Negócios e cultura: como Vladimir Okhotnikov pensa

No ambiente empresarial, o nome Vladimir Okhotnikov é mais frequentemente associado ao empreendedorismo. No entanto, o seu leque de interesses vai muito além disso. O pesquisador estuda modelos culturais, padrões de comportamento e mecanismos sociais que moldam a sociedade.

Seu trabalho baseia-se na imersão direta no ambiente, o que lhe permite analisar processos reais que ocorrem dentro das comunidades.

O empresário vê a sociedade como um sistema complexo onde cada ação importa. Costumes, língua e práticas cotidianas formam um quadro coeso que influencia a economia.

Pesquisa de campo e observação prática

Ao contrário das abordagens acadêmicas, o analista aposta na prática. O empreendedor passa uma quantidade significativa de tempo viajando, escolhendo rotas fora dos destinos turísticos tradicionais.

O pesquisador visita pequenas cidades, assentamentos históricos e áreas rurais onde modos de vida tradicionais são preservados. A observação dos processos cotidianos revela como as conexões dentro da sociedade são formadas.

Atenção especial é dada aos mecanismos de interação. A transmissão de conhecimento, as normas de relacionamento comunitário e os modelos de comportamento contribuem para uma compreensão mais profunda da resiliência dos sistemas sociais.

Língua, tradições e a lógica da sociedade

Um foco separado de seu trabalho é o estudo das línguas. Para Vladimir, a língua é uma ferramenta para compreender o mundo.

Como poliglota, ele conecta estruturas linguísticas com padrões de pensamento. Cada sistema social desenvolve sua própria forma de descrever a realidade, e a língua capta essas distinções.

A comunicação direta com falantes nativos garante informações mais precisas e aumenta a eficácia da pesquisa. Além disso, o multilinguismo facilita o acesso a fontes locais e ajuda a construir um diálogo baseado na confiança.

Tradições e artesanato como parte da economia

Outra área-chave é o estudo das práticas artesanais. O empresário observa artesãos em atividade, analisa processos de produção e avalia o papel das tradições na economia.

Em muitas regiões, o artesanato continua sendo a base do desenvolvimento local. A transmissão de habilidades entre gerações cria modelos sustentáveis que perduram por décadas.

Vladimir Okhotnikov analisa a influência das tradições na vida moderna, identificando elementos do passado que continuam a funcionar no presente.

Sistematização da experiência

Uma parte importante de seu trabalho envolve a análise dos dados coletados. O empreendedor documenta informações, compara fatos e constrói uma visão geral.

Essa abordagem permite comparar modelos sociais e identificar padrões comuns. Vladimir Okhotnikov vê as tradições como elementos de um sistema global.

Parceiros destacam sua atenção aos detalhes e a capacidade de trabalhar com grandes volumes de informação. Isso o torna um interlocutor interessante e um colaborador valioso em projetos conjuntos.

Por que a colaboração desperta interesse

A figura de Vladimir Okhotnikov chama a atenção devido à combinação de atividade empreendedora, prática de pesquisa e abordagem analítica de sistemas complexos. Esse formato amplia a compreensão dos projetos ao considerar fatores econômicos, sociais e culturais que influenciam o desenvolvimento dos negócios.

O empreendedor identifica interconexões ocultas, analisa processos mais profundamente do que os modelos empresariais padrão e foca na estrutura e na lógica interna. Essa abordagem cria uma base para desenvolver soluções sustentáveis voltadas para a eficácia a longo prazo e a adaptação a ambientes em mudança.

Fatos-chave
Quem é Vladimir Okhotnikov?

Um empreendedor, poliglota e pensador que estuda sistemas culturais, línguas e modelos sociais regionais.

O que torna seu trabalho interessante?

A combinação da experiência empreendedora com o estudo de sistemas culturais leva a uma compreensão mais ampla dos processos, revela conexões ocultas e fortalece a profundidade analítica.

O que há de distintivo em sua abordagem?

Pensamento sistêmico, grande atenção aos detalhes, avaliação precisa de riscos e foco em estratégias de longo prazo e modelos de desenvolvimento sustentável.

 

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Cadeias de suprimentos sem chips: impacto da crise do Oriente Médio na saúde

Steve Blough (*)

A escalada de tensão no Oriente Médio é frequentemente analisada pela ótica dos mercados de energia. Mas, por baixo das manchetes, um tipo diferente de disrupção está se desenvolvendo: menos visível, mas potencialmente mais abrangente. Cadeias de suprimentos críticas ligadas a produtos farmacêuticos, fertilizantes e hélio estão sob pressão crescente, evidenciando o quanto os sistemas globais de produção se tornaram interconectados.

