Gastos dos turistas internacionais no Brasil crescem 12% no 1º. trimestre e receita soma US$ 3,2 bilhões

De janeiro a março deste ano, viajantes de outros países desembolsaram o valor recorde de US$ 3,2 bilhões em viagens ao Brasil; no ano passado, a marca tinha ficado em US$ 2,8 bi

Da Redação (*)

Brasília – Viajantes internacionais deixaram US$ 3,2 bilhões na economia brasileira no primeiro trimestre de 2026. O valor recorde supera em 11,8% a marca do mesmo período de 2025, de US$ 2,8 bi, que já era inédita. Em março, o valor da entrada de dólares do turismo internacional ficou em US$ 934 milhões, novamente, valor acima do período equivalente de 2025, em que o patamar ficou em US$ 930 milhões. Os dados são do Banco Central (BC).

Os valores gastos pelos visitantes internacionais no primeiro trimestre seguem a tônica do acumulado de 2025, em que o Brasil atingiu um patamar histórico de arrecadação do turismo estrangeiro. Nos 12 meses do ano passado, o registro de entradas ficou em US$ 10,4 bilhões, um aumento de 23,8% em relação a 2024, quando o total foi de US$8,4 bilhões.

O aumento na receita do turismo internacional no comparativo com o ano histórico de 2025 confirma a efetividade dos trabalhos da Embratur, em parceria com estados, municípios e setor privado, para consolidar e superar os bons resultados alcançados nos últimos anos. Para o presidente da Agência, Bruno Reis, a aplicação do Plano Brasis – Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027 – é um dos motores para a sedimentação dos patamares recordes que o país vem atingindo.

“O crescimento de quase 12% na entrada de divisas neste primeiro trimestre é o reflexo direto da maturidade que o setor vem alcançando. Estamos mostrando que o turismo é uma frente importante da balança comercial brasileira. Com o Plano Brasis, deixamos de atuar apenas na promoção genérica para operar com inteligência de dados, em sinergia com estados, municípios e todo o trade, criando um ambiente de negócios mais previsível e atraente. E o resultado é que o dinheiro do turista internacional gira na economia dos destinos, promovendo desenvolvimento, emprego e renda para a população”, afirmou Reis.

Chegadas internacionais

O crescimento na entrada de receitas do turismo acompanha o de chegada de turistas internacionais que entraram no Brasil. Em março deste ano, o número de desembarques foi 13% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado. O país recebeu, no terceiro mês de 2026, 1.053.098 viajantes de outros países contra 929.096 no período anterior.

O turismo internacional também cresceu no primeiro trimestre. De janeiro a março, os destinos nacionais receberam 3,74 milhões de viajantes de outros países. O Rio de Janeiro ficou em primeiro lugar entre os estados que mais receberam turistas internacionais no primeiro trimestre de 2026. Foram 884.535 chegadas no período, seguido por São Paulo (866.751), Rio Grande do Sul (764.598), Santa Catarina (478.039) e Paraná (395.574).

(*) Com informações da Embratur

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Toyota e eComex Revolucionam o Comércio Exterior com a Maior DUIMP do Brasil

Da Redação (*)

Brasília – Você já se perguntou como otimizar suas importações e reduzir processos fragmentados? A eComex apresenta, com entusiasmo, o webinar “Como foi transmitida a maior DUIMP do Brasil”. Neste encontro, que acontecerá em 08 de maio, às 11h, André Barros (CEO da eComex e da D2P) e Tiago Barbosa (consultor do BID e FMI) vão demonstrar, de forma prática, os bastidores do registro da maior Declaração Única de Importação do país. Clique aqui para se inscrever: http://linklist.bio/kjhgqqam9y.

Desafios e Inovações

Anteriormente, empresas que realizavam operações de grande volume enfrentavam limitações significativas. Por exemplo, elas dividiam as declarações em blocos de até 999 linhas, o que elevava o tempo e os riscos operacionais. Em contrapartida, a Toyota, em parceria com a eComex, implementou um novo modelo que unificou todo o processo em um único registro. Assim, superaram as barreiras e demonstraram uma nova forma de aproveitar o Portal Único de Comércio Exterior.

