DUIMP redefine estratégias de importação e eleva exigência operacional para 2026

Avanço do Portal Único e do Novo Processo de Importação exige preparo de dados e reorganização operacional das empresas

Da Redação

Brasília – Os showrooms de porcelanato nos Estados Unidos passam por uma transformação silenciosa para recuperar relevância diante do avanço do comércio digital. Em vez de competir por preço, o varejo físico investe em experiências sensoriais, ambientes modelo e sistemas de exposição que valorizam porcelanatos de grandes formatos, hoje um dos principais vetores de crescimento do setor.

Nesse ambiente, a consolidação do Novo Processo de Importação e o avanço da Declaração Única de Importação (DUIMP) passam a influenciar diretamente custos, prazos e o grau de risco das operações internacionais.

Para Thiago Oliveira, CEO da Saygo, especialista em comércio exterior, câmbio e estruturação de operações internacionais, a mudança marca um novo patamar de exigência. “O comércio exterior deixou de ser tolerante a falhas básicas. Hoje, um erro de classificação fiscal, uma descrição incompleta ou um cadastro inconsistente têm impacto imediato em prazo, custo e até na relação comercial com fornecedores e clientes”, afirma.

O que muda com a DUIMP no dia a dia das empresas

A DUIMP é o instrumento central do despacho de importação no Portal Único de Comércio Exterior e substitui gradualmente etapas e declarações do modelo anterior. Segundo a Receita Federal, a implementação ocorre de forma faseada, por meio de cronogramas de ligamento e desligamento que variam conforme tipo de operação, órgãos anuentes e integrações com sistemas estaduais.

Na prática, a principal mudança não está apenas na declaração em si, mas na qualidade das informações exigidas. A DUIMP opera de forma integrada ao Catálogo de Produtos e aos atributos por NCM definidos no Siscomex. Isso significa que dados antes descritos de forma genérica passam a ser informados de maneira estruturada, padronizada e reutilizável, reduzindo margem para inconsistências e aumentando o nível de controle da fiscalização.

Por que 2026 tende a ser um ponto de inflexão

A experiência do próprio governo com o Portal Único indica que a digitalização reduz prazos quando as informações são inseridas corretamente desde o início. Avaliações oficiais mostram queda relevante no tempo médio de exportação e importação após a adoção de processos digitais, mas também apontam aumento de exigências quando há divergência de dados.

Esse histórico ajuda a entender por que 2026 tende a ser crítico. Com mais operações migrando para a DUIMP, empresas que não revisaram cadastros, NCMs e descrições comerciais correm maior risco de retenções, exigências complementares e atrasos logísticos. Além disso, a ampliação das integrações com secretarias estaduais da Fazenda fortalece o cruzamento de dados fiscais e aduaneiros, elevando o nível de fiscalização e reduzindo margem para correções tardias.

Como se preparar sem comprometer a operação

A adaptação à DUIMP exige encadeamento de ações, e não mudanças isoladas. O ponto de partida é o saneamento cadastral, com revisão de NCM, padronização de descrições e preenchimento correto dos atributos exigidos para cada mercadoria. Essa base alimenta o Catálogo de Produtos e sustenta toda a operação no novo modelo.

Na sequência, é fundamental acompanhar os cronogramas oficiais do Portal Único para identificar quando cada tipo de operação será impactado. Esse mapeamento permite priorizar produtos estratégicos, fornecedores críticos e rotas mais sensíveis, evitando que a obrigatoriedade interrompa o fluxo logístico.

Em paralelo, ganha relevância a definição de responsabilidades internas claras para validação de dados, controle documental e acompanhamento das declarações.

Por fim, a integração entre gestão aduaneira, logística e financeira se torna decisiva. Processos bem estruturados reduzem custos indiretos, melhoram o planejamento cambial e diminuem o risco de paralisações inesperadas. “A DUIMP não é apenas uma mudança de sistema. Ela exige que a empresa trate dados como ativo estratégico”, resume Oliveira.

DUIMP e comércio exterior em 2026 os ajustes que o importador precisa antecipar

Diante do avanço da DUIMP e do aumento do nível de exigência sobre dados e conformidade, especialistas recomendam que as empresas iniciem ainda em 2025 um processo estruturado de revisão interna. Entre os principais pontos de atenção estão:

  • A conferência de NCMs e a padronização das descrições comerciais de todos os produtos ativos;
    • A correta estruturação dos atributos exigidos no Catálogo de Produtos, garantindo aderência às regras do Siscomex;
    • O acompanhamento contínuo dos cronogramas de ligamento e desligamento do Portal Único, para evitar surpresas operacionais;
    • O mapeamento dos órgãos anuentes envolvidos em cada tipo de operação, com atenção às exigências específicas;
    • A definição clara de responsáveis internos por cadastro, validação e conferência documental;
    • A integração entre planejamento aduaneiro, logístico e cambial, de forma a reduzir impactos financeiros e atrasos.

Ao concentrar essas frentes de revisão, a empresa reduz o risco de travamentos operacionais e ganha previsibilidade em um ambiente que passa a cruzar dados de forma automática e em tempo real.

A consolidação da DUIMP tende a premiar quem antecipa ajustes, organiza informações e trata o processo de importação como parte da estratégia do negócio, e não apenas como uma etapa burocrática. Para 2026, a diferença entre atraso e fluidez estará menos no volume importado e mais na qualidade dos dados apresentados desde a origem da operação.

 

 

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Expurgos em Pequim: quando a lealdade política substitui o mérito

Márcio Coimbra (*)

O que se testemunha nos últimos dias de 2025 na China não é o prometido “rejuvenescimento nacional” de Xi Jinping, mas um mergulho em uma paranoia autocrática que remete aos períodos mais sombrios da era Mao Tsé-Tung. O recente expurgo no alto escalão militar — o mais profundo em décadas — expõe as vísceras de um regime que, sob a fachada de força inabalável, parece corroído por uma insegurança interna crônica.