Para as empresas americanas, isso não é apenas mais uma ruptura regional. É um lembrete de que a resiliência não se trata mais de gerenciar riscos isolados, mas de compreender como os choques se propagam entre materiais, indústrias e geografias em tempo real.

Comecemos pelos fertilizantes. O Oriente Médio desempenha um papel significativo na produção e exportação de amônia e outros insumos à base de nitrogênio. Qualquer interrupção prolongada gera consequências imediatas para a produção agrícola global. Para os EUA, isso pode se traduzir em custos de insumos mais elevados para os agricultores, margens mais apertadas e, em última instância, pressão de alta sobre os preços dos alimentos.

E esse impacto não se resume apenas à fazenda. A disponibilidade de fertilizantes influencia diretamente a produtividade das lavouras, incluindo itens básicos como a batata. Quando os custos de insumos sobem ou o abastecimento se reduz, os efeitos se propagam até processadores de alimentos e varejistas. Até algo tão comum quanto um pacote de batatas fritas se torna mais caro ou mais difícil de produzir em escala. É um lembrete de que as interrupções na cadeia de suprimentos não são abstratas, elas aparecem em produtos cotidianos nas prateleiras dos supermercados.

As cadeias de suprimentos farmacêuticas enfrentam um desafio diferente, mas igualmente complexo. Muitos ingredientes farmacêuticos ativos (IFAs) e precursores químicos dependem de redes de produção globalmente distribuídas, com nós críticos em regiões agora expostas a riscos geopolíticos. Mesmo uma instabilidade de curto prazo pode atrasar embarques, comprometer cronogramas de produção e criar gargalos que se propagam por todo o sistema de saúde. Em um setor onde a continuidade é fundamental, até pequenos atrasos podem ter consequências desproporcionais.

Em seguida, há o hélio — indiscutivelmente o material menos abordado, mas um dos mais estrategicamente importantes sob pressão no momento. Como uma parcela significativa do fornecimento global está vinculada ao Qatar, qualquer preocupação na região retira uma força estabilizadora fundamental do mercado. Para os EUA, que ainda dependem de importações apesar de serem um grande produtor, isso cria uma vulnerabilidade imediata.

O hélio é essencial em múltiplos setores de alto valor, desde sistemas de ressonância magnética e o setor aeroespacial, até a fabricação de semicondutores. E é nos semicondutores que um impacto mais amplo se torna mais visível. Os chips são a base da economia da inteligência artificial, e a demanda por semicondutores avançados já supera a oferta. Restrinja o hélio e terminará restringindo a produção de chips. Restrinja os chips, e setores inteiros sentirão o impacto.

Nesse sentido, hoje o desafio da cadeia de suprimentos não diz respeito apenas aos microchips. Diz respeito aos chips do dia a dia que os consumidores consideram garantidos. Desde as batatas fritas que são moldadas pelos insumos de fertilizantes até os chips de silício dependentes de hélio, as interrupções na origem se propagam de maneiras complexas e surpreendentemente tangíveis.

O que une tudo isso é um tema comum: a fragmentação. Muitas cadeias de suprimentos ainda operam com visibilidade limitada além de seus fornecedores imediatos, dificultando a antecipação de interrupções ou a resposta dinâmica quando elas ocorrem.

É aqui que uma abordagem mais conectada e inteligente na execução se torna fundamental. As empresas precisam ter a capacidade de enxergar além das redes de suprimentos de múltiplos níveis, compreendendo como as interrupções em uma região ou material afetam as operações downstream e tomando decisões embasadas em tempo real. Não basta reagir após o fato, as organizações precisam ser capazes de criar cenários, reequilibrar o fornecimento e priorizar recursos antes que os problemas escalem.

Por exemplo, em um mercado de hélio restrito, isso pode significar alocar dinamicamente o fornecimento para as linhas de produção mais críticas. No setor farmacêutico, pode envolver o redirecionamento das estratégias de sourcing ou o ajuste dos cronogramas de produção para manter a continuidade. Na agricultura, pode exigir uma coordenação mais estreita entre fornecedores, distribuidores e usuários finais para mitigar o impacto da escassez de fertilizantes.

As empresas que navegarem com mais eficácia nesse ambiente serão aquelas que tratam a execução da cadeia de suprimentos como uma capacidade coordenada e orientada por inteligência, e não como um conjunto de processos desorganizados. Ao conectar dados, decisões e ações nas funções de pedidos, armazenagem e transporte, as organizações podem agir com mais rapidez, se adaptar com antecedência e manter o controle mesmo com a mudança das condições.

