Indústria brasileira se move em busca de novos mercados e participa de três grandes eventos na Alemanha e na China

As visitas internacionais às feiras Anuga 2025 e CIIE ocorrem em outubro e novembro. As missões integram a estratégia da entidade de ampliar a presença da indústria nacional no cenário global

Da Redação (*)

Brasília – A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), fará três importantes missões empresariais em outubro e novembro de 2025. O objetivo é apoiar a internacionalização da indústria brasileira e ampliar a presença de empresas nacionais em mercados estratégicos.

Até dia 8 de outubro, empresários do setor de alimentos e bebidas participam da Missão Empresarial à Feira Anuga 2025, em Colônia, na Alemanha. A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) conduz a missão, que inclui visitas guiadas à feira, rodadas de negócios, networking com parceiros internacionais e exposição de produtos no espaço Brazil Trade Lounge, promovido pela ApexBrasil.

Missão Empresarial Feira K 2025

Na sequência, entre os dias 8 e 12 de outubro, também na Alemanha, a FIERGS organiza a Missão Empresarial à Feira K 2025, em Düsseldorf, destinada a empresas dos setores de plásticos e borrachas. A programação contempla circuitos técnicos guiados, visitas a empresas locais, além da criação de um ambiente de networking para ampliar oportunidades de negócios e fortalecer a presença das indústrias brasileiras no mercado europeu.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, que irá liderar a missão à Feira K, destaca que as visitas internacionais integram a estratégia da entidade de ampliar a presença da indústria nacional no cenário global.

“O propósito dessas missões é criar condições para que as empresas brasileiras atuem de forma cada vez mais ativa e competitiva nos principais mercados do mundo. Trata-se de uma agenda estruturada da CNI para apoiar a internacionalização da indústria, inserindo-a em cadeias globais de valor, estimulando parcerias tecnológicas e atraindo investimentos e inovação. Nosso papel é abrir caminhos, reduzir barreiras e conectar o setor produtivo brasileiro às tendências globais, fortalecendo a competitividade do país e gerando novas oportunidades para empresas e trabalhadores”, afirma Alban.

Na China, participação na maior feira de importação do planeta

Já na China, a Missão Empresarial à Feira CIIE 2025, considerada a maior feira de importação do país asiático e realizada em Xangai, oferecerá aos empresários brasileiros a oportunidade de mergulhar no mercado chinês.

A iniciativa tem o propósito de aproximar o setor produtivo brasileiro do maior parceiro comercial do Brasil, facilitar a identificação de potenciais parceiros, a prospecção de novos negócios e a ampliação da presença dos produtos nacionais no mercado chinês. A missão é coordenada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e apoiada por outras 12 federações estaduais.

Para a coordenadora de competitividade da Apex, Rita Albuquerque, a intenção é que os participantes saiam das missões com um plano de expansão internacional “pronto para ser colocado em prática, com base em análises de mercado, posicionamento e estratégias logísticas e financeiras”.

(*) Com informações da CNI

 

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ABAV Expo 2025: Olímpia participa com estande coletivo e reforça união empresarial

 

Da Redação

Brasília – De 8 a 10 de outubro, o Rio de Janeiro recebe a ABAV Expo 2025, no Riocentro, que neste ano ocupará dois pavilhões e reunirá profissionais de turismo do Brasil e do exterior. O evento, reconhecido como a maior feira do setor na América Latina, oferece uma estrutura completa para expositores e visitantes, em meio à energia vibrante da Cidade Maravilhosa.

Olímpia confirma presença com um estande coletivo que reúne os principais empreendimentos turísticos do destino. A iniciativa simboliza a força da articulação local e a consolidação de uma frente unida para promover o turismo da cidade em um dos palcos mais importantes do setor.

A ação é fruto da união dos principais pools turísticos de Olímpia, Thermas dos Laranjais, Hot Beach Parques & Resorts, Enjoy Hotéis e Resorts e Wyndham Olímpia Royal Hotels, com o apoio institucional da Prefeitura Municipal e do secretário de Turismo, Beto Puttini.

