gerais).

Além de comandar as unidades da empresa no Brasil, Daniel Cassetari lidera a expansão da HKTC na Ásia e na América Latina, criando estratégias para fortalecer a presença global da empresa. Ele atua com foco especial em excelência, inovação e competitividade no mercado internacional.

A exemplo do que aconteceu com praticamente todas as empresas brasileiras vinculadas ao comércio exterior, a HKTC também recebeu com surpresa e apreensão as tarifas de 50% impostas pelo presidente Trump aos produtos brasileiros embarcados para o mercado americano.

Preocupação que foi aliviada após a troca de elogios entre os presidentes Lula e Trump em rápido encontro à margem da Assembleia Geral da ONU, no dia 24 de setembro, em Nova York e que se transformou em esperança no último dia 6 de outubro, com um telefonema de 30 minutos entre os dois presidentes.

A hora do abrandamento das sanções

Ao falar sobre esse contato telefônico, Daniel Cassetari afirmou que “agora é hora de pensarmos no abrandamento das sanções. Obviamente que virão outras coisas por trás disso, mas precisamos desse abrandamento da mesma forma que os Estados Unidos também precisam”.

Profissional habilidoso, participante de incontáveis e relevantes negociações comerciais internacionais, o CEO da HKTR do Brasil observa os desdobramentos das divergências entre os governos brasileiro e americano surgidas com a imposição de tarifas unilaterais pelos EUA com prudência e serenidade.

Para ele, é inegável que na condução das negociações que podem acontecer em um encontro entre Lula e Trump durante a reunião de Cúpula do Conselho da ASEAN, na Malásia, no dia 26 de outubro, o governo brasileiro certamente terá que fazer concessões.

E reforça: “é preciso que sejam feitas não só concessões, mas também adequações no contexto da situação que ora se apresenta. Até porque o Brasil compra muito dos Estados Unidos, e o país é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, e o Brasil também é um grande importador de produtos americanos”.

Ao mencionar concessões que certamente terão que ser feitas pelo Brasil numa rodada de negociações com os Estados Unidos, o CEO da HKTR do Brasil admite que o presidente Lula poderá acenar ao presidente Trump com avanços em dois dos diversos temas de interesse americano em suas relações com o Brasil: a normatização da atuação das chamadas big techs no território nacional e uma eventual negociação envolvendo as exportações de terras raras para os Estados Unidos.

Segundo Daniel Cassetari, “com certeza, esses dois temas serão alvo das conversações entre os dois presidentes, mas outros temas igualmente relevantes constarão da agenda, mas não serão tão importantes quanto as negociações em relação ao agro”, numa referência implícita às exportações de carne bovina, café, suco de laranja e outros produtos do agronegócio que são destaque nas exportações brasileiras para o mercado americano.

Para o executivo da HKTR do Brasil, “o agronegócio brasileiro está sofrendo muito {com a redução expressiva das exportações}, mas os consumidores e importadores americanos também estão sofrendo muito com a falta de produtos brasileiros como o café, o que fez com que os preços dos produtos subissem acentuadamente no mercado americano”, concluiu.

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Acordo Mercosul–União Europeia apresenta oportunidades de participação feminina no comércio internacional

Acordo é estratégica para impulsionar as exportações brasileiras e aumentar negócios nos dois blocos

Da Redação (*)

Brasília – A secretária em exercício de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Daniela Matos, destacou a importância de fortalecer a participação feminina no comércio internacional e de incorporar a pauta de gênero nos acordos comerciais durante o 11º Encontro da Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul (CEMM), realizado nesta quarta-feira (8), em Brasília (DF).

De acordo com Daniela, aumentar a participação feminina no comércio internacional brasileiro é uma das prioridades da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A secretária em exercício ressaltou que, desde 2023, o governo federal vem estruturando políticas e ações para ampliar o protagonismo feminino nas exportações, com base em diagnóstico inédito elaborado pela Secex.

O levantamento, realizado em 2023, mostrou que apenas 14% das empresas exportadoras brasileiras têm liderança feminina em sua composição societária — um dado que evidencia a necessidade de políticas específicas de incentivo e qualificação. Novo levantamento, publicado em 2025, mostrou melhora nos índices, mas desafios persistem.