A crise no Oriente Médio é um lembrete contundente de que as cadeias de suprimentos não se rompem de forma isolada, elas se desdobram em setores inteiros. Saúde, fertilizantes e hélio podem parecer áreas sem relação à primeira vista, mas estão profundamente conectados pelos sistemas globais que produzem, movimentam e transformam materiais críticos.

Em um mundo onde as interrupções não são mais eventos raros, mas variáveis constantes, a resiliência se resume a uma coisa: a capacidade de permanecer conectado, informado e responsivo no momento que mais importa.

Porque quando as cadeias de suprimentos perdem seus chips — sejam eles de batata ou de silício — as consequências são sentidas em todos os lugares.

(*)  Steve Blough é Chief Supply Chain Strategist na Infios.

 

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A reforma tributária avança; a incerteza se agrava

(*) Ives Gandra da Silva Martins

Sob a promessa de modernização, o Ministério da Fazenda e o Comitê Gestor, recentemente, detalharam as diretrizes da implementação da CBS e do IBS. No entanto, por trás das regras unificadas, o que se vê é a arquitetura de um novo e complexo sistema de tributação sobre o consumo. O governo aposta todas as suas fichas no polêmico split payment — um mecanismo de recolhimento automático que, na prática, transfere a “mordida” do fisco para o exato instante da transação.

Embora o discurso oficial venda a ideia de “simplificação”, a reforma se limita a trocar quatro tributos conhecidos por um sistema dual: a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal). A proposta de separar o imposto no ato da compra visa garantir o caixa do Estado de forma imediata, retirando das empresas a gestão do fluxo de caixa e centralizando ainda mais o controle financeiro nas mãos do governo.

Hoje, o vendedor ainda detém o valor antes do repasse; amanhã, o Estado se servirá primeiro. No papel, a eficiência é garantida; na realidade do contribuinte, o cenário é de um experimento fiscal sem precedentes. Tudo parece simples… mas o tempo (e o bolso do brasileiro) dirá o verdadeiro preço dessa “facilitação”.

Ao abrir mais uma reunião do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP, que debateu o tema “Soberania fiscal em xeque? Tensões e novos paradigmas tributários”, compartilhei algumas reflexões sobre o assunto que agora trago aos amigos leitores.

Estamos vivendo um momento extremamente complicado no Brasil, em que os Poderes se confundem. Trata-se de um momento de máxima insegurança jurídica, em que escândalos vêm à tona e os Poderes envolvidos se autoprotegem, numa tentativa de ocultar tanto aquilo que se busca conhecer quanto aquilo que está errado.

Tudo isso acompanhado de um novo sistema tributário que já teve sua implementação iniciada com a CBS e, em 2029, terá com o IBS. Trata-se de uma tributação de consumo que amplia o número de artigos referentes ao tema constantes no Código Tributário Nacional (CTN). Na legislação aprovada, estamos com dez vezes mais artigos sobre a tributação do consumo do que aqueles que constam no CTN, além de três vezes mais artigos para a tributação do consumo do que todo o sistema tributário que conseguimos aprovar na Constituição de 1988.

Essa inflação normativa não é apenas um detalhe estatístico; ela representa um aumento real no custo de conformidade para o contribuinte. Durante o longo período de transição, as empresas serão obrigadas a conviver com dois sistemas tributários distintos e paralelos, gerando uma sobrecarga administrativa sem precedentes. Em vez de eliminarmos a burocracia, corremos o risco de institucionalizar um “monstro de duas cabeças” que exigirá investimentos massivos em tecnologia e assessoria jurídica apenas para que o setor produtivo consiga cumprir suas obrigações básicas.

Os idealizadores da pretendida reforma afirmam que essa decuplicação de artigos sobre consumo e a triplicação de artigos constitucionais têm o objetivo de simplificar o sistema tributário. Confesso que minha inteligência é limitada demais para compreender uma simplificação tão complexa quanto a que vem sendo implementada.

É fundamental, porém, que continuemos a fazer o que sempre fizemos no Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP desde sua fundação: debater, refletir e sugerir.

Atualmente, contamos com um grupo de estudiosos integrado por renomados colegas, como os economistas Marcos Cintra e Paulo Rabello de Castro, além de Felipe Silva, diretor da Faculdade Brasileira de Tributação — a única instituição de ensino superior dedicada exclusivamente ao Direito Tributário no Brasil. Sob nossa coordenação, estamos elaborando um livro a respeito da reforma da tributação do consumo, no qual analisaremos as dificuldades que já se manifestam neste início de implementação.