Juntos, esses empreendimentos formam uma força que representa boa parte da estrutura turística responsável por transformar Olímpia em um dos destinos mais visitados do Brasil. A cidade, no interior do estado de São Paulo, hoje consolidada como marca nacional do turismo brasileiro, movimenta mais de 4 milhões de visitantes por ano e ultrapassa 1,3 milhão de room nights em hospedagem, reafirmando seu papel de destaque no cenário turístico do país.

Estande coletivo: o destino em destaque

O espaço de Olímpia na ABAV apresentará o destino como um ecossistema completo de lazer, hospitalidade e entretenimento. Painéis e vídeos destacarão os principais parques e hotéis da cidade, como os do grupo Hot Beach Parques & Resorts, da Enjoy Hotéis e Resorts, o Wyndham Olímpia Royal Hotels e o Thermas dos Laranjais, reforçando a diversidade e a força do portfólio local. Materiais institucionais, ativações digitais e degustações temáticas ajudarão a posicionar Olímpia como um dos polos de turismo termal e de multipropriedade mais consolidados do país.

União em prol do destino

Mais do que uma ação promocional, a presença de Olímpia na ABAV reflete a maturidade de um grupo empresarial que compreende a importância de comunicar o destino de forma unificada. O movimento reúne articulação privada e apoio público, traduzindo o propósito comum de fortalecer a marca Olímpia e ampliar a presença da cidade nos principais canais de distribuição turística.

“É um trabalho conjunto, que mostra a força dos empreendedores locais e o compromisso de todos com o desenvolvimento do destino. Quando o setor privado se une e conta com o apoio do poder público, o resultado é uma comunicação mais sólida e estratégica”, afirma Beto Puttini, secretário de Turismo de Olímpia.

 

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Avanços em novos mercados compensam queda de 20,3% nas exportações para os EUA após tarifaço de Trump

Da Redação (*)

Brasília – No segundo mês do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump, as exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 20,3%, em setembro, na comparação com igual período do ano passado, divulgou nesta segunda-feira (6) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No entanto, o crescimento das vendas para outros mercados garantiu recorde nas vendas externas brasileiras.

No mês passado, o país vendeu US$ 2,58 bilhões ao mercado estadunidense, contra US$ 3,23 bilhões no mesmo período de 2024. As importações dos Estados Unidos, em contrapartida, subiram 14,3%, de US$ 3,8 bilhões para US$ 4,35 na mesma comparação.

O aumento das importações, combinado com o recuo nas exportações, fez o saldo da balança comercial do Brasil com os Estados Unidos ficar negativo em US$ 1,77 bilhão no mês passado, o nono déficit comercial seguido com o país e o maior registrado neste ano.

No acumulado de 2025, o Brasil exportou US$ 29,213 bilhões para os Estados Unidos, queda de apenas 0,6% em relação aos nove primeiros meses do ano passado. As importações somaram US$ 34,315 bilhões, alta de 11,8%, fazendo o déficit comercial subir para US$ 5,102 bilhões em 2025.

No mesmo período do ano passado, o Brasil acumulava déficit de US$ 1,317 bilhão com os Estados Unidos. O déficit comercial é desfavorável para o Brasil, mas favorável para os Estados Unidos. Antes de o governo de Donald Trump impor a tarifa de 50% sobre vários produtos brasileiros, o Brasil registrava déficit com o mercado estadunidense.

Novos mercados

A queda nas exportações para os Estados Unidos não se refletiu no resultado total da balança comercial. Isso porque as exportações para outros parceiros cresceram, com destaque para a Ásia. As exportações para Singapura subiram 133,1%, US$ 500 milhões em relação a setembro do ano passado.

Para a Índia, aumentaram 124,1% (US$ 400 milhões). Outros destaques foram Bangladesh (+80,6% ou US$ 100 milhões); Filipinas (+60,4% ou US$ 100 milhões); e China (+14,9% ou US$ 1,1 bilhão).

Para a América do Sul, as vendas brasileiras cresceram 29,3%, impulsionadas pela Argentina, país para o qual as exportações aumentaram 24,9% de setembro do ano passado a setembro deste ano. No mesmo período, as vendas para a União Europeia aumentaram 2%.

