Upskilling e Reskilling: como preparar equipes para a próxima onda tecnológica

Guilherme Pereira (*)

A revolução tecnológica que vivemos hoje vai muito além de máquinas, algoritmos e sistemas inteligentes — ela é, acima de tudo, sobre pessoas e sobre a capacidade de adaptação necessária para acompanhar e protagonizar essa nova era. Segundo a pesquisa mais recente da McKinsey, até 2030, milhões de trabalhadores em todo o mundo precisarão mudar de ocupação ou desenvolver novas competências para permanecerem relevantes no mercado. Trata-se de uma mudança estrutural, que não apenas redefine funções e carreiras, mas que deve se intensificar de forma decisiva nos próximos cinco anos.

Mais do que um alerta sobre o impacto da automação, esses dados reforçam a urgência de se adotar estratégias estruturadas de upskilling e reskilling. Ambas têm se consolidado como pilares de sustentação para empresas de tecnologia que desejam se manter competitivas em um cenário em que inteligência artificial, computação em nuvem, automação de processos e análise de dados redefinem constantemente as funções e exigências do mercado.

O upskilling foca no aperfeiçoamento das competências existentes, ajudando profissionais a dominar novas ferramentas e linguagens tecnológicas que potencializam sua produtividade. É o caso, por exemplo, de desenvolvedores que aprendem novas stacks de programação, analistas de dados que passam a utilizar plataformas de machine learning ou profissionais de marketing que se aprofundam em automação e análise preditiva. Esse processo permite que as equipes evoluam junto com a tecnologia, sem perder sua base de especialização.

Já o reskilling está ligado à requalificação profissional, isto é, preparar colaboradores para novas funções dentro da própria empresa, muitas vezes em áreas completamente diferentes. Em um setor de tecnologia em constante mutação, essa estratégia se tornou crucial. Funções tradicionais estão sendo redesenhadas ou substituídas por novas posições, como engenheiros de IA, especialistas em cibersegurança, arquitetos de nuvem ou analistas de dados éticos. Requalificar profissionais internos reduz o tempo e o custo de contratação externa e, ao mesmo tempo, fortalece a cultura de aprendizado e retenção de talentos.

Empresas que compreendem essa lógica e tratam o desenvolvimento de competências como parte de sua estratégia central tendem a se destacar. Quando o upskilling é conduzido de forma contínua e planejada, ele amplia a produtividade e fortalece a autonomia dos times. O reskilling torna-se decisivo para mitigar a escassez de talentos especializados, sendo esse um desafio crescente no ecossistema tecnológico global.

Essa visão também redefine o papel das lideranças. Mais do que conduzir projetos pontuais de treinamento, líderes precisam consolidar o aprendizado como prática cotidiana, incorporando o desenvolvimento de competências ao próprio fluxo de trabalho. Afinal, as transformações mais duradouras não acontecem de fora para dentro, mas de dentro para fora, a partir das pessoas, de suas atitudes e exemplos.

Líderes que compreendem essa dinâmica tendem a criar times mais engajados, colaborativos e inovadores. Colaboradores que enxergam o aprendizado como parte da jornada profissional constroem um ambiente mais ágil e preparado para a mudança constante. E essa mentalidade, mais do que qualquer tecnologia, é o que diferencia as organizações que evoluem daquelas que apenas reagem.

O impacto das tecnologias emergentes dependerá menos do avanço das máquinas e mais da capacidade humana de acompanhá-las. Upskilling e Reskilling são, portanto, estratégias seguras para garantir que a inovação tecnológica caminhe lado a lado com o desenvolvimento humano — e para que a próxima onda tecnológica seja impulsionada não apenas por códigos, mas por pessoas preparadas para reinventá-los.

(*) Guilherme Pereira é diretor de Inovação da Alura + FIAP Para Empresas, solução de educação corporativa que apoia organizações de todos os tamanhos e segmentos na transformação de carreiras e negócios.

 

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Brasil consolida protagonismo no audiovisual internacional e celebra resultados do convênio ApexBrasil-SIAESP

Projeto setorial Cinema do Brasil, fruto da parceria entre as entidades, ajuda filmes brasileiros a cruzarem fronteiras, ganharem mercado, visibilidade e reconhecimento internacional

Da Redação (*)

Brasília – O audiovisual brasileiro inicia 2026 em evidência no cenário internacional. O reconhecimento recente no Golden Globes (Globo de Ouro), com duas premiações para O Agente Secreto, um ano depois de Ainda Estou Aqui conquistar o Oscar, reforça a potência criativa do Brasil e mostra a força de uma indústria que vem se consolidando globalmente por meio de estratégias estruturadas de promoção internacional.

Nesse contexto, ganham ainda mais relevância os resultados do novo convênio “Cinema do Brasil”, firmado há dois anos entre a ApexBrasil e o Sindicato da Indústria Audivisual do Estado de São Paulo (SIAESP). A iniciativa tem sido fundamental para ampliar a presença, a competitividade e o acesso das empresas brasileiras aos principais mercados e festivais internacionais.

“Com ótimos resultados em negócios, reconhecimento artístico e fortalecimento institucional, o Brasil reafirma seu papel como uma potência criativa global, ampliando sua presença tanto nos grandes festivais quanto nos principais mercados internacionais. Essa parceria segue como um instrumento estratégico para a internacionalização do setor e a valorização da identidade nacional”, destaca Jorge Viana, presidente da ApexBrasil.