Vantagens da Nova Abordagem

Além disso, a nova estratégia promove diversos benefícios:

  • Agilidade e eficiência: A transmissão de aproximadamente 8 mil linhas em um documento único simplifica o fluxo operacional.
  • Redução de custos: A modernização dos processos elimina etapas desnecessárias e diminui os gastos.
  • Segurança aprimorada: A integração tecnológica assegura a conformidade e a integridade das informações.

Por outro lado, essa mudança representa um avanço decisivo para o país, pois o Portal Único agora suporta operações de alta complexidade e grandes volumes de dados.

Depoimentos e Resultados

Erica Watanabe, gerente de Logística da Toyota, enfatiza que a parceria com a eComex foi crucial para modernizar o sistema: “Nós discutimos e implementamos uma solução que atendeu às necessidades reais do mercado.” Além disso, Tiago Vendemiatti, gerente de TI da Toyota, destaca o impacto positivo: “Registrar uma DUIMP com 8 mil linhas comprova nossa robustez tecnológica e capacidade de operar em grande escala.” Dessa forma, a operação não só registrou um marco, mas também pavimentou o caminho para futuras inovações.

O Futuro das Operações de Importação

Portanto, essa iniciativa abre novas possibilidades para empresas que buscam modernizar seus processos. Se você deseja transformar suas operações e se posicionar de forma competitiva no comércio exterior, este webinar é uma oportunidade imperdível.

Inscreva-se Agora!

Não perca a chance de aprender com profissionais renomados e especialistas do setor. Inscreva-se gratuitamente para participar deste evento que promete revolucionar a maneira de importar no Brasil. Acesse: http://linklist.bio/kjhgqqam9y.

(*) Com informações da eComex

 

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Como otimizar custos e operações na logística?

André Pimenta (*)

Segundo o Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), os custos logísticos no Brasil ficam entre 15% e 18% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Os custos percorrem toda a cadeia, moldando decisões operacionais, estratégias de negócios e até a experiência de consumo.

No transporte de cargas, a digitalização e integração de sistemas, processos e pessoas pode ser uma grande dor. Afinal, cada falha eleva os custos operacionais, reduz a satisfação do cliente e diminui a produtividade. Pensando nisso, é essencial buscar soluções integradas que otimizem os investimentos e operações para atender às demandas do setor e garantir maior qualidade. Na prática, essas soluções envolvem o uso combinado de tecnologia, processos bem definidos e parcerias de negócio mais estratégicas.

O que faz uma solução logística funcionar de verdade?

Na fragmentação do transporte rodoviário, com o aumento de exigências e mudanças constantes, apenas recursos tecnológicos isolados ou processos desconectados não são suficientes. O que realmente faz uma solução logística funcionar é implementar um ecossistema integrado e otimizado.

Ao adotar tecnologias de automação, otimizar rotas, fortalecer parcerias estratégicas e centralizar a gestão financeira, a operação ganha mais eficiência, controle e agilidade. Algumas estratégias incluem:

Tecnologia e automação da operação:

Sistemas como ERP (Enterprise Resource Planning) e TMS (Transportation Management System), quando integrados, otimizam rotas, controlam estoques e automatizam processos, trazendo mais eficiência e reduzindo erros operacionais.

Roteirização inteligente e monitoramento de carga:

Com o uso estruturado de dados, algoritmos e sistemas de geolocalização (GPS) tornaram-se ferramentas essenciais para a eficiência operacional. Hoje, soluções baseadas em inteligência analítica consideram variáveis como trânsito em tempo real, janelas de entrega, restrições urbanas, capacidade de carga e perfil do cliente para definir rotas mais estratégicas. Com o sistema, é possível planejar melhor as entregas, aproveitar melhor as rotas, reduzir custos operacionais e acompanhar cada etapa do transporte com mais precisão.

Parcerias de negócio mais consolidadas e operação centralizada

Colaborar com operadores regionais permite adaptar a logística às realidades locais, garantindo mais agilidade, flexibilidade e assertividade nas entregas. No setor, esse modelo tem ganhado visibilidade, permitindo expansão acelerada, além de sistemas mais estruturados, completos e estratégicos.

Gestão financeira centralizada e suporte aos parceiros

Centralizar o controle financeiro e oferecer suporte estruturado aos parceiros melhora a organização da operação, reduz burocracias e fortalece toda a cadeia logística. A segurança financeira e fiscal é essencial para o bom funcionamento das operações, garantindo capilaridade no mercado e um melhor nível do serviço.

