Ministro do Turismo celebra sucesso do Carnaval 2026 e prevê maior fluxo de turistas da história

Expectativa de fluxo de turistas no período é a maior da história, favorecendo a geração de empregos e a inclusão social em todo o país. Representantes do setor confirmam resultados positivos

“Estamos celebrando um dos maiores e melhores carnavais da história, com expectativa recorde de foliões e de movimentação financeira, o que mostra o quanto o turismo contribui para o crescimento econômico e social do Brasil”. A avaliação é do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que percorreu os principais destinos da folia no Brasil – e comprovou os benefícios do período à população.

Segundo estimativas do Ministério do Turismo, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da FecomercioSP, as festas devem movimentar mais de R$ 18,6 bilhões no país, fruto da intensa procura por acomodação, alimentação e lazer no período. O resultado, 10% superior ao do Carnaval do ano passado, representa o melhor volume para o mês de fevereiro desde o início da série histórica, em 2011, e reflete o grande fluxo de visitantes registrado de norte a sul do país.

Expressiva alta de 22% no número de foliões em todo o País

A estimativa é de que mais de 65 milhões de pessoas curtiram nas ruas de todo o Brasil, um aumento expressivo de 22% na comparação com o mesmo período de 2025. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça que, além da valorização da identidade cultural brasileira, o Carnaval representa oportunidades de emprego para os brasileiros.

“O Carnaval de 2026 se consolida não apenas como a maior festa popular do planeta, mas como um motor fundamental para o crescimento econômico do Brasil e, consequentemente, a inclusão social de milhares de brasileiros. A festa move toda uma cadeia produtiva, gerando emprego e renda em diversos setores, desde a hotelaria ao pequeno empreendedor de rua”, observa.

As cidades do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Recife (PE), Olinda (PE) e Salvador (BA) – que mais atraem turistas nesse período – reuniram mais de 32 milhões de foliões, de acordo com as estimativas. São Paulo liderou em público, com 16,5 milhões de pessoas curtindo a folia e um impacto econômico de mais de R$ 7 bilhões. Já o Rio de Janeiro manteve alta rentabilidade por visitante impulsionado por eventos como a Sapucaí e os bloquinhos de rua, com cerca de 8 milhões de foliões, um impacto de aproximadamente R$ 5,7 bilhões e a ocupação hoteleira atingindo quase a capacidade máxima, com 98%.

No Nordeste, o polo Recife/Olinda reuniu uma multidão de mais de 7,6 milhões de foliões, com uma movimentação financeira de R$ 3,2 bilhões, e o estado projetando crescimento de 49% no fluxo de turistas internacionais. Em Salvador, mais de 8 milhões curtiram a folia e movimentaram R$ 2 bilhões na economia.

Reflexos na ponta

O grande movimento do período de Carnaval no Brasil é sentido por aqueles que ajudam a fazer o turismo acontecer na ponta, como meios de hospedagem, agências de viagens, bares e restaurantes. Alexandre Sampaio, diretor de Turismo da CNC e presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FHBA), confirma o impacto positivo das festas populares sobre a atividade produtiva.

“O Carnaval de 2026 foi um sucesso em todo o Brasil, com hotéis em todos os destinos turísticos lotados, inclusive em destinos de serra, e não somente de praia; restaurantes com alta demanda. Nesses destinos, registramos ocupações plenas e demanda elevada. Um sucesso que demonstra a intensa movimentação de brasileiros e consolida o país como um destino maduro”, avalia Sampaio.

Os benefícios da celebração são igualmente visíveis em outro segmento vital ao turismo: o de alimentação fora do lar, bastante usado por visitantes. “O forte crescimento do movimento de turistas pelo país, tanto de estrangeiros quanto de brasileiros, está movimentando de maneira inédita e muito positiva o faturamento dos bares e restaurantes no país”, aponta Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Além das ruas, a folia também leva prosperidade ao turismo náutico no Brasil. Um levantamento do Ministério do Turismo, em parceria com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil), mostra que, entre 13 e 23 de fevereiro, 10 navios de cruzeiro farão embarques e escalas pelos destinos brasileiros, consolidando o período como um dos mais movimentados para o turismo marítimo.

“O Carnaval brasileiro é uma celebração plural, vivida de diferentes formas em todo o país. Os cruzeiros se somam a esse movimento ao possibilitar que o passageiro conheça mais de um destino durante o feriado. Brasileiros e estrangeiros celebram o Carnaval a bordo dos navios e também em terra, ampliando o alcance do turismo e contribuindo para movimentar a economia e gerar oportunidades em diversas cidades”, afirma Marco Ferraz, presidente executivo da CLIA Brasil.

