ACIEG entra para seleto grupo da Rede Blockchain Brasil e faz história com projeto inédito

Entidade passa a compor a governança da rede criada pelo BNDES e TCU e prepara implantar aplicações para rastreabilidade, certificação verificável e comprovação de origem_

Da Redação (*)

Brasília – A Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (ACIEG) foi oficialmente aprovada para integrar o seleto grupo de instituições e entidades que compõem a Rede Blockchain Brasil, infraestrutura público-permissionada do BNDES e TCU. A aprovação acontece na esteira do anúncio de um projeto inédito no Brasil para aplicações empresariais práticas baseadas em blockchain, elaborado pela Associação.

“A participação da ACIEG na RBB representa um avanço importante para o setor produtivo. Estar nessa rede reforça o compromisso com inovação, segurança e transformação digital, preparando o empresariado brasileiro para um novo cenário global. O futuro do comércio é baseado em confiança digital e este projeto vem para atender essa demanda”, destaca o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás, Rubens Fileti.

Com o novo ecossistema, a Associação é a primeira entidade empresarial de todo o território nacional apta tecnologicamente para atender às exigências globais de exportação e importação. Buscando impulsionar negócios do Brasil com o mundo, o projeto prepara as empresas brasileiras para atender a exigências de compliance e rastreabilidade, incluindo regulamentações internacionais como o Regulamento Europeu Anti-Desmatamento (EUDR).

Toda a cadeia do produto

A adesão da ACIEG à RBB é pela modalidade partícipe-associado, compondo a rede, ajudando na sua manutenção e funcionamento e a integrando a governança. A entidade também terá direito a voto em decisões relacionadas à entrada de novos membros, regras de funcionamento e regulamentação da plataforma.

A rede é aberta para consulta, por também ter caráter público, mas somente os permissionados, como a ACIEG, podem operá-la. Com a permissão para operação, a entidade vai inserir aplicações como o selo associado, a certificação, a validação do certificado de formação e o selo Feito em Goiás, que trata da cadeia de custódia de todo um produto, desde a origem das matérias-primas até a comercialização.

A aplicação poderá ser utilizada por diferentes setores, como agronegócio, indústria e artesanato. “Isso significa que abrange, por exemplo, uma cultura desde a semente até chegar à prateleira ou de onde vêm as matérias-primas de um produto de artesanato ou produção industrial e assim por diante”, detalha o head de Inovação da ACIEG, Renan Santana.

De rastreabilidade a validação

O projeto desenvolvido pela ACIEG cria um ecossistema colaborativo, conectando associações comerciais, federações, empresas e entidades empresariais de diversos estados do Brasil. O ecossistema foi elaborado com apoio institucional da Faciest e anunciado pela primeira vez na FICOMEX 2026, maior feira de comércio exterior do Brasil, que teve sua primeira edição internacional em Lisboa, Portugal, entre maio e junho deste ano.

As aplicações empresariais do projeto da Associação foram desenvolvidas já no contexto da RBB e abrangem:

* rastreabilidade de commodities;

* certificação digital verificável;

* validação de documentos;

* comprovação de origem;

* arquitetura de confiança aplicada ao comércio internacional.

“Estamos vivendo uma transformação histórica no comércio internacional. O mundo deixou de exigir apenas produtos e passou a demandar rastreabilidade, transparência e conformidade global. Essa infraestrutura desenvolvida pela ACIEG amplia o acesso a ferramentas que geram confiança nas relações comerciais, fortalecendo a competitividade das empresas brasileiras”, ressalta Fileti.

(*) Com informações da ACIEG

 

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Brasil critica restrições da UE ao aço, cobra compensações e diz que medidas restringem acesso ao mercado europeu

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil criticou as novas medidas adotadas pela União Europeia (UE) para restringir as importações de produtos siderúrgicos. Em nota conjunta, os Ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) afirmaram que as mudanças reduzem o acesso ao mercado europeu e não representam uma solução para o excesso de capacidade na indústria mundial do aço.

Segundo o governo brasileiro, a UE passou a adotar novas restrições quantitativas para a entrada de produtos siderúrgicos e elevou as tarifas cobradas sobre importações que ultrapassarem as cotas estabelecidas.

Na avaliação brasileira, as medidas atingem a maior parte dos parceiros comerciais do bloco e ampliam as barreiras às exportações, mesmo após o fim do sistema de salvaguardas criado em 2018.