Em dezembro de 2025, a destituição dos generais Lin Xiangyang (Comando Leste) e Wang Qiang (Comando Central) selou um movimento de substituição técnica por lealdade ideológica. As trocas nas frentes sensíveis de Taiwan e da segurança da capital, Pequim, revelam que a competência militar foi relegada ao segundo plano. A remoção de figuras como He Weidong e Miao Hua sob acusações genéricas de “corrupção” confirma que a campanha iniciada em 2012 transmutou-se definitivamente em uma ferramenta de eliminação de rivais faccionais.

Paradoxalmente, essa instabilidade ocorre enquanto a China acelera sua expansão nuclear. Relatórios indicam que o arsenal chinês saltou para 600 ogivas em 2024, com projeção de ultrapassar 1.000 até 2030. A construção de silos de mísseis estratégicos próximo à Mongólia funciona como um escudo de intimidação: um aviso ao mundo para que não interfira nos expurgos internos de Xi. Contudo, essa combinação de comando político instável e poder de destruição sem precedentes aumenta o risco de erros de cálculo globais.

A narrativa oficial da corrupção esconde falhas sistêmicas que afetam a eficácia do Exército de Libertação Popular. Investigações apontam desde a venda de postos até falhas graves na aquisição de equipamentos, incluindo mísseis defeituosos. Ao priorizar oficiais “vermelhos e experts”, Xi Jinping sacrifica a expertise em prol do controle absoluto. O resultado é um ambiente pautado pelo medo e pela paralisia burocrática, onde oficiais evitam iniciativas por receio de serem o próximo alvo da “purificação” partidária.

Essa incerteza estratégica força o Ocidente e os vizinhos asiáticos a recalibrarem suas defesas. Analistas debatem se a purga é um prelúdio para uma ação militar contra Taiwan ou se Xi Jinping, ao descobrir a fragilidade de suas próprias tropas, está apenas tentando evitar um colapso interno. De qualquer forma, a instabilidade no topo do comando chinês reduz a previsibilidade do regime, transformando crises domésticas em riscos de segurança global permanentes.

O isolamento de Xi Jinping no topo do Politburo o torna dependente de um círculo cada vez menor de lealistas, incapazes de confrontá-lo com a realidade. O expurgo de 2025 é o testemunho de um sistema que prioriza a sobrevivência da facção no poder acima da eficácia do Estado. A China de hoje projeta-se como um colosso armado, mas sua estrutura interna revela fissuras profundas: um gigante cuja harmonia é mantida apenas pela força bruta.

(*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Conselheiro e Diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

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CEO da eComex compartilha no Linkedin post do Comexdobrasil.com sobre a maior DUIMP da história do Comex brasileiro

Da Redação (*) (**)

Brasília – O CEO da eComex, André Barros, compartilhou em sua página no Linkedin matéria publicada pelo Comexdobrasil.com informando que a eComex registrou a maior Declaração Única de Importação (DUIMP) da história do comércio exterior brasileiro, numa operação conjunta entre a Toyota, a eComex e o governo brasileiro, viabilizando a transmissão inédita de cerca de 8 mil linhas e estabelecendo um novo patamar de protagonismo das empresas que operam no comércio exterior do país.

Em seu post, André Barros afirmou que “eu não poderia deixar de compartilhar uma matéria que saiu hoje (26 de dezembro) {no portal Comexdobrasil.com} e é um grande marco para a nossa companhia, um grande marco para o governo federal e um grande marco para a Toyota, um grande cliente da eComex e uma das maiores indústrias automotivas do mundo”.

O executivo da eComex ressaltou que “juntos, nossas empresas e o governo federal registramos uma Declaração Única de importação de 8 mil linhas. Isso aponta algumas coisas. Primeiro, a robustez, a flexibilidade e o grau de inovação qe o Portal Único de Comércio Exterior tem trazido para as indústrias”.

André Barros afirmou também que “vale lembrar que a versão anterior, a Declaração de Importação no Siscomex antigo, tinha um limite de 999 linhas e isso trazia um custo operacional maior para as empresas que importam em grande volume”.

Além disso, afirmou o CEO da eComex, “isso mostra também a robustez e flexibilidade de nossa solução, que automatiza uma operação de missão crítica, que é missão crítica para a indústria, e isso destaca o emprenho e a grandiosidade da operação da Toyota, seu time de comércio de exterior, seu time de tecnologia. Juntas, as nossas companhias e o governo federal foram pioneiros nesse marco aqui no Brasil e isso é motivo de grande orgulho”, concluiu André Ribeiro.

 

O que é a DUIMP

A Declaração Única de Importação (DUIMP) é um documento utilizado no Brasil que centraliza informações e procedimentos relacionados à importação de mercadorias. Através da DUIMP, os importadores fazem a comunicação de dados necessários para a Receita Federal e outros órgãos anuentes, simplificando e padronizando o processo de importação.

Quando se menciona uma DUIMP de 8 mil linhas, isso se refere ao grande volume de informações que podem estar contidas nesse documento, que pode incluir detalhes sobre mercadorias, remetentes, destinatários, valores, taxa de imposto, entre outros dados relevantes. Essa extensão pode ser decorrente da complexidade e diversidade das operações de importação, especialmente para empresas que importam uma grande variedade de produtos.

Contribuições da DUIMP para Agilizar o Comércio Exterior:

  1. Centralização de Informações: A DUIMP unifica diferentes informações em um único documento, facilitando o registro e a análise por parte dos órgãos governamentais.
  2. Redução de Burocracia: A implementação da DUIMP tem como objetivo reduzir a burocracia envolvida no processo de importação, tornando-o mais ágil e menos suscetível a erros.
  3. Integração de Sistemas: A DUIMP é integrada ao sistema da Receita Federal e outros órgãos, o que permite a consulta e validação imediata das informações, acelerando a liberação das mercadorias.
  4. Acompanhamento em Tempo Real: Importadores podem acompanhar o status da sua declaração em tempo real, o que proporciona maior transparência e capacidade de planejamento.
  5. Melhoria na Compliance: Facilita o cumprimento das normas e regulamentos, uma vez que o sistema é projetado para verificar automaticamente a conformidade com as exigências legais.
  6. Agilidade na Liberação de Cargas: Ao permitir que informações sejam enviadas e processadas eletronicamente, a DUIMP acelera a liberação de cargas nos portos e aeroportos.