Um dos grandes destaques desse período foi a missão de 2025 ao Festival de Cannes ao Marché du Film, que marcou um momento histórico para o setor audiovisual brasileiro. Pela primeira vez, o Brasil foi homenageado como País de Honra do Marché du Film, reconhecimento que integrou as celebrações dos 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e França.

A delegação brasileira contou com mais de 120 empresas, sendo 99 associadas ao Cinema do Brasil, reunindo produtoras, distribuidoras, agentes de vendas, festivais, film commissions e prestadoras de serviços. O estande do Cinema do Brasil, localizado no Palais des Festivals, funcionou como um verdadeiro hub de negócios e articulação institucional, com intensa programação de reuniões, encontros estratégicos, sessões de mercado, painéis temáticos e eventos de relacionamento.

Para André Sturm, presidente do SIAESP, os prêmios no Globo de Ouro consolidam a importância do cinema brasileiro no mundo. “São dois anos seguidos de premiações no Globo de Ouro, mostra o reconhecimento do mundo ao cinema brasileiro. Isso tem muito a ver com o trabalho que o Cinema do Brasil tem feito há quase vinte anos em parceria com a ApexBrasil da promoção do cinema no exterior. Agradeço muito a ApexBrasil por ter visto que o cinema brasileiro tinha potencial e representa tanto para o Brasil.”

Balanço das atividades e dos resultados

Os resultados alcançados, trazendo um incremento da ordem de 25% com relação ao ano anterior, evidenciam o impacto direto das ações de promoção comercial internacional:

  • 93 empresas brasileiras associadas ao Cinema do Brasil integraram a delegação
  • 864 reuniões realizadas ao longo do mercado
  • 31 encontros promovidos no estande do Cinema do Brasil
  • US$ 14.7 milhões em volume de negócios gerado durante o evento
  • US$ 44.2 milhões em expectativas de negócios para os 12 meses seguintes

Também no âmbito artístico e cultural, a presença brasileira em Cannes foi histórica. O país teve um filme selecionado na Competição Oficial, outros três em mostras oficiais paralelas, além da realização de um showcase de curtas-metragens e outro dedicado a filmes de gênero em finalização. Ao todo, cinco premiações foram conquistadas, evidenciando a diversidade estética, a pluralidade de narrativas e a vitalidade criativa da produção audiovisual nacional.

Essa visibilidade inédita potencializou as ações de promoção comercial coordenadas pelo Cinema do Brasil, que liderou uma articulação multissetorial envolvendo instituições das três esferas de governo. As ações contaram com o apoio da Spcine e da RioFilme, no âmbito municipal; da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, no âmbito estadual; e do Ministério da Cultura e da Secretaria do Audiovisual, no âmbito federal. Essa atuação conjunta foi determinante para a realização de uma agenda ampla, estratégica e qualificada, reforçando o compromisso coletivo com o fortalecimento do audiovisual brasileiro no mercado internacional.

Outro marco relevante de 2025 foi o retorno do BrBoutique, iniciativa estratégica dedicado à promoção de obras brasileiras em ambiente fechado colocando as principais agências de sales do mercado internacional em contato direto com os produtores nacionais. A retomada do BrBoutique foi um sucesso, e um dos filmes exibidos na edição de 2025 integrará a programação da Berlinale 2026, na seção Generation, reafirmando a capacidade do projeto de gerar visibilidade, circulação e oportunidades concretas para as produções nacionais Ao longo do biênio, o convênio Cinema do Brasil, parceria entre ApexBrasil e SIAESP, viabilizou uma presença consistente e estratégica do audiovisual brasileiro em importantes plataformas internacionais.

Ações internacionais do biênio:

  • Marché du Film – Festival de Cannes
  • European Film Market e Berlinale
  • Festival de Guadalajara
  • Festival de Locarno e Industry Pro
  • Festival e Indústria de San Sebastián
  • Festival de Rotterdam e Cinemart
  • Festival de Busan e Asian Contents Film Market
  • Ventana Sur
  • BAM – Bogotá Audiovisual Market
  • Conecta Fiction & Entertainment

Ações nacionais do biênio:

  • Festival de Gramado e Gramado Film Market
  • BrLab
  • SAPI
  • Nordeste Lab
  • BrBoutique2

(*) Com informações da ApexBrasil

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Acordo Mercosul-União Europeia: Brasil tem muito mais a ganhar além da redução de tarifas. Saiba o quê aqui

Da Redação (*)

Brasília – O acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado no sábado (17), prevê benefícios que ultrapassam a redução de tarifas, com transformação do comércio bilateral, criação de empregos e estímulo a investimentos. O acordo é considerado o mais moderno e abrangente já firmado pelo bloco sul-americano.

Além de aumentar a previsibilidade e a estabilidade na relação econômica entre os blocos, é visto como importante instrumento para aprofundar a integração em um contexto de crescentes tensões globais. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o pacto é uma virada estratégica para a indústria brasileira.

