O papel dos bancos de câmbio na competitividade de exportadores e importadores

Murilo Freymuller (*)

Quando falamos sobre operações de comércio exterior, é comum que muitas empresas enxerguem o câmbio apenas como uma etapa necessária para concluir pagamentos ou recebimentos internacionais. No entanto, essa visão limitada faz com que diversas organizações deixem de explorar oportunidades importantes de ganho financeiro, previsibilidade e proteção. Em um ambiente de negócios cada vez mais globalizado e sujeito a oscilações constantes, a forma como uma empresa administra sua exposição cambial pode influenciar diretamente seus resultados.

Embora existam diferentes instituições autorizadas a operar câmbio no Brasil, nem todas oferecem o mesmo nível de conhecimento e suporte para empresas que importam ou exportam. A diferença entre um banco múltiplo, uma corretora e um banco de câmbio vão muito além da estrutura regulatória. Ela está relacionada à capacidade de compreender as necessidades do cliente, acompanhar os movimentos do mercado e oferecer soluções alinhadas à realidade de quem negocia internacionalmente.

O banco de câmbio se destaca justamente por sua especialização. Ao concentrar sua atuação exclusivamente no mercado cambial, consegue direcionar recursos, tecnologia e conhecimento para um único objetivo: atender empresas e pessoas que precisam realizar operações em moeda estrangeira de forma eficiente e estratégica. Essa dedicação exclusiva cria um ambiente mais preparado para lidar com as particularidades do comércio exterior e com os desafios que surgem em momentos de maior volatilidade dos mercados.

Na prática, isso significa contar com profissionais que acompanham diariamente os fatores que influenciam as taxas de câmbio, desde indicadores econômicos até eventos geopolíticos capazes de impactar moedas em escala global. Mais do que executar uma transação, esses especialistas ajudam as empresas a entender cenários, avaliar riscos e tomar decisões mais conscientes sobre suas operações internacionais.

Para exportadores e importadores, essa diferença é particularmente relevante. Uma variação cambial aparentemente pequena pode representar um impacto significativo sobre margens de lucro, custos de produção ou competitividade comercial. Em muitos casos, o resultado financeiro de uma negociação internacional não depende apenas do preço acordado entre as partes, mas também da estratégia adotada para administrar a exposição ao câmbio ao longo de todo o ciclo da operação.

É nesse contexto que a especialização faz diferença. Quando o câmbio passa a ser tratado como parte do planejamento financeiro da empresa, e não apenas como uma obrigação operacional, surgem oportunidades de proteger resultados, reduzir incertezas e melhorar a previsibilidade do fluxo de caixa. O acesso a ferramentas adequadas e a uma assessoria especializada permite que decisões sejam tomadas com mais segurança e alinhamento aos objetivos do negócio.

A experiência mostra que empresas que incorporam a gestão cambial à sua estratégia tendem a construir operações internacionais mais resilientes e eficientes. Em um cenário marcado por transformações econômicas constantes, contar com um parceiro especializado pode representar muito mais do que agilidade operacional: pode significar uma vantagem competitiva real.

O câmbio continuará sendo um elemento inevitável para quem atua no comércio exterior. A diferença está em como cada empresa escolhe lidar com ele. Quando existe conhecimento, planejamento e suporte especializado, o que antes era visto apenas como um risco passa a se transformar em uma ferramenta importante para geração de valor e crescimento sustentável.

(*) Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate, Moneycorp

 

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A política monetária com características chinesas

Allan Gallo (*)

Quando nós, brasileiros, acompanhamos a economia chinesa, costumamos procurar o que seria equivalente à Selic. É uma atitude compreensível, tendo em vista o papel central dela em nosso sistema, mas é um erro grosseiro. A China possui juros, compulsório e operações de mercado aberto, mas não possui a mesma concepção de política monetária que prevalece no Ocidente.

Durante boa parte das últimas décadas, o Banco Popular da China não utilizou os juros como principal instrumento de política econômica. Em vez disso, adotou metas para o crescimento da oferta monetária e do crédito, inspiradas em versões adaptadas da teoria quantitativa da moeda. Enquanto bancos centrais ocidentais migravam para regimes de metas de inflação, Pequim continuava monitorando agregados monetários, como o M2, e a expansão do financiamento da economia.