Com esses benefícios, a DUIMP tende a melhorar a eficiência das operações de comércio exterior no Brasil, ajudando a simplificar procedimentos e reduzir o tempo necessário para a conclusão de operações de importação.

A diferença entre uma Declaração Única de Importação (DUIMP) de 999 linhas e uma de 8 mil linhas está principalmente relacionada ao volume e à complexidade das informações contidas em cada uma delas.

Principais Diferenças:

  1. Quantidade de Mercadorias:
    • DUIMP de 999 Linhas: Geralmente, uma DUIMP com um número menor de linhas indica uma operação de importação com menos mercadorias ou produtos. Isso pode incluir importações simples, onde a empresa está adquirindo um número limitado de itens ou uma única categoria de produtos.
    • DUIMP de 8 Mil Linhas: Uma DUIMP tão extensa sugere que a operação de importação envolve uma grande quantidade de mercadorias, possivelmente abrangendo diversas categorias e tipos de produtos. Isso é comum em empresas que importam grandes volumes de produtos ou que operam em setores com uma ampla variedade de itens.
  2. Complexidade da Operação:
    • DUIMP de 999 Linhas: Normalmente, operações mais simples e diretas, possivelmente com menos necessidade de documentação e análises detalhadas.
    • DUIMP de 8 Mil Linhas: Pode envolver operações mais complexas, necessitando de muitos detalhes, como informações de vários fornecedores, diferentes sistemas tarifários, e considerações regulatórias específicas que exigem uma documentação mais extensa.
  3. Implicações para a Análise Aduaneira:
    • DUIMP de 999 Linhas: A análise por parte das autoridades aduaneiras pode ser mais rápida, dada a menor quantidade de informações a serem verificadas.
    • DUIMP de 8 Mil Linhas: Pode exigir um tempo maior para a análise devido à complexidade e ao volume de dados, o que pode impactar o tempo de liberação de mercadorias nas alfândegas.
  4. Dependência de Erros:
    • DUIMP de 999 Linhas: Estudos e dados mostram que menos linhas podem significar menos oportunidades para erros ou inconsistências.
    • DUIMP de 8 Mil Linhas: A possibilidade de erros aumenta com a quantidade de dados, tornando essencial um controle rigoroso para evitar complicações durante o processo de importação.

Em resumo, a principal diferença reside na escala e complexidade da operação de importação, refletindo variações nas quantidades de mercadorias, na diversidade de produtos importados e nas necessidades específicas de documentação e conformidade.

(*) Com informações da eComex (**) Texto redigido com uso da IA

 

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Os desafios quando o assunto é direito marítimo

Baudilio Gonzalez Regueira (*)

A navegação de longo curso, a cabotagem e a navegação interior vêm registrando desempenho histórico, segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Entre janeiro e setembro, os portos brasileiros movimentaram 1,04 bilhão de toneladas de cargas, um aumento de 3,25% em relação ao mesmo período de 2024. Somente em setembro, o volume alcançou 120,4 milhões de toneladas. Esse crescimento do setor evidencia a necessidade de maior atenção à legislação e à formação de profissionais, especialmente na área jurídica.

O Brasil ainda se encontra em estágio inicial no alinhamento de seu ordenamento jurídico às normas internacionais que regem o Direito Marítimo. Persistem desafios relevantes para a harmonização entre a legislação interna e os padrões globais. Temas como a limitação de responsabilidade e a regulação do setor, evidenciam a necessidade de atualização e modernização.

Com a evolução dos estudos sobre o tema e o crescente interesse de operadores do Direito e do setor marítimo, há uma tendência de maior integração normativa, com a incorporação de modelos internacionais. Esse movimento tende a fortalecer a segurança jurídica, a previsibilidade das decisões e a competitividade das operações marítimas no país.

A expansão das operações portuárias e logísticas aumentou significativamente o número de contratos e disputas envolvendo transporte marítimo, armazenagem, frete e avarias, o que exige maior qualificação dos profissionais. Empresas de navegação, agentes marítimos, terminais e importadores passaram a buscar assessoria jurídica especializada para garantir segurança nas operações e prevenir litígios.

Nesse contexto, é importante a constante atualização dos profissionais diante das novas demandas trazidas pela modernização do setor portuário e pela expansão do comércio exterior. A globalização e o aumento do fluxo de mercadorias exigiram profissionais capazes de lidar com normas internacionais, seguros marítimos, transporte multimodal, questões aduaneiras e regulatórias, o que impulsionou a valorização da área.

Um exemplo desse desenvolvimento é o Núcleo 4.0 de Direito Marítimo, sediado em Santos (SP), que reúne competência especializada para julgar questões marítimas, portuárias e aduaneiras. A iniciativa garante decisões mais técnicas, uniformes e seguras, fortalecendo a eficiência e a previsibilidade do Judiciário no setor.

É preciso considerar que o Direito Marítimo caminha lado a lado com a transição ecológica e a inovação tecnológica. Questões como redução da emissão de carbono, uso de combustíveis alternativos, compliance ambiental e digitalização de processos portuários já são pautas obrigatórias. O setor jurídico tem papel decisivo na criação de contratos e políticas que incorporem essas novas exigências. A chegada de navios autônomos e inteligência artificial na gestão de cargas indica que a advocacia marítima precisará se adaptar continuamente, e isso abre espaço para um novo perfil de advogado, mais técnico, conectado e global.