O Brasil também afirmou que é afetado pelo excesso de produção mundial de aço e continuará defendendo soluções multilaterais para o problema em fóruns internacionais. A nota acrescenta que restringir o comércio de países que não são responsáveis pela sobreoferta global não resolve a questão e pode provocar uma escalada de medidas de defesa comercial.

O governo informou ainda que não houve acordo com a União Europeia sobre compensações pelas novas tarifas, conforme previsto no Artigo XXVIII do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT). Segundo o Executivo, o novo sistema de cotas é uma medida unilateral e não pode ser considerado uma compensação ao Brasil.

Apesar das divergências, o governo afirmou que continuará negociando com a União Europeia para buscar uma solução considerada aceitável para ambas as partes.

Novas regras

A Comissão Europeia anunciou que o volume de aço que poderá entrar no bloco sem pagar tarifas será reduzido em 47%, passando para 18,3 milhões de toneladas por ano.

Caso esse limite seja ultrapassado, será aplicada uma tarifa de 50% sobre o excedente em 26 categorias de produtos siderúrgicos. Na prática, os exportadores poderão vender uma quantidade menor de aço sem custos adicionais e pagarão uma tarifa maior caso excedam a cota.

Metade das cotas será destinada a países que têm acordos de livre comércio com a União Europeia. A outra metade ficará disponível para todos os parceiros comerciais, enquanto alguns países terão limites específicos definidos com base no histórico de exportações.

UE alega que medida protege indústria siderúrgica do bloco

Segundo a Comissão Europeia, as mudanças são necessárias para proteger a indústria siderúrgica do bloco diante do excesso de produção mundial de aço, que aumenta a oferta e pressiona os preços internacionais.

O órgão também cita práticas de dumping, exportação de produtos abaixo do preço de custo, e afirma que as medidas buscam elevar a utilização da capacidade das siderúrgicas europeias para cerca de 80%, ante os atuais 65%.

As novas regras substituem o sistema de salvaguardas adotado pela UE em 2018. Até agora, as importações de aço pelo bloco que ultrapassavam as cotas estavam sujeitas a uma tarifa de 25%. Com o novo modelo, a cobrança sobe para 50%, ao mesmo tempo em que o volume permitido sem tarifas é reduzido quase pela metade.

A Comissão Europeia afirma que o setor siderúrgico perdeu cerca de 100 mil empregos desde 2008 e que as restrições são necessárias para conter os efeitos da sobreoferta global e fortalecer a indústria do bloco. Em 2025, os principais fornecedores de aço para a União Europeia foram Turquia, Coreia do Sul, Indonésia, China, Índia, Ucrânia e Taiwan.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Guia da ICC Brasil orienta empresa após EUA designarem PCC e Comando Vermelho como Organizações Terroristas

Documento apresenta recomendações para que o setor corporativo reforce a gestão de riscos a partir de novas implicações jurídicas e criminais sob a legislação norte-americana

Da Redação (*)

Brasília – No dia 5 de junho deste ano, o governo dos Estados Unidos anunciou que decidiu classificar formalmente as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (Foreign Terrorist Organizations – FTOs), deixando uma série de dúvidas em diversos setores da sociedade brasileira.

Por esse motivo, a Câmara Internacional de Comércio (ICC Brasil) anunciou o lançamento do Guia “Designação do PCC e do CV como FTOs pelos EUA: como as empresas podem se preparar para as consequências”, documento orientador estratégico para ajudar as empresas que atuam no país a se adaptarem a um novo e complexo cenário de conformidade.

Guia mostra como avaliar e mitigar riscos

O documento da ICC Brasil, disponível neste link, tem caráter não vinculante e o objetivo de ajudar a operação de companhias que buscam fortalecer seus controles internos. O guia orienta as lideranças corporativas a identificar, avaliar e mitigar com precisão os riscos de contrapartes, sejam eles clientes, fornecedores e parceiros.

Com base no novo cenário, as empresas devem ter a capacidade de tratar de forma adequada possíveis exposições a essas organizações. O risco não é mais apenas reputacional ou ligado à prevenção à lavagem de dinheiro, ele pode envolver também implicações penais corporativas sob a legislação extraterritorial dos Estados Unidos.