Com base no texto do acordo, a CNI elencou 10 benefícios para os países-membros do Mercosul e da UE:

  1. Facilitação de comércio: ampliação da transparência e a previsibilidade dos procedimentos aduaneiros, com publicação prévia de novas medidas e consultas públicas, e estabelece cooperação para o reconhecimento mútuo dos programas de Operador Econômico Autorizado (OEA), além de um comitê específico de acompanhamento. Isso reforça a confiança entre as aduanas, reduz custos e torna o comércio entre os blocos mais ágil e seguro.
  2. Medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS): modernização do comércio ao adotar mecanismos como o pre-listing de estabelecimentos e a regionalização sanitária, reduzindo inspeções caso a caso, dando mais previsibilidade aos exportadores e facilitando o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu.
  3. Avaliação de conformidade: aproximação dos sistemas de certificação do Mercosul e da União Europeia, incentivando padrões internacionais e o reconhecimento mútuo de certificados. Isso reduz burocracia, facilita o acesso a mercados e diminui custos para as empresas exportadoras.
  4. Compras governamentais: garantia ao Brasil acesso preferencial ao amplo mercado de compras públicas da UE, cobrindo mais de 1.470 entidades dos 27 estados-membros, ao mesmo tempo em que preserva políticas domésticas estratégicas, como a exclusão das compras do SUS e a possibilidade de aplicar margens de preferência de até 25% para bens e serviços nacionais e de utilizar offsets sem restrições temporais.
  5. Desenvolvimento sustentável: implementação de um marco inédito ao integrar comércio, meio ambiente e direitos trabalhistas, com compromissos claros com o Acordo de Paris e as convenções da OIT, além de incorporar temas inovadores como empoderamento feminino e o papel de povos indígenas e comunidades locais. Isso reforça uma abordagem moderna, abrangente e alinhada às melhores práticas internacionais.
  6. Pequenas e médias empresas (PMEs): criação de um capítulo específico para facilitar a inserção das PMEs no comércio internacional, com a obrigação de disponibilizar portais públicos claros e acessíveis, reunindo tarifas, regras de origem, exigências alfandegárias e regulatórias em bases pesquisáveis. Isso reduz custos de informação e amplia o acesso das empresas às oportunidades do acordo.
  7. Regras de origem (expedição direta x não alteração): a introdução do critério de “não alteração” moderniza as regras de transbordo ao permitir o uso de centros de distribuição globais sob controle aduaneiro, ampliando a flexibilidade logística das empresas e facilitando o aproveitamento das preferências tarifárias sem comprometer a segurança das operações.
  8. Indicações geográficas: promoção do reconhecimento mútuo de 338 IGs da União Europeia e 195 do Mercosul, sendo 37 brasileiras, como cachaça, queijo canastra e os vinhos do Vale dos Vinhedos, valorizando produtos tradicionais, agregando valor às exportações e fortalecendo a identidade e a competitividade dos produtores nacionais.
  9. Salvaguardas bilaterais: estabelecimento de um mecanismo robusto e equilibrado que permite ao Mercosul e à União Europeia adotar salvaguardas de forma individual ou em bloco no caso de surtos de importação decorrentes da liberalização tarifária que causem ou ameacem causar prejuízo grave à indústria doméstica, com cenários específicos no setor Automotivo.  As salvaguardas podem ser aplicadas durante o período de transição do acordo, em regra por até 12 anos, ou até 18 anos para produtos com cronogramas de desgravação mais longos, e consistem na suspensão temporária do cronograma de redução tarifária ou na diminuição da preferência concedida. As medidas têm duração inicial de até dois anos, prorrogável uma única vez por igual período, e o acordo também prevê a possibilidade de aplicação provisória de salvaguardas por até 200 dias, garantindo um instrumento ágil e previsível de proteção aos setores sensíveis.
  10. Mecanismo de reequilíbrio: criação de mecanismo para resolver disputas sobre equilíbrio das concessões do acordo, especialmente diante de medidas unilaterais que possam prejudicar benefícios comerciais.

(*) Com informações da CNI

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Brasil inicia 2026 com expressivo fortalecimento da malha aérea internacional, destaca o MTur

 

Estão previstos, até setembro de 2026, 64 novos voos e 16 frequências adicionais já confirmados e autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pelas empresas aéreas

Da Redação (*)

Brasília – O turismo brasileiro inicia 2026 com a malha aérea internacional fortalecida para a nova temporada de viagens estrangeiras no país. Isso porque estão previstos, até setembro de 2026, 64 novos voos e 16 frequências adicionais já confirmados e autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pelas diferentes empresas aéreas. A medida é fruto, dentre outras ações, do intenso trabalho do Ministério do Turismo com as companhias aéreas para a expansão de novas rotas.

“A ampliação da conectividade da malha aérea internacional é estratégica para que o Brasil consolide e amplie o desempenho histórico alcançado em 2025 na recepção de turistas estrangeiros. Em 2026, essa expansão será decisiva para sustentar o crescimento do setor, intensificar o fluxo de visitantes, atrair investimentos e impulsionar a geração de emprego e renda em todo o país”, destaca a ministra substituta do Ministério do Turismo, Fernanda Câmara Norat.

Os novos voos e as frequências adicionais serão operados pela Aerolíneas Argentinas, Flybondi, Gol, Latam, Turkish Airlines, Jetsmart, Air Transat, American Airlines, Copa, Qatar, Air France, TAP e Ibéria.

Os destaques são para o aumento de três frequências adicionais semanais, a partir de fevereiro, para o trajeto entre Doha, capital do Catar, e São Paulo; o aumento de cinco novos voos no trajeto entre Punta Cana, na República Dominicana, e São Paulo, a partir de julho; e o aumento de sete novos voos no trajeto Bariloche, na Argentina, e São Paulo, também a partir de julho deste ano.