Nas economias desenvolvidas, a política monetária atua principalmente sobre o preço do dinheiro. Elevam-se os juros para conter a inflação e reduzem-se os juros para estimular a atividade econômica. Na China, no entanto, o objetivo sempre foi mais amplo. O Banco Popular da China procura influenciar simultaneamente o preço, a quantidade e a distribuição do crédito. Não basta determinar quanto custa financiar uma fábrica; também importa quais setores terão acesso preferencial ao financiamento.

Essa lógica ajuda a explicar por que Pequim continua recorrendo a instrumentos pouco usuais em economias avançadas. Além de administrar juros e liquidez, as autoridades utilizam compulsórios, programas de refinanciamento direcionado, orientações administrativas aos bancos, gestão cambial e controles de capitais para favorecer atividades consideradas estratégicas, como manufatura avançada, tecnologia, infraestrutura e transição energética.

É verdade que, nos últimos anos, a China modernizou parte de seu sistema monetário. Reformas fortaleceram o papel de taxas de mercado, como a Loan Prime Rate (LPR), e aprimoraram os mecanismos de transmissão da política monetária, mas, ainda assim, o país não abandonou os instrumentos quantitativos e administrativos que marcaram sua trajetória de desenvolvimento.

Os resultados desse modelo de condução de política monetária para a China são difíceis de ignorar, mas o desafio atual é particularmente complexo e envolve, em certa medida, um desgaste do sistema. Após décadas preocupado com a inflação, o Banco Popular da China enfrenta agora pressões deflacionárias associadas à crise imobiliária, ao envelhecimento populacional e à desaceleração da demanda doméstica. Isso tem obrigado as autoridades a buscar um delicado equilíbrio entre estimular a atividade econômica e evitar o acúmulo de novos desequilíbrios financeiros. Um delicado equilíbrio de pratos.

China não convergiu para o modelo americano nem preservou integralmente o sistema que construiu nos anos 1990. O retrato do resultado atual é um arranjo híbrido, no qual mecanismos de mercado convivem com uma forte capacidade estatal de coordenação econômica. Compreender essa política monetária exige certo traquejo de especialistas e curiosos que insistem, em vão, em tentar encontrar um equivalente perfeito chinês para a nossa Selic, pois a questão central não é qual é a taxa de juros da China, mas entender por que Pequim acredita que um banco central deve fazer muito mais do que apenas controlar a inflação.

(*) Allan Gallo é professor de Economia e Direito Internacional na Universidade Presbiteriana Mackenzie, pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (MackLiber) e coordenador do Núcleo de Estudos sobre a China (NECH)

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De janeiro a maio, Porto de Santos atinge recorde histórico de 2,4 milhões de TEUs na movimentação de contêineres

Resultado até maio segue com melhor marca histórica

Da Redação (*)
Brasília – A movimentação de contêineres no Porto de Santos segue em alta e marcou novos recordes no mês de maio. O resultado do mês superou 500 mil TEU (unidade padrão de contêineres) e, no ano, ultrapassou 2,4 milhões de TEU.
“São números que confirmam o que dizíamos no início da nossa gestão: que o Porto de Santos tem capacidade de absorver mais cargas, enquanto se prepara o leilão do Tecon 10, em um modelo que atenda ao mercado, mas, ao mesmo tempo, as necessidades do País e o melhor benefício ao Porto e à Baixada Santista”, analisa o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini.
No movimento geral de cargas, o resultado dos cinco primeiros meses do ano também é recorde, com a marca de 75,65 milhões de toneladas, um crescimento de 4,7% em relação a 2025 e de 3,9% comparado ao recorde anterior, de 2024 (quando foram 72,84 milhões de toneladas).
Os destaques seguem sendo o complexo soja (grãos e farelo), que teve crescimento de 5,5%, superando 25,72 milhões de toneladas; e o açúcar, que cresceu 10,2% em relação a 2025 e movimentou quase sete milhões de toneladas.
Nos embarques, o total é de 55,95 milhões de toneladas (aumento de 4,3% em relação a 2025). Nos desembarques, o crescimento é de 5,7% e a marca alcançada é de 19,70 milhões de toneladas.
Movimento do mês
Em maio o resultado foi de queda em relação a 2025, devido a um ajuste na movimentação de celulose (que em maio do ano passado teve movimento fora do comum, com crescimento de 45,5% em relação ao ano anterior e queda de 34,8% este ano). Foram 16,37 milhões de toneladas no mês, recuo de 1,7% frente a maio de 2025.
O reflexo da movimentação de carga solta (na qual se inclui a celulose) é uma das causas do recuo nos embarques no mês, que foram 4,1% menores que em maio de 2025 (12,26 milhões de toneladas este ano contra 12,79 milhões no ano anterior). Houve queda expressiva também no embarque de açúcar (-13,9%) e leve de complexo soja (-0,6%).
Nos desembarques o resultado é de crescimento de 6,2% em relação a maio de 2025, com a marca de 4,11 milhões de toneladas. Neste fluxo, o destaque é o adubo, com 19,4% de crescimento e marca de 2,94 milhões de toneladas (contra 2,46 milhões em maio de 2025).
(*) Com informações da Autoridade Portuária de Santos