“Como instituição que representa uma séria de empresas que realizam comércio internacional, o risco representado pelas mais diversas facções é um assunto que atualmente não pode deixar de ser abordado. E podemos dizer que esse manual é uma continuidade do Guia para Empresas sobre Gestão de Riscos Associados às Organizações Criminosas, que lançamos recentemente sobre os cuidados que as companhias devem ter para evitar a infiltração do crime organizado em suas estruturas, no qual detalhamos todos os cuidados e precauções que podem ser tomados’, explica Gabriella Dorlhiac, diretora-executiva da ICC Brasil.

A mudança de status dessas duas facções se deu em duas etapas rápidas: em maio de 2026, ambas foram designadas como Terroristas Globais Especialmente Designados (Specially Designated Global Terrorists – SDGTs). Na sequência, em 5 de junho de 2026, a classificação definitiva como FTOs entrou em vigor, elevando drasticamente o nível de exigência de compliance e a exposição jurídica de empresas com negócios no Brasil.

(*) Com informações da ICC

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EUA sancionam dois brasileiros e três empresas nacionais alegando vínculo com organização criminosa PCC

Sanção é 1ª após EUA designarem facções do Brasil como terroristas

Da Redação (*)

Brasília – O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos (EUA) sancionou, nesta quarta-feira (1º), dois brasileiros e três empresas do Brasil acusando-as de supostos vínculos com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Uma empresa portuguesa também foi bloqueada, acusada de suposta relação com lavagem de dinheiro do PCC na Flórida (EUA). Esta é a primeira sanção de Washington contra brasileiros ou empresas do Brasil após o governo Donald Trump classificar facções do país como organizações terroristas.

“Essa designação é mais um passo do governo dos EUA para abordar e reconhecer a crescente presença da geração de receita ilícita do Primeiro Comando da Capital dentro de nossas fronteiras”, disse Gene Lange, subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira.

O Departamento de Tesouro dos EUA argumenta que a decisão foi resultado de uma investigação da Força-Tarefa de Segurança Interna (HSTF), em parceria com o Escritório de Campo do FBI em Miami e a Seção de Lavagem de Dinheiro, Narcóticos e Confisco do Departamento de Justiça norte-americano.

“Essa abordagem unificada e abrangente do governo garante a coordenação operacional para maximizar o impacto contra as redes criminosas transnacionais”, diz comunicado do Escritório de Controle de Ativos de Estrangeiros (Ofac).

Quem são os alvos das sanções

Os alvos das sanções são dois brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada (Shimada) e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira (Stella).

Os EUA acusam Shimada de ser o “elo fundamental” do PCC com membros da facção na Flórida, que teria lavado mais de US$ 30 milhões em “diversas cidades” dos EUA. Ele seria o dono da empresa Victory Trading, também sancionada pelo Ofac.

Stella é acusada pelos EUA de ter trabalhado como “secretária” de Shimada, sendo ainda sua parente.

A Ofac aplicou sanções ainda a quatro empresas supostamente ligadas a Shimada – a Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda; a Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda; a Wave Construções Inteligentes Ltda; e a Avenidas Flutuantes Unipessoal Ltda.

A Victory Trading e a Pixwave são empresas de serviços financeiros; a Wave é uma construtora; e a Avenidas Flutuantes é uma empresa de transporte e armazenagem com sede perto de Lisboa, Portugal.

Como resultado das sanções, estão bloqueados todos os bens das pessoas e empresas alvos, que estejam nos EUA ou sob controle de pessoas do país.

“Além disso, instituições financeiras e outras pessoas podem estar sujeitas a sanções por se envolverem em certas transações ou atividades envolvendo pessoas designadas ou bloqueadas”, diz comunicado da Ofac.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Acordo Mercosul-União Europeia gera novos negócios para os setores de transporte e logística brasileiros

Santa Catarina foi o primeiro estado a antecipar informações e consultas sobre as normas estabelecidas no novo bloco comercial e para discutir as oportunidades e desafios do acordo, os principais players do comércio internacional e logística se reunirão na Logistique 2026, em agosto.

Da Redação (*)

Brasília – Com a estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que prevê que o Brasil pode ampliar em até US$ 1 bilhão as exportações para a UE (União Europeia) nos próximos 12 meses, com o início do acordo entre Mercosul e o bloco europeu, a redução gradual das barreiras tarifárias deve impulsionar diversos setores, como o agronegócio, automotivo e de bens de consumo, assim como impactos diretos para o de transporte.