Essas análises, que estamos consolidando em nossa obra, não se limitam a meras críticas teóricas; configuram-se como alertas práticos sobre os gargalos que o texto atual ignora e que, inevitavelmente, uma correção de rumo legislativa. O rigor técnico de renomados especialistas serve aqui como subsídio fundamental para que as falhas de implementação sejam mitigadas antes que se tornem entraves permanentes ao desenvolvimento econômico.

Em todas as nossas ações, devemos observar que, a partir de 2027, teremos um novo Legislativo capaz de promover mudanças significativas no cenário atual, haja vista a renovação de dois terços do Senado Federal. É evidente a percepção de que haverá uma maioria conservadora no Congresso, o que deve favorecer uma reflexão profunda sobre o modo adequado de simplificação do nosso sistema tributário.

Quanto mais nos aprofundamos no estudo da Reforma Tributária — como ocorreu durante a elaboração do livro que lancei em parceria com o advogado e professor Daniel Moretti —, mais as incertezas se multiplicam. Ao dialogar com tributaristas de alto nível e docentes das principais universidades do País, percebo que as dúvidas são inúmeras.

Essa atmosfera de hesitação não é apenas um debate entre acadêmicos; ela se traduz em um impacto severo sobre o investimento produtivo. A incerteza tributária atua como um freio invisível, gerando um ambiente de “esperar para ver” que afasta o capital e adia projetos estratégicos. Sem regras do jogo claras e previsíveis a médio prazo, o investidor retrai-se, o que compromete o crescimento econômico imediato do País e a própria geração de empregos.

Por essa razão, tenho encerrado minhas palestras sobre o novo sistema com uma postura de cautela: quando questionado sobre minha opinião, não respondo “sim” nem “não”; eu respondo “talvez”.

(*) Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

 

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Embraer assina um dos maiores contratos de sua história e vende dez aeronaves C-390 Millennium para os Emirados Árabes Unidos

Objetivo é fortalecer a capacidade operacional de transporte militar

Da Redação (*)

Brasília – A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) assinou contrato com o Tawazun Council for Defence Enablement para a aquisição de dez aeronaves C-390 Millennium e dez opções de compra. O Tawazun Council for Defence Enablement é a entidade nacional responsável por fomentar e regular o ecossistema industrial de defesa e segurança dos Emirados Árabes Unidos (EAU). O objetivo é fortalecer a capacidade operacional de transporte militar do país em colaboração com uma empresa de defesa local

Até o momento, esse marco histórico representa o maior pedido internacional de um único país para o C-390 Millennium e consolida o primeiro sucesso da aeronave no Oriente Médio, ressaltando seu forte alinhamento com os exigentes requisitos das forças aéreas modernas que operam em ambientes complexos”, diz a Embraer.

Contrato abre grandes perspectivas de acesso aos mercados árabes

Segundo a empresa, o contrato foi assinado após extenso processo de análise e avaliação, incluindo abrangente campanha de testes no ambiente operacional dos EAU.

“A Força Aérea e Defesa Aérea selecionou o C-390 Millennium como a aeronave mais adequada para atender aos seus rigorosos requisitos de missão, otimizando, ao mesmo tempo, a eficiência operacional e os custos do ciclo de vida”, diz a empresa em nota.

A Embraer informou ainda que os serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO), juntamente com os de suporte pós-venda para a frota de C-390 Millennium, serão desenvolvidos em colaboração com uma empresa nacional.

“O C-390 Millennium permitirá às Forças Armadas realizar ampla gama de missões, incluindo transporte de carga e tropas, operações de lançamento aéreo, assistência humanitária, evacuação aeromédica, operações em pistas não pavimentadas e total interoperabilidade com as forças nacionais, aliadas e parceiras”, afirma a Embraer.

(*) Cm informações da Embraer

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Brasil e Reino Unido avançam na cooperação em minerais críticos em evento promovido pela ApexBrasil