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Webinar de comércio exterior debate drawback,  facilitação comercial, reforma tributária e exportações

Evento gratuito tratará de medidas de facilitação do comércio, estímulos às exportações e mudanças no ambiente regulatório

Da Redação (*)

Brasília – Exportadores, importadores e demais operadores de comércio exterior terão acesso a orientações e atualizações sobre temas estratégicos para seus negócios durante o Webinar de Operações de Comércio Exterior, que será realizado na próxima quinta-feira (18), das 9h às 12h, com transmissão ao vivo pelo canal do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) no YouTube.

A iniciativa busca compartilhar informações, esclarecer dúvidas e colher sugestões dos operadores privados sobre temas de grande relevância para o comércio exterior brasileiro.

“Em um cenário internacional cada vez mais dinâmico e desafiador, o diálogo entre governo e setor privado é indispensável para fortalecer a inserção do Brasil no comércio global. Ouvir quem exporta e importa é essencial para aprimorar políticas públicas, identificar oportunidades e garantir que nossas empresas estejam preparadas para competir em um ambiente de negócios em constante transformação”, destaca a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.

Programação amplia debate sobre temas relevantes

A programação inclui debates sobre o controle administrativo econômico-comercial exercido sobre importações e exportações no Portal Único Siscomex, os regimes de drawback suspensão e isenção, o Programa Acredita Exportação e os impactos da Reforma Tributária do Consumo sobre o comércio exterior.

“O evento amplia o diálogo realizado entre a Secex e os operadores privados sobre temas de grande relevância para o comércio exterior brasileiro no atual momento, a exemplo da operacionalização das cotas para exportação e para importação previstas no Acordo Mercosul-União Europeia, do programa Acredita Exportação, dos regimes de drawback suspensão e isenção e da reforma tributária do consumo”, afirma Renato Agostinho da Silva, diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior.

O webinar é aberto a qualquer interessado, embora seja voltado principalmente para exportadores, importadores e seus representantes. Durante toda a transmissão, os participantes poderão encaminhar perguntas aos palestrantes por meio de QR Code disponibilizado na tela.

Programação:

Abertura

• Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior – Boas-vindas
• Renato Agostinho da Silva, diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior

Painel 1 – Controle Administrativo Econômico-Comercial sobre Importações e Exportações no Portal Único Siscomex

• Luiz Carlos Amaral, coordenador de Importação
• Marcos Nakagomi, coordenador-geral de Operações

Painel 2 – Os Regimes de Drawback Suspensão e Isenção e a Competitividade das Exportações Brasileiras

• Mateus Esteves de Vasconcelos, coordenador substituto da Coordenação de Exportação e Drawback

• Perguntas sobre os painéis 1 e 2
• Intervalo

Painel 3 – O Programa Acredita Exportação como ferramenta de estímulo à inserção internacional de micro e pequenas empresas

• Marcelo Simões, coordenador-geral de Análise de Aspectos Tributários no Comércio Exterior

Painel 4 – Impactos da Reforma Tributária do Consumo sobre o Comércio Exterior

• Marcelo Simões, coordenador-geral de Análise de Aspectos Tributários no Comércio Exterior

• Perguntas sobre os painéis 3 e 4

Serviço: 

Webinar de Operações de Comércio Exterior

Data: Quinta-feira, 18 de junho de 2026

Horário: 9h às 12h

(*) Com informações do MDIC

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Plataforma do MDIC amplia painéis e moderniza acesso a dados de comércio exterior

Plataforma consolida informações estratégicas, fortalece a transparência e permite acompanhar mecanismos e pleitos do setor privado com mais eficiência

Da Redação (*)

Brasília – A plataforma Camex360, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), acaba de avançar no compromisso de ampliar a transparência e qualificar o acesso a dados estratégicos de comércio exterior. A ferramenta, que já reúne informações sobre tarifas de importação e investimentos, passa a contar com dois novos painéis que fortalecem a inteligência e a eficiência na análise de políticas comerciais.