(*) Com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

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Lula visita a Índia para tratar de comércio, multilateralismo e reforma da governança global

Da Redação (*)

Brasília O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou na manhã desta terça-feira (17) para visitar  a Índia entre os dias 18 e 21 de fevereiro, a convite do primeiro-ministro Narendra Modi. A comitiva presidencial fará uma escala em Túnis, capital da Tunísia, prevista para 23h20, no horário de Brasília.

Nos dias 19 e 20, o presidente Lula participará, em Nova Delhi, da cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA) e de eventos relacionados à temática.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a cúpula dará sequência ao chamado ‘processo de Bletchley’, série de reuniões intergovernamentais sobre segurança e governança de IA.

Multilateralismo

No dia 21, o Itamaraty confirma que o mandatário brasileiro será recebido em visita de Estado pelo primeiro-ministro indiano.

Na reunião, Lula e Narendra Modi devem tratar dos atuais desafios ao multilateralismo e da necessidade de reforma abrangente da governança global, como a já debatida reforma do Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU).

Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões.

Os dois líderes ainda terão a oportunidade de aprofundar a cooperação bilateral nas áreas de comércio, investimentos, defesa, aviação, tecnologias digitais, inteligência artificial, economia e finanças, transição energética, minerais críticos, saúde, acesso a medicamentos e indústria farmacêutica e cooperação espacial, entre outras.

Comitiva

O presidente brasileiro viaja à Índia acompanhado de uma comitiva de ministros de Estado, representes de instituições públicos e por uma missão de empresários brasileiros.

Antes de embarcar, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse em sua rede social, que serão priorizados acordos no setor farmacêutico para atrair investimentos, acesso a novos medicamentos e pesquisa pelo Brasil para garantir o acesso à população brasileira a medicamentos e à tecnologia da Saúde.

“Nossa missão na Índia, essa potência farmacêutica, terá três grandes focos: trazer cada vez mais produtos e tecnologias para o Brasil, vamos assinar várias parcerias [na área], conhecer a medicina tradicional indiana e visitar os hospitais inteligentes”, adiantou ministro da Saúde.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Exportações para os principais parceiros do Brasil caíram em janeiro e China foi a grande exceção, destaca FGV/IBRE

Da Redação (*)

Brasília – O superávit da balança comercial de janeiro foi de US$ 4,3 bilhões, um aumento de US$ 2 bilhões em relação a janeiro de 2025. A principal contribuição para esse aumento foi o saldo da balança comercial da China, que passou de um déficit de US$ 536,6 milhões em janeiro de 2025 para um saldo positivo de US$ 717,7 milhões no mesmo mês de 2026. A segunda principal contribuição foi da União Europeia, com um superávit de US$ 308,4 milhões em 2026, enquanto em janeiro de 2025 o saldo positivo foi de US$ 98,5 milhões. Os dados são do Índice de Comércio Exterior (ICOMEX) da FGV/IBRE>

Os demais mercados registraram redução do superávit (América do Sul e Ásia, exclusive China) ou aumento do déficit (Estados Unidos). O déficit nas trocas com os Estados Unidos passou de US$ 221,6 milhões para US$ 668,4 milhões. Observa-se que na América do Sul a queda foi causada pela redução do superávit com a Argentina, pois para o resto da região o saldo positivo aumentou de US$ 448 milhões para US$ 521 milhões.

De acordo com o estudo, a melhora do superávit de janeiro é explicada pela queda das importações, que recuaram, em valor, -9,8%, entre os meses de janeiro de 2025 e 2026, pois as importações ficaram estagnadas. Em volume, a variação das exportações foi de -0,7% e das importações de -12,0%, enquanto os preços sobem +2,6% para as importações e caem -0,2% para as importações. Uma desaceleração das importações no início do ano é esperada, mesmo com um câmbio valorizado. Em adição, a expectativa é de um crescimento menor em 2026 em relação ao de 2025.

China e “Demais países da América do Sul” registraram aumento das exportações em volume, +14,1% e +15,2% e valor, +17,4% e +14,3%, respectivamente. Para os demais mercados analisados todos registraram queda no volume e no valor exportado. Para os Estados Unidos, o recuo foi de 22,4%, volume, e de 25,5%, valor. Exceto “Demais América do Sul”, as importações caem para todos os mercados. Em termos da variação no volume, as maiores quedas foram para União Europeia (-25,9%) e Estados Unidos (-23,7%). Observa-se que para a China o recuo foi de 2,6% em volume e -4,9%, em valor. O aumento do superávit para a China foi puxado, principalmente, pelo crescimento das exportações, destaca o ICOMEX.