“Foi um diagnóstico importante que nos mostrou o tamanho do desafio. As mulheres ainda são minoria entre as exportadoras e, em muitos casos, enfrentam barreiras mais altas que os homens. A partir desse estudo, o MDIC passou a tratar o tema como prioridade — tanto na promoção de exportações, com programas como o Elas Exportam, quanto na incorporação da perspectiva de gênero nos acordos comerciais, como o Acordo Mercosul–União Europeia”, disse.

Comércio e empoderamento feminino

A secretária em exercício do MDIC destacou a inclusão de uma seção específica sobre comércio e empoderamento feminino no Acordo Mercosul–União Europeia, com foco em cooperação, troca de experiências e políticas voltadas à ampliação da presença das mulheres no comércio internacional.

“Esses dispositivos têm um papel importante na implementação do acordo, para garantir que os benefícios do acordo sejam bem aproveitados pelas empresas brasileiras, em especial as lideradas por mulheres. O comércio internacional precisa refletir a diversidade da nossa sociedade e gerar oportunidades mais justas e inclusivas. Além disso, a maior inclusão fortalece as empresas que participam do comércio internacional, tornando-as mais inovadoras e resilientes no longo prazo”, completou Daniela”, completou Daniela.

A coordenadora executiva da Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul, Laura Velásquez, reforçou o caráter histórico da inclusão do tema de gênero nas negociações:

“As mulheres empresárias fazem muito pela economia dos nossos países. É essencial que elas tenham um lugar de protagonismo também nos acordos comerciais. O novo capítulo sobre comércio e empoderamento feminino é um passo histórico. Ele prevê políticas para ampliar a participação das mulheres no comércio internacional e promover o intercâmbio de boas práticas entre o Mercosul e a União Europeia”, afirmou Laura Velásquez.

Já o embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, também participou do debate e destacou o avanço das negociações do Acordo Mercosul–União Europeia, ressaltando o momento de convergência entre os países e o caráter estratégico do entendimento.

“Hoje estamos com as negociações concluídas e as disciplinas jurídicas compatibilizadas. Do lado do Mercosul, há total disposição em ver o acordo se tornar realidade. Esperamos que sua assinatura ocorra ainda durante a presidência brasileira do bloco, para que entre em vigor o quanto antes e gere oportunidades concretas para os nossos países”, concluiu Raimondi.

O primeiro painel do 11º Encontro CEMM teve como tema “Atualizações sobre o Acordo Mercosul–União Europeia” e foi mediado pela diretora executiva da Convergência Empresarial de Mulheres do Brasil, Lilian Schiavo.

O evento foi promovido pela Convergência Empresarial de Mulheres Brasileiras (CEM Brasil) e reuniu lideranças femininas da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além de representantes de governos, instituições financeiras e entidades do setor produtivo.

(*) Com informações do MDIC

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Exportações de tabaco podem superar US$ 3 bilhões em 2025, apesar da queda nas vendas aos EUA com tarifaço

Apesar da tendência positiva apontada pelo levantamento da Deloitte, embarques ainda podem ser afetados por problemas logísticos. Tarifaço também segue preocupando associadas do SindiTabaco que exportam aos EUA.

Da Redação (*)

Brasília – As exportações de tabaco brasileiro devem superar os US$ 3 bilhões até o final de 2025, segundo levantamento realizado pela consultoria Deloitte junto às empresas associadas ao Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco). A pesquisa aponta para volumes de 15,1% a 20% superiores aos de 2024 e a perspectiva de valores entre 2,1% a 6% a mais do que o total do ano passado, quando as exportações do setor geraram US$ 2,977 bilhões em divisas.

Conforme os dados consolidados pelo MDIC/ComexStat (Sistema de Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), de janeiro a setembro, os volumes exportados somaram 376.907 toneladas, sendo 19,23% a mais do que o mesmo período do ano passado. Em relação às divisas obtidas, foram US$ 2.354.449 bilhões, sendo 16,22% a mais do que os valores no mesmo período de 2024.