Maior presença em outros continentes

A previsão de novos voos e frequências adicionais também contempla outros continentes. Na Europa, por exemplo, as previsões são para trajetos de países como França, Bélgica, Holanda, Portugal e Espanha para as cidades de Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Curitiba (PR). Na América do Sul, a expectativa de novos voos e frequências adicionais é para trajetos entre Argentina, Paraguai e Chile e as cidades de Cabo Frio (RJ), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Florianópolis (SC) e Maceió (AL).

Já na América do Norte, a previsão é para os Estados Unidos e Canadá nos trajetos com a cidade do Rio de Janeiro (RJ). Na América Central, além da República Dominicana, a previsão de novos voos também contempla o Panamá, no trajeto entre Cidade do Panamá e Salvador (BA).

Na África, a previsão de novos voos fica no trajeto entre a Cidade do Cabo, na África do Sul, e São Paulo (SP). Na Ásia, além do Catar, existe a previsão de frequências adicionais para o trajeto entre Istambul, na Turquia, e São Paulo (SP).

Em 2025, o turismo internacional no Brasil foi um dos grandes destaques do setor. O país encerrou o ano com o recorde histórico na chegada de turistas estrangeiros, com 9,3 milhões visitantes de outros países.

Dados de Dezembro

No último mês do ano, o Brasil superou em 36,7% a capacidade da malha aérea internacional registrada em outubro de 2019, ou seja, antes da pandemia. Somente no recorte de dezembro, foram 6.811 voos, um aumento de 10% em relação a dezembro de 2024. A América Latina concentra a maior parte desses voos, com 60,14% do total. A Europa aparece na sequência, com 21,39%.

No recorte da América Latina, a Argentina registrou a maior parte dos voos, com 24,50% do total das conectividades internacionais no Brasil. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 14,66%, e o Chile, com 11,74% das conectividades.

Em relação às cidades brasileiras que registraram o maior número de voos internacionais, São Paulo lidera o ranking com 51,37% dos voos, de diversos países. Em seguida aparece o Rio de Janeiro com 22,56%. Na terceira colocação, está Florianópolis, com 6,44% das conectividades.

Em 2025, o Brasil teve 75.361 voos e mais de 17 milhões de assentos disponibilizados pelas empresas aéreas oriundas de vários países, um aumento de, aproximadamente, 13% quando comparado a 2024.

(*) Com informações do MTur

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Embratur abre inscrições para seleção de coexpositores em feiras internacionais dos segmentos MICE e Náutico em 2026

Da Redação (*)

Brasília – A Embratur publicou, nesta segunda-feira (19), dois editais de chamamento público para a seleção de coexpositores em feiras internacionais. Os aprovados integrarão estandes do Brasil em eventos dos segmentos náutico e de turismo de negócios e eventos (MICE) no primeiro semestre de 2026. Gratuitas, as inscrições seguem abertas até 30 de janeiro e devem ser realizadas por meio do Sistema de Inscrição de Eventos Internacionais (SIEI).

O primeiro edital é voltado ao segmento náutico e trata da seleção de coexpositores para o estande brasileiro na Seatrade Cruise Global, principal evento mundial da indústria de cruzeiros. A feira será realizada de 13 a 16 de abril de 2026, em Miami, nos Estados Unidos, reunindo companhias marítimas e fluviais, destinos turísticos, autoridades portuárias e fornecedores. O evento é referência mundial no debate sobre tendências, inovação, sustentabilidade e eficiência operacional e um dos principais espaços para a promoção do turismo náutico e fluvial brasileiro.

Já o segundo edital é direcionado ao segmento MICE (Reuniões, Incentivos, Conferências e Exposições/Eventos) e contempla a participação do Brasil em duas das mais relevantes feiras internacionais sendo a IMEX Frankfurt, que acontece de 19 a 21 de maio, na Alemanha, e a FIEXPO Latin America, marcada para o período de 8 a 11 de junho, em San José, na Costa Rica.

A IMEX se destaca pelo modelo de reuniões de negócios pré-agendadas com compradores qualificados, garantindo maior efetividade comercial. Já a FIEXPO é uma vitrine para a captação de congressos, feiras e viagens de incentivo, conectando destinos da América Latina a organizadores internacionais de eventos.

Plano de marketing internacional

Segundo o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a presença do Brasil nessas feiras amplia a geração de negócios e fortalece o posicionamento do país no cenário global. “A participação em eventos estratégicos permite contato direto com compradores internacionais, tomadores de decisão e formadores de opinião, além de reforçar a promoção integrada da Marca Brasil, em linha com as diretrizes do Plano Brasis”, afirmou.

O Plano Brasis, Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027, é um instrumento que orienta a estratégia de promoção internacional do país e norteia a atuação da Embratur na priorização de mercados emissores, segmentos turísticos e nichos de maior valor agregado, em consonância com o Plano Nacional de Turismo 2024–2027.

As ações dialogam com os eixos estruturantes do Plano Brasis, como sustentabilidade, ação climática, afroturismo, diversidade e valorização de experiências autênticas, além da integração com iniciativas como o Projeto Feel Brasil, curadoria que apresenta ao mercado internacional vivências alinhadas à identidade e à diversidade cultural do país.