(*) Baudilio Gonzalez Regueira é advogado, sócio da Reis, Braun e Regueira Advogados Associados, com 25 anos de experiência em direito marítimo e direito dos transportes. Possui pós-graduação em processo civil e especialização em direito marítimo na Universidade Católica de Santos. Formado também em Comunicação pela PUC-SP.

 

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A partir de junho de 2026, Selo Verde valorizará produtos brasileiros em mercados nacionais e internacionais

Conclusão das diretrizes gerais pela ABNT garante avanço do programa para certificação de produtos pilotos até junho do ano que vem.

Da Redação (*)

Brasília – Criado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa Selo Verde acaba de ganhar diretrizes gerais da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estabelece as bases para a certificação de produtos brasileiros sustentáveis. Com a conclusão dessa etapa do projeto no último dia 18, o programa segue para ser implementado até junho de 2026.

Entre os vários benefícios oferecidos pelo Selo Verde, destaca-se a possibilidade de um melhor posicionamento de produtos e serviços sustentáveis brasileiros em mercados nacionais e internacionais, uma vez que certificações dessa natureza tendem a contar com maior confiança em cenários marcados por barreiras comerciais e crises climáticas cada vez mais severas.

Nos próximos meses, comitês técnicos deverão elaborar normas específicas para os dois produtos selecionados para encabeçar o lançamento do Selo Verde: chapas laminadas de alumínio e polímeros de eteno renovável, estes últimos base para produção de sacolas, filmes e outros produtos fabricados com plástico convencional.

Selo Verde: fundamental para a política industrial

“Esse trabalho nos permitirá sair da fase de discussão para a implementação do Selo Verde, de modo a vermos os impactos dessa política pública na ponta, fomentando a sustentabilidade e reconhecendo as empresas que caminham nesse sentido”, afirmou a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz.

Para o presidente da ABNT, Mário William Esper, o Selo Verde será uma peça fundamental para a política industrial. “É uma norma estratégica, que busca minimizar impactos negativos e maximizar impactos positivos nas dimensões ambientais, sociais e econômicas, com critérios claros e verificáveis de sustentabilidade e que também fortalecem as compras públicas sustentáveis, ampliando impactos positivos em toda a cadeia produtiva”, resumiu.

O Selo Verde tem como objetivo a criação de diretrizes nacionais que promovam a certificação e normalização de produtos e serviços sustentáveis, de modo a oferecer um referencial para que empresas de qualquer porte, localização e segmento econômico possam demonstrar seu compromisso com a sustentabilidade. Entre suas diretrizes, estão o fortalecimento da agenda ASG (Ambiental, Social e Governança) e da economia circular, além de promover a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).

(*) Fonte: Gov.br/publicada por eComex

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eComex  registra maior DUIMP da história através da Toyota e abre caminho para operações de grande escala no comércio exterior

Operação conjunta entre Toyota, eComex e Governo Federal foi pioneira no mercado, viabilizando a transmissão inédita de cerca de 8 mil linhas e estabelecendo o novo patamar de protagonismo das empresas que operam no Comércio Exterior no Brasil

Da Redação (*)

O comércio exterior brasileiro alcançou um marco histórico com o registro da maior DUIMP (Declaração Única de Importação) já realizada no país, com aproximadamente 8 mil linhas, em uma operação conduzida pela Toyota, com suporte tecnológico da eComex e acompanhamento direto do Governo Federal, por meio da Receita Federal e do Serpro.

Mais do que um recorde nacional, a iniciativa representa uma mudança de paradigma no uso do Portal Único de Comércio Exterior. Ao viabilizar pela primeira vez a transmissão de um volume dessa magnitude em um único documento, a operação abre caminho para que outras empresas brasileiras deixem de fragmentar seus processos e passem a operar grandes lotes de DUIMP de forma mais eficiente, segura e alinhada ao modelo originalmente concebido pelo governo.

Desafio com operações de grande volume

Até então, empresas com operações de grande volume vinham adaptando seus processos internos às limitações percebidas do sistema governamental, fracionando declarações em blocos de até 999 linhas, o que aumentava o tempo, risco operacional e complexidade.

O caso da Toyota mostrou que era possível seguir um caminho diferente: não adaptar o negócio às restrições do sistema, mas protagonizar um avanço, em parceria com a eComex, a fim de evoluir o sistema governamental a partir do uso real e do diálogo estruturado entre diferentes frentes.

“A DUIMP é obrigatória e foi criada para simplificar. Ao identificarmos uma necessidade que pendia de uma modernização do sistema do governo, nós em parceria com a eComex entendemos que era o momento de nos posicionar e discutir a evolução do sistema”, afirma Erica Watanabe, gerente de Logística da Toyota.

O sucesso da operação confirmou que o Portal Único agora está preparado para processar cargas de alta complexidade e grandes volumes de dados, o que representa um passo decisivo para a modernização e competitividade do Brasil no cenário global.

“Registrar uma DUIMP com cerca de 8 mil linhas mostra nossa robustez tecnológica, maturidade de processos e capacidade de operar em grande escala. É um marco importante para a Toyota e para o comércio exterior brasileiro”, explica Tiago Vendemiatti, gerente de TI da Toyota.

Para a companhia, que exporta veículos produzidos no Brasil para 22 países da América Latina e depende da importação contínua de insumos, o sucesso da operação era estratégico para evitar paradas produtivas e impactos financeiros.

“Foram quase dois anos de preparação, organização de dados e adequação de sistemas. Esse resultado traz segurança para operações futuras e reforça o quanto a tecnologia é essencial para garantir a fluidez no comércio exterior”, ressalta Erica.