Dentre as vantagens para o setor, destacam-se a redução de custos operacionais com a eliminação de tarifas sobre peças e veículos pesados europeus, que estimulam a renovação de frotas com tecnologia de ponta, o aumento no fluxo de cargas com o crescimento no volume de mercadorias transitando entre portos e as malhas rodoviárias do Mercosul, e a padronização de normas técnicas, que simplifica e agiliza os processos de conferência e liberação de cargas nas fronteiras.

A nova rota internacional também deve estimular benefícios indiretos, como acesso facilitado a tecnologias europeias, líderes em normas de emissão e segurança veicular, e redução de tarifas para componentes e máquinas que possibilitam as transportadoras brasileiras acelerar a modernização de suas operações.

Santa Catarina, com seu posicionamento e crescimento estratégico como referência no ecossistema de transporte e logística brasileiro, foi o primeiro estado a sediar um debate sobre o tratado e também o primeiro a emitir licenças de exportação no âmbito do acordo, segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Catalisador de inovações

Com esse cenário pioneiro e busca por novas oportunidades na relação Brasil-Europa, o estado também irá sediar um dos principais ambientes de negócios dos setores de transporte, logística e comércio exterior, no próximo mês de agosto, a Logistique 2026 – Feira de Logística, Intralogística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional.

Em sua 7ª. edição, o evento que se consolida como um dos principais catalisadores de inovações, com áreas de exposição de produtos, serviços e soluções, debates, atualização técnica e rodadas de negócios, engloba fornecedores dos setores de transporte multimodal, tecnologia, intralogística, armazenagem, supply chain, comércio exterior e serviços especializados.

A proposta, segundo Leonardo Rinaldi, diretor da Logistique 2026, é “oferecer uma oportunidade de negócios dinâmica e prospectiva, aproximando as principais demandas do mercado para promover eficiência e competitividade com fornecedores que são referência em seus segmentos de atuação”, esclarece Rinaldi.

“Ao oferecer, em um único espaço, maior agilidade e assertividade de negócios para o setor, a Logistique 2026 torna-se um evento obrigatório para os profissionais que buscam atualização tecnológica, networking e parcerias estratégicas para crescer e ganhar  novos mercados no competitivo segmento de transporte, logística e comércio internacional”, completa o executivo.

Atrações da Logistique 2026

Uma das mais relevantes feiras de negócios dos segmentos de logística e transporte do país, a Logistique 2026 acontece no período de 11 a 13 de agosto, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

A feira contará com a participação de mais de 150 empresas e 16 mil profissionais do setor. Frente às diferentes necessidades dos respectivos modais brasileiros, irá oferecer pela primeira vez, em sua 7ª edição, áreas temáticas que visam estimular parcerias, conhecimento e networking para agilizar e potencializar os contatos dos profissionais visitantes:

  • Área de exposição: Logística, Transporte Multimodal e Comércio Internacional, Intralogística, Automação & Eficiência Operacional
  • Fórum de Intralogística: debates sobre tendências, estratégias e cases reais de sucesso
  • Logistique Innovation Hub: vitrine da Logística 5.0
  • Logistique Summit 2026: mais de 60 horas de conteúdo especializado sobre geopolítica, macroeconomia, infraestrutura, estratégica, comércio, gestão e tecnologia
  • Logistique Arena Talks: espaço aberto e gratuito que reunirá visitantes, marcas e especialistas em uma programação dinâmica, com palestras, painéis e apresentações conduzidas por executivos e lideranças do mercado.

 

SERVIÇO: LOGISTIQUE 2026

Data: de 11 a 13 de agosto

Local: Expocentro Balneário Camboriú

Endereço: Av. Marginal Oeste – Nova Esperança, Balneário Camboriú – SC

Horário de visitação: das 13h às 20h

Rodadas de Negócios (com agendamento prévio): dia 12 de agosto

Organização: ZOOM Promoção de Feiras & Eventos

Informações e inscrições: https://logistique.com.br/

(*) Com informações da Logistique 2026

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ApexBrasil subsidia em até 100% participação de empresas brasileiras em feiras de negócios na Rússia

Em parceria com o ITE Group, maior organizadora de feiras B2B em mercados emergentes, a ApexBrasil cobre 90% do custo de exposição em 10 eventos internacionais e 100% na WorldFood Moscow. Inscrições abertas para 2026

Da Redação (*)

Brasília – Exportar para mercados internacionais é uma das principais metas do agronegócio, da indústria de alimentos e do setor mineral brasileiro. O que poucos sabem é que a ApexBrasil, agência federal de promoção de exportações e investimentos, já financia até 100% do custo de participação em 11 grandes feiras internacionais realizadas na Rússia um dos maiores mercados importadores de produção agrícola, alimentos processados, máquinas e minerais do mundo.

