Embraer bate recorde de receita no 2º. trimestre com R$ 11,3 bilhões em vendas e entrega de 65 aeronaves

Da Redação (*)

Brasília – A Embraer, uma das líderes globais da indústria aeroespacial, registrou R$ 11,3 bilhões em receitas no segundo trimestre de 2026 (2T26), estabelecendo novo recorde para o período abril-junho. Na comparação com um ano atrás, o crescimento foi de 10%.

No resultado consolidado, a Embraer atingiu R$ 1,5 bilhão no EBIT ajustado, com margem de 13,4% no 2T26. Já o fluxo de caixa livre ajustado sem Eve foi de R$ 2 bilhões no trimestre, refletindo o forte desempenho operacional da empresa, entradas de caixa relacionadas a vendas e um crédito tributário extraordinário.

O crédito tributário, a isenção de tarifas e a melhora de perspectiva nos negócios fizeram a companhia elevar suas projeções para o ano como um todo. A partir de agora, as perspectivas para o fechamento de 2026 são de margem EBIT ajustada entre 10% e 10,6% (acima da faixa anterior de 8,7% a 9,3%) e fluxo de caixa livre ajustado sem Eve de US$ 400 milhões ou maior (acima da estimativa anterior de US$ 200 milhões ou maior).

Durante o 2T26, também houve crescimento no lucro líquido ajustado, que chegou a R$ 1,1 bilhão (no mesmo trimestre de 2025, era de R$ 890,3 milhões). Houve aumento expressivo nas métricas de retorno para investidores, com lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 1 bilhão e lucro líquido por ação de R$ 1,5161 (um ano antes, os valores estavam em R$ 448,9 milhões e R$ 0,6120, respectivamente).

Na linha de investimentos, a Embraer reportou R$ 609,2 milhões no 2T26 (frente a R$ 576,5 milhões no 2T25). Incluindo Eve, o total é de R$ 760,6 milhões (no ano anterior, este valor estava em R$ 828,5 milhões).

Desempenho por unidade de negócio

Defesa & Segurança voltou a ser destaque no trimestre, com receita em R$ 1,5 bilhão – um aumento de 22% na comparação ano a ano. O resultado se deve ao maior reconhecimento de receitas do KC-390 Millennium, relacionado à carteira de clientes e ao estágio de produção. A margem bruta aumentou de 19,6% para 20,6% em relação ao ano anterior, enquanto a margem EBIT ajustada saiu de 9,3%, para 12%, impulsionadas pela alavancagem operacional.

A Aviação Executiva teve receita de R$ 3,7 bilhões no 2T26 e aumento de 19% ano contra ano, devido ao maior volume de entregas e mix de produtos. Em Serviços & Suporte, a receita foi de R$ 2,9 bilhões no período, 11% acima do alcançado um ano antes – em razão de maiores volumes em todos os segmentos. E na Aviação Comercial, a receita foi de R$ 3,2 bilhões, com redução de 2% em relação ao 2T25, refletindo principalmente a apreciação do real frente ao dólar – que mais do que compensou o maior volume de entregas.

Entregas e carteira de pedidos

A Embraer entregou 65 aeronaves no 2T26, registrando seu melhor desempenho para o período nos últimos 16 anos. O total representa crescimento de 7% na comparação com o 2T25. No semestre, a Embraer entregou 109 aeronaves, cerca de 20% a mais do que as 91 entregues no 1S25 – resultado do progresso contínuo das iniciativas da companhia para o nivelamento da produção.

A carteira de pedidos da empresa atingiu US$ 34,5 bilhões no segundo trimestre (2T26). Em trajetória ascendente há sete trimestres, o valor é recorde mais uma vez – com avanço de 16% em relação ao patamar atingido no mesmo período do ano passado (2T25).

(*) Com informações da Embraer

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Conexão Moscou: Brasília abre espaço para interesses russos

Márcio Coimbra (*)

Na alta geopolítica, a ingenuidade é um luxo caríssimo e a coincidência, uma ilusão para amadores. Quando o Palácio do Planalto recebe, de portas fechadas e fora da agenda oficial, o homem apontado pelo Ocidente como o verdadeiro número dois do Kremlin, o recado ao mundo vai muito além do protocolo.

A presença silenciosa de Nikolai Patrushev em Brasília, em meio a atritos com Washington e a poucos meses do pleito eleitoral, não é um fato isolado. É o ponto de convergência de uma estratégia russa de longo alcance que envolve guerra híbrida, dependência energética e a instrumentalização do território brasileiro.

A escolha do Brasil pelo aparato de segurança de Moscou não é recente. O país tornou-se entreposto global para a “lavagem de identidades” do programa de espiões “Ilegais” da Rússia. Casos como os de Sergey Cherkasov e Mikhail Mikushin mostraram como a inteligência russa usou brechas cartorárias para fabricar passaportes e infiltrar agentes no TPI e na OTAN.

A exploração avançou também sobre o capital humano, atraindo jovens brasileiros para o front com falsas promessas. O padrão é claro: Moscou enxerga o Brasil como um território conveniente, capaz de fornecer desde identidades falsas até infantaria descartável para sua combalida máquina de guerra.