No tocante às exportações de commodities, o ICOMEX sublinha que ficaram quase estagnadas em termos de volume e, junto com a queda nos preços, recuaram 4,2%, em valor. As não commodities recuaram em volume (-2,5%) mas, com o aumento nos preços em 8,3%, cresceram em valor (+5,6%). A cesta de commodities do ICOMEX abrange itens da indústria de transformação como carnes, alguns produtos siderúrgicos, suco de laranja, celulose, entre outros. Nos dados de janeiro, o ouro não monetário que faz parte da indústria de transformação foi o quarto principal produto exportado pela indústria, com variações em valor de +102,9%, volume de +15,4% e preços de +75,8%. O ouro não monerário não está classificado na cesta de commodities do ICOMEX, pois não tinha peso expressivo nos anos anteriores. Aeronaves foi a 10ª principal exportação da indústria de transformação, com variações em valor de +63,6%, volume de +22,0% e preços de +34,1%. O aumento nos preços das não commodities pode ter tido a influência, em especial, da variação do ouro não monetário.

Exportação por setor

A exportação por setor de atividade mostra a liderança da agropecuária em temos de valor (9,8%), puxada pelo aumento de preços (+7,1%) e pelo avanço no volume de 3,1%. O principal produto exportado, café, com participação de 26,2% no total das exportações da agropecuária, registrou um aumento de 32,6%, mas teve queda de 42,4% no volume exportado. Milho e soja, que representaram juntos 45,75% das exportações, aumentaram o volume em +18,2% e 75,5%, respectivamente.

A indústria extrativa teve aumento de volume (5,6%), queda de preços (-8,3%) e recuo no valor (-3,5%). O petróleo bruto, que explica 61% das exportações da extrativa, registrou queda de preços (-18,2%) e aumento no volume (13,3%), enquanto o minério de ferro, com participação de 26%, registrou quedas em preço e volume. Por último, na indústria de transformação, houve queda no valor (-1,9%) e no volume (-2,3%), e nos preços um aumento de +0,4%. É uma pauta diversificada e os 10 principais produtos exportados em janeiro explicaram 52,7% das vendas externas da indústria.

Exceto aeronaves e o ouro não monetário, todos os outros pertencem a cesta de commodities, sendo que a carne bovina foi o principal produto exportado, com aumento de preços (+10,8%) e volume (+28,6%) – representa 9,1% das exportações da transformação. Ressalta-se que a queda no volume só ocorreu na indústria de transformação.

As importações de bens de capital e de bens intermediários caem para a indústria de transformação e para a agropecuária, o que ainda não é suficiente para afirmar que essa será a tendência, reflexo de uma desaceleração da economia.

Os fluxos de comércio são influenciados por renda doméstica (importações), demanda externa (exportações) e câmbio real. O efeito Trump fica nítido com a queda do câmbio em 2025, após um período de desvalorização. O anúncio em abril do tarifaço provocou uma grande queda e, embora observada uma recuperação, o índice não ultrapassa a base de janeiro de 2023. Ressalta-se que o cálculo do câmbio efetivo mostra apenas tendências de valorização ou desvalorização em relação a um determinado período, mas não tem como referência um câmbio de equilíbrio.

No mundo atual, além das variáveis tradicionais para avaliar possíveis tendências dos fluxos de comércio, temas variados da geopolítica, e o unilateralismo de Trump, os acordos preferenciais tornam mais imprevisíveis e incertas essas tendências. Começamos 2026 com a “certeza” de que a imprevisibilidade e as incertezas continuarão a fazer parte do cenário mundial. No curto prazo, o possível encontro entre Trump e o presidente Lula, agendado para março, poderá ou não resultar na retirada dos produtos afetados, em especial manufaturas, que ainda estão com o tarifaço de 50%. Em adição, espera-se a aprovação da parte comercial do acordo Mercosul-União Europeia pelo Conselho Europeu, finaliza o estudo.

(*) Com informações da FGV/IBRE

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Acordo comercial EUA-Argentina pode implodir o Mercosul e inviabilizar acordo com União Europeia, alerta AEB

Da Redação

Brasília – “Quando o presidente Donald Trump anuncia um Acordo de Comércio e Investimento Recíproco (ACIR) com a Argentina, sabendo que esse acordo fere as normas do Mercosul, ele está estimulando a falta de normas legais no mercado internacional e, sobretudo, cometendo uma ilegalidade. Um acordo dessa natureza teoricamente acaba com o Mercosul. Pode acabar também com o acordo entre o Mercosul e a União Europeia”. Essa avaliação foi feita pelo presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, em entrevista ao Comexdobrasil.com.