Inscrições

Podem se inscrever órgãos públicos, entidades representativas de destinos e empresas do setor turístico, desde que atendam aos critérios estabelecidos em cada edital, incluindo registro regular no Cadastur e apresentação de material promocional em idioma internacional.

O resultado do processo seletivo será divulgado em 20 de fevereiro.

Os coexpositores selecionados atuarão diretamente nos estandes do Brasil, com acesso à infraestrutura, participação em reuniões de negócios e integração às ações de promoção internacional da Embratur. As despesas com deslocamento, hospedagem e alimentação são de responsabilidade dos participantes.

Ao selecionar coexpositores para feiras internacionais a Embratur reforça a promoção integrada do Brasil no exterior, amplia a competitividade dos destinos nacionais e estimula a geração de negócios, posicionando o país como um destino autêntico, sustentável e competitivo no mercado global. Mais informações, incluindo regras de participação, critérios de seleção e acesso ao sistema de inscrições, estão disponíveis nos editais.

Edital 01: Seatrade

Edital 02: Feiras MICE
(*) Com informações da Embratur

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Indústria brasileira da beleza conquista o mundo: exportações passam de US$ 1 bilhão em recorde da série histórica de 30 anos

Desempenho do setor representa crescimento de 20% em 2025 comparado ao ano anterior; valor registrado foi o maior em quase 30 anos, desde o início da série histórica

Da Redação (*)

Brasília – O setor de Beleza e Cuidados Pessoais, que representa cerca de 2% do PIB nacional e posiciona o Brasil como o 3º maior mercado consumidor do mundo, alcançou em 2025 um marco histórico ao ultrapassar pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão em exportações, reforçando o papel estratégico do país no cenário global. O resultado, que foi o melhor desde o início da série histórica em 1997, ocorre no mesmo ano em que o setor lança seu novo posicionamento voltado ao cuidado integral (físico, mental e social) dos consumidores.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/MDIC) compilados pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o total exportado somou US$ 1,061 bilhão no acumulado de janeiro a dezembro de 2025.

O desempenho do setor representa um crescimento expressivo de 20,1% em comparação ao ano anterior, quando as exportações somaram US$ 884 milhões. Esse salto reforça a resiliência da indústria nacional de Beleza e Cuidados Pessoais diante dos desafios globais, além de demonstrar a crescente aceitação da tecnologia e da biodiversidade brasileira no exterior.

“É fundamental ressaltar as ações contínuas do setor junto ao governo brasileiro para evidenciar a força e a importância da nossa indústria para o comércio exterior. Trabalhamos com o objetivo de reduzir obstáculos técnicos e buscar a efetiva desoneração de tributos sobre exportações. Além disso, a melhoria na infraestrutura logística é vital para elevar a competitividade dos nossos produtos”, afirma Ricardo de Nóbrega, Gerente de Comércio Exterior da ABIHPEC.

Sucesso respaldado pela inovação e sustentabilidade

Para o futuro, a ABIHPEC planeja intensificar as negociações para a redução de barreiras não tarifárias e a harmonização de normas técnicas, visando expandir a presença brasileira em outros mercados, garantindo que o recorde de 2025 seja apenas o primeiro de muitos para o setor.

A indústria brasileira de Beleza e Cuidados Pessoais fundamenta seu sucesso internacional em pilares de inovação e sustentabilidade. A diversidade da flora brasileira, aliada a investimentos robustos em Pesquisa e Desenvolvimento, permite a criação de fórmulas exclusivas que atendem aos rigorosos padrões internacionais de qualidade.

Em 2025, os produtos brasileiros de beleza e cuidados pessoais chegaram a quase 200 países. A América Latina segue como o principal destino, respondendo por cerca de 80% do total exportado. A proximidade geográfica e a similaridade de hábitos de consumo favorecem a penetração das marcas nacionais. A Argentina lidera o ranking com 20,9% nas importações de produtos brasileiros.

Cabelos na Liderança

O segmento de produtos para cabelos reafirmou sua soberania nas exportações, sendo o grande motor do crescimento em 2025. A categoria atingiu US$ 301 milhões em vendas externas, um incremento de 29,8%. O Brasil é reconhecido mundialmente pela expertise em tratamentos capilares. Outras categorias que apresentaram desempenho robusto foram sabonetes, com US$ 170 milhões (+17,0%), e produtos de higiene oral, que somaram US$ 115 milhões (+6,7%).

(*) Com informações da ABIHPEC

 

 

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Brasil bate recorde histórico com 900 mil t de embalagens vazias de defensivos agrícolas destinadas corretamente

Sistema Campo Limpo, o programa brasileiro de logística reversa de embalagens vazias, registra o maior volume anual da história e amplia impactos positivos para o meio ambiente

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil acaba de atingir um novo e expressivo marco ambiental. Em 2025, o país ultrapassou a marca de 900 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas destinadas corretamente, resultado do trabalho contínuo do Sistema Campo Limpo, uma das maiores e mais bem-sucedidas iniciativas de logística reversa do mundo.  A destinação ambientalmente adequada das embalagens vazias promove a economia circular e evita que esses materiais tenham impacto negativo sobre o meio ambiente.

Somente no último ano, 75.996 toneladas de embalagens vazias tiveram destinação ambientalmente correta, o maior volume anual já registrado na história do Sistema. O resultado representa um crescimento de aproximadamente 11% em relação a 2024, evidenciando a evolução consistente do modelo e o engajamento crescente dos elos da cadeia agrícola.