A dimensão mais pragmática dessa aliança subterrânea, contudo, é financeira e logística. Enquanto o discurso oficial empunha a “neutralidade”, a economia real revela a adesão ao financiamento do esforço de guerra de Vladimir Putin. Mais de R$ 6,2 bilhões em diesel russo sancionado entraram no país por uma “frota fantasma” de 32 navios com rotas maquiadas e ligações com o crime organizado expostas pela Operação Carbono Oculto.

Hoje, a Rússia responde por 63% de todo o diesel importado pelo Brasil. Neste contexto, a figura de Patrushev — presidente do Conselho Marítimo russo — é decisiva. Sua passagem por Brasília, reunindo-se com ministérios estratégicos, civis e militares, buscou garantir blindagem regulatória e a manutenção dessas rotas paralelas.

Essa articulação ganha gravidade sob a ótica da guerra de informação. Patrushev, sancionado pela OFAC, é o mestre intelectual das operações globais de manipulação eleitoral do Kremlin. Sua visita ocorreu quando a diplomacia brasileira entrava em rota de colisão com os EUA, com revogações cruzadas de vistos e acusações de ingerência.

O sinal é inequívoco: Brasília acusa os americanos de interferência eleitoral enquanto acolhe no Planalto, fora da agenda, o ex-chefe da antiga KGB, hoje chamada de FSB, e arquiteto da guerra suja russa com um currículo interminável de desinformação política no exterior. Em ano de eleições, a presença da cúpula da inteligência russa não é coincidência de calendário, mas uma troca de conveniências geopolíticas.

Ao tolerar o uso de seu território para espionagem, permitir o atracamento de uma frota clandestina de combustível e receber em segredo o chefe da inteligência do Kremlin sancionado internacionalmente, o Brasil sacrifica sua histórica reputação diplomática. A visita de Patrushev consolidou um pacto silencioso de cooperação logística, energética e de inteligência que insere nosso país no mapa das operações híbridas da Rússia — com custos que cobrarão seu preço por gerações.

(*) Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia. Mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

 

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Exportações de móveis para os EUA desabam 42% e vendas globais caem 6,5% no semestre, diz Abimóvel

Os embarques de móveis e colchões recuaram 6,5%, influenciados pela baixa de 42% nas vendas ao mercado americano; exportações de suprimentos, por outro lado, avançaram 4%; enquanto isso, alta das importações chinesas amplia atenção no mercado interno

Da Redação (*)

Brasília – O comércio exterior da cadeia moveleira brasileira encerrou o primeiro semestre de 2026 com desempenhos distintos. As exportações de móveis e colchões recuaram 6,5%, enquanto os embarques de componentes, matérias-primas, máquinas e demais suprimentos avançaram 4,0%, ambos em relação a igual período no ano anterior.

A diferença esteve relacionada, principalmente, ao comportamento dos Estados Unidos. No mobiliário acabado, a perda registrada no principal destino do setor superou os ganhos obtidos em outros países. Entre os suprimentos, a redução das vendas ao mercado americano foi mais moderada e pôde ser compensada pela expansão em diferentes destinos.

No fluxo inverso, as importações brasileiras de móveis e colchões cresceram 41,7%, com forte concentração de produtos chineses. O movimento reduziu o saldo comercial do segmento e ampliou a importância de acompanhar os efeitos da reorganização dos fluxos globais sobre o mercado brasileiro.

Os indicadores integram a Conjuntura de Móveis, estudo mensal desenvolvido pelo IEMI com exclusividade para a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), a partir de informações oficiais e pesquisas setoriais.

Estados Unidos concentram retração das exportações de móveis

As exportações brasileiras de móveis e colchões somaram US$ 349,7 milhões no primeiro semestre, ante US$ 374,2 milhões no mesmo período de 2025. A redução foi de aproximadamente US$ 24,5 milhões.

Somente nos Estados Unidos, porém, a perda chegou a quase US$ 44 milhões. Os embarques ao país caíram cerca de 42%, e a participação estadunidense nas exportações brasileiras do segmento diminuiu de 28,0% para 17,4%. Excluídos os Estados Unidos, as exportações brasileiras de móveis e colchões registraram crescimento de aproximadamente 7,2%. Esse resultado compensou parcialmente as perdas observadas no principal destino das exportações brasileiras, embora em magnitude insuficiente para neutralizar os impactos decorrentes da retração daquele mercado.

Esse desempenho reforça a efetividade da estratégia de diversificação conduzida pelo Projeto Brazilian Furniture, iniciativa da Abimóvel em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Por meio de inteligência comercial, promoção internacional e apoio à internacionalização, o projeto tem contribuído para ampliar a presença das empresas brasileiras no exterior, buscando mitigar a concentração geográfica das exportações, reduzir a exposição do setor a choques específicos de mercado e fortalecer sua resiliência diante de um ambiente internacional caracterizado por crescente volatilidade e barreiras comerciais.

Mesmo após a forte queda, os EUA permaneceram como o maior destino do mobiliário brasileiro. O Uruguai, segundo colocado, respondeu por 12,9% dos embarques. Para recuperar apenas o valor perdido no mercado americano, seria necessário praticamente duplicar as vendas atuais ao Uruguai ou obter expansões mais relevantes em vários paísessimultaneamente.