Colaboração decisiva entre empresa, tecnologia e governo

Nos testes iniciais, Toyota e eComex identificaram desafios de performance durante a transmissão de grandes volumes de dados ao Portal Único. A partir de uma análise técnica conjunta, foi necessário ampliar o alinhamento com os órgãos responsáveis para garantir a estabilidade, a escalabilidade e a fluidez da operação

A partir desse ponto, profissionais da Toyota, eComex e Serpro passaram a atuar como um único time, monitorando cada etapa da operação.

“Houve um momento em que ficou claro que precisávamos do apoio direto do governo. Quando os três lados passaram a trabalhar juntos, tudo começou a avançar”, relata Tiago.

O esforço conjunto resultou em ajustes no Portal Único, preparando o sistema governamental para receber DUIMPs com volumes significativamente maiores. A partir desse marco, outras empresas passam a ter a possibilidade de transmitir grandes quantidades de linhas em um único documento, reduzindo retrabalho, riscos e tempo operacional.

Atuação da eComex e evolução tecnológica

A eComex estruturou uma operação dedicada, com engenharia, produto e operação trabalhando de forma integrada e em tempo real, em coordenação com o Serpro, para diagnosticar gargalos, medir performance e promover os ajustes técnicos necessários no Portal Único, garantindo a sustentação da maior DUIMP já transmitida no Brasil

“Já esperávamos que alguma empresa avançasse para volumes desse porte, e quando a Toyota trouxe o caso, sabíamos que seria um marco nacional. Trabalhamos em conjunto com a SINDASP, Procomex e Serpro, e isso trouxe resultados concretos.”, explica Izabela Pitoli, supervisora de Produto da eComex.

Além de apoiar a Toyota, o processo impulsionou melhorias na solução da  eComex tanto no eComex Suite quanto no eComex Pulse Edition (principal solução da eComex para a gestão dos processos de Comércio Exterior) e abriu caminho para novas funcionalidades que serão disponibilizadas aos clientes.

“Esse marco acelera nossa agenda de evolução: cálculos prévios, consultas automáticas em segundo plano e mais inteligência no processamento de alto volume. Saber que contribuímos para evoluir o comércio exterior brasileiro gera orgulho para todo o time. Estamos construindo um patamar totalmente novo, preparados para operações ainda maiores”, avalia Carlo Romano, diretor de Produtos da eComex.

Superação de riscos e consolidação de uma referência nacional

Para Erica, a experiência deixa um aprendizado claro para todo o setor. “Com o apoio da tecnologia, precisamos como empresas ampliar cada vez mais o diálogo com o mercado a fim de melhorar processos e contribuir para o aprimoramento não só de nossos próprios sistemas, como de todo nosso ecossistema”, conclui.

Impacto para o setor e próximos passos

A operação se torna referência para empresas que ainda não adotaram  a DUIMP, mostrando que processos muito grandes podem, sim, ser realizados com segurança quando há alinhamento entre importador, software e governo.

“Esse avanço fortalece a confiança de todo o setor e mostra que o Brasil está pronto para operar o novo modelo. A colaboração é o caminho para uma evolução contínua”, reforça Izabela.

Com o desligamento definitivo da DI se aproximando, Toyota e eComex já se preparam para DUIMPs ainda maiores — incluindo operações planejadas para até 10 mil linhas.

“O próximo passo é tornar tudo mais inteligente e menos repetitivo. A tecnologia deve atuar a favor das pessoas, permitindo decisões mais estratégicas”, conclui Tiago.

(*) Com informações da eComex

 

 

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Seguro-viagem, um item mais que essencial, é deixado de lado por um grande número de viajantes

Mesmo com alta de 6,73% em setembro, o seguro-viagem segue fora do planejamento de muitos viajantes – entenda benefícios

Da Redação (*)

Brasília – Com a chegada das férias de fim de ano, aeroportos e rodovias entram em ritmo acelerado. Passagens compradas, hospedagem reservada e roteiros definidos costumam dominar o planejamento. A mala também ganha atenção especial, com itens essenciais cuidadosamente separados — mas um detalhe importante ainda é esquecido por muitos viajantes: o seguro-viagem.

Mesmo em viagens curtas ou dentro do próprio país, imprevistos podem transformar momentos de lazer em dor de cabeça. Cancelamentos de passeios, atrasos em transfers, problemas com hospedagem, contratempos com documentação ou pequenas emergências de saúde são exemplos de situações que podem atrapalhar a experiência do viajante — especialmente durante a alta temporada, quando destinos turísticos ficam mais cheios e disputados.

É justamente para lidar com essas situações que o seguro-viagem se torna um aliado estratégico, embora ainda seja subestimado por parte dos viajantes. Dados do último boletim da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que o produto registrou crescimento nominal de 6,73% em setembro e avanço real de 1,71%, na comparação com o mesmo período de 2024.

Entre as principais coberturas estão a assistência médica e hospitalar, atendimento 24 horas, extravio ou danos a bagagem e suporte em casos de necessidade de retorno antecipado. Em viagens ao exterior, a proteção ganha ainda mais relevância, já que os custos com saúde podem ser elevados e, em alguns destinos, a apresentação do seguro é exigida para entrada no país.

Seguro é essencial no planejamento de uma viagem

Segundo Alessandra Monteiro, Diretora Técnica da Corretora de Seguros Bancorbrás, o seguro-viagem deve ser considerado parte do planejamento básico da viagem, assim como passagens e hospedagem. “Ter acesso a uma apólice protege a família de questões muito corriqueiras durante as férias. Entre elas atrasos ou cancelamentos de voos, extravio ou danos a bagagens, e até mesmo funciona como uma mão na roda para emergências médicas ou odontológicas”, descreve a especialista.

Muitos viajantes revisam a mala para garantir que nenhum item essencial ficou para trás; o seguro-viagem ainda costuma ser lembrado apenas quando algo sai do planejado — momento em que sua ausência pesa mais do que qualquer item esquecido. Monteiro destaca que, em determinados destinos, o seguro-viagem não é apenas recomendado, mas obrigatório. “Em países da Europa que fazem parte do Espaço Schengen, como Itália e França, a apresentação de seguro é uma exigência para a entrada do viajante. Já em destinos como os Estados Unidos, embora não haja obrigatoriedade formal, os altos custos médicos tornam a contratação indispensável”, alerta a especialista.