Os eventos fazem parte do portfólio do ITE Group, grupo internacional fundado em 1991 com mais de três décadas de experiência em feiras de grande porte em mercados emergentes. Por meio do programa de feiras internacionais da ApexBrasil, empresas brasileiras têm acesso a estandes montados, registro, seguro e energia elétrica incluídos com subsídio de 90% do investimento total em 10 eventos, e cobertura integral de 100% na WorldFood Moscow, uma das maiores feiras internacionais de alimentos e bebidas da Rússia.

WORLDFOOD MOSCOW 2026 35ª Feira Internacional de Alimentos e Bebidas

  • 15–18 de setembro de 2026
  • Moscou

Subsídio ApexBrasil: 100% do custo do estande Oportunidade exclusiva para exportadores brasileiros do setor de alimentos e bebidas.

O programa faz parte da estratégia da ApexBrasil para ampliar a presença de produtos brasileiros em mercados com alta demanda por importações. A Rússia é um dos maiores importadores mundiais de equipamentos agrícolas, alimentos processados, máquinas industriais e insumos — setores nos quais o Brasil possui competitividade global comprovada.

“O Brasil tem produtos competitivos, tecnologia de ponta e capacidade produtiva de que o mundo precisa. As feiras internacionais são o caminho mais direto para conectar nossos expositores a compradores qualificados e o subsídio da ApexBrasil elimina o principal obstáculo: o custo de entrada, diz Dmitry Zavgorodniy, CEO do ITE Group.

Como Participar

Empresas brasileiras interessadas em participar de qualquer um dos 11 eventos devem verificar sua elegibilidade e se inscrever online no site da ApexBrasil. O ITE Group oferece suporte completo ao expositor, incluindo guia sobre a Rússia e orientação sobre como ter o melhor retorno de investimento nos eventos, credenciamento e plataformas digitais para conectividade comercial.

(*) Com informações da ApexBrasil

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Milagre colombiano: urnas e Copa revelam um novo momento nacional

Márcio Coimbra (*)

A Colômbia vive uma sintonia entre história política e paixão esportiva. Enquanto a seleção exibe rigor tático na Copa do Mundo de 2026, as urnas consagraram uma virada histórica: a eleição de Abelardo de la Espriella à presidência, consolidando a guinada à direita que redesenha o tabuleiro geopolítico da América Latina. No epicentro dessa catarse, a camisa amarela da seleção converteu-se no maior símbolo de disputa e identidade nacional.

A tentativa da esquerda de judicializar a vestimenta provou-se um erro estratégico. Ao apropriar-se do amarelo, De la Espriella decodificou o sentimento de uma maioria silenciosa cansada de associar os símbolos pátrios ao declínio, canalizando o orgulho popular para seu projeto de reconstrução institucional.

Esse fenômeno insere-se no realinhamento conservador que varre a América Latina. Após anos de governos progressistas marcados por estagnação econômica e criminalidade, o eleitorado redescobriu o valor da ordem, da segurança jurídica e do livre mercado. Do Cone Sul ao ecossistema andino, a nova direita compreende que a soberania exige instituições fortes e alianças estratégicas claras.

A proposta de De la Espriella de alinhar a Colômbia à vanguarda diplomática ocidental reflete essa mudança geopolítica, transformando o amarelo da “Tricolor” no emblema visual desse despertar regional.

Para tanto, De la Espriella estruturou uma agenda agressiva de 90 decretos para os primeiros 100 dias, focados em desregulamentação, investimentos e tolerância zero ao narcoterrorismo. Projetos estratégicos antes paralisados, como a interconexão elétrica com o Panamá, ganham uma urgência que espelha o contra-ataque veloz do futebol.

A economia, sob essa ótica, deve funcionar como um meio-de-campo entrosado: menos entraves estatais, passes precisos ao setor produtivo e defesa intransigente da propriedade privada e da segurança pública, garantindo as regras fundamentais para a sociedade prosperar.