A América Latina vem, de toda forma, ganhando importância nesse processo. Além do Uruguai, Argentina, Peru, Paraguai, Colômbia e Bolívia ampliaram suas compras no semestre, favorecidos pela proximidade geográfica, pelos menores tempos logísticos e por acordos comerciais existentes.

Esses mercados, contudo, apresentam diferentes escalas, estruturas de distribuição e perfis de consumo, não sendo plenamente substituíveis. Assim, “a diversificação não consiste em substituir um grande comprador por outro, mas em construir uma carteira de destinos mais equilibrada e resiliente, ampliando oportunidades de negócios e reduzindo, de forma gradual, a exposição do setor a riscos econômicos, geopolíticos, regulatórios e tarifários concentrados em um único mercado”, reforça Cândida Cervieri, diretora-executiva da Abimóvel.

Baixa participação dos EUA afeta polos moveleiros no Brasil

A retração das exportações também se refletiu de forma distinta entre os principais polos moveleiros brasileiros, em razão das diferentes estratégias de inserção internacional e da composição de seus mercados de destino. Santa Catarina, líder nacional no primeiro semestre de 2025, registrou redução de 29,4% nos embarques, com sua participação nas exportações brasileiras passando de 35,5% para 26,9%. Esse desempenho está associado, em grande medida, à elevada exposição de parte das empresas catarinenses ao mercado americano, historicamente um dos principais destinos de suas exportações.

Nesse contexto, a redução dos pedidos afeta não apenas o faturamento das empresas, mas também a utilização da capacidade produtiva, a demanda por insumos, os serviços logísticos, os investimentos e a geração de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva.

Por outro lado, estados com maior diversificação geográfica de mercados ou com maior dinamismo em outras regiões apresentaram comportamento distinto no período. O Rio Grande do Sul passou a liderar as exportações nacionais, impulsionado pelo crescimento das vendas para a América do Sul, enquanto o Paraná também ampliou seus embarques e São Paulo manteve desempenho próximo da estabilidade.

Essa dinâmica ocorre sobretudo porque a produção anteriormente destinada aos Estados Unidos não pode ser simplesmente transferida para o mercado interno ou enviada a outros países. Parte relevante das indústrias exportadoras produz sob encomenda para importadores, grandes redes ou marcas estrangeiras, seguindo dimensões, materiais, acabamentos, embalagens, certificações e exigências logísticas específicas. O redirecionamento exige – para além de questões econômicas e de comportamento de consumo – planejamento, investimento e continuidade.

Suprimentos avançam com base internacional mais diversificada Na vertical de componentes, matérias-primas, máquinas e demais fornecedores, as exportações alcançaram US$ 1,785 bilhão, alta de 4% no primeiro semestre.

Os Estados Unidos continuaram como o maior mercado, embora tenham reduzido suas compras em 9,5%. Fora do destino norte-americano, os embarques de suprimentos cresceram aproximadamente 12,5%.

A maior variedade de produtos, aplicações industriais e clientes permitiu compensar com mais eficiência a retração nos EUA. Argentina, México, Paraguai, Colômbia e França estiveram entre os mercados que ampliaram as compras no período.

Enquanto as exportações de móveis e colchões recuaram, as importações desses produtos aumentaram 41,7%. Com isso, o superávit comercial do segmento diminuiu de aproximadamente US$ 236 milhões para US$ 153,9 milhões. A China respondeu por 74,3% dessas compras e ampliou em 48,9% as vendas de móveis e colchões ao mercado brasileiro.

“A preocupação não está na importação em si, mas na velocidade do crescimento, na concentração da origem e no risco de redirecionamento comercial”, enfatiza Cândida. À medida que grandes economias elevam tarifas e controles de importação, parte da produção internacional pode buscar mercados alternativos mais acessíveis, aumentando a pressão competitiva sobre a indústria brasileira.

Nas importações de suprimentos, o avanço foi mais moderado, de 2,8%. A análise desse fluxo, porém, exige maior diferenciação: o grupo reúne tanto produtos que concorrem diretamente com a fabricação nacional quanto matérias-primas, componentes, equipamentos e tecnologias utilizados pelas próprias indústrias brasileiras.

(*) Com informações da Abimóvel

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Impulsionado por produtos inovadores e de alta tecnologia, comércio exterior da China soma US$ 686 bilhões em julho

Da Redação (*)

Brasília – O comércio exterior da China manteve crescimento estável em julho, impulsionado por exportações robustas de produtos inovadores e de alta tecnologia, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas (AGA) na sexta-feira (7).

O valor total das importações e exportações de mercadorias cresceu 19,2% ano a ano, atingindo 4,66 trilhões de yuans (US$ 686,26 bilhões) no mês passado, permanecendo acima da marca de 4 trilhões de yuan por cinco meses consecutivos. As exportações subiram 17,8% em termos anuais, enquanto as importações aumentaram 21,2%.

Nos primeiros sete meses do ano, o comércio exterior total de mercadorias somou 30,13 trilhões de yuans, um aumento anual de 17,3%.