No mês passado, o Brasil exportou US$ 30,54 bilhões, valor recorde para o mês, com crescimento de 7,2% em relação a setembro de 2024. O superávit da balança comercial, no entanto, encolheu 41,1%, ficando em US$ 2,99 bilhões, por causa da compra de uma plataforma de petróleo de US$ 2,4 bilhões de Singapura.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Lula conversa com Trump e pede fim de tarifaço a produtos brasileiros; encontro presencial pode acontecer neste mês

Os dois presidentes conversaram nesta segunda-feira por 30 minutos

Da Redação (*)

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram nesta segunda-feira (6) uma conversa de 30 minutos por videoconferência. Na oportunidade, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta pelo governo americano a produtos brasileiros.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a conversa entre os dois chefes de Estado como “positiva”, do ponto de vista econômico.

“Em tom amistoso, os dois líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU. Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro”, informou o Planalto.

De acordo com o Planalto, a ligação telefônica ocorreu por iniciativa de Trump. Os dois presidentes chegaram a trocar telefones para estabelecer via direta de comunicação.

Na conversa, Lula disse que o contato representa uma “oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”.

Ele recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Na sequência, solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta a produtos nacionais, além das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras.

“O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad”, informou o Planalto.

Os dois presidentes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. Lula sugeriu que o encontro seja durante a Cúpula da Asean, na Malásia. Ele reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém; e se dispôs também a viajar aos Estados Unidos.

(*) Com informações da Agência Brasil

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C-390 Millennium da Embraer avança na conquista de novos mercados e amplia exportações para países da OTAN

Pedido sueco faz parte de um programa europeu de aquisição em conjunto com a Holanda e a Áustria.

O contrato também inclui sete opções de compra adicionais, pavimentando o caminho para futuras aquisições por outras nações europeias.

 

Da Redação (*)

Brasília – O Reino da Suécia adquiriu hoje quatro aeronaves multimissão C-390 Millennium da Embraer. O contrato também inclui sete opções de compra adicionais, abrindo caminho para futuras aquisições por outras nações europeias.

Este importante marco para a defesa na Europa faz parte de uma parceria trilateral mais ampla entre Áustria, Suécia e Holanda, com o objetivo de promover aquisições conjuntas, interoperabilidade e cooperação de longo prazo em torno da plataforma C-390 Millennium. As sete opções assinadas sob essa estrutura refletem o crescente interesse europeu nesta aeronave de última geração e um compromisso compartilhado em modernizar as capacidades de transporte aéreo tático em todo o continente.

A cerimônia ocorreu na Base Aérea de Uppsala, organizada pelo Comandante da Força Aérea Sueca, Major General Jonas Wikman, e contou com a presença de Pål Jonson, Ministro da Defesa da Suécia, juntamente com representantes de defesa de outros operadores do C-390, como Holanda, Brasil, Áustria, Portugal, Hungria e República Tcheca.

Com esta aquisição, a Suécia se torna mais um membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) a se juntar à parceria estratégica já estabelecida pela Holanda e Áustria, que encomendaram coletivamente nove C-390s em 2024.

Ao escolher o C-390 Millennium, a Suécia aumentará suas capacidades operacionais e interoperabilidade, ao mesmo tempo em que se beneficia das sinergias europeias em treinamento e suporte ao ciclo de vida.

“Esta aquisição é um grande marco na modernização e fortalecimento da Força Aérea Sueca. Com o C-390 Millennium, acredito que aumentaremos nossa eficiência operacional ao mesmo tempo em que aprimoraremos a interoperabilidade com nossos parceiros europeus”, diz Pål Jonson, Ministro da Defesa da Suécia.

“Estamos honrados em dar as boas-vindas à Suécia como parte da família C-390 Millennium”, afirma Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Essa parceria reforça a crescente reputação da aeronave como o novo padrão para transporte aéreo tático na Europa e entre as nações da OTAN. Com o C-390 Millennium, a Embraer reuniu o melhor da tecnologia aeroespacial para fornecer à Suécia uma aeronave capaz de realizar as missões mais exigentes – a qualquer hora, em qualquer lugar.”

C-390 é considerado um “ativo estratégico”

“Desde 2024, entendemos o quanto o C-390 representa um ativo estratégico para aprimorar nossas capacidades operacionais. Estamos muito satisfeitos em contar com a Suécia entre nossos parceiros – um país renomado por sua expertise em operações aéreas. Juntos, faremos o melhor uso desta aeronave de próxima geração para fortalecer a segurança em toda a Europa”, diz Gijs Tuinman, Ministro de Aquisições de Armamentos e Pessoal da Holanda.