Evento realizado na sede da ApexBrasil reuniu especialistas, diplomatas e representantes dos dois governos para debater parcerias estratégicas no setor
O Brasil tem ampliado sua atuação no debate global sobre minerais críticos, insumos essenciais para a transição energética e o desenvolvimento de novas tecnologias. Nesse contexto, o país avança na construção de uma política nacional para o setor e busca fortalecer parcerias internacionais.
Foi com esse objetivo que a ApexBrasil sediou, nesta quarta-feira (29), a Mesa Redonda de Especialistas em Minerais Críticos Reino Unido–Brasil, encontro de alto nível que reuniu representantes de governos, setor produtivo, instituições financeiras e centros de pesquisa dos dois países. O evento foi organizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), em parceria com a Embaixada do Reino Unido, com a ApexBrasil como anfitriã.
Realizado em momento estratégico, o encontro ocorre enquanto o governo brasileiro avança na elaboração da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Em formato reservado e orientado à ação, a iniciativa buscou contribuir tecnicamente para esse processo, promovendo um espaço qualificado de diálogo entre formuladores de políticas públicas e parceiros internacionais.
A mesa-redonda teve como foco o aprofundamento das relações entre Brasil e Reino Unido em temas ligados aos minerais críticos, insumos essenciais para a transição energética global, a segurança energética e a competitividade industrial. O encontro também visou alinhar prioridades e identificar oportunidades de cooperação ao longo de 2026, com ênfase no fortalecimento de cadeias de suprimentos resilientes, sustentáveis e socialmente responsáveis.
Participaram do evento lideranças governamentais, especialistas e representantes do setor privado e financeiro, refletindo o caráter transversal da agenda de minerais críticos. Entre os temas discutidos, destacaram-se as capacidades do Brasil como reservas minerais, processamento, ambiente regulatório e instrumentos de financiamento e as expertises do Reino Unido em áreas como geologia, tecnologias de baterias, inovação e finanças verdes.
Além disso, o encontro buscou mapear desafios e prioridades brasileiras, identificar áreas concretas de colaboração e explorar oportunidades de investimentos e cooperação técnica entre instituições públicas e privadas dos dois países.
Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, a cooperação internacional é fundamental para posicionar o Brasil como protagonista nesse setor. “Este é um assunto relevante que o Brasil está se posicionando como um país que tem soluções e queremos trazer essa indústria para o Brasil para transformar nossos minerais e agregue valor. Fizemos uma discussão com vários especialistas junto com a Cebri e a Embaixada do Reino Unido, colocando a ApexBrasil nesse assunto tão relevante que é minerais críticos, relacionado com energia e o futuro, posicionando a Agência nesse tema tão estratégico.”
A gerente de Investimentos da ApexBrasil, Helena Brandão, destacou que o tema integra uma das agendas prioritárias da Agência na atração de investimentos estrangeiros. “A pauta dos minerais críticos é um dos 24 programas que a ApexBrasil tem de atração de investimentos estrangeiros. Temos avançado no tema com alguns mercados, como o Canadá e União Europeia. Temos muito interesse em progredir mais com o Reino Unido e entender quem são os principais atores, e quais agendas dos nossos gargalos podemos atuar mais fortemente”.
Representando a Embaixada do Reino Unido, a ministra conselheira Sarah Clegg ressaltou o potencial de cooperação bilateral. “Seria ótimo olhar onde temos experiência, onde podemos colaborar em algumas áreas específicas, para realmente levar adiante nossa parceria e ajudar a alcançar nossos objetivos em comum. Assinamos um memorando de entendimento em 2024 entre os Serviços Geológicos do Brasil e do Reino Unido e temos feito um trabalho de mapeamento juntos.”
Com discussões técnicas organizadas em sessões temáticas que abordaram desde geologia e exploração mineral até cadeias produtivas, inovação e economia circular o encontro também teve como objetivo identificar projetos prioritários conjuntos a serem desenvolvidos nos próximos anos.
A iniciativa reforça o papel da ApexBrasil como articuladora de parcerias internacionais estratégicas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da cadeia de minerais críticos no Brasil e para o avanço da transição energética global.
(*) Com informações da ApexBrasil

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MDIC reduz de 60 para menos de 30 dias prazo de análise de incentivo à exportação

De até 60 para menos de 30 dias, concessão fica mais ágil e simplifica acesso ao drawback

Da Redação (*)

Brasília – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) reduziu o prazo de análise dos pedidos de drawback suspensão e isenção, que são instrumentos de incentivo às exportações brasileiras. Com a mudança, o tempo de concessão, que podia chegar a até 60 dias, passa a ser inferior a 30 dias.

“A mudança moderniza procedimentos operacionais e, ao mesmo tempo, preserva o cumprimento das regras de concessão dos regimes, garantindo que as empresas possam usufruir do incentivo à exportação com maior rapidez”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

As alterações aperfeiçoam procedimentos previstos na Portaria Secex nº 44/2020, que disciplina a concessão dos regimes.