As exportações de produtos de alta tecnologia, como robôs industriais e impressoras 3D, dispararam mais de 50% em julho na comparação anual, superando o crescimento de 39% registrado no primeiro semestre e respondendo por quase 60% do aumento total das exportações daquele mês.

“A economia chinesa tem avançado apesar dos ventos contrários, caminhando para uma estrutura de maior qualidade e melhor, o que tem proporcionado forte apoio ao crescimento do comércio exterior”, disse Lyu Daliang, diretor do Departamento de Estatísticas e Análise da AGA.

Comércio com mais de 180 países e regiões

Nos primeiros sete meses do ano, o comércio da China com mais de 180 países e regiões manteve crescimento. O comércio com a Associação das Nações do Sudeste Asiático, a União Europeia, a América Latina e a África cresceu 20%, 9,5%, 15,4% e 18,9%, respectivamente.

O comércio com países parceiros da Iniciativa Cinturão e Rota aumentou 15,5%, enquanto o comércio com outras economias da APEC cresceu 21%. O comércio com os Estados Unidos recuou ligeiramente 1,6%, embora a queda tenha diminuído 2 pontos percentuais em comparação com os primeiros seis meses do ano.

Quanto ao tipo de empresas, o setor privado permaneceu como a força motriz, com importações e exportações atingindo 17,16 trilhões de yuans, um aumento de 17,2%, representando 56,9% do total nacional. As empresas com investimento estrangeiro registraram um aumento de 17,6% em seu comércio, enquanto as estatais tiveram um crescimento de 17,3%.

Uma estrutura comercial mais equilibrada está se formando, com o crescimento das importações superando as exportações em 8 pontos percentuais nos primeiros sete meses. As importações de commodities a granel aumentaram 3% em volume, enquanto as de produtos mecânicos e elétricos saltaram 29,7%, para 5,31 trilhões de yuans, representando 41,9% do total das importações.

Inovação é o motor do comércio exterior chinês

Além desses números principais, a inovação está desempenhando um papel cada vez mais central como principal motor do comércio exterior da China. Graças à rápida expansão da inovação do país, a matriz de exportações da China evoluiu do antigo “trio” de vestuários, móveis e eletrodomésticos para o mais recente “trio” de robótica, produtos relacionados à IA e medicamentos inovadores, passando pelo “trio” de veículos elétricos, baterias de lítio e painéis solares. Essa tendência destaca uma transição de uma manufatura intensiva em mão de obra para um crescimento impulsionado pela inovação, o que está remodelando o cenário comercial do país.

Dados recentes mostram que, nos primeiros sete meses, as exportações de produtos mecânicos e elétricos atingiram 11,12 trilhões de yuans, um salto de 21,2%, representando 63,8% do total das exportações chinesas. Entre eles, os produtos verdes e de baixo carbono tiveram um desempenho particularmente forte, com exportações de veículos elétricos e baterias de lítio aumentando 71,2% e 35,8%, respectivamente. As exportações de impressoras 3D, robôs industriais e navios registraram aumentos de 110%, 13,2% e 32,7%, respectivamente.

A constante inovação permanece como a chave para manter a competitividade global de todos os tipos de produtos chineses. Tao Yang, uma comerciante de Yiwu, conhecida como “supermercado do mundo”, na Província de Zhejiang, no leste da China, ficou encantada ao ver seus produtos na televisão durante a recente Copa do Mundo da FIFA. “Este chapéu é nosso design original”, disse ela.

Tao observou que suas categorias de produtos têm se expandido continuamente em resposta às demandas dos clientes. “Nossa força essencial está em transformar as ideias mais ousadas de nossos clientes em realidade”, explicou. “Essa capacidade de executar pedidos flexíveis e personalizados é o que mais surpreende nossos clientes, e nos confere uma vantagem competitiva decisiva.”

(*) Com informações da Agência Xinhua

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Município de SC bate todas as grandes metrópoles e lidera o ranking dos maiores importadores nacionais

Da Redação

Brasília – Com uma população inferior a 300 mil habitantes, Itajaí supera metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Manaus, se consolida como o município brasileiro líder nas importações, com um total US$ 9,1 bilhões importados no primeiro semestre do ano, resultado 12,6% superior ao mesmo período de 2025 e equivalente a 6,4% de todas as importações brasileiras. A China lidera a origem dos produtos, seguida por Alemanha, Estados Unidos, Chile e Argentina.

O resultado representa crescimento de 12,6% e um acréscimo de mais de US$ 1 bilhão em relação ao mesmo período de 2025, quando o município somou US$ 8,08 bilhões em importações. Os dados são do Comex Stat, sistema oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, as importações brasileiras totalizaram US$ 142,4 bilhões, o que significa que a movimentação do município catarinense responde sozinha por 6,4% de todas as compras externas feitas pelo Brasil.

“O crescimento de 12,6%, com mais de US$ 1 bilhão acrescentado às importações em apenas seis meses, mostra a força e a regularidade das operações registradas em Itajaí. Ao superar capitais e polos industriais consolidados, o município demonstra capacidade para concentrar fluxos de diferentes setores e atender empresas de várias regiões do país, que estão aumentando a demanda por importações, com escala, conhecimento técnico e serviços especializados em comércio exterior”, explica Matheus Bernardes, CEO da Cronos Logistics, um dos 50 maiores agentes de cargas marítimas e aéreas do país, com filiais nos EUA, em Miami e Nova Iorque, matriz em Itajaí e escritórios distribuídos pelo Brasil, em outros cinco polos logísticos.