Esse desempenho é fruto da atuação integrada de agricultores, canais de distribuição, cooperativas, indústria e poder público. Os agricultores têm grande importância nesse processo, ao realizarem a devolução correta das embalagens vazias após o uso responsável no campo.

“As boas práticas agrícolas são parte essencial de uma agricultura moderna, segura e sustentável. O recorde histórico alcançado em 2025 consolida o Sistema Campo Limpo como referência mundial em logística reversa de embalagens agrícolas, baseada na responsabilidade compartilhada entre todos os elos da cadeia, demonstrando que é possível aliar produtividade, competitividade e proteção ambiental, com uma operação capilarizada que chega a todas as regiões do país. Em apoio, a CropLife Brasil promove treinamentos aos produtores e mantém uma campanha permanente de orientações e combate às irregularidades no campo, incluindo às relacionadas a destinação ambientalmente correta de embalagens agrícolas”, complementou o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides.

Atualmente, 100% das embalagens recebidas pelo Sistema têm destinação correta, com 92% sendo recicladas e o restante encaminhado para coprocessamento e incineração, garantindo segurança ambiental.

“Os números mostram que a sustentabilidade no Brasil pode ser construída de forma prática e eficiente. O Sistema Campo Limpo prova que, quando todos assumem sua parte, é possível gerar resultados concretos para o meio ambiente e para a sociedade. Isso nos enche de orgulho porque, além de mostrar que o agronegócio brasileiro também está comprometido com o futuro do planeta, indica um caminho onde a cooperação entre diversos elos de uma cadeia é a base para todo sucesso”, afirma Marcelo Okamura, diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), entidade que representa a indústria dentro do Sistema.

A destinação correta das embalagens acompanha de perto a dinâmica da produção agrícola nacional. Estados com forte atividade no campo concentram os maiores volumes destinados, com destaque para Mato Grosso, responsável por 30% do total nacional, seguido por Paraná (11%), Rio Grande do Sul (9%), São Paulo (9%), Goiás (8%), Bahia (8%), Mato Grosso do Sul (7%) e Minas Gerais (6%). Juntos, esses estados refletem a relação direta entre produtividade agrícola, conscientização no campo e adesão às boas práticas ambientais.

Solidez e eficácia do Sistema

Para Eliane Kay, diretora-executiva do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), o marco de 900 mil toneladas de embalagens vazias com destinação ambientalmente correta evidencia a solidez e a efetividade do Sistema Campo Limpo. ‘Resultado de uma construção coletiva ao longo de mais de duas décadas.  O uso correto e seguro de defensivos é uma agenda constante do setor, sustentada pelos diversos elos da cadeia que, quando integrados à destinação adequada das embalagens, evidenciam uma produção de alimentos, fibras e energia eficiente, segura e sustentável. Essa atuação conjunta é determinante para garantir produtividade no campo, proteção ambiental e segurança alimentar para a sociedade”.

Para garantir presença em todas as regiões do país, o Sistema Campo Limpo opera uma ampla e capilarizada rede formada por unidades de recebimento, e ações de recebimentos itinerantes, que levam orientação, estrutura e acesso aos agricultores, inclusive em áreas mais remotas. Essa capilaridade é um dos diferenciais do modelo brasileiro e contribui para a consolidação dos resultados alcançados ano após ano.

Segundo Luis Carlos Ribeiro, diretor executivo da Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (AENDA), o resultado merece os parabéns por todo trabalho desenvolvido. “Ser referência internacional quando falamos de gestão de embalagens de defensivos agrícolas, mostra que com gestão competente é possível entregar resultados cada vez mais promissores a cada ano. O meio ambiente com certeza fica muito agradecido por ter um Sistema como este trabalhando e avançando cada vez mais na sustentabilidade do agro nacional”.

Ao longo de mais de duas décadas, o Sistema Campo Limpo se firmou como um exemplo de política ambiental que funciona, posicionando o Brasil entre os países mais avançados do mundo na destinação correta de embalagens agrícolas. Com resultados consistentes e recordes sucessivos, o Sistema segue ampliando seu impacto e reafirmando o compromisso com um destino melhor para as embalagens, para o meio ambiente e para a sociedade.

(*) Com informações do Sistema Campo Limpo

 

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Quando o CEO vira voz da marca, o marketing se torna mais humano

Beatriz Ambrosio (*)

À medida que o marketing digital avança para um cenário cada vez mais automatizado, uma prática ganha força e deve se consolidar como tendência em 2026: o Founder-Led Marketing. Nos últimos anos, esse movimento tem se destacado especialmente entre startups e negócios digitais, ao propor que o fundador ou CEO assuma um papel estratégico na comunicação da empresa. Na prática, trata-se de tornar a liderança o principal porta-voz da marca, compartilhando ideias, valores, aprendizados e visões de mercado de forma direta e pessoal com o público.

Essa abordagem surge como resposta à saturação do marketing tradicional e à crescente demanda por mensagens mais autênticas em um ambiente dominado por conteúdos genéricos, produzidos em larga escala. Na era digital, marcada pela automação e pela expansão da inteligência artificial, cresce a demanda por conexões reais: as pessoas querem ver quem está por trás das empresas e entender as histórias que deram origem às marcas.