“Com a atualização, usuários passam a ter acesso mais ágil, organizado e intuitivo a informações sobre mecanismos de alteração tarifária temporária e sobre o andamento de pleitos apresentados pelo setor privado. Antes dispersos em diferentes canais, esses dados agora estão integrados em um único ambiente, facilitando a consulta e a tomada de decisão por empresas, analistas e formuladores de políticas públicas”, afirma a secretária-executiva da Camex, Juliana Volpi.

A iniciativa reforça a transparência das ações governamentais e contribui para aperfeiçoar a governança no comércio exterior brasileiro, ao mesmo tempo em que reduz custos de busca de informação – especialmente para micro, pequenas e médias empresas.

Listas de exceção

No Mercosul, os produtos seguem uma tarifa comum de importação, chamada TEC (Tarifa Externa Comum). Ainda assim, o bloco prevê mecanismos que permitem ajustes temporários nessas tarifas, dentro de limites definidos, como a Lista de Exceções (Letec), a Lista de Desabastecimento e a de Desequilíbrios Comerciais (DCC).

Com os novos painéis do Camex360, é possível visualizar de forma simples como esses mecanismos estão sendo utilizados atualmente e acompanhar os pedidos feitos pelo setor privado para incluir produtos nessas listas.

Conheça abaixo as ferramentas do Camex360:

  • Painel tarifário: apresenta, de maneira intuitiva e acessível, uma visão consolidada a nível de produto das tarifas aplicadas, listas de exceção, regimes de ex-tarifários e acordos comerciais, contribuindo para maior transparência e eficiência na análise tarifária.
  • Painel de Mecanismos de Alteração Tarifária (NOVO): oferece estatísticas atualizadas sobre o número de NCMs incluídas em cada instrumento; informações sobre efeitos tarifários (redução, elevação ou retorno ao nível TEC); distribuição setorial dos produtos afetados; classificação dos itens segundo o tipo de bem (capital, intermediário, consumo); e indicadores complementares, como valores importados associados às NCMs vigentes.
  • Painel de Pleitos de Alteração Tarifária (NOVO): apresenta informações sobre os pedidos encaminhados pelo setor privado para inclusão de produtos nos instrumentos de alteração tarifária. Também, permite o acompanhamento das solicitações submetidas à Secretaria-Executiva da Camex, com estatísticas de pleitos apresentados para cada lista de exceção; tempo médio de análise; distribuição setorial e por tipo de bem; e status do pleito.
  • Rastreador NCM: rastreia o histórico dos códigos NCM e NALADI, com o objetivo de facilitar o acesso às correlações desses códigos a partir de um diagrama visual. O aplicativo é especialmente útil para negociadores comerciais e para analistas de comércio. Com a ferramenta é possível identificar qual é a NCM correspondente de um acordo anterior ou verificar se a análise comercial para determinado período faz sentido.
  • InvestVis: plataforma de visualização de dados de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), que oferece uma perspectiva abrangente e acessível sobre os fluxos e estoques desse importante tipo de investimento. Também, consolida informações de fontes primárias diversas, organizando os dados coletados e os apresentando de forma acessível, simplificando a compreensão para usuários de diferentes perfis.
  • GECEX deliberações: – acesso rápido e intuitivo às deliberações do Gecex e às notas técnicas públicas que serviram de base para as decisões.

(*) Com informações do MDIC

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Plataforma do MDIC amplia painéis e moderniza acesso a dados de comércio exterior

Plataforma consolida informações estratégicas, fortalece a transparência e permite acompanhar mecanismos e pleitos do setor privado com mais eficiência

Da Redação (*)

Brasília – A plataforma Camex360, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), acaba de avançar no compromisso de ampliar a transparência e qualificar o acesso a dados estratégicos de comércio exterior. A ferramenta, que já reúne informações sobre tarifas de importação e investimentos, passa a contar com dois novos painéis que fortalecem a inteligência e a eficiência na análise de políticas comerciais.