Para o executivo da AEB, “se a Argentina faz um acordo especial com os Estados Unidos e o Uruguai decida levar adiante a intenção de fazer a mesma coisa com a China, o Brasil poderá seguir esse caminho. Com isso, estaremos acabando não apenas com o Mercosul, mas também com os mercados do Mercosul. A Argentina é o segundo mercado mais importante para o Brasil nos produtos manufaturados, atrás apenas dos Estados Unidos. Com esse acordo vamos transferir esse mercado para os americanos. Os Estados Unidos estarão nos roubando o mercado da Argentina, que é um mercado brasileiro”.

E os efeitos da parceria entre os Estados Unidos e a Argentina não se restringem à esfera americana. Sua evolução trará efeitos colaterais para o recém-aprovado Acordo Mercosul-União Europeia. Para o presidente da AEB, “o acordo Estados Unidos-Argentina pode inviabilizar o Mercosul e se ocorrer a inviabilização do bloco do Cone Sul também se inviabilizará o acordo entre os blocos europeu e sul-americano. Se o Mercosul deixar de ser viabilizado por alguma razão, a União Europeia vai firmar um acordo com quem? Não terá com quem firmar um acordo. A implosão do Acordo Mercosul-União Europeia é tudo que Trump quer. Com a implosão desse acordo, ele encontraria uma porta aberta para entrar no Mercosul”.

Em sua análise, José Augusto de Castro identifica duas infrações graves em um acordo entre a Argentina e os Estados Unidos: “estão infringindo as normas do Mercosul, que não permitem que um Estado-membro assine acordos de forma isolada, sem envolver os demais integrantes do bloco, e causam ao Brasil a perda de um mercado importante para seus produtos industrializados”.

Transgressão às regras internacionais

O presidente da AEB vê  um conjunto de fatores ilegais no acordo aprovado pelos presidentes Trump e Milei  “trata-se de um tratado que não obedece às regras locais nem internacionais e gera incerteza e desconfiança. Podemos esperar muitos acordos dessa natureza a partir dessa decisão de Trump com a Argentina porque o presidente americano emite ao mundo um sinal indicando “faça o que eu faço” porque não sofrerá nenhuma penalidade. Vai chegar um momento em que o mundo entrará em choque e esse choque provocará uma ruptura no mundo comercial e o mundo terá que se reinventar. Esse é um cenário muito difícil”.

A desregulamentação e o desmantelamento do comércio internacional passarão de ameaças para a realidade se a Argentina avançar em direção a um acordo abrangente de livre comércio com os Estados, conforme anunciado pelo chanceler argentino, Pablo Quirino, na semana passada, ao assinar o ACIR.

“O que o presidente Donald Trump está fazendo nada mais é que usar seu poder de mandatário d maior potência econômica e militar do planeta para criar leis e normas próprias. Isso faz com que ele passe a ser a OMC, a ONU. O mundo está desmoronando em função dessas tomadas de decisões de Trump. Decisões sabidamente ilegais mas que ele continua tomando como se legais fossem”, concluir José Augusto de Castro.

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Demanda em alta leva Turkish Airlines a ampliar frequências no Aeroporto Internacional de Guarulhos

Mais voos para Santiago, aumento das operações para Istambul e manutenção da conexão com Buenos Aires

Da Redação (*)

Brasília – A rota São Paulo–Santiago–São Paulo (GRU–SCL–GRU) teve sua frequência elevada para seis voos semanais a partir de 6 de janeiro de 2026, em resposta à crescente demanda de brasileiros pela capital chilena e por outros destinos no país.

Dados recentes de turismo indicam que mais de 787 mil brasileiros visitaram o Chile em 2024, um recorde que representa crescimento de 62% em relação a 2023. A expectativa é que esse número ultrapasse 800 mil visitantes em 2025, consolidando o Brasil como um dos principais mercados emissores para o turismo chileno.

A companhia aérea também expandiu suas operações entre São Paulo e Istambul (GRU–IST–GRU), passando a oferecer 13 voos semanais na rota. As frequências adicionais nas rotas para Santiago e Istambul são operadas com aeronaves Airbus A350-900, reforçando a conectividade entre o Brasil, a Europa e outros destinos da malha global da companhia, com alto padrão de conforto.

Além disso, a Turkish Airlines mantém voos regulares entre São Paulo (GRU) e Buenos Aires (EZE), preservando uma conexão estratégica na América do Sul e complementando sua malha aérea regional.