Assim, o Brasil deve, novamente, fechar o ano como líder mundial de exportações de tabaco, agora pelo 33º ano consecutivo, confirmando a posição mantida desde 1993. Os dados do MDIC/ComexStat mostram também que, de janeiro a setembro, os principais destinos do produto brasileiro foram, por ordem: Bélgica, China, Indonésia, Estados Unidos, Turquia e Emirados Árabes.

Para o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, o setor aposta na eficiência do Sistema Integrado de Produção de Tabaco para manter a qualidade e integridade do produto brasileiro que todos os anos é destinado para mais de 100 países. “Os números refletem o sucesso da boa safra comercializada junto aos produtores e superam a média histórica da última década de 500 mil toneladas e US$ 2 bilhões em divisas todos os anos”, avalia.

Situação dos embarques para os Estados Unidos

Em 2024, quase 9% do tabaco brasileiro – 40 mil toneladas ao preço de US$ 255 milhões – foi enviado para os Estados Unidos. Neste ano, de janeiro a agosto, foram embarcadas 28 mil toneladas, que geraram US$ 173 milhões. “Embarcamos o que foi possível até agosto, quando a tarifa adicional entrou em vigor, mas ainda temos 12 mil toneladas de tabaco processado e comercializado que estão com os embarques suspensos. A expectativa é de que tenhamos alguma solução para a questão nos próximos meses, sob pena de termos problemas futuros no campo e nas indústrias”, comenta Thesing.

Logística dos portos acende alerta

O resultado das exportações de tabaco de 2025 pode ser impactado por atrasos nos embarques no Porto de Rio Grande, de onde sai mais de 90% do tabaco brasileiro. Novas regras anunciadas recentemente pelo TECON (Terminal de Contêineres) reduziram o prazo para entrada dos containers no Terminal, fazendo com que as empresas exportadoras precisem de locais para armazená-los até a liberação para embarque. Porém, os espaços disponíveis estão se tornando disputados, resultando no aumento expressivo de custos de armazenagem.

Segundo Valmor Thesing, algumas associadas do SindiTabaco relatam que já há contêineres de tabaco parados no TECON há mais de 40 dias. “Grande parte dos terminais da costa brasileira estão muito acima de sua capacidade operacional, estando vários deles com poucas janelas de atracação e cais congestionados. Outro problema recorrente é o elevado número de cancelamento de escalas de navios no TECON por parte de armadores marítimos, ocasionando a postergação dos embarques e consequente acúmulo gigantesco de containers no pátio do terminal. “O cancelamento de escalas também resulta na menor oferta de containers vazios aos exportadores que já é um problema antigo”, relata Thesing.

Do campo para o mundo

Dos 1.191 municípios da Região Sul do Brasil, 525 produziram tabaco na safra 2024/25, sendo 206 no Rio Grande do Sul, 188 em Santa Catarina e 131 no Paraná. De acordo com a Afubra, 720 mil toneladas foram produzidas na safra 2024/2025 e renderam aos produtores integrados cerca de R$ 14,58 bilhões.

(*) Com informações do SindiTabaco

 

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Produção e vendas de veículos caem no ano e exportações são  destaque de desempenho que preocupa o setor

Da Redação

Brasília –  Após um primeiro semestre de bons resultados frente ao mesmo período de 2024, a indústria automotiva registra a partir do mês de setembro dados preocupantes. A produção sofreu uma inversão de curva, fechando o terceiro trimestre com recuo de 0,8% frente ao mesmo período do ano passado.  O desempenho do segmento dos veículos pesados foi determinante para essa queda, com uma retração de 9,4% comparativamente com o terceiro trimestre de 2024. Apesar disso, o setor alcançou a marca de 2 milhões de veículos produzidos neste ano.

E a preocupação do setor só não é maior porque as exportações seguem como o melhor indicador do segmento, com uma expressiva alta de 51,6%, comparativamente com as vendas de janeiro a setembro do ano passado, totalizando 430,8 mil unidades embarcadas e uma receita de US$ 10,9 bilhões.