Com a nova sistemática, o processo deixa de ser sequencial e passa a ocorrer em etapa única. A partir da Portaria Secex nº 486, publicada nesta segunda-feira (27/4), passa a ser permitido o envio da documentação exigida já no momento da solicitação dos regimes, por meio de dossiê eletrônico no módulo de Anexação de Documentos do Portal Único Siscomex. Antes, os documentos eram solicitados apenas após análise inicial da Secex, o que prolongava o tempo total do processo.

Para orientar os operadores sobre os novos procedimentos, a Portaria Secex nº 487, também publicada nesta segunda, aprova versões atualizadas dos manuais operacionais dos regimes de drawback.

Sobre o drawback

Os regimes de drawback suspensão e isenção permitem a desoneração de tributos incidentes na importação ou na aquisição no mercado interno de insumos destinados à industrialização de produtos exportados ou a exportar.

Entre os tributos abrangidos estão o Imposto de Importação, o Imposto sobre Produtos Industrializados, a Contribuição para o PIS/Pasep-Importação, a Cofins-Importação, além do PIS/Pasep e da Cofins nas operações internas e do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante. Na modalidade suspensão, inclui-se também o ICMS incidente sobre as aquisições externas.

Em 2025, as exportações realizadas com o uso do drawback suspensão alcançaram US$ 72 bilhões, correspondendo a 20,8% das vendas externas brasileiras. Cerca de 1.800 empresas utilizam o regime, em setores como carne de frango, minério de ferro, carne bovina, automotivo e químico.

(*) Com informações do MDIC

 

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Acordo entre Mercosul e União Europeia deve impulsionar exportações de calçados, projeta Abicalçados

 

 

Da Redação (*)

Brasília – Maior produtora de calçados do Ocidente, tendo produzido mais de 847 milhões de pares no ano passado, a indústria calçadista brasileira está otimista para a entrada em vigor, mesmo de forma provisória, do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O pilar comercial do acordo começa a valer a partir do dia 1º de maio, abrangendo os blocos após a conclusão dos trâmites internos, ratificação e comunicação entre as partes.

Ressaltando o potencial do bloco europeu, que responde por cerca de 40% das importações de calçados do mundo, o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, destaca que o acordo comercial será benéfico para o setor, com ganhos de médio e longo prazos. “Em termos tarifários, ele abre espaço para ganhos competitivos ante a concorrência internacional, predominantemente asiática, ou equiparação tarifária – ao fim da desgravação – com países com os quais a União Europeia já tem acordo vigente, caso do Vietnã”, explica. No ano passado, conforme dados elaborados pela Abicalçados, a indústria brasileira exportou 17,4 milhões de pares de calçados para o bloco europeu, 5,2% mais do que em 2024.

Desgravação
A eliminação gradativa das tarifas sobre calçados importados de países do Mercosul pela União Europeia ocorrerá em até dez anos, dependendo da linha tarifária de cada produto. Atualmente, a tarifa de importação de calçados na União Europeia situa-se entre 3,5% e 17%, a depender do produto. A desgravação tarifária e as decorrentes vantagens competitivas para o Brasil, contudo, começam já no momento em que o acordo entra em vigor e se ampliam de forma progressiva.

Ponto de atenção
Um ponto de atenção, segundo a Abicalçados, é o receio de que países da União Europeia possam ser utilizados como plataforma para exportações de produtores extra-bloco (triangulação), especialmente países asiáticos, que poderiam buscar aproveitar o benefício tarifário do acordo. Para mitigar esse risco e, ao mesmo tempo, criar oportunidades às exportações brasileiras, foram pactuadas regras de origem que visam coibir a triangulação e estimular o uso do conteúdo regional dos blocos. De forma simplificada, para calçados de menor valor, exige-se conteúdo regional mínimo de 60% (somando insumos nacionais e custos produtivos na área do acordo), sendo vedada a utilização de cabedais importados de países não participantes.

(*) Com informações da Abicalçados

 

 

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Sem dados, o navio não sai: como a inteligência de mercado virou essencial no comércio exterior, segundo especialista

Insights da Intermodal South America 2026 mostram como o uso estratégico de dados e inteligência artificial está redefinindo decisões no transporte marítimo e aumentando a previsibilidade das operações

Da Redação (*)

Brasília – Em um cenário de cadeias logísticas cada vez mais complexas, voláteis e pressionadas por custos, a capacidade de transformar dados em decisões deixou de ser diferencial para se tornar requisito básico no comércio exterior. Esse foi um dos principais insights da Intermodal South America 2026, maior evento de logística e transporte da América Latina, onde especialistas e empresas do setor destacaram o papel central da inteligência de mercado no dia a dia do shipping.