Mas como as soluções logísticas impulsionam resultados?

A digitalização não é apenas uma tendência passageira, mas uma realidade que precisa ser vista como consolidada já que é essencial para organização, eficiência e otimização das operações.

Soluções que eliminam retrabalhos, centralizam informações e aumentam a eficiência do controle logístico ajudam as empresas a operar com mais inteligência e previsibilidade. Consequentemente, a satisfação dos públicos estratégicos – nesse caso, motoristas parceiros e o cliente final – aumenta, já que as jornadas são melhoradas através do uso de tecnologias e a agilidade, centralização e previsibilidade dominam as operações.

Os próximos passos são digitais, inteligentes e conectados. Quando tecnologia e logística caminham juntas, o setor avança com mais eficiência, sustentabilidade e impacto positivo para todos. A modernização tecnológica pavimenta o futuro da logística, representando uma mudança estrutural na forma de planejar, operar e medir desempenho. Desta forma, conectamos pontos fundamentais: pessoas, processos e sistemas, de forma integrada em uma cadeia verdadeiramente inteligente.

(*) André Pimenta, CEO da Motz – O executivo tem 20 anos de experiência no setor, atuando em posições de liderança na área de supply chain e de negócio em empresas como Ambev e Votorantim Cimentos. Além de possuir 8 anos de experiência no cargo de CEO, trazendo sólido histórico nas áreas comerciais e de operações, com forte foco na entrega de resultados e estruturação de equipes. Atualmente está como CEO da Motz, transportadora digital que conecta cargas e destinos, facilitando a jornada da cadeia logística.

 

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Acordo UE–Mercosul ganha 10 pontos chave com foco em indústria e infraestrutura, diz KPMG

Da Redação (*)

Brasília – Autoridades e líderes empresariais da União Europeia (UE) e do Mercosul colocaram em pauta, hoje (27), o acordo UE–Mercosul, apresentado como um amplo pacto comercial preferencial baseado em regras e centrado em parcerias industriais. A proposta busca reduzir tarifas, simplificar normas e ampliar a previsibilidade para empresas, com possibilidade de aplicação provisória rápida e geração de ganhos imediatos para os dois blocos.

“A combinação entre redução de tarifas, simplificação regulatória e previsibilidade cria um ambiente mais propício para investimentos de longo prazo, especialmente em setores intensivos em infraestrutura. No entanto, o real impacto dependerá da capacidade de execução — tanto na implementação ágil quanto na superação de entraves estruturais — para que os ganhos potenciais se traduzam em competitividade concreta e integração efetiva das cadeias produtivas”, explica a sócia de Industrial Markets da KPMG no Brasil, Flavia Spadafora.

Para Denis Redonnet, vice-diretor-geral de Comércio e Segurança Econômica da Comissão Europeia, o acordo tem caráter “transformador”, tanto pelo tamanho do mercado quanto pelo nível de integração proposto. Segundo ele, a eliminação de tarifas para a maior parte das exportações europeias, aliada à facilitação de investimentos e à simplificação regulatória — incluindo a redução de monopólios e exigências de preços mínimos — tende a impulsionar cadeias produtivas mais integradas e competitivas.

“O acordo UE–Mercosul reforça o papel da infraestrutura como vetor crítico para transformar ganhos comerciais em resultados concretos. A ampliação do comércio e a integração das cadeias produtivas vão demandar investimentos relevantes em logística, energia e conectividade, além de maior eficiência regulatória. Para o Brasil, isso abre uma janela importante para acelerar projetos estruturantes alinhados à agenda de sustentabilidade e competitividade global”, aponta a sócia líder de infraestrutura da KPMG, Tatiana Gruenbaum.

Pontos-chave do debate

  1. O pacto busca diversificar e preservar as cadeias de suprimentos, especialmente de matérias-primas críticas, incorporando compromissos sociais, ambientais e climáticos.
  2. Priorização do desenvolvimento industrial com valor agregado: o Brasil foca na industrialização local; a UE apoia criação compartilhada de valor.
  3. A abertura de compras públicas no Mercosul amplia oportunidades para empresas europeias.
  4. O acordo fortalece a redução de tarifas
  5. PMEs e investidores se beneficiam de regras claras, menos barreiras e cadeias mais resilientes.
  6. A aplicação gera ganhos imediatos, mas o sucesso depende de execução rápida e comunicação eficaz.
  7. Áreas com maior potencial: automotivo, energia, manufatura, biocombustíveis/SAF, tecnologias verdes, descarbonização, e economia circular.
  8. Persistem desafios: complexidade tributária brasileira e juros elevados
  9. Ferramentas de apoio incluem financiamento à exportação (principalmente nacional) e
  10. Platataforma Access2Markets.   –  (*)  Com informações da KPMG