O porta-voz passa a ser a expressão mais legítima dos valores, missão e visão da empresa. Para setores que dependem fortemente de confiança, como fintechshealthtechs, empresas de SaaS e plataformas B2B, essa atuação contribui diretamente para fortalecer a credibilidade e aproximar a marca do seu público.

Quando líderes assumem protagonismo na comunicação e utilizam suas próprias trajetórias para gerar conteúdo, acabam tornando suas marcas mais humanas. Essa escolha traz benefícios claros: campanhas mais acessíveis, mais eficientes e, sobretudo, mais coerentes com as expectativas do público atual. Ao substituir discursos impessoais por relatos genuínos, esse modelo de comunicação entrega uma profundidade que campanhas tradicionais dificilmente alcançam. Além disso, a presença constante do CEO nos canais digitais amplia a visibilidade da empresa e, ao mesmo tempo, fortalece a reputação pessoal do executivo, criando uma relação direta entre liderança e marca.

Segundo a Dipity Digital, publicações de CEOs no LinkedIn podem gerar até cinco vezes mais engajamento e até sete vezes mais conversão de leads do que posts de perfis institucionais. Isso ocorre porque os algoritmos das redes sociais tendem a priorizar interações humanas e narrativas pessoais, em detrimento da comunicação corporativa tradicional. Num mercado em que a criação de conteúdo por IA se tornou fácil e, por isso, menos valiosa, o relato pessoal de um fundador se transforma em um ativo único e impossível de replicar. Experiências reais, desafios enfrentados e aprendizados da jornada empreendedora geram identificação e engajamento por refletirem vivências autênticas.

Consumidores buscam relações mais humanas com as marcas, e a voz de quem construiu o negócio desde o início tem um papel central nesse processo. De acordo com um relatório da Sprout Social, 70% dos consumidores afirmam se sentir mais próximos de uma empresa quando o porta-voz é ativo nas redes sociais. O dado reforça que essa exposição não está ligada a vaidade, mas à construção de relações mais transparentes e confiáveis. Em vez de depender exclusivamente de campanhas publicitárias de alto custo, fundadores podem usar seus próprios canais para produzir conteúdos que dialoguem de forma direta e relevante com seu público-alvo.

Além de ser mais acessível e eficiente, esse modelo também se traduz em resultados consistentes. Histórias reais conseguem se destacar e criar vínculos mais profundos com o público, e já se reflete em cases conhecidos, como Brian Chesky, da Airbnb, Melanie Perkins, do Canva, e Daniel Ek, do Spotify, que transformaram suas trajetórias pessoais em narrativas capazes de atrair investidores e engajar milhões de usuários. Mais do que promover produtos, esses líderes comunicam propósito e visão.

No Brasil, o avanço da inteligência artificial no marketing tende a intensificar ainda mais essa tendência. Com a facilidade de produzir conteúdo genérico, empresas que apostarem em uma comunicação mais próxima e personalizada terão vantagem competitiva. Para startups e negócios digitais, dar protagonismo ao seu CEO na comunicação representa uma evolução natural da forma de se posicionar no mercado. Em 2026, essa prática deve se consolidar como um diferencial estratégico, e organizações que ignorarem esse movimento podem perder relevância em um cenário onde pessoas se conectam com pessoas.

Portanto, o Founder-Led Marketing se consolida como uma evolução necessária para empresas que desejam se destacar nos próximos anos. Ao assumir um papel ativo na comunicação, fundadores fortalecem a relação emocional com seus públicos e contribuem para uma nova lógica de marketing: mais próxima, mais eficiente e mais humana. A tendência é clara, marcas que valorizam a presença executiva e narrativas reais estarão melhor preparadas para prosperar em um mercado cada vez mais atento à autenticidade e à transparência.

(*) Beatriz Ambrosio é CEO e fundadora da Mention, a primeira e maior plataforma SaaS de Relações Públicas do Brasil. Com uma carreira focada em Relações Públicas e tecnologia, além de um mestrado e doutorado em Comunicação Corporativa, ela tem como objetivo transformar o mercado de RP, tornando-o acessível, mensurável e eficaz. Beatriz busca ampliar as fronteiras da comunicação corporativa, mostrando que é possível alcançar alto impacto e baixo custo, especialmente para startups, PME e profissionais autônomos que sabem que investir em reputação é essencial para o crescimento.

 

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Migração do processo de importação para a DUIMP requer cuidado com o registro antecipado, alerta a Multilog

Recomendação é que o registro não aconteça de forma antecipada, caso contrário o importador não poderá mover a carga para a zona secundária e usufruir de condições comerciais acordadas antecipadamente

Da Redação

Brasília – A implantação da DUIMP (Declaração Única de Importação) está ocorrendo de forma gradual, com fases de obrigatoriedade por modal de transporte e com fundamento legal. Começou em novembro uma importante e complexa etapa da implementação do Novo Processo de Importação (NPI), que instituiu a DUIMP (Declaração Única de Importação) em substituição à Declaração de Importação (DI) e a Declaração Simplificada de Importação (DSI).

Agora, a migração para o novo sistema já está disponível para as operações com anuência, ou seja, aquelas que, além da fiscalização fiscal e tributária, exigem autorização específica de outro órgão governamental, como o Mapa e Anvisa, por exemplo, para ingressar no País. Embora o registro da DUIMP possa ser feito de forma antecipada ou na chegada da mercadoria, os impactos dessa escolha devem ser avaliados com atenção pelo importador, segundo alerta da Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do País.