“Com a atualização, usuários passam a ter acesso mais ágil, organizado e intuitivo a informações sobre mecanismos de alteração tarifária temporária e sobre o andamento de pleitos apresentados pelo setor privado. Antes dispersos em diferentes canais, esses dados agora estão integrados em um único ambiente, facilitando a consulta e a tomada de decisão por empresas, analistas e formuladores de políticas públicas”, afirma a secretária-executiva da Camex, Juliana Volpi.

A iniciativa reforça a transparência das ações governamentais e contribui para aperfeiçoar a governança no comércio exterior brasileiro, ao mesmo tempo em que reduz custos de busca de informação – especialmente para micro, pequenas e médias empresas.

Listas de exceção

No Mercosul, os produtos seguem uma tarifa comum de importação, chamada TEC (Tarifa Externa Comum). Ainda assim, o bloco prevê mecanismos que permitem ajustes temporários nessas tarifas, dentro de limites definidos, como a Lista de Exceções (Letec), a Lista de Desabastecimento e a de Desequilíbrios Comerciais (DCC).

Com os novos painéis do Camex360, é possível visualizar de forma simples como esses mecanismos estão sendo utilizados atualmente e acompanhar os pedidos feitos pelo setor privado para incluir produtos nessas listas.

Conheça abaixo as ferramentas do Camex360:

  • Painel tarifário: apresenta, de maneira intuitiva e acessível, uma visão consolidada a nível de produto das tarifas aplicadas, listas de exceção, regimes de ex-tarifários e acordos comerciais, contribuindo para maior transparência e eficiência na análise tarifária.
  • Painel de Mecanismos de Alteração Tarifária (NOVO): oferece estatísticas atualizadas sobre o número de NCMs incluídas em cada instrumento; informações sobre efeitos tarifários (redução, elevação ou retorno ao nível TEC); distribuição setorial dos produtos afetados; classificação dos itens segundo o tipo de bem (capital, intermediário, consumo); e indicadores complementares, como valores importados associados às NCMs vigentes.
  • Painel de Pleitos de Alteração Tarifária (NOVO): apresenta informações sobre os pedidos encaminhados pelo setor privado para inclusão de produtos nos instrumentos de alteração tarifária. Também, permite o acompanhamento das solicitações submetidas à Secretaria-Executiva da Camex, com estatísticas de pleitos apresentados para cada lista de exceção; tempo médio de análise; distribuição setorial e por tipo de bem; e status do pleito.
  • Rastreador NCM: rastreia o histórico dos códigos NCM e NALADI, com o objetivo de facilitar o acesso às correlações desses códigos a partir de um diagrama visual. O aplicativo é especialmente útil para negociadores comerciais e para analistas de comércio. Com a ferramenta é possível identificar qual é a NCM correspondente de um acordo anterior ou verificar se a análise comercial para determinado período faz sentido.
  • InvestVis: plataforma de visualização de dados de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), que oferece uma perspectiva abrangente e acessível sobre os fluxos e estoques desse importante tipo de investimento. Também, consolida informações de fontes primárias diversas, organizando os dados coletados e os apresentando de forma acessível, simplificando a compreensão para usuários de diferentes perfis.
  • GECEX deliberações: – acesso rápido e intuitivo às deliberações do Gecex e às notas técnicas públicas que serviram de base para as decisões.

(*) Com informações do MDIC

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Seminário em São Paulo debaterá adaptação regulatória de empresas no contexto do Acordo Mercosul-UE

Da Redação (*)

Brasília – Representantes do setor produtivo, especialistas em comércio exterior e autoridades federais participarão, no próximo dia 18 de junho, em São Paulo, do seminário “Mercosul União Europeia: Caminhos Práticos para a Competitividade Internacional”, voltado à discussão dos impactos do acordo comercial entre os blocos e dos desafios de adaptação das empresas brasileiras ao novo ambiente regulatório internacional.

O encontro será realizado das 9h às 17h30, no auditório do Sebrae-SP, na Rua Vergueiro, 1.117, no bairro do Paraíso, e contará com participação de representantes da Receita Federal, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da ApexBrasil.

Debate sobre impactos práticos do Acordo

Promovido por FecomercioSP, Sebrae e Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo (Sindasp), o evento pretende aproximar empresas, operadores do comércio exterior e especialistas de temas considerados centrais para o avanço da competitividade internacional brasileira, entre eles origem preferencial, certificação, conformidade aduaneira, sustentabilidade, segurança operacional e acesso a mercados.