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IBP alerta parlamentares sobre riscos e impactos do imposto de 12% sobre exportação de petróleo no mercado brasileiro

Da Redação (*)

Brasília – O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) vai promover, no dia 29 de abril, às 8h, em Brasília, um encontro com lideranças da Câmara e do Senado para discutir os impactos do conflito no Oriente Médio, com destaque para a volatilidade nos preços de petróleo e as medidas adotadas pelo Governo para conter a alta dos preços dos combustíveis no Brasil, especialmente o imposto sobre a exportação de petróleo bruto.

Além de lideranças da Câmara e do Senado, confirmaram presença CEOs de grandes empresas em atuação no Brasil e outras associadas ao IBP. O Instituto apresentará dados das projeções que demonstram o resultado positivo da arrecadação da União em face do aumento do preço do brent no mercado internacional, bem como os impactos negativos para a arrecadação dos Estados, se mantida cobrança do Imposto de Exportação.

Além disso, juntos com os especialistas do setor de O&G, o IBP discutirá os riscos à competitividade do petróleo brasileiro no mercado global e impropriedades jurídicas, em um momento em que o país se apresenta como um supridor confiável de energia em um cenário geopolítico de conflito no Oriente Médio. A taxação também gera instabilidade e insegurança jurídica para futuros investimentos em uma indústria de maturação longa e intensiva em capital.

SERVIÇO

Evento: Conversa com IBP: MP 1340/26 e os cenários para a indústria de O&G

Data: 29 de abril

Horário: 08h

Local: BHotel, Setor HoteleiroNorte (SHN), Quadra 05, Lote L, Bloco J, Eixo Monumental – Brasília/DF

Credenciamento de imprensa: Deve ser realizado até o dia 28 de abril, às 18h, neste formulário.

(*) Com informações do IBP

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“O Brasil não pode se limitar a ser exportador de minerais críticos”, afirma ministro do MDIC Márcio Elias Rosa

Titular do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços defende que exploração do minério esteja conectada ao desenvolvimento da indústria nacional. Acordos assinados com Espanha e Alemanha durante viagem do presidente Lula à Europa reforçam o entendimento

Da Redação (*)

Brasília – O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (24), durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, que o Brasil não pode se limitar a exportar minerais críticos como matéria-prima e deve usar essas reservas estratégicas para fortalecer a indústria nacional. Segundo ele, a política do Governo do Brasil para o setor busca agregar valor à produção mineral e transformar esses recursos em vetor de desenvolvimento econômico e soberania.

“É o tema da atualidade. Deixou de ser meramente econômico, comercial, e hoje é um tema geopolítico. O governo quer apresentar propostas e sugestões que, sobretudo, aperfeiçoem o dever de industrialização do mineral crítico no país. Não queremos ser um exportador de matéria-prima. Não vamos cometer o equívoco de imaginar que mineral crítico ou terra rara no país seja objeto de exportação. Não pode ser. Tem que ser de industrialização. É um grande insumo para a indústria”, ressaltou Márcio Elias Rosa.

Segundo o ministro Márcio Rosa, “o governo quer apresentar propostas e sugestões que, sobretudo, aperfeiçoem o dever de industrialização do mineral crítico no país. Não queremos ser um exportador de matéria-prima. Não vamos cometer o equívoco de imaginar que mineral crítico ou terra rara no país seja objeto de exportação. Não pode ser. Tem que ser de industrialização. É um grande insumo para a indústria”.

Minerais críticos são matérias-primas consideradas essenciais para a transição energética, a transformação industrial e a segurança econômica, por sua ampla aplicação em tecnologias como baterias, energias renováveis e sistemas digitais, além de sua oferta muitas vezes concentrada em poucos países.

Acordos com Espanha e Alemanha

Na semana passada, durante viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa, o Brasil assinou, com os governos da Espanha e da Alemanha, uma série de atos bilaterais que reforçam a cooperação em áreas centrais para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social.