A escolha da cobertura adequada depende do destino, da duração da viagem e do perfil do viajante, incluindo idade e tipo de atividade prevista. Por isso, Monteiro sugere avaliar as opções com antecedência e contratar o seguro antes do embarque.

 

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As tendências de tecnologia que vão acelerar o Brasil em 2026

Rafael Leopoldo (*)

A aceleração da inteligência artificial nas empresas brasileiras em 2025 mudou o eixo das discussões sobre tecnologia. De acordo com levantamento da AWS, 9 milhões de empresas no país já utilizam IA de forma sistemática – um aumento de 29% em apenas um ano. Mas, enquanto a inteligência artificial concentra a atenção, outras tecnologias menos visíveis, porém decisivas, avançam em paralelo e preparam terreno para uma transformação estrutural.

Para entender quais serão as principais tendências que devem dominar a tecnologia de ponta no Brasil a partir do próximo ano, realizamos um levantamento no mercado nacional, cruzando dados de tendências já mapeadas pelo Gartner com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Os temas identificados refletem um novo ciclo de prioridades: mais integração, menos improviso; mais segurança, menos hype. E devem orientar as decisões de investimento de empresas privadas e órgãos públicos até o fim da década.

Das dezenas de apostas tecnológicas listadas anualmente por analistas globais, apenas uma fração tem aderência real à realidade brasileira. Fatores como infraestrutura, regulação, maturidade digital e prioridades setoriais moldam o que, de fato, pode ser escalado localmente. A seleção a seguir foca em tendências com aplicação prática e impacto direto sobre os desafios e oportunidades do país nos próximos três anos.

Plataformas de desenvolvimento nativas em IA

A forma como empresas desenvolvem software no Brasil está prestes a passar por uma transformação radical. As plataformas nativas em inteligência artificial, que permitem criar aplicações inteiras por meio de prompts em linguagem natural, vêm sendo rapidamente adotadas por startups e empresa de grande porte no país, oferecendo um caminho direto para contornar a escassez de desenvolvedores e acelerar a entrega de soluções digitais.

A tendência, listada pelo Gartner como uma das principais transformações estratégicas para os próximos anos, aponta para um cenário em que a maior parte do código corporativo será gerado, acelerado ou revisado por IA. Para um país com carência de profissionais especializados, mas alta demanda por digitalização, o salto de produtividade pode ser enorme.

Automação inteligente de processos (RPA/IPA)

A busca por eficiência operacional, a escassez de mão de obra qualificada e a pressão por escalabilidade são os principais fatores que levaram a automação de processos a ocupar um papel de destaque nas estratégias de transformação digital no Brasil. Neste ano, a tecnologia deu um salto qualitativo: o modelo clássico de automação robótica (RPA), antes limitado a fluxos fixos e tarefas repetitivas, foi incorporado a recursos de inteligência artificial, dando origem ao que o mercado já chama de IPA, ou Intelligent Process Automation. O conceito vai além de bots que replicam cliques: trata-se de sistemas que leem documentos, interpretam comandos em linguagem natural, tomam decisões com base em aprendizado de máquina e executam ações integradas entre plataformas.

Esse movimento não é novo, mas alcançou uma nova escala com a integração da IA generativa a ferramentas de automação. E o que antes era privilégio de grandes bancos e multinacionais tornou-se acessível para empresas de médio porte, graças à proliferação de soluções SaaS, plataformas low-code e orquestradores de automação em nuvem.

Plataformas de segurança para IA + cibersegurança preditiva

O conceito de cibersegurança preditiva, já mapeado pelo Gartner como tendência estratégica, pressupõe uma mudança de postura. Em vez de simplesmente detectar e reagir a incidentes após sua ocorrência, as empresas passam a atuar de forma antecipada, utilizando algoritmos de previsão, análise comportamental e automação inteligente para bloquear ameaças antes que causem impacto.

No Brasil, essa abordagem ainda é nova, assim como o uso estruturado de agentes de IA dedicados à segurança digital. A maior parte das empresas ainda opera com ferramentas reativas, baseadas em assinaturas e regras fixas. Mas essa realidade começa a mudar, puxada principalmente pelos setores financeiro, telecom e varejo, onde os primeiros projetos com arquiteturas preditivas já mostram resultados concretos em redução de tempo de resposta e mitigação de riscos complexos.

Cloud computing e soberania de dados: a nuvem como ativo estratégico

De acordo com o Panorama Cloud 2025, levantamento realizado pela TOTVS em parceria com a H2R Pesquisas Avançadas, 77% das empresas brasileiras já utilizam serviços em nuvem no dia a dia, e 61% adotam a nuvem como infraestrutura principal, com sistemas, dados e aplicações operando diretamente em ambientes cloud, e não apenas como suporte a servidores locais.

A tendência, mapeada pelo Gartner como uma das mais relevantes para os próximos anos, reflete um movimento global em resposta a riscos geopolíticos, legislações extraterritoriais e disputas por autonomia tecnológica.

No Brasil, um marco dessa inflexão foi a criação da Nuvem de Governo Soberana, infraestrutura oficial lançada pelo governo federal em setembro passado. Operada por estatais como Serpro e Dataprev, com data centers localizados no país, ela abriga sistemas sensíveis da administração pública e já conecta mais de 250 órgãos.

Arquiteturas modernas de dados (Lakehouse + Data Mesh)

A explosão do volume de dados nas empresas brasileiras, somada à pressão por agilidade e qualidade analítica, acelerou a adoção de novas arquiteturas capazes de romper com os modelos tradicionais de armazenamento e consumo de informação. Duas dessas abordagens, Data Lakehouse e Data Mesh, vêm ganhando espaço em organizações que enfrentam dificuldades com silos, duplicidade de dados e lentidão na entrega de insights.