Detalhes da operação

Dias da semana Origem (horário) Destino (horário) Nº do voo Aeronave
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom EZE 23:55 GRU 02:30* TK 16 A350-900
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom GRU 04:10 IST 22:35 TK 16 A350-900
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom IST 10:00 GRU 17:45 TK 15 A350-900
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom GRU 19:20 EZE 22:25 TK 15 A350-900
Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom SCL 11:40 GRU 15:35 TK 216 A350-900
Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom GRU 17:10 IST 11:45* TK 216 A350-900
Seg, Ter, Qua, Qui, Sex IST 20:30 GRU 04:10* TK 215 A350-900
Ter, Qua, Qui, Sex, Sáb, Dom GRU 05:45 SCL 09:55 TK 215 A350-900

* Horário no dia seguinte.

A ampliação da oferta fortalece a conectividade sul-americana e europeia, ao mesmo tempo em que oferece alternativas competitivas para passageiros corporativos e de lazer.

Viajar com a Turkish Airlines vai além da conveniência das rotas. Por meio do programa Stopover em Istambul, passageiros podem transformar conexões longas em uma experiência completa na cidade. O benefício inclui até duas noites gratuitas em hotel cinco estrelas para clientes da Classe Executiva, uma noite em hotel quatro estrelas para passageiros da Classe Econômica, além de tour pela cidade sem custo adicional para conexões superiores a seis horas — tornando as viagens à Europa e à Ásia ainda mais confortáveis e atrativas.

O Chile é um dos destinos internacionais mais procurados pelos brasileiros, com crescimento consistente no número de visitantes, especialmente durante feriados prolongados e períodos de férias. Com paisagens naturais diversas, vida urbana vibrante e atrações sazonais, como esportes de montanha e neve, o país se mantém em alta — e a ampliação da conectividade da Turkish Airlines torna essa experiência ainda mais acessível.

(*) Com informações da Turkish Airlines

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Atividades turísticas no país crescem pelo quinto ano consecutivo em 2025 e atingem recorde

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil terminou 2025 no maior nível de atividade turística em 14 anos. O Índice de Atividades Turísticas (Iatur) fechou o ano com alta de 4,6% em relação a 2024. Com esse desempenho, o setor atingiu o patamar mais alto da série histórica, em dezembro de 2024.

O dado faz parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são ligadas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens, bufês e transporte aéreo de passageiros.

O desempenho de dezembro de 2025 coloca as atividades turísticas 13,8% acima do patamar pré-pandemia da covid-19, em fevereiro de 2020, quando a economia começou a enfrentar restrições sanitárias e comerciais.

O índice é calculado desde 2011. O do ano passado foi o quinto seguido com expansão nas atividades turísticas.

Comportamento do Iatur nos últimos anos:

  • 2020: -36,7%
  • 2021: 22,2%
  • 2022: 29,9%
  • 2023:7,2%
  • 2024: 3,6%
  • 2025: 4,6%

A retração de mais de 30% em 2020 é explicada pela pandemia. Mas o forte crescimento dos dois anos seguintes está relacionado à recuperação pós-crise sanitária e econômica.

Motores de 2025

De acordo com o IBGE, o crescimento em 2025 foi impulsionado pelos aumentos de receita obtidos por empresas de transporte aéreo de passageiros; serviços de bufê; serviços de reservas de hospedagens e hotéis.

Os pesquisadores apuram informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

Em 2025, 14 localidades apresentaram resultado de alta. O desempenho positivo no país foi puxado, na ordem, por São Paulo (3,9%), Paraná (5,5%), Bahia (6,6%), Rio de Janeiro (10,8%) e Rio Grande do Sul (11,4%).

Mesmo não tendo tido o maior crescimento nominal, São Paulo exerceu a maior influência por causa do peso do estado no cálculo do Iatur.

Minas Gerais (-4,4%), Mato Grosso (-1,2%) e Goiás (-0,4%) foram os estados com perdas em 2025.

COP30

Pará, estado que sediou em novembro a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), fechou o ano com expansão de 7,8%, acima da média nacional.

Segundo o IBGE, “a COP foi um evento importante, mas de duração relativamente curta”, o que explica o Iatur do estado ter apresentado crescimento abaixo do de 2024 (9,7%).

Serviços

Ao considerar o setor de serviços como um todo, o que inclui 166 atividades pesquisadas, o IBGE identificou que o setor cresceu 2,8% em 2025, quinto ano seguido de expansão.

Entre os segmentos com maiores influências figuram portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; transporte aéreo de passageiros; rodoviário de carga; publicidade; e desenvolvimento e licenciamento de programas de computador.