Ao longo dos debates e encontros realizados durante a feira, ficou evidente que o uso estruturado de dados já impacta diretamente decisões estratégicas – do direcionamento de cargas à definição de preços e análise de concorrência. Em um ambiente em que variáveis como frete, demanda global, capacidade portuária e instabilidades geopolíticas mudam rapidamente, a previsibilidade se tornou um ativo valioso.

Na prática, empresas que operam com inteligência de dados conseguem reduzir incertezas e aumentar a assertividade das operações. A leitura mais precisa do comportamento do mercado permite antecipar movimentos, ajustar rotas e identificar oportunidades comerciais com mais agilidade.

Especialista vê mudança estrutural

Para Marcos Silva, CIO da Datamar e especialista em tecnologia para logística marítima, o setor vive uma mudança estrutural. “O volume de informações disponíveis hoje exige uma nova forma de pensar a operação. Não basta ter acesso aos dados, é preciso transformá-los em inteligência aplicável, capaz de orientar decisões em tempo real”, afirma.

Segundo ele, a evolução do shipping passa diretamente pela maturidade analítica das empresas. “A previsibilidade virou um fator crítico. Quem consegue interpretar melhor os dados sai na frente, porque toma decisões mais rápidas e mais seguras, seja no planejamento de rotas, na negociação de fretes ou na definição de estratégias comerciais”, diz.

Outro ponto recorrente nas discussões da Intermodal foi o papel da inteligência de mercado no direcionamento de cargas. Com dados mais detalhados sobre fluxos comerciais, comportamento de importadores e exportadores e movimentações da concorrência, operadores logísticos conseguem identificar tendências e ajustar suas operações com maior precisão.

“A lógica mudou. Antes, muitas decisões eram baseadas em histórico e percepção. Hoje, são orientadas por dados concretos, atualizados constantemente. Isso impacta diretamente a competitividade das empresas”, explica Marcos.

A inteligência de dados também tem sido determinante nas estratégias de pricing. Em um mercado altamente dinâmico, acompanhar variações de demanda e oferta em tempo real permite ajustes mais rápidos e alinhados ao cenário global, evitando perdas financeiras e aumentando a eficiência operacional.

Apesar dos avanços, especialistas apontam que o setor ainda enfrenta desafios importantes. A qualidade e a estruturação das informações, além da integração entre diferentes fontes de dados, ainda são entraves para muitas empresas, especialmente em mercados emergentes.

Nesse contexto, a aplicação de inteligência artificial aparece como aliada, mas ainda em estágio de evolução. “A IA tem um enorme potencial, mas precisa ser aplicada com foco e contexto. Modelos genéricos não dão conta das especificidades do transporte marítimo. O ganho real está na combinação entre dados qualificados, conhecimento de mercado e tecnologia bem direcionada”, afirma Silva.

Os insights da Intermodal 2026 reforçam que o futuro do comércio exterior passa, inevitavelmente, pela inteligência de dados. Em um setor onde margens são pressionadas e riscos são constantes, a capacidade de prever cenários e agir com base em informações confiáveis deixou de ser tendência e se consolidou como condição para competir.

No fim das contas, a lógica é simples: em um mercado guiado por dados, navegar sem inteligência já não é uma opção.

(*) Com informações da Datamar

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Impulso das Exportações, da ApexBrasil, apresenta resultados recordes no início de 2026

Publicação traz dados do primeiro trimestre e destaca desempenho histórico do comércio exterior brasileiro e especial relações Brasil Alemanha

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou a 10ª edição do newsletter Impulso das Exportações, reunindo as principais análises e dados sobre o desempenho do comércio exterior brasileiro no primeiro trimestre de 2026. Nesta edição, o destaque é o resultado histórico alcançado pelo país, com recordes simultâneos em exportações, importações e corrente de comércio.

Segundo a publicação, as exportações brasileiras somaram US$ 82,3 bilhões entre janeiro e março de 2026, crescimento de 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações também avançaram, atingindo US$ 68,2 bilhões (+1,3%), o que levou a corrente de comércio a US$ 150,5 bilhões, alta de 4,4%. O superávit comercial foi de US$ 14,2 bilhões, resultado 47,6% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2025.

Entre os setores produtivos, a indústria extrativa apresentou o maior crescimento, com alta de 23%, seguida pela indústria de transformação (+3%) e pela agropecuária (+2%). No recorte por produtos, destacaram-se itens como óleos brutos de petróleo, soja, minério de ferro, carne bovina e café verde, que seguem entre os principais motores da pauta exportadora brasileira.