Essa tendência também está no radar do Gartner, que aponta o lakehouse como parte de uma evolução natural das plataformas de dados e o Data Mesh como uma das abordagens organizacionais mais promissoras para escalar analytics com eficiência.

Análises em tempo real e inteligência de decisões

Tomar decisões com base em dados atualizados, no momento em que os fatos ocorrem, deixou de ser vantagem competitiva para se tornar exigência operacional em setores como finanças, varejo e logística.

No Brasil, bancos usam análises em tempo real para barrar fraudes em milissegundos, empresas de e-commerce ajustam ofertas conforme o comportamento de navegação, e operadoras de telecom monitoram anomalias na rede com respostas automatizadas.

Mas o movimento não para no tempo real. O passo seguinte é a adoção da chamada inteligência de decisões (Decision Intelligence), que estrutura a tomada de decisão a partir de modelos analíticos, regras de negócio e machine learning, muitas vezes de forma autônoma. O Gartner lista o Decision Intelligence como uma das tendências mais relevantes até 2026.

Modelos de linguagem específicos por domínio (DSLMs)

Com o avanço da inteligência artificial generativa, empresas brasileiras começaram a perceber uma limitação importante nos modelos de linguagem generalistas: eles respondem bem em tarefas amplas, mas falham quando o contexto exige conhecimento técnico, terminologia especializada ou nuances regulatórias. É nesse ponto que ganham relevância os modelos de linguagem específicos por domínio, ou DSLMs – modelos treinados ou ajustados com dados próprios de setores como jurídico, financeiro, saúde ou varejo.

O Gartner prevê que, até 2028, a maior parte das aplicações de IA generativa corporativa será baseada em modelos específicos por domínio — não em LLMs genéricos. No Brasil, esse movimento é reforçado por dois fatores: a necessidade de operar em português com precisão e o esforço por manter dados sensíveis dentro do perímetro da empresa. A criação de DSLMs é, portanto, uma etapa natural na profissionalização da IA corporativa, e uma estratégia de diferenciação real num mercado cada vez mais saturado por soluções genéricas.

Conectividade: a base invisível da transformação digital

Nenhuma tendência tecnológica se sustenta sem uma infraestrutura de conexão confiável, rápida e distribuída. Neste ano, o Brasil avançou significativamente nesse quesito. Já são mais de 1.500 municípios com cobertura ativa de 5G, e cerca de 70% da população tem acesso à nova geração de redes móveis, segundo dados da Anatel. Ao mesmo tempo, o número de conexões por fibra óptica ultrapassou 45 milhões, consolidando o país como líder em banda larga fixa na América Latina. Essa nova malha de conectividade viabiliza tudo: IA em tempo real, sensores no campo, edge computing, streaming de alta resolução e operações digitais fora dos grandes centros.

O país ainda enfrenta desafios em áreas rurais e periferias urbanas, mas a infraestrutura montada nos últimos dois anos mudou o patamar, e preparou terreno para o próximo salto da digitalização.

O que essas tendências dizem sobre o futuro

Mais do que apontar tecnologias promissoras, o conjunto dessas dez tendências revela um padrão claro: o Brasil está entrando em um novo estágio de maturidade digital, em que eficiência, autonomia, governança e confiabilidade substituem o improviso, a dependência e o hype vazio. A IA segue no centro, mas deixa de operar sozinha, ganha corpo ao se integrar a dados bem estruturados, redes mais ágeis, arquiteturas flexíveis e ambientes de nuvem sob controle.

Nos próximos três anos, serão essas camadas, menos visíveis, mas estruturantes, que vão separar as organizações que crescem de forma sustentável daquelas que apenas aderem a modismos. E é nesse terreno que se define o papel da tecnologia não como ferramenta de suporte, mas como eixo de transformação estratégica no Brasil.

(*) Rafael Leopoldo – Diretor de Growth e Tecnologia da Selbetti

 

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Mercosul  não deve desistir do Acordo com a União Europeia, defende especialista

Brasília – “O Mercosul não deve desistir do Acordo de Associação com a União Europeia mesmo se o documento não for assinado em janeiro próximo, conforme projetado. O Brasil deveria seguir trabalhando pela sua assinatura e, ao mesmo tempo, buscar outros acordos”. A opinião é de Jackson Campos, especialista em comércio exterior, que acompanha atentamente os desdobramentos das negociações do documento que se arrasta por mais de 25 anos.

Da parte do Mercosul, assegura o especialista, não existem obstáculos à assinatura do Acordo e o bloco dos países do Cone Sul estava pronto para concluir o processo por ocasião da reunião de cúpula do bloco, realizada no último dia 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu.

Entretanto, com a crescente oposição da França, liderada pelo presidente Emmanuel Macron e com o apoio declarado da primeiro-ministro da Italia, Giorgia Meloni, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, enviaram carta aos presidentes dos países-membros do Mercosul comunicando a impossibilidade de assinatura do acordo na reunião dia 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu, e  transmitindo o “firme compromisso em proceder com a assinatura do Acordo de Parceria e do Acordo Provisório de Comércio no início de janeiro”.

Em relação ao Brasil, o especialista destaca a determinação  com que o presidente Luiz Inacio Lula da Silva defende a importância da assinatura daquele que poderá vir a ser o maior acordo comercial já firmado por qualquer bloco ou país em todos os tempos.