“Estamos muito satisfeitos em dar as boas-vindas à Suécia em nossa parceria europeia. Juntos, estabeleceremos novos padrões de eficiência e interoperabilidade para cumprir missões ainda mais exigentes nas próximas décadas”, afirma o Tenente-General Harald Vodosek, Diretor Nacional de Armamentos das Forças Armadas Austríacas.

Desde a entrada em operação com a Força Aérea Brasileira em 2019, com a Força Aérea Portuguesa em 2023 e, mais recentemente, com a Força Aérea Húngara em 2024, o C-390 Millennium comprovou sua capacidade, confiabilidade e desempenho. A frota atual em operação demonstrou uma taxa de capacidade de missão de 93% e taxas de conclusão de missão acima de 99%.

O C-390 pode transportar mais carga útil (26 toneladas) em comparação com outras aeronaves de transporte militar de médio porte e voa mais rápido (470 nós) e mais longe, sendo capaz de realizar uma ampla gama de missões, como transporte e lançamento de cargas e tropas, evacuação médica, busca e salvamento, combate a incêndios e missões humanitárias, operando em pistas temporárias ou não pavimentadas, como terra batida, solo e cascalho.

A aeronave configurada com equipamento de reabastecimento ar-ar, com a designação KC-390, já provou sua capacidade de reabastecimento aéreo tanto como avião-tanque quanto como receptor, neste caso recebendo combustível de outro KC-390 usando pods instalados sob as asas.

(*) Com informações da Embraer

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Com reabertura do mercado da UE, ABPA leva agroindústrias para uma das maiores feiras de alimentos do mundo

Ação na ANUGA (Alemanha) contará com espaço exclusivo e empresas exportadoras de ovos e de carne de aves e de suínos

Da Redação (*)

Brasília –  Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), levará 26 agroindústrias brasileiras para ação dos setores em meio à ANUGA 2025, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas do mundo, que será realizada entre os dias 4 e 8 de outubro, em Colônia, Alemanha.

Na primeira ação desde a reabertura da União Europeia à carne de frango do Brasil, a ABPA contará com uma área exclusiva de mais de 400 metros quadrados e a participação de empresas e cooperativas dos segmentos de carne de aves, carne suína e de ovos. Entre elas estão: Bello Alimentos, C.Vale, Ecofrigo, RPF, BMG, SSA, Alibem, Villa Germânia, Frimesa, Copacol, Rudolph, Cooperativa Lar Agroindustrial, Coasul, Zanchetta, Netto Alimentos, BFB, Saudali, Frigoestrela, Dália Alimentos, Vibra Agroindustrial, GT Foods, Friato, Jaguafrangos, Avenorte, Somave e Frangos Pioneiro. Outras empresas associadas estarão com estande próprio no evento, como BRF, JBS e Pamplona Alimentos.

Durante a feira, o estande do Brasil será também palco de ações promocionais das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, que compõem o projeto setorial mantido pela ABPA e pela ApexBrasil. A equipe da ABPA promoverá encontros de relacionamento com stakeholders globais e atividades institucionais.

Durante os dias do evento, a ABPA também promoverá uma ampla degustação de pratos especiais com proteínas brasileiras, preparadas pelo Chef Marcelo Bortolon – em um cardápio exclusivo que valoriza a diversidade e a qualidade dos cortes de aves e os ovos produzidos no Brasil. Os pratos serão servidos aos visitantes e importadores estratégicos ao longo dos dias de evento, como forma de fortalecer a percepção sensorial da proteína brasileira e reforçar seus atributos de sabor, segurança e sustentabilidade.