Nessa intersecção, futebol e política revelam-se complementares. O desempenho avassalador da seleção no mundial reflete uma nação que redescobriu a disciplina e a mentalidade vitoriosa. O sucesso em campo mostra que o êxito exige liderança firme e planejamento rigoroso — premissas centrais que levaram De la Espriella ao poder.

Há uma simbiose psicológica entre a confiança de um povo que vê seus atletas vencerem potências globais e a coragem desse mesmo eleitorado de romper com o marasmo econômico, alimentando mutuamente a glória esportiva e a eficácia governamental.

O reconhecimento dos resultados pela oposição encerra o ciclo de incertezas e abre caminho para a transição. Ao discursar em Barranquilla vestindo orgulhosamente a camisa amarela que a justiça tentou banir, De la Espriella sinalizou o fim da timidez política.

A Colômbia entra no segundo semestre de 2026 com os olhos no topo do mundo, acompanhando sua seleção rumo às fases decisivas e monitorando reformas que prometem destravar as forças vivas do país. O milagre colombiano está em campo e nas urnas, resta agora consolidá-lo com a mesma garra demonstrada nos gramados.

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Comunidade Valenciana amplia presença no Brasil e Mercosul com foco no acordo com a UE

Da Redação

Brasília – O Instituto Valenciano de Competitividade Empresarial (IVACE), órgão ligado à Generalitat Valenciana, ampliou sua atuação no Mercosul e escolheu a multinacional espanhola How2Go, para liderar sua operação comercial na região. A consultoria, que já representava a instituição no Brasil, passa agora a atuar como escritório comercial oficial da Comunidade Valenciana em Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

A expansão ocorre em um momento de avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia, que deve eliminar tarifas para mais de 80% das exportações brasileiras ao bloco europeu, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O tratado também fortalece a integração econômica entre as regiões, em um cenário no qual a União Europeia já concentra cerca de €390 bilhões em investimentos no Mercosul.

Com o novo mandato, a How2Go deixa de atuar apenas como representação comercial no Brasil e assume uma estrutura regional voltada à atração de investimentos e à internacionalização de empresas valencianas. A operação terá como foco conectar companhias da Comunidade Valenciana a parceiros locais, apoiar a construção de canais de distribuição e facilitar a entrada dessas empresas nos mercados do Mercosul.

“A renovação vem acompanhada de uma mudança relevante de mandato. Deixamos de ser uma antena comercial focada no Brasil para assumir uma estrutura mais completa, com atuação em todo o Mercosul e um papel mais estratégico na conexão entre empresas”, afirma Marcelo Vitali, diretor da How2Go no Brasil.

Além da prospecção comercial, a operação será responsável por estudos de mercado, agendas empresariais e iniciativas de aproximação com o ecossistema de negócios da região.

“Esse novo formato nos permite atuar de forma mais estruturada, apoiando desde o entendimento do mercado até a geração de negócios concretos. Também esperamos avançar na cooperação econômica em setores que já identificamos como prioritários, como audiovisual, alimentos, bebidas, maquinário, químico e cosméticos, que tendem a se beneficiar do acordo entre Mercosul e União Europeia”, diz Vitali.

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IT, OT e IA: a tríade que está redefinindo competitividade industrial

Marco Stefanini (*)

Na Hannover Messe deste ano, o Brasil ocupou o papel de país parceiro oficial. É uma posição simbólica em uma feira que é um dos principais termômetros de maturidade industrial do mundo, e a presença brasileira nesse nível de protagonismo diz algo sobre onde o país está colocando suas apostas.

No meu painel sobre IA e energia industrial e nas conversas ao longo do evento, um diagnóstico que se repetiu, com pequenas variações, foi que a maioria das operações industriais ainda enfrenta um problema de integração, não de tecnologia. As ferramentas existem. O que falta é a conexão entre elas. Isso explica por que a conversa sobre IT, OT e IA continua sendo mais difícil do que parece.

IT (tecnologia da informação) — a camada responsável por sistemas corporativos, segurança cibernética e arquitetura de dados — e OT (tecnologia operacional), os sistemas de controle e automação do chão de fábrica, como CLPs e sistemas SCADA — foram construídos para propósitos distintos, em épocas distintas, com lógicas distintas. IT prioriza flexibilidade e escala, enquanto OT olha para estabilidade e controle, rodando em equipamentos com ciclos de vida que se estendem por décadas, projetados para isolamento, não para conectividade.