Com o desempenho de dezembro, os serviços estão 0,4% abaixo do maior nível já registrado, em novembro de 2025, e 19,6% acima do patamar pré-pandemia da covid-19.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Comércio entre Brasil e Reino Unido cresce 10,5% em 2025 com superávit britânico de US$ 3,5 bilhões

Da Redação (*)

Brasília – O comércio entre o Brasil e o Reino Unido cresceu 10,5% e somou US$ 17,3 bilhões de setembro de 2025 a setembro de 2024.. As exportações do Reino Unido para o Brasil alcançaram cerca de US$ 10,4 bilhões, enquanto as exportações brasileiras chegaram a US$ 6,9 bilhões, um avanço de 13,3% em 12 meses. Os números fazem parte do relatório Brazil–UK Trade and Investment Factsheet.

De acordo com a Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham), o resultado reflete a combinação de maior exportação de serviços do Reino Unido ao mercado brasileiro e a expansão das importações britânicas de bens e serviços brasileiros.

Como resultado dessa dinâmica, o Reino Unido manteve um superavit comercial com o Brasil estimado em cerca de US$3,5 bilhões, refletindo o peso dos serviços britânicos na balança bilateral.

Serviços respondem por mais da metade das exportações britânicas

Na avaliação da Britcham, apesar de o Brasil ocupar a 26ª posição entre os parceiros comerciais do Reino Unido, o ritmo recente de crescimento indica uma intensificação das trocas e maior diversificação da pauta comercial.

Segundo o documento, o setor de serviços respondeu por pouco mais da metade do total exportado pelo Reino Unido e avançou 10,9% em 12 meses, com destaque para serviços empresariais e técnicos, além de serviços financeiros, de transporte e viagens. As exportações de bens cresceram em ritmo mais moderado, de 6,5%.

Em relação às exportações brasileiras, o crescimento foi puxado principalmente pelos bens, cujas vendas aumentaram 15,4%, com destaque para bebidas e tabaco, carnes e produtos cárneos e máquinas e equipamentos industriais intermediários. As importações de serviços brasileiros também cresceram, em torno de 9,2%, contribuindo para a expansão do comércio total.

O presidente da Britcham Fabio Caldas destaca que também houve avanço nos estoques de investimento direto entre Brasil e Reino Unido, indicando que a expansão do comércio ocorre em paralelo a um maior compromisso de longo prazo das empresas, especialmente em setores de maior valor agregado.

“Esse crescimento consistente reflete uma mudança importante na relação entre os dois países. O comércio deixou de ser focado apenas em bens tradicionais e passou a incorporar cada vez mais serviços, que têm maior valor agregado e criam vínculos mais duradouros entre as empresas brasileiras e britânicas”, avalia Caldas.

(*) Com informações da Agência Brasil

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Anfavea é apoiada por 19 centrais e sindicatos de trabalhadores pela não renovação do incentivo à importação de kits CKD e SKD

Entidades que representam trabalhadores da indústria automotiva enviaram cartas ao Presidente da República e aos Ministérios pedindo o fim das cotas para importação de veículos desmontados

Da Redação (*)

Brasília – Centrais sindicais e sindicatos de metalúrgicos de várias regiões do país se mobilizaram para defender a indústria automotiva nacional, pedindo ao governo federal a não renovação das cotas isentas de Imposto de Importação para veículos desmontados (CKD) ou semidesmontados (SKD).

Após seis meses de vigência do regime que concedeu isenção total do Imposto de Importação para kits de veículos elétricos e híbridos desmontados, a Anfavea defende que o encerramento do benefício, ocorrido em 31 de janeiro, seja definitivo. O tema poderá ser rediscutido nas próximas reuniões da Câmara de Comércio Exterior (Camex), mas a entidade que representa os fabricantes de veículos já manifestou às autoridades, aos órgãos federais de comércio exterior e ao público os riscos de se incentivar uma industrialização de baixa complexidade em altos volumes.

Riscos da montagem de kits em larga escala

Levantamento da Anfavea indica que o setor automotivo remunera, em média, o dobro do restante da indústria da transformação, tem mais que o dobro de tempo de permanência no emprego e demanda um grau de escolaridade muito maior do que outros setores industriais, sem falar de seu caráter indutor de pesquisa e desenvolvimento, e de conhecimento estratégico. “Todas essas características se perderiam num modelo de fabricação que envolvesse apenas a montagem de kits em larga escala”, alerta o presidente Igor Calvet.

Outras entidades da cadeia automotiva, como o Sindipeças, que representa os fornecedores, já vinham fazendo coro com a Anfavea, assim como os CEOs das fabricantes de veículos, congressistas, governadores e federações industriais dos 9 estados com fábricas de veículos e/ou motores: FIESP, FIEMG, FIRJAN, FIERGS, FIEG, FIEPE, FIEP e FIESC.