No tocante ao mercado interno, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet,“os números do período de julho a setembro nos preocupam por indicarem a perda da tração que verificamos na primeira metade do ano e nos impõem o desafio de uma recuperação considerável no último trimestre, diante de uma base muita boa do final do ano passado”, afirmou Calvet hoje (08), ao divulgar o balanço das atividades do setor no período de janeiro a setembro.

Exportações em setembro e no ano

 De acordo com os dados da Anfavea, em setembro foram exportadas 52,5 mil unidades, crescimento de 26,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a setembro, a exportação de veículos somou 430,8 mil unidades, alta de 51,6% em relação aos nove primeiros meses de 2024.

Em relação à receita, em setembro, os embarques de veículos para o exterior renderam US$ 1,2 bilhão, alta de 22,4% na comparação com setembro de 2024. No acumulado do ano, a receita totalizou  US$ 10,9 bilhões, alta de 38,3 se comparada com a cifra registrada no mesmo período do ano passado.o montante subiu 38,3%, para US$ 10,9 bilhões.

Na América Latina, os principais mercados

Os dados da Anfavea confirmam a Argentina como o principal destino de exportações no acumulado do ano, tendo recebido 252,2 mil veículos produzidos no Brasil, alta de mais de 130,6%. A seguir, aparece o México, com 58 mil, queda de 16,8%, e logo depois a Colômbia, com 38,4 mil, alta de 55,2%.

Em relação à alta expressiva das exportações para a Colômbia, o aumento deveu-se à antecipação de exportações, com o objetivo de utilizar os mecanismos do acordo bilateral que expirou no final de setembro. Além da retomada das negociações de um novo instrumento de cooperação, o setor se preocupa com a criação pelo governo colombiano, já a partir deste mês de outubro, de um Imposto de Importação de 16,1% sobre os automóveis importados do Brasil.

O presidente Igor Calvet torce pela retomada das tratativas de um novo acordo e diz esperar que “as negociações avancem porque é um mercado super importante para o Brasil. Outros países, se nós não agirmos rapidamente como país, terão acesso preferencial ao mercado colombiano, que não o Brasil”, acrescentou.

Em quarto lugar como destino de nossas exportações está o Uruguai, que recebeu 25,3 mil veículos, queda de 4,5%, seguido pelo Chile, com 20,7 mil veículos, alta de 40,6%

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Dois Anos do Massacre de 7 de Outubro: O Maior Ataque Contra Judeus Desde o Holocausto

Rafael Rozenszajn (*)

Nesta terça-feira, 7 de outubro de 2025, completaram-se dois anos do maior ataque contra o povo judeu desde o Holocausto. O que aconteceu naquele dia não foi um ato isolado de violência, mas uma ofensiva terrorista coordenada e brutal que mudou Israel para sempre.

Na manhã de 7 de outubro de 2023, mais de 5 mil terroristas palestinos liderados pelo Hamas invadiram o território israelense por terra, mar e ar. Utilizando 114 rompimentos na cerca de fronteira de 60 quilômetros entre a Faixa de Gaza e Israel, os grupos terroristas dispararam mais de 4 mil foguetes enquanto avançavam sobre comunidades civis desprotegidas.

O resultado foi devastador: aproximadamente 1.200 pessoas assassinadas, 251 sequestradas e mais de 5 mil feridos, a esmagadora maioria são civis. Centenas de jovens que participavam de um festival de música eletrônica no sul de Israel foram massacrados. Dezenas de kibbutzim e comunidades foram atacadas simultaneamente.

Para dimensionar o ataque considerando a realidade brasileira, proponho a seguinte análise: o Brasil tem 215 milhões de habitantes, 22 vezes mais que a população de Israel. Proporcionalmente, um ataque dessa magnitude no Brasil atingiria mais de 140 mil pessoas simultaneamente, o equivalente a dois estádios do Maracanã lotados.

Embora o ataque em Israel, provocado no dia 7 seja assombroso, temos outra grande batalha: a da desinformação, que se espalhou rapidamente nas redes, nas mídias e nas Universidades. Desde o dia 8 de Outubro de 2023, Israel já estava sendo acusado de genocídio sem nem sequer ter começado a atacar Gaza.