“A ANUGA será um ponto estratégico de reconexão com os importadores europeus e demais parceiros internacionais, de todos os continentes, em um momento simbólico para o setor. A reabertura do mercado europeu reforça a credibilidade do sistema sanitário brasileiro, e nossa participação na feira visa fortalecer esse diálogo técnico-comercial com base em ciência, sustentabilidade e segurança alimentar”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

A participação na ANUGA integra o projeto setorial realizado pela ABPA em parceria com a ApexBrasil, por meio das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck. A iniciativa visa ampliar a presença da proteína animal do Brasil nos principais mercados do mundo, com foco em relações institucionais, expansão comercial e promoção de imagem.
Reabertura do mercado da UE

A ABPA comemorou o anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária, ocorrido na semana passada, sobre a reabertura do mercado da União Europeia para a carne de frango exportada pelo Brasil. A suspensão estava em vigor desde a ocorrência identificada e já resolvida de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em produção comercial no Rio Grande do Sul.

Entre janeiro e maio (mês da ocorrência da enfermidade), as exportações de carne de frango para o bloco europeu alcançaram 125,3 mil toneladas, volume então 20,8% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Em receita, foram cerca de US$ 386,3 milhões, saldo 38% maior em relação ao obtido no ano anterior.

“Os primeiros embarques após a retomada já estão em águas e a expectativa é que as exportações se restabeleçam nos mesmos níveis de antes, com uma oportunidade de eventual aumento frente à demanda não atendida neste período de suspensão. Por isso, há forte expectativa quanto aos resultados desta edição da Anuga”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

(*) Com informações da ABPA

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Embratur apresenta no Panamá Plano Brasis em evento internacional sobre investimentos em turismo

Durante o painel “Ferramentas Digitais, Dados e Inovação para o Investimento em Turismo”, a Agência apresentou estratégias adotadas para promover o Brasil no exterior

Da Redação (*)

Brasília A Embratur participou, na última quinta-feira (2), do Diálogo Regional de Política, evento promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela PROPANAMÁ, entidade panamenha encarregada de atrair investimentos e promover exportações no país da América Central, em parceria com a Associação Mundial de Agências de Promoção de Investimentos (WAIPA), na Cidade do Panamá.

Representando a Agência, a coordenadora de Gestão Estratégica Carolina Stolf será uma das painelistas do debate “Ferramentas Digitais, Dados e Inovação para o Investimento em Turismo”. Na ocasião, ela apresentará as diretrizes do Plano Brasis, destacando sua aplicação como instrumento de apoio à captação de investimentos para o turismo brasileiro.

O foco será mostrar como a iniciativa fortalece a posição do Brasil na captação de investimentos, alinhando inovação, inteligência de dados e políticas públicas para o desenvolvimento do setor. Além disso, a Embratur vai abordar como o uso de tecnologias digitais e metodologias baseadas em dados pode impulsionar o desenvolvimento inteligente e sustentável dos destinos turísticos, aumentar a previsibilidade, otimizar a tomada de decisões e fortalecer a atratividade de investimentos no setor.

Brasil, destino competitivo e sustentável

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a participação reforça o compromisso da Agência em posicionar o Brasil como destino competitivo e sustentável, ampliando o diálogo internacional e atraindo novos investidores para o turismo brasileiro, além de ser uma oportunidade de mostrar como o país está alinhado às melhores práticas internacionais de governança e inovação.

“A presença da Embratur neste evento internacional reforça o protagonismo do Brasil nas discussões sobre turismo e investimentos. Com o Plano Brasis, estamos alinhados às melhores práticas globais e oferecendo segurança e previsibilidade para quem deseja investir no setor e atrair mais turistas aos destinos brasileiros”, destacou Freixo.

Diálogo Regional de Política 2025

O Diálogo Regional de Política 2025 reúne líderes de agências de promoção de investimentos e autoridades de turismo da América Latina com o objetivo de alinhar estratégias nacionais de desenvolvimento turístico sustentável, fortalecer a capacidade das agências de promoção de investimentos e apresentar soluções inovadoras para ampliar a competitividade global da região.

(*) Com informações da Embratur

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Comércio exterior pelo caminho das águas: hidrovias reduzem custos, encurtam distâncias e alavancam exportações

Integração logística fluvial encurta distâncias, reduz custos e amplia a competitividade do agronegócio brasileiro

Da Redação (*)

Brasília – As hidrovias ganham protagonismo na matriz de exportação brasileira e já se consolidam como corredores estratégicos para o escoamento de soja e milho. Boa parte da produção tem origem no Centro-Oeste, principal polo agrícola do país, e segue em direção aos portos do Arco Norte, reduzindo custos logísticos, encurtando distâncias e ampliando a competitividade do agronegócio no cenário global.