Entre os destaques está a assinatura de acordos no campo de minerais críticos, firmados entre o Ministério de Minas e Energia do Brasil e os ministérios da Economia e da Transição Ecológica da Espanha, e da Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha.

Os acordos — que sucedem os assinados com a Índia e a Coreia do Sul em fevereiro — estabelecem bases para ampliar a cooperação bilateral em toda a cadeia produtiva desses insumos estratégicos.

“[O tema] está associado à nova indústria do mundo, porque aquilo que você pode aproveitar de minerais estratégicos, críticos ou das chamadas terras raras, é fundamental para o desenvolvimento, para a inovação tecnológica. Está associado muito mais à soberania dos países do que a uma questão meramente econômica. É por isso que está todo mundo querendo discutir o assunto. O Brasil talvez tenha a segunda maior reserva de terras raras, minerais críticos ou estratégicos no mundo. Então, temos um ativo muito importante”, lembrou o ministro.

(*) Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Porto de Santos amplia recordes e em três meses já alcança números anuais do século 20

No 1º trimestre de 2026, supera o resultado total de 1999 e fica perto do registrado no ano 2000

Da Redação (*)

Brasília – O Porto de Santos não para de registrar recordes. No mês de passado, a movimentação de cargas atingiu 16,9 milhões de toneladas, recorde para o mês de março e segunda melhor marca mensal da história. No acumulado deste ano, as cargas somaram 42,8 milhões de toneladas (também melhor marca acumulada histórica). Com essa marca, o primeiro trimestre de 2026 supera o total movimentado pelo Porto em todo o ano de 1999 (42,7 milhões de toneladas) e próximo do melhor resultado do século 20 (43,1 milhões), evidenciando o crescimento acelerado da maior estrutura portuária do hemisfério sul.

No último mês de março, a movimentação de contêineres chegou a 485 mil TEU em março de 2026, aumento de 5,4% em relação ao mesmo mês do ano passado e melhor marca histórica para março. No acumulado do trimestre, os 1,4 milhão de TEU representam um crescimento de 3,6% na comparação com 2025. TEU é a medida padrão para contêineres.

Os recordes não param por aí. A movimentação de granéis líquidos acumulou 5 milhões de toneladas nos três primeiros meses – um aumento de 11,6% comparado ao mesmo período de 2025 e melhor marca da história para um primeiro trimestre. Em março, foi movimentado 1,8 milhão de toneladas, com destaque para o aumento do embarque de gasolina, óleo combustível, diesel e gasóleo: +26,3%, +38,4% e +22,0%, respectivamente.

Os granéis sólidos chegaram ao acumulado de 20,5 milhões de toneladas no trimestre (+11,6%), um avanço de 5,2% em comparação ao mesmo período de 2025. No mês de março foram movimentadas 8,8 milhões de toneladas (-0,3%), destacando-se os embarques de açúcar (+9,1%) e farelo de soja a granel (+9,8%).

Importância do Porto de Santos para o Brasil

A participação do Porto de Santos na corrente comercial brasileira foi de 28% no acumulado dos primeiros três meses do ano. No período, a China consolidou-se como o principal parceiro comercial: cerca de 30,7% das transações comerciais nacionais com o exterior que passaram pelo Porto de Santos tiveram o país asiático como origem ou destino – o valor movimentado no primeiro trimestre chegou a US$ 12,98 bilhões (ante US$ 4,39 bilhões transacionados com os EUA, o segundo maior parceiro).

São Paulo foi o estado com maior participação nas transações comerciais com o exterior por meio do Porto de Santos no primeiro trimestre de 2026. Foram US$ 21,84 bilhões, correspondentes a 51,9% do total.

“Os números comprovam a força do Porto de Santos e o trabalho forte e responsável da comunidade portuária a da gestora pública deste gigante patrimônio do Brasil. Temos que nos orgulhar deste Porto e por isso trabalhamos para prepará-lo para os próximos 20 anos”, comemorou o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini.

(*) Com informações da Autoridade Portuária de Santos

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Investigações do MDIC e da Fazenda interrompem fraudes em 21 processos de importações de produtos diversos

Entre as irregularidades estão a subdeclaração de valores e a classificação indevida de mercadorias

Da Redação (*)

Brasília – Investigações conduzidas pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda (MF) interromperam, nos últimos meses, diversas operações de importação que burlavam regras de comércio exterior com práticas como subdeclaração de valor e classificação indevida de mercadorias.