Informações falsas foram e estão sendo difundidas, assim como contas falsas foram criadas nas redes para criar narrativas enganosas. A guerra de narrativas e midiática passou a ter um valor tão importante quanto a guerra militar.

O principal grupo terrorista que dissemina falsas informações, o Hamas, produz campanhas sistemáticas de desinformação. Um dos exemplos são as alegações do grupo sobre a falta de comida. Os alimentos são verificados e liberados pelas Forças de Defesa de Israel e estão aptos para distribuição e consumo, mas permanecem armazenados e apodrecendo.

A grande pergunta é: por que esses alimentos estão aqui e não estão sendo distribuídos para os civis da Faixa de Gaza? Isso mostra que o problema em Gaza não é a quantidade de alimentos, mas sim a distribuição, já que o Hamas impede.  A estratégia do Hamas, no entanto, é reter os suprimentos, causar sofrimento à população e culpar Israel diante da comunidade internacional.

Além disso, o grupo terrorista utiliza civis como escudos humanos, impedindo que deixem áreas de conflito como uma ferramenta de resistência. O Hamas busca manter civis em áreas de perigo, utilizando-os como peças no tabuleiro da guerra para alcançar seus objetivos violentos. A organização está prejudicando as famílias de Gaza, impedindo-as de buscar refúgio em locais seguros.

Apesar da dor e da tragédia, Israel continua florescendo, crescendo e se desenvolvendo. Enquanto nossos inimigos buscam destruição e desinformação, escolhemos a vida, a paz, a verdade, o futuro e o desenvolvimento. Este é o verdadeiro espírito do povo de Israel. Devemos sim lembrar dos ataques, honrar cada vítima e trazer os reféns de volta e, sobretudo, devemos mostrar que jamais conseguirão apagar nossa esperança e nossa vontade de viver.

Assim como o povo judeu em toda sua história enfrentou diversos povos que tentaram destruí-lo, e o povo sempre lutou por sua fé, liberdade e identidade, nesses dias também enfrentamos inimigos que querem nos destruir. E assim como em nossa história, escolhemos resistir. Mais do que resistir: escolhemos florescer. Enquanto o Hamas investe na morte e na destruição, investimos na vida, no futuro e no desenvolvimento. Essa é a verdadeira vitória do povo de Israel, ontem, hoje e sempre.

(*) Rafael Rozenszajn é o primeiro porta-voz em português das Forças de Defesa de Israel, advogado especialista em direito internacional, major da reserva e autor do livro “Guerra de Narrativas”.

 

 

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Geraldo Alckmin: “com o Portal Único, o Brasil dá um passo definitivo rumo à eficiência do comércio exterior”

Integração dos órgãos responsáveis pelo licenciamento nas importações representa marco para um processo mais econômico e ágil no comércio exterior

Da Redação (*)

Brasília – O governo federal avança no processo de modernização do comércio exterior brasileiro. A partir de outubro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passam a disponibilizar a Declaração Única de Importação (DUIMP) e as Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCOs) para importação de produtos sob sua anuência.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, garantiu que, com o Portal Único, o Brasil dá um passo definitivo rumo à eficiência no Comércio Exterior.

“O Portal Único reduz custos, amplia a segurança, promove inclusão e simplifica a vida das pessoas e das empresas. É o Estado atuando para facilitar, e não dificultar, a vida de quem produz e quer crescer. Desburocratizar gera competitividade e emprego”, afirmou.

Segundo Alckmin, cada dia que uma carga fica parada no porto representa uma estimativa de 0,8% do valor da mercadoria. A digitalização transforma o comércio exterior. Antes, para exportar frango à União Europeia ou ao Reino Unido, era preciso um certificado de origem em papel e o pagamento de taxas. Atualmente, é eletrônico, gratuito e mais seguro.