Após mais de duas décadas de negociações entre Mercosul e União Europeia, empresas brasileiras já começam a discutir os impactos práticos do Acordo, especialmente diante do aumento das exigências internacionais relacionadas à rastreabilidade, critérios ambientais, governança e conformidade nas operações globais.

A programação inclui palestra magna do economista Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos Brics, além de painéis técnicos sobre modernização aduaneira e adequação das empresas brasileiras às exigências previstas no acordo.

“O acordo entre Mercosul e União Europeia cria uma nova camada de exigências técnicas, regulatórias e operacionais para as empresas brasileiras. O desafio agora não é apenas comercial, mas também de adaptação à lógica internacional de conformidade, rastreabilidade e competitividade. O objetivo do seminário é justamente aproximar o setor produtivo dessas discussões de forma prática e acessível, especialmente pequenas e médias empresas que precisarão se preparar para esse novo ambiente de negócios”, afirma Marcelo de Castro Ferreira, diretor secretário-adjunto do Sindasp.

“O Sindasp tem buscado ampliar sua atuação técnica e institucional nos debates relacionados à modernização aduaneira e à facilitação do comércio exterior, contribuindo para aproximar operadores, empresas e poder público em temas estratégicos para a economia brasileira”, completa.

Também participará do encontro Elson Ferreira Isayama, presidente reeleito do Sindasp para a gestão 2026-2029.

Segundo os organizadores, o seminário terá foco prático e deve abordar mecanismos para ampliar a inserção internacional de pequenas e médias empresas paulistas em um cenário de aumento das exigências técnicas, ambientais e regulatórias no comércio exterior.

O evento será gratuito, presencial e com vagas limitadas. As inscrições devem ser feitas previamente pelo link:
https://lnkd.in/d_JksMGh

A programação completa será divulgada em breve nos canais oficiais das entidades organizadoras.

Serviço

Seminário: Mercosul União Europeia: Caminhos Práticos para a Competitividade Internacional
Data: 18 de junho de 2026
Horário: das 9h às 17h30
Local: Auditório Sebrae-SP — Rua Vergueiro, 1.117, Paraíso, São Paulo/SP
Realização: FecomercioSP, SINDASP e Sebrae
Participação institucional: MDIC, Receita Federal e ApexBrasil
Evento gratuito e presencial
Inscrições: https://lnkd.in/d_JksMGh

(*) Com informações do Sindasp

 

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Seminário em São Paulo debaterá adaptação regulatória de empresas no contexto do Acordo Mercosul-UE

Da Redação (*)

Brasília – Representantes do setor produtivo, especialistas em comércio exterior e autoridades federais participarão, no próximo dia 18 de junho, em São Paulo, do seminário “Mercosul União Europeia: Caminhos Práticos para a Competitividade Internacional”, voltado à discussão dos impactos do acordo comercial entre os blocos e dos desafios de adaptação das empresas brasileiras ao novo ambiente regulatório internacional.

O encontro será realizado das 9h às 17h30, no auditório do Sebrae-SP, na Rua Vergueiro, 1.117, no bairro do Paraíso, e contará com participação de representantes da Receita Federal, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da ApexBrasil.

Debate sobre impactos práticos do Acordo

Promovido por FecomercioSP, Sebrae e Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo (Sindasp), o evento pretende aproximar empresas, operadores do comércio exterior e especialistas de temas considerados centrais para o avanço da competitividade internacional brasileira, entre eles origem preferencial, certificação, conformidade aduaneira, sustentabilidade, segurança operacional e acesso a mercados.

Após mais de duas décadas de negociações entre Mercosul e União Europeia, empresas brasileiras já começam a discutir os impactos práticos do Acordo, especialmente diante do aumento das exigências internacionais relacionadas à rastreabilidade, critérios ambientais, governança e conformidade nas operações globais.

A programação inclui palestra magna do economista Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos Brics, além de painéis técnicos sobre modernização aduaneira e adequação das empresas brasileiras às exigências previstas no acordo.

“O acordo entre Mercosul e União Europeia cria uma nova camada de exigências técnicas, regulatórias e operacionais para as empresas brasileiras. O desafio agora não é apenas comercial, mas também de adaptação à lógica internacional de conformidade, rastreabilidade e competitividade. O objetivo do seminário é justamente aproximar o setor produtivo dessas discussões de forma prática e acessível, especialmente pequenas e médias empresas que precisarão se preparar para esse novo ambiente de negócios”, afirma Marcelo de Castro Ferreira, diretor secretário-adjunto do Sindasp.