“A adesão inequívoca de todos os sindicatos e centrais que representam o chão de fábrica é uma sinalização do quanto a simples montagem de veículos importados pode afetar os empregos em toda a cadeia automotiva brasileira, com enormes impactos econômicos e sociais para o país”, afirmou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Assinam a carta às autoridades federais a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), a Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fit Metal) e outros 14 sindicatos das principais regiões do país com fábricas de automóveis, entre eles o célebre Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

“A renovação dessas cotas, especialmente em alto volume, implicará em impactos negativos ao processo de reindustrialização do país, ameaçando empregos qualificados em toda a cadeia automotiva e reduzindo os efeitos do programa Nova Indústria Brasil (NIB)”, destaca um dos trechos da Carta dos representantes de trabalhadores.

(*) Com informações da Anfavea

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Estive na China e entendi por que os ciclos de inovação lá são medidos em meses — e não em anos como no Brasil

 

Gabriel Henrique (*)

Quando pisei na China, não encontrei um país tentando “alcançar” o Ocidente em inteligência artificial; encontrei um ecossistema que já decidiu não depender dele.

Estamos falando de um país que já contribuiu com mais de 1.500 grandes modelos de linguagem (LLMs) lançados globalmente, superando qualquer outro país e demonstrando a escala do seu desenvolvimento local de inteligência artificial, representando uma parte significativa do total de cerca de 3.755 modelos públicos no mundo.

O país concentra mais de 5.000 empresas dedicadas exclusivamente à inteligência artificial e, para sustentar esse ecossistema, projeta alcançar uma capacidade computacional superior a 1.460 EFLOPS (unidade que mede a capacidade de processamento) em 2026, impulsionando desde grandes centros de dados até aplicações industriais de alta complexidade. A China construiu algo que poucas nações no mundo têm: a autossuficiência tecnológica real.

Essa constatação muda tudo, especialmente para quem, como eu, vive de tecnologia, dados, automação e comunicação entre empresas e clientes.

Participei da última Missão China realizada pelo Programa Madurar Internacional, uma iniciativa do Hub Goiás (CEEI) em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás (SECTI-GO), para inserir startups brasileiras já maduras, em tração ou scale-up, dentro de um dos ecossistemas de inovação mais sofisticados e agressivos do planeta.

Tive a oportunidade de apresentar a Poli Digital no HICOOL, um dos maiores eventos de inovação da Ásia. O ambiente não se parece com feiras de tecnologia no Ocidente. Lá, não se fala de “provas de conceito”. Fala-se de aplicações em produção e velocidade de crescimento.

Enquanto no Brasil ainda discutimos se a IA vai substituir pessoas, na China ela já substituiu processos inteiros e abriu espaço para novos modelos de negócios.

E o que encontrei foi um mercado onde a mensageria deixou de ser apenas comunicação para se tornar infraestrutura econômica, conectando vendas, pagamentos, atendimento e dados em um único fluxo.

Nesse ambiente, a informação é tratada como ativo estratégico, alimentando modelos que aprendem e se ajustam em tempo real, enquanto empresas e plataformas operam em ciclos de inovação medidos em semanas, não em anos, criando uma velocidade competitiva.

Talvez o maior choque cultural tenha sido entender que, por lá, inteligência artificial não é vista como uma “ferramenta”. É vista como infraestrutura, como energia elétrica, como telecomunicações. As empresas não perguntam: “Isso usa IA?”, elas perguntam: “Isso escala? Isso reduz custo? Isso aumenta conversão?”

Foi exatamente esse tipo de conversa que tivemos ao apresentar a Poli Digital. A nossa plataforma, que automatiza interações, entende contexto, aprende com dados e melhora a performance comercial das empresas, não foi vista como “inovação”. Foi vista como uma engrenagem essencial de um modelo de negócios moderno.

Sim, a China é gigantesca em infraestrutura, chips, data centers, superapps e modelos de linguagem. Mas o que realmente a diferencia é o modo de pensar.

Existe ali uma lógica de longo prazo, sustentada por uma execução disciplinada que transforma estratégia em resultado concreto, combinada a uma colaboração quase orgânica entre governo, startups e grandes empresas, todos alinhados a um mesmo projeto de desenvolvimento. Tudo isso é atravessado por uma obsessão cultural por eficiência, onde tempo, recursos e dados são tratados como ativos preciosos, e cada decisão é pensada para maximizar impacto, escala e competitividade global.

Essa imersão na cultura chinesa me fez repensar muitas certezas sobre inovação, crescimento e competitividade global. A sensação não é de ameaça; vejo como um chamado à realidade.

Estar na China, apresentar nossa solução em um palco asiático e ver o interesse genuíno do mercado reforça que estamos construindo algo global desde o Brasil para ajudar empresas a usar tecnologia, dados, mensageria e IA para criar relacionamentos mais eficientes, escaláveis e inteligentes entre marcas e pessoas. E isso é, talvez, o maior aprendizado dessa jornada.