Em 2025, Itajaí fechou o ano como líder do ranking nacional de municípios importadores, com um total de US$ 16,3 bilhões. Ano passado, o município catarinense exportou bens no valor total de US$ 6,1 bilhões, ocupando  a 5ª posição entre os municípios que mais exportaram em  todo o Brasil.

No primeiro semestre deste ano, Itajaí exportou pouco mais de US$ 3,3 bilhões, permanecendo como o 5º. Município maior exortador nacional.

China responde por quase a metade das importações

A China permaneceu como a principal origem das mercadorias importadas por empresas domiciliadas em Itajaí, com US$ 3,79 bilhões entre janeiro e junho, o equivalente a 41,6% do total. Na sequência aparecem Alemanha, com US$ 503,2 milhões; Estados Unidos, com US$ 501,5 milhões; Chile, com US$ 462,2 milhões; e Argentina, com US$ 445,1 milhões. Somados, os cinco países responderam por mais de 62% das importações registradas no município.

O crescimento das importações na cidade neste ano reforça a liderança já consolidada por três anos consecutivos. Em 2025, Itajaí contabilizou US$ 16,3 bilhões em importações.

“O resultado mostra que Itajaí se tornou um centro de decisão do comércio exterior brasileiro. A cidade reúne porto, terminais, retroáreas, armazéns, e prestadores especializados. Também está próxima de outros portos estratégicos de Santa Catarina, do Aeroporto de Navegantes e de importantes eixos rodoviários, o que permite planejar operações com diferentes alternativas de entrada e distribuição. Essa combinação oferece agilidade e previsibilidade às empresas que coordenam suas importações a partir da região”, afirma Fábio Rengel, COO da Cronos Logistics.

Entre janeiro e junho de 2026, a Cronos coordenou mais de 5.800 embarques de importação, principalmente para empresas dos segmentos têxtil, automotivo, fármaco e náutico. Os produtos vieram de países como China, Itália, Alemanha e Estados Unidos.

Conheça os 5 municípios que mais importaram no primeiro semestre de 2026:

Itajaí (SC): US$ 9.103.359.037

Manaus (AM): US$ 8.787.306.952

São Paulo (SP): US$ 6.479.646.588

Rio de Janeiro (RJ): US$ 5.816.927.516

Cariacica (ES): US$ 5.791.478.013

 

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Chanceler do Chile trata de investimentos e ampliação do comércio bilateral com o Brasil em visita à Fiesp

Empresários e ministro chileno discutem ampliação do comércio bilateral e oportunidades em setores estratégicos como mineração, energia renovável e economia digital

Da Redação (*)

Brasília – O ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, realizou visita à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na última quarta-feira (5) e se reuniu com empresários do setor produtivo brasileiro para aprofundar o diálogo sobre a ampliação das relações comerciais com o país e o potencial de novos investimentos nas duas nações. Lideranças brasileiras e chilenas destacaram a importância do comércio bilateral e possíveis oportunidades em setores estratégicos como mineração, energia renovável e economia digital.

Na abertura do encontro, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, defendeu a intensificação da integração produtiva entre os dois países e a disposição da entidade em estreitar laços para novas parcerias. “Nós podemos fazer com o Chile muitos negócios, seja estimulando as compras e vendas de produtos, seja estimulando os investimentos recíprocos”, afirmou. Skaf lembrou que a indústria representa 24% do PIB brasileiro e ressaltou que o intercâmbio com o país vizinho é fundamental para o crescimento econômico regional.

Durante a reunião, Pérez Mackenna descreveu mudanças no cenário econômico chileno e citou a recente aprovação de uma reforma tributária que reduzirá a tributação de empresas com negócios no país de 27% para 23%, além de oferecer estabilidade fiscal por até 20 anos para novos projetos. Tanto o chanceler do Chile como empresários brasileiros e chilenos sinalizaram a importância do Corredor Bioceânico, que conectará o Centro-Oeste do Brasil aos portos do norte chileno e facilitará a logística do comércio pelo Pacífico.

Chanceler destaca complementaridades

O ministro acrescentou que o Chile não representa uma ameaça competitiva para o Brasil, mas, sim, um parceiro que precisa da escala e da expertise brasileira para crescer. “Temos algumas coisas a oferecer, mas nos faltam outras, e essas são as que temos que conseguir. O Brasil tem à sua disposição elementos que faltam ao Chile”, disse Mackenna.

Ao final do encontro, o chanceler chileno reforçou a mensagem de que o país está aberto para aprofundar os negócios com o Brasil, que é o principal destino dos investimentos chilenos no exterior. Segundo Pérez Mackenna, como o terceiro maior parceiro comercial do Chile, o Brasil pode contar com o país, que possui acordos de livre comércio que abrangem 90% do PIB mundial, como uma plataforma de expansão global.