“O Sindasp tem buscado ampliar sua atuação técnica e institucional nos debates relacionados à modernização aduaneira e à facilitação do comércio exterior, contribuindo para aproximar operadores, empresas e poder público em temas estratégicos para a economia brasileira”, completa.

Também participará do encontro Elson Ferreira Isayama, presidente reeleito do Sindasp para a gestão 2026-2029.

Segundo os organizadores, o seminário terá foco prático e deve abordar mecanismos para ampliar a inserção internacional de pequenas e médias empresas paulistas em um cenário de aumento das exigências técnicas, ambientais e regulatórias no comércio exterior.

O evento será gratuito, presencial e com vagas limitadas. As inscrições devem ser feitas previamente pelo link:
https://lnkd.in/d_JksMGh

A programação completa será divulgada em breve nos canais oficiais das entidades organizadoras.

Serviço

Seminário: Mercosul União Europeia: Caminhos Práticos para a Competitividade Internacional
Data: 18 de junho de 2026
Horário: das 9h às 17h30
Local: Auditório Sebrae-SP — Rua Vergueiro, 1.117, Paraíso, São Paulo/SP
Realização: FecomercioSP, SINDASP e Sebrae
Participação institucional: MDIC, Receita Federal e ApexBrasil
Evento gratuito e presencial
Inscrições: https://lnkd.in/d_JksMGh

(*) Com informações do Sindasp

 

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Rastreabilidade amplia transparência no comércio global do agronegócio, da indústria e logística

Exigências regulatórias, segurança da cadeia produtiva e demanda por informações impulsionam o avanço dos sistemas de monitoramento de produtos

Da Redação (*)

Brasília – A rastreabilidade vem assumindo papel cada vez mais relevante no comércio internacional. Em um cenário marcado pela ampliação das cadeias globais de suprimentos, pela adoção de normas rigorosas e pela busca por transparência, empresas e consumidores passaram a demandar informações mais detalhadas sobre a origem e o percurso dos produtos.

O movimento é observado em diversos setores, como alimentos, agronegócio, indústria e logística. Mercados importadores têm fortalecido exigências relacionadas à procedência de mercadorias, ao cumprimento de requisitos sanitários, ambientais e trabalhistas e à capacidade de identificar rapidamente possíveis falhas ao longo da cadeia produtiva.

Uma exigência cada vez mais presente

A rastreabilidade permite acompanhar o histórico de um produto desde sua fabricação ou produção até a chegada ao consumidor final. Esse monitoramento facilita a identificação de etapas do processo produtivo, fornecedores envolvidos, condições de transporte e movimentação da carga.

No comércio exterior, a prática contribui para reduzir riscos operacionais, aumentar a confiabilidade das informações e agilizar respostas em situações que exigem ações corretivas. Em casos de inconformidades, por exemplo, a localização precisa de lotes específicos evita impactos mais amplos sobre a cadeia de distribuição.

Além disso, a rastreabilidade fortalece a competitividade das empresas em mercados que valorizam padrões elevados de controle e governança. Em muitos segmentos, a capacidade de comprovar a origem e o histórico de um produto já integra os critérios de avaliação de compradores internacionais.

Tecnologia impulsiona monitoramento

O avanço das ferramentas digitais ampliou a capacidade de rastreamento de produtos ao longo da cadeia logística. Sistemas integrados de gestão, sensores conectados e etiquetas inteligentes permitem acompanhar a movimentação de mercadorias em tempo real, desde a produção até a entrega ao consumidor.

Além de aumentar a visibilidade das operações, essas tecnologias contribuem para a padronização dos registros e facilitam a troca de informações entre fabricantes, distribuidores, operadores logísticos e órgãos reguladores. Com isso, o controle se torna mais ágil e preciso, reduzindo erros e melhorando a eficiência dos processos.

A digitalização também ampliou o acesso a consultas e mecanismos de validação. Ferramentas que permitem verificar código de barras online, por exemplo, ajudam a confirmar informações sobre produtos, reforçando a transparência e a confiabilidade das relações comerciais.