Foram 50 denúncias recebidas entre agosto de 2024 e dezembro de 2025. Em 21 desses casos, as investigações confirmaram os indícios de irregularidades, que alcançavam empresas e produtos dos setores têxtil, siderúrgico, de linha branca, autopeças, químico, eletroeletrônicos e produtos esportivos, além de itens como pneus, secadoras de roupa, redes de pesca e vestuário, entre outros.

Para três dos 50 casos, as denúncias se mostraram improcedentes. Outras 26 denúncias ainda estão sob investigação.

“A atuação do governo busca coibir práticas indevidas na importação, que prejudicam empresas que cumprem as regras. Ao fortalecer os mecanismos de controle e fiscalização, ampliamos a previsibilidade e garantimos um ambiente mais equilibrado para quem atua de forma regular”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

Ação conjunta Secex e Receita Federal

Os dados sobre as investigações constam de relatório do Grupo de Inteligência de Comércio Exterior (GI-CEX), elaborado conjuntamente pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB).

Constatado o indicativo de conduta irregular, a Secex adota medida de controle prévio sobre as importações da empresa, em relação ao produto alvo da investigação. Conhecida como licenciamento não automático, a ação permite, com base em gestão de riscos, a verificação da autenticidade, veracidade e exatidão das informações prestadas pelos importadores antes do despacho aduaneiro.

A exigência de licenciamento mais rigoroso tem se mostrado eficaz. De acordo com o relatório, entre 19% e 79% das licenças de importação, a depender da empresa e do produto, são canceladas pelo próprio importador ou indeferidas enquanto a medida está em vigor.

A atuação do Grupo de Inteligência também conta com o reforço da fiscalização aduaneira pela Receita Federal, com ações realizadas tanto antes quanto após o desembaraço das mercadorias. O grupo tem como atribuição identificar indícios de infração à legislação de comércio exterior, propor medidas para sua prevenção e repressão, além de articular cooperação com outros órgãos da administração pública federal.

“Com essa atuação coordenada, o GI-CEX contribui para assegurar isonomia competitiva, fortalecer o ambiente de negócios e coibir práticas irregulares no comércio exterior brasileiro, sem aumento de burocracia”, destaca Renato Agostinho da Silva, diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior da Secex.

(*) Com informações do MDIC

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ApexBrasil lança curso gratuito de capacitação em logística com conteúdo preventivo para exportação

Nova capacitação da Agência apresenta, em episódios curtos e material prático, os principais aspectos logísticos do comércio exterior para empresas que querem exportar com mais segurança

Da Redação (*)

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Produtos e Investimentos (ApexBrasil) lançou o curso Guia de Logística para Exportação, que apresenta os principais aspectos logísticos do comércio exterior por meio de episódios curtos em animação. Ao se inscrever, a empresa também recebe gratuitamente o e-Book “Guia de Logística para Exportação”, material prático e de consulta rápida para apoiar o processo de exportação, do planejamento logístico à tomada de decisões ao longo de cada etapa. Para acessar o curso, basta acessar o portal Ead da ApexBrasil e realizar o cadastro na plataforma.

Curso com conteúdo preventivo e orientador na tomada de decisões

Para muitas empresas, a jornada de entrada no mercado internacional é cercada de dúvidas. Questões como atrasos, custos extras, falhas operacionais e de logística podem comprometer o processo exportador. Pensando nisso, a ApexBrasil desenvolveu o curso para ajudar empresas interessadas em exportar a compreenderem a operação de ponta a ponta, com mais previsibilidade, segurança e eficiência.

A proposta é oferecer um conteúdo preventivo, capaz de antecipar desafios e orientar decisões antes que os problemas aconteçam. Mais do que vender para o exterior, exportar exige planejamento logístico e atenção aos detalhes que impactam diretamente o sucesso da operação.

Os episódios do curso contam com personagens que representam diferentes perfis de empresas, que enfrentam e lidam com experiências comuns da jornada exportadora. A partir desses casos, o curso explica temas relevantes da logística internacional, como funcionamento da alfândega, habilitação da empresa para exportar, Incoterms, escolha do modal de transporte, documentos da exportação e formação do preço de exportação.