As duas camadas coexistem em quase toda planta industrial, mas raramente conversam de forma estruturada. Quando conversam sem governança adequada, criam superfícies de ataque que esses ambientes não foram desenhados para suportar.

A IA depende dessa conversa para funcionar. Modelos que operam com dados operacionais reais isolados entregam pouco. O potencial aparece quando a inteligência artificial tem acesso ao que está acontecendo na operação em tempo real: consumo de energia, variabilidade de processo, comportamento de equipamentos, desvios de qualidade. É aí que a otimização deixa de ser teórica.

O problema, na maior parte dos casos, não está em comprar nova tecnologia. Está em extrair mais da que já existe. Pesquisa recente divulgada pelo Financial Times mostrou que o setor industrial deixa cerca de 17% de eficiência energética potencial sem capturar. Não por falta de equipamento, mas por falta de inteligência operacional. Quando a IA é integrada ao controle de processos, ela consegue otimizar consumo em tempo real, adaptando-se a condições variáveis mais rápido do que qualquer abordagem manual permite.

O que impede esse salto, na maioria dos casos, não é a ausência de ambição. É a dificuldade de sair do piloto. A maior parte dos projetos de IA industrial morre em prova de conceito porque nunca é conectada a um KPI operacional real, nunca tem um dono claro dentro da planta e nunca sai da alçada de um laboratório de inovação desconectado da linha de produção. Escala acontece quando a IA está atrelada à operação com responsabilidade, governança e metas mensuráveis. Não como camada digital sobreposta, mas como parte do modo como a planta funciona.

Modernizar um ambiente legado não exige substituição completa. Exige integração progressiva, conectar o que existe a camadas de inteligência que consigam ler, interpretar e retroalimentar a operação. Em alguns casos, essa transição acontece em semanas. O pré-requisito é clareza sobre o problema a resolver e sobre quem é responsável pelo resultado.

A convergência de IT, OT e IA não é uma agenda de transformação digital genérica. É uma decisão operacional com impacto direto em custo, energia e resiliência. E é também uma escolha que revela onde está o poder de decisão real dentro de uma organização: se a IA vive no laboratório de inovação, o problema não é tecnológico. É político. Competitividade não será definida por quem fala mais sobre inteligência artificial — mas por quem tiver coragem de integrá-la à operação, com responsabilidade e metas reais, e entregar resultado todos os dias. A pergunta que fica: na sua empresa, quem é o dono disso?

(*) Marco Stefanini é fundador e CEO Global do Grupo Stefanini

 

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Webinar do MDIC, Receita Federal e CNI apresenta Programa Acredita Exportação a pequenos exportadores

Da Redação (*)

Brasília – Micro e pequenas empresas interessadas em se tornar mais competitivas no mercado global terão a oportunidade de obter informações e esclarecer dúvidas sobre o Programa Acredita Exportação durante webinar promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e com a Receita Federal, nesta terça-feira (30/6), das 15h às 16h30.

Instituído em julho de 2025, o Programa Acredita Exportação é uma iniciativa do governo federal que permite a devolução de parte dos tributos pagos por micro e pequenas empresas ao longo da cadeia de produção voltada à exportação de bens industrializados. Ele já resultou em mais de R$ 2 milhões em crédito a MPEs.

O benefício, que pode ser usado inclusive aos optantes pelo Simples Nacional, se dá por meio da apuração de créditos tributários equivalentes a 3% das receitas de exportação, que podem ser utilizados para compensar tributos administrados pela Receita Federal ou para ressarcimento em espécie.

O webinar apresentará as principais características do Programa Acredita Exportação, além de orientar os participantes sobre os procedimentos necessários para acessar o benefício.

A abertura institucional terá a participação do diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), Renato Agostinho; da gerente de Comércio e Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Constanza Negri; e do coordenador-geral de Arrecadação e de Direito Creditório da Receita Federal do Brasil (RFB), Eriton Lima de Oliveira.

SERVIÇO: 

Webinar: Programa Acredita Exportação – Como micro e pequenas empresas podem acessar seus créditos tributários remanescentes sobre bens exportados
Data: 30 de junho de 2026 (terça-feira)
Horário: 15h às 16h30
Transmissão ao vivo (aberta ao público): YouTube da CNI

(*) Com informações do MDIC

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