Transparência como diferencial estratégico

A crescente valorização da origem dos produtos acompanha mudanças no comportamento do mercado global. Questões relacionadas a sustentabilidade, segurança, responsabilidade social e conformidade regulatória ganharam espaço nas decisões de compra e nas estratégias empresariais.

Nesse contexto, a rastreabilidade funciona como um mecanismo capaz de gerar evidências sobre práticas adotadas ao longo da cadeia produtiva. A disponibilidade dessas informações facilita auditorias, certificações e processos de exportação, além de ampliar a confiança entre os diferentes agentes envolvidos nas operações.

À medida que as exigências evoluem, a capacidade de rastrear produtos e compartilhar dados confiáveis tende a ocupar posição cada vez mais estratégica. Mais do que atender a requisitos regulatórios, a rastreabilidade se consolida como um elemento associado à transparência, à eficiência operacional e à credibilidade no comércio global.

(*) Com informações da Conversion

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Rastreabilidade amplia transparência no comércio global do agronegócio, da indústria e logística

Exigências regulatórias, segurança da cadeia produtiva e demanda por informações impulsionam o avanço dos sistemas de monitoramento de produtos

Da Redação (*)

Brasília – A rastreabilidade vem assumindo papel cada vez mais relevante no comércio internacional. Em um cenário marcado pela ampliação das cadeias globais de suprimentos, pela adoção de normas rigorosas e pela busca por transparência, empresas e consumidores passaram a demandar informações mais detalhadas sobre a origem e o percurso dos produtos.

O movimento é observado em diversos setores, como alimentos, agronegócio, indústria e logística. Mercados importadores têm fortalecido exigências relacionadas à procedência de mercadorias, ao cumprimento de requisitos sanitários, ambientais e trabalhistas e à capacidade de identificar rapidamente possíveis falhas ao longo da cadeia produtiva.

Uma exigência cada vez mais presente

A rastreabilidade permite acompanhar o histórico de um produto desde sua fabricação ou produção até a chegada ao consumidor final. Esse monitoramento facilita a identificação de etapas do processo produtivo, fornecedores envolvidos, condições de transporte e movimentação da carga.

No comércio exterior, a prática contribui para reduzir riscos operacionais, aumentar a confiabilidade das informações e agilizar respostas em situações que exigem ações corretivas. Em casos de inconformidades, por exemplo, a localização precisa de lotes específicos evita impactos mais amplos sobre a cadeia de distribuição.

Além disso, a rastreabilidade fortalece a competitividade das empresas em mercados que valorizam padrões elevados de controle e governança. Em muitos segmentos, a capacidade de comprovar a origem e o histórico de um produto já integra os critérios de avaliação de compradores internacionais.

Tecnologia impulsiona monitoramento

O avanço das ferramentas digitais ampliou a capacidade de rastreamento de produtos ao longo da cadeia logística. Sistemas integrados de gestão, sensores conectados e etiquetas inteligentes permitem acompanhar a movimentação de mercadorias em tempo real, desde a produção até a entrega ao consumidor.

Além de aumentar a visibilidade das operações, essas tecnologias contribuem para a padronização dos registros e facilitam a troca de informações entre fabricantes, distribuidores, operadores logísticos e órgãos reguladores. Com isso, o controle se torna mais ágil e preciso, reduzindo erros e melhorando a eficiência dos processos.

A digitalização também ampliou o acesso a consultas e mecanismos de validação. Ferramentas que permitem verificar código de barras online, por exemplo, ajudam a confirmar informações sobre produtos, reforçando a transparência e a confiabilidade das relações comerciais.

Transparência como diferencial estratégico

A crescente valorização da origem dos produtos acompanha mudanças no comportamento do mercado global. Questões relacionadas a sustentabilidade, segurança, responsabilidade social e conformidade regulatória ganharam espaço nas decisões de compra e nas estratégias empresariais.

Nesse contexto, a rastreabilidade funciona como um mecanismo capaz de gerar evidências sobre práticas adotadas ao longo da cadeia produtiva. A disponibilidade dessas informações facilita auditorias, certificações e processos de exportação, além de ampliar a confiança entre os diferentes agentes envolvidos nas operações.

À medida que as exigências evoluem, a capacidade de rastrear produtos e compartilhar dados confiáveis tende a ocupar posição cada vez mais estratégica. Mais do que atender a requisitos regulatórios, a rastreabilidade se consolida como um elemento associado à transparência, à eficiência operacional e à credibilidade no comércio global.

(*) Com informações da Conversion

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