O conteúdo também traz orientações sobre exportação indireta, logística da carga, exportação via e-commerce e estratégias para acessar novos mercados internacionais. Ao concluir o curso, a empresa estará mais preparada para estruturar e executar as etapas do processo exportador com clareza e segurança, reduzindo riscos e ampliando suas chances de sucesso no mercado internacional. Acesse o curso e prepare sua empresa para exportar com mais segurança e eficiência!

(*) Com informações da ApexBrasil

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Sebrae vê com otimismo oportunidades de internacionalização para MPEs com acordo União Europeia-Mercosul

 Presidente da instituição, Rodrigo Soares, participou de painel na maior feira de tecnologia industrial do mundo, ao lado de empreendedores brasileiros

Da Redação (*)

Brasília – O acordo comercial entre União Europeia e Mercosul entra em vigor no próximo dia 1º de maio, facilitando o acesso para empresas brasileiras a um mercado com 450,4 milhões de habitantes em 27 países, que somam um PIB de US$ 19,99 trilhões. O Sebrae Nacional participou de painel, nesta quinta-feira (23), na Hannover Messe 2026, que discutiu as oportunidades que esse acordo abre para pequenos negócios brasileiros e como as micro e pequenas empresas do país estão se preparando para essa janela inédita de oportunidades.

O presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, conversou com empreendedores de pequenos negócios brasileiros, que participam do evento com o apoio a instituição. Participaram do painel Gabriel Bugança, fundador da Carbon Smart, de Santa Catarina, que oferece soluções para quem consome, vende, opera ou investe em energia limpa; Sílvio Corrêa, CEO da EasyPro Tech, do Rio Grande do Sul, que dispõe de soluções digitais para cronoanálise, qualidade e produtividade industrial; e Jeison Bastiani, CEO e cofundador da ForLogic Software, do Paraná, que apoia empresas na melhoria de qualidade, compliance e gestão.

Rodrigo Soares destacou a crescente projeção internacional do Brasil e o trabalho do Sebrae, integrado com órgãos do governo federal, para impulsionar as exportações das MPE brasileiras. “Nós conseguimos abrir nos últimos anos, graças à atuação do governo federal e da ApexBrasil, cerca de 544 novos mercados”, afirmou. Ele ressaltou o recorde histórico das exportações do Brasil em 2025, que somaram US$ 348 bilhões, superando em US$ 9 bilhões o recorde anterior, registrado em 2023.

Atração de investimentos e oportunidades de internacionalização

“Hoje o Brasil possui uma confiança internacional. Nós somos atualmente o quarto maior destino de investimento estrangeiro direto no mundo. Em 2025 foram cerca de US$ 77,6 bilhões, segundo o Banco Central”, ressaltou Rodrigo Soares. Nesse contexto, ele apontou o potencial de impacto do acordo UE-Mercosul.

“Daqui a alguns dias, o acordo estará valendo. Considerando os 27 países europeus e os do Mercosul – Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia –, os blocos somam um PIB de US$ 22,4 trilhões e 718 milhões de consumidores”, observou, questionando os empreendedores sobre as oportunidades da internacionalização.

“A gente aqui tem acesso a tecnologia de ponta, e é legal também poder observar que a nossa tecnologia também é de ponta”, ressaltou Jeison Bastiani, da ForLogic. “O que a gente faz no Brasil também ajuda o mercado alemão, por exemplo,” afirmou.

Ele mencionou a facilidade de gerar negócios e a possibilidade de se conectar com empresas italianas e consultorias alemãs, enxergando “ótimas promessas”. O empresário lembrou também do trabalho pós-feira: “Agora, voltando para casa, tem que fazer o dever de casa. Tem que pegar todos esses contatos, estudar e dar o prosseguimento”.

Silvio Correa, CEO da EasyPro, comentou a transição de sua empresa de visitante a expositor na Hannover Messe e ressaltou a importância do acesso a novos contatos e mercados. “O apoio do Sebrae foi muito importante para conseguir fazer essa junção, essa interação no atendimento a clientes e nas oportunidades para alavancar nosso negócio na Europa”, comentou.

O apoio do Sebrae para a internacionalização também foi destacado por Gabriel Bugança, da Carbon Smart, que faz sua primeira participação na Hannover Messe. “Conseguimos muitas parcerias com empresas brasileiras e da Europa, como Holanda, Inglaterra, e também chinesas”, celebrou.

(*) Com informações do Sebrae

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