Segundo ele, “acho que o presidente Lula vai aceitar qualquer coisa que Macron e Meloni peçam em termos de alteração do acordo porque sua assinatura será uma bandeira do governo {nas eleições presidenciais de 2026}. Se ele conseguir aprovar esse acordo, as pessoas em seu dia-a-dia não vão se preocupar em saber quais são os termos do Acordo. Em seu cotidiano, o brasileiro comum só vai saber que tem um acordo e vai ficar muito feliz se conseguir comprar alguma coisa mais barata da Europa. Por isso, ainda que venham com algumas exigências que não sejam boas para o Brasil, o nosso governo vai acabar aceitando com o objetivo de depois usar isso eleitoralmente. Esse é o motivo de eu estar otimista em relação à assinatura do Acordo, ainda que não ache que o tratado vai ser tão bom assim”.

Por outro lado, Jackson Campos acredita que, no contexto do Mercosul, nenhum país se posicionou ou virá a se posicionar contrariamente à assinatura do tratado: “não acredito que o presidente Javier Milei possa colocar obstáculos à conclusão do acordo. A Argentina só tem a ganhar com ele. As dificuldades ficam do lado europeu, por conta da França e Itália, que estão fazendo muita pressão para que se mudem alguns termos do acordo por causa de sua agricultura, com os seus produtores enfrentando custos muito altos e eles fazem uma pressão enorme sobre as autoridades de seus países. Mas a decisão no bloco europeu será tomada pelo voto e a maioria dos países europeus ganha com o acordo e tem muito interesse em sua assinatura”.

Não assinatura do Acordo e o futuro do Mercosul

Ceticismo é a palavra que mais bem define a posição do governo brasileiro em relação à assinatura do Acordo e se ela não acontecer em janeiro, fontes do governo acreditam que o Mercosul vai desistir definitivamente do tratado.

A possibilidade de a assinatura vir a acontecer em janeiro é considerada bastante reduzida pelo governo brasileiro, na medida em que persistem lacunas e divergências relevantes entre os membros da União Europeia e se não chegarem a um entendimento nas próximas semanas e a assinatura não se concretizar, mesmo os países do Mercosul que mais defendem a abertura de mercado, como a Argentina e o Paraguai, acabarão desistindo do acordo. Fontes do governo brasileiro também já não descartam essa possibilidade.

O tarifaço imposto ao Brasil pelo presidente Donald Trump, apesar das mudanças que abrandaram a medida, o governo brasileiro e o empresariado nacional trabalham em busca de uma maior diversificação de mercados. Com o recuo da União Europeia, o Brasil -e também o Mercosul como bloco- se voltarão ainda mais para a Ásia.

Segundo Jackson Campos, para fugir do tarifaço, “desviou-se os canhões que estavam voltados para os Estados Unidos e foram dirigidos para outros lugares do mundo, da Europa e da Ásia principalmente e é preciso continuar assim. Já que funcionou, não faz muito sentido parar. Vamos continuar, mesmo que o tarifaço caia”

 

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A importância da rastreabilidade na consolidação das exportações brasileiras

Brasília – Anualmente, diversos produtos brasileiros são exportados para o exterior. A quantidade de itens varia entre alimentos, móveis, calçados, equipamentos de indústria, entre outras áreas de atuação da economia. Não faltam motivos para enviar para outros países o que é produzido por aqui, mas um dos principais, trata-se da rentabilidade que a venda gerada em dólar ou euro pode render às empresas do Brasil.

Para quem pretende iniciar a exportar seus produtos para destinos internacionais, um dos principais pontos de atenção se refere ao rastreio da carga. E neste texto, você vai entender por que é importante garantir rastreabilidade no envio.

Dados da exportação brasileira

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, dados consolidados  de 2024 indicam que óleos brutos de petróleo estão entre os itens mais exportados do Brasil, gerando mais de US$ 44,8 bilhões. Na segunda posição aparece o envio de soja, enquanto em terceiro está o minério de ferro, em quarto os açúcares, e em quinto lugar, os óleos combustíveis de petróleo.

Como exportar com o rastreio correto

Para empresas do ramo de alimentos, a rastreabilidade se torna fundamental para garantir a segurança alimentar e a saúde dos consumidores. Os exportadores precisam atender às exigências legais dos países que compram a carga, como por exemplo as nações da União Europeia, levando acesso a diferentes mercados.

Os exportadores precisam estar com uma documentação completa e precisa, com o rastreio que vai desde a origem do produto ou equipamento a ser exportado, até o momento em que chega ao consumidor final. É importante ter dados sobre todo o processo de desenvolvimento da carga enviada.

Pensando nisso, a área da segurança se torna essencial no ramo da exportação. Independente do seu ramo de atuação, um investimento necessário é para a aquisição de um sistema de controle de acesso, projetado para a entrada e saída de pessoas de maneira inteligente, para que apenas a equipe de colaboradores tenha acesso ao ambiente de trabalho. Além disso, este equipamento permite a integração com vídeo e outros sistemas, garantindo mais visibilidade e controle em toda a área de segurança das empresas.

Ainda se tratando da parte de segurança e tecnologia, existem outros instrumentos conectados à inteligência artificial e blockchain que devem ser priorizados, com o objetivo de realizar a coleta e o gerenciamento de dados de toda a produção. Isso permite que a sua carga siga as orientações internacionais.

Garantindo credibilidade

Empresas que exportam com toda a rastreabilidade adequada acabam se destacando no comércio global. Além disso, contribuem com o fortalecimento da imagem do Brasil como um país confiável no envio de produtos. Outro bom motivo é que, mesmo em situações de crise, um negócio que exporta pode manter sua boa reputação através do rastreio de carga, desde que aja de forma adequada com ações como recalls.

Quem exporta e prioriza o rastreio completo de carga também consegue garantir um importante diferencial competitivo no mercado internacional, de modo a agregar valor ao seu produto, através da valorização de itens feitos com qualidade.

Um produto exportado com o devido rastreio pode trazer mais um diferencial se atender a demandas sustentáveis. Hoje em dia, tem aumentado o público que se interessa por itens que não causam problemas no clima, desmatamento ou outros problemas no meio ambiente. E se sua empresa tem práticas que respeitam o meio ambiente, com a rastreabilidade sua reputação também pode aumentar.

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