De janeiro a julho deste ano, a região movimentou 19,9 milhões de toneladas de grãos pelos portos organizados da Amazônia, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A maior parte percorreu a hidrovia do Rio Amazonas, com 10,26 milhões de toneladas, seguida pelos rios Pará (4,65 milhões), Tocantins (4,59 milhões) e Tapajós (430,1 mil).

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destaca que esse desempenho reforça o papel estratégico da navegação interior. “A navegação interior é um vetor estratégico para o Brasil. Com o trabalho da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, temos investido em dragagens, derrocamentos e integração logística para transformar os rios em protagonistas da exportação de grãos. Isso reduz custos, gera competitividade e garante previsibilidade aos exportadores.”, disse.

Destaques

Os embarques se concentraram em cinco principais portos:

  • Terminal de Vila do Conde (PA), com 3,94 milhões de toneladas;
  • Terminal Portuário Graneleiro de Barcarena (PA), com 3,79 milhões;
  • Terminal Graneleiro Hermasa (AM), com 3,70 milhões;
  • Santarém (PA), com 3,60 milhões;
  • Terminal Portuário Novo Remanso (AM), com 2,35 milhões.

Grande parte desse volume percorreu quatro das principais hidrovias do país. O Rio Amazonas atua como o grande corredor de integração, ligando diversos terminais fluviais aos portos do Arco Norte. O Rio Pará conecta as regiões de Miritituba e Santarém ao Porto de Vila do Conde, um dos mais importantes para a exportação de grãos, que lidera a movimentação de cargas na região Norte em 2025.

O Rio Tocantins permite o escoamento da produção do Centro-Oeste em direção ao Norte, favorecendo a integração logística. Já o Rio Tapajós é fundamental para o transporte de cargas entre Miritituba, Santarém e Vila do Conde, consolidando a rota de grãos pela região.

Essas rotas fluviais fortalecem o papel do Arco Norte, que, em 2024, respondeu por 34,8% das exportações de soja e por 46% das exportações de milho, segundo o Anuário Agrologístico 2025, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, reforça que os investimentos em navegação interior estão mudando a matriz de exportação brasileira. “As hidrovias são um ativo estratégico de grande potencial. Cada investimento amplia a eficiência, aproxima regiões produtoras dos portos do Arco Norte e garante um transporte mais limpo e competitivo. Nosso objetivo é que a navegação interior deixe de ser alternativa e se consolide como eixo central da logística nacional”, referiu.

A China segue como principal destino das exportações, com 7,49 milhões de toneladas até julho. Em seguida aparecem Espanha (2,85 mi/ton), Turquia (1,63 mi/ton), Argélia (829,4 mil/ton) e México (768,9 mil/ton), confirmando a diversificação de compradores e a solidez da cadeia logística nacional.

Desenvolvimento e futuro

O fortalecimento das hidrovias é parte central da política pública de modernização da logística nacional. Além de reduzir a pressão sobre rodovias, aumentar a segurança do transporte e gerar empregos em toda a cadeia do agronegócio, a navegação interior garante eficiência estrutural ao escoamento da produção.

O Ministério de Portos e Aeroportos vem direcionando recursos, com a meta de manter rios estratégicos navegáveis durante todo o ano. O objetivo é oferecer previsibilidade aos operadores, segurança para os exportadores e sustentação à expansão do agronegócio brasileiro.

Mais do que corredores de exportação, as hidrovias representam a integração entre o interior produtivo e os mercados globais. Ao transformar rios em vias permanentes de comércio exterior, o Brasil fortalece sua infraestrutura logística e consolida sua liderança mundial não apenas na produção e exportação de soja e milho, mas também de outras commodities agrícolas estratégicas.

(*) Com informações do Ministério dos Portos e Aeroportos

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Como a renda define o que o Brasil assiste e escuta na internet

Renato Dolci (*)

Em um país em que o salário mínimo é de R$ 1.412, pagar por múltiplos serviços de streaming não é uma escolha óbvia. Essa realidade molda a forma como os brasileiros consomem cultura e, no digital, isso não teria como ser diferente, apesar da pretensa ideia de que a internet é “democrática”.