Também participaram da reunião com os empresários o embaixador do Chile no Brasil, Issa Kort, o embaixador brasileiro na capital chilena, Paulo Roberto Soares Pacheco, o presidente do Capítulo Chile do Conselho Empresarial Brasil-Chile (Cebrachile), Bernardo Larrain, e o presidente do Capítulo Brasil do Cebrachile, Walker Lahmann.

(*) Com informações da Fiesp

 

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10 benefícios do Acordo Comercial Mercosul-Singapura para a indústria brasileira, segundo a CNI

Em vigor no Brasil desde 1º de agosto, tratado deve modernizar regras de comércio, diminuir barreiras, aumentar a segurança jurídica e criar oportunidades de negócios

Da Redação (*)

Brasília – Reconhecido como o primeiro tratado comercial do Mercosul com um país asiático, o Acordo de Livre Comércio Mercosul-Singapura entrou em vigor para o Brasil no dia 1º de agosto com uma série de avanços para o setor industrial brasileiro. O acordo tem regras modernas para reduzir custos, melhorar a segurança jurídica, simplificar operações de comércio exterior e ampliar oportunidades de negócios em uma das principais economias da Ásia.

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o tratado é um marco na pauta de inserção internacional do Brasil e fortalece a competitividade do setor industrial nacional. “O acordo traz disciplinas modernas que poderão agilizar o comércio, atrair investimentos e dar mais previsibilidade às nossas empresas”, afirma a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri.

Em 2025, Singapura foi o sexto principal destino de exportações brasileiras e o segundo principal destino asiático, atrás apenas da China.

10 Principais Avanços para a Indústria Brasileira

01 Facilitação de comércio e procedimentos aduaneiros mais previsíveis

O acordo prevê compromissos para tornar os processos aduaneiros mais transparentes e eficientes, em linha com o Acordo de Facilitação de Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC). Entre as medidas estão a cooperação entre autoridades aduaneiras, a priorização do desembaraço de bens perecíveis, a interoperabilidade de janelas únicas e prazos definidos para respostas a consultas sobre classificação fiscal e origem. Isso reduz incertezas e contribui para operações de comércio exterior mais ágeis.

02 Regras de origem mais modernas e menos burocráticas

03 Proteção à indústria nacional

04 Medidas sanitárias e fitossanitárias alinhadas a padrões internacionais

05 Redução de barreiras técnicas ao comércio

06 Ambiente mais favorável para investimentos

07 Maior acesso ao mercado de serviços

08 Facilitação da movimentação de pessoas para negócios e investimentos

09 Regras para fortalecer o comércio eletrônico

10 Acesso ao mercado de compras governamentais de Singapura

 

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Balança comercial de julho tem superávit de US$ 7 bilhões; no ano, saldo acumulado é de US$ 49 bilhões

 

Exportações e importações cresceram no mês passado

Da Redação (*)

Brasília – Com exportações de US$ 34,1 bilhões e importações de US$ 27,1 bilhões, o Brasil registrou pouco mais de US$ 7 bilhões de superávit na balança comercial ao longo do mês de julho deste ano. Os dados foram atualizados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC;).

A corrente de comércio (soma de exportações e importações) totalizou US$ 61,17 bilhões no período, o que representa um crescimento de 6,8% na comparação com julho de 2025. Tanto as exportações (6,2%) quanto as importações (7,6%) registraram aumento em relação ao mesmo período do ano passado.

Produtos mais comercializados

Das exportações, segundo o MDIC, houve crescimento 9,3% em agropecuária, impulsionado principalmente pelas vendas de soja, que avançaram cerca de US$ 870 milhões; na indústria extrativa, com ampliação nas negociações de óleo bruto de petróleo (+US$ 960 milhões); e na indústria de transformação, especialmente venda de óleos combustíveis (+US$ 960 milhões). No caso dos combustíveis, o aumento percentual nas exportações superou 63%.

Já as importações de julho foram puxadas principalmente pelo aumento nas compras de óleos combustíveis de petróleo (+US$ 500 milhões); máquinas de processamento automático de dados e suas unidades (+US$ 320 milhões); medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (+US$ 320 milhões); válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (+US$ 290 milhões); e polímeros de etileno, em formas primárias (+US$ 150 milhões).

China, o principal parceiro comercial

De acordo com os resultados da balança de julho, o principal parceiro comercial do Brasil segue sendo a China, que concentrou quase um terço das exportações brasileiras no mês passado, somando mais de US$ 10,7 bilhões, um aumento de 8,6% em relação a julho de 2025.

Em seguida, aparecem os Estados Unidos (EUA), destino de 10,7% das exportações brasileiras no mês passado, o que representou uma queda de 5% na comparação com julho de 2025. O recuo nas exportações aos EUA em julho ainda não abrange os efeitos do novo tarifaço do governo americano, que só começou a valer no dia 22 de julho e deverá impactar as vendas em agosto, cujos resultados serão divulgados no início de setembro.

Houve queda também nas exportações do Brasil para a Argentina no mês passado, uma redução de quase US$ 230 milhões – variação negativa de 13,9% em relação a julho do ano passado. Embora sem relação direta, o resultado aparece no momento em que os governos dos dois países vizinhos vivem uma nova fase de tensão após as sucessivas agressões do presidente argentino, Javier Milei, contra o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. O embate levou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil a rebaixar as relações diplomáticas com Buenos Aires.