Observando a partir dos principais destinos, a Ásia manteve-se na liderança, somando US$ 35 bilhões (+15%), seguida pela Europa (US$ 16,2 bilhões, +12%) e pela América do Norte (US$ 11,4 bilhões, +10,9%). Entre os principais parceiros comerciais, destacam-se China, Estados Unidos, Argentina e Alemanha.

Destaque especial para relações Brasil-Alemanha

Para esta edição, a publicação traz um panorama especial das relações comerciais entre Brasil e Alemanha, um dos principais parceiros do país na Europa. O intercâmbio bilateral é marcado pela forte presença de produtos industriais, máquinas e equipamentos, além de insumos estratégicos, refletindo a complementaridade entre as economias. Em 2026, as relações entre os países ganham ainda mais destaque com a participação brasileira na Hannover Messe 2026.

A ApexBrasil esteve na linha de frente da organização da participação do Brasil como país parceiro nesta que foi a maior feira industrial do mundo. A presença brasileira no evento refletiu uma decisão estratégica da direção da Agência, que vinha construindo essa parceria há 2 anos, em sintonia com a retomada da política industrial do país promovida pelo presidente Lula, que recriou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), recolocando a indústria no centro do projeto de desenvolvimento nacional.

Com visual interativo e linguagem acessível, o Impulso das Exportações se consolida como um instrumento de referência para empresários, gestores públicos, acadêmicos e formadores de opinião interessados em acompanhar as dinâmicas do comércio exterior brasileiro e as ações de promoção da ApexBrasil.

Acesse a 10ª edição completa do Impulso das Exportações no portal da ApexBrasil e inscreva-se para receber a versão digital da publicação.

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(*) Com informações da ApexBrasil

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ApexBrasil lança estudo com dados atualizados do comércio bilateral entre Brasil e União-Europeia

Publicação apresenta oportunidades de negócio, dados de investimento e balança comercial com o bloco

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil) lança, nesta semana, um novo estudo de inteligência que analisa o cenário econômico e comercial entre o Brasil e a União Europeia, trazendo dados atualizados, tendências e oportunidades para empresas brasileiras interessadas em expandir sua atuação no mercado europeu.

A publicação destaca que a União Europeia segue como um dos principais parceiros econômicos do Brasil, com comércio bilateral que alcançou US$ 100 bilhões em 2025. Com uma população de 448,6 milhões de habitantes e um PIB agregado de US$ 21,2 trilhões, o bloco europeu representa um mercado altamente competitivo e com elevado poder de consumo.

Apesar da relevância já alcançada, o estudo destaca que a participação brasileira nas importações europeias, atualmente em 1,6%, revela um expressivo potencial de expansão. Esse cenário aponta oportunidades concretas para ampliar e diversificar as exportações brasileiras, Atualmente, a pauta exportadora brasileira permanece concentrada em commodities como petróleo bruto, café não torrado, soja, celulose e minérios.

Segundo o gerente de Inteligência da ApexBrasil, Gustavo Ferreira, o novo contexto abre uma janela estratégica para o país.

Este estudo mostra que, embora o Brasil já tenha presença relevante no comércio com a União Europeia, ainda há um potencial significativo a ser explorado, especialmente em produtos de maior valor agregado. O acordo com o bloco europeu tende a ampliar o acesso ao mercado e estimular a diversificação das exportações brasileiras.

Gustavo Ferreira, gerente de Inteligência da ApexBrasil

O levantamento também evidencia oportunidades em setores como máquinas e equipamentos, produtos manufaturados, alimentos processados, higiene pessoal, materiais de construção e bens ligados à transição verde e digital, áreas em que a demanda europeia tem crescido de forma consistente.

A entrada em vigor do acordo entre o Mercosul e a União Europeia deve impulsionar ainda mais esse cenário, com a redução gradual de tarifas e ampliação de cotas para produtos estratégicos do agronegócio brasileiro, como suco de laranja, carnes, açúcar etanol, mel e frutas.

Investimentos

Outro destaque do estudo é o papel da União Europeia como principal investidor estrangeiro no Brasil. Em 2024, o estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) do bloco atingiu US$ 464,4 bilhões, equivalente a 40,7% do total no país, com forte presença em setores como indústria, energia, infraestrutura e tecnologia. A ApexBrasil atua ativamente no apoio à inserção de empresas brasileiras no mercado europeu, com 29 projetos setoriais que contam com o bloco como mercado-alvo, abrangendo áreas como agronegócio, economia criativa, tecnologia, saúde e indústria.

Acesse o estudo

Acesse também o estudo de oportunidades Acordo Mercosul – União Europeia

(*) Com informações da ApexBrasil

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