A adesão do Mapa e da Anvisa, na última segunda-feira (06), e a incorporação das importações sujeitas à análise documental pelo Exército, a partir do dia 13 de outubro, representam um momento decisivo rumo à completa transição entre o sistema atual (DI/LI) e o Novo Processo de Importação (DUIMP/LPCO). O novo modelo é caracterizado por fluxos mais céleres e menos burocráticos, com uso de informações antecipadas e compartilhadas entre os diversos órgãos.

Ao todo, 16 órgãos participam do comércio exterior brasileiro como anuentes no processo de importação — todos já aderiram ao Portal Único de Comércio Exterior, levando em conta seu escopo de operações.

Impactos

É estimado que a adoção plena do Novo Processo de Importação, no âmbito do Portal Único, reduza em até 40% o tempo médio das operações de importação e em 14% os custos logísticos, com reflexos positivos no PIB nacional.

A secretária de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, Tatiana Prazeres, ressaltou que o Portal Único moderniza profundamente os processos de importação, exportação e trânsito aduaneiro, com resultados concretos em eficiência e integração.

“São três pilares: normas, processos e sistema. A migração para o novo processo de importação é fundamental para que o setor privado aproveite plenamente os benefícios do Portal Único. A reformulação promovida em parceria com os órgãos anuentes é decisiva para alcançarmos um cenário de excelência em facilitação do comércio”, ressaltou Tatiana Prazeres.

Licenças Flex e ganhos econômicos

Uma das principais vantagens do Portal Único é a possibilidade de uso das “licenças Flex”, que reduzem a quantidade de operações de licenciamento. Antes, para cada operação sujeita à anuência, o importador precisava solicitar uma nova autorização ao órgão competente. Agora, conforme regulamentação de cada órgão, uma única licença pode amparar múltiplas operações ao longo de determinado período, quantidade ou valor, o que gera economia de tempo e custos.

Os operadores de comércio exterior já podem registrar a DUIMP, uma espécie de “passaporte digital” que reúne todas as informações da importação em um único documento eletrônico, para os seguintes produtos, conforme condições publicadas no portal de notícias Siscomex:

  • Todos os produtos sob anuência da ANM – Agência Nacional de Mineração
    • Todos os produtos sob anuência da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
    • Todos os produtos sob anuência da CNEN – Comissão Nacional de Energia Nuclear
    • Todos os produtos sob anuência do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
    • Todos os produtos sob anuência do DECEX – Departamento de Operações de Comércio Exterior
    • Todos os produtos sob anuência do DPF – Departamento de Polícia Federal
    • Todos os produtos sob anuência da ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
    • Todos os produtos sob anuência do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
    • Todos os produtos sob anuência do INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia
    • Todos os produtos sob anuência do MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
    • Produtos sem anuência
    • Fertilizantes (área temática) – órgão anuente: MAPA
    • Alimentos e produtos utilizados para garantir sua qualidade e segurança, exceto azeite e produtos com anuência do MAPA – órgão anuente: Anvisa
    • Produtos “faixa verde” e “faixa amarela” sob anuência do Exército.

A migração completa das importações para o Portal Único ocorrerá até setembro de 2026, de forma modulada e acompanhada de validações junto ao setor privado.

O programa foi reconhecido como uma das medidas institucionais de maior impacto na melhoria do ambiente de negócios e investimentos, integrando o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A diretora do Departamento de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio da Secex, Janaina Batista, reforçou os ganhos econômicos já observados.

“A utilização do Portal Único já apresenta resultados expressivos, com impacto positivo sobre a competitividade brasileira. Com a migração completa, esperamos reduzir significativamente o tempo de licenciamento e otimizar recursos na administração pública. As vantagens serão percebidas por todos, e a transição será conduzida de forma gradual e segura, em diálogo constante com o setor privado”, concluiu.

Principais avanços do Portal Único

  • Integração entre sistemas públicos e privados
    • Preenchimento de informações apenas uma vez
    • Fiscalização concomitante entre órgãos anuentes e Receita Federal
    • Notificações automáticas de tarefas pendentes
    • Pagamento de tributos federais e estaduais em uma única plataforma
    • Distribuição imediata das declarações para análise
    • Melhoria do gerenciamento de riscos e da precisão dos dados de importação

(*) Com informações do MDIC

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