O YouTube, gratuito e onipresente, tornou-se o centro de entretenimento das classes populares. Segundo pesquisa da Opinion Box, 81% dos brasileiros acessam a plataforma todos os dias, em smartphones, computadores e, cada vez mais, nas televisões.

O peso da economia no consumo cultural

A lógica é econômica antes de ser cultural. Em 2024, o mercado de streaming musical no Brasil movimentou R$ 3,06 bilhões, dos quais R$ 2,08 bilhões vieram de assinaturas pagas, de acordo com a Mobile Time.

É um mercado em expansão, mas concentrado: grande parte dos brasileiros não paga por esses serviços. Por isso, 63% afirmam usar o YouTube para ouvir música. É gratuito, funciona em qualquer aparelho e oferece tudo — de playlists a shows ao vivo. Para quem ganha pouco, a conta fecha na gratuidade, não no catálogo premium.

YouTube como nova TV aberta

Essa escolha se estende para o vídeo. O Brasil tem 32% dos acessos ao YouTube feitos diretamente por smart TVs, e o país já soma mais de 144 milhões de usuários na plataforma.

Muitas emissoras disponibilizam programas completos, novelas e trechos diários. Para quem não assina TV paga, o YouTube virou a “nova TV aberta”, só que personalizada, com algoritmos no lugar da grade de programação.

O resultado é que a televisão nas periferias brasileiras muitas vezes abre direto no aplicativo do YouTube, não no sinal digital tradicional. Em pesquisa recente, 38% dos usuários disseram assistir YouTube no “modo TV”, enquanto 80% ainda o acessam pelo celular.

Hub multimídia para entretenimento e aprendizado

Essa convergência coloca a plataforma como um hub multimídia: ela substitui rádio, canais abertos, serviços de streaming e até cursos online.

Na mesma pesquisa, 61% afirmaram usar o YouTube para “aprender coisas do dia a dia”, como tutoriais, receitas ou dicas financeiras.

O tempo de tela confirma essa centralidade. Um quarto dos usuários brasileiros passa mais de duas horas por semana na plataforma, com forte predominância de conteúdos de entretenimento e música.

A gratuidade como modelo de negócio

Em 2024, os vídeos musicais financiados por publicidade geraram R$ 499 milhões em receita, mostrando como o modelo gratuito se sustenta economicamente mesmo sem cobrar do público.

O YouTube virou o grande “tudo-em-um” digital, lembrando os antigos aparelhos de som dos anos 90 que juntavam rádio, fita, CD e vídeo — só que agora na nuvem e sem custo direto.

Economia define cultura digital

Essa dinâmica revela uma verdade incômoda: a economia define a cultura digital.

Podemos até cair nos papos de que agora a cultura digital é para todos, de que todo mundo corre ouvindo Spotify ou passa os finais de semana na Netflix. Mas, enquanto a classe média urbana escolhe entre Netflix, Spotify ou Amazon Prime, milhões de brasileiros optam pelo YouTube não por preferência estética, mas por necessidade.

É a plataforma que cabe no bolso e na TV da sala de uma parcela expressiva de brasileiros. Entender esse fenômeno é entender o Brasil: um país onde o acesso à informação e ao entretenimento ainda é determinado pelo preço de uma assinatura, pelo limite baixo de cartão de crédito e por uma cidade sem luz ou sinal estável de internet.

(*) Renato Dolci é cientista político (PUC-SP) e mestre em Economia (Sorbonne). Atua há mais de 15 anos com marketing digital, análise de dados e pesquisas públicas e privadas de comportamento digital. Já desenvolveu trabalhos em diversos ambientes públicos e privados, como Presidência da República, Ministério da Justiça, FIESP, Banco do Brasil, Mercedes, CNN Brasil, Disney entre outros. Foi sócio do BTG Pactual e atualmente é diretor de Dados e Analytics na Timelens, CRO na Hike e CEO na Ineo.

 

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Isenção do IR até R$ 5 mil: um espetáculo eleitoral que esqueceu a matemática das faixas

Murillo Torelli (*)

A Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o projeto que zera o Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5.000 por mês e cria mecanismos de compensação como um “imposto mínimo” progressivo sobre altas rendas e retenção sobre dividendos para tentar equilibrar as contas públicas. A votação foi aplaudida em plenário e vai agora para o Senado.