“Se o importador optar pelo registro antecipado da Declaração Única de Importação, ele deve ter em mente o pagamento das taxas cobradas pelo porto ou aeroporto, que em geral não são negociadas, e deve pagar as despesas com armazenagem diretamente à zona primaria de atracação”, explica Taynara Amaral, Consultora de Negócios da Multilog. “Sem contar que o registro antecipado da DUIMP impossibilita que o importador opte por remover a mercadoria para uma zona secundária, que, em muitos casos, oferece uma negociação comercial mais vantajosa.”

Cuidados no registro da DUIMP

Como o processo ainda é novo, a consultora da Multilog destaca que muitos importadores têm dúvida sobre como proceder. “Exceto para casos muito específicos, como aqueles nos quais a própria legislação obriga a nacionalização das mercadorias integralmente na zona primária a recomendação para todos os demais casos é que os clientes façam o registro da DUIMP somente quando a mercadoria chegar ao local de desembaraço”, afirma Taynara.

Além de não impactar seu fluxo de caixa, a escolha da zona secundária permite que ela seja usada como estratégia para utilizar outros regimes aduaneiros, como por exemplo o Entreposto Aduaneiro. “Nesse caso, o importador tem até três anos para nacionalizar as mercadorias – um ano inicialmente, que pode ser estendido por mais dois mediante solicitação, sendo que as despesas aduaneiras são pagas na proporção do que for nacionalizado”, detalha a consultora.

 

Criado para eliminar redundâncias na prestação de informações por parte dos importadores e facilitar o desembaraço aduaneiro, o novo sistema vem sendo implementado de forma escalonada. Em outubro deste ano, as operações do modal aéreo em zona secundária passaram a integrar o novo sistema e, agora, é a vez das operações com anuência, considerada a fase mais complexa do processo. Com isso, o sistema antigo começa a ser bloqueado para novas operações, forçando as empresas a migrarem para o DUIMP. O cronograma do governo prevê a desativação completa do sistema DI/DSI no final de 2026.

 

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Colapso Teocrático: cenário global em alerta com risco de isolamento

Márcio Coimbra*

Em janeiro de 2026, o Irã vive um momento de ruptura definitiva. As ruas de Teerã e das principais províncias não clamam mais por reformas graduais, mas pelo fim de um sistema que se tornou anacrônico. O regime, que por décadas utilizou o fervor religioso e o nacionalismo para se sustentar, enfrenta hoje uma combinação letal: o colapso econômico interno e a sucessão de derrotas no cenário externo. O que vemos hoje é o esgotamento de um modelo que nasceu em 1979 e que vive seu epílogo.

Compreender a crise contemporânea exige revisitar o colapso de Mohammad Reza Pahlavi. Ao tentar converter o país em uma potência ocidentalizada, o Xá negligenciou as bases tradicionais e o clero xiita, enquanto a repressão da Savak, sua polícia política, alienava a elite intelectual. Esse cenário culminou na Revolução de 1979 — uma coalizão heterogênea onde emergiu a liderança de Ruhollah Khomeini, que ascendeu após a queda da monarquia. O vácuo de poder foi preenchido pela Velayat-e Faqih, doutrina que submeteu a nação à tutela política e espiritual de um clérigo supremo, consolidando a teocracia moderna.

Quase meio século depois, o contrato social da República Islâmica ruiu. O sistema que prometia justiça social entregou uma economia de espoliação, controlada por fundações opacas e pelo braço empresarial da Guarda Revolucionária, que opera em moldes mais cruéis que a antiga Savak. A crise atual é o ápice de uma década de má gestão e expansionismo baseado no terror, agravada pelas sanções e pelo impacto da “Guerra dos 12 Dias” em 2025, que degradou a infraestrutura nuclear e militar do país.

Diferente de 2022, as manifestações atuais têm caráter existencial. O coração do levante bate no Bazar, o termômetro da estabilidade política persa. Quando mercadores fecham as portas e se unem aos jovens e às minorias étnicas, o regime perde sua última âncora de legitimidade. Ao mesmo tempo, a repressão mostra sinais de fadiga, com relatos de deserções e a incapacidade de conter focos simultâneos em todas as 31 províncias.

A análise de risco político nos obriga a desenhar caminhos para este desenlace. O Irã de amanhã não será o mesmo de ontem, e sua transição é um debate com reflexos globais. Um cenário provável é a solução pretoriana: diante da queda iminente, a Guarda Revolucionária poderia desferir um golpe interno, afastando os aiatolás em troca de uma abertura econômica nacionalista e pragmática, aos moldes do Egito.

Outro caminho é a restauração de uma democracia parlamentarista laica, com Reza Pahlavi como símbolo de unidade transicional, assemelhando-se ao modelo espanhol pós-Franco. Contudo, não se deve subestimar a resiliência ideológica de uma teocracia acuada e o recrudescimento do regime ainda é uma opção, o que poderia transformar o país em uma “Coreia do Norte do Oriente Médio”, mantendo o poder pelo terror e isolamento absoluto. Por fim, existe o risco latente da fragmentação e “balcanização”, onde o colapso fomentaria movimentos separatistas e uma guerra civil devastadora.

Os sinais são de que o experimento teocrático chega ao seu epílogo. A questão não é mais se o regime mudará, mas quem estará no controle quando a poeira baixar. O mundo deve estar preparado para o que emergirá das cinzas da teocracia.

(*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

 

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