Parcial do ano tem superávit de US$ 49 bilhões

No acumulado de janeiro a julho, a balança comercial registrou superávit de US$ 49 bilhões, com expansão tanto das importações quanto das exportações, na comparação com o mesmo período do ano passado.

No período de janeiro a julho de 2026:

  • Exportações: US$ 218,6 bilhões (+10,5%)
  • Importações: US$ 169,5 bilhões (+5,5%)
  • Corrente de comércio: US$ 388,1 bilhões (+8,2%)
  • Saldo comercial: superávit US$ 49 bilhões

(*) Com informações da Agência Brasil

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Da IA Generativa à IA Governada: O desafio dos agentes inteligentes nos bancos

Sergio Favarin (*)

Nos últimos três anos, a Inteligência Artificial (IA) Generativa deixou de ser uma promessa para se tornar uma realidade dentro das instituições financeiras. Assistentes de código, copilotos para atendimento, automação de processos e análise inteligente de dados passaram rapidamente dos laboratórios para as operações. Agora, porém, o setor entra em uma nova etapa. A pergunta deixou de ser “como usar IA?” e passou a ser “como garantir controle, auditabilidade e responsabilidade quando agentes inteligentes passam a tomar decisões e executar ações de forma cada vez mais autônoma dentro da organização?”.

Essa mudança está no centro dos debates da Febraban Tech 2026, que acontece neste mês em São Paulo (SP), e representa um dos maiores desafios tecnológicos dos próximos anos.

Os bancos brasileiros estão particularmente bem-posicionados para liderar essa transformação. A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026 mostra que a IA já produz ganhos concretos de eficiência em atendimento, desenvolvimento de software e operações internas. O avanço da digitalização criou uma base tecnológica sólida para que a IA deixe de executar tarefas isoladas e passe a assumir fluxos completos de trabalho. O desafio agora não é mais provar que a tecnologia funciona, mas garantir que ela opere com segurança, transparência, rastreabilidade e conformidade regulatória.

Essa mudança de paradigma também altera a forma como enxergamos plataformas de IA. Durante muito tempo, o mercado concentrou esforços em modelos de linguagem cada vez mais poderosos. Entretanto, à medida que diferentes modelos, provedores de nuvem e agentes especializados passam a coexistir, o diferencial competitivo deixa de estar apenas na capacidade de gerar respostas. O verdadeiro valor passa a estar na orquestração desse ecossistema: saber quais agentes podem executar cada tarefa, quais dados podem acessar, quais decisões exigem validação humana e como registrar cada etapa para garantir rastreabilidade, transparência e conformidade regulatória.

É justamente nesse contexto que soluções como o Wynxx evoluem. Concebido inicialmente para acelerar o desenvolvimento de software por meio da IA Generativa, o ambiente passa a atuar como uma plataforma corporativa capaz de integrar criação de agentes inteligentes, reutilização de ativos, gestão financeira da IA e governança operacional em uma arquitetura única.

Mais do que permitir que agentes executem tarefas de forma autônoma, a proposta é garantir que toda ação permaneça auditável, sujeita a políticas corporativas e, quando necessário, validada por pessoas em fluxos de human-in-the-loop. Em um ambiente regulado como o financeiro, esse tipo de controle deixa de ser apenas uma boa prática tecnológica e passa a ser um requisito para escalar a IA com segurança.

Essa evolução também responde a uma preocupação crescente do mercado. Um estudo recente projeta que grandes empresas poderão operar mais de 150 mil agentes de IA até 2028, enquanto apenas uma pequena parcela das organizações acredita possuir mecanismos adequados para governá-los. Nesse

cenário, frameworks regulatórios como a LGPD e o AI Act da União Europeia reforçam princípios como transparência, supervisão humana, prestação de contas e gerenciamento de riscos para aplicações de IA. Em outras palavras, o desafio já não está na ausência de agentes inteligentes, mas em garantir que eles atuem dentro de regras claras, produzindo decisões explicáveis, rastreáveis e compatíveis com os requisitos de IA confiável exigidos pelo setor financeiro.

Para o setor financeiro, essa discussão ganha importância ainda maior. Bancos operam em ambientes altamente regulados, administram infraestruturas críticas e precisam equilibrar inovação com disponibilidade, privacidade e confiança. Nesse cenário, governança deixa de ser um requisito operacional para se tornar um diferencial competitivo. Instituições que conseguirem integrar agentes inteligentes, dados em tempo real e sistemas legados sob uma estratégia única estarão mais preparadas para acelerar lançamentos, responder a mudanças regulatórias e oferecer experiências mais inteligentes aos clientes.

A própria engenharia de software passa por uma transformação semelhante. Em vez de utilizar IA apenas para escrever código, organizações começam a automatizar todo o ciclo de desenvolvimento, desde o levantamento de requisitos até testes, documentação, modernização de aplicações e migração para ambientes em nuvem. O resultado é uma TI mais produtiva, porém principalmente mais estratégica, capaz de direcionar seus profissionais para atividades de maior valor agregado enquanto agentes especializados executam tarefas repetitivas sob supervisão humana.