Se você lê a manchete pensando “boa notícia para quem ganha pouco”, é compreensível, mas a política fiscal não é (ou não deveria ser) um jingle de campanha. O que chegou ao plenário é, na prática, uma operação de marketing tributário: promete dinheiro no bolso de milhões já amanhã, mas evita tocar no ponto mais sensato e estrutural que precisava ser enfrentado desde que a inflação corroeu as faixas do IR: a atualização das tabelas. Em outras palavras, mexer nas alíquotas e nas bases (as faixas), que é onde se corrige o efeito inflacionário sobre quem cai em faixas mais altas, ficou de lado e isso é o cerne do problema.

Os números ajudam a explicar porque a pressa cheira a política: a expansão da isenção até R$ 5 mil custa, segundo projeções oficiais, R$ 25,8 bilhões, já em 2026, e pode somar R$ 100,67 bilhões em renúncias até 2028. É esse buraco que a Câmara tentou tapar com um conjunto de remendos: imposto mínimo progressivo para quem aufere mais de R$ 50 mil por mês (alcançando até 10% para rendimentos acima de R$ 100 mil/mês) e retenção de 10% na fonte sobre dividendos superiores a R$ 50 mil mensais, medidas justificadas como “tributar os super-ricos”.

No curto prazo, a conta bate no bolso médio com um efeito colateral pouco comentado. Para um assalariado que recebe R$ 5.000 por mês a economia mensal é estimada em R$ 312,89 (algo em torno de R$ 4.000 a R$ 4.3 mil no ano, incluindo 13º).

Muitos desses contribuintes estavam recebendo restituição anual (ou seja, pagando mais na fonte durante o ano e recebendo parte de volta na declaração). Com a isenção, a restituição desaparece, o que significa que o “ganho” é, em grande parte, apenas uma antecipação do que já era deles. Em outras palavras: se antes você recebia R$ 1.000 de volta no ajuste anual, agora você terá R$ 312,89 a menos de desconto mensal, mas nada à vista no ano seguinte e a sensação de ganho imediato pode ser ilusória.

Há, portanto, uma diferença crucial entre política pública bem desenhada e política populista bem embalada: transparência sobre quem paga, por quanto tempo e com que impacto econômico. A alternativa do relator de tributar dividendos e criar um piso para os super-ricos é razoável no debate teórico; porém, na prática parlamentar, essas medidas viram “válvulas de escape” para justificar a renúncia fiscal em massa sem enfrentar o problema estrutural das faixas. Além disso, a tributação sobre dividendos e remessas ao exterior enfrenta riscos de planejamento fiscal agressivo, mudanças de comportamento e contestações legais que podem reduzir a arrecadação esperada.

A outra armadilha é que a compensação proposta já tem destino definido no relatório: priorizar repasses a Estados e municípios e, em seguida, usar eventual sobra para reduzir alíquotas da nova CBS. Em linguagem prática: parte da vantagem fiscal (ou o freio de mão) será usada para manter equilíbrio político entre entes federativos e para arrumar o desenho de outras contribuições, não necessariamente para políticas sociais permanentes ou para uma reforma tributária profunda que torne o sistema menos regressivo. Ou seja, a “sobra” não será automaticamente investimento em saúde, educação ou infraestrutura.

Sou a favor de aliviar a carga sobre trabalhadores de baixa e média renda, mas não de trocá-los por remendos cujo sucesso depende de execução complexa e de combate à engenharia tributária. A política fiscal é técnica e simbólica: técnica porque afeta decisões econômicas; simbólica porque diz que tipo de país queremos. Se a prioridade foi conquistar manchetes e votos, ficou faltando coragem para consertar o que realmente corrói o bolso do contribuinte médio: faixas que envelheceram e um sistema que privilegia renda de capital em vez de renda do trabalho.

No fim, a isenção até R$ 5 mil deve ser avaliada por três perguntas simples que os parlamentares deveriam ter respondido com mais clareza: Quem paga? Quem ganha? Por quanto tempo?

(*) Murillo Torelli, professor de Ciências Contábeis da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM)

 

O post Isenção do IR até R$ 5 mil: um espetáculo eleitoral que esqueceu a matemática das faixas apareceu primeiro em Comex do Brasil.