(*) Gabriel Henrique, CPO e co-founder da Poli

 

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Mercosul-UE: Alckmin destaca potencial do acordo para economia, agropecuária, indústria e serviços

Em reunião com senadores, Vice-presidente e ministro do MDIC garante que o governo federal irá colaborar com o Grupo de Trabalho do Senado sobre o Mercosul – UE

Da Redação (*)

Brasília – Reforçar a articulação entre Executivo e Legislativo para acelerar a tramitação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia no Congresso Nacional foi o objetivo da reunião realizada nesta quarta-feira (11) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, com os senadores Nelsinho Trad (PSD/MS) e Tereza Cristina (PP/MS).

Durante o encontro, foram alinhadas as estratégias do Grupo de Trabalho da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado Federal para acompanhamento da implementação. A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, também esteve no encontro.

O encontro integrou a articulação entre Executivo e Legislativo para assegurar acompanhamento técnico da implementação do acordo, considerado estratégico para ampliar o acesso do Brasil a um dos maiores mercados consumidores do mundo. O vice-presidente manifestou otimismo quanto à aprovação do acordo pela Câmara dos Deputados até o fim de fevereiro.

Alckmin destaca dimensão e oportunidades do acordo

Durante a reunião, Alckmin contextualizou a dimensão econômica do acordo:

“Estamos falando do maior acordo entre blocos do mundo, com um mercado de US$ 22 trilhões e 720 milhões de pessoas. É uma enorme oportunidade de vender produtos brasileiros, agregar valor e atrair investimento. Comércio exterior é emprego e renda”, destacou.

O vice-presidente também explicou que o acordo prevê cronogramas graduais de desgravação tarifária, permitindo adaptação dos setores produtivos nacionais às novas condições de mercado e garantindo mecanismos de salvaguarda, que podem ser acionados caso necessário.

“A desgravação é lenta, não é imediata. Na maior parte dos casos, a eliminação do imposto de importação ocorrerá ao longo de dez anos, podendo ir a 18 anos, como no caso de veículos eletrificados. Estamos trabalhando juntos para assegurar todas as salvaguardas necessárias”, garantiu.

De acordo com a Secex, os instrumentos previstos para lidar com eventuais desafios associados à implementação incluem o capítulo de salvaguardas bilaterais, as salvaguardas de investimentos para o setor automotivo, as regras de defesa comercial, como antidumping e medidas compensatórias, o mecanismo de reequilíbrio das concessões comerciais e o capítulo de solução de controvérsias.

O longo prazo de transição até a implementação completa foi negociado considerando as sensibilidades de setores produtivos brasileiros, tanto do agro quanto da indústria.

A senadora Tereza Cristina avaliou que, embora o acordo represente avanço estrutural para o Brasil e amplie a inserção internacional do agronegócio, alguns segmentos exigem atenção específica.

“O acordo eleva a régua e será bom para o Brasil no médio prazo. Precisamos trabalhar para que segmentos que possam vir a ter problemas não sejam fortemente atingidos”, disse.

Já o senador Nelsinho Trad ressaltou que o texto encaminhado ao Congresso Nacional não comporta emendas, cabendo ao Parlamento aprová-lo ou rejeitá-lo. Diante disso, explicou que foi estruturado um grupo de trabalho técnico para acompanhar a fase de implementação.

“O que se tem que fazer é votar sim ou votar não. Não dá mais para emendar. Por isso criamos um grupo de trabalho envolvendo técnicos legislativos e consultores para mitigar qualquer situação sensível que possa surgir durante a implementação”, afirmou.

Segundo o senador, a iniciativa busca oferecer suporte técnico ao Parlamento durante a tramitação e garantir que o processo ocorra com segurança jurídica e equilíbrio institucional.

Os participantes destacaram que a coordenação entre governo federal e Congresso Nacional será determinante para assegurar que o acordo avance com responsabilidade, proteção aos setores estratégicos e pleno aproveitamento das oportunidades de mercado para o Brasil.

Grupo de Trabalho na CRE

No Senado, o acordo vem sendo acompanhado por um Grupo de Trabalho no âmbito da Comissão de Relações Exteriores (CRE), presidida pelo senador Nelsinho Trad. O GT analisa os 23 capítulos e anexos do tratado, avaliando impactos regulatórios, prazos de desgravação e cláusulas que ampliam a segurança jurídica, como a cláusula de “standstill”, que impede aumento de tarifas acima da alíquota-base.

(*) Com informações do MDIC

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