A próxima geração da IA nos bancos não será medida apenas pela quantidade de modelos implementados ou pela velocidade com que produzem respostas. Ela será definida pela capacidade de transformar agentes inteligentes em parte integrante da estratégia corporativa sem perder controle sobre suas decisões. IA confiável, auditabilidade, supervisão humana e conformidade regulatória deixam de ser barreiras à inovação para se tornarem os elementos que permitirão escalar a IA com confiança.

Essa talvez seja a principal mensagem da Febraban Tech 2026: na nova era da IA, o diferencial competitivo não estará em possuir mais agentes, mas em garantir que cada um deles atue de forma segura, transparente e responsável.

(*) Sergio Favarin é Business Vice President da GFT Technologies no Brasil

 

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Tarifaço EUA: Firjan Internacional elabora cartilha de apoio para a indústria fluminense

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro aponta os impactos para o comércio entre o estado do Rio de Janeiro e os Estados Unidos

Da Redação (*)

Brasília – A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) analisou os impactos da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos a partir das novas tarifas do governo norte-americano sobre os produtos do Brasil, em especial os fluminenses. A partir do levantamento de todos os códigos aduaneiros envolvidos nos dois processos do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) – o da Seção 301 e o da suspeita do “trabalho forçado – a federação elaborou uma cartilha informativa para os empresários fluminenses, indicando os instrumentos e o que é necessário para apoiar os negócios entre os dois países.

De acordo com a avaliação da Firjan Internacional, ficou confirmado o peso do setor de óleo e gás na balança comercial entre o estado do Rio e os Estados Unido. Por conta dessa relação, o impacto tarifário no Rio de Janeiro é bastante limitado, se comparado a outros estados brasileiros.

“O impacto das novas tarifas é para menos de 2% do volume de negócios do Rio com os EUA. Quase 70% das exportações seguem isentas e cerca de 30% tarifas, de acordo com a seção 232 (primariamente aço, alumínio e automotivo), tarifas estas últimas que não seguem a lógica dos processos de investigação, são tarifas impostas pelos Estados Unidos à maioria dos países indistintamente. Apesar de limitado, é fundamental seguirmos atentos e apoiando às empresas impactadas e seguir defendendo a manutenção do diálogo e negociações para reversão do cenário, principalmente para os casos que dependem fortemente do mercado norte-americano”, explica o gerente da Firjan Internacional, Giorgio Rossi.

Baixe “Tarifaço EUA – Cartilha de apoio para a indústria fluminense” no link https://firjan.com.br/data/files/30/F0/44/6E/473DF9106CEF99E919284EA8/2026-08-CartilhaFirjan-Tarifaco-EUA.pdf

Impactos para o comércio Rio de Janeiro-EUA

Conforme o levantamento da Firjan, com base as exportações do Rio de Janeiro com destino aos Estados Unidos ocorridas em 2024:

  • ISENTAS:68,5% das exportações fluminenses aos EUA estão isentas, com destaque para óleos de petróleo; outros óleos de minerais betuminosos e preparações; peças e equipamentos para o setor aeronáutico; peças e equipamentos navais; carne bovina; certos produtos de plástico, entre outros.
  • TARIFA 12,5%:0,1% das exportações fluminenses para os EUA estão tarifadas em 12,5%, com destaque para peixes e crustáceos; pedras preciosas e pedras de cantaria, entre outros.
  • TARIFA DE 25%:0,02% das exportações fluminenses aos EUA estão tarifadas em 25%, com destaque para couros preparados; cogumelos; amendoins; batatas, entre outros.
  • TARIFA DE 37,5%:1,0% das exportações fluminenses aos EUA estão tarifadas, com destaque para sorvetes; insumos de borracha sintética; papel para cigarros; chapas de plástico; estruturas flutuantes, entre outros.
  • MEDIDAS SETORIAIS SEÇÃO 232:30,4% das exportações fluminenses permanecem tarifadas em medidas setoriais contra aço, alumínio, autopeças e automóveis, produtos farmacêuticos, cobre, entre outros.

A Firjan destaca ainda que os EUA são o 2º maior parceiro comercial com o Rio deJaneiro e o primeiro parceiro no que tange aos bens semimanufaturados e manufaturados. Essa relação é superavitária para o país norte-americano. Com base nas informações de 2025, as exportações dos produtos fluminenses para os EUA atingiram US$ 6,6 bilhões, -11,1% em relação a 2024 e 17,5% do total nacional. Já as importações do Estados Unidos para o Rio de Janeiro somaram US$ 9,6 bilhões, +7,9% em relação ao ano anterior e 21,3% do total Brasil.

A cartilha traz ainda informações sobre os impactos para o comércio Brasil-EUA, destacando os percentuais das tarifas, conforme levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), tendo por base as exportações ocorridas em 2024.

Por fim, a Firjan dá dicas do que o empresário fluminense pode fazer para desenvolver o comércio com os Estados Unidos. Além disso, a federação reitera o compromisso com suporte aos setores afetados e se colocando à disposição para contato com empresas, visando orientação para diversificação de negócios e para representar os interesses setoriais na investigação dos setores impactados.

(*) Com